POLÍTICAS DE AÇÃO AFIRMATIVA E SISTEMA DE COTAS PARA NEGROS NAS UNIVERSIDADES: PRINCÍPIO DE IGUALDADE E DEMOCRACIA?

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1 POLÍTICAS DE AÇÃO AFIRMATIVA E SISTEMA DE COTAS PARA NEGROS NAS UNIVERSIDADES: PRINCÍPIO DE IGUALDADE E DEMOCRACIA? Karen de Abreu Anchieta Universidade Estadual de Londrina RESUMO Este texto é parte da pesquisa para dissertação que está em andamento no Mestrado em Educação na Universidade Estadual de Londrina, intitulada Antecedentes Históricos da Implantação do Sistema de Cotas para Negros na Universidade Estadual de Londrina. Seu intuito é, muito mais que buscar esclarecer, buscar questionar e levar a reflexão. A questão não é simples e longe de tentar esgotá-la, precisamos buscar compreender seus mecanismos e conceitos principais visando perceber que o que aparentemente é óbvio, foi socialmente construído e freqüentemente é naturalizado. Como é o caso do preconceito racial, se perguntarmos para qualquer pessoa se ela é racista, certamente ouviremos que não. Mas, se perguntarmos se no Brasil existe o racismo ela dirá que sim. Como pode haver racismo num país no qual não encontramos pessoas que se dizem racistas? O mundo moderno implantou o desenvolvimento econômico, mas acarretou um abismo entre ricos e pobres, sendo discutível a vantagem de tanto desenvolvimento no campo econômico diante de tamanha desigualdade social. A igualdade para aqueles que lutam com dificuldade é problema de todos, é uma preocupação que deve afetar toda a sociedade. Para os pobres e ainda mais pobres e negros, a educação é coisa séria, mas sozinha não tem o poder de resolver a situação de desequilíbrio em que vivemos entre a pobreza e a riqueza. Palavras-chave: Políticas de ação afirmativa; sistema de cotas para negros; raça e identidade.

2 2341 Introdução: Este texto é parte da pesquisa para dissertação que está em andamento no Mestrado em Educação na Universidade Estadual de Londrina, intitulada Antecedentes Históricos da Implantação do Sistema de Cotas para Negros na Universidade Estadual de Londrina. Seu intuito é, muito mais que buscar esclarecer, buscar questionar e levar a reflexão. A questão não é simples e longe de tentar esgotá-la, precisamos buscar compreender seus mecanismos e conceitos principais visando perceber que o que aparentemente é óbvio, foi socialmente construído e freqüentemente é naturalizado. Como é o caso do preconceito racial, se perguntarmos para qualquer pessoa se ela é racista, certamente ouviremos que não. Mas, se perguntarmos se no Brasil existe o racismo ela dirá que sim. Como pode haver racismo num país no qual não encontramos pessoas que se dizem racistas? O mundo moderno implantou o desenvolvimento econômico, mas acarretou um abismo entre ricos e pobres, sendo discutível a vantagem de tanto desenvolvimento no campo econômico diante de tamanha desigualdade social. A igualdade para aqueles que lutam com dificuldade é problema de todos, é uma preocupação que deve afetar toda a sociedade. Para os pobres e ainda mais pobres e negros, a educação é coisa séria, mas sozinha não tem o poder de resolver a situação de desequilíbrio em que vivemos entre a pobreza e a riqueza. Políticas de ação afirmativa A elaboração de políticas de ação afirmativa prevê o enfrentamento dos problemas raciais no Brasil. Em todos os espaços sociais em que se constate que tais obstáculos de ajuste de igualdade entre brancos e negros exista, como as universidades, mercado de trabalho, qualidade de vida e outros, tornaram-se necessárias políticas específicas. Em documento publicado em 1996, a primeira definição oficial destas políticas foi a seguinte:

3 2342 Ações afirmativas são medidas especiais e temporárias tomadas pelo estado e/ou iniciativa privada, espontânea ou compulsória, com o objetivo de eliminar desigualdades historicamente acumuladas, garantindo a igualdade de oportunidade e tratamento, bem como compensar perdas provocadas pela discriminação e marginalização, por motivos raciais, étnicos, religiosos, de gênero e outros (GTI/População Negra, 1996, p.10, APUD BERNARDINO, p. 30). Desde então as políticas de ação afirmativa estão incorporadas ao discurso político. E, entre elas está o sistema de cotas para negros nas universidades públicas brasileiras, que começaram a tomar corpo e voz. Muitas análises já foram feitas sobre os princípios de igualdade que são necessários para uma sociedade democrática. Tratemos, primeiramente, da questão oficial da democracia política: vista no âmbito, vem-se pensando em estratégias de transformações culturais relativas ao preconceito, como é o caso da proposta da Lei /03, que pretende estruturar os currículos escolares visando agregar história e cultura negra como uma estratégia de combate ao preconceito, buscando mudanças futuras na sociedade através da valorização da identidade negra. Outra estratégia que vem sendo usada no contexto das políticas de ação afirmativa é de sistema de cotas para negros nas universidades públicas, que busca superar o abismo que existe no acesso ao ensino superior pela população negra uma vez que a situação de desigualdades nas universidades é uma realidade. Estes, são entre outros, alguns pontos que podemos levantar sobre a questão, expressão das dificuldades expressas pela situação de desigualdades entre brancos e negros. A proposta de reversão para este quadro faz parte do que chamamos de ações afirmativas. O sistema de cotas para negros nas universidades está no bojo destas discussões, como uma estratégia de combate à discriminação e promoção da população negra. Políticas de ação afirmativa através das cotas, podem possibilitar a ampliação do acesso ao ensino superior público. Desta forma, se consolidaria uma estratégia, não única, de combater desigualdade racial. Tais políticas tomam como pressuposto compensar a população negra da discriminação que sofreu decorrente da escravidão e da sua relegação ao descaso, enfrentando desafios que vão muito além da educação. No contexto das políticas de ação afirmativa, este texto tem como objetivo analisar o sistema de cotas para negros nas universidades como uma estratégia de se atingir uma sociedade mais democrática priorizando o princípio de igualdade.

4 2343 Diante de um quadro que evidencia a desigualdade racial, e ao mesmo tempo a reproduz, adquire-se a certeza de que devem ser tomadas medidas voltadas para sua reversão. Essas medidas, chamadas ações afirmativas, cada vez mais aparecem no debate político e intelectual brasileiro como formas privilegiadas para a promoção da população negra (VIEIRA, 2003, p 88). E mais, a implantação do sistema de cotas, muito discutida atualmente, faz parte de uma política de ação afirmativa, como já foi afirmado. Mas, qual seu poder de possibilitar a integração entre os projetos de acesso e permanência daqueles que sentem, literalmente na pele, a discriminação? Além de ser uma possível (mas não única) oportunidade de mudar a história racista brasileira? A democracia política leva à democracia econômica? A desigualdade entre brancos e negros é apenas educacional? Mesmo concluindo um curso superior, há possibilidades de emprego para todos? Os mais pobres continuam relegados e se forem pobres e negros, enfrentarão muito mais barreiras e exclusões. Acontece que, o princípio de igualdade, na realidade, implica que todos tenham os mesmos direitos que possam conduzir a uma vida justa e com dignidade. Será mesmo que políticas pensadas em instâncias superiores podem dar conta de transformar a realidade? Democratizar o ensino superior através das cotas para negros, num país de colonização escravocrata, como o Brasil, preconceituoso e discriminatório de origem, abre espaços para novos debates sobre grupos que historicamente ficaram à margem do alcance de uma vida mais eqüitativa nos aspectos econômico e social. Mais uma vez cabe a pergunta: a democracia política leva à democracia econômica? Octávio Ianni (1993), considera que o que prejudica a sedimentação da cultura democrática é a instabilidade política. Para o autor, uma história de instabilidade política é também uma história de desenvolvimento e diversificação dos negócios e não de desenvolvimento do país no sentido de atender amplos segmentos da população. Vista assim, em perspectiva ampla, a instabilidade política funciona. Isto é, prejudica a sedimentação da cultura democrática, dificulta as reformas sociais, retarda o desenvolvimento cultural, mas não impede a realização de bons lucros. Daí a hipótese de que a instabilidade é uma técnica política recorrente, crônica, eficaz e conveniente. Permite o uso periódico da violência, institucionalizada ou não. Bloqueia o ascenso popular e garante a continuidade dos negócios. Em nome da paz social, ordem e progresso ou segurança e desenvolvimento (IANNI, 1993, p.18).

5 2344 Os desprovidos de acesso (neste contexto os negros), sentem os bloqueios de ascenção por sofrerem limitações de ajuste a uma sociedade que prega formas de vida voltadas para empresas modernas, interessantes para o capitalismo, limitações que favorecem a discriminação e ampliam o preconceito. Neste ponto, percebemos que a questão da educação tem sua força, pois capacita para o mundo do trabalho, mas sozinha não consegue romper com as desigualdades e preconceitos raciais, pois numa sociedade dita democrática, como a nossa, o conceito de raça na perspectiva política e social não necessariamente deveria ser um fator favorável à desigualdade social. Hoje, as políticas universalistas, que defendem que cada indivíduo deve fazer-se a si mesmo, não têm tido sucesso, pois o desemprego atinge altos índices, a criminalidade também e vários outros fenômenos sociais demonstram que é necessário um incentivo, um impulso para ajudar o indivíduo sair de uma condição de vida injusta e atingir uma vida digna. E, desta forma, entram no cenário as políticas de ação afirmativa. A desigualdade social é um legado histórico no Brasil, desigualdade entre ricos e pobres, brancos e negros, sem entrar em outras categorias. Por outro lado, o que se busca é a igualdade negada, o pagamento de uma dívida historicamente adquirida, na qual uma população negra necessita se ajustar e se equiparar a uma sociedade da qual foram sendo deixados de lado. Dentre outras minorias, o negro continua buscando uma sociedade justa e igualitária. Conceito raça Reverter esta situação, de desigualdade social, significa seguir em frente e buscar esclarecer os nuances da questão, como o termo raça tão discutido atualmente. Mas o que é raça? Ao tratar do termo raça, não o enfocamos no conceito biológico de supremacia de uns sobre outros, mas sim com uma interpretação baseada na dimensão política e social do termo. Os militantes e intelectuais que adotam o termo raça não o adotam no sentido biológico, pelo contrário, todos sabem e concordam com os atuais estudos da genética de que não existem raças humanas. Na realidade eles trabalham o termo raça atribuindo-lhe um significado político construído a partir da análise do tipo de racismo que existe no contexto brasileiro e considerando as

6 2345 dimensões histórica e cultural que este nos remete. Por isso, muitas vezes, alguns intelectuais, ao se referirem ao segmento negro utilizam o termo étnico-racial, demonstrando que estão considerando uma multiplicidade de dimensões e questões que envolvem a história, a cultura e a vida dos negros no Brasil (GOMES, 2005, p.47). Atualmente, apesar de já estarmos longe daquelas colocações irracionais de superioridade em uns e inferioridade em outros, nem por isso o preconceito, que é uma mistura de tudo isso, acabou. Porém, mesmo sabendo de toda complexidade do termo, no Brasil sempre houve uma negação da raça como causadora de desigualdades sociais. Historicamente, com a Abolição e com a política de incentivo à imigração européia, começa uma fase de valorização do imigrante branco como um novo modelo de trabalhador e de trabalho, e uma passagem do regime escravo para o trabalho livre assalariado. Na valorização do europeu imigrante e na desvalorização do negro ex-escravo é que se inicia a Modernização do país. E, juntamente com a tão sonhada e ambicionada modernização vem a desigualdade social. Apesar da negação de que a raça seria causadora de desigualdades sociais, pois existe o mito da democracia racial no Brasil, isto não impediu que os negros se organizassem e denunciassem as desigualdades raciais, conforme exemplos citados por Octávio Ianni (1989): o clube Floresta Aurora, criado em Porto Alegre antes de 1888, o jornal Clarim da Alvorada no século XX, e o Movimento Negro Unificado Contra a Discriminação Racial, criado em A respeito do Movimento Frente Negra Brasileira, criado em 1931: Esta, como tantas outras organizações que surgiram posteriormente em diferentes momentos da nossa história, visava combater o preconceito e a discriminação contra o negro e o indígena, denunciando a aparente homogeneidade do povo brasileiro (GONÇALVES, 1999, p. 26). A desigualdade racial ao ser denunciada pelos próprios negros, possibilitou discussões em torno da identidade negra e considerando que identidade não é algo inato, mas socialmente construído, envolvendo os níveis sócio-político e histórico de cada sociedade, percebe-se que:

7 2346 Assim, a identidade vista de uma forma mais ampla e genérica é invocada quando um grupo reivindica uma maior visibilidade social face ao apagamento a que foi, historicamente, submetido (NOVAES, 1993:25 APUD GOMES, 2005, p. 41). Os clubes, as associações, os jornais, os movimentos, enfim, as diferentes maneiras encontradas de resistência, foram faces do movimento popular, instrumentos de unir forças e protestar. Identidade negra Neste processo a identidade negra foi se construindo social, histórica e culturalmente. E construir uma identidade negra positiva nas bases brasileiras é desconstruir o que os próprios negros incorporaram, interiorizaram desde muito cedo, que foi negar-se a si mesmos. Além da desigualdade social vista de maneira ampla, no campo educacional os obstáculos são históricos, pois os próprios negros não se achavam capazes de freqüentar as escolas, de acordo com Hilsdorf (2006): eles próprios não se achavam no direito do acesso à educação escolar, havia uma acomodação, devida à interiorização da escravidão (p.78). A partir dos fatos expostos, a história trouxe de volta o problema da justiça social, da busca pela eqüidade, uma preocupação que exige reflexão, principalmente no campo educacional. E a universidade tem sua responsabilidade social e histórica, na construção da nova história humana preocupada com a igualdade, com a cidadania política capaz e a solidariedade social possível. Considerações finais Voltemos, então, ao ponto central desta análise, que são as políticas de ação afirmativa, analisadas através do sistema de cotas para negros nas universidades. Segundo o disposto na norma do art. 206, inciso I, da Constituição Federal, reproduzida no enunciado do art 3 O, inciso I, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a todos deve ser assegurada igualdade de condições para acesso e permanência na escola. Pensando sobre o inciso I, da Constituição Federal e considerando o que foi exposto anteriormente, seguem algumas reflexões: Qual o impacto das políticas de ação afirmativa? Qual o seu poder? O que elas significam no ensino superior através do sistema de cotas para negros? Que relação existe entre o sistema de cotas e o princípio de igualdade e democracia?

8 2347 Mesmo não tendo todas as respostas, uma conquista relevante é buscar amadurecer a visão de seu próprio horizonte, numa busca constante em analisar e compreender as tramas e as várias faces que envolvem este tema. Se formos examinar mais a fundo, segundo Bernardino (2004): Pouco ou nenhum consenso tem havido em torno das políticas de ação afirmativa para a população negra no Brasil, como tem revelado a discussão deflagrada pela adoção dessas medidas em algumas universidades públicas. A fonte desse dissenso não está no desenvolvimento de políticas particularistas em si, mas no uso da categoria raça como critério classificatório para efeito de eliminação de desigualdades atuais ou históricas experienciadas por algum segmento da população brasileira, especialmente a população negra(bernardino, 2005, p.15). Mesmo sendo alvo de polêmicas, o sistema de cotas que constitui apenas uma parte das políticas de ação afirmativa, não dispensa uma política universalista de eqüidade de oportunidades para os negros; pretender oferecer oportunidades nas universidades, é apenas o primeiro passo. Brandão (2005), citando Reis (2002), informa que: Segundo Reis, o problema maior são as condições gerais que caracterizam as vastas camadas destituídas da população brasileira. Em tais condições, seria claramente odiosa a pretensão de estabelecer a discriminação entre as raças como critério para a ação de promoção, especialmente porque é justamente na base da estrutura social [brasileira], onde se encontram os alvos mais importantes do esforço social do Estado, locus onde mais se misturam e se integram socialmente populações diversas do ponto de vista racial e onde mais intensamente ocorre a própria miscigenação. Longe de defender uma inexistente democracia racial baseada na idéia de miscigenação, Reis defende que ação do Estado no plano econômico-ocupacional terá, em princípio, de orientar-se por critérios sociais antes que raciais (REIS, 2002, p / APUD BRANDÃO 2005 p.48). Parece ser uma ingenuidade pensar que o sistema de cotas sozinho poderia resolver os problemas gerados por todo um contexto histórico. Projetos de apoio são necessários, participar, ouvir, argumentar, possibilita mudanças, mas estas são lentas. Evidentemente não é só a educação que pode resolver o quadro atual de desigualdade, mas é um começo.

9 2348 Referências Bibliográficas: BERNARDINO, Joaze. Levando a raça a sério: ação afirmativa e correto conhecimento. In: Levando a raça a sério: ação afirmativa e universidade. Joaze Bernardino; Daniela Galdino (org.) Rio de Janeiro: DP&A, Coleção Políticas da Cor. BRANDÃO, Carlos da Fonseca. As cotas na universidade pública brasileira: será esse o caminho? Campinas, SP: autores Associados, (Coleção plêmicas do nosso tempo, 92). GOMES, Nilma Lino. Alguns termos e conceitos presentes no debate sobre relações raciais no Brasil: uma breve discussão. In: Educação anti-racista: caminhos abertos pela Lei Federal número /03. SECAD. Brasília, GONÇALVES, Maria Alice Rezende. Brasil, meu Brasil brasileiro: notas sobre a construção da identidade nacional. In: Educação e Cultura. (Org) GOMES, Maria Alice Rezende. Rio de janeiro: Quartet, IANNI, Octavio. O labirinto latino-americano. Petrópolis, RJ: vozes, VIEIRA, Andréa Lopes da Costa. Políticas de educação, educação como política: observações sobre a ação afirmativa como estratégia política. In: Educação e Ação Afirmativa: entre a injustiça simbólica e a injustiça econômica. (Org) SILVA, Petronilha Beatriz Gonçalves e SILVÉRIO, Valter Roberto. Ministério da Educação, 2003.

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