ANÁLISE DAS CONSEQÜÊNCIAS DO TRÁFEGO DE COMBINAÇÕES DE VEÍCULOS DE CARGA (CVCs) SOBRE AS PONTES DA REDE VIÁRIA SOB JURISDIÇÃO DO DER-SP

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "ANÁLISE DAS CONSEQÜÊNCIAS DO TRÁFEGO DE COMBINAÇÕES DE VEÍCULOS DE CARGA (CVCs) SOBRE AS PONTES DA REDE VIÁRIA SOB JURISDIÇÃO DO DER-SP"

Transcrição

1 ANÁLISE DAS CONSEQÜÊNCIAS DO TRÁFEGO DE COMBINAÇÕES DE VEÍCULOS DE CARGA 27 ANÁLISE DAS CONSEQÜÊNCIAS DO TRÁFEGO DE COMBINAÇÕES DE VEÍCULOS DE CARGA (CVCs) SOBRE AS PONTES DA REDE VIÁRIA SOB JURISDIÇÃO DO DER-SP Mounir Khai E Debs Maximiiano Maite Toshiaki Takeya Jorge Munaiar Neto João Bento de Hanai Departamento de Engenharia de Estruturas da EESC-USP Pauo Eduardo de Oiveira Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Pauo, Projeto FIPAI/DER-SP Resumo O trabaho contempa um estudo das conseqüências do tráfego de Combinações de Veícuos de Carga (CVCs), reguamentadas peo novo Código de Trânsito e Resoução 68/98 do CONTRAN, sobre as pontes da rede viária do DER-SP. O procedimento utiizado no estudo é baseado em comparações teóricas entre os máximos esforços soicitantes provenientes dos trens-tipo normativos empregados no projeto estrutura das pontes, com os máximos esforços gerados peas CVCs. Foram empregadas as cargas previstas para as casses 24 e 36 da NB-6:1960 e casse 45 da NBR-7188:1984. Foram utiizadas as seguintes CVCs: a) rodotrem de 74 t com 19,80 m (RT 74/20); b) rodotrem de 74 t com 25,00 m (RT 74/25); e c) bi-trem de 74 t com 24,90 m (BT 74/25). As comparações dos esforços soicitantes foram feitas para casos representativos escohidos com base em um evantamento de cerca de obras da rede viária do DER. As principais concusões do estudo foram: a) sistematicamente, para todos os tipos de sistemas estruturais, as soicitações produzidas peas CVCs anaisadas utrapassam significativamente as soicitações produzidas pea casse 24; b) as CVCs RT 74/25 e BT 74/25 são compatíveis com os carregamentos das casses 36 e 45; e c) a CVC RT 74/20 mostrou-se incompatíve com as das casse 36 e 45, sendo que os esforços produzidos só são menores que os produzidos peas cargas normativas para pontes de pequenos vãos. Paavras-chave: pontes rodoviárias, combinações de veícuos de carga, anáise estrutura de pontes, segurança estrutura em pontes. Introdução Este trabaho apresenta o estudo técnico para anáise das conseqüências do tráfego de Combinações de Veícuos de Carga (CVCs) reguamentadas peo novo Código de Trânsito e Resoução 68/98, do CONTRAN, sobre as pontes da rede viária do DER-SP. As CVCs correspondem a composições de uma unidade tratora com mais de uma unidade rebocada. Essas CVCs atingem peso bruto tota combinado (PBTC) de 74 t, bem superior ao imite de peso bruto tota de 45 t, indicado pea Lei da Baança (Resoução 12/98 do CONTRAN). Este estudo foi objeto de um contrato de prestação de serviços entre o Departamento de Engenharia de Estruturas da Escoa de Engenharia de São Caros e o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Pauo, reaizado no período de outubro de 2000 a junho de 2001 (E Debs et a., 2001). O procedimento utiizado no estudo é baseado em comparações teóricas entre os máximos esforços soicitantes provenientes dos trens-tipo normativos empregados no projeto estrutura das pontes, com os máximos esforços gerados peas CVCs. Dessa forma, admitiu-se que os

2 28 EL DEBS et a. eementos estruturais anaisados foram adequadamente dimensionados e executados, bem como não apresentam patoogias de execução ou deterioração que possam comprometer sua capacidade estrutura. Definição dos Carregamentos Considerando que a maior parte das obras tenha sido construída a partir de 1960, as duas versões da norma brasieira que versam sobre as cargas em pontes rodoviárias são: a) norma NB-6 de 1960 (váida até 1984), que especifica as casses 12, 24 e 36; b) norma NBR 7188 de 1984 (em vigor atuamente), que especifica as casses 12, 30 e 45. A casse 12, das duas versões, não foi incuída no estudo por se tratar de situação característica de ponte rura. Tendo em vista que os carregamentos das casses 24 e 36 produzem soicitações menores que as correspondentes das casses 30 e 45 e que a maior parte das pontes foi projetada antes de 1984, jugou-se mais apropriado reaizar o estudo com os carregamentos das casses 24 e 36 da norma antiga. Aém dessas duas casses, foi incuída, naturamente, a casse 45 da norma atua. As possibiidades de variações das CVCs previstas na resoução do CONTRAN são inúmeras, de forma que não seria exeqüíve varrer todas eas. Para este estudo, jugou-se que seria mais apropriado escoher os casos mais críticos. Dessa forma, foram seecionadas as seguintes CVCs: a) rodotrem de 74 t com 19,80 m (RT 74/20); b) rodotrem de 74 t com 25,00 m (RT 74/25); e c) bi-trem de 74 t com 24,90 m (BT 74/ 25). Aém das CVCs, foi incuído no estudo um caminhão bascuante de 48,5 t com 13,50 m de comprimento (BB 48/14), que em tese é o veícuo de tráfego norma mais severo em reação às soicitações nas pontes. Embora o imite de peso do caminhão, de acordo com a Lei da Baança, seja de 45 t, foi considerada a possibiidade de que todos os eixos estivessem com a carga máxima, o que impica o vaor de 48,5 t. De acordo com informações de especiaistas, ta possibiidade existe em razão de iminares obtidas por transportadores, com base nas cargasimite por eixos. Na definição das cargas das CVCs e caminhão bascuante foi considerada ainda a toerância de 5% no peso tota prevista na resoução 104, de 21/12/1999, do CONTRAN. Assim, as CVCs de 74 t passaram para 77,7 t e o caminhão bascuante de 48,5 t passou para 51 t. As configurações das CVCs e do caminhão bascuante utiizadas na anáise são apresentadas na Tabea 1. O carregamento considerado no estudo foi constituído por uma CVC, ou um caminhão bascuante, e carga uniformemente distribuída de 5 kn/m 2 (0,5 tf/m 2 ) no restante do tabueiro, o que corresponde à substituição do veícuo normativo pea CVC, ou peo caminhão bascuante, mantendo-se a mesma carga distribuída especificada para a casse 45 da atua norma. A substituição dos veícuos de norma por CVC ou caminhão bascuante, que têm cargas nas rodas menores, se justifica peo fato de que o objetivo do estudo é a verificação da estrutura principa. Os esforços dos veícuos das casses 36 e 45 devem ser mais críticos em regiões da estrutura secundária, como as ajes. Desta forma, supondo que essas regiões foram dimensionadas adequadamente para as forças das rodas dos veícuos de norma, a passagem das CVCs com menores cargas por rodas que os veícuos das casses 36 e 45, não deve ser crítica. Nas pontes de casse 24 esta consideração pode não ser váida, mas ea deixa de ser importante pois as cargas por eixo das CVCs não são maiores que as dos veícuos com tráfego norma. Outro aspecto que merece ser discutido é a possibiidade de associação de mais de uma CVC sobre o tabueiro da ponte, na forma de comboio ou passando em faixas adjacentes. Este tipo de anáise poderia ser reaizado considerando situações representativas de CVCs, mas sem as cargas distribuídas. A consideração de situações possíveis de associações extremamente desfavoráveis de CVCs configuraria uma situação excepciona e seria, portanto, objeto de coeficientes de ponderação de ações menores que os empregados em projeto. Para a definição das ações a serem consideradas é necessário evar em conta o efeito dinâmico das cargas. Isto é feito majorando-se as cargas peo coeficiente de impacto vertica. O coeficiente de impacto aumenta com o acréscimo da reação carga móve/peso da estrutura, mas, por outro ado, diminui com o decréscimo da veocidade do tráfego. Também não há estudos consagrados para evar em conta o impacto com a utiização de eixos em tandem. Em função da dificudade de evar em conta esses aspectos, o impacto vertica foi considerado o mesmo dos veícuos normativos, ou seja, a mesma expressão da norma de pontes para considerar o efeito dinâmico das CVCs. Sendo assim, não foi considerado o efeito do impacto vertica no cácuo dos esforços soicitantes utiizados na comparação entre as CVCs e os veícuos normativos, objeto principa do estudo. No entanto, para a avaiação da reação entre a soicitação da carga móve e a soicitação da carga tota (permanente + móve), o efeito do impacto vertica foi considerado, como indica a NBR A segurança das pontes, em reação à resistência, antes de 1978 era feita considerando um coeficiente de segurança único (goba) de 1,65 para as cargas permanentes e de 2,0 para as cargas móveis, tendo em vista a natureza distinta desses dois carregamentos. A NB-1 de 1978 não é expícita nesse aspecto e a própria norma de ações e segurança nas estruturas NBR 8681, de 1984, não faz essa diferenciação. Assim, é de se esperar que as pontes

3 ANÁLISE DAS CONSEQÜÊNCIAS DO TRÁFEGO DE COMBINAÇÕES DE VEÍCULOS DE CARGA 29 projetadas antes de 1978 apresentem coeficiente de segurança das cargas móveis 1,21 vez o coeficiente de segurança norma. Nas pontes projetadas entre 1978 e 1984, época da mudança da NB-6, a consideração do coeficiente adiciona de 1,21 ficou por conta da interpretação do projetista. A partir de 1984, com as cargas da nova NB-6 (NBR-7188), pode-se supor que as pontes foram projetadas sem a diferença de coeficientes. Com a entrada em vigor da nova NB-2 (NBR-7187), de 1986, aparece novamente uma diferença na segurança com a consideração de coeficiente de ponderação de 1,35 para as ações permanentes e de 1,50 para as ações da carga móve, o que corresponde a uma reação entre os coeficientes de 1,11, diferente do vaor 1,21 da reação da antiga NB-2. Em função dessas mudanças, nas pontes projetadas entre 1978 e 1984 fica praticamente impossíve conhecer os coeficientes de segurança dos esforços soicitantes das ações normativas para obter a capacidade portante, teórica, das pontes. Dessa forma, a comparação dos esforços soicitantes das cargas normativas com os obtidos com as CVCs foi feita sem a incusão dos coeficientes de segurança e sem o impacto vertica. Tabea 1 Veícuos considerados na anáise. Rodotrem 74 t Comprimento tota = 19,80 m Rodotrem 74 t com 19,80 m de comprimento (+5% = 77,7 t) 5,7 t 9 t 9 t 9 t 9 t 9 t 9 t 9 t 9 t 1,40 4,075 1,45 1,95 1,25 3,55 1,25 2,75 1,25 0,875 Rodotrem 74 t Comprimento tota = 25,00 m Rodotrem 74 t com 25,00 m de comprimento (+5% = 77,7 t) 5,7 t 9 t 9 t 9 t 9 t 9 t 9 t 9 t 9 t 1,40 3,975 1,45 4,95 1,25 3,05 1,25 5,55 1,25 0,875 Bi-trem 74 t Comprimento tota = 24,90 m Bi-trem 74 t com 24,90 m de comprimento (+5% = 77,7 t) 5,7 t 9 t 9 t 9 t 9 t 9 t 9t 9t 9t 1,45 3,06 1,25 7,03 1,25 1,25 6,15 1,25 1,25 0,96 Caminhão bascuante 48,5 t com 13,50 m de comprimento (+5% = 51 t) Bascuante 48,5 t Comprimento tota = 13,50 m 6t 9t 9t 9t 9t 9t 1,50 4,20 1,40 2,80 1,25 1,25 1,10

4 30 EL DEBS et a. Definição dos Casos Anaisados A definição dos casos anaisados foi reaizada com base em um evantamento do universo das pontes da rede viária sob jurisdição do DER, com o objetivo de definir os grupos estruturais representativos desse universo, a partir da cassificação em função das características principais, tais como casse, geometria, dimensões do tabueiro e tipoogia estrutura. O evantamento foi feito com base na documentação técnica fornecida peo DER-SP, constituída de arquivos com a digitaização das pranchas de desenhos dos projetos das pontes. O resutado fina da anáise foi a identificação e o cadastramento de aproximadamente obras, sendo que em aproximadamente obras os dados cadastrados estão competos. Estima-se que esse número de obras com dados competos corresponde a cerca de 20% das pontes da rede viária do DER-SP. A partir desse evantamento foram escohidos os casos a serem anaisados, tomando por base as seguintes diretrizes: a) procurou-se atender mais diretamente aos tipos estruturais mais comuns; b) buscaram-se as envotórias para cobrir todas as situações reais; c) utiizou-se o menor travamento transversa para obter distribuições de esforços mais desfavoráveis. Os casos anaisados estão resumidos na Tabea 2. Foram seecionadas as seguintes variáveis para a definição dos casos: Seção transversa Laje maciça e vazada Viga T duas e cinco vigas Viga de seção ceuar duas e quatro céuas Esquema ongitudina Simpesmente apoiada Simpesmente apoiada com baanços Contínua de dois e três tramos Vãos principais 10, 20, 30 e 40 metros Largura do tabueiro 8 metros (estreito) 12 metros (argo) Anáise Estrutura A determinação dos esforços soicitantes foi feita por meio da utiização do software STRAP (Structura Anaysis Programs). Para anáise de pontes, o STRAP disponibiiza um móduo específico para o cácuo dos esforços soicitantes de pontes com referência às cargas móveis. O móduo de pontes adota como ponto de partida o modeo discretizado em eementos finitos, eaborado dentro do ambiente principa no qua se definem as faixas de roamento para os veícuos, tantas quantas forem desejadas. No presente trabaho, foram adotadas para todos os modeos anaisados faixas de 2 m de argura, que corresponde à distância transversa entre as rodas dos veícuos normativos. Para a pavimentação, foi considerado um carregamento uniformemente distribuído por unidade de área, de 2,4 kn/ m 2 (0,24 tf/m 2 ), sobre os eementos de paca. As pontes de viga T foram modeadas com vigas ortogonais, as ongarinas e as transversinas, com sistema estrutura de greha. Tanto as ongarinas como as transversinas foram discretizadas no modeo por meio de barras e, para ambas, foram adotadas seções transversais do tipo T. Aém dos eementos de barras, também foram utiizados eementos de superfície, no caso as pacas. Devese ressatar que o acopamento entre os eementos de barra e de paca dá-se por um pano que contém os centros geométricos de ambos os eementos, ou seja, os CGs de ambos os eementos, barras e pacas, estão contidos em um mesmo pano. Nesse caso, é possíve admitir que a inércia dos eementos de paca praticamente não atera a inércia das vigas, o que foi possíve constatar nos modeos anaisados. Para as ongarinas, foram adotadas seções T com as dimensões de acordo com a seção transversa definida para cada caso. A argura da mesa foi adotada como a argura de infuência entre duas vigas paraeas. Para as transversinas adotou-se o mesmo procedimento das ongarinas para a determinação das dimensões da seção T, com a ressava de que para a atura h foi suposta uma redução de 20% em reação à atura das ongarinas. Vae ressatar que as transversinas foram consideradas nas regiões dos apoios, em posições intermediárias a esses mesmos apoios, bem como nas extremidades das ongarinas, apenas para os casos de vigas com baanço. Em reação aos carregamentos, aém daquees citados no móduo de pontes (veícuo e mutidão), também foram considerados o peso próprio da superestrutura e da pavimentação. Quanto ao peso próprio da superestrutura, foi considerado o peso próprio das ongarinas (incuindo a mesa e a ama da seção T), sendo que por esse procedimento passa a ser considerado também o peso próprio da aje, que indiretamente constitui a mesa das vigas. Para as transversinas, considerou-se apenas o peso próprio da ama, uma vez que as mesas das transversinas também estão indiretamente inseridas nas mesas das ongarinas. A eventua consideração do peso próprio das mesas das transversinas ou da aje do tabueiro impicaria um peso próprio superestimado. As pontes de aje foram modeadas de modo anáogo ao adotado para as pontes de viga T, à exceção das barras.

5 ANÁLISE DAS CONSEQÜÊNCIAS DO TRÁFEGO DE COMBINAÇÕES DE VEÍCULOS DE CARGA 31 Tabea 2 Resumo dos casos anaisados. AS SAB 2 C2 C3 10 m 20 m 30 m 40 m 10 m 20 m 30 m 40 m 10 m 20 m 30 m 40 m 10 m 20 m 30 m 40 m 10 m C3B 3 25 m 4 30 m 5 40 m Laje Viga (seção T) Ceuar Maciça Vazada 2 vigas 5 vigas 1 2 céuas 3 céuas TE TL TE TL TE TL TE TL TE TL TE TL Legenda: SA: simpesmente apoiada; SAB: simpesmente apoiada com baanços; C2: contínua com dois tramos iguais; C3: contínua com três tramos iguais; C3B: contínua com três tramos desiguais e baanços; TE: tabueiro estreito; TL: tabueiro argo. Notas: 1 Com e sem transversinas para vigas simpesmente apoiadas (SA). 2 Baanços de 3 m para vão de 10 m; 5 m para vãos de 20 m; e 30 m e 7 m para vão de 40 m. 3 Baanços de 5 m para todos os casos. 4 Refere-se ao tramo centra (tramos de extremidade com vão de 20 m). 5 Refere-se ao tramo centra (tramos de extremidade com vão de 25 m).

6 32 EL DEBS et a. Portanto, para as pontes de aje, maciças ou vazadas, foram adotados apenas eementos de paca com apoios discretos ao ongo das duas bordas apoiadas. Foram sempre adotadas seções maciças, mesmo quando essas possuíam seções transversais vazadas, para otimização de discretização e processamento (uma vez que esse procedimento não provoca distorções nos resutados). Comparação entre Esforços Soicitantes Os esforços obtidos na anáise estrutura estão apresentados na forma de gráficos de counas, tomandose como referência para todos os casos anaisados a carga móve das casses 24 e 36 (norma antiga) e casse 45 (norma atua). Portanto, são apresentados vaores reativos entre os esforços provenientes da carga móve CVC e carga móve normativa. Compementando a anáise, também são apresentados gráficos com vaores reativos dos efeitos da carga móve CVC em reação aos efeitos do carregamento tota (carga permanente mais carga móve). Para seção transversa em cinco vigas, os esforços foram determinados para todas as vigas (extremidade, interna e centra) e são apresentados nos gráficos apenas os vaores reativos máximos para cada caso. A títuo de iustração estão mostrados nas Figuras 1 a 4 aguns casos representativos da comparação das soicitações. Concusões Peos resutados da anáise comparativa dos efeitos da carga móve das CVC em reação à carga móve normativa, pôde-se concuir que: a) não é recomendado o tráfego das CVCs peas pontes casse 24 (da norma antiga) e casse 30 (da norma atua); b) a CVC RT 74/20 não é compatíve com as pontes da maha viária, pois as soicitações utrapassam as soicitações de projeto, mesmo da casse 45, para um grande número de casos; c) as CVCs RT 74/25 e BT 74/25 são compatíveis com pontes casse 36 e 45. dos eementos estruturais, portanto, a necessidade de inspeção nas pontes e o efetivo controe do peso dos veícuos são fatores fundamentais para preservar a integridade estrutura das pontes. O estudo reaizado contempou apenas o efeito das ações verticais das cargas móveis, como é usua na anáise de veícuos especiais sobre as pontes. No entanto, é preciso destacar que o tráfego norma de veícuos pode acarretar ações horizontais, como a força de frenagem. Essa força normamente é avaiada como uma fração do peso do veícuo de referência. Dessa forma, a força de frenagem produzida peas CVCs tende a ser maior que a produzida peos veícuos normativos. Essa força produz efeitos importantes apenas nos aparehos de apoio e na infra-estrutura das pontes. Normamente, as pontes apresentam capacidade de absorver excessos de forças desse tipo, mediante reservas de resistência ou caminhos aternativos de força, como a mobiização de empuxos passivos em pontes com sistema estrutura com baanços e cortinas. Entretanto, a mobiização desses caminhos aternativos faz que os aparehos de apoios e os piares funcionem de forma não prevista no projeto. Esse aspecto reforça ainda mais o aerta do item anterior sobre a necessidade de inspeção nas pontes, incuindo não só a superestrutura mas também os aparehos de apoio e a infra-estrutura. O veícuo BB 48/14, considerado na presente anáise com peso bruto tota correspondente à somatória das cargas máximas permitidas por eixo (PBT = 48,5 t), mostrou-se mais desfavoráve que as CVCs RT 74/25 e BT 74/25 na maioria dos casos anaisados e até mesmo mais desfavoráve que a CVC RT 74/20 em aguns casos, demonstrando que o peso bruto tota desse tipo de veícuo deve ser imitado em 45 t, vaor estabeecido pea Resoução 12/98 do CONTRAN. O banco de dados empregado neste trabaho, eaborado com base em informações disponibiizadas peo DER-SP, não abrangeu a totaidade das pontes da maha viária. Portanto, não constitui um conjunto competo de informações para uso em anáises específicas de determinada rodovia ou trecho. Finaizando, cabe o aerta sobre os seguintes pontos: A anáise reaizada neste trabaho tem por hipótese básica que as pontes não apresentam patoogias que possam comprometer sua integridade estrutura. Entretanto, a passagem de veícuos pesados (simpes ou combinados) com maior freqüência e/ou com excesso de peso sobre as pontes tenderá a aceerar a deterioração Agradecimentos Os autores agradecem a contribuição, prestada na reaização deste trabaho, dos engenheiros Admison A. Bortoin, Gustavo Monteiro de Barros Chodraui, Luiz Liserre e Luciano Barbosa dos Santos. As opiniões e concusões aqui expressas são de responsabiidade dos autores.

7 ANÁLISE DAS CONSEQÜÊNCIAS DO TRÁFEGO DE COMBINAÇÕES DE VEÍCULOS DE CARGA 33 Sistema estrutura: duas vigas simpesmente apoiadas com baanços Tabueiro: estreito Referência: casse 24 Esforço: momento positivo 1,8 B17 1,6 1,4 CVC 24 M /M 1,2 1,0 0,8 0,6 RT 74/20 RT 74/25 BT 74/25 BB 48/14 0,4 0,2 0, Vão (m) Figura 1 Exempo de comparação de soicitações: ponte de duas vigas simpesmente apoiadas com baanço, com referência à casse 24. Sistema estrutura: duas vigas simpesmente apoiadas com baanços Tabueiro: estreito Referência: casse 36 Esforço: momento positivo B19 1,4 1,2 1,0 CVC 36 M /M 0,8 0,6 RT 74/20 RT 74/25 BT 74/25 BB 48/14 0,4 0,2 0, Vão (m) Figura 2 Exempo de comparação de soicitações: ponte de duas vigas simpesmente apoiadas com baanço, com referência à casse 36.

8 34 EL DEBS et a. Sistema estrutura: duas vigas simpesmente apoiadas com baanços Tabueiro: estreito Referência: casse 45 Esforço: momento positivo 1,2 B21 1,0 CVC 45 M /M 0,8 0,6 0,4 RT 74/20 RT 74/25 BT 74/25 BB 48/14 0,2 0, Vão (m) Figura 3 Exempo de comparação de soicitações: ponte de duas vigas simpesmente apoiadas com baanço, com referência à casse 45. Sistema estrutura: duas vigas simpesmente apoiadas com baanços Tabueiro: estreito Referência: carga perm. Esforço: momento positivo B23 1,0 M tota = M perm + fmcvc cvc tota fm /M 0,8 0,6 0,4 RT 74/20 RT 74/25 BT 74/25 BB 48/14 0,2 0, Vão (m) Figura 4 Exempo de comparação de soicitações: ponte de duas vigas simpesmente apoiadas com baanço, com referência à totaidade das ações.

9 ANÁLISE DAS CONSEQÜÊNCIAS DO TRÁFEGO DE COMBINAÇÕES DE VEÍCULOS DE CARGA 35 Referências Bibiográficas ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NB 2: Cácuo e execução de pontes de concreto armado. Rio de Janeiro, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6118: Projeto e execução de obras de concreto armado. Rio de Janeiro, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8681: Ações e segurança nas estruturas. Rio de Janeiro, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 7188: Carga móve em ponte rodoviária e passarea de pedestre. Rio de Janeiro, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 7187: Projeto e execução de pontes de concreto armado e protendido. Rio de Janeiro, EL DEBS, M. K. et a. Anáise das conseqüências do tráfego de combinações de veícuos de carga (CVCs) sobre as obras de arte da rede viária do DER-SP. São Caros: EESC-USP, (Reatório Técnico).

10 ffffffffffffffffffffffffffff

Análise das conseqüências do tráfego de CVC s sobre o comportamento estrutural das obras de arte da rede viária do DER-SP

Análise das conseqüências do tráfego de CVC s sobre o comportamento estrutural das obras de arte da rede viária do DER-SP UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA DE ENGENHARIA DE SÃO CARLOS DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE ESTRUTURAS Análise das conseqüências do tráfego de CVC s sobre o comportamento estrutural das obras de arte da

Leia mais

2.1 O Comportamento Estrutural

2.1 O Comportamento Estrutural 2 Vigas As vigas consistem basicamente de barras, contínuas ou não, com eixo reto ou curvo, equiibradas por um sistema de apoios, de modo a garantir que essas barras sejam, no mínimo, isostáticas. Estão

Leia mais

UFPa ESTRUTURAS DE CONCRETO II Prof Ronaldson Carneiro - Nov/2006

UFPa ESTRUTURAS DE CONCRETO II Prof Ronaldson Carneiro - Nov/2006 UFPa ESTRUTURAS DE CONCRETO II Prof Ronadson Carneiro - Nov/006 1. INTRODUÇÃO 1. DEFINIÇÃO: Eementos panos (pacas), geramente em posição horizonta, que apresentam uma dimensão, a espessura, muito menor

Leia mais

O primeiro passo para o projeto das vigas consiste em identificar os dados iniciais. Entre eles incluem-se:

O primeiro passo para o projeto das vigas consiste em identificar os dados iniciais. Entre eles incluem-se: VIGAS CAPÍTULO 15 Libânio M. Pinheiro, Cassiane D. Muzardo, Sandro P. Santos 30 setembro 003 VIGAS são eementos ineares em que a fexão é preponderante (NBR 6118: 003, item 14.4.1.1). Portanto, os esforços

Leia mais

Resumo. Palavras-chave: alargamento, estruturas, eurocódigos, pontes, reforço.

Resumo. Palavras-chave: alargamento, estruturas, eurocódigos, pontes, reforço. A Utilização do Eurocódigo em Projetos de Alargamento e Reforço de Pontes Rodoviárias de Concreto José Afonso Pereira Vitório 1, Rui Manuel de Menezes e Carneiro de Barros 2 1 Doutor em Estruturas pela

Leia mais

): simplesmente apoiadas 1,0 Continuas 1,2 duplamente engastadas 1,7 em balanço 0,5

): simplesmente apoiadas 1,0 Continuas 1,2 duplamente engastadas 1,7 em balanço 0,5 CÁLCULO DOS ESFORÇOS NAS LAJES. Cassiicação das ajes As ajes se cassiicam em dois grupos: a) Lajes armadas numa única direção, quando a reação entre o maior e o menor vão é maior do que. Cacuam-se como

Leia mais

CONSIDERAÇÕES SOBRE A REVISÃO DA ABNT NBR 7188. Carga Móvel Rodoviária e de Pedestres em Pontes, Viadutos, Passarelas e outras Estruturas

CONSIDERAÇÕES SOBRE A REVISÃO DA ABNT NBR 7188. Carga Móvel Rodoviária e de Pedestres em Pontes, Viadutos, Passarelas e outras Estruturas CONSIDERAÇÕES SOBRE A REVISÃO DA ABNT NBR 7188 Carga Móvel Rodoviária e de Pedestres em Pontes, Viadutos, Passarelas e outras Estruturas Júlio Timerman Martin Beier Junho / 2012 Sumário I-Evolução dos

Leia mais

REVESTIMENTOS TÉRMICOS EM PERFIS DE AÇO FORMADOS A FRIO NO CONTEXTO DO PROJETO ESTRUTURAL EM SITUAÇÃO DE INCÊNDIO

REVESTIMENTOS TÉRMICOS EM PERFIS DE AÇO FORMADOS A FRIO NO CONTEXTO DO PROJETO ESTRUTURAL EM SITUAÇÃO DE INCÊNDIO REVESTIMENTOS TÉRMICOS EM PERFIS DE AÇO FORMADOS A FRIO... 69 REVESTIMENTOS TÉRMICOS EM PERFIS DE AÇO FORMADOS A FRIO NO CONTEXTO DO PROJETO ESTRUTURAL EM SITUAÇÃO DE INCÊNDIO Cristiane Lopes Mendes Jorge

Leia mais

4. SOLUÇÕES FUNDAMENTAIS

4. SOLUÇÕES FUNDAMENTAIS 4. SOLUÇÕES FUNDAMENAIS Como visto no Capítuo (Seção.), os métodos de anáise de estruturas têm como metodoogia a superposição de casos básicos. No Método das Forças os casos básicos são souções estaticamente

Leia mais

Resumo. Palavras-chave. ABNT NBR 7188:2013; Projeto de Recuperação. Introdução

Resumo. Palavras-chave. ABNT NBR 7188:2013; Projeto de Recuperação. Introdução Efeitos da Mudança da NBR 7188:2013 nos Projetos de Pontes. Estudo de Caso: Projeto de Recuperação da Ponte sobre o Rio Correias na BR 101/SC. Pauline Fonseca da Silva 1, Marcus Alexandre Noronha de Brito

Leia mais

Prof. Paulo de Sá Pereira Cavalcanti

Prof. Paulo de Sá Pereira Cavalcanti PONTES TRENS TIPO DE PROJETO AP-02 Prof. Paulo de Sá Pereira Cavalcanti Abril/2004 TREM TIPO DE PROJETO (EVOLUÇÃO DOS TRENS TIPO DE PROJETO DAS NORMAS BRASILEIRAS).1. PERÍODO DE 1943 a 1960 No período

Leia mais

Exame Nacional de 2005 1. a chamada

Exame Nacional de 2005 1. a chamada Exame Naciona de 200 1. a chamada 1. Na escoa da Rita, fez-se um estudo sobre o gosto dos aunos pea eitura. Um inquérito reaizado incuía a questão seguinte. «Quantos ivros este desde o início do ano ectivo?»

Leia mais

Cálculo analítico das reações de apoio das lajes maciças de concreto

Cálculo analítico das reações de apoio das lajes maciças de concreto nais do XVI ncontro de Iniciação ientífica e Pós-Graduação do IT XVI NIT / 010 Instituto Tecnoógico de eronáutica São José dos ampos SP rasi 0 de outubro de 010 ácuo anaítico das reações de apoio das ajes

Leia mais

SECRETARIA DE LOGÍSTICA E TRANSPORTES DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM SUPERINTENDÊNCIA. ANEXO III - Estudo de Viabilidade

SECRETARIA DE LOGÍSTICA E TRANSPORTES DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM SUPERINTENDÊNCIA. ANEXO III - Estudo de Viabilidade ANEXO III - Estudo de Viabilidade 1. OBJETIVO Estabelece requisitos para elaboração e apresentação de Estudo de Viabilidade, em atendimento ao que prevê o Capítulo IV da Norma aprovada. 2. DEFINIÇÃO DE

Leia mais

ADERÊNCIA E ANCORAGEM CAPÍTULO 10. Libânio M. Pinheiro, Cassiane D. Muzardo ADERÊNCIA E ANCORAGEM

ADERÊNCIA E ANCORAGEM CAPÍTULO 10. Libânio M. Pinheiro, Cassiane D. Muzardo ADERÊNCIA E ANCORAGEM ADERÊNCIA E ANCORAGEM CAPÍTULO 10 Libânio M. Pinheiro, Cassiane D. Muzardo 25 setembro 2003 ADERÊNCIA E ANCORAGEM Aderência (bond, em ingês) é a propriedade que impede que haja escorregamento de uma barra

Leia mais

MANUAL DE IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA DE GESTÃO DE SEGURANÇA VIÁRIA REQUISITOS DA NORMA ISO 39001

MANUAL DE IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA DE GESTÃO DE SEGURANÇA VIÁRIA REQUISITOS DA NORMA ISO 39001 MANUAL DE IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA DE GESTÃO DE SEGURANÇA VIÁRIA REQUISITOS DA NORMA ISO 39001 branca A P R E S E N TA Ç Ã O Construindo um novo futuro Para tornar-se íder goba em souções de transporte

Leia mais

Atuais objetivos da normalização

Atuais objetivos da normalização A U L A Atuais objetivos da normaização Você agora vai estudar a útima parte deste assunto: os atuais objetivos da normaização. Pode-se dizer que a primeira fase da normaização, por vota de 1900 até os

Leia mais

Estruturas de Betão Armado II

Estruturas de Betão Armado II Estruturas de Betão Armado II A. P. Ramos Set. 006 ANÁLISE ELÁSTICA DOS ESFORÇOS Métodos de anáise eástica dos esforços: Métodos anaíticos Séries de Fourier Métodos numéricos: - Diferenças Finitas - Eementos

Leia mais

Quanto mais alto o coqueiro, maior é o tombo

Quanto mais alto o coqueiro, maior é o tombo Quanto mais ato o coqueiro, maior é o tombo A UU L AL A Quanto mais ato o coqueiro, maior é o tombo, pra baixo todo santo ajuda, pra cima é um Deus nos acuda... Essas são frases conhecidas, ditos popuares

Leia mais

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA UNESP Bauru/SP FACULDADE DE ENGENHARIA Departamento de Engenharia Civil. Disciplina: 1288 - ESTRUTURAS DE CONCRETO I

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA UNESP Bauru/SP FACULDADE DE ENGENHARIA Departamento de Engenharia Civil. Disciplina: 1288 - ESTRUTURAS DE CONCRETO I UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA UNESP Bauru/SP FACULDADE DE ENGENHARIA Departamento de Engenharia Civi Discipina: 188 - ESTRUTURAS DE CONCRETO I NOTAS DE AULA LAJES DE CONCRETO Prof. Dr. PAULO SÉRGIO DOS

Leia mais

ANCORAGEM E EMENDAS DAS BARRAS DA ARMADURA

ANCORAGEM E EMENDAS DAS BARRAS DA ARMADURA CAPÍTULO 7 Voume 1 ANCORAGEM E EMENDAS DAS BARRAS DA ARMADURA 1 7.1 Ancoragem por aderência R sd τ b = Força de tração de cácuo = tensões de aderência f bd = vaor médio de cácuo das tensões de aderência

Leia mais

Análise de Segurança Estática em Sistemas de Potência

Análise de Segurança Estática em Sistemas de Potência Universidade Federa do Rio de Janeiro Escoa Poitécnica Departamento de Engenharia Eétrica NOTAS DE AULA Anáise de Segurança Estática em Sistemas de Potência Prof. Carmen Lucia Tancredo Borges, D.Sc Juiana

Leia mais

ANCORAGEM E EMENDAS DAS BARRAS DA ARMADURA

ANCORAGEM E EMENDAS DAS BARRAS DA ARMADURA CAPÍTULO 7 Voume 1 ANCORAGEM E EMENDAS DAS BARRAS DA ARMADURA Prof. José Miton de Araújo - FURG 1 7.1 Ancoragem por aderência R sd τ b = Força de tração de cácuo = tensões de aderência f bd = vaor médio

Leia mais

TC 071 PONTES E ESTRUTURAS ESPECIAIS II Período: 2º semestre Professor: Jorge Luiz Ceccon Carga horária da disciplina = 120 h - 4 h por semana

TC 071 PONTES E ESTRUTURAS ESPECIAIS II Período: 2º semestre Professor: Jorge Luiz Ceccon Carga horária da disciplina = 120 h - 4 h por semana UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL TC 071 PONTES E ESTRUTURAS ESPECIAIS II Ano: 2010 Período: 2º semestre Professor: Jorge Luiz Ceccon Carga horária da disciplina = 120 h -

Leia mais

referência para Cálculo de Concreto Armado

referência para Cálculo de Concreto Armado UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - ESCOLA POLITÉCNICA DEPARTAENTO DE ENGENHARIA DE ESTRUTURAS E FUNDAÇÕES ÍNDICE referência para Conceitos Básicos... Cargas Características... Esforços Soicitantes e Reações...

Leia mais

ECV 5220 - ANÁLISE ESTRUTURAL II

ECV 5220 - ANÁLISE ESTRUTURAL II UNIVERSIDDE FEDERL DE SNT CTRIN CENTRO TECNOLÓGICO DEPRTMENTO DE ENGENHRI CIVIL ECV 5 - NÁLISE ESTRUTURL II Prof a Henriette Lebre La Rovere, Ph.D. Prof a Poiana Dias de Moraes, Dr Forianópois, fevereiro

Leia mais

Cursos Profissionalizantes

Cursos Profissionalizantes Cursos Profissionaizantes O Teecurso Profissionaizante foi feito para você que está à procura de profissionaização; para você que está desempregado e precisa aprender uma profissão; para você que já estuda

Leia mais

Triângulos especiais

Triângulos especiais A UA UL LA Triânguos especiais Introdução Nesta aua, estudaremos o caso de dois triânguos muito especiais - o equiátero e o retânguo - seus ados, seus ânguos e suas razões trigonométricas. Antes, vamos

Leia mais

Universidade Estadual de Londrina

Universidade Estadual de Londrina Universidade Estadual de Londrina PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO DISCIPLINA ESPECIAL CENTRO CTU DEPARTAMENTO ESTRUTURAS CÓDIGO NOME DA DISCIPLINA PONTES (Uso da PROGRAD) *CARGA HORÁRIA Horário da Oferta PERÍODO

Leia mais

TÍTULO: DESENVOLVIMENTO DE APLICATIVO PARA AVALIAÇÃO DOS ESFORÇOS EM LAJES

TÍTULO: DESENVOLVIMENTO DE APLICATIVO PARA AVALIAÇÃO DOS ESFORÇOS EM LAJES TÍTULO: DESENVOLVIMENTO DE APLICATIVO PARA AVALIAÇÃO DOS ESFORÇOS EM LAJES CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: ENGENHARIAS E ARQUITETURA SUBÁREA: ENGENHARIAS INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DO INSTITUTO MAUÁ

Leia mais

MESOESTRUTURA ESFORÇOS OS ATUANTES NOS PILARES

MESOESTRUTURA ESFORÇOS OS ATUANTES NOS PILARES MESOESTRUTURA ESFORÇOS OS ATUANTES NOS PILARES DETERMINAÇÃO DE ESFORÇOS OS HORIZONTAIS ESFORÇOS ATUANTES NOS PILARES Os pilares estão submetidos a esforços verticais e horizontais. Os esforços verticais

Leia mais

DIAGNÓSTICO E PROPOSTA PARA UTILIZAÇÃO DO ESTOQUE DE SEGURANÇA EM PRODUTOS ACABADOS DE UMA EMPRESA DE PLÁSTICOS. *E-mail: elpidio@unisc.

DIAGNÓSTICO E PROPOSTA PARA UTILIZAÇÃO DO ESTOQUE DE SEGURANÇA EM PRODUTOS ACABADOS DE UMA EMPRESA DE PLÁSTICOS. *E-mail: elpidio@unisc. DIAGNÓSTICO E PROPOSTA PARA UTILIZAÇÃO DO ESTOQUE DE SEGURANÇA EM PRODUTOS ACABADOS DE UMA EMPRESA DE PLÁSTICOS Epídio O. B. Nara 1 *, Leirson Eckert 2, Jaqueine de Moraes 3 1 SPI - Sistemas de Processos

Leia mais

RESOLUÇÃO CONSEPE Nº 02/2013

RESOLUÇÃO CONSEPE Nº 02/2013 RESOLUÇÃO CONSEPE Nº 2/213 A Presidente do Conseho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão - CONSEPE, no uso de suas atribuições, consoante o deiberado na 99ª Reunião Ordinária, reaizada no dia 1 de dezembro

Leia mais

HOME AGENDA DO TRC LEGISLAÇÃO PEDÁGIO PISOS SALARIAIS INDICADORES AET CLASSIFICADOS CONTATO

HOME AGENDA DO TRC LEGISLAÇÃO PEDÁGIO PISOS SALARIAIS INDICADORES AET CLASSIFICADOS CONTATO HOME AGENDA DO TRC LEGISLAÇÃO PEDÁGIO PISOS SALARIAIS INDICADORES AET CLASSIFICADOS CONTATO Quadro resumo da nova Legislação de Pesos e Dimensões com validade a partir de 01/01/2007, quando foram revogadas

Leia mais

Normalização no Brasil

Normalização no Brasil Normaização no Brasi A ABNT foi fundada em 1940, por iniciativa particuar de um grupo de técnicos e engenheiros, sendo a primeira entidade a disseminar normas técnicas no Brasi. Em 1962, a ABNT foi reconhecida

Leia mais

ESTABELECIMENTO DE LIMITES DE VIBRAÇÃO EM GRUPOS DIESEL-GERADORES

ESTABELECIMENTO DE LIMITES DE VIBRAÇÃO EM GRUPOS DIESEL-GERADORES ESTABELECIMENTO DE LIMITES DE VIBRAÇÃO EM GRUPOS DIESEL-GERADORES Erb Ferreira Lins Manoe José dos Santos Sena Mauro Guerreiro Veoso José Américo Braga Dutra Universidade Federa do Pará, Centro Tecnoógico,

Leia mais

Estudo Comparativo de Cálculo de Lajes Analogia de grelha x Tabela de Czerny

Estudo Comparativo de Cálculo de Lajes Analogia de grelha x Tabela de Czerny Estudo Comparativo de Cálculo de Lajes Analogia de grelha x Tabela de Czerny Junior, Byl F.R.C. (1), Lima, Eder C. (1), Oliveira,Janes C.A.O. (2), 1 Acadêmicos de Engenharia Civil, Universidade Católica

Leia mais

Princípios da Engenharia de Software Aula 01

Princípios da Engenharia de Software Aula 01 Princípios da Engenharia de Software Aua 01 Prof.: José Honorato Ferreira Nunes honorato.nunes@bonfim.ifbaiano.edu.br Materia cedido por: Frankin M. Correia frankin.correia@bonfim.ifbaiano.edu.br Objetivo

Leia mais

Análise do Uso de Vigas Transversinas em Pontes de Concreto Armado

Análise do Uso de Vigas Transversinas em Pontes de Concreto Armado Análise do Uso de Vigas Transversinas em Pontes de Concreto Armado João Paulo Teixeira Oliveira Rodrigues Fulgêncio 1 Fernando Amorim de Paula 2 Crysthian Purcino Bernardes Azevedo 3 Resumo O emprego de

Leia mais

A UTILIZAÇÃO DA ANALOGIA DE GRELHA PARA ANÁLISE DE PAVIMENTOS DE EDIFÍCIOS EM CONCRETO ARMADO

A UTILIZAÇÃO DA ANALOGIA DE GRELHA PARA ANÁLISE DE PAVIMENTOS DE EDIFÍCIOS EM CONCRETO ARMADO A UTILIZAÇÃO DA ANALOGIA DE GRELHA PARA ANÁLISE DE PAVIMENTOS DE EDIFÍCIOS EM CONCRETO ARMADO Marcos Alberto Ferreira da Silva (1) ; Jasson Rodrigues de Figueiredo Filho () ; Roberto Chust Carvalho ()

Leia mais

A primeira fase da normalização

A primeira fase da normalização U L A A primeira fase da normaização A partir do momento em que o homem entra na era industria e inicia a produção em massa, isto é, a fabricação de um mesmo produto em grande quantidade, surge uma grande

Leia mais

Calculando a rpm e o gpm a partir da

Calculando a rpm e o gpm a partir da Acesse: http://fuvestibuar.com.br/ Cacuando a rpm e o gpm a partir da veocidade de corte A UU L AL A Para que uma ferramenta corte um materia, é necessário que um se movimente em reação ao outro a uma

Leia mais

O conhecimento das dimensões permite determinar os vãos equivalentes e as rigidezes, necessários no cálculo das ligações entre os elementos.

O conhecimento das dimensões permite determinar os vãos equivalentes e as rigidezes, necessários no cálculo das ligações entre os elementos. PRÉ-DIMENSIONAMENTO CAPÍTULO 5 Libânio M. Pinheiro, Cassiane D. Muzardo, Sandro P. Santos 3 abr 2003 PRÉ-DIMENSIONAMENTO O pré-dimensionamento dos elementos estruturais é necessário para que se possa calcular

Leia mais

Aluno: Filipe Sacchi da Silva Orientador: Marco Antonio Meggiolaro. Figura 1 Primeira telecirurgia mundial

Aluno: Filipe Sacchi da Silva Orientador: Marco Antonio Meggiolaro. Figura 1 Primeira telecirurgia mundial Desenvovimento e controe de um manipuador robótico de ata potência com dois graus de iberdade Auno: Fiipe Sacchi da Siva Orientador: Marco Antonio Meggioaro. Introdução Na sociedade atua, há uma crescente

Leia mais

FUNÇÃO DO SISTEMA DE MASSA MOLA = ATENUAR VIBRAÇÕES

FUNÇÃO DO SISTEMA DE MASSA MOLA = ATENUAR VIBRAÇÕES Análise do comportamento estrutural das lajes de concreto armado dos Aparelhos de Mudança de Via (AMV), com sistema de amortecimento de vibrações, oriundas dos tráfegos dos trens, da Linha 2 - Verde, do

Leia mais

OPERAÇÃO DE TRANSITO EM EVENTOS

OPERAÇÃO DE TRANSITO EM EVENTOS OPERAÇÃO DE TRANSITO EM EVENTOS OPERAÇÃO DE TRANSITO EM EVENTOS Definição e Responsabilidades Em conformidade com a LEI nº 14.072 de 18 de outubro de 2005, qualquer EVENTO somente poderá ser iniciado após

Leia mais

PARECER DOS RECURSOS

PARECER DOS RECURSOS Associação Catarinense das Fundações Educacionais ACAFE Concurso Púbico de Ingresso no Magistério Púbico Estadua EDITAL Nº 21/2012/SED PARECER DOS RECURSOS CARGO: Professor de Educação Física 11) Segundo

Leia mais

b) veículos com reboque ou semi-reboque, exceto caminhões: 39,5 t;

b) veículos com reboque ou semi-reboque, exceto caminhões: 39,5 t; Limites de peso bruto em função do comprimento: O peso bruto total ou peso bruto total combinado, respeitando os limites da capacidade máxima de tração - CMT da unidade tratora determinada pelo fabricante

Leia mais

Leiaute ou arranjo físico

Leiaute ou arranjo físico Leiaute ou arranjo físico A UU L AL A Quaquer posto de trabaho, incusive o nosso, está igado aos demais postos de trabaho, num oca quaquer de uma empresa. Esse oca pode ser uma área grande ou pequena.

Leia mais

Os aplicativos e sua utilização

Os aplicativos e sua utilização Os apicativos e sua utiização Baixando, Instaando e usando o Avast A B C D Os Apicativos Tipos de Apicativos Baixando e Instaando Usando o apicativo Tipos de Apicativos/Programas Os apicativos são programas

Leia mais

Just-in-time. Podemos dizer que estamos usando a técnica. Conceito

Just-in-time. Podemos dizer que estamos usando a técnica. Conceito A UU L AL A Just-in-time Podemos dizer que estamos usando a técnica ou sistema just-in-time ou, abreviadamente, JIT, quando produzimos ago sem desperdício de matéria-prima; quando soicitamos e utiizamos

Leia mais

MINISTÉRIO DAS CIDADES CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO RESOLUÇÃO Nº 210 DE 13 DE NOVEMBRO DE 2006

MINISTÉRIO DAS CIDADES CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO RESOLUÇÃO Nº 210 DE 13 DE NOVEMBRO DE 2006 MINISTÉRIO DAS CIDADES CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO RESOLUÇÃO Nº 210 DE 13 DE NOVEMBRO DE 2006 Estabelece os limites de peso e dimensões para veículos que transitem por vias terrestres e dá outras providências.

Leia mais

1.7 Tensão superficial, espalhamento de líquidos, ângulo de contato e equação de Laplace.

1.7 Tensão superficial, espalhamento de líquidos, ângulo de contato e equação de Laplace. 1.7 Tensão superficia, espahamento de íquidos, ânguo de contato e equação de Lapace. 1.7.1 Tensão superficia As interfaces 6 entre íquidos e gases (superfícies) e entre diferentes íquidos são regiões de

Leia mais

UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PELOTAS Comissão Própria de Avaliação

UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PELOTAS Comissão Própria de Avaliação Comissão Própria de Avaiação Apresentação dos Resutados da Avaiação Gera da UCPe peos Aunos A tabuação abaixo foi feita a partir dos questionários sócio-econômicos do ENADE, dos anos de 01. Estado Civi?

Leia mais

As lajes de concreto são consideradas unidirecionais quando apenas um ou dois lados são considerados apoiados.

As lajes de concreto são consideradas unidirecionais quando apenas um ou dois lados são considerados apoiados. LAJES DE CONCRETO ARMADO 1. Unidirecionais As lajes de concreto são consideradas unidirecionais quando apenas um ou dois lados são considerados apoiados. 1.1 Lajes em balanço Lajes em balanço são unidirecionais

Leia mais

l 2 l + l após a mundança l l 01 - Marque a alternativa verdadeira. Ano de 2005 Número possível de ações: 20 p 2 p 1 a) Se p +, p *, então x [ ] 1 1 1

l 2 l + l após a mundança l l 01 - Marque a alternativa verdadeira. Ano de 2005 Número possível de ações: 20 p 2 p 1 a) Se p +, p *, então x [ ] 1 1 1 EA CPCAR EXAME DE ADMISSÃO AO 1 o ANO DO CPCAR 009 MATEMÁTICA VERSÃO A 01 - Marque a aternativa verdadeira. Ano de 005 a) Se p 0 x = p p 1 + + +, p *, então x [ ] 1 1 1 + + 10 0 0 b) O vaor de y = é ta

Leia mais

VIGAS DE EDIFÍCIOS 1. INTRODUÇÃO 2. DEFINIÇÕES DE ESTADOS LIMITES

VIGAS DE EDIFÍCIOS 1. INTRODUÇÃO 2. DEFINIÇÕES DE ESTADOS LIMITES UNESP - Bauru/SP 1309 - Estruturas de Concreto II Vigas de Edifícios 1 VIGAS DE EDIFÍCIOS 1. INTRODUÇÃO O texto seguinte apresenta vários itens da NBR 6118/2003 reativos às vigas contínuas de edifícios.

Leia mais

PROJETO E IMPLEMENTAÇÃO DE UM BARRAMENTO CAN PARA SUPORTE AO DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS DE AUTOMAÇÃO PARA MÁQUINAS AGRÍCOLAS

PROJETO E IMPLEMENTAÇÃO DE UM BARRAMENTO CAN PARA SUPORTE AO DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS DE AUTOMAÇÃO PARA MÁQUINAS AGRÍCOLAS PROJETO E IMPLEMENTAÇÃO DE UM BARRAMENTO PARA SUPORTE... 1 PROJETO E IMPLEMENTAÇÃO DE UM BARRAMENTO PARA SUPORTE AO DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS DE AUTOMAÇÃO PARA MÁQUINAS AGRÍCOLAS Ricardo Y. Inamasu Embrapa

Leia mais

Recomendações para a Elaboração do Projeto Estrutural

Recomendações para a Elaboração do Projeto Estrutural Universidade Estadual de Maringá - Centro de Tecnologia Departamento de Engenharia Civil Disciplina: Estruturas em Concreto I Professor: Rafael Alves de Souza Recomendações para a Elaboração do Projeto

Leia mais

Universidade Federal de Itajubá-UNIFEI Av. BPS, 1303-Pinheirinho-Itajubá/MG

Universidade Federal de Itajubá-UNIFEI Av. BPS, 1303-Pinheirinho-Itajubá/MG AUTOMAÇÃO DE RASTREAMENTO VEICULAR ON-LINE PARA ANÁLISE DE RISCO FÁBIO M. PRETI, ANTONIO TADEU LYRIO DE A. JUNIOR, ISAÍAS LIMA Universidade Federa de Itajubá-UNIFEI Av. BPS, 1303-Pinheirinho-Itajubá/MG

Leia mais

11 Sistemas resolvem problemas

11 Sistemas resolvem problemas A UA UL LA Sistemas resovem probemas Introdução Na aua anterior, mostramos como resover sistemas de duas equações de 1º grau com duas incógnitas. Agora vamos usar essa importante ferramenta da matemática

Leia mais

UTILIZAÇÃO DE TABELAS DE DIMENSIONAMENTO LAJES PRÉ-FABRICADAS PROTENDIDAS

UTILIZAÇÃO DE TABELAS DE DIMENSIONAMENTO LAJES PRÉ-FABRICADAS PROTENDIDAS AJES PRÉ-FABRICADAS PROTENDIDAS www.tatu.com.br info@tatu.com.br Via Anhanguera, Km15 CEP 1480-70 Caixa Postal 41 imeira/sp Tel. (1) 446-000 Fax (1) 446-004 UTIIZAÇÃO DE TABEAS DE DIMENSIONAMENTO AJE PRÉ-FABRICADA

Leia mais

Blocos de. Absorção de água. Está diretamente relacionada à impermeabilidade dos produtos, ao acréscimo imprevisto de peso à Tabela 1 Dimensões reais

Blocos de. Absorção de água. Está diretamente relacionada à impermeabilidade dos produtos, ao acréscimo imprevisto de peso à Tabela 1 Dimensões reais Blocos de CONCRETO DESCRIÇÃO: Elementos básicos para a composição de alvenaria (estruturais ou de vedação) BLOCOS VAZADOS DE CONCRETO SIMPLES COMPOSIÇÃO Cimento Portland, Agregados (areia, pedra, etc.)

Leia mais

PROVA DE MATEMÁTICA DA UFBA VESTIBULAR 2011 2 a Fase. RESOLUÇÃO: Profa. Maria Antônia Gouveia.

PROVA DE MATEMÁTICA DA UFBA VESTIBULAR 2011 2 a Fase. RESOLUÇÃO: Profa. Maria Antônia Gouveia. PROVA DE MATEMÁTICA DA UFBA VESTIBULAR 0 a Fase Profa. Maria Antônia Gouveia. QUESTÃO 0 Considere o conjunto de todos os números de cinco agarismos distintos, formados com os agarismos,, 5, 8 e 9. Escoendo,

Leia mais

Certificado uma vez, aceito em toda parte Por que usar um organismo de certificação acreditado

Certificado uma vez, aceito em toda parte Por que usar um organismo de certificação acreditado Certificado uma vez, aceito em toda parte Por que usar um organismo de certificação acreditado A certificação de terceira-parte de sistemas de gestão é, com frequência, um requisito especificado para atuação

Leia mais

Lexmark Print Management

Lexmark Print Management Lexmark Print Management Optimize a impressão em rede e crie uma vantagem informativa com uma soução de gestão de documentos que pode ser impementada no oca ou através da nuvem. Funcionaidade Print Reease

Leia mais

ISF 219: PROJETO DE PASSARELA PARA PEDESTRES. O Projeto de passarela para pedestres será desenvolvido em duas fases:

ISF 219: PROJETO DE PASSARELA PARA PEDESTRES. O Projeto de passarela para pedestres será desenvolvido em duas fases: ISF 219: PROJETO DE PASSARELA PARA PEDESTRES 1. OBJETIVO Definir e especificar os serviços constantes do Projeto de Passarela para Pedestres em Projetos de Engenharia Ferroviária. 2. FASES DO PROJETO O

Leia mais

DESENVOLVIMENTO DE PROGRAMA COMPUTACIONAL PARA CÁLCULO E DIMENSIONAMENTO DE POSTES DE CONCRETO ARMADO COM SEÇÃO TRANSVERSAL DUPLO T

DESENVOLVIMENTO DE PROGRAMA COMPUTACIONAL PARA CÁLCULO E DIMENSIONAMENTO DE POSTES DE CONCRETO ARMADO COM SEÇÃO TRANSVERSAL DUPLO T DESENVOLVIMENTO DE PROGRAMA COMPUTACIONAL PARA CÁLCULO E DIMENSIONAMENTO DE POSTES DE CONCRETO ARMADO COM SEÇÃO TRANSVERSAL DUPLO T Hevânio D. de Almeida a b, Rafael A. Guillou a,, Cleilson F. Bernardino

Leia mais

1.1 Conceitos fundamentais... 19 1.2 Vantagens e desvantagens do concreto armado... 21. 1.6.1 Concreto fresco...30

1.1 Conceitos fundamentais... 19 1.2 Vantagens e desvantagens do concreto armado... 21. 1.6.1 Concreto fresco...30 Sumário Prefácio à quarta edição... 13 Prefácio à segunda edição... 15 Prefácio à primeira edição... 17 Capítulo 1 Introdução ao estudo das estruturas de concreto armado... 19 1.1 Conceitos fundamentais...

Leia mais

APLICAÇÃO DO PAVIMENTO RÍGIDO NO TRECHO OESTE DO RODOANEL MÁRIO COVAS SP/21

APLICAÇÃO DO PAVIMENTO RÍGIDO NO TRECHO OESTE DO RODOANEL MÁRIO COVAS SP/21 CLAUDIO DIAS APLICAÇÃO DO PAVIMENTO RÍGIDO NO TRECHO OESTE DO RODOANEL MÁRIO COVAS SP/21 Trabaho de Concusão de Curso apresentado à Universidade Anhembi Morumbi no âmbito do Curso de Engenharia Civi com

Leia mais

ATUALIZAÇÃO EM SISTEMAS ESTRUTURAIS

ATUALIZAÇÃO EM SISTEMAS ESTRUTURAIS AULA 04 ATUALIZAÇÃO EM SISTEMAS ESTRUTURAIS Prof. Felipe Brasil Viegas Prof. Eduardo Giugliani http://www.feng.pucrs.br/professores/giugliani/?subdiretorio=giugliani 0 AULA 04 INSTABILIDADE GERAL DE EDIFÍCIOS

Leia mais

NUMERO N 1 INTRODUCAO

NUMERO N 1 INTRODUCAO NUMERO N 1 INTRODUCAO A disciplinação de cargas por eixo no Brasil foi introduzida pelo Estado de São Paulo, em 1960, que introduziu lei sobre o peso bruto dos veículos. Em 1961, o governo Federal baixou

Leia mais

Elygerson Alves Alvarez FABET

Elygerson Alves Alvarez FABET Legislação Elygerson Alves Alvarez FABET FABET Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte Desde 1997 Legislação de Trânsito Leis da Balança Rodovia Castelo Branco, km 66,5 - Loteamento Dona Catarina,

Leia mais

Análise de Correspondência entre Clínicas Médicas e Indicadores Hospitalares: O Caso do Hospital Universitário de Santa Maria

Análise de Correspondência entre Clínicas Médicas e Indicadores Hospitalares: O Caso do Hospital Universitário de Santa Maria Anáise de Correspondência entre Cínicas Médicas e Indicadores Hospitaares: O Caso do Hospita Universitário de Santa Maria Fábio Mariano Bayer (UFSM) fabiobayer@mai.ufsm.br Adriano Mendonça Souza (UFSM)

Leia mais

Unidade 8 - Trigonometria no Triângulo Retângulo. Trigonometria História Triângulo retângulo Teorema de Pitágoras Teorema de Tales

Unidade 8 - Trigonometria no Triângulo Retângulo. Trigonometria História Triângulo retângulo Teorema de Pitágoras Teorema de Tales Unidade 8 - Trigonometria no Triânguo Retânguo Trigonometria História Triânguo retânguo Teorema de Pitágoras Teorema de Taes História O significado etimoógico da paavra trigonometria vem do grego e resuta

Leia mais

Leandro Lima Rasmussen

Leandro Lima Rasmussen Resoução da ista de eercícios de Resistência dos Materiais Eercício 1) Leandro Lima Rasmussen No intuito de soucionar o probema, deve ser feita a superposição de casos: Um, considerando a chapa BC como

Leia mais

Soluções de software para a Plataforma de Soluções da Lexmark

Soluções de software para a Plataforma de Soluções da Lexmark Pataforma de Souções da Lexmark Souções de software para a Pataforma de Souções da Lexmark A Pataforma de Souções da Lexmark é uma estrutura de apicações criada por programadores da Lexmark que proporciona

Leia mais

Incentivos e financiamiento

Incentivos e financiamiento Incentivos e financiamiento Regime Fisca Vigente O sistema fisca espanho é moderno e competitivo. A carga fisca existente na Espanha (medido com a porcentagem dos impostos e os encargos sociais em reação

Leia mais

CONSTRUÇÃO E REFORMA MÃOS À OBRA. Cartilha de orientação ao cidadão

CONSTRUÇÃO E REFORMA MÃOS À OBRA. Cartilha de orientação ao cidadão CONSTRUÇÃO E REFORMA MÃOS À OBRA Cartiha de orientação ao cidadão Apresentação A Prefeitura Municipa de Via Veha, por intermédio da Secretaria Municipa de Desenvovimento Urbano, apresenta esta cartiha

Leia mais

PONTILHÕES EM ABÓBODAS E MUROS PRÉ-MOLDADOS SOLIDARIZADOS COM CONCRETO MOLDADO NO LOCAL

PONTILHÕES EM ABÓBODAS E MUROS PRÉ-MOLDADOS SOLIDARIZADOS COM CONCRETO MOLDADO NO LOCAL PONTILHÕES EM ABÓBODAS E MUROS PRÉ-MOLDADOS SOLIDARIZADOS COM CONCRETO MOLDADO NO LOCAL Mounir Khalil El Debs Professor Associado, Departamento de Engenharia de Estruturas Escola de Engenharia de São Carlos

Leia mais

Dimensional A B C. 1000(2x) 1000(3x) 1000(4x) 1000(5x) 1000(6x)

Dimensional A B C. 1000(2x) 1000(3x) 1000(4x) 1000(5x) 1000(6x) 64 novo Condensador Remoto a r 31011 550806 W 26670 473693 105832 1879733 BTU/h Baixo níve de ruído Mais eve e compacto Características técnicas ta eficiência térmica, resutando em e c o n o m i a d e

Leia mais

CARGAS ESPECIAIS (EXCESSO DE PESO)

CARGAS ESPECIAIS (EXCESSO DE PESO) CARGAS ESPECIAIS (EXCESSO DE PESO) 1 CARGAS ESPECIAIS (PESO) Cargas Especiais (Peso)...3 Definição...3 Legislação...3 Documentação Necessária...3 Configurações possíveis...5 Estudo de Viabilidade...6 Condições

Leia mais

INSTRUÇÕES PARA CÁLCULO DE HONORÁRIOS PROFISSIONAIS DE PROJETOS ESTRUTURAIS DE OBRAS DE ARTE EM CONCRETO ARMADO OU PROTENDIDO

INSTRUÇÕES PARA CÁLCULO DE HONORÁRIOS PROFISSIONAIS DE PROJETOS ESTRUTURAIS DE OBRAS DE ARTE EM CONCRETO ARMADO OU PROTENDIDO INSTRUÇÕES PARA CÁLCULO DE HONORÁRIOS PROFISSIONAIS DE PROJETOS ESTRUTURAIS DE OBRAS DE ARTE EM CONCRETO ARMADO OU PROTENDIDO Aprovada pelo Sr. Superintendente nos autos nº 97.024/DER/1962-5º Provº em

Leia mais

Painel dos projetistas

Painel dos projetistas Painel dos projetistas Projetista: Eduardo Barros Millen Empresa: ZAMARION E MILLEN CONSULTORES S/S LTDA. Obra: Galpão 5 do Estaleiro Atlântico Sul Categoria: Galpões 1 OBJETIVO - Apresentação das estruturas

Leia mais

PARECER DOS RECURSOS

PARECER DOS RECURSOS Associação Catarinense das Fundações Educacionais ACAFE PROCESSO SELETIVO ADMISSÃO DE PROFESSORES EM CARÁTER TEMPORÁRIO EDITAL Nº 15/ 2012/ SED PARECER DOS RECURSOS CARGO: Professor de Tecnoogia Educaciona

Leia mais

Brasil, alramos@ctec.ufal.br, jccb@ctec.ufal.br, http://www.ctec.ufal.br

Brasil, alramos@ctec.ufal.br, jccb@ctec.ufal.br, http://www.ctec.ufal.br Mecánica Computacional Vol XXIX, págs. 133-157 (artículo completo) Eduardo Dvorkin, Marcela Goldschmit, Mario Storti (Eds.) Buenos Aires, Argentina, 15-18 Noviembre 1 ANÁISE DO COMPORTAMENTO DE SISTEMAS

Leia mais

ANÁLISE DOS ESTOQUES EM PROCESSO DE UM SISTEMA DE PRODUÇÃO DE CABINAS ATRAVÉS DE SIMULAÇÃO

ANÁLISE DOS ESTOQUES EM PROCESSO DE UM SISTEMA DE PRODUÇÃO DE CABINAS ATRAVÉS DE SIMULAÇÃO ANÁLISE DOS ESTOQUES EM PROCESSO DE UM SISTEMA DE PRODUÇÃO DE CABINAS... 17 ANÁLISE DOS ESTOQUES EM PROCESSO DE UM SISTEMA DE PRODUÇÃO DE CABINAS ATRAVÉS DE SIMULAÇÃO João Giberto Zaa Fiho Arthur José

Leia mais

ESTUDO DE VIABILIDADE DO TRANSPORTE MARÍTIMO DE CONTÊINERES POR CABOTAGEM NA COSTA BRASILEIRA

ESTUDO DE VIABILIDADE DO TRANSPORTE MARÍTIMO DE CONTÊINERES POR CABOTAGEM NA COSTA BRASILEIRA RICARDO TERUMICHI ONO ESTUDO DE VIABILIDADE DO TRANSPORTE MARÍTIMO DE CONTÊINERES POR CABOTAGEM NA COSTA BRASILEIRA Dissertação apresentada à Escoa Poitécnica da Universidade de São Pauo para obtenção

Leia mais

Recomendações para elaboração de projetos estruturais de edifícios em aço

Recomendações para elaboração de projetos estruturais de edifícios em aço 1 Av. Brigadeiro Faria Lima, 1685, 2º andar, conj. 2d - 01451-908 - São Paulo Fone: (11) 3097-8591 - Fax: (11) 3813-5719 - Site: www.abece.com.br E-mail: abece@abece.com.br Av. Rio Branco, 181 28º Andar

Leia mais

Relação entre setores

Relação entre setores Reação entre setores Na empresa existem outros tipos de trabaho aém daquees que produzem bens, como automóveis, geadeiras etc. Esses trabahos precisam de pessoas especiaizadas para que toda a empresa possa

Leia mais

Problemas comuns Desenvolvimento e Design de Sistemas Web Categorias de problemas Exemplo de problema de funcionamento

Problemas comuns Desenvolvimento e Design de Sistemas Web Categorias de problemas Exemplo de problema de funcionamento Desenvovimento e Design de Sistemas Web Probemas comuns Web Sites ma definidos e projetados Necessidade de atuaização constante das informações: eternamente em construção Evoução extremamente rápida da

Leia mais

E D I T A L PREGÃO ELETRÔNICO Nº 137/12 Proc. nº T2-EOF-2012/344

E D I T A L PREGÃO ELETRÔNICO Nº 137/12 Proc. nº T2-EOF-2012/344 TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA REGIÃO UASG 09008 i o n a F e d e r a ibuna Re gi on a Federa E D I T A L PREGÃO ELETRÔNICO Nº 137/1 Proc. nº T-EOF-01/344 O ibuna Regiona Federa da Região, por seu Pregoeiro,

Leia mais

Plano de Benefícios I NORDESTE em liquidação extrajudicial. (Cadastro Nacional de Plano de Benefícios - CNPB: 20.020.026-65)

Plano de Benefícios I NORDESTE em liquidação extrajudicial. (Cadastro Nacional de Plano de Benefícios - CNPB: 20.020.026-65) Rio de Janeiro, 25 de fevereiro de 2010. Pano de Benefícios I NORDESTE em iquidação extrajudicia. (Cadastro Naciona de Pano de Benefícios - CNPB: 20.020.026-65) - CNPJ: 27.901.719/0001-50 NOTAS EXPLICATIVAS

Leia mais

Simplificando o trabalho

Simplificando o trabalho A U A UL LA Simpificando o trabaho A simpificação do trabaho constitui outro meio que favorece diretamente a produtividade. Essa simpificação se reaciona com a mehoria de um método de trabaho, seja ee

Leia mais

Introdução à Matemática Financeira Intervalar: Análise Intervalar de Investimentos

Introdução à Matemática Financeira Intervalar: Análise Intervalar de Investimentos Introdução à Matemática Financeira Intervaar: náise Intervaar de Investimentos Gabriea do Carmo Pantoa Duarte Depto de Informática e Matemática picada, CCET, UFRN 5907-970, Nata, RN E-mai: gabrieapantoa@yahoo.com.br

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO ESCOLA POLITÉCNICA Curso de Engenharia Civil Departamento de Mecânica Aplicada e Estruturas

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO ESCOLA POLITÉCNICA Curso de Engenharia Civil Departamento de Mecânica Aplicada e Estruturas UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO ESCOLA POLITÉCNICA Curso de Engenharia Civil Departamento de Mecânica Aplicada e Estruturas PROJETO DE ESTRUTURAS COM GRANDES VARANDAS EDUARDO VIEIRA DA COSTA Projeto

Leia mais

Módulo 6 Pilares: Estados Limites Últimos Detalhamento Exemplo. Imperfeições Geométricas Globais. Imperfeições Geométricas Locais

Módulo 6 Pilares: Estados Limites Últimos Detalhamento Exemplo. Imperfeições Geométricas Globais. Imperfeições Geométricas Locais NBR 68 : Estados Limites Últimos Detalhamento Exemplo P R O O Ç Ã O Conteúdo Cargas e Ações Imperfeições Geométricas Globais Imperfeições Geométricas Locais Definições ELU Solicitações Normais Situações

Leia mais

Administração das Reservas Internacionais

Administração das Reservas Internacionais Administração das Reservas Internacionais Banco Centra do Brasi Depin Depin 2 Objetivos das Reservas em Moeda Estrangeira Dar apoio à poítica monetária e cambia; Dar confiança ao mercado com reação à capacidade

Leia mais

Estruturas de Concreto Armado. Eng. Marcos Luís Alves da Silva luisalves1969@gmail.com unip-comunidade-eca@googlegroups.com

Estruturas de Concreto Armado. Eng. Marcos Luís Alves da Silva luisalves1969@gmail.com unip-comunidade-eca@googlegroups.com Estruturas de Concreto Armado Eng. Marcos Luís Alves da Silva luisalves1969@gmail.com unip-comunidade-eca@googlegroups.com 1 CENTRO TECNOLÓGICO DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL EA 851J TEORIA EC6P30/EC7P30

Leia mais

SUPERESTRUTURA estrutura superestrutura infra-estrutura lajes

SUPERESTRUTURA estrutura superestrutura infra-estrutura lajes SUPRSTRUTUR s estruturas dos edifícios, sejam eles de um ou vários pavimentos, são constituídas por diversos elementos cuja finalidade é suportar e distribuir as cargas, permanentes e acidentais, atuantes

Leia mais