PROJETO DE ANIMAÇÃO SOCIOEDUCATIVA

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1 PROJETO DE ANIMAÇÃO SOCIOEDUCATIVA Agrupamento de Escolas do Bonfim Portalegre, 17 março 2014 Projeto de: Beatriz André

2 Índice Visão geral DESCRIÇÃO DO PROJETO Público-alvo Número de participantes Datas da atividade Dias e horários da atividade Local Preço OBJETIVOS Objetivo geral Objetivos específicos METODOLOGIA Divulgação da atividade Processo de inscrições Atividade com as crianças RECURSOS Recursos humanos Recursos materiais IMPACTO ESPERADO AVALIAÇÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

3 VISÃO GERAL Ao longo dos tempos, tem-se vindo a discutir uma definição para a Animação Sociocultural (ASC). Sabe-se que tradicionalmente, o âmbito de animação sociocultural foi edificado e conceptualizado a partir de uma reflexão centrada, prioritariamente, na ação (TRILLA, 1997, p.135). Contudo, o facto de existirem várias definições e conceitos sobre ASC, dá-nos a total liberdade de estruturarmos, a nós enquanto animadores, o nosso próprio conceito de ASC. Tendo por base as palavras de Avelino Bento (2003, p.118) e depois de alguns estudos à volta dos conceitos de ASC e de trabalhar na área há já alguns anos, segundo o meu ponto de vista, a ASC deve atuar de forma a garantir o desenvolvimento da comunidade através do indivíduo, garantindo assim a mudança social. Enquanto animadora, devo procurar agir num processo que implique o crescimento social, cultural, educativo e artístico, tendo como ponto de partida a participação do outro. É no seguimento do meu conceito de ASC que surge a elaboração deste projeto de animação para o Agrupamento de Escolas do Bonfim. Primeiramente, não podemos confundir educação com escolaridade, visto que, antes de existirem escolas, já existiam práticas educativas, uma vez que a educação surge como permanente e comunitária. Quer isto dizer que a educação é um meio de ligação do indivíduo à comunidade, o que lhe proporciona a comunicação promovendo a expressividade, a criatividade e a confiança. Assim, o sistema educativo atual deve tornar possível a coabitação da educação formal, não formal e informal. Tendo em conta que a educação é condicionada e condiciona a sociedade, tornase necessário a existência de uma relação próxima entre o plano educativo e o plano social. É nesta interação entre sociedade e educação que a animação deve assumir um papel de participação/ação. Assim, a Animação Sociocultural apresenta-se como um movimento de Educação Social que, tomando como finalidade a dinamização social, persegue a consciencialização e a participação, gerando ou estruturando processos/iniciativas estáveis e autónomas onde a comunidade esteja amplamente envolvida. Por isso, abrem-se novos espaços e hipóteses de trabalho na área da Animação Socioeducativa, que se traduzem na ligação desta a uma inovadora tecnologia 2

4 educativa que articula, cruza e partilha saberes referentes aos diferentes espaços educativos, formal, não formal e informal, a partir da utilização de diferentes técnicas, nomeadamente: teatro, expressão dramática, expressão musical, expressão plástica e jogos. Só assim, a Animação Socioeducativa poderá contribuir para elevar o sucesso formal, permitindo uma motivação adicional para o estudo de matérias normalmente consideradas pouco atrativas. (LOPES, 2006, p.389) Segundo Marcelino Lopes (2003, p. 395) a educação constitui algo mais do que proporcionar conhecimentos, esta deve estar vinculada à vida e comprometida com o desenvolvimento global do ser humano e com os seus diferentes ciclos de crescimento. Durante a sua vida o ser humano depara-se com cinco tempos que constituem o centro da sua vida quotidiana (Lluull, 2001), o tempo de necessidades básicas (dormir, alimentação e higiene pessoal), o tempo de trabalho produtivo (por conta própria, por conta da outrem, trabalho em tempo total e trabalho parcial), o tempo de estudo (instituição escolar, estudo em casa, formação profissional, preparação para o trabalho, biblioteca e ações de reciclagem), o tempo destinado a atividades sociais, cidadania e de apoio familiar (trabalhos domésticos, cumprimento de obrigações fiscais, acompanhar os filhos à escola ) e por fim o tempo livre liberto (ócio, o tempo gerido livremente após a satisfação dos outros quatro tempos). No seguimento das reflexões efetuadas surge este projeto de Animação Socioeducativa, com o intuito de oferecer um programa de atividades às crianças que se encontram em período de férias escolares. Assim, pretende-se unir a escola ao tempo livre da criança de forma a proporcionar-lhe umas férias lúdicas, criativas, sociáveis, educativas e participativas. 3

5 1.DESCRIÇÃO DO PROJETO O projeto Aprender Brincando no Bonfim é uma atividade complementar à vida escolar que tem como objetivo principal oferecer às crianças do 1ºciclo um programa de atividades de tempos livres na escola Público-alvo Este projeto destina-se a crianças do 1ºciclo, isto é, dos 6 aos 10 anos de idade, que vivam no concelho de Portalegre. É de salientar que os alunos inscritos nas escolas pertencentes ao agrupamento têm prioridade Número de participantes O número de participantes será de 20 participantes com uma margem de mais 5 alunos. A seleção dos participantes será feita por ordem de chegada das inscrições Datas da atividade A atividade tem a duração de duas semanas. A primeira semana decorrerá de 7 a 11 de abril de 2014 e a segunda semana de 14 a 17 de abril de Dias e horários da atividade A primeira semana da atividade decorrerá de segunda a sexta-feira das 9h às 17h30 e a segunda semana de segunda a quinta-feira das 9h às 17h Local O projeto irá ser implementado na sede do agrupamento, mais propriamente no Bloco A da escola em questão, possivelmente poderá ser solicitado para o desenvolvimento de algumas atividades o pavilhão da escola e o pátio. 4

6 Os espaços do Bloco A que irão ser mais ocupados serão a sala de convívio, o refeitório, a biblioteca, a sala A8 (anfiteatro) e possivelmente uma sala de computadores (A16, por exemplo) Preço O preço por participante varia consoante a semana, visto que, na segunda semana não haverá atividade na sexta-feira. A primeira semana terá um custo de 30 por participante e a segunda de 25 por participante. 5

7 2.OBJETIVOS 2.1. Objetivo geral O objetivo geral deste projeto está diretamente relacionado com a importância de elaborar uma atividade complementar à escola, que vise a participação do aluno no meio escolar sob um ponto de vista diferente Objetivos específicos Abrir a escola a toda a comunidade; Dar a oportunidade das crianças descobrirem/conhecerem a escola sede do agrupamento, escola que, possivelmente, virão a frequentar; Criar um clima e um dinamismo no seio do estabelecimento de ensino; Criar uma nova arte de viver baseada na relação/interação; Promover trocas e favorecer relações; Encontrar a socialização a partir da envolvência com os outros e de programas que a promovam dentro de processos criativos; Promover processos de aprendizagem, improvisação e espontaneidade; Criar atividades geradoras de uma dinâmica, fruto de uma interação resultante da ação; Promover atividades que estimulem e desenvolvam a criatividade, a imaginação, a confiança, a interação, a participação e a comunicação (desenvolvimento pessoal e social); Desenvolver os talentos e as capacidades artísticas e criativas das pessoas, através da sua prática (atividades artísticas não profissionais); Privilegiar a capacidade expressiva, a capacidade de participar em público e o sentido crítico; Criar uma participação mediante a qual todos os atores protagonistas têm papéis principais e não secundários; Fazer renascer o sentimento de liberdade sem constrangimentos e repressões; 6

8 Não contemplar a existência de dominantes e dominados, antes pessoas envolvidas num processo onde exista responsabilidade assumida coletivamente; Assentar numa conceção que contemple a educação para a vida e com a vida, e não formar a partir de formas previamente idealizadas e programadas; Promover o conhecimento sobre a herança cultural, o apreço pelas artes e pelas realizações e inovações científicas; Promover uma componente lúdica que faça com que o prazer da ação se manifeste na alegria de participar, num clima de confiança, em atividades portadoras de satisfação e promotoras de um permanente estado de convívio. 7

9 3.METODOLOGIA 3.1. Divulgação da atividade Depois do projeto aprovado, irá proceder-se à elaboração de cartazes de informação da atividade, que serão distribuídos pelas escolas do agrupamento e pela cidade de Portalegre. Também irão ser elaborar flyers para que cada aluno possa levar a informação para casa. A divulgação também será feita a partir da página de internet do agrupamento e de algumas redes sociais. É de salientar que nas escolas das freguesias, pertencentes ao agrupamento, para além do cartaz e flyers também irão ser deixadas fichas de inscrição Processo de inscrições O processo de inscrições começa a partir do momento em que a informação sair para a rua. As inscrições serão feitas na secretaria da Escola Básica Cristóvão Falcão de 24 a 31 de março de No ato da inscrição os encarregados de educação terão de preencher a ficha de inscrição destinada à atividade, entregar uma fotocópia do seu cartão de cidadão (ou bilhete de identidade e cartão de contribuinte), tal como, o cartão de cidadão do seu educando (ou bilhete de identidade e cartão de saúde). Não esquecendo que a seleção é feita por ordem de chegada e que os alunos inscritos nas escolas do agrupamento têm prioridade, no dia 1 de abril proceder-se-á à seleção, verificando quais os alunos que estão inscritos, primeiramente, que pertencem ao agrupamento e posteriormente quais os alunos que estão inscritos que pertencem a escolas fora do agrupamento. Neste mesmo dia os pais serão informados telefonicamente. Os dias 2 e 3 serão destinados ao pagamento das inscrições dos selecionados, de forma a garantir a sua participação. No caso dos selecionados não efetuarem o pagamento até dia 3 às 17h30, proceder-se-á nesse mesmo dia ao contacto com os pais dos alunos que ficaram listados a seguir. 8

10 Depois do pagamento ter sido efetuado, ao encarregado de educação será entregue um recibo provisório que comprova a entrega dos documentos solicitados, o pagamento efetuado e a participação do seu filho na atividade. Também irá ser entregue aos pais um Guia que se destina à apresentação de possíveis atividades que irão ser realizadas e algumas normas de funcionamento da atividade. É de salientar que o recibo definitivo será entregue aos pais, no final de cada semana e que o preço de participação já inclui o seguro de proteção de cada criança e possíveis materiais que as crianças irão necessitar durante a atividade Atividade com as crianças A atividade irá decorrer das 9h às 17h30 durante as duas semanas, mas salientase o facto de uma monitora estar presente 15 minutos antes da entrada. Durante este período as crianças ficarão entregues a duas monitoras com formação adequada à atividade. As atividades serão desenvolvidas de acordo com uma planificação elaborada pelas monitoras e nela constarão atividades de expressão plástica, jogos dramáticos e musicais, jogos tradicionais, jogos cognitivos, ginástica (com coreografia), hora do conto, experiências, dança, cinema, costura e visitas culturais e pedagógicas. É de salientar que esta planificação pode ser alterada segundo a avaliação feita, durante o dia, acerca das preferências dos participantes. Sempre que houver uma dinâmica fora da escola os encarregados de educação serão informados com antecedência. No que diz respeito à alimentação os participantes devem, trazer garrafa de água, lanche para meio da manhã, lanche para a tarde e almoço, no caso de querer que o seu educando almoce na atividade. Os participantes devem, trazer roupa prática, chapéu e, com aviso das monitoras, aventais e manguitos. Os participantes não devem trazer telemóveis, playstation e/ou objetos valiosos. Sempre que quiserem trazer um objeto de casa solicita-se que as monitoras sejam informadas. 9

11 4.RECURSOS 4.1. Recursos humanos Os recursos humanos necessários ao desenvolvimento desta atividade serão duas monitoras, auxiliares de educação e professores que se mostrem interessados em participar na atividade 4.2. Recursos materiais Relativamente aos recursos materiais, estes variam consoante as dinâmicas, mas os materiais indispensáveis são mesas, cadeiras, micro-ondas, talheres, guardanapos, rádio, computador, projetor, fotocopiadora, máquina fotográfica, esferográficas, canetas de feltro, lápis de carvão, borrachas, lápis de cor e de cera, folhas brancas, livros, etc. 10

12 5.IMPACTO ESPERADO Com este projeto espera-se que tanto os pais como as crianças fiquem satisfeitas com a atividade de interrupção letiva que lhes foi oferecida, que consigam perceber o quanto é importante para o desenvolvimento das crianças haver atividades bem projetadas, mesmo que sejam de tempos livres e que consigam ver que os seus filhos tiveram umas férias repletas de várias dinâmicas com que podem ocupar os seus tempos livres, fugindo dos instrumentos habituais. Espera-se atingir os objetivos propostos, de forma a verificar se a escola também é um local favorável a atividades desta natureza. Deseja-se que o agrupamento queira continuar a oferecer este tipo de atividade futuramente, de forma a dinamizar mais ainda o meio escolar. Acredita-se que se verifique a importância da animação sociocultural e socioeducativa no meio escolar e que se comprove que no sistema educativo atual é possível coabitar da educação formal, não formal e informal. 11

13 6.AVALIAÇÃO A avaliação, na sua grande maioria, será realizada a partir da observação e todos os dias irá desenvolver-se um diálogo de avaliação com os participantes. Um outro tipo de avaliação será feita a partir de um texto reflexivo, que as monitoras irão solicitar aos pais de cada participante no final da semana. 12

14 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BENTO, Avelino. Teatro e Animação outros percursos do desenvolvimento sociocultural no Alto Alentejo, Lisboa, Edições Colibri, LOPES, Marcelino de Sousa. Animação Sociocultural em Portugal, Chaves, Intervenção - associação para a divulgação cultural, TRILLA, Jaume. Animação Sociocultural Teorias, Programas e Âmbitos, Lisboa, Editorial Ariel,

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