ATUAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE EM UM SERVIÇO DE PLANEJAMENTO FAMILIAR

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1 UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM ELIETE DA SILVA FREITAS LENILDA RAMOS TELES ATUAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE EM UM SERVIÇO DE PLANEJAMENTO FAMILIAR Biguaçu - SC Novembro, 2009

2 ELIETE DA SILVA FREITAS LENILDA RAMOS TELES ATUAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE EM UM SERVIÇO DE PLANEJAMENTO FAMILIAR Monografia apresentada como requisito parcial para a obtenção do título de Enfermeiro, na Universidade do Vale do Itajaí, Centro de Educação Biguaçu. Orientadora: Enfª. Profª. Msc. Maria Catarina da Rosa Biguaçu - SC Novembro, 2009

3 ELIETE DA SILVA FREITAS LENILDA RAMOS TELES ATUAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE EM UM SERVIÇO DE PLANEJAMENTO FAMILIAR Trabalho de conclusão de Curso aprovado como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel, no curso de graduação em Enfermagem da Universidade do Vale do Itajaí Estado de Santa Catarina. Banca Examinadora: Professora Mestra em Enfermagem Maria Catarina da Rosa Universidade do Vale do Itajaí UNIVALI Campus Biguaçu Orientadora Professora Mestranda em Enfermagem Janelice de Azevedo Neves Bastiani Universidade do Vale do Itajaí UNIVALI Campus Biguaçu Membro Professora Mestra em Enfermagem Liliane Werner Universidade do Vale do Itajaí UNIVALI Campus Biguaçu Membro Biguaçu SC Novembro de 2009

4 Dedicamos este trabalho a Deus por estar sempre presente em nossas vidas nos dando luz e proteção, e aos nossos pais, pelo amor incondicional e infinito, pela confiança depositada em nós a vida inteira, dedicação e compreensão, pelo apoio, auxílio, carinho e formação humana.

5 AGRADECIMENTOS Agradecemos... À nossa orientadora, Professora Maria Catarina da Rosa, pelo acompanhamento e revisão do estudo e por sua contribuição à nossa formação. Às professoras membros da banca Janelice Bastiani e Liliane Werner, que contribuíram significativamente para nossa aprendizagem e estão mais uma vez presentes nesse processo de avaliação e apoio as valorizações deste estudo e da nossa carreira profissional. Nosso especial agradecimento pela disponibilidade a todas as pessoas, por aceitarem participar deste estudo. Eu Eliete, agradeço... A Deus por iluminar os meus caminhos, dando-me força para vencer todos os obstáculos no decorrer de minha vida; Aos meus familiares por acompanhar minha caminhada a cada dia; Aos meus amigos(as) do laboratorio de anatômia da UNIVALI,Carol,Izabel,Renata,Rafael,Vinicius,Nelson,Adriano,seu João e esposa,que transmitiram pensamentos positivos e apoio nesta tragetória ; Ao amigos(as) da farmácia do Imperial Hospital de Caridade, em especial as amigas do CAF; Aos amigos(as)bombeiros Comunitarios e Bombeiros Militares do Corpo de Bombeiro do Municipio de Palhoça,que acompanharam todas as minha aflições,me ensinaram uma lição de vida e aprendizado,percebendo um maior significado da vida; Aos amigos(as) acadêmicos do curso de Graduação em Enfermagem; Aos mestres, que proporcionaram á reflexão na busca de maior conhecimento na profissão á qual escolho para seguir; A minha amiga e companheira de monografía, Lenilda á qual sinto -me

6 orgulhosa por fazer parte da trajetória de sua vida,e compartilhar algumas de suas vitórias.que Deus te abençoe hoje e sempre,você veio ao mundo e mostrou que é possivel vencer com dignidade. Agradeço em especial á minha grande amiga Ana Adélia e seu esposo, á Vanessa, ao meu amigo Luiz Jorge Anástacio estes estiveram presentes constantemente nos monentos de alegrias e dificuldades, porém enfatizando sempre que no final os louros seriam colhidos com grande vitoria, obrigada. Eu Lenilda, agradeço... Ao meu pai José Ramos Teles, por seus sábios conselhos. A minha mãe Maria de Lourdes de Oliveira em memória, por me trazer ao mundo, que mesmo à distância me transmite energia para conseguir vencer mais uma etapa da minha vida. Vocês serão sempre o meu referencial. À minha amiga Eliete, por toda amizade e carinho. E a todos, que de uma forma ou de outra contribuíram para a realização deste trabalho.

7 A cada dia que vivo mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade. Carlos Drummond de Andrade.

8 ATUAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE EM UM SERVIÇO DE PLANEJAMENTO FAMILIAR Autoras: Eliete da Silva Freitas Lenilda Ramos Teles Orientadora: Profª. Msc. Maria Catarina da Rosa Defesa: Dezembro 2009 tendo como participantes da pesquisa 06 Usuárias do Programa de Planejamento Familiar. RESUMO Este estudo foi realizado no Município de Biguaçu, nas dependências da Unidade Central de Saúde. Caracterizou-se como qualitativo do tipo exploratório. Tendo como objetivo avaliar a atuação dos profissionais do Serviço de Planejamento Familiar (PF). A metodologia utilizada foi convergente-assistencial de Trentini & Paim (2004), pois o tema de estudo parte das necessidades emergidas da prática. Teve como participantes da pesquisa 06 Usuárias do Programa de (PF). Optamos pela Teoria da Diversidade e Universalidade Cultural de Cuidado de Madeleine M. Leininger como marco conceitual por considerar que esta pode subsidiar nossos objetivos já que propõe como base a compreensão da cultura de cada povo, de suas crenças e valores. Utilizamos seus conceitos e outros inter-relacionados. Para a coleta dos dados utilizamos um questionário semi-estruturado que foi aplicado durante as entrevistas com as usuárias que aceitaram participar do estudo; foram estipuladas 3 categorias: A primeira categoria foi voltada para o conhecimento do perfil dos participantes do estudo como (nome, sexo, idade, grau de escolaridade, procedência, tempo de residência em Biguaçu, número de integrantes do grupo familiar, gestação,tipos de partos, números de filhos, tempo de utilização do serviço de planejamento familiar). A segunda categoria destina-se: ao conhecimento dos participantes do estudo sobre planejamento familiar antes e depois de terem utilizado o programa da unidade. Em seguida foram criadas subcategorias: A última categoria aborda sobre a contribuição das informações em planejamento familiar para o conhecimento dos participantes do estudo. Os resultados demonstraram que as informações repassadas aos usuários do programa em questão, na grande maioria foram ineficientes para suprir as necessidades de informação por parte dos usuários desse serviço. Palavras-chave: Planejamento Familiar. Pesquisa Convergente Assistencial. Atenção Básica de Saúde.

9 Authors: Eliete da Silva Freitas Lenilda Ramos Teles Adviser: Profª. Msc. Maria Catarina da Rosa Publication: December 2009 ABSTRACT This study was conducted in the Biguaçu city, the premises of the Central Health. Characterized as a qualitative, type exploratory. The goal evaluate the performance of professional service of the Family Planning (FP). The methodology used was the convergentcare of Trentini & Paim (2004), because the subject of study of the needs that emerged from practice. It had the study participants 06 users of the program (PF). We opted for the Theory of Diversity and Cultural Universality Care Madeleine M. Leininger as conceptual framework, as this can support our goals, as proposed based on the understanding of the culture of each people, on their beliefs and values. We used your concepts and other inter related. To gather the data we used a pre-structured questionnaire that was used during the interviews with users who agreed to participate the study, were down 3 categories: The first category was directed in studying the profile of as study participants (name, sex, age, education level, origin, residence time in Biguaçu, number of members of the family, pregnancy, types of deliveries, number of children, time of use of family planning services).a second category is intended: to the knowledge of the study participants about family planning before and after using the program unit. The next subcategories were created: The last category covers on the contribution of family planning information to the knowledge of the study participants. The results showed that the information distributed to the users of that program, in a vast majority were inefficient to meet information needs of the users of that service. Keywords: Planning Family. Convergent Research Assistance. Health Care.

10 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO JUSTIFICATIVA OBJETIVOS OBJETIVO GERAL OBJETIVOS ESPECÍFICOS REVISÃO DA LITERATURA ANATOMIA E FISIOLOGIA DO ORGÃO REPRODUTOR FEMININO CICLO REPRODUTIVO FEMININO FISIOLOGIA DO APARELHO REPRODUTOR MASCULINO PLANEJAMENTO FAMILIAR Histórico MÉTODOS CONTRACEPTIVOS Métodos Naturais Métodos de Barreira Métodos Hormonais SITUAÇÕES ESPECIAIS MÉTODOS ESPECIAIS MARCO CONCEITUAL APRESENTANDO MADELEINE LEININGER PRESSUPOSTOS DA TEORIA MADELEINE LEININGER CONCEITOS INTER-RELACIONADOS METODOLOGIA LOCAL DO ESTUDO SUJEITOS DO ESTUDO ASPECTOS ÉTICOS DA PESQUISA SUJEITOS DO ESTUDO COLETA DE DADOS REGISTRO E ANÁLISE DOS DADOS RESULTADOS METODOLOGICOS APREENSÃO INTERPRETAÇÃO Síntese... 48

11 9.2.2 Teorização Transferência CATEGORIZAÇÃO CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS APÊNDICE Apêndice A - Carta de Intenção para realização da Pesquisa Apêndice B - Autorização da instituição para a Realização da pesquisa Apêndice C - Termo de Consentimento Livre e Esclarecimento Apêndice D - Consentimento Pós esclarecimento de Pesquisa Apêndice E - Termo de Compromisso de Orientação Apêndice F - Questionário... 76

12 LISTA DE SIGLAS PF - Planejamento Familiar MAC - Método Anticoncepcional PAISM - Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher DIU - Dispositivo Intra-uterino DSTs - Doenças Sexualmente Transmissíveis ESF - Estratégia da Saúde da Família UPF - Usuário do Planejamento Familiar CNS - Conferência Nacional de Saúde UCS - Unidade Central de Saúde SUS - Sistema Único de Saúde UNIVALI - Universidade do Vale do Itajaí BEMFAM - Sociedade Civil Bem-Estar Familiar no Brasil MS - Ministério da Saúde

13 12 1 INTRODUÇÃO O tema abordado neste Trabalho de Conclusão de Curso foi definido a partir da empatia de nós acadêmicas de Enfermagem pela disciplina de Saúde da Mulher, Criança e Adolescente, do 5º período, onde são abordados temas, que abordam a Saúde da Mulher, Saúde da Família, Saúde na comunidade e a atuação do profissional de saúde (enfermeiro), do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade do Vale do Itajaí UNIVALI. Nossa pretensão em atuar futuramente na área da Saúde Coletiva, onde a atuação do enfermeiro é importante na equipe de saúde, assim como a informação insuficiente por parte de usuários da rede básica de saúde, sobre o uso dos métodos anticoncepcionais (MAC), levaos à dificuldades em tomar decisões no seu próprio planejamento familiar. O Ministério da Saúde, fundamentado na lei do planejamento familiar Lei nº de1996, determina como competência dos profissionais de saúde, assistir em concepção e contracepção. É parte do trabalho dos profissionais empenhar-se em informar aos indivíduos sobre as opções para o planejamento familiar, destacando a oferta dos métodos anticoncepcionais autorizados e disponíveis no Brasil. Com o aumento da presença da mulher no mercado de trabalho, surgiram várias alterações em seu estilo de vida e no padrão familiar, que inclui o adiamento da gravidez e reprodução, nesse sentido, muitas mulheres passaram a expressar esse desejo só depois de terem estabelecido uma carreira profissional. Vários métodos contribuíram para essa opção. Neste sentido, uma das funções importantes dos enfermeiros consiste em promover as práticas e comportamento positivo que estejam relacionados com a saúde reprodutiva e sexual de cada usuário do serviço de Planejamento Familiar (PF). (BRUNNER &. SUDDARTH, 2006). A anticoncepção vem se tornando um fator significativo no que diz respeito á assistência á saúde, as práticas de contracepção vem sendo aplicadas ao longo do tempo. O desenvolvimento das tecnologias contribuiu para o aumento da gama de métodos anticoncepcionais disponíveis no mercado e nas unidades básicas de saúde, os usuários do PF têm o direito de serem informadas sobre o custo, as vantagens e desvantagens de cada método assim como seus riscos, eficácia, sua disponibilidade e a forma certa de uso. A regulação da fecundidade e o exercício do direito ao prazer sem risco de adoecer ou de engravidar contra a vontade têm marcado muitos avanços ao longo do tempo. As práticas sobre educação sexual e planejamento familiar merecem uma abordagem mais eqüitativa entre a população em geral, uma vez que, se atribuem as mulheres o poder de negociação

14 13 frente ao homem, isso leva as mulheres a correrem todos os riscos de uma pratica contraceptiva (FLORES e FRANCO, 1996). De maneira geral, o planejamento é entendido como um modelo para ação, um método de trabalho ou instrumento de racionalização da realidade, aplicável a nível micro ou macro estrutural. Este pressupõe uma sistematização especifica com fases características e com qualidades e deverão ser asseguradas para a consecução dos objetivos consubstanciados nos planos, programas e projetos (BIRRENBACH, 1978). Segundo o autor citado anteriormente, as atividades de informação em saúde reprodutiva tiveram amplo desenvolvimento na etapa inicial de implantação do Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM) /1985, quando o Ministério da Saúde (MS) promoveu treinamentos para profissionais de serviços sobre este enfoque e distribuiu materiais educativos - fitas de vídeo, álbuns seriados, cartilhas, folhetos e outros, para estimular o desenvolvimento de atividades informativas inovadoras, participativas, ilustrativas e mais atrativas. Todavia, tal ação parece ter sofrido uma descontinuidade ao longo dos anos, mantendo-se tão somente o discurso de que é fundamental como medida de promoção da saúde, porém pouco concretizada e executada nas unidades de saúde e no seio da comunidade. A atuação dos profissionais de saúde, no que se refere ao planejamento familiar, deve estar pautada no artigo 226, Parágrafo 7, da Constituição da Republica Federativa do Brasil, portanto, no princípio da paternidade responsável e no direito de livre escolha dos indivíduos ou casais. Portanto, é de responsabilidade dos serviços de planejamento familiar a assistência tanto às pessoas que desejam a anticoncepção como daqueles que desejam ter filhos (BRASIL, 1996, p.9-10). A cada ano, mais da metade das gestações são indesejadas, ocorrendo em mulheres de todas as idades, situação econômica e grupos étnicos e raciais, tendo uma prevalência entre adolescentes, e mulheres de baixa renda. Dentre as mulheres que cometeram abortos, muitas foram pela não utilização dos métodos contraceptivos, por nunca terem utilizado nenhum método ou pelo uso incorreto. Em alguns casos, elas acabam temendo os riscos da contracepção e a possibilidade de vir a ter câncer e desta forma, muitas mulheres acabam utilizando os métodos contraceptivos de forma errada, tornando-os menos efetivos (BRUNNER e SUDDARTH, 2006). Cabe aos profissionais de saúde prestar uma assistência com informações e suporte de qualidade, contribuindo desta forma para a diminuição do número de gestações indesejada, reduzindo assim o número de abortos, da mortalidade e morbidade infantil. É importante que os enfermeiros (as) das unidades básicas de saúde que atendem em planejamento familiar,

15 14 informem aos usuários desse serviço sobre a importância de planejar a família. Essas informações devem ser, de forma não tendenciosa e isentas de qualquer opinião pessoal. Esses profissionais envolvidos no atendimento dos usuários que desejam planejar sua família devem ouvir, educar, dispor de tempo para sanar todas as dúvidas sobre os riscos e benefícios de cada método, sempre mostrando as alternativas e a forma correta de utilizá-las, respeitando sempre a sua escolha. A informação adequada provoca um impacto no cliente, levando-o a elaborar suas próprias opiniões, a tomar decisões e perceber-se na relação consigo mesmo, com a família e com a comunidade (MOURA e SILVA, 2009). As autoras também colocam que, a forma como a informação é passada para o cliente, são pontos extremamente relevantes e indispensáveis para o alcance dos objetivos de serviços aos usuários. Espera-se então, dos profissionais de saúde, no caso o enfermeiro (a), um maior empenho em bem informar, para que o cliente possa conhecer as alternativas de concepção e contracepção disponível e assim possa ter uma escolha de maneira livre e informada. Desta forma, buscando desmistificar a postura dos usuários de que o planejamento familiar só servira para dar pílulas e convencer as mulheres na realização de laqueaduras. Essa postura entre os usuários se manifesta devido ao atendimento por parte dos profissionais de saúde que colocam seus valores, julgamentos, preconceitos sobre os indivíduos, sem levar em consideração o contexto familiar em que esta pessoa esta inserida. Segundo o Ministério da Saúde, o aspecto da integralidade da assistência independe do tipo de método escolhido ou da intenção de conhecer ou não esses métodos (BRASIL, 1996). Partindo deste pressuposto, entendemos que os enfermeiros, como participantes da equipe de (PF) devem estar engajados na luta pelos valores preconizados pelo Sistema único de Saúde. (SUS). Entre esses valores, citamos a integralidade que entende e aborda o indivíduo como um ser integral e indivisível, ou seja, não pode ser avaliado separadamente. Prestando dessa forma uma assistência que abranja os aspectos emocionais, culturais e econômicos.

16 15 2 JUSTIFICATIVA Nas primeiras décadas do Século XX, surgiram na Europa e nos Estados Unidos movimentos de caráter malthusianos que associavam a miséria ao crescimento populacional, ao longo desse processo, o estado brasileiro adotou uma postura pró-natalista. A partir dos anos de 1960, as pressões americanas forçaram a entrada de entidades internacionais no Brasil, cujo principal objetivo era controlar o crescimento populacional dos países pobres (COELHO et al; SILVA, 2000). Segundo os autores anteriormente citados no ano de 1974, a política demográfica do Brasil foi anunciada oficialmente na Conferência Mundial de População, em Bucareste, quando o governo brasileiro reconheceu ser um direito social, decidir quanto à composição da família. Para tanto, o poder público deveria se ocupar da divulgação de informação sobre contracepção, o que na prática não se efetivou. Além da saúde feminina, o espaçamento entre o nascimento dos filhos determina melhores condições de educação para estes e a diminuição da mortalidade infantil. Sendo esses os fatores que levariam a melhoria dos níveis econômicos, culturais e de saúde de muitos países (VIANA et al; MARTINS, 2001). Assim, os anticoncepcionais entram no mercado e as mulheres passam a dissociar sexualidade de procriação, aderindo principalmente à contracepção hormonal, mas sem a possibilidade de assistência adequada, comprometendo a sua saúde e tornando-se, desta forma mais dependente do sistema médico. Segundo Moura e Silva (2004), a informação adequada provoca um impacto no paciente, levando-o a elaborar suas próprias opiniões, tomar decisões e perceber-se na relação, consigo, com a família, com a comunidade, enfim com o mundo. No final da década de (1970), os movimentos feministas passam a defender a regulação da fecundidade como direito de cidadania, reivindicando o controle da mulher sobre o seu próprio corpo. Segundo BRASIL (1987), em 1983, essa reivindicação feminista foi atendida oficialmente através do (PAISM), que em seu programa de planejamento familiar, tem como pressuposto básico o reconhecimento de que todas as pessoas têm o direito á livre escolha dos padrões de reprodução que lhes convenham como indivíduos ou casais (COELHO et al; SILVA, 2000, p.38). Os mesmos autores afirmam ainda que, para que esse direito possa ser efetivamente exercido, é necessário que os indivíduos tenham conhecimento das possibilidades de influir no ritmo da procriação e tenham acesso às informações e aos meios para que possa intervir se

17 16 assim o desejarem, para separar o exercício da sexualidade da função reprodutiva e, em conseqüência, exercer na plenitude o planejamento de sua prole. As atividades de informação em saúde reprodutiva tiveram amplo desenvolvimento a partir da etapa inicial de implantação do (PAISM) em 1985,quando o Ministério da Saúde promoveu capacitação para os profissionais de serviços de saúde sobre materiais educativos,bem como forma de estratégias para estimular o desenvolvimento de atividades inovadoras, participativas, ilustrativas e mais atrativas (MOURA e SILVA, 2004). Tanto o planejamento familiar, como o controle de natalidade teve fases de enfoque econômico-demográfico. Sua proposta, contudo, caracteriza-se por apresentar-se ainda que de forma mais branda, como intervenção estatal nas decisões reprodutivas da população (FERNANDES, 2003). Desta forma, possibilita um modelo de ações de estratégias que respeite a compreensão da comunidade em relação à educação em saúde diante de suas próprias decisões, face ao planejamento familiar. De maneira geral, o planejamento entende-se como um modelo para ação, um método de trabalho ou instrumento de racionalização da realidade, aplicável a nível micro ou macro estrutural. Estes pressupõem uma sistematização específica, com fases características e com qualidades que deverão ser asseguradas para a consecução dos objetivos consubstanciados nos planos, programas e projetos, nos seus limites ético-sociais de dignificação crescente face aos reais anseios da sociedade (BIRRENBACH, 1978). Segundo a Pesquisa Nacional sobre Demografia e Saúde (DHS/BENFAM, 1997), a taxa de fecundidade no Brasil, de 2,5 filhos por mulher, vem crescendo nos últimos anos, oscilando sobre diferenciais regionais e as localidades rurais e urbanas (FERNANDES, 2003). Todas as apresentações e materiais de aconselhamento de educação devem ser compatíveis com a linguagem cultural e com o nível de instrução dos clientes. Os profissionais devem estar familiarizados com os mitos e percepções errôneas sobre os métodos contraceptivos (BRASIL, 1996, p.9-10). Este estudo procura a valorização das opiniões dos pacientes ou usuários de Sistema de Saúde, ou grupos comunitários quanto à importância de planejar a família, identificando em suas expressões e evidências a adesão ás informações do Programa de Planejamento Familiar, ressaltadas através de educação em saúde, a partir dos Serviços de Atenção Básica. As atividades informativas de educação são indispensáveis para o alcance dos objetivos de serviços de saúde e isso exige dos profissionais da área, atitudes no sentido de bem informar os usuários para que tomem conhecimento dos métodos de concepção e

18 17 anticoncepção disponíveis, para que possam participar ativamente da definição e do alcance de suas particulares metas reprodutivas (MOURA e SILVA, 2004). É de extrema importância para o profissional de Saúde, que os direitos dos usuários em planejar o número de filhos que desejam ter, sejam assegurados de acordo com a opção de cada família. As ações de orientação em (PF), estão sob amparo legal dentro do respeito á autonomia de cada pessoa. Para Pinho e Siqueira, (2006), a natureza do trabalho da enfermagem é de dialogar com o paciente, e que para isso faz-se necessário buscar formas de dialogar com a pessoa de quem se está cuidando, uma vez que o cuidado, mais humano, precisa nortear as práticas da enfermagem e dessa forma passando a ser um elemento presente em seu dia a dia. Segundo Nascimento et al; Santos (1997) planejar a sua família é um direito de todos, e é um dever do Estado garantir àqueles que não podem adquirir o método, a forma de fazê-lo gratuitamente e com qualidade. Nenhum profissional ou instituição (particular ou pública) tem o direito de impor a utilização ou não de determinados métodos contraceptivos, porque induz o usuário e o impossibilita de fazer uma opção consciente. Dessa forma todas as pessoas que desejam fazer planejamento familiar, devem ser orientadas pelo médico ou enfermeiro sobre as indicações e contra indicações de todos os métodos existentes, e escolherem aqueles que puderem e quiserem utilizar. A importância do cuidado de qualidade destinado à promoção da saúde sexual e reprodutiva, incluindo a assistência no planejamento familiar evidencia que homens e mulheres sofrem um impacto sobre o bem-estar pessoal, familiar e econômico, em razão das mortes maternas, abortos de risco, HIV/AIDS, a gravidez não planejada e de alto risco, incluindo fatores de morbi-mortalidade, que trazem como conseqüência a baixa produtividade, os problemas sociais e o aumento da demanda por serviços para a área governamental. (FAMILY CARE INTERNACIONAL, 1995 apud HOGA, 2003). Para Diaz (1999) apud Hoga (2003), a falta de preparo dos profissionais, médicos e enfermeiros no que se refere a conteúdos de comunicação interpessoal e as execuções de ações educativas participativas, pois estas atividades necessitam de um preparo específico que precisa ser oferecido na fase de formação profissional e que a assistência à saúde nas comunidades requer capacitação para a interação plena com pessoas de culturas e contextos de vida variados. Neste contexto da assistência, só haverá sucesso quando o conhecimento da cultura for incorporado ao planejamento do cuidado. Por meio desta abordagem, é possível também identificar grupos de riscos e planejar formas consistentes de assistir, com os valores comunitários.

19 18 Segundo afirma Hoga, (2003), um serviço de qualidade deve estimular a procura e a aderência à assistência, oferecendo horários de atendimento adequados aos usuários. Os profissionais devem estar atentos e devidamente capacitados para não cometer discriminações de ordem sociocultural, de sexo, idade, estado material e etinicidade, não tratar os usuários com desrespeito, além de toda base técnica necessária ao atendimento (HOGA, 2003 apud FAMILY CARE INTERNACIONAL, 1995). Percebemos assim, como a informação insuficiente e a pouca educação com este foco específico destinados aos usuários da rede básica de saúde sobre o uso dos (MAC), leva-os á dificuldades em tomar decisões no seu próprio planejamento familiar. De encontro a essa necessidade de prestação de serviço diferenciado, nossa pretensão é atuar futuramente na área da Saúde Coletiva, onde a atuação do enfermeiro é importante na equipe de saúde. Esta pesquisa busca responder a pergunta norteadora do estudo: De que modo a equipe do serviço de Planejamento Familiar vem atuando junto à comunidade?

20 19 3 OBJETIVOS 3.1 OBJETIVO GERAL Comunidade. Identificar a atuação dos profissionais do Serviço de Planejamento Familiar na 3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Descrever o perfil do (a) usuário (a) atendido no PF; Identificar os métodos anticoncepcionais freqüentemente orientados pelos profissionais de saúde; Conhecer os métodos contraceptivos utilizados pela comunidade; Identificar expressões e evidências de decisão da mulher/homem usuários (as) em relação ao planejamento familiar e a utilização de métodos anticoncepcionais.

21 20 4 REVISÃO DA LITERATURA 4.1 ANATOMIA E FISIOLOGIA DO ORGÃO REPRODUTOR FEMININO O sistema reprodutivo feminino é composto de estruturas externas e internas, havendo também outras estruturas anatômicas que afetam o sistema reprodutivo feminino, incluindo o hipotálamo e a hipófise, que fazem parte do sistema endócrino (BRUNNER & SUDDARTH, 2006). A genitália externa (vulva) inclui duas pregas espessas de tecido, chamadas grandes lábios, e dois lábios menores de tecido delicados, chamados de pequenos lábios, situados dentro dos grandes lábios. As porções superiores dos pequenos lábios unem-se, formando um revestimento parcial para o clitóris, órgão altamente sensível de tecido erétil, entre os pequenos lábios, abaixo do clitóris e posterior a ele, encontra-se o meato urinário. Abaixo desse orifício, está a abertura maior, o orifício vaginal ou intróito. Em cada lado do orifício vaginal, encontram-se glândulas vestibulares (de Bartholin), quem apresentam formato de grão de feijão. Essas glândulas secretam um muco, através de um pequeno ducto e este tem uma abertura dentro dos pequenos lábios, externa ao hímen. A área entre a vagina e o reto é chamado de períneo (BRUNNER e SUDDARTH, 2006). Os ovários são os mais importantes órgãos sexuais femininos, formando conjunto com as tubas de falópio, o útero e a vagina. A reprodução começa com o desenvolvimento dos óvulos nos ovários. Na metade de cada ciclo sexual mensal, um só óvulo é expelido, a partir do folículo ovariano, para o interior da cavidade abdominal, próximo ás extremidades fimbriadas abertas das duas tubas de falópio. Esse óvulo segue então seu trajeto, através de uma das tubas de falópio para o útero; caso seja fertilizado por um espermatozóide implantase no útero, onde ocorrerá desenvolvimento de um feto, com a placenta e membranas fetaistransformando-se, finalmente, em recém-nascidos (GAYTON e HALL, 2002).

22 CICLO REPRODUTIVO FEMININO O ciclo menstrual normal é uma ocorrência previsível que acontece todos os meses. É influenciado pela maturação do folículo, pela ovulação e formação do corpo lúteo, finalizando o sangramento menstrual. O ciclo menstrual pode ser dividido em cinco fases: as fases menstruais, proliferativas, secretoras, isquêmicas, menstruais. Na fase menstrual (1º ao 5º) o sangramento dura de 3 a 5 dias em um ciclo de 28 dias; Fase proliferativa (6º ao 14º) aumenta o nível de estrogênio e atinge o pico. Imediatamente antes da ovulação. O muco cervical torna-se favorável ao espermatozóide na época da ovulação: fica aquoso e alcalino, apresentando um padrão de samambaia. Na época da ovulação eleva-se a temperatura basal corporal. A fase secretora (15º ao 26º) o estrogênio esta presente, mais predomina a progesterona. Fase isquêmica (27º ao 28º) o corpo lúteo degenera-se; os níveis de estrogênio e progesterona caem. O sangue atravessa a superfície do endométrio, indicando o inicio de outra fase menstrual. O ciclo ovariano tem duas fases, a fase folicular e fase lútea, em um período de 28 dias. A fase folicular (1 ao 14º) o óvulo (folículo) desenvolve-se até a maturidade. Isso ocorre sob a influência do FSH e do LH. O óvulo maduro rompe-se (ovulação) é expelido, a ovulação é desencadeada por uma elevação de LH induzida pelo alto nível de estrogênio. A fase lútea (15º ao 28º) o corpo lúteo desenvolve-se e reproduz níveis maiores de estrogênio e progesterona, impedindo o crescimento de outros folículos no ovário (BURROUGHS, 1995). 4.3 FISIOLOGIA DO APARELHO REPRODUTOR MASCULINO As estruturas no sistema reprodutivo masculino são os testículos, o canal deferente (ducto deferente) e as vesículas seminais, o pênis e determinadas glândulas acessórias, como a glândula prostática e a glândula de Cowper (glândula bulbouretal). Os testículos são formados no embrião, dentro da cavidade abdominal, próximo ao rim, durante o mês da vida fetal eles descem posteriormente para o peritônio perfurando a parede abdominal na virilha. Porém mais adiante, eles progridem ao longo do canal inguinal para dentro da bolsa escrotal, sendo acompanhados por vasos sanguíneos, vasos linfáticos,

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