DIREITOS HUMANOS, A POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL E AS INTERLOCUÇÕES COM A PSICOLOGIA NOS PROGRAMAS SOCIAL BÁSICO E ESPECIAL CRAS E CREAS

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1 1 SANDRA MARIA FIGUEIREDO IGNÁCIO DE LIMA DIREITOS HUMANOS, A POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL E AS INTERLOCUÇÕES COM A PSICOLOGIA NOS PROGRAMAS SOCIAL BÁSICO E ESPECIAL CRAS E CREAS Monografia submetida ao Curso de Psicologia da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Vale do Rio Doce, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Psicologia. Orientador (a): Tandrécia Cristina de Oliveira Governador Valadares 2009

2 2 SANDRA MARIA FIGUEIREDO IGNÁCIO DE LIMA DIREITOS HUMANOS, A POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL E AS INTERLOCUÇÕES COM A PSICOLOGIA NOS PROGRAMAS SOCIAL BÁSICO E ESPECIAL CRAS E CREAS Monografia Apresentada como requisito parcial para a obtenção do título de bacharel em Psicologia pela Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Vale do Rio Doce Governador Valadares, de de Banca Examinadora: Profa. MSc. Tandrécia Cristina de Oliveira Orientador Universidade Vale do Rio Doce Profa. MSc. Solange Coelho Universidade Vale do Rio Doce Prof. MSc. Adílson Rodrigues Coelho Universidade Vale do Rio Doce

3 3 DEDICATÓRIA Dedico esse trabalho para as minhas continuidades, meus filhos: Elis e Ernesto Figueiredo Brasileiro

4 4 AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente à Vida, por fazer valer a pena. Agradeço aos meus pais Ana e Eurídes pelo apoio e credibilidade. Agradeço aos meus filhos, Ernesto pela nova oportunidade de amor e aprendizado, e à Elis pelo amor, compreensão e principalmente o companheirismo durante esses 5 anos. Agradeço ao pai de meus filhos Fábio Brasileiro pelo apoio, carinho e amizade. Agradeço à minha orietadora e professora Tandrécia Oliveira pela dedicação. Agradeço aos professores por se dedicarem a nós. Agradeço a profesora Solange e ao professor Adilson por participarem da banca. Agradeço ao coordenador do curso Adilson Coelho pelo carinho e pela paciência. Agradeço as minhas amigas, Gláucia Muniz por estar sempre ao meu lado, e principalmente a Marleide de Castro pelo apoio e pelo material bibliográfico cedido que contribuiu tanto por enriquecer este trabalho. Agradeço especialmente ao meu colega de curso Igor Madeira por contribuir formatando este trabalho. Agradeço a Deus por me dar força e coragem para vencer todos as dificuldades e por ter me dado saúde pra percorrer com garra esses 5 anos de curso.

5 5 A existência humana não deve ser entendida como alguma coisa fechada sobre si mesma, mas está determinada por uma série de relações: ela mesma, os outros e o mundo E.A.Denny

6 6 RESUMO Os Direitos Humanos tem seu ponto de partida, no processo de construção, a proteção do indivíduo, reivindicada pela sociedade, em vários países. O Direito Internacional possui a aplicação de suas normas para muito além dos limites de um determinado País. Os Direitos Humanos tem como foco a efetivação do exercício da cidadania, clamada nos movimentos sociais que culminaram na promulgação da Constituição Federal de 1988, marco de transformação político-social na consolidação dos direitos e busca pela cidadania. A Política de Assistência Social elaborada pela Política Nacional de Assistência Social (PNAS/2004) e efetivada pelo Sistema Unico de Assistência Social (SUAS) diz ser a assistência social, direito do cidadão e dever do Estado, como política de Seguridade Social não contributiva. A psicologia na política de Assistência Social objetiva atuar nas situações de vulnerabilidade, na construção do exercício de cidadania, no que concerne o conjunto dos Direitos Humanos. A inserção do psicólogo, nos programas sociais CRAS e CREAS, com uma postura ética, crítica, voltada para a emancipação do indivíduo, contribui para o fortalecimento dos indivíduos e grupos efetivando direitos e o exercício de cidadania. O objetivo deste trabalho é apresentar a evolução e a efetivação dos Direitos Humanos, no cenário da Política Nacional de Assistência Social nos programas social básico e especial e as interlocuções da psicologia. Palavras-chave: Direitos Humanos, Política Nacional de Assistência Social, Psicologia.

7 7 ABSTRACT Human Rights has its starting point in the process of construction, protection of the individual claimed by the company in various countries. International law has to apply its standards far beyond the limits of a particular country Human Rights focuses on the realization of citizenship, uttered in the social movements that culminated in the promulgation of the Constitution of 1988, marking the political transformation -the consolidation of social rights and the quest for citizenship. The Social Assistance Policy prepared by the National Social Assistance (PNAS/2004) and executed by the Unique System of Social Services (ITS) refers to social assistance, civil right and duty of the State's policy of Social Security does not pay. Psychology and Social Policy aims to act in situations of vulnerability, the construction of citizenship, as regards all human rights. The insertion of psychologists, social programs and CRAS Crease, with an ethical, critical, focused on the emancipation of the individual contributes to the strengthening of individuals and groups effecting rights and the exercise of citizenship. The aim of this paper is to present the development and realization of human rights, in the setting of the National Social Assistance in basic social programs and special interfaces and psychology. Keywords: Human Rights, National Policy on Social Psychology.

8 8 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO REVISÃO DE LITERATURA... 1Erro! Indicador não definido. 2.1 Direitos Humanos A POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL Princípios da Política Nacional de Assistência Social Diretrizes da Política Nacional de Assistência Social Objetivos da Política Nacional de Assistência Social Usuários da Política Nacional de Assistência Social Proteção social básica e especial da política nacional de assistência social Proteção social especial de médias complexidades Proteção social especial de alta complexidade O CRAS E O CREAS E AS INTERlLOCUÇÕES DO TRABALHO DA PSICOLOGIA Desafios enfrentados pelos psicólogos em atuação no CREAS Centro de referência especializado de assistência social - CREAS Enfrentamento à violência, abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes Ações de prevenção e busca ativa Serviço de orientação e apoio especializado a crianças, adolescentes e famílias serviços de orientação e acompanhamento a adolescentes em cumprimento de medida sócio-educativa de liberdade assistida e de prestação de serviços à comunidade CONCLUSÃO REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 59

9 9 1 INTRODUÇÃO O presente trabalho visa apresentar um estudo sobre Direitos humanos, a Política Nacional de Assistência Social, e a interlocução com a psicologia nos programas de proteção social básica e especial CRAS e CREAS. A importância da promulgação dos Direitos Humanos se confirma frente a uma prática eticamente correta que deve respeitar antes de tudo, o conjunto de declarações que fazem referência aos mesmos e põem em jogo determinado tipo de valores básicos, com a ética e a prática profissional exercida por e para cidadãs e cidadãos. No caso da psicologia, o compromisso com os Direitos Humanos tem adquirido um caráter particular, uma vez que é a psicologia uma profissão que deve comungar de um elevado nível de compromisso e de responsabilidade social. O objetivo deste trabalho é apresentar a evolução e a efetivação dos Direitos Humanos, o cenário da Política Nacional de Assistência Social nos programas social básico e especial e a interlocução com a psicologia. E assim procurar responder a seguinte pergunta: Quais são as principais interlocuções da psicologia com os Direitos Humanos, a Política Nacional de Assistência Social e os programas sociais de proteção básica e especial CRAS e CREAS? Neste sentido este trabalho vem apresentar a questão dos Direitos Humanos dentro de uma perspectiva histórica pela busca da cidadania, aclamada nos movimentos da sociedade que posteriormente veio a culminar no marco de transformação de maior importância de nosso país, que é a Constituição Federal de 1988; que desencadeia uma série de mudanças na relação do Estado na questão dos Direitos Fundamentais, fortalecendo desta forma o exercício da Cidadania. A construção contínua de Direitos se torna pauta nos fazeres Políticos no Brasil, e desta forma se dá a implantação de políticas públicas que vêm trabalhar em função deste propósito. Há exemplo disto tem se a Política Nacional de Assistência Social PNAS que busca incorporar as demandas presentes na sociedade brasileira no que tange à responsabilidade política, objetivando tornar claras suas diretrizes na efetivação da assistência social como direito de cidadania e responsabilidade do Estado. Segundo a Lei Orgânica da Assistência Social LOAS, a PNAS é política de

10 10 Seguridade Social não contributiva, para garantir o atendimento às necessidades sociais básicas. Na efetivação dos direitos de seguridade social e especial, discute-se o atendimento assegurado pelos programas de proteção básica e especial. O trabalho irá descrever as diretrizes do Centro de Referência de Assistência Social o CRAS e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social o CREAS e o trabalho específico dos psicólogos inseridos nesses programas. Que tem como objetivo apresentar e discutir as principais interlocuções da psicologia no campo da assistência social e dos programas de proteção básica e especial CRAS e CREAS. No entanto sem deixar de relevar a importância da evolução das questões dos Direitos Humanos no campo da política de proteção e de assistência social. Para realizar o presente estudo optamos pelo método de revisão de literatura, por meio de análise descritiva e qualitativa através de busca de fontes bibliográficas em artigos científicos, livros e sites especializados. Sendo assim, a temática acima apresentado será mais bem discutida nos capítulos que se seguem.

11 11 2 REVISÃO DE LITERATURA 2.1 DIREITOS HUMANOS Este trabalho discute-se direitos humanos dentro de uma perspectiva histórica pela busca da cidadania, no campo da Política de Assistência Social. Busca esta, promovida pelos movimentos da sociedade, nesta direção, que culminando na promulgação da constuição federal de 1988 abre espaço para a inserção do indivíduo na esfera de direitos. Este cenário favoreceu o que hoje vivenciamos; o posicionamento da psicologia e do psicologo ética e politicamente nas questões dos Direitos Humanos. Portanto este trabalho de monografia, neste primeiro capítulo, irá discutir Direitos Humanos e as interlocuções com a psicologia. O Direito enquanto ciência, preocupa-se em normatizar as relações sociais tornando possível a vida em sociedade, e desta forma estabelece direitos e deveres para os indivíduos em suas relações recíprocas e até mesmo nas relações com o Estado (CONSELHO REGIONAL DE SERVIÇO SOCIAL-MG, 2009). Os Direitos Humanos tiveram como ponto de partida em seu processo de construção a proteção do indivíduo, reivindicada pela sociedade, internamente, em vários países. Uma vez que, com o advento das duas grandes guerras mundiais, foi possível concluir que o homem não poderia ficar a mercê da proteção exclusiva da sua lei nacional. Iniciou-se então um processo de proteção dos Direitos do Homem na esfera internacional, onde os países foram chamados a reconhecer, respeitar e resguardar esses Direitos, inaugurando mais uma vertente de proteção chamada de Direito Internacional dos Direitos Humanos (CONSELHO REGIONAL DE SERVIÇO SOCIAL-MG, 2009). O desenvolvimento do Direito Internacional que possui o âmbito de aplicação de suas normas para muito além dos limites de um determinado país, passa a ter validade em todos os países que reconheceram os tratados internacionais, sujeitando-se assim, à observância de suas normas ou dos direitos que visam proteger (CONSELHO REGIONAL DE SERVIÇO SOCIAL-MG, 2009). Após a criação da Organização das Nações Unidas (ONU) em 1945, iniciouse uma nova fase de reconhecimento dos Direitos do Homem. A Assembleia Geral

12 12 da ONU elaborou, votou e aprovou em 1948, a célebre Declaração Universal dos Direitos Humanos. Reafirma assim o compromisso solene de todos os estados de promover o respeito universal e proteção de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais a todas as pessoas (CONSELHO REGIONAL DE SERVIÇO SOCIAL- MG, 2009). Nesse contexto, o fortalecimento da cooperação internacional na área dos direitos humanos é essencial à plena realização dos propósitos das Nações Unidas contidas na célebre Declaração Universal dos Direitos Humanos inaugurando um novo espaço de construção dos direitos do homem desvinculada de um território específico. Portanto conhecer e ampliar essa discussão é de grande relevância para a efetivação do trabalho da psicologia neste campo (CONSELHO REGIONAL DE SERVIÇO SOCIAL-MG, 2009). Nesta perspectiva, a busca pelo conceito do termo Direitos humanos é importante devido ao caráter universal de sujeito que a concepção dos direitos humanos possui. Sendo assim, conceituar Direitos Humanos não tem sido uma tarefa fácil para os doutrinadores que se ocupam do estudo das questões relacionadas a esse ramo do Direito e, nem mesmo para os diversos órgãos nacionais e internacionais que visam protegê-los, mesmo por que, várias são as expressões utilizadas como sinônimo da expressão Direitos Humanos. Neste sentido convêm transcrever os ensinamentos de Ramos(2005) apud CONSELHO REGIONAL DE SERVIÇO SOCIAL-MG(2009) ao afirmar que: Na doutrina e no direito positivo (interno e internacional) há uma ampla utlização de diversos termos e expressões para traduzir o conceito dos chamados direitos humanos tais como, para citar as mais utilizadas, direitos fundamentais, liberdades públicas, direitos da pessoa humana, direitos individuais, direitos fundamentais da pessoa humana, direitos públicos subjetivos, e por fim, a expressão ja mencionada direitos humanos. Observa-se que, apesar das várias expressões utilizadas como sinônimas, duas possuem um uso frequente e uma maior tentativa de serem vistas como sinônimas, a saber, Direitos Humanos e Direitos Fundamentais. Porém há que se proceder a uma delimitação conceitual para uma melhor compreensão.sarlet

13 13 (2005,p.39-40) apud CONSELHO REGIONAL DE SERVIÇO SOCIAL-MG(2009) assevera que: O termo Direitos Fundamentais se aplica para aqueles Direitos do ser humano reconhecidos e positivados na esfera do Direito Constitucional positivo de determinado Estado, ao passo que a expressão Direitos Humanos guardaria relação com os documentos de direito internacional, por referir-se àquelas posições jurídicas que se reconhecem ao ser humano como tal, independentemente de sua vinculação com determinada ordem constitucional. No Brasil, foi no processo de transição político do regime militar autoritário para um regime democrático que a questão dos direitos humanos entrou mais decidamente na agenda política. Isto não quer dizer que antes a preocupação com os direitos humanos estava ausente, mas era principalmente objeto de grandes discursos políticos (GUERRA et al, 2003). Portanto, na defesa dos direitos humanos o foco é a cidadania, a intenção é a construção de novas subjetividades, ampliando individual e coletivamente a democracia e a autonomia... Desta forma, as novas referências identitárias colocadas pelo discurso dos direitos humanos, tornam os direitros humanos uma questão para a psicologia politica... ou seja a psicologia como prática e ciência, pode contribuir e colaborar para o reconhecimento da raíz politica, e a partir daí, construir uma noção de sujeito capaz de articular as esferas individuais e coletivas sem necessáriamente cobrir a vida coletiva de interesses individualistas e a vida individual de sujeito coletiva... E ainda dentro da perspectiva dos direitos humanos a psicologia deve relacionar ação social enquanto mobilização... que da a engrenagem que movimenta o homem no sentido de lutar pelo desenvolvimento de sua sociedade..., juntamente com os processos psicossociais que pensam o homem como um ser histórico..., que ao longo do tempo constitui-se pelas relações sociais e culturais engendradas pela humanidade... E assim, desta forma foca-se na necessidade de observar o caráter histórico dos fenômenos sociais e, portanto, tambem dos Direitos Humanos (GUERRA et al, 2003). Neste sentido é que se faz relevante destacar o papel político da psicologia, principalmente como a sua atuação e saberes podem contribuir no que tange aos Direitos Humanos.

14 14 E é na direção deste papel político da psicologia que se da a aproximação do psicologo com o mundo real da exclusão social, é ao transitar nos campos da tragédia e da dor que perpassam a cotidinidade da vida das classes populares que este se depara com a permanente violação dos mínimos direitos de cidadania, que irá interpelar aos psicologos a trabalhar com as questões dos Direitos Humanos, como possibilidade de enquadrar criticamente estes contextos sociais..., e é nesta perspectiva que os objetos de sua intervenção irão extrapolar os limites dos fatos técnicos desafiando suas construções teóricas mais tradicionais. (GUERRA et al, 2003). É neste contexto, que a criação da Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia, veio representar um marco institucional importante, por oferecer ancoradouro para uma preocupação e interesse acerca das questões que envolvem os Direitos Humanos e a psicologia. E deste modo viabilizar uma presença mais permanente e sistematica deste campo de debates, fundado e tornado possível, graças aos avanços das relações sociais dos psiólogos e da psicologia em direção aos espaços marcados pela violência e pela exclusão social. Que certamente só foi possivel, através da inserção do psicólogo no contexto dos movimentos sociais, na luta pela ampliação da cidadania (JACÓ-VILELA & SATO, 2007). E dentre tudo, passar a entendê-las, psicologia e política, conforme Coimbra (2001, p.147)... como produções históricas, como territórios não separados, mas que se complementam e se atravessam constantemente para então poder efetuar nossas práticas, ou seja, a da psicologia, comprometida com a efetivação no que diz respeito aos direitos de todos os humanos... e não como neutras, mas como implicadas no e com o mundo. Este status de implicação não se refere apenas ao lugar ocupado pelo psicologo nas relações sociais, mas especialmente ao papel que desempenha no espaço de ação profissional, pautando o seu trabalho de forma política e crítica. Portanto, o psicologo entendendo-se tambem, como produto da sociedade. Sendo assim, se faz possível ao psicologo assumir a condição de mediador, de forma ética, dos Direitos Humanos. (GUERRA et al, 2003).

15 15 E quando se fala em ética, no caso da psicologia, o compromisso com os Direitos Humanos tem adquirido um caráter particular, dado que é uma ciência e uma profissão com um elevado nível de compromisso e de responsabilidade social. Um dos códigos de ética profissional da psicologia de maior impacto; está o Protocolo de Acordo Marco de Princípios Éticos para o Exercício dos Psicólogos no Mercosul e Países Associados. Que contam entre os denominados princípios gerais o respeito pelos direitos e a dignidade das pessoas, seja de forma explícita ou implícita. Para tanto o primeiro dos pontos do conteúdo dos princípios gerais do Protocolo de Marco de Princípios Éticos para o Exercício Profissional dos Psicólogos no Mercosul e Associados, denominado precisamente Respeito pelos direitos e a dignidade das pessoas, aponta explicitamente para a temática (JACÓ-VILELA & SATO, 2007). Cita-se de forma completa que: Os Psicologos se comprometem a fazer próprios os princípios estabelecidos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos. Assim sendo, guardarão respeito aos direitos fundamentais, à dignidade e ao valor de todas as pessoas, e não participarão em práticas discriminatórias. Respeitarão o direito dos indivíduos à privacidade, confidencialidade, autodeterminação e autonomia. (COMITÉ COORDINADOR DE PSICÓGOLOS DEL MERCOSUR Y PAISES ASOCIADOS, 1999, p.11) apud (JACÓ-VILELA & SATO, 2007 ). Ainda, Cornelis Stralen (2003) apud GUERRA et al(2003), Doutor em Sociologia e Politica, expõe sobre psicologia politica e direitos humanos com o pressuposto de que os direitos humanos, ainda tendo como referência uma igualdade abstrata frente ao Outro Estado, constituem um tecido organizador das relações entre grupos e individuos, enquanto que a psicologia política se preocupa com a emergência de sujeitos políticos (GUERRA et al, 2003). Percebe-se então a importância em aprofundar a relação dos Direitos Humanos com o contexto político socio- histórico. Historicamente, não há consenso sobre a natureza dos direitos humanos. A visão de que se tratam de direitos naturais, que como tais devem ser reconhecidos pelo Estado, contrapõe-se à visão de que se trata de direitos subjetivos concedidos pelo Estado ao indivíduo. Entre esses dois extremos se situa uma terceira visão, que postula que os direitos se baseiam num contrato social, expresso na Constituição

16 16 Federal, entre as diversas forças sociais e políticas (MENGOZZI, 1986). A primeira parece mais moderna, pois mais facilmente se articula com uma visão construcionista que conceba a realidade como socialmente construída. A segunda visão tem mostrado mais eficácia na defesa dos direitos humanos, pois torna-o indisponivel. Mesmo assim está sujeita a críticas cada vez maiores, pois não é estranha ao imperialismo de direitos humanos e negligência a diversidade (GUERRA et al, 2003). Sendo assim importa classificar os direitos humanos dentro desta relação política socio-histórica. Os direitos humanos abrangem um conjunto de direitos que possam ser classificados em civís, políticos e sociais. Os direitos civís dizem respeito ao status do indivíduo: liberdade pessoal, de pensamento, de religião, de reunião e liberdade econômica. Os direitos políticos se referem à participação do indivíduo na vida política: liberdade de se organizar em partidos, direito a votar e ser votado. E finalmente, os direitos sociais dizem respeito às condições gerais de vida: direito ao trabalho, à saúde, à educação, à proteção contra a miséria, e dentre outras (GUERRA et al, 2003). Porém, em relação a efetivação de direitos sociais, as condições econômicas e sociais diferentes que marcam os diversos países, tornam a efetivação de direitos sociais especialmente difícil para países menos desenvolvidos, seja pela escassez de recursos, seja pela grande resistência das elites tradicionais à medidas distributivas. A maioria dos direitos definidos são direitos civís e políticos (GUERRA et al, 2003). Para uma melhor compreensão verifica-se a efetivação de direitos no contexto Brasileiro. No Brasil, os direitos sociais antencederam os direitos cívis e políticos, o que afetou profundamentre a própria natureza da cidadania e desdobrou-se numa acomodação à profunda desigualdade social. Característica desta representação foi a política de Getúlio Vargas frente à classe operária. Os direitos civís ficaram só no papel. Os direitos sociais estavam todos atrelados aos contratos de trabalho e regularmentado por categorias de trabalhadores e ademais esses direitos foram introduzidos num contexto de baixa ou de nula participação política e de precária vigencia de direitos civís (GUERRA et al, 2003). Por esta razão fala-se em cidadania regulada, entendento por cidadania regulada o Conceito de cidadania cujas raízes encontram-se, não em um código de valores políticos, mas em um sitema de estratificação ocupacional, e que,

17 17 ademais, tal sistema de estratificação ocupacional é definido por norma legal (SANTOS, 1987, p.68). Ou seja, uma cidadania social, autoritária, estratificada de acordo com as categorias ocupacionais e assim, excluindo categorias tais como os trabalhadores rurais, domésticos e os autônomos. Abriu se então caminhos para a modernidade, incorporando as massas urbanas ao processo da construção da nação e do crescimento industrial. Ao mesmo tempo, acomodava à estrutura social hierarquizada, favorecendo a disseminação da percepção de direitos sociais como benefícios oferecidos por Vargas, atravessando todos os serviços públicos. Lembrando que os governos constitucionais que se sucederam ao Estado Novo mantiveram intacto o modelo de cidadania social e participação controlada. Criaram uma certa noção de comunidade nacional através da ideologia do nacinalismo desenvolvimentista. Desta maneira, os direitos sociais evoluíram pouco, faltava o substrato de uma cidadania universalista que pudesse delimitar a luta por benefícios próprios (GUERRA et al, 2003). Tal situação pede que se faça um breve delineamento do conceito de cidadania para que possamos compreender por meio deste trabalho como se deu o processo que transformou os rumos socio-políticos de nosso País e que culminou numa maior efetivação dos direitos fundamentais, cuja importância se deu pelo fato de que; apartir de então, caminhamos para uma emencipação do exercicio da cidadania e como a psicologia pode contribuir para tal. Portanto, para um melhor entendimento do que realmente quer se disser, quando se fala em cidadania, é cabível o delineamento do conceito de cidadania, pois é através do exercício das prerrogativas inerentes ao status de cidadão, que o indivíduo pode interferir nos destinos do Estado, seja opinando sobre qual plano de governo deve ser seguido, seja fiscalizando o Estado na gestão da coisa pública, dentre outras ingerências (AMORIM, 2001). O fato é que o conceito de cidadania evoluiu ao longo dos anos, distante o tempo em que se confundiam os conceitos de nacionalidade e cidadania. Hans Kelsen era um dos que fundiam os conceitos: "A cidadania ou a nacionalidade é um status pessoal", "A cidadania é com freqüência adquirida pelo nascimento dentro do território do Estado. (AMORIM, 2001). Desta forma, reconhece-se a distinção entre os conceitos de cidadania e nacionalidade, sendo a nacionalidade considerada vínculo ao território de um Estado

18 18 e a cidadania referindo-se à participação efetiva do indivíduo na vida social e na vida do Estado (AMORIM, 2001). O conceito de cidadania comporta, ainda, outra divisão, entre cidadania em sentido amplo e em sentido estrito. Em sentido amplo, quer significar a participação do cidadão em diversas atividades ligadas ao exercício de direitos individuais, fundamentando-se, então, no artigo 1º da Constituição da República. "A cidadania está aqui num sentido mais amplo do que o titular de direitos políticos", José Afonso da Silva in Curso de Direito Constitucional Positivo, página 108, 19ª edição. Em sentido estrito é a qualidade de ser eleitor, votar e ser votado (AMORIM, 2001). Desta forma, necessário é tomarmos posição e afirmar que o direito positivo atual brasileiro considera cidadão não só o eleitor, mas também indivíduos outros que, mesmo sem estar no exercício dos direitos políticos, podem exercer atos concernentes à cidadania. Como se vê, para praticar ato de exercício da cidadania e, portanto, ser considerado cidadão, não é necessário apenas estar no gozo dos direitos políticos (AMORIM, 2001). Deste fato, falar em exercício da cidadania é referir-se a uma identidade social informada pela dimensão política; trata-se de uma identidade social de caráter nivelador e igualitário. Neste sentido, a idéia de cidadania, historicamente, foi um instrumento poderoso na Europa Ocidental para acabar com a teia de privilégios que se cristalizavam em hierarquias sociais. Esta idéia não operou com força no Brasil. DaMatta (1987) observa que...o cidadão no caso brasileiro é o sujeito por excelência das leis impessoais, que servem sistematicamente para diferenciá-lo e explorá-lo impiedosamente, tornando-o um igual para baixo,numa nítida perversão do ideário político liberal...(1987, p.79) Desta forma a cidadania no Brasil é marcada por grandes ambigüidades. Formalmente estão assegurados os direitos civis e políticos, mas o hiato social priva a rigor, dos direitos civis as parcelas substanciais da população brasileira, dotadas apenas de uma cidadania de segunda classe e impossibilitada a aceder ao sentido profundo da dignidade humana e da igualdade social (REIS, 1988, p.21 ).

19 19 Neste sentido, a psicologia, na construção da cidadania, no que concerne o conjunto dos Direitos Humanos, tem um papel importante, visto que, cidadania não é outra coisa que a inclusão do indivíduo no exercício pleno de todos os seus direitos e os direitos que também se sustentam nas crenças construídas pelas pessoas e pelos grupos sociais sobre o que lhes é devido (GUERRA et al, 2003). Cabe, ainda, dizer de que cidadania se trata, não de uma cidadania tutelada ou assistida, pelo Estado e pelos poderes públicos, sem a perspectiva de emancipação dos indivíduis e grupos sociais. Trata-se de uma cidadania emancipatória, como a proposta por Demo (2001), e como assinala Guerra et al (2003) buscada em outras formas de política social, inclusive não estatais, como acesso a educação básica que inclua manejo crítico do conhecimento, capacidade de organização política da sociedade, exercício do controle democrático, e assim por diante. Um grande marco de transformação social e política na consolidação dos Direitos Humanos e busca pela cidadania foi a Constituição federal de 1988, como apontado no início do capítulo; ela tirou grandes obstáculos à universalização do voto, permitindo aos analfabetos a votarem e flexibilizando a organização e funcionamento de partidos. Ampliou substântivamente os direitos sociais, estabelecendo direito à saúde, educação, e defindo o salário mínimo. (GUERRA et al, 2003). O que marca progressivamente este processo de transformação são as disputas acerca de projetos e perspectivas sobre aquilo que virá. O novo torna-se objeto de contestação e enfrentamento pelos grupos que desejam obstruí-lo, sofrendo paralelamente a pressão do velho, que insiste em permanecer e que procura manter de todas as formas sua influência. Os anos que testemunharam o processo de redemocratização do Brasil e que antecederam a Assembléia Constituinte trazem marcas da dialética velho/novo, conservação/superação. Conforme destaca Eli Diniz, os anos 80 caracterizaram-se por uma crise de refundação da sociedade brasileira. Nessa conjuntura de transição política, o imperativo de ruptura com o passado veio à tona, radicalizando a agenda de mudanças (DINIZ, 1999, p. 27). Sendo um processo, a transição como bem destacada por Werneck Vianna, foi, sobretudo, uma práxis, na qual sujeitos coletivos, mais ou menos conscientes sobre a natureza e o sentido das circunstâncias, procuraram alcançar seus fins no terreno da ação política

20 20 (WERNECK VIANNA, 1986). Para isso surgiu a necessidade de uma consciência coletiva dos fatos que culminassem em decisões que mudariam o rumo da história político-sociais de nosso país, elevando assim nossa condição de cidadão. E foi este contexto de mobilização de diversos setores da sociedade civil como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), alguns setores da Igreja Católica, instituições científicas públicas e privadas (CEBRAP, CEDEC, IUPERJ) entre outros, que teve como símbolo principal as reivindicações dos metalúrgicos no ABC paulista, que desembocou na criação do Partido dos Trabalhadores (PT) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), evidencia o grau de organização da sociedade brasileira e dos movimentos sociais, que desejavam influir decisivamente no processo de construção da nova democracia. Assim a Constituinte passou a ser vista como uma oportunidade por todos os setores da sociedade de imprimirem suas concepções e visões de mundo, definindo os rumos que a nação assumiria a partir de então. E assim a Constituição de 1988 passou a ser o principal instrumento de disputa das forças políticas na conjuntura política que se seguiu após a redemocratização. Ao final de 1986 foi eleita a Assembléia Nacional Constituinte. No princípio de 1988, após um ano e sete meses de trabalhos da Assembléia Constituinte, o projeto constitucional foi finalmente levado para uma primeira votação em plenário. Sendo assim, após intensos debates, uma segunda votação ocorreu e a nova Constituição foi promulgada em cinco de outubro de 1988, buscando consolidar a democracia e dar uma nova forma à ordem política brasileira (SOUZA & LAMOUNIER, 1990). Com a nova constituição, o direito maior de um cidadão que vive em uma democracia foi conquistado: foi determinada a eleição direta para os cargos de Presidencia da república, Governador do Estado e do Distrito Federal, Prefeito, Deputado Federal, Estadual e Distrital, Senador e Vereador. E assim, os direitos inscritos na Constituição Federal, contribuiu para fazer emergir a consciência dos direitos do trabalhador no bojo das lutas sociais, fazendo emergir do centro destas lutas o sentimento de cidadãnia e a necessidade da construção de um novo pacto federativo com a descentralização de responsabilidades para os níveis estatuais e municipais e maior aporte de recursos para eles.(pnas 2005). Diante da apresentação do processo que culminou numa transformação social de cunho tão significativo para a implementação e efetivação do exercício de

21 21 cidadania para a nossa sociedade, é que este trabalho quer destacar salientando a importancia do profissional da psicologia em entender como os processos políticos podem influir na percepção individual e coletiva de mundo que as pessoas tem. Que estes profissionais envolvidos direta ou indiretamente possam se comprometer e se preocupar com os seus direitos básicos e com a garantia de uma vida social digna. E para isto vem destacar a atuação do psicologo no cenário da Politica de Assistencia Social. Evidenciando, atraves dos programas sociais, possa construir uma atuação profissional combinada com uma postura Ética, necessária e inquestionável, contribuindo, com seus fazeres e saberes, com a questão dos Direitos Humanos e concomitante para o alcance da Cidadania. Sendo assim, no capitulo que se segue, será discutida a Politica Nacional de Assistencia social e a interface com a psicologia.

22 22 3 POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL Neste capitulo apresentaremos o que é a Política de Assistencia Social conforme elaborada pela Política Nacional de Assistência Social (PNAS/2004) e efetivada pelo Sistema Unico de Assistencia Social (SUAS), no intuito de discutir a inserção do Psicologo na Assistencia Social, enquanto profissional, que pensa e executa a política de Assistencia Social e desta forma, produz contribuições para sua efetivação. Portanto, de acordo com os objetivos desta monografia será abordado o campo da Assistencia Social, representada na Política do SUAS e sua interface com o profissional da Psicologia. De acordo com o artigo primeiro da Lei Organica da Assistencia Social a LOAS, a assistencia social, direito do cidadão e dever do Estado, é política de Seguridade Social não contributiva, que provê os mínimos sociais, realizada através de um conjunto integrado de iniciativa publica e da sociedade, para garantir o atendimento às necessidades básicas. (PNAS, 2005). Então de acordo com esta conceituação será aberta discussão. A politica de Assistencia Social, legalmente reconhecida como direito social e dever Estatal pela Constituição Federal de 1988 e pela Lei Organica de Assistencia Social (LOAS), vem sendo regulamentada intensamente pelo Governo Federal, com aprovação pelo Conselho Nacional de Assistencia Social (CNAS), por meio da Politica Pública de Assistencia Social (2004) e do (SUAS) Sistema Único de Assistencia Social (2005) (CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA & CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL, 2007). Lembrando que, o objetivo, com esse processo de legalização é consolidar a Assistencia Social como politica de Estado; para estabelecer criterios de partilha de recursos entre os serviços sócio-assistenciais e entre estados, DF e municípios; para estabelecer uma relação sistemática e interdepentente entre programas, projetos, serviços e benefícios (CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA & CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL, 2007). Contudo, para a efetivação da Assistencia Social como Política Pública, é imprescindível sua integração e articulação à seguridade social e às demais politicas sociais. Por isso, a concepção de Assistencia Social e sua materialização em forma de proteção básica e especial (de média e alta complexidades) conforme previsto na

23 23 PNAS/SUAS, requer situar e articular estas modalidades de proteção social ao conjunto das proteções previstas pela Seguridade Social ou seja, deve-se articular seus serviços e beneficios aos direitos assegurados pelas demais políticas sociais, e estabelecer no âmbito da Seguridade Social, um amplo sistema de proteção social. Lembrando que, tais sistemas decorrem de certas vicissitude da vida natural ou social, tais como a velhice, a doença, o infortúnio, as privações (CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA & CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL, 2007). Para isso devemos reconhecer a trajetória percorrida pela Assistência Social, nas últimas duas décadas, que instrumentaliza-nos para enfrentar os desafios próprios de processos de mudanças e transformações sociais. Os processos gerados a partir da Constituição Federal de 1988, no que dizem respeito à Assistência Social, tiveram implicações fundamentais, uma vez que colocaram suas ações articuladas com a Saúde e a Previdência Social. Constituiu-se, assim, o Sistema Brasileiro de Seguridade Social, a partir do qual, desde 1993, com a vigência da Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS), esta passa a ser reconhecida enquanto política pública, devendo garantir direitos e promover a cidadania de amplos os segmentos da população, que amargam, pela produção e acirramento das desigualdades sociais, o lugar de excluídos (COMISSÃO REGIONAL DE PSICOLOGIA E POLITICAS PÚBICAS/CREPOP, 2008). Incluída então no âmbito da seguridade social, e não deixando de frizar que, regulamentada pela Lei Organica da Assistencia Social LOAS, como política social pública, a Assistencia Social inicia seu trânsito por um campo novo: o campo dos direitos, da universalização dos acessos e da responsabilidade Estatal. As políticas públicas são repensadas e abrem um espaço político participativo da comunidade, o que legitima a co-responsabilidade entre a sociedade civil e o Estado na garantia dos direitos humanos e sociais. A forma de organização das ações de assistência social modifica-se profundamente, em vista da descentralização e da participação social (PNAS, 2005).. Deve-se lembrar que a IV Conferência Nacional de Assistencia Social, realizada em dezembro de 2003, em Brasilia/DF, apontou como principal deliberação a construção e implementação do Sistema Unico da Assistencia Social SUAS, modelo de gestão para todo o território nacional, que integra os tres entes federativos e objetiva consolidar um sistema descentralizador e participativo,

24 24 instituido pela Lei Orgânica da Assistência Social LOAS Lei nº 8.742, de 07 de dezembro de Que deu início ao processo de construção da gestão pública e participativa da Assistência Social, por meio dos conselhos deliberativos e paritários nos âmbitos nacional, estadual, do Distrito Federal e municipais, bem como da realização das conferências municipais de assistência social. Quando se passa a pensar na politca como meio de direcionar ações que levam à cidadania, a decisão do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome MDS, por intermédio da Secretaria Nacional de Assistência Social SNAS e do Concelho Nacional de Assistência Social CNAS, de elaborar, aprovar e tornar pública a presente Política Nacional de Assistência Social PNAS, demonstra a intenção de construir coletivamente o redesenho desta política, na perspectiva de implementação do Sistema Unico de Assistencia Social SUAS. Esta iniciativa traduz o cumprimento da IV Conferência Nacional de Assistencia Social e denota o compromisso do MDS/SNAS e do CNAS em materializar as diretrizes da LOAS. E desta forma fortalece a rede de atendimento que consequentemente favorece a promoção da cidadania. A Política Nacional de Assistencia Social PNAS ora aprovada expressa exatamente a materialidade do conteudo da Assistência social como um pilar do Sistema de Proteção Social Brasileiro no âmbito da Seguridade social. Trata-se, de transformar em ações diretas os pressupostos da Constituição Federal de 1988 e da LOAS de 1993, por meio de definições, de princípios e de diretrízes que nortearão sua implementação, cumprindo uma urgente, necessária e nova agenda para a cidadania no Brasil. A assistência Social como política de Proteção Social configurase como uma nova situação para o Brasil. Ela siginifica garantir a todos, que dela necessitam, e sem contribuição prévia a provisão dessa proteção (PNAS, 2005).. Portanto o caráter da sua efetividade enquanto política é para a promoção da vida. E nesta articulação entre a Assistência Social e a afirmação da vida não por acaso ou por retórica - mas porque é disso que se trata, está o desafio a ser enfrentado por nós profissionais da Psicologia, que devemos estar atentos às potencialidades e às vulnerabilidades instaladas nas comunidades, nos territórios, onde as famílias estabelecem seus laços mais significativos (COMISSÃO REGIONAL DE PSICOLOGIA E POLITICAS PÚBICAS/CREPOP, 2008). Então, para que se possa fazer um trabalho efetivo de promoção da cidadania, pela busca dos direitos fundamentais, é necessário considerar que: para

25 25 haver a construção da Política Pública de Assistência Social é preciso levar em conta tres vertentes de proteção social: as pessoas, as suas circunstâncias e dentre elas seu núcleo de apoio primeiro, isto é, a familia. A proteção social exige a capacidade de maior aproximação possível do cotidiano da vida das pessoas, pois é nele que riscos, vulnerabilidades se constituem. Não esquecendo que a atuação do psicólogo, como trabalhador da Assistência Social, tem como finalidade básica o fortalecimento dos usuários como sujeitos de direitos e o fortalecimento das políticas públicas(comissão REGIONAL DE PSICOLOGIA E POLITICAS PÚBICAS/CREPOP, 2008). Lembrando que a nova concepção de assistência social como direito a proteção social, direito à seguridade social tem duplo efeito: o de suprir sob dado padrão pré-definido um recebimento e o de desenvolver capacidades para maior autonomia, neste sentido ela é aliada ao desenvolvimento humano e social (PNAS, 2005).. E esta nova concepção, concomitante ao trabalho de uma Psicologia comprometida com a transformação social toma como foco as necessidades, potencialidades, objetivos e experiências dos oprimidos. Nesse sentido, a Psicologia pode oferecer, para a elaboração e execução de políticas públicas de Assistência Sociais preocupadas em promover a emancipação social das famílias e fortalecer a cidadania junto a cada um de seus membros contribuições no sentido de considerar e atuar sobre a dimensão subjetiva dos indivíduos, favorecendo o desenvolvimento da autonomia e cidadania (COMISSÃO REGIONAL DE PSICOLOGIA E POLITICAS PÚBICAS/CREPOP, 2008). Sendo assim, não se pode deixar de perceber que a politica de assistencia social inserida na Seguridade Social aponta para seu caráter de política de Proteção Social articulada a outras políticas do campo social, voltadas à garantia de direitos e de condições dignas de vida. Proteção Social são formas institucionalizadas que as sociedades constituem para proteger parte ou o conjunto de seus membros. (...) Neste conceito, tanto as formas seletivas de distribuição e redestribuição de bens materiais, quanto os bens culturais, que permitirão a sobrevivencia e a integração, sob varias formas na vida social. Ainda os principios reguladores e as normas que com o intuito de proteção, fazem parte da vida das coletividades. (DI GIOVANNI, 1998, p.10).

26 26 Desse modo, a assistência social configura-se como possibilidade de reconhecimento público de legitimidade das demandas de seus usuários e espaço de ampliação de seu protagonismo. A proteção social deve garantir as seguintes seguranças: a) Segurança de sobrevivencia ( de rendimento e de autonomia) não é uma compensação do salario mínimo inadequado, mas a garantia de que todos tenham uma forma monetária de garantir sua sobrevivencia (PNAS, 2005).; b) Segurança de acolhida, entende-se como uma das seguiranças primordiais da polírtica de assistência social. Ela opera com a provisão de necessidades humanas, que começa com os direitos à alimentação, ao vestuario e ao abrigo, próprios à vida humana em sociedade. A conquista da autonomisa na provisão dessas necessidades básicas é a orientação desta segurança da assistencia social (PNAS, 2005).; c) Segurança da vivência familiar ou do convívio, não aceitação de situação de reclusão, de situação de perda das relaçoes. É proprio da natureza humana o comportamento agregario. É na relação que ser cria sua identidade e reconhece a sua subjetividade (PNAS, 2005).. Contudo a proteção social basica tem como objetivos prevenir situações de risco por meio do desenvolvimento de potencialidades e aquisições, e o fortalecimento de vínculos familiares e comunitarios. Destina-se à população que vive em situações de vulnerabilidade social decorrente da pobreza, privação e fragilização de vínculos afetivos relacionais e de pertencimento social. Prevê o desenvolvimento de serviços, programas e projetos locais de acolhimento, convivencia e socialização de famílias e de indivíduos, conforme identificação da situação de vulnerabilidade apresentada (PNAS, 2005).. A proteção social especial é a modalidade de atendimento assistencial destinada a famílias e individuos que se encontram em situação de risco pessoal e social, por ocorrencia de abandono, maus tratos fisicos e, ou psíquicos, abuso sexual, uso de substâncias psicoativas, cumprimento de medidas socio-educativas, situação de rua, situação de trabalho infantil, entrte outros. São serviços que requerem acompanhamento individual e maior flexibilidade nas soluções protetivas, comportam monitoramentos, apoios e processos que assegurem qualidade na atenção protetiva e efetiva na reinserção almejada. Os serviços de proteção especial tem estreita relação com o sistema de garantia de direitos, exigindo uma gestão

27 27 mais complexa e compartilhada com o Poder Judiciário, Ministério Público, e outros orgãos e ações do executivo (PNAS, 2005).. A LOAS exige que as provisões assistênciais sejam prioritariamente pensadas no âmbito das garantias de cidadania sob vigilancia do Estado, cabendo a este a universalização da cobertura e a garantia de direitos e acesso para serviços, programas e projetos sob sua responsabilidade. E por assim dizer que a política pública de assistencia social marca sua especificidade no campo das políticas sociais, pois configura a responsabilidades de Estado próprias a serem asseguradas aos cidadãos brasileiros (PNAS, 2005).. E para que a psicologia possa cristalizar a sua participação nesta especificidade do campo político, devemos destacar os Principios, as Diretrízes, estudar os Objetivos para que se possa ter acesso aos Usuários desta politica e suas demmandas, de forma a contribuir com os mesmos pela busca e desenvolvimento da Cidadania. 3.1 PRINCÍPIOS DA POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL Em consonância com os disposto na LOAS, capitulo II, seção I, artigo 4º, a Política Nacional de Assistencia Social rege-se pelos seguintes princípios, diretrizes e objetivos aqui apresentados: a) Supremacia do atendimento às necessidades sociais sobre as exigencias de rentabilidade economica; b) Universalização dos direitos sociais, a fim de tornar o destinatario da ação assistencial alcançavel pelas demais politicas públicas; c) Respeito à dignidade do cidadão, à sua autonomia e ao seu direito a beneficcios e serviços de qualidade, bem comoo a convivencia familiar e comunitária, vedando-se de qualquer comprovação vexatória de necessidade; d) Igualdade de direitos no acesso ao atendimento, sem discriminação de qualquer natureza, garantindo-se equivalência às populações urbanas e rurais; e) Divulgação ampla dos beneficios, serviços, programas e projetos assistências, bem como dos recursos oferecidos pelo poder público e dos critérios para a sua concessão.

28 DIRETRÍZES DA POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL A organização da Assistencia Social tem as seguintes diretrízes, baseadas na Constituição de 1988 e na LOAS: A esfera federal e a coordenação e execução dos respectivos programas as esferas estadual e municipal, bem como a entidades beneficentes e de assistencia social, garantindo o comando único das ações em cada esfera de governo, respeitando-se as diferenças e as características socio-territóriais locais (PNAS, 2005).. São estas: a) Participação da população, por meio de organizações representativas (PNAS, 2005).; b) Descentralização politico-adiministrativa, cabendo a coordenação e as normas gerais formulação das políticas e no controle das ações em todos os níveis (PNAS, 2005).; c) Primazia da responsabilidade do Estado na conduta da Politica de Assistência social em cada esferta de governo; d) centralidade na familia para aconcepção e implementação dos benefícios, serviços, programas e projetos. 3.3 OBJETIVOS DA POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL A Politica Pública de Assistencia Social realiza-se de forma integrada às politicas setoriais, considerando as desigualdades socioterritoriais, visando seu enfrentamento, á garantia dos mínimos sociais, ao provimento de condições para atender contingências sociais e à universalização dos direitos sociais. Sob essa perspectiva (PNAS, 2005). Portanto objetiva: a) Prover serviços, programas, projetos e beneficios de proteção social básica e, ou, especial para as famílias, individuos e grupos que deles necessitarem; b) Contribuir com inclusão e equidade dos usuários e grupos específicos, ampliando o acesso aos bens e serviços socioassistenciais básicos e especiais, em areas urbana e rurais;

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