Parto e Distócia. Luís Montenegro Hospital Veterinário Montenegro Lisboa 2013

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Parto e Distócia. Luís Montenegro Hospital Veterinário Montenegro Lisboa 2013"

Transcrição

1

2 Parto e Distócia Luís Montenegro Hospital Veterinário Montenegro Lisboa 2013

3 Parto Tempo de Gestação Cadela: 63 dias ( 65 +/- 1 dia após pico de LH; 63 após a ovulação; 57 dias após o metaestro) Gata: após a cópula Tamanho da Ninhada - Raças pequenas: Ninhadas pequenas - Raças grandes: Ninhadas grandes

4 Fisiologia do Parto Diminuição da Nutrição Placentária Eixo hipotálamo-pituitário-adrenal fetal Aumento da libertação do cortisol fetal e maternal Aumento da libertação de prostaglandina PGF 2α Acção luteolítica Progesterona vai nos últimos 7 dias, ocorrendo uma queda abrupta final, horas antes do parto

5 Fisiologia do Parto Pressão dos fetos Estímulo dos Recetores Sensoriais do Cérvix Arco Reflexo Espinhal Hipotálamo liberta oxitocina Contracções Abdominais Contracções Uterinas

6 Endocrinologia do Parto Resumindo O PARTO é desencadeado por fatores maternos e fetais. o de cortisol fetal e materno, leva a um da produção de PGF2α por parte do útero. As prostaglandinas podem estimular a contração uterina diretamente ou entrar na circulação materna e estimular a libertação de Oxitocina por parte da Pituitária.

7 Endocrinologia do Parto É necessária uma diminuição dos níveis de Progesterona < 1 a 2 ng/ml para que ocorra o parto. Em consequência, os níveis de Prolactina aumentam para perto dos 120 ng/ml (quando na semana anterior rondavam os 40 ng/ml)

8 Endocrinologia do parto

9 Endocrinologia do parto

10 Previsão do Início do Parto Tarefa que pode ser difícil: Gestação pode ir desde os 57 aos 72 dias Estimativa a partir da data de ovulação é a mais precisa Em termos práticos, a avaliação mais simples é a temperatura rectal frequência cardíaca dos fetos

11 Factores que permitem prever o início do parto Factor de Previsão Data de cobrição Data de ovulação (determinada por:) Interpretação 57 a 72 dias depois 1. LH 64 a 66 dias depois 2. Progesterona 12 a 24 horas após o declínio pré parto 3. Citologia vaginal de diestro 57 dias depois 4. Temperatura rectal 8 a 24 horas antes do parto ( 1 C) Radiografia dos fetos Ultrasonografia dos fetos Início da lactação Comportamento de ninho Relaxamento tracto reprodutivo Lochia Slide seguinte Ø biparietal e do tronco No máximo 15 dias antes do parto 5 a 7 dias antes do parto Relaxina- pré parto 1 a 2 horas antes (separação da placenta)

12 Previsão do Início do Parto Radiografia dos fetos Mineralização do crânio, coluna vertebral e costelas: 20 a 22 dias pré-parto Mineralização das vértebras caudais, fíbula, calcâneo: 2 a 9 dias pré-parto Dentição: 3 a 8 dias pré parto

13 Previsão do Início do Parto Stress Fetal O diagnóstico de stress fetal pode diferenciar eutócia de distócia antes de a mãe demonstrar qualquer sinal clínico. A frequência cardíaca normal é de 150 a 160 batimentos por minuto.

14 Sinais de Aproximação de Parto Sinal + importante Queda da temperatura rectal Cadela: 8-24 horas antes do parto Gata: 12 horas antes do parto Comportamento de ninho 12 a 24 horas antes do parto Relaxamento da musculatura pélvica e abdominal Contrações uterinas, crescentes em frequência e intensidade

15 Fases do parto

16 Parto - Fase I Sincronização das contrações uterinas dilatação do cérvix Relaxamento vaginal Contrações uterinas ativas e intermitentes sem sinais de contrações abdominais Duração de 6 a 12 horas - até 36 horas se fêmea nervosa ou primípara, mas temperatura rectal deve permanecer baixa) Comportamento de ninho obsessivo

17 Parto - Fase I Anorexia Estado inquieto Panting Calafrios Vómito ocasional A experiência prévia e o temperamento da cadela são determinantes para a duração da fase I Fêmeas primíparas nervosas podem apresentar fases I mais prolongadas (até 36 horas)

18 Parto - Fase II Acontece quando o cérvix está completamente dilatado e os fetos estão a movimentar-se através do canal do parto (cérvix, vagina, vestíbulo e vulva) reflexo neuroendócrino - Reflexo de Ferguson distensão mecânica da cérvix, útero e vagina + libertação de Oxitocina

19 Parto - Fase II A distensão do cérvix desencadeia contrações uterinas e abdominais intensas As contrações uterinas ocorrem cranialmente ao feto mais caudal, enquanto o restante útero permanece inactivo. Presença de fluido claro rutura da membrana alanto-coriónica. Dura cerca de 2-13 horas (24 horas no máximo). 1º feto: média 2 horas Retorno à temperatura normal Repete-se o processo mas no outro corno uterino, ou no feto imediatamente cranial àquele que foi expelido.

20 Parto - Fase II As fibras longitudinais do útero contraem, mas as circulares permanecem relaxadas para que o próximo feto possa progredir. In utero, os fetos estão envolvidos em duas membranas fetais: o alantoamnio externo e interno: A membrana externa rompe-se quando o feto entra no canal do parto. A membrana interna geralmente reveste o cachorro no nascimento e tem de ser removida

21 Parto - Fase II É a mãe lambe os recém-nascidos vigorosamente: Remove a membrana externa do feto Corta o cordão umbilical Estimula a função cardiovascular e respiratória dos bebés É normal que as mães comam as placentas o que pode levar a : vómito/ diarreia pneumonia por aspiração se a mãe estiver deitada (recomenda-se a remoção das placentas da zona de parto ) Pode ser necessário cortarmos o cordão umbilical, e desinfectar a área com iodopovidona ou clorhexidina

22 Parto - Fase II Após a separação das membranas fetais surge um corrimento vulvar de cor verde, a uteroverdina: produto da degradação da biliverdina das margens da placenta. normalmente antes do nascimento do primeiro cachorro corrimento pode permanecer até 3 semanas pós-parto

23 Parto - Fase II A apresentação, a postura e a posição são conceitos que A apresentação, a postura e a posição são conceitos que relacionam o cachorro na fase II do parto com o canal do parto.

24 Parto - Fase II O intervalo entre nascimentos da mesma ninhada : 30 a 60 min. (tempo muito variável, podendo durar > 4 horas entre cada cachorro) Como os cachorros nascem, regra geral, de cornos uterinos alternados, pode haver a saída de dois cachorros e só depois a placenta. A Fase II está completa em 6 horas, mas... O nascimento total de uma ninhada grande pode durar > 24h sem haver distócia.

25 Parto - Fase III Expulsão das placentas A seguir a cada nascimento (5-15 minutos) A seguir ao nascimento de 2 ou 3 fetos Intervalo entre Nascimentos: minutos Duração do Parto: 6 horas depois de iniciada a fase II Até 12 horas é aceitável > 24 horas, existem elevados riscos para a mãe e fetos

26 Parto - Fase III A retenção de placentas na cadela é rara. Alguns autores consideram a involução uterina com parte integrante da fase III. Esta ocorre durante semanas após o parto, podendo chegar aos 3 meses.

27 Abordagem Boa informação do proprietário Incentivar parto em casa - Ambiente calmo e tranquilo - Atividade física - Reflexo de Ferguson - Manipulação Digital da vagina Qualquer sinal de alerta assistência médica!!!

28 Sinais de alerta Retorno da temperatura rectal ao normal sem sinais de parto Desconforto da cadela Corrimento vulvar anormal Descarga vulvar verde na cadela ou vermelha-acastanhada na gata, sem fetos; hemorragia profusa; mucopurulento; Membranas fetais na zona vulvar por + de 15 min Contrações fortes improdutivas durante min sem expulsão de fetos Contrações fracas ou ausentes durante + de 4-6 horas Ausência de trabalho de parto por > 2 horas Sinais de doença sistémica na mãe

29 Abordagem Na Clínica: Raio X - Número de fetos - Identificar más apresentações - Determinar o tamanho dos fetos Ecografia - Avaliar viabilidade fetal (sofrimento fetal) Teste de Progesterona - Quando não há controlo das temperaturas

30 Indução Médica do Parto Glucocorticoides Prostaglandinas Oxitocina Mifepristona Administrações continuadas Diferentes protocolos

31 Indução Médica do Parto Pode estar indicada em situações em que existe compromisso materno, como na toxémia de gestação Podem demorar algum tempo a atuar, pelo que se a necessidade de terminar a gestação, o recurso a cirurgia (para cesariana ou ovariohisterectomia) é o método de eleição

32 Distócia

33 Urgências Reprodutivas Percentagem de ocorrência das diferentes urgências reprodutivas no Hospital Veterinário Montenegro, no período de Fevereiro de 2008 a Janeiro 2010

34 Urgências Reprodutivas Total de internamentos e percentagem (número) de ocorrência das diferentes urgências reprodutivas por espécie

35 Urgências Reprodutivas IDADE MÉDIA DE OCORRÊNCIA DAS PRINCIPAIS EMERGÊNCIAS REPRODUTIVAS (ANOS) CADELAS GATAS 8,6 6,0 4,7 3,8 4,3 2,9 PIÓMETRAS CESAREANAS OVH POR MORTE FETAL

36 Causas de Distócia Causas Maternais Inércia Uterina - Primária - Secundária Obstrução do canal do parto - Torção e rutura uterina - Má posição uterina - Malformações congénitas do útero - Anomalias dos tecidos moles (neoplasias, fibrose ou septos vaginais) Estreitamento do canal pélvico (congénito ou secundário a fraturas) Raça / Conformação Causas Fetais Fetos de tamanho excessivo (Síndrome do bebé único) Má apresentação, postura e posição fetal (apresentação posterior normal)

37 Causas de Distócia em cadelas Texto Causas de parto distócico em cadelas. (Total=32 cadelas)

38 Causas de Distócia em gatas Texto Causas de apresentação distócica em gatas. (Total=9 gatas)

39 Causas e fatores predisponentes FACTORES MATERNOS Inércia Uterina Primária Se não ocorre a fase II do parto, é considerada IUP completa Se o parto se inicia normalmente e as contrações uterinas cessam antes da expulsão do cachorro, considera-se que a IUP é parcial. A lochia (corrimento vulvar do parto) pode ser observada no vestíbulo ou na vagina

40 Causas e fatores predisponentes Inércia Uterina Primária (cont cont.) Falha em expulsar fetos de tamanho normal através do canal do parto que é normal, à exceção de haver uma dilatação incompleta do cérvix. Etiologia imprecisa, mas considerada multifatorial, com fatores hormonais, mecânicos, genéticos e físicos implicados

41 Causas e fatores predisponentes Inércia Uterina Primária Pode estar relacionada com: Predisposição em raças Terrier Estiramento exagerado do útero contendo uma ninhada grande Estímulo uterino inadequado em ninhadas de um ou dois fetos Doenças sistémicas como hipocalcémia, obesidade, piómetra ou septicemia Nutrição inadequada Torção uterina Trauma

42 Causas e fatores predisponentes FACTORES MATERNOS Inércia Uterina Secundária Acontece quando, após sucessivas contracções uterinas, há uma falha na expulsão de um ou mais elementos da ninhada. Na inércia primária e secundária, a musculatura uterina não responde: à administração de Oxitocina fêmea não desenvolve resposta ao toque vaginal (ausência do Reflexo de Ferguson)

43 Causas e fatores predisponentes Raças FACTORES MATERNOS As raças braquicéfalas têm predisposição para distócias obstrutivas porque são muitas vezes selecionadas para terem a cabeça larga e a pélvis estreita Predisposição em raças com a cabeça grande e os ombros largos Cocker spaniel: primíparas nervosas que não desenvolvem instinto maternal precoce Chihuahua, Dachsund, Pekinois, Yorkshire Terrier, Poodle Miniatura, Lulu da Pomerânia

44 Distócia vs Espécie e Raça Texto Percentagem de ocorrência de partos distócicos por espécie e por raça

45 Causas e fatores predisponentes Conformação FACTORES MATERNOS A conformação da mãe pode condicionar dramaticamente o parto Anomalias congénitas ou adquiridas do canal do ósseo do parto (eg. fracturas antigas) Anomalias de tecidos moles da região vulvo vaginal (remanescentes do hímen, estricturas anulares), prolapso ou neoplasia vaginal

46 Causas e fatores predisponentes Outros fatores maternos Obesidade (gordura perivaginal excessiva) Dor Medo Ansiedade

47 Causas e fatores predisponentes FACTORES FETAIS 60% dos cachorros em parto normal apresentam-se em apresentação cranial longitudinal; os restantes 40% em apresentação caudal longitudinal. Apesar de esta última ser uma apresentação eutócica, há uma associação entre fases II prolongadas e este tipo de situação. Poderá estar associado ao facto de a cabeça não se apresentar e haver um estímulo uterino menor. Posições transversas são raras, mas normalmente resultam em distócia

48 Causas e fatores predisponentes FACTORES FETAIS Desenvolvimento fetal anormal Monstros fetais, hidrocéfalos, ou com anasarca predispõem a distócia obstrutiva Cachorros muito grandes ou com cabeça muito desenvolvida relativamente à pélvis da mãe sombraacustica.com

49 DISTÓCIA Critérios para Diagnóstico Gestação prolongada Descida da temperatura rectal há + de 24 horas Níveis de Progesterona basais (1 a 2 ng/ml) Dx. dif: Pseudogestação Ninhadas com um só cachorro (normalmente é mais desenvolvido) - resultam muitas vezes em distócia

50 DISTÓCIA Critérios para Diagnóstico Compromisso materno Os sinais de sepsis, toxemia de gestação, torsão uterina, ruptura uterina e estrangulamento de um corno uterino: anorexia aguda dor abdominal colapso e shock. URGÊNCIA Requerem realização de hemograma e bioquímicas, radiografia e/ ou ecografia abdominal Fluidoterapia Antibioterapia Rápida decisão laparotomia exploratória

51 DISTÓCIA Critérios para Diagnóstico Metrite Séptica Sintomas 48 a 72 horas após a morte fetal intrauterina Se a distócia não é diagnosticada, a ninhada inteira pode morrer e servir de substrato a bactérias vaginais ascendentes Dx. História e ultrassonografia Sx. Febre e desvio à esquerda no hemograma TX. Fluidoterapia e antibioterapia agressivas e histerectomia

52 DISTÓCIA Critérios para Diagnóstico Esforço abdominal forte e improdutivo Esforço abdominal forte e tenesmo durante a fase II sugere a presença de um cachorro no canal do parto Se a cadela não consegue parir em 30 minutos, pode ser necessária a ajuda humana para ajudar na desobstrução Um feto alojado no canal do parto pode morrer se a separação completa da placenta não é seguida de expulsão

53 DISTÓCIA Critérios para Diagnóstico Esforço abdominal fraco ou intermitente Quando tal acontece, sem expulsão de nenhum feto após o início da fase II ou duas horas entre cachorros, sugere que as contrações uterinas não estão a ser efetivas Esta situação responde normalmente a Ocitocina ou Cálcio

54 Exige ajuda humana. DISTÓCIA Critérios para Diagnóstico Expulsão Parcial de um Feto

55 DISTÓCIA Critérios para Diagnóstico Corrimento vulvar Presença de lochia ou uteroverdina separação da placenta de pelo menos um cachorro - o parto deve estar para começar em 1 a 2 horas Se tal não acontecer provével distócia. Por vezes pode aparecer corrimento quando um dos fetos morre vários dias antes do termo da gestação e os outros cachorros continuam bem

56 DISTÓCIA Critérios para Diagnóstico Corrimento vulvar (cont.) O aparecimento de uma quantidade copiosa de corrimento claro, seroso sugere que houve rutura dos sacos alantóico ou amniótico. Pode ser confundido com urina pelo proprietário. Pode ser observado uma bolha a protudir dos lábios vulvares, que é a porção caudal do alantocorion repleto de líquido. Tal significa que está um cachorro no canal do parto

57 DISTÓCIA Critérios para Diagnóstico Corrimento vulvar (cont.) Corrimento vulvar sanguinolento no termo pode ser causado por nascimento traumático, torção uterina ou falha nos fatores de coagulação Quando acontece cedo na gestação, está normalmente associado a aborto Apesar de haver sempre a passagem de algum sangue durante o parto, a quantidade normalmente é reduzida O corrimento característico do parto é verde acizentado (associado à uteroverdina)

58 Diagnóstico de Distócia Objetivos: Confirmar gestação Confirmar que o parto não está a decorrer normalmente Diagnosticar a causa de distócia, se possível Detetar se há ou não compromisso maternal e/ou fetal

59 Tratamento de Distócia Manipulação Extração de fetos mal posicionados ou de tamanho acima do normal Utilizar forceps só em último recurso Muitas vezes o recurso a gel lubrificante é suficiente Manipulação exagerada do feto pode levar a trauma e à morte Não se deve puxar o feto pela cauda ou por um membro Avaliar sempre a vantagem de levar a mãe para cesariana

60 Tratamento de Distócia Tratamento Médico Indicações: cadela está bem de saúde, o cérvix está dilatado e há uma relação viável entre o tamanho dos fetos e o canal do parto Resulta muitas vezes num parto lento, com intervalos de uma a duas horas entre o nascimento de cada cachorro. Deve ser avaliada a vantagem de cesariana Administração de um ou mais fármacos ecbólicos (causa contração uterina) Não podem ser usadas quando há suspeita de distócia obstrutiva, pois há perigo de provocar ruptura uterina

61 Distócia Tratamento Condições reunidas para tentar tratamento médico Se muito nervosa tranquilizar Provocar desconforto com exercício

62 Distócia Tratamento (cont.) Protocolo Oxitocina / Gluconato de Ca 2+ Oxitocina 0,5 2 UI cada 30 min. Se contrações pouco efetivas: Gluconato de Ca 2+ 10% 2 10 ml (ECG) Ausência de resposta à 3ª tentativa: Cesariana

63 Tratamento Médico Tranquilizantes Podem ser administrados à cadela distócica para contrariar voluntariamente o parto ou para facilitar o exame clínico e vaginal quando a paciente é muito nervosa Utilização deve ser muito bem ponderada, dado que a maioria atravessa a placenta e pode deprimir os fetos Após o parto a tranquilização pode ser, ocasionalmente, indicada: antagonistas da dopamina, como a Acepromazina, levam a um aumento na produção de Prolactina por parte da Glândula Pituitária. Podem, no entanto, deprimir os cachorros se secretados no leite.

64 Indicações para Cesariana Inércia uterina 1ª refratária ao tratamento Inércia uterina 2ª com inadequado trabalho de parto Anomalias do canal de parto Tamanho fetal excessivo Excesso ou deficiência de fluidos fetais Má posição fetal não responsiva à manipulação Putrefação fetal Toxémia da cadela Profilática

65 Cesariana vs OVH Texto Número de gatas e cadelas em que foi realizada OVH ao omento da cesariana

66 Obrigado

67 Parto em Felinos

68 Fisiologia e Endocrinologia Duração da gestação de 62 a 71 dias Progesterona sérica diminui para 2ng/mL no dia do parto, mas tal não é um requisito para o início do processo Estradiol atinge um pico de 100 pg/ml 8 dias antes do parto e depois diminui para 17 a 36 pg/ml no próprio dia Não é comum as gatas apresentarem leite antes do parto A descida de temperatura rectal que se verifica nas cadelas, normalmente não se verifica nas gatas Quando se iniciam as contracções uterinas, a gata fica impaciente e com hiperventilação

69 Eutócia Antes do nascimento do primeiro gatinho, há expulsão de muco Uma vez que a cabeça ou a porção caudal do primeiro gatinho é exposto ao exterior, as contrações podem ficar mais lentas e mais fortes, e podem passar até cinco minutos até ser completamente expelido O alantocorion normalmente rutura antes de o gatinho nascer, e a gata rutura o alantoamnio e corta o cordão umbilical

70 Eutócia À semelhança das cadelas, as gatas também comem as placentas O parto nas gatas demora normalmente várias horas, sendo a média de 16 horas, mas chegando a demorar três dias Difícil avaliar quando é necessário ou não intervir A primeira mama dos gatinhos pode demorar até 40 minutos, altura em que já estão secos e capazes de procurar o mamilo

71 Distócia em felinos Inércia Uterina Primária Falha em iniciar as contrações uterinas sincronizadas Secundária Fadiga uterina Devido às grandes variações, permite-se: Uma espera de quatro horas antes da expulsão do primeiro gatinho Um intervalo de duas horas entre cada gatinho

72 Distócia em felinos A expulsão parcial de um feto é um fenómeno comum em gatas, que necessita apenas de manipulação digital e lubrificante Distócias obstrutivas estão geralmente associadas a torções uterinas ou a tamanho desproporcionado do feto

73 Distócia em felinos Tratamento de fêmeas com o cérvix fechado com oxitocina vai causar separação da placenta e compromisso fetal, podendo levar ao nascimento de nados mortos Se houver falha de resposta deve ter-se disponibilidade para realizar uma cesariana a curto prazo

74 Distócia em felinos A utilização de Gluconato de Cálcio endovenoso para tratar distócias felinas é controverso, porque algumas gatas apresentam contrações uterinas muito fortes após o tratamento, com risco de desenvolver torção Assim, quando a terapia com oxitocina não resulta, o melhor é optar pela cesariana

75 Obrigado

Urgências Reprodutivas

Urgências Reprodutivas ta. Maria da Feira, 23 de Janeiro de 2010 Urgências Reprodutivas Luís Montenegro, Rui Mota, Teresa Costa PERCENTAGEM DE OCORRÊNCIA DAS DIFERENTES EMERGÊNCIAS REPRODUTIVAS POR ESPÉCIE TOTAL INTERNAMENTO

Leia mais

Cuidados com a gestante. Profª Drª Rosângela de Oliveira Alves EVZ/UFG

Cuidados com a gestante. Profª Drª Rosângela de Oliveira Alves EVZ/UFG Cuidados com a gestante Profª Drª Rosângela de Oliveira Alves EVZ/UFG Período gestacional Cadelas 56-60 dias Gatas 58-72 dias (63) Data do cruzamento Objetivos Parto seguro Bem-estar da cadela/ gata e

Leia mais

Assistência ao parto

Assistência ao parto Assistência ao parto FATORES DE RISCO NA GESTAÇÃO Características individuais e condições sociodemográficas desfavoráveis: Idade menor que 15 e maior que 35 anos; Ocupação: esforço físico excessivo, carga

Leia mais

TERMO DE ESCLARECIMENTO E CONSENTIMENTO LIVRE E INFORMADO PARA PARTO

TERMO DE ESCLARECIMENTO E CONSENTIMENTO LIVRE E INFORMADO PARA PARTO TERMO DE ESCLARECIMENTO E CONSENTIMENTO LIVRE E INFORMADO PARA PARTO O objetivo deste Termo de Esclarecimento e Consentimento Informado, utilizado pelo HOSPITAL E MATERNIDADE SANTA JOANA, é esclarecer

Leia mais

CAPÍTULO 21 ÓBITO FETAL. » Precoce antes da 20ª semana» Intermédio - entre 20ª e a 28ª semana» Tardio após 28ª semana

CAPÍTULO 21 ÓBITO FETAL. » Precoce antes da 20ª semana» Intermédio - entre 20ª e a 28ª semana» Tardio após 28ª semana CAPÍTULO 21 ÓBITO FETAL Deinição (OMS) - morte do produto da concepção ocorrida antes da expulsão ou de sua extração completa do organismo materno, independentemente da duração da gestação. 1. CLASSIfICAçãO»

Leia mais

FACULDADE DE ZOOTECNIA, VETERINÁRIA E AGRONOMIA PUCRS CAMPUS URUGUAIANA OBSTETRÍCIA VETERINÁRIA PARTO EUTÓCICO.

FACULDADE DE ZOOTECNIA, VETERINÁRIA E AGRONOMIA PUCRS CAMPUS URUGUAIANA OBSTETRÍCIA VETERINÁRIA PARTO EUTÓCICO. 1) DEFINIÇÃO: PARTO EUTÓCICO. É o conjunto de eventos fisiológicos que conduzem o útero a expulsar o feto a termo e seus anexos. O feto é o responsável pelo desencadeamento do início do parto, disparando

Leia mais

Incompetência Cervico - Ístmica

Incompetência Cervico - Ístmica Incompetência Cervico - Ístmica Elsa Landim, Gonçalo Dias, Vanessa Santos Serviço de Obstetrícia Diretora: Dra. Antónia Nazaré Hospital Prof. Dr. Fernando Fonseca, E.P.E. 13 de Outubro de 2011 Introdução

Leia mais

GERANDO RESULTADOS COM VOCÊ

GERANDO RESULTADOS COM VOCÊ GERANDO RESULTADOS COM VOCÊ Manejo Reprodutivo de Fazendas Leiteiras Robson Vilela Sá Fortes Veterinário Equipe Leite - ReHagro Roteiro Introdução Patologias Reprodutivas O que podemos fazer para melhorar

Leia mais

TUTORIAL DE ANESTESIA DA SEMANA MONITORIZAÇÃO DOS BATIMENTOS CARDÍACOS FETAIS PRINCIPIOS DA INTERPRETAÇÃO DA CARDIOTOCOGRAFIA

TUTORIAL DE ANESTESIA DA SEMANA MONITORIZAÇÃO DOS BATIMENTOS CARDÍACOS FETAIS PRINCIPIOS DA INTERPRETAÇÃO DA CARDIOTOCOGRAFIA TUTORIAL DE ANESTESIA DA SEMANA MONITORIZAÇÃO DOS BATIMENTOS CARDÍACOS FETAIS PRINCIPIOS DA INTERPRETAÇÃO DA CARDIOTOCOGRAFIA Dr Claire Todd Dr Matthew Rucklidge Miss Tracey Kay Royal Devon and Exeter

Leia mais

Ginecologia Bovina. Parto e puerpério. Méd. Vet. Dra. Mara Rubin Laboratório de Embriologia Animal Depto de Clinica de Grandes Animais

Ginecologia Bovina. Parto e puerpério. Méd. Vet. Dra. Mara Rubin Laboratório de Embriologia Animal Depto de Clinica de Grandes Animais Ginecologia Bovina Parto e puerpério Méd. Vet. Dra. Mara Rubin Laboratório de Embriologia Animal Depto de Clinica de Grandes Animais Parto Parto: processo de dar a luz que envolve o preparo para dar a

Leia mais

Métodos de indução do parto. Marília da Glória Martins

Métodos de indução do parto. Marília da Glória Martins Métodos de indução do parto Marília da Glória Martins Métodos de indução 1.Indução com análogo da prostaglandina - misoprostol. 2.Indução com ocitocina. 3.Indução pela ruptura das membranas ovulares. Indução

Leia mais

ANATOMIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA REPRODUTOR FEMININO. Curso Inicial & Integração Novos Representantes

ANATOMIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA REPRODUTOR FEMININO. Curso Inicial & Integração Novos Representantes ANATOMIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA REPRODUTOR FEMININO Curso Inicial & Integração Novos Representantes 1 SISTEMA REPRODUTOR FEMININO O conjunto de órgãos do sistema reprodutor feminino tem como função principal

Leia mais

Profa. Juliana Normando Pinheiro UNIC -Universidade de Cuiabá SISTEMA REPRODUTOR FEMININO

Profa. Juliana Normando Pinheiro UNIC -Universidade de Cuiabá SISTEMA REPRODUTOR FEMININO Profa. Juliana Normando Pinheiro UNIC -Universidade de Cuiabá SISTEMA REPRODUTOR FEMININO Funções Produz gametas: óvulos Produz hormônios da reprodução Recebe as células reprodutivas do macho Fornece local

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAIBA DEPARTAMENTO DE OBSTETRÍCIA E GINECOLOGIA

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAIBA DEPARTAMENTO DE OBSTETRÍCIA E GINECOLOGIA UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAIBA DEPARTAMENTO DE OBSTETRÍCIA E GINECOLOGIA PÓS PARTO HEMORRAGIA PAULO ROBERTO MUNIZ DANTAS Universidade Federal da Paraíba CONSIDERAÇÕES HEMORAGIA PÓS PARTO SITUAÇÃO DRAMÁTICA

Leia mais

PROGRAMA DA DISCIPLINA

PROGRAMA DA DISCIPLINA Código: ENFAEN2 Disciplina: ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM II (Enfermagem ao adulto e ao idoso em doenças tropicais) E ENFAENF (Administração em enfermagem I) Teoria: 60h Prática: 60h Teoria: 3 Prática: 3

Leia mais

OVÁRIOS. Fonte de gametas e hormônios

OVÁRIOS. Fonte de gametas e hormônios OVÁRIOS Fonte de gametas e hormônios OVOGÊNESE No feto células germinativas multiplicamse ovogônias Cresce meiose I para na prófase I ovócito I nascimento milhares de ovócitos primários. Ovócito primário

Leia mais

SISTEMA REPRODUTOR FEMININO. Professor: João Paulo

SISTEMA REPRODUTOR FEMININO. Professor: João Paulo SISTEMA REPRODUTOR FEMININO Professor: João Paulo SISTEMA REPRODUTOR FEMININO É constituído por: uma vulva (genitália externa), uma vagina, um útero, duas tubas uterinas (ovidutos ou trompas de Falópio),

Leia mais

Estudo retrospectivo das Emergências Reprodutivas no Hospital Veterinário Montenegro

Estudo retrospectivo das Emergências Reprodutivas no Hospital Veterinário Montenegro Estudo retrospectivo das Emergências Reprodutivas no Hospital Veterinário Montenegro Montenegro, L. 1 ; Mota, R. 1 ; Costa, T. 2 1. Hospital Veterinário Montenegro; 2. Aluna Estagiária da FMV-UTL no Hospital

Leia mais

Enfermagem 7º Semestre. Saúde da Mulher. Prof.ª Ludmila Balancieri.

Enfermagem 7º Semestre. Saúde da Mulher. Prof.ª Ludmila Balancieri. Enfermagem 7º Semestre. Saúde da Mulher. Prof.ª Ludmila Balancieri. Menstruação. É a perda periódica que se origina na mucosa uterina, caracterizada por sangramento uterino, que ocorre na mulher desde

Leia mais

MODELO DE BULA PACIENTE RDC 47/09

MODELO DE BULA PACIENTE RDC 47/09 MODELO DE BULA PACIENTE RDC 47/09 ocitocina Medicamento Genérico Lei nº 9.787, de 1999 APRESENTAÇÕES Embalagem contendo 1, 5, 50 ou 100 ampolas de 1 ml com ocitocina a 5 UI. VIA DE ADMINISTRAÇÃO: INTRAVENOSA

Leia mais

- CAPÍTULO 12 - RESUMO CICLO MENSTRUAL E GRAVIDEZ

- CAPÍTULO 12 - RESUMO CICLO MENSTRUAL E GRAVIDEZ - CAPÍTULO 12 - RESUMO CICLO MENSTRUAL E GRAVIDEZ No início de cada ciclo menstrual (primeiro dia do fluxo menstrual), a hipófise anterior lança no sangue feminino o FSH (hormônio folículo-estimulante),

Leia mais

Aborto espontâneo Resumo de diretriz NHG M03 (março 2004)

Aborto espontâneo Resumo de diretriz NHG M03 (março 2004) Aborto espontâneo Resumo de diretriz NHG M03 (março 2004) Flikweert S, Wieringa-de Waard M, Meijer LJ, De Jonge A, Van Balen JAM traduzido do original em holandês por Luiz F.G. Comazzetto 2014 autorização

Leia mais

Fecundação, desenvolvimento embrionário e gestação. Isabel Dias CEI Biologia 12

Fecundação, desenvolvimento embrionário e gestação. Isabel Dias CEI Biologia 12 Fecundação, desenvolvimento embrionário e gestação Formação de um novo ser encontro do oócito II com espermatozóides Fecundação formação de um ovo desenvolvimento contínuo e dinâmico, com a duração em

Leia mais

Indução do parto Informação destinada às mulheres grávidas, aos seus companheiros e familiares.

Indução do parto Informação destinada às mulheres grávidas, aos seus companheiros e familiares. Portuguese translation of Induction of labour - Information for pregnant women, their partners and families Indução do parto Informação destinada às mulheres grávidas, aos seus companheiros e familiares.

Leia mais

ALIZIN: UMA REVOLUCIONÁRIA ALTERNATIVA PARA O TRATAMENTO DA PIOMETRA EM CADELAS

ALIZIN: UMA REVOLUCIONÁRIA ALTERNATIVA PARA O TRATAMENTO DA PIOMETRA EM CADELAS ALIZIN: UMA REVOLUCIONÁRIA ALTERNATIVA PARA O TRATAMENTO DA PIOMETRA EM CADELAS Estudos Clínicos revelam a eficácia de Alizin na Terapia Medicamentosa de Piometra em Cadelas A piometra nas cadelas e nas

Leia mais

PARTOGRAMA LITERATURA CLÁSSICA

PARTOGRAMA LITERATURA CLÁSSICA PARTOGRAMA CONCEITOS FISIOLÓGICOS IMPORTANTES Do ponto de vista funcional o fenômeno do parto pode ser dividido em três períodos : preparatório, dilatatório e pélvico (Friedman, 1978). Nos tratados clássicos

Leia mais

SYNTOCINON ocitocina. APRESENTAÇÕES Syntocinon 5 UI/mL embalagens contendo 50 ampolas de 1 ml de solução injetável. VIA INTRAVENOSA USO ADULTO

SYNTOCINON ocitocina. APRESENTAÇÕES Syntocinon 5 UI/mL embalagens contendo 50 ampolas de 1 ml de solução injetável. VIA INTRAVENOSA USO ADULTO SYNTOCINON ocitocina APRESENTAÇÕES Syntocinon 5 UI/mL embalagens contendo 50 ampolas de 1 ml de solução injetável. VIA INTRAVENOSA USO ADULTO COMPOSIÇÃO Cada ampola de Syntocinon de 1 ml contém 5 UI de

Leia mais

Boas práticas de atenção ao parto e ao nascimento

Boas práticas de atenção ao parto e ao nascimento Boas práticas de atenção ao parto e ao nascimento Em 1996, a Organização Mundial da Saúde (OMS) desenvolveu uma classificação das práticas comuns na condução do parto normal, orientando para o que deve

Leia mais

Ruptura das membranas antes do trabalho de parto (amniorrexe prematura)

Ruptura das membranas antes do trabalho de parto (amniorrexe prematura) CAPÍTULO 23 Ruptura das membranas antes do trabalho de parto (amniorrexe prematura) 1 Introdução 2 Diagnóstico 2.1 Ruptura das membranas 2.2 Exame vaginal 2.3 Avaliação do risco de infecção 2.4 Avaliação

Leia mais

O que dizem as Evidências? O que diz a Organização Mundial de Saúde?

O que dizem as Evidências? O que diz a Organização Mundial de Saúde? O que dizem as Evidências? As evidências científicas têm vindo a demonstrar que no início e durante o trabalho de parto [TP] as mulheres que adotam posições verticais (em pé) têm menos dores 1, menos necessidade

Leia mais

Prof. Enf. Obstetra Hygor Elias.

Prof. Enf. Obstetra Hygor Elias. Prof. Enf. Obstetra Hygor Elias. O QUE É O PARTO? Parto é o processo de movimentação do feto, da placenta e das membranas para fora do útero e através do canal de parto. TRABALHO DE PARTO É o processo

Leia mais

Capítulo 10 Parto Eminente

Capítulo 10 Parto Eminente Capítulo 10 Parto Eminente 1. Objetivos No final desta unidade modular, os formandos deverão ser capazes de: Identificar as fases do parto. Identificar o parto iminente. Identificar os sinais de parto

Leia mais

Amenorréia Resumo de diretriz NHG M58 (março 2007)

Amenorréia Resumo de diretriz NHG M58 (março 2007) Amenorréia Resumo de diretriz NHG M58 (março 2007) Leusink GL, Oltheten JMT, Brugemann LEM, Belgraver A, Geertman JMA, Van Balen JAM traduzido do original em holandês por Luiz F.G. Comazzetto 2014 autorização

Leia mais

As Doenças da Tiróide e a Gravidez

As Doenças da Tiróide e a Gravidez As Doenças da Tiróide e a Gravidez As Doenças da Tiróide e a Gravidez Que efeito tem a gravidez no funcionamento da tiróide? Várias alterações fisiológicas próprias da gravidez obrigam a glândula tiróide

Leia mais

CINTHIA YURI KAGIYAMA AFECÇÕES DO UTERO GRAVIDEO SÃO PAULO

CINTHIA YURI KAGIYAMA AFECÇÕES DO UTERO GRAVIDEO SÃO PAULO 1 CINTHIA YURI KAGIYAMA AFECÇÕES DO UTERO GRAVIDEO SÃO PAULO 2010 2 CENTRO UNIVESITARIO FMU CINTHIA YURI KAGIYAMA AFECÇÕES DO UTERO GRAVIDEO Trabalho apresentado para Conclusão de curso de Medicina Veterinária/FMU,

Leia mais

DISTOCIA EM GATA RELATO DE CASO DYSTOCIA IN A CAT CASE REPORT

DISTOCIA EM GATA RELATO DE CASO DYSTOCIA IN A CAT CASE REPORT DISTOCIA EM GATA RELATO DE CASO DYSTOCIA IN A CAT CASE REPORT MONTANHA, Francisco Pizzolato Docente do curso de Medicina Veterinária da FAMED/ACEG Garça SP E-mail: faef.estagio@gmail.com CORRÊA, Carmen

Leia mais

FISIOLOGIA DO APARELHO REPRODUTOR FEMININO

FISIOLOGIA DO APARELHO REPRODUTOR FEMININO FISIOLOGIA DO APARELHO REPRODUTOR FEMININO 1. Papel dos Ovários e controlo da sua função 2. Alterações que ocorrem durante o ciclo menstrual 3. Efeitos gerais dos estrogénios e da progesterona PRINCIPAIS

Leia mais

CÂnCER DE EnDOMéTRIO. Estados anovulatórios (ex: Síndrome dos ovários policísticos) Hiperadrenocortisolismo

CÂnCER DE EnDOMéTRIO. Estados anovulatórios (ex: Síndrome dos ovários policísticos) Hiperadrenocortisolismo CAPÍTULO 3 CÂnCER DE EnDOMéTRIO O Câncer de endométrio, nos Estados Unidos, é o câncer pélvico feminino mais comum. No Brasil, o câncer de corpo de útero perde em número de casos apenas para o câncer de

Leia mais

Células-tronco podem ser futuro para salvar pacientes que necessitam de reconstrução óssea

Células-tronco podem ser futuro para salvar pacientes que necessitam de reconstrução óssea Ano V Edição nº 45 Dezembro de 2015 AVANÇOS Células-tronco podem ser futuro para salvar pacientes que necessitam de reconstrução óssea Estudo de brasileira já apresenta bons resultados para tratar lábio

Leia mais

REPRODUÇÃO HUMANA. Profª Fernanda Biazin

REPRODUÇÃO HUMANA. Profª Fernanda Biazin REPRODUÇÃO HUMANA Profª Fernanda Biazin Puberdade: período de transição do desenvolvimento humano, correspondente à passagem da fase da infância para adolescência. Alterações morfológicas e fisiológicas

Leia mais

Porque se cuidar é coisa de homem. Saúde do homem

Porque se cuidar é coisa de homem. Saúde do homem Porque se cuidar é coisa de homem. Saúde do homem SAÚDE DO HOMEM Por preconceito, muitos homens ainda resistem em procurar orientação médica ou submeter-se a exames preventivos, principalmente os de

Leia mais

Minha filha está ficando uma moça!

Minha filha está ficando uma moça! Minha filha está ficando uma moça! A UU L AL A O que faz as meninas se transformarem em mulheres? O que acontece com seu corpo? Em geral, todos nós, homens e mulheres, somos capazes de lembrar muito bem

Leia mais

CARTILHA DA GRÁVIDA 1

CARTILHA DA GRÁVIDA 1 CARTILHA DA GRÁVIDA 1 2 SUMÁRIO SOBRE A FEBRASGO 4 PRIMEIROS SINTOMAS 5 ETAPAS DA GESTAÇÃO 6 IMPORTÂNCIA DO PRÉ-NATAL 8 OBJETIVOS DO PRÉ-NATAL JUNTO À MÃE 9 OBJETIVOS DO PRÉ-NATAL JUNTO AO BEBÊ 10 OBJETIVOS

Leia mais

Escola Básica Vasco da Gama de Sines A REPRODUÇÃO HUMANA

Escola Básica Vasco da Gama de Sines A REPRODUÇÃO HUMANA Página1 A REPRODUÇÃO HUMANA Reprodução sexuada e dimorfismo sexual A reprodução é uma função dos seres vivos que permite dar origem a outros seres da mesma espécie. Reprodução sexuada Na espécie humana

Leia mais

V e t e r i n a r i a n D o c s www.veterinariandocs.com.br. Obstetrícia. Produto vivo (filhote vivo) e preservar a integridade da mãe.

V e t e r i n a r i a n D o c s www.veterinariandocs.com.br. Obstetrícia. Produto vivo (filhote vivo) e preservar a integridade da mãe. V e t e r i n a r i a n D o c s Obstetrícia Parto Distócico Definição Dificuldades ou impedimentos que os fetos encontram para serem expulsos do meio intrauterino para o meio externo, em decorrência de

Leia mais

Hipotiroidismo Canino. Realizado por : Joana Lourenço Vasco Machado

Hipotiroidismo Canino. Realizado por : Joana Lourenço Vasco Machado Hipotiroidismo Canino Realizado por : Joana Lourenço Vasco Machado O que é uma glândula? Órgão que tem como função produzir uma secreção específica e eliminá-la do organismo, ou lançá-la no sangue ou na

Leia mais

DIAGNÓSTICO PRÉ-NATAL

DIAGNÓSTICO PRÉ-NATAL DIAGNÓSTICO PRÉ-NATAL Like A saúde da mãe e o desenvolvimento do bebé podem ser seguidos passo a passo, graças a um conjunto de exames clínicos que permitem manter a gravidez sob controlo. Além disso,

Leia mais

Acasalamento 3,0 3,5. Terço final da gestação 2,5 4,0. Parição (parto simples) 3,0 4,0. Parição (parto gemelar) 3,5 4,0

Acasalamento 3,0 3,5. Terço final da gestação 2,5 4,0. Parição (parto simples) 3,0 4,0. Parição (parto gemelar) 3,5 4,0 Manejo reprodutivo de ovinos Fêmeas Estacionalidade reprodutiva Fertilidade aumenta com os dias curtos Temperatura Calor acentuado: inibe cio, diminui a fertilidade e aumenta a mortalidade embrionária

Leia mais

Constipação Resumo de diretriz NHG M94 (setembro 2010)

Constipação Resumo de diretriz NHG M94 (setembro 2010) Constipação Resumo de diretriz NHG M94 (setembro 2010) Diemel JM, Van den Hurk APJM, Muris JWM, Pijpers MAM, Verheij AAA, Kurver MJ traduzido do original em holandês por Luiz F.G. Comazzetto 2014 autorização

Leia mais

Hiperplasia Endometrial Quística Piómetra. Luís Montenegro Hospital Veterinário Montenegro Lisboa 2013

Hiperplasia Endometrial Quística Piómetra. Luís Montenegro Hospital Veterinário Montenegro Lisboa 2013 Hiperplasia Endometrial Quística Piómetra Luís Montenegro Hospital Veterinário Montenegro Lisboa 2013 Urgências Reprodutivas Número de casos de urgências reprodutivas versus número total de internados

Leia mais

Aparelho Genital Feminino

Aparelho Genital Feminino Aparelho Genital Feminino Função : Produz óvulos; Secreção de hormonas; Nutre e protege o desenvolvimento do feto. Constituição: Ovários; Trompas uterinas; Útero; Vagina; Órgãos genitais externos; Mamas.

Leia mais

Métodos de indução do trabalho de parto

Métodos de indução do trabalho de parto CAPÍTULO 40 Métodos de indução do trabalho de parto 1 Introdução 2 Métodos mecânicos 2.1 Descolamento das membranas 2.2 Outros métodos mecânicos 3 Amniotomia 3.1 Amniotomia usada isoladamente 3.2 Amniotomia

Leia mais

http://www.emater.mg.gov.br/site_emater/serv_prod/livraria/pecuaria/inseminacao.ht...

http://www.emater.mg.gov.br/site_emater/serv_prod/livraria/pecuaria/inseminacao.ht... Página 1 de 6 Pecuária Inseminação Artificial em Bovinos Nome Inseminação Artificial em Bovinos Produto Informação Tecnológica Data Agosto - 2000 Preço - Linha Pecuária Informações resumidas sobre Resenha

Leia mais

VOU SER MÃE. Ter um filho é a maior alegria do mundo. Muda por completo a nossa forma se estar na vida e de encarar o futuro. No entanto, ter um filho

VOU SER MÃE. Ter um filho é a maior alegria do mundo. Muda por completo a nossa forma se estar na vida e de encarar o futuro. No entanto, ter um filho VOU SER MÃE Ter um filho é a maior alegria do mundo. Muda por completo a nossa forma se estar na vida e de encarar o futuro. No entanto, ter um filho também é a maior preocupação do mundo. Trabalho de

Leia mais

Parto pré-termo. 2 Estimativa do peso ou da idade gestacional como base para opções de assistência. 1 Introdução CAPÍTULO 37

Parto pré-termo. 2 Estimativa do peso ou da idade gestacional como base para opções de assistência. 1 Introdução CAPÍTULO 37 CAPÍTULO 37 Parto pré-termo 1 Introdução 2 Estimativa do peso ou da idade gestacional como base para opções de assistência 3 Tipos de parto pré-termo 3.1 Morte pré-parto e malformações letais 3.2 Gravidez

Leia mais

Gravidez e Exercício. Prof. Norberto Pereira da Silva

Gravidez e Exercício. Prof. Norberto Pereira da Silva Gravidez e Exercício Prof. Norberto Pereira da Silva Segurança x Gravidez Ainda posso fazer exercícios agora que estou grávida? Não me exercitava antes, mas agora que estou grávida quero começar um programa

Leia mais

HEMORRAGIAS DO PRIMEIRO TRIMESTRE

HEMORRAGIAS DO PRIMEIRO TRIMESTRE HEMORRAGIAS DO PRIMEIRO TRIMESTRE Tríade dos sangramentos do Primeiro Trimestre Abortamento Prenhez Ectópica Doença Trofoblástica Gestacional ABORTAMENTO Conceito: Interrupção da gestação antes da viabilidade.

Leia mais

REPRODUÇÃO GERAL NOS MAMÍFEROS DOMÉSTICOS Ismar Araújo de Moraes Fisiologia Veterinária PARTE I

REPRODUÇÃO GERAL NOS MAMÍFEROS DOMÉSTICOS Ismar Araújo de Moraes Fisiologia Veterinária PARTE I REPRODUÇÃO GERAL NOS MAMÍFEROS DOMÉSTICOS Ismar Araújo de Moraes Fisiologia Veterinária PARTE I CICLO ESTRAL CICLO ESTRAL DEFINIÇÃO É o período compreendido entre dois estros, de duração variável, porem

Leia mais

21.GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA. Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas

21.GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA. Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas X COD PROTOCOLOS DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA ( ) 21.01 Abscesso e Cisto da Glândula de Bartholin ( ) 21.02 Acompanhamento das Gestantes Vacinadas Inadvertidamente (GVI) com a Vacina Dupla Viral (sarampo

Leia mais

REGRA PARA CÁLCULO DE DPP ( REGRA DE NAGELE).

REGRA PARA CÁLCULO DE DPP ( REGRA DE NAGELE). PRIMEIRA CONSULTA DE PRÉ NATAL. HISTÓRIA: Entrevista (nome, idade, procedência, estado civil, endereço e profissão) História familiar de problemas de saúde. História clínica da gestante. História obstétrica.

Leia mais

Esta fase implica um reajuste conjugal e familiar a uma nova realidade!

Esta fase implica um reajuste conjugal e familiar a uma nova realidade! O puerpério inicia-se 2 horas após o parto, prolongando-se até 6 semanas Esta fase implica um reajuste conjugal e familiar a uma nova realidade! ESTAMOS EM CASA BEBÉ.. Índice Introdução 2 Alterações físicas

Leia mais

Estudo retrospectivo de urgências reprodutivas no Hospital Veterinário Montenegro

Estudo retrospectivo de urgências reprodutivas no Hospital Veterinário Montenegro UNIVERSIDADE DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO Escola de Ciências Agrárias e Veterinárias - Departamento de Ciências Veterinárias Luís Miguel Fonte Montenegro Estudo retrospectivo de urgências reprodutivas

Leia mais

UNIDADE II: CONDUTA HUMANIZADA NO PARTO E NASCIMENTO

UNIDADE II: CONDUTA HUMANIZADA NO PARTO E NASCIMENTO UNIDADE II: CONDUTA HUMANIZADA NO PARTO E NASCIMENTO Discutiremos nesta unidade a humanização como principio de qualidade, apresentação das condutas humanizadas no parto e nascimento e cuidados durante

Leia mais

Ambulatório de Infertilidade

Ambulatório de Infertilidade Ambulatório de Infertilidade Característica: Atendimento multidisciplinar. Consulta básica pelo ginecologista e colaboração do andrologista, psicólogo e nutricionista. 1. Critérios para admissão 1.1 Pacientes

Leia mais

MATERNIDADE ESCOLA ASSIS CHATEAUBRIAND CARDIOTOCOGRAFIA MEAC-UFC 1

MATERNIDADE ESCOLA ASSIS CHATEAUBRIAND CARDIOTOCOGRAFIA MEAC-UFC 1 MATERNIDADE ESCOLA ASSIS CHATEAUBRIAND CARDIOTOCOGRAFIA MEAC-UFC 1 CARDIOTOCOGRAFIA Gilberto Gomes Ribeiro Paulo César Praciano de Sousa 1. DEFINIÇÃO: Registro contínuo e simultâneo da Freqüência Cardíaca

Leia mais

Tumores mamários em cadelas

Tumores mamários em cadelas Novos Exames Estamos colocando a disposição de todos o Teste de Estimulação ao ACTH que é usado para identificar e acompanhar o tratamento do hipoadenocorticismo e hiperadrenocorticismo em cães e gatos.

Leia mais

Classificação: valores

Classificação: valores ESCOLA SECUNDÁRIA DE CASQUILHOS BARREIRO 1º Teste Sumativo DISCIPLINA DE BIOLOGIA 12ºano Turma A TEMA : Reprodução Humana 20 de Outubro de 2011 90 minutos Nome: Nº Classificação: valores A professora:

Leia mais

Oferecemos uma ampla gama de tratamentos entre os que podemos destacar:

Oferecemos uma ampla gama de tratamentos entre os que podemos destacar: A cirurgia endovascular agrupa uma variedade de técnicas minimamente invasivas mediante as quais CIRURGIA ENDOVASCULAR = CIRURGIA SEM CORTES! Técnicas Minimamente Invasivas As técnicas de cirurgia endovascular

Leia mais

Mario Julio Franco. Declaração de conflito de interesse

Mario Julio Franco. Declaração de conflito de interesse Mario Julio Franco Declaração de conflito de interesse Não recebi qualquer forma de pagamento ou auxílio financeiro de entidade pública ou privada para pesquisa ou desenvolvimento de método diagnóstico

Leia mais

Clínica Médica de Pequenos Animais

Clínica Médica de Pequenos Animais V e t e r i n a r i a n D o c s Clínica Médica de Pequenos Animais Pseudociese Introdução A pseudogestação clínica ou manifesta ou pseudoprenhes, falsa gestação, falsa prenhes, gestação psicológica ou

Leia mais

Principais formas de cancro na idade adulta

Principais formas de cancro na idade adulta Rastreio do cancro na idade adulta Principais formas de cancro na idade adulta Cancro do colo do útero Cancro da mama Cancro do cólon Cancro testicular Cancro da próstata SINAIS DE ALERTA O aparecimento

Leia mais

Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade física adaptada e saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira O que é a Menopausa?

Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade física adaptada e saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira O que é a Menopausa? Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade física adaptada e saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira O que é a Menopausa? Menopausa é a parada de funcionamento dos ovários, ou seja, os ovários deixam

Leia mais

Lê com atenção e reflecte antes de responder. Boa sorte!

Lê com atenção e reflecte antes de responder. Boa sorte! Agrupameo de Escolas de Casquilh Escola Secundária de Casquilh 2º Teste Sumativo (90 minut) DISCIPLINA DE BIOLOGIA 12ºano Turmas A e B TEMA: Reprodução Humana e Engenharia Genética Dezembro 2013 Professora

Leia mais

Avaliação do crescimento, tamanho e bem-estar fetal

Avaliação do crescimento, tamanho e bem-estar fetal Avaliação do crescimento, tamanho e bem-estar fetal CAPÍTULO 12 1 Introdução 2 Tamanho e crescimento 3 Exame abdominal 4 Contagem dos movimentos fetais 5 Testes biofísicos 5.1 Medidas por ultra-sonografia

Leia mais

Faculdade de Medicina Veterinária

Faculdade de Medicina Veterinária UNIVERSIDADE TÉCNICA DE LISBOA Faculdade de Medicina Veterinária URGÊNCIAS REPRODUTIVAS NA CADELA TERESA ISABEL RODRIGUES DA COSTA CONSTITUIÇÃO DO JÚRI Doutora Luísa Maria Freire Leal Mateus Doutor José

Leia mais

RASTREIO PRÉ-NATAL DE DEFEITOS ABERTOS DO TUBO NEURAL E SÍNDROME DE DOWN O QUE É A SÍNDROME DE DOWN? A Síndrome de Down (vulgarmente conhecida como mongolismo ou mongoloidismo) é uma doença causada pela

Leia mais

RAIOS-X. preto. cinza. branco. AR Gordura Osso

RAIOS-X. preto. cinza. branco. AR Gordura Osso RAIOS-X AR Gordura Osso preto cinza branco Radiotransparente Radiopaco Imagens formadas pelas diferentes DENSIDADES radiográficas GÁS GORDURA TECIDOS MOLES/ ÁGUA OSSO Radiologia torácica Primeira opção

Leia mais

PARTO NORMAL: A NATUREZA SE ENCARREGA, MAMÃE E BEBÊ AGRADECEM

PARTO NORMAL: A NATUREZA SE ENCARREGA, MAMÃE E BEBÊ AGRADECEM PARTO NORMAL: A NATUREZA SE ENCARREGA, MAMÃE E BEBÊ AGRADECEM Hospital Materno Infantil Público Tia Dedé *Merielle Barbosa Lobo São nove meses de expectativa e durante a gestação a barriga cresce e a mãe

Leia mais

Hipocalcemia da vaca leiteira

Hipocalcemia da vaca leiteira Hipocalcemia da vaca leiteira Sinonímias paresia obstétrica ou do parto febre vitular hipocalcemia da parturiente Afecção caracterizada por Hipocalcemia fraqueza muscular geral paralisia flácida colapso

Leia mais

AMAMENTAÇÃO e ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR

AMAMENTAÇÃO e ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR AMAMENTAÇÃO e ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR Aleitamento Materno Exclusivo preferencialmente até os 6 primeiros meses de vida; Ao nascimento, os RN são colocados pele a pele Técnica canguru* Importância do AM

Leia mais

Preparando a casa para receber o bebê

Preparando a casa para receber o bebê Preparando a casa Preparando a casa para receber o bebê Vamos ensinar aos pais os direitos das crianças? Está chegando a hora do bebê nascer. A família deve ajudar a gestante a preparar a casa para a chegada

Leia mais

ALTERAÇÕES METABÓLICAS NA GRAVIDEZ

ALTERAÇÕES METABÓLICAS NA GRAVIDEZ ALTERAÇÕES METABÓLICAS NA GRAVIDEZ CUSTO ENERGÉTICO DA GRAVIDEZ CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL SÍNTESE DE TECIDO MATERNO 80.000 kcal ou 300 Kcal por dia 2/4 médios 390 Kcal depósito de gordura- fase

Leia mais

Diretrizes Assistenciais PREVENÇÃO DA DOENÇA ESTREPTOCÓCICA NEONATAL

Diretrizes Assistenciais PREVENÇÃO DA DOENÇA ESTREPTOCÓCICA NEONATAL Diretrizes Assistenciais PREVENÇÃO DA DOENÇA ESTREPTOCÓCICA NEONATAL Versão eletrônica atualizada em fev/2012 O agente etiológico e seu habitat A doença estreptocócica neonatal é causada por uma bactéria,

Leia mais

TREINAMENTO FUNCIONAL PARA GESTANTES

TREINAMENTO FUNCIONAL PARA GESTANTES TREINAMENTO FUNCIONAL PARA GESTANTES Prof.ª Msc. Clarissa Rios Simoni Mestre em Atividade Física e Saúde UFSC Especialista em Personal Trainer UFPR Licenciatura Plena em Educação Física UFSC Doutoranda

Leia mais

12 e 13 semanas. Dia de ultrassom é sempre bom!

12 e 13 semanas. Dia de ultrassom é sempre bom! 12 e 13 semanas Dia de ultrassom é sempre bom! Agora com 12 semanas de gestação faremos um exame de ultrassonografia. Ver o bebê na barriga através da imagem me dá uma sensação de proximidade com ele.

Leia mais

TORÇÃO UTERINA EM CÃO FÊMEA:

TORÇÃO UTERINA EM CÃO FÊMEA: Sue Ellen do Amaral Bicca TORÇÃO UTERINA EM CÃO FÊMEA: RELATO DE CASO Porto Alegre/RS 2013 Sue Ellen do Amaral Bicca TORÇÃO UTERINA EM UM CÃO FÊMEA: RELATO DE CASO Monografia apresentada como requisito

Leia mais

PROVA R4 MEDICINA FETAL 18/11/2015

PROVA R4 MEDICINA FETAL 18/11/2015 NOME: PROVA R4 MEDICINA FETAL 18/11/2015 1. Gestante primigesta de 40 semanas é levada ao pronto- socorro referindo perda de grande quantidade de líquido há 25h. Após o exame, com o diagnóstico de amniorrexe

Leia mais

DISPOSITIVO INTRA-UTERINO (DIU)

DISPOSITIVO INTRA-UTERINO (DIU) DISPOSITIVO INTRA-UTERINO (DIU) É muito eficaz, reversível e de longa duração A eficácia e eventuais complicações dependem, em grande parte, da competência do técnico Alguns dispositivos podem permanecer

Leia mais

Posição pélvica e versão externa

Posição pélvica e versão externa Posição pélvica e versão externa Por volta dos oito meses, a maioria das crianças encontra-se virada de cabeça para baixo. É o que chamamos de posição cefálica. Para uma criança esta é posição mais natural

Leia mais

Amenorreia Ausência do fluxo menstrual.

Amenorreia Ausência do fluxo menstrual. AAcne Doença da pele típica da adolescência, caracterizada por uma inflamação crónica das glândulas sebáceas, com formação de espinhas e borbulhas, especialmente no rosto e nas costas. Adolescência ou

Leia mais

Teste Pré-Natal. Sem riscos para a mãe ou para o feto. Não Invasivo em Sangue Materno

Teste Pré-Natal. Sem riscos para a mãe ou para o feto. Não Invasivo em Sangue Materno Teste Pré-Natal Não Invasivo em Sangue Materno Teste para a Detecção das Síndromes de Down, Edwards, Patau e Turner (e outras alterações cromossómicas do feto) Sem riscos para a mãe ou para o feto Panorama

Leia mais

REPRODUÇÃO GERAL NOS MAMÍFEROS DOMÉSTICOS Ismar Araújo de Moraes Fisiologia Veterinária

REPRODUÇÃO GERAL NOS MAMÍFEROS DOMÉSTICOS Ismar Araújo de Moraes Fisiologia Veterinária REPRODUÇÃO GERAL NOS MAMÍFEROS DOMÉSTICOS Ismar Araújo de Moraes Fisiologia Veterinária INTRODUÇÃO REVISÃO DOS ASPECTOS ANATÔMICOS http://www.fao.org/wairdocs/ilri/x5442e/x5442e05.gif 1- corno uterino

Leia mais

Mecanismo e assistência ao parto

Mecanismo e assistência ao parto Mecanismo e assistência ao parto Trabalho de parto (TP): Contrações uterinas regulares, mais de 2 (de 40 segundo aproximadamente) a cada 10 minutos, por mais de 2 horas Colo uterino com mais de 2-3 cm

Leia mais

As disfunções respiratórias são situações que necessitam de intervenções rápidas e eficazes, pois a manutenção da função

As disfunções respiratórias são situações que necessitam de intervenções rápidas e eficazes, pois a manutenção da função As disfunções respiratórias são situações que necessitam de intervenções rápidas e eficazes, pois a manutenção da função respiratória é prioritária em qualquer situação de intercorrência clínica. O paciente

Leia mais

FAZER EXERCÍCIOS NA GRAVIDEZ PREJUDICA O BEBÊ? QUAIS TIPOS DE EXERCÍCIO SÃO INDICADOS?

FAZER EXERCÍCIOS NA GRAVIDEZ PREJUDICA O BEBÊ? QUAIS TIPOS DE EXERCÍCIO SÃO INDICADOS? A gestação é um período em que a mulher passa por diversas emoções e é natural surgirem dúvidas principalmente quando se trata do primeiro filho. Segundo o Ginecologista e Obstetra do Hospital e Maternidade

Leia mais

MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE AÇÕES PROGRAMÁTICAS ESTRATÉGICAS ÁREA TÉCNICA DE SAÚDE DA MULHER

MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE AÇÕES PROGRAMÁTICAS ESTRATÉGICAS ÁREA TÉCNICA DE SAÚDE DA MULHER MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE AÇÕES PROGRAMÁTICAS ESTRATÉGICAS ÁREA TÉCNICA DE SAÚDE DA MULHER O Ministério da Saúde, por intermédio da Secretaria de Atenção à Saúde,

Leia mais

MELHORAMENTO GENÉTICO

MELHORAMENTO GENÉTICO MELHORAMENTO GENÉTICO Mudança do material hereditário do rebanho de forma a capacitá-lo para produzir leite, mais economicamente em um determinado ambiente. Genética é a ciência que estuda a variação e

Leia mais

Propess 10 mg dinoprostona

Propess 10 mg dinoprostona Propess 10 mg dinoprostona Pessário vaginal de dose única com liberação controlada com 10 mg de dinoprostona APRESENTAÇÕES Cartucho com 1, 2 ou 5 pessários de uso vaginal com 10 mg de dinoprostona USO

Leia mais