NORMAS E CRITÉRIOS DE CONCESSÃO DE AUXILIOS ECONÓMICOS ACÇÃO SOCIAL ESCOLAR DO 1º CICLO DO ENSINO BÁSICO

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1 NORMAS E CRITÉRIOS DE CONCESSÃO DE AUXILIOS ECONÓMICOS ACÇÃO SOCIAL ESCOLAR DO 1º CICLO DO ENSINO BÁSICO

2 NORMAS E CRITÉRIOS DE CONCESSÃO DE AUXILIOS ECONÓMICOS OBJECTIVOS O Decreto-lei 55/2009 estabelece o regime jurídico aplicável à atribuição e ao funcionamento dos apoios no âmbito da ação social escolar, enquanto modalidade de apoios e complementos educativos previstos nos artigos 27º e seguintes da Lei de Bases do Sistema Educativo. De acordo com o diploma a atribuição dos apoios neste âmbito regem-se pelos princípios de equidade, da discriminação positiva e da solidariedade social, no sentido de assegurar o exercício efetivo do direito ao ensino e à igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar. São ainda objetivos da atribuição dos apoios no âmbito da ação social escolar a promoção do sucesso escolar e educativo de modo a que todos independentemente das suas condições sociais, económicas e culturais cumpram a escolaridade obrigatória. Determina ainda os Nº 2, nº 4 e nº 5 do Artigo 28º Decreto-lei 55/99 que para efeitos de concessão de auxílios económicos, consideram-se os encargos decorrentes da frequência entre outros ciclos do ensino básico relativo a refeições, livros e material escolar, proporcionando às crianças e aos alunos pertencentes a famílias mais carenciadas o acesso, em condições de gratuitidade às refeições fornecidas nas escolas e aos manuais escolares de aquisição obrigatória, conforme o posicionamento dos agregados familiares nos escalões de apoio.

3 AUXILIOS ECONÓMICOS 1º CICLO 1) ORIENTAÇÕES /PROCEDIMENTOS GERAIS 1.1) Comparticipa os alunos carenciados do 1º ciclo do ensino básico nas despesas com livros e material escolar indispensável à frequência escolar. A comparticipação nos encargos com a aquisição de manuais escolares é conforme o escalão do abono de família em que os alunos se encontram incluídos (escalão A ou B) correspondendo ao 1º e 2º escalões cuja comparticipação corresponde a 100% ou 50% respectivamente, do valor da refeição bem como do subsídio para livros e material escolar. 1.2) O abono de família atribuído pela Segurança Social é calculado com base nos rendimentos apresentados no segundo ano civil anterior ao ano letivo que se inicia, devendo-se fazer prova através de declaração emitida pela Segurança Social ou quando se trate de trabalhador da Administração Pública, pelo serviço processador. 1.3) No caso de serem entregues declarações Segurança Social direta as mesmas deverão ser validadas no ato da impressão. No caso de serem remetidas fotocópias das declarações da Segurança Social deverão estas ser validadas pelo Agrupamento com menção de conformidade com o original. 1.4) Aos alunos com necessidades educativas especiais de caráter permanente com programa educativo individual, será atribuído diretamente escalão A (sendo necessário apresentar declaração de incapacidade e relatório do Agrupamento). 1.5) Aos alunos portadores de doença oncológica desde que devidamente comprovada será atribuído diretamente escalão A.

4 1.6) Estudantes a cargo de Instituições Deverá a Instituição apresentar comprovativo da situação do aluno através de documento autenticado, sendo estes classificados com escalão A. 1.7) No caso de agregados familiares abrangidos pelo Rendimento Social de Inserção, os respetivos alunos devem ser classificados com escalão A mediante apresentação de comprovativo da situação emitida por órgão oficial. 1.8) Sempre que um aluno carenciado seja transferido de escola, terá direito de novo ao montante correspondente ao escalão em que estava inserido, desde que os manuais escolares não sejam os adotados na escola de origem. 1.9) Os agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas devem em caso de dúvida sobre os rendimentos auferidos, desenvolver diligências que considerem adequadas ao apuramento da situação socioeconómica do agregado familiar do aluno e participá-lo às entidades competentes, no sentido de corrigir a situação. 2) SITUAÇÕES EXCEPCIONAIS 2.1) Os alunos oriundos de agregados familiares posicionados no escalão B em que um dos progenitores se encontre em situação de desemprego involuntário há três ou mais meses (desde que devidamente comprovada) são reposicionados no escalão A enquanto durar a situação. 2.2) Os alunos oriundos de agregados familiares trabalhadores por conta própria, que se encontrem inscritos no Centro de Emprego e em situação de desemprego há três ou mais meses (desde que devidamente comprovada) são posicionados no escalão A enquanto durar a situação.

5 2.3) A prova da situação de desemprego é efetuada por meio de documento emitido pelo Centro de Emprego. 2.4) Têm direito a beneficiar dos apoios previstos os alunos oriundos de agregados familiares que se encontrem em Portugal em situação de regularização, matriculados condicionalmente desde que comprovados através dos seguintes documentos: Bilhete de identidade do agregado familiar; Declaração de IRS e respetiva nota de liquidação; Recibos de vencimentos de todos os elementos ativos que compõem o agregado familiar; Declarações de acordo com os casos devidamente preenchidas e assinadas: Doméstica não exercendo atividade remunerada; Trabalhadora doméstica com atividade remunerada; Trabalhador por conta própria sem declaração de IRS; Em caso de desemprego declaração do Centro de Emprego a atestar a situação. Para o cálculo de capitação aplica-se o modelo utilizado para a determinação do escalão do abano de família de acordo com a Lei 176/2003 de 2 de Agosto. 2.5) Os pedidos excecionais de apoio devem vir devidamente fundamentados e acompanhados, pelo parecer de instituições avalizadas devendo os processos ser analisados individualmente e na especificidade, remetendo-se para o despacho do Ministério da Educação que regula as condições de aplicação das medidas de ação social escolar, nas modalidades de apoio alimentar, auxílios económicos destinado aos alunos do ensino básico (1º ciclo). 2.6) Os alunos que não beneficiem da Ação Social Escolar mas que estejam integrados em agregados familiares socioeconomicamente desfavorecidos (desde que comprovado) e que sejam sinalizados pela Direção do Agrupamento como situação de carência alimentar, ficarão isentos do pagamento da refeição. 2.7) Sempre que se verifique alteração da situação socioeconómica do agregado familiar o processo poderá ser reavaliado sendo para o efeito necessário apresentar os seguintes documentos: Declaração atualizada do Centro Regional da Segurança Social;

6 Recibos de vencimento (dois meses antecedentes ao pedido de análise) do agregado familiar em atividade; Nota de liquidação do IRS. 3) CANDIDATURAS 3.1) Os boletins de candidatura para a concessão de Auxílios Económicos são remetidos aos Agrupamentos de Escolas, devendo os mesmos serem distribuídos pelos encarregados de educação para os devidos efeitos. 3.2) Os encarregados de educação devem ficar com um comprovativo dos documentos entregues no ato da candidatura no respectivo Agrupamento. 3.3) Todas as declarações prestadas nos requerimentos são da inteira responsabilidade dos encarregados de educação e comprovadas pelos mesmos. 3.4) A receção de candidaturas à ação social escolar decorre até 31 de Outubro. Entre 1 de Novembro e 31 de Dezembro os alunos candidatos apenas beneficiam do serviço de refeições. Excecionalmente durante o restante ano, caso ocorram alterações que visem a sua reavaliação. 3.5) Para efeitos de candidatura à ação social escolar deverá a declaração da Segurança Social respeitar o ano civil em curso. As revisões de escalão para efeitos de refeição ocorrem no início de cada ano civil, em consequência da revisão efetuada pela segurança social e são alvo de alteração de posicionamento quando solicitado pelo encarregado de educação, acompanhado de declaração da segurança social atualizada. A mesma deverá ser entregue até ao dia 20 de cada mês, e a alteração de escalão produzirá efeito no primeiro dia útil do mês seguinte. 3.6) No que respeita ao pagamento do serviço de refeições, o mesmo deverá ocorrer até ao dia 8 de cada mês, através da Plataforma de Gestão da Educação (PGE) e de acordo com o preconizado nas Normas de funcionamento do serviço de refeições escolares da Câmara Municipal de Sesimbra.

7 4) DISPOSIÇÕES FINAIS 4.1) Os valores relativos aos auxílios económicos, nomeadamente valor das refeições, subsídios para livros e material escolar, corresponde ao estipulado anualmente pelo Ministério da Educação e Ciência em despacho a publicar em Diário da República, no início de cada ano letivo. 4.2) Será aprovado anualmente um Anexo às presentes Normas onde constarão os valores relativos aos auxílios económicos. 4.3) O equipamento contra a Chuva e Frio de acordo com o art.º 18ª do Decreto-lei Nº 399-A/84 de 28 de Dezembro deverá ser constituído em espécie, casaco ou botas em alternativa, atribuído exclusivamente aos alunos beneficiários de escalão A, que não o tenham recebido no ano letivo anterior ao corrente. Apenas os alunos oriundos de agregados abrangidos pelo Rendimento Social de Inserção poderão receber ambos desde que devidamente comprovada a necessidade pela direção do Agrupamento. 5) CASOS OMISSOS Compete à Câmara Municipal de Sesimbra resolver as situações omissas nas presentes normas.

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