CONFLITOS, INTEGRAÇAO E MUDANÇAS SOCIAIS O PAPEL DAS NORMAS JURÍDICAS

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1 CONFLITOS, INTEGRAÇAO E MUDANÇAS SOCIAIS O PAPEL DAS NORMAS JURÍDICAS

2 I INTRODUÇÃO II -TEORIAS FUNCIONALISTAS E DO CONFLITO SOCIAL III -ANOMIA E REGRAS SOCIAIS IV -O DIREITO COMO PROPULSOR E OBSTÁCULO DA MUDANÇA

3 I INTRODUÇÃO DIREITO: tem como objetivo principal estabelecer regras explícitas e coerentes que visam a regular o comportamento social, regras susceptíveis de mudança.

4 I INTRODUÇÃO SOCIOLOGIA: estuda o comportamento humano no âmbito social, a partir de modelos que são o resultado de um processo de construção social da realidade e acabam padronizando as relações que se estabelecem entre os indivíduos por meio de regras sociais.o estudo das relações sociais requer a analise das regras da organização social dos conflitos e das mudanças.

5 I INTRODUÇÃO Grupos de poder Imposição de uma ordem social Criação de conflitos mudança social

6 I INTRODUÇÃO SOCIOLOGIA JURÍDICA: analisa os fenômenos do conflito, da integração social, das mudanças sociais que se expressam através do sistema jurídico.

7 II -TEORIAS FUNCIONALISTAS E TEORIAS Macro-sociologia: DO CONFLITO examina a sociedade como um todo, ou seja, como um complexo sistema social. Micro-sociologia: examina a interação entre os indivíduos e entre os pequenos grupos. As principais teorias de sociologia moderna são do tipo macro-sociológico: as teorias funcionalistas e as teorias do conflito social.

8 TEORIAS FUNCIONALISTAS São teorias de integração social. Partem de uma visão única: a sociedade funciona como uma máquina.

9 TEORIAS FUNCIONALISTAS Características A sociedade distribui papeis e recursos (dinheiro, poder, prestigio, educação) aos seus membros que são peças da máquina. A sua finalidade é a sua reprodução através do funcionamento perfeito de seus vários componentes. Os seus membros estão integrados num sistema de valores, compartilham os mesmos objetivos, aceitam as regras vigentes e se comportam de forma adequada às mesmas.

10 TEORIAS FUNCIONALISTAS Há mecanismos de reajustes, e redistribuição de recursos e funções, pequenas mudanças dentro de limites estabelecidos pela própria sociedade, sem afetar o equilíbrio social. Em situação de crise e de conflito existe uma disfunção: ou os elementos de contestação são controlados e neutralizados (repressão) ou a maquina social será destruída. As disfunções se opõem ao funcionamento do sistema social. São falhas do sistema, não possibilitando a integração das finalidades e valores sociais.

11 SUAS FALHAS Consideram a sociedade como um sistema harmônico: qualquer conflito é manifestação de patologia social Adotam um modelo de equilíbrio social com pouco espaço aos processos de ruptura, conflito e mudança radical. São teorias estáticas, limitando-se a descrições superficiais da sociedade.

12 TEORIAS DO CONFLITO SOCIAL São teorias que consideram a sociedade como constituída de grupos com interesses estruturalmente opostos que se encontram em luta pelo poder.

13 TEORIAS DO CONFLITO SOCIAL Características Afirmam que a coação e o condicionamento ideológico são pontos fundamentais que os grupos de poder exercem sobre os demais. As crises e as mudanças são consideradas fenômenos normais na sociedade: luta de interesses e poder. A estabilidade é considerada como uma situação de exceção

14 TEORIAS DO CONFLITO SOCIAL Fundamentam-se na tese marxista : A história de todas as sociedades até hoje é a história da luta de classes Explicam o funcionamento da sociedade pela estratificação social: a sociedade é constituída de vários estratus, resultado de uma desigualdade social no acesso ao poder e aos meios econômicos.

15 TEORIAS DO CONFLITO SOCIAL Os marxistas afirmam a existência só de duas classes; os liberais analisam a atuação de vários estratos e elites sociais. Para todos, o conflito e a ruptura constituem a lei principal da historia da sociedade.

16 III - ANOMIA E REGRAS SOCIAIS Significados Situação de transgressão das normas. Ex. delinqüência. É uma ilegalidade. Situação de conflitos de normas. Ex. serviço militar x consciência religiosa. Situação de falta de normas num contexto social.

17 Exemplos: 1. o movimento da contracultura dos anos 60, 2. a mudança de papeis da mulher na sociedade moderna, 3. o iluminismo jurídico, 4. uma situação de guerra. Em todas estas situações, anomia significa ausência de referências sociais. É uma crise social de caráter amplo: não se sabe o que fazer

18 ANOMIA E REGRAS SOCIAIS Este terceiro significado é o mais indicativo. Significa uma mudança social, crise de valores (contestação de regras de comportamento) e crise de legitimidade do poder político e do sistema jurídico.

19 ANOMIA EM DURKHEIM Aparece na análise que Durkheim faz do suicídio: as causas do suicídio seriam sociais, dependendo do maior ou menor grau de coesão social. Três tipos de suicídio: EGOÍSTA ALTRUÍSTA ANÔMICO Falta de integração Excesso de integração Falta de limites e regras

20 ANOMIA EM DURKHEIM Anomia significa estado de desregramento, situação na qual a sociedade não desempenha o seu papel moderador, não consegue orientar e limitar a atividade do individuo. Quando se criam na sociedade espaços anômicos (perda de referências normativas) enfraquece a solidariedade social, destruindo o equilíbrio entre as necessidades e os meios para a sua satisfação. O individuo sente-se livre de vínculos sociais, levandoo a auto-destruição.

21 ANOMIA EM MERTON Em todo contexto sócio-cultural desenvolve-se metas culturais que expressam valores e para atingi-las a sociedade estabelece determinados meios. Estes meios são recursos institucionalizados ou legítimos que são socialmente prescritos.

22 ANOMIA EM MERTON Metas culturais Valores Meios: Estes meios são recursos institucionalizados ou legítimos que são socialmente prescritos.

23 ANOMIA EM MERTON A utilização de outros meios, rejeitados pela sociedade, é considerada como violação das regras sociais em vigor. Ex. a meta cultural mais importante numa sociedade capitalista é o sucesso, abraçando riqueza e prestigio.

24 ANOMIA EM MERTON Como ele não pode ser atingido por todos pelos meios institucionalizados, resulta um desajuste entre meios e fins, aparecendo condutas que vão desde a indiferença até a tentativa de alcançar as metas por outros meios.

25 ANOMIA EM MERTON O insucesso em atingir as metas culturais devido à insuficiência dos meios institucionalizados pode produzir anomia: manifestação de um comportamento no qual as regras do jogo social são abandonadas ou contornadas.

26 ANOMIA EM MERTON O individuo não respeita as regras de comportamento que indicam os meios de ação socialmente aceitos. Surge então o desvio, ou seja, o comportamento desviante. Exemplo típico : a criminalidade e outros comportamentos não convencionais.

27 ANOMIA EM MERTON Merton, ao examinar a situação conflitiva entre as aspirações culturalmente prescritas (metas culturais) e o caminho socialmente indicado para atingi-las (meios institucionalizados) faz uma classificação dos tipos de comportamento:

28 ANOMIA EM MERTON modos de adaptação: exprime o posicionamento de cada individuo em face das regras sociais. 1. Conformidade 2. Inovação 3. Ritualismo 4. Evasão 5. Rebelião

29 MODOS DE ADAPTAÇÃO METAS CULTURAIS MEIOS INSTITUCIONALIZADOS Conformidade: o individuo busca atingir as metas culturais através dos meios estabelecidos na sociedade

30 MODOS DE ADAPTAÇÃO METAS CULTURAIS MEIOS INSTITUCIONALIZADOS Inovação: a conduta do individuo é condizente com as metas culturais, mas existe uma ruptura com os meios institucionalizados. é inovação porque o emprego de meios socialmente reprováveis pode em certos momentos ajudar a mudança da sociedade.

31 MODOS DE ADAPTAÇÃO METAS CULTURAIS MEIOS INSTITUCIONALIZADOS Ritualismo: o individuo demonstra um desinteresse em atingir as metas culturais; o medo do insucesso e do fracasso produz desencanto e desestimulo; Continua respeitando as regras como um ritual.

32 MODOS DE ADAPTAÇÃO METAS CULTURAIS MEIOS INSTITUCIONALIZADOS Evasão: o abandono das metas e dos meios institucionalizados. Indica falta de identificação com os valores e as regras sociais. Ex. mendigos é um comportamento tipicamente anômico; a conduta mais extrema é o suicídio.

33 MODOS DE ADAPTAÇÃO METAS CULTURAIS MEIOS INSTITUCIONALIZADOS Rebelião: caracterizada pelo inconformismo e pela revolta. O individuo é negativo em relação às metas e aos meios. É diferente da conduta evasiva porque propõe novas metas e novos meios.

34 MODOS DE ADAPTAÇÃO METAS CULTURAIS MEIOS INSTITUCIONALIZADOS Conformidade + + Inovação + - Ritualismo _ + Evasão _ - Rebelião +/- +/-

35 MODOS DE ADAPTAÇÃO METAS CULTURAIS MEIOS INSTITUCIONALIZADOS Sociedade Anômica: é uma situação de anomia generalizada, quando a sociedade acentua a importância de determinadas metas, sem oferecer à maioria a possibilidade de atingi-las através dos meios institucionalizados.

36 MODOS DE ADAPTAÇÃO METAS CULTURAIS MEIOS INSTITUCIONALIZADOS comportamento inovador crescimento dos casos de desvio os membros da sociedade são pressionados a atingir determinadas metas, sem que seja possível para a maioria atingir este objetivo de uma forma que sejam respeitados os meios institucionalizados.

37 CONCLUSÕES SOBRE A ANOMIA A teoria da anomia de Merton significou um grande avanço por ter desenvolvido o conceito de anomia em consonância com a problemática da sociedade moderna.

38 CONCLUSÕES SOBRE A ANOMIA Merton apresenta a cilada na qual se encontram as sociedades modernas: elas prescrevem aos indivíduos um determinado projeto de vida e ao mesmo tempo impossibilitam a concretização deste projeto. Ex. ser rico, famoso e ter sucesso. Em tal situação os conflitos e violações de regras são inevitáveis.

39 CONCLUSÕES SOBRE A ANOMIA Esta teoria explica porque os membros das classes menos favorecidas cometem a maior parte das infrações penais: sendo excluídos dos circuito dos meios institucionalizados para atingir a riqueza, recorrem à delinqüência para realizar os objetivos que a sociedade difunde. O mesmo se pode dizer dos crimes de motivação política e também comportamentos desviantes auto-destrutivos como o alcoolismo e a tóxico-dependência.

40 CONCLUSÕES SOBRE A ANOMIA A teoria de Merton não pode, no entanto, explicar todas as formas de desvio social: homicídio passional, estupro, crueldades contra os animais. Também não explica as diferenças no comportamento de determinadas categorias sociais: baixíssima criminalidade feminina.

41 CONCLUSÕES SOBRE A ANOMIA A principal critica a esta teoria é que o autor entende as condutas de inovação: ritualismo, evasão e rebelião como manifestação de uma disfunção dentro do sistema social. Há um equilíbrio social e o desvio é uma manifestação patológica

42 CONCLUSÕES SOBRE A ANOMIA Nem todos os indivíduos encontram-se em perpetua competição para atingir as mesmas metas sociais E nem todos aceitam a meta do sucesso individual como finalidade suprema da vida. É uma meta típica da ideologia da classe media numa sociedade capitalista.

43 CONCLUSÕES SOBRE A ANOMIA Outra critica: o centro de atenção é o comportamento do individuo desviante anomia desvio de determinados individuos limitando o problema a escolhas pessoais sem examinar a dimensão social

44 CONCLUSÕES SOBRE A ANOMIA Outra critica: Mais adequado seria pesquisar a possível falta de orientação da própria sociedade anomia ausência de normas e valores sociais não é um problema de adaptação do individuo

45 ATUALIDADE DA ANOMIA Qual a importância da problemática da anomia para a sociologia jurídica moderna?

46 ATUALIDADE DA ANOMIA 1. Anomia e ineficácia do direito a)ineficacia não anômica: descumprimento da norma apesar de sua aceitação b) ineficácia anômica: descumprimento da norma que o individuo considera injusta ou não adequada

47 ATUALIDADE DA ANOMIA Diante da situação de ineficácia anômica, o Estado pode adotar quatro posturas: 1. Manter a norma formalmente em vigor, mas tolerar a violação. 2. Realizar uma mudança legislativa, revogando ou modificando normas para harmonizar o direito com os valores da sociedade. 3. Fazer propaganda moral para convencer as pessoas a respeitar determinadas leis. 4. Intensificar a repressão para combater a tendência anômica.

48 ATUALIDADE DA ANOMIA 2. Anomia e poder O conceito está relacionado com os conceitos de autonomia e heteronomia. As normas juridicas são heterônomas. Quem não respeita as normas vive um conflito entre entre as suas convicções e as prescrições do sistema jurídico oficial. Anomia não significa ausência de normas mas o conflito entre as normas oficiais e as normas aceitas pelo grupo social Neste caso a anomia pode tambem estar relacionada com a ausência do Estado

49 ATUALIDADE DA ANOMIA 3. Anomia e Pluralismo Cultural O conceito de anomia é caracterizado por ambiguidades. É um fenômeno normal(devido à particularidade de cada pessoa) e é patológico(desvio), é uma situação negativa(falta de orientação) e uma situação positiva(inovação). Isto possibilita a livre escolha de valores e modos de vida na sociedade moderna, gerando conflitos.

50 IV -O DIREITO COMO PROPULSOR OU OBSTÁCULO DA MUDANÇA SOCIAL O Conceito de Mudança Social A existência da anomia nos indica que o processo de integração social dos indivíduos não se realiza sem que surjam problemas e conflitos. Isto significa a existência de mudança social: uma reestruturação das relações sociais.

51 IV -O DIREITO COMO PROPULSOR OU OBSTÁCULO DA MUDANÇA SOCIAL O Conceito de Mudança Social Para entender as mudanças sociais é preciso: Considerar as formas de mudança total ou parcial, lenta ou rápida, contínua ou descontínua E suas causas fatores geográficos, demográficos, ideológicos, econômicos,

52 IV -O DIREITO COMO PROPULSOR OU OBSTÁCULO DA MUDANÇA SOCIAL Os Clássicos partem de uma análise geral DURKHEIM As formas de solidariedade social WEBER MARX Maior ou menor racionalidade na sociedade O papel da luta de classes

53 IV -O DIREITO COMO PROPULSOR OU OBSTÁCULO DA MUDANÇA SOCIAL Outros sociólogos rejeitam a possibilidade der se fazer uma análise geral: Há processos específicos e complexos em determinadas áreas da vida social Ex. mudanças nos valores sociais, nas relações dentro da família, na organização do trabalho.

54 IV -O DIREITO COMO PROPULSOR OU OBSTÁCULO DA MUDANÇA SOCIAL mudança social direito modificação das normas legais e sua aplicação no seio da sociedade É importante situar o debate acerca do papel do direito na sociedade.

55 RELAÇÕES ENTRE DIREITO E SOCIEDADE Questão básica: O contexto social (sistema de produção, cultura, interesses, ideologias) determina o direito ou é o direito que determina a evolução social?

56 RELAÇÕES ENTRE DIREITO E SOCIEDADE Posição Realista: direito manifestação social é determinado pelo contexto sócio-cultural; há imposição de interesses por parte dos grupos que exercem o poder que impõem aos mais fracos as regras de conduta necessárias para a sua dominação.

57 RELAÇÕES ENTRE DIREITO E SOCIEDADE Posição Idealista: direito fator determinante dos processos sociais o direito possui a capacidade de determinar o contexto social, de atuar sobre a realidade e mudá-la

58 RELAÇÕES ENTRE DIREITO E SOCIEDADE Uma terceira posição tenta conciliar as duas primeiras direito interesses necessidades sociais não impede que possa influir sobre a situação social, assumindo um papel dinâmico Atua como um fator determinante da realidade social e, ao mesmo tempo, como um elemento determinado por esta realidade

59 RELAÇÕES ENTRE O SISTEMA JURÍDICO E A MUDANÇA SOCIAL A mudança contínua das regras do direito constitui uma hipótese teórica fundamental (Papachristou). Isto se observa em: Marx sobre a determinação do direito pelas mudanças econômicas da sociedade. Durkheim sobre a passagem do direito repressivo ao direito restitutivo. Weber sobre a racionalidade do direito moderno hoje nas análises sobre a transformação do direito e do Estado na época da globalização

60 RELAÇÕES ENTRE O SISTEMA JURÍDICO E A MUDANÇA SOCIAL quais as formas e as modalidades de interação entre o sistema jurídico e outros campos de ação social no decorrer do tempo? Questão: Resposta: o direito muda na evolução histórica, seguindo as transformações da sociedade.

61 EXEMPLOS A formidável expansão da informática traz mudanças legislativas para conformar o sistema jurídico a novas situações: privação de privacidade, garantia de invenção. No início do século XX, o conceito de propriedade para proibir o furto de eletricidade a energia elétrica não gozava de proteção porque não era uma coisa

62 EXEMPLOS A mudança de valores sociais no que se refere à questão de gênero mudanças na área do direito constitucional, no direito de família, direito do trabalho, direito penal visando estabelecer igualdade de gênero Mudanças relativas a desregulamentação da economia redução do poder fiscalizador e do papel do Estado) na era neo-liberal

63 O DIREITO TEM UM PAPEL ATIVO NA MUDANÇA SOCIAL Papel conservador do direito: Alguns entendem que o direito é um freio às mudanças sociais, pois, sendo lento, funciona como fator negativo perante as necessidades e reivindicações sociais. Os mais radicais, de inspiração marxista, consideram o atual sistema jurídico como um instrumento que permite a manutenção do poder da classe dominante e reproduz as relações sociais de exploração.

64 O DIREITO TEM UM PAPEL ATIVO NA MUDANÇA SOCIAL Papel progressista do direito: Outros identificam o direito como instrumento eficaz para a consecução de grandes mudanças sociais, por meio de reformas políticas. O direito desempenha uma função educadora. Esta concepção recebeu na Europa o nome de socialismo jurídico pois era a tentativa de formular as reivindicações socialistas em termos jurídicos.

65 O DIREITO TEM UM PAPEL ATIVO NA MUDANÇA SOCIAL Papel progressista do direito: Propõe a possibilidade de realizar a justiça social através de uma reforma jurídica. Exemplo: as mudanças recentes propostas para o Código Penal.

66 CONCLUSÕES A relação entre direito e mudança social se concretiza da seguinte forma: O direito é uma variável dependente Um fenômeno social que muda historicamente em função de outros fenômenos. É um produto de interesses sociais que depende das relações de dominação em cada sociedade. Alem dos interesses econômicos, há elementos de ordem física, valores ético-culturais e a tradição jurídica de cada país.

67 CONCLUSÕES Apesar de ser uma variável dependente da estrutura sócio-cultural, o direito possui uma autonomia relativa e por isso pode induzir as mudanças sociais. A influência do direito na mudança social pode ser de tipo direto (a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança) e de tipo indireto (reformas no programa da educação.

68 CONCLUSÕES O direito, diante da mudança, pode adotar as seguintes posições: de reconhecimento, declarando legitima a nova ordem social ou criando instrumentos jurídicos que consolidam a mudança. de anulação o sistema jurídico opõe-se à mudança, ignorando-a ou mesmo aplicando sanções contra determinadas inovações

69 CONCLUSÕES de canalização o direito tenta limitar o impacto de uma mudança ou alterar os seus efeitos, através de reformas que satisfazem parcialmente as reivindicações sociais. de transformação o direito assume um papel particularmente ativo : tenta provocar uma mudança social através de reformas graduais e lentas(transição) ou mesmo radicais (revolução)

70 CONCLUSÕES A história ensina que o direito não possui força suficiente para mudar a estrutura de classe social e os fundamentos do sistema econômico, que são suscetíveis somente através de um processo de transformação política.

71 REFERÊNCIAS ANTUNES, Paulo Bessa. Direito Ambiental. 2ed. Amplamente Reformulado. 14ª ed., Rio de Janeiro: Atlas, Amaral, Diogo Freitas, Ciência Política, vol I,Coimbra,1990 AQUINO, Rubim Santos Leão de. et al. História das Sociedades Americanas. 7 ed. Rio de Janeiro: Record, ARANHA, Maria Lúcia. Filosofando: Introdução á Filosofia. São Paulo: Moderna, ARRUDA, José Jobson de A. e PILETTI, Nelson. Toda a História. 4 ed. São Paulo: Ática, ASCENSÃO, José de Oliveira. Breves Observações ao Projeto de Substitutivo da Lei de Direitos Autorais. Direito da Internet e da Sociedade da Informação. Rio de Janeiro: Ed. Forense, BRANCO JR., Sérgio Vieira. Direitos Autorais na Internet e o Uso de Obras Alheias. Ed. Lúmen Júris, BUZZI, Arcângelo. Introdução ao Pensar. Petrópolis; ed. Vozes, CAPEZ, Fernando. Curso de Direito Penal. V. 2, Parte Especial. 10. Ed. São Paulo: Saraiva, CERQUEIRA, João da Gama. Tratado da Propriedade Industrial, vol. II, parte II. Revista Forense: Rio de Janeiro, CHAUÍ, Marilena. Convite á Filosofia. São Paulo,10ª. Ed.,Ática,1998. COTRIM, Gilberto. História Global: Brasil e Geral. 6 ed. São Paulo: Saraiva, CRETELLA JÚNIOR, José. Curso de Direito Administrativo. Rio de Janeiro: Forense, DEON SETTE, MARLI T. Direito ambiental. Coordenadores: Marcelo Magalhães Peixoto e Sérgio Augusto Zampol DINIZ, Maria Helena. Curso de direito civil brasileiro: teoria das obrigações contratuais e extracontratuais. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 1998, v. 3. DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. São Paulo: Atlas, COELHO, Fábio Ulhoa. Curso de direito comercial. 6. ed. São Paulo: Saraiva, 2002, v. 1, 2 e 3.

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74 FIM Obrigado pela atenção!! Acimarney C. S. Freitas Advogado OAB-BA Nº Professor de Direito do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Bahia IFBA campus de Vitória da Conquista Diretor do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Bahia IFBA campus de Brumado. Bacharel em Teologia Especialista em Direito Educacional - FTC Especialista em Educação Profissional e de Jovens e Adultos - IFBA Mestrando em Filosofia - UFSC Facebook: Ney Maximus

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