CÂMARA MUNICIPAL DE MANAUS DIRETORIA LEGISLATIVA LEI Nº 506, DE 2 DE DEZEMBRO DE (D.O.E N... Ano...)

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1 LEI Nº 506, DE 2 DE DEZEMBRO DE (D.O.E N.... Ano...) DISPÕE SOBRE O TRANSPORTE INDIVIDUAL DE PASSAGEIROS ATRAVÉS DE TÁXI. O PREFEITO MUNICIPAL DE MANAUS no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 80, inciso IV, da Lei Orgânica do Município. FAÇO SABER que o Poder Legislativo decretou e eu sanciono a presente LEI: CAPÍTULO I DA COORDENAÇÃO Art. 1º Compete à Prefeitura de Manaus, através de delegação à Empresa Municipal de Transportes Urbanos - EMTU, a coordenação e fiscalização dos serviços de Táxi de Manaus, de conformidade com o Código Nacional do Trânsito, com a Lei Orgânica do Município e com a presente Lei. 1º VETADO 2º Será obrigatório a consulta à Comissão de Táxi, nos seguintes casos: I - Proposta de ampliação da quantidade de permissões de placas do Município; II - Licitações de placas. III - Seleção de permissionários e homologação de permissões; IV - Pedidos de transferências. V - Pedidos de Licença e cancelamento de Permissões; VI - Decisões sobre suspensão e cassação de permissões; VII - Tarifas dos serviços de Táxi, valores e preços dos serviços e multas, definidos pela EMTU; VIII - Propostas ou alterações desta Lei e de suas regulamentações; IX - Criação e extinção de pontos de Táxi. CAPÍTULO II DAS PERMISSÕES Art. 2º A permissão de placas é ato administrativo, discricionário e unilateral, outorgado pela EMTU, a título precário e através de licitação a terceiros, para execução de serviço público de transporte de passageiros, através de Táxi. Parágrafo Único - Por ser uma permissão outorgada pelo poder público, a placa de Táxi é propriedade do Município, sendo, por consequência, proibida sua venda, compra, troca, ou aluguel pelo permissionário. Art. 3º As permissões de placas só serão outorgadas a pessoas físicas ou a empresas de serviços especiais de Táxi, nas seguintes condições: 1º Uma, e somente uma permissão será outorgada a cada pessoa física. 2º VETADO.

2 3º É terminantemente proibida a outorga de permissão a empresas, cujo objetivo seja, tão somente, o aluguel de placas para prestação de serviços convencionais. Art. 4º As permissões a pessoas físicas sempre serão outorgadas por licitações públicas, em cujo edital constarão os seguintes critérios de seleção, nesta ordem. I - Maior tempo como condutor auxiliar (informação obtida junto ao banco de dados da EMTU); II - MELHOR currículo como motorista (informação obtida junto ao DETRAN); III - Maior tempo de motorista profissional (informação obtida da carteira profissional); IV - Menor capacitação para emprego no mercado de trabalho convencional ou desenvolvimento de outra profissão ou atividade (informação obtida da carteira profissional); V Maior idade. VI - Sorteio. Parágrafo Único - Os ex permissionários deverão aguardar o tempo mínimo de 05 (cinco) anos, após o cancelamento das permissões, para se candidatar a nova permissão. Art. 5º VETADO. 1º A seleção da empresa para serviço especial terá como base o melhor atendimento às condições exigidas no edital de licitação. 2º VETADO. 3º Quando a necessidade for superior a 50 (cinquenta) carros especiais, será aberta nova licitação, podendo mais de uma empresa executar o mesmo serviço. Art. 6º Selecionado o permissionário, o mesmo assinará contrato que contemplará as seguintes exigências: I - Obrigatoriedade de vistoria anula junto a EMTU. II - Obrigatoriedade de pagamento de taxas definidas pela EMTU para cobertura dos custos de gerenciamento e fiscalização do sistema de Táxi. III - Obrigatoriedade de o permissionário ser o principal condutor do veículo e, enquanto taxista, não desenvolver nenhuma atividade com vínculo empregatício com empresas e entidades públicas ou privadas. IV - Obrigatoriedade de atender aos dispositivos e regulamentações desta Lei. 1º Devem constar do contrato que homologa a permissão, as faltas graves que impliquem em cassação da permissão. 2º A permissão terá validade de 01 (um) ano, findo o qual, o permissionário solicitará a renovação da mesma. Art. 7º O permissionário que desejar cancelar a permissão, deverá fazêlo por requerimento à EMTU. Art. 8º VETADO.

3 Art. 9º A EMTU poderá suspender temporariamente a permissão, quando o permissionário não atender às disposições desta Lei e suas regulamentações. Art. 10 A cassação definitiva da permissão dar-se-á, obrigatoriamente, quando o permissionário: I - Conduzir o carro em estado de embriaguez ou drogado; II - Expor ou usar arma de qualquer espécie, quando em serviço; III - Dirigir o Táxi cuja permissão estiver suspensa ou sob licença; IV - Deixar a prestação do serviço a cargo exclusivamente do auxiliar; V - Permitir a condução do veículo por outro, que não seja o auxiliar cadastrado na EMTU; VI - Atrasar a Vistoria Anual por mais de 12 (doze) meses; VII - Prestar informações falsas à EMTU ou adulterar documentos; VIII - Remover ou adulterar o taxímetro. CAPÍTULO III DA TRANSFERÊNCIA Art. 11 VETADO. 1º Em caso de morte e invalidez, a EMTU dará preferência ao candidato à nova permissão, indicado pela viúva ou companheira, ou pelo próprio permissionário inválido, atendendo às seguintes exigências: I - Que seja motorista profissional; II - Não desenvolva, enquanto taxista, nenhuma atividade com vínculo empregatício. CAPÍTULO IV DO PERMISSIONÁRIO Art. 12 O permissionário, pessoa física ou empresa de serviços especiais, ao qual for outorgada a permissão, deve: I - Ser o único ou principal condutor do Táxi, quando se tratar de permissionário pessoa física. II - Ser responsável por todos os atos, ocorrências e obrigações relativas ao Táxi autorizado pela EMTU; III - Ser solidariamente responsável por todos os atos do condutor auxiliar, quanto este estiver no exercício da atividade de taxista; IV - Recolher o INSS como autônomo e todos os impostos (Federal, Estadual e Municipal), quando se tratar de empresa de serviço especial; V - Atender às exigências do Código Nacional de Trânsito, do contrato celebrado com a EMTU, desta Lei e de suas regulamentações. CAPÍTULO V DO CONDUTOR AUXILIAR Art. 13 O Condutor Auxiliar é a pessoa física indicada pelo Permissionário para auxiliá-lo, alternativamente, na condução do táxi, devendo o mesmo ser cadastrado com antecedência na EMTU, para que possa ser treinado e credenciado. 1º O condutor auxiliar deverá ser cadastrado, pessoalmente pelo permissionário junto à EMTU para condução única e exclusiva de um só Táxi;

4 2º Poderão ser cadastrados, no máximo 02 (dois) auxiliares por Táxi de empresa permissionária de serviços especiais; 3º É proibido o cadastramento de auxiliar para Táxi, cujo o veículo tenha sido vendido pelo mesmo ao permissionário da placa; 4º A substituição do condutor auxiliar só poderá ser requerida em intervalo mínimo de 3 (três) meses. O auxiliar substituído só poderá ser cadastrado para condução de outro táxi, após três meses da substituição; 5º O auxiliar deverá obrigatoriamente, recolher o INSS como autônomo; 6º A EMTU estipulará a diária referencial para o auxiliar. CAPÍTULO VI DOS SERVIÇOS Art. 14 Os serviços de táxi do município são classificados em: I - Regulares - Serviços executados por Táxis convencionais; II - VETADO; III - Extraordinários - Serviços excepcionais executados em carácter de emergência por período definido e autorizado por decreto do Executivo. Parágrafo Único - Não será permitido o serviço de Táxi Lotação. Art. 15 VETADO. I - Manter na própria EMTU ou colocar junto a Associações, Cooperativas e Empresas que operam em rádiocomunicação, carros especiais e motoristas custeados pela EMTU; II - Os carros devem ser equipados com radiocomunicação e desenhados de forma a permitir cadeiras de rodas e acompanhante; III - A tarifa será a mesma definida para Táxi convencional. Parágrafo Único - A EMTU poderá transferir, para pessoa física ou empresa a responsabilidade por este serviço, quando mesmo se apresentar rentável. CAPÍTULO VII DA ORGANIZAÇÃO Art. 16 Os permissionário de Táxi poderão livremente operar. I - Autonomamente; II - Através de Associações e Cooperativas, sem fins lucrativos; III - Através de empresas prestadoras de serviço de Táxi, com fins lucrativos. Parágrafo Único - O funcionamento das Associações, Cooperativas e Empresas prestadoras de serviços de Táxi, está condicionado ao cadastramento junto à EMTU e ao cumprimento das seguintes exigências: I - Contrato Social ou Estatuto, registrados na Junta Comercial ou Cartório competente; II - Autorização da Entidade competente para funcionamento do sistema de radiocomunicação; III - Alvará de Licença de localização para sede e estacionamento, emitido pela EMTU. CAPÍTULO VIII DO VEÍCULO

5 Art. 17 Os veículos que prestam serviços de Táxi devem ser dotados de documentos, equipamentos e características abaixo: I - Modelo automóvel, cor branca, quatro portas e capacidade máxima para quatro passageiros, não sendo permitido modelo esportivo; II - O veículo deverá ter no máximo 03 (três) anos de fabricação, quando do 1º cadastramento da EMTU e também no máximo 07 (sete) anos de serviço de Táxi, quando da vistoria anual; III - Taxímetro aferido e lacrado, não podendo ser removido instalado senão com autorização da EMTU; IV - Tabelas oficiais de tarifas emitidas pela EMTU; V - Luminoso "Táxi", instalado sobre o teto do veículo; VI - Selo de vistoria anual; VII - Marca externa, de fácil visualização à distância indicadora de Táxi autorizado pela EMTU, para dificultar o ingresso de Táxi pirata no sistema; VIII - Registro com fotos, dados, endereço do permissionário ou auxiliar e telefone de reclamações da EMTU, afixado no painel do veículo e de forma visível ao passageiro. CAPÍTULO IX DOS PONTOS DE TÁXI Art. 18 Os pontos de táxi, em local público, serão obrigatoriamente rotativos e livres para estacionamento de qualquer táxi, sendo terminantemente proibida a exclusividade estacionamento para Associações, Cooperativas, Empresas prestadoras de serviço para táxi ou Empresas especiais. 1º Associações, Cooperativas, empresas especiais, ou prestadoras de serviços para táxi (Rádio Táxi), com ou sem fins lucrativos, poderão ter suas sedes e estacionamentos exclusivos em local público definido pela EMTU, desde que o local definido não seja caracterizado como ponto de coleta de Passageiros. 2º A EMTU não autorizará às Cooperativas e Associações, nem às Empresas, sedes e estacionamentos em local público na área central da cidade, salvo em propriedade particular. CAPÍTULO X DA FISCALIZAÇÃO Art. 19 A fiscalização do sistema de Táxi do Município, será realizada pela EMTU, através da vistoria anual obrigatória e da permanente fiscalização de campo, as quais terão como principal objetivo. I - Conferência documental do veículo e condutores. II - Verificação das condições do veículo relativa à segurança higiene e aparência. III - Conferência da relação veículo, placa e condutor. 1º A fiscalização deverá abranger, mensalmente 10 (dez) por cento da frota de Táxi autorizada. 2º A relação mensal dos veículos fiscalizados deverá ser encaminhada, obrigatoriamente, à comissão municipal de Táxi. Art. 20 VETADO. CAPÍTULO XI DAS TARIFAS E PREÇOS

6 1º É proibida qualquer forma de publicidade de descontos sobre a tarifa. O desconto é uma iniciativa individual do permissionário. 2º Os preços de serviços prestados pela EMTU não devem objetivar receitas, mas tão somente, a cobertura dos custos de gerenciamento. CAPÍTULO XII DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS Art. 21 Os permissionários atuais poderão no período de 01 (um) ano, após a vigência desta Lei, requerer junto à EMTU uma, e somente uma transferência de suas placas. Após este período, as transferências serão definitivamente proibidas. Art. 22 Os pontos atualmente exclusivos, cadastrados e autorizados pela EMTU, serão mantidos com limites de vagas definidos pela própria EMTU. Art. 23 O Executivo Municipal deverá, em 60 (sessenta) dias, regulamentar esta Lei através de Decreto. Manaus, 2 de dezembro de ALFREDO PEREIRA DO NASCIMENTO Prefeito Municipal de Manaus

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