MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO G E V I D - CENTRAL

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1 VCH REC ATUAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO NO ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA G E V I D - CENTRAL GRUPO DE ATUAÇÃO ESPECIAL DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA Equipe: Valéria Diez Scarance Fernandes Promotora de Justiça e Secretária Executiva 1 1 Silvia Chakian de Toledo Santos Promotora de Justiça Claudia Cecília Fedeli Promotora de Justiça oubsecrotaria de Apolo à. ComlssOes Espaciais e Pa~~mentare. de Inquérit}1 Recebido f'&,i r I 0,6 I,ICSJ " As c 1,<oU. p horas, (l~~'-f'\ \. Antônio Oscar Guimarães Lósslo SecrofAri(, ri ,' - Junho de

2 2 GEVID HISTÓRIA ESTRUTURA PROJETOS ESTATíSTICAS I,

3 3 1. História do Núcleo de Combate à Violência Domestica (NVD) e do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Domestica da Capital: o Núcleo de Combate à Violência Doméstica e Familiar da Capital - NVD tem atuação desde a criação do Juizado Central de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, em , pelo Provimento A equipe atual começou ser formada em setembro de 2010 com a designação da Promotora de Justiça Secretária VALERIA DIEZ SCARANCE FERNANDES, seguindo-se a designação das Promotores de Justiça SILVIA CHAKIAN DE TOLEDO SANTOS em 2011 e CLAUDIA CECILIA FEDELI em 2012, desta forma compondo o quadro de três Promotoras de Justiça. As ações foram sendo implantadas gradativamente, conforme se estabelecia o conhecimento acerca da demanda atendida e de suas necessidades. Assim: O atendimento individualizado de vitimas e familiares iniciou-se em outubro de 2010 com a chegada da primeira Assistente Social. O levantamento do perfil das vitimas de abuso sexual infantil intrafamiliar, de casos atendidos pelo Núcleo, foi realizado durante todo o ano de 2011, de forma específica e aprofundada. O Projeto Audiência Magna iniciou-se em junho de 2010 e foram realizadas até o momento 06 audiências, para as quais foram convocadas cerca de 500 mulheres. O Projeto Instruir foi realizado em dezembro de 2010, para cerca de 70 participantes, dentre profissionais que atuam diretamente com mulheres nas Secretarias Municipais de Assistência Social e de Participação e Parceria. Posteriormente o Projeto foi desdobrado em Instruir I (com novo grupo agendado para setembro/12) e Instruir 11 (agendado para novembro/12, para aprofundar o ~ e ",Q D(.' ffflno~~

4 4 destinado aos participantes do Instruir I). A apostila "Instruir" está sendo transformada em uma cartilha, a ser impressa em exemplares. O Projeto Acolher iniciou-se em maio de 2012 envolvendo cerca de 62 mulheres (que registraram boletim de ocorrência a partir de julho/11) e já estão agendados encontros mensais, para os quais são chamadas cerca de 70 mulheres em cada evento, até o final do ano. A cartilha - "MULHER VIRE A pagina" - foi elaborada e impressa em junho de 2011 e está em fase de nova impressão com atualização dos dados e endereços da rede de apoio para as mulheres vítimas de violência doméstica. Há previsão de uma tiragem de cartilhas. O encaminhamento para os grupos de reeducação de agressores existe desde que foram firmados os convênios, no início do funcionamento do Juizado. O Projeto Interior foi iniciado em 2012, realizado um evento na Cidade de São José do Rio Preto em abril de 2012, abrangendo Promotores, advogados, funcionários e técnicos do serviço social da região. O material que integra esse Projeto foi distribuído para Promotores de Justiça Substitutos dos dois últimos concursos, para implementação nas cidades onde trabalharem. As reuniões com órgãos públicos e instituições privadas de atendimento à mulher, como Delegacias de Polfcia, Serviços na área de saúde, assistência psicossocial, bem como a rede de abrigos sigilosos, começaram no início de 2011 e continuam em andamento. Recentemente, pelo Ato Normativo no 736/2012 PGJ-CPJ, de 17 de maio de 2012, foi criado o GRUPO DE ATUAÇÃO ESPECIAL DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA - GEVID, em substituição ao Núcleo de Combate à Violência Domestica. Além do GEVID Central, a Procuradoria Geral criou seis Grupos õ o FI2 Regionais Norte, Sul I e 11, Leste I e 11 e Oeste. 'a <) D.«'S "" "~o ~ fffl. nojl ~ t n./y:, r Assim, há na Capital de São Paulo, os seguintes grupos criados. SSCEP\, ela Procuradoria Geral de Justiça e os respectivos cargos, conforme tabela a seguir.

5 5 GEVID GEVID - CENTRAL Setor Jurídico: 03 Promotores de Justiça 03 Assistentes Jurídicas 02 Estagiários Setor Técnico: 04 assistentes sociais e uma psicóloga GEVID - NUCLEO NORTE (Santana e Nossa Senhora do 6) GEVID - NÚCLEO SUL I (vila Prudente, Jabaquara, Ipiranga) 02 Promotores de Justiça 01 de Assistente Jurídico 02 Promotores de Justiça 01 Assistente Jurídico GEVID - NUCLEO SUL 11 (Santo Amaro e Parelheiros) GEVID - NUCLEO LESTE I (Penha de França e Tatuapé) GEVID - NÚCLEO LESTE Promotores de Justiça 01 Assistente Jurídico 02 Promotores de Justiça 01 Assistente Jurídico 02 Promotores de Justiça 01 Assistente Jurídico GEVID - NUCLEO OESTE (Butantã, Lapa e Pinheiros) 02 Promotores de Justiça 01 Assistente Jurídico 6<:.)v 1'12'0 ~ f; ~ :j{fi.no_~ r- - ~ S~ {PI - ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ ~ >

6 6 2) O enfrentamento à violência As ações do Núcleo de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Capital - NVD e dos atuais GRUPOS DE ENFRENTAMENTO Á VIOLENCIA DOMÉSTICA objetivam resgatar a cidadania da mulher vítima de violência, fazendo com que ela tome posse de seus direitos à dignidade, integridade moral, física e psicológica, patrimônio, saúde, segurança e sexualidade. Além disso, há o compromisso de assegurar a cidadania aos filhos dos lares violentos, que muitas vezes carregam esse deturpado padrão (de agressividade ou de tolerância a ela) para as suas vidas adultas. Por outro lado, as ações também visam fortalecer ou redirecionar a compreensão de agentes públicos quanto ao importante papel que desempenham no enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher. Se a Lei no /06, conhecida como Lei Maria da Penha, deu visibilidade ao sofrimento de milhares de brasileiras vítimas de violência praticadas por seus parceiros, maridos, companheiros e namorados, por outro lado, também colocou luz sobre as dificuldades para sua concretização. Os entraves para enfrentamento à violência doméstica e familiar residem em diversos fatores, dentre eles: a) subnotificação dos casos de violência doméstica; b) atendimento inapropriado das vítimas pelos setores públicos, mal instruídos quanto às causas da violência doméstica; c) retratação das vítimas durante o inquérito ou ação penal; d) padrão comportamental agressivo dos autores da violência, que leva à reiteração e; e) operadores do Direito e agentes públicos imbuídos de valores preconceituosos que referendam a violência praticada pelos agressores. I ã ' t 1:)0 FE:b Para superar essas dificuldades, romper o ciclo da violência, informar a sociedade, fortalecer as vítimas, capacitar técnicos e reeducar os agressores, o Núcleo de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da ~~ no~~ Çapital - NVD, desenvolveu um novo olhar sobre o grave problema da violência -' 1 r~omestica, direcionando seus projetos para uma ATUAÇAO TRIVALENTE: vítima, SSC PI/ I" f

7 7 agressor e sociedade. Nessa linha, foram desenvolvidos e implementados os seguintes projetos: Atuação TRIVALENTE Projetos: Para a vítima: - Projeto Audiência Magna (em parceria com o Poder Judiciário) - Projeto Acolher - Atendimento individual para crimes sexuais - Cartilha "Mulher Vire a Página" Para a sociedade e técnicos: - Projeto Instruir e Cartilha Instruir - Orientação jurídica disseminada - Eventos de conscientização Para o agressor - Encaminhamento a programas de reeducação. - Projeto Dialogando para a Paz (em parceria com Poder Judiciário e Defensoria Pública). 1.

8 8 3) Nossos Projetos: I - atendimento individualizado de vítimas e familiares Desenvolveu-se um trabalho inovador de atendimento individualizado de vítimas de violência doméstica, em especial nos casos de crimes contra a dignidade sexual, em que os Assistentes Sociais que compõem o Setor Técnico do Núcleo realizam atendimentos para identificar as condições de vida das mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, trazendo uma amostragem da realidade em que estão envolvidas e das situações que podem interferir no andamento dos autos. seguintes aspectos: Os atendimentos têm finalidade tríplice e são direcionados aos - constatação dos fatos - necessidade de medidas protetivas - encaminhamento à rede de serviços O atendimento às vítimas e familiares é realizado pelo profissional de Serviço Social, de acordo com o Código de Ética Profissional: em sala privativa, apenas com o profissional responsável, sem outros funcionários na sala. Ao iniciar a entrevista, a Assistente Social explica o objetivo do atendimento e o papel do Ministério Público nesta fase do inquérito, informa aos que irá subsidiar a Promotoria e fará parte dos autos.

9 9 Após a entrevista com a vítima e/ou familiares, a técnica expõe suas observações e conclusões para auxiliar o Promotor de Justiça na convicção sobre a existência dos fatos, bem como verificar se há risco para a vítima e necessidade de medidas protetivas. Por fim, para minimizar os danos causados pelo crime e auxiliar a vítima na retomada de sua vida, há o encaminhamento à Rede de Serviços. Como muitas mulheres não solicitam ou não são orientadas por ocasião do registro de Boletim de Ocorrência sobre seu direito de solicitar medidas protetivas, durante o atendimento individual ou atendimento ao público, são prestadas informações, esclarecimentos e/ou orientações quanto a estas medidas garantidas por lei, indicando, quando necessário, a aplicação das medidas protetivas pertinentes. A necessidade ou não de medida protetiva é registrada em Relatório Social e, de acordo com a situação identificada durante a entrevista, realizase uma avaliação em conjunto com a Promotoria para as devidas providências. Com esta última abordagem, almeja-se a efetivação de direitos da vítima e familiares, como também fornecer subsídios para que a Promotoria de Justiça possa avaliar a efetividade das Políticas Públicas de atendimento à mulher em situação doméstica e familiar, conforme artigo 25, item 11, da Lei Maria da Penha. Por fim, tem também a finalidade de proporcionar condições facilitadoras de acesso à Rede de Serviços especializados de atendimento à violência doméstica e familiar visando à reorganização biopsicossocial - após a violência sofrida -, avaliando-se junto com a família a importância e a necessidade de encaminhamento (s). Após contato com a família, efetua-se um contato via telefone com o Serviço para avaliação e discussão sobre a situação, procedimento que também se adota quando se verifica dificuldades por parte da família em aderir aos Serviços indicados. A inserção de vítimas e familiares na Rede Socioassistencial é fator importante para a superação da violência sofrida e interrupção do Ciclo de Violê ~a, isto só pode se dar de forma exitosa se estiver em funcionamento Políticas 0IiC'1S~(j. J.J FI no 'f). que garantam viabilização de direitos. z~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ ~ '

10 10 Ademais, com base em software especialmente criado para identificar o perfil das vítimas e estupro e agressores sistematiza as informações coletadas nos atendimentos individuais Projeto Audiência Magna A vítima de violência doméstica mantém uma relação de natureza dúplice com o agressor, ora desenvolvendo por ele sentimentos de grande afeto e ora de revolta pelo desrespeito e violência com que é tratada. A fala das vítimas repete-se diariamente no sentido de que, após o registro da ocorrência, o agressor mudou seu comportamento ou "dessa vez, ele aprendeu a lição". Isto se dá porque as próprias vítimas desconhecem sua realidade e muitas vezes acreditam que são responsáveis pelo episódio de violência. O quadro que se repete no ciclo da violência é uma inversão dos papéis, pois o agressor faz com que a vítima se convença de que ela é responsável pelo episódio violento e por isso "mereceu" a violência. No Núcleo há casos de mulheres que foram agredidas ou torturadas até que sofressem efetivo risco de morte, ou até a efetiva morte, sem ofertar infima resistência ao agressor. O processo não quebra o ciclo da violência, pois mesmo que agressor e vitima rompam o relacionamento, o agressor se unirá a uma nova mulher e dará início a um novo ciclo. Também a vítima deve ser orientada para não tolerar a violência, pois não é responsável nem culpada pelo episódio de agressão. A Audiência Magna surgiu com a finalidade de orientar e sensibilizar as mulheres vítimas de violência que optaram por não processar os seus agressores, nos crimes de ação penal pública condicionada, renunciando ao direito de representar. <:P FEõ() ~'?' J.J FI. no (?;. 'f) JAL-.

11 11 o quotidiano demonstrou que essas vítimas, embora atendidas pelo Juízo na audiência do artigo 16 da Lei , muitas vezes estavam iludidas com a mudança temporária de comportamento do agressor coincidente com fase de "lua de mel". Assim, buscou-se uma forma de orientar e sensibilizar as vítimas de violência, fazendo com que tivessem contato com outras mulheres em situação semelhante, tal como acontece em grandes grupos de apoio. o objetivo primordial é conscientizar a vítima quanto à importância da representação, fazer com que as vítimas percebam que somente romperão o ciclo da violência com a ajuda e intervenção do Estado e que o simples registro do Boletim de Ocorrência não tem o efeito de mudar o agressor. Como objetivo secundário, busca-se a conscientização e orientação das mulheres de como devem proceder caso o episódio violento se repita. Cada mulher tem seu tempo para tomar providências, mas se ela souber como funciona o ciclo da violência e como deve agir provavelmente procurará ajuda caso necessite no futuro. A audiência foi estruturada em três partes fundamentais, consistentes em sensibilização, orientação e decisão. Inicialmente, após uma abertura com sensibilização, ocorre a orientação das vítimas pelo Ministério Publico, Defensoria Pública da vítima e setores técnicos do Núcleo e do Poder Judiciário. Após, a decisão de representar ou manter a renúncia é feita formal e individualmente numa sala de audiências, com a presença da Juíza, Ministério Público e Defensoria Pública. Nos momentos finais, as vítimas recebem lanche, material educativo e um brinde providenciado pelo Ministério Público e Poder Judiciário. Na primeira audiência, por exemplo, o brinde era composto de sacola ecológica, chaveiro (simbolismo de ter a chave de casa e poder entrar e sair quando quiser) cartilha do Núcleo e material relacionado à rede de atendimento. finalidade é conhecer os motivos da retratação, a fim de orientar a Ministério Público, Poder Judiciário e políticas públicas de atendimento.

12 12 Importante salientar que o clima da AUDIÊNCIA MAGNA é de acolhimento para que a vítima compreenda que pode mudar sua história e que os órgãos ali presentes estão dispostos a ajudá-ia Projeto Instruir o Projeto INSTRUIR visa contribuir para a formação de profissionais ligados ao atendimento da mulher em situação de violência doméstica com informações jurídicas fundamentais. Trata-se de iniciativa do Núcleo de Combate à Violência Doméstica e Familiar do Estado de São Paulo - Capital para atender ao previsto nos incisos I e V do artigo 8 da Lei (Lei Maria da Penha): Art. 8º A polftica pública que visa coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher far-se-á por meio de um conjunto articulado de ações da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e de ações não-governamentais, tendo por diretrizes: - a integração operacional do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública com as áreas de segurança pública, assistência social, saúde, educação, trabalho e habitação; V - a promoção e a realização de campanhas educativas de prevenção da violência doméstica e familiar contra a mulher, voltadas ao público escolar e à sociedade em geral, e a difusão desta Lei e dos instrumentos de proteção aos direitos humanos das mulheres; É também uma forma de atender às solicitações de profissionais de diversas áreas que necessitavam compreender como se dá e transcorre, na pratica jurídica, a Lei Maria da Penha. o Projeto consiste num evento composto de duas palestras e na entrega de uma apostila, a fim de que órgãos de atendimento à mulher possam orientar fiãbe:!b juridicamente as vítimas de violência. O conteúdo das palestras e da apos' "conhecendo o direito" e "conhecendo a lei Maria da Penha", seguindo-se de llrfta 1 e respostas.

13 13 IV) A cartilha - "Mulher vire a página" A cartilha foi elaborada em parceria com o Núcleo de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher Circunscrição Itapecerica da Serra, a partir de modelo de cartilha do Estado do Mato Grosso do Sul, do Manual de Orientação da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres da Presidência da República e da experiência profissional da equipe do Núcleo. A princípio, foram impressos 8000 exemplares e uma nova impressão de unidades está em andamento. O conteúdo é voltado para as mulheres e aborda os aspectos ligados às dificuldades enfrentadas para romper um relacionamento, à compreensão das fases do 'Ciclo de violência doméstica'; os sinais que tornam possível antecipar um relacionamento que resultará em violência doméstica; a reprodução da violência de geração para geração; os mitos e a cumplicidade da sociedade frente à situação de agressão da mulher; a Lei Maria da Penha e os direitos que ela garante e os principais endereços onde encontrar ajuda, na cidade de São Paulo.,. Maria da Penha para a vítima 5) Projeto Acolher: - Explicando o processo judicial e a Lei a - justificativa A promulgação da Lei /06, amplamente conhecida por Lei Maria da Penha representa um marco histórico e introduz avanços significativos no enfrentamento à violência contra a mulher. A partir dela, ficam assegurados serviços especializados no atendimento a este público, como: Delegacias, Juizados, Centros de I l Não obstante, no decorrer da atuação no Setor Técnico de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher no Ministério Público de São Paulo, as profissionais identificaram a necessidade de atuar de modo a modificar

14 14 uma realidade marcada pelo alto número de mulheres que se retratavam após registrar o Boletim de Ocorrência e o baixo Indice de responsabilização dos agressores. Uma realidade confirmada por dados estatísticos apresentados pelo Conselho Nacional de Justiça (<http://www2.camara.gov.br/agencia/noticiasidireito-e JUSTICA/ MUTIROES-NOS-ESTADOS-COMPROVAM-EFE ITOS-DA-LEI-MARIA-DA-PENHA.html» o nd e, no período compreendido entre 2006 e 2010, foram gerados processos envolvendo a Lei Maria da Penha, sendo que destes, apenas 1/3 resultaram em decisão judicial, o que leva a refletir sobre o que aconteceu com os outros 2/3 dos procedimentos iniciados. É pertinente destacar que a construção da Audiência Magna foi um dos desdobramentos da preocupação com os baixos índices de punibilidade dos agressores, e da necessidade de ressaltar para as vítimas, a importância em manter a representação do caso. Assim, durante o ano de 2011, por meio dos atendimentos individuais e dos grupos de discussão realizados durante as Audiências Magnas, foi possível estar em contato com as mulheres vítimas de violência doméstica e ouvir o que pensavam sobre sua relação com o Sistema Judiciário. Embora as avaliações sobre o evento fossem positivas, sobretudo pela oportunidade que tinham de conversar com outras vítimas e receber informações de profissionais do Ministério Público, Tribunal de Justiça e Defensoria Pública, ouviase com frequência frases como: "(...) eu gostaria de ter sabido isso há dois anos atrás (...)';." (...) se tivessem me falado isso quando eu registrei o 80, tinha sido diferente (...)"; assim, foi posslvel identificar que: I. A demora no trâmite dos autos e de uma ação protetora mais iminente por parte da Justiça, fazia com que as mulheres "fugissem" dos agressores, mudando de cidade ou de endereço várias vezes, o que terminava por dificultar sua localização para ser ouvida. <.:;0 FEõO ;;:'?' ~, ~FI. n' I,. '/J.J..::J- r ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~S~S=C=E~~I~~ 'p

15 15 Esta demora também fazia com que a disposição da mulher para processar o agressor sofresse modificação em razão das mudanças ocorridas em sua vida desde os fatos: separação; reconstrução do relacionamento; novo casamento; morte do agressor; afastamento do agressor a partir de ameaças da comunidade e outros. Nos casos em que persistia a situação de violência, esta havia se cronificado e a mulher, ainda mais fragilizada, não acreditava na efetividade de uma Justiça tão tardia e morosa. Esta realidade demonstrou que a ação do Ministério Público nos casos de violência doméstica contra a mulher precisa ser antecipada para que as vítimas tenham acesso à orientação, proteção e assistência logo no início do inquérito. De modo que estas mulheres, empoderadas de cidadania e direitos, possam colaborar de maneira mais incisiva no andamento dos autos, na medida em que se sintam fortalecidas e em segurança para vivenciar cada fase da investigação e do processo judicial. Além das orientações jurídica e social prestadas por este Núcleo, é imperiosa a aproximação entre as vítimas e a Rede de Serviços Socioassistenciais, de forma a favorecer o atendimento adequado às diversas demandas que surgem em virtude das mudanças acarretadas pela denúncia e enfrentamento a violência doméstica vivenciada. b - objetivo Informar às mulheres que registraram Boletim de Ocorrência por violência doméstica, o conteúdo da Lei Maria da Penha, explicando os direitos que esta lei lhes prevê e a tramitação da investigação e processo. i ~i D.!, i c - público alvo Mulheres, com idade igualou superior a 14 anos, vítimas de violência doméstica, que registraram Boletim de Ocorrência a partir do mês de julho de ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ ~

16 e cujo inquérito deu entrada no Núcleo a partir do mês de abril de 2012, independentemente de terem representado ou não. Aqui se considera por violência doméstica contra a mulher aquela disposta no inciso 111 e Parágrafo Único, do artigo 5, da Lei : "Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial: em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida, independentemente de coabitação. Parágrafo único. As relações pessoais enunciadas neste artigo independem de orientação sexual". d - metodologia As mulheres são convidadas a participar de uma palestra expositiva e dialogada de uma hora e meia, proferida pelas Promotoras de Justiça do Núcleo e profissionais do Núcleo de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Ministério Público de São Paulo; bem como assistem a vídeos sobre violência. A violência doméstica é abordada como uma questão de violência de gênero, alimentada e ocultada por uma sociedade que ainda é patriarcal e machista. o sofrimento individual gerado pela violência doméstica é sempre vinculado à condição social e coletiva das vítimas e agressores. É fornecida a Cartilha "Mulher Vire a Página", elaborad r~ts 'b. c:w'o I. profissionais do referido Núcleo e outros encartes de serviços governamenta 61. fl"ãd7 ' governamentais com endereços onde possam buscar auxílio. De modo geral, a orientação tem por objetivo a vinculação das mulheres vítimas de violência doméstica aos Serviços da Rede Socioassistencial, bem como a compreensão a respeito do ciclo da violência doméstica e seus efeitos. Todavia, em casos específicos e, em se julgando necessário, são fornecidos alguns encaminhamentos no dia da palestra.

17 17 Ao final das atividades, é realizada uma avaliação por parte das mulheres na qual, entre outros, podem sugerir ações e temas que julgarem importantes. VI) Projeto Interior o Projeto INTERIOR visa implementar e tornar efetiva a Lei Maria da Penha nas Comarcas mais distantes da Capital, com uma formulação adaptável às peculiaridades de cada localidade. Em suma, as polfticas de enfrentamento à violência doméstica e familiar devem ter por meta principal o rompimento do ciclo da violência e o atendimento às pessoas envolvidas nesse ciclo. Este projeto consiste em proferir palestras e fornecer material de apoio aos Promotores de Justiça, como forma de sensibilização e orientação quanto às peculiaridades da violência doméstica. e Projeto Dialogando para a Paz 7) Encaminhamento para grupo de reeducação de agressores

18 18 4. Estatísticas des prejetes I) Númere de pesseas atendidas ANO de 2011 ATIVIDADE Prejeto Audiência Magna Prejete Instruir : Visitas Institucionais I',,"'"," ", > Atendimente individual de vítimas 'Traba.lhoem parceria com eutres Órg~ós:.. Númere de pesseas Disttibviçãode... material. informativo para0. PÚPlicod(j... r{)rurtl.. Observações... 04éJudiênçias... A.s$óêiação dé Pais e Mães dotribuna.lde Justiçade.SP (.18/05/t1) EnfrentameYl.tod9 abus(jsexvàlinfantil.. ANO de 2012 (até junhe de 2012) ATIVIDADE. pr9j~to AudiênclalllÍagna Númere de pesseas '133* Obs: 03 audiências 1 J Visitas Institucienais.. PrÇ>JetoAcÇ>lhér 1J105e '21/06/12 Atendimente individual de vítimas. Trabalhe em parceria com Ç>utrÇ>s Órgãos:.. Meniteria para Premeteres Substitutos 07/05/12 e 14/05/ Abrigos - ainda faltam 3 abrigo~ para mulheres C6rífEü:irtabelaàbaixo.. CRAVI- Cel1trodeReferênêia eapoloilvítimê;l; Associê;lÇãO. de Pais e Mães do Tribunal de Justiça desp Dia 07= 38 participante 0Ó FE:;b Dia 14 = 34 participa ~<g rh ~. JJFI. n LL- 1). : I

19 19 * Audiência Magna de 2012 Ordem Data N de participantes 08/02/ /04/ /1246 **Projeto Acolher 2012 Atividade. Estudo de Inquérito... Mulheres Convidadas Abril 74 '. 66 '. 75 Maio Junho ' Total 265 '.' 215'... ". '. Mulheres atendidas em grupo Mulheres atendidas individualmente 5 2 Deste total, 29 mulheres nao - foram localizadas por mudança de endereço REEDUCAÇÃO DOS AGRESSORES Previsão de vagas para o CURSO DE REEDUCAÇÃO FAMILIAR destinado aos agressores Instituição ACademia de Policia Coletivo Feminista Vagas para 2 semestre Vagas para o para 1 de 2012 semestre de 2013 >'40'

20 20 GEVID PROPOSTAS PARA A EFETIVA IMPLEMENTAÇÃO DA LEI MARIA DA PENHA

21 21 I) Atendimento especializado e estruturação das Delegacias de Defesa da Mulher (DOM) - criação de Delegacias de Defesa da Mulher nos Municípios onde ainda não existem, como Itaquaquecetuba e Suzano. - estruturar as Delegacias de Defesa da Mulher, designando mais funcionários e instituindo o funcionamento de todas as Delegacias nos finais de semana. - capacitação dos funcionários - prestação de informações adequadas às vítimas no primeiro atendimento. - designar um psicológico ou assistente social para o primeiro atendimento. - após o registro do Boletim de Ocorrência, a autoridade policial deveria fornecer material sobre a rede de atendimento. 11) Medidas protetivas: Há pedidos que são indeferidos por não estarem suficientemente instruídos. Assim, sugere-se: - o encaminhamento de pedidos de medidas protetivas pelas Delegacias de Polícia mais fundamentados, instruídos com: a) boletins de ocorrência anteriores, registrados pela vítima ou outras mulheres, bem como indicativos de periculosidade. das lesões) Outrossim, muitas vezes os agressores não são prontamente intimados das medidas protetivas deferidas. Para se agilizar o cumprimento das medidas, sugere-se a

22 22 designação de um Oficial de Justiça para as Varas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. 111) Abrigos: Atualmente em São Paulo há - 05 abrigos conveniados - 01 abrigo do Estado - 01 abrigo da Prefeitura Em visitas, foram constatadas deficiências dos abrigos, sugerindo-se: - maior fiscalização e criação de política uniformizada de atendimento. - há vítimas que são abrigadas e o juízo não é comunicado, figurando estas vítimas como "desaparecidas". Assim, sugere-se centralizar as informações de abrigamento em um único órgão. - MATRIcULA SEGURA - não há sigilo da escola onde estudam os filhos de mulheres abrigadas. É possível identificar o local onde estudam consultando as redes de ensino. - criação de uma política de desabrigamento e celeridade no deferimento de auxilio aluguel. IV. Eficiência na aplicação da lei Criticas: - as penas são muito leves - há sensação de impunidade - há dificuldade de se decretar ou manter a prisão preventiva, por tempo superior àquele que corresponderia a pena. ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ "

23 23 Sugestões: a) Elevação das penas mínimas - elevação das penas mínimas dos delitos. Há no nosso País a "cultura da pena mínima", pois os Juízes raramente fixam penas acima do mínimo legalmente previsto. Como reflexos, tem-se que o réu não pode ficar preso preventivamente por mais tempo do que aquele que corresponderia a eventual condenação (um mês, por exemplo, para ameaça). A tftulo ilustrativo, são previstas as seguintes penas para as infrações: - vias de fato (art. 21 LCP): 15 dias a 03 meses de prisão simples. - ameaça (art. 147 CP): 01 a 06 meses de detenção - lesão (art. 129, par. 9 ): 03 meses a 03 anos de detenção - injúria: 01 a 06 meses de detenção - difamação: 03 meses a 01 ano de detenção - calunia: 06 meses a 02 anos de detenção. b) alteração do tipo de ação penal, para os crimes de violência doméstica. - ameaça é de ação penal pública condicionada. Sugestão de que, quando for praticada com ameaça de arma de fogo ou arma branca, ou no mesmo contexto da lesão corporal, seja de AÇÃO PENAL PÚBLICA INCONDICIONADA. - crimes contra a honra: ação penal pública condicionada - crime de lesão corporal GRAVE, quando a vítima é obrigada a se submeter a inferior a 30 dias.

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