7/4/2011 ABORDAGEM AO PACIENTE TRAUMATIZADO GRAVE: Reconhecer as lesões músculoesqueléticas. Reconhecer a biomecânica do trauma.

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1 TRAUMATISMOS DOS MEMBROS Atendimento Inicial e Imobilizações ABORDAGEM AO PACIENTE TRAUMATIZADO GRAVE: Manter as prioridades da avalição ABC Não se distrair com lesões músculo-esqueléticas dramáticas que não comportam risco de vida. Reconhecer as lesões músculoesqueléticas com risco de vida. Reconhecer a biomecânica do trauma. Fratura Luxação Entorse Contusão Distensão Amputação Ruptura, etc Tipos de Lesão Sinais e Sintomas Desvios Edema Equimoses Hematomas Dor local Exposição Alterações vasculares e neurológicas Fraturas Conceito: Interrupção da continuidade do osso. Sinais e Sintomas: Dor Impotência funcional Deformidade Aumento de volume Crepitação Classificação quanto à exposição: Fechada Exposta 1

2 Luxações Conceito: Perda de contato entre os ossos de uma articulação Sinais e Sintomas: Dor intensa, aumenta se a vítima tenta movimentar Deformidade mais acentuada Impossibilidade de movimentação. Edema; Dor. Entorses Conceito: Lesão parcial ou completa dos ligamentos Sinais e Sintomas: Dor Impotência funcional Edema Equimose Lesões Vasculares Trauma próximo ao trajeto de vaso Diminuição de sensibilidade Fraqueza articular Aumento progressivo da dor após imobilização de uma extremidade Sinais Lesões Vasculares Pulsos anormais Veias vazias Diminuição de perfusão Extremidade fria Hemorragia externa ativa Hematoma em expansão Avaliar pulso e perfusão distais Síndrome do Compartimento Aumento da pressão do tecido acima da pressão capilar, Isquemia local dos nervos e músculos Dor intensa, desproporcional à lesão Exame físico: Posição do membro - imóvel Palpação da área lesada - endurecida Mobilização dos dedos ou pé - dor intensa Sensibilidade da extremidade - diminuída Síndrome do Compartimento Suspeita ou certeza do diagnóstico, deve ser removidos imediatamente: gesso, enfaixamento, tração, curativos Sem resposta fasciotomia Tempo de compressão - prognóstico 2

3 Lesão de nervos Avaliar função e sensibilidade de nervos Lesão total ou parcial Diferencial - obstrução arterial ou síndrome compartimental Fraturas Expostas Cobertura imediata com compressa estéril Amputações Traumáticas Perda de continuidade de membro Amputações Traumáticas Limpeza o mais rapidamente possível. Proteção com compressa estéril umedecida com SF. Enfaixamento compressivo e/ou garrote Acondicionar coto em saco plástico estéril, Acomodar coto em recipiente contendo gelo. Transporte rápido para local de atendimento especializado Síndrome de esmagamento Rabdomiólise traumática insuficiência renal e morte decorrente de trauma muscular grave. Risco em desmoronamento, terremotos, quedas de prédios ou lajes Liberação da proteína mioglobina e de potássio quando há destruição muscular Atendimento pré-hospitalar Traumas Abertos Controlar a hemorragia e tratar o choque. Ferimentos devem ser cobertos com curativos estéreis compressíveis para controle do sangramento. Imobilização do membro de maneira adequada. Transporte rápido 3

4 Objetivos da Imobilização Prevenir ou minimizar: Lesões futuras de músculos, nervos e vasos pelos fragmentos ósseos. Diminuição do fluxo sangüíneo pela pressão dos fragmentos ósseos sobre os vasos sangüíneos. Sangramento para os tecidos pelas extremidades ósseas instáveis. Paralisia das extremidades por lesões nervosas Talas rígidas Tipos de Imobilização Talas moldáveis Tala Pneumática A vácuo / insuflável Prancha longa Bandagens e enfaixamentos KED - Kendrick Extrication Device: aplicado invertido em caso de trauma no quadril. Talas rígidas Dispositivos não flexíveis adaptadas a extremidade fraturada para manter sua estabilidade e imobilização. Madeira, papelão, arame ou alumínio recoberto de material plástico. Mãos, pés, punhos, tornozelos, antebraços e pernas Evitar em lesões proximais ao joelho e cotovelo Talas Moldáveis (Aramadas) Confeccionados em alumínio recoberto por material plástico Necessitam ser preparadas pelo socorrista para o uso. Tem uso muito semelhante as talas rígidas Fáceis de transportar e de armazenar, Talas infláveis Controle de hemorragias (boa hemostasia) Indicadas em antebraço e perna Desvantagem: podem vazar ou serem insufladas em excesso e causar isquemia na região imobilizada. Talas De Tração Fraturas diafisárias isoladas de fêmur em pacientes estáveis Aliviar dor e diminuir possíveis hemorragias Desvantagem: Tempo e complexidade (treinamento) São contra indicadas em fraturas de fêmur associadas a lesões no joelho, luxações coxo-femural e fraturas de pelve. 4

5 Auto-Imobilização Fixar a extremidade lesada a outra sadia, Exemplo: Membro superior fraturado preso ao tórax Extremidade inferior fraturada fixada a outra não lesada. Bem aceita em situações de improvisação. Muito utilizada em fraturas nos dedos da mão. Enfaixamentos Tipóias Bandagens Imobilizações LUXAÇÃO DE OMBRO Velpeau Glenoumeral Acromioclavicular Úmero Fraturas Proximais Colo Diafisárias Distais Supracondilares 5

6 LUXAÇÃO DO COTOVELO Imobilização de Cotovelo Antebraço Fraturas Ulna e Rádio Proximais Diafisárias Distais Isoladas ou Conjuntas 6

7 7/4/2011 FRATURAS DE COLLES E DE SMITH 7

8 Entorses Fraturas Luxações Sinais e sintomas Trauma dos Dedos dor intensa; creptação; edema significativo; deformidade evidente Trauma dos Dedos Imobilização provisória: Abaixador de língua Férula metálica Tira de papelão resistente Gaze Atadura de crepom Entorse de Dedo ou Polegar Imobilização de Dedos Fratura / Luxação de Pelve Fraturas de Ilíaco/Pubis/Isquio Disjunção Sacroilíaca/Sínfise Púbica Hipovolemia Fraturas Proximais Segmento Proximal Fraturas do Fêmur Flexão Abdução Rotação Externa Encurtamento 8

9 7/4/2011 Fratura de Fêmur Tracionador cutâneo Fraturas diafisárias Fratura da Perna Trauma direto Torção Contra-Indicações ContraIndicações:: Fratura de pelve Lesões ao nível do quadril Qualquer lesão grave de joelho e perna Avulsão ou amputação do tornozelo e do pé 9

10 Tíbia e Tornozelo Prancha longa Talas papel/plástico/madeira Dispositivo de tração - não Imobilização da Perna Utilizar uma ou duas talas rígidas ou moldáveis Imobilizar envolvendo a articulação do joelho e tornozelo OBS: exame neurovascular antes da imobilização é obrigatória Entorse de Tornozelo A maioria das entorses no tornozelo ocorre pelo mecanismo de inversão do pé Dependendo de como o pé esteja no momento do trauma, poderá ocorrer inchaço e dor em um dos lados do tornozelo. Imobilização do Tornozelo Enfaixamento / Tala 10

11 11

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