UNIVERSIDADE IGUAÇU Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde TÍTULO. Roney Rodrigues Guimarães Professor Orientador

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1 UNIVERSIDADE IGUAÇU Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde PROJETO DE PESQUISA TÍTULO COMPOSIÇÃO E ESTRUTURA DA ICTIOFAUNA DO PARQUE MUNICIPAL DE NOVA IGUAÇU, ESTADO DO RIO DE JANEIRO, BRASIL. Roney Rodrigues Guimarães Professor Orientador Hélcio Magalhães Barros Professor Colaborador Ronald Rodrigues Guimarães Professor Colaborador Nova Iguaçu, Julho de 2007

2 TÍTULO COMPOSIÇÃO E ESTRUTURA DA ICTIOFAUNA DO PARQUE MUNICIPAL DE NOVA IGUAÇU, ESTADO DO RIO DE JANEIRO, BRASIL. Aluno Colaborador CLÁUDIO RODRIGUES LEITE Professor/Orientador: Roney Rodrigues Guimarães Nova Iguaçu, RJ. Julho de 2007

3 1 - Introdução e Revisão de Literatura No Maciço do Gericinó, entre as serras de Madureira e do Mendanha, hectares de natureza, cultura e história estão preservados. O Parque Municipal de Nova Iguaçu foi criado em 1998 não apenas para proteger a fauna, a flora, as formações rochosas, cachoeiras e águas dos rios. Neste espaço está escrita parte da História do Rio de Janeiro e do Brasil: o casarão destinado ao Centro de Visitantes foi sede de fazenda no século XIX e é considerado o prédio mais antigo de Nova Iguaçu. Para a sua construção, com paredes de taipa-de-pilão e alicerces de pedra, foi usada a madeira tapinhoã, extinta há mais de 150 anos. A Mata Atlântica é um dos ecossistemas com maior biodiversidade do planeta. Isto quer dizer que milhares de espécies de vegetais e árvores, e centenas de espécies de mamíferos e aves, só existem na Mata Atlântica. Pouco sobrou da floresta original. O Parque Municipal de Nova Iguaçu é uma das unidades de conservação criadas para preservar a riqueza da Mata Atlântica e oferecer alternativas de lazer à população. O Rio da Cachoeira, que atravessa o parque, é um dos mais importantes da região e deságua na Baía de Guanabara. Ecossistemas são formados por uma complexa rede de interações entre fatores biótico e abióticos. Esta complexidade acentuada em comunidades ictiícas neotropicais devido a sua elevada riqueza. Bohlke et al. (1978) e Sabino e Castro (1990) ressaltam a necessidade de um maior número de estudos em rios da região neotropical, para que se possa entender melhor a dinâmica de suas comunidades. O Brasil possui talvez a maior e mais variada ictiofauna do planeta. São milhares de espécies, sendo inúmeras ainda não conhecidas da ciência. Só na Bacia Amazônica brasileira calcula-se que existam cerca de espécies de peixes. Na Bacia do São Francisco habitam 150 espécies. Muitas espécies são de extrema importância para alimentação, principalmente das populações ribeirinhas como por exemplo o tucunaré, o jaú, o curimbatá, estes nas águas doce, bem como a tainha, a cavala, a corvina nas águas salgadas. 2- OBJETIVOS A diversidade biológica e cultural de nosso planeta vem sofrendo uma contínua degradação que empobrece as condições de nossa vida em comum: o conhecimento dessa diversidade é ferramenta fundamental para a manutenção de sua integridade. As coleções científicas constituem uma amostragem da realidade biológica e sócio-cultural que assim passa a ser preservada e serve como fonte primária para estudos sobre a compreensão dessa intrincada teia de conhecimento sobre a Natureza e as Sociedades Humanas. 3- JUSTIFICATIVAS Sabendo-se da inexistência de estudos relacionados ao conhecimento das espécies de peixes encontradas no manancial aquático do Parque Municipal, decidiu-se também por esse diagnóstico, fornecendo fonte de pesquisa, não só para comunidades acadêmicas como também para o ecoturista. O inventário da ictiofauna pretende, numa

4 primeira vertente, estudar os ictiopovoamentos do Parque Municipal de Nova Iguaçu em termos de composição por espécies (diversidade, variações espaço-temporais, abundâncias) e a sua relação com o meio ambiente (fatores bióticos e abióticos). 4- MATERIAL E MÉTODOS Para o estudo e captura dos peixes, serão utilizados diversos métodos de amostragem, visando cobrir os diversos habitats existentes no Rio da Cachoeira, definindo-se a ictiofauna bentônica, demersal e críptica. Dentre estes, elege-se prioritariamente o método Riley s Pushnet, indicado para coleções aquáticas de pouca profundidade. Peneiras de diferentes malhas serão utilizadas para captura de peixes que se encontram em margens com vegetação. Os peixes serão capturados nos períodos diurnos e noturnos. A fixação será feita em formol a 10% e a conservação em álcool a 70%. A velocidade da corrente será determinada medindo-se o tempo que um objeto leva para percorrer uma distância de 1m, delimitada por duas cordas transversais do leito do rio. Os censos visuais por mergulho científico são um método não destrutivo, uma vez que não existe captura de organismos. Esta amostragem é realizada ao longo de uma fita métrica estendida sobre o fundo. São realizados através de dupla amostragem, uma dirigida aos peixes pelágicos e demersais, e outra dirigida aos peixes bentônicos e crípticos. Em ambos os casos são identificadas e contadas as espécies observadas. As observações subaquáticas serão realizadas através de snorkeling nos períodos diurnos e noturnos. Nesses mergulhos serão observados o comportamento dos peixes com relação ao seu ambiente preferencial e as táticas alimentares que utilizam. As análises de similaridade serão realizadas através da Análise de Cluster, baseada sobre uma matriz de dados de presença-ausência das espécies de peixes (Castro, 2001). O material reunido a partir de cada coleta será triado no próprio dia da coleta, e para a saída do Parque Municipal, será registrado em documento próprio, datado e assinado pelo responsável pelas coletas. O registro deverá ser o mais específico quanto possível no momento da triagem, anotando-se o número de exemplares coletados, e o grupo taxonômico a que pertençam. O documento ficará sob a responsabilidade da Administração do Parque. Sabendo-se da inexistência de estudos relacionados ao conhecimento das espécies de peixes encontradas no manancial aquático do Parque Municipal, decidiu-se também por esse diagnóstico, fornecendo fonte de pesquisa, não só para comunidades acadêmicas como também para o ecoturista. O inventário da ictiofauna pretende, numa primeira vertente, estudar os ictiopovoamentos do Parque Municipal de Nova Iguaçu em termos de composição por espécies (diversidade, variações espaço-temporais, abundâncias) e a sua relação com o meio ambiente (fatores bióticos e abióticos). 5 - CRONOGRAMA DA EXECUÇÃO DAS ATIVIDADES

5 ATIVIDADES MATERIAL PERÍODO 6 Coleta dos Insetos Armadilhas para captura dos peixes, As coletas serão realizadas - redes e peneiras. Lanterna e máquina de Julho de 2007 a Julho de fotográfica a prova d água e snorker. Identificação dos espécimes Chaves dicotômicas e microscópios Durante o período de estereoscópicos. Encaminhamento coletas dos espécimes. dos espécimes às Instituições especializadas. Análise de Programa de Analise Estatística. Variância (ANOVA) Escrita do Computador Pessoal Trabalho Durante a escrita do trabalho. Desde o inicio da execução projeto. Estruturação da coleção Ictiológica Vidrarias em geral, formaldeído, Durante os procedimentos álcool, prateleiras. metodológicos. Publicação do trabalho Computador pessoal. Após a análise e interpretação dos resultados obtidos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Bohlke, J. E.; Weitzman, S. H. & Menezes, N. A. Estado atual da sistemática dos peixes de água doce da América do Sul. Acta Am. 8: Castro, A. C. L Diversidade da assembléia de peixes em igarapés do estuário do rio Paciência (Ma Brasil). Atlântica, 23: Sabino, J.; Castro, R. M. C. Alimentação, período de atividade e distribuição espacial dos peixes de um riacho da floresta Atlântica (Sudeste do Brasil). Ver. Brasil. Biol. 50:

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