A psicomotricidade como elemento facilitador na aprendizagem escolar nas aulas de Educação Física!

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1 UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATU-SENSO PROJETO A VEZ DO MESTRE A psicomotricidade como elemento facilitador na aprendizagem escolar nas aulas de Educação Física! Por Marcos Fonseca Jorand Prof. Ms. Orientador: Nilson Guedes de Freitas Rio de Janeiro julho / 2004.

2 2 UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATU-SENSO PROJETO A VEZ DO MESTRE A psicomotricidade como elemento facilitador na aprendizagem escolar nas aulas de Educação Física! Por Marcos Fonseca Jorand Trabalho apresentado em cumprimento às exigências para obtenção do grau de especialista no curso de pós-graduação em psicomotricidade da Universidade Cândido Mendes - Projeto A Vez do Mestre Rio de Janeiro julho / AGRADECIMENTOS

3 3 Em primeiro lugar a Deus, a todos os autores, corpo docente do Projeto A Vez do Mestre, ao professor orientador Nilson Guedes de Freitas pela revisão dos textos. A todas as pessoas que, diretamente ou indiretamente, contribuíram para a confecção desse trabalho acadêmico. DEDICATÓRIA

4 4 Dedico esse estudo aos meus pais, que sempre me incentivaram nos estudos, Também a Vivianne, minha esposa, pela paciência e compreensão durante este trabalho e ao meu filho Pedro Jorand, pela alegria e inspiração que trouxe ao nosso lar. Marcos Fonseca Jorand RESUMO

5 5 A aprendizagem acompanha o indivíduo por toda a sua vida, em todos os momentos sempre há o que aprender. A inteligência, o corpo, o desejo e o organismo estão presentes na aprendizagem através do equilíbrio para possibilitar a organização e a sistematização da realidade. O desenvolvimento das habilidades psicomotoras da criança depende da sua interação com o corpo, com as pessoas que a rodeiam e com o mundo onde vive e, junto com o desenvolvimento cognitivo, intelectual, afetivo e social constituem os elementos básicos de uma excelente aprendizagem. Nela é preciso observar todos os passos do aprender e as causas de um possível fracasso escolar. O objetivo deste estudo é, através de uma pesquisa bibliográfica, proporcionar ao professor de Educação Física o conhecimento, bem como a necessidade da utilização da psicomotricidade como elemento facilitador da aprendizagem, contribuindo para minimizar as dificuldades escolares dos alunos da Educação Infantil. Tudo isso, porque muitas vezes o professor não tem conhecimento do que esta acontecendo e o aluno passa a ser visto como aluno-problema, ficando esquecido num canto de sala de aula. Muitas das dificuldades apresentadas pelos alunos podem ser facilmente sanadas nas aulas de Educação Física, bastando que o professor esteja consciente e despenda mais esforço e energia para aumentar e melhorar seu potencial motor, cognitivo e afetivo do aluno. Estamos procurando organizar condições facilitadoras para a aquisição das habilidades e conhecimentos, favorecendo o desempenho escolar. E os teóricos que mais foram utilizados nesse trabalho foram: Piaget, Barbosa, Le Boulch, Vecchiato e Ajuriaguerra, e todos enfocando uma educação global.. Palavras chaves: Aprendizagem motora. Aprendizagem perceptiva motora. Psicomotricidade. Educação Infantil. SUMÁRIO

6 6 INTRODUÇÃO 7 1- APRENDIZAGEM PSICOMOTRICIDADE A EDUCAÇÃO PSICOMOTORA COMO ELEMENTO MINIMIZADOR DAS DIFICULDADES ESCOLARES 30 CONCLUSÃO 37 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA 40 ANEXOS 43 ÍNDICE 44 FOLHA DE AVALIAÇÃO 46 INTRODUÇÃO Ao olharmos nossos alunos, enquanto eles estão na sala de aula ou brincando no recreio, vemos cada um deles movendo-se, agitando-se ou parados.

7 7 Verificamos que há alunos que correm, brincam e que participam de todos os jogos. Nas salas de aula não apresentam qualquer problema. Observamos também a existência de alguns que são diferentes, embora tenham uma inteligência normal. São desastrados, isto é, derrubam coisas quando passam, possuem movimentos muitos lentos e pesados e têm dificuldades em participar dos jogos com outras crianças. Nas salas de aula não conseguem pegar o lápis corretamente, apresentando uma letra ilegível, muitos possuem uma postura relaxada, têm dificuldade em se concentrar, sentem-se perdidos, pôr exemplo, quando se exige o conhecimento de direita-esquerda; não conseguem manusear uma tesoura; pulam letras quando lêem ou escrevem. Enfim, são diversos os problemas que as crianças podem apresentar, mas muitas vezes o professor não tem conhecimento do que esta acontecendo e o aluno passa a ser visto como aluno-problema, ficando esquecido num canto de sala. Na psicomotricidade, não é possível separar as funções motora, neurológica e perceptomotora das funções puramente cognitiva. O intelecto se constrói a partir do desenvolvimento psicomotor, social e afetivo e da experiência com o meio, para atingir estruturas cognitivas mais complexas que constituem a base para aprendizagem. Para uma criança agir em sua totalidade, primeiramente é preciso que ela domine o conhecimento de si mesma, tendo como ponto de partida o próprio corpo, seu esquema corporal, interiorizando sensações e realizando ações com objetos mostrando domínio sobre eles. Não se pode deixar de destacar também a importância da família neste processo, uma vez que o primeiro contato que a criança estabelece é com os membros da mesma, em especial os pais. É muito importante que tenha uma estimulação adequada no toque com objetos, na valorização das brincadeiras e na utilização de jogos lúdicos e pedagógicos.

8 8 A família e a escola exercem um papel fundamental quando oferecem um suporte de participação e atenção em relação à criança, interagindo com ela numa troca de experiências, demonstrando segurança e elevando a auto estima. O objetivo deste estudo é proporcionar ao professor de Educação Física um maior conhecimento da psicomotricidade, para utiliza-la como um elemento facilitador da aprendizagem, contribuindo para minimizar as dificuldades escolares. Pois muitas dessas dificuldades poderiam ser facilmente sanada nas aulas, mais é exatamente este o questionamento deste estudo: Será que o professor de Educação Física, tem usado a psicomotricidade com o objetivo de minimizar as dificuldades escolares? Para tanto, o desenvolvimento deste estudo, terá como base a Educação Infantil ( 5-6 anos ), e o procedimento metodológico utilizado será a pesquisa bibliográfica. Assim, no capítulo primeiro falamos sobre aprendizagem, vimos que é um longo processo que vem desde o nascimento. Procuramos destaca-la como fator fundamental do desenvolvimento humano. Cada um seguindo seu potencial específico constrói o conhecimento e o saber de forma pessoal. Ela esta constantemente presente na vida dos indivíduos porque sempre haverá uma aprendizagem nova integrando a anterior. Os principais teóricos utilizados neste capítulo foram Piaget, Barbosa, Le Boulch e Launay. No segundo capítulo, tratamos dos fundamentos teóricos da psicomotricidade, com o objetivo de mostrar que ela é capaz de aumentar o potencial motor do aluno, proporcionando-lhe recursos para um bom rendimento escolar. Os principais autores utilizados neste capítulo foram Barbosa, Oliveira, Piaget e Le Boulch. O terceiro e último capítulo, mostra que um fracasso escolar está determinado por uma série de fatores, e mostra também que a Educação Física deve transformar o senso comum em consciência corporal. Através da utilização

9 9 da psicomotricidade como um elemento minimizador das dificuldades escolares. Oliveira, Ajuriaguerra, Stacone e Ferreira Neto foram teóricos mais utilizados neste capítulo. Esperamos que este estudo venha a contribuir para o desenvolvimento de melhores programas educacionais e ajude os professores de Educação Física a refletirem sobre o auxilio que a psicomotricidade pode prestar nas primeiras aprendizagem da Educação Infantil. 1. APRENDIZAGEM

10 10 O conhecimento não é algo situado fora do indivíduo, a ser adquirido por meio da cópia do real, tampouco algo que o indivíduo constrói independentemente da realidade exterior, dos demais indivíduos e de suas próprias capacidades pessoais. É, antes de mais nada, uma construção histórica e social, na qual interferem fatores de ordem antropológicas, cultural e psicológica, entre outros A aprendizagem e o construtivismo A aquisição do conhecimento consiste no domínio do objeto, pelo sujeito, na sua corporização prática em ações ou em imagens que resultam no prazer de obter os resultados pretendidos. A aprendizagem é um longo processo que vem desde o nascimento. Cada um seguindo seu potencial específico constrói o conhecimento e o saber de forma pessoal. Ela está constantemente presente na vida dos indivíduos porque sempre haverá uma aprendizagem nova integrando a anterior. No período pré-escolar, quando uma criança é capaz de distinguir objetos pelo nome, ela já está numa etapa específica de aprendizagem. Este processo deverá estar em coerência com o nível de desenvolvimento da criança e a capacidade potencial de aprendizagem, ou seja, é necessário atingir etapas, com a conseqüente maturação de determinadas funções, antes de a escola fazer com que a criança adquira certos conhecimentos e hábitos. A aprendizagem sempre segue o desenvolvimento. Ambos estão ligados, mas não se produzem simétrica e paralelamente. Segundo Piaget (1987) na aprendizagem estão presentes a inteligência, o corpo, o desejo, o organismo, expresso num certo equilíbrio. A estrutura intelectual procura, com equilíbrio, organizar a realidade e sistematiza-la em dois movimentos: assimilação e acomodação.

11 11 A assimilação consiste no processo de adaptação, no qual os elementos do ambiente alteram-se para serem incorporados à estrutura do organismo, enquanto na acomodação é o organismo que se altera, segundo as características do objeto a ser apreendido. No processo de aprendizagem, onde a assimilação e a acomodação agem em equilíbrio, há uma interpretação da realidade externa, do objeto a conhecer com algum tipo de conceituação imposta ao sujeito. Numa aprendizagem gradual, também há um equilíbrio entre esses movimentos. Segundo Barbosa ( 1993 ) a existência de problemas de aprendizagem no sistema educativo não significa que haja desequilíbrio, pois a ligação entre assimilação e a acomodação, tanto em nível orgânico como cognitivo, ocorre em razão das mudanças processadas pelo organismo na construção de novos conhecimentos e não quanto aos conteúdos ou órgãos que intervêm nos processos. Por outro lado a teoria piagetiana vem mostrar ser justamente pelo desequilíbrio que se chega ao equilíbrio, isto é, ao desequilibrar o corpo é que nos esforçamos para equilibra-lo e não cair. Os conteúdos são as relações novas a serem construídas a partir dos objetos, e por elas próprias, distinguem a abordagem construtiva das demais. Nisso é que difere da forma, que é produto do desenvolvimento cognitivo e possibilitadora de assimilação do conhecimento tradicional, acomodando-se às estruturas já existente em função das novas relações contidas nos objetos. As estruturas ou esquemas de ação interrelacionados de maneira organizada dão a possibilidade de serem aplicados a diferentes objetivos, sem alterar a sua forma e organização. São as denominadas construções que, para prover conhecimentos, dependem umas das outras no sentido de interpretação do mundo, ou seja, a construção do conhecimento, esta se faz não pela simples

12 12 associação de informações, mas por meio de conteúdos que possibilitem a continuidade da aprendizagem e do desenvolvimento humano. A diferenciação entre forma e conteúdo coloca dois elementos em contínua e necessária relação: o endógeno e o exógeno. Um com necessidade do outro para a aprendizagem e para o desenvolvimento, pois os dois são produtos e não causa e conseqüência primordial na construção do sistema cognitivo. Diante de tal concepção em termos educacionais, é de se considerar que a educação formal deve optar e sistematizar os seus conteúdos de atuação, e com isso, a tomada de decisão para solução dos problemas de aprendizagem deve ser direcionada na experiência de construção de mundo que a criança possui, na sua riqueza ou pobreza, tendo por base a transmissão histórico-cultural A aprendizagem da leitura e escrita O saber ler e escrever tornou-se uma capacidade indispensável para que o indivíduo se adapte e se integre no meio social. O homem sempre teve necessidade de se comunicar graficamente desde tempos mais remotos No período da pré-história, por exemplo, as mensagens eram escritas nas paredes das cavernas. Os escritos deixados pelos egípcios são verdadeiros atestados da grandiosidade do povo, de seus costumes, seus valores, suas crenças. E nós continuamos a registrar a nossa história continuamente. A leitura e a escrita são algumas das formas de comunicação expressão entre pessoas. Mas não se pode falar delas isoladamente, pois ambas constituem manifestações da linguagem O papel da linguagem A aquisição da linguagem desempenha um papel decisivo na compreensão do mundo e na transmissão de valores pessoais, sociais e culturais.

13 13 A criança utiliza o código da linguagem para formular seus sentimentos, suas sensações e valores, para transmitir e receber as informações. Depende muito do meio em que está inserida, de seus contatos sociais e de sua exercitação e treino. Segundo os autores Ajuriaguerra ( 1984 ), Le Boulch ( 1982 ), Launay e Borel-Maisonny ( 1986 ) distinguem a aquisição da linguagem em duas etapas: pré- lingüística ( até dez meses de idade, normalmente ) e lingüísticas ou semióticas ( a partir desta idade ). Aos dois meses, na etapa pré-lingüística, a criança apresenta gestos e mímicas descoordenados que não têm qualquer significação de linguagem. Aos três ou Quatro meses, mais ou menos, ela emite alguns ruídos conhecidos como lalação, que também não fazem parte da língua falada. São somente alguns sons juntos de tonalidades diferentes que a criança aprende a reproduzir. Aparecem normalmente quando ela está com alguma sensação de bem-estar. A parir dos doze meses, na etapa lingüística, já com um certo nível de desenvolvimento psicomotor, a criança passa a desenvolver uma linguagem que, para Launay ( 1986 ), é preparada pelo conjunto das comunicações não verbais do primeiro ano de vida. Neste período, a criança utiliza as primeiras palavras, através da imitação da linguagem do adulto, que representa para ela um modelo, um novo ponto de referência neste mundo da palavra falada. A criança repete sílabas e sons que normalmente não possuem nenhum sentido para ela ( ecolalia ). Inicialmente emite frases de duas palavras, posteriormente, pronuncia frases completas, sem conjugação ou concordância. Pouco a pouco vai evoluindo em sua comunicação com o outro, construindo frases que demostram uma aquisição das estruturas gramaticais básicas. Na faixa de um ano e meio a dois anos, a criança percebe que as palavras são símbolos e que servem para designar os objetos, as situações, as sensações.

14 14 Segundo Le Boulch ( 1984, p. 66), primeiro é a percepção do objeto ou da situação vivenciada que induz a palavra; mais tarde, a percepção da palavra trocará o objeto ou a situação pela representação mental. É nesta fase que o símbolo verbal se tornará o verdadeiro signo sonoro, através do qual a criança exercerá verdadeiramente sua função simbólica. Assim, o símbolo para Le Boulch, no sentido estrito do termo, representa uma coisa, um significado qualquer, por meio de um significante. O símbolo, portanto, pode ser um objeto, um acontecimento, uma pessoa, uma situação. A função simbólica pode ser como a relação existente entre significantes e significados. Tem suas raízes na atividade sensorio-motora. De uma forma progressiva e gradual, a criança vai formando o mundo das palavras e dos conceitos, vai entendendo o que lhe falam e vai conseguindo se fazer entender. Cada nome corresponde a uma representação gráfica e pode ser escrito. O sistema linguístico é assimilado progressivamente pelo contato com o meio. O vocabulário da criança, inicialmente reduzido, vai obrigá-la a usar as mesmas palavras para objetos, pessoas e situações diferentes. Com o tempo vai discriminando e diferenciando um do outro num verdadeiro trabalho mental. Segundo Poppovic (1975, p.30), a linguagem tem um papel decisivo na mediação dos processos mentais, pois graças a ela é possível generalizar, pensar logicamente, adquirir, reter e selecionar conceitos; desta forma, ir criando novos sistemas funcionais. É através da linguagem que a criança pergunta, procurando ajuda dos outros para aprender o nome dos objetos, as categorias nas quais ordenará o mundo. Normalmente, uma criança que não domina muito bem a linguagem, poderá apresentar alguma dificuldade na aprendizagem da escrita e da leitura. Existem muitas mães que se limitam a uma comunicação não-verbal e pobre com seus filhos. Estes não irão experenciar uma linguagem comunicativa. É

15 15 por isto que se fala que antes da aprendizagem da leitura e escrita deveria vir uma fase em que se ajudasse a criança a utilizar mais a linguagem Leitura A leitura significa muito mais do que um simples processo pelo qual uma pessoa decifra os sinais ou símbolos, por exemplo, as palavras e as letras, e reproduz o som. Ela sabe ler quando compreende o que se lê, quando retira o significado do que lê, interpretando os sinais escritos. Existem crianças que conhecem as letras mas não lêem. No início da leitura, a criança deve diferenciar visualmente as letras impressas e saber perceber que cada símbolo gráfico corresponde a um determinado som. A escrita é composta por uma seqüência de letras que são os símbolos gráficos e que correspondem a uma seqüência sonora também. A criança deve poder realizar esta correspondência para poder lêr. Segundo Morais (1986, p. 17), este processo inicial da leitura, que envolve a discriminação visual dos símbolos impressos e a associação entre palavra impressa e som, é chamado de decodificação e essencial para que a criança aprenda a ler. Mas, para ler, não basta apenas realizar a decodificação dos símbolos impressos, é necessário que exista, também, a compreensão e a análise crítica do material lido. Para que uma criança adquira a leitura é necessário que possua, além da capacidade de simbolização, de verbalização, de desenvolvimento intelectual, algumas habilidades pessoais essenciais. Ela deve possuir capacidade de memorização e acuidade visual, coordenação ocular, mínimo de atenção dirigida e concentração, um mínimo de vocabulário e de compreensão, noção de lateralidade, pois a nossa escrita se faz linearmente da esquerda para direita. Além disso, deve possuir também noção espacial e temporal. As palavras se sucedem num espaço e tempo determinados.

16 Escrita A escrita pressupõe, também, um desenvolvimento motor adequado, através de habilidades que são essenciais para seu desenvolvimento. Podemos citar a coordenação fina que irá auxiliar numa melhor precisão dos traçados, preensão correta do lápis ou caneta, bom esquema corporal, coordenação óculomanual. Além disso a criança deve possuir uma tonicidade adequada que irá determinar um maior controle neuromuscular e consequentemente determinará uma maior capacidade de inibição voluntária. A inibição voluntária é a capacidade de parar o gesto no momento em que se quer ou precisa. Além disso, a criança necessita de uma organização no espaço gráfico, em termos de orientação espacial e temporal. A escrita é um ato motor que mobiliza diferentes segmentos do corpo. A cópia deve ser praticada concomitantemente com o ensino de escrita e leitura e não isoladamente. Isto não teria nenhum significado para a criança. Soaria mais como um castigo do que uma aprendizagem. Se uma criança não aprendeu a ler, dificilmente escreverá, pois as palavras que escreve não têm correspondência sonora e portanto são incompreensíveis. 2. Psicomotricidade Psicomotricidade é a integração das funções motrizes e mentais sob o efeito da educação e do sistema nervoso Concepção de psicomotricidade

17 17 O termo psicomotricidade apareceu pela primeira vez com Dupré em 1920, significando um entrelaçamento entre movimento e pensamento. Desde 1909, ele já chamava a atenção de seus alunos sobre o desequilíbrio motor, denominado debilidade motriz. Existem opiniões divergentes em relação ao entendimento do que seja psicomotricidade, pois vários professores de Educação Física defendem que ela seja relacionada com movimentos e gestos automáticos e robotizados, o que não condiz com os autores que a desenvolveram e que deixaram claro que a presença de automatismo será necessária apenas para dar condições a novos avanços em termos de aquisições, não sendo o automatismo explorado através dos exercícios psicomotores sendo mesmo incompatível com eles. É comum se considerar no desempenho de uma habilidade que ela é realizada automaticamente. O termo automatismo se refere às habilidades que podem ser desempenhadas sem que a capacidade de atenção seja solicitada. Segundo Logan (1985) mostrou alguns aspectos importantes sobre o conceito de automatismo e suas relações com o desempenho de habilidade motora. Ele esclareceu que o conceito de desempenho de habilidade e o conceito de automatismo estão intimamente relacionados. O automatismo é um componente importante do desempenho de habilidades, pois consiste no conhecimento e nos procedimentos que podem ser evocados e realizados inconscientemente e automaticamente. Tanto o automatismo quanto a habilidade podem ser adquiridos através da prática repetitiva de gestos. Esses gestos automatizados o tempo todo, durante o desempenho de qualquer habilidade ou ato motor, exige pouca ou nenhuma atenção. O trabalho psicomotor deixa clara a posição contrária ao uso exclusivo das aulas ditas práticas, em que são trabalhados apenas movimentos corporais, para atingirmos o objetivo de educar, reeducar e formar cidadãos. Pois sabemos

18 18 que o professor de Educação Física que centra sua prática apenas no movimento automatizado e robotizado está baseado no senso comum. Segundo Barbosa ( 1993, p.41), para ser útil à educação e reeducação psicomotora, o movimento, no sentido lato da palavra, não deve ser encarado apenas em seu aspecto corporal, mas sobretudo no psíquico, afetivo, cognitivo e social, através do qual deve ser explorada toda a possibilidade de movimentos corporais. Tomemos como exemplo o trabalho psicomotor realizado no campo educativo. Alguns exercícios são propostos à criança ou esta é conduzida a realizar determinadas experiências por meio do corpo, as vivências experimentadas ou os resultados obtidos serão depois utilizados direta ou indiretamente no campo cognitivo, para o desenvolvimento dos processos mentais O estudo da psicomotricidade é recente, datando do início do século, aos poucos foi evoluindo e se aprofundando em diversos aspectos. Um deles diz respeito ao desenvolvimento motor da criança, em seguida, direcionou-se para a relação entre atraso do desenvolvimento motor e o atraso intelectual. Mais tarde, os estudos visaram o desenvolvimento da habilidade manual e aptidões motoras em função da idade. Atualmente, a psicomotricidade é vista para além dos problemas motores, incluindo ligações com a lateralidade, a estruturação espacial, a orientação temporal e as dificuldades escolares de crianças com inteligência normal, destacando as relações existentes entre gesto e a afetividade. O entendimento da psicomotricidade destaca relação a relação entre a motricidade, a mente e a afetividade, facilitando a abordagem global da criança por meio da técnica psicomotora. A via principal da psicomotricidade é a educação onde se utiliza o movimento, com o intuito de atingir os outros campos, como por exemplo, os intelectuais. Para que o indivíduo se adapte ao meio ambiente e desenvolva o seu intelecto é necessário que manipule adequadamente os objetos que se encontram ao seu redor, como no caso da criança que utiliza os sentidos, sensações e sentimentos para atingir sobre o mundo e objetos, para experimentar, ampliar e desenvolver suas funções intelectuais. A criança tem de ter um nível de

19 19 inteligência suficiente para conseguir desejar comparar, classificar, distinguir os objetos. O movimento é utilizado pela psicomotricidade como um meio ou um suporte para que ela, através do corpo, entendendo as percepções e sensações para manipular os objetos do meio, com as pessoas com quem convive e com o mundo com o qual estabelece relações afetivas e emocionais. O corpo é a base para o desenvolvimento cognitivo e para a aprendizagem de conceitos, como a alfabetização. As habilidades e experiências motoras influenciam decisivamente na elaboração das estruturas superiores de raciocínio e das próprias condutas motoras. A psicomotricidade, enquanto técnica, visa aumentar o potencial motor do aluno, proporcionando-lhe recursos para um bom rendimento escolar. É preventiva, pois lhe dá condições para melhor se desenvolver em seu ambiente. É reeducativa, cuidando dos indivíduos que apresentam retardo motor ou até mesmo problemas mais sérios. Em ambas une-se a relação do funcional ao afetivo. O aspecto afetivo é o resultado da relação da criança com o adulto, com outras crianças, com o ambiente físico que a rodeia e o funcional é a forma como um indivíduo reage e se modifica diante dos estímulos do meio. Segundo Oliveira ( 1997, p.180 ), o aluno se sentirá bem na medida em que se desenvolver integralmente por meio de suas próprias experiências, também pelas oportunidades de descobrir-se. E isto será mais fácil de se conseguir, se estiverem satisfeitas suas necessidades afetivas, sem bloqueios e sem desequilíbrios tônico-emocionais. Segundo Piaget ( 1979 ), a educação psicomotora visa o desenvolvimento de cinco habilidades distintas que interagem simultaneamente, seguindo uma ordem de apresentação dos elementos de estudo: esquema corporal, lateralidade, estrutura espacial, orientação temporal e pré-escrita.

20 20 O desenvolvimento do esquema corporal contribui para formação da personalidade da criança, conscientizando-a do próprio corpo e das possibilidades de expressar-se por meio dele. Para Le boulch ( 1985 ), o desenvolvimento do esquema corporal passa por quatro etapas: a vivência do corpo: a criança utiliza-se de jogos para os exercícios motores, com o objetivo de dominar os próprios movimentos e perceber o corpo globalmente, são exercícios envolvendo atividade espontânea pelo uso dos brinquedos, passando para uma atividade integrada, onde responde a estímulos verbais ( ande...corra...pare...), a sensações ( equilíbrio...), e a representação nítida ( andar de cócoras ). conhecimento das partes do corpo: ela toma consciência de cada segmento corporal, pode ser de forma interna, sentindo cada parte do corpo, e externa, vendo cada segmento através de um espelho, observando outra criança ou olhando uma figura, ela deve ser capaz de apontar, nomear as partes do corpo e possuir percepção tátil. orientação espaço-corporal: consiste num trabalho sensorial mais elaborado, integrando componentes corporais e objetos da vida quotidiana reconhecendo as várias posições e gestos que cada parte do corpo pode realizar. orientação espaço temporal: ela é capaz de exercitar as possibilidades corporais. Ao conhecer as parte do corpo, a disposição, as posições, passa a se movimentar de forma analítica, adquirindo domínio corporal, por meio de exercícios de coordenação, equilíbrio, inibição, destreza e de forma sintética, prevendo e adaptando os movimentos ao objetivo ou expressando uma ação, um sentimento, uma emoção através do corpo.

21 21 A lateralidade, definida durante o crescimento, em função do desenvolvimento neurológico, é representada pela maior habilidade de exercitar movimentos motores com os membros de um dos lados do corpo. No destro predomina o direito e no canhoto expressa maior facilidade com o lado esquerdo. A definição da lateralidade é influenciada por determinados hábitos sociais, tais como escrever, pegar algum objeto entre outros. Ela pode ser percebida em três partes do corpo, considerando tanto a força como a precisão: membros inferiores, ao pedir que a criança chute uma bola, o pé escolhido para o chute é o dominante, membros superiores, observando a mão utilizada para recortar um papel, será a dominante, ao nível dos olhos, pedindo que a criança olhe pelo buraco de uma fechadura. A lateralidade pode ser: homogênea, destra ou canhota igualmente em todos os níveis; cruzada, destra em apenas alguns dos níveis e canhota em outros; ambidestra, destra ou canhota ao mesmo tempo com a mesma destreza. Não se deve confundir lateralidade com conhecimento esquerda-direita, uma vez que é a lateralidade uma característica que representa a dominância lateral, isto é, mais a generalização de um eixo corporal, direito ou esquerdo, para as ações da criança; por outro lado, o conhecimento esquerda-direita será definido quanto maior for caracterizada a lateralidade da criança. Segundo Vecchiato ( 2003 ), a estrutura espacial consiste na maneira como a criança se localiza no espaço que a rodeia e como as coisas se situam em relação umas às outras. Possui quatro etapas: conhecimento das noções, orientação espacial, organização espacial e compreensão das relações espaciais. Esta última etapa difere das demais, pois se baseia unicamente no raciocínio e consiste na capacidade de situar-se em função de determinados aspectos: sucessão de acontecimentos: antes, após, durante; duração de intervalos: noções de tempo longo e/ou curto ( 1 hora, 1 minuto ); noções de ritmo regular ou irregular ( aceleração, freada ); noções de cadência rápida e/ou lenta ( diferença

22 22 entre corrida e o andar ); renovação cíclica : reconhecimento dos dias da semana, os meses, as estações; irreversibilidade do tempo: a criança toma consciência do que passou, adquire a noção de envelhecimento. Existem dois tipos de tempo: subjetivo, criado pela própria impressão do sujeito, variando de pessoa para pessoa e da atividade do momento; objetivo, que é o tempo matemático, sempre idêntico, como uma hora, sessenta segundos. A orientação temporal é a maneira pela qual a criança se situa no tempo. As etapas da orientação temporal se dividem em : ordem de sucessão, com as noções de antes, depois, agora, por primeiro, por último; duração dos intervalos, na qual a criança percebe o que passa depressa, o que dura muito, a diferença entre uma hora e um dia, entre outros; renovação cíclica de certos períodos: as partes do dia, manha, tarde e noite, as semanas, as estações do ano. Assim é construída a noção do tempo Psicomotricidade e o desenvolvimento das habilidades psicomotoras A criança se desenvolve em razão da interação do próprio corpo com os objetos ao seu redor, com as pessoas com quem convive e com o mundo, estabelecendo relações afetivas e emocionais. O homem constrói o seu mundo a partir das experiências corporais. A organização do corpo é a base das possibilidades de ação que cada indivíduo possui. As funções motoras da criança influem na determinação de formas superiores de raciocínio. As condutas motoras, o uso perfeito dos movimentos determinam a possibilidade de solucionar os problemas que encontra.

23 23 Segundo Le Boulch ( 1985 ), o desenvolvimento da psicomotricidade passa por três etapas, corpo vivido: a criança brinca, corre, adquirindo experiência subjetiva do corpo e dos movimentos; corpo percebido: ela forma uma imagem mental que advém de uma imagem interiorizada do objeto ou do real; e a terceira etapa corpo representado: na qual a representação mental da imagem do corpo é puramente de reprodução, passando de uma simples imagem para consciência do próprio corpo e que ocorre dos seis aos doze anos de idade. A educação psicomotora dirige-se a todas as crianças, individual ou coletivamente. É indispensável na aprendizagem escolar, através de um desenvolvimento progressivo específico, abrangendo várias etapas necessárias: utilização dos exercícios motores, nas quais o corpo se desloca e a criança percebe as diferentes noções de maneira interna; em seguida, através de exercícios sensoriomotores, através da manipulação de objetos que possibilita a percepção de diversas noções, principalmente o tato; por último, com exercícios perceptomotores, com manipulação mais brandas, mas enfatizando a percepção visual que dominará as outras partes, os quais possibilitarão uma avaliação profunda das funções intelectuais motoras, como a análise perceptiva, a precisão da representação mental, a determinação de pontos de referência. Estudos feitos sobre o desenvolvimento humano demonstram, através de experimentos psicológicos com crianças, que a única maneira de se conhecer e aprofundar a compreensão do desenvolvimento infantil e do comportamento do indivíduo, já adulto, só pode ser através do seu processo evolutivo e educativo. Um indivíduo percebe o mundo exterior através dos estímulos externos, relevando o comportamento de forma vinculada as diversas estruturas. Para nele adaptar-se, é necessário que perceba as várias situações que esse mundo lhe oferece, as discrimine e escolha a que lhe seja mais atraente. Com a criança, o caminho que percorre é o da percepção caótica, difusa, indo de uma relação simples para formas complexas e depois se acomodar a

24 24 elas. Essa acomodação é feita por meio da mediação com o meio ambiente que combina os traços totalizantes e discrimina os elementos individuais. Existe relação entre as aquisições psicomotoras e as reações afetivas da criança: aquela que esteja realizada em suas habilidades materiais, como jogar bola, correr, se sentirá bem mais aberta e livre para o contato com as demais, até mesmo, para liderar ou competir com elas; a que passa por qualquer acontecimento perturbador, como a separação dos pais, poderá tornar-se angustiada, temerosa, sofrida, fazendo com que decaia em suas habilidades, interferindo profundamente nas aquisições psicomotoras. O mesmo ocorre com a criança fechada, tímida que passa a ter confiança nela mesma, faz amigos, tendo sido influenciada pelos estímulos dos exercícios psicomotores, através dos quais aprendeu a perceber melhor o próprio corpo e o espaço que a rodeia. Os exercícios motores de grande amplitude, que exijam rapidez, terão muito mais resultado nas tímidas, fechadas, lentas; os exercícios motores de equilíbrio, de coordenação, de destreza e de inibição, ajudarão aquelas que são exuberantes, agressivas, superexcitadas, habituando-as a controlar a força e os impulsos. A psicomotricidade ajuda as crianças a viver em grupo, onde elas aprendem a respeitar e aceitar as regras do convívio social, o que vai refletir na vida adulta. Os jogos coletivos a ajudam a viver em sociedade, descobrir que existem os fracos e fortes, distinguir cada uma em particular no grupo; os exercícios psicomotores feitos em conjunto ensinam o respeito mútuo, a espera pela vez, a autoconfiança em relação aos companheiros; a organização mostralhes como coordenar as atividades com o tempo. Segundo Piaget ( 1977 ), existem quatro períodos de desenvolvimento intelectual que se caracterizam através de condutas e que determinam as estruturas mentais organizadoras dessas condutas: sensório-motor, préoperatório, operatório-concreto e operatório-formal.

25 25 O período sensório-motor ocorre entre zero e dois anos, tendo como modelo o grupo de deslocamento, que reflete a organização sensório-motora. A inteligência coordena as ações. A princípio, existe uma diferença entre sujeito e objeto, mas pouco a pouco as ações vão se diferenciando, sendo coordenadas em novas totalidades, e o sujeito passa a construir categorias reais de pensamento: objeto, espaço, tempo e causalidade. O pré-operatório surge com o aparecimento da função simbólica, a partir de dois anos. Consiste no período de construção das operações concretas, onde aparecem as primeiras representações. Considera as situações estáticas e procura explicá-las em vista da atualidade, mas opõe-se a transformações que possam mudar a situação. As reais são assimiladas às ações pessoais do sujeito e não às operações reversíveis, isto é, os estados e as modificações não formam um único sistema de pensamento intuitivo. Porém, é a partir desse período que se encontra uma tendência para formação de sistemas em conjunto, configurando determinadas formas de equilíbrio. O período de desenvolvimento operatório-concreto ocorre com crianças entre sete-oito anos e dez-onze anos. O sujeito passa a orientar as ações para a reversibilidade, atingindo um nível equilíbrio estável com as operações concretas anteriores. O possível deixa de ser forma do prolongamento do real e passa a ser realidade subordinada ao possível. O período operatório-formal, também denominado hipotético-dedutivo, caracteriza o pensamento do adolescente ( onze-doze anos e quatorze-quinze anos). Tem como base os enunciados hipotéticos e não mais a realidade percebida. Está fundado na lógica das proporções, não se restringindo apenas em raciocínios verbais; supõe esquemas operatórios: combinações operatórias, proporções, sistemas duplos de correlações, entre outros.

26 26 Assim, considerando esses quatro níveis acima descritos, torna-se possível medir o grau de desenvolvimento por atividades operatórias, bem como a evolução psicomotora da criança Abordagem psicopedagógica: motricidade e cognição A psicopedagogia pode ser conceituada como a utilização pedagógica da psicologia ( por meio de testes, práticas de métodos ativos ou emprego da psicanálise ). A psicopedagogia vem atuando tanto na prática clínica quanto na preventiva. Procura delimitar o seu conteúdo temático num corpo teórico organizado e num campo de atuação delimitado. O aparecimento e a estruturação da Psicopedagogia ocorre pela necessidade de melhor compreender o processo de aprendizagem, para evitar ou tratar problemas oriundos de dificuldades pedagógicas. O trabalho psicopedagógico está fundamentado nas contribuições da Psicologia da Educação, considerando a sua dimensão institucional, que requer recursos teóricos e técnicos oriundos da Psicologia Escolar e dos estudos sistêmicos das contribuições dos estudos de qualidade total no campo da educação. Orientando-se tanto pela Psicologia Escolar quanto da Educação, a Psicopedagogia vem sendo constituída como no campo de conhecimento ao identificar e enfrentar problemáticas novas que não encontram respostas nos campos já existentes, apesar de a eles recorrer como fonte de auxílio teórico e metodológico para melhor compreender a dimensão da psicopedagogia da educação. A perspectiva clínica da Psicopedagogia requer um diagnóstico com uma investigação preliminar à intervenção no tratamento de questões pedagógicas. Metodologicamente, o instrumental fundamental de trabalho é a observação,

27 27 incluindo referenciais teóricos que facilitem a interpretação das situações ou dos fenômenos observados, assim como o seu desenvolvimento psicomotor. Quanto ao método há de se considerar a ação pedagógica: família, escola, comunidade, avaliando as características psicológicas e sociais das crianças, bem como as dos educadores e as da própria instituição escolar. Quanto à perspectiva preventiva implica na observação de fatos que possibilitem procedimentos de intervenção. Segundo Wallon, ( apud OLIVEIRA, 1997, p.33 ), o aparecimento das formações mentais são sempre regulados pela ação motriz. É pela motricidade, pelos movimentos do corpo que a criança vai tomando conhecimento do mundo que a cerca e, numa troca de experiências, ela cria condições de perceber e manipular objetos. Através dessas experiências há uma elaboração de estruturas cada vez mais complexas, fundamentais para a formação do raciocínio e da representação mental do mundo real onde o indivíduo é parte integrante. É através do movimento que ela experimenta, percebe, interioriza e se adapta a novas informações num processo de construção do conhecimento. Para que tenha uma boa aprendizagem é preciso que haja uma adequada formação psicomotora que pode ser desenvolvida através de exercícios em sala de aula e também ao ar livre pelo professor de Educação Física. Uma criança com esquema corporal mal constituído pode não coordenar bem os movimentos, tornar-se atrasadas nos afazeres e possuir dificuldade nas habilidades manuais. Nos estudos apresentar caligrafia feia, leitura sem coerência, como por exemplo, os gestos vêm depois das palavras, não há ritmo de leitura. Aquela que não possui uma lateralidade bem definida se depara com problemas estruturas espacial, pode não conseguir destacar qual o seu lado

28 28 dominante, nem a diferença entre direita e esquerda, tampouco seguir a direção gráfica, como a leitura onde a criança começa pela esquerda. Os problemas de percepção espacial tornam-na incapaz de distinguir determinadas letras ou números: troca b e d, p e q, 21 e 12, pois não percebe a diferença entre direita e esquerda; nem o alto do baixo: b e p, n e u, ou e on. Uma criança com problemas de orientação temporal e espacial fica confusa na constituição e na ordem de uma sílaba; pode não conseguir reconstruir uma frase onde as palavras estejam misturadas. Em matemática pode fracassar, pois para calcular ela precisa ter pontos de referência, ordenar corretamente os números, possuir noção de fileira, coluna, combinar as formas as construções geométricas. Através da educação psicomotora, o educador será capaz de analisar as dificuldades dos alunos, descobrindo quais as causas dos problemas verificados, e solucioná-los através de exercícios psicomotores em diversas atividades pedagógicas Motricidade e aprendizagem A aprendizagem é um processo que se dá através das relações de inteligência-desejo e do equilíbrio assimilação-acomodação. Para superar as dificuldades no aprender é preciso atender aos processos de dinâmica, movimento e tendências e não apenas a resultados ou rendimentos. Observando como se aprende e a causa de um possível fracasso, pode-se elucidar o porquê a criança não aprende. Para Meinel ( 1998 ), o fracasso escolar pode ser proveniente de duas causas: externas à estrutura familiar e individual ou internas à estrutura familiar e individual. Na primeira, dá-se o problema de aprendizagem reativo e para resolvê-lo é preciso recorrer a planos de prevenção nas escolas, como fazer o professor ensinar com prazer para que o aluno aprenda com prazer, denunciar a violência encoberta e aberta que se encontram no

29 29 sistema educativo. Caso o fracasso já venha ocorrendo, cabe ao psicopedagogo intervir, através de indicações adequada, como acessoramento à escola; sugestão de transferência em casos extremos, ajuda extra-escolar, promover aprendizagem extra-escolar, entre outras, desde que tal fracasso não resulte de sistema neurológico. Na segunda causa, o problema do fracasso escolar é de sintoma e inibição que estão ligadas à estrutura individual e familiar. Nesse caso, requer uma intervenção psicopedagógica especializada: grupo de tratamento psicopedagógico à criança, grupo de orientação paralelo às mães, tratamento individual psicopedagógico, oficina de trabalho, recreação e expressão com objetivos terapêuticos, entrevistas familiares psicopedagógicas e outras. O problema de aprendizagem que constitui sintoma ou inibição afeta a dinâmica da articulação entre os níveis de inteligência, desejo, organismo e o corpo do indivíduo, devendo haver um tratamento clínico que vise libertar a inteligência e mobilizar a circulação patológica do conhecimento em seu grupo familiar. Já o problema da aprendizagem reativo afeta o aprender do indivíduo em suas manifestações, sem perturbar a inteligência. Normalmente ocorre em desentendimentos entre o aluno e a instituição de ensino. Mais uma vez podemos antever a importância da prática psicomotora que, nesses caos, se aplica perfeitamente.

30 30 3.A EDUCAÇÃO PSICOMOTORA COMO UM ELEMENTO MINIMIZADOR DAS DIFICULDADES ESCOLARES Freqüentemente, verificamos que existe uma porcentagem significativa de crianças que têm encontrado dificuldades em acompanhar o desempenho acadêmico e as exigências escolares. Como conseqüência desses fracassos, surgem as ansiedades e problemas emocionais Esta frustração continuada leva as crianças a deixarem o sistema educacional. Abandonam as escolas, entretanto, com a sensação de perda, de fracasso, com o sentimento de que são incapazes de assimilar qualquer coisa que seus professores proponham ensinar Dificuldades de aprendizagem

31 31 Um fracasso escolar está determinado por uma série de fatores, sendo os mais freqüentes os relacionados à dinâmica da escola, como inadequação de currículos, de programas, de sistemas de avaliação, de métodos de ensino e relacionamento professor-aluno; pessoais e intelectuais ou cognitivos, como déficits físicos e/ou sensoriais, desenvolvimento da linguagem, afetivosemocionais, ambientais ( nutrição e saúde ), diferenças culturais e/ou sociais, dislexia, declínios não verbais. O fracasso escolar pode estar associado à escola, ao tipo de sistema de ensino. Uma instituição educacional com má qualidade de ensino, ultrapassada em termos de material didático, jamais conseguirá envolver o aluno no processo de ensino-aprendizagem, tornando muito difícil a assimilação. As escolas têm de estar em constantes modificações, reorganizações, incluindo atualização do corpo docente para poderem se adequar e promover ensinamentos mais eficazes. Ao professor cabe promover e desenvolver a capacidade dos alunos, motivandoos a valorizar os instrumentos da cultura e as atividades que se relacionem com ela. A relação professor-aluno também é muito importante na aprendizagem. O grau de envolvimento que o docente oferece aos alunos cria situações de aprendizagem diferentes: eles se envolvem e aceitam muito mais as aulas dadas com entusiasmo e seriedade quando o professor também se envolve e o aceita como é, com dificuldades e limitações. As classes superlotadas são fator negativo no processo ensinoaprendizagem, pois dificultam o estabelecimento de relações empáticas entre o educador e a classe, impossibilitando o processo de conhecer as particularidades de cada aluno. Nesse caso ocorrem realizações de provas para medir, selecionar e punir as crianças que não conseguem acompanhar a classe ao invés de serem educadas convenientemente. Quando elas passam a não querer aprender, tanto os pais quanto os professores utilizam-se de castigos, punições e de ameaças para que acompanhem a turma. Porém, nem sempre o professor é o culpado, alguns

32 32 alunos vêm para as escolas com diversos déficits desiguais ou inferiores ao que se espera em sua idade cronológica. Os fatores intelectuais ou cognitivos referem-se a alunos com problemas orgânicos e podem, por isso, ter dificuldades em assimilar os ensinamentos transmitido, apresentar falta de atenção e a concentração como impedimento para uma aprendizagem mais significativa. Muitas vezes, o professor não está preparado para enfrentar tal problema, como o da deficiência mental. Para compreender os déficits físicos e/ou sensoriais deve-se, por primeiro, diferenciar dois tipos de dificuldades: da audição e visão e da discriminação auditiva e visual pobre. Qualquer um deles compromete a aprendizagem escolar. A criança que produz tais deficiências não acompanha os companheiros em sala de aula, precisa de uma metodologia diferenciada que a ajude a superar as deficiências sensoriais. Há aqueles que, apesar de enxergarem bem, não conseguem coordenar a visão para um determinado ponto quando lêem. Elas devem aprender, através do educador, a controlar o movimentos dos olhos, para adquirir maior percepção visual. Daí a necessidade de exercícios de atenção e concentração nesses casos para que tenham capacidade de sintetizar os sons básicos da linguagem, a habilidade de perceber a diferença entre dois ou mais estímulos sonoros. Além dessas, há outras situações semelhantes que necessitam de acompanhamento médico e métodos adequados de ensino, como os que provocam alterações neurológicos. Existem fatores afetivo-emocionais que influenciam no processo ensino-aprendizagem, como a antipatia do aluno pelo professor ou por uma matéria específica, ou a relação entre pais e filhos, constituem causa de maior ou menor dificuldade da criança na escola e, até mesmo, na sociedade. Dentro do contexto escolar, a dependência excessiva dos filhos dificulta a socialização, prejudica o desenvolvimento afetivo, cognitvo e psicomototor.

33 33 Por outro lado, pais excessivamente severos provocam no aluno uma diminuição da auto-imagem e medo de fracassar. A falta de carinho e afeto dos pais provocam nos filhos inibição, retração no contexto de outras pessoas. A família deve incentivar os filhos e suas atividades, compreendê-los nos fracassos e encoraja-los para progredir, assim, sentindo-se fortes e confiantes ultrapassam as dificuldades. Segundo Oliveira ( 1997 ) em relação aos fatores ambientais, a desnutrição é tida como dificuldade para aprendizagem, pois produz efeitos negativos no sistema nervoso central em idades precoces: na época da formação dos neurônios, a privação alimentar geralmente promove prejuízos enormes no organismo da criança; na idade escolar, a privação ou a carência alimentar acarreta anemias, afeta as habilidades de aprendizagem. Porém, essa dificuldade pode ser resolvida por um meio de um adequado programa de merenda escolar. A saúde também interfere na aprendizagem, como problemas respiratórios, alérgicos, disfunção glandular, pois todos possuem uma relação com o desenvolvimento geral do aluno. Ao chegar à idade escolar, a criança traz consigo uma bagagem cultural e social que auxiliam ou não na aprendizagem, como por exemplo: aquela que antes de ingressar na escola nunca teve contato com lápis, papel, cola, enfim, com qualquer objeto da cultura escolar, terá grande chance de apresentar dificuldade no aprendizado em relação àquelas que já manusearam esses objetos antes. Dentre as habilidades não-verbais que sãode suma importância no aproveitamento e desenvolvimento escolar da criança encontram-se: coordenação global e óculo-manual, esquema corporal, lateralidade, organização espaço-temporal, discriminação visual e auditiva. Aquela segura de si mesma, com destreza manual e uma boa coordenação visual possui do gesto e do

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