UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU PROJETO A VEZ DO MESTRE

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1 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU PROJETO A VEZ DO MESTRE A IMPORTÂNCIA DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO COMO FERRAMENTA FUNDAMENTAL PARA O CRESCIMENTO DAS EMPRESAS Por: Sandro Ferreira do Amaral Orientadora Prof. MSc. Emilia Maria Mendonça Parentoni Rio de Janeiro 2006

2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU PROJETO A VEZ DO MESTRE 2 A IMPORTÂNCIA DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO COMO FERRAMENTA FUNDAMENTAL PARA O CRESCIMENTO DAS EMPRESAS Apresentação de monografia à Universidade Candido Mendes como condição prévia para a conclusão do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Logística Empresarial. São os objetivos da monografia perante o curso e não os objetivos do aluno. Por: Sandro Ferreira do Amaral Rio de Janeiro 2006

3 3 AGRADECIMENTOS Primeiramente agradeço a DEUS por ter me dado a oportunidade de estudar e pela maravilhosa família na qual ele me fez pertencer. Agradeço a minha noiva Camila, que me apoiou durante todo o curso e torce pelo meu sucesso e realização. E todos aqueles que direta ou indiretamente cooperaram para o meu desenvolvimento.

4 DEDICATÓRIA 4 Dedico essa monografia aos meus pais por terem tornado possível os meus estudos, pela dedicação de me darem uma ótima formação e pelo amor paciência e apoio. Dedico também a minha noiva Camila, que é um anjo que DEUS colocou em minha vida, sempre me apoiando e acreditando no meu sucesso.

5 5 RESUMO O avanço das mudanças tecnológicas, em particular da Tecnologia da Informação (TI), associado ao processo de globalização tem contribuído para que as empresas consigam vantagem competitiva num mercado em constante evolução. Essa monografia procurou identificar as ferramentas da Tecnologia da Informação que foram colocadas no mercado nos últimos anos dando ênfase ao WMS (warehouse Management System) e que proporcionaram melhorias no desenvolvimento das atividades Logísticas do setor varejista. No entanto, o processo de informação nem sempre consegue atingir os objetivos esperados e um estudo dos problemas enfrentados neste segmento torna-se fundamental. A presente monografia tem como objetivo demonstrar como o uso da Tecnologia da Informação através do WMS (Warehouse Management System) pode se tornar uma ferramenta importante no crescimento das organizações que optam por utilizá-lo e como este sistema pode maximizar todo o processo produtivo, nos níveis estratégico, tático e operacional. Palavra chave: Tecnologia de informação

6 METODOLOGIA 6 Tem como objetivo principal descrever e caracterizar a pesquisa realizada, bem como explicar os passos metodológicos utilizados. Para tanto, os propósitos e pressupostos da pesquisa são apresentados, para em seguida classificá-la de acordo com os métodos científicos. Com relação ao presente trabalho, a pesquisa realizada consistiu em um estudo teórico-empírico, com base bibliográfica e um estudo de campo. Com relação à pesquisa bibliográfica, esta foi conduzida através da análise de várias fontes de pesquisa e teve como objetivo principal conhecer e analisar as contribuições existentes sobre o tema abordado (CERVO e BERVIAN, 1996). Com relação ao estudo de campo, este pode ser classificado como sendo descritivo, essencialmente qualitativo, com a utilização de técnicas de estudo de caso. O caráter descritivo se deve ao fato do estudo ter o objetivo de descrever e analisar um fenômeno, no presente caso, a utilização da Tecnologia da Informação na Logística em uma empresa do setor automotivo. Assim, não consiste no foco da pesquisa tentar modificar a realidade constatada (CERVO e BERVIAN, 1996; VERGARA, 1997) O caráter qualitativo da pesquisa se deveu ao fato da mesma não utilizar nenhuma técnica estatística ou matemática para analisar os fatos, mas sim um conjunto de variáveis subjetivas que respondem a questões muito particulares da empresa analisada, permitindo assim uma maior profundidade com relação às análises efetuadas (MINAYO, 1993). Por fim, optou-se por utilizar a estratégia do estudo de caso como técnica de pesquisa. O estudo de caso consiste em uma investigação detalhada de uma ou mais organizações, ou grupos dentro de uma organização, com vistas a prover uma análise do contexto e dos processos envolvidos no fenômeno em estudo, com foco voltado para o fenômeno e seu contexto (VERGARA, 1997).

7 7 SUMÁRIO INTRODUÇÃO...09 CAPITULO I LOGÍSTICA CONCEITO DE LOGÍSTICA A LOGÍSTICA E A COMPETITIVIDADE AS ATIVIDADES DA LOGÍSTICA O FLUXO DE INFORMAÇÕES LOGÍSTICAS...23 CAPÍTULO II TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO EVOLUÇÃO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Conceito de Tecnologia da Informação A TI E SEUS IMPACTOS NAS ORGANIZAÇÕES TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO APLICADA À LOGÍSTICA Equipamentos Softwares...36 CAPÍTULO III WMS OBJETIVOS DE UM WMS Aumentar a precisão das informações de estoque...40

8 Aumentar a velocidade e qualidade das operações do centro de distribuição Aumentar a produtividade do pessoal e dos equipamentos do depósito e do centro de distribuição CARACTERÍSTICAS OPERACIONAIS DE UM WMS Facilidade de acoplamento com sistemas ERP de mercado ou desenvolvidos internamente Possibilidade de administrar múltiplos locais de estocagem Possibilidade de administrar mercadorias de diferentes proprietários Utilização de sistemas de coleta de dados por rádio freqüência (CRF) Interface com clientes e fornecedores Controle de rotas e carregamentos de veículos RISCO NOS PROJETOS DE AUTOMAÇÃO FASE DE PREPARAÇÃO FASE DE DEFINIÇÃO DE IMPLANTAÇÃO DO PROJETO FASE DE IMPLEMENTAÇÃO...47 ESTUDO DE CASO ANEXO I...51 CONCLUSÃO...60 BIBLIOGRAFIA...61

9 9 INTRODUÇÃO É impossível pensar em evolução e acompanhamento das mudanças globais sem abordar a questão da logística. Em busca da vantagem competitiva, empresas desenvolvem estratégias cada vez mais elaboradas, que envolvem técnicas complexas de avaliação do ambiente e das potencialidades para prevalecer frente à concorrência (CHRISTOPHER, 1997). Na guerra pela busca da competitividade, as empresas focaram suas atenções em estratégias voltadas para a área de marketing, finanças e produção, o que é normal, uma vez que estas áreas são responsáveis pela fabricação e venda dos produtos serviços. Contudo, essa abordagem deixa de reconhecer a importância das atividades que se intercalam entre o momento da produção e a compra do produto. Estas atividades, mais conhecidas como operação ou Logística, afetam decisivamente eficiência e eficácia das demais áreas (DORNIER et al, 2000). Se a logística de uma empresa não é satisfatória, todo esforço da produção e do marketing pode ter sido em vão (CHRISTOPHER, 1999). Em se tratando de um ambiente globalizado e de constantes mudanças, as operações Logísticas têm se tornado cada vez mais complexas, mais onerosas, sofisticada e mais importante sob o ponto de vista estratégico (FLEURY, 1999). Em se tratando do fluxo de materiais, a empresa precisa desenvolver estratégias para posicionar corretamente seus estoques ao longo da cadeia, definindo níveis de estoque, políticas de suprimentos, estrutura de armazenagem e distribuição (BOWERSOX e CLOSS, 2001). Por outro lado, o fluxo de informações faz com que as necessidades sejam conhecidas em um prazo menor, facilitando todo o planejamento logístico (CHOPRA e MEINDL, 2003). Alguns autores e estudiosos têm defendido que o

10 10 gerenciamento da informação tem sido tão ou mais importante que o gerenciamento de materiais. A frase substituir estoques por informações tem sido levada a sério pelas empresas que buscam níveis de competitividade acima da média do mercado (CHRISTOPHER, 1999). Porém, para que isso ocorra, a Tecnologia da Informação, ou mais conhecida por TI, exerce um papel determinante, pois ela é base para que as informações fluam de forma ágil e eficaz. Sem os aplicativos de TI, a troca de informações seria limitada ao papel (NAZÁRIO, 1999). As aplicações de TI na Logística são várias, e engloba tanto os equipamentos como os sistemas de informações. Combinadas, o uso destas tecnologias permite o gerenciamento integrado e eficiente os estoques, armazéns, transporte, processamento de pedidos, compras e manufatura (FLEURY et al, 2000). Apesar disso, observa-se uma imensa dificuldade no gerenciamento destas informações. Mais especificamente com relação à Logística, este cenário não se modifica, pois atividades como compras, administração de estoques e distribuição de mercadorias são pontos importantes em qualquer empresa e gerenciá-los bem significa a sobrevivência do negócio. Vamos falar do sistema WMS (Warehouse Management System ), um sistema completo de gestão e controle de armazéns, que gerencia todo o ciclo de armazenamento de materiais desde a entrada dos veículos, conferência, localização,paletização,armazenagem, beneficiamento retirada e expedição. Ele automatiza toda logística em armazéns abertos ou fechados, centros de distribuição, indústrias em geral, supermercados, terminais alfandegados e portuários. Na Logística, a informação é um dos recursos mais importantes. Neste aspecto, a substituição da informação impressa pela informação eletrônica trouxe um grande avanço para a área de operações, pois pedidos que antes eram passados através de papel hoje são informados via comunicação a distância, as

11 11 informações sobre o andamento do pedido podem ser monitoradas através da Internet, as informações de estoques dos clientes podem ser monitorados via EDI, dentre outros exemplos. O avanço da TI nos últimos anos vem permitindo às empresas a executar operações até então inimagináveis (FLEURY et al, 2000). 1.1.Caracterização do Problema Um sistema de informações gerenciais do tipo WMS (Warehouse management System), que é um sistema de gerenciamento de gestão de depósitos pode trazer lucratividade e um diferencial competitivo para empresa? 1.2.Objetivos Objetivo Geral O presente trabalho tem como objetivo demonstrar como o uso da Tecnologia da Informação através do WMS (Warehouse Management System)pode se tornar uma ferramenta importante no crescimento das organizações que optam por utilizá-lo e como este sistema pode maximizar todo o processo produtivo, nos níveis estratégico,tático e operacional Objetivos Específicos Além do objetivo principal esta pesquisa procurou:

12 12 Formular a partir de um estudo analítico um referencial teórico prático sobre as características estruturais e funcionais de um WMS. Avaliar uma metodologia aplicada á implantação de um WMS. 1.3.Justificativas A Tecnologia da Informação é fator preponderante para que as empresas permaneçam competitivas no mercado atual e na busca incessante de soluções inovadoras no sentido de agilizarem todos os seus ciclos produtivos. Atualmente uma Empresa para obter um diferencial competitivo necessita de um sistema que possibilita o sincronismo entre o suprimento e a demanda através do compartilhamento de informações entre as diversas áreas da cadeia logística. Esse sistema possibilita a eliminação de retrabalho e um controle maior de todos os recursos existentes o que facilita o planejamento e a tomada de decisão de maneira a possibilitar alocação de recursos de maneira eficiente. Trazendo assim competitividade para a empresa. 1.4.Organização do trabalho Pretende-se através desta pesquisa avaliar a importância da TI como ferramenta fundamental para o crescimento das empresas Estruturação do trabalho:

13 13 No primeiro capítulo são expostos, os conceitos, funções, processos e objetivos da Logística, suas atividades e aplicativos. No segundo capítulo abordar-se-á o tema sobre a Tecnologia da Informação, descrevendo sua história, evolução e desenvolvimento, dando ênfase a sua importância e o papel que desempenha no mundo dos negócios. Destacam-se as principais ferramentas tecnológicas e como os sistemas de informações funcionam como elos que ligam as atividades Logísticas em um processo integrado, combinando hardware e software para medir, controlar e gerenciar os processos. No terceiro capítulo são expostos os conceitos, as funcionalidades, bem como a implementação de um sistema WMS em uma empresa. No quarto capítulo está inserido o estudo de caso desenvolvido na empresa Volvo do Brasil pesquisada sobre o uso do WMS como ferramenta importante para o crescimento das organizações. E finalmente a conclusão da pesquisa, enfatizando-se o objetivo do estudo e sua caracterização diante da realidade constatada sobre o tema abordado.

14 14 CAPÍTULO I LOGÍSTICA Quem define um problema, já o resolveu pela metade Julian Huxley No meio empresarial nunca se falou tanto em logística como agora. Muitos fatores explicam essa tendência. De um lado, a maior preocupação com os custos nas empresas. De outro, como decorrência da maior competição pelo mercado consumidor, a necessidade de garantir prazos de distribuição e oferecer um melhor nível de serviço de forma geral. Também a crescente internacionalização da economia, que leva à busca de condições de comercialização e de operação mais próximas das observadas no exterior. Outros aspectos, tais como a maior diversificação dos produtos, o uso cada vez mais intensivo da informática, o esforço crescente de exportação de produtos manufaturados, tudo isso favorece o desenvolvimento das modernas técnicas de logística em nosso País. Mas enfim como podemos conceituar logística e qual sua importância? - A palavra logística é de origem francesa (do verbo loger: alojar), era um termo militar que significava a arte de transportar, abastecer e alojar as tropas. Tomou, depois, um significado mais amplo, tanto para uso militar como industrial: a arte de administrar o fluxo de materiais e produtos, da fonte para o usuário. O sistema logístico abrange o suprimento de materiais e componentes, a movimentação e controle de produtos e o apoio ao esforço de vendas dos produtos finais, até a colocação do produto acabado ao consumidor. A logística empresarial trata de todas atividades de movimentação e armazenagem, que facilitam o fluxo de

15 15 produtos desde o ponto de aquisição da matéria-prima até o ponto de consumo final, assim como dos fluxos de informação que colocam os produtos em movimento, com o propósito de providenciar níveis de serviço adequados aos clientes a um custo razoável, podemos observar então que a Logística é um campo muito vasto, que incorpora de maneira integrada diversas áreas técnicas. 1.1.Conceito de Logística O conceito básico de Logística, do qual evoluíram vários outros, é colocar as mercadorias ou os serviços certos no lugar e no instante corretos e na condição desejada, ao menor custo possível (BALLOU, 1993, p.23). Ampliando-se o conceito, considera-se que a Logística é um verdadeiro paradoxo. É, ao mesmo tempo, uma das atividades econômicas mais antigas e um dos conceitos gerenciais mais modernos. Estes conceitos apresentam dois aspectos: o primeiro de ordem econômica e o segundo de ordem tecnológica. As mudanças econômicas criam novas exigências competitivas, enquanto que as mudanças tecnológicas tornam possível o gerenciamento eficiente e racional de operações Logísticas a cada dia mais complexos e demandantes (FLEURY et al, 2000, p.27). As definições anteriores identificam as atividades-chave que são de importância primária para o atingimento dos objetivos logísticos de custo e nível de serviço. Transportes, manutenção de estoques e processamento de pedidos, consideradas primárias porque ou contribuem com a maior parcela do custo total da Logística ou são essenciais para a coordenação e o cumprimento da tarefa Logística (BALLOU, 1993).

16 16 O conceito de Logística é recente no Brasil, surgindo no inicio dos anos 90 com a abertura comercial e acelerando a partir de 1994, com a estabilização econômica brasileira em função do Plano Real. No período de inflação alta e economia fechada, não havia muita concorrência e a inflação alta dificultava análises mais precisas da composição de custos de toda a cadeia produtiva, desta forma a Logística foi negligenciada nas empresas que atuam no Brasil, a maioria dos preços de produtos eram impostos pelas empresas ao mercado e os lucros financeiros eram responsáveis por grande parte da lucratividade das empresas (FLEURY, 2000). Com a abertura do mercado e a estabilidade da moeda, aumentou a concorrência e o mercado passou a influenciar drasticamente na composição de preços dos produtos, as empresas tiveram que rever toda a cadeia produtiva para reduzir seus custos, assim como se agilizar no desenvolvimento de novos produtos, a Logística adquiriu importância significativa neste processo, os custos da Logística tornaram-se visíveis, as empresas na busca de vantagens competitivas ampliaram o horizonte de seus processos contemplando a entrega de seus produtos até seus clientes (FLEURY, 2000). A Logística no Brasil está passando por um período de mudanças, tanto em termos de práticas empresariais como de eficiência, qualidade e disponibilidade de infra-estrutura de transportes e comunicações, elementos fundamentais para a Logística moderna. É um período de riscos (devido às enormes mudanças que precisam ser implementadas) e oportunidades (espaços significativos para melhorias na qualidade do serviço e aumento de produtividade), (GOMES e RIBEIRO, 2004, p.16). O crescimento da Logística no Brasil está intimamente ligado à competitividade causada pela globalização e continua busca pela redução de custos através da otimização de processos. No caso específico de pequenas empresas, estas são fornecedoras e compradoras de inúmeras companhias entre as quais grandes corporações e por conta de fatos como concorrência, perpetuação do negócio e desenvolvimento de mercado, se vêem obrigadas a dar atenção aos conceitos logísticos (MORENO 2000).

17 17 Pequenas empresas preocupadas com a produção, muitas vezes não avaliam de forma correta o custo total da sua Logística, ou seja, aquisição, produção, armazenagem e distribuição dos seus produtos, permitindo que empresas do mesmo porte e segmento mais atentas às necessidades de mercado e aos conceitos logísticos, coloquem os produtos no mercado com menor custo interno e externo no que diz respeito aos canais de distribuição em função da localização dos seus principais mercados (MORENO 2000). Uma das limitações observadas nas empresas brasileiras, quanto às possibilidades de evolução em termos logísticos, é sua estrutura organizacional. A clássica divisão da empresa em setores girando em torno de atividades afins (manufatura, finanças, vendas, marketing, transporte e armazenagem) não permite o tratamento sistêmico e por processo das operações Logísticas (NOVAES, 2001, p.54-55). Em todo o país, as empresas estão atentas ao fato de que os custos logísticos freqüentemente representam sua despesa operacional mais alta responsável por cerca de 10 a 35% das vendas brutas. As empresas estão começando a considerar que a Logística também tem um tremendo potencial competitivo (MOURA 2002). O objetivo central da Logística é o de atingir um nível de serviço ao cliente pelo menor custo total possível buscando oferecer capacidades Logísticas alternativas com ênfase na flexibilidade, na agilidade, no controle operacional e no compromisso de atingir um nível de desempenho que implique um serviço perfeito (BOWERSOX e CLOSS, 2001, p. 21). Todas as empresas, sem exceção, executam atividades Logísticas, para atingir seus objetivos empresariais. A diferença se revela no nível de importância em que é tratada dentro da organização empresarial. Em realidade, a Logística está em constante transformação, mesmo que esteja fragmentada em diferentes áreas (BOWERSOX, 2001).

18 18 A tendência atual é que as empresas se reorganizem e se orientem à visão de cadeia ou rede Logística, mudando o conceito tradicional: produzir, estocar e vender ou suas variantes e passar a prática de definir mercados, planejar o apoio logístico, coordenando os processos de uma forma global (DIAS, 1993, p.11). Uma vez apresentados alguns conceitos sobre logística empresarial, o objetivo e sua tendência atual, no capítulo a seguir as atividades logísticas serão abordadas de forma a possibilitar uma compreensão mais aprofundada de seus mecanismos. 1.2 A Logística e a competitividade As empresas que querem obter sucesso no mercado competitivo global dependem extremamente do relacionamento que mantém com seus fornecedores para atender eficientemente a demanda requerida pelos clientes. O corpo gerencial dessas empresas precisa ter flexibilidade e agilidade para responder prontamente às mudanças (BERTAGLIA, 2003, p.31). Na perspectiva da Logística, serviço ao cliente é o resultado de todas as atividades Logísticas ou do processo da cadeia se suprimento. Sendo assim, o projeto do sistema logístico estabelece o nível de serviço ao cliente a ser oferecido (NOVAES, 2001). As receitas geradas através das vendas ao cliente e os custos associados ao sistema estabelecem os lucros a serem obtidos pela empresa. Decidir o nível de serviço para oferecer aos clientes é essencial para alcançar os objetivos de lucro da empresa (BALLOU, 2001, p.77). Da mesma forma que o nível de serviço influencia nas receitas, os custos são igualmente afetados. Se um serviço mais rápido custa mais, começa-

19 19 se a pensar até que ponto um serviço logístico pode satisfazer as necessidades dos clientes dentro de um patamar de custo aceitável, isto é, deve-se contrabalançar o custo da oferta de um serviço com a potencialidade de saída, para que possa haver o máximo de ganho (BALLOU, 1993, p.77). A avaliação do nível de serviço é um ato indispensável em qualquer setor do mercado, tendo em vista que a óptica da Logística, hoje, baseia-se na satisfação do consumidor final, então a gestão desse processo onde a prestação do serviço torna-se imprescindível e utiliza-se de métodos de pesquisa para constante remodelação da empresa, que permita acompanhar as tendências mercadológicas e as incessantes buscas por melhoria para os clientes (OLIVEIRA, 1997, p.158). Existe a necessidade de disponibilizar e localizar de forma estratégica, matérias primas e produtos acabados, para atender às necessidades dos mercados geograficamente dispersos, o que traduz melhorar a competitividade relativa para buscar a excelência da cadeia Logística (GOMES, 2004). Uma boa estratégia Logística exige muito dos mesmos processos criativos que o desenvolvimento de uma boa estratégia corporativa, ou seja, começando com a clara compreensão dos objetivos da empresa (buscando lucros, sobrevivência, participação no mercado, etc.); estabelecendo a visão (clientes, fornecedores, concorrentes e a empresa em si) e avaliando as necessidades, forças, fraquezas e perspectivas desses componentes (BALLOU, 2001, p. 39). Estas variações ambientais devem ser captadas pela empresa, que devem desenvolver estratégias capazes de neutralizar uma ameaça ou potencializar uma oportunidade que o meio externo colocou. Essas estratégias levam a um planejamento, que implantadas necessitam de um gerenciamento, que consiste na administração do dia-a-dia. Logística e operações nunca desempenharam papel tão importante nas organizações. Mudanças nas expectativas dos clientes ou na localização

20 20 geográfica continuamente transformam a natureza dos mercados que, por sua vez, geram restrições que alteram o fluxo de mercadorias dentro das empresas. Mudanças tecnológicas e mercados emergentes abrem novas formas de reorganizar, adaptar e otimizar os fluxos de matérias-primas, produtos, semiacabados, peças de reposição e materiais reciclados (DORNIER 2000, p.37). Em síntese, a Logística pode e deve ser considerada uma arma importante para a estratégia competitiva. Mais que uma área meramente operacional, a Logística consegue colocar o produto certo, no momento certo, na quantidade certa, aos custos adequados, constituindo assim um forte elemento para a satisfação dos clientes. 1.3 As atividades da Logística As atividades da logística devem ser consideradas, sob o ponto de vista de integração total, ou seja, as atividades não são isoladas uma das outras, mas interligadas, formando um todo que compõe a logística integrada (BOWERSON e CLOSS, 2001). Estas atividades podem variar de empresa para empresa, levando-se em consideração sua estrutura organizacional, tamanho e concepção logística (BALLOU, 2001). As atividades-chave que são de importância para o atingimento dos objetivos logísticos são: Transportes; Manutenção de estoques; Processamento de pedidos (BALLOU, 1993, p.24). O transporte é uma das principais funções Logísticas. Além de representar a maior parcela dos custos logísticos na maioria das organizações, tem papel fundamental no desempenho de diversas dimensões do serviço ao cliente, representando em média 60% das despesas Logísticas, o que em alguns casos pode significar duas ou três vezes o lucro de uma companhia (FLEURY et al 2000).

21 21 Na manutenção de estoques geralmente não é viável providenciar produção ou entrega instantânea aos clientes. Para se atingir um grau razoável de disponibilidade de produto, é necessário manter estoques que agem como amortecedores entre a oferta e a demanda. O uso extensivo de estoques resulta no fato de que, em média, eles são responsáveis por aproximadamente um a dois terços dos custos logísticos, o que torna sua manutenção uma atividade chave da Logística (BALLOU, 1993, p.24). No processamento de pedidos, uma das características usadas que leva à vantagem competitiva é a oportunidade relacionada à economia de tempo por meio de redução ou eliminação de funções que podem reduzir o tempo de ciclo como implementação de sistemas computadorizados, mudanças organizacionais e utilização de programas (BERTAGLIA, 2003). Os transportes, a manutenção de estoques e o processamento de pedidos, apesar de serem os principais ingredientes que contribuem para a disponibilidade e a condição física de bens e serviços, requerem uma série de atividades adicionais de apoio a estas atividades primárias (BALLOU, 1993): Armazenagem: Refere-se à administração do espaço necessário para manter estoques, levando-se em consideração a localização, área, arranjo físico, dentre outros. A armazenagem ainda é o caminho mais eficiente para consolidar as linhas de fornecedores e dividir o volume parta servir às lojas de varejo. É, em geral, o único caminho viável para colocar quantidades de peças (oposto ao palete ou caixa), nas lojas. São necessários projetos de armazéns especiais para movimentar os volumes, analisando a instalação de dispositivos de separação rápida ou alimentadores por gravidade, adequadamente integrados aos procedimentos diários (BANZATO,2004). Manuseio de materiais: Está associada com armazenagem e também apóia a manutenção de estoques. Diz respeito à movimentação do produto no local de estocagem;

22 22 Embalagem de proteção: Produtos bem acondicionados, garantindo sua movimentação com segurança, sem quebras; Obtenção: Atividade que deixa o produto disponível para o sistema logístico. Trata da seleção, quantidade e programação das compras e da forma pela qual o produto é comprado; Programação do produto: Lida com a distribuição. Refere-se às quantidades agregadas que devem ser produzidas e quando e onde devem ser fabricadas; Manutenção de informação: são fontes essenciais para o correto planejamento e controle logístico. Resumindo o que foi colocado nos parágrafos anteriores, além das atividades-chave, a Logística conta com várias atividades de apoio, que, em conjunto e combinadas, contribuem para que a empresa possa oferecer um serviço de qualidade para os clientes, ou seja, o nível de serviço de uma empresa é fortemente influenciada pela forma como as empresas administram suas atividades logísticas O fluxo de informações logísticas O problema básico de qualquer organização é a administração eficiente dos fluxos totais, compreendendo desde o processo de previsão de demanda, passando pelo processamento do pedido do cliente, pela aquisição de matériasprimas e insumos para a produção, armazenagem, produção, transporte, e distribuição dos produtos as redes atacadistas, varejistas até a chegada do produto ao cliente final (BARROSO, 2001). Neste sentido, o gerenciamento da Logística é na verdade o gerenciamento de seus fluxos (CHRISTOPHER, 1997).

23 23 A sincronia entre os fluxos de informações e de materiais é um requisito básico para o melhor desempenho logístico (DORNIER et al, 2000). Para conseguir melhoria no processo logístico, é necessário considerar o fluxo integrado como um sistema único ao invés de considerar componentes isolados. Surge então o conceito de Logística Integrada, com seus com seus fluxos funcionando harmonicamente. Esta integração deve englobar tanto as áreas internas da empresa como fornecedores e clientes. Dos dois fluxos básicos considerados pela Logística, o fluxo de informações é hoje tão importante que o de materiais. A expressão substituir estoques por informações é hoje uma máxima perseguida pelas empresas (SIMCHILEVI et al, 2003). Para que as informações atendam às necessidades Logísticas, estas devem incorporar princípios e apoiar adequadamente o planejamento e as operações da empresa. Existem seis princípios básicos que norteiam o planejamento e controle das informações Logísticas (BOWERSOX e CLOSS, 2001): 1. Disponibilidade: As informações Logísticas devem estar disponíveis em tempo hábil e com consistência. Entre os exemplos de informações necessárias estão o status dos pedidos e os estoques. A rápida disponibilidade é necessária para dar resposta aos clientes e aperfeiçoar as decisões gerenciais. 2. Precisão: Em segundo lugar, as informações devem apresentar um nível de conformidade entre aquilo que está sendo disponibilizado pelo sistema e o que está acontecendo na prática. Um exemplo claro seria a conformidade dos estoques. 3. Atualizações em tempo hábil: As informações Logísticas devem ser atualizadas em tempo hábil, a fim de proporcionar feedback rápido de informações. O intervalo de tempo decorrido entre o acontecimento da atividade e o momento em que ela se torna visível no sistema deve ser minimizado.

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