O AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE E SUA PARTICIPAÇÃO NO PLANEJAMENTO FAMILIAR

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE E SUA PARTICIPAÇÃO NO PLANEJAMENTO FAMILIAR"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC CIES COMISSÃO DE INTEGRAÇÃO ENSINO SERVIÇO DA REGIÃO CARBONÍFERA DE CRICIÚMA/MINISTÉRIO DA SAÚDE CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM REGULAÇÃO E SAÚDE DENISE BECKER FELICIANO O AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE E SUA PARTICIPAÇÃO NO PLANEJAMENTO FAMILIAR CRICIUMA, OUTUBRO DE 2008

2 1 DENISE BECKER FELICIANO O AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE E SUA PARTICIPAÇÃO NO PLANEJAMENTO FAMILIAR Monografia apresentada à Diretoria de Pósgraduação da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, para obtenção do título de especialista em Regulação em Saúde, área de concentração Controle, Avaliação e Auditoria. Orientadora: Profª. Ms. Cecília Marly Spiazzi dos Santos. CRICIUMA, OUTUBRO DE 2008

3 AGRADECIMENTOS 2

4 3 "Há homens que lutam um dia e são bons. Há outros que lutam um ano e são melhores. Há os que lutam muitos anos e são muito bons. Porém, há os que lutam toda a vida. Esses são os imprescindíveis." Bertolt Brecht

5 4 RESUMO Trata-se de pesquisa com abordagem qualitativa em área adstrita de um determinado ESF de um município do sul do estado de santa Catarina. A escolha desta área deu-se pelo fato de possuir um maior numero de gestantes cadastradas segundo consulta no SIAB do município. Teve como objetivo identificar a participação do profissional agente comunitário de saúde (ACS) no programa do planejamento familiar. Obteve-se informações sobre a realização de orientações, o entendimento por parte das mulheres sobre estas orientações, como elas conheceram os métodos contraceptivos utilizados, a realização de capacitações a este profissional para abordagem do assunto junto às mulheres, e o conhecimento de ambos a cerca de suas funções. Os dados foram coletados através de questionário,estes aplicados a 14 mulheres, e 06 ACS.A faixa etária estabelecida para as mulheres foi de 18 a 49 anos, considerado esta, período fértil, sendo identificadas de acordo com critérios de inclusão e exclusão,direcionando aos objetivos da pesquisa. Os resultados deixaram à percepção de que as mulheres, apesar de utilizarem métodos de anticoncepção, não vêem o ACS como um dos atores importantes no repasse das orientações sobre o planejamento familiar. O ACS apesar de afirmar ter recebido capacitação para realização desta atividade, não demonstra conhecimento tanto dos métodos existentes como de sua função frente a esse programa.a pílula,foi o método que teve grande predominância na utilização por parte das mulheres,tendo também sido citado o preservativo masculino.ao questionar sobre o conhecimento do A CS verificou-se uma bagagem de conhecimento limitada e o constrangimento na abordagem do assunto sexualidade as mulheres sem parceiros fixos.diante do exposto,sugere-se que o programa de atenção a saúde da mulher juntamente com as equipes de ESF deste município, verifiquem de forma avaliativa se as capacitações ao ACS estão sendo realizadas de acordo com a sua formação,facilitando seu entendimento, conscientizando da importância deste profissional no planejamento familiar. Palavras-chave: planejamento familiar, agente comunitário de saúde, educação em saúde.

6 5 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Lista de Quadros: Quadro 1 - Gestantes cadastradas no SIAB. No período de 07/2007 a 12/2007, de um município Sul de SC Quadro 2 - Quadro de amostra das mulheres Quadro 3 - Perfil das ACS... 41

7 6 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ACS - Agente Comunitário de Saúde DIU - Dispositivo Intra-Uterino ESF - Estratégia de Saúde da Família NOAS - Norma Operacional de Assistência à Saúde PACS - Programa de Agentes Comunitários de Saúde PAISM - Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher PSF - Programa de Saúde da Família SIAB - Sistema de Informação de Atenção Básica SUS - Sistema Único de Saúde

8 7 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO HIPÓTESES OBJETIVOS Objetivo geral Objetivos Específicos REFERENCIAL TEÓRICO Atenção à Saúde da Mulher Evolução das Políticas de Atenção à Saúde da Mulher Planejamento Familiar Métodos Anticoncepcionais Métodos Naturais Método da Temperatura Basal Corporal Método da Ovulação ou de Billings Método Sinto-Térmico Método Aleitamento Noturno Métodos de Barreira Preservativo Masculino Camisinha Feminina Diafragma Espermicida Contraceptivos hormonais Dispositivo Intra-uterino (DIU) Anticoncepção Definitiva Estratégia Saúde da Família Educação Em Saúde Programa de Agentes Comunitários de Saúde SIAB - Sistema de Informação de Atenção Básicas METODOLOGIA Trajetória Metodológica Tipo de estudo Período de realização do estudo Local de Estudo Sujeito do Estudo Procedimentos para coleta de dados Apresentação e análise dos dados RESULTADOS Perfil da Amostra mulheres Categorização dos Dados Perfil da Amostra ACS Categorização dos dados ACS... 42

9 8 7 CONCLUSÃO REFERÊNCIAS APÊNDICES APÊNDICE A APENDICE B APENDICE C... 56

10 9 1 INTRODUÇÃO O referente estudo é uma solicitação do Curso de Pós-Graduação em Regulação em Saúde, viabilizado através da Comissão de Integração Ensino Serviço da Região Carbonífera de Criciúma/Ministério da Saúde o qual a Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC é a instituição de ensino contratada. Na finalização do curso obter-se-á o título de especialista em Regulação em Saúde Regulação, processo técnico, cientifico e político de intervenção no sistema de saúde e de coordenação da integração dos sistemas municipais, com vistas a adequar a relação entre a oferta e a demanda das ações e serviços de saúde e obter resultados superiores, do ponto de vista social, para viabilizar o acesso de forma equânime, integral e qualificado aos serviços e ações de saúde. (BAHIA, 2005). O tema surgiu através de discussões em sala de aula sobre a avaliação da qualidade dos serviços de saúde prestada a comunidade e, sobretudo diante das experiências vividas com agentes comunitários de saúde na atuação profissional como enfermeiro coordenador de Programa de Agentes Comunitários de Saúde - PACS. O programa de PACS existente desde o inicio dos anos 90, foi efetivamente instituído e regulamentado em 1997, quando se iniciou o processo de consolidação da descentralização de recursos no âmbito do sistema único de saúde (SUS). O desenvolvimento das principais ações deste programa se dá por meio dos agentes comunitários de saúde (ACS) pessoas escolhidas dentro da própria comunidade para atuarem juntas à população. (BRASIL, 2001). Segundo Ministério da Saúde (Brasil 2004) o Sistema de Informação da Atenção Básica - SIAB foi implantado em 1998, sendo hoje a Secretaria de Atenção à saúde, em conjunto com o Departamento de Informação e Informática do SUS a fim de realizar o acompanhamento das ações e dos resultados das atividades realizadas pelas equipes da Estratégia Saúde da Família - ESF. O trabalho do agente comunitário de saúde frente ao planejamento familiar se dá desde a verificação através de uma conversa informal sobre o método que está sendo utilizado pela mulher, esclarecimento a respeito deste ou

11 10 informações sobre os métodos existentes e possível encaminhamento ao serviço responsável. Planejamento familiar é um conjunto de ações em que são oferecidos todos os recursos, tanto para auxiliar a ter filhos, ou seja, recursos para concepção, quanto para prevenir uma gravidez indesejada, ou seja, recursos para a anticoncepção. Esses recursos devem ser cientificamente aceitos e não colocar em risco a vida e a saúde das pessoas, com garantia de liberdade de escolha. (BRASIL, 2006, p.6). Os direitos reprodutivos estão inseridos nos direitos humanos, sendo que os indivíduos para viver em pleno exercício de cidadania necessitam obter todos os direitos humanos. Segundo o Ministério da Saúde (Brasil 2006), as pessoas têm o direito de decidirem, de forma livre e responsável, se querem ou não ter filhos, quantos filhos desejam ter e em que momento de suas vidas. É uma das atribuições do ACS, proporcionar condições para que as famílias residentes em sua microárea conheçam os direitos humanos, sabendo que são necessários para o exercício da plena cidadania, no núcleo familiar e promovendo a vida em sociedade. Com relação à dinâmica do programa de planejamento familiar, encontramos em nossa prática cotidiana uma grande preocupação em divulgação dos métodos existentes no serviço, centralizando as orientações no enfermeiro, esquecendo muitas vezes do profissional ACS que, normalmente, estabelece um vinculo com as famílias por ser uma pessoa da própria comunidade, domicilio que permite obter informações a respeito de sexualidade e reprodução facilitando o repasse de informações sobre métodos contraceptivos de acordo com cada realidade. Segundo a Lei n. º de 25 de Junho de 1986, do Conselho Federal de Enfermagem, dispõem sobre a regulamentação do exercício da Enfermagem: Art. 6º São enfermeiros: o titular do diploma de enfermeiro conferido por instituição de ensino nos termos da lei. Art.11 O enfermeiro exerce todas as atividades de enfermagem, cabendolhe: privativamente: a) Direção do órgão de enfermagem integrante da estrutura básica da instituição de saúde pública e privada, e chefia de serviço e de unidade de enfermagem.

12 11 Ao apresentar a idéia do tema do projeto à coordenação de ESF e a mesma realizando uma consulta ao SIAB (Sistema de Informação da Atenção Básica) observou-se um número expressivo de gestantes cadastradas no programa. Diante destes fatores, ocorreu então, a necessidade por parte do pesquisador realizar um estudo referente a orientações de planejamento familiar realizada pelo ACS as mulheres de sua microárea. Torna-se indispensável repensar a importância do trabalho em equipe, PACS e PSF, valorizando o potencial do profissional ACS para que este contribua de forma efetiva no planejamento familiar em suas visitas domiciliares, não sendo somente um mero preenchedor de formulários e boletins. Diante destes aspectos citados, o estudo tem como pergunta: Os agentes comunitários da saúde da unidade de ESF de uma determinada localidade participam do planejamento familiar? 2 HIPÓTESES O agente comunitário de saúde não conhece suas atribuições; O ACS não é capacitado para realizar orientações de planejamento familiar; A abordagem realizada pelo ACS a respeito do planejamento familiar não está sendo entendida pelas famílias; O ACS não estabelece uma relação de confiança para que possa abordar o assunto de planejamento familiar;

13 12 3 OBJETIVOS 3.1 Objetivo geral Identificar se os Agentes Comunitários de Saúde participam do planejamento familiar. 3.2 Objetivos Específicos - Identificar o conhecimento do ACS a respeito de suas atribuições; - Obter informações a respeito da realização de orientações para o trabalho do ACS no planejamento familiar; - Verificar se as orientações realizadas pelos ACS proporcionam esclarecimento no que se refere ao planejamento familiar; - Verificar a possibilidade de estabelecerem uma relação de confiabilidade junto às famílias para abordagem e orientações de planejamento familiar.

14 13 4 REFERENCIAL TEÓRICO 4.1 Atenção à Saúde da Mulher Segundo Ministério da Saúde (BRASIL, 2004) as mulheres representam a maioria da população brasileira (50,77%) e são as principais usuárias do sistema único de saúde (SUS). Observa-se em nossa realidade que a mulher procura o serviço de saúde, buscando assistência para algum familiar amigo ou conhecido e, sobretudo acaba esquecendo sua saúde, muitas vezes pela sobrecarga de tarefas como dividir-se em trabalhos domésticos, trabalho fora de casa (emprego formal ou informal), e familiar com todo seu contexto de responsabilidades, problemas. Segundo censo demográfico da Fundação Instituto Brasileiro de Estatística-IBGE (2000 apud ZAMPIERI, 2005), em Santa Catarina a população é de , sendo constituídas por mulheres, das quais residem na área urbana e apenas residem na área rural. Apesar de termos a falsa sensação de que nos dias de hoje homens e mulheres vivem em plena igualdade diante da sociedade, observa-se a discriminação pela falta de oportunidade tanto no ambiente familiar como nas relações de trabalho. No entanto não podemos esquecer que esta desigualdade ou discriminação é histórica, havendo avanços, não exatamente como se queria, mas importante na conquista de espaço na sociedade. Na realidade, a mulher ainda tem muitos caminhos a trilhar para reverter totalmente o papel passivo historicamente construído em relação a sua saúde. Precisa conhecer seu corpo, sua sexualidade, sua reprodução para que possa viver sua vida plenamente e se autodeterminar. A mulher brasileira ainda não tem liberdade de escolha sobre o espaçamento das gestações e tem limitada a percepção sobre o leque de opções para regular a sua fecundidade (método contraceptivo mais adequado), apesar de assumir praticamente sozinha o planejamento de números dos filhos. (ZAMPIERI et al., 2005, p.24). Segundo Coelho (2003 apud BRASIL, 2004), quando necessitamos conceituar saúde da mulher, encontra-se várias definições, desde as mais restritas

15 14 direcionando aos aspectos da biologia e anatomia do corpo feminino, ou em uma maior amplitude, interagem com os direitos humanos e cidadania. Na primeira concepção a mulher é vista apenas na sua função reprodutiva, sendo a maternidade seu principal atributo excluindo os direitos sexuais. A Conferência Internacional sobre população e desenvolvimento de 1994, diz que a saúde reprodutiva implica, por conseguinte, que a pessoa possa ter uma vida sexual segura e satisfatória, tendo a capacidade de reproduzir e a liberdade de decidir sobre quando e quantas vezes fazê-lo. A partir destas reflexões não se pode continuar direcionando a atenção à saúde da mulher somente para o período de gravidez e puerpério ou existência de algum agravo instalado. A clientela feminina que atendemos diariamente tem direito a um atendimento para suas necessidades do cotidiano e de informações para que possa decidir sobre sua pessoa como mãe, esposa, e sobre tudo como mulher. 4.2 Evolução das Políticas de Atenção à Saúde da Mulher Segundo Ministério da Saúde (Brasil 2004), no Brasil a saúde da mulher nas primeiras décadas do século XX, foi limitada a clientela relacionada à gravidez e ao parto, traduzindo uma visão restrita sobre a mulher no seu papel de mãe e domestica. Como característica destes programas podemos citar também a fragmentação e metas que eram definidas a nível central sem considerar a realidade local. Nessas décadas o que ocorria era o esquecimento da mulher como cidadão e pessoa, atribuindo que ela somente necessitaria de cuidados quando grávida ou no momento do parto. As questões de qualidade de vida, realização pessoal e oportunidades não se faziam importantes, assim como os demais ciclos de sua vida. A partir de movimentos feministas que acreditavam que a saúde da mulher poderia ser muito mais do que o modelo proposto na época iniciou-se reformulação nas políticas de saúde na mulher. Segundo Ministério da Saúde (Brasil 2004) em1984 foi elaborado o Programa de Assistência Integral a Saúde da Mulher (PAISM).

16 15 O PAISM incorporou como principio de diretrizes as propostas de descentralização e hierarquização e regionalização dos serviços, bem como a integralidade e equidade da atenção. Este programa incluiria medidas preventivas, diagnósticas tratamento e ações educativas, realizando assistência a mulher em ginecologia, pré-natal, parto, puerpério, climatério, planejamento familiar, DST, câncer de colo e mama, sempre levando em conta o perfil da comunidade. Certamente esta nova visão de atenção à mulher, tem sua estreita relação com a constituição de1988, Lei e a Lei 8.142, que reorganiza a atenção básica por meio de estratégia do programa saúde na família. 4.3 Planejamento Familiar O planejamento familiar, direito e todo o individuo, visa proporcionar conhecimento e condições para que este decida sobre sua fertilidade. Programando com consciência e responsabilidade quantos filhos vai ter, em que momentos de sua vida e se deseja tê-los, tendo assim maior autonomia sobre seu futuro. Segundo Zampieri e Nascimento (2005), no Brasil, o planejamento familiar, segundo a constituição de 1988, está fundamentado nos princípios de dignidade humana e da paternidade responsável, sendo de livre decisão do casal. Em 12/11/1996, foi decretado a Lei nº , que regulamenta o planejamento familiar no Brasil, tal lei garante acesso igualitário de informações, meios, métodos e técnicos disponíveis para regulação da fecundidade. (BRASIL, 2004 apud ZAMPIERIE e NASCIMENTO, 2005). A utilização de métodos para impedir a reprodução é algo que acontece desde o início da humanidade. Com o passar do tempo estes métodos foram se aprimorando havendo descoberta de novos medicamentos e equipamentos, continuando a mulher sendo responsável imediata pela anticoncepção, quando esta responsabilidade deveria ser assumida pelo casal. Planejar a reprodução traz a mulher maior oportunidades de desenvolvimento pessoal e de participar ativamente na sociedade contribuindo para igualdade para ambos os sexos. Nesta lógica o

17 16 planejar a dois será uma forma de valorizar a mulher como pessoa com direito a conquistar estas oportunidades. Segundo Ministério da Saúde (BRASIL, 2004), na pesquisa nacional sobre demografia e saúde, realizada em 1996, observa-se à concentração no uso de dois métodos contraceptivos: a laqueadura tubária e a pílula (40% e 20%) respectivamente, outros métodos anticoncepcionais como: hormonais injetáveis 1,2% Condón 4,4%, esterilizarão masculina 2,6%, DIU 1,1%, métodos naturais e outros 6,6%). Outros fatos mencionados pela pesquisa, 43% de usuários de algum método interrompem o uso em 12 meses, nos 5 anos que antecedeu a pesquisa 50% dos nascimentos não foram planejados. O Ministério da Saúde (BRASIL, 2004) cita que na NOAS-SUS 2001, está definido que ações de planejamento familiar devem ser trabalhadas na atenção básica e que estão incluídas nas responsabilidades dos municípios em relação à saúde da mulher. Não somente no que diz respeito ao fornecimento do método, mas com ações educativas e de aconselhamento favorecendo uma escolha livre e informada com acompanhamento dos usuários. O censo de 2000 demonstra que a taxa de fecundidade tem aumentado no grupo de 15 a 19 anos de idade com predominância em regiões mais pobres, com menor escolaridade. Neste sentido observa-se que as ações de planejamento familiar estão voltadas às mulheres com parceiros fixos e que e os serviços de saúde não possuem atenção a saúde sexual de suas mulheres, resultando em adoção de métodos sem orientações e consequentemente uso de maneira incorreta. 4.4 Métodos Anticoncepcionais São as formas utilizadas pelas mulheres/homens/casais para planejarem o espaçamento entre uma gravidez e outra ou evitá-la. Pra que os métodos anticoncepcionais sejam eficazes os usuários devem estar orientados para uma escolha correta, sendo que cada indivíduo, casal ou situação é algo em particular necessitando assim de um método especifico para tal.

18 17 São maneiras, medicamentos, objetos e cirurgias usadas pelas pessoas para evitar a gravidez. Existem métodos femininos e masculinos. Existem métodos considerados reversíveis, que são aqueles que a pessoa, após parar de usá-los, volta a ter a capacidade de engravidar. Existem métodos considerados irreversíveis, como a ligadura de trompas uterinas e a vasectomia, porque, após utilizá-los, é muito difícil a pessoa recuperar a capacidade de engravidar. (BRASIL, 2006, p.23) Métodos Naturais: Segundo Zampieri e Nascimento (2005) são métodos que visam identificar o período fértil da mulher, considerando alguns pontos importantes: o período de liberação do óvulo, a sobrevida do óvulo após ovulação e do espermatozóide após sua chegada ao aparelho genital feminino: Método de Ogino-Knauss: (calendário ou tabelinha) objetiva constatar o período da ovulação que ocorre entre 12 a 16 dias antes da próxima menstruação, deve-se verificar o numero de dias de cada ciclo desde o 1º dia da menstruação até o dia que antecede a próxima menstruação durante 8 a 12 ciclos. Calcula-se a diferença do maior ciclo e o menor, sendo que este por acima de seis sua contra indicado a utilização deste método. Caso a diferença for igual à maior que seis calcula-se o período entre da seguinte forma: - Diminuir 18 do menor ciclo, este será o 1º dia do período fértil. - Diminuir 11 do maior ciclo, este será o sétimo dia do período fértil. - A mulher terá que se abster de relações sexuais nestes dias Método da Temperatura Basal Corporal Este método consiste em determinar a fase infértil pós ovulatória através da temperatura do corpo em repouso. Esta temperatura poderá ser medida via oral (5 min), retal ou vaginal (3 min), pela manha auto de realizar qualquer atividade na verificação, observa-se um aumento da temperatura por quatro dias.

19 Método da Ovulação ou de Billings Através da observação da característica do muco cervical que identificará o período fértil e infértil. Na fase pré-ovulatória o muco é pegajoso branco ou amarelo dando uma sensação de secura na vulva. Sob a ação do estrogênio o muco cervical da uma sensação de umidade e lubrificação na vulva indicando o período fértil, é transparente, elástico, escorregadio e fluído. Como clara de ovo na presença deste muco deve se abster de relações sexuais quando não desejar ter filhos Método Sinto-Térmico Utilizado combinado com os demais métodos naturais: Ogino Knaus, temperatura corporal ou billings. Consiste na determinação do período fértil através de sinais e sintomas que indicam a ovulação: dor abdominal, sensação de peso nas mamas, mamas inchadas ou doloridas, variação de humor, enxaqueca, acne, ganho de peso, aumento de apetite, etc Método Aleitamento Noturno A sucção do bebe freqüente leva a anovulação e amenorréia. A amamentação terá que ser de forma exclusiva e com intervalo de 3 horas incluindo a noite devendo ser usado até 6 meses após o parto Métodos de Barreira São métodos utilizados para impedir a penetração dos espermatozóides no canal cervical são eles: preservativo, condon ou camisinha (camisa de vênus), camisinha feminina, diafragma e espermicidas.

20 Preservativo Masculino É um método bastante conhecido em todo o mundo. Trata-se de um envoltório de látex ou borracha que reveste o pênis durante a relação sexual e retém o esperma após a ejaculação. Seu uso também protege contra doenças sexualmente transmissíveis. O preservativo deve ser utilizado em todas as relações sexuais e antes de qualquer contato do pênis com a vagina. Ao colocá-lo deve-se desenrolar o preservativo com o pênis ereto deixando um espaço de 2 cm na extremidade para o armazenamento do sêmen no momento da ejaculação Camisinha Feminina Segundo Cevam (2000 apud ZAMPIERI e NASCIMENTO, 2005), conceitua a camisinha feminina, sendo uma bolsa cilíndrica com anéis de poliuretano nas duas extremidades que é inserida na vagina antes da relação sexual. A camisinha é descartável e pode ser inserida até 8 horas antes da relação. Serve como armazenamento do espermatozóide, impedido o contato deste com a vagina Diafragma O diafragma consiste em um anel flexível coberto no centro com uma fina membrana de borracha em forma de cúpula. A mulher o coloca na vagina antes de cada relação sexual, sendo que cobrirá completamente o colo do útero e a parte superior da vagina. A parte convexa voltada para a vulva e a parte posterior em contato com o fundo de saco de Douglas. Este método exige que a mulher consiga identificar e sentir o colo do útero e não tenha resistência em se tocar. Devendo ser orientada por um profissional até se sentir totalmente segura ao utilizá-lo sozinha.

21 Espermicida São substâncias químicas que recobre a vagina e o colo do útero formando uma película para impedir a penetração dos espermatozóides. Apresentam-se em forma de geléias, cremes, óvulos, supositórios, espumas ou aerossóis, frequentemente o espermicida é utilizado com combinação com diagrama, devendo ser colocado 1 hora antes de cada relação sexual Contraceptivos hormonais - Contraceptivo hormonal oral: chamadas também de pílulas anticonceptivas, são hormônios similares àqueles produzidos pelos ovários da mulher com a finalidade de impedir a concepção. Os tipos de pílula são: combinadas que se divide em monofásicas, bifásicas e trifásicas. Nas monofásicas a dose esteroides é igual e constante nos 21 comprimidos da cartela, devendo-se no final de cada cartela realizar pausa de sete dias, já as bifásicas e trifásicas apresentam formulação diferenciada nas duas ou três fases da cartela. As mini-pílulas agem principalmente no muco cervical e endométrio. Constitui-se de uma cartela com 35 comprimidos utilizados sem pausa entre uma cartela e outra. -Anticoncepcionais hormonais injetáveis: segundo Rocha, Lisboa, Giugliani (1996), a anticoncepção hormonal, que a via de administração injetável tem como mecanismo de ação a inibição da ovulação e alteração no muco cervical dificultando a penetração espermática. O anticoncepcional injetável mais usado é o Acetato de medroxiprogesterona, que é utilizado 150mg de 3 em 3 meses. Zampieri e Nascimento (2005), citam ainda os Injetáveis combinados que são aplicados a cada 30 dias no 5º dia do inicio do ciclo menstrual. - A Pílula de emergência Segundo Ministério da Saúde (BRASIL, 2006) tem como mecanismo e reação impedir e retardar a ovulação, impossibilitando a fecundação. Seu uso é recomendado no uso incorreto de algum método, em violência sexual, ou em caso de expulsão do DIU. É um método altamente eficaz, sendo que não deve ser utilizado como método anticoncepcional regular, pela alta

22 21 concentração de hormônios. Deve ser utilizado o mais rápido possível aumentando assim sua eficácia para evitar uma gravidez indesejada Dispositivo Intra-uterino (DIU) Conforme Zampieri e Nascimento (2005) colocam que os Dispositivos Intra Uterinos são de polietileno inserido no útero da mulher através de vagina, com ou sem adição de substancias metálica, como o cobre ou hormônios. O mecanismo de ação do DIU, ainda não está totalmente definido. Sendo que se identificam alguns efeitos que os DIUs com cobre produzem: presença de corpos estranhos que provoca alterações morfológicas no endométrio e no fluido intra-uterino, efeitos sobre o muco cervical e espermatozóide interferindo na migração e vitalidade dos mesmos. Interferindo também na vitalidade e no transporte do óvulo na trompa. O momento ideal para a colocação é durante ou logo a menstruação, já que neste período o canal cervical está mais dilatado. No pós parto é recomendado após 6 a 8 semanas, quando o parto for normal, e após 8 a 12 semanas quando cesariana. Apesar das recomendações acima, o DIU pode ser colocado em qualquer época, desde que se tenha certeza de que a mulher não está grávida Anticoncepção Definitiva Este método tem como finalidade evitar a gravidez de forma definitiva, podendo ser realizada na mulher (ligadura ou laqueadura tubária) e no homem (vasectomia). Segundo Kauffan e Rondinelli (1989 apud ZAMPIERI e NASCIMENTO, 2005) a laqueadura é um método anticoncepcional irreversível realizado através de procedimentos cirúrgicos que consiste na secção ou obstrução das trompas para impedir o encontro do óvulo com o espermatozóide e com isso a fecundação. É de fundamental importância detectar se esta decisão, do casal ou da mulher, na realização da cirurgia é de forma consciente e sem riscos de arrependimentos futuros. A vasectomia é realizada através da secção do ducto deferente em ambos os lados, promovendo assim a esterilização no homem, pelo bloqueio da passagem dos espermatozóides pelos canais deferentes. Sendo este

23 22 método permanente tem-se a necessidade de verificar o nível de conscientização por parte do paciente ou casal. Segundo Ministério da Saúde (BRASIL, 2006), a escolha do método deve ser informada e com liberdade de escolha ao casal ou a mulher. Cada método possui vantagens e desvantagens, todos com possibilidades de falhas. Um método que se adapte para uma pessoa não será adequado para outra. Por isso é importante procurar um serviço ou profissional de saúde para estar bem informado ao realizar sua escolha, é necessário também o acompanhamento periódico para verificação do uso correto ou o aparecimento de alguma intercorrência. 4.5 Estratégia Saúde da Família O ESF surgiu como um novo modelo de assistência reorganizando todo o sistema de saúde no Brasil, com base na constituição federal e a lei orgânica da saúde. De acordo com Ministério da Saúde (BRASIL, 2003) a estratégia da saúde da família, antes denominado Programa Saúde da Família tem como objetivo geral contribuir para a reorientação do modelo assistencial a partir da atenção básica, em conformidade com os princípios do Sistema Único de Saúde. Nascendo uma nova forma de atuação nas unidades básicas de saúde com responsabilidades entre os serviços de saúde e a população, revertendo o modelo assistencial fazendo com que a família passe a ser objeto de atenção, considerando-se o ambiente onde vive a partir das relações intra e extra familiar, na luta por melhores condições de vida. Conforme Verdi e Coelho (2005) dentre os princípios e diretrizes do SUS vale destacar alguns para que se entendam as mudanças do modelo de saúde prestado a população antes da Lei e e o modelo que se pretende através da estratégia da saúde da família: A Universalidade de Acesso: garantida pelo estado é direito de todos independente de contribuição do cidadão; Integralidade: combinação entre assistência preventiva e curativa de acordo com as necessidades de cada indivíduo em todos os níveis de atenção necessárias;

REPRODUÇÃO HUMANA MÉTODOS CONTRACEPTIVOS OU ANTICONCEPCIONAIS. Prof. Me. Cristino Rêgo 8º Ano Ensino Fundamental II

REPRODUÇÃO HUMANA MÉTODOS CONTRACEPTIVOS OU ANTICONCEPCIONAIS. Prof. Me. Cristino Rêgo 8º Ano Ensino Fundamental II REPRODUÇÃO HUMANA MÉTODOS CONTRACEPTIVOS OU ANTICONCEPCIONAIS Prof. Me. Cristino Rêgo 8º Ano Ensino Fundamental II Métodos Contraceptivos ou Anticoncepcionais 1 Coito Interrompido (Onanismo): Consiste

Leia mais

Noções Básicas da CONTRACEPÇÃO

Noções Básicas da CONTRACEPÇÃO Noções Básicas da CONTRACEPÇÃO Texto dirigido ao trabalho com adolescentes MÉTODOS ANTICONCEPCIONAIS OU CONTRACEPTIVOS Reversíveis: É o método que pode ser parado a qualquer momento, se for por vontade

Leia mais

Prefeitura do Município de São Paulo Secretaria Municipal de Saúde Área Técnica de Saúde da Mulher

Prefeitura do Município de São Paulo Secretaria Municipal de Saúde Área Técnica de Saúde da Mulher Prefeitura do Município de São Paulo Secretaria Municipal de Saúde Área Técnica de Saúde da Mulher PROTOCOLO PARA O FORNECIMENTO DE CONTRACEPTIVOS REVERSÍVEIS NA REDE DE ATENÇÃO BÁSICA DO MUNICÍPIO DE

Leia mais

MÉTODOS CONTRACEPTIVOS

MÉTODOS CONTRACEPTIVOS MÉTODOS CONTRACEPTIVOS MÉTODOS CONTRACEPTIVOS 1. MÉTODOS COMPORTAMENTAIS Os métodos contraceptivos são utilizados por pessoas que têm vida sexual ativa e querem evitar uma gravidez. Além disso, alguns

Leia mais

domingo, 3 de novembro de 2013 MÉTODOS

domingo, 3 de novembro de 2013 MÉTODOS MÉTODOS COITO INTERROMPIDO Método onde o homem retira o pênis de dentro do canal vaginal antes de ocorrer a ejaculaçao (ato sexual interrompido) GRANDE RISCO # o homem pode não retirar a tempo da ejaculação.

Leia mais

M t é o t d o os o Contraceptivos

M t é o t d o os o Contraceptivos Métodos Contraceptivos São meios utilizados para evitar a gravidez quando esta não é desejada, permitindo a vivência da sexualidade de forma responsável. Permitem o planeamento familiar. 2 Como se classificam

Leia mais

Métodos contraceptivos

Métodos contraceptivos Métodos contraceptivos O que são métodos contraceptivos? São processos que permitem evitar uma gravidez não desejada. Todas as pessoas usam o mesmo método contraceptivo? Existem vários métodos contraceptivos.

Leia mais

Métodos contraceptivos

Métodos contraceptivos Métodos contraceptivos http://www.youtube.com/watch?v=igloovv-kc8 Professor: Gil Amaro Aluna: Thalyta M. Baptista Disciplina: Estratégias de Ensino em Biologia Os métodos contraceptivos podem ser divididos

Leia mais

Informe Público - Out/2010 Santa Maria / RS. www.labpasteursm.com.br SEXUALIDADE E CONTRACEPÇÃO

Informe Público - Out/2010 Santa Maria / RS. www.labpasteursm.com.br SEXUALIDADE E CONTRACEPÇÃO SEXUALIDADE E CONTRACEPÇÃO O início da vida sexual é um momento marcante na adolescência. São tantas dúvidas, medos preconceitos e mitos, que as vezes ficamos confusos! O exercício da sexualidade exige

Leia mais

Protocolo para Utilização do Levonorgestrel na Anticoncepção Hormonal de Emergência.

Protocolo para Utilização do Levonorgestrel na Anticoncepção Hormonal de Emergência. Protocolo para Utilização do Levonorgestrel na Anticoncepção Hormonal de Emergência. A Rede Cegonha instituída em junho de 2011 consiste numa rede de cuidados que visa assegurar à mulher o direito ao planejamento

Leia mais

ESF Dr. MAURO NETO REALIZAÇÃO: Kamila Paula Lopes Acadêmica do 8º Período- Curso de Bacharel em Enfermagem Estagio Supervisionado II

ESF Dr. MAURO NETO REALIZAÇÃO: Kamila Paula Lopes Acadêmica do 8º Período- Curso de Bacharel em Enfermagem Estagio Supervisionado II REALIZAÇÃO: Kamila Paula Lopes Acadêmica do 8º Período- Curso de Bacharel em Enfermagem Estagio Supervisionado II ESF Dr. MAURO NETO Profª. Enfª. Drª. Isabel Cristina Belasco Coordenadora do Curso de Enfermagem

Leia mais

Métodos Contraceptivos A prática da anticoncepção é um ato a ser praticado sob supervisão médica

Métodos Contraceptivos A prática da anticoncepção é um ato a ser praticado sob supervisão médica A prática da anticoncepção é um ato a ser praticado sob supervisão médica O que são? A utilização de técnicas, dispositivos ou substâncias capazes de impedir a gestação, temporariamente ou definitivamente.

Leia mais

MÉTODOS CONTRACEPTIVOS. Professora Daiana Escola La Salle Águas Claras 8º ano

MÉTODOS CONTRACEPTIVOS. Professora Daiana Escola La Salle Águas Claras 8º ano MÉTODOS CONTRACEPTIVOS Professora Daiana Escola La Salle Águas Claras 8º ano METODOS DE BARREIRA Imobilizam os espermatozoides, impedindo-os de entrar em contato com o óvulo e ocorrer a fecundação. Espermicidas

Leia mais

PLANEJAMENTO FAMILIAR

PLANEJAMENTO FAMILIAR PLANEJAMENTO FAMILIAR O que é? Qual a importância? A quem interessa? Como fazer? PLANEJAMENTO FAMILIAR (cont.) Fundamentação na legislação Constituição Federal 1988. Título VII Artigo 226 Parágrafo 7 o.

Leia mais

Cartilha Planejamento Familiar. Medicina Preventiva

Cartilha Planejamento Familiar. Medicina Preventiva 2 19 O planejamento familiar é direito assegurado na Constituição Federal e consiste num conjunto de ações que auxiliam o casal que deseja ter filhos ou ainda, na prevenção da gravidez para aqueles que

Leia mais

Protocolo para Utilização do Levonorgestrel na Anticoncepção Hormonal de Emergência

Protocolo para Utilização do Levonorgestrel na Anticoncepção Hormonal de Emergência Protocolo para Utilização do Levonorgestrel na Anticoncepção Hormonal de Emergência A Rede Cegonha, instituída em junho de 2011, consiste numa rede de cuidados que visa assegurar à mulher o direito ao

Leia mais

Gravidez. Métodos Anticoncepcionais

Gravidez. Métodos Anticoncepcionais Gravidez Métodos Anticoncepcionais Conhecendo o Corpo da Mulher e do Homem Para entendermos como a gravidez acontece, primeiramente precisaremos conhecer o funcionamento de algumas partes do corpo humano:

Leia mais

Métodos contraceptivos podem ser:

Métodos contraceptivos podem ser: Oqueéacontracepção? É todo o método que vise impedir a fertilização de um óvulo ou impedir a nidificação do embrião. Métodos contraceptivos podem ser: Métodos naturais. Métodos não naturais Métodos mecânicos.

Leia mais

Tipos de Anticoncepcionais

Tipos de Anticoncepcionais Tipos de Anticoncepcionais Dr. Orlando de Castro Neto Métodos anticoncepcionais ou métodos contraceptivos são maneiras, medicamentos e dispositivos usados para evitar a gravidez. Muitas vezes o método

Leia mais

MÉTODOS HORMONAIS. São comprimidos que contêm estrogênio e progestogênio associados.

MÉTODOS HORMONAIS. São comprimidos que contêm estrogênio e progestogênio associados. MÉTODOS HORMONAIS 1 - ANTICONCEPCIONAIS HORMONAIS ORAIS (PÍLULAS) É o método mais difundido e usado no mundo. As pílulas são consideradas um método reversível muito eficaz e o mais efetivo dos métodos

Leia mais

Nome: Mónica Algares. Ano: 9º Turma: B Nº 17

Nome: Mónica Algares. Ano: 9º Turma: B Nº 17 Nome: Mónica Algares Ano: 9º Turma: B Nº 17 Métodos contraceptivos naturais Método do calendário Se a menstruação ocorre de 28 em 28 dias, a ovulação ocorrerá por volta do 14º dia. Assim, o período fértil

Leia mais

Tecnologia para a regulação dos nascimentos? gravidez indesejada.

Tecnologia para a regulação dos nascimentos? gravidez indesejada. Quais os contributos da Ciência e da Tecnologia para a regulação dos nascimentos? São utilizados para prevenir uma São utilizados para prevenir uma gravidez indesejada. Mét. Contracepção A - Não Naturais

Leia mais

METODOS CONTRACEPTIVOS ENF. MARIANA P. JUSTINO

METODOS CONTRACEPTIVOS ENF. MARIANA P. JUSTINO METODOS CONTRACEPTIVOS ENF. MARIANA P. JUSTINO METODOS DE BARREIRA Imobilizam os espermatozóides, impedindo-os de entrar em contato com o óvulo e de haver fecundação. Espermicidas (sob a forma de óvulos,

Leia mais

Métodos contracetivos

Métodos contracetivos Métodos contracetivos Os futuros pais podem e devem planear a sua família Assim, para evitar uma gravidez indesejada, devem recorrer a métodos contracetivos. podem ser Naturais Não Naturais Calculam o

Leia mais

número 15 - dezembro/2015 RELATÓRIO PARA A SOCIEDADE informações sobre recomendações de incorporação de medicamentos e outras tecnologias no SUS

número 15 - dezembro/2015 RELATÓRIO PARA A SOCIEDADE informações sobre recomendações de incorporação de medicamentos e outras tecnologias no SUS número 15 - dezembro/2015 RELATÓRIO PARA A SOCIEDADE informações sobre recomendações de incorporação de medicamentos e outras tecnologias no SUS RELATÓRIO PARA A SOCIEDADE Este relatório é uma versão resumida

Leia mais

Doenças Sexualmente Transmissíveis (pág. 273)

Doenças Sexualmente Transmissíveis (pág. 273) Doenças Sexualmente Transmissíveis (pág. 273) -DST (no passado conhecidas como doenças venéreas ou doenças de rua ); - São doenças transmitidas por meio de ato sexual ou contato com sangue do doente; -

Leia mais

MANIPULAÇÃO DA FERTILIDADE

MANIPULAÇÃO DA FERTILIDADE MANIPULAÇÃO DA FERTILIDADE A Fertilidade é o termo empregado para categorizar a capacidade de produzir vida. Ao longo do tempo o Homem tem vindo a demonstrar interesse em controlá-la, arranjando para isso

Leia mais

Eu e a minha sexualidade. 2 de Fevereiro de 2009

Eu e a minha sexualidade. 2 de Fevereiro de 2009 Eu e a minha sexualidade Enf.ª Nádia Gonçalves 2 de Fevereiro de 2009 O QUE É A ADOLESCÊNCIA? É a transição entre a infância e a idade adulta; Etapa essencial da vida que permite ao ser humano conquistar

Leia mais

Folheto Informativo para a Contracepção Isotretinoína Pierre Fabre Isotretinoína

Folheto Informativo para a Contracepção Isotretinoína Pierre Fabre Isotretinoína Folheto Informativo para a Contracepção Isotretinoína Pierre Fabre Isotretinoína ISOTRETINOÍNA PIERRE FABRE É UM MEDICAMENTO TERATOGÉNICO É muito importante que você e o seu parceiro sexual sejam plenamente

Leia mais

PONTOS MAIS RELEVANTES DA LEI DO PLANEJAMENTO FAMILIAR

PONTOS MAIS RELEVANTES DA LEI DO PLANEJAMENTO FAMILIAR ESTUDO PONTOS MAIS RELEVANTES DA LEI DO PLANEJAMENTO FAMILIAR Mariza Lacerda Shaw Consultora Legislativa da Área XVI Saúde Pública, Sanitarismo ESTUDO NOVEMBRO/2005 Câmara dos Deputados Praça 3 Poderes

Leia mais

Unidade II Vida e ambiente Aula 7.1 Conteúdo: Métodos Contraceptivos.

Unidade II Vida e ambiente Aula 7.1 Conteúdo: Métodos Contraceptivos. Unidade II Vida e ambiente Aula 7.1 Conteúdo: Métodos Contraceptivos. 2 Habilidade: Compreender o funcionamento dos principais métodos contraceptivos (comportamentais, químicos, de barreira e definitivos).

Leia mais

Para FICAR numa boa...

Para FICAR numa boa... visite: www.redece.org NAMORAR Para FICAR numa boa... TRANSAR e sem sustos... livreto regina_indesign.indd 1 Acontece cada coisa... A Camisinha vazou??!! E agora?!! 2 Engravidar sem querer pode ser um

Leia mais

CENTRO DE ENSINO UNIFICADO DE TERESINA LTDA FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS, SAÚDE, EXATAS E JURÍDICAS DE TERESINA COMISSÃO DE ÉTICA EM PESQUISA CEP

CENTRO DE ENSINO UNIFICADO DE TERESINA LTDA FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS, SAÚDE, EXATAS E JURÍDICAS DE TERESINA COMISSÃO DE ÉTICA EM PESQUISA CEP CENTRO DE ENSINO UNIFICADO DE TERESINA LTDA FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS, SAÚDE, EXATAS E JURÍDICAS DE TERESINA COMISSÃO DE ÉTICA EM PESQUISA CEP CRITÉRIOS DE ETICIDADE A SEREM AVALIADOS CONFORME A RES.196/96

Leia mais

HORMÔNIOS SEXUAIS SISTEMA ENDÓCRINO FISIOLOGIA HUMANA

HORMÔNIOS SEXUAIS SISTEMA ENDÓCRINO FISIOLOGIA HUMANA HORMÔNIOS SEXUAIS SISTEMA ENDÓCRINO FISIOLOGIA HUMANA GLÂNDULAS SEXUAIS GÔNADAS MASCULINAS = TESTÍCULOS GÔNADAS FEMININAS = OVÁRIOS PRODUZEM GAMETAS E HORMÔNIOS SEXUAIS CONTROLE HORMONAL DO SISTEMA TESTÍCULOS

Leia mais

ANEXO II ATRIBUIÇÕES DOS INTEGRANTES DO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA

ANEXO II ATRIBUIÇÕES DOS INTEGRANTES DO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA ANEXO II ATRIBUIÇÕES DOS INTEGRANTES DO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA ATRIBUIÇÕES DO MÉDICO I- Realizar consultas clínicas aos usuários de sua área adstrita; II- Participar das atividades de grupos de controle

Leia mais

JÉSSICA PEDRO DOS SANTOS SARA KATIELI MORAIS DE JESUS GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA

JÉSSICA PEDRO DOS SANTOS SARA KATIELI MORAIS DE JESUS GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA JÉSSICA PEDRO DOS SANTOS SARA KATIELI MORAIS DE JESUS GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA 1. Introdução No presente artigo iremos abordar uma questão quem está em grande destaque em nosso país que é a gravidez na

Leia mais

INSERÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM UMA UNIDADE DE SAÚDE EM PONTA GROSSA-PR

INSERÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM UMA UNIDADE DE SAÚDE EM PONTA GROSSA-PR INSERÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM UMA UNIDADE DE SAÚDE EM PONTA GROSSA-PR SANTOS, Elaine Ferreira dos (estagio II), WERNER, Rosiléa Clara (supervisor), rosileawerner@yahoo.com.br

Leia mais

Aula 16: Métodos Anticoncepcionais

Aula 16: Métodos Anticoncepcionais Aula 16: Métodos Anticoncepcionais Hormônios sexuais femininos Os dois hormônios ovarianos, o estrogênio e a progesterona, são responsáveis pelo desenvolvimento sexual da mulher e pelo ciclo menstrual.

Leia mais

ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA E A PROMOÇÃO DA SAÚDE NO TERRITÓRIO A SAÚDE ATUAÇÃO DO AGENTE COMUNITÁRIO

ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA E A PROMOÇÃO DA SAÚDE NO TERRITÓRIO A SAÚDE ATUAÇÃO DO AGENTE COMUNITÁRIO ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA E A PROMOÇÃO DA SAÚDE NO TERRITÓRIO A SAÚDE ATUAÇÃO DO AGENTE COMUNITÁRIO Marlúcio Alves UFU Bolsista programa CAPES/FCT Jul/dez 2011 A ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA - ESF

Leia mais

ERRATA. Na página 11, continuação do Quadro Esquemático das Normas Operacionais do Sus

ERRATA. Na página 11, continuação do Quadro Esquemático das Normas Operacionais do Sus ERRATA Secretaria de Saúde do DF AUXILIAR EM saúde - Patologia Clínica Sistema Único de Sáude - SUS Autora: Dayse Amarílio D. Diniz Na página 11, continuação do Quadro Esquemático das Normas Operacionais

Leia mais

MÉTODOS CONTRACETIVOS. Hélder Giroto Paiva - EPL

MÉTODOS CONTRACETIVOS. Hélder Giroto Paiva - EPL MÉTODOS CONTRACETIVOS Hélder Giroto Paiva - EPL MÉTODOS CONTRACETIVOS São processos que permitem evitar uma gravidez não desejada. Alguns destes métodos servem também para evitar doenças sexualmente transmissíveis.

Leia mais

Métodos Contraceptivos Reversíveis. DSR- www.saudereprodutiva.dgs.pt

Métodos Contraceptivos Reversíveis. DSR- www.saudereprodutiva.dgs.pt Métodos Contraceptivos Reversíveis Estroprogestativos orais Pílula 21 cp + 7 dias pausa existem vários, podendo ser escolhido o que melhor se adapta a cada mulher são muito eficazes, quando se cumprem

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE JUNDIAÍ DO SUL

PREFEITURA MUNICIPAL DE JUNDIAÍ DO SUL ANEXOII ATRIBUIÇÕES DOS CARGOS PARA CONCURSO PÚBLICO PARA EMPREGO PÚBLICO Nº. 001/2010 JUNDIAÍ DO SUL PARANÁ 1. Para os cargos do grupo PSF Programa da Saúde da Família, conveniados com o Governo Federal:

Leia mais

SESI AMIGA. Assuntos. Gravidez Menstruação Higiene Doenças Sexualidade

SESI AMIGA. Assuntos. Gravidez Menstruação Higiene Doenças Sexualidade SEXO? Eu prefiro contar para minhas colegas do que para minha mãe ou meu pai. Eu sinto medo de conversar com eles, porque eles não gostam de conversar, não consigo, eles não conversam comigo.. SESI AMIGA

Leia mais

DIRETRIZES BÁSICAS DE ATENDIMENTO AO PLANEJAMENTO FAMILIAR NA REDE DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE

DIRETRIZES BÁSICAS DE ATENDIMENTO AO PLANEJAMENTO FAMILIAR NA REDE DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE DIRETRIZES BÁSICAS DE ATENDIMENTO AO PLANEJAMENTO FAMILIAR NA REDE DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE Toda mulher em idade reprodutiva deverá ter avaliação de satisfação e adequação de método anticoncepcional

Leia mais

Guia de orientação e aconselhamento para contracepção hormonal com Sistema Intrauterino (SIU)

Guia de orientação e aconselhamento para contracepção hormonal com Sistema Intrauterino (SIU) Guia de orientação e aconselhamento para contracepção hormonal com Sistema Intrauterino (SIU) Material distribuído exclusivamente por profissionais de saúde às pacientes usuárias de SIU, a título de orientação.

Leia mais

Sim. Principalmente se a mulher estiver no período fértil.

Sim. Principalmente se a mulher estiver no período fértil. É legal saber! Gravidez Transar uma única vez, pode engravidar? Sim. Principalmente se a mulher estiver no período fértil. Minha menstruação na desceu. Estou grávida? Depende. É importante cada mulher

Leia mais

AVALIAÇÃO PRÉ-CONCEPCIONAL DE MULHERES COM IDADE FÉRTIL EM MUNICÍPIOS NO VALE PARAÍBA.

AVALIAÇÃO PRÉ-CONCEPCIONAL DE MULHERES COM IDADE FÉRTIL EM MUNICÍPIOS NO VALE PARAÍBA. AVALIAÇÃO PRÉ-CONCEPCIONAL DE MULHERES COM IDADE FÉRTIL EM MUNICÍPIOS NO VALE PARAÍBA. Mirielle Ravache Machado Dias; Vanessa Felix Da Hora ; Maria Conceição Furtado Lancia Faculdade de Ciências da Saúde

Leia mais

PORTARIA Nº 1.886, DE 18 DE DEZEMBRO DE 1997

PORTARIA Nº 1.886, DE 18 DE DEZEMBRO DE 1997 PORTARIA Nº 1.886, DE 18 DE DEZEMBRO DE 1997 Aprova as Normas e Diretrizes do Programa de Agentes Comunitários de Saúde e do Programa de Saúde da Família. O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso de suas

Leia mais

RELATO DE EXPERIÊNCIA: ADOLESCENTES E ATIVIDADE SEXUAL PRECOCE EM UMA UNIDADE DE SAÚDE NA ZONA OESTE RJ

RELATO DE EXPERIÊNCIA: ADOLESCENTES E ATIVIDADE SEXUAL PRECOCE EM UMA UNIDADE DE SAÚDE NA ZONA OESTE RJ Revista Eletrônica Novo Enfoque, ano 2013, v. 17, n. 17, p. 134 138 RELATO DE EXPERIÊNCIA: ADOLESCENTES E ATIVIDADE SEXUAL PRECOCE EM UMA UNIDADE DE SAÚDE NA ZONA OESTE RJ PORTO, Adriana Vianna Costa 1

Leia mais

O PAPEL DO PROFISSIONAL DE SAÚDE NO PROGRAMA DE PLANEJAMENTO FAMILIAR

O PAPEL DO PROFISSIONAL DE SAÚDE NO PROGRAMA DE PLANEJAMENTO FAMILIAR O PAPEL DO PROFISSIONAL DE SAÚDE NO PROGRAMA DE PLANEJAMENTO FAMILIAR Aluana Moraes 1 Daisy Cristina Rodrigues 1 Icaro Bertechine Soler Lopes 2 RESUMO: Planejamento familiar é o ato consciente de planejar

Leia mais

F. Saúde da Mulher (mulheres de 18 anos e mais de idade) Horário de Início :

F. Saúde da Mulher (mulheres de 18 anos e mais de idade) Horário de Início : F. Saúde da Mulher (mulheres de 18 anos e mais de idade) Horário de Início : Neste módulo, vamos fazer perguntas sobre a sua saúde, exames preventivos, reprodução e planejamento familiar. [Entrevistador:

Leia mais

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA POR: AMANDA REIS NORMANDIA AG.EDUCADOR II SMERJ

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA POR: AMANDA REIS NORMANDIA AG.EDUCADOR II SMERJ GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA POR: AMANDA REIS NORMANDIA AG.EDUCADOR II SMERJ OBJETIVO: DISCUTIR A INCIDÊNCIA DA GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA ASSUNTOS ABORDADOS: ADOLESCÊNCIA GRAVIDEZ PRECOCE PREVENÇÃO DA GRAVIDEZ

Leia mais

Disciplina MSP 0670-Atenção Primária em Saúde I. Atenção Básica e a Saúde da Família 1

Disciplina MSP 0670-Atenção Primária em Saúde I. Atenção Básica e a Saúde da Família 1 Disciplina MSP 0670-Atenção Primária em Saúde I Atenção Básica e a Saúde da Família 1 O acúmulo técnico e político dos níveis federal, estadual e municipal dos dirigentes do SUS (gestores do SUS) na implantação

Leia mais

Princípios Gerais. Política Nacional de Saúde Integral da População Negra 15/10/2012

Princípios Gerais. Política Nacional de Saúde Integral da População Negra 15/10/2012 Princípios Gerais Política Nacional de Saúde Integral da População Negra PORTARIA Nº 992, DE 13 DE MAIO DE 2009 Profª Carla Pintas A Constituição de 1988 assumiu o caráter de Constituição Cidadã, em virtude

Leia mais

7ª série / 8º ano U. E. 11

7ª série / 8º ano U. E. 11 7ª série / 8º ano U. E. 11 Os sistemas genitais masculino e feminino A espécie humana se reproduz sexuadamente. As células reprodutivas femininas os óvulos são produzidas nos ovários da mulher, e as células

Leia mais

VIGILÂNCIA E PROMOÇÃO À SAÚDE

VIGILÂNCIA E PROMOÇÃO À SAÚDE VIGILÂNCIA E PROMOÇÃO À SAÚDE Um modelo de assistência descentralizado que busca a integralidade, com a participação da sociedade, e que pretende dar conta da prevenção, promoção e atenção à saúde da população

Leia mais

O Enfermeiro na Prevenção do Uso/Abuso de Drogas: uma perspectiva para o Programa Saúde da Família

O Enfermeiro na Prevenção do Uso/Abuso de Drogas: uma perspectiva para o Programa Saúde da Família O Enfermeiro na Prevenção do Uso/Abuso de Drogas: uma perspectiva para o Programa Saúde da Família Autoras: Margarida Maria Rocha Bernardes Elaine Cristina Valadares Gertrudes Teixeira Lopes Grupo de Estudos

Leia mais

NOTA CIENTÍFICA: A EVOLUÇÃO DA SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL E A AMPLITUDE E COMPLEXIDADE DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

NOTA CIENTÍFICA: A EVOLUÇÃO DA SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL E A AMPLITUDE E COMPLEXIDADE DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE NOTA CIENTÍFICA: A EVOLUÇÃO DA SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL E A AMPLITUDE E COMPLEXIDADE DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE Ana Iva Corrêa Brum Barros 1 Rayana de Carvalho Freitas 2 Prof. Esp. Gilmar dos Santos Soares

Leia mais

SENSUALIDADE E SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA. Sexualidade X Sensualidade

SENSUALIDADE E SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA. Sexualidade X Sensualidade SENSUALIDADE E SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA A adolescência é uma fase de transição, mudança da infância para a vida adulta. Nesse momento acontecem várias modificações no corpo, surgem várias dúvidas, medo,

Leia mais

Saúde, Adolescência e Juventude:promovendo a equidade e construindo habilidades para a vida Seminário Internacional, - Brasília, 15 a 18 de outubro

Saúde, Adolescência e Juventude:promovendo a equidade e construindo habilidades para a vida Seminário Internacional, - Brasília, 15 a 18 de outubro Saúde, Adolescência e Juventude:promovendo a equidade e construindo habilidades para a vida Seminário Internacional, - Brasília, 15 a 18 de outubro 2013 Dimensão demográfica População em 2010: 190.755.799

Leia mais

< Maria Inês; nº 17; 9ºB > < Ricardo Santos; nº18; 9ºB >

< Maria Inês; nº 17; 9ºB > < Ricardo Santos; nº18; 9ºB > Índice < Maria Inês; nº 17; 9ºB > < Ricardo Santos; nº18; 9ºB > Índice Índice... 2 Métodos Contraceptivos... 3 O que são?... 3 Métodos Reversíveis... 4 Métodos Contraceptivos Hormonais... 4 Pílula Contraceptiva...

Leia mais

SUS: princípios doutrinários e Lei Orgânica da Saúde

SUS: princípios doutrinários e Lei Orgânica da Saúde Universidade de Cuiabá - UNIC Núcleo de Disciplinas Integradas Disciplina: Formação Integral em Saúde SUS: princípios doutrinários e Lei Orgânica da Saúde Profª Andressa Menegaz SUS - Conceito Ações e

Leia mais

1948 Lista os direitos e deveres fundamentais de todo ser humano. 1959 Estabelece direitos universais das crianças.

1948 Lista os direitos e deveres fundamentais de todo ser humano. 1959 Estabelece direitos universais das crianças. LEVANTAMENTO DOS MARCOS LÓGICOS E LEGAIS DO PROGRAMA NACIONAL DE DST E AIDS PNDST-AIDS 1. Marcos Lógicos NORMATIVAS INTERNACIONAIS DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS 1948 Lista os direitos e deveres

Leia mais

PROVA PRÁTICA ACS CONCURSO PÚBLICO PREFEITURA MUNICIPAL DE MARACANAÚ

PROVA PRÁTICA ACS CONCURSO PÚBLICO PREFEITURA MUNICIPAL DE MARACANAÚ QUESTÃO 01 O Agente Comunitário de Saúde tem como objetivo principal contribuir para a qualidade de vida das pessoas e da comunidade. Analise as opções abaixo e marque a alternativa incorreta: A) Conhecer

Leia mais

PROJETO DE LEI N o, DE 2007.

PROJETO DE LEI N o, DE 2007. PROJETO DE LEI N o, DE 2007. (Do Srº Luiz Bassuma) Dá nova redação ao parágrafo único do art. 6º e ao parágrafo único do art. 9º, ambos da Lei nº 9.263/96, que regula o 7º do art. 266 da Constituição Federal.

Leia mais

COMPARAÇÃO DOS CONHECIMENTOS SOBRE SEXO, GRAVIDEZ, DST s E AIDS ANTES E APÓS TREINAMENTO ADOLESCENTES MULTIPLICADORES

COMPARAÇÃO DOS CONHECIMENTOS SOBRE SEXO, GRAVIDEZ, DST s E AIDS ANTES E APÓS TREINAMENTO ADOLESCENTES MULTIPLICADORES COMPARAÇÃO DOS CONHECIMENTOS SOBRE SEXO, GRAVIDEZ, DST s E AIDS ANTES E APÓS TREINAMENTO ADOLESCENTES MULTIPLICADORES Fernanda Bartalini Mognon¹, Cynthia Borges de Moura² Curso de Enfermagem 1 (fernanda.mognon89@gmail.com);

Leia mais

Serviço de Psicologia e Orientação da Escola Secundária de Lagoa

Serviço de Psicologia e Orientação da Escola Secundária de Lagoa Serviço de Psicologia e Orientação da Escola Secundária de Lagoa Contracepção e métodos contraceptivos O que é a contracepção? A contracepção é uma forma de evitar a gravidez, pois interfere nas fases

Leia mais

Acesso à anticoncepção de emergência: direito das mulheres e dever do Estado Beatriz Galli

Acesso à anticoncepção de emergência: direito das mulheres e dever do Estado Beatriz Galli Acesso à anticoncepção de emergência: direito das mulheres e dever do Estado Beatriz Galli A anticoncepção, ou contracepção de emergência é um método contraceptivo que pode evitar a gravidez após a relação

Leia mais

Minha filha está ficando uma moça!

Minha filha está ficando uma moça! Minha filha está ficando uma moça! A UU L AL A O que faz as meninas se transformarem em mulheres? O que acontece com seu corpo? Em geral, todos nós, homens e mulheres, somos capazes de lembrar muito bem

Leia mais

A POLÍTICA DE PROTEÇÃO DA MATERNIDADE JULIO MAYER DE CASTRO FILHO

A POLÍTICA DE PROTEÇÃO DA MATERNIDADE JULIO MAYER DE CASTRO FILHO A POLÍTICA DE PROTEÇÃO DA MATERNIDADE JULIO MAYER DE CASTRO FILHO Ministério da Saúde Diretrizes gerais Pacto pela Saúde Estados ComissãoBi partite Municípios Plano Municipal de Saúde Objetivos Ações estratégicas

Leia mais

2 Agentes Comunitários de Saúde e sua atuação

2 Agentes Comunitários de Saúde e sua atuação 2 Agentes Comunitários de Saúde e sua atuação 1. A saúde é direito de todos. 2. O direito à saúde deve ser garantido pelo Estado. Aqui, deve-se entender Estado como Poder Público: governo federal, governos

Leia mais

CONSENTIMENTO INFORMADO

CONSENTIMENTO INFORMADO CONSENTIMENTO INFORMADO VASECTOMIA O(A) beneficiário(a) que abaixo firma este termo, declara conhecimento de que somente é permitida a esterilização voluntária sob as seguintes condições: a) em homens

Leia mais

CURSO DE ENFERMAGEM Reconhecido pela Portaria nº 270 de 13/12/12 DOU Nº 242 de 17/12/12 Seção 1. Pág. 20 PLANO DE CURSO

CURSO DE ENFERMAGEM Reconhecido pela Portaria nº 270 de 13/12/12 DOU Nº 242 de 17/12/12 Seção 1. Pág. 20 PLANO DE CURSO CURSO DE ENFERMAGEM Reconhecido pela Portaria nº 270 de 13/12/12 DOU Nº 242 de 17/12/12 Seção 1. Pág. 20 Componente Curricular: ENFERMAGEM EM ATENÇÃO À SAÚDE DA MULHER E DO HOMEM I Código: ENF - 209 Pré-requisito:

Leia mais

Aula 21 e 22 GRAVIDEZ, MÉTODOS CONTRACEPTIVOS E DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

Aula 21 e 22 GRAVIDEZ, MÉTODOS CONTRACEPTIVOS E DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS Aula 21 e 22 GRAVIDEZ, MÉTODOS CONTRACEPTIVOS E DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS Adolescência: formação escolar e profissional. Asseio íntimo com ducha vaginal depois da relação sexual previne a gravidez?

Leia mais

Gestão do Trabalho em Saúde

Gestão do Trabalho em Saúde Universidade Federal de Alagoas Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação Prova de Conhecimentos Específicos da Especialização Lato Sensu UFAL 2012.1 Gestão do Trabalho em Saúde CADERNO DE QUESTÕES INSTRUÇÕES

Leia mais

LEI MUNICIPAL Nº 871/2010, de 08-02-10.

LEI MUNICIPAL Nº 871/2010, de 08-02-10. LEI MUNICIPAL Nº 871/2010, de 08-02-10. DISPÕE SOBRE A CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA EMERGENCIAL DE PROFISSIONAIS PARA ÁREA MÉDICA ESPECIALIZADA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. IRANI LEONARDO CHERINI PREFEITO MUNICIPAL

Leia mais

CIÊNCIAS E PROGRAMA DE SAÚDE

CIÊNCIAS E PROGRAMA DE SAÚDE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO CIÊNCIAS E PROGRAMA DE SAÚDE 15 CEEJA MAX DADÁ GALLIZZI PRAIA GRANDE - SP Só se constrói uma nação com cidadãos. Só se constrói cidadãos

Leia mais

O PROGRAMA SAÚDE DA FAMILIA NA COMPREENSÃO DOS AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE

O PROGRAMA SAÚDE DA FAMILIA NA COMPREENSÃO DOS AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE O PROGRAMA SAÚDE DA FAMILIA NA COMPREENSÃO DOS AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE VIDAL, Kiussa Taina Geteins; LIMA, Flávia Patricia Farias; SOUZA, Alcy Aparecida Leite; LAZZAROTTO, Elizabeth Maria; MEZA, Sheila

Leia mais

Contracepção na Adolescência. Fátima Palma - 2007

Contracepção na Adolescência. Fátima Palma - 2007 Contracepção na Adolescência Fátima Palma - 2007 Os adolescentes são considerados um grupo de risco em termos de saúde sexual e reprodutiva OMS 1980 Educação sexual Cultura, Religião, Industrialização

Leia mais

DIREITOS DA GESTANTE: CONHECER PARA EXIGIR

DIREITOS DA GESTANTE: CONHECER PARA EXIGIR DIREITOS DA GESTANTE: CONHECER PARA EXIGIR Núcleo Interdisciplinar de Estudos de Gênero Universidade Federal de Viçosa Viçosa - MG Produção: Núcleo Interdisciplinar de Estudos de Gênero NIEG Paula Dias

Leia mais

Plano Municipal de Enfrentamento ao uso prejudicial de Crack, Álcool e Outras Drogas

Plano Municipal de Enfrentamento ao uso prejudicial de Crack, Álcool e Outras Drogas Plano Municipal de Enfrentamento ao uso prejudicial de Crack, Álcool e Outras Drogas 1. APRESENTAÇÃO e JUSTIFICATIVA: O consumo de crack vem aumentando nas grandes metrópoles, constituindo hoje um problema

Leia mais

Tratamentos convencionais

Tratamentos convencionais CAPÍTULO 17 Tratamentos convencionais A indicação terapêutica baseia-se na história clínica do casal, juntamente com a avaliação da pesquisa básica laboratorial. Levase também em consideração a ansiedade

Leia mais

Índice 1. INFORMAÇÃO ADICIONAL... 2 2. PREVENÇÃO DA GRAVIDEZ E TOCTINO... 2 3. TESTE DE GRAVIDEZ... 4 4. MÉTODOS ADEQUADOS DE CONTRACEÇÃO...

Índice 1. INFORMAÇÃO ADICIONAL... 2 2. PREVENÇÃO DA GRAVIDEZ E TOCTINO... 2 3. TESTE DE GRAVIDEZ... 4 4. MÉTODOS ADEQUADOS DE CONTRACEÇÃO... Índice 1. INFORMAÇÃO ADICIONAL... 2 2. PREVENÇÃO DA GRAVIDEZ E TOCTINO... 2 3. TESTE DE GRAVIDEZ... 4 4. MÉTODOS ADEQUADOS DE CONTRACEÇÃO... 4 5. MÉTODOS CONTRACETIVOS PRIMÁRIOS... 5 5.1 Contraceção hormonal...

Leia mais

Pesquisa Nacional de Saúde

Pesquisa Nacional de Saúde Diretoria de Pesquisas Coordenação de Trabalho e Rendimento Pesquisa Nacional de Saúde 21/08/15 Histórico INVESTIGAÇÃO DO TEMA SAÚDE... 1998 2003 2008 2013 PNAD Características da PNS Pesquisa Domiciliar

Leia mais

Assine e coloque seu número de inscrição no quadro abaixo. Preencha, com traços firmes, o espaço reservado a cada opção na folha de respostas.

Assine e coloque seu número de inscrição no quadro abaixo. Preencha, com traços firmes, o espaço reservado a cada opção na folha de respostas. Prezado(a) candidato(a): Assine e coloque seu número de inscrição no quadro abaixo. Preencha, com traços firmes, o espaço reservado a cada opção na folha de respostas. Nº de Inscrição Nome ASSINALE A RESPOSTA

Leia mais

Transa legal. Decidir o melhor momento na vida para ter filhos é direito de todos. É uma questão de liberdade.

Transa legal. Decidir o melhor momento na vida para ter filhos é direito de todos. É uma questão de liberdade. 90 transa legal Transa legal métodos anticoncepcionais Decidir o melhor momento na vida para ter filhos é direito de todos. É uma questão de liberdade. A discussão sobre métodos anticoncepcionais não pode

Leia mais

-VIA DA UNIMED- CONSENTIMENTO INFORMADO CONCORDANDO COM A INSTALAÇÃO DE DISPOSITIVO INTRA-UTERINO COMO MÉTODO REVERSÍVEL DE ANTICONCEPÇÃO.

-VIA DA UNIMED- CONSENTIMENTO INFORMADO CONCORDANDO COM A INSTALAÇÃO DE DISPOSITIVO INTRA-UTERINO COMO MÉTODO REVERSÍVEL DE ANTICONCEPÇÃO. Após Preenchimento entregar: ORIGINAL NA ULP; 01 CÓPIA P/ MÉDICO; 01 CÓPIA P/ PACIENTE. -VIA DA UNIMED- CONSENTIMENTO INFORMADO CONCORDANDO COM A INSTALAÇÃO DE DISPOSITIVO INTRA-UTERINO COMO MÉTODO REVERSÍVEL

Leia mais

MANUAL DE PLANEJAMENTO FAMILIAR

MANUAL DE PLANEJAMENTO FAMILIAR MANUAL DE PLANEJAMENTO FAMILIAR para Agentes Comunitários de Saúde gentilmente cedido ao Brasil sem Grades para publicação pela Prefeitura de Boqueirão do Leão/RS 1. Planejamento Familiar Direito Constitucional

Leia mais

PROTOCOLO TÉCNICO PARA AUTORIZAÇÃO DE IMPLANTE DE DIU HORMONAL (MIRENA)

PROTOCOLO TÉCNICO PARA AUTORIZAÇÃO DE IMPLANTE DE DIU HORMONAL (MIRENA) PROTOCOLO TÉCNICO PARA AUTORIZAÇÃO DE IMPLANTE DE DIU HORMONAL (MIRENA) Este documento deve ser totalmente preenchido e encaminhado para autorização prévia. BENEFICIÁRIA N DO CARTÃO DA UNIMED MEDICO SOLICITANTE

Leia mais

Ministério da Saúde NORMA OPERACIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR NO SUS NOST-SUS

Ministério da Saúde NORMA OPERACIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR NO SUS NOST-SUS Ministério da Saúde NORMA OPERACIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR NO SUS NOST-SUS APRESENTAÇÃO O presente documento é resultado de um processo de discussão e negociação que teve a participação de técnicos

Leia mais

SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE X ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO EM UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE INTRODUÇÃO

SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE X ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO EM UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE INTRODUÇÃO LÍVIA CRISTINA FRIAS DA SILVA SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE X ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO EM UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE Ms. Maria de Fátima Lires Paiva Orientadora São Luís 2004 INTRODUÇÃO Sistema Único de Saúde - Universalidade

Leia mais

Documento que marca as reformas na atenção à saúde mental nas Américas.

Documento que marca as reformas na atenção à saúde mental nas Américas. CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas LEVANTAMENTO DOS MARCOS TEÓRICOS E LEGAIS DO CAPS CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL 1. Marco Teórico NORMATIVAS

Leia mais

A problemática do uso abusivo do álcool e outras drogas requer ações preventivas, curativas e reabilitadoras, pautadas em ações intersetoriais e

A problemática do uso abusivo do álcool e outras drogas requer ações preventivas, curativas e reabilitadoras, pautadas em ações intersetoriais e A problemática do uso abusivo do álcool e outras drogas requer ações preventivas, curativas e reabilitadoras, pautadas em ações intersetoriais e interdisciplinares, visando à melhoria da qualidade de vida

Leia mais

Sexualidade na Adolescência

Sexualidade na Adolescência Sexualidade na Adolescência Adolescer é um contínuo nascer. Adolescer habita no crescer adolescer transpira o viver. É preciso acolher o adolescer Acolher para facilitar o conhecer. Acolher para não precisar

Leia mais

O Suas Sistema Único da Assistência Social em perspectiva Valéria Cabral Carvalho, CRESS nº 0897 Luiza Maria Lorenzini Gerber, CRESS nº 0968

O Suas Sistema Único da Assistência Social em perspectiva Valéria Cabral Carvalho, CRESS nº 0897 Luiza Maria Lorenzini Gerber, CRESS nº 0968 O Suas Sistema Único da Assistência Social em perspectiva Valéria Cabral Carvalho, CRESS nº 0897 Luiza Maria Lorenzini Gerber, CRESS nº 0968 Com a Constituição Federal de 1988, a Assistência Social passa

Leia mais

I. APRESENTAÇÃO... i II. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE VITÓRIA (ES)... 1

I. APRESENTAÇÃO... i II. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE VITÓRIA (ES)... 1 SUMÁRIO I. APRESENTAÇÃO... i EQUIPE... iii METODOLOGIA... v II. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE VITÓRIA (ES)... 1 1. CARACTERÍSTICAS GEOGRÁFICAS E DEMOGRÁFICAS... 1 2. CARACTERÍSTICAS ECONÔMICAS... 1 3.

Leia mais

PORTARIA 295/04 - SMS - Publicada em DOM de 19 de Maio de 2.004

PORTARIA 295/04 - SMS - Publicada em DOM de 19 de Maio de 2.004 PORTARIA 295/04 - SMS - Publicada em DOM de 19 de Maio de 2.004 GONZALO VECINA NETO, Secretário Municipal da Saúde, no uso das atribuições que lhe são conferidas por Lei, Considerando que a porcentagem

Leia mais

Adolescentes e jovens preparados para tomar suas próprias decisões reprodutivas

Adolescentes e jovens preparados para tomar suas próprias decisões reprodutivas Adolescentes e jovens preparados para tomar suas próprias decisões reprodutivas Andrea da Silveira Rossi Brasília, 15 a 18 out 2013 Relato de adolescentes e jovens vivendo com HIV Todo adolescente pensa

Leia mais