Transa legal. Decidir o melhor momento na vida para ter filhos é direito de todos. É uma questão de liberdade.

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1 90 transa legal Transa legal métodos anticoncepcionais Decidir o melhor momento na vida para ter filhos é direito de todos. É uma questão de liberdade. A discussão sobre métodos anticoncepcionais não pode apenas girar em torno de responsabilidade, de obrigação. Pelo contrário, é uma discussão sobre os direitos de cada um de escolher os rumos da própria vida.

2 transa legal 91 Os métodos de evitar gravidez, hoje, são inúmeros e de diversas naturezas, como veremos no decorrer deste capítulo. Os meios de comunicação informam como e por que usá-los; mesmo assim, no Brasil e em todo mundo, cresce o número de adolescentes grávidas. O mesmo acontece com a Aids. Por quê? Será que as pessoas não estão ligando para o perigo de pegar uma doença tão grave e incurável quanto a Aids? E quanto à gravidez: será que todos estão dispostos a arcar com a responsabilidade de criar uma nova pessoa? Como se vê, informação é apenas um primeiro passo num processo de tomada de consciência. É preciso trazer a discussão para a realidade de cada um. Você, professor, professora, pode ter um papel importantíssimo neste momento. Por exemplo: como será que as palavras anticoncepcional e contracepção chegam aos rapazes? De modo geral, são palavras do universo feminino: ciclo menstrual, falta de menstruação, período fértil e uma série de métodos reguladores da fertilidade. Menstruou? Agora você já pode engravidar! É preciso mais. Lembrar de enfatizar ao garoto que, ao começar a produzir espermatozóides, ele pode engravidar uma garota, e ensinar como se faz para evitar. Saber evitar uma gravidez é tão importante para os meninos quanto para as meninas. Afinal, uma gravidez transforma a vida de todos. Só que, no caso dos meninos, é preciso dar mais atenção à questão da responsabilidade. Como a transformação acontece no corpo da mulher, às vezes parece que a gravidez nem é com ele... Se nenhum dos dois quer que uma relação sexual resulte em gravidez, é bom ambos cuidarem para que não aconteça. Isso é básico, parece simples, mas, na prática, prevenir doenças e evitar gravidez são preocupações que surgem para a maioria como um estraga prazer, e em nome do prazer muita gente se lança na aventura do sexo sem segurança. O educador pode, além de apresentar de forma técnica as inúmeras opções de preservativos, discutir com os alunos o seu uso. Um fato é definitivo: todos temos de conviver com preservativos e contraceptivos.

3 92 transa legal Atenção O EDUCADOR DEVE ORIENTAR ME- NINOS E MENINAS A CONSULTA- REM, REGULARMENTE, UM PROFIS- SIONAL DE SAÚDE REPRODUTIVA. Outra coisa: a maioria dos adolescentes não tem o costume de fazer consulta médica (ginecologista, para as meninas, e urologista, para os meninos) para receber orientações sobre a contracepção. Além das falhas na disponibilidade de serviços de saúde para adolescentes, muitas vezes os serviços existentes não atraem muito a cultura jovem. Há também o fato de muitos adolescentes não assumirem que têm uma vida sexual ativa, e por isso deixam de receber orientação sobre cuidados com a saúde reprodutiva. Métodos anticoncepcionais mais conhecidos Métodos de barreira São os que utilizam produtos ou instrumentos que, assim como uma barreira, impedem o contato dos espermatozóides com o óvulo. São eles: Camisinha masculina também conhecida por preservativo, camisa-devênus ou condom, é uma capa de borracha bem fina, flexível e resistente que, colocada no pênis, retém o sêmen quando o homem ejacula. Além de ser um contraceptivo, serve também para prevenir contra DST, como a Aids. Para maior segurança, é importante observar o prazo de validade, se a embalagem não está rasgada ou furada e se é lubrificada. A camisinha não tem contra-indicação e não traz prejuízo para a saúde do homem ou da mulher. É um método muito usado pela praticidade e segurança. A camisinha pode ser encontrada em qualquer farmácia ou supermercado. Camisinha feminina menos conhecida, é um método novo no Brasil. Por enquanto, um pouco mais cara do que a camisinha masculina, mas igualmente eficiente, tanto na prevenção de uma gravidez quanto na transmissão de doenças. Uma das vantagens dessa camisinha é que a mulher não depende da iniciativa do homem para usar o método contraceptivo. Outra vantagem é que ela pode ser colocada muito antes do momento da penetração, independentemente da ereção. É um canudo de borracha fina, de mais ou menos 25 cm de comprimento, com um anel em cada ponta. O anel menor fica solto na parte fechada do canudo e é introduzido na vagina, para se encaixar no colo do útero. O anel maior fica no lado aberto e se prende à parte externa da vagina. É lubrificada e descartável.

4 transa legal 93 Contracepção... não é de hoje AS PRIMEIRAS CAMISINHAS DE QUE SE TÊM NOTÍCIA ERAM FEITAS DE PELE DE COBRA E, COM CERTEZA, NÃO ERAM MUITO CONFORTÁVEIS. DEPOIS VIERAM AS CAMISINHAS FEITAS COM TRIPAS DE OVELHAS. ESTAS DURARAM MUITO TEMPO. NO SÉCULO XVII, O REI CHARLES II, PRECAVIDO, USAVA CAMISINHAS DESSE TIPO. ELE NÃO QUERIA GERAR HERDEIROS PARA O TRONO DA INGLATERRA NAS RELAÇÕES SEXUAIS FORA DO CASAMENTO. ALÉM DE CAMISINHAS, A HISTÓRIA REGISTRA OUTROS TIPOS DE CONTRACEPTIVOS. OS EGÍPCIOS, POR EXEMPLO, NA ÉPOCA DA CONSTRUÇÃO DAS GRANDES PI- RÂMIDES, DEIXARAM ESCRITA EM PAPIROS UMA FÓRMULA À BASE DE PLANTAS E OUTRAS SUBSTÂN- CIAS QUE IMPEDIA A GRAVIDEZ. A POÇÃO ERA COLOCADA NA VAGINA E IMPEDIA A AÇÃO DOS ESPERMATOZÓIDES. OS GREGOS TAMBÉM TINHAM SEUS MÉTODOS. HIPÓCRATES, O PRIMEIRO GRANDE MÉDICO DA HISTÓRIA, MENCIONA EM SEUS ESCRITOS UM TIPO DE CHÁ QUE TOMADO DEPOIS DO ATO SEXUAL IMPEDIA A GRAVIDEZ. Diafragma o diafragma é um anel de borracha flexível introduzido dentro da vagina pela mulher a cada relação, ficando instalado no colo do útero. Ele não deixa os espermatozóides entrarem em contato com o óvulo, mas permite a troca de fluidos sexuais e, por isso, não previne contra Doenças Sexualmente Transmissíveis. É fácil de usar, confortável e dificilmente provoca efeitos colaterais, a não ser pelo espermicida. É preciso fazer um exame ginecológico completo com um ginecologista, que definirá o modelo e o tamanho certo do diafragma, além de ensinar o modo correto de usá-lo. Deve ser utilizado com espermicida, e só pode ser retirado oito horas após a penetração. Espermicidas são cremes, espumas, geléias ou óvulos feitos com substâncias químicas que, quando colocados na vagina, matam ou imobilizam os espermatozóides. Não se recomenda o uso isolado do espermicida porque tem alto índice de falhas. Sua eficácia aumenta se associado ao uso da camisinha e do diafragma. Métodos comportamentais São práticas que dependem basicamente do comportamento do homem ou da mulher e da observação do próprio corpo. Não protegem nem o homem nem a mulher do HIV e de outras DST. Tabelinha pelo método da tabelinha, a mulher fica sabendo em que período está fértil, ou seja, quando pode engravidar. É o período em que o óvulo permanece vivo nas trompas e pode ser fecundado, contando com os dias em que o espermatozóide permanece ativo dentro do útero. Por exemplo, se houve penetração dois dias antes da ovulação, mesmo assim o óvulo pode ser fecundado, porque o espermatozóide sobrevive por até cinco dias. Por isso, é importante contar a partir de cinco dias antes da ovulação até um dia após (tempo máximo de sobrevivência do óvulo) como período em que há risco de gravidez. O problema da tabelinha é que dificilmente a mulher tem o ciclo menstrual totalmente regular, principalmente a adolescente, que sofre de grandes variações hormonais. Por isso, o cálculo deve ser feito em cima de uma média do ciclo nos últimos oito meses. A tabelinha é um método interessante para a mulher conhecer o ritmo de funcionamento de seu próprio corpo, mas não é muito segura como única

5 94 transa legal forma de contracepção. Outro problema é que não previne contra a transmissão de Doenças Sexualmente Transmissíveis. Passo a passo 1 Anotar o primeiro dia da menstruação durante oito meses. 2 Contar a duração de cada ciclo (o ciclo menstrual vai do primeiro dia de menstruação até o último antes da menstruação seguinte). 3 Calcular uma média do período fértil baseada no menor e no maior ciclo. Do menor ciclo, calcula-se o início do período fértil contando cinco dias antes da ovulação (sobrevivência do espermatozóide). Do período maior, calcula-se o fim do período contando um dia após a ovulação (sobrevivência do óvulo). Vamos supor, por exemplo, que o ciclo menor teve 24 dias e o ciclo maior, 30. Faça então o seguinte cálculo: Ciclo menor 24 - (14 + 5) = = 5 Ciclo maior 30 - (14 1) = = 17 O período fértil neste exemplo vai do 5 o ao 17 o dias. Isto é, se o casal não deseja ter filhos, deve evitar ter relações com penetração entre o 5 o e o 17 o dias do ciclo (ambos os dias, inclusive). Quando houver diferença de mais de sete dias entre o maior e o menor ciclo, a tabelinha não deve ser usada. Muco ou billings é um método de observação da secreção vaginal, que varia de cor durante o período fértil. Não é recomendado, principalmente para adolescentes, porque exige uma observação rigorosa que se torna problemática quando o ciclo é irregular ou quando ocorre corrimento ou infecção vaginal. Dispositivo Intra-uterino (veja na página ao lado) o DIU não é muito indicado para mulheres que nunca ficaram grávidas, porque há maior risco de rejeição. De qualquer forma, a colocação sempre exige um exame ginecológico completo para checar se há alguma infecção para ser tratada, verificar se a mulher está grávida ou não, avaliar o tamanho e a posição do útero e as condições gerais de sua saúde. É um pequeno objeto de plástico e cobre, com um fio de náilon na ponta, que é colocado no interior do útero. Há vários modelos de DIU, com formatos e tamanhos diferentes. O cobre modifica a acidez do útero e dificulta a sobrevivência dos espermatozóides.

6 transa legal 95 Atenção A LAQUEADURA É UM MÉTODO PRATICAMENTE DEFINITIVO. POR ISSO, A MULHER SÓ DEVE FAZÊ- LO SE ESTIVER BEM INFORMADA E SEGURA DA SUA ESCOLHA, DEPOIS DE REFLETIR MUITO. O DIU fica meses no útero e só deve ser colocado por um profissional. Método cirúrgico ou esterilização Não é exatamente um método anticoncepcional, mas uma cirurgia que se realiza no homem ou na mulher com a finalidade de evitar definitivamente a concepção. É um método mais indicado para quem já tem filhos e não pretende mais engravidar. Por isso, não costuma ser indicado para adolescentes. A esterilização feminina é mais conhecida por laqueadura ou ligação de trompas; a masculina, por vasectomia. Laqueadura a operação consiste em cortar ou obstruir as tubas uterinas, impedindo o encontro do óvulo com o espermatozóide. Ela pode ser feita através da vagina ou de uma pequena incisão na barriga, com anestesia local ou geral. Vasectomia é uma operação que corta ou bloqueia os canais deferentes que levam os espermatozóides dos testículos até o pênis. É uma cirurgia rápida, feita com anestesia local. Quando o homem faz esta operação, ainda é capaz de gerar filhos por algum tempo. Para evitar a concepção, ele terá que usar camisinha pelo menos nas 20 próximas ejaculações. Depois disso, estará liberado. A vasectomia não provoca impotência e nem afeta o desejo sexual do homem. Métodos hormonais São comprimidos ou injeções feitos com hormônios sintéticos derivados dos naturais. De maneira geral, os métodos hormonais atuam segundo um princípio comum: interferem no equilíbrio hormonal do corpo, alterando o desenvolvimento do endométrio, o movimento das tubas uterinas (trompas), a produção do muco cervical e, também, impedindo que a ovulação ocorra. Antes de adotar um desses métodos, é imprescindível passar por uma consulta médica para avaliar o estado geral da saúde e verificar se há condições de usá-los. Em geral, as contraindicações referem-se a mulheres muito jovens (no caso das injeções) ou com mais de 35 anos, que têm pressão alta ou diabetes, que fumam, que tiveram câncer no seio ou no ovário, ou tiveram hepatite recentemente. Não protegem das DST. Pílulas anticoncepcionais é um método muito usado e seguro, mas depende da responsabilidade da mulher para tomar as pílulas diariamente, senão perde o efeito.

7 96 transa legal Atenção COITO INTERROMPIDO NÃO É MÉ- TODO CONTRACEPTIVO. MUITOS ADOLESCENTES ACABAM APELAN- DO PARA ESSA PRÁTICA PORQUE NÃO SE PREPARAM PREVIAMENTE PARA A CONTRACEPÇÃO. MESMO NÃO HAVENDO EJACU- LAÇÃO NO INTERIOR DA VAGINA, UMA ÚNICA GOTA DE ESPERMA QUE ESCAPE PODE SER SUFICIENTE PARA FECUNDAR O ÓVULO. ALÉM DISSO, FATORES COMO ESTAR SOB O EFEITO DE BEBIDA ALCOÓLICA OU OUTRA DROGA, INEXPERI- ÊNCIA, EJACULAÇÃO PRECOCE, MUITA EXCITAÇÃO, IMPEDEM QUE O ADOLESCENTE PERCEBA O MOMENTO EM QUE A EJACULAÇÃO VAI OCORRER. Importante O MÉTODO DE CONTRACEPÇÃO DE EMERGÊNCIA NÃO DEVE SER USADO ROTINEIRAMENTE PARA EVITAR A GRAVIDEZ, SÓ EM SI- TUAÇÕES EMERGENCIAIS. 1 São medicamentos à base de hormônios sexuais sintéticos. Podem conter uma combinação de progesterona e estrógeno (pílulas combinadas), ou serem compostos exclusivamente de progesterona (minipílulas). Toda mulher pode começar a tomar pílula a partir da primeira menstruação, mas deve consultar um ginecologista para indicar a marca mais apropriada e orientar como a pílula deve ser tomada. Anticoncepcionais injetáveis injeções de compostos hormonais que atuam na ovulação e na espessura do muco. Podem causar efeitos colaterais. Implantes são cápsulas finas e flexíveis inseridas logo abaixo da pele do braço ou das nádegas da mulher, com anestesia local. Agem na circulação, liberando pequenas doses de progesterona sintética, impedindo a gravidez por um ano. Podem causar efeitos colaterais, como mudança de peso. Endoceptivo é especialmente indicado como alternativa para mulheres que já têm filhos e que não desejam uma gravidez naquele momento. Cerca de 30 dias depois de retirado, a mulher está novamente apta para engravidar. É um dispositivo introduzido no útero que libera doses mínimas diárias do hormônio levonorgestrel (um hormônio similar à progesterona), impedindo a gravidez. Sua ação é de cinco anos e deve ser colocado (e retirado) por um ginecologista, diretamente no útero, através da vagina, sem a necessidade de cortes ou incisões cirúrgicas. Contracepção de emergência É uma forma de se evitar a gravidez para quem teve uma relação sexual sem proteção ou se a camisinha estourou. São as mesmas pílulas utilizadas para a anticoncepção regular, mas tomadas de forma diferente e em doses mais altas do que as pílulas anticoncepcionais diárias. O medicamento tanto pode impedir ou retardar a liberação de um óvulo do ovário, como impedir que um ovo fertilizado se implante no útero. Não tem efeito sobre uma gravidez já iniciada. A cartela vem com dois comprimidos. O primeiro deve ser tomado dentro de, no máximo, 72 horas depois da relação sexual sem proteção, e a segunda dose, 12 horas após a primeira. 1 Leia mais PETTA, Carlos Alberto e Aníbal Faúndes. Métodos anticoncepcionais. São Paulo: Editora Contexto, 1998.

8 transa legal 97 Entrevista MÔNICA ALMEIDA GINECOLOGISTA E COORDENADORA DO DEPARTAMENTO MÉDICO DA BEMFAM SOCIEDADE CIVIL BEM-ESTAR FAMILIAR NO BRASIL. Quais são os resultados das campanhas públicas pela utilização de métodos anticoncepcionais? Houve redução do número de filhos(as) por mulher nas últimas duas décadas (dados da Pesquisa Nacional sobre Demografia e Saúde BEMFAM, 1996). Apesar dos resultados positivos, existem algumas dificuldades em relação à anticoncepção no Brasil. A utilização de métodos anticoncepcionais é elevada, mas concentrada em apenas dois métodos: esterilização feminina e pílula anticoncepcional. Há diferenças também de acordo com as regiões do País, e o nível de escolaridade da mulher. Os métodos anticoncepcionais são menos utilizados no Nordeste, nas áreas rurais e entre as mulheres com menor escolaridade. Ainda são necessários esforços para divulgar informações e ampliar o acesso a todos os métodos anticoncepcionais disponíveis, aceitos cientificamente e regulamentados pelo Ministério da Saúde, para que mulheres e homens possam decidir qual o método mais adequado às suas necessidades e ao seu estilo de vida. Quem se contamina com Aids? No início da epidemia, quando surgiram os primeiros casos de Aids entre homossexuais masculinos, pensava-se que a doença era restrita aos chamados grupos de risco : homossexuais, usuários de drogas injetáveis e hemofílicos. À medida que a epidemia avançou para outros grupos populacionais, a idéia de grupos de risco foi substituída pela de comportamentos de risco, ou seja, o risco de contaminação estaria relacionado diretamente a determinadas práticas sexuais, consideradas de alto risco. Este tipo de abordagem representou um grande avanço em relação à anterior, reduzindo o estigma social que discriminava os integrantes dos grupos de risco. No entanto, o que se observou foi o avanço da epidemia entre os diversos segmentos da sociedade, especialmente entre mulheres casadas ou com parceiro fixo, que não apresentavam comportamentos de risco. Todas as pessoas expostas à relação sexual sem o uso de preservativos, que compartilham agulhas e seringas, que recebem transfusão de sangue contaminado, ou ainda, filhos(as) de mães infectadas com o vírus HIV que são amamentados(as) estão vulneráveis à doença. Apesar da vulnerabilidade ser geral, alguns indivíduos são mais vulneráveis: por falta de informação sobre formas de contaminação e de prevenção, por falta de acesso aos meios de prevenção, por falta de acesso a serviços para diagnóstico e tratamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis, ou por falta de poder para negociar o uso de preservativos com o(a) parceiro(a). Por isso, no Brasil, a epidemia da Aids está crescendo entre as mulheres e os/as jovens.

9 98 transa legal O que você acha de irmos a um Carlinhos e Simone estão namorando há dois meses. Foi a mãe dela que sugeriu: ginecologista? Simone topou a idéia e foi com a mãe até o posto de saúde. A médica sugeriu que a conversa fosse entre ela e Simone. Simone preferiu assim, pois poderia falar sobre suas dúvidas e sobre sua relação com Carlinhos. Simone contou para ele tudo o que aprendeu no consultório da ginecologista: camisinha, diafragma, pílula... (Carlinhos não sabia muito sobre métodos contraceptivos) Quando resolveram que estavam preparados para transar, já tinham conversado sobre tudo e combinado que Simone usaria a pílula receitada pela médica e que Carlinhos usaria a camisinha. INFORMAÇÃO E MUITA CONVERSA SÃO AS MELHORES MANEIRAS DE EVITAR UMA GRAVIDEZ. COMO FUNCIONAM E QUEM DEVE SE PREOCUPAR COM O USO DE MÉTODOS CONTRACEPTIVOS?

10 transa legal 99 Sala de aula Você contra-concepção acha que maternidade são assuntos (só) e de Será mulher? Diário de classe de ajudar que os existem jovens a meios tomar infalíveis seguras acerca de sua sexualidade decisões e Com saúde? desenvolver certeza não. atividades Mas é possível permitam aos adolescentes refletir que e sexualidade, tomar decisões gravidez, importantes prevenção sobre das sexualmentetransmissíveis doenças É preciso falar a mesma língua e Aids. eles, abordar os assuntos que que realmente franca sem interessam, preconceitos, de forma Trabalhando com alunos e alunas procurando dificuldades que ouvir meninos e entender e meninas as enfrentam um método na anticoncepcional hora de optar e ou usar camisinha. a Alguns iniciar esse itens trabalho: que poderão ajudar a Prevenção: e as discussões todo sobre esse aprendizado contracepção e prevenção sexualidade, Aids devem acontecer antes das DST/ alunos ou jovens iniciarem uma dos vida Todosparticipam: sexual ativa; todos os estágios adolescentes do processo de educacional Temas prioritários: devem participar; temas de interesse proponha sobre os sexualidade, elabore coiniciarm os Tudo aconteceu meio por acaso. Foi na festa dos ex-alunos da escola em que estudei. Encontrei a Nancy, minha grande amiga nos tempos de segundo grau. Seguimos caminhos bem diferentes: ela fez Medicina e eu, Pedagogia. Há quanto tempo!, E os filho?, Por onde você anda?. Eu sou diretora de uma escola municipal, comentei. Ela falou que trabalha na Secretaria de Saúde. Trocamos telefones e caixas postais e nos despedimos. Dias depois, numa aula de Educação Sexual, começamos a discutir a importância de cuidar da saúde reprodutiva e percebi que a maioria das meninas nunca tinha ido nem sabia como consultar um ginecologista. Os meninos nunca tinham ouvido que deveriam consultar um urologista. Ocorreu-me a idéia de propor à minha amiga Nancy tentarmos algum tipo de parceria entre a Secretaria de Saúde e a escola. A idéia tomou corpo, criamos uma campanha, obtivemos apoio de uma empresa da cidade e hoje estamos inaugurando o Programa de Atendimento à Saúde Reprodutiva de Adolescentes. Roda-viva Reúna a turma num grande círculo. Hilda Regina, diretora de escola Proponha um grande debate sobre o tema mulheres ficam férteis alguns dias por mês, enquanto os homens estão férteis o tempo todo. Como trabalhar Use o vídeo que acompanha o nosso livro (vídeo 8 Transa legal). Copie a fotonovela do diário de classe, distribua e discuta com o grupo. Aproveite um acontecimento ou uma cena de TV que gire em torno de algum método contraceptivo. Faça uma dramatização usando um texto de livro ou uma notícia de jornal com este tema. Não pode faltar Enfatize sempre que: todos os métodos descritos evitam a gravidez, alguns com mais segurança e eficácia que outros, mas somente a camisinha (masculina ou feminina) vale como um método seguro contra as Doenças Sexualmente Transmissíveis e a Aids. Outras formas de atuar Crie espaços para discussão sobre as dificuldades que os jovens e as jovens têm de lidar com

11 100 transa legal Você contra-concepção acha que maternidade são assuntos (só) e de Será mulher? de ajudar que os existem jovens a meios tomar infalíveis seguras acerca de sua sexualidade decisões e Com saúde? desenvolver certeza não. atividades Mas é possível permitam aos adolescentes refletir que e sexsenvolver tomar decisões ualidade, importantes gravidez, sobre prevenção sexualmentetransmissíveis das doenças É preciso Bate-papo falar a mesma língua e Aids. eles, abordar os assuntos que que realmente franca sem interessam, preconceitos, de forma procurando dificuldades que ouvir meninos e entender e meninas as enfrentam um método na anticoncepcional hora de optar e ou usar camisinha. a Alguns iniciar esse itens trabalho: que poderão ajudar a Prevenção: e as discussões todo sobre esse aprendizado contracepção e prevenção sexualidade, Aids devem acontecer antes das DST/ alunos ou jovens iniciarem uma dos vida Todosparticipam: sexual ativa; todos os estágios adolescentes do processo de educacional Temas prioritários: devem participar; temas de interesse proponha sobre os sexualidade, elabore com a contracepção; os medos que estão por trás; os preconceitos e os tabus que ainda existem. Tenha, na medida do possível, os métodos à mão, para que os jovens possam conhecê-los. Esclareça que a informação deve ser o primeiro passo para a mudança de atitude em relação aos cuidados com a saúde reprodutiva dos jovens. Outros conteúdos Situações em que a garota pode engravidar, mas que geram dúvidas: Na primeira vez que tiver uma relação sexual. Caso o homem ejacule na entrada da vagina, mesmo que seja virgem. Se a relação acontecer nos dias férteis que antecedem à menstruação. Sempre que se fala de contraceptivos, há uma tendência de o assunto ficar mais restrito às meninas. Não é bom que isso aconteça. Estimule a participação dos meninos, ela é essencial. Meninos e meninas devem entender que usar corretamente os métodos contraceptivos é uma questão de liberdade: manter relações sexuais sem perder o controle sobre a própria vida, quer dizer, sem provocar uma gravidez indesejada ou contrair uma doença. Essencial também é manter a postura profissional, não entrando no clima de piadas ou qualquer outro que possa causar algum constrangimento. As discussões que ocorrem a partir deste tema métodos anticoncepcionais são de grande utilidade prática, e muitos alunos e alunas podem trazer boas contribuições para o grupo.

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