Solução Corporativa VoIP: Caso Prático

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1 Solução Corporativa VoIP: Caso Prático Este tutorial tem por objetivo apresentar uma visão geral do framework VoIP e demonstrar de que maneira a adoção desse protocolo pelas empresas pode trazer reduções significativas nos custos de telefonia. Sérgio Ricardo de Freitas Oliveira Sócio-diretor da LanLink, onde é responsável pelo Departamento de Engenharia de Soluções, coordenando equipes de concepção de soluções na área de telecomunicações e infra-estrutura de TI (Redes LAN/WAN, IP Telephony, Storage, Servers e Segurança da Informação). É graduado em Ciências da Computação pela UECe (Universidade Estadual do Ceará) e pós-graduado em Marketing pelo IPAM (Instituto Português de Administração e Marketing). Antes da LanLink, onde já está desde 1997, trabalhou na Petrobrás por 12 anos. Categoria: VoIP Nível: Introdutório Enfoque: Técnico Duração: 20 minutos Publicado em: 22/08/2005 1

2 Caso Prático VoIP: Introdução VoIP (Voz sobre IP) é um framework (conjunto de padrões) que no Brasil tem tido uma crescente utilização devido à redução dos custos dos equipamentos que o implementam. Este tutorial tem por objetivo apresentar uma visão geral do framework VoIP e demonstrar de que maneira a adoção desse protocolo pelas empresas pode trazer reduções significativas nos custos de telefonia. Situação Atual As empresas têm tradicionalmente utilizado equipamentos do tipo PABX para prover comunicação de voz entre seus colaboradores, através do uso de seus ramais analógicos ou digitais, aos quais são conectados os respectivos terminais telefônicos analógicos ou digitais. Esses PABX s, por sua vez, são conectados às redes públicas de telefonia comutada (PSTN Public Switched Telephone Network) e/ou conectados entre si através de circuitos dedicados providos por uma operadora de telecomunicações, o que permite que os ramais internos originem e recebam chamadas de/para interlocutores localizados em qualquer lugar do planeta que também estejam, de alguma forma, conectados a uma PSTN. Quando uma empresa possui diversas filiais em localidades físicas distintas, cada uma dessas filiais via de regra tem o seu próprio PABX, e a interconexão destes às redes públicas de suas respectivas cidades garante a comunicação telefônica por toda a empresa. Se as filiais estão em cidades ou países diferentes, a empresa fica sujeita às tarifas de longa distância (DDD ou DDI, na terminologia utilizada no Brasil) cobradas pela operadora selecionada para o estabelecimento da chamada. Se o volume ou duração das chamadas de longa distância for elevado, essas tarifas podem tornar os custos de telefonia da empresa proibitivos. A utilização do framework VoIP tendo a Internet como meio permite que uma chamada de longa distância custe, no máximo, o mesmo que uma chamada local. Este tutorial aborda os aspectos técnicos mais relevantes e mostra algumas das formas para realizar esse tipo de implementação. As referências indicadas ao longo do texto entre colchetes encontram-se listadas no final do tutorial. 2

3 Caso Prático VoIP: Framework VoIP Conceito A designação VoIP vem de Voice over IP, onde IP é o tradicional Internet Protocol (definido na [RFC791] do IETF - Internet Engineering Task Force) utilizado tanto na Internet como em redes privadas de comutação de dados. O framework Voice over IP usa o protocolo IP para transmitir voz como pacotes de dados sobre uma rede IP. Desta forma, um sistema VoIP pode ser implementado em quaisquer redes que usem o protocolo IP: Internet, intranets e redes locais (Local Área Networks LAN s). Nesses sistemas o sinal de voz é digitalizado, comprimido, e convertido em pacotes IP antes de efetivamente ser transmitido pela rede. Protocolos de sinalização são usados para estabelecer e desconectar chamadas, transportar informações necessárias para localizar usuários e negociar funcionalidades. Um dos padrões mais conhecidos do framework VoIP é o [H.323], definido pelo ITU (International Telecommunication Union) em A estrutura do H.323 pode ser vista nas figuras 1 e 2 [ARORA99]. Figura 1: Estrutura do Protocolo H.323 3

4 Figura 2: Estrutura do Protocolo H.323 O padrão H.323 provê o alicerce para comunicações de áudio, vídeo e dados através de uma rede baseada em no protocolo IP. Esse padrão tem como objetivo permitir que produtos e aplicações de multimídia de diferentes fabricantes possam inter-operar, permitindo aos usuários se comunicarem sem preocupações quanto a compatibilidade. O H.323 é uma recomendação tipo guarda-chuva do ITU e que estabelece padrões para comunicações multimídia sobre redes locais que não provêm funcionalidades de Qualidade de Serviço (QoS). Foge ao escopo deste tutorial um aprofundamento sobre o padrão H.323, mas um farto material pode ser encontrado no site do IETF. Transporte de Voz O protocolo RTP mencionado na figura 2 é o Real Time Protocol, que provê serviços de entrega fim-a-fim para dados com características de tempo-real, tais como áudio interativo e vídeo. Esses serviços incluem identificação do tipo de payload, numeração de seqüências, timestamping e monitoramento de entrega. As aplicações VoIP tipicamente rodam o RTP sobre UDP (serviço de transporte de dados sem conexão) nativo do protocolo IP, para tomar proveito de seus serviços de multiplexação e checksum, conforme pode ser verificado na recomendação [RFC3550] do IETF. Como o protocolo RTP não prevê a criptografia do payload, as comunicações telefônicas que utilizam VoIP estão sujeitas a ataques do tipo man-in-the-middle, nos quais o hacker captura o stream da conversação e transforma-o em arquivos tipo.wav ou.mdi para posterior reprodução e/ou divulgação. 4

5 Isso pode ser evitado se os equipamentos terminais e/ou gateways implementarem critptografia via hardware (para evitar impacto no delay), ou se a comunicação entre terminais e/ou gateways trafegar por um túnel VPN (Virtual Private Network). Neste último caso é necessário avaliar se o delay adicionado pelo túnel VPN não irá comprometer a qualidade fim-a-fim da comunicação de voz. O IETF está trabalhando em um aperfeiçoamento do protocolo RTP chamado Secure RTP, o qual proverá confidencialidade, autenticação e replay-protection às comunicações baseadas no RTP [RFC3711]. Qualidade de Serviço (QoS) O transporte de voz por comutação de pacotes deve levar em consideração que esse tipo de serviço precisa ser capaz de fornecer um nível de qualidade muito semelhante aos serviços de voz tradicionais baseados em comutação de circuitos e/ou multiplexação por divisão de tempo, sob pena de causar uma grande insatisfação nos usuários, já acostumados a essas tecnologias. Por este motivo qualquer tecnologia que vise prover serviços de voz numa rede de pacotes beneficia-se enormemente de mecanismos que garantam ou pelo menos aproximem essa qualidade. O conceito de Qualidade de Serviço (Quality of Service - QoS) refere-se à capacidade da rede em prover o melhor serviço para determinados tipos de tráfego sobre as mais diversas tecnologias, inclusive Frame Relay, ATM, Ethernet, SONET, e redes IP que usem algumas ou todas essas tecnologias. Seu principal objetivo é prover prioridade e, inclusive, o controle de banda dedicada, jitter e tempo de latência (necessários a alguns tipos de tráfego interativos e em tempo-real). A qualidade de serviços de voz sobre IP (ou qualquer outro tipo de protocolo de transmissão de dados) é muito afetada por problemas como delay (tempo que o sinal de voz leva para ser digitalizado, serializado, transmitido e recuperado na outra ponta), jitter (variações de delay) e perdas de pacotes. Portanto, numa situação ideal algum tipo de QoS precisaria ser implementado nas infra-estruturas de rede que irão suportar um serviço de VoIP. Existem várias técnicas para implementação de QoS, principalmente em se tratando de LAN s, onde todos os equipamentos pertencem a uma mesma empresa e sobre os quais se tem total controle. Neste caso podem ser adquiridos comutadores (switches) que implementem várias dessas técnicas simultaneamente. Detalhes adicionais podem ser encontrados em [CISCO-QoS-02]. Para a implementação de VoIP em redes de longa distância (Wide Área Networks WAN s) duas abordagem de QoS podem ser adotadas: Serviços Diferenciados (DiffServ) e Serviços Integrados (IntServ). Ambas são abordagens definidas pelo IETF. A abordagem IntServ procura garantir qualidade de serviço fim-a-fim, isto é, negociando e reservando recursos exclusivos para tráfego priorizado (ex: largura de banda) por toda a rota entre transmissor e receptor. Baseia-se no protocolo RSVP (Resource Reservation Protocol), e necessita que todos os roteadores nessa rota implementem esse protocolo [POP00]. A abordagem DiffServ baseia-se na marcação de bits TOS (Type of Service) no cabeçalho do pacote IP para atribuição de diferentes níveis de prioridade para os pacotes [CSCMU01]. Nas WAN s privadas as empresas têm a opção de adquirirem e instalarem roteadores que implementam DiffServ e/ou IntServ e, dessa forma, garantir efetivamente uma excelente qualidade para seus serviços VoIP. Infelizmente na Internet não se tem a garantia de que todos os roteadores implementam RSVP ou 5

6 tomam decisões de encaminhamento de pacotes baseadas na análise dos bits TOS (embora esses bits sejam obrigatórios em todo pacote IP, a [RFC2474] ainda é apenas uma recomendação, e não uma norma). Na prática, quando uma empresa deseja utilizar a Internet como backbone para serviços de VoIP, o máximo que se pode fazer é garantir que os gateways de borda (ou seja, aqueles instalados nos limites entre a Internet pública e as rede privadas da empresa) implementem DiffServ. Não obstante o fato de a Internet não prover QoS, o que se observa na prática é a obtenção de excelentes níveis de qualidade na comunicação de voz usando-se VoIP através da Internet. Some-se a isso a enorme redução nos custos de aquisição dos equipamentos necessários para implementação desses serviços, e o que se tem hoje são mais e mais empresas adotando esse tipo de tecnologia. 6

7 Caso Prático VoIP: Codificação de Voz Na figura 2 apresentada anteriormente pode-se ver que um dos componentes necessários para transmissão de voz numa rede de dados é o Áudio CODEC (Codificador-Decodificador). Este componente é o responsável por transformar a voz humana (um sinal analógico) em uma seqüência de bits (um sinal digital) para transmissão numa rede de dados, fazendo amostragens periódicas no sinal de voz. Em equipamentos do tipo gateways VoIP, esses CODECs são implementados através de um componente chamado DSP (Digital Signal Processor). A introdução dos microprocessadores no final dos anos 70 e início dos anos 80 tornou possível usar técnicas de processamento digital de sinais (Digital Signal Processing) em um range muito maior de aplicações. Durante os anos 80 a importância crescente do processamento digital de sinais levou vários fabricantes importantes (como Texas Instruments, Analog Devices e Motorola) a desenvolverem os chips DSP, ou seja, microprocessadores especializados com arquiteturas projetadas especificamente para os tipos de operações requeridas ao processamento digital de sinais. Como um microprocessador de uso geral, um DSP é um dispositivo programável, com seu próprio conjunto de instruções nativas. O uso desses chips associados a algoritmos de compressão permitiu a implementação de diversas tecnologias de CODEC s. Exemplos de chips DSP são o DSP542 e DSP549 fabricados pela Texas Instruments e usados pela CISCO Systems em seus gateways VoIP [CISCO-CODEC1]. Cada CODEC provê certa qualidade de voz. A medida de qualidade da voz transmitida é uma resposta subjetiva de um ouvinte. Uma medida comum usada para determinar a qualidade do som produzido pelos CODECs específicos é o MOS (Mean Opinion Score). Com o uso do MOS, um amplo range de ouvintes julgam a qualidade de uma amostra de voz (correspondendo a um CODEC particular) numa escala de 1 a 5. A partir desses resultados, é calculada a média dos scores para atribuir o MOS para aquela amostra [CISCO- CODEC2]. Na tabela 1 são apresentados alguns scores MOS para os CODECs mais usados. Na Tabela 2 são descritos os scores MOS. 7

8 Método de Compressão Bit Rate (kbit/s) MOS Score Delay (ms) G.711 PCM G.726 ADPCM G.728 LD-CELP to 5 G.729 CS-ACELP G.729 x 2 Encodings G.729 x 3 Encodings G.729a CS-ACELP G MP-MLQ G ACELP Tabela 1: Scores MOS de alguns CODEC's [CISCO-CODEC2] Score Definição Descrição 5 Excelente 4 Bom Um sinal de voz perfeito gravado em um local silencioso Qualidade de uma chamada telefônica de longa distância (PSTN) 3 Razoável Requer algum esforço na escuta 2 Pobre Fala de baixa qualidade e difícil de entender 1 Ruim Fala não clara, quebrada Tabela 2: Scores MOS [UMSIS-MOS] 8

9 Na tabela 3 é mostrada a banda real utilizada pelo CODEC G.729 em três tipos de meio: Frame Relay sem usar compressão, Freme Relay usando compressão, e Ethernet. Codec & Bit Rate G Kbit/s Codec Information Codec Sample Size Codec Sample Interval Mean Opinion Score (MOS) Voice Payload Size Bandwidth Calculations Voice Payload Size Packets Per Second (PPS) 10 Bytes 10 ms Bytes 20 ms 50 Bandwidth MP or FRF Kbit/s with crtp MP or FRF Kbit/s Ethernet 31.2 Kbit/s Tabela 3: Consumo real de banda para o G.729 [CISCO-CODEC3] Os algoritmos de compressão são patenteados e seu uso obriga o fabricante do gateway VoIP a pagar royalties ao proprietário do algoritmo. Por exemplo, o G.729 apresentado na tabela 4 é patenteado pela empresa VoiceAge Solutions [VOICEAGE]. Nessa tabela, a qualidade TOLL é equivalente à obtida de uma linha de uma operadora de telefonia convencional (Telephony Operator Leased Line). Características G.729 G.729A G.729D G.729E Bit Rate 8 kbit/s 8 kbit/s 6.4 kbit/s 11.8 kbit/s Tipo CS-ACELP CS-ACELP CS-ACELP CS-ACELP Delay Tamanho do Frame 10 ms 10 ms 10 ms 10 ms Lock ahead 5 ms 5 ms 5 ms 5 ms Qualidade TOLL TOLL near TOLL TOLL Complexidade MIPS Menor que G.729 ~30 RAM < 4K 2K Menor que G.729 ~4K Tabela 4: As várias versões do CODEC G.729 [VOICEAGE] Existem também algoritmos de compressão fechados (i.e., cujas especificações não são públicas nem licenciáveis). O algoritmo utilizado pela operadora de telefonia IP Skype (www.skype.com) propicia 9

10 qualidade de comunicação superior, mesmo com linhas discadas (56 kbit/s). Vale a pena atentar para o efeito provocado pelo ajuste do tamanho do payload nos frames IP usados para VoIP. O payload é a área de dados do frame onde a informação de voz codificada é colocada, conforme pode ser visto na figura a seguir. Figura 3: Encapsulamento VoIP num frame IP [CISCO-CODEC3] Quanto maior o payload, menor será o consumo de banda numa chamada VoIP, porém maior será o delay para transmitir cada frame desta chamada. Uma aplicação bem interessante é o Voice CODEC Bandwidth Calculator, da CISCO [CISCO-CODEC4] disponível na Internet para usuários registrados, o qual permite que se façam simulações do uso real de banda tendo como parâmetros de entrada o tipo de CODEC utilizado e o tamanho do payload desejado. 10

11 Caso Prático VoIP: Cenários Práticos O cenário prático mais simples é aquele onde a empresa não vê como necessária a integração dos serviços tradicionais de voz (PABX e/ou PSTN) com os serviços de VoIP. Tipicamente é usado quando é pequeno o número de usuários que executam chamadas de longa distância. Na Figura 4 pode-se ver uma diagrama esquemático desse tipo de cenário. Figura 4: Cenário típico para número pequeno de usuários Nesse exemplo as chamadas locais são feitas através do sistema tradicional de telefonia (via PABX e operadoras locais PSTNs), e as chamadas de longa distância são preferencialmente feitas por meio dos equipamentos gateways VoIP. A função do gateway VoIP é conectar terminais telefônicos comuns, codificar os sinais de voz recebidos desses terminais, empacotá-los em frames IP e transmiti-los pela rede de dados (e vice-versa). Como são completamente isolados, nenhuma comunicação é possível entre os terminais telefônicos conectados aos gateways VoIP e os terminais conectados aos PABX s. A conexão dos terminais telefônicos ao gateway VoIP se dá por meio de interfaces FXS (Foreign Exchange Station), as quais geram tons de discagem para os terminais. A execução de uma chamada pode ser feita discando-se o número de um ramal remoto, ou simplesmente levantando-se o fone do gancho em um dos terminais (dependendo do equipamento é possível configurar uma ou outra forma, mas não as duas simultaneamente). A vantagem desse cenário é que é tão simples que pode ser usado mesmo em empresas que não possuem equipamentos PABX em seus escritórios. Na figura 5 vê-se uma evolução do cenário anterior, onde agora é possível que terminais telefônicos conectados tanto ao PABX como ao gateway VoIP originem e recebam chamadas de/para qualquer outro terminal da empresa. Tipicamente, um usuário localizado no Escritório 1 que deseja fazer uma chamada de longa distância para 11

12 um ramal localizado no Escritório 2 só precisará discar um código de acesso previamente configurado, seguido do número do ramal remoto. Uma nova possibilidade que se abre neste cenário é a de se originar chamadas de longa distância para assinantes localizados fora da empresa: se um usuário localizado no Escritório 1 (cidade A ) desejar fazer uma chamada de longa distância para um assinante qualquer na cidade B, tudo que precisará fazer é discar um código de acesso para obter uma linha do PABX do Escritório B, e em seguida discar o numero do assinante externo na cidade B. Esse tipo de operação também é conhecido como TOLL bypass. Figura 5: Integrando VoIP com a telefonia tradicional A conexão do gateway VoIP ao PABX pode se dar através de interfaces FXO (Foreign Exchange Office) ou E1. A primeira é usada para conexão a portas comuns (analógicas) de ramal do PABX. Para o PABX, o gateway VoIP aparenta ser um terminal telefônico analógico como outro qualquer. A desvantagem do uso de portas FXO é que se faz necessário uma quantidade suficiente de portas FXO no gateway VoIP que permita atender o número desejado de chamadas VoIP simultâneas, já que cada interface FXO transporta somente uma chamada de cada vez. A vantagem é a simplicidade e o custo, já que normalmente todo PABX tem algumas portas de ramal livres e que podem ser aproveitadas para conectar a um gateway VoIP. Por outro lado, usando uma interface E1 para conectar o gateway VoIP ao PABX, podem ser suportadas até 30 chamadas VoIP simultâneas. A desvantagem é o custo, pois interfaces E1 são significativamente mais caras que interfaces FXO. Além disso, nem todo PABX suporta interfaces E1, e mesmo que a empresa tenha PABX s que suportem, ela precisa garantir que eles possuam pelo menos uma interface E1 livre. 12

13 Caso Prático VoIP: Viabilidade Técnica e Econômica Qualquer projeto de VoIP deve ser precedido de uma análise de viabilidade técnica e de ROI (Return On Investment). Através dele, a empresa consegue prever se sua infra-estrutura está preparada e calcular em quanto tempo o investimento feito para a implementação do projeto de VoIP será compensado pela economia advinda da redução ou eliminação de pagamentos de DDD. Apresenta-se a seguir um exemplo para uma empresa hipotética, como a apresentada na figura 5, citada anteriormente. Essa empresa decide investir em dois gateways VoIP com 2 interfaces FXO cada um, ao custo unitário de R$ 1.050,00, totalizando R$ 2.100,00, e mais R$ 1.600,00 de serviços de instalação. O investimento total seria de R$ 3.700,00. Em quanto tempo esse investimento se pagaria? ITEM DESCRIÇÃO 1 A empresa possui um link ADSL de 256kbit/s em cada escritório para conexão com a Internet através de provedores locais. Cada link tem uma taxa média de 70% de utilização nas horas de pico. O custo mensal de cada link é de: CUSTO R$ 500,00 2 Valor total mensal da conta telefônica do Escritório 1: R$ 5.000,00 3 Valor total mensal da conta telefônica do Escritório 2: R$ 4.000,00 4 Custo total de telefonia da empresa = (2) + (3): R$ 9.000,00 5 Custo mensal dos serviços de DDD do Escritório 1: R$ 3.000,00 6 Chamadas da cidade A para B representam 60% desse total R$ 1.800,00 7 Custo mensal dos serviços de DDD do Escritório 2: R$ 2.500,00 8 Chamadas da cidade B para A representam 60% desse total R$ 1.500,00 9 Custo total de telefonia da empresa = (2) + (3): R$ 3.300,00 10 Como se trata de ADSL, assume-se que a banda útil seja de 128 kbit/s Tabela 5: Dados atuais do sistema de telefonia corporativa Com 2 interfaces FXO em cada escritório a empresa poderia ter no máximo duas chamadas simultâneas entre as cidades A e B utilizando VoIP. Como premissa de projeto assumiu-se que os gateways VoIP serão configurados com CODEC G.729 e que o payload será ajustado para 10 bytes, o que resulta numa banda de 16 kbit/s para cada chamada (ou seja, 32 kbit/s para duas chamadas simultâneas). Como a taxa de utilização de cada link é de 70%, sobram 38 kbit/s (=128 kbit/s x 30%) para uso por VoIP. Supondo ainda que, devido a congestionamentos e outros problemas, em média apenas 50% das chamadas entre A e B consigam ser completadas via VoIP, obrigando as chamadas restantes (50%) a utilizarem ainda a PSTN. Então nesse caso a economia máxima mensal seria de apenas 50% x R$ 3.300,00 = R$ 1.650,00. Rateando o custo mensal dos links ADSL para uso com VoIP, o que implica deduzir da economia mensal 13

14 30% do valor pago pelos links ADSL (ou seja, R$ 1.650,00 30% x R$ 1.000,00), valor efetivo da economia mensal será de R$ 1.350,00. Isso equivale a uma economia de 15% sobre os custos mensais totais de telefonia desta empresa. Em um ano a economia seria de 12 x R$ 1.350,00 = R$ ,00. Supondo que o custo do capital para esta empresa seja de 2,5% a.m., o investimento inicial de R$3.700,00 estaria pago ao final de 3 meses com a economia gerada [ =VF(0,025, 3, 1350, 3700) ]. O exemplo acima, apesar das hipóteses assumidas, pode ser considerado bem próximo da realidade. Um gateway VoIP de boa qualidade com suporte a CODEC G.729 e dotado de 2 interfaces FXO pode ser adquirido no mercado nacional a um custo inferior a US$ 350,00. 14

15 Caso Prático VoIP: Considerações Finais Neste tutorial procurou-se apresentar uma visão geral sobre o framework VoIP, discorrendo sobre os principais padrões e protocolos que o compõem, e sobre os aspectos práticos de sua implementação, visando demonstrar de que maneira as empresas podem obter proveito dele para reduzir seus custos de telefonia. Demonstrou-se que, dependendo do caso, essa economia pode chegar a valores bastante significativos. Além disso, o exemplo apresentado de estudo de ROI pode ser adaptado e servir de ponto de partida para justificar investimentos em VoIP por uma empresa. Como observação final vale a pena ressaltar que a legislação brasileira atual (assim como a norte-americana) ainda não faz referência a tecnologia VoIP. Contudo, no Brasil as empresas estão proibidas de usarem um modelo de negócio onde vendam serviços de telecomunicações para terceiros por meio de VoIP sem a devida concessão, onde as chamadas sejam iniciadas e terminadas simultaneamente na rede pública (PSTN) [MELCHIOR04]. Os modelos descritos neste tutorial são para uso apenas no âmbito de uma única empresa (o que é perfeitamente legal), e embora tecnicamente eles possam ser usados para prestação de serviços a terceiros (notadamente o TOLL bypass) isso se constituiria numa infração à legislação brasileira em vigor. Este tutorial de forma alguma esgota o assunto, e as referências citadas a seguir são fontes ricas de mais informação que devem ser acessadas pelos interessados em se aprofundar no seu estudo. Referências [ARORA99] Rakesh Arora, "Voice over IP: Protocols and Standards", [CISCO-CODEC1] CISCO Systems, " Voice Hardware: C542 and C549 Digital Signal Processors (DSPs)", [CISCO-CODEC2] CISCO Systems, " Understanding Codecs: Complexity, Hardware Support, MOS, and Negotiation". [CISCO-CODEC3] CISCO Systems, "Voice Over IP - Per Call Bandwidth Consumption", [CISCO-CODEC4] CISCO Systems, "Voice CODEC Bandwidth Calculator", [CISCO-QoS-02] CISCO Systems, "Quality of Service Networking", [CSCMU01] Carnegie Mellon University Computer Science Department, Lecture 22, "IntServ, DiffServ, RSVP", [H323] Packetizer H.323 Information Site, Packetizer Inc., [UMSIS-MOS] Digital Audio Signal Processing Lab, Department of Electrical and Computer Engineering (EEN), University of Miami, "Online Mean Opinion Score Test". [POPE00] Cheryl Pope, " Architectures for Quality of Service (QoS) in the Internet ",

16 [RFC791] IETF Request for Comment (RFC) "Internet Protocol", IETF, [RFC2474] IETF Request for Comment (RFC) "Definition of the Differentiated Services Field (DS Field) in the IPv4 and IPv6 Headers", IETF, 1998 [RFC3550] IETF Request for Comment (RFC) "RTP: A Transport Protocol for Real-Time Applications", IETF, 2003 [RFC3711] IETF Request for Comment (RFC) "The Secure Real-time Transport Protocol (SRTP)" [VOICEAGE] VoiceAge "G.729 Technology", [MELCHIOR04] Silvia Regina Barbuy Melchior, "VoIP e sua Inserção no Ambiente Regulatório Hoje",

17 Caso Prático VoIP: Teste seu Entendimento 1. O tipo de interface para conexão digital de um VoIP gateway a um PABX é: FXS; FXO; E1; V Adotando-se a codificação G.729 nos VoIP gateways, é seguro afirmar que cada chamada de voz não ocupará mais de 20Kbps de banda passante. Falso; Verdadeiro. 3. Assinale a afirmativa incorreta: O ajuste fino do payload size pode contribuir para a melhoria da qualidade de voz; O sinal de voz codificado num pacote VoIP é criptografado por default, para garantir sua inviolabilidade; No Brasil o tráfego de VoIP over Internet não requer outorga ou concessão se usado por uma empresa para atender suas necessidades próprias de comunicação, ainda que envolva acessos à rede comutada pública; Apesar do ceticismo inicial de alguns anos atrás, a ausência de QoS garantido na Internet não inviabilizou o uso de VoIP tendo a Internet como backbone, pois hoje consegue-se excelente qualidade de comunicação usando essa tecnologia; 17

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