1ª Rodada Global de Negócios Solidários

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1 1ª Rodada Global de Negócios Solidários V Fórum Social Mundial(26-31/01/2005 Porto Alegre/RS/Brasil (Sábado, 29 de Janeiro de 2005 Espaço Temático 6) Promoção: Rede Brasileira de Sócio-Economia Solidária Realização: Rede COLACOT

2 PROMOÇÃO E REALIZAÇÃO A 1ª Rodada Global de Negócios Solidários durante o V Fórum Social Mundial, em janeiro de 2005, em Porto Alegre, é fruto da parceria de 2 redes: a Rede Brasileira de Socioeconomia Solidária - RBSES, e a Rede COLACOT (Confederação Latino-americana de Cooperativas e Mutuais de Trabalhadores). A RBSES, lançada a partir de uma articulação institucional ampla durante o I Forum Social Mundial, em Porto Alegre, no ano de 2001, como rede de fomento da economia solidária em todo o mundo, se constitui num poderoso instrumento de articulação de experiências, instituições de apoio e assessoria à economia solidária presente em todo o mundo. A COLACOT, organização que reúne cooperativas, mutuais (mutualidades) e experiências de economia solidária em toda a América Latina, comemora 30 anos de existência em junho de 2005, sendo detentora de uma longa e consagrada tradição de debate, promoção e construção de alternativas e, sobretudo, articulação institucional do que denomina setor da economia solidária. Em termos concretos a promoção do evento é da Rede Brasielira de Sócioeconomia Solidária, através da representação gaúcha, com a responsabilidade específica de convocatória, divulgação em nível mundial e coordenação macro política do evento. A produção dos instrumentos, a articulação de recursos, a operacionalidade dos eventos, os cadastros necessários recai sobre a Rede COLACOT. Assim sendo duas redes terão um protagonismo maior: a Rede Brasileira de Sócioeconomia Solidária e a Rede COLACOT. Todas as organizações envolvidas colaboram na divulgação e realização dos eventos, bem como no monitoramento permanente do projeto. O processo de monitoramento e avaliação constará de um acompanhamento mediante registro dos indicadores do projeto, e o controle regular e sistemático exercido conforme definição de papéis pelos atores envolvidos no projeto. Todas as entidades e organizações participantes do projeto serão naturalmente os atores do monitoramento e avaliação. O conceito de rede permite o sentido de permanente porta aberta à participação de todos quantos queiram e se sintam provocados a somar rumo a um novo modelo de desenvolvimento baseado numa organização econômica baseada nos princípios da solidariedade, da cooperação, do associativismo, da autogestão, enfim, da propriedade social dos meios de produção, comercialização e consumo.

3 OBJETIVOS Objetivo Geral Contribuir de forma significativa para a concretização das propostas da Economia Solidária e para a articulação das diferentes iniciativas existentes e atuantes a partir da promoção de negócios entre projetos econômicos desenhados e implementados sob a lógica da solidariedade e da autogestão. Objetivos Específicos 1. Realização da 1ª Rodada Global de Negócios Solidários, durante o Fórum Social Mundial de 2005, articulando produtores e consumidores, colocando-os em contato direto. 2. Criação / articulação de um Escritório Virtual de Comércio Solidário Mundial, dinamizado através do Desenho e publicação de um Portal na Rede Mundial de Computadores (Internet) enquanto tecido institucional de apoio à Economia solidária para o fomento e a viabilização da oferta e da demanda de produtos e serviços solidários. 4. Fomento do funcionamento e a intensificação das atividades das redes de economia solidária existentes

4 JUSTIFICATIVA A 1ª Rodada Global de Negócios Solidários, evento integrante do V Fórum Social Mundial de 2005, em Porto Alegre, possui caráter provocativo que visa intensificar e acelerar a prática concreta de negócios entre organizações e iniciativas solidárias de todo o mundo. A Economia Solidária, temática central deste evento, ainda hoje se encontra sob uma ótica idealizada e pouco prática. Mesmo as edições anteriores do Fórum Social Mundial detiveram-se mais nos aspectos teóricos e filosóficos das transações solidárias do que nos aspectos práticos e operacionais da idéia, cujo alcance propiciaria a verdadeira inclusão social, a partir da geração de muitos postos de trabalho e de renda. Isto pode acontecer, mas não somente a partir do aproveitamento das sobras da prática capitalista, mas também da transformação da Economia Solidária em um modelo alternativo de inclusão social e desenvolvimento global sustentável. Para tanto, o evento busca transformar a Economia Solidária em uma prática corrente e reconhecida em todos os níveis sócio-econômicos, aproveitando todas as experiências existentes e traduzindo-as em resultados práticos, multiplicando assim a cadeia de valor e ampliando potencialmente seus beneficiários, através da disponibilização de espaços de concretização de relações comerciais e parcerias na direção da prática da solidariedade como alternativa nas relações comerciais que conduzam à sustentabilidade econômica das pessoas e organizações da economia solidária. A 1ª Rodada Global de Negócios Solidários é voltada a todas as organizações e experiências de economia solidária, incluindo cooperativas, associações, organizações de apoio e assessoria, centros de estudo e pessoas em geral, interessadas em promover negócios de produtos e serviços provenientes de iniciativas econômicas baseadas na solidariedade e na auto-gestão, ou seja, organizações que primem pela promoção do desenvolvimento humano e social. O foco principal serão as experiências de economia solidária, existentes e atuantes, especialmente as que já atuam de alguma maneira em forma de redes articuladas, seja ofertando produtos e serviços, seja na qualidade de consumidor de produtos e serviços. A operacionalidade se dará através da disponibilização de um portal na Internet onde será instalado um Escritório Virtual de Comércio Solidário Mundial, seguido do evento propriamente dito, quando ocorrerá um Painel sobre as Práticas Comerciais ligadas à Economia Solidária, seguido da realização de Mesas de Negociação para Oferta e Demanda de Produtos e Serviços. A partir da realização da 1ª Rodada Global de Negócios Solidários, espera-se inaugurar um processo de articulação mundial que estabeleça um fluxo contínuo e regular de negócios entre organizações solidárias nos mais diversos níveis local, regional, nacional e internacional, aumentandose assim o número de operações solidárias entre empreendimentos econômicos, integrando e dinamizando as iniciativas e as redes de economia solidária e, conseqüentemente, aumentando a oferta de postos de trabalho. Como decorrência do processo, serão estabelecidos indicadores que possam detectar resultados concretos provenientes deste novo modelo, em nível social, econômico e financeiro, que possam comprová-lo como um irrefutável instrumento alternativo de inclusão social, proposta esta perseguida permanentemente pela ideologia da Economia Solidária.

5 ESTRATÉGIAS DE IMPLEMENTAÇÃO A 1ª Rodada Global de Negócios Solidários durante o FSM/2005, terá as seguintes etapas preliminares: 1. Viabilização de uma campanha de divulgação e promoção do evento, através de peças publicitárias adequadas à proposta e da divulgação junto aos principais organismos de economia solidária existentes em todo o mundo. 2. Elaboração de um Portal na Internet, em vários idiomas, com o objetivo de estabelecer um cadastro de potenciais participantes e disseminar a nível global a proposta do projeto, criando-se assim os primeiros elos de ligação entre produção e consumo solidários; 3. Criação de um escritório virtual de comércio solidário mundial, visando à preparação, suporte e continuidade do projeto durante e após a 1ª Rodada Global de Negócios Solidários. Dessa forma a realização da 1ª Rodada Global de Negócios Solidários durante o V Fórum Social Mundial, em janeiro de 2005, em Porto Alegre, será um processo conseqüente, e que propulsiona espaços de concretização de relações comerciais e parcerias micro e macro-econômicas, na direção da prática da solidariedade como alternativa nas relações comerciais que conduzam à sustentabilidade econômica das pessoas e organizações da economia solidária. METAS A 1ª Rodada Global de Negócios Solidários durante o V Fórum Social Mundial, em janeiro de 2005, em Porto Alegre ultrapassa os limites de um simples evento para propor-se a desencadear, fomentar a economia solidária a partir da prática de negócios. Assim as metas podem ser resumidas nos seguintes itens: 1. Estabelecimento de um fluxo contínuo e regular de negócios entre organizações solidárias nos mais diversos níveis (do local ao regional, nacional e internacional). 2. Aumento do número de operações solidárias entre empreendimentos econômicos de todo o mundo, integrando e dinamizando as iniciativas e redes de economia solidária, promovendo o comércio justo e solidário. 3. Ampliação do número de redes e iniciativas de economia solidária a partir da divulgação das experiências existentes. 4. Multiplicação do número de postos de trabalho gerados. 5. Estabelecimento de indicadores que possam detectar resultados concretos, em nível social, econômico e financeiro, a partir da realização da 1ª Rodada Global de Negócios Solidários.

6 RESULTADOS ESPERADOS A 1ª Rodada Global de Negócios Solidários pretende inaugurar um processo de articulação mundial a partir dos negócios. Muito de tem debatido e inclusive com acirramento de polêmicas sobre conceituação, desafios e oportunidades da economia solidária, tanto no aspecto contestatório da estrutura econômica mundial, quanto na geração de trabalho e renda para um sem número de pessoas e organizações em todo o mundo. A deficiência maior, no nosso ponto de vista, é justamente criar e recriar permanentemente alternativas econômicas comprovadamente viáveis, sustentáveis, não para uma alternativa enquanto sobras do que o sistema concentrador e excludente permite, mas uma alternativa efetivamente postulada como outra forma de organizar a economia a partir do micro, mas estruturando instrumentos macroeconômicos alternativos. A crítica ao sistema vigente deve estar pari passu acompanhada da construção de um novo sistema a partir da economia solidária. A alternativa não está na economia privada (liberal) nem na economia público-estatal estatizante, mas num sistema econômico a partir das organizações e estruturas baseadas num novo referencial de princípios e valores: o setor da economia solidária. Durante o V Fórum Social Mundial, em janeiro de 2005, em Porto Alegre, o que se espera é promover uma ou inúmeras iniciativas de parcerias e relações interinstitucionais a partir dos negócios. METODOLOGIA A 1ª Rodada Global de Negócios Solidários terá foco na promoção, dinamização e fomento de negócios. Como tal toda a dinâmica está desenhada para que os participantes possam realmente realizar operações, ofertar e demandar produtos e serviços. O evento está programado para acontecer durante um dia, nos três turnos (manhã, tarde e noite) com a seguinte programação: MANHÃ: Painel sobre a prática de relações comerciais e seus desafios (procedimentos, tributação, padronizações), TARDE: Mesas de negociação para oferta e demanda de produtos e serviços, com acompanhamento de intérpretes e esclarecimento de dúvidas. Dias 27 a 30: Escritório Permanente de Negócios junto ao GT-ECOSOL Durante a realização do evento se intensificará o cadastramento de organizações e experiências, com as respectivas perspectivas de oferta e demanda de produtos e serviços, alimentando o Portal e disponibilizando a assessoria do Escritório Virtual para a concreção de negócios em nível local, nacional e especialmente no que tange ao comércio internacional.

7 SUJEITOS A 1ª Rodada Global de Negócios Solidários busca a participação de todas as organizações e experiências de economia solidária, incluindo cooperativas, associações, organizações de apoio e assessoria, centros de estudo e pessoas em geral, interessadas em promover negócios de produtos e serviços provenientes de iniciativas econômicas baseadas na solidariedade e na auto-gestão, durante o V Fórum Social Mundial, em janeiro de 2005, em Porto Alegre. Todos os empreendimentos econômicos baseados nos princípios da solidariedade, da autogestão, na participação coletiva democrática, no igualitarismo, na cooperação e intercooperação, enfim, na promoção do desenvolvimento humano, responsabilidade social e a preservação do equilíbrio dos ecossistemas serão desafiados a articular-se neste espaço, criando formas e instrumentos de relação a partir dos negócios. O foco principal serão as experiências de economia solidária, existentes e atuantes, especialmente as que já atuam de alguma maneira em forma de redes articuladas, seja ofertando produtos e serviços, seja na qualidade de consumidor de produtos e serviços. Note-se que o foco é voltado aos empreendimentos e organizações apoiadoras e não às pessoas individualmente. A 1ª Rodada Global de Negócios Solidários efetivamente não quer se traduzir num espaço de debate, nem num espaço de venda a varejo, mas numa espécie de centro de promoção atacadista de produtos e serviços provenientes da economia solidária. FORTALEZAS E FRAQUEZAS A principal fortaleza do projeto é exatamente a multiplicidade de atores envolvidos e a abertura a múltiplas iniciativas e articulações que, a partir da 1ª Rodada Global de Negócios Solidários durante o V Fórum Social Mundial, em janeiro de 2005, em Porto Alegre possam e devam estar surgindo ou melhorando sua articulação. A novidade do evento consiste exatamente no ineditismo da promoção de um evento que não se resume a debates e construção de propostas, mas à prática concreta de negócios entre as organizações e iniciativas econômicas solidárias de todo o mundo, presentes ao V Fórum Social Mundial. Outro elemento de destaque é justamente o alcance da iniciativa em termos de projeção de interesse em participar, uma vez que será uma oportunidade de realmente ir construindo um outro mundo em termos de relações econômicas e sustentabilidade. O risco maior da pouca receptividade está justamente no manejo de interesses de grupos e organizações que apontam para caminhos distintos à construção de alternativas concretas, preferindo a polemização, a teorização, a tão somente contestação do sistema tal qual está em curso. Não é de todo descartada a possibilidade de boicotes de parte de grupos cujos interesses porventura se sintam ameaçados e encontrem na iniciativa da 1ª Rodada Global de Negócios Solidários uma ameaça a processos, estratégias e dinâmicas monopolizantes do debate e da articulação da economia solidária, seja em nível local, regional, nacional ou internacional. Os elementos deficitários ficam por conta das dificuldades de equipes humanas que realmente se dediquem à preparação, desenho e realização das atividades necessárias, o que se espera superar dado o lastro e alcance institucional das duas redes envolvidas na promoção/realização do evento.

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