Relatório Econômico Mensal JULHO/13

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1 Relatório Econômico Mensal JULHO/13

2 Índice INDICADORES FINANCEIROS 3 PROJEÇÕES 4 CENÁRIO EXTERNO 5 CENÁRIO DOMÉSTICO 7 RENDA FIXA 8 RENDA VARIÁVEL 9

3 Indicadores Financeiros BOLSA DE VALORES AMÉRICAS mês % ano % 2012 Ibovespa Fech (11,3%) (22,1%) 7,4% IBrX Fech (9,1%) (11,0%) 11,6% ISE (6,4%) (7,7%) 20,5% S&P (1,5%) 12,6% 13,4% EUROPA DAX (4,7%) 4,6% 29,1% FTSE (5,6%) 5,4% 5,8% CAC (5,3%) 2,7% 15,2% IBEX (6,7%) (5,0%) (4,7%) Euro Stoxx (6,0%) (1,3%) 13,8% PAN ÁSIA Nikkei (0,7%) 31,6% 22,9% Hang Seng (7,1%) (8,2%) 22,9% Austrália (2,5%) 3,3% 14,6% Coréia do Sul (6,5%) (7,4%) 10,0% Índia ,9% 4,9% (19,7%) OUTROS MERCADOS MOEDAS mês % ano % #VALUE! BRL/USD 2,2213 3,9% 8,4% 9,9% BRL/EUR 2,9038 4,4% 7,3% 11,9% USD/EUR 1,3010 0,1% (1,4%) 1,8% YEN/USD 99,1400 (1,3%) 14,3% 12,8% USD/AUD 0,9138 (4,6%) (12,1%) 1,9% JUROS BRASILEIROS (cotados em níveis) jan/14 8,93 8,43 7,14 7,14 jan/15 9,87 8,94 7,71 7,71 jan/16 10,67 9,42 8,19 8,19 jan/17 11,02 9,75 8,44 8,44 COMMODITIES Petróleo 96,56 5,0% 5,2% (7,1%) Ouro 1.234,57 (11,0%) (26,3%) 7,1%

4 Projeções Economia Global INDICADORES MACROECONÔMICOS GLOBAIS Última atualização 1/7/2013 PROJEÇÕES GLOBAL 5,3 5,4 2,8 (0,6) 5,2 4,0 3,2 3,2 3,7 DESENVOLVIDOS 2,7 2,3 (0,1) (3,8) 2,9 1,7 1,4 1,2 1,5 ESTADOS UNIDOS 2,7 1,9 (0,3) (3,1) 2,4 1,8 2,2 1,9 2,7 ZONA DO EURO 3,2 3,0 0,4 (4,4) 2,0 1,4 (0,5) (0,5) 0,7 ALEMANHA 3,9 3,4 0,8 (5,1) 4,0 3,1 0,9 0,2 0,0 FRANÇA 2,5 2,3 (0,1) (3,1) 1,7 1,7 0,0 (0,1) 0,9 REINO UNIDO 2,6 3,6 (1,0) (4,0) 1,8 0,9 0,2 0,7 1,5 JAPÃO 1,7 2,2 (1,0) (5,5) 4,7 (0,6) 1,9 2,2 1,8 EMERGENTES 8,3 8,8 6,1 2,7 7,6 6,4 5,1 5,2 5,5 ASIA EX-JAPÃO 10,4 11,6 7,9 6,9 10,0 8,1 6,6 7,1 7,3 CHINA 12,7 14,2 9,6 9,2 10,4 9,3 7,8 7,6 7,1 AMÉRICA LATINA 5,7 5,8 4,2 (1,5) 6,1 4,6 3,0 3,4 3,9 BRASIL 4,0 6,1 5,2 (0,3) 7,5 2,7 0,9 2,0 2,5 (*) As áreas sombreadas são projeções.

5 Projeções Economia Brasileira

6 UM ANO ATRÁS: ACONTECEU EM JULHO DE 2012 Economia global está fraca e dependente de intervenções de governos e bancos centrais. Houve uma forte revisão para baixo das expectativas durante o 2T12. O mercado irá se movimentar em torno das ações dos governos, principalmente na Europa. Novas injeções são aguardadas por bancos centrais da China, Japão, Reino Unido e Estados Unidos. Cenário externo Em junho, veio quase tudo conforme esperado: BCE (autoridade monetária) não sinalizou nenhum passo adicional e os dados na Eurolândia seguiram melhores; EUA caminham para uma aceleração do crescimento com base em fundamentos melhores, apesar das revisões para baixo nos dados do PIB no 1S13. A perspectiva de mudança da política do FED que sinalizamos desde março de 2013 causou realização nos juros e nas bolsas, mas o bom momento da economia deve prevalecer e reforçar a alta dos preços das ações, ao passo que as taxas dos títulos das treasuries seguirão em alta. A China continua no seu cenário de desaceleração gradual exatamente como previmos em meados do ano passado, com efeito negativos principalmente nos mercados emergentes. Por conseguinte, a maior parte das nossas teses do início do ano e confirmaram e já estão precificadas: (1) desaceleração da China; (2) mudança na política do FED; (3) melhora marginal na economia da zona do Euro, e no entanto, (4) o mau momento era esperado, mas a grande surpresa foi a venda maciça de investimentos em países emergentes. Essas teses agora possuem os seguintes riscos pela mesma ordem acima: (1) piora da economia da China além da visão ajustada pelo mercado; (2) adiamento da redução de compras de ativos pelo FED para o 1S14; (3) nova crise econômica ou financeira na zona do euro e (4) melhora das economias emergentes a partir de sinais mais claros de recuperação liderada pelos países desenvolvidos. Para China e EUA mantemos convicção que esses riscos não irão se materializar e no que diz respeito aos EUA, muito provavelmente movimento da alta das treasuries deve continuar. Em relação à China, não há o menor sinal de urgência do governo com o ritmo da economia nesse momento atual. Para o item (3), a pressão social e a lentidão da melhora da economia são duas variáveis que precisam ser monitoradas. Para o item (4) não só sinais de reversão do quadro dos países desenvolvidos começaram a aparecer, como podem induzir uma melhora nos emergentes e nas commodities.

7 Cenário doméstico As notícias ao longo de junho foram bastante ruins para o Brasil. Primeiro, o outlook negativo pela S&P, ratificando uma pior percepção da agência de risco com relação a evolução da economia e com a condução da política macroeconômica. Segundo, a rápida depreciação da taxa de câmbio, a despeito da atuação do Banco Central, com provável impacto inflacionário nos próximos meses. A piora dos nossos fundamentos econômicos se soma ao cenário externo, com perspectiva de início de normalização da política monetária nos EUA nos próximos anos, para explicar a forte deterioração dos ativos brasileiros verificada em junho. Por fim, o mês foi marcado pelo surgimento de um importante movimento social, intensificado na segunda quinzena por uma onda de protestos nos principais centros urbanos. O movimento culminou em algumas respostas imediatas, como a revogação da elevação de tarifas de transporte público em algumas capitais, a proposição de cinco pactos pela presidente da república. Também impactou de maneira expressiva a taxa de aprovação dos governantes, incluindo prefeitos e governadores, mas com destaque para a queda vertiginosa da popularidade da presidente. Em resumo, os acontecimentos ao longo de junho foram no sentido de aumentar as incertezas políticas e econômicas, com prováveis conseqüências negativas sobre consumo e investimento nos próximos trimestres. Entendemos que seria importante sinalizar medidas no sentido de restaurar a credibilidade da política econômica, com destaque para a política fiscal, mas reconhecemos que o ambiente atual torna esta tarefa ainda mais difícil. Antevemos uma situação econômica bastante complicada no segundo semestre de 2013, que deverá se prolongar até Diante disso, promovemos alterações importantes em nossas projeções. Revisamos para cima nossa projeção para a taxa de câmbio final de 2013, de 2,10 para 2,25. Também revisamos nossa projeção para inflação, de 5,7% para 5,9%, e para a taxa Selic, de 8,75% para 9,5%. Para o PIB, esperamos expansão ao redor de 2,0% em 2013 (anteriormente 2,3%). Para 2014, esperamos um crescimento baixo, ao redor de 2,5%, mas ressaltamos que o nosso viés é para um resultado ainda menor.

8 Mercado Renda Fixa O ritmo de alta das treasuries dos últimos dois meses foi bastante intenso e avaliamos que não deverá se repetir nas próximas semanas (esperamos um movimento mais moderado), reduzindo, na margem, a pressão externa sobre a curva de juros local. De todo modo, avaliamos que o nível de juros mais alto veio para ficar em razão da depreciação cambial e da piora dos nossos fundamentos e consequente aumento da percepçaõ de risco. Avaliamos que o BC seguirá com o ciclo de elevação da taxa Selic até o final do ano, levando a taxa para 9.5%. Renda Variável Não há uma tendência muito clara para a bolsa, mas ressaltamos que deverão persisitir as dúvidas e incertezas com a evolução da economia brasileira, sobretudo com relação ao crescimento economico no 2S13 e em 2014, o que pode continuar pesando contra o Ibovespa. CIO Eduardo Castro Departamento Econômico Hugo Penteado Ricardo Denadai Clayton Calixto Gabriel Couto ACESSE:

9 DISCLAIMER As informações contidas neste documento são publicadas apenas para auxiliar os usuários, podem não ser adequadas aos objetivos de investimentos específicos, situação financeira ou necessidades individuais dos receptores e não devem ser considerados em substituição a um julgamento próprio e independente do investidor. Por ter sido baseado em informações tidas como confiáveis e de boa fé, não há nenhuma garantia de serem precisas, completas, imparciais ou corretas. As opiniões, projeções, suposições, estimativas, avaliações e eventuais preço (s) alvo(s) contidos no presente material referem-se a data indicada e estão sujeitos a alterações a qualquer tempo sem aviso prévio. Este documento não é, e não deve ser interpretado como, uma oferta de venda ou solicitação de uma oferta de compra de qualquer título ou valor mobiliário. Nem o Santander e nem qualquer sociedade por ele controlada ou a ele coligada podem estar sujeitos a qualquer dano direto, indireto, especial, secundário, significativo, punitivo ou exemplar, incluindo prejuízos provenientes de qualquer maneira, da informação contida neste material. Este material é para uso exclusivo de seus receptores e seu conteúdo não pode ser reproduzido, redistribuído publicado ou copiado de qualquer forma, integral ou parcialmente, sem a expressa autorização prévia do Santander. Fundos de investimento não contam com garantia do administrador do fundo, do gestor da carteira, de qualquer mecanismo de seguro ou, ainda, do fundo garantidor de créditos - FGC. A rentabilidade obtida no passado não representa garantia de rentabilidade futura. Para avaliação de performance de fundos de investimentos é recomendada uma análise de 12 meses, no mínimo. É recomendada a leitura cuidadosa do prospecto e regulamento do fundo de investimento pelo investidor antes de aplicar seus recursos. Este material foi elaborado em nome da Santander Brasil Asset Management, e de suas sociedades controlada no Brasil, para uso exclusivo no Mercado Brasileiro, sendo destinado a pessoas físicas e jurídicas residentes no País, e está sujeito às regras e supervisão da Comissão de Valores Mobiliários e Banco Central do Brasil.

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