JOSÉ ADELMO DOS SANTOS

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1 JOSÉ ADELMO DOS SANTOS SISTEMA AGROECOLÓGICO DE PRODUÇÃO E CONSERVAÇÃO DE FORRAGENS NA AGRICULTURA FAMILIAR - A EXPERIÊNCIA DO SERTÃO DO PAJEÚ PERNAMBUCO. Trabalho de Conclusão apresentado ao Departamento de Ciências do Solo da Universidade Federal de Lavras, como parte das exigências do curso de Pós- Graduação Lato Sensu em Gestão e Manejo Ambiental em Sistemas Agrícolas, para a obtenção do título de Especialista em Gestão Ambiental. Prof. Orientador Dr. Gabriel José de Carvalho LAVRAS - MG 2008

2 JOSÉ ADELMO DOS SANTOS SISTEMA AGROECOLÓGICO DE PRODUÇÃO E CONSERVAÇÃO DE FORRAGENS NA AGRICULTURA FAMILIAR - A EXPERIÊNCIA DO SERTÃO DO PAJEÚ PERNAMBUCO. Monografia apresentada ao Departamento de Ciências do Solo da Universidade Federal de Lavras, como parte das exigências do curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Gestão e Manejo Ambiental em Sistemas Agrícolas, para a obtenção do título de Especialista em Gestão Ambiental. APROVADA em de de. Prof. Orientador Dr. Gabriel José de Carvalho UFLA LAVRAS MINAS GERAIS BRASIL 1

3 AGRADECIMENTOS À Deus, Criador, Onipotente, Onipresente e Oniciente, pelo dom de viver e pela graça e fortaleza dispensada na minha vida. Aos meus pais, Luiz Cipriano dos Santos (in memoriam) e Antonia Pereira dos Santos, pela minha existência e oportunidade de poder estudar e me fazer vitorioso e feliz. À minha família, pelo apoio e compreensão para a concretização desse projeto. A amiga, Maria Sarah Cordeiro Vidal, Sara, pela força dispensada na realização deste curso de pós-graduação. Ao Projeto Dom Helder Camara, pelo espaço de aprendizagem, oportunizado antes e durante a realização desse curso. 2

4 A filosofia antiga que predominava era aquela de molhar o Nordeste. Modificar o ambiente para o homem se adaptar a ele. A história, a vida, os trabalhos, os estudos mostraram que é preciso preparar o homem para ele bem se adaptar aquela região como ela é e fazer ali uma civilização com as cores do ambiente. (Guimarães Duque) 3

5 SUMÁRIO LISTA DE ILUSTRAÇÕES... 5 LISTA DE FIGURAS... 6 LISTA DE TABELA INTRODUÇÃO REVISÃO DE LITERATURA O Projeto Dom Helder Câmara Conservação de Forragens Silo Anel O Semi-árido brasileiro Manejo alimentar dos rebanhos no Sertão do Pajeú A Caatinga Forrageiras utilizadas para ensilagem e fenação Manejo sustentável da caatinga METODOLOGIA Caracterização da microrregião do Sertão do Pajeú Assessoria técnica e gestão social Abordagem dos aspectos físicos e técnicos para implantação dos sistemas de produção e conservação de forragens Principais orientações técnicas para construção e enchimento do silo anel CONSIDERAÇÕES GERAIS Implantação dos sistemas de produção e conservação de forragens: obstáculos e medidas de superação O calendário agrícola Participação dos agricultores/as Análise dos impactos ambientais CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANEXOS

6 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Foto 10 : Paisagem da caatinga período de estiagem Foto 11 : Paisagem da caatinga período chuvoso

7 LISTA DE FIGURAS Mapa da microrregião do Sertão do Pajeú Pernambuco

8 LISTA DE TABELA Tabela 1: Composição química e valor nutritivo da silagem de sorgo e milho Tabela 2: Participação da pecuária do Nordeste na produção nacional (em %) Tabela 3 : Relação de material para construção de 1 silo anel

9 1. INTRODUÇÃO No Semi-árido, a criação de pequenos animais, sobretudo caprinos e ovinos consiste em uma das principais alternativas de geração de renda para a agricultura familiar, dentro de um sistema produtivo diversificado, na opinião de Ribeiro (2007), a caprino-ovinocultura responde em grande parte pela sobrevivência das famílias sertanejas, em futuro próximo será uma atividade empresarial de largo alcance social para o sertanejo e de grande rentabilidade financeira. A alimentação dos animais nos períodos de estiagem e principalmente de secas prolongadas é um dos principais problemas enfrentados pelos agricultores familiares dessa região. Como proposta de convivência com o semi-árido, destaca-se a produção e conservação de forragens para os animais nos períodos de estiagem. Esta estratégia consiste no cultivo de plantas forrageiras, com culturas adaptadas às condições climáticas da região, o aproveitamento da caatinga através do manejo sustentado e a produção e conservação de silagem, armazenada em silo tipo anel. A escassez de alimentos para os rebanhos nos períodos de seca torna-se o principal entrave para os pequenos criadores, caracterizados como agricultores familiares. A ensilagem é uma técnica de conservação de forragens que ocorre por meio de fermentação anaeróbica, após o seu corte, picagem, compactação e vedação em silos. Considerada uma das práticas mais consistentes de conservação de forragens para alimentação dos animais nos períodos de estiagem no semi-árido brasileiro. Para armazenamento de forragem no semi-árido existem várias opções, dentre elas as que mais se destacam são: o silo trincheira (escavado na terra); o silo de superfície (coberto com plástico e terra ou tipo cincho); os tambores de metal (fechados com tampa de metal ou de plástico); os sacos ou tubos plásticos (Banco do Nordeste, 2002). Todas essas tecnologias são bastante utilizadas pelos produtores da região, todavia, o silo anel apresenta algumas vantagens para os pequenos criadores, quais sejam: O baixo custo de implantação; sem custos de manutenção nos primeiros anos; a fácil assimilação e apropriação pelos agricultores; e, o baixo percentual de perda do material ensilado, em torno de 2%, quando produzida corretamente, a silagem praticamente não perde os nutrientes. O projeto tem como objetivo geral sistematizar a experiência de produção e conservação de forragens com agricultores familiares de 70 comunidades e assentamentos rurais do Sertão do Pajeú, Estado de Pernambuco. Desta forma, pretende-se abordar sobre a avaliação técnica e metodológica, a análise do processo de implementação do projeto considerando os entraves e as de superações encontradas pelos agricultores e os demais sujeitos envolvidos. 8

10 2. REVISÃO DE LITERATURA O Projeto Dom Helder Câmara Este trabalho faz uma abordagem da experiência do Projeto Dom Helder Câmara (PDHC) na produção e conservação de forragens para alimentação dos rebanhos de pequenos criadores de assentamentos rurais e comunidades de agricultura familiar do semi-árido nordestino, tendo como base de dados a experiência em 70 comunidades e assentamentos do Sertão do Pajeú, estado de Pernambuco, que atendeu diretamente famílias beneficiárias do projeto. O PDHC desenvolve um programa de ações referenciais para o desenvolvimento sustentável do semi-árido, buscando investir no ser humano na perspectiva de garantir a segurança alimentar e hídrica, melhoria da renda, o empoderamento de agricultores familiares na formulação, implementação e controle social de políticas públicas. Dentro desse contexto o PDHC tomou a iniciativa de apoiar o desenvolvimento de um projeto territorial de produção e conservação de forragens para os animais nos períodos de estiagem. A proposta partiu de iniciativas locais de forragicultura desenvolvidas por agricultores experimentadores e organizações não governamentais parceiras de assistência técnica nas comunidades rurais e assentamentos de reforma agrária da região Conservação de Forragens A produção e conservação de forragem para os animais nos períodos de estiagem e principalmente de secas prolongadas - um problema histórico enfrentado pelos produtores do semi-árido - tem apresentado um grande impacto na melhoria e reprodução dos rebanhos caprinos e ovinos, que, juntamente com a prestação de assistência técnica aos agricultores e agricultoras familiares no manejo sanitário, reprodutivo e nutricional, são estratégias do PDHC para a sustentabilidade econômica, social e ambiental de comunidades e assentamentos rurais em que atua. Todavia, para as condições do Semi-árido, as forrageiras mais indicadas para o processo de ensilagem são o sorgo, o milho, capim elefante e cana forrageira, segundo Silva & Brito (s/d) para as condições do Semi-árido sob cultivo de sequeiro (dependente de chuva) a cultura testada e aprovada por resultados de pesquisa são as cultivares de sorgo forrageiro. A tecnologia da ensilagem é necessária para atender as necessidades básicas de alimentação dos animais nos períodos de estiagem. Os resultados das unidades demonstrativas de produção e conservação 9

11 de silagem desenvolvidas pelo PDHC no Sertão do Pajeú, em 2005, proporcionaram melhoria dos pequenos rebanhos em relação aos mesmos períodos de estiagem de anos anteriores, mantendo a reprodução e evitando o descarte de animais por falta de alimento, prática ainda muito comum dentro do manejo tradicional entre os agricultores da região Silo Anel A capacidade de um silo anel é de 1,2 toneladas de silagem, o material utilizado é composto por gramíneas (milho, sorgo, capim elefante e cana forrageira); espécies leguminosas (leucena, guandú e gliricídia) e ainda a maniçoba. Estas culturas apresentam alto valor nutritivo e protéico, consideradas fundamentais na composição nutricional da alimentação dos animais. A forragicultura é uma das estratégias mais importantes para o enfrentamento da problemática da seca no Semi-árido. Para tanto, optou-se pela utilização do silo anel por se tratar de uma tecnologia alternativa para armazenamento e conservação de silagem, de baixo custo e de fácil assimilação pelas famílias agricultoras. O sistema de produção proposto conta ainda com o cultivo de plantas forrageiras resistentes, a exemplo do sorgo granífero, gliricídia, leucena, guandu, cana forrageira e capim elefante, cultivados em sistema de consórcio, além do aproveitamento das plantas nativas da caatinga, utilizando técnicas de manejo sustentado que garantem a reserva de alimentos para os animais nos períodos de escassez O Semi-árido brasileiro A Região Nordeste ocupa 18,27% do território brasileiro, com uma área de ,8 km². Deste total, ,3 km² situam-se no Polígono das Secas, delimitado em 1936, através da Lei 175, e revisado em O Polígono abrange oito estados nordestinos (o Maranhão é o único estado nordestino fora do Polígono das Secas), além da área de atuação da ADENE em Minas Gerais, com ,9 km², e compreende as áreas sujeitas repetidamente aos efeitos das secas. Já o Semi-árido ocupa ,9 km² de área no Nordeste e outros ,4 Km² em Minas Gerais e caracteriza-se por apresentar reservas insuficientes de água em seus mananciais, (IBGE 1980) Em 1980, o censo do IBGE apontou uma distribuição eqüitativa da população do Nordeste, em que 50,46% viviam na zona urbana e 49,54%, na rural. No entanto, entre 1980 e 1991, houve uma redução na população rural, que emigrou para as grandes cidades, devido às secas ocorridas neste período. De acordo com o censo de 1991, 60,35% dos nordestinos estavam nas áreas urbanas e 39,35% permaneciam 10

12 no interior. De acordo com o IBGE, em 1996, mais de 27 milhões de pessoas moravam na Região do Polígono das Secas e mais de 18 milhões, no Semi-árido. Em 1989, a área do Polígono das Secas, correspondia a 64,4% da área de jurisdição da SUDENE ( ,70 km²), elevando-se sua participação na superfície do Nordeste, em 1936 de 43,2% para 64,4%, em Essas mudanças ocorridas na área limítrofe do Semi-árido brasileiro ao longo de décadas têm possibilitado a ampliação do território na perspectiva de atendimento dessa população com políticas públicas que possam diminuir os índices de pobreza na região. Com a instituição em 1989 do Fundo Constitucional do Nordeste - FNE, o espaço de ocorrência de secas no Nordeste passou a ser denominado de Região Semi-árida do FNE, de acordo com a Lei nº 7.827, de 27/09/89. A Região Semi-árida do FNE abrange porções variáveis dos Estados situados na área de jurisdição da SUDENE, integrada pelo Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe e Bahia, e Norte de Minas Gerais. Sua delimitação depende de um único critério: a precipitação pluviométrica municipal inferior a 800 mm. Sua superfície total é de km², integrada em 2000 por municípios (Carvalho, 2001). Ainda sobre a dimensão territorial do Semi-árido, Ribeiro (2007), afirma que o semi-árido brasileiro é uma vasta região, que corresponde a uma área igual a seis estados do Sul e Sudeste do país (Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro) que totalizam km². Estudos indicam que o fenômeno das secas remonta há milhares de anos, antes mesmo da ocupação humana no Nordeste brasileiro, Sudene 1990 (APUD Santana, 2007). De acordo com dados da Coordenação de Defesa Civil da extinta Sudene, a ocorrência de secas na região se verifica desde antes da chegada dos europeus ao continente. Alguns vestígios de barragens foram encontradas em rios do Estado do Ceará, o que, segundo relato do historiador Pompeu Sobrinho (s/d), mostra que o homem nativo do Nordeste já utilizava pedras para represar a água dos rios. As causas das secas têm proporção planetária e são influenciadas por diversos fatores, dentre os quais vale destacar: diferença de temperatura superficial das águas do Atlântico Norte, que são mais quentes, e do Sul, frias; deslocamento da Zona de convergência intertropical para o Hemisfério Norte, em épocas previstas para permanência no Sul; e o aparecimento do fenômeno conhecido como El Niño, caracterizado pelo aumento da temperatura no Oceano Pacífico Equatorial Leste. A topografia acidentada do Nordeste e alta refletividade da crosta são os principais fatores locais inibidores da produção de chuvas, Sudene 1990 (APUD Santana, 2007). O Nordeste do Brasil é talvez a região do país sobre a qual mais se escreveu até hoje. Ao longo da história, a região tem sido tratada como uma questão a ser resolvida a questão Nordeste, ganhando o 11

13 estigma de região problema, já que guarda em seu conjunto os piores índices de desenvolvimento econômico e social do país. Ao lado disso, a região possui características naturais singulares no Brasil, tendo em boa parte de seu território a ocorrência do clima semi-árido, Adene 2000 (APUD Santana, 2007). Característica natural deste clima, a seca compõe o principal elemento do imaginário regional veiculado e difundido nacionalmente através dos meios de comunicação e da bibliografia acadêmica. Nestes trabalhos, além da ligação forte entre a sociedade e a natureza, na maior parte deles, a natureza é trabalhada discursivamente como a causa principal do atraso regional. A seca, bem como a escassez de água no Sertão, são apontadas, na maioria dos discursos, como as grandes responsáveis pela miséria que atinge a região. Segundo Castro (1994,1996), que discorda dessas afirmativas, o clima árido da Califórnia ou de Israel não lançou suas populações em um estado de miséria. A existência de populações miseráveis ou ricas em diferentes regiões semi-áridas do globo aponta para os diferentes padrões de ocupação ao longo da história como a principal razão dos desníveis regionais existentes no Semi-árido. Essa associação entre clima e pobreza revela um tratamento determinista da questão que contamina, mesmo que inconscientemente, boa parte da produção intelectual e cultural sobre a região. Ainda permeando esse argumento, do ponto de vista do discurso regional, pode-se falar na existência de um determinismo geográfico nordestino, que acompanha até hoje o imaginário da região, apesar de teorias deterministas há muito serem rechaçadas por grande parte dos geógrafos. Dentro da perspectiva político e social sobre o Semi-árido, alguns autores, em especial Carvalho (1988) e Castro (1996), mostram que a permanência desse discurso está ligada às estratégias da elite regional conservadora para conseguir maior participação na divisão das verbas federais. Tal fato evidencia a importância da interpretação do discurso, na medida em que este é um forte instrumento de legitimação da atuação dos diferentes grupos sobre o espaço Manejo alimentar dos rebanhos no Sertão do Pajeú Os sistemas tradicionais de produção pecuária usam práticas que dispensam o uso de tecnologias. Desta forma, durante a época das chuvas a caatinga produz alimentos que servem para todos os animais, que se alimentam exclusivamente dessa vegetação. A partir da escassez da oferta de alimentos pela caatinga, os produtores passam a oferecer ao rebanho uma suplementação volumosa, formada a base de restos de cultura e/ou forrageiras plantadas. Considerando que os animais bovinos detêm maior importância para os criadores, estes recebem primeiro a suplementação, seguido dos ovinos. Os caprinos por serem animais mais resistentes e adaptados ao clima semi-árido passam a receber suplementação alimentar quando a vegetação da caatinga se encontra em situação crítica (EMBRAPA, 2006). 12

14 Segundo Silva, V.M. & Brito, J.; (s/d.), quando essa suplementação é insuficiente, cactáceas e/ou outras forrageiras resistentes à seca, presentes na caatinga são fornecidas aos animais. Quando também essas se tornam insuficientes, vendem parte dos animais para comprar alimentos para os restantes. Se tudo isso falhava, resta a todos os animais encontrarem na caatinga seus alimentos. Ressalta-se que deve ser considerado que existem disponibilidades de pastagens e sistemas de alimentação diferentes entre os microclimas da região. Tem-se constatado também, de acordo com os mesmos autores que a escassez de alimentos para os animais nos períodos de estiagem tem se agravado com a dizimação da cultura da palma forrageira, a mais importante forrageira utilizada nas secas mais prolongadas. Na tentativa de substituição da palma, o plantio do capim buffel e outros monocultivos têm trazido impactos ambientais, pois o sistema permite o desmatamento da caatinga, e como conseqüência a degradação do solo, contribuindo para processos mais acentuados de desertificação A Caatinga O bioma da caatinga possui suas características próprias, Silva, V.M. & Brito, J.; (s/d.) afirmam em seus estudos que a vegetação nativa do semi-árido nordestino é predominantemente de caatinga em suas várias fases (capoeira fina, capoeira grossa, caatinga aberta, caatinga fechada, etc). Essas são fases sucessionais crescente até o atingimento do clímax. O aproveitamento da caatinga está relacionado com essas fases, como também com as condições locais (tipos de solo, se planos ou montanhosos, distância de áreas urbanas, de pólos comerciais, etc). É necessário se pensar no uso racional da vegetação nativa, ou seja, na exploração de estacas, mourões, madeira de lei, essências medicinais, alimentícias, produção de mel de abelha, atividade pastoril etc., o que pode ser feito ao mesmo tempo (uso múltiplo), porém em base conservacionista visando-se o equilíbrio ambiental. A vegetação nativa ocupa ou corresponde a toda uma região. A caatinga é bastante rica em relação ao pasto nativo. As plantas rasteiras, as herbáceas e as arbustivas, plantas de médio porte formam uma grande diversidade que compõem a alimentação dos animais. Sendo a criação e produção dessa pastagem nativa condicionada ao período chuvoso, que varia entre 3 e 4 meses ao ano, o restante do ano é de escassez, (Silva, V.M. & Brito, J.; s/d.) Forrageiras utilizadas para ensilagem e fenação 13

15 A escassez de forragem nos períodos de estiagem, aliada ao baixo valor nutritivo das forrageiras, tem provocado entre outros fatores, baixos índices de produtividade na nossa pecuária. Como em vários países, a utilização de técnicas de conservação de forragem como a fenação e a ensilagem, no Semi-árido brasileiro apresentam condições favoráveis, tendo em vista a produção da biomassa da caatinga no período chuvoso, (Silva, V.M. & Brito, J.; s/d.). Para superação do problema climático, a alternativa que muitos agricultores do Semi-árido desenvolvem é a fenação. Uma técnica fácil que implica na secagem da planta forrageira e armazenada em forma de feno. As plantas mais conhecidas e utilizadas pelos agricultores da região são gitirana, feijãozinho, erva de orelha, capim mimoso, capim buffel, mororó, feijão bravo, moleque duro, quebrafaca, catingueira, maniçoba, entre outras. Ainda segundo os mesmos autores, a fenação das espécies lenhosas é um pouco diferente da fenação de capins e outras ervas. O material distribuído dentro da vegetação nativa poderá ser colhido conjuntamente, ou seja, catingueira com feijão bravo, com maniçoba etc. O material selecionado (talos finos e folhas) poderá ser triturado em máquina forrageira e depois depositado sobre lona exposta ao sol para eliminação da umidade, até atingir o ponto de feno, quando será guardado em sacos ou a granel em armazém ou galpão. O processo de fenação poderá melhorar o consumo de muitas plantas, como nos casos do mata pasto liso e do capim amargoso (fenado naturalmente), e também, eliminar princípios tóxicos, no caso da maniçoba. As gramíneas buffel e capim corrente, bem como as leguminosas leucena, orelha de onça e a euforbiácea maniçoba, encontrada em grande quantidade na caatinga, são utilizadas na confecção de feno para alimentação animal, (Silva, 2007). Para a técnica de ensilagem, algumas plantas forrageiras como o sorgo, milho e capim elefante entre outras, vêm sendo largamente utilizadas na produção de silagem. O milho e o sorgo têm sido apresentados como as espécies mais adaptadas ao processo de ensilagem pelas facilidades de cultivo, alto rendimento e pela qualidade da silagem produzida. A ensilagem é o processo de armazenamento da forragem verde em silos, para ser utilizada no período seco, quando ocorre escassez de forragens naturais. A silagem é o resultado do processo de ensilagem após as mudanças sofridas pela forragem por meio da fermentação, na ausência de oxigênio. Ainda segundo o autor, as forrageiras mais indicadas para ensilagem são milho, sorgo, capim, elefante, entre outras. O milho e o sorgo são de uma maneira geral as gramíneas mais indicadas para ensilagem, por apresentarem quantidades satisfatórias de açúcares e uma alta produção de massa verde por hectare. Considerando as condições climáticas do Semi-árido, sob o cultivo de sequeiro, o sorgo apresenta maior resistência e produtividade que as demais culturas. A partir de suas características e composição bromatológica, o sorgo (Sorghum bicolor) é uma forrageira bastante conhecida na região, que se destaca pela sua capacidade de reduzir a atividade 14

16 vegetativa em condições desfavoráveis, sendo utilizada, principalmente, na forma de silagem. Algumas vantagens do sorgo valem ser destacadas, como maior resistência à seca; menor exigência quanto ao solo; produz mais do que o milho em regiões secas; produz tanto quanto o milho em regiões úmidas; produz mais massa verde; possui sistema radicular mais desenvolvido; folhas apresentam-se cobertas de cera; quando submetido a estresse hídrico é capaz de reduzir a atividade vegetativa, entrando em latência, e voltando ao normal quando cessa o estresse, (Silva, 2007). A silagem do sorgo é equivalente a do milho, (Tabela 1). O ponto ideal pra colheita está entre 90 e 110 dias após o plantio com grãos no estagio pastoso farináceo (apertando não sai leite). Para conservar bem o valor da silagem é preciso fechar e compactar bem o material no silo, permitindo assim a fermentação da planta pela ação das bactérias anaeróbicas. Na Tabela 1, estão apresentadas a composição química e o valor nutritivo da silagem produzida com o sorgo e o milho. Tabela 1: Valor Nutritivo das Silagens de Sorgo e Milho (%) Item Silagem de Sorgo Silagem de Milho MS 37,60 35,63 PB 5,50 6,50 FB 25,80 22,30 DIVMS 68,00 72,00 Ca 0,43 0,36 P 0,12 0,22 K 1,18 1,57 Fonte: (Silva, 2007) O Guandu ou Andu (Cajanus cajan (L.) outra espécie importante, apresenta habilidade para produzir em solos com "déficit" hídrico. Na alimentação animal, o guandu oferece diversas opções, podendo ser utilizado como forragem verde, feno, em pastagem consorciada no pastejo direto ou ainda como componente na produção de silagem, Silva & Brito (s/d). A gliricídia (Gliricidia sepium) é uma planta originária da América Central, resistente à seca. Quando o diâmetro do seu caule é bem desenvolvido, apresenta o cerne preto, daí o nome na Nicarágua ser madero negro. Esta madeira é incrustada por uma espécie de cera que a torna extremamente resistente como estaca, mesmo sendo enterrado em lugares encharcados, dura um tempo incalculável. 15

17 Quando verde não é apetecida pelos animais, entretanto quando fenada é aceita sem resistências. Suas folhas têm um aroma desagradável, tornando-a um verdadeiro repelente para insetos, notadamente a mosca branca. É possível que venha a ser matéria prima para repelentes de uso agrícola e doméstico, Silva & Brito (s/d). O Capim elefante (Pennisetum purpureum) é uma gramínea que possui potencial produtivo e valor nutritivo elevados, palatabilidade, de fácil cultivo e de potencial para ensilagem. Os teores de Proteína Bruta (PB) do capim-elefante variaram de 2,3 a 9,42%. Por se tratar de uma planta forrageira mais exigente em água, o cultivo é predominante em áreas de baixios ou vazantes, quando não é irrigado. O primeiro corte é feito quando ele está bem entouceirado. Para os cortes seguintes nunca deixar passar de 60 dias. O capim elefante é considerado uma das forrageiras mais importantes utilizadas pelos agricultores na produção de silagem, juntamente com a cana forrageira, o milho e o sorgo, Silva & Brito (s/d) Manejo sustentável da caatinga Os conceitos e concepções sobre o manejo sustentável da caatinga, mesmo sendo recentes, têm impulsionado o debate e fomentado atitudes e ações que apontam para mudanças de paradigmas do que diz respeito a exploração, conservação e preservação do bioma caatinga, único no mundo com essas características peculiares. Os estudos de Maia (2006) abordam o manejo como a constante preservação e renovação da base de produção, com o objetivo de perpetuar eternamente a produção. Essas informações são importantes para lidar com produção agrícola, pecuária, florestal etc. A preocupação que se tem com o manejo sustentável é no sentido de que preservados os recursos naturais da caatinga, com um manejo adequado é possível a manutenção da produção agrícola e pecuária sem esgotar ou degradar o ecossistema. A sustentabilidade ambiental e econômica da agricultura são princípios ancorados no manejo sustentável da caatinga, que compreende a manutenção dos recursos naturais para as gerações atuais e, sobretudo garantir as gerações futuras os nossos ecossistemas com capacidade de fornecer os produtos disponíveis na natureza para preservar a qualidade de vida da população, (Maia, 2006). Segundo o autor, o desafio que se coloca é exatamente que o manejo sustentável mostre viabilidade econômica, sendo fundamental uma reflexão sobre essa viabilidade considerando o retorno de curto prazo, que parece mais incompatível com o conceito de sustentabilidade. Se pensarmos em um modelo sustentável, esse tem na sua base um manejo que garante uma produção continuada sem comprometer a produtividade. Os ecossistemas da caatinga têm sido objetos de estudos por pesquisadores do Brasil e de outros países interessados em conhecer a riqueza da diversidade de sua flora e fauna. Os estudos têm revelado 16

18 duas faces de uma mesma moeda. A sua potencialidade que fica cada vez mais evidenciada e os péssimos indicadores de degradação e desertificação, como conseqüência de um sistema de exploração com base em intensos e extensos processos de desmatamento visando o cultivo de pastagem para a pecuária e a produção de carvão vegetal, utilizada ainda como combustível para outras atividades econômicoprodutivas na região. O mesmo autor ainda afirma que os sistemas tradicionais de exploração, calcados na agricultura moderna são na verdade os principais responsáveis pela situação de degradação da caatinga. Ao longo do tempo o homem foi desenvolvendo técnicas para aumentar a produção agrícola utilizando sistemas de monocultivos, mediante o uso de insumos e fertilizantes químicos, herbicidas e inseticidas, o que levou a um aumento de produção. No entanto os prejuízos ambientais são visíveis, considerando a degradação dos solos, a extinção de matas ciliares, a qualidade dos alimentos e, sobretudo a saúde humana. A análise aponta para uma questão fundamental: os nossos recursos naturais disponíveis podem atender a uma demanda crescente da população, sem uma intervenção que se preocupe com o equilíbrio entre o consumo demandado e a preservação dos ecossistemas? Considerando as limitações do clima Semi-árido e a riqueza do bioma da caatinga, os estudos e experiências evidenciados apresentam alternativas capazes de promover o equilíbrio ambiental. Há um alto grau de desinformação sobre o que é caatinga. Nas mídias é sempre repetida e fortalecida a imagem da caatinga seca, como lugar de fome e miséria. E até nos livros didáticos se encontram as mesmas mentiras. Assim, as pessoas criam à imagem de um deserto na sua imaginação, pensando que isso seria caatinga. O outro lado - a caatinga verde, rica em plantas e animais, com condições e vocações extraordinárias, fica oculta, desconhecida, (Maia, 2006). A capacidade que a caatinga tem de recomposição da sua flora é algo incomparável com outro ecossistema. O período de dez dias é o suficiente para a recuperação da sua folhagem, dos seus diversos extratos arbóreos, arbustivos e herbáceos, característica única de uma vegetação típica do clima do Semiárido brasileiro. A riqueza da sua biodiversidade aparece com mais força por ocasião das estações chuvosas, como pode ser observado nas fotos 1 e 2: 17

19 FOTO 1 - Paisagem da caatinga seca, na estiagem FOTO 2 - Paisagem da caatinga, período chuvoso Fonte: Pesquisa de Campo, 2007 Fonte: Pesquisa de Campo, 2008 Uma outra importante abordagem sobre a caatinga, diz respeito ao seu contexto histórico, numa relação direta com os sistemas de exploração desenvolvidos a centenas de anos. A caatinga tem sido utilizada desde os primórdios da colonização brasileira na atividade pecuária. A agricultura em determinados ciclos de produção, a exemplo do algodão, também contribuiu fortemente nesse processo. Segundo Araújo & Sampaio (2004), ao se praticar uma agricultura dita nômade ou migratória, para que se possa ter características de sustentabilidade, é preciso que se respeite o período mínimo de repouso para recuperação do solo e da vegetação nas áreas utilizadas. No caso da caatinga, estima-se que o período mínimo de pousio seria mais ou menos 45 anos, com uma seqüência sucessional de três anos para a dominância das herbáceas, 19 anos para os arbustos, mais uns 15 anos para um complexo arbustivoarbóreo, quando, então se verifica a supremacia das árvores a qual se completa após cerca de 10 anos. Estima-se que esses valores possam variar bastante em função de fatores locais, flutuações climáticas e da exaustão do banco natural de sementes, principalmente das arbóreas. A pecuária tem sido historicamente a vocação de exploração dos ecossistemas da caatinga, cuja conquista, na realidade, se deu por meio dessa atividade, que forneceu a alimentação e as mulas de carga para transporte. Mesmo considerando as limitações climáticas do Semi-árido, a pecuária na caatinga ainda ocupa lugar de destaque na pecuária nacional. Os percentuais referentes ao efetivo nacional das diversas espécies de animais domésticos criados na região são bastante expressivos, e são apresentados na Tabela 2. Tabela 2 : Participação da Pecuária do NE na Produção Nacional (em %) Animais (%) 18

20 Bovinos 14,4% Ovinos 53,1% Caprinos 88,9% Eqüinos 26,5% Asininos 91,0% Muares 38,1% Fonte: Araújo & Sampaio (2004) Os dados apresentados demonstram a importância da atividade pecuária, especialmente a caprino e ovinocultura para o Semi-árido. Essa predominância da caprinocultura é motivada pelo fato dos caprinos serem espécies extremamente adaptadas a regiões de baixas precipitações pluviométricas. A pouca capacidade de produção de biomassa da caatinga e a grande carga animal, a que este ecossistema vem sendo submetido, tem provocado preocupações entre técnicos e pesquisadores de todo o nordeste, (Araújo & Sampaio 2004). Ainda segundo os autores, neste sentido inúmeras tecnologias ligadas ao manejo alimentar dos caprinos estão sendo produzidas e difundidas em toda a região. O manejo sustentável da caatinga por meio de unidades demonstrativas, que visam aumentar a capacidade produtiva da mata nativa se dá a partir de técnicas de raleamento, rebaixamento e enriquecimento, além da ação de reflorestamento com plantas nativas do ecossistema. As práticas de manejo sustentável demonstram viabilidade econômica e ambiental, seja para a atividade pecuária ou para a produção de lenha e madeira. As diversas experiências do Semi-árido ainda agregam além da caprino e ovinocultura, a apicultura, uma atividade econômica rentável que contribui para a conservação e preservação da caatinga. A pecuária segue atualmente o modelo de exploração misto, com cerca de 90% das propriedades criando bovinos, caprinos e ovinos, simultaneamente. O regime de criação é predominantemente extensivo, constituindo a vegetação da caatinga a principal e, em muitos casos, a única fonte de alimento para os rebanhos. A disponibilidade insuficiente aliada à baixa qualidade da forragem, principalmente no período seco, resulta nos baixos índices de produção e produtividade dos animais. Para se ter uma idéia, a capacidade de suporte para bovinos da maioria dos sítios ecológicos da caatinga é de há/animal/ano, com a produção anual de 8,0 kg de peso vivo animal por hectare. Nos últimos trinta anos, enquanto a população humana da região nordestina cresceu em 150% os rebanhos bovino, caprino e ovino aumentaram seus efetivos em menos de 50%. Com isto a maioria dos estados nordestinos transformou-se em importadores de produtos de origem animal, (Araújo & Sampaio, 2004). 19

21 Portanto o sistema tradicional de criação da pecuária no Semi-árido nordestino apresenta grandes distorções quanto a capacidade de suporte forrageiro da caatinga e o superpastejo de animais. O processo de degradação da caatinga é muito intenso, porém ainda é possível sua recuperação, embora os custos sejam elevados. Do ponto de vista técnico, a adoção de sistemas de produção silvopastoris e agrossilvopastoris é considerada como a melhor opção para o desenvolvimento da produção agrícola e pecuária, principalmente para a agricultura familiar, que desenvolve a produção em pequena escala, possibilitando uma maior recuperação dos solos, a partir do aporte de matéria orgânica. Por outro lado o desenvolvimento da pecuária explorada em condições de manejo correto da pastagem são aspectos fundamentais no processo de recuperação e conservação da caatinga, (Araújo & Sampaio, 2004). 20

22 3. METODOLOGIA Este projeto de monografia tem por base uma experiência de convivência com o Semi-árido nordestino focado em sistemas agroecológicos integrados de manejo sustentável da caatinga e produção e conservação de forragens, desenvolvidos pelo Projeto Dom Helder Câmara (PDHC), órgão da Secretaria de Desenvolvimento Territorial (SDT) do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) do Governo Federal. O PDHC surgiu a partir de um acordo de empréstimo, 50% financiado pelo Governo Federal e 50% pelo Fundo Internacional para Desenvolvimento da Agricultura (FIDA). O projeto de forragicultura ora estudado atingiu a meta de 500 campos de forragem e a implantação de 670 silos anel, beneficiando famílias de 70 comunidades e assentamentos rurais do território, envolvendo 17 municípios da microrregião do Pajeú e um município do Moxotó Caracterização da microrregião do Sertão do Pajeú Localizada na mesorregião do Sertão de Pernambuco, a microrregião do Sertão do Pajeú compreende 17 municípios. No território existem agricultores familiares e famílias assentadas pelo INCRA, juntos correspondem a 12,41% da população do território (IBGE, 2000). Ainda segundo o IBGE, no censo demográfico de 2007 a população da microrregião é de habitantes, sendo as principais cidades Serra Talhada, Afogados da Ingazeira, São José do Egito e Tabira. O Sertão do Pajeú apresenta relevo suavemente ondulado com elevações residuais, com solos pedregosos e sujeitos a erosão. Apresenta clima quente e semi-árido, com período chuvoso entre janeiro e maio e precipitação média anual de 591,9 mm. A maior parte da área é coberta por vegetação natural de caatinga hiperxerófila, utilizada pela pecuária. Os sistemas de produção predominantes são extensivos com atividades agrícolas limitadas, com predomínio da bovinocultura de corte, ovinocultura, milho e feijão de subsistência. Apresenta limitações para o desenvolvimento agropecuário por falta de água (Silva et. al., 1993). Ainda conforme Silva et.al. (1993) existiam pequenas áreas de palma forrageira usada para o gado durante o período seco. Contudo, grande parte dessas áreas foi dizimada pela colchonilha da palma. O Índice de Desenvolvimento Humano IDH da região era, em 2000, de 0,640, inferior ao de Pernambuco que era de 0,705. Os municípios com maior IDH eram: Triunfo, Afogados da Ingazeira e Serra Talhada. A população da microrregião era de habitantes, sendo 44,15% residente na zona rural. Segundo estudos apresentados no documento (Pernambuco, 2003) a economia da região está baseada na agropecuária, indústria e turismo. A população economicamente ativa é de habitantes, 21

23 sendo que 51,6% estão ocupados no setor agropecuário, 12% no setor de comércio/serviços, 5,3% na administração pública, 5,0% na educação e 26,1% em outros setores. Serra Talhada é o maior município em área, em população e responde por 31,4% do Produto Interno Bruto da microrregião. No setor agropecuário destaca-se São José do Egito, que detém o maior efetivo de aves da região, contribuindo com 4,7% da produção avícola do Estado. O abate e a distribuição de aves são realizados no município de Afogados da Ingazeira e geram 20,3% de empregos diretos (Pernambuco 2003). A atividade da caprino-ovinocultura está presente em todos os municípios do Pajeú. Segundo o IBGE (2005), a produção estimada em 2003 dos rebanhos caprinos e ovinos na microrregião era de cabeças. A implantação de unidades de beneficiamento de carne e leite nos município de Sertânia, Iguaracy e São José do Egito são empreendimentos que possibilitam a dinamização da cadeia produtiva desse setor na região. A microrregião do Pajeú possui a maior bacia hidrográfica do Estado, banhada pelo Rio Pajeú e seus afluentes, com uma área de drenagem de km², equivalente a 17% da área total do estado (Pernambuco, 2003). O mapa abaixo destaca a região dentro do contexto geopolítico do estado de Pernambuco. Fonte: Laboratório de Geoprocessamento da EMBRAPA Caprinos, Sobral CE, Figura 1 : Mapa da microrregião do Sertão do Pajeú - Pernambuco 22

24 3.2. Assessoria técnica e gestão social A assessoria técnica adotou como estratégia metodológica a participação ativa de agricultores e agricultoras, onde as famílias foram estimuladas a partir da própria dinâmica do conhecimento empírico e da apropriação das soluções locais dentro do contexto territorial, fortalecendo o seu protagonismo e a participação nos espaços de definição, implementação e monitoramento das políticas públicas locais e territoriais. A dinâmica de construção do conhecimento entre técnicos e agricultores tem por base o pensamento de Aristóteles, a.c., filósofo grego é fazendo que se aprende a fazer, aquilo que se deve aprender a fazer. A assessoria técnica ao projeto foi disponibilizada pelas instituições não governamentais COOPAGEL, DIACONIA, CASA DA MULHER DO NORDESTE, SABIÁ e CECOR, com apoio da equipe de mobilizadores sociais da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Pernambuco - FETAPE, parceiras contratadas pelo PDHC/SDT/MDA/FIDA. O quadro técnico é composto por 7 técnicos de nível superior (ciências agrárias e sociais) e 8 técnicos agrícolas (nível médio), e contou ainda com a equipe de 14 mobilizadores sociais, um componente fundamental neste projeto, haja vista sua importância no processo de articulação entre os agricultores e o Comitê Territorial, além do papel de animadores na organização e gestão social dessas comunidades. O ponto de partida para a iniciação do projeto se deu a partir da apresentação da proposta e discussão no Comitê Gestor Territorial do Sertão do Pajeú, com participação de representantes de todas as comunidades e assentamentos envolvidos, sindicatos de trabalhadores rurais, representantes do poder público, nas instâncias municipais, estadual e federal, e organizações não governamentais parceiras de assistência técnica. O Comitê Territorial definiu os seguintes critérios de escolha das famílias para participarem do projeto de produção e conservação de forragem: Interesse da família em participar efetivamente do projeto. Compromisso de trabalhar coletivamente com todo o grupo beneficiário. Que compreenda o projeto como um patrimônio da comunidade, e não apenas da família beneficiária. Cada família beneficiária assina termo de compromisso em fazer uso efetivo do silo e da forragem, sob pena de ter que devolver em dinheiro para a associação, do valor correspondente ao silo, sendo destinado a outra família, caso se constate o seu desuso ou utilização indevida. 23

25 Trabalhar o princípio da agroecologia, a partir da diversificação de culturas e de práticas naturais de adubação e controle de pragas e doenças. Verificar se a família ou membro desta faz parte da associação. Beneficiário deve ter participação ativa na associação. Priorizar sócios em situação regular com a associação. O passo seguinte foi a sensibilização das famílias nas comunidades e assentamentos com apresentação da proposta e definição do grupo de interesse de forragicultura em cada localidade, realizada pelos técnicos das instituições parceiras de assessoria técnica e os mobilizadores sociais. Como resultado dessas reuniões com os agricultores foi elaborado um planejamento participativo, com definição de um cronograma de implantação dos campos de forragens, aquisição das máquinas ensiladeiras e construção e enchimento dos silos anéis Abordagem dos aspectos físicos e técnicos para implantação dos sistemas de produção e conservação de forragens Com base no princípio agroecológico da diversificação de culturas na perspectiva da sustentabilidade ambiental e econômica, os sistemas foram planejados considerando as limitações e potencialidades de áreas diferenciadas: sequeiro e vazante, conforme orientação e o saber dos agricultores. Os sistemas foram caracterizados como banco de sementes forrageiras, ficando as famílias beneficiárias no compromisso de fazerem o repasse de sementes para outras famílias a partir do ciclo produtivo da cultura. A gestão desse banco de sementes é realizada pela associação, a qual faz o controle e define os critérios para os repasses. A implantação dos campos de forragens se deu de forma consorciada com as culturas de: Gliricídia e Leucena, no espaçamento (6,0 x 6,0 m), Guandu, no espaçamento 1,0 m x 0,50 m e Sorgo no espaçamento de 1,0 m x 0,20 m, com área de 0,25 há por campo. Entre os tratos culturais foram efetuadas capinas seletivas, que visam deixar nas entrelinhas as plantas forrageiras da região. As culturas de Leucena e Gliricidia foram plantadas por meio de mudas, enquanto o Guandu e o Sorgo com sementes selecionadas de empresas especializadas no ramo. Todo o plantio foi efetuado a partir de fevereiro, período em que se iniciou a estação chuvosa na região. No primeiro ano de crescimento do campo de forragem não houve corte da Leucena e Gliricidia, para que estas culturas pudessem apresentar melhor o seu crescimento vegetativo. Quanto às culturas de Guandu e Sorgo, essas receberam a primeira poda, cuja forragem foi aproveitada no enchimento dos silos. Os campos de forragem cultivados não são utilizados para pastoreio direto, atividade que muito prejudica o desenvolvimento destas plantas. A gliricidia, planta pouco palatável, para ser consumida inicialmente 24

26 pelos animais, necessita de um processo de adaptação inicial, sendo misturada no cocho com outras rações para que os animais se acostumem com o paladar da mesma e passem a consumi-la. Todas as famílias dos grupos de interesse de forragicultura, das 70 comunidades e assentamentos, participaram de atividades de formação, pautada num processo de aprendizado participativo e coletivo, considerando as dimensões ecológicas e humanas, na perspectiva de promover mudanças de comportamento em relação à convivência com o Semi-árido e às políticas públicas voltadas para a região do Sertão do Pajeú. O processo de formação foi dividido em dois módulos, com 8 horas cada. No Módulo I foram trabalhados os seguintes conteúdos: visita a um campo de forragem implantado; balanço nutricional das plantas forrageiras; adaptação e viabilidade das culturas; viabilidade e características bromatológicas das espécies forrageiras. manejo agroecológico integrado a unidade de produção familiar. No Módulo II, as famílias foram capacitadas na prática com a implantação de um silo anel como unidade demonstrativa, ficando o aprendizado das famílias para a construção da sua própria unidade. Os conteúdos trabalhados foram os seguintes: local adequado do silo; processo de construção do silo anel; como preparar a silagem; processo de enchimento do silo; práticas de conservação da forragem; culturas forrageiras mais importantes; disponibilidade de silagem x consumo animal. No processo de construção e enchimento dos silos houve o compartilhamento da mão-de-obra entre os agricultores por meio de mutirões. A máquina ensiladeira por se tratar de um equipamento da associação comunitária foi utilizada de forma coletiva pelos agricultores/as sócios/as, a partir de um planejamento focado no uso e na manutenção do equipamento, ficando constituído um fundo de caixa para sua manutenção. 25

27 Principais orientações técnicas para construção e enchimento do silo anel A estrutura do silo é de alvenaria com 2 (dois) anéis pré-moldados de 50 cm de altura cada unidade (modelo usado na construção de poços amazonas), diâmetro de 1,50 metros, tendo 1 metro de profundidade. Após a escavação do buraco, os anéis são montados de modo que a borda fique 20 cm acima da superfície do solo. É importante construir o silo próximo ao curral, pois facilita o uso da ensiladeira, o seu enchimento e a alimentação dos animais. Recomenda-se construir o silo em local cercado, para que os animais não pisem na sua cobertura. Os anéis são confeccionados com 2 (duas) fôrmas de ferro em formato de anel. Na confecção dos anéis, as fôrmas são retiradas com no mínimo 12 horas de duração. O piso do silo deverá ter 3 cm de espessura. O traço da massa é feito com 9 (nove) latas de areia para 1 (um) saco de cimento. A calda de cimento para vedação da alvenaria do silo é feita com a seguinte medida: 5 (cinco) kg de cimento e ½ (meio) kg de vedacit em um pequeno balde de água. Recomenda-se passar duas demãos da calda em toda estrutura interna do silo. O material para enchimento do silo é produzido com a picagem de culturas forrageiras na máquina ensiladeira. As culturas mais utilizadas são palha verde de milho, sorgo, capim elefante e cana forrageira. Calcula-se em 3 carros de boi de palha verde, seja capim elefante ou sorgo forrageiro para cada silo. O processo de enchimento do silo começa colocando-se 1 (um) saco de palha seca de milho no fundo do silo, logo em seguida coloca-se 2 ou 3 sacos de silagem, pisoteia a silagem, coloca-se a mesma quantidade, pisoteando em seguida, e assim por diante até completar o enchimento. Cuidados com uma boa compactação da silagem para não ficar ar dentro do silo, garantem uma silagem de qualidade, evitando perda de material. A capacidade do silo anel acima descrito é de kg de silagem. Se o material for processado por uma máquina ensiladeira, o silo bem compactado poderá atingir até kg. Os agricultores conseguem alimentar aproximadamente 6 animais bovinos adultos durante 60 dias, ou ainda 16 caprinos e ovinos no mesmo período. A silagem serve como suplemento alimentar dos rebanhos, devendo os produtores colocar os animais em áreas de pastoreio. Tabela 3 : Relação de Material para Construção de 1 Silo Anel Capacidade de 1,2 toneladas de Silagem. Quantidade Unidade Discriminação 03 saco Cimento 04 kg Ferro 4.2 ou m² Lona plástica 200 micras 26

28 01 kg Vedacit 20 lata Areia Fonte: Projeto Dom Helder Câmara (2006). 27

29 4. CONSIDERAÇÕES GERAIS Os resultados obtidos pelos agricultores familiares no 1º ano com o projeto de produção e conservação de forragens apontam para mudanças positivas, a partir dos indicadores qualitativos e quantitativos alcançados, interferindo diretamente na vida das famílias, no que diz respeito a novos conceitos e práticas de convivência com o Semi-árido, fortalecendo a sustentabilidade da agricultura familiar. Os indicadores a seguir demonstram o êxito do projeto: garantia de suplementação alimentar de silagem, evitando a venda de parte dos animais para compra de alimentos para os animais restantes no período seco; os produtores passam a reconhecer a silagem como estratégia de substituição da palma forrageira, dizimada pela cochonilha do carmin, incorporando o aprendizado desenvolvido; redução dos custos com alimentação do rebanho. Uma economia com ração balanceada em torno de 80%, com os rebanhos caprinos, ovinos e bovinos durante os 90 dias mais críticos de estiagem do ano; produção no 1º ano de 450 toneladas de silagem e estimativa para o 2º ano de toneladas, com o aumento da produção e produtividade dos pequenos rebanhos caprinos, ovinos e bovinos dos agricultores familiares beneficiados; garantia de suplementação alimentar para os animais no 2º ano do projeto durante os 90 dias mais críticos, para um rebanho estimado de bovinos e caprinos e ovinos; o aproveitamento de forrageiras e leguminosas na silagem reduz o desmatamento da caatinga, contribuindo na preservação do ecossistema; melhoria da segurança alimentar das famílias, com maior oferta de carne e leite, e complemento da renda familiar com a venda do excedente produzido, elevando a qualidade de vida dos agricultores; replicação da experiência em outras comunidades, a partir dos resultados obtidos e da articulação do PDHC com prefeituras e organizações não governamentais que atuam no território Implantação dos sistemas de produção e conservação de forragens: obstáculos e medidas de superação Para se avaliar os resultados do projeto de forragicultura foi desenvolvido um processo de monitoria das ações em uma amostra de 35% dos beneficiários, por meio de coleta de informações nos grupos de interesse de produção e conservação de forragem. Em síntese, os principais pontos verificados na monitoria: as famílias expressam que o grupo produtivo planeja e tem capacidade entre média e alta para realizar as ações de seu interesse; 28

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