Objetivo: Teste de pickup e teste de busca para verificação do slope 1 e do slope 2

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1 Tutorial de Teste Tipo de Equipamento: Relé de Proteção Marca: SCHNEIDER (AREVA) Modelo: P545 Funções: 87L ou PDIFF Diferencial de Linha Ferramenta Utilizada: CE- 6003; CE-6006; CE6706; CE-6710; CE-7012 ou CE-7024 Objetivo: Teste de pickup e teste de busca para verificação do slope 1 e do slope 2 Controle de Versão: Versão Descrições Data Autor Revisor 1.0 Versão Inicial 01/03/2017 M.R.C. A.C.S. 1

2 Sumário 1. Conexão do relé ao CE Fonte Auxiliar Bobinas de Corrente Entradas Binárias Comunicação com o relé Schneider P Parametrização do relé Schneider P Frequency CONFIGURATION Setting Values CT AND VT RATIOS Phase Sequence GROUP 1 PHASE DIFF PSL Enviando Ajustes para o Relé Configurando o Teste LOOPBACK Ajustes do software Manual Abrindo o Manual Configurando os Ajustes Sistema Direcionamento de Canais e Configurações de Hardware Teste do Diferencial Cálculo dos valores da corrente diferencial para os Slopes de 30% e 50% Mínima de operação Ponto 1 (Slope 30%) Ponto 2 (Slope 50%) Testes do Diferencial Verificação da mínima de operação APÊNDICE A A.1 Designações de terminais A.2 Dados Técnicos

3 Termo de Responsabilidade INSTRUMENTOS PARA TESTES ELÉTRICOS As informações contidas nesse tutorial são constantemente verificadas. Entretanto, diferenças na descrição não podem ser completamente excluídas; desta forma, a CONPROVE se exime de qualquer responsabilidade, quanto a erros ou omissões contidos nas informações transmitidas. Sugestões para aperfeiçoamento desse material são bem vindas, bastando o usuário entrar em contato através do O tutorial contém conhecimentos obtidos dos recursos e dados técnicos no momento em que foi escrito. Portanto a CONPROVE reserva-se o direito de executar alterações nesse documento sem aviso prévio. Este documento tem como objetivo ser apenas um guia, o manual do equipamento a ser testado deve ser sempre consultado. ATENÇÃO! O equipamento gera valores de correntes e tensões elevadas durante sua operação. O uso indevido do equipamento pode acarretar em danos materiais e físicos. Somente pessoas com qualificação adequada devem manusear o instrumento. Observa-se que o usuário deve possuir treinamento satisfatório quanto aos procedimentos de manutenção, um bom conhecimento do equipamento a ser testado e ainda estar ciente das normas e regulamentos de segurança. Copyright Copyright CONPROVE. Todos os direitos reservados. A divulgação, reprodução total ou parcial do seu conteúdo, não está autorizada, a não ser que sejam expressamente permitidos. As violações são passíveis de sansões por leis. 3

4 Sequência para testes de relé P545 no software Sobrecor 1. Conexão do relé ao CE-6006 No apêndice A-1 mostram-se as designações dos terminais do relé. 1.1 Fonte Auxiliar Ligue o positivo (borne vermelho) da Fonte Aux. Vdc ao pino M2 no terminal do relé e o negativo (borne preto) da Fonte Aux Vdc ao pino M1 do terminal do relé. Figura Bobinas de Corrente Para estabelecer a conexão das bobinas de corrente, ligue os canais I1 e I2 com os pinos D1 e D4 do terminal do relé e os comuns aos pinos D2 e D5. Caso esses dois últimos pontos estejam curto circuitados ligue todos os comuns a esse ponto. Figura 2 4

5 1.3 Entradas Binárias INSTRUMENTOS PARA TESTES ELÉTRICOS Ligue as entradas binárias do CE-6006 às saídas binárias do relé. BI1 ao pino L1 e seu comum ao pino L2 do relé. BI2 ao pino L3 e seu comum ao pino L4 do relé. A figura a seguir mostra o detalhe das ligações. Figura 3 2. Comunicação com o relé Schneider P545 Primeiramente abre-se o Schneider Electric MICOM S1 Studio e liga-se um cabo serial do notebook com o relé. Em seguida clica-se duas vezes no ícone do software. Figura 4 Em seguida clique na opção Quick Connect. O software do relé irá buscar os ajustes de maneira automática. 5

6 Figura 5 O próximo passo é criar um novo projeto e nomeá-lo. Figura 6 6

7 Figura 7 Na janela seguinte escolha o modelo do relé. Caso não possua o modelo utilize o software Data Model Manager (instalado junto com o Micom ) para baixá-lo. Figura 8 7

8 Escolha a maneira de comunicar se por porta serial (traseira ou frontal), por ethernet ou ainda via modem. Figura 9 Na próxima janela certifique-se qual porta serial COM está sendo utilizado principalmente se estiver usando um conversor USB/ SERIAL e clique em Finish. Figura 10 8

9 A próxima tela mostra que a conexão foi realizada com sucesso mostrando o tipo, modelo e número de série do relé. Figura 11 O próximo passo é extrair todas as informações ajustadas no relé. Clique com o botão direito em cima de Settings e com o esquerdo em Extract Settings : Figura 12 9

10 Insira a senha do relé sendo padrão para esse relé o valor AAAA. Figura 13 A leitura dos ajustes aparecerá com o nome de 000 podendo ser modificado caso necessário. Nesse caso o nome do arquivo foi alterado para Diferencial de Fase. Figura 14 10

11 3. Parametrização do relé Schneider P545 INSTRUMENTOS PARA TESTES ELÉTRICOS 3.1 Frequency Após efetuar um duplo clique no arquivo Diferencial de Fase entre em SYSTEM DATA, e em seguida Frequency. Certifique-se que o valor ajustado é de 60,00Hz. 3.2 CONFIGURATION Figura 15 Dentro da pasta CONFIGURATION habilita-se o grupo 1 e a função diferencial de fase. OBS: Todas as outras funções devem ser desabilitadas. Figura 16 11

12 3.3 Setting Values INSTRUMENTOS PARA TESTES ELÉTRICOS Toda a parametrização será feita com valores referenciados ao secundário. Figura CT AND VT RATIOS Ajuste os valores da corrente primária e secundária. Figura 18 12

13 3.5 Phase Sequence Clique no sinal de + em GROUP e em GROUP 1 LINE PARAMETERS. Na opção Phase Sequence ajuste a sequência positiva (ABC). Figura GROUP 1 PHASE DIFF Nesse campo parametriza-se o valor do pick-up, inclinações, ponto de mudança de inclinação e tempo de operação. Figura 20 O próximo passo é clicar em Save para salvar a configuração. 13

14 Figura PSL As configurações das saídas binárias são feitas através de blocos lógicos sendo configuradas em outro arquivo. Clique com o botão direito na pasta PSL e em seguida em New File. Figura 22 O nome do nome arquivo aparece como 000 altere para Diferencial de Fase. 14

15 Figura 23 Efetue um duplo clique nesse arquivo para obter acesso aos blocos lógicos. Em seguida clique na ferramenta destacada em vermelho e efetue um zoom na região destacada em verde. Figura 24 Note que na figura a seguir aparecem as 2 primeiras saídas (destacado em vermelho). 15

16 Figura 25 Devem-se trocar os sinais de entrada, para isso clique no ícone destacado em verde e com o botão direito no bloco Zone 1 Trip e escolha a opção Delete. Figura 26 16

17 Repita o procedimento anterior e apague o bloco Signalling Fail. Clique nos blocos R1 e R2 e altere o Mode para pickup e na opção Pickup Value (ms) ajuste o valor zero. Repetir o procedimento para o bloco R2. Figura 27 O próximo passo é associar os sinais a serem monitorados com os blocos de saídas. Clique no botão destacado em vermelho e escolha o seguinte sinal. Figura 28 17

18 Repita o procedimento anterior inserindo mais um bloco com o sinal Diff Trip B. Em seguida clique no ícone destacado em vermelho e conecte os blocos. Figura 29 Clique no ícone destacado para salvar o arquivo, em seguida feche o editor de blocos lógicos e retorne ao software Micom. Figura 30 18

19 3.8 Enviando Ajustes para o Relé INSTRUMENTOS PARA TESTES ELÉTRICOS Clique no ícone Device [P545] em seguida no ícone destacado em verde. Figura 31 Envie tanto os ajustes da função como o bloco lógico. 3.9 Configurando o Teste LOOPBACK Figura 32 Existe uma maneira bastante prática para verificar o correto funcionamento da função diferencial de fase sem utilizar dois relés e dois GPS. Para testar um único equipamento deve-se habilitar o recurso Teste Loopback para Internal. Esse ajuste somente pode ser alterado através do painel frontal. Para alterá-lo siga o seguinte procedimento. 19

20 1. Clicar uma vez a seta para baixo. 2. Clicar na seta para direita até localizar COMMISSIONING TEST. 3. Clicar na seta para baixo até localizar TEST LOOPBACK. 4. Clicar em ENTER (seta central) 5. Entrar com a senha AAAA e clicar em ENTER. 6. Clicar na seta para cima habilitando a função e clicar em ENTER. 7. O TEST LOOPBACK estará habilitado. Figura 33 Para que o teste ocorra de maneira adequada é essencial utilizar um cabo de fibra óptica e realizar um jumper ligando o pino Tx no Rx do Canal 1 conforme figura a seguir: Figura 34 Nestas duas condições criou-se um artifício para o teste da função diferencial onde: Fase A de corrente (Funciona como a corrente de restrição I bias ); Fase B de corrente (Funciona como a corrente diferencial I diff ). 20

21 4. Ajustes do software Manual INSTRUMENTOS PARA TESTES ELÉTRICOS 4.1 Abrindo o Manual Clique no ícone do gerenciador de aplicativos CTC. Figura 35 Efetue um clique no ícone do software Manual. Figura 36 21

22 4.2 Configurando os Ajustes Figura 37 Ao abrir o software a tela de Ajustes abrirá automaticamente (desde que a opção Abrir Ajustes ao Iniciar encontrado no menu Opções Software esteja selecionada). Caso contrário clique diretamente no ícone Ajustes. Figura 38 Dentro da tela de Ajustes preencha a aba Inform. Gerais com dados do dispositivo testado, local da instalação e o responsável. Isso facilita a elaboração relatório sendo que essa aba será a primeira a ser mostrada. 22

23 4.3 Sistema Figura 39 Na tela a seguir dentro da sub aba Nominais são configurados os valores de frequência, sequencia de fase, tensões primárias e secundárias, correntes primárias e secundárias, relações de transformação de TPs e TCs. Existe ainda duas sub abas Impedância e Fonte cujos dados não são relevantes para esse teste. Figura 40 23

24 Existem outras abas onde o usuário pode inserir Notas & Obs., Figuras explicativas, pode criar um Check List dos procedimentos para realização de teste e ainda criar um esquema com toda a pinagem das ligações entre mala de teste e o equipamento de teste. 5. Direcionamento de Canais e Configurações de Hardware Clique no ícone ilustrado abaixo. Figura 41 Em seguida clique no ícone destacado para configurar o hardware. Figura 42 Escolha a configuração dos canais, ajuste a fonte auxiliar e o método de parada das entradas binárias. Para finalizar clique em OK. 24

25 Figura 43 Na próxima tela escolha Básico e na janela seguinte (não mostrada) escolha SIM, por fim clique em Confirmar. 6. Teste do Diferencial Figura 44 Devido à maneira de como o teste é feito não há como mostrar graficamente o resultado. Para realizar o teste devem-se calcular os pontos de teste: 25

26 6.1 Cálculo dos valores da corrente diferencial para os Slopes de 30% e 50% Utilizando um ajuste de teste nas seguintes condições: K1 = slope 1 = 30% K 2 = slope 2 = 50% I s1 = minima = 1 A I s2 = Kneepoint = joelho = 10 A 6.2 Mínima de operação Is1 operação = 1 x 1,17 = 1, 17 A 6.3 Ponto 1 (Slope 30%) I bias = 6 A (arbitrado) < I s2 I diff = K 1 x I bias + I s1 = 0,3 x = 2,8 A I diff = 2,8 A I 1 I 2 =I diff = 2,8 I 1 + I 2 = I bias = 6 I 1 = 12 I I 2 I 2 = 2,8-2 I 2 = -9,2 I 2 = 4,6 A I 1 = 12 I 2 = 7,4 I 1 = 7,4 A 6.4 Ponto 2 (Slope 50%) I bias = 12 A (arbitrado) > I s2 Idiff = K2 x Ibias (K2 K1) x Is2 + Is1 = 0,5 x 12 0,2 x = = 5A 26

27 Idiff = 5 A I 1 I 2 =I diff = 5 I 1 + I 2 = I bias = 12 I 1 = 24 I I 2 I 2 = 5-2 I 2 = -19 I 2 = 9,5 A I 1 = 24 I 2 = 14,5 I 1 = 14,5 A 7. Testes do Diferencial 7.1 Verificação da mínima de operação Nesse teste injeta-se corrente somente no canal AO_I01 de modo a encontrar o pick-up previsto de 1,17A. Como está sendo utilizado o loopback o valor encontrado na prática deve ser a metade do valor previsto, ou seja, 0,585A. Para o teste de pick-up utiliza-se uma rampa para incrementar o valor de corrente. Para isso escolha nas abas Falta > N01, a opção Rampa e clique no ícone destacado. 27

28 Figura 45 Utilize o valor inicial de 580mA no canal AO_I01 com um limite de 600mA e uma incrementação de 1,0mA. Figura 46 28

29 Ajuste a interface de parada que nesse caso é a BI01 e inicie a geração clicando no ícone destacado abaixo ou através do atalho Alt + G. Figura 47 Para visualizar o valor encontrado clique em N01 dentro da aba Monitoramento. Esse valor foi de 594mA sendo que esta dentro da tolerância fornecida pelo fabricante. Para confirmar o valor lido pelo relé o usuário pode desabilitar a BI01, retirar a Rampa escolher a opção Direto e inserir o valor de 594mA. Gerar novamente e comprovar no painel frontal do relé a medição do valor teórico de 1,17A. Figura 48 29

30 Para visualizar a medição do relé utilize as setas do painel frontal do relé até localizar MEASUREMENTS 3 > IA Differential. Figura 49 Para testar um ponto no slope 1 configura-se a binária BI02 para parada da caixa. Dentro da opção Rampa injete no canal I1 6,0A sendo o valor teórico esperado no Canal I2 é de aproximadamente 2,8A, contudo na prática deve-se obter um valor próximo de 2,8/2, ou seja, 1,4A. Para isso inicie do valor 1,35 com incremento de 10mA até 1,45A. Figura 50 30

31 Figura 51 O valor encontrado foi de 1,43A sendo que este valor esta dentro da tolerância fornecida pelo fabricante. Para confirmar o valor lido pelo relé o usuário pode desabilitar a BI02, retirar a Rampa e gerar novamente no modo Direto e comprovar no painel frontal do relé a medição do valor teórico de 2,8A. Para visualizar a medição do relé utilize as setas do painel frontal do relé até localizar MEASUREMENTS 3 > IB Differential. Figura 52 Para testar um ponto no slope 2 configura-se a binária BI02 para parada da caixa. Dentro da opção Rampa injete no canal I1 12,0A sendo o valor teórico esperado no Canal I2 é de aproximadamente 5,0. Contudo na prática deve-se obter um valor próximo de 5/2, ou seja, 2,5A. Para isso inicie do valor 2,45 com incremento de 10mA até 2,55A. 31

32 Figura 53 Figura 54 32

33 O valor encontrado foi de 2,52A sendo que este valor esta dentro da tolerância fornecida pelo fabricante. Para confirmar o valor lido pelo relé o usuário pode desabilitar a BI02, retirar a Rampa e gerar novamente no modo Direto e comprovar no painel frontal do relé a medição do valor teórico de 5A. Para visualizar a medição do relé utilize as setas do painel frontal do relé até localizar MEASUREMENTS 3 > IB Differential. Figura 55 33

34 APÊNDICE A A.1 Designações de terminais Figura 56 34

35 A.2 Dados Técnicos INSTRUMENTOS PARA TESTES ELÉTRICOS 35