CURSO DE BACHAREL EM CIÊNCIAS MILITARES

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1 CURSO DE BACHAREL EM CIÊNCIAS MILITARES Autor: MAJOR PM Windson Jeferson Mendes de Oliveira Adaptaçõ ções es: Prof. Carlos José Giudice dos Santos Curso de Formaçã ção de Oficiais da PMMG 2 ano

2 OBJETIVOS Ao final desta aula, o aluno deverá ser capaz de: 1. Conceituar Didática; 2. Compreender o processo de constituição da disciplina de Didática numa perspectiva histórica; 3. Conhecer os principais teóricos que, ao longo da história, contribuíram para o aprimoramento da Didática;

3 EDUCAÇÃO Processo de desenvolvimento físico, moral ou intelectual; Aperfeiçoar, aprimorar, melhorar, transformar; Melhorar a integração do indivíduo na sociedade; Ato ou efeito de educar (se); Acontece de geração para geração; Família, comunidade, igreja, escola, etc.

4 PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM Algo dinâmico, em movimento, em construção; Exercício de duas funções; Tem como proposta garantir a transmissão do conhecimento e habilidades às novas gerações; Ensino não é só transmissão de informações, mas o meio de organizar a atividade de estudo dos alunos.

5 ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO

6 PERÍODO GREGO Embora existissem escolas no Oriente Médio Antigo, foram os gregos que se preocuparam em sistematizar o ato de ensinar. A Grécia é ocidental. o berço do pensamento

7 PERÍODO GREGO A família era a instituição responsável pela educação (mãe submissa). Festivais, banquetes, reuniões eram os espaços de educação. A escola era elitizada. Forte valorização do físico, do belo e do intelectual.

8 PERÍODO GREGO

9 PERÍODO GREGO Surgimento da PAIDÉIA = significava criação de meninos, fazer do homem um cidadão, buscar a perfeição (mandar e obedecer). Culto ao científico Ciências = zoologia, geometria, botânica. A lógica era buscar a verdade (episteme), para encontrar a felicidade.

10 PERÍODO GREGO

11 PERÍODO GREGO Um PAIDAGOGO um escravo, na época conduzia o jovem, com sua lanterna iluminando, até aos centros ou assembléias, onde ocorriam as discussões que envolviam pensamentos críticos, criativos, resgates de cultura... Na Grécia antiga, muitos mestres eram escravos ou prisioneiros gregos, que quando não eram mortos, eram obrigados a ensinar aos filhos da elite dominadora.

12 PERÍODO GREGO O paidagogo grego

13 PERÍODO GREGO Supõe-se que no processo sócio-histórico, esse mesmo PAIDAGOGO libertou-se, talvez de tanto dialogar nos acompanhamentos do jovem até as assembléias, tornando-se um personagem da Paidéia. A partir do século V a.c, exige-se algo mais da educação para além de formar o cidadão. O conceito de Paidéia não designa unicamente a técnica própria para, desde de cedo, preparar a criança para a vida adulta.

14 PERÍODO GREGO Assembléias gregas

15 PERÍODO GREGO Grandes nomes: Sócrates

16 SÓCRATES O filósofo grego Sócrates pode ser considerado como um dos precursores da didática. Sócrates ensinava (e, principalmente, praticava) o autodomínio, pois ninguém adquire a capacidade de conduzir os demais (objetivo primordial da pedagogia) sem antes possuir a capacidade de conduzir-se a si próprio. Sócrates considerava o diálogo a melhor forma de ensinar algo a alguém.

17 SÓCRATES Assim, a grande contribuição de Sócrates para a didática é reconhecer que o mestre (aquele que ensina) não deve ser um provedor de conhecimentos, mas aquele que desperta o espírito dos alunos, permitindo que esses contestem seus argumentos da mesma forma que ele contesta os argumentos de seus alunos. Esse processo, em que o mestre se transforma em parteiro das ideias, é conhecido como maiêutica.

18 PERÍODO GREGO Grandes nomes: Platão

19 PLATÃO Platão foi discípulo de Sócrates e foi considerado o primeiro pedagogo (pela sua concepção de um sistema educacional público). Embora suas contribuições sejam maiores para a pedagogia, duas ideias suas são amplamente utilizadas até hoje como recursos didáticos: ginástica para o corpo e música para a alma.

20 PERÍODO GREGO Grandes nomes: Aristóteles teles

21 ARISTÓTELES Aristóteles, discípulo de Platão, foi o filósofo que mais influenciou a maneira de se produzir conhecimento ( escolástica). Uma de suas contribuições para a didática foi na educação infantil, quando afirmava que as crianças formam bons hábitos a partir do exemplo dos adultos. Outra contribuição foi o recurso didático de aulas ao ar livre (Liceu).

22 PERÍODO ROMANO Os conceitos difusos dos gregos foram sistematizados pelos romanos dando origem às escolas mais ou menos como conhecemos hoje dividindo-as por graus e dotando-as de manuais. Criaram as escolas elementares (litterator ou ludus, dirigidas pelo ludi magister), onde as crianças aprendiam a ler, escrever e calcular. Equivalem às nossas escolas primárias

23 PERÍODO ROMANO Criaram as escolas secundárias ou de gramática, onde se aprendia desde a música até a geometria, a astronomia, a literatura e a oratória. Criaram também as escolas de retórica, política forense, filosofia (etc), semelhantes às nossas Universidades.

24 ALTA IDADE MÉDIA Entre os séculos V e X houve a formação de diversas sociedades (feudos) e a formação dos laços de suserania e vassalagem. Nessa época as escolas praticamente desapareceram. O Clero (e alguns poucos nobres) eram os únicos que tinham acesso ao conhecimento.

25 BAIXA IDADE MÉDIA A Baixa Idade Média começa na virada do ano mil e termina no século XV, quando começa a Renascença. Cenário: renascimento das cidades e do comércio, ressurgimento das artes e acirramento das lutas sociais e religiosas. Educação: surgimento dos Mestres Livres, das universidades, da Escolástica, da educação cavaleiresca e das corporações de ofício.

26 BAIXA IDADE MÉDIA As Universidades eram os únicos centros de discussão, produção e irradiação de conhecimentos. As Universidades medievais também discutiam o ato de ensinar.

27 BAIXA IDADE MÉDIA Assim, o período medieval é marcado por: Educação vinculada a Igreja. Um professor para vários alunos. Sentido público da educação. Práticas escolares, arguição e exercícios. Estabelecimento de prêmios e castigos. Controle por disciplina e avaliação. Crítica a escola Grega e Romana.

28 IDADE MODERNA A Idade Moderna começa no final do século XV e termina em 1789 com a Revolução Francesa. Foi com a REFORMA RELIGIOSA, iniciada pelo monge Martinho Lutero (professor de Teologia na Universidade de Wittenberg), que a Educação Popular tomou uma importância inusitada. Ao contrário do catolicismo, as igrejas reformadas estimulavam a leitura, pois pregavam que se chega a DEUS pelo conhecimento, portanto os fieis necessitavam ser alfabetizados.

29 IDADE MODERNA Um movimento contra a Escolástica Martinho Lutero

30 IDADE MODERNA Na reação à Reforma, a Igreja cria a Companhia de Jesus (Jesuítas) e o seu RATIO STUDIORUM, que busca instruir rapidamente todo jesuíta docente sobre a natureza, a extensão e as obrigações do seu cargo. Constitui-se numa sistematização da pedagogia jesuítica em um código contendo 467 regras em um documento com 30 capítulos.

31 IDADE MODERNA Os Jesuítas

32 IDADE MODERNA Em reação à Rátio, no século XVII, COMÊNIO (Jan Amos Comenius filósofo morávio que vivei de 1582 a 1670) redige a Didacta Magna, que se propõe a ser a a arte de ensinar tudo a todos. Por causa dessa obra, Comênio é considerado o Pai da Didática e o primeiro grande nome da moderna história da educação. Ela apresenta um caráter revolucionário da didática, na sua luta contra o curso católico e em prol da instrução popular.

33 Jan Amos Comenius IDADE MODERNA Comênio defendeu ideias impensáveis para a sua época. A idéia de conceber a educação como um direito absoluto (ou seja, de todas as pessoas) e a sua concepção de escola em que as crianças são respeitadas e podem e devem aprender brincando ainda é um sonho de educação de alguns países do século XXI.

34 IDADE MODERNA Comênio rompeu drasticamente com a filosofia escolástica elitista da Igreja propondo um modelo de escola que ensinaria tudo a todos, incluindo portadores de deficiência mental e meninas. Em uma época em que a educação era vista como um castigo e não transformava as pessoas, [...] Comênio queria mudar a escola com a didática e a sociedade com a educação. Ele considerava néscios aqueles que pretendiam ensinar aos alunos não o quanto eles podiam aprender, mas o quanto eles (os professores) desejavam ensinar.

35 IDADE MODERNA Para JAN AMOS COMENIUS: O homem deve ser educado de acordo com o seu desenvolvimento natural (idade e capacidade para conhecimento). CONHECIMENTO = Adquiridos a partir da observação das coisas e dos fenômenos. ENSINAR = Ir do conhecido para o desconhecido. DESEJO = Que todos pudessem usufruir dos benefícios do conhecimento.

36 IDADE MODERNA Na mesma época de Comênio, surge um escritor e ensaísta francês (Michel Eyquem de Montaigne) de ideias ácidas. Apesar de não ser educador, muitas de suas críticas aos costumes e instituições da época (em especial as escolas) influenciaram diversos educadores e a didática. Michel de Montaigne defendia a construção do saber apoiado sobre métodos investigativos.

37 IDADE MODERNA Sua principal contribuição para a didática refere-se à contestação da cobrança da memorização mecânica dos conteúdos ensinados aos alunos. Michel de Montaigne Ele dizia ser [...] prova de crueza e de indigestão regurgitar o alimento como foi engolido. Em outras palavras, dizia que [...] uma cabeça bem feita vale mais do que uma cabeça cheia.

38 IDADE MODERNA Mas foi ROUSSEAU ( ) ao defender que todos os homens nascem livres, e a liberdade faz parte da natureza do homem, quem inspirou uma nova visão da escola e da didática. Na esteira de ROUSSEAU, firma-se uma Didática Iluminista, baseada na propedêutica (aproximando a pedagogia e a medicina).

39 IDADE MODERNA JEAN-JACQUES ROUSSEAU

40 IDADE MODERNA Após Rousseau, PESTALOZZI ( ) imprimiu dimensões sociais à problemática da educação e; HERBART ( ) procura instaurar uma Pedagogia Científica, mas acabam por instaurar a Pedagogia Tradicional e a Escola Tradicional Burguesa, com todos os seus vícios.

41 Johann Heinrich Pestalozzi IDADE MODERNA Para Pestalozzi a escola deveria ser não só uma extensão do lar como inspirar-se no ambiente familiar, para oferecer uma atmosfera de segurança e afeto. Para ele o objetivo final do aprendizado é a tripla formação: intelectual, física e moral.

42 IDADE MODERNA Herbart é considerado o organizador da Pedagogia como ciência. Friedrich Herbart Uma das contribuições mais duradouras de Herbart para a educação é o princípio de que a doutrina pedagógica, para ser realmente científica, precisa ser comprovada experimentalmente daí as escolas de aplicação (escola tradicional).

43 IDADE MODERNA Para JOHN FRIEDRICH HERBART: O ensino é entendido como repasse de idéias do professor para o aluno. O método consiste na acumulação de idéias na mente das crianças. O professor transmite, mas apenas para reproduzir a matéria. Aprendizagem mecânica, automática, associativa.

44 IDADE MODERNA Assim, o Período Moderno é marcado por: Reorganização e redefinição da escola e da família. A criança é o centro da família. Separação por idade, conteúdos, métodos, técnicas e uma disciplina. Controle da pessoa pelo saber (prova/avaliação). Separação da Igreja do Estado = Estado Laico.

45 IDADE CONTEMPORANEA No século XX, entre os anos 20 e 50 há a ESCOLA NOVA, que buscou superar os postulados da escola tradicional, trazendo assim a reforma interna no ensino. Defendia a necessidade de educar partir dos interesses das crianças, passando a considerálas capazes de adaptar-se a cada fase de seu desenvolvimento APRENDER FAZENDO.

46 ESCOLA NOVA ( ) HISTÓRIA DA DIDÁTICA IDADE CONTEMPORANEA Anísio Teixeira

47 IDADE CONTEMPORANEA Entre os anos de 60 e 80 a didática assumiu o enfoque teórico numa dimensão denominada TECNICISTA, e deixou o enfoque humanista centrado no processo interpessoal, para uma dimensão técnica do processo ensinoaprendizagem. Ênfase no PLANEJAMENTO. O grande teórico dessa tendência pedagógica é o psicólogo americano Burrhus Frederic Skinner, que propôs o Behaviorismo Radical.

48 IDADE CONTEMPORÂNEA Nenhum pensador ou cientista do século 20 levou tão longe a crença na possibilidade de controlar e moldar o comportamento humano como o norteamericano Skinner. Burrhus Frederic Skinner Para Skinner, o aprendizado se revela através da mudança de comportamento.

49 IDADE CONTEMPORÂNEA Escola Tecnicista:

50 IDADE CONTEMPORANEA Dos anos 90 até hoje a didática tornou-se um instrumento para a cooperação entre docente e discente, para que realmente ocorresse a evolução dos processos de ensino e de aprendizagem. SÓCIO-INTERACIONISMO - CONSTRUTIVISMO

51 IDADE CONTEMPORANEA ESCOLA SÓCIO-CONSTRUTIVISTA O certo é que estamos tentando construir uma didática novamente humanística, na relação entre sujeitos do processo ensinoaprendizagem e que leve à consolidação da cidadania, no seu viés ativo, crítico e criativo.

52 Considerações: HISTÓRIA DA DIDÁTICA Didática vem da expressão Techné Didaktiké. Até metade do Século XVII ( ) não se falava em Didática. A Didática está associada ao aparecimento do ensino como uma atividade planejada. A Didática surge quando os adultos começam a intervir na aprendizagem das crianças.

53 Didática: Arte ou técnica de ensinar. Teoria do ensino e da instrução. Fazer pedagógico. Fazer a educação. Visa a preparação do aluno para a vida social. Abstraí-se das particularidades para generalizar.

54 Aspectos HISTÓRIA DA DIDÁTICA Quadro comparativo dos modelos de Didática Modelo Tradicional versus Modelo Contemporâneo. neo. Modelo Tradicional Modelo Contemporâneo Professor Centralizador Colaborador Aluno Receptor Participativo Informações Acumulação Compreensão Objetivos Memorização Auto-realização Diferenças Desconsiderada Explorada

55 TEMAS FUNDAMENTAIS DA DIDÁTICA Público alvo; Objetivos; Conteúdos; Métodos e técnicas de ensino; Utilização de recursos didático; Controle e avaliação da aprendizagem.

56 PARA REFLEXÃO... QUAL É O MODELO DE DIDÁTICA ADOTADO PELOS PROFESSORES DO CENTRO DE ENSINO DE GRADUAÇÃO DA POLÍCIA MILITAR DE MINAS GERAIS?

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