BUSCA ATIVA DE POSSÍVEIS PORTADORES DE HIV/AIDS EM PROJETO EXTENSIONISTA E SEU PERFIL

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1 9. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( X ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA BUSCA ATIVA DE POSSÍVEIS PORTADORES DE HIV/AIDS EM PROJETO EXTENSIONISTA E SEU PERFIL Luany Caroline Adamovicz 1 Renata Laís Delezuk 2 Camila Mattos 3 Lidia Dalgallo Zarpellon 4 Ana Maria Mendes Louzada 5 RESUMO - Desde o primeiro registro do caso de Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (Aids) no mundo, o número de pessoas infectadas pelo HIV e de doentes de Aids continua crescendo em todo o mundo, no Brasil observa-se uma tendência à estabilização na incidência de Aids, porém crescem persistentemente os casos de infecção por HIV em indivíduos acima de 35 anos. Evidenciam-se no País a heterossexualização e feminização da epidemia, associadas ao aumento da incidência entre populações mais vulneráveis. Os objetivos deste estudo são atuar frente a comunidade, buscando possíveis portadores do vírus HIV/AIDS que possam ser identificados; avaliar o perfil dos participantes desta pesquisa. Trata-se de uma pesquisa de campo, exploratório de caráter quantitativo, realizado com a comunidade na Universidade Estadual de Ponta Grossa no dia 10 de Abril de 2011, com uma amostra de 29 participantes, sendo 15 mulheres e 14 homens. Obteve-se como resultado dessa amostra, que desses participantes, 15 eram solteiros, 9 casados, 2 viúvos e 3 em união estável. Não houve predomínio de gênero e a idade que prevaleceu foi entre 17 e 27 anos e, quanto ao estado civil a maioria foram solteiros. Conclui-se que as políticas de prevenção e busca ao HIV/Aids devem considerar que a epidemia se assenta sobre desigualdades, tais como as de gênero e faixa etária, afetando populações de forma heterogênea. Políticas de saúde envolvendo a educação acontecem quando a sensibilidade sofrem mudanças, de acordo com o grupo ao qual ela se aplica, e é passível de ajuste no contexto em que se considera necessário, buscando prevenção e qualidade de vida. PALAVRAS CHAVE Perfil epidemiológico, Enfermeiro, HIV. 1 Estudante do 2º ano de Bacharelado em Enfermagem da Universidade Estadual de Ponta Grossa - Pr, apresentadora e autora, 2 Estudante do 2º ano de Bacharelado em Enfermagem da Universidade Estadual de Ponta Grossa - Pr, apresentadora e autora, 3 Estudante do 2º ano de Bacharelado em Enfermagem da Universidade Estadual de Ponta Grossa - Pr, autora, 4 Mestre em Educação pela PUC -Pr, Docente da Universidade Estadual de Ponta Grossa Pr, 5 Especialista em Saúde da Família pelo Ibpex, Docente da Universidade Estadual de Ponta Grossa Pr,

2 9. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 2 Introdução Desde o registro do primeiro caso de Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (Aids) no mundo, no início da década de 1980, o número de pessoas infectadas pelo HIV e de doentes de Aids continua crescendo em todas as regiões do globo, embora a incidência de Aids esteja em declínio na maioria dos países. (SZWARCWALD, 2006). No Brasil, embora se observe uma tendência à estabilização na incidência de Aids, crescem persistentemente os casos de infecção por HIV em indivíduos acima de 35 anos. Evidenciam-se no País a heterossexualização e feminização da epidemia, associadas ao aumento da incidência entre populações mais vulneráveis. Nas duas últimas décadas, o HIV/Aids tem se caracterizado por uma dinâmica de contínuas transformações, suscitando dilemas técnicos e éticos referentes ao seu enfrentamento e à escolha das melhores estratégias preventivas para seu controle. As mudanças nas abordagens epidemiológicas permitiram ampliar o foco de atenção para a sociedade como um todo e não apenas para grupos isolados. No entanto, essa alteração no olhar da sociedade não foi capaz de promover uma mudança efetiva no que se refere ao estigma associado à doença. Revolucionar as políticas e práticas de prevenção do HIV/Aids resultará em uma mudança da prevalência para a incidência no debate sobre o HIV/Aids, permitindo que possamos identificar focos de transmissão, empoderar pessoas, especialmente os jovens, para que possam exigir e apropriar-se da resposta e incentivar os programas que farão a diferença na redução de novas infecções. Os acontecimentos recentes fazem com que seja possível e também necessário que haja uma revolução na forma como se realiza a prevenção do HIV/Aids e no impacto de programas de prevenção do HIV/Aids, mas para isso devemos unir esforços para alcançar as metas propostas pela UNAIDS, prevenindo infecções entre jovens, homens que fazem sexo com homem, em relação ao trabalho sexual; transmissão vertical e entre usuários de drogas. A proporção de pessoas testadas para o HIV cresceu significativamente nos últimos anos, passando de 20% em 1998 para 32,9% em Entretanto, esse aumento se deve basicamente à ampliação da testagem entre a população feminina, particularmente na faixa etária de 25 a 39 anos, fato provavelmente explicado pela grande ênfase dada à incorporação da oferta do teste anti-hiv na rotina do pré-natal. Esses dados revelam um avanço importante no acesso da população feminina ao diagnóstico precoce do HIV/Aids, mas também sugerem que os homens não estão sendo atingidos pelo esforço. Mulheres não gestantes provavelmente também não têm se beneficiado dessa política. (PAIVA et al., 2006). O interesse por este estudo iniciou por observar a alta incidência de HIV/Aids observada nos últimos anos. O estudo trata-se de busca ativa de possíveis portadores do vírus do HIV/Aids por meio de um projeto de extensão realizado na Universidade Estadual de Ponta Grossa PR. Portanto, o projeto vem para somar forças com os demais profissionais de saúde da rede municipal e estadual de saúde, visando não só a prevenção como a promoção da saúde da população, mas também a melhora da qualidade de vida desta comunidade atendida. Objetivos Geral: Atuar frente a comunidade, buscando possíveis identificados. portadores do vírus HIV/AIDS que possam ser Específicos: Avaliar o perfil dos participantes desta pesquisa; Metodologia Estudo de campo, exploratório de caráter quantitativo realizado na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), no dia 10 de abril de A amostra desta pesquisa corresponde a 29 pacientes, sendo entrevistados 15 mulheres e 14 homens. Esta pesquisa é uma parceria entre a UEPG, Secretaria de saúde, SAE/CTA e 3ª regional de saúde. Num primeiro momento, todos os pacientes são reunidos em uma sala para a realização do Aconselhamento por uma profissional capacitada pelo Ministério da saúde (MS), onde aborda os riscos e benefícios, meios de transmissão, importância do uso da camisinha, informam-se sobre os

3 9. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 3 procedimentos a serem realizados e os possíveis resultados e é garantido o sigilo e confidencialidade. No segundo momento, os acadêmicos de enfermagem atuam no auxílio do preenchimento das folhas da busca ativa de pacientes, com a assinatura do TCLE, do instrumento de pesquisa do projeto e avaliação. Após o preenchimento de todos esses requisitos, é feita a coleta do material, identificado e marcado a hora, encaminhado em confidencialidade os documentos e paciente para a sala onde é entregue o resultado, em um local reservado, a mesma profissional que passou todas as informações anteriores, passa o resultado aos pacientes é entregue o resultado, realizado orientações e entregue camisinha ao paciente. O instrumento aplicado no local de atuação levantam informações importantes sobre o perfil dos pacientes atendidos, o que possibilita não só conhecer a individualidade de cada pessoa, mas também mensurar estratégias diante dos dados analisados da coletividade. Os aspectos éticos serão respeitados conforme Resolução (196/96). O instrumento para coleta de dados consistiu de um questionário estruturado acerca de características de identificação/ perfil, conhecimento e comportamento dos entrevistados, com 17 perguntas das quais 3 eram abertas. Os dados obtidos nesta pesquisa foram analisados mediante a análise de conteúdo, incluindo os atores sociais envolvidos e o referencial teórico pesquisado. Resultados Participaram do estudo 29 indivíduos, sendo 15 mulheres, 14 homens, destes eram 15 solteiros, 9 casados, 2 viúvos e 3 em união estável. Não houve predomínio de gênero e a idade que prevaleceu foi entre 17 e 27 anos e, quanto ao estado civil a maioria foram solteiros. Conforme os gráficos a seguir: Gráfico I Faixa etária dos participantes do projeto Podemos dizer que os jovens, por sua idade ou desigualdade em que vivem já possuem uma predisposição para a vulnerabilidade, muitas vezes é a partir disso que consegue-se negociar sobre os fatores que envolvem o sexo sem segurança, podendo ser persuadidos por ideologias, companheiros ou até a violência sexual. (Brasil, 2004) Em um outros estudo, realizado por Maia, Guilhem e Freitas (2008), mostrou que dos 200 pacientes abordados 94 deles estavam da faixa etária de 18 a 29 anos; 77 encontram-se entre 30 a 38 anos e apenas 29 estão entre 40 a 49 anos. Dados estes que corroboram com o encontrados em nossa pesquisa quando mostram que os jovens são os que participam mais de pesquisas envolvendo o HIV/Aids, devido a vulnerabilidades. Em um estudo realizado por Schneider, Ribeiro, Breda, Skalinski e Orsi, (2008), mostrou em seu estudo que 8996 mulheres e 4105 homens entre 10 a 29 anos, participaram do estudo. Porém a faixa etária que mais buscou o atendimento foi a faixa etária de 20 a 29 anos. Abaixo está demonstrado o gráfico sobre a predominância sobre o gênero dos participantes do projeto.

4 9. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 4 Gráfico II Predominância do gênero dos participantes. Encontrado em um estudo realizado por Schneider, Ribeiro, Breda, Skalinski e Orsi, (2008), mostra que em um total participantes dos eu projeto, (35,3%) eram homens e (64,7%) mulheres procuraram atendimentos nos Centros de testagem e aconselhamento (CTA), o que corrobora com nosso estudo, quando o valor maior encontrado em relação ao gênero foi relacionado ao sexo feminino. Gráfico III Estado Civil dos participantes do projeto Os dados encontrados em nossa pesquisa mostra que 15 dos entrevistados são solteiros, 9 são casados, 3 estão em união estável e 2 são viúvos. Dados esses que diferem dos encontrados em uma pesquisa, realizada em por Maia, Guilhem e Freitas (2008), mostrou que dos 200 participantes de sua pesquisa, 107 são casados, 81 são solteiros, 11 são separados e 1 pessoa apenas, viúva. No que se refere ao estado civil, no estudo de Schneider, Ribeiro, Breda, Skalinski e Orsi, (2008), foi observado que as mulheres casadas/amigadas foram as que mais procuraram os CTAs. Já em relação aos homens, há pouca diferença entre os solteiros e casados/amigados. Conclusões O processo de educação dos profissionais de saúde para com os pacientes deve envolver a comunicação e amplo conhecimento para trasmitir conceitos adequados e atingir todos os perfis dos entrevistados, obtendo resultados desejados. Desta maneira fundamentamos o nosso projeto de extensão, dando grande importância à relação enfermeiro-paciente. As políticas de prevenção e buscar ao HIV/Aids devem considerar que a epidemia se assenta sobre desigualdades, tais como as de gênero e faixa etária, afetando populações de forma heterogênea. Estigmas, tabus e preconceitos relacionados à doença estabelecem uma organização familiar e social em que discursos de poder, em particular nas relações conjugais, influenciam respostas coletivas à epidemia. Campanhas direcionadas a casais e jovens são necessárias e devem considerar os valores sociais que dificultam a adoção de práticas de prevenção dos indivíduos.

5 9. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 5 Referências BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de DST/Aids. Taller de capaccitacion pedagogica: reflejando processos educativos y de prevencion relacionados a las EST/VIH/SIDA. Brasília: Ministério da Saúde, CAMARGO, Kenneth Rochel. As ciências da AIDS, o discurso médico e a construção da AIDS. Volume 4. Rio de Janeiro : Relume Dumará, MAIA, C.;GUILHEM,D. FREITAS,D. Vulnerabilidade ao HIV/Aids de pessoas heterossexuais casadas ou em união estável. Rev. Saúde Pública. 42(2):242-8, PAIVA, V. PUPO, LR; BARBOZA, R. O direito à prevenção e os desafios da redução da vulnerabilidade ao HIV no Brasil. Rev Saúde Pública, 40(Supl): , SCHNEIDER,IJC.; RIBEIRO,C.; SKALINSKI,L.M.; ORSI D E. Perfil epidemiológico dos usuários dos centros de Testagem e Aconselhamento do Estado de santa Catarina, Brasil, no ano de Cad. Saúde Pública. 24(7): , jul, SZWARCWALD, CL. Relatório: Primeiros resultados do Estudo-Sentinela Parturiente. Disponível em: Acesso em 20 Jul ZAHAR,Jorge; PARKER, Richard. Políticas, instituições e AIDS. Rio de Janeiro : Abia, 1997.

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