CRDA - CENTRO DE REFERÊNCIA EM DISTÚRBIOS DA APRENDIZAGEM CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM EDUCAÇÃO ESPECIAL CRISTINA DETALONDE GIRON

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1 CRDA - CENTRO DE REFERÊNCIA EM DISTÚRBIOS DA APRENDIZAGEM CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM EDUCAÇÃO ESPECIAL CRISTINA DETALONDE GIRON A INCLUSÃO NA ESCOLA REGULAR UTOPIA OU REALIDADE? São Paulo 2009

2 CRDA - CENTRO DE REFERÊNCIA EM DISTÚRBIOS DA APRENDIZAGEM CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM EDUCAÇÃO ESPECIAL CRISTINA DETALONDE GIRON A INCLUSÃO NA ESCOLA REGULAR UTOPIA OU REALIDADE? Monografia apresentada como parte dos requisitos para aprovação no Curso de Especialização Lato Sensu em Educação Especial e submetida ao Centro de Referência em Distúrbios de Aprendizagem CRDA, sob a orientação da Profª Lucilla da Silveira Leite Pimentel. São Paulo 2009

3 RESUMO A Inclusão na escola regular, título desta monografia, abordará a questão da inserção de alunos com deficiência nas escolas e salas de aula regulares, se realmente este trabalho de inclusão está sendo feito, qual o papel da Lei nessa questão e quais os problemas sociais enfrentados. Também apresentará um paralelo entre Inclusão Escolar e Inclusão Social como situação interdependente. A inclusão na escola regular é utopia ou realidade? Quais os fatores levados em consideração para uma inclusão, como se sentem os professores e alunos? Estas são algumas das questões que fazem parte da reflexão e análise interpretativa que compõe este trabalho acadêmico. Como ilustração e relato de experiência trará uma pesquisa feita em uma escola da Zona Norte de São Paulo - onde é feito um trabalho com alunos deficientes nas salas de aula de ensino regular - com uma criança com deficiência motora, bem como as dificuldades encontradas por alunos, pais e profissionais envolvidos nesse processo. Palavras-chave: inclusão, deficientes, educação, escola regular, lei.

4 ABSTRACT The inclusion in a regular school, title of this monograph a question of insertion deficiency students in schools and regular classrooms, if this inclusion work really is done. What are the Saw`s am on this question and what are the social problems faced? This monograph will introduce a confrontation betwen school inclusion and social inclusion how dependent situation. Is the inclusion in a regular school utopia or reality? What are the points for a inclusion? How does the teachers and students feel? These are some questions that are a reflection and interpretative analisys that are on this academic work. For demonstration and personal experience there is a research with a school on North zone in São Paulo with deficiency students in classrooms of regular teaching, with one child motor deficiency, well with the dificulties found for students, parents and profissionals in this process. Key words: inclusion, deficiency, education, regular school, law.

5 1 SUMÁRIO INTRODUÇÃO...2 CAPÍTULOI - INCLUSÃO SOCIAL E ESCOLAR Integração X Inclusão O que é utopia? O que diz a Lei...12 CAPÍTULO II A ATUAÇÃO DOS PROFESSORES E A INCLUSÃO Os professores na Inclusão O aluno no processo da Inclusão...17 CAPÍTULO III RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA ESCOLAR INCLUSIVA Resultados Obtidos Análise Interpretativa...22 CONSIDERAÇÕES FINAIS...24 REFERÊNCIAS

6 2 INTRODUÇÃO A Inclusão na escola regular é um assunto muito discutido por diferentes áreas do conhecimento, como a psicologia, a sociologia, a educação, presente em conferências, cursos e bancos acadêmicos. Desde 1996 que a inclusão na escola regular tornou-se obrigatoriedade prevista na Lei Porém, 12 anos depois, a inclusão é uma realidade nas escolas? A escola está preparada para receber o aluno deficiente?o que é inclusão efetivamente social e a inclusão escolar? Qual a importância social e escolar que a inclusão exerce? Quais os desafios da inclusão? Esse trabalho surgiu da necessidade de obter respostas para estas questões de políticas públicas ligadas à educação inclusiva na escola regular, conhecer em que medida a inclusão faz parte da rotina escolar, o que é preciso fazer para que seja uma ação no âmbito social e pedagógico e não simplesmente o cumprimento da Lei. OBJETIVOS Este trabalho tem como intenção básica reconhecer se a inclusão de alunos deficientes em salas regulares está acontecendo e como é realizado esse trabalho, quais os desafios encontrados, se é realmente possível fazê-lo, visto ser proposta muito nova e são poucas as escolas que a executam. Ainda, descobrir o que pensam alguns dos profissionais que lidam com essa experiência. MATERIAL E MÉTODOS Na tentativa de responder o questionamento aqui exposto, a metodologia adotada partiu de uma reflexão em torno de uma consulta bibliográfica e da realidade prática em sala de aula regular com crianças deficientes. Acrescentamos uma pesquisa em uma escola situada na Zona Norte de São Paulo, onde é realizado um trabalho de inclusão de crianças com deficiências em sala de aula regular. Para apresentação desta monografia, no Capítulo I concentra-se o que se entende por integração e inclusão, a questão social e escolar dessa inclusão, se é possível realizá-la ou não passa de utopia, que só existe na teoria e na Lei.

7 3 CASUÍSTICA O capítulo II trata atuação dos professores na inclusão, o que pensam, como vem agindo diante desta realidade, quais os obstáculos encontrados, quais os subsídios dados pela própria escola para sua realização. Como fica o aluno no processo de inclusão, seus relacionamentos com os profissionais e com os outros alunos, como os outros alunos vivenciam esta experiência. No capítulo III relata-se uma pesquisa feita numa escola na Zona Norte de São Paulo, onde se trabalha há dez anos com inclusão, com um aluno deficiente em cada sala de aula regular, desde educação infantil até o 5º ano do Ensino Fundamental I. A pesquisa traz o caso de um desses alunos incluídos, que entrou na escola na educação infantil e hoje cursa o 3º ano do Ensino Fundamental I. O aluno apresenta paralisia cerebral com alguns comprometimentos motores. Será apresentado o caso de um aluno com paralisia cerebral e todo o processo dele na escola, seus relacionamentos e conquistas. Como a escola o recebeu, as expectativas dos profissionais comprometidos com esse trabalho, professores, coordenação, direção. RESULTADOS Direção e professores escolheram, dentre os alunos incluídos na Escola Mirante, o caso de H.,um menino de 8 anos com paralisia cerebral. O uso de material apropriado, a atenção, a socialização e o empenho dos professores levaram o aluno H. a comprovar suas habilidades.

8 4 CAPÍTULO I INCLUSÃO SOCIAL E ESCOLAR Este capítulo tem o objetivo de definir a inclusão de acordo com alguns autores e traçar um paralelo sobre inclusão social e inclusão escolar. A questão da inclusão social é ampla porque existem pessoas que, pelos mais variados motivos, encontram-se alocadas em uma categoria aparentemente específica: a dos excluídos. Só se fala em exclusão porque existem muitas situações excludentes e esta é definida como algo desvantajoso, ruim, preconceituoso, indesejável. A exclusão vem sendo colocada como a grande vilã em contraponto à inclusão, esta tida como a solução para os problemas dos chamados excluídos. Por parecer que todos aqueles que estão excluídos de alguma forma, de uma hora para outra farão parte de grupos, a inclusão talvez não seja assim tão fácil, é preciso muitas mudanças, entre elas a própria mentalidade das pessoas que excluem devido a sua raça, religião, deficiência de toda ordem, posição social. Existem diferentes formas de exclusão, como por exemplo, pessoas que moram nas ruas, sem ter o que comer, sem acesso à educação, à saúde, sem emprego, necessidades básicas para uma vida digna. Outra forma de exclusão consiste na construção de espaços fechados e isolados da comunidade, dentro desta mesma comunidade: a construção de manicômios, prisões, etc. Nesta forma de excluir podemos acrescentar as instituições para pessoas com deficiência motora que, durante muito tempo, constituíram-se na única modalidade socialmente aceita para atender a esta parcela da população, na qual percebe-se aqui a idéia de separar o diferente, colocá-lo em um espaço próprio. Segundo Celina Bartalotti (2006), falar em inclusão social implica falar em democratização dos espaços sociais, em crença na diversidade como valor, na sociedade para todos. Incluir não é apenas colocar junto, e principalmente negar a diferença, mas respeitá-la como constitutiva do humano. A inclusão é, portanto, uma proposta de construção de cidadania, um processo de mão dupla, onde a pessoa com deficiência e a sociedade precisam se modificar. Ao pensarmos em democratização, em diversidade como valor, não podemos esquecer que ainda existe um elemento importante que impera na

9 5 sociedade: o preconceito. E este dificulta muito o processo de inclusão social, porque as pessoas ainda julgam incapaz o deficiente, seja ele motor, visual ou auditivo. Não se faz inclusão com demagogia, belos discursos, etc. A verdadeira inclusão será construída a partir da consciência da realidade e da criação efetiva de mecanismos de transformação social. A Lei nº /96. estabelece as diretrizes e bases da educação nacional no art.4º,iii, atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino. Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de educação especial. Educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva integração na vida em sociedade, inclusive condições adequadas para os que não revelarem capacidade de inserção no trabalho competitivo, mediante articulação com os órgãos oficiais afins, bem como para aqueles que apresentam uma habilidade superior na áreas artística, intelectual ou psicomotora. Com isso, define que é crime impedir o acesso de pessoas com deficiência ao trabalho, à escola ou a qualquer espaço social por conta de sua condição, utilizando-se do que se chama de discriminação positiva, ou seja, são propostas leis que, mais do que proibir a discriminação,garantem certa vantagem para partes da população que historicamente vêm sendo prejudicadas em seu acesso aos benefícios sociais. Estão aí as chamadas leis de cotas sociais, por exemplo. Chama-se de discriminação positiva porque se destaca para proteger. A lei garante o acesso, mas não a permanência. Hoje em dia, por exemplo, as empresas são obrigadas por Lei a contratar uma porcentagem de funcionários com deficiência, mas o que garantirá a permanência desse funcionário é o desempenho do mesmo em relação às suas atividades. Isso também acontece nas faculdades. Estar junto, participar, contribuir, trocar, ver valorizadas suas produções, são partes integrantes de um processo de inclusão social.

10 6 1- Integração X Inclusão O processo de integração escolar tem sido entendido de diversas maneiras. O uso da palavra integração refere-se mais especificamente à inserção de alunos com deficiência nas escolas comuns, mas seu emprego dá-se também para designar alunos agrupados em escolas especiais para pessoas com deficiência ou mesmo em classes especiais, grupos de lazer ou residências para deficientes. Pela integração escolar, o aluno tem acesso às escolas por meio de várias possibilidades educacionais, que vai da inserção às salas de aula de ensino regular ao ensino em escolas especiais. O processo de integração ocorre em uma estrutura educacional que oferece ao aluno a oportunidade de transitar no sistema escolar, de classe regular ao ensino especial, em todos os seus tipos de atendimento: escolas especiais, classes especiais em escolas comuns, salas de recursos e outros. Trata-se de uma concepção de inserção parcial, porque o sistema prevê serviços educacionais segregados. Os defensores da inclusão questionam não somente as políticas e a organização da educação especial e da regular, mas também o próprio conceito de integração. Ela é incompatível com a integração, já que prevê a inserção escolar de forma radical, completa e sistemática. Todos os alunos, sem exceção, devem freqüentar as salas de aula do ensino regular. Na perspectiva inclusiva, suprime-se a subdivisão dos sistemas escolares em modalidades de ensino especial e ensino regular. As escolas atendem às diferenças sem discriminar e trabalhar à parte com alguns alunos quando houver necessidade, pois há momentos importantes onde isto é recomendável. Também não estabelecem regras específicas para planejamento e avaliação de currículos, atividades e aprendizagem de alunos com deficiência e necessidades educacionais especiais (MANTOAN, 2008). Associar a inclusão como sendo apenas escolar é um conceito ingênuo de inclusão. Porque a inclusão social das pessoas com deficiência deve acontecer em todas as áreas sociais, saúde, esporte, lazer, na preparação dessas pessoas para o trabalho, transporte e também na escolarização. Somente a oportunidade de socialização oferecida pela escola não basta para essas pessoas ou crianças como

11 7 indivíduos, cidadãos que tem direitos, mas acima de tudo, devem ter oportunidades. A integração possibilita ao indivíduo acessar tudo que o outro tem, criam-se serviços para ele, mas este é quem tem que se adequar. Daí a diferença de integração e inclusão. A inclusão é um processo social, o mundo ideal onde todos os espaços e coisas são acessíveis para as pessoas com ou sem deficiência.

12 8 2- O que é utopia? A definição de utopia, no dicionário da Língua Portuguesa da Editora Melhoramentos, diz-se de tudo que está fora da realidade, que não foi realizado no passado nem poderá vir a sê-lo no futuro. Plano ou sonho irrealizável ou de realização num futuro imprevisível, ideal, fantasia. Terezinha Rios ultrapassa esse conceito do senso comum para envolver a utopia nos projetos. Ela afirma que: Quando se projeta, tem-se sempre em mente um ideal. Confunde-se, às vezes, inadequadamente, o ideal com algo irrealizável, que se classifica de utópico. O ideal é sim utópico, mas é preciso recuperar o sentido de utopia, que significa, na verdade, não algo impossível de ser realizado, mas algo ainda não realizado ( RIOS,1999:74). A partir dessa ideia da autora, podemos considerar que, por mais difícil que seja a concretização de projetos sociais escolares inclusivos, eles carecem de uma postura crítica de todos envolvidos para que se tenha em mãos todas as possibilidades, os limites das circunstâncias continuamente checadas e o empenho de dirigentes e educadores, pois deles também depende a realização de uma prática educativa voltada para a inclusão do diferente. Este trabalho tem como objetivo retratar um pouco da educação, da questão da inclusão e saber se é possível uma educação inclusiva, não como um movimento utópico, fantasioso, inviável nos dias de hoje, mas talvez possível no futuro. A Educação Inclusiva é um produto histórico de uma época e realidade educacionais contemporâneas. Uma época que exige que abandonemos muitos de nossos estereótipos e preconceitos.é importante não focar o sujeito isoladamente. É preciso que se identifique também no contexto social. A maneira como tem sido tratados os deficientes ao longo da nossa civilização é um problema social maior do que se pensa, é um problema público. Segundo Mrech (2009), na Suécia, a partir de 1968, já era possível se encontrar crianças deficientes sendo introduzidas nas classes regulares. Paralelamente, houve também a criação de classes especiais no sistema municipal de ensino. Era bastante comum, naquela época, os deficientes serem deixados nas

13 9 residências, abandonados pela família. Constatou-se que este tipo de atendimento não funcionava. Aos poucos, foram surgindo novos serviços médicos, assistenciais e educacionais. No entanto, foi somente, em 1975, que os Estados Unidos da América instituíram a primeira lei pública de defesa dos direitos dos portadores de deficiência. A Lei Pública nº de 1975 O ATO DE EDUCAÇÃO A TODAS AS CRIANÇAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA, que apresentava quatro objetivos principais: 1.Garantir que os serviços de educação Especial sejam colocados à disposição das crianças que dele necessitem. 2. Assegurar que as decisões sobre o fornecimento de serviços a crianças deficientes sejam tomadas de maneira justa e adequada. 3. Estabelecer uma administração transparente e procedimentos e requisitos de auditoria para a educação especial em todos os níveis do governo. 4. Providenciar fundos federais para auxiliar os estados a educarem os alunos deficientes. Através dessa Lei toda criança deficiente passou a ter acesso a um ensino de qualidade. Em 1986, Madeleine Will, Secretária Assistente encarregada dos Serviços de Educação Especial e Reabilitação, do Departamento de Educação dos Estados Unidos, tornou possível que crianças deficientes, fossem inseridas nas classes regulares. Em 1990 surgiu o ADA (AMERICAN WITH DISABILITIES ACT), lei que garante a todos os norte-americanos deficientes não serem discriminados apenas em função da deficiência no emprego, nos serviços públicos e em situações de acomodações, tais como, em viagens. Em 1991 surgiu o IDEA- Ato de Educação para os indivíduos com Deficiências, ou seja, ampliação das propostas da Lei Pública nº94.142, na qual a criança deficiente norte-americana dentro do contexto do IDEA 91 só sai da classe regular se a natureza da severidade do seu caso assim o exigir. Mas a legislação norte-americana não parou por aí. Em 1997 foi feita uma emenda à legislação anterior a Lei Pública que aumentou ainda mais os direitos das crianças deficientes e seus familiares. Para os pais dos deficientes esta legislação passou a garantir:

14 10 1. Educação pública e gratuita para seu filho. 2. Os pais devem ser notificados quando seu filho vai ser avaliado na escola. Eles tem o direito de saber o resultado e podem questionar os resultados obtidos pela avaliação. 3. Os pais tem que consentir a respeito de todos os procedimentos usados pela escola. Neste caso, a escola e os pais precisam chegar a novos acordos. (Ibidem) Em suma, pode-se constatar que abordar hoje a questão da Educação Inclusiva nos Estados Unidos, não é apenas remetê-la ao setor educacional. Daí entender porque em muitos trabalhos a Educação Inclusiva seja vista como sinônimo do conceito de Inclusão. Ela está prevista por lei e fornece um suporte praticamente integral aos sujeitos e suas famílias. Por exemplo, na sociedade norte-americana e, em muitos países do mundo, há um amplo destaque às adaptações dos espaços físicos aos deficientes. Dos shoppings às escadas e elevadores comuns, dos banheiros públicos à estruturação das ruas e serviços de transportes, a Inclusão faz parte da sociedade, nas áreas comuns destinadas a todos. Já no Brasil, o conceito de ambiente social menos restrito ou restrito, tem sido empregado de uma forma redutora, abarcando apenas a sala de aula. É por isto que os defensores da Inclusão tem sempre em mente o contexto maior a busca pela Sociedade Inclusiva. Quanto à integração, apenas prevê a inserção seletiva dos alunos deficientes no ensino regular; eles devem se adaptar sozinhos aos parâmetros vivenciados pelos outros alunos. Quando isto não ocorre, eles vão para as classes e as escolas especiais. Assim, é mantido o conceito de deficiência no sentido tradicional. Já a Inclusão parte do postulado do ambiente menos restrito. O aluno deficiente deverá ser mantido no ensino regular com a ajuda e o suporte necessário dos professores do ensino regular e do ensino especial. Há a crítica ao conceito clássico de deficiência baseado no modelo médico e a adoção do conceito de deficiência baseado no modelo social, privilegiando-se ao máximo as potencialidades do deficiente. Com isto, não se quer dizer que a busca pela sociedade inclusiva é a busca da utopia. Mas, exatamente o contrário, pois esta é uma tentativa de quebrar com uma sociedade que exclui e estigmatiza.

15 11 A Inclusão não é apenas um produto das leis norte-americanas. Ela é um movimento mundial de luta dos deficientes e suas famílias na busca dos seus direitos e lugar na sociedade. A legislação de cada país revela apenas a amplitude destas discussões. A Inclusão não é colocar crianças deficientes no ensino regular sem suporte, não é um movimento oriundo dos políticos brasileiros atuais para cortar verbas e prejudicar os professores do ensino regular. É um movimento mundial que visa a implantação de uma educação menos estigmatizadora para todos. É um processo, não um estado. É importante ressaltar que a Inclusão tem sido usada no Brasil com fins políticos espúrios. Com isto, serviços de Educação Especial tem sido desativados sem que nada tenha sido colocado no lugar.

16 12 3. O que diz a Lei Segundo a LEI Nº 9394/96 LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL 1996 no seu: CAPITULO V DA EDUCAÇÃO ESPECIAL Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais. 1º Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender as peculiaridades da clientela de educação especial. 2º O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns do ensino regular. 3º A oferta da educação especial, dever constitucional do Estado, tem início na faixa etária de zero a seis anos, durante a educação infantil. Art. 59. Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais: I currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades; II terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências, e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para os superdotados; III professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns; IV educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva integração na vida em sociedade, inclusive condições adequadas para os que não revelarem capacidade de inserção no trabalho competitivo, mediante articulação com os órgãos

17 13 oficiais afins, bem como para aqueles que apresentam uma habilidade superior nas áreas artística, intelectual ou psicomotora; V acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais suplementares disponíveis para o respectivo nível do ensino regular. Art. 60. Os órgãos normativos dos sistemas de ensino estabelecerão critérios de caracterização das instituições privadas sem fins lucrativos, especializadas e com atuação exclusiva em educação especial, para fins de apoio técnico e financeiro pelo Poder público. Parágrafo único. O poder Público adotará, como alternativa preferencial, a ampliação do atendimento aos educandos com necessidades especiais na própria rede pública regular de ensino, independentemente do apoio às instituições previstas neste artigo. A lei nº9394/96 é clara quando afirma que a Educação Especial será oferecida preferencialmente na rede regular de ensino. Diz também que serviço de apoio especializado será feito quando necessário. Mas o que se vê é que estão querendo acabar com as escolas especiais sem substituir por outro serviço. A questão da Inclusão, como já vimos anteriormente, é social, pois primeiro é preciso que o deficiente seja incluído na sociedade e a escola é um dos locais onde esse processo deveria ocorrer naturalmente. O serviço paralelo à escola regular em muitos casos é extremamente necessário, pois há pessoas com as mais diversas deficiências. Não podemos formatar como se só existisse um tipo de deficiente e que tanto projetos pedagógicos como práticas e metodologias únicas servirão para ele. Isso é a principal angústia e preocupação dos professores, que diante da exigência da lei se viram despreparados para atender os alunos deficientes. O ideal seria que os professores tivessem tido um período para se capacitar antes de receber este aluno. O que não aconteceu. A necessidade de o professor da rede regular de ensino buscar recursos e subsídios para lidar com essa nova questão surgiu porque, de repente, em sua sala de aula estava um aluno deficiente querendo estudar e fazendo valer seus direitos, ou seja, ao invés de preparar o professor e a equipe escolar para receber o aluno, o mesmo já estava lá antes dessa capacitação acontecer. Assim como temos um professor de ensino regular que está preocupado em como fazer com o aluno deficiente e os demais sem deficiência, do outro lado temos o especialista em determinada deficiência, mas estará preparado para auxiliar o

18 14 professor da rede regular? O ideal seria que pudesse existir uma parceria e não um trabalho particular, feito cada um do seu lado. Ao governo compete oferecer recursos e condições para que a Inclusão de alunos com deficiência seja um trabalho sério, com o qual os alunos possam aprender até o limite em que conseguem chegar, com ensino de qualidade e professores que explorem essas possibilidades. O movimento inclusivo nas escolas, por mais que seja muito contestado, é irreversível, o que significa que todos devem deixar de lado preconceitos e resistências e tentar fazer parte desse processo de mudança. É isso que veremos no próximo capítulo sobre os professores e a Inclusão, quais os desafios e dificuldades enfrentadas.

19 15 CAPÍTULO II A ATUAÇÃO DOS PROFESSORES E A INCLUSÃO 1. Os professores na inclusão As escolas que não estão atendendo alunos com deficiência em suas turmas regulares, se justificam, na maioria das vezes, com o despreparo dos seus professores para este fim. Neste capítulo veremos o que pensam os professores sobre a Inclusão e como se sentem frente a esta realidade. Segundo a pesquisa feita por Claudia Gomes e Altamir Barbosa (2006) com 68 docentes do Ensino Fundamental I de 1ª a 4ª série da rede municipal de Mogi das Cruzes (SP), os professores, mesmo sendo possuidores de uma formação acadêmica, não apresentam preparo profissional adequado para atuar com deficientes em suas salas de aula regulares. Eles afirmam não estar capacitados para a atuação em uma escola inclusiva. Falta não só preparo, mas também informação a respeito desse assunto, dos alunos com deficiência e suas limitações. Cabe ressaltar que existe uma questão fundamental a ser considerada, que diz respeito ao fato de que os professores que participaram da pesquisa não consideram ser de sua responsabilidade e competência educar alunos com deficiência. Por outro lado, a partir do momento em que surge a legislação, os professores se viram inseguros em relação a nova realidade, não lhes foi oferecido nenhum curso ou tipo de capacitação para ter uma idéia ou noção de como atuar quando houver um aluno deficiente em sua sala de aula. Primeiro se pensou no acesso desse aluno à escola e depois na preparação do professor. Tudo que é novo assusta, dá medo, gera angústia e insegurança. As pessoas que defendem a inclusão falam em respeito ao aluno, mas e o respeito com o professor? Um professor deve ficar calado a tudo que lhe é imposto? Não podemos esquecer que toda preparação leva tempo, ainda mais quando é uma geração com vestígios de preconceito, resistência em aceitar o diferente.

20 16 O professor deveria ter tido tempo para se preparar, repensar sua prática e verificar se quer trabalhar com essa realidade. Porém, os alunos estão chegando e agora não há outra alternativa ao professor, se não a de ir em busca de novos caminhos. Como disse Lino de Macedo (2008) em seu texto Fundamentos para uma Educação Inclusiva: Vamos ter que rever as nossas formas de avaliar, de aprovar, de reprovar. Vamos ter que melhorar a nossa condição de trabalho. Muitas pessoas vêm essas inclusões como piora, como mais uma dificuldade no caminho dos professores, como mais uma pressão. O salário é pouco, as condições de trabalho nem sempre são boas, há mais essa exigência de incluir essas crianças deficientes.é isso que afirmam muitas pessoas que tem coragem de dizer o que pensam, que não tem vergonha de falar do incômodo, por mais justo que possa ser, que é receber crianças que se diferenciam muito da média da classe. É importante assumirmos o preconceito, a nossa dificuldade, o medo, a nossa impotência, porque só assim vamos poder, pouco a pouco, assumir de fato, uma formação que promova a Educação Inclusiva. (MACEDO,2008) Contudo, a Inclusão está batendo em nossa porta e não podemos mais ignorá-la. É difícil, depende da realidade da escola, da acessibilidade que esta possui e da disponibilidade e vontade do professor em fazer um trabalho sério e de qualidade. Não podemos afirmar que é um trabalho impossível a ser realizado, a prova disso é o pensamento e atitudes dos alunos frente à Inclusão. É o que veremos a seguir sobre os benefícios e desafios dos alunos de uma escola inclusiva.

21 17 2. O aluno no processo da inclusão Neste item veremos as diversas posições dos alunos frente à Inclusão. Existem pessoas que não acreditam nos benefícios que os alunos podem tirar da nova situação, especialmente os casos mais graves, pois não teriam condições de acompanhar os avanços dos colegas e seriam mais marginalizados e discriminados que nas classes e escolas especiais. Segundo Rosa Maria Gasparini Nazar (2008),em uma escola inclusiva os alunos com alguma deficiência ganham respeito, convívio social e oportunidade de desenvolver suas potencialidades, porque adquirem experiências diretas com a variedade das capacidades humanas, aprendem a gostar da diversidade, demonstram responsabilidade e melhor aprendizagem através da convivência no trabalho em grupo, são melhor preparados para a vida adulta em uma sociedade diversificada e entendem que são diferentes, mas não inferiores. Por outro lado, os estudantes sem deficiência também são beneficiados com a convivência com alunos deficientes, porque perdem o medo e o preconceito em relação ao diferente, desenvolvem a cooperação e a tolerância, tem acesso a uma visão bem mais ampla dos papéis sociais, adquirem grande senso de responsabilidade, melhoram o rendimento escolar, percebem desde cedo que as famílias e os espaços não são homogêneos e que as diferenças são enriquecedoras para o ser humano. Portanto, a convivência de alunos deficientes com aqueles que não são tende a ser um processo tranqüilo, ainda mais se for entre crianças de 3 a 10 anos que estão desprovidas de preconceitos nessa faixa etária; normalmente, o preconceito nessa idade, se houver, será por parte dos pais e não das crianças. E mesmo promovendo a solidariedade a Inclusão não será um movimento de caridade e sim de responsabilidade social, ou seja, de toda uma sociedade. Na tentativa de verificar se a Inclusão está sendo realizada na rede regular de ensino, o capítulo a seguir trará uma pesquisa feita na Zona Norte de São Paulo sobre escolas de Inclusão.

22 18 CAPÍTULO III RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA ESCOLAR INCLUSIVA Neste capítulo traremos o caso de uma criança que freqüenta uma escola particular de ensino regular na qual é realizado o trabalho de inclusão de alunos com deficiência. Para realizar essa pesquisa foi feita uma visita a 10 escolas particulares na Zona Norte de São Paulo, apenas uma trabalha com alunos deficientes em sala de aula regular. As demais disseram que não há muita procura desses alunos e quando ocorre, casualmente, não recusam essas matrículas, mas deixam claro para os pais a falta de estrutura. O Colégio particular Mirante, situado na zona Norte de São Paulo, trabalha há 12 anos com inclusão. Atualmente atende em média um aluno com deficiência em cada série regular, desde Educação Infantil até o Ensino Fundamental I. É uma escola pequena com no mínimo 9 e no máximo 15 alunos por sala. Foram coletadas informações sobre um dos alunos que faz parte do processo de inclusão no Colégio Mirante, com o relato da diretora e das professoras que realizam esse trabalho, como parte ilustrativa dessa pesquisa. É sempre muito bom conversar com profissionais da área de educação, saber seus medos, angústias, tentativas. Principalmente nessa questão da inclusão, a diretora e as professoras do Colégio Mirante se mostraram dispostas a trocar ideias, falar dos obstáculos, dos acertos com relação ao aluno H. que é um menino encantador, com muita energia e vontade de aprender. O aluno H. de 8 anos, possui paralisia cerebral. A mãe não possui nenhuma deficiência e o pai é desconhecido pela escola.

23 19 1. Resultados obtidos Em 2006 o aluno H. ingressou na escola com 5 anos no Jardim II da Educação Infantil. Ele tem paralisia cerebral, comprometimento motor, porém se locomove normalmente com ajuda de aparelhos na perna. Ingressou no Jardim II,mas seu material didático era de Jardim I (um estágio anterior do que ele estava), porque não conseguia nem pegar num lápis. O primeiro passo conta a diretora, foi melhorar sua auto-estima, tinha uma enorme resistência em tentar as coisas, era extremamente inseguro, tremia de medo ao executar qualquer atividade. Começou com garatujas (rabiscos próprios de criança de 2 anos) e a partir dos elogios de sua professora e o apoio dos demais colegas da sala foi desenvolvendo de uma maneira extraordinária sua coordenação motora. H. foi muito bem aceito pelos outros alunos, a diretora e a professora contaram que no seu segundo dia na escola haveria aula de futebol e elas estavam muito apreensivas em como não excluir H. da aula. As duas subiram com todos os alunos da sala na quadra quando, de repente, um colega perguntou a H. se ele sabia jogar futebol, o mesmo respondeu que sim, então bem rápido o colega rebateu: Ótimo! Então você pode ser o goleiro. E resolveu a situação, deixando a professora e a diretora pasmas, pois os adultos ainda tem certos cuidados e preconceitos em relação ao deficiente. No ano seguinte (2007), H. foi para o 1º ano do Ensino Fundamental I, seu material didático devido a seu grande desenvolvimento foi de Jardim II. Ele tinha um ótimo vínculo afetivo com a professora e o grupo o acolheu até melhor que o do ano anterior, era uma turma tranqüila que respeitava muito H. Era um grupo de alunos que não estava junto desde o início e isso facilitou a integração entre eles. A professora começou a propor desafios para H. e isso foi deixando-o cada vez mais seguro, porque começou a perceber que ele era capaz. A mesma relatou que foi a primeira vez que trabalhou com aluno com deficiência, o que a assustou, mas teve muito suporte da direção da escola e apoio da mãe.quando chegou, sem conseguir pegar no lápis, o trabalho com H. foi todo focado na coordenação motora grossa e fina, com material de pulsão, alinhavo, massa de modelar, recorte com tesoura própria, lápis triangular. A mãe de H., segundo a diretora, é muito presente e

24 20 participativa a todas as solicitações da escola, como a compra de alguns materiais mais apropriados, como uma tesoura especial e um apoio de caderno de 45 graus, acatando e providenciando tudo sempre o mais rápido possível. Em matemática H. surpreendia, sempre utilizando material concreto como palito, ábaco, dado, dominó. Ele participa de tudo, passeios, projetos, feiras culturais. Sua mãe também o leva a muitos passeios culturais, o que facilita muito no processo ensino-aprendizagem. O início foi difícil. H. não queria fazer as coisas sozinho, a professora sentava a seu lado e insistia, ele queria que ela pegasse na mão dele, mas ela não pegava e ele ficava muito nervoso, conta. A sala de H. no Jardim II e 1º ano tinha 11 alunos e ele ficou esses dois anos com a mesma professora. No começo de 2008, H. foi para o 2º ano do Ensino Fundamental I e seu material seria de 1º ano, mas ele ficou muito irritado e quis que seu material fosse de 2º ano como o dos demais colegas da sala. A equipe escolar juntamente com a mãe de H. resolveram fazer o teste. O material utilizado é uma apostila bimestral com todas as disciplinas integradas, suas respostas na apostila são escritas como ele consegue e a professora, às vezes, escreve embaixo. Além dos cadernos para cada disciplina, H. possui ainda um caderno quadriculado para melhorar e desenvolver sua coordenação motora, esse caderno a mais é uma necessidade específica para seu desenvolvimento. Para surpresa de todos, o aluno H. está acompanhando o material didático do 2º ano e como possui algumas limitações motoras suas avaliações são feitas em múltipla-escolha e H. só tira nota dez. Ele já está alfabetizado e compreende perfeitamente todo o conteúdo, apresentando dificuldade somente para escrever, escreve com certa lentidão e de letra de forma, sua fala demonstra que a paralisia cerebral é leve. Sua coordenação motora melhorou muito desde que entrou na escola até aqui. Não apresenta nenhum comprometimento intelectual e cognitivo, participa das aulas com entusiasmo e sempre surpreende com suas respostas, demonstrando ser muito inteligente. H. adora as aulas de teatro e é o aluno que mais se destaca nessa aula. A sala possui 8 alunos com H. A professora desse ano relatou que já trabalhou com alunos com síndrome de Down, gosta muito desse trabalho e não apresentou resistência em atuar com alunos deficientes, foi pesquisar, se preparar, fez várias capacitações que a escola mesmo ofereceu para estar preparando seus profissionais para trabalhar com inclusão.

25 21 A professora do Jardim e do 2º ano relataram ter curso de formação em Pedagogia, mas infelizmente a faculdade não prepara o professor para trabalhar com alunos deficientes. A mãe de H. contou à diretora da escola que 8 escolas recusaram a matrícula dele, alegando falta de estrutura e material capacitado. Antes de H. ingressar no Colégio Mirante ele estava numa escola de Educação Infantil cujo material didático vinha perfeitamente preenchido. Ela começou a questionar os resultados mostrados ali com o que H. fazia em casa, então resolveu mais uma vez procurar uma escola inclusiva, que fizesse um trabalho pedagógico e não omitisse o que realmente seu filho conseguia fazer. Isso para ela explica o fato de, no começo, ele estar totalmente inseguro em suas atividades e principalmente querer que a professora pegasse em sua mão para a realização das mesmas, o que indica que esse deveria ser o procedimento que H. estava acostumado na escola anterior. Além da escola, H. tem suporte de alguns profissionais especializados como fonoaudióloga, fisioterapeuta e psicóloga, que trabalham com ele em outro período fora do horário escolar.

26 22 2- Análise Interpretativa De acordo com a pesquisa apresentada anteriormente, pode-se perceber que a questão da inclusão, não é só de âmbito escolar, mas chega a ser um problema social. Cabe à sociedade estar preparada para a Inclusão, precisa parar de olhar para o deficiente com preconceito, procurar promover acessibilidade para que este tenha uma melhor qualidade de vida e tenha também mais oportunidades, pois deficiência não é sinônimo de incapacidade. O indivíduo pode ter certas limitações, mas não podemos simplesmente julgá-lo de não poder fazer nada. O deficiente físico, por exemplo, assim como foi visto na pesquisa, tem seu cognitivo em perfeitas condições para se desenvolver, suas limitações físicas não o impedem de ler uma notícia, pensar para resolver uma situação-problema e até utilizar outros recursos como o computador. Muitas escolas e seus profissionais não se sentem preparados para lidar com esse tipo de situação. Conforme foi dito, faltou preparar a escola para receber esses alunos, mas como isso não aconteceu, agora está na hora de correr atrás, a sociedade deve se informar e principalmente para eliminar o preconceito contra o deficiente. Os desafios assustam, mas são necessários para o crescimento de qualquer ser humano. Pior do que se negar por incapacidade, medo ou despreparo, é omitir-se de um trabalho, como se este estivesse sendo feito, o que é grave pois mascara uma realidade. É necessário um trabalho conjunto entre direção, coordenação, professores, auxiliares, abertura e flexibilidade na avaliação. É importante buscar conhecimentos para saber lidar com o deficiente. Como podemos ver, as crianças são mais receptivas do que os adultos, elas não tem o preconceito enraizado. Aprendemos muito com as crianças. A participação e colaboração dos pais também é muito importante, fundamental. Enfim, de acordo com a pesquisa citada aqui pode-se podemos verificar que a Inclusão escolar na rede regular de ensino não é a utopia do impossível, ela é possível. Embora não esteja sendo realizada na maioria das escolas, é uma proposta que pode ser concretizada dentro das possibilidades e do compromisso social e educativo da instituição. Claro que cada escola terá uma realidade diferente

27 23 da outra, em número de alunos, recursos, espaço físico, pais e professores com as mais diferentes experiências de vida. A faixa etária dos alunos também pode influenciar em seu comportamento, por exemplo, a receptividade de crianças talvez seja diferente da de adolescentes. Mas todos tem condições de tentar reverter esse quadro. A questão da Inclusão tanto na escola como na sociedade faz parte de uma responsabilidade social e não podemos achar que não temos nada a ver com isso.

28 24 CONSIDERAÇÕES FINAIS A inclusão de deficientes nas escolas regulares ainda caminha lentamente. Embora muitas escolas façam um trabalho sério, não é possível dizer que todas as escolas trabalham com inclusão porque está na Lei. A inclusão depende de muitos fatores como: número de alunos por sala, qual a deficiência do aluno, apoio e estrutura familiar, estrutura e organização da escola, projeto pedagógico, espaço físico e acessibilidade dos recursos, como rampas para receber um aluno com deficiência física. Não se pode focar só no professor a responsabilidade de incluir um aluno deficiente. É ingênuo dizer que todas as escolas regulares aceitam alunos com deficiência. Não é esta a realidade atual, mas não podemos dizer que a Inclusão desses alunos é utopia, pois é possível realizar um trabalho com um aluno deficiente numa sala de aula regular. O problema é que muitas escolas se negam a tentar, dizendo aos pais desses alunos que não tem estrutura para recebê-lo, como recursos de acessibilidade e profissionais especializados, obrigando-os a procurar outro lugar, pois é difícil para um pai deixar seu filho sem escola ou onde já afirmaram não ter estrutura para trabalhar com ele. Contudo, a questão da inclusão escolar é também um problema social. Através dela as pessoas aprendem a ter respeito umas com as outras independente de raça, religião, deficiência, sem preconceito e não porque está na Lei. É sim uma questão de cidadania. H. é um aluno com paralisia cerebral leve, numa escola pequena, com poucos alunos por sala, uma inclusão que deu certo. Mas não podemos esquecer que existem pessoas com deficiências graves e que, infelizmente, a sala regular talvez não tenha o que aquela pessoa como cidadão de uma sociedade precisa. Então, nesse caso, é essencial que os dirigentes estabeleçam parcerias com outros profissionais, como um especialista em educação especial para auxiliar no trabalho educativo e inclusivo. Se não é proveitoso para um aluno com alguma deficiência permanecer o tempo todo na sala de aula regular, é importante que se perceba tal necessidade e

29 25 se crie adequações de horários, conteúdos, atividades. A escolaridade pode ser um direito, mas o bem estar, a qualidade de vida e o convívio social são imprescindíveis.

30 26 REFERÊNCIAS BARTALOTTI, Celina Camargo.Inclusão social das pessoas com deficiência: utopia ou possibilidade? São Paulo: Paulus, GOMES, Claudia e BARBOSA, Altemir José Gonçalves. Inclusão escolar do portador de paralisia cerebral: atitudes de professores do ensino fundamental. Revista Brasileira Educação Especial. Abr 2006, vol 12, nº 1, p ,Marília/ SP. MACEDO, Lino de Psicologia da educação - Fundamentos para uma Educação Inclusiva. Editora: São Paulo/ Casa do Psicólogo, 2001, p Fundamentos para uma Educação Inclusiva, MANTOAN, Maria Teresa Égler. Inclusão escolar: O que é? Por quê? Como fazer? 2ªed. São Paulo: Moderna, Caminhos Pedagógicos da Inclusão Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Reabilitação de Pessoas com Deficiência, MRECH, Leny Magalhães, Educação Inclusiva: Realidade ou Utopia? / 2008 disponível em Acesso em 07/01/2009 NAZAR, Rosa Maria Gasparini. Os caminhos para a inclusão no Ensino Regular e a importância de conviver com a diversidade. Revista Direcional Educador, São Paulo: Editora- Luiza Oliva, Junho/2008- ano 3, edição 41, p 40 e 41. RIOS, Terezinha A. Ética e Competência. 7ª edição. São Paulo: Cortez, SASSAKI, Romeu Kazumi. Mídia e Deficiência. Agência de Notícias dos Direitos da Infância e da Fundação Banco do Brasil/ Brasília, 2003, p

31 27 Disponível: Htpp://portal.mec.gov.br/sesu/, disponível em 2008 acesso 23/07/2008 Htpp:// disponível em 2009 acesso 06/01/2009 Htpp:// disponível em 2009 acesso 07/01/2009 Htpp:// disponível em 2009 acesso 07/01/2009 Htpp:// disponível em 2008 e 2009 acesso em 25/07/2008, 17/10/2008, 03/11/2008, 05/12/2008, 12/01/2009, 16/01/2009

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