ATENÇÃO PEDAGÓGICA À MATERNIDADE

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1 ATENÇÃO PEDAGÓGICA À MATERNIDADE BARROSO, Niura Bicalho 1 - SEEDPR REIS, Cátia Regina Collodel 2 - SEEDPR BOROX, Soeli Cleonice 3 - SEEDPR MAIOCHI, Zilda Benkendorf 4 - SEEDPR Resumo Grupo de Trabalho - Didática: Teorias, Metodologias e Práticas Agência Financiadora: não contou com financiamento A Atenção Pedagógica à Maternidade é um trabalho desenvolvido pelo Serviço de Atendimento à Rede de Escolarização Hospitalar da Secretaria de Estado de Educação do Paraná, no Hospital de Clínicas SAREH - SEED/PR Curitiba, desde Este projeto tem como justificativa a observação de grande número de adolescentes gestantes atendidas neste hospital. O objetivo é de orientar sobre o amparo legal e o direito de continuidade à escolarização durante a licença maternidade. Pretende-se também refletir sobre temas envolvendo sexualidade, planejamento familiar, métodos contraceptivos e melhoria de qualidade de vida. Atualmente verifica-se a necessidade de estendê-lo às gestantes em geral, diante do interesse dos visitantes, pais e familiares, presentes no alojamento conjunto da maternidade, em participar deste processo. A metodologia de pesquisa e sua análise são qualitativas, com os recursos: anamnese; questionário sócio econômico; palestra; entrega de folders. O aconselhamento educativo visa minimizar os riscos e a vulnerabilidade a que as adolescentes estão sujeitas, pois acredita-se que a educação é a melhor ferramenta para que essas pessoas compreendam a importância tanto do planejamento familiar quanto dos 1 Licenciada em Pedagogia UFJF/MG. Especialização em Organização do Trabalho Pedagógico UFPR; Psicopedagogia Centro Universitário Campos de Andrade/Curitiba/PR; Especialização em Gestão do Cuidado, Escola que Protege UFSC. Coordenadora Pedagógica do SAREH-HC/SEED/ PR. 2 Licenciada em Filosofia UFPR. Especialização em História e Cidade UFPR. Docente do SAREH/HC/SEED-PR. 3 Licenciada em Ciências Biológicas UFPR. Especialização em Metodologia do Ensino Superior e em Análise Ambiental - UFPR. Docente do SAREH-HC/SEED/PR. 4 Licenciada em Pedagogia e Letras UFPR. Especialização em Metodologia do Ensino IBPEX; Plano de Desenvolvimento Educacional do Estado do Paraná: Fundamentos Históricos e Conceituais de Ensino e Avaliação das Aprendizagens Escolares. Coordenadora do SAREH/SEED/PR no Centro de Reabilitação Ana Carolina Xavier.

2 26781 métodos contraceptivos, além de ir ao encontro dos princípios da humanização previsto no PNH Plano Nacional de Humanização. (BRASIL, 2010). Palavras-chave: Adolescência. Maternidade. Vulnerabilidade. Contraceptivos. Introdução A realidade em que estamos inseridas - Hospital de Clínicas de Curitiba, da Universidade Federal do Paraná, como professoras e pedagoga do Serviço de Atendimento à Rede de Escolarização Hospitalar da Secretaria Estadual de Educação do Paraná SAREH - SEED/PR, viabilizou desenvolver reflexões pertinentes à necessidade da Educação e Saúde. O serviço acima mencionado tem por objetivo, o atendimento educacional aos alunos pacientes, que se encontram impossibilitados de frequentar a escola devido ao internamento ou tratamento de saúde. Este permite a continuidade dos estudos e a inserção ou a reinserção em seu ambiente escolar. O Projeto Pedagógico Hospitalar foca o educando num momento diferenciado de sua vida quando se encontra fragilizado pela doença, mas, não impossibilitado de continuar sua trajetória escolar, segundo Mattos; Muggiati (2001). O projeto, Atenção pedagógica à Maternidade, é uma das atuações do SAREH no Hospital de Clínicas de Curitiba e justifica-se, pelo fato de observarmos um grande número de gestantes e mães adolescentes nessa maternidade. Percebe-se que a Escolarização Hospitalar muito pode ajudar no acompanhamento à gravidez precoce, realizando orientações sobre amparo legal quanto ao direito de continuidade à escolarização, licenças maternidade e saúde, além de informações sobre planejamento familiar, sexualidade e métodos contraceptivos. No ano de 2009, iniciou-se este projeto, atendendo somente às mães adolescentes. Porém, no ano de 2012 foi estendido a uma nova população, devido ao interesse das mães em geral, assim como os pais e familiares presentes na enfermaria do alojamento anexo à maternidade. Os dados obtidos para análise são referentes ao ano de 2012, sendo que o número de mães e gestantes atendidas totalizou trezentos e trinta e quatro (334) mulheres. Para o desenvolvimento dessas atividades, contamos com uma equipe formada por uma professora da área de Ciências Exatas, com formação em Biologia; uma professora da área de Ciências Humanas com formação em Filosofia e uma Pedagoga, com formação em Psicopedagogia. Quanto aos recursos pedagógicos, são realizados diálogo; palestras com orientações e informações sobre amparo legal em relação aos direitos da mulher gestante e sua continuidade à escolarização quando estudante. As palestras acontecem nos quartos do

3 26782 alojamento conjunto à maternidade e os materiais utilizados são textos e vídeos, produzidos pelas professoras. O objetivo do projeto é informar ao maior número possível de familiares e às próprias gestantes, mães, jovens e adolescentes sobre o cuidado e auto cuidado com o corpo; direitos da mulher gestante; planejamento familiar; métodos contraceptivos e desta forma, promover a melhoria da qualidade de vida e cidadania a estas pessoas. Esta iniciativa vem ao encontro das necessidades de atenção e cuidado na maternidade. Observamos que há recomendações voltadas para o conhecimento obstétrico, ginecológico, aleitamento materno e atividades de puericultura. Quanto à prevenção da gravidez precoce, não existia um aconselhamento sistemático, conforme informações obtidas no setor competente. Notamos ainda que muitas jovens estavam em sua segunda gravidez, necessitando assim de atenção quanto aos aspectos de planejamento familiar e métodos contraceptivos. Sendo assim, este trabalho está voltado aos princípios de humanização dos hospitais, previstos no Plano Nacional de Humanização, que preconiza as dimensões do comprometimento em saúde, que é prevenir, cuidar, proteger, tratar, recuperar, promover, enfim, produzir saúde. Trabalho pedagógico na maternidade em diferentes áreas do conhecimento Ciências exatas e biológicas Na área de Ciências, o trabalho é desenvolvido com o objetivo de proporcionar a compreensão de: como ocorre a ovulação e a fecundação do óvulo para dar origem a outro ser; as formas de evitar a fecundação do óvulo pelo espermatozóide através dos vários métodos contraceptivos apresentados; as vantagens e desvantagens dos métodos. Com a introdução destes temas, pretende-se contemplar as Diretrizes Curriculares de Biologia da Secretaria de Estado do Paraná. Estes conteúdos escolares estão divididos em: conteúdos estruturantes - a organização dos seres vivos; conteúdos básicos - a anatomia, morfologia e fisiologia, Paraná (2008, p. 74) e que permitem então a compreensão sobre o sistema reprodutor humano, dentre outros. Iniciamos a intervenção, salientando que os métodos contraceptivos auxiliam o casal a evitar gravidez em momentos indesejados e que ter filhos exige responsabilidade, por isso, a importância do planejamento familiar.

4 26783 De acordo com Amar e Ribeiro (1990), o planejamento familiar não significa ter menos ou mais filhos ou, não ter filhos, deve ficar claro aos casais que os mesmos podem decidir sozinhos e por vontade própria como irão constituir suas famílias. Quando os alunos pacientes compreendem essa informação, significa que terão mais autonomia para decidir se irão ou não conceber mais filhos, e isso, é a função da educação hospitalar: auxiliar na formação dos educandos. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece oito opções de métodos contraceptivos para que as mulheres possam escolher a maneira mais confortável de planejar quando, como e, se terão filhos. O Ministério da Saúde tem reforçado políticas de planejamento familiar ao proporcionar o acesso aos diversos métodos, como a distribuição de preservativos, pílulas anticoncepcionais, incentivando a laqueaduras e vasectomias quando existe a indicação médica e, além disso, as mulheres podem optar por injeções mensais, trimestrais, minipílulas, diafragma, métodos emergenciais como a pílula do dia seguinte, entre várias outras modalidades. (BRASIL, 2012). As ações dos métodos contraceptivos existentes são: métodos que inibem a ovulação; métodos de barreira que impedem ou dificultam a fecundação; métodos irreversíveis; entre outros, conforme descritos abaixo: a) Métodos que inibem a ovulação: anticoncepcional oral (pílula); implante subdérmico e injetáveis 1. anticoncepcional oral (pílula): este anticoncepcional contém geralmente uma combinação de hormônios sintéticos semelhantes ao estrógeno e a progesterona e deve ser usado com orientação médica. A vantagem é que é um método seguro e também reduz a ocorrência de forte sangramento menstrual e as cólicas. As desvantagens: a mulher não pode esquecer-se de tomar a pílula diariamente; podem acontecer efeitos indesejáveis (hipertensão arterial, vertigens, náuseas e vômitos). Estes anticoncepcionais devem ser evitados por fumantes, pessoas com doenças cardiovasculares, diabetes, doenças renais, pulmonares e hepáticas graves; 2. anticoncepção de emergência (ou pílula do dia seguinte): são duas pílulas tomadas no máximo até setenta e duas (72) horas após a relação sexual, com intervalo de 12h. Contém altas doses de levonorgestrel, que inibem a ovulação e dificultam a

5 26784 implantação do embrião. Só devem ser ingeridas de acordo com a prescrição médica. Não devem ser utilizadas regularmente; 3. injeções: podem ser mensais (feitas com estrogênio e progesterona) ou trimestrais (só com progesterona). Os hormônios agem como os da pílula, mas são absorvidos lentamente pela corrente sanguínea; 4. adesivo: é um método de contracepção constituído por um adesivo fino e impregnado de hormônios e são continuamente transferidos através da pele para a corrente sanguínea. É constituído por três adesivos, que se colocam um por semana, durante três semanas consecutivas, seguindo-se uma de descanso. A Vantagem é que o adesivo permite levar uma vida normal; tomar banho e fazer exercício físico. Tem como desvantagens o fato de poder descolar da pele e não ser percebido pela usuária deste método, trazer efeitos indesejáveis hipertensão arterial, vertigens, náuseas e vômitos. Este método deve ser evitado por fumantes, pessoas com doenças cardiovasculares, diabetes, doenças renais, pulmonares e hepáticas graves. b) Os métodos de barreira impedem ou dificultam a fecundação, são eles condom (camisinha) masculino e feminino; DIU Dispositivo Intrauterino; diafragma e espermicida. 1. a camisinha feminina: se usada corretamente é um método muito seguro, além de evitar doenças sexualmente transmissíveis; protege contra várias, inclusive a AIDS e também evita as doenças do colo do útero. Tem como desvantagem, o preço que é três vezes maior que a da camisinha masculina; 2. a camisinha masculina: também chamada de Condom, camisinha-de-vênus ou preservativo. Tem as seguintes vantagens: se usado corretamente é um método muito seguro e com preço acessível; protege contra doenças sexualmente transmissíveis, inclusive a AIDS e também evita as doenças do colo do útero; pode ser usado por adolescentes. Como desvantagem, é bom salientar que é preciso usar uma camisinha nova em cada relação sexual e saber colocá-la de forma correta evitando que possa se romper durante a relação sexual; 3. o DIU Dispositivo Intrauterino: é um instrumento de plástico ou metal, introduzido dentro do útero pelo médico. Este pequeno aparelho dificulta a

6 26785 continuidade da fecundação.tem a vantagem de poder ser usado sem substituição por muitos anos; não exige preocupação para o ato sexual e é relativamente barato. Tem como desvantagem o fato de poder haver rejeição por parte do organismo. Podem acontecer efeitos secundários como: pequeno sangramento, cólicas, inflamações nos órgãos sexuais internos e corrimento, que cessam com a retirada do DIU; 4. os espermicidas contêm substâncias que bloqueiam a atividade dos espermatozóides. Os espermicidas também são encontrados na forma de comprimidos ou espumas, mas não apresentam muita eficiência quando utilizados sozinhos; 5. o diafragma: é um pequeno anel flexível recoberto por uma película de borracha ou silicone que é colocado pela mulher dentro da vagina antes da relação sexual. As vantagens são: ajuda a conhecer melhor o próprio corpo; não interfere no ciclo menstrual e nem causa danos à saúde; pode ser usado por adolescentes; protege contra doenças do colo do útero; podem durar anos. Este método tem desvantagens por ser relativamente caro; ter um tempo definido para permanecer na vagina no mínimo oito horas depois da relação sexual; pode interferir na espontaneidade sexual, por ter que ser colocado antes da relação. c) Os métodos considerados irreversíveis (esterilização cirúrgica) são a laqueadura e vasectomia 1. a laqueadura tubária ou ligadura de trompas: são métodos simples, em que se corta e amarra as trompas interrompendo o caminho para os espermatozóides irem de encontro ao óvulo. Há várias formas de laqueadura: através de corte horizontal logo abaixo do umbigo; através da vagina, sem qualquer corte externo; pode também ser em conjunto com uma cesariana; 2. a vasectomia: é realizada com anestesia local. O médico faz um pequeno corte de cada lado da pele do saco escrotal, interrompendo os canais deferentes. As vantagens da ligadura de trompas e vasectomia é que são métodos muito seguros e não interferem no prazer. Estes métodos têm como desvantagens algumas probabilidades de problemas pós- operatórios e são métodos irreversíveis.

7 26786 d) Outros métodos que existem são: tabelinha; observação do muco; observação da temperatura; coito interrompido; ducha vaginal 1. tabelinha: usa-se o calendário para calcular o período fértil; 2. observação do muco: chama-se também método billing que consiste em observar o muco produzido no período fértil, que sai pela vagina, semelhante à clara de ovo cru. É sinal que a ovulação está acontecendo; 3. observação da Temperatura: consiste em observar a temperatura corporal. A temperatura normal das pessoas é (36 a 36,5 ). No período fértil ela aumenta um pouco (36,9 ). Tem como vantagens: não tem custo, ajuda a conhecer o próprio corpo; não faz uso de produtos químicos; em geral é bem aceitos. Tem como desvantagens: exigem grande disciplina do casal; exige períodos de abstinência sexual; falha elevada devido à instabilidade da ovulação; baixa eficácia; 4. coito interrompido: consiste em retirar o pênis da vagina antes da ejaculação. É um método pouco seguro, pois antes da ejaculação ocorre saída de espermatozóides em grande número, além disso, o autocontrole é quase impossível para o homem; 5. ducha vaginal: é a lavagem da vagina imediatamente após a relação sexual, com água ou soluções espermicidas de ácido láctico ou vinagre, que removem e matam os espermatozóides. Sua eficácia é baixíssima; 6. Essas são as orientações às mães, pais e familiares passadas pela professora de Ciências. Área de Ciências Humanas Na área de Ciências Humanas, a abordagem é sobre ética e moral, onde se faz uma reflexão sobre os elementos constituintes do campo ético, tais como valores, deveres, liberdade, vontade, desejo, consciência, meio, fim, responsabilidade e autonomia. As palestras conduzem ao reconhecimento das relações intrínsecas entre desejo, subversão, vontade e razão para a determinação do agir moral. Estes conteúdos estão presentes também nas Diretrizes Curriculares de Filosofia da Secretaria de Estado de Educação do Paraná, contemplando os conteúdos estruturantes ética. Conteúdos básicos - ética e moral; razão desejo e vontade; liberdade; autonomia do

8 26787 sujeito e a necessidade de normas. Desta forma trabalha-se a complexidade do mundo contemporâneo com suas múltiplas particularidades e especializações Paraná (2008, p. 67). Conforme Arruda (1999), no caso da maternidade na adolescência, é possível não tratar nem como subversão nem como desejo, mas, possivelmente em eventualidade, negligência, inocência, sujeição e muitos outros fatores. No caso de maternidade precoce, a análise das falas de muitas garotas que engravidam na época da adolescência, se menciona intensamente o anseio de ter um filho/a, esperando que o status de mãe pudesse conduzi-las a uma valorização social. Esta, segundo o autor, pode mudar de acordo com a sociedade e a comunidade à qual a jovem está relacionada. Na abordagem do Planejamento Familiar, inicialmente trabalha-se o conceito de planejar levando-se em conta os aspectos financeiros, psicológicos, humanos, de saúde e éticos envolvidos no momento da decisão de ter ou não ter filhos; os direitos e deveres da mãe (como mulher e estudante); as dificuldades da mãe solteira ou sozinha, provedora da família e o uso consciente do corpo. Sobre os aspectos financeiros, salienta-se que é preciso analisar a situação de renda familiar, lembrando que as necessidades de uma criança demandam custos, desde a concepção até a maioridade. Em relação aos aspectos psicológicos e humanos, aborda-se a importância da preparação para a gravidez, incluindo segurança para tomada de decisões. Tudo isso envolve paciência e desenvolvimento da maturidade. Este aconselhamento engloba o saber em relação à saúde física e mental como também chama a atenção para certas doenças que trazem dificuldades para a mãe e para o bebê, tais como diabetes, hipertensão dentre outras. Diversos riscos e sintomas podem ser minimizados através do conhecimento de como evitar ou tratar, de alimentação adequada, de exercícios físicos e convivência em ambiente saudável. No domínio da ética em reprodução humana, desenvolve-se uma conversa sobre o direito da criança de nascer em ambiente seguro, de ser amada, bem alimentada, de ter um lar e receber educação. Para tanto, o casal, a mulher ou a família precisam dialogar e planejar a vida. Torna-se pertinente refletir sobre questões envolvendo a saúde de adolescentes, que ultrapassam a situação de maternidade. Pensar em ações preventivas, numa perspectiva de gênero se faz necessário, bem como a conversa sobre cuidados e atitudes em relação à saúde reprodutiva. Isto inclui, além do planejamento familiar, o conhecimento dos métodos

9 26788 contraceptivos e a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. O trabalho do SAREH com as mães, no alojamento conjunto da maternidade do Hospital de Clínica, tem a oportunidade de incluir nessa discussão tanto o adolescente masculino como também todos os membros da família, que porventura estejam presentes no momento das palestras. Orientação Pedagógica Enquanto aumentam os números de casos de gestação entre adolescentes, aumentam também o número de faltas das jovens mães nas salas de aula. A Secretaria de Estado da Educação em parceria com a Secretaria de Saúde mantém o Programa SAREH (Serviço de Atendimento à Rede de Escolarização Hospitalar). Além da educação em ambiente hospitalar, o SAREH vem desenvolvendo um trabalho de orientações e informações sobre a legislação que garante o direito da mãe adolescente permanecer na escola, sem que haja prejuízo no seu processo de escolarização. Entretanto as jovens começam faltando às aulas e geralmente abandonam a escola. Desta forma, esta iniciativa vem ao encontro a uma atitude de políticas afirmativas e inovadoras no estado do Paraná, segundo Menezes (2007). A família e/ou a adolescente são orientados, sobre a necessidade da continuidade dos estudos, porque mesmo sendo mãe também é estudante está em idade escolar, precisa continuar sua vida e voltar para escola o quanto antes. Esta necessidade se refere à questão legal - da obrigatoriedade dos pais ou responsáveis manterem os filhos menores de dezoito (18) anos matriculados na rede regular de ensino de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (BRASIL, 1990), assim como o acesso à escolarização visando melhoria da qualidade de vida desses jovens. Entre as orientações que são passadas à adolescente podem-se citar: o direito de receber tarefas domiciliares (trabalhos, atividades, provas, entre outras atividades) que são preparadas pelos professores e que, ela ou uma pessoa da sua família deverão retirar na própria escola; o direito de realizar essas atividades em casa; quando realizadas devem ser enviadas para equipe pedagógica dentro do prazo estipulado; a escola deve avaliar tais tarefas e convertê-las em notas para cálculo da média e isso assegura a permanência, continuidade no processo educativo sem prejuízos à mãe ou gestante.

10 26789 São informados também alguns direitos, como por exemplo, a licença maternidade. Para assegurar seu direito à licença maternidade, a mãe adolescente deve solicitar ao médico o atestado de noventa (90) dias, pois este é o documento que garante junto à escola e demais instituições a licença maternidade, de acordo com a Lei nº 6.202/75 que atribui à estudante em estado de gestação, o regime de exercícios domiciliares, instituído pela Lei nº 1.044/69. Fundamentação legal para a continuidade de estudos para a gestante e mãe A limitação legal dos adolescentes para o exercício de direitos é um dos temas que tem suscitado muitas dúvidas. Todas as legislações, seguindo a recomendação internacional, fixam faixas etárias ou condições para o seu exercício, considerando a idade, a saúde ou o desenvolvimento intelectual de determinadas pessoas, com fim de protegê-las. Giron (2010) descreve sobre a violência e seus contextos. Ressalta as violências e a rede de proteção como sistema de direitos. Podemos entender que a gravidez na adolescência pode ser considerada um tipo de violência, a negligência, na medida em que falta informação aos adolescentes, meninos e meninas. Assim, torna-se relevante ressaltar alguns desses direitos, presentes no Estatuto da Criança e Adolescente Lei n , de 13/7/1990: Art. 53 A criança e ao adolescente tem direito á educação, visando pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se lhes: [...]. Parágrafo 2 direito de ser respeitado por seus educadores; [...]. Capítulo VII Da Proteção Judicial, dos Interesses Individuais e coletivos. [...]. Art. 208 Regem-se pelas disposições desta Lei ás ações de responsabilidade por ofensa aos direitos assegurados á criança e ao adolescente, referentes ao não oferecimento ou oferta irregular. [...]. Parágrafo 1 do ensino obrigatório; [...]. Parágrafo 6 de serviço de assistência social, visando à proteção a família, à maternidade, à infância e à adolescência, bem como ao amparo às crianças e adolescentes que delem necessitem (BRASIL, 1990). Ainda se podem referendar os seguintes direitos: A Lei n.º 6.202/75 (gestante), de 17/04/1975: Atribui à estudante em estado de gestação o regime de exercícios domiciliares instituído pelo Decreto-lei nº 1.044, de 1969, e dá outras providências. [...]. O Art. 1º: A partir do oitavo mês de gestação e durante três meses a estudante em estado de gravidez ficará assistida pelo regime de exercícios domiciliares instituído pelo Decreto-lei número 1.044, 21 de outubro de [...]. Parágrafo único. O início e o fim do período em que é permitido o afastamento serão determinados por atestado médico a ser apresentado à direção da escola. [...]. Art. 2º Em casos excepcionais devidamente comprovados mediante atestado médico, poderá ser aumentado o período de repouso, antes e depois do parto. Parágrafo único. Em qualquer caso, é assegurado às estudantes em estado de gravidez o direito à prestação dos exames finais (BRASIL, 1975).

11 26790 Os direitos humanos visam à proteção integral do ser humano e firmam compromissos com adolescentes e jovens, adotando medidas específicas em prol da sua integridade física, psíquica e moral como exigências constitucionais. Gestante e mãe adolescente: uma breve reflexão Quando a mulher gestante é adolescente, ainda solteira ou provedora da família, o que fazer? De acordo com dados sobre vulnerabilidade, (AYRES et al, 2003, p. 117 apud LIMA et al, 2011, p. 225), o Brasil apresenta mais de 54 milhões habitantes com idade que varia entre dez (10) a vinte e quatro (24) anos, o que representa (30,3%) da população e, considerando tal idade, das mais importantes para as duas primeiras etapas da educação formal (ensinos fundamental e médio). Essa população, ainda de acordo com o autor, está exposta a riscos e relações de vulnerabilidade: Lima et al: Vulnerabilidade pode ser compreendida como a chance de exposição das pessoas ao adoecimento e, também, como resultante de um conjunto de aspectos não apenas individuais, mas também coletivos e contextuais, que estão relacionados com a maior suscetibilidade ao adoecimento e, ao mesmo tempo com maior ou menor disponibilidade de recursos de proteção. Sendo assim, as diferentes situações de vulnerabilidade dos sujeitos individuais e coletivos podem ser particularizados pelo reconhecimento de três componentes interligados o individual, o social e o programático ou institucional (AYRES et al, 2003, p.117, apud LIMA et al, 2011, p. 225). A pessoa vulnerável é aquela susceptível aos eventos naturais e humanos, como afirma uma pessoa vulnerável pode ser ainda aquele que rasga o ventre materno no momento do nascimento e numa ânsia pela sobrevivência, suga o afetuoso e quente seio da mãe; e, no processo de crescimento, esse pequeno ser, ainda vulnerável, caminha trôpego, mas decididamente ao lado do sonho de conhecer o mundo, porque acredita que o conhecimento o torna menos vulnerável do que quando do princípio do todo.[...]. Pode ser aquele que a cada dia, cresce, adapta-se à natureza, à sociedade, à violência, ao amor, consciente ou não da vulnerabilidade e da fragilidade da vida que guardada, num saco elástico de cútis, que pode em qualquer instante romper-se, por ser, também ela marcada, com o selo da susceptibilidade natural de tudo o que é vivente. (RODRIGUES, 2009 apud LIMA et al, 2011, p. 226). Adolescência, fase em que ainda se é vulnerável, é uma etapa intermediária do desenvolvimento humano, entre a infância e a fase adulta. Este período é marcado por diversas transformações corporais, hormonais e até mesmo comportamentais e por estar em desenvolvimento, considera-se um ser vulnerável. Não se pode definir com exatidão o início e

12 26791 o fim da adolescência (ela varia de pessoa para pessoa), porém, na maioria dos indivíduos, ela ocorre entre os (10 e 20) anos de idade, período definido pela OMS - Organização Mundial de Saúde, (BRASIL, 2007; 2005) e segundo o ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente começa aos (12) e vai até os (18) anos. (BRASIL, 1990). Muitas pessoas confundem adolescência com puberdade. A puberdade é a fase inicial da adolescência, caracterizada pelas transformações físicas e biológicas no corpo dos meninos e meninas. É durante a puberdade (entre 10 e 13 anos para as meninas e 12 e 14 anos para os meninos) que ocorrem alterações na produção hormonal e condições para a reprodução humana. Para a Organização Mundial de Saúde, a gravidez na adolescência é aquela que envolve a população até dezenove (19) anos. Mas, há considerações a esse respeito, pois o termo gravidez juvenil ou gravidez na juventude é mais amplo e engloba uma geração até vinte e quatro (24) anos. Para a maioria dos jovens há dificuldade de entendimento que essa seja uma etapa de transição e não de decisões definitivas. O ter filhos pode então assumir para muitos, a expressão de poder, de virilidade, uma compensação por outras faltas e exclusões (BRASIL, 2007; 2005). A gravidez não planejada na adolescência continua causando preocupações à sociedade, pois as adolescentes muitas vezes encontram-se despreparadas para enfrentar esse acontecimento. A gravidez continua tendo um papel parental biologicamente determinado, assim como o parto e a amamentação, podendo servir como um dos eventos socializadores da mulher, pois estabelece novas relações com as figuras parentais, amigos e familiares (EIRAS, 1983; KAHAHALE, 1997). Uma vez constatada a gravidez, se a família da adolescente for capaz de acolher o novo fato com harmonia, respeito e colaboração, esta gravidez tem maior probabilidade de ser levada a termo normalmente e sem grandes transtornos. O bem estar afetivo da adolescente grávida é muito importante para ela própria, para o desenvolvimento da gravidez e para a vida do bebê. A adolescente grávida, principalmente se solteira e sozinha, precisa encarar sua gravidez a partir do valor da vida que nela habita sentir segurança e apoio necessário para seu conforto afetivo, dispor de um diálogo esclarecedor e, finalmente, da presença constante de amor e solidariedade. Quanto à educação, a interrupção, temporária ou definitiva da escolaridade, poderá acarretar prejuízo no processo de educação formal repercutindo na qualidade de vida e nas

13 26792 oportunidades futuras. Não raro a adolescente se afasta da escola, frente à gravidez não planejada, quer por vergonha, quer por medo de reação de seus pares. Nos dias atuais, as funções de desenvolvimento psicossocial, formação escolar e preparação profissional são atribuídas na faixa etária dos (13 aos 24 anos) de acordo com a Organização Mundial de Saúde - OMS. (BRASIL, 2007; 2005). Considera-se que é preciso atingir a maioridade, terminar os estudos, ter trabalho e rendimentos próprios, para só então estabelecer uma relação amorosa duradoura e ter filhos. A gravidez e a maternidade ou paternidade na adolescência rompem com essa trajetória considerada natural e são vistas como problema e risco a ser evitado. A gravidez é um acontecimento da vida que não depende da idade da mulher (SARMENTO, 1990), podendo ocorrer a qualquer momento desde que haja as condições fisiológicas apropriadas para propiciá-la. Sendo assim a gravidez, a gestação e o nascimento do bebê são momentos de grandes transformações na vida da mulher, especialmente adolescente, que necessita do apoio familiar, médico, pedagógico, entre outros, para assegurar sua saúde biopsicossocial. Família e Escola Tanto a família, quanto a escola têm papéis importantes na formação da adolescente. A família deve mantê-la na escola, dialogar e cuidar, conforme preconiza o Estatuto da Criança e do Adolescente, (Lei de 13/07/1990). Segundo (CASTRO, ABRAMMOVAY, e SILVA, 2004) no livro Juventudes e Sexualidade, o discurso dos adultos, pais e professores, sobre a gravidez, maternidade e paternidade ocorrido entre jovens é considerado como questões fora do lugar e extremamente negativo para suas vidas. Tais argumentos advêm de um modelo ideal de juventude, esperando do ser jovem um ciclo de vida orientado para a diversão, relações sem compromissos de ordem econômico-familiar, estudo e preparo para os papéis de adulto. Para a escola fica a tarefa de ter projetos voltados para a educação e saúde tais como: orientações sobre planejamento familiar e palestras sobre prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, gravidez não planejada na adolescência, dentre outros. Altmann (2005) investigando a construção social da educação sexual em uma escola municipal do Rio de Janeiro ressalta que, devido às diferenças entre os corpos do homem e da mulher, as escolas têm focado suas práticas preventivas de formas distintas. Quando o assunto

14 26793 é reprodução, o corpo da mulher é priorizado sob o ponto de vista de seu conhecimento interno, no que se refere aos seus ciclos reprodutivos. Por outro lado, o corpo do homem é enfatizado sob uma perspectiva externa, dando especial destaque à importância e a técnica de utilização da camisinha. (HEILBORN et al, 2002) em estudo desenvolvido em três capitais brasileiras (Porto Alegre, Rio de Janeiro e Salvador), indicam que a compreensão da gravidez na adolescência é indissociável das questões de gênero e de classe social. Os resultados de estudo apontam que mesmo temporariamente, as jovens de classe média alteram suas trajetórias escolares e profissionais devido à gravidez, e que aquelas pertencentes às classes populares têm uma irregularidade da carreira escolar que independe da maternidade. A falta de compreensão acerca da própria sexualidade e também do outro, leva as adolescentes ao entendimento precário sobre o uso dos métodos contraceptivos. Isso possibilita perceber o quanto essas adolescentes encontram-se despreparadas para assumir uma vida sexual ativa e, até mesmo, desorientadas quanto às responsabilidades que envolvem a maternidade. Análise de dados Identificamos que as mesmas porcentagens de mães adolescentes que atendemos no hospital de Clínicas em 2012, correspondem à porcentagem que o Ministério da Saúde levantou referente ao Paraná. Os dados quanto à caracterização da clientela do projeto Atenção Pedagógica à Maternidade podem ser observados a seguir: De um universo de (334) gestantes e mães, identificamos (21%) em idade de (12 a 18) anos; (43% de 19 a 29) anos; (29% de 30 a 39) anos e (7% de 40 a 49) anos de idade. Consideramos alto este índice relativo às mães adolescentes. Mesmo que haja políticas públicas em âmbito nacional, de prevenção quanto à gravidez precoce e também o fato de deste índice já ter diminuído em relação à década passada, deve-se ainda realizar, e muito, medidas de atenção e cuidado com esta faixa etária, em relação à maternidade e paternidade precoce. Quanto à escolaridade, identificamos (5% de 1º ao 5º) ano do Ensino Fundamental I; (41% de 6º ao 9º) ano do Ensino Fundamental II; (37%) cursando o Ensino Médio e (17%) com o Ensino Médio completo. Das pacientes que estão no Ensino Fundamental II, (13%) estão frequentando regularmente a escola, as demais abandonaram. Daquelas cursando o

15 26794 Ensino Médio, (11%) estão frequentando regularmente e as demais também abandonaram a escola e com intenção de voltar a estudar um dia. Em relação à cidade de origem, (77%) são de Curitiba; (11%) são de origem das cidades que aparecem numa frequência de três a quinze vezes cada uma: Pinhais, Piraquara, Almirante Tamandaré, Colombo, Cerro Azul, Fazenda Rio Grande, Telêmaco Borba e Rio Branco do Sul; (22%) compreendem as cidades que aparecem com a frequência de uma a duas vezes: Blumenau, Matinhos, Ponta Grossa, Pinhém, Dr. Ulisses, Guarapuava, Umuarama, Prudentópolis, Porto seguro/pr, Castro, Arroio Grande, Bituruna, Campo Largo, Ibiquera, Morretes, Londrina Pinhão, Campo Magro, Manoel Ribas, Barra Bonita, Rio Branco do Sul, Cascavel, Campo Largo, Regitro/SP, Paranaguá, Mangueirinha, Campo do Tenente, Pelotas/RS, Pinhais, São José do Oeste, Piraí, Quitandinha, Capitão Leônidas, Guaratuba, Periqueraçu/SP, Salto da Lontra, Dunas, Palmital, Lapa, Cruzeiro do Norte. Foi atendida uma paciente do HAITI. Observamos que o direito que a mãe ou gestante tem, de manter a continuidade de seus estudos, não é utilizado pelas pacientes. Constatamos que na maioria das vezes há evasão escolar, por motivo de gravidez precoce ou não. A organização da rotina diária da estudante, de maneira que garanta um tempo a cada dia para leituras, estudos, pesquisas, a realização dos trabalhos e atividades que a escola poderia enviar, para que não acumule tarefas, não acontece por vários motivos. O principal deles é a preocupação com o novo ser que está por vir e suas consequências. Neste caso, quando a aluna paciente não está matriculada ou não está participando das atividades escolares, o SAREH no HC realiza orientações quanto aos seus direitos, métodos contraceptivos, planejamento familiar e a necessidade de seu retorno à escola, foco principal deste projeto. Quando matriculadas, são orientadas a procurar a escola e negociar as atividades para que seus direitos sejam respeitados. Trabalhar com o contexto da gravidez na adolescência é minimizar os riscos e vulnerabilidades a que as crianças e adolescentes estão sujeitas e é ajudar a desenvolver o que preconiza o PNH Plano Nacional de Humanização, que institui no âmbito do SUS - Sistema Único de Saúde, as diretrizes para a Política Nacional de Atenção Integral às pessoas. Desta forma buscamos uma melhoria de qualidade de vida por meio da educação voltada para a saúde das mulheres.(brasil 2010 ) E este é nosso propósito, atuar politicamente em nosso ambiente de trabalho, de forma a assegurar a integralidade, universalidade, equidade, saberes e práticas, promovendo a

16 26795 cidadania aos usuários aos quais temos acesso. Considerações finais A discussão sobre a vida sexual de adolescentes e jovens tem se tornando presente nas práticas profissionais de diversas áreas, principalmente da educação e saúde. Entre as principais preocupações destacam-se o desenvolvimento de ações que possam ser preventivas, tanto para doenças sexualmente transmissíveis e como prevenção à gravidez não planejada. A adolescente se torna mãe precocemente por diversos motivos: estar apaixonada sem avaliar a possibilidade de engravidar; privação de informação; não planejar a gravidez; não usar métodos contraceptivos ou usar de forma incorreta; repetir padrões comportamentais (a exemplo de sua mãe); desejo de ficar com o parceiro pela gravidez; baixa escolarização; abuso sexual; prazer das relações sexuais, vontade de ser mãe. A maioria dos adolescentes sabe da possibilidade de ocorrer a gravidez, mas mesmo assim prefere correr o risco, achando que não irá acontecer com eles, característica psicológica inerente a adolescência. A jovem mãe, que tem sob sua responsabilidade os cuidados com a criança que acaba de nascer, no momento que revê os planos para o futuro, a continuidade da escolarização ficará em um segundo, terceiro ou último plano. A interrupção ou não da vida escolar depende em primeiro lugar da vontade própria da educanda em retomar os estudos, além de contar com o apoio da família e da escola. Uma gravidez quando planejada, tende a ser vivida de maneira mais positiva, trazendo menos impactos negativos para a vida da mãe e do bebê. Considerando os fatores de vulnerabilidade que as adolescentes têm em relação a sua condição de adolescente, e de atraso na escolarização, torna-se perceptível que adolescentes grávidas, não encontram o apoio necessário, em relação às ações da sociedade (que vai além da criação de leis, mas que assegure a efetivação desta), no que se refere a condições para que possa dar continuidade a sua escolarização. Observa-se que toda iniciativa para o desenvolvimento de ações preventivas referentes à saúde sexual e reprodutiva das adolescentes são bem vindas e nunca é demais, tendo em vista as estatísticas de gravidez precoce. As adolescentes devem ter o direito de manter uma

17 26796 vida sexual saudável, protegerem-se das doenças, terem filhos e a liberdade de decidir quando. Para tanto é necessário atenção e cuidado nessa fase de desenvolvimento humano. O SAREH no HC tem como uma de suas iniciativas, promover continuamente orientações junto às mães do alojamento conjunto da maternidade, para aprofundar conhecimentos sobre organização familiar e métodos contraceptivos. Desta forma, realiza um trabalho além do ensino de conteúdos programáticos escolares, mas também aqueles práticos e significativos, que possam originar melhor bem estar às pessoas. REFERÊNCIAS ABRAMOVAY, M.; CASTRO, M. G.; SILVA, L.B. In. Brasil, Ministério da Saúde. Juventudes e Sexualidade. Brasília: UNESCO, ALTMANN, H. Verdades e pedagogias na educação sexual em sua escola f. Tese (Doutorado em Educação) Universidade Católica do Rio de Janeiro, PUC Rio, Departamento de Educação, Rio de Janeiro, AMAR, B. S.; RIBEIRO, M. Planejamento Familiar: um direito humano básico. Fundação Vitor Civita. São Paulo, ARRUDA, S. C. A. Gravidez na adolescência, desejo ou subversão. Prevenir é sempre o melhor remédio. [S.I.]. Inéditos: Disponível em: <http//bvs.saúde.gov.br/bvs/publicação/156_04pgm.pdf>. Acesso em jun BRASIL. Decreto Lei n. 6202, de 17 de abril de estudante em estado de gestação o regime de exercícios domiciliares. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, 18 abril BRASIL. Lei n , de 13 de julho de Estatuto Da Criança e do Adolescente. Brasília, 13 de jul BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Planejamento Familiar. Brasil, Disponível em: <http://www.brasil.gov.br/notícias>. Acesso em: 20 de outubro de BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Saúde e prevenção nas escolas: guia para a formação de profissionais de saúde e de educação. Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde Brasil, Brasília, BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Documento base para gestores e trabalhadores do SUS. Secretaria de Atenção à Saúde. Núcleo Técnico de Política Nacional de Humanização. Humaniza SUS - 4ª ed. Brasil, Brasília, BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Marco Legal: Saúde, um direito de adolescentes. Secretaria de Atenção à Saúde. Área de Saúde do Adolescente e do Jovem. Série A. Normas e Manuais Técnicos. Brasil, Brasília, 2005.

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