LOGÍSTICA REVERSA NAS INDÚSTRIAS DE MÓVEIS, PLÁSTICOS E PNEUS DE TERESINA-PI

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1 0 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ (UFPI) Núcleo de Referência em Ciências Ambientais do Trópico Ecotonal do Nordeste (TROPEN) Programa Regional de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA) Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente (MDMA) LOGÍSTICA REVERSA NAS INDÚSTRIAS DE MÓVEIS, PLÁSTICOS E PNEUS DE TERESINA-PI ELAINE APARECIDA DA SILVA TERESINA-PI 2011

2 1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ (UFPI) Núcleo de Referência em Ciências Ambientais do Trópico Ecotonal do Nordeste (TROPEN) Programa Regional de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA) Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente (MDMA) ELAINE APARECIDA DA SILVA LOGÍSTICA REVERSA NAS INDÚSTRIAS DE MÓVEIS, PLÁSTICOS E PNEUS DE TERESINA-PI Dissertação apresentada ao Programa Regional de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente da Universidade Federal do Piauí (PRODEMA/UFPI/TROPEN), como requisito à obtenção do título de Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente. Área de Concentração: Desenvolvimento do Trópico Ecotonal do Nordeste. Linha de Pesquisa: Políticas de Desenvolvimento e Meio Ambiente. Orientador: Prof. Dr. José Machado Moita Neto TERESINA-PI 2011

3 2 ELAINE APARECIDA DA SILVA LOGÍSTICA REVERSA NAS INDÚSTRIAS DE MÓVEIS, PLÁSTICOS E PNEUS DE TERESINA-PI Dissertação apresentada ao Programa Regional de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente da Universidade Federal do Piauí (PRODEMA/UFPI/TROPEN), como requisito à obtenção do título de Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente. Área de Concentração: Desenvolvimento do Trópico Ecotonal do Nordeste. Linha de Pesquisa: Políticas de Desenvolvimento e Meio Ambiente. Teresina, 20 de janeiro de BANCA EXAMINADORA Prof. Dr. José Machado Moita Neto (Orientador) Universidade Federal do Piauí (PRODEMA/UFPI) Profa. Dra. Maria do Socorro Lira Monteiro (Membro Interno) Universidade Federal do Piauí (PRODEMA/UFPI) Prof. Dr. Geraldo Eduardo da Luz Júnior (Membro Externo) Universidade Estadual do Piauí (UESPI) Prof. Dr. Paulo Borges da Cunha (Suplente) Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí (IFPI)

4 3 Dedico... aos meus pais, Raimundo e Angélica, pelo amor, dedicação e educação que me proporcionam, e às minhas irmãs, Eliane, Edlaine e Viviane, pela convivência que me faz feliz.

5 4 AGRADECIMENTOS À Deus, por abençoar mais essa etapa da minha vida, me dando força e colocando pessoas especiais no meu caminho. À minha família, em especial, aos meus pais, avós, tios e primos, pelo amor, carinho, confiança e torcida. À Universidade Federal do Piauí e ao Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente, pela oportunidade oferecida de participar deste mestrado. Ao apoio financeiro do Deutscher Akademischer Austausch Dienst (DAAD). Ao Prof. Dr. José Machado Moita Neto, pelo acompanhamento, competência, segurança e amizade com que conduziu a orientação. Aos proprietários e aos gestores das indústrias visitadas, que me atenderam gentilmente e estiveram dispostos a ajudar. Aos professores e aos colaboradores do Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente da UFPI, pela presteza e amizade. Aos amigos conquistados no mestrado, Accyolli Sousa, Antônio Joaquim, Charlene Silva, Daniel Carvalho, Daniel Gomes, Emiliana Cerqueira, João Macêdo, Letícia Campos, Marli Cipriano, Reurysson Morais, Roberta Ferreira, Roberth Cipriano, Simone Tupinambá, Victor Meireles e ao amigo de sempre, Leonardo Madeira, pela confiança, conselhos e disposição em ajudar. Aos colegas das turmas e , pelos momentos de descontração e torcida. Ao grupo de pesquisa Química e Meio Ambiente da UFPI, em especial, Cristiany Marinho e Régis Leal, pela amizade e a boa convivência.

6 5 RESUMO A variedade de produtos com ciclos de vida cada vez mais curtos, a crescente conscientização da sociedade em relação ao meio ambiente, além dos constantes aperfeiçoamentos à legislação ambiental têm contribuído para uma maior responsabilização socioambiental por parte das indústrias. Pelo princípio do poluidor-pagador, os fabricantes têm responsabilidade sobre o gerenciamento dos materiais que produzem. A fim de viabilizar o retorno de materiais pós-venda e pós-consumo às indústrias e amenizar o problema de destinação inadequada, utilizam-se os conhecimentos da área de logística, mais especificamente da logística reversa. O objetivo desse trabalho foi analisar a viabilidade da logística reversa nas indústrias de móveis e plásticos de Teresina-Piauí e o cumprimento da legislação ambiental de pneus pelos revendedores, consumidores e destinadores das principais marcas comercializadas na cidade. Para isso, realizaram-se visitas e entrevistas com os gestores e funcionários de dezesseis indústrias que fabricam móveis, três dos seus fornecedores, cinco oficinas que realizam a reforma de móveis, nove indústrias que produzem artefatos de plásticos e borracha, cinco revendedores de pneus e um ecoponto, para onde são enviados os pneus inservíveis. As entrevistas combinavam perguntas abertas e fechadas e foram elaboradas conforme as especificidades de cada setor. Em cada visita foram anotadas as matérias-primas utilizadas e a origem, as etapas do processo produtivo, os tipos de produtos que industrializam, os tipos e volumes de embalagens utilizadas para o acondicionamento dos produtos, além dos resíduos gerados e do gerenciamento adotado. Observou-se, ainda, aspectos gerais de segurança, qualidade e meio ambiente. Constatou-se que é inviável a aplicação da logística reversa no setor moveleiro de Teresina, pois as indústrias não apresentam modelos voltados para a gestão da qualidade, segurança e responsabilidade socioambiental, fatores importantes que antecedem a sua aplicação. No setor de plásticos, a inexistência de um programa consolidado de coleta seletiva e a falta de uma legislação efetiva distanciam a logística reversa do setor. Assim, o seu estabelecimento depende do incremento nas atividades de pesquisa e inovação tecnológica e da criação de um mercado para produtos reciclados. No setor de pneus, constatou-se que mesmo havendo legislação ambiental específica, há um desequilíbrio nas logísticas aplicadas dentro do setor, além do poder público e da sociedade serem omissos no cumprimento da legislação. Logo, enquanto não houver pressão da sociedade e regulamentação que force a implementação da logística reversa, as empresas analisadas não terão condição de efetivá-la. Palavras-Chave: Logística Reversa; Indústrias de Móveis; Indústrias de Plásticos; Descarte de Pneus.

7 6 ABSTRACT The diverse product life cycles getting shorter, the growing awareness of society towards the environment, and the constant improvement of environmental laws have contributed to greater accountability on the part of social and environmental industries. By the principle of polluter pays, manufacturers take responsibility for managing the materials they produce. In order to facilitate the return of materials after-sales and post-consumption industries and to reduce the problem of inadequate destination, we use the knowledge of the logistics area, more specifically reverse logistics. The aim of this study was to examine the viability of reverse logistics in the furniture and plastics Teresina, Piauí and environmental compliance for tire dealers, consumers and destinations of the brands sold in the city. For that, there were visits and interviews with managers and staff of sixteen industries that manufacture furniture, three of its suppliers, five workshops that carry the reform of furniture, nine industries that produce artifacts, plastic and rubber, five dealers tires and a ecopoints, where they are sent to the scrap tires. The interviews combined open and closed questions and were prepared according to the specificities of each sector. At each visit were recorded raw materials used and the source, the steps of the production process, the types of products that industrialize, the types and volumes of containers used for packaging products, in addition to waste generated and the management adopted. There was also general aspects of safety, quality and environment. It was found that it is impossible the implementation of reverse logistics in the furniture sector in Teresina, because the industry does not present models aimed at the management of quality, safety and environmental responsibility are important factors leading to its implementation. In the plastics industry, the lack of a consolidated program of selective collection and the lack of effective legislation obstructs the reverse logistics industry. Thus, their establishment depends on the increase in research and technological innovation and the creation of a market for recycled products. In the tire industry, it was found that even with specific environmental legislation, there is an imbalance in the logistics implemented within the sector, the government and society are missing in compliance. So while there is pressure from society and regulations that would force the implementation of reverse logistics, companies analyzed would not be able to actualize it. Keywords: Reverse Logistics; Furniture Industries; Plastics Industries; Disposal of Tires.

8 7 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 01 Escopo da cadeia de suprimento moderna...16 Figura 02 Cadeia produtiva típica do setor moveleiro...40 Figura 03 Estrutura do pneu...43 Figura 04 Localização das indústrias de móveis visitadas...47 Figura 05 Móvel para sala de estar J.B. Cronemberger...49 Figura 06 Cozinha planejada Showroom Sob Medida...49 Figura 07 Móvel para hospital Incomfal Móveis...49 Figura 08 Cadeia produtiva do setor moveleiro de Teresina...52 Figura 09 Estofado a ser reformado em 22/11/ Figura 10 Estofado reformado em 24/11/ Figura 11 Móvel a ser reformado (lixamento e pintura)...54 Figura 12 Móvel a ser reformado (ajuste de portas e gavetas, colocação de puxador e espelho)...54 Figura 13 Localização das indústrias de plásticos e de borracha visitadas...57 Figura 14 Polietileno...59 Figura 15 Filme de polietileno...59 Figura 16 Polietileno reciclado...59 Figura 17 Filme de polietileno reciclado...59 Figura 18 Embalagem produzida na Ingepil...60 Figura 19 Fluxo de produção da Riverplast...62 Figura 20 Aparas oriundas do corte do filme...64 Figura 21 Aparas oriundas do corte do filme...64 Figura 22 Retalhos de borracha doada pela Grendene à INBOPIL...65 Figura 23 Piso partilhado produzido na INBOPIL...66 Figura 24 Tapete para veículos produzido na INBOPIL...66 Figura 25 Corte da borracha para a produção de sandálias...67 Figura 26 Sandálias produzidas na INBOPIL...67 Figura 27 Exame do pneu...69 Figura 28 Raspagem do pneu...69 Figura 29 Escareação do pneu...70

9 8 Figura 30 Aplicação da cola...70 Figura 31 Escareação preenchida...70 Figura 32 Aplicação da banda de rodagem...70 Figura 33 Pneu dentro do envelope...71 Figura 34 Autoclave vulcanização do pneu...71 Figura 35 Pneu reformado na renovadora Cacique...71 Figura 36 Selo do pneu reformado na renovadora Cacique...71 Figura 37 Pó da borracha gerada durante a reforma do pneu...72 Figura 38 Ecoponto administrado pela Bomfim Borrachas...73 Figura 39 Vasilhames feitos de borracha para alimentação de animais...74 Figura 40 Percintas componente do sofá...74 Figura 41 Fluxograma direto e inverso (proposta) das indústrias de plásticos de Teresina...78

10 9 LISTA DE TABELAS Tabela 01 Evolução das publicações que mencionam o termo reverse logistics entre 2000 e 2010 na Web of Science...21 Tabela 02 Empresas nacionais e estrangeiras que obtiveram certificação ISO 14001:2004 emitidas pelo SBAC até 16/12/ Tabela 03 Indústrias visitadas do setor moveleiro de Teresina...48 Tabela 04 Valores, em reais, devidos a títulos de TCFA por estabelecimento por trimestre...51 Tabela 05 Indústrias visitadas de plásticos e de borracha de Teresina...56 Tabela 06 Quantidade de pneus coletados mensalmente pela Prefeitura de Teresina nas revendedoras...73

11 10 LISTA DE QUADROS Quadro 01 Artigos publicados nos periódicos indexados no Scielo que mencionam o termo logística reversa até Quadro 02 Grupos de pesquisa de logística reversa cadastrados no CNPq...25 Quadro 03 Estágios da sustentabilidade nas empresas...31 Quadro 04 Normas da ABNT referentes ao setor moveleiro...39 Quadro 05 Tipos de reforma de pneu...45 Quadro 06 Revendedores de pneus de Teresina visitados...68

12 11 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABDI ABELPRE ABIMOVEL ABIPLAST ABIQUIM ABNT ABR ANIP ANVISA AREBOP CEMPRE CF CIPA CLM CLT CNI CNPJ CNPq CONAMA CRQ CTF DOF EPI EVA FIEPI IBAMA IBGE IFES INBOPIL INMETRO ISO ITAL LI LR MDF MTE NBR Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário Associação Brasileira da Indústria de Plástico Associação Brasileira da Indústria Química Associação Brasileira de Normas Técnicas Associação Brasileira do Segmento de Reforma de Pneus Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos Agência Nacional de Vigilância Sanitária Associação Nacional das Empresas de Reciclagem de Pneus e Artefatos de Borracha Compromisso Empresarial para Reciclagem Constituição Federal Comissão Interna de Prevenção de Acidentes Council of Logistics Management Consolidação das Leis do Trabalho Confederação Nacional da Indústria Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico Conselho Nacional do Meio Ambiente Conselho Regional de Química Cadastro Técnico Federal Documento de Origem Florestal Equipamento de Proteção Individual Poli(Etileno-co-Acetato de Vinila) Federação das Indústrias do Estado do Piauí Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Instituto Federal do Espírito Santo Indústria de Borracha do Piauí Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial International Organization for Standardization Instituto de Tecnologia de Alimentos Logística Inversa Logística Reversa Medium Density Fiberboard Ministério do Trabalho e Emprego Norma Brasileira

13 12 NEPER NEPES NESDER NR OEM OHSAS OP PE PEAD PEBD PET PIB PP PPRA PROCON PS PVC PNMA PNRS SBAC SEFAZ SEMDEC SESMT SGSST SST TCFA UCS UESC UFAL UFPB UFPI UFRGS UFRJ UNESP UNICID UNIP UNINOVE USP WMS Núcleo de Estudo e Pesquisa em Resíduos Sólidos Núcleo de Estudos sobre Produção Enxuta e Sustentável Núcleo de Estudos em Sustentabilidade, Desenvolvimento Local e Regional Norma Regulamentadora Original Equipment Manufacturer Occupational Health and Safety Assessment Series Ordem de Produção Polietileno Polietileno de Alta Densidade Polietileno de Baixa Densidade Poli(tereftalato de etileno) Produto Interno Bruto Polipropileno Programa de Prevenção de Riscos Ambientais Serviço de Proteção e Defesa do Consumidor Poliestireno Poli(cloreto de vinila) Política Nacional do Meio Ambiente Política Nacional dos Resíduos Sólidos Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Secretaria da Fazenda Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho Sistema de Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho Segurança e Saúde no Trabalho Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental Universidade de Caxias do Sul Universidade Estadual de Santa Cruz Universidade Federal de Alagoas Universidade Federal da Paraíba Universidade Federal do Piauí Universidade Federal do Rio Grande do Sul Universidade Federal do Rio de Janeiro Universidade Estadual Paulista Universidade Cidade de São Paulo Universidade Paulista Universidade Nove de Julho Universidade de São Paulo Warehouse Management System

14 13 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO Logística Logística reversa Pesquisa em logística reversa Política Nacional dos Resíduos Sólidos Sustentabilidade empresarial Segurança do trabalho Qualidade do produto Responsabilidade socioambiental Indústria piauiense e a logística reversa Setor de móveis Setor de plásticos Setor de pneus METODOLOGIA Atividades industriais de Teresina Indústrias visitadas RESULTADOS Setor de móveis Setor de plásticos Setor de pneus DISCUSSÃO Setor de móveis Setor de plásticos Setor de pneus Viabilidade da logística reversa nos setores estudados... 79

15 14 5 MERCADO E LOGÍSTICA REVERSA NO PIAUÍ Introdução Mercado Inovações empresariais ou tecnológicas no mercado de bens e serviços ambientais Exigências ambientais e logística reversa Mercado potencial e logística reversa no Piauí Necessidade e possibilidade Considerações finais CONCLUSÃO REFERÊNCIAS APÊNDICE Apêndice A Perguntas norteadoras para as indústrias de móveis de Teresina Apêndice B Perguntas norteadoras para as indústrias de plásticos de Teresina Apêndice C Perguntas norteadoras para as indústrias de pneus de Teresina

16 15 1 INTRODUÇÃO Teresina possui uma tipologia industrial diversificada: indústria de móveis, metalúrgica (estruturas e artefatos de ferro e aço), indústria de bebidas (cervejas e refrigerantes), plásticos, vestuário (confecções de roupas), material de transporte (bicicletas, peças e acessórios), artigos de colchoaria (colchões), indústria química (tintas), produtos alimentícios (panificação), indústria gráfica (artigos de livraria e produtos gráficos), entre outras. Neste trabalho é delineado como se desenvolvem as atividades do setor moveleiro, de plásticos e de pneus de Teresina-PI. Assim, o objetivo da pesquisa é analisar a viabilidade da logística reversa nas indústrias do setor de móveis e de plásticos e o cumprimento da legislação ambiental de pneus pelos revendedores, consumidores, destinadores e poder público das principais marcas comercializadas na cidade. 1.1 Logística A logística, área tradicional da administração e etapa essencial de muitas atividades industriais e comerciais, é responsável pelo percurso do produto desde a aquisição da matériaprima até o ponto de consumo final. Dessa forma, a atividade logística compreende o estabelecimento das relações entre os fabricantes e os revendedores, além da entrega de bens aos consumidores. Conforme Ballou (2006), uma representação fiel do campo da logística foi a refletida na definição promulgada pelo Council of Logistics Management (CLM), uma organização de gestores logísticos, educadores e profissionais da área, criada em 1962, para incentivar o ensino nesse campo e o intercâmbio de ideias, Logística é o processo de planejamento, implantação e controle do fluxo eficiente e eficaz de mercadorias, serviços e das informações relativas desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender às exigências dos clientes (BALLOU, 2006, p. 27). Os componentes de um sistema logístico típico são: serviço ao cliente, previsão de demanda, comunicações de distribuição, controle de estoque, manuseio de materiais, processamento de pedidos, peças de reposição e serviços de suporte, escolhas de locais para fábrica, embalagem, manuseio de produtos devolvidos, reciclagem de sucata, tráfego e transporte, armazenagem e estocagem (BALLOU, 2006).

17 16 Para Bowersox et al. (2007, p. 28), como o trabalho logístico é extremamente detalhado e complexo, há uma tendência natural de manter o foco no desempenho funcional. Dessa maneira, a localização das instalações deve ser estabelecida de modo a formar uma rede, as informações devem ser formuladas e compartilhadas, o transporte deve ser providenciado, o estoque deve ser posicionado e as atividades de armazenamento, manuseio de materiais e embalagem devem ser realizadas. O longo caminho que se estende desde as fontes de matéria-prima, passando pelas fábricas dos componentes, pela manufatura do produto, pelos distribuidores e chegando ao consumidor através do varejista constitui a cadeia de suprimento (NOVAES, 2007). Um escopo da cadeia de suprimento moderna, em que há colaboração entre os integrantes para otimizar a relação custo-benefício, é ilustrado por Ballou (2006) da seguinte forma: Fornecedor do fornecedor Fornecedores Empresa Clientes Adquirir Transformar Distribuir Escoamento de produtos e informações Clientes/usuários finais Figura 01 - Escopo da cadeia de suprimento moderna. Fonte: Ballou (2006). Segundo Christopher (1992), o gerenciamento logístico tem potencial para auxiliar a organização a alcançar tanto a vantagem em custo/produtividade como a vantagem em valor. Ainda, de acordo com o autor, a logística deve ser vista como o elo entre o mercado e a atividade operacional da empresa. A adequada administração logística interpreta cada atividade como contribuinte do processo de agregação de valor. Assim, quando pouco valor pode ser agregado, torna-se questionável a própria existência dessa atividade. Contudo, agrega-se valor quando os consumidores estão dispostos a pagar, por um produto ou serviço, mais que o custo de colocálo ao alcance deles (BALLOU, 2006).

18 Logística reversa Rogers e Tibben-Lembke (1998) adaptaram o conceito de logística reversa (LR), a partir da definição de logística do CLM, conceituando-a como o processo de planejamento, implementação e controle da eficiência do custo efetivo do fluxo de matérias-primas, estoques em processo, produtos acabados e as informações relacionadas com o ponto de consumo ao ponto de origem, a fim de recapturar valor ou destinar adequadamente. Assim, a logística reversa é a responsável pelo retorno de produtos aos fabricantes para o reaproveitamento dos componentes desse produto ou, pelo menos, para que lhes seja dado um destino ambientalmente correto. Destarte, para Leite (2003, p. 16 e 17) a LR é definida como: Área da logística empresarial que planeja, opera e controla o fluxo e as informações logísticas correspondentes, do retorno dos bens de pós-venda e de pós-consumo ao ciclo de negócios ou ao ciclo produtivo, por meio dos canais de distribuição reversos, agregando-lhes valor de diversas naturezas: econômico, ecológico, legal, logístico, de imagem corporativa, entre outros. A necessidade da logística reversa tem se acentuado em todo o mundo, em função da quantidade e variedade de produtos com ciclos de vida cada vez mais curtos, estocados em locais inadequados para a sua recepção. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais - ABRELPE (2010), 43% dos resíduos sólidos urbanos coletados no Brasil, em 2009, tiveram uma destinação final inadequada, o que corresponde a, aproximadamente, 22 milhões de toneladas de resíduos. A constatação é de que esses materiais tiveram destinação em aterros controlados ou lixões, os quais não garantem a devida proteção ambiental, com sérios riscos de degradação. Na visão de Mutha e Pokharel (2009), a logística reversa tem recebido apreciável atenção, no mundo, devido aos potenciais de valorização dos produtos utilizados; além de legislações e diretrizes, da consciência do consumidor e da responsabilidade social com o meio ambiente. Piazza et al. (2007) consideram que estamos diante de uma nova tendência, onde as empresas, para permanecerem no mercado, precisarão atualizar-se na busca de novas alternativas para a redução dos impactos ambientais dos processos e produtos, a partir dos insumos materiais e energéticos da produção até o reaproveitamento e a disposição final dos resíduos e dos próprios produtos. Do ponto de vista logístico, o ciclo de vida de um produto não se encerra com a entrega ao cliente. Produtos que se tornam obsoletos, danificados ou não funcionam devem

19 18 retornar ao ponto de origem para serem adequadamente descartados, reparados ou reaproveitados (GONÇALVES e MARINS, 2006). De acordo com De Brito (2004, p. 21), é importante observar que a logística reversa é diferente da gestão de resíduos, haja vista este último se referir, essencialmente, à recolha e tratamento de produtos a serem descartados e suas consequentes implicações legais. Como enfatiza a autora, a logística reversa concentra-se nos fluxos em que existe algum valor a ser recuperado e o resultado entra em uma cadeia de abastecimento. Portanto, é parte integrante do empreendimento. O foco da logística reversa assenta-se na recuperação de materiais, por meio da remanufatura, para agregação de algum valor. Como os produtos recuperados entram em concorrência com os novos produtos, o investimento na recuperação se torna uma aventura arriscada, entrando em jogo a necessidade de uma política ambiental que favoreça tal atividade. Segundo o grupo de trabalho internacional para o estudo da logística reversa, RevLog (2002), tradicionalmente, os fabricantes não se sentem responsáveis por produtos após o uso do consumidor. Contudo, devido às legislações sobre a gestão dos resíduos sólidos, a ênfase tem mudado para a recuperação, uma vez que os custos para a eliminação são elevados. O empresário, que se responsabiliza inclusive pelos processos finais do ciclo de vida do produto, tem de fato o estímulo para colocar em prática os conhecimentos técnicos e a capacidade empresarial para organizar o tratamento desses produtos já utilizados e, sobretudo, para redesenhá-los, a fim de tal tratamento poder ocorrer da maneira prática e eficiente (MANZINI e VEZZOLI, 2008). Leandro (2006) avalia que a logística reversa é uma realidade econômica viável e interessante para as organizações, tanto para as que produzem quanto para as que somente comercializam, ao possibilitar uma integração que beneficia todos os envolvidos no processo. Para Efendigil et al. (2008), uma eficiente estrutura de LR pode levar a um retorno significativo do investimento, bem como a um aumento significativo da competitividade no mercado. Além de ser de relevante interesse para a gestão integrada de resíduos sólidos gerados na indústria, pois permite que materiais deixem de ser tratadas como lixo e passem a ser matéria-prima secundária no processo produtivo. De acordo com Rogers e Tibben-Lembke (1998), atividades de remanufatura e recondicionamento, também, podem ser incluídos na definição de logística reversa. Entretanto, é importante mencionar que, logística reversa é mais do que reutilizar container e reciclar embalagens de materiais. Na verdade, redesenhar uma embalagem para usar menos

20 19 material ou a redução de energia e de poluição proveniente do transporte são atividades relevantes, mas podem ser melhor colocadas no reino da logística verde, na medida em que, caso não haja bens e materiais sendo enviados para trás, a atividade provavelmente não é de logística reversa. Nesse sentido, enquanto a logística reversa refere-se ao movimento de mercadorias do ponto de consumo para o de origem, a fim de recapturar valor; a logística verde refere-se à minimização dos impactos nas atividades da logística, como a redução de energia, redução do uso de materiais e a certificação ambiental. A logística reversa pode ser dividida em duas áreas de atuação: pós-venda e pósconsumo. A primeira pode ser entendida como a área da logística reversa que trata do planejamento, do controle e da destinação dos bens sem uso ou com pouco uso, que retornam à cadeia de distribuição por diversos motivos, como devoluções por problemas de garantia, avarias durante o transporte, prazo de validade expirado, entre outros. E a segunda, refere-se à área da logística reversa que trata dos bens no final da vida útil, dos bens usados com possibilidade de reutilização (embalagens) e os resíduos industriais (que devem retornar às indústrias para descarte final ambientalmente correto) (LEITE, 2003). Efendigil et al. (2008) definem os participantes nas atividades de logística reversa como: atores da cadeia de abastecimento para a frente (fornecedores, fabricantes), jogadores especializados em cadeia reversa (intermediários, especialistas em reciclagem) e jogadores oportunistas ( opportunistic players ) (organização de caridade), os quais são os responsáveis pelas operações da cadeia de logística reversa, enquanto outros podem criar ou combinar as operações e atuarem como organizadores. O sistema de logística reversa inclui entradas, processos e saídas. Entradas podem se referir a produtos usados, materiais reciclados, peças usadas ou novas peças que passam por processos de logística reversa. A natureza dos produtos retornados pode ser aleatória em termos de qualidade e quantidade. Os itens devolvidos podem ser recolhidos em centros designados ou a retalhistas e inspecionados pela sua qualidade. Durante a inspeção, os produtos utilizados podem ser separados para diferentes níveis de qualidade. Os produtos podem ser consolidados para a eliminação, ou uma pequena transformação (ou préprocessamento para remanufatura) ou remanufatura (POKHAREL e MUTHA, 2009). Para Leite (2006), os direcionadores de um programa de logística reversa são de natureza econômica, ao visar lucro; de serviço ao cliente, quando objetiva diferenciar a empresa pelo serviço prestado; legal, quando é realizado por força de lei existente; cidadania

21 20 corporativa, com o fim de responder solicitação social e de imagem corporativa, ao visar proteger ou reforçar a imagem empresarial. A implementação bem sucedida de um sistema de logística reversa depende não só do produto devolvido, mas também das opções de recuperação consideradas (reutilização, remanufatura, reciclagem), do fluxo de retorno de produtos e sua interação com o fluxo para a frente e do mercado para os produtos recuperados. Assim, é muito importante se concentrar no design do sistema de logística reversa para a execução eficiente. O desenvolvimento de um sistema de logística reversa requer uma análise detalhada dos aspectos técnicos, econômicos e ambientais com o objetivo de avaliar a viabilidade do sistema (RUBIO et al., 2009). Conforme Leite (2003), para a maior parte dos bens descartados existem algumas condições necessárias para a reintegração ao ciclo produtivo, ou tecnologia de reciclagem, ou mercado para aplicações de materiais etc., mas nem sempre se apresentam todas as condições necessárias para completar o ciclo de retorno. Em alguns casos, a causa principal pode ser a baixa disponibilidade do produto de pós-consumo, devido a dificuldades de captação que impedem escalas econômicas de atividade; em outros, a causa pode ser a característica monopsônica ou oligopsônica dos mercados de matéria-prima secundárias, que desencoraja investimentos. Ao contrário do apontado por Leite, um grande comprador corporativo (inclusive o governo) pode influenciar de modo positivo o estabelecimento da logística reversa Pesquisa em logística reversa A logística reversa tem recebido apreciável atenção, também, nas publicações científicas internacionais. Existem mais de 370 trabalhos que mencionam o termo reverse logistics, nos últimos anos. De Brito (2004) aponta em sua tese Managing reverse logístics or reversing logistics management? outras palavras-chave que podem ser utilizadas para pesquisas de trabalhos relacionados à logística reversa, como material recovery, obsolete (stock), post-consumer, producer responsibility, product recovery, re-consumption, recycling, ramanufacturing, repair, repairable, reuse, secondary (market), take back, value recovery, waste, entre outras. Na Web of Science, base de referências bibliográficas que indexa periódicos de todo o mundo, é possível encontrar artigos, papers, reviews, livros e notícias relacionadas à LR em várias áreas, tais como pesquisa operacional e ciência de gestão, engenharia industrial,

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