2 O CORAÇÃO E A ATIVIDADE ELÉTRICA CARDÍACA

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "2 O CORAÇÃO E A ATIVIDADE ELÉTRICA CARDÍACA"

Transcrição

1 26 2 O CORAÇÃO E A ATIVIDADE ELÉTRICA CARDÍACA O coração normal (Figura 2), é um órgão predominantemente muscular que funciona como uma bomba de ejeção pulsante. A sua função é ejetar o sangue para o sistema circulatório. O coração normal de uma pessoa de 25 anos pesa em média 300 gramas, faz circular 5,5 litros por minuto, realizando mais de batimentos por dia. Os principais vasos sangüíneos encarregados da irrigação do coração são as artérias coronárias (Gittenberger, 1986), localizadas na superfície externa do coração. Figura 2.Visão frontal e posterior do coração. (Imagem: Cheida, Luiz Eduardo. Medicina Integrada. São Paulo, 1997)

2 27 O ciclo cardíaco consiste de um período de contração ventricular denominado de sístole que expele o sangue dos ventriculos, seguido de um período de relaxamento ventricular denominado de diástole, durante o qual os átrios se enchem de sangue. Uma onda de despolarização elétrica que se propaga por todo o coração precede e desencadeia cada contração mecânica. A despolarização começa no nódulo sinusal, ou nódulo sino-atrial de Keith Flack, depois se propaga pelo miocárdio de ambos os átrios, para atingir o nódulo átrio-ventricular de Tawara, localizado na região inferior do septo interatrial (Figura 3). Após ligeiro atraso no nódulo átrio-ventricular, a onda de despolarização se transmite através do feixe átrio-ventricular (feixe de HIS), e de seus ramos esquerdo e direito para as fibras de Purkinje, situadas abaixo do endocárdio, continuando-se com as fibras miocárdicas comuns. Figura 3.Esquema do sistema de condução intracardíaco. (Imagem: Cheida, Luiz Eduardo. Medicina Integrada. São Paulo, 1997)

3 28 À despolarização ventricular se segue a contração ventricular e, após um intervalo de 100 a 200 ms, os ventrículos retornam a seu estado original devido à repolarização elétrica. Os processos de despolarização e repolarização geram correntes elétricas que circundam as membranas das células miocárdicas. Essas correntes elétricas dentro do coração se fecham no volume condutor do tórax gerando um campo elétrico detectável na superfície corporal. Assim, o eletrocardiograma é um registro do potencial elétrico na superfície corporal, causado pelas correntes do volume condutor torácico que foram geradas pelas correntes elétricas do coração (visto nas seções seguintes). 2.1 Registro Eletrocardiográfico A eletrocardiografia (Seade, 2003) entrou para a prática médica há mais de um século, graças aos estudos de fisiologia relacionada à atividade elétrica do coração humano, realizados pelo médico e cientista holandês Willem Einthoven ( ), que era professor de fisiologia e histologia da Universidade de Leiden, uma das mais antigas universidades holandesas, fundada em Partindo do princípio de que o potencial elétrico gerado pela atividade cardíaca se propaga até a superfície do corpo, Einthoven escolheu as mãos e o pé esquerdo como pontos de contato com a pele para obtenção de sinais (Figura 4). Essas três extremidades (braço direito, braço esquerdo e perna esquerda) formam o chamado triângulo de Einthoven, em cujo centro se situa idealmente o coração, ilustrado na Figura 5.

4 29 Braço direito Braço esquerdo Perna esquerda Figura 4.Braços e perna esquerda imersa em solução concentrada de cloreto de sódio. Figura 5.Triangulo eqüilátero e eixo do coração de acordo com o desenho original de Einthoven. A escolha desses pontos gerou três combinações possíveis de registros elétricos, denominadas derivação I ou DI (as duas mãos), II ou DII (mão direita e pé esquerdo) e III ou DIII (mão esquerda e pé esquerdo), como ilustrado na Figura 6. Tais combinações, hoje conhecidas como derivações bipolares de membros de Einthoven, permitiram o registro de variações de tensão elétrica geradas pela atividade elétrica cardíaca, porque o sistema foi concebido de modo a fazer com que os eletrodos em contato com as extremidades fossem positivos ou negativos, dependendo da derivação que estava sendo analisada Derivações Eletrocardiográficas O eletrocardiógrafo registra a diferença de potencial elétrico entre as duas regiões às quais foram conectados eletrodos. Existem 12 derivações básicas (Figura 6) segundo as quais os sensores podem ser conectados. Essas ligações podem ser consideradas redundantes, no entanto auxiliam na redução de ruídos, bem como na análise de determinadas regiões específicas do coração. As conexões de ECG feitas em pacientes

5 30 podem ser chamadas de precordiais ou periféricas, dependendo do posicionamento dos eletrodos. RH D 1 Eletrodos Periféricos LH D 2 Eletrodos Precordiais LF E 1 E 2 E 3 E 4 E 5 E 6 E L E T R O C A R D I O G R A M A D 3 av R av L av F V 1 V 2 V 3 V 4 Derivações Periféricas Derivações Precordiais V 5 RF V 6 Figura 6.Derivações Básicas de um Eletrocardiograma (Periféricas, Precordiais, Esquemático). Abaixo são apresentadas as equações que definem as derivações periféricas: D I = LH RH D II = LF RH D III = LF LH LH + LF av R = RH 2 RH + LF av L = LH 2 LH + RH av F = LF 2 (1) Já para as derivações precordiais, valem as seguintes equações, apresentadas abaixo: (2) LH + RH + LF V n = E n, n = 1, 2 L 6 3 onde n é a derivação precordial desejada e as demais informações se encontram na Figura 6. Na Figura 7 é ilustrado um registro eletrocardiográfico utilizando as 12 derivações básicas.

6 31 Figura 7.Doze derivações básicas do ECG. ( No caso dessa dissertação, a derivação utilizada é uma modificação da DII denominada MLII (modified lead II). Essa derivação modificada é indicada para realizar leituras por longos períodos, principalmente em pacientes acamados ou submetidos a exames de holter (equipamento acoplado ao paciente durante um período de aproximadamente 24h, adquirindo sinais enquanto a pessoa tem uma vida normal ). A MLII é uma derivação bipolar paralela à derivação DII padrão. Quanto a seu posicionamento anatômico, um eletrodo é colocado na crista ilíaca esquerda, e o outro é posicionado na fossa infraclavicular, medial à borda do músculo deltóide, 2 cm abaixo da borda da clavícula direita. A MLII apresenta características típicas da derivação DII, portanto foram utilizados nessa dissertação os valores limites da DII, para definição da normalidade. Para melhor compreensão, nas seções seguintes são apresentadas as morfologias das derivações em estudo, bem como suas ondas componentes.

7 Morfologia do Sinal Eletrocardiográfico Uma condição cardíaca normal vai depender de um grande número de variáveis, onde um funcionamento considerado normal em uma pessoa pode não ser normal em outra. No entanto, existem alguns intervalos de valores que podem informar sua normalidade. Devem-se levar em consideração informações como idade, sexo, biotipo, condição clínica, uso de medicamentos, entre outras. A Figura 8 ilustra o registro elétrico de um ciclo cardíaco, com informações dos componentes analisados no ECG. Onda R Complexo QRS Intervalo PR Onda P Ponto J Onda T Onda Q Segmento ST Onda S Intervalo QT Figura 8.Componentes analisados no ECG (Sinal do MIT-BIH) A Onda P A onda P representa a despolarização atrial. A primeira parte da onda corresponde à despolarização do átrio direito e a parte final à despolarização do átrio esquerdo (Braunwald, 2000). A função da contração atrial é o enchimento final dos ventrículos com o sangue armazenado em seu interior. A repolarização atrial não é registrada no ECG,

8 33 porque ocorre simultaneamente à despolarização ventricular que tem maior amplitude devido à maior massa muscular dos ventrículos, sendo portanto um processo elétrico mais potente. Os valores informados abaixo variam conforme a derivação eletrocardiográfica analisada (Figura 7). Como características da onda P, destacam-se: Duração: varia conforme a idade e a freqüência cardíaca, sendo considerado normal, 0,05 s a 0,12 s em DI e DII, 0,12 s a 0,20 s em DIII, 0 s a 0,08 s em V 1 (Braunwald, 2000); Amplitude: a tensão máxima situa-se entre 0,02 mv e 0,10 mv em DI, 0,03 mv e 0,20 mv em DII, 0 mv e 0,20 mv em DIII, 0,005 mv e 0,080 mv em V 1 (Braunwald, 2000); O Intervalo PR O espaço compreendido desde o início da ativação atrial até o início da ativação ventricular é denominado intervalo PR, sendo que este varia de acordo com a idade do paciente e a freqüência cardíaca. De um modo geral, a normalidade varia entre 0,12 s e 0,20 s ou 0,22 s (Braunwald, 2000) O Complexo QRS O complexo QRS corresponde à despolarização total dos ventrículos, representando a maior onda do eletrocardiograma. Após a despolarização ventricular, o coração bombeia o sangue para a circulação sistêmica (ventrículo esquerdo, maior e com

9 34 paredes mais reforçadas) e para a circulação pulmonar (ventrículo direito). As principais características do complexo QRS são: Duração: o período de tempo durante o qual se apresenta o complexo QRS, vai desde o início da ativação septal (início da onda Q ) até o final da despolarização das porções basais do septo e dos ventrículos (fim da onda S ), com duração normal de 0,05 s a 0,10 s. Morfologia: é extremamente variável conforme a derivação avaliada. Amplitude: é muito variável. Os valores da tabela abaixo são apresentados em mv (Braunwald, 2000); Ondas DI DII DIII AV R AV L AV F V 1 V 5 V 6 Q 0 a 0,1 0 a 0,16 0 a 0,23-0 a 0,11 0 a 0, a 0,18 0 a 0,18 R 0,1 a 1,0 0,2 a 1.6 0,1 a 1,2 0 a 0,29 0 a 0,82 0 a 1,38 0,1 a 0,6 0,7 a 2,1 0,5 a 1,8 S 0 a 0,5 0 a 0,37 0 a 0,64 0,22 a 1,18 0 a 0,58-0,3 a 1,3 0 a 0,5 0 a 0,2 Tabela 1.Amplitudes das ondas do complexo QRS normal O Segmento ST O segmento ST corresponde ao intervalo entre o final do complexo QRS, também conhecido como ponto J, e o início da onda T. É normalmente isoelétrico (0 mv) e sua duração geralmente não é determinada, pois é avaliado englobado ao intervalo QT. Este segmento é avaliado em termos de seu desnivelamento em relação à linha isoelétrica de repouso na fase de diástole entre os ciclos cardíacos.

10 O Intervalo QT O Intervalo QT é medido do início do complexo QRS até o final da onda T, variando com a freqüência cardíaca (Braunwald, 2000), e sendo maior em mulheres. Esse intervalo corresponde à duração total da sístole ventricular. O QTc corresponde ao intervalo QT corrigido para a freqüência cardíaca de 60 bpm. O valor máximo para a normalidade no homem é de 0,39 s, e na mulher 0,44 s. Bazett (Bazett, 1920) propôs uma fórmula para a estimação adaptada à freqüência cardíaca: QT c QT = (3) R' R' ' onde QT corresponde à duração do intervalo QT e R R corresponde à distância entre os picos das ondas R consecutivas A Onda T A onda T é a primeira deflexão positiva, ou negativa, que surge após o segmento ST. Representa a repolarização ventricular, com voltagem menor que a do QRS. Como principais características da onda T, destacam-se: Duração: sua duração específica não é medida, e sim incluída na duração do intervalo QT ; Morfologia: a onda T normal é assimétrica, com o ramo ascendente lento e o descendente rápido; Amplitude: não existem critérios para a amplitude normal de T, geralmente se apresenta menor que o QRS, variando de 0,1 mv a 0,3 mv em DI, 0,1

11 36 mv a 0,2 mv em DII, -0,2 mv a 0,2 mv em DII, -0,1 mv a 0,2 mv em av l, 0 mv a 0,4 mv em av F, -0,02 mv a 0,2 mv em V 1, 0,2 mv a 0,7 mv em V 5, 0,1 mv a 0,4 mv em V 6 (Braunwald, 2000). 2.3 Patologias Cardíacas Existem inúmeras patologias cardíacas (Schomig, 2000; Sepulveda, 2002), no entanto, aqui somente serão tratadas algumas mais utilizadas na detecção por sistemas de reconhecimento de registro eletrocardiográfico. Nas próximas seções serão vistas as principais patologias cardíacas estudadas em análise automática de sinais eletrocardiográficos Arritmias Cardíacas Em condições normais o marca-passo dominante para a ativação elétrica do coração é o nódulo sinusal, localizado na porção alta do átrio direito, que dispara estímulos com uma freqüência entre 60 e 100 bpm. Através de uma série de feixes internodais o impulso elétrico propaga-se pelos átrios até o nódulo atrioventricular (AV) com freqüência de disparo de bpm, ilustrado na Figura 3. Após passar através do nódulo AV o estímulo elétrico penetra no feixe de His, localizado no septo interventricular, passa pelos ramos direito e esquerdo do feixe de His, pelas fibras de Purkinje e finalmente atinge o miocárdio ventricular. A junção Purkinje Músculo tem células marcapasso que disparam estímulos com freqüência cardíaca (FC) entre bpm.

12 37 Para a constatação da arritmia é muito importante analisar a freqüência cardíaca e a morfologia das ondas do registro eletrocardiográfico. Seguem alguns tipos de arritmias: Taquicardia sinusal: Precedidas por ondas P, FC acima de 100 bpm e em geral abaixo de 200 bpm, em repouso; Bradicardia sinusal: presença de FC abaixo de 60 bpm, tendo complexos QRS precedidos de onda P, com PR normal; Extra-sístoles supraventriculares: Estas extra-sístoles por definição são batimentos precoces (ou antecipados) que geram irregularidades no ritmo cardíaco, podendo ser atriais ou juncionais (disparo nascido no nódulo AV). Por serem supraventriculares em geral apresentam complexos QRS normais. As atriais são precedidas por onda P e as juncionais são batimentos precoces, com complexo QRS normal, não precedido de onda P ; Fibrilação atrial (FA): tipicamente caracteriza-se pela presença de intervalos R-R irregulares, ausência de ondas P, e irregularidades na linha de base, com freqüência atrial entre 400 a 600 bpm e freqüência ventricular variável. Dependente da capacidade de condução do nódo AV (FA com boa resposta tem FC média entre 60 a 130, chegando até a 140 bpm; baixa resposta tem FC abaixo de 60 bpm; e alta resposta tem FC acima de 140 bpm); Flutter atrial: taquicardia com intervalos R-R regulares, ondas F de flutter, com freqüência atrial de 300 bpm e tipicamente freqüência ventricular de 150 bpm. Quando a condução pelo nódulo AV está deprimida, a freqüência ventricular em geral é mais baixa, podendo inclusive os intervalos R-R ficarem irregulares;

13 38 Extra-sístoles ventriculares: são batimentos precoces, com complexos QRS tipicamente alargados, anormais, não precedidos por onda P. Fibrilação ventricular: ritmo com ausência de onda P e de complexos QRS, apenas com um ondulado irregular na linha de base, sendo essa com maior ou menor amplitude. É o ritmo encontrado em 85% dos ECG registrados durante parada cardíaca (Braunwald, 2000); BAV (Bloqueio Átrio Ventricular) Alterações do intervalo PR (duração maior que 0,20 s). BAV total: presença de freqüência ventricular lenta, com ondas P e complexos QRS presentes, porém em freqüências diferentes e totalmente dissociados (atividade atrial ocorrendo independente da atividade ventricular). Bloqueios de Ramo: Distúrbios da condução intraventricular do estímulo elétrico originado em região acima da bifurcação do feixe de His. A propagação elétrica pode estar prejudicada no ramo direito ou no ramo esquerdo do feixe de His. Determina alterações do complexo QRS, segmento ST e onda T Alterações eletrocardiográficas conseqüentes à redução da irrigação sangüínea do miocárdio A súbita redução ou interrupção do fluxo sangüíneo em algum ramo das artérias coronárias impede a nutrição adequada do tecido cardíaco. Esta região miocárdica que não recebe irrigação sanguínea adequada passa a apresentar alterações eletrofisiológicas devidas ao surgimento de zonas de isquemia, lesão ou mesmo de morte tecidual (infarto)

14 39 que se refletem em alterações no eletrocardiograma de superfície descritas a seguir (Guidugli, 1997). Um dos causadores de isquemias e infartos é a aterosclerose, que consiste em um acúmulo de gordura e posterior calcificação nas paredes internas dos vasos sangüíneos, causando uma perda de elasticidade e o endurecimento do local, ocupando a luz do vaso (espaço por onde o sangue é transportado), podendo levar à obstrução total das artérias. As principais características eletrocardiográficas são alterações da onda T (zona de isquemia); desnivelamento do segmento ST (zona de lesão); onda Q proeminente no complexo QRS (zona já infartada, com necrose celular). No próximo capítulo serão tratados assuntos voltados à inteligência computacional. Essas técnicas foram utilizadas para adquirir e interpretar várias informações relevantes a esse trabalho.

Universidade Federal do Ceará Faculdade de Medicina do Cariri Liga de Medicina Intensiva e Emergências Médicas do Cariri

Universidade Federal do Ceará Faculdade de Medicina do Cariri Liga de Medicina Intensiva e Emergências Médicas do Cariri Universidade Federal do Ceará Faculdade de Medicina do Cariri Liga de Medicina Intensiva e Emergências Médicas do Cariri Introdução ao Eletrocardiograma ACD: Damito Robson Xavier de Souza Enganoso é o

Leia mais

Eletrocardiograma ELETROCARDIOGRAMA (ECG) Registro gráfico das correntes elétricas do coração que se propagam até a superfície do corpo

Eletrocardiograma ELETROCARDIOGRAMA (ECG) Registro gráfico das correntes elétricas do coração que se propagam até a superfície do corpo Eletrocardiograma ELETROCARDIOGRAMA () Registro gráfico das correntes elétricas do coração que se propagam até a superfície do corpo FLUXO DE CORRENTE NO TÓRAX Traçado típico de um normal 1 mv 0,20 s DERIVAÇÕES

Leia mais

Posicionamento do (s) eletrodo (s) MSE e MIE

Posicionamento do (s) eletrodo (s) MSE e MIE ELETROCARDIOGRAMA O eletrocardiograma (ECG) é o registro das forças INTERPRETAÇÃO BÁSICA DO ELETROCARDIOGRAMA elétricas produzidas pelo coração. O corpo age como um condutor gigante de corrente elétricas.

Leia mais

PRINCÍPIOS BÁSICOS DO ELETROCARDIOGRAMA

PRINCÍPIOS BÁSICOS DO ELETROCARDIOGRAMA UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA da REGIÃO DE CHAPECÓ - UNOCHAPECÓ ÁREA DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE ENFERMAGEM PROFESSORA TÂNIA MARIA ASCARI PRINCÍPIOS BÁSICOS DO ELETROCARDIOGRAMA O eletrocardiograma é o registro

Leia mais

Sistema de formação e condução de estímulos no coração. Gerar impulsos ritmados Conduzir os impulsos rapidamente, através do coração

Sistema de formação e condução de estímulos no coração. Gerar impulsos ritmados Conduzir os impulsos rapidamente, através do coração Sistema de formação e condução de estímulos no coração Gerar impulsos ritmados Conduzir os impulsos rapidamente, através do coração O sistema condutor Nodo sinusal Potencial de repouso 55 a 60mV Os canais

Leia mais

EXAMES COMPLEMENTARES: ECG NORMAL. Diego A. H. Ortega dos Santos 07/11/12

EXAMES COMPLEMENTARES: ECG NORMAL. Diego A. H. Ortega dos Santos 07/11/12 EXAMES COMPLEMENTARES: ECG NORMAL Diego A. H. Ortega dos Santos 07/11/12 OBJETIVOS 1) Revisar Eletrofisiologia Cardíaca 2) Compreender o ECG - Quanto aos valores - Quanto à técnica - Quanto às derivações

Leia mais

Fisiologia Cardiovascular

Fisiologia Cardiovascular Fisiologia Cardiovascular Conceitos e funções do sistema circulatório O coração Eletrocardiograma A circulação Regulação da circulação Conceitos e funções do sistema circulatório Sistema Circulatório O

Leia mais

ELETROCARDIOGRAMA AS BASES FISIOLÓGICAS DA ELETROCARDIOGRAFIA. Grupo de Fisiologia Geral da Fundação Universidade de Caxias do Sul

ELETROCARDIOGRAMA AS BASES FISIOLÓGICAS DA ELETROCARDIOGRAFIA. Grupo de Fisiologia Geral da Fundação Universidade de Caxias do Sul ELETROCARDIOGRAMA AS BASES FISIOLÓGICAS DA ELETROCARDIOGRAFIA Grupo de Fisiologia Geral da Fundação Universidade de Caxias do Sul Grupo de Fisiologia Geral da Universidade de Caxias do Sul AS BASES FISIOLÓGICAS

Leia mais

ELETROCARDIOGRAMA 13/06/2015 ANATOMIA E FISIOLOGIA CARDIOVASCULAR

ELETROCARDIOGRAMA 13/06/2015 ANATOMIA E FISIOLOGIA CARDIOVASCULAR ELETROCARDIOGRAMA Professor : Elton Chaves Do ponto de vista funcional, o coração pode ser descrito como duas bombas funcionando separadamente cada uma trabalhando de forma particular e gerando pressões

Leia mais

Oficina de Interpretação de ECG. Dr. Leandro Dias de Godoy Maia

Oficina de Interpretação de ECG. Dr. Leandro Dias de Godoy Maia Oficina de Interpretação de ECG Dr. Leandro Dias de Godoy Maia Estratégias educacionais para o desenvolvimento de habilidades APRESENTAÇÃO da habilidade DEMONSTRAÇÃO da habilidade PRÁTICA da habilidade

Leia mais

SIMPÓSIO DE ELETROCARDIOGRAMA

SIMPÓSIO DE ELETROCARDIOGRAMA SIMPÓSIO DE ELETROCARDIOGRAMA www.gerenciamentoetreinamento.com Treinamentos Corporativos Contato: XX 12 9190 0182 E mail: gomesdacosta@gerenciamentoetreinamento.com SIMPÓSIO DE ELETROCARDIOGRAMA Márcio

Leia mais

PRINCÍPIOS BÁSICOS DO ELETROCARDIOGRAMA

PRINCÍPIOS BÁSICOS DO ELETROCARDIOGRAMA UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA da REGIÃO DE CHAPECÓ - UNOCHAPECÓ ÁREA DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE ENFERMAGEM PROFESSORA: TÂNIA MARIA ASCARI PRINCÍPIOS BÁSICOS DO ELETROCARDIOGRAMA O eletrocardiograma é o registro

Leia mais

Principais Arritmias Cardíacas

Principais Arritmias Cardíacas Principais Arritmias Cardíacas Arritmia É qualquer mudança na freqüência ou configuração das ondas individuais do eletrocardiograma. Chamamos de arritmias cardíacas toda alteração na condução elétrica

Leia mais

Fisiologia Geral. Biofísica da Circulação: artérias

Fisiologia Geral. Biofísica da Circulação: artérias Fisiologia Geral Biofísica da Circulação: O ciclo cardíaco; Interconversão de energias nas artérias SISTEMA CARDIOVASCULAR Sistema de ductos fechados com uma bomba hidráulica: O coração. Artérias: vasos

Leia mais

[297] 136. MONITORIZAÇÃO CARDÍACA

[297] 136. MONITORIZAÇÃO CARDÍACA Parte VI P R O T O C O L O S D E P R O C E D I M E N T O S [297] Avançar o guia através da agulha. Monitorizar o ECG, devido a risco de produção de arritmias. Remover a agulha deixando o fio guia. Empregar

Leia mais

Cardiologia NOÇÕES DE ELETROCARDIOGRAFIA

Cardiologia NOÇÕES DE ELETROCARDIOGRAFIA NOÇÕES DE ELETROCARDIOGRAFIA O ELETROCARDIOGRAMA É O REGISTRO DA ATIVIDADE ELÉTRICA DO CORAÇÃO Aplicações do Cardiologia Eletrocardiograma Isquemia miocárdica e infarto Sobrecargas (hipertrofia) atriais

Leia mais

Hemodinâmica. Cardiovascular. Fisiologia. Fonte: http://images.sciencedaily.com/2008/02/080226104403-large.jpg

Hemodinâmica. Cardiovascular. Fisiologia. Fonte: http://images.sciencedaily.com/2008/02/080226104403-large.jpg Fonte: http://images.sciencedaily.com/2008/02/080226104403-large.jpg Fisiologia Cardiovascular Hemodinâmica Introdução O sistema circulatório apresenta várias funções integrativas e de coordenação: Função

Leia mais

Isquemia Lesão e Necrose Miocárdica

Isquemia Lesão e Necrose Miocárdica Isquemia Lesão e Necrose Miocárdica Curso de Eletrocardiografia Rogério Braga Andalaft Seção Médica de Eletrofisiologia Clínica e Arritmias Cardíacas Isquemia Lesão e Necrose Miocárdica Aula disponível

Leia mais

Eletrocardiograma: princípios, conceitos e aplicações

Eletrocardiograma: princípios, conceitos e aplicações Centro de Estudos de Fisiologia do Exercício Eletrocardiograma: princípios, conceitos e aplicações Ângela Patrícia Ramos Bolivar Saldanha Sousa I. INTRODUÇÃO O eletrocardiograma (ECG) é o registro dos

Leia mais

ELETROCARDIOGRAMA. Profº Enf Eduwaldo Araújo Ferreira

ELETROCARDIOGRAMA. Profº Enf Eduwaldo Araújo Ferreira ELETROCARDIOGRAMA História do Eletrocardiograma A história do eletrocardiograma (ECG) remonta ao século XIX Acredita-se que o primeiro registro de de ECG tenha sido realizado em 1872, por Alexander Muirhead

Leia mais

Eletrocardiograma. Como interpretar o ECG e fornecer um laudo?

Eletrocardiograma. Como interpretar o ECG e fornecer um laudo? Eletrocardiograma Como interpretar o ECG e fornecer um laudo? (Monitoria 20/05) O laudo é dividido em três partes principais: - medidas eletrocardiográficas (ou seja, analisar a duração e amplitude de

Leia mais

SOBRE ECG EM 10 MINUTOS

SOBRE ECG EM 10 MINUTOS TUDO O QUE SEMPRE QUIS SABER SOBRE ECG EM 10 MINUTOS Luis Lima Lobo (MV, PhD) Hospital Veterinário do Porto FMV-ULHT Congresso OMV 2013 O electrocardiográfo O sistema de condução O sistema de condução

Leia mais

Eventos mecânicos do ciclo cardíaco

Eventos mecânicos do ciclo cardíaco O músculo cardíaco Introdução As variedades de músculos cardíacos O músculo cardíaco como um sincício O longo potencial de ação e o seu platô no músculo cardíaco Introdução O coração pode ser considerado

Leia mais

Dissociação atrioventricular

Dissociação atrioventricular ELETROCARDIOGRAMA Antonio Américo Friedmann I Clínica Geral do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Professor Milton de Arruda Martins) não é um diagnóstico de arritmia

Leia mais

Sistemas de monitorização em UTI

Sistemas de monitorização em UTI Sistemas de monitorização em UTI # Monitorização cardíaca não invasiva; # Noções básicas de eletrocardiograma; Monitorizar visualização freqüente e repetida das variáveis fisiológicas Logo: Prevenir, Avisar,

Leia mais

A Atividade Elétrica do Coração http://www.geocities.ws/equipecv/fisiologia/ativeletrica.html

A Atividade Elétrica do Coração http://www.geocities.ws/equipecv/fisiologia/ativeletrica.html A Atividade Elétrica do Coração http://www.geocities.ws/equipecv/fisiologia/ativeletrica.html 1. A contração das células musculares cardíacas é acionada por um potencial de ação elétrico Conforme o músculo

Leia mais

( ) A concentração intracelular de íons cálcio é o grande determinante da força de contração da musculatura cardíaca.

( ) A concentração intracelular de íons cálcio é o grande determinante da força de contração da musculatura cardíaca. Grupo de Fisiologia Geral da Universidade de Caxias do Sul Exercícios: Fisiologia do Sistema Cardiovascular (parte III) 1. Leia as afirmativas abaixo e julgue-as verdadeiras (V) ou falsas (F): ( ) A concentração

Leia mais

DISCIPLINA DE CARDIOLOGIA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE ARRITMIAS CARDÍACAS

DISCIPLINA DE CARDIOLOGIA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE ARRITMIAS CARDÍACAS DISCIPLINA DE CARDIOLOGIA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE ARRITMIAS CARDÍACAS Prof. Humberto Villacorta Arritmias Cardíacas Ritmo Sinusal, taquicardia e bradicardia sinusais Bradiarritmias Extra-sístoles

Leia mais

SIMPÓSIO DE ELETROCARDIOGRAMA

SIMPÓSIO DE ELETROCARDIOGRAMA SIMPÓSIO DE ELETROCARDIOGRAMA www.gerenciamentoetreinamento.com Treinamentos Corporativos Contato: XX 12 9190 0182 E mail: gomesdacosta@gerenciamentoetreinamento.com SIMPÓSIO DE ELETROCARDIOGRAMA Márcio

Leia mais

Artigo. Diagnóstico diferencial de taquicardia de QRS estreito

Artigo. Diagnóstico diferencial de taquicardia de QRS estreito rtigo Revista da SOCIEDDE DE CRDIOLOGI DO ESTDO DO RIO GRNDE DO SUL Diagnóstico diferencial de taquicardia de QRS estreito *Eduardo Bartholomay **Rafael Moraes ***Guilherme Gazzoni ****Renata Etchepare

Leia mais

PO TIFÍCIA U IVERSIDADE CATÓLICA DO PARA Á CE TRO DE CIÊ CIAS EXATAS E DE TEC OLOGIA

PO TIFÍCIA U IVERSIDADE CATÓLICA DO PARA Á CE TRO DE CIÊ CIAS EXATAS E DE TEC OLOGIA PO TIFÍCIA U IVERSIDADE CATÓLICA DO PARA Á CE TRO DE CIÊ CIAS EXATAS E DE TEC OLOGIA CURITIBA 2009 GEOVA E VI ICIUS FERREIRA JHO Y KAESEMODEL PO TES ATRIUS ECG Proposta de trabalho apresentado ao curso

Leia mais

CURSO BÁSICO DE ELETROCARDIOGRAFIA EM 10 LIÇÕES 1 ª LIÇÃO

CURSO BÁSICO DE ELETROCARDIOGRAFIA EM 10 LIÇÕES 1 ª LIÇÃO CURSO BÁSICO DE ELETROCARDIOGRAFIA EM 10 LIÇÕES Dr. J. B. Legatti 1 ª LIÇÃO I - MECANISMO DA CONTRAÇÃO CARDÍACA Para se interpretar um eletrocardiograma, cumpre saber que um eletrocardiógrafo é um galvanômetro

Leia mais

Fisiologia Cardiovascular

Fisiologia Cardiovascular Fisiologia Cardiovascular Conceitos e funções do sistema circulatório O coração Eletrocardiograma A circulação Regulação da circulação Aula prática - ECG Aula prática Medida de PA Conceitos e funções do

Leia mais

Arritmias Cardíacas para Enfermagem. Elaine Morais

Arritmias Cardíacas para Enfermagem. Elaine Morais Arritmias Cardíacas para Enfermagem Elaine Morais Elementos do ECG normal Onda P Onda T Espaço PR Complexo QRS Ponto J Segmento ST Intervalo QT Onda U Percurso Elétrico Plano Frontal Plano Horizontal ECG

Leia mais

Sistema Circulatório

Sistema Circulatório Sistema Circulatório O coração Localização: O coração está situado na cavidade torácica, entre a 2ª e 5ª costelas, entre os pulmões, com 2/3 para a esquerda, ápice para baixo e para esquerda e base para

Leia mais

ANATOMIA HUMANA II. Roteiro Sistema Circulatório

ANATOMIA HUMANA II. Roteiro Sistema Circulatório ANATOMIA HUMANA II Sistema Circulatório Prof. Me. Fabio Milioni Roteiro Sistema Circulatório Conceito Função Divisão Sistemacardiovascular Sistemalinfático 1 CONCEITO O sistema cardiovascular é responsável

Leia mais

SIMPÓSIO DE ELETROCARDIOGRAMA

SIMPÓSIO DE ELETROCARDIOGRAMA SIMPÓSIO DE ELETROCARDIOGRAMA www.gerenciamentoetreinamento.com Treinamentos Corporativos Contato: XX 12 9190 0182 E mail: gomesdacosta@gerenciamentoetreinamento.com SIMPÓSIO DE ELETROCARDIOGRAMA Márcio

Leia mais

Serve como um valioso instrumento para o diagnóstico de várias patologias cardíacas e distúrbios hidroeletrolítico.

Serve como um valioso instrumento para o diagnóstico de várias patologias cardíacas e distúrbios hidroeletrolítico. ECG ECG É o registro dos fenômenos elétricos do coração registrado por um aparelho chamado eletrocardiográfo. Impulso elétrico passa pelo coração onde e se propaga para tecidos adjacentes que circundam

Leia mais

ANÁLISE DO ELETROCARDIOGRAMA (ECG) NORMAL ASPECTOS ELÉTRICOS E FISIOLÓGICOS EM UMA ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR

ANÁLISE DO ELETROCARDIOGRAMA (ECG) NORMAL ASPECTOS ELÉTRICOS E FISIOLÓGICOS EM UMA ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR ANÁLISE DO ELETROCARDIOGRAMA (ECG) NORMAL ASPECTOS ELÉTRICOS E FISIOLÓGICOS EM UMA ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR Laíse Oliveira Resende¹, Márcia Artiaga Colantoni², Rodrigo Penha Almeida³, João Batista Destro

Leia mais

Bulhas e Sopros Cardíacos

Bulhas e Sopros Cardíacos O conceito de pressão máxima e pressão mínima Quando se registra uma pressão de 120 mmhg por 80 mmhg, indica-se que a pressão sistólica é de 120 mmhg e a pressão diastólica é de 80 mmhg, ou seja, que estas

Leia mais

Sistema circulatório

Sistema circulatório Texto de apoio ao professor T3 Nesta aula irá estudar-de o ciclo cardíaco (diástole, sístole, pressão sanguínea e arterial) e os meios utilizados para o diagnóstico e prevenção de anomalias que possam

Leia mais

4ª Aula de Electrocardiografia BLOQUEIOS CARDÍACOS & EIXO ELÉCTRICO

4ª Aula de Electrocardiografia BLOQUEIOS CARDÍACOS & EIXO ELÉCTRICO BLOQUEIOS CARDÍACOS & EIXO ELÉCTRICO Bloqueio Sino-Auricular (SA) Bloqueio Auriculo-Ventricular (AV) Bloqueio de ramo Pacemaker auricular pára durante um ciclo e depois retoma a sua actividade normal Estímulo

Leia mais

DIAGNÓSTICO DE CARDIOPATIAS BASEADO NO

DIAGNÓSTICO DE CARDIOPATIAS BASEADO NO Universidade Federal de Itajubá DIAGNÓSTICO DE CARDIOPATIAS BASEADO NO RECONHECIMENTO DE PADRÕES PELO MÉTODO DE CORRELAÇÃO Evaldo Renó Faria Cintra Orientador: Prof. Germano Lambert Torres Co-orientador:

Leia mais

Estimulação Cardíaca Artificial Marcapasso. Sammylle Gomes de Castro

Estimulação Cardíaca Artificial Marcapasso. Sammylle Gomes de Castro Estimulação Cardíaca Artificial Marcapasso Sammylle Gomes de Castro Catharina Serafin e Hugo von Ziemssen 1950 primeiros marcapassos móveis com fonte de energia elétrica Auxilio dos experimentos com hipotermia

Leia mais

Sistema Circulatório. Prof. Dr.Thiago Cabral

Sistema Circulatório. Prof. Dr.Thiago Cabral Funções: Transportar Nutrientes e oxigênio as células; Retirar resíduos do metabolismo; Defender o organismo contra substâncias estranhas e microorganismos. Características Sistema fechado; Constituído

Leia mais

Batendo Papo sobre Holter. Bradiarritmias. Editor. Dr. José Luiz B. Cassiolato. Colaboradores

Batendo Papo sobre Holter. Bradiarritmias. Editor. Dr. José Luiz B. Cassiolato. Colaboradores Bradiarritmias Editor Dr. José Luiz B. Cassiolato Colaboradores Dr. Ivan G. Maia Dra. Fátima Dumas Cintra Dr. João Pimenta Norman Holter, pai da eletrocardiografia dinâmica, não poderia imaginar a fantástica

Leia mais

ADA. ão, acesso venoso, e drogas. desfibrilação

ADA. ão, acesso venoso, e drogas. desfibrilação C - CIRCULAÇÃO BÁSICA B E AVANÇADA ADA Monitoração, desfibrilação ão, acesso venoso, e drogas Hospital Municipal Miguel Couto Centro de Terapia Intensiva Dr David Szpilman CONCEITO DE PCR: Cessação súbita

Leia mais

Sistema circulatório

Sistema circulatório Sistema circulatório O que é: também conhecido como sistema cardiovascular é formado pelo coração e vasos sanguíneos. Tal sistema é responsável pelo transporte de nutrientes, gases, hormônios, excreções

Leia mais

Anatomia do Coração. Anatomia do Coração

Anatomia do Coração. Anatomia do Coração Objetivos Descrever a estrutura do sistema circulatório. Descrever o ciclo cardíaco e o sistema de condução cardíaca. Citar os mecanismos de controle da atividade cardíaca. A FUNÇÃO DO SISTEMA CARDIOVASCULAR

Leia mais

Faculdade de Medicina da Universidade do Porto Serviço de Fisiologia

Faculdade de Medicina da Universidade do Porto Serviço de Fisiologia Faculdade de Medicina da Universidade do Porto Serviço de Fisiologia Aula Teórico-Prática ELECTROCARDIOGRAFIA Texto de Apoio Paulo Castro Chaves Prof. Doutor Adelino Leite Moreira Porto, Ano Lectivo 2001

Leia mais

ARRITMIAS CARDÍACAS FISIOLOGIA DO SISTEMA DE CONDUÇÃO CARDÍACO

ARRITMIAS CARDÍACAS FISIOLOGIA DO SISTEMA DE CONDUÇÃO CARDÍACO ARRITMIAS CARDÍACAS FISIOLOGIA DO SISTEMA DE CONDUÇÃO CARDÍACO Existe uma hierarquia de automatismo do tecido cardíaco, com diversas células com capacidade de despolarização. O nó sinoatrial (sinusal)

Leia mais

Sistema circulatório. Componentes: - Vasos sanguíneos. - Sangue (elementos figurados e plasma) - Coração

Sistema circulatório. Componentes: - Vasos sanguíneos. - Sangue (elementos figurados e plasma) - Coração Fisiologia Humana Sistema circulatório Componentes: - Sangue (elementos figurados e plasma) - Vasos sanguíneos - Coração Vasos sanguíneos Artérias Vasos com paredes espessas e elásticas por onde circula

Leia mais

XI. Elaboração de Laudo NO POPULAR... COMO EU POSSO LAUDAR UM EXAME DE HOLTER? Noite de 6ª feira...curso de 24 h de Holter em São Paulo...discussão de exames...sala cheia (graças a Deus!)... Este que

Leia mais

Semiologia Cardiovascular. B3, B4, Cliques, Estalidos e Atrito Pericárdico. Por Gustavo Amarante

Semiologia Cardiovascular. B3, B4, Cliques, Estalidos e Atrito Pericárdico. Por Gustavo Amarante Semiologia Cardiovascular B3, B4, Cliques, Estalidos e Atrito Pericárdico Por Gustavo Amarante 1 Bulhas Acessórias (B3 e B4) A) Revisão do Ciclo Cardíaco e Posição das Bulhas Para entender as bulhas acessórias,

Leia mais

Doenças cardiovasculares constituem um dos maiores problemas que afligem a

Doenças cardiovasculares constituem um dos maiores problemas que afligem a 18 1 INTRODUÇÃO Doenças cardiovasculares constituem um dos maiores problemas que afligem a população dos países industrializados. Essas doenças são responsáveis por mais de cinco milhões de pessoas hospitalizadas

Leia mais

SISTEMA CIRCULATÓRIO. Prof. Dr. José Gomes Pereira

SISTEMA CIRCULATÓRIO. Prof. Dr. José Gomes Pereira SISTEMA CIRCULATÓRIO Prof. Dr. José Gomes Pereira SISTEMA CIRCULATÓRIO 1. CONSIDERAÇÕES GERAIS Sistema cardiovascular transporte sangue - Circuitos pulmonar pulmões sistêmico tecidos do corpo constituídos

Leia mais

APLICADO AO EXERCÍCIO

APLICADO AO EXERCÍCIO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOMÉDICAS DEPARTAMENTO DE HISTOLOGIA E EMBRIOLOGIA LABORATÓRIO DE METABOLISMO DE LIPÍDEOS SISTEMA CARDIORRESPIRATÓRIO APLICADO AO EXERCÍCIO Prof. Dr: Luiz

Leia mais

Assistências de enfermagem em cardiointensivismo. Monitorização Não Invasiva. Monitorizar. Monitorização hemodinâmica. O que monitorizar?

Assistências de enfermagem em cardiointensivismo. Monitorização Não Invasiva. Monitorizar. Monitorização hemodinâmica. O que monitorizar? Monitorização Não Invasiva Assistências de enfermagem em cardiointensivismo # Monitorização cardíaca não invasiva; # Noções básicas de eletrocardiograma; # Arritmias cardíacas (TS, BS, FAs, BAVs). Monitorizar

Leia mais

Síndrome de Wolff-Parkinson-White André d Avila

Síndrome de Wolff-Parkinson-White André d Avila Síndrome de Wolff-Parkinson-White André d Avila andredavila@mac.com Serviço de Arritmia e Marcapasso Centro de Fibrilação Atrial RF 1 seg Ativação Ventricular na Síndrome de Wolff-Parkinson-White I II

Leia mais

FISIOLOGIA DO SANGUE HEMATÓCRITO 08/10/2008 ERITRÓCITOS OU HEMÁCIAS HEMATÓCRITO PLASMA: CELULAR:

FISIOLOGIA DO SANGUE HEMATÓCRITO 08/10/2008 ERITRÓCITOS OU HEMÁCIAS HEMATÓCRITO PLASMA: CELULAR: FISIOLOGIA DO SANGUE Sistema Circulatório PLASMA: semelhante ao líquido intersticial PROTEÍNAS PLASMÁTICAS Albumina pressão coloidosmótica Globulinas transporte e substrato imunidade, anticorpos Fibrinogênio

Leia mais

VIII. Fibrilação Atrial 2 FIBRILAÇÃO ATRIAL Voce já ouviu falar de Huang Ti? Que era imperador chinês?... Pois sim meus amigos, conta a lenda que este senhor preocupado com a longevidade de seu povo, lá

Leia mais

O Processo de Enfermagem aplicado ao Sistema Cardiovascular

O Processo de Enfermagem aplicado ao Sistema Cardiovascular Curso preparatório para Concursos - ENFERMEIRO - 2012 O Processo de Enfermagem aplicado ao Sistema Cardiovascular Prof. Fernando Ramos - Msc 1 Eletrofisiologia e Eletrocardiografia cardíaca O Eletrocardiograma

Leia mais

- CAPÍTULO 3 - O SISTEMA CARDIOVASCULAR. 3) ANATOMIA DO CORAÇÃO HUMANO - O coração é um órgão oco localizado no meio do peito, na cavidade torácica;

- CAPÍTULO 3 - O SISTEMA CARDIOVASCULAR. 3) ANATOMIA DO CORAÇÃO HUMANO - O coração é um órgão oco localizado no meio do peito, na cavidade torácica; - CAPÍTULO 3 - O SISTEMA CARDIOVASCULAR 1) FUNÇÕES DO SISTEMA CARDIOVASCULAR - Propulsão do sangue por todo o organismo; - Transporte de substâncias como o oxigênio (O 2 ), dióxido de carbono ou gás carbônico

Leia mais

Prof. Me. Leandro Parussolo

Prof. Me. Leandro Parussolo HISTOFISIOLOGIA ANIMAL AULA - SISTEMA CARDIOVASCULAR Prof. Me. Leandro Parussolo SISTEMA CARDIOVASCULAR INTRODUÇÃO A função da circulação é realizada pelo sistema cardiovascular sistema vascular sanguíneo

Leia mais

SISTEMA CIRCULATÓRIO

SISTEMA CIRCULATÓRIO SISTEMA CIRCULATÓRIO FUNÇÕES DO SISTEMA CIRCULATÓRIO: Transporte de substâncias : * Nutrientes para as células. * Resíduos vindos das células. *Gases respiratórios. * Hormônios. OBS: O sangue também pode

Leia mais

Localização Tamanho Camadas *Pericárdio Epicárdio Miocárdio Endocárdio

Localização Tamanho Camadas *Pericárdio Epicárdio Miocárdio Endocárdio Arritmias Cardíacas O coração Localização: tórax, na cavidade mediastínica ou mediastino, entre os pulmões e à frente da coluna. A base (parte superior) localiza-se abaixo da segunda costela e o ápice

Leia mais

Carlos Alberto Pastore Nelson Samesima Rafael Munerato. 4ª edição

Carlos Alberto Pastore Nelson Samesima Rafael Munerato. 4ª edição Carlos Alberto Pastore Nelson Samesima Rafael Munerato 4ª edição AUTORES Nelson Samesima Eletrofisiologista. Doutor em Cardiologia pela Faculdade de Medicina da USP. Médico-Assistente do Serviço de Eletrocardiologia

Leia mais

UFU Manual Básico De Eletrocardiograma Manual Básico De Eletrocardiograma

UFU Manual Básico De Eletrocardiograma Manual Básico De Eletrocardiograma UFU Universidade Federal de Uberlândia FAMED Curso de Graduação em Enfermagem Acadêmicos do 8º e 5º período da Graduação em Enfermagem UFU Manual Básico De Eletrocardiograma Jeziane Vieira Acadêmica do

Leia mais

ASPECTOS MORFOLÓGICOS

ASPECTOS MORFOLÓGICOS INTRODUÇÃO GERAL À FISIOLOGIA CARDÍACA CONCEITO O coração é um órgão único, muscular, localizado na região mediastínica, levemente deslocado à esquerda do plano mediano, que possui como principal função

Leia mais

Nelson Samesima Eletrofisiologista. Doutor em Cardiologia pela Faculdade de Medicina da USP. Médico-Assistente do Serviço de Eletrocardiologia

Nelson Samesima Eletrofisiologista. Doutor em Cardiologia pela Faculdade de Medicina da USP. Médico-Assistente do Serviço de Eletrocardiologia AUTORES Nelson Samesima Eletrofisiologista. Doutor em Cardiologia pela Faculdade de Medicina da USP. Médico-Assistente do Serviço de Eletrocardiologia do Incor-HC-FMUSP. Carlos Alberto Pastore Livre-docente

Leia mais

Regulação do Débito Cardíaco, Fisiopatologia da Insuficiência Cardíaca e Eletrocardiograma

Regulação do Débito Cardíaco, Fisiopatologia da Insuficiência Cardíaca e Eletrocardiograma Regulação do Débito Cardíaco, Fisiopatologia da Insuficiência Cardíaca e Eletrocardiograma O débito cardíaco Introdução A influência do retorno venoso no débito cardíaco O papel dos barorreceptores Introdução

Leia mais

SISTEMA CARDIOVASCULAR

SISTEMA CARDIOVASCULAR SISTEMA CARDIOVASCULAR Professora: Edilene biologolena@yahoo.com.br Sistema Cardiovascular Sistema Cardiovascular Composto pelo coração, pelos vasos sanguíneos e pelo sangue; Tem por função fazer o sangue

Leia mais

2. HIPERTENSÃO ARTERIAL

2. HIPERTENSÃO ARTERIAL TESTE ERGOMETRICO O teste ergométrico serve para a avaliação ampla do funcionamento cardiovascular, quando submetido a esforço físico gradualmente crescente, em esteira rolante. São observados os sintomas,

Leia mais

EXERCÍCIOS ON LINE DE CIÊNCIAS 8 AN0

EXERCÍCIOS ON LINE DE CIÊNCIAS 8 AN0 EXERCÍCIOS ON LINE DE CIÊNCIAS 8 AN0 1- Que órgão do sistema nervoso central controla nosso ritmo respiratório? Bulbo 2- Os alvéolos são formados por uma única camada de células muito finas. Explique como

Leia mais

Curso de capacitação em interpretação de Eletrocardiograma (ECG) Prof Dr Pedro Marcos Carneiro da Cunha Filho

Curso de capacitação em interpretação de Eletrocardiograma (ECG) Prof Dr Pedro Marcos Carneiro da Cunha Filho Curso de capacitação em interpretação de Eletrocardiograma (ECG) Prof Dr Pedro Marcos Carneiro da Cunha Filho Anatomia cardíaca Coração Anatomia cardíaca Coração Coração Coração Nó Sinoatrial Coração elétrico

Leia mais

Biofísica Mecânica e Eléctrica

Biofísica Mecânica e Eléctrica Biofísica Mecânica e Eléctrica Aula 9 Licenciatura em Engenharia Biomédica - RAMO II: Electrónica Médica Paulo Mendes http://dei-s1.dei.uminho.pt/pessoas/pmendes 2005/2006 1ºS. Biofísica mecânica e eléctrica

Leia mais

Palpitações Arritmias Síncope Fibrilação atrial Sintomas, causas, cuidados

Palpitações Arritmias Síncope Fibrilação atrial Sintomas, causas, cuidados Palpitações Arritmias Síncope Fibrilação atrial Sintomas, causas, cuidados - O que são palpitações cardíacas? A palpitação ocorre quando passamos a perceber os batimentos cardíacos ECG demonstrando batimento

Leia mais

DESFIBRILADORES CARDIOVERSORES. Túlio Cunha. M. Sc. Engenharia Biomédica.

DESFIBRILADORES CARDIOVERSORES. Túlio Cunha. M. Sc. Engenharia Biomédica. DESFIBRILADORES E CARDIOVERSORES Túlio Cunha. M. Sc. Engenharia Biomédica. INTRODUÇÃO : Este é um resumo de informações importantes sobre desfibriladores e cardioversores. Consta de dados técnicos sobre

Leia mais

III. Princípios de Farmacologia Cardiovascular

III. Princípios de Farmacologia Cardiovascular III Princípios de Farmacologia Cardiovascular 18 Farmacologia do Ritmo Cardíaco April W. Armstrong e David E. Clapham Introdução Caso Fisiologia Elétrica do Coração Células Marcapasso e Não-Marcapasso

Leia mais

Arritmias Cardíacas Classificação e Tratamento Emergencial. Classificação das Arritmias (Segundo a Freqüência Cardíaca Associada)

Arritmias Cardíacas Classificação e Tratamento Emergencial. Classificação das Arritmias (Segundo a Freqüência Cardíaca Associada) Arritmias Cardíacas Classificação e Tratamento Emergencial Prof. Dr. Luiz F. Junqueira Jr. Universidade de Brasília Departamento de Clínica Médica - Laboratório Cardiovascular Hospital Universitário de

Leia mais

Eletrocardiograma: recomendações para a sua interpretação

Eletrocardiograma: recomendações para a sua interpretação Revista da SOCERJ - Out/Nov/Dez 2004 Artigo de Revisão 251 3 Eletrocardiograma: recomendações para a sua interpretação José Feldman 1, Gerson P. Goldwasser 2 Universidade Federal do Rio de Janeiro, Faculdade

Leia mais

Arritmias Cardíacas e Morte Súbita

Arritmias Cardíacas e Morte Súbita Arritmias Cardíacas e Morte Súbita SOBRAC Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas www.sobrac.org (Marco Paulo Tomaz Barbosa) Qual o órgão mais importante do corpo humano? Claro que EU sou o mais Importante!!!

Leia mais

FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA

FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DEPATAMENTO DE ZOOOGIA ACUDADE DE CIÊNCIAS E TECNOOGIA UNIVESIDADE DE COIMBA ISIOOGIA ANIMA AUA 4 EECTOCADIOGAMA AMANDO CISTÓVÃO, PAUO SANTOS e EMÍA DUATE 2005 1 OBJECTIVOS Todos os músculos, incluindo

Leia mais

Sistema cardiovascular

Sistema cardiovascular Roteiro: Sistema cardiovascular Organizacao do sistema circulatorio coracao, arterias, veias fluxo sanguineo: coracao, tecidos, pulmao, coracao Bomba cardiaca musculo cardiaco e contracao funcionamento

Leia mais

GABRIEL TOZATTO ZAGO DETECÇÃO DE HIPERTROFIA DE VENTRÍCULO ESQUERDO ATRAVÉS DO ELETROCARDIOGRAMA

GABRIEL TOZATTO ZAGO DETECÇÃO DE HIPERTROFIA DE VENTRÍCULO ESQUERDO ATRAVÉS DO ELETROCARDIOGRAMA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO CENTRO TECNOLÓGICO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA ELÉTRICA GABRIEL TOZATTO ZAGO DETECÇÃO DE HIPERTROFIA DE VENTRÍCULO ESQUERDO ATRAVÉS DO ELETROCARDIOGRAMA

Leia mais

Arritmias cardíacas: o que o anestesista precisa saber...

Arritmias cardíacas: o que o anestesista precisa saber... Arritmias cardíacas: o que o anestesista precisa saber... rof. Moacir Leomil Neto M.V. Msc. hd. UC Minas VES - Especialidades Veterinárias Campinas NOME DAS ARRITMIAS: Da maneira geral... Ritmo (ritmo

Leia mais

REVISÃO SIMPLIFICADA DA FISIOLOGIA CARDIOVASCULAR.

REVISÃO SIMPLIFICADA DA FISIOLOGIA CARDIOVASCULAR. REVISÃO SIMPLIFICADA DA FISIOLOGIA CARDIOVASCULAR. INTRODUÇÃO Como somos complexos seres multicelulares e como todas as nossas células, enquanto vivas, desempenhando suas funções, necessitam constantemente

Leia mais

Unidade I Energia: Conservação e transformação. Aula 5.1 Conteúdo: Sistema cardiovascular.

Unidade I Energia: Conservação e transformação. Aula 5.1 Conteúdo: Sistema cardiovascular. CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Unidade I Energia: Conservação e transformação. Aula 5.1 Conteúdo: Sistema cardiovascular. 2 CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO

Leia mais

Algoritmo de 12 Derivações Philips Guia Clínico

Algoritmo de 12 Derivações Philips Guia Clínico Algoritmo de 12 Derivações Philips Guia Clínico Informações Sobre esta edição Número de publicação M5000-91006 1ª edição Copyright 2003 Koninklijke Philips Electronics N.V. Todos os direitos reservados.

Leia mais

DICIONÁRIO DE TERMOS DA HEMODINÂMICA

DICIONÁRIO DE TERMOS DA HEMODINÂMICA DICIONÁRIO DE TERMOS DA HEMODINÂMICA Aneurisma: dilatação e protusão localizada da parede de um vaso (principalmente artéria) ou do coração, decorrente de uma fragilidade estrutural local. Angina: também

Leia mais

Curso Nacional de Reciclagem em Cardiologia da Região Sul. Cardiomiopatia Hipertrófica e Restritiva. Dr. Jamil Mattar Valente

Curso Nacional de Reciclagem em Cardiologia da Região Sul. Cardiomiopatia Hipertrófica e Restritiva. Dr. Jamil Mattar Valente 2006 Curso Nacional de Reciclagem em Cardiologia da Região Sul Cardiomiopatia Hipertrófica e Restritiva Dr. Jamil Mattar Valente 1 Cardiomiopatia Hipertrófica Primária Secundária 2 Introdução Doença hereditária

Leia mais

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS UNICAMP

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS UNICAMP UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS UNICAMP FACULDADE DE ENGENHARIA ELÉTRICA E DE COMPUTAÇÃO - FEEC DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA BIOMÉDICA EA-097 - Técnicas Experimentais em Engenharia Biomédica (Preparado

Leia mais

Cardiologia do Esporte Aula 2. Profa. Dra. Bruna Oneda

Cardiologia do Esporte Aula 2. Profa. Dra. Bruna Oneda Cardiologia do Esporte Aula 2 Profa. Dra. Bruna Oneda Eletrocardiograma O registro gráfico da atividade elétrica do coração é denominado eletrocardiograma. Onda P: despolarização dos átrios (contração

Leia mais

SISTEMA CARDIOVASCULAR

SISTEMA CARDIOVASCULAR SISTEMA CARDIOVASCULAR O coração consiste em duas bombas em série Circulação Pulmonar Circulação Sistêmica Pequena Circulação ou Circulação Pulmonar Circulação coração-pulmão-coração. Conduz o sangue venoso

Leia mais

Serviço de Fisiologia

Serviço de Fisiologia Serviço de Fisiologia Aula Teórica-Prática: Electrocardiograma Características do ECG exame não invasivo, barato e versátil útil para avaliar orientação anatómica do coração dimensões relativas das diversas

Leia mais

Boletim Informativo 6-2006

Boletim Informativo 6-2006 PEETT IMAGEEM I DIAGNÓSSTTI ICOSS VEETTEERRI INÁRRI IOSS NNOVVI IIDDAADDEESS NNO SS IITTEE I Estamos constantemente disponibilizando em nosso site novidades em serviços, dowloads e notícias, visite-o e

Leia mais

INTERPRETA INTERPRET ÇÃO Ã O DE ECG Dora Saraiva

INTERPRETA INTERPRET ÇÃO Ã O DE ECG Dora Saraiva INTERPRETAÇÃO DE ECG Dora Saraiva RITMO SINUSAL Parâmetros a ter em conta na Interpretação do ECG: Presença de todas as ondas Relação da onda P com o QRS Morfologia da onda P e duração do Intervalo PQ

Leia mais

Registro dos eventos elétricos. Base do ECG. O eletrocardiograma (ECG) é o registro dos sinais elétricos emitidos durante a atividade cardíaca.

Registro dos eventos elétricos. Base do ECG. O eletrocardiograma (ECG) é o registro dos sinais elétricos emitidos durante a atividade cardíaca. ECG Registro dos eventos elétricos Base do ECG O eletrocardiograma (ECG) é o registro dos sinais elétricos emitidos durante a atividade cardíaca. Reflete a atividade do coração e fornece informações sobre

Leia mais

Universidade Federal do Acre Curso de Medicina Veterinária

Universidade Federal do Acre Curso de Medicina Veterinária Universidade Federal do Acre Curso de Medicina Veterinária Sistema Circulatório I Coração e Circulação Prof. Adj. Dr. Yuri Karaccas de Carvalho Anatomia Descritiva Animal I Objetivos da Aula Definição

Leia mais