Fundo Europeu. Globalização. de Ajustamento à. A Solidariedade face à mudança. A Europa Social

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1 Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização A Solidariedade face à mudança A Europa Social

2 O Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização (FEG) apoia os trabalhadores que perderam os seus empregos devido aos efeitos adversos da globalização. Ajuda-os a encontrar outro emprego o mais rapidamente possível após o encerramento de uma grande empresa ou quando a produção é deslocalizada para fora da União Europeia (UE). Os Estados-Membros também podem acionar o fundo para apoiar trabalhadores despedidos devido à crise económica e financeira mundial a qual contribuiu para a perda de cerca de 4,5 milhões de empregos na Europa entre o primeiro trimestre de 2008 e o primeiro trimestre de 203, especialmente nos setores da indústria e da construção. Desde a sua criação em 200, o FEG já foi adaptado várias vezes. Todavia, o seu principal objetivo mantém-se: expressar a solidariedade da UE para com os trabalhadores afetados por despedimentos em massa resultantes de mudanças nos padrões do comércio mundial. Ao melhorar a empregabilidade dos trabalhadores despedidos, especialmente dos pouco qualificados e desfavorecidos, o fundo ajuda-os a encontrar novas oportunidades de emprego. Até à data, cerca de beneficiários na UE receberam apoios de cofinanciamento do FEG no valor de cerca de 35 milhões de euros. Cerca de metade dos trabalhadores que participaram em iniciativas do FEG encontraram um novo emprego ou começaram a trabalhar por conta própria. As candidaturas ao fundo abrangem cerca de 40 setores, incluindo a indústria automóvel, de equipamento eletrónico, editorial, o comércio a retalho e a indústria têxtil. Medidas de apoio O FEG, um instrumento especial não integrado no Quadro Financeiro Plurianual da UE, tem um orçamento anual máximo de 50 milhões de euros para o período de Presta apoio limitado no tempo para um pacote de medidas de assistência personalizada que incluem a procura de emprego à medida, a recolocação ou a (re)qualificação. Geridas e executadas por autoridades nacionais ou regionais, estas medidas são disponibilizadas num conjunto de projetos com duração até 2 anos. O FEG cobre 60 % do custo dos projetos destinados a ajudar os trabalhadores despedidos a encontrar outro emprego ou a criar a própria empresa. Os Estados-Membros gerem as contribuições do FEG e as ações resultantes. Por norma, o FEG só pode intervir quando mais de 500 trabalhadores são despedidos por um único empregador, incluindo os seus fornecedores e os produtores a jusante, podendo, igualmente, ser acionado se mais de 500 trabalhadores forem despedidos num setor específico numa ou em várias regiões vizinhas. Além disto, o fundo também apoia as áreas que enfrentam um drástico aumento do número de jovens à procura de emprego. 2

3 O FEG em números Montante anual máximo de 50 milhões de euros Cerca de 20 candidaturas de 20 países da UE 492 milhões de euros solicitados para ajudar mais de trabalhadores entre 200 e o final de 203 Candidaturas por critérios: crise (64), comércio (53) Apoio do FEG por trabalhador em 202 (em média): 8 60 euros (Comissão Europeia, dezembro de 203) Novas medidas impulsionadas pela crise O emprego na Europa registou um grande declínio na sequência da crise económica de As maiores perdas ocorreram nos setores da indústria (4,5 milhões de empregos), da construção (cerca de 3, milhões), da agricultura (mais de milhão), do comércio a retalho (cerca de ) e da administração pública (cerca de ). Devido a esta recessão económica, as regras do FEG original ( ) foram alteradas em O objetivo foi o de ajudar também os trabalhadores despedidos como resultado da crise, facilitando o seu regresso ao mercado de trabalho o mais rapidamente possível, através de medidas como a colocação e formação cofinanciada. A taxa de cofinanciamento da UE aumentou de 50 para 65 % até ao final de 20, como um «critério crise» especial para despedimentos repentinos. Ao abranger os «trabalhadores despedidos em consequência direta da crise económica e financeira mundial», este critério levou a um aumento significativo das candidaturas ao FEG, passando de apenas 5, no período de janeiro de 200 a abril de 2009, para 9 candidaturas no período de maio de 2009 a dezembro de 20. Até ao final de dezembro de 203, a maioria das candidaturas ao apoio do FEG foi apresentada ao abrigo do critério «crise» (64), em comparação com o critério «comércio» (53). Uma forma modificada deste critério foi introduzida no fundo para o período de No que respeita a alterações permanentes, em 2009 o limite de elegibilidade das candidaturas ao FEG diminuiu de 000 para 500 trabalhadores despedidos num setor, região ou empresa, e o período de execução do apoio do FEG foi alargado de 2 para 24 meses. Qual o é valor acrescentado do FEG? Fornece financiamento comunitário concebido para lidar com mudanças económicas repentinas Vai para além dos mecanismos de apoio nacionais para trabalhadores envolvidos em despedimentos em massa Reúne as partes interessadas e concentra os recursos Consegue financiar medidas adaptadas às necessidades, competências e expectativas específicas dos trabalhadores Que tipo de apoios concede o FEG? O financiamento do FEG pode ser canalizado para os que perdem os seus empregos em situações de despedimento em massa. Contudo, não pode ser utilizado para manter empresas em funcionamento, nem para as ajudar em processos de modernização ou de reestruturação. O FEG pode cofinanciar projetos em matéria de: ajuda na procura de emprego, orientação profissional; educação, formação e reconversão profissional; tutoria e acompanha- 3

4 4 mento individual; empreendedorismo e criação de empresas. Também pode conceder subsídios para formação profissional, mobilidade/mudança de residência, ajudas de custo ou outros apoios semelhantes. Por outro lado, o FEG não cofinancia medidas de proteção social, tais como pensões de reforma ou subsídios de desemprego. O FEG só pode cofinanciar medidas ativas do mercado de trabalho para ajudar os trabalhadores despedidos a encontrar novos empregos. Também pode financiar as «atividades de execução» de um Estado-Membro tais como atividades de preparação, informação, publicidade e controlo para a utilização do financiamento. Ao definir os pacotes de apoio, os Estados-Membros devem ter em conta o trajeto profissional dos trabalhadores, o seu nível de experiência e de formação, a sua predisposição para a mobilidade, assim como as oportunidades de emprego atuais/esperadas nas regiões em questão. Complemento de outros programas da UE As contribuições financeiras do FEG complementam as medidas de apoio aos beneficiários disponíveis no quadro dos fundos da UE ou de outros programas e políticas da União. Nomeadamente, concede aos trabalhadores um apoio individual, pontual e limitado no tempo, incluindo medidas ativas do mercado de trabalho para reforçar a sua empregabilidade e assegurar a sua rápida reintegração no mercado de trabalho. Por isso, o FEG é diferente, e complementar, face ao Fundo Social Europeu (FSE), o qual tal como os fundos estruturais e de investimento da UE em geral insere-se numa perspetiva estratégica e de longo prazo através de atividades como a aprendizagem ao longo da vida. Dependendo da situação regional ou nacional, o FEG pode ser utilizado juntamente com o FSE. Nas províncias belgas de Limburg, West-Vlaanderen e Oost-Vlaanderen, o FEG complementou o financiamento federal, regional e do FSE, oferecendo formação para trabalhadores despedidos no setor têxtil. Em Espanha, na Galiza e em Castilla la Mancha, o FEG criou equipas de orientação para as pessoas, permitindo assim a disponibilização de apoios mais flexíveis e personalizados do que teria sido possível ao abrigo do FSE. O que há de novo no FEG para ? O FEG continua ativo no Quadro Financeiro Plurianual da UE de de janeiro de 204 a 3 de dezembro de Tal como anteriormente, prestará apoio específico e pontual a trabalhadores despedidos como resultado das grandes mudanças estruturais causadas pela globalização e continuará a ajudar os Estados-Membros a combater o desemprego nesses casos. O cofinanciamento da UE no âmbito do FEG aumentou de 50 para 60 %, com início a partir de janeiro de 204. Todavia, o financiamento global do FEG está fixado num montante anual máximo de 50 milhões de euros, enquanto anteriormente era de 500 milhões de euros. Para o período foram incorporados no FEG diversos elementos inovadores. Por exemplo, as categorias de trabalhadores elegíveis para beneficiarem do fundo foram alargadas de forma a incluir os trabalhadores por conta própria, os trabalhadores temporários e os trabalhadores com contrato a termo. Para além da globalização, os critérios de intervenção agora também incluem as crises económicas e financeiras mundiais. Para além disso, até ao final de 20, e em determinadas circunstâncias, os jovens de regiões com uma taxa de desemprego juvenil elevada, que não trabalhem, não estudem ou não frequentem uma ação de

5 formação, podem beneficiar também de um apoio do FEG, que será concedido em número igual ao dos trabalhadores que beneficiaram de apoio do FEG ao abrigo da mesma candidatura. Tal como antes, com o cofinanciamento do FEG, os Estados-Membros devem criar um «pacote coordenado de serviços personalizados» (incluindo formação e reconversão personalizadas, medidas especiais limitadas no tempo, tais como subsídios de procura de emprego ou de mobilidade) para ajudar os beneficiários visados a permanecerem no mercado de trabalho e a encontrarem um novo emprego ou criarem o próprio emprego. É colocada particular ênfase no apoio a pessoas desfavorecidas, pessoas mais idosas e jovens desempregados para encontrarem novos empregos. As regras relativas aos critérios de intervenção, beneficiários elegíveis, candidaturas elegíveis, medidas e outros aspetos do fundo estão definidas no Regulamento FEG para o período , o qual reflete a legislação original de Caminhos para a reinserção laboral: o FEG em ação Após 25 anos no setor têxtil espanhol, Jorge Bolufer viu-se desempregado. Tirou partido do apoio do FEG disponibilizado aos ex-trabalhadores têxteis em Valência, incluindo um curso sobre empreendedorismo, e abriu uma padaria em junho de 202, em L Alcúdia de Crespins. No espaço de dois anos, o novo negócio de Jorge Bolufer tornou-se um sucesso. «Todos os dias acordo às cinco e abro a loja das sete da manhã até à noite, trabalhando por vezes ao domingo, se necessário», explica Jorge Bolufer. «Mas vale a pena e sinto-me orgulhoso por ter assumido este desafio para assegurar o sucesso do meu negócio». Quando Thomas Phelan perdeu o seu emprego na TalkTalk, em outubro de 20, como um dos 55 trabalhadores do centro de atendimento telefónico de Waterford da empresa de telecomunicações na Irlanda, decidiu criar a Associação dos Trabalhadores Despedidos da TalkTalk de Waterford e teve um papel essencial na candidatura ao apoio da UE no âmbito do programa do FEG. Isso levou à introdução de uma série de medidas de ativação do mercado de trabalho. Por exemplo, foi prestada assistência financeira para ajudar os trabalhadores a regressarem aos estudos a tempo inteiro ou parcial, nomeadamente um curso de licenciatura em ciências farmacêuticas no Waterford Institute of Technology, e ainda um módulo de ligação para um curso de mestrado na mesma área. Como reconhecimento da sua própria aprendizagem no instituto e do seu apoio aos ex-colegas, Thomas Phelan recebeu o prémio «AIB Student of the Year Award 203-4» da School of Science. Mais de 0 % dos trabalhadores afetados na TalkTalk beneficiou de um conjunto de apoios do FEG. Para além de melhorarem as suas competências através de cursos de formação e educação, diversos indivíduos criaram a sua própria empresa. 5

6 Síntese das candidaturas ao FEG até 3 de dezembro de 203 (Regulamento FEG ) por Estado-Membro e por tipo de candidatura (critérios do artigo.º) Estado- Membro BE BG CZ DK DE IE EL ES FR Art..º N.º de candidaturas Trabalhadores visados crise , comércio ,4 crise , 643 comércio ,0 crise ,3 460 comércio ,0 crise , comércio ,4 crise , 349 comércio ,2 crise ,6 026 comércio , crise ,9 642 comércio ,0 crise , comércio ,4 crise , comércio ,4 IT crise , 2 24 comércio ,8 LT Contribuição solicitada ao FEG em milhões de euros crise , comércio ,3 26,0, 0,3 63, 44,8 63,3 2,9 46,9 6,8 59,5 2,9 6

7 Estado- Membro MT NL AT PL PT RO SI FI SE Total 20 EM Art..º N.º de candidaturas Trabalhadores visados crise ,0 65 comércio , crise , comércio , crise , comércio ,6 crise , comércio ,4 crise , comércio ,3 crise , comércio ,5 crise , comércio ,0 crise , comércio ,2 crise , comércio ,8 crise , comércio ,0 Contribuição solicitada ao FEG em milhões de euros 0, 28,8 32,5 2,6 8,6 6,5 2,2,2 9,6 49,9 Devido a arredondamento, alguns totais podem não ser iguais à soma das parcelas ) O quadro reflete a situação em ) Uma derrogação temporária que alarga o âmbito do FEG à crise económica e financeira mundial e aumenta a taxa de cofinanciamento do FEG para 65 % dos custos totais aplicada a todas as candidaturas recebidas entre de maio de 2009 e 30 de dezembro de 20 [Regulamento (CE) n.º 546/2009 que altera o Regulamento (CE) n.º 92/2006 (JO L 6, )]. 3) Uma das candidaturas apresentadas (FEG/2009/022 B5/Kremikovtsi) foi considerada não elegível [SEC(200) 993 final de ]. 4) Onze processos foram retirados pelos Estados-Membros que os tinham apresentado, não estando incluídos nas estatísticas. 5) Oito Estados-Membros ainda não tinham recorrido ao apoio do FEG em : Estónia, Chipre, Letónia, Luxemburgo, Hungria, Eslováquia, Reino Unido e Croácia (que apenas aderiu à UE em de julho de 203).

8 KE PT-N O emprego na Europa foi afetado pelos impactos da globalização e da crise económica e financeira mundial. Este folheto centra-se no Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização (FEG), que cofinancia apoios para os trabalhadores da União Europeia que se veem desempregados após o encerramento de uma grande empresa, a despedimentos em massa ou à deslocalização da produção de um setor para fora da UE. As medidas de assistência personalizada, canalizadas através de autoridades regionais ou nacionais, visam ajudar as pessoas elegíveis para apoio do FEG a encontrarem outro emprego ou a criarem a sua própria empresa. Pode transferir as nossas publicações ou subscrever gratuitamente em Caso pretenda receber atualizações regulares acerca da Direção-Geral do Emprego, dos Assuntos Sociais e da Inclusão, inscreva-se para receber gratuitamente o nosso boletim informativo eletrónico Social Europe em Fotografia da capa: istockphoto Para qualquer utilização ou reprodução das fotos não abrangidas pelos direitos de autor da União Europeia, deve ser solicitada autorização directamente ao(s) detentor(es) dos direitos de autor. União Europeia, 204 Reprodução autorizada mediante indicação da fonte ISBN (pdf) doi:0.26/386 (pdf)

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