Currículo em Movimento: o compromisso com a qualidade da educação básica

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1 Currículo em Movimento: o compromisso com a qualidade da educação básica Ministério da Educação Secretaria da Educação Básica Diretoria de Concepções e Orientações Curriculares para Educação Básica

2 Qualidade da Educação A qualidade da educação se realiza na garantia do direito de toda criança, adolescente, jovem e adulto na escola aprender.

3 A qualidade da Educação e o direito de aprender Garantia do desenvolvimento de capacidades e potencialidades dos estudantes, sujeitos históricos Garantia às novas gerações da apropriação do conhecimentos escolares, entendido enquanto o conjunto dos conhecimentos científicos, dos conhecimentos culturais, das habilidades, das capacidades, dos saberes sociais historicamente produzidos

4 O PDE: um plano para a realização da qualidade na educação Visão estratégica da educação e de seu papel na sociedade Construção de uma visão e ação sistêmica na educação

5 O currículo: ferramenta para qualidade na educação e na escola.

6 Elementos para compreensão das trajetórias rias recentes do currículo culo no Brasil Grande ênfase nos modelos tradicionais de currículo caráter tecnicista-disciplinar (Lei 5.692/71) Forte tradição na organização curricular de caráter disciplinar: cultura disciplinar Organização do trabalho docente por disciplinas Formação de professores disciplinar: titulação e organização curricular A escola e seus sujeitos se referenciam em uma compreensão disciplinar de currículo Crítica à tradição curricular disciplinar de caráter tecnicistainstrumental: currículo para além da grade/matriz curricular Forte presença da perspectiva sociológica/filosófica no campo do currículo Busca de novos modelos/paradigmas curriculares: interdisciplinaridade, globalização, projetos, habilidades, competências, áreas de conhecimentos Hibridismo como marca do campo do currículo: múltiplas referências teórico-metodológicas

7 A LDB e o currículo culo Art. 26. Os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela. 1º Os currículos a que se refere o caput devem abranger, obrigatoriamente, o estudo da língua portuguesa e da matemática, o conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política, especialmente do Brasil. 2º O ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos. 3º A educação física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente curricular da Educação Básica, ajustando-se às faixas etárias e às condições da população escolar, sendo facultativa nos cursos noturnos. (alterado) 4º O ensino da História do Brasil levará em conta as contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro, especialmente das matrizes indígena, africana e européia. 5º Na parte diversificada do currículo será incluído, obrigatoriamente, a partir da quinta série, o ensino de pelo menos uma língua estrangeira moderna, cuja escolha ficará a cargo da comunidade escolar, dentro das possibilidades da instituição.

8 A LDB e o currículo culo Art. 27. Os conteúdos curriculares da educação básica observarão, ainda, as seguintes diretrizes: I - a difusão de valores fundamentais ao interesse social, aos direitos e deveres dos cidadãos, de respeito ao bem comum e à ordem democrática; II - consideração das condições de escolaridade dos alunos em cada estabelecimento; III - orientação para o trabalho; IV - promoção do desporto educacional e apoio às práticas desportivas não-formais.

9 A LDB e o currículo culo Busca de um novo delineamento de um novo ordenamento curricular: base nacional comum complementada por uma parte diversificada; Tentativa de mudança no paradigma curricular disciplinar: modelo curricular centrado em habilidades e competências; Forte caráter descentralizador no aparato legal pósconstituição de 1988 e pós-ldb 9.394/1996: crescente grau de autonomia dos sistemas e unidades de ensino.

10 A LDB e o currículo culo Complementações posteriores: Lei / Ensino sobre História e Cultura Afro- Brasileira e seus conteúdos; Lei / Educação física; Lei /2008 Ensino da cultura afro-brasileira e indígena e seus conteúdos; Lei /2008 Filosofia e Sociologia em todas as séries do ensino médio.

11 Novos delineamentos no campo do currículo culo MEC PCN CNE Diretrizes Curriculares E.I., E.F., E.M. Sistemas de Ensino Diretrizes Curriculares Específicas

12 Orientações Curriculares E.I. - Municípios 21% 6% Sim Não Em elaboração 73%

13 Orientações Curriculares p/ E.F. - Municípios 6% 9% Sim Não Em elaboração 85%

14 Orientações Curriculares p/ E.M. - Municípios 1% 12% Sim Não Em elaboração 87%

15 Orientações Curriculares p/ E.M. - Estados 18% 6% 76% Sim Não Em elaboração

16 Orientações Curriculares p/ E.F. - Estados 12% 13% 75% Sim Não Em elaboração

17 ORIENTAÇÕES CURRICULARES - E.I. - ESTADOS 24% 47% 29% Sim Não Em elaboração

18 Novos delineamentos no campo do currículo culo MEC Política Nacional de Educação Infantil Ensino Fundamental de 9 anos: revistas, cadernos e orientações Orientações Curriculares para o Ensino Médio Ensino Médio: integrar pra quê? Indagações sobre currículo Coleção Explorando o Ensino Lei /2003 Mais Educação - Educação Integral Educação no campo Educação e Direitos Humanos Educação Ambiental

19 Novos delineamentos no campo do currículo culo CNE Diretrizes curriculares por modalidades de ensino Indígena Educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana Educação Ambiental Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Básica

20 Algumas constatações As Diretrizes Curriculares existentes não têm conseguido orientar o desenvolvimento do currículo da educação básica; As avaliações de caráter nacional (vestibular) e o livro didático orientam o desenvolvimento do currículo da educação básica; Significativo consenso em torno dos princípios que sustentam a base nacional comum que fundamentam as DCN E.I., E.F., E.M.. Há uma demanda pela definição de sólidas diretrizes curriculares de caráter nacional, respeitando-se as experiências locais; Forte compromisso e mobilização pela melhoria da qualidade da escola e do ensino.

21 A escola, o professor e o currículo Proposta Pedagógica da Escola Demandas sociais e políticas Novos referenciais sócio-culturais Marcos legais Ministério da Educação

22 A escola, o professor e o direito a aprendizagem Avaliações Externas Livro Didático Vestibular E.M. Ministério da Educação

23 Indagações ões Qual currículo? Para qual escola? Para qual aluno? Para qual sociedade? Ministério da Educação

24 O que estamos entendendo por currículo? As experiências escolares que se desdobram em torno do conhecimento, em meio a relações sociais, e que contribuem para a construção das identidades de nossos/as estudantes. Currículo associa-se, assim, ao conjunto de esforços pedagógicos desenvolvidos com intenções educativas. (Moreira e Candau. Indagações sobre Currículo, p.18).

25 CURRÍCULO Material didático Ambiente Escolar Projeto políticopedagógico Gestão Conhecimentos escolares Formação Avaliação Diversidade Construção das identidades dos estudantes

26 O lugar do currículo culo O currículo como instrumento para realização do direito à educação e à aprendizagem. O currículo como um dos elementos estruturantes do projeto pedagógico e do trabalho educativo da e na escola. O currículo como orientador do trabalho com o livro didático, da avaliação, da formação docente. Ministério da Educação

27 DESAFIOS A ENFRENTAR Aprofundar o processo de definição de um ordenamento curricular que assegure a base nacional comum que além de definir princípios, pressupostos e conceitos estruturantes para o desenvolvimento do currículo da educação básica, indique também os conhecimentos escolares básicos a serem assegurados pelas instituições de educação básica.

28 DESAFIOS A ENFRENTAR Consolidar orientações curriculares para a educação básica, em todas as suas etapas, de modo que essas orientações venham a orientar os sistemas de avaliação nacional, a produção de material didático, a formação de professores, a prática docente, inclusive no que se refere aos conhecimentos escolares a serem garantidos pela escola. Respeitar as diversidades, particularidades, identidades, culturas, valores e experiências locais e regionais. Enfrentar mitos e falsos dilemas. Assegurar o direito de todos e cada um aprender enquanto dimensão estruturante do direito à educação.

29 DESAFIO A ENFRENTAR O reencantar da e pela escola Material Didático Projeto Pedagógico Currículo O direito a aprender Formação docente Ministério da Educação

30 Currículo em Movimento Construir uma forte mobilização em torno do currículo da educação básica com vistas a garantir o direito a educação, o direito de toda criança aprender Respeitar os caminhos percorridos Garantir a participação dos sujeitos da escola. Compreender o currículo enquanto construção coletiva na e da escola, a partir de uma base nacional comum.

31 Currículo em Movimento Respeito aos caminhos percorridos Participação dos sujeitos da escola Construção de um movimento de articulação nacional em torno do currículo na perspectiva da garantia do direito de aprender CONSED UNDIME CNE CAPES INEP Conselhos de Educação Instituições formadoras Associações científicas Organizações dos educadores Movimentos sociais Assegurar um processo de discussão considerando o momento e o tempo histórico

32 Currículo em Movimento Consed Undime Associações Científicas Currículo da E.B. CNE Movimentos Sociais ESCOLA INEP Trabalhadores Educadores Direito de Aprender CAPES Conselhos Educação Universidades

33 Currículo em Movimento Primeiros movimentos GT das Grandes Cidades CONSED CNE CONPEB CNTE (representante da Diretoria) Articulação Secretarias-Setores do MEC (iniciado) INEP CAPES SECAD (primeiros contatos) Fórum Nacional dos CEE (julho) União Nacional dos CME (agosto)

34 Currículo em Movimento Organização dos Comitês Estaduais Preparação das Escolas (agosto a setembro/2008) Organização de Comitês Estaduais responsáveis pela coordenação do debate nas escolas com os profissionais da educação. Esses Comitês serão formados por diferentes segmentos de acordo com as potencialidades locais (Secretarias e Conselhos Estaduais e Municipais, Universidades, Sindicatos etc.) Formulação de proposta curricular nacional a partir das diretrizes curriculares nacionais, dos Sistemas de Ensino, do INEP, Doctos. MEC, etc. Apreciação nas escolas da proposta nacional de ordenamento curricular (outubro-novembro/2008) Encontros Regionais (8 Encontros) (novembro-dezembro/2008).realização de reuniões nas escolas sob a coordenação dos Comitês Estaduais, video-conferência, etc Realização de encontros regionais para socialização das discussões nos estados e municípios Preparação de sínteseproposições sobre currículo da E.B Realização de Encontro Nacional para sistematização de proposta curricular nacional que venha a compor a base nacional comum do currículo da educação básica. Encontro Nacional (fevereiro-2009)

35 Currículo em movimento Onde chegar neste primeiro momento: Formular uma proposta curricular nacional que venha a compor a base nacional comum do currículo da educação básica e que possa subsidiar e orientar os sistemas de avaliação nacional, a produção de material didático, a formação de professores, a prática docente, na perspectiva da garantia do direito de todos e de cada um aprender.

36 Currículo em movimento Novos momentos/movimentos: Incrementar a produção de material de apoio ao professor e à escola a partir da proposta curricular nacional. Incrementar o apoio aos sistemas de ensino frente à proposta curricular nacional. Aprofundar a articulação entre a formação inicial-continuada e a proposta curricular nacional. Aprofundar a articulação entre as avaliações nacionais e a proposta curricular nacional.

37 Outros movimentos pelo reencantar da e pela escola Programas de Formação Rede de Formação Fundeb Piso Nacional Programas de Leitura Guia de Tecnologias Inclusão digital Acesso ao Ensino Superior Provinha Brasil, Prova Brasil, ENEM Pró-Infância Transporte Escolar Mais Educação Saulas multifuncionais Brasil sem homofobia Política Nacional de Implantação da Lei /2003 Programa Saúde na Escola-Projeto Saúde e Prevenção PNLD PNLDEM Etc.

38 Ministério da Educação Secretaria de Educação Básica Diretoria de Concepções e Orientações Curriculares para Educação Básica (DCOCEB) Esplanada dos Ministérios, Bloco L Ed. Sede, Sala 419 CEP: Fone: (61) Obrigado! Estamos à disposição.

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