MANUAL DE PLANEJAMENTO FAMILIAR

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1 MANUAL DE PLANEJAMENTO FAMILIAR para Agentes Comunitários de Saúde gentilmente cedido ao Brasil sem Grades para publicação pela Prefeitura de Boqueirão do Leão/RS

2 1. Planejamento Familiar Direito Constitucional A Constituição Federal no título VII da Ordem Social, em seu Capítulo VII, Art. 226º, 7º, diz que: Fundado nos princípios da dignidade da pessoa humana e da paternidade responsável, o planejamento familiar é livre decisão do casal, competindo ao Estado propiciar recursos educacionais e científicos para o exercício deste direito, vedada qualquer forma coercitiva por parte de instituições oficiais ou privadas. O Agente Comunitário de Saúde deve ajudar sua comunidade a exigir seus direitos, somando-se aos serviços de saúde para resolver as dificuldades na implantação dessa ação de saúde. A mulher nasce, quando menina começa a aprender a se ver, a se tocar, vai descobrindo o que tem de diferente do homem. Percebe o prazer que seu corpo pode lhe dar. Chega um tempo em que se apaixona, experimenta apertos, beijos e abraços; fica ansiosa, pensando como vai ser sua primeira relação sexual; ouve muitas histórias sobre a dificuldade de outras mulheres em sentir prazer ou o grande prazer que sentem ao ter relações sexuais. Chega um momento em que ela menstrua e pode engravidar. Em nossa sociedade, durante muito tempo ser mãe era o eixo da vida de uma mulher. Desenvolver suas capacidades e ter prazer não eram importantes. Com a descoberta e o uso de meios de evitar os filhos, a mulher passa a poder decidir sobre seu próprio corpo e sua sexualidade tendo formas de pensar, planejar, sentir e viver o ato de ter filhos. No Brasil, evitar filhos é uma tarefa assumida, quase exclusivamente, pelas mulheres; os homens geralmente associam a diminuição de sua potência sexual ao uso de algum método para evitar filhos, além de muitas vezes acreditarem que como são as mulheres que engravidam, elas é que devem cuidar para que isto não aconteça, esquecendo que eles fazem parte do processo de procriação. Como o governo não tinha um programa que garantisse meios para a mulher e/ou o homem evitar filhos, algumas organizações não governamentais iniciaram esta atividade em nosso país, inicialmente distribuindo pílulas e em seguida oferecendo a laqueadura das trompas, que é irreversível. Hoje a grande maioria das mulheres brasileiras estão laqueadas ou usam pílulas. Em 1984 o Ministério da Saúde elaborou o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM), que recomenda aos serviços de saúde a implantação da atividade de planejamento familiar oferecendo todos os meios de evitar ou de ter filhos garantindo que o casal possa fazer uma opção livre e consciente, escolhendo o método que melhor responde às suas necessidades.

3 2. Planejamento Familiar e Controle de Natalidade O que é planejamento familiar? É o direito à informação, à assistência especializada e acesso aos recursos que permitam optar livre e conscientemente por ter ou não filhos, o número, o espaçamento entre eles e a escolha do método anticoncepcional mais adequado, sem coação. O que é controle de natalidade? É uma ação governamental com a preocupação de estipular metas para crescimento ideal da população, quer dizer, onde o governo determina quantos filhos o casal deve ter. PLANEJAMENTO FAMILIAR Promove a saúde É um direito do cidadão Opção livre e consciente É um dever do Estado PAISM/COMIN/MS, 1993 CONTROLE DE NATALIDADE Promove a redução ou aumento de população É uma política do Estado Imposição do Governo ao cidadão Sua execução é indiscriminada. 3. O ACS e o Planejamento Familiar A atividade do ACS deve se somar às ações desenvolvidas pelo serviço de saúde. Através da visita domiciliar o ACS pode identificar o desejo do indivíduo ou do casal em querer ou não querer filhos, bem como suas necessidades de informação sobre os meios de evitar gravidez ou de engravidar. Desta forma o papel do ACS deverá ser informar a mulher ou o casal sobre todas as maneiras, aprovadas pelo M.S., de fazer a anticoncepção ou facilitar a gravidez. O ACS poderá se utilizar de metodologias diferentes para explicar à sua comunidade sobre planejamento familiar, poderá realizar reuniões com mulheres, com casais, com adolescentes ou apenas com os homens, conforme a preferência das pessoas de sua localidade. Este manual pode servir de apoio para as discussões, e além desse, o agente pode trabalhar usando outros manuais, álbum-seriado, videocassete, dinâmica de grupo e até pedir ao Centro de Saúde um conjunto de métodos para mostrar durante as reuniões educativas. É importante que o indivíduo ou o casal antes de escolher, conheça bem todos os métodos. O ACS deve lembrar que o planejamento familiar uma das Ações de Assistência Integral à Saúde da Mulher. Portanto a mulher antes de utilizar qualquer método contraceptivo, deve ser encaminhada ao serviço de saúde para uma avaliação do seu estado geral: pressão arterial, peso, prevenção do câncer de colo uterino, exame das mamas e tratamento de qualquer doença.

4 Para a escolha do método adequado o casal deverá ter bem claro as expectativas com relação ao tamanho de sua família e que o método escolhido não deverá atrapalhar a sua vivência sexual, devendo o ACS conversar muito com o casal sobre estas questões. 4. Métodos de Planejamento Familiar O que são os métodos? São as formas utilizadas pelas mulheres/homens/casais para evitar ou promover uma gravidez. Alguns métodos servem somente para evitar filhos, outros sevem para ajudar a mulher a engravidar. Quais são os métodos aprovados pelo Ministério da Saúde? 4.1 Métodos Naturais -Muco -Tabela -Temperatura -Sinto Térmico 4.2 Métodos de Barreira -Condom (camisinha) -Diafragma -Espermaticida 4.3 Métodos Hormonais -Pílula 4.4 Método Mecânico -DIU Todo método contraceptivo é seguro quando usado corretamente.

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6 4.1 Métodos Naturais São aqueles que o casal ou a pessoa pode utilizar para evitar ou obter uma gravidez, identificando o período fértil da mulher. Os métodos naturais mais utilizados são: A temperatura A tabela O muco cervical ou da ovulação (Billings) Sinto Térmico Temperatura O método da temperatura ajuda a conhecer a época do ciclo menstrual em que a mulher pode ficar grávida (período da ovulação). Ele é feito através da tomada da temperatura do corpo. O corpo feminino sofre uma alteração de temperatura no período da ovulação, ou seja, no período fértil. Como usar o método: Para usar este método é preciso construir um gráfico, com ajuda do Posto de Saúde. Para isso, a mulher deverá: medir a temperatura a cada dia do ciclo menstrual após 3 a 5 horas de sono e anotar em papel quadriculado comum. Ligar os pontos referentes a cada dia, formando uma linha que vai do 1º ao 2º ao 3º, até o último dia. A temperatura deve ser medida sempre em baixo da língua, usando o mesmo termômetro. observar se ocorre um aumento da temperatura de no mínimo 0,2 C por 4 dias consecutivos. O período fértil termina na manhã do 4º dia em que for observada a temperatura elevada. depois de um mês de observação, voltar ao serviço de saúde para verificar se as anotações estão certas, e após três meses retornar para construir o gráfico.

7 O gráfico da temperatura vai indicar o período fértil da mulher. Por esse método o casal só pode ter relações sexuais, sem risco de gravidez, no período entre o final da ovulação e a menstruação. fértil. Se a mulher e seu companheiro desejam uma gravidez, devem ter relações no período Principais fatores que afetam a temperatura: -Mudanças no horário em que se verifica a temperatura; -Bebidas alcoólicas; -Recolher-se tarde da noite; -Perturbações no sono; -Doenças como resfriados, gripes ou infecções; -Mudanças de ambiente; -Cansaço; -Comer em horário próximo da hora de dormir. Não devem utilizar o método da temperatura as mulheres que: -Não menstruam ou têm irregularidade na menstruação; -Têm alterações psíquicas ou estão muito cansadas; -Têm o sono interrompido ou irregular que impossibilita um repouso de pelo menos 3 horas antes de medir a temperatura; -Estão na pré-menopausa. O que o Agente Comunitário de Saúde pode fazer -Estimular que a mulher compareça ao serviço de saúde uma vez por mês nos 6 primeiros meses de uso do método; -Retornar 12 meses após o início de uso do método e passar a fazer consultas anuais.

8 Tabela A tabela é um método que ajuda a mulher a descobrir a época do mês em que ela pode ficar grávida. Esta época chama-se período fértil. Tabelas prontas não são seguras. A tabela de uma mulher não serve para outra pois cada uma tem um ciclo menstrual diferente. É importante ter um calendário para marcar a cada mês o início do ciclo menstrual. Como usar o método -Usar o calendário do ano para marcar todo mês o primeiro dia da menstruação. O ciclo menstrual começa no primeiro dia da menstruação e termina na véspera da menstruação seguinte. -A mulher deve contar quantos dias cada menstruação demorou para vir. Este período é o ciclo menstrual. Exemplo: Período Menstrual 1º Dia da Menstruação Véspera da Menstruação Duração do Ciclo (dias) seguinte 04/03 31/ /04 28/ /04 29/ /05 27/ /07 25/ /08 24/ /09 23/ /10 23/11 30 Construir a tabela: Anotar, durante 8 meses, quantos dias durou cada ciclo menstrual. 1ºciclo: 28 dias 2ºciclo: 28 dias 3ºciclo: 31 dias 4ºciclo: 28 dias 5ºciclo: 28 dias 6ºciclo: 30 dias 7ºciclo: 30 dias 8ºciclo: 30 dias

9 Contar quantos dias durou ciclo menor = 28 dias e o ciclo maior = 31 dias Em seguida, fazer a conta: Número de dias do ciclo menor: 28 menos 18 = 10 Número de dias do ciclo maior: 31 menos 11 = 20 Período fértil vai do 10º dia ao 20º do ciclo menstrual. Quando a mulher não quer engravidar, não deve ter relações neste período. Não devem utilizar o método da tabela as mulheres: - Adolescentes, que ainda não menstruam com regularidade; - As que acabaram de parir ou abortar; - As que pararam recentemente de tomar a pílula; - As que acabaram de tirar o DIU; - As no período do climatério; - As que estão amamentando; - As que têm uma diferença de 10 ou mais dias entre o ciclo menor e o maior; - As que não menstruam; - As que têm alterações psíquicas que impeçam o uso correto do método. O que o Agente Comunitário de Saúde pode fazer - Explicar que é necessário observar e anotar o ciclo menstrual durante 8 meses para começar a usar este método. - Esclarecer a mulher para não confundir o dia do ciclo menstrual com o dia do mês. - Explicar que se a mulher e seu companheiro desejam uma gravidez, devem manter relações no período fértil. Se não desejam, devem evitar relações ou usar outro método nesse período. - Cada mulher deve fazer a sua própria tabela. - O casal deve usar outro método (camisinha, diafragma) enquanto estiver fazendo a sua tabela. A pílula não serve, porque regulariza artificialmente o ciclo. - Explicar que alguns fatores externos podem alterar o ciclo menstrual, tais como: doenças, viagens, stress, depressão, mudança de ritmo de trabalho. - Esclarecer ao casal que o sucesso do método depende do entendimento de como funciona a tabela. - Estimular a mulher a comparecer ao serviço de saúde no final do primeiro mês, no sexto e no oitavo mês para a construção da tabela, e para que faça consulta ginecológica anualmente.

10 Muco Cervical O muco é uma secreção produzida pelo colo do útero, que umedece a vagina e, às vezes, aparece na calcinha. Ele varia de aparência em cada período do ciclo menstrual. Aprendendo essas diferenças, é possível saber qual é o período fértil. O método do muco indica a época do ciclo menstrual em que a mulher pode ficar grávida (período da ovulação). Como usar o método A mulher deve examinar o muco diariamente, colocando o dedo na vagina e, em seguida, observando que tipo de secreção está presente. O aspecto do muco é mais importante do que a quantidade. O que interessa é se ele é pastoso, líquido, elástico, ou se não aparece. No início, é bom se examinar 2 ou 3 vezes ao dia. Depois, com a prática, uma vez só por dia é suficiente. Recomenda-se que o exame seja feito sempre na mesma hora. Anotar as diferenças do muco durante todo o mês. Isto ajudará a memorizar quais são os dias férteis. Características do muco - Logo após a menstruação algumas mulheres têm um período seco, que não é fértil, não tem muco. O casal deve ter relações em noites alternadas para que o sêmem não atrapalhe a observação do muco. - O primeiro muco que aparece é grosso, opaco (branco, ou amarelo), pastoso, e se quebra quando esticado. Por precaução, é melhor evitar relação nesta época. - O muco vai ficando mais elástico, transparente, parece clara de ovo à medida que se aproxima a ovulação. O último dia em que a mulher tem sensação de umidade é chamado dia do ápice. Só quando o muco desaparece ou retorna à aparência de muco pegajoso, com sensação de secura é que se identifica o dia ápice. Na 4ª noite após o dia ápice a mulher entra no período em que não há perigo de gravidez até a menstruação. Se não deseja

11 engravidar pode ter relações sexuais com contato genital neste período. Se a mulher não deseja engravidar deve evitar relações conforme orientação acima ou usar diafragma sem espermaticida e/ou a camisinha sem lubrificação. Se deseja engravidar, deve manter relações sexuais. O que o Agente Comunitário de Saúde pode fazer - Orientar a mulher sobre a diferença entre o muco e corrimento. - Explicar que não adianta examinar o muco, durante a excitação sexual, depois de tomar duchas ou lavagens vaginais, no dia em que houver relação sexual, depois de usar produtos vaginais. - Orientar o casal que é bom evitar ter relações sexuais, nos primeiros 15 dias, do ciclo menstrual até se acostumar com as diferenças do muco. - Explicar qua algumas mulheres não têm dias secos entre a menstruação e o período fértil, devendo evitar relações neste período. - Orientar que mulheres com alterações psíquicas graves não devem utilizar o método. - As que apresentam corrimentos devem procurar o serviço de saúde, para tratamento, o que facilita o aprendizado do muco. - Orientar a mulher para comparecer ao serviço de saúde 1 vez por semana, para saber se está identificando bem o muco e sabendo anotar. - Do 2º ao 6º ciclo, comparecer ao serviço uma vez por mês. - Após o 6º ciclo, comparecer ao serviço de saúde de 6 em 6 meses. Sinto-Térmico É o uso da associação de métodos naturais já descritos. 4.2 Métodos de Barreira São aqueles que evitam a gravidez impedindo a penetração dos espermatozóides no útero. Camisinha (Camisa de vênus, condom, preservativo) A camisinha é um método para ser usado pelo homem, no momento da relação sexual. É uma capinha de borracha bem fina, porém resitente, que se coloca sobre o pênis. Ela evita a

12 gravidez, impedindo que os espermatozóides penetrem na vagina da mulher e serve também para prevenir as DST/AIDS. Como usar o método A camisinha deve ser colocada quando o pênis está ereto (duro), antes de qualquer contato com a região da vagina, porque algum espermatozóide pode escapar, mesmo antes da ejaculação. 1- Segurar a camisinha com delicadeza, evitando tocá-la com as unhas. 2- Desenrolar a pontinha e, com a parte enrolada virada para fora, colocar sobre o pênis. 3- Apertar com cuidado a ponta da camisinha para sair todo o ar e evitar que se rompa durante a relação, desenrolando até chegar perto dos pêlos. Após a relação, o pênis deve ser retirado da vagina enquanto ainda estiver duro. Segurar bem nas beiradas, para não deixar vazar o líquido. Use apenas lubrificantes a base de água Retire com ele ainda duro, segurando bem pelas bordas para não escapar o sêmen. A camisinha não é reutilizável. Coloquea no lixo. O que o Agente Comunitário de Saúde pode fazer Orientar que: - A camisinha deve ser usada em todas as relações sexuais, mesmo fora do período fértil. - A camisinha pode ser associada com o uso de algum espermaticida vaginal. Isto aumenta a segurança do método. - A vagina deve estar bem molhada (lubrificada), para que a penetração seja confortável e a camisinha não se rompa, se a vagina estiver muito seca e a camisinha não for lubrificada, o uso do espermaticida ajudará a penetração.

13 - Em caso de algum acidente (rompimento, deslocamento ou erro ao retirar), não fazer lavagem vaginal, pois ela empurra o espermatozóide para o útero, recomenda-se colocar imediatamente algum espermaticida na vagina, e procurar o Serviço de Saúde para uso de método emergencial. - Se por acaso a camisinha ficar dentro da vagina, isso não é motivo para se assustar. É só puxar com o dedo e usar imediatamente um espermaticida, e procurar o Serviço de Saúde para uso de método emergencial. - As camisinhas devem ser guardadas em lugar fresco, pois o calor estraga a borracha. - Se notar alguma anormalidade na camisinha (furo, cheiro diferente, mofo) não deve ser usada. Trocar por outra. - É importante o uso da camisinha em caso de suspeita de doença sexualmente transmissível no homem ou na mulher e, também, durante ou logo após o tratamento. - Orientar que o casal compareça ao serviço de saúde 1 mês após o início do uso do método para tirar alguma dúvida. Diafragma O diafragma é uma capa de borracha ou silicone, que a mulher coloca, ela mesma, na vagina, antes da relação sexual, tapando assim o cólo do útero. Ele evita a graviez, impedindo que os espermatozóides penetrem no útero Deve ser usado com um espermaticida, para garantir maior segurança. Como usar o método - Para começar a usar o diafragma é necessário a ajuda de um profissional de saúde. - Esta pessoa irá medir o tamanho do fundo da vagina, pois existe um tamanho específico de diafragma para cada mulher. - O papel do orientador é muito importante, pois é ele que irá explicar como colocar e retirar o diafragma, e como verificar de está colocado corretamente. Como colocar e retirar o diafragma É recomendável urinar antes, pois a bexiga cheia pode dificultar a colocação do diafragma. Antes de cada uso, examinar cuidadosamente o diafragma contra a luz, para assegurar-se da inexistência de defeitos ou furos.

14 1- Colocar o espermaticida no fundo do diafragma e espalhar. Depois, se achar melhor, pode colocar mais um pouquinho por fora ou nas bordas. 2- Escolher uma posição confortável (deitada, de cócoras ou com um pé apoiado em um banquinho). 3- Pegar o diafragma pelas bordas e apertar no meio, formando um oito. 4- Com a outra mão, abrir os lábios da vulva e introduzir o diafragma profundamente. Ele se acomoda naturalmente no fundo da vagina. Fica bem encaixadinho, não havendo nenhum perigo de perder-se. Se estiver mal colocado poderá causar desconforto, e isto será facilmente percebido. Para verificar se ele está bem colocado, a mulher deve tocar com o dedo o colo do útero. Verificar se o mesmo está inteiramente coberto pelo diafragma. 5- Para retirá-lo, encaixar o dedo na borda e puxar o diafragma para baixo e para fora.

15 Não devem utilizar o diafragma as mulheres que: - Nunca tiveram relações sexuais; - Têm queda de bexiga ou rutura de períneo; - Têm posição anormal do útero; - Têm infecções urinárias de repetição; - Têm alterações psíquicas graves que impeçam o uso correto; - Têm infecções vaginais. O que o Agente Comunitário de Saúde pode fazer Explicar à mulher como cuidar do diafragma - Lavar sempre com água fria e sabão neutro. Se não tiver sabão neutro, usar só água. - Secar bem com um pano macio e polvilhar com maisena ou goma. - Guardar sempre na caixinha, longe do calor e da luz. - Antes de colocá-lo, olhar contra a luz para ver se não tem nenhum furo. - O diafragma deve ser trocado no prazo recomendado pelo profissional. - Se a borracha ficar enrrugada o diafragma deve ser trocado imediatamente. Orientar que: - Para maior conforto a mulher pode colocar o diafragma um pouco antes da relação sexual; se o diafragma for colocado muito antes da relação o espermaticida vai perdendo o seu efeito. - O diafragma só deve ser retirado 8 horas depois da última relação. - Se o casal tiver mais de uma relação na mesma noite, a mulher deve colocar mais espermaticida na vagina sem retirar o diafragma, e contar 8 horas da últma relação para retirar o diafragma. - O diafragma pode permanecer na vagina, no máximo, por 24 horas. Depois desse tempo, se a mulher desejar continuar com ele, deve retirá-lo para lavar e renovar o espermaticida. - Se a mulher não tiver mais geléia espermaticida pode continuar usando o diafragma assim mesmo. - Em caso de dores no baixo ventre, dor ou ardência ao urinar, encaminhar a mulher ao serviço de saúde para avaliar se o tamanho e o tipo de diafragma está correto. - O primeiro retorno ao serviço de saúde deve ser feito 1 semana após a primeira consulta. - O segundo em 30 dias e os seguintes anualmente. Explicar que: - Não é aconselhável fazer lavagens vaginais, banhos de assento ou de banheira, antes da retirada do diafragma. A água pode dissolver o espermaticida, tornando-o sem efeito; - É necessário medir novamente o fundo da vagina, depois de gravidez, aborto, grande mudança de peso (mais de 10kg), e após operação de períneo.

16 Espermaticida Espermaticidas são produtos para serem colocados na vagina antes da relação sexual. Eles impedem que os espermatozóides penetrem no útero, evitando assim, a gravidez. Os espermaticidas podem ser usados sozinhos, porém são mais seguros quando usados junto com outros métodos (camisinha, diafragma, tabela). Existem vários tipos: cremes, geléia, tabletes ou óvulos. Os cremes e as geléias devem ser colocados bem no fundo da vagina, no máximo uma hora antes da relação sexual, com o auxílio de um aplicador que vem junto com o produto. Como usar o método Os óvulos e tabletes são colocados com o dedo, ou aplicador bem no fundo da vagina, cerca de 15 minutos antes da relação sexual, para que haja tempo de se dissolverem. São menos seguros que os cremes e geléias. Para maior segurança, recomenda-se usar dois óvulos de cada vez. A mulher deve colocar o espermaticida jé deitada, não se levantando mais, para evitar que ele escorra. Cada espermaticida vem com suas instruções de uso. Em caso de dúvidas, pergunte no serviço de saúde. Quando se usa espermaticida, não se deve fazer lavagem vaginal, pelo menos até 8 horas após a relação sexual. Explicar que: O que o Agente Comunitário de Saúde pode fazer - Os espermaticidas devem ser colocados novamente, se houver mais de uma relação na mesma ocasião. - Se o homem não ejacular (gozar) dentro do período de segurança garantido pelo espermaticida, (aproximadamente 1 hora), deve ser feita uma outra aplicação. - Caso seja observado algum corrimento na vagina, é bom interromper o uso do método

17 e consultar um médico. - Algumas pessoas têm alergia a certos espermaticidas, nesse caso, devem procurar o médico, para mudar o produto. - Os espermaticidas devem ser guardados em lugar fresco. Os espermaticidas não devem ser usados por mulheres que não podem de forma alguma engravidar. 4.3 Métodos Hormonais Pílula As pílulas anticoncepcionais são comprimidos feitos com substâncias químicas semelhantes aos hormônios encontrados no corpo da muher. Elas impedem a ovulação, evitando, assim, a gravidez. Existem diferentes tipos de pílulas, as mais usadas vêm em cartelas com 21 comprimidos. A pílula só faz efeito se tomada corretamente.

18 Como usar o método - Para começar a usar a pílula a mulher deve tomar o primeiro comprimido no 1º dia da menstruação. - Continuar tomando 1 comprimido por dia, de preferência na mesma hora até terminar os 21 comprimidos da cartela. - Começar nova cartela 7 dias após a tomada do último comprimido, independente do dia da menstruação. Exemplo: se o último comprimido foi tomado na 4º feira, tomar o primeiro comprimido da próxima cartela na 4º feira da semana seguinte. Se não menstruar, procurar o serviço médico. - Se a mulher esquecer de tomar um comprimido, deve tomá-lo assim que se lembrar, além de tomar o comprimido do dia na hora de sempre. E continuar a cartela. - Se a mulher esquecer de tomar 2 ou mais comprimidos seguidos, fazer o seguinte: Parar de tomar esta cartela. Só iniciar outra cartela no primeiro dia da menstruação. Se não menstruar, procurar o serviço médico. Em qualquer caso de esquecimento, o casal deve usar outro método para garantir maior segurança neste mês (camisinha, diafragma, espermaticida). - Em caso de diarréia ou vômito por mais de 2 dias, interromper o uso da pílula. Utilizar outro método, voltando a tomar outra cartela no primeiro dia da menstruação. Se não menstruar, procurar o serviço de saúde. Não devem utilizar a pílula as mulheres que: - Estão amamentando até 90 dias de pós parto; - Estão grávidas ou com suspeita de gravidez; - Fumam muito e há muito tempo; - Têm pressão alta e outras doenças do coração; - Estão com sangramento fora do período menstrual; - Têm varizes; - Têm enxaqueca (dor de cabeça forte); - Têm convulsões;

19 - Têm diabetes; - Têm glaucoma (doença que aumenta a pressão do olho); - Vão se operar ou acabaram de ser operadas. Orientar que: O que Agente Comunitário de Saúde pode fazer - Se a mulher resolver engravidar, deve parar de tomar a pílula 3 meses antes. Nesse período, usar outro método (camisinha, diafragma). - Só o médico pode avaliar corretamente as mulheres que podem e as que não podem usar este método, e qual o tipo adequado para cada mulher. Ela deve fazer exame clínico e ginecológico completo (inclusive medir a pressão e fazer o preventivo de câncer). - Cada tipo de pílula tem uma maneira correta de ser tomada. A pílula só faz efeito se tomada corretamente. - A mulher deve procurar o médico se a pílula estiver causando algum dos seguintes efeitos: *enjôo, vômitos, desmaios; *dor de estômago ou má digestão; *sangramento fora do período menstrual; *dores de cabeça freqüentes; *inchaço, dores nas pernas, caimbras; *aumento de pêlos no corpo; *ganho ou perda excessiva de peso; *manchas na pele; *falta de menstruação; *nervosismo exagerado ou depressão forte; *problemas de vista; *dores no peito. 4.4 Método Mecânico DIU O Dispositivo Intra Uterino DIU é um aparelhinho feito de um plástico especial, que vem enrolado por um fio de cobre bem fino. Como é colocado o DIU Este aparelho é colocado através da vagina dentro do útero da mulher. Apenas o médico pode colocar o DIU. A época ideal para a colocação do DIU é durante ou logo após a menstruação.

20 A colocação do DIU é simples e rápida, sem precisar de anestesia. Na hora da colocação pode surgir uma cólica. Este sintoma é normal e desaparece logo. O DIU pode ser colocado após seis semanas no caso de parto normal ou cesariana. A mulher não deve ter relações sexuais durante a primeira semana após a colocação do DIU. O DIU tem um tempo de validade (cerca de 6 a 10 anos), dependendo do tipo. Depois desse tempo, ele deve ser retirado ou trocado. Não devem utilizar o DIU as mulheres: - Grávidas ou com suspeita de gravidez; - Com corrimento ou DST; - Que tem sangramento fora do período menstrual; - Que apresentam sangramento abundante e dores fortes durante a menstruação; - Que nunca tiveram filho; - Que já tiveram gravidez nas trompas; - Que tenham anemia; - Que tenham outras doenças. O que o Agente Comunitário de Saúde pode fazer Orientar que: - Antes de colocar o DIU é necesário fazer um exame ginecológico cuidadoso. A vagina, o útero e as trompas devem estar sadios. Se houver alguma doença é preciso tratar, antes de colocar o DIU. - O DIU pode ser retirado quando a mulher desejar ou caso venha a provocar algum problema. - A retirada do DIU só pode ser feita no Serviço de Saúde. - Algumas vezes o organismo pode expulsar o DIU, neste caso a mulher deve procurar o médico imediantamente. - Nos primeiros meses após a colocação do DIU, é normal a mulher sentir cólica leve e ter menstruação aumentada. Se as cólicas persistirem é necessáro procurar o Serviço de Saúde. - Se a mulher ou o companheiro tiverem corrimento ou ardência ao urinar, devem procurar imediatamente o Serviço de Saúde. Neste caso, devem evitar relações sexuais ou usar camisinha durante este período. - Procure o Centro de saúde logo após a 1º menstruação para saber se o DIU está no

21 lugar. Voltar 6 meses e 1 ano após a colocação. Se tudo estiver bem, continuar fazendo exame ginecológico anual. O ACS deve encaminhar a mulher ao médico imediatamente se houver algum dos seguintes sintomas: - Febre sem explicações; - Dores no ventre e nas cadeiras; - Dor nas relações sexuais; - Sangramento fora da menstruação; - Corrimentos; - Atraso menstrual ou outros sinais de gravidez. Esterilização Além dos métodos recomendados pelo Ministério da Saúde existem formas de evitar definitivamente a gravidez através de cirurgia. Pode ser feita no homem ou na mulher. No homem chama-se vasectomia e na mulher laqueadura (amarração ou ligadura de trompas). Essas operações são irreversíveis (definitivas) e consideradas, até o momento, ilegais no Brasil, só podendo ser feitas com indicação médica nos casos em que há risco de vida para a mãe. Quando uma mulher tem problemas de saúde e não pode mais ter filhos, o casal poderá escolher qual dos dois será esterilizado. A decisão de fazer vasectomia ou ligação de trompas cabe ao homem e à mulher. O médico, além da indicação criteriosa, deve prestar todas as informações sobre os riscos e as conseqüências da cirurgia e discutindo a possibilidade do casal de usar outros métodos. Laqueadura ou Liga o de Trompas É uma operação feita nas trompas, para impedir o encontro do óvulo com o espermatozóide, evitando assim, a gravidez.

22 A Laqueadura pode ser indicada quando uma nova gravidez apresentar risco de vida. São os casos de mulheres: - Com doenças graves no coração; - Com diabetes grave, particularmente aquelas que tenham muitos filhos; - Com pressão muito alta; - Com problemas sérios nos rins; - Com doencas pulmonares graves; - Outras doenças. Nesses casos, após a indicação médica, deverá ser feito um documento para o hospital, com a assinatura de 3 médicos aprovando a operação, onde também deve constar a assinatura da mulher, concordando com a laqueadura. A cirurgia só poderá ser feita por médico especializado, em hospital e com anestesia. A mulher deverá ficar internada de acordo com a rotina de cada hospital. Em qualquer caso, cabe sempre à mulher a decisão final. O que o Agente Comunitário de Saúde pode fazer - Cuidar para que antes de serem operadas, as mulheres estejam psicologicamente preparadas e bem informadas sobre as conseqüências da operação. - Explicar que são raros os riscos, as falhas e as complicações da ligação de trompas, mas é preciso discutir com o médico para conhecê-los antes de tomar a decisão final. - Explicar que a operação é feita logo após a menstruação, para se ter certeza de que a mulher não está grávida. -Explicar que para ligar as trompas não têm que fazer cesária, e que uma cesária traz risco para a mulher e para o bebê. Além disso, o período da gravidez e do parto não é o momento ideal para se tomar uma decisão tranqüila e definitiva. Este é mais um motivo pelo qual não se recomenda a laqueadura das trompas durante a cesariana. - Explicar para a mulher, que existe uma operação semelhante para o homem. - Explicar ao casal que a laqueadura é definitiva, discutindo com eles a possibilidade de usar outros métodos. O ACS deve encaminhar a mulher imediatamente ao médico, se depois da operação ocorrer:

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