PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU EM DESIGN NICELE DE DAVID BRANDA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU EM DESIGN NICELE DE DAVID BRANDA"

Transcrição

1 0 PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU EM DESIGN NICELE DE DAVID BRANDA APLICAÇÃO DE RECURSOS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA EM UM CURSO SUPERIOR DE DESIGN: um estudo de caso aplicado ao desenvolvimento de coleção de moda Porto Alegre 2013

2 1 NICELE DE DAVID BRANDA APLICAÇÃO DE RECURSOS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA EM UM CURSO SUPERIOR DE DESIGNDE MODA: um estudo de caso aplicado ao desenvolvimento de coleção de moda Dissertaçãoapresentadaao Centro Universitário Ritter dos Reis, como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Design. Orientador: Prof. Dr. Sidnei Renato Silveira Porto Alegre 2013

3 2 NICELE DE DAVID BRANDA APLICAÇÃO DE RECURSOS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA EM UM CURSO SUPERIOR DE DESIGNDE MODA: um estudo de caso aplicado ao desenvolvimento de coleção de moda Dissertação de Conclusão de Curso defendida e aprovada como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Design, pela seguinte banca examinadora: Prof.ª Dra. Marlise Geller - ULBRA Prof. Dr. Guilherme Correa Meyer - UniRitter Orientador: Prof. Dr. Sidnei Renato Silveira - UniRitter Porto Alegre 2013

4 3 É chato chegar A um objetivo num instante Eu quero viver Nessa metamorfose ambulante Do que ter aquela velha opinião Formada sobre tudo (SEIXAS, Raul, 1973)

5 4 Dedico aos meus pais Nilson e Rosa por me ensinarem a fazer escolhas e, mesmo sem entender algumas, apoiam incondicionalmente.

6 5 Agradeço ao professor Sidnei, um exemplo de capacidade, humildade e disposição, sempre solícito e pertinente em suas colocações. Sem sua inestimável ajuda, teria sido impossível; Aos colegas dessa turma maravilhosa, a lembrança da companhia permanecerá para sempre em minha memória; Aos professores do mestrado em design, por fazerem parte desse momento tão intenso da minha vida e importante para a minha formação; A minha irmã Gisele que, perto ou longe me faz acreditar que tudo que eu quero, posso conseguir. [...] sopram ventos desgarrados, carregados de saudade ; A tata Olívia e a dinda Diva que são as mães que a vida me compartilhou, seja por parentesco ou afinidade, são pilares importantes na minha formação; A Solaine que foi um anjo que Deus colocou no meu caminho, graças a oportunidade que me foi dada, minha vida se direcionou para o melhor; Ao meu namorado Marcelo que aguentou a saudade e a distância, entendendo que as privações são promessas de um futuro melhor; As Gicanhas que, estejam onde estiverem, estão a um enviar de distância, especialmente a Julia e a Camilinha que posso contar em todos os momentos, sejam eles de alegria ou nas desesperadoras madrugadas de trabalho; Aos que, direta ou indiretamente fizeram parte dessa caminhada.

7 6 RESUMO Esta dissertação de mestrado envolve o estudo da aplicação de recursos de Educação a Distância (EaD) no curso de Design de Moda, por meio da reorganização do programa da disciplina de Projeto II, do Curso de Bacharelado em Design do UniRitter, realizando-a na modalidade semipresencial. O conteúdo dessa disciplina envolve o desenvolvimento de coleção. Propondo atividades na modalidade de EaD a esta disciplina, criou-se um plano de aula que proporciona o desenvolvimento de conhecimento e habilidades, contemplando assim as competências necessárias para a formação do estudante na área de projeto de moda. A proposta da mudança da modalidade presencial para a modalidade semipresencial visa adequar as demandas de mercado e proporcionar novas ferramentas ao aluno para a construção do conhecimento. Atualmente a disciplina é ofertada apenas na modalidade presencial e faz parte do currículo do curso de Bacharelado em Design de Moda do Centro Universitário UniRitter. A aplicação da pesquisa se deu através de um estudo de caso, utilizando-se o Ambiente Virtual de Aprendizagem Moodle, com acompanhamento da mestranda. Os resultados do estudo de caso permitiram perceber que é viável a aplicação da modalidade semipresencial e de um AVA em um curso da área de moda, porém deve se buscar adequações da interface do AVA e o desenvolvimento de plugins específicos para a área do design. Palavras-chave: Projeto de Moda. Educação a Distância. Desenvolvimento de Coleção de Moda.

8 7 ABSTRACT This master s dissertation refers to the viability of applying Distance Learning (DL) resources for courses in Fashion Design, through a proposal for the discipline Project II, belonging to the Course of Bachelor of Design from UniRitter. The content of the discipline involves fashion collection development. In proposing DL activities for this discipline, we aim at creating a course planning that favors the development of specific knowledge and skills, thus covering the requirements for the student academic formation in Fashion Project field. Currently the referred discipline is offered only in presential modality, and the proposal of changing it to a DL modality aims at preparing students for the market demands and providing them with new tools for their knowledge construction process. This is a case study research supported by Moodle - Virtual Learning Environment (VLE) and conduct by the author. The results allow saying that distance learning and VLE are viable for courses in the fashion field, although adjustments in the interface VLE and the development of specific plugins for the Design field are required. Keywords: Fashion Design. Distance Learning. Development of Fashion Collection.

9 8 LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Diagrama da organização das atividades Figura 2 - Fórum de discussão Artista Contemporâneo Gaúcho Figura 3 Fórum de discussão Marca gaúcha Figura 4 Fórum de discussão Questionário Figura 5 Fórum de discussão Link para portfólio on line Figura 6 - Fórum de discussão Andamento das atividades Figura 7 - Compartilhamento de Portfólios Figura 8 Portfólio do aluno Figura 9 Portfólio do aluno Figura 10 Portfólio do aluno Figura 11 Portfólio do aluno Figura 12 Portfólio do aluno

10 9 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Questão Tabela 2 Questão Tabela 3 Questão Tabela 4 Questão Tabela 5 Categorias Tabela 6 Observações que mais se repetiram no questionário... 74

11 10 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO PROBLEMA DE PESQUISA HIPÓTESE OBJETIVOS Objetivo Geral Objetivos Específicos JUSTIFICATIVA Organização do Trabalho REFERENCIAL TEÓRICO ORIGENS DA MODA O DESIGN CURSOS DE DESIGN DE MODA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA A modalidade de EaD Ambientes Virtuais de Aprendizagem AVAs: Moodle Usuários e Principais Ferramentas do Moodle DESIGN INSTRUCIONAL ESTADO DA ARTE PROJETO DE COLEÇÃO DE MODA Público-Alvo Pesquisa do Tema Matéria-Prima Cartela de Cores Processo criativo Materiais e Tecnologias A DISCIPLINA DE PROJETO DE MODA II NO UNIRITTER METODOLOGIA DE PESQUISA APLICAÇÃO DO ESTUDO DE CASO E ANÁLISE DOS RESULTADOS APLICAÇÃO DA PROPOSTA Primeiro questionário... 66

12 Segundo questionário ANÁLISE DE CONTEÚDO Pré Análise Exploração do Material Tratamento dos resultados, a Inferência e a interpretação DISCUSSÃO DOS RESULTADOS CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS ANEXO 1 Atividades disponibilizadas no Moodle ANEXO 2 Inspiração: artista contemporâneo gaúcho ANEXO 3 Processo criativo ANEXO 4 Cartelas: cores e materiais ANEXO 5 Organização e montagem do portfólio... 98

13 12 1 INTRODUÇÃO A partir das situações vivenciadas no dia a dia da disciplina de Educação Projetual a Distância cursada no Mestrado em Design, aliadas à experiência docente, surgiram questionamentos e ideias sobre a mediação e a avaliação da aprendizagem dos alunos com a utilização do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) Moodle, reforçando a importância do planejamento pedagógico adequado para o uso de tecnologias nos processos de ensino e de aprendizagem. A aplicação de um AVA tem, por objetivo, promover a constante troca de informações entre alunos e professores, além de possibilitar o acesso aos recursos tecnológicos desenvolvidos para enriquecer os processos de ensino e de aprendizagem e ampliar os espaços da sala de aula. Os alunos da área de Design, atualmente, na sua maioria, pertencem à geração de nativos digitais, ou seja, aqueles que já nasceram em meio a tecnologias como o computador e a Internet. Atualmente, a tecnologia os acompanha dentro e fora de sala de aula e a multiplicação de informações foi potencializada, onde novos meios de comunicação não param de surgir no ciberespaço. A proposta do trabalho aqui apresentada surge a partir do desejo de incorporar as novas tecnologias da informação e da comunicação nas atividades desenvolvidas em sala de aula. Parte-se do pressuposto de que seja necessário criar oportunidades de aprendizagem que rompam os limites da sala de aula presencial. A atividade do professor não será substituída pela tecnologia, ao contrário, aumentará o campo de atuação do educador para além da sala de aula tradicional. Neste contexto, o presente trabalho apresenta atividades que foram desenvolvidas por meio do AVA Moodle, utilizado pelo Centro Universitário Ritter dos Reis (UniRitter), tendo sido inserindo na disciplina de Projeto II do curso de Design de Moda. Esta disciplina aborda as questões ligadas ao desenvolvimento de coleções. Atualmente a disciplina é ofertada na modalidade presencial. Com a inserção de atividades no AVA, a disciplina passou a ser, nesse momento semipresencial, isto é, mesclando atividades que foram executadas a distância pelos alunos e atividades presenciais realizadas no Atelier. Por meio do AVA os alunos desenvolveram a construção do conhecimento, através da apresentação de atividades e as professoras acompanharam o processo fazendo intervenções.

14 13 A decisão de utilizar o método do Estudo de Caso na dissertação de mestrado se deve a dois pontos fundamentais para a execução do trabalho. Segundo Yin (2010, p.39), o Estudo de Caso é uma investigação empírica que: investiga um fenômeno contemporâneo em profundidade e em seu contexto de vida real, especialmente quando os limites entre o fenômeno e o contexto não são claramente evidentes. O enfoque de eventos contemporâneos, envolve a oferta da disciplina na modalidade semipresencial, utilizando em torno de 40% por cento da carga horária da mesma para a realização de atividades. A não exigência de controle dos eventos comportamentais se configura, visto que a aplicação da proposta se deu em uma turma onde a pesquisadora não atua como docente. As atividades foram disponibilizadas no AVA, sendo acompanhadas pelo(a) professor(a) da disciplina e o ambiente se manteve aberto para a observação da mestranda como tutora. 1.1 PROBLEMA DE PESQUISA Nesta dissertação, descreve-se a implementação das atividades ligadas ao desenvolvimento de coleção no AVA Moodle, sua utilização pelos alunos e a condução de uma avaliação do mesmo a partir da pergunta central de pesquisa: Como criar oportunidades de aprendizagem no desenvolvimento de coleção de moda, através de atividades mediadas por um ambiente virtual de aprendizagem, ampliando os espaços da sala de aula tradicional? 1.2 HIPÓTESE Acredita-se que, com a aplicação de recursos de EaD via Internet, seja possível proporcionar novas ferramentas no processo de aprendizagem para os estudantes de Design de Moda, ampliando os espaços da sala de aula tradicional.

15 OBJETIVOS Objetivo Geral O objetivo geral do presente trabalho envolve o planejamento para a aplicação de recursos de EaD via Internet na disciplina de Projeto II do curso de Design de Moda, bem como a investigação dos efeitos provocados pelo uso do Moodle pelos alunos durante o desenvolvimento da proposta para a disciplina na modalidade semipresencial. A escolha da referida disciplina deve-se ao fato de que os alunos já cursaram duas disciplinas de projeto e a inserção de novas ferramentas visa propor outras formas de interação, incluindo o desenvolvimento de materiais didáticos digitais e a definição de estratégias de ensino que possam ser aplicadas por meio do AVA Moodle Objetivos Específicos Como objetivos específicos para o presente trabalho, propõem-se: - investigar formas de aplicação de recursos de EaD via Internet; - investigar planos de ensino de disciplinas voltadas ao desenvolvimento de coleção em cursos superiores de Design de Moda em Porto Alegre; 1.4 JUSTIFICATIVA Com o advento da tecnologia de informação, novas perspectivas surgiram. O rápido desenvolvimento da tecnologia e de transmissão de informação tem modificado a forma das pessoas se relacionarem. A educação é um dos campos que sofreu impactos com essas mudanças.a relação tradicional entre professor/aluno onde, o primeiro é visto como detentor do conhecimento enquanto o segundo, receptor tem sofrido transformações. Um reflexo disso, é o numero de cursos em EaD que surgiu nos últimos anos.

16 15 Devido a esses fatores, o momento é propicio para ofertar cursos que utilizam o EaD, sejam eles completamente a distância ou empregando parte da carga horária para que os alunos aprendam e desenvolvam atividades, utilizando a tecnologia. Em função desses fatores, a proposta da pesquisa fundamenta-se na utilização dos recursos de EaD para a disciplina de Projeto de Moda II, ou seja, no auxílio do desenvolvimento de coleção de moda. A utilização dos recursos de EaD na disciplina visa ampliar os espaços da sala de aula tradicional, criando oportunidades de desenvolver e expandir os conhecimentos dos alunos. Essa aplicação tem o intuito de complementar a disciplina, visto que, na sua maioria, os alunos são nativos digitais e a pesquisa possui a finalidade de, por meio do estudo de caso, verificar a usabilidade da modalidade semipresencial na disciplina de Projeto de Moda II para averiguar se é viável a utilização de tal modalidade em disciplinas que possuem abrangência teórica e prática no desenvolvimento de produtos de moda Organização do Trabalho Este trabalho está organizado da seguinte forma: o referencial teórico (Capítulo 2) apresenta a Moda, sua origem e seu significado. Também apresenta o Design, campo em que se insere a moda dentro da proposta do trabalho e os cursos de Design de Moda no Brasil. Ainda no capítulo supracitado, apresenta-se a EaD, sua origem e suas aplicações no Brasil, cenário atual e legislações específicas. A modalidade de EaD e suas atribuições, a utilização de Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVAs), especificamente o Moodle que foi utilizado para a realização do trabalho. Também conta com uma seção sobre Design Instrucional, isto é, o planejamento inicial e a implementação das atividades propostas utilizando o AVA. O capítulo 3 apresenta o Estado da Arte, abordando como é desenvolvido atualmente um projeto de coleção nos cursos de Design de Moda do Rio Grande do Sul. Esse projeto é denominado Projeto de Coleção, Desenvolvimento de Coleção ou Projeto Experimental e costuma utilizar metodologia muito próximas, autores como Treptow (2006), Sorger e Udale (2009)serviram de base para este capítulo.

17 16 O capítulo 4 apresenta a Metodologia de Pesquisa utilizada para a realização do trabalho e envolve duas etapas principais. A primeira etapa corresponde ao estudo, definição e implementação dos materiais didáticos que serão empregados para a realização de atividades a distância na disciplina de Projeto de Moda II. A segunda etapa envolve a realização de um Estudo de Caso, com aplicação de dois questionários e observação participante da pesquisadora durante a disciplina. No capítulo 5 serão apresentados os dados coletados, bem como a análise do resultado das atividades propostas, a partir da aplicação do estudo de caso. A análise foi realizada de forma quantitativa e quantitativa, por meio da análise das respostas dos questionários, tendo como técnica, a análise de conteúdo. Encerrando o trabalho são apresentadas as considerações finais e as referências empregadas.

18 17 2 REFERENCIAL TEÓRICO Este capítulo apresenta um referencial teórico sobre as áreas envolvidas no presente trabalho. Nesse contexto, apresentam-se a origem da Moda e do Design e, a fusão de ambos para formar o Design de Moda. Também é apresentado um panorama da Educação a Distância, suas referências legais e o ambiente virtual de aprendizagem que será utilizado ao longo do trabalho, o AVA Moodle. 2.1 ORIGENS DA MODA A moda é uma importante área de produção de expressão da cultura contemporânea. Tanto apresenta reflexos e referências da sociedade quanto dos usos e costumes do cotidiano. A dinâmica da moda permite refletir, criar, participar, interagir e disseminar esses costumes. Portanto, o desenvolvimento e a expressão da moda ocorrem a partir das inter-relações entre a criação, a cultura e a tecnologia, bem como dos aspectos históricos, sociopolíticos e econômicos. (MOURA, 2008, p.37). Para muitos autores, a palavra moda é originária do francês mode, que, segundoamaral, Ferreira e Fiedler (2006, p.103), significa o uso, hábito ou estilo geralmente aceito, variável no tempo e resultante de determinado gosto, ideia, capricho e das interinfluências do meio em que o indivíduo está associado. A moda faz referência ao coletivo, tornando-se, quando aceita, assimilada por um número considerável de pessoas. O significado da moda é ambíguo, a começar pela etimologia da palavra. Alguns pesquisadores discordam da sua origem e do seu sentido inicial, mas muitos concordam com o período em que o termo moda surgiu: no final da Idade Média, início do Renascimento. (LIPOVETSKY, 1989, p.23). No final da Idade Média, os nobres se incomodavam com as cópias de suas roupas, feitas pelas classes menos abastadas e os mercantilistas burgueses que, com as Cruzadas, enriqueceram e, assim, tiveram acesso aos produtos mais caros e difíceis de serem obtidos. Para Braga (2006), importante pesquisador de história da moda no Brasil, a origem da palavra vem do latim modus, que remete ao modo de fazer ou de agir. São muitas as origens, e, segundo Palomino (2002), o termo afrancesado, tornou-se sinônimo de façon, cuja apropriação pela língua inglesa, deu origem à expressão fashion.

19 18 O ciclo da moda data do Renascimento, de lá pra cá, passaram-se mais de quinhentos anos de criação e cópia. Nos últimos 100 anos, espartilhos foram soltos, seios foram achatados, costas ficaram à mostra, homens usaram plataformas, mulheres vestiram biquínis e minissaias de um palmo. Conhecimentos em modelagem, construídos durante séculos, atravessando gerações, foram desconstruídos. No entanto, ainda nos anos setenta, alguns jovens japoneses, tais como Rei Kawakubo, Yohji Yamamoto e Issey Miyake, surgem propondo novas formas do vestir, desconstruindo a forma do corpo e a concepção da roupa, através de volumes estranhos, incorporando o inacabado, o imperfeito e o inacreditável, como peças com três mangas. Desconstruir significa, atualmente, romper padrões principalmente do corpo biológico e propor novas versões de um corpo aberto, híbrido, sampleado e líquido. (AVELAR, 2009, p.37). A partir dos anos 90, mais especificamente da metade da década, períodos anteriores foram revisitados e serviram de referências a propostas de moda. As formas antes construídas já haviam sido desconstruídas, o corpo coberto e descoberto no seu limite máximo. A criação de algo completamente novo em termos de moda escasseou-se. São muitos vetores... E, além de tudo isso, a Moda ainda apronta mais uma: desde os anos 1980, mais principalmente na década de 1990 zomba de si mesma. Nega suas próprias lógicas ou as características que a definem. Questiona seus próprios fundamentos. Explora, mais do que nunca, o paradoxo que carrega em si mesma. (MESQUITA, 2004, p.38). Buscando definir criação: O termo hebraico que foi introduzido por "criar" em Gênesis 1:1 significa formar, moldar, criar; sempre referindo-se à atividade divina. Referindo-se à construção física da peça, tudo já foi criado, barreiras foram rompidas, padrões estabelecidos posteriormente negados.

20 O DESIGN Aqui apresentamos algumas reflexões sobre o design. Tal operação é importante para que possamos fazer as pontes devidas com a moda, e entender a natureza das disciplinas com as quais vamos trabalhar. O ICSID - International Council Societies of Industrial Design, organização que reúne as associações profissionais de designers do mundo todo, apresenta a seguinte definição sobre design:"o design é uma atividade criativa cujo objetivo é estabelecer as qualidades multifacetadas de objetos, processos, serviços e seus sistemas em ciclos de vida completos. Portanto, design é o fator central da humanização inovadora de tecnologias e o fator crucial do intercâmbio cultural e econômico". (MOZOTA; KLÖPSCH; COSTA, 2011, p.16). Ainda, segundo Moura (2008), a palavra design deriva do latim designo e significa idear, designar, marcar, eleger, destinar, empreender, determinar e está associada à concepção de produto, ao projeto e planejamento. No Brasil, a palavra também está associada a desenho, porém a palavra desenho refere-se à representação de algo, enquanto design refere-se à concepção e desenvolvimento de um projeto que tem como finalidade a realização de um artefato. Segundo Krippendorff o termo produto estaria marcado por conotações industrialistas, colocando-se o termo artefato como mais adequado às características contemporâneas do projeto (KRIPPENDORF, 2006).Portanto, desenhar é parte do processo de criação no caminho projetual, mas não define todo o conceito do processo de design. A finalidade em Design é projetar produtos diversos a partir do estudo das formas. Para Bürdek (2006), a atividade de Design é relacionada aos conceitos de criatividade, fantasia cerebral, senso de invenção e de inovação técnica. Igualmente, gera expectativas no sentido de ser um ato cerebral. O processo de Design não envolve somente configuração visual, na qual se brincam livremente com cores, formas e materiais, porque é determinado por condições e decisões de caráter tecnológico, econômico, político e pragmático. Isso considera o contexto de desenvolvimento econômico, tecnológico e cultural, os fundamentos históricos, as condições de produção técnica, os fatores ergonômicos ou ecológicos e as exigências artístico-experimentais. Ao lidar com design, é necessário refletir acerca das

21 20 condições que contextualizam o projeto, considerando-as nos projetos e produtos (BÜRDEK, 2006). Ainda, para BONSIEPE (1997), o design consiste na melhoria da qualidade de uso do produto, da forma de um novo produto, do seu processo de fabricação, da sustentabilidade ambiental e social, da forma de acesso a um produto socialmente inclusivo, da aplicação de novos materiais e da qualidade estética. Portanto, para o autor, o design abrange diversos campos além do projeto. 2.3 CURSOS DE DESIGNDE MODA No final da década de 80, os primeiros cursos de graduação em Moda foram criados no Brasil. Com denominações próximas a Moda e Estilismo, a ênfase no desenho e na criação era preponderante. Segundo Pires (2008), como agente de transformação, a partir da década de 90, a moda passou a representar objeto de interesse social, acadêmico e cientifico. O design tem despertado interesse, sobretudo nos setores ligados à indústria, não mais apenas com foco técnico ou estético, mas como cultura de projeto. Assim, grande parte dos cursos de moda criados no Século XXI posicionam a moda como uma das áreas do Design. Conforme De Angelis: [...] moda e design se relacionam de maneira estreita e estão ligados pelo mundo do projeto, pelo impulso do desejo, pelo mecanismo de sedução e estilo de vida dos usuários. Diferem-se quanto à complexidade de seus sistemas e, no entanto, assemelham-se em alguns domínios. (DE ANGELIS apud PIRES,2008, p.12). O entrelaçamento dos dados econômicos e culturais, com outras informações de natureza tecnológica e artística, faz-se essencial para dar sentido à diversidade da função do design em diversos contextos. Portanto, o designer não é apenas um desenhista, é um projetista do que será reproduzido industrialmente em um plano de processo produtivo. Historicamente, os primeiros cursos de Moda no Brasil eram com foco no estilismo. Segundo Pires (2008), desde a homologação das Diretrizes Curriculares para os cursos de graduação em design, foi necessária a adequação gradativa aos conceitos do Design. Aí houve a assimilação do design no universo da moda, bem como a incorporação da moda no campo

22 21 do design e, atualmente apresenta-se dessa maneira. Segundo o site do MEC, os cursos superiores de Design de Moda no Brasil são ofertados de maneira presencial. Algumas disciplinas semipresenciais, geralmente disciplinas das áreas humanísticas,porém, observa-se que sem grande representatividade em termos de quantidade. 2.4 EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Nesta seção, apresentam-se algumas referências históricas sobre a Educação a Distância no mundo e posteriormente no Brasil, primeiramente utilizada através de material impresso e, após, apresentou-se através dos meios de comunicação, como o rádio e a televisão. O primeiro marco da Educação a Distância (EaD)foi o anúncio publicado na Gazeta de Boston, no dia 20 de março de 1728, pelo professor de taquigrafia Cauleb Phillips: "Toda pessoa da região, desejosa de aprender esta arte, pode receber em sua casa várias lições semanalmente e ser perfeitamente instruída, como as pessoas que vivem em Boston" (SARAIVA, 1996, p.18). No Brasil, considera-se como marco inicial a criação, por Roquete-Pinto, entre 1922 e 1925, da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro e de um plano sistemático de utilização educacional da radiodifusão como forma de ampliar o acesso à educação. Algumas ações foram desenvolvidas ministrando aulas via rádio (SARAIVA, 1996). O Instituto Universal Brasileiro, sediado em São Paulo com filiais no Rio de Janeiro e Brasília, como entidade de ensino livre, oferece cursos por correspondência. Foi fundado em outubro de 1941 e pode ser considerado como um dos primeiros em nosso país. Segundo o site desta instituição, o Instituto Universal Brasileiro é um dos pioneiros da EaD no Brasil. Há mais de 60 anos, vem trabalhando na aplicação desse método de ensino, colaborando decisivamente para o preparo de seus alunos através dos cursos profissionalizantes, supletivo e, atualmente, ensino técnico(iub, 2012).

23 22 Mattar, A partir da década de 60 é que se encontram registros, de programas de EaD. Segundo [...] na primeira metade dos anos 1960, assistimos ao aparecimento de uma série de movimentos de educação popular. Em 1961, surge o Movimento de Educação de Base (MEB), fundado a partir de um acordo entre o governo federal e a Confederação Nacional do Bispos do Brasil (CNBB), visando extinguir o analfabetismo por meio de emissões radiofônicas. (MATTAR NETO, 2005, p.86). Foi criado, em 1972, na estrutura do Ministério da Educação e Cultura, o Programa Nacional de Teleducação (Prontel), ao qual competia coordenar e apoiar a teleducação no Brasil. Faz parte do Decreto nº , de 23 de fevereiro de 1972: Art. 1º Fica restituído o "Programa Nacional de Teleducação - PRONTEL", organismo de natureza transitória, visando à integração em âmbito nacional, das atividades didáticas e educativas através do Rádio, da Televisão e outros meios, de forma articulada com a Política Nacional de Educação (BRASIL, 1972, p.1). Este órgão foi substituído, em 1979, pela Secretaria de Aplicação Tecnológica (Seat), que reuniu todas as emissoras criando o Sistema Nacional de Radiodifusão Educativa SINTED (SARAIVA, 1996). Em 1983, com a inclusão das emissoras de rádio educativas, o sistema passou a denominar-se Sistema Nacional de Radiodifusão Educativa SINRED e foi regulamentado. Em 1992 foi criada a Coordenadoria Nacional de Educação a Distância na estrutura do MEC e, a partir de 1996, a Secretaria de Educação a Distância (SARAIVA, 1996). Segundo o Portal do MEC, a Secretaria de Educação a Distância SEED- foi oficialmente criada pelo Decreto nº 1.917, de 27 de maio de Entre as suas primeiras ações, nesse mesmo ano, estão a estreia da TV Escola e a apresentação do documento-base do programa Informática na Educação, na III Reunião Extraordinária do Conselho Nacional de Educação (CONSED). Dessa forma, o Ministério da Educação, por meio da SEED, atua como agente de inovação tecnológica nos processos de ensino e de aprendizagem, fomentando a incorporação das tecnologias de informação e comunicação (TICs) e das técnicas de educação a distância aos métodos didático-pedagógicos.

24 23 Em janeiro de 2011, foi anunciada pela Presidência da República a extinção dessa secretaria. Devido à extinção dessa secretaria, seus programas e ações estão vinculados à SECADI Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (BRASIL, 2012) A modalidade de EaD Segundo o Ministério da Educação, a Educação a Distância é a modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e de aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos (BRASIL, 2012). A modalidade de EaD no país, cresceu significativamente após a aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) de 1996, que instituiu oficialmente as práticas de EaD, criando assim um novo espaço que se constitui fortemente fora de sala de aula. O artigo 80, da LDB 9.394/96, define que o Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades de ensino, e de educação continuada. Complementando, a lei traz quatro parágrafos explicando detalhadamente a regulamentação do uso da EaD por parte das Instituições de Ensino. Segundo a Lei 9.394/96: 1º A educação a distância, organizada com abertura e regime especiais, será oferecida por instituições especificamente credenciadas pela União. 2º A União regulamentará os requisitos para a realização de exames e registro de diploma relativos a cursos de educação a distância. 3º As normas para produção, controle e avaliação de programas de educação a distância e a autorização para sua implementação, caberão aos respectivos sistemas de ensino, podendo haver cooperação e integração entre os diferentes sistemas. (BRASIL, 1996, p.1). modalidade: No quarto parágrafo, os incisos especificam ainda mais a diferenciação de tal

25 24 4º A educação a distância gozará de tratamento diferenciado, que incluirá: I - custos de transmissão reduzidos em canais comerciais de radiodifusão sonora e de sons e imagens; II - concessão de canais com finalidades exclusivamente educativas; III - reserva de tempo mínimo, sem ônus para o Poder Público, pelos concessionários de canais comerciais.(brasil, 1996, p.1). Visando regulamentar o artigo 80 da LDB, o decreto de , em seu capítulo IV, especifica as regras para oferta de cursos superiores na modalidade a distância, deixando claro que as instituições universitárias devem realizar um processo de credenciamento para ofertar cursos de graduação e/ou de Pós-graduação Lato Sensu na modalidade a distância. A regulamentação das atividades de EaD, a partir da aprovação da LDB de 1996, propiciou um aumento na oferta de cursos nesta modalidade. Atualmente verifica-se que existe um aumento de demanda social por educação que, juntamente com avanço das tecnologias de informação, potencializa a Educação a Distância, tornando-se um modelo estratégico, disponibilizando novas possibilidades em educação. Segundo Alves e Brito, O Ensino on-line se caracteriza pela mediação das mídias digitais e telemáticas, vem ganhando destaque no cenário pedagógico, não apenas nos cursos reconhecidos nesta modalidade, mas também nos cursos presenciais que passam a realizar disciplinas a distância, conforme a portaria 4.059/2004, que, no seu Art. 1º, dispõe que as instituições de ensino superior poderão introduzir, na organização pedagógica e curricular de seus cursos superiores reconhecidos, a oferta de disciplinas integrantes do currículo que utilizem modalidade semipresencial, não podendo exceder vinte por cento do tempo previsto para integralização do currículo do curso. ( 2005, p.1) Segundo Castilho e Martins (2005, p.9), a tecnologia vem contribuindo de modo significativo para o estabelecimento de novos recursos pedagógicos, criando a necessidade de constante busca, pesquisa e adequação às exigências que a sociedade moderna impõe na conquista do saber. Neste sentido, a EaD permite que o aluno aprenda em seu próprio ritmo, construindo conhecimentos colaborativamente, enriquecendo-se pelo acesso aos recursos de pesquisa na Internet. O uso da tecnologia pode ser eficaz para processos complexos de construção de conhecimento, visto que o aluno utilizará a tecnologia juntamente com os outros conhecimentos adquiridos ao longo do curso.

26 25 O avanço das tecnologias de informação e de comunicação, em especial o da Internet, potencializou a oferta de atividades na modalidade de EaD. Nesse sentido, foram criadas diversas ferramentas que possibilitaram a ampliação da oferta e formas de contato entre os participantes de cursos ministrados a distância. Entre essas ferramentas, destacam-se os Ambientes Virtuais de Aprendizagem AVAs, que serão discutidos na próxima seção Ambientes Virtuais de Aprendizagem AVAs: Moodle Segundo Santos (2003, p.2), por ambientes podemos entender tudo aquilo que envolve pessoas, natureza ou coisas, objetos técnicos. Já o virtual vem do latim medieval virtualis, derivado por sua vez de virtus, força, potência. Ambientes Virtuais de Aprendizagem são plataformas que funcionam em servidores web, auxiliando a montagem de cursos acessíveis via Internet e acessados por usuários geograficamente distribuídos, com o objetivo de apoiar os processos de ensino e de aprendizagem. Podem ser utilizados como ferramenta para cursos a distância ou para complementar aulas presenciais. O AVA, ambiente virtual de aprendizagem a ser utilizado no desenvolvimento desta Dissertação de Mestrado, é o Moodle (LMS - Learning Management Systems). Acrônimo 1 demodular Object Oriented Distance LEarning MOODLE. É um sistema de gerenciamento de aprendizagem de código aberto, gratuito e livre, que se mantém em desenvolvimento por uma comunidade de participantes de diversas partes do mundo. Por ser um software de código aberto é possível de ser modificado para atender demandas específicas e sincronizar informações de outras bases de dados de interesse do usuário. Tornou-se muito popular entre os educadores de todo o mundo, como uma ferramenta para criar web sites dinâmicos para seus alunos. Foi concebido para ser compatível, flexível e fácil de modificar. Atualmente está presente em 208 países e traduzido para 75 idiomas (MOODLE, 2012). 1 Acrônimo: palavra formada pelas letras ou sílabas iniciais de palavras sucessivas de uma locução, ou pela maioria destas partes.

27 26 Segundo o site da organização,o foco do Moodle é tornar acessíveis aos educadores as melhores ferramentas para gerenciar e promover a aprendizagem. É disponibilizado na forma de software livre, podendo ser instalado em diversos ambientes que executam a linguagem de programação PHP. É distribuído gratuitamente, sob licença GNU-GPL 2 com usuários que adaptam essa plataforma para diferentes necessidades. (NAKAMURA, 2009, p.24). A primeira versão do programa data de 2001 e, desde então, é desenvolvido colaborativamente. Seus usuários podem customizar a interface de acordo com as necessidades. Segundo o site do AVA Moodle (MOODLE, 2012), os principais benefícios oferecidos pelo ambiente são: - Comunicação em tempo real, bem como comunicação assíncrona; - Propor questionários e materiais avaliativos integrados; - Fazer upload em materiais de áudio, vídeo e documentos em diversas extensões; - Anexar artigos para download; - Vincular recursos que estão à disposição na Internet; - Criar ambientes virtuais de sala de aula, sem ter a necessidade de aprender a programar em HTML 3 ; - Fácil manutenção dos materiais do curso de uma edição para outra; - Conversar online com os estudantes, através de chat; - Engajar os estudantes em fórum de discussão; - Auxiliar os membros na criação de materiais colaborativos a serem disponibilizados na internet; - Fornecer vários métodos de aprendizagem com o mesmo material; 2 GNU-GPL é um termo utilizado inicialmente por Richard Stallman, em 1984, para designar software livre. GNU é o nome do sistema operacional livre idealizado por Stallman, enquanto GPL (General License Public) é traduzido como Licença Pública Geral. Atualmente, a GPL é a licença com maior utilização em de projetos de software livre. 3 HTML (acrônimo para a expressão inglesa HyperText Markup Language, que significa Linguagem de Marcação de Hipertexto) é uma linguagem de marcação utilizada para produzir páginas na Web.

28 27 - Diminuir a quantidade de papel gasta (em comparação com uma aula presencial, onde normalmente os alunos fazem anotações do conteúdo visto); A filosofia do AVA Moodle baseia-se na pedagogia construtivista, utilizada na proposta do componente curricular e socioconstrucionista, onde os estudantes colaboram na construção de conhecimentos. De acordo com a perspectiva construtivista, baseada nos trabalhos de Jean Piaget, o aluno aprende quando participa ativamente em sua própria aprendizagem, constrói, modifica, diversifica e coordena progressivamente seus esquemas de conhecimento. Neste contexto, um AVA deve propiciar ferramentas que permitam e estimulem a construção do conhecimento. Além disso, por meio de um AVA pode-se estimular a realização de atividades colaborativas, por meio da formação de grupos virtuais. Estas atividades colaborativas compreendem a perspectiva socioconstrucionista. A participação em trabalhos de grupo possibilita o crescimento intelectual dos alunos, baseandose na proposta de Vygotsky, quando coloca a existência da zona de desenvolvimento proximal (BAQUERO, 1998). Frequentemente, as pessoas são capazes de resolver problemas ou de efetuar aprendizagens novas quando contam com a ajuda de nossos semelhantes, porém não conseguem abordar com êxito estas mesmas tarefas, quando dispõem unicamente de seus próprios meios. A zona de desenvolvimento próximo é a diferença existente entre o que uma pessoa pode fazer ou aprender por si só, sem ajuda de ninguém nível de desenvolvimento atual e o que pode fazer ou conhecer com a ajuda de outras pessoas nível de desenvolvimento potencial. O que, em princípio, é somente uma potencialidade, gerada pela inter-relação com outras pessoas, passa posteriormente a fazer parte do nível de desenvolvimento atual, mediante um processo de interiorização. (VYGOSTKY apud COLL; PALACIOS; MARCHESI, 1996, p ). Coll (2004) afirma que as relações entre os alunos incidem de forma decisiva sobre aspectos que envolvem o processo de socialização em geral, aquisição de aptidões e habilidades, controle da agressividade, adaptação às normas estabelecidas, superação do egocentrismo, relativização progressiva do ponto de vistas próprio e o desempenho nas atividades acadêmicas. Todos estes aspectos confirmam a validade da realização de trabalhos de grupo. A modalidade de EaD e a aplicação de AVAs apoiam o desenvolvimento de atividades educativas envolvendo as perspectivas construtivistas e socioconstrucionistas:

29 28 [...] um dos princípios básicos da teoria educacional moderna: os seres humanos progridem em ritmos próprios e muitas vezes bastante diferentes uns dos outros, no aprendizado e na educação. São inúmeros os caminhos que se abrem na educação a partir do desenvolvimento dessa modalidade de estudos a distância, principalmente no sentido de democratizar e simplificar o acesso ao conhecimento, funcionando como um mecanismo de justiça social. (MATTAR NETO, 2005, p.123). A utilização de AVAs possibilita que o conhecimento seja compartilhado, lembrando sempre que o conhecimento surge da ação. Aprender em um processo colaborativo é planejar; desenvolver ações; receber; selecionar e enviar informações; estabelecer conexões; refletir sobre o processo em desenvolvimento em conjunto com pares; desenvolver a interaprendizagem, a competência de desenvolver problemas em grupo e a autonomia em relação à busca e ao fazer por si mesmo. (ALMEIDA, 2000, p.2). No caso da utilização de um AVA por adultos, a contextualização das atividades deve ser considerada, já que é muito mais interessante para o aprendiz saber onde o conhecimento adquirido poderá ser usado. Assim, estimulam-se os aprendizes a deixar um foco dualista na direção de um foco relativista, no qual o que é aprendido faz sentido e deve ser trabalhado, avaliando e modificando em função das necessidades cotidianas de crescimento. Segundo Deaquino (2007, p.10), as pessoas, com o aumento de sua maturidade e consequente acúmulo de experiências e desenvolvimento de uma postura crítica, têm necessidade de participar de modo mais ativo do processo de aprendizagem. Ainda segundo o autor, com relação a uma metodologia de aprendizagem que seja adequada à educação de adultos que normalmente são possuidores de uma postura mais crítica e têm a necessidade de um aprendizado mais contextualizado - é fundamental que o professor entenda quem são os alunos que estão do outro lado recebendo os conhecimentos para desenvolver as habilidades, pois cada indivíduo, tem uma forma também singular de aprender Usuários e Principais Ferramentas do Moodle Todos os usuários do Moodle devem possuir um nome de usuário e uma senha. Para isso, deve ser feito um cadastro, que pode ser editado posteriormente. Cada usuário é identificado como participante, e pode ser classificado como (MOODLE, 2012):

30 29 - Administrador: tem acesso total a todas as configurações do servidor, em todas as áreas, de todos os cursos. Normalmente a Instituição de Ensino possui um Núcleo de EaD que possui funcionários que desempenham a função de administradores; - Criador: tem autoridade e acesso a todas as suas funcionalidades. Em alguns casos, o criador do curso também pode ser o professor ou fazê-lo junto com o Núcleo de EaD; - Professor: a ele compete ministrar o curso, inserir materiais, assessorar em dúvidas, desenvolver as atividades e avaliar o desempenho dos estudantes; - Tutor: em alguns casos, além do professor, existe o tutor e, compete a ele acompanhar os processos de ensino e de aprendizagem e avaliar os alunos. O professor também poderá ser classificado como tutor, porém sua atuação é mais restrita, não podendo alterar atividades; - Aluno: interage com o professor e com os colegas, tem acesso ao conteúdo, mas não pode alterar as informações e atividades do curso; Os recursos disponíveis no Moodle estão relacionados à inserçãode conteúdo dentro do próprio ambiente. Eles são identificados por um Nome (Título) e por um sumário, que é uma curta descrição do recurso a ser utilizado. Além dos recursos, o professor também pode inserir uma série de atividades como tarefas e participações em fóruns, que podem ser utilizadas para a avaliação do rendimento acadêmico dos alunos. Quase todas as informações do Moodle são obtidas mediante navegação por hiperlinks 4, o que faz a operação ser bastante simplificada. Uma das ferramentas mais importantes do ambiente Moodle, como em todo AVA, é o Fórum, pois permite a discussão e a troca de informações entre os usuários, possibilitando que o conhecimento seja criado em conjunto pelo grupo. No Moodle podem ser criados diferentes tipos de fóruns (MOODLE, 2012): - Fórum geral: aberto, onde todos os participantes podem iniciar um novo tópico 4 Hiperlinks são ligações dinâmicas entre diferentes páginas ou informações em páginas Internet. Ao serem ativadas, essas ligações levam o usuário a outras páginas, acessando novas informações que estão interrelacionadas.

31 30 de discussão; - Discussão simples: quando há um único tópico em uma página. Normalmente é usado para organizar discussões breves em um tema específico; - Fórum perguntas e respostas; - Fórum em que cada aluno deve apresentar um tópico. Além do fórum existem outras ferramentas que auxiliam os estudantes na realização das tarefas, tais como: - Chat: atividade síncrona onde os alunos conversam em tempo real; - que já é utilizado atualmente para correspondência entre o professor e os alunos; - Portfólio: instrumento que traz a trajetória do que foi construído, possibilitando aos alunos e professores a compreensão do que foi ensinado. 2.5 DESIGN INSTRUCIONAL O design instrucional pode ser definido como um plano de curso, incluindo sequência e organização de unidades curriculares, os principais métodos a serem utilizados em aula, a forma como se estrutura, o controle do tutor em relação as atividades propostas e avaliação do sistema. O planejamento inicial de um curso a distância define-se como a fase de concepção do sistema de ensino-aprendizagem e de todos seus aspectos operacionais. Projeto de materiais instrucionais a serem adquiridos ou elaborados, seleção de métodos e meios instrucionais e avaliações (ROMISZOWSKI, A.; ROMISZOWSKI, H., 1998). Este planejamento é dividido em estágios que estruturam os modelos convencionais de design instrucional e o planejamento das atividades relacionadas aos processos de ensino e aprendizagem (FILATRO, 2004): - Design e desenvolvimento: Planejar as atividades para os estudantes bem como a elaboração dos materiais instrucionais de acordo com as necessidades específicas da

32 31 disciplina; - Implementação: capacitar e ambientar os docentes e alunos à proposta de design instrucional e a realização das atividades relacionadas aos processos de ensino e aprendizagem; - Avaliação: envolve o acompanhamento, a revisão e a manutenção da proposta. Para Smith e Ragan (1999 apud TRACTENBERG, L.; TRACTENBERG, R., 2009, p.9), Design instrucional (DI) pode ser definido como o processo reflexivo e sistêmico, ele traduz princípios de cognição e aprendizagem para o planejamento de materiais didáticos, atividade, fontes de informação e processos de avaliação. É uma metodologia que apoia o planejamento, desenvolvimento, implementação e avaliação de projetos que busquem alcançar de maneira eficiente, eficaz e agradável objetivos de aprendizagem que atendam as necessidades em contextos específicos. Segundo Filatro(2004), cada fase do design instrucional contextualizado, cada recurso tecnológico disponibilizado, cada situação didática relatada comporta numerosos desafios a serem desvendados e oportunidades renovadas de articulação teoria-prática-teoria. A proposta do design instrucional contextualizado prevê descrições e exemplos das metas a serem cumpridas pelos estudantes, o conhecimento necessário a ser apresentado e os resultados esperados. Inclui a prática reflexiva juntamente com o feedback informativo onde serão apresentados conselhos aos aprendizes sobre seu desempenho, ajudando-os a procederem de forma eficiente.

33 32 3 ESTADO DA ARTE Este capítulo apresenta como é desenvolvido atualmente um projeto de coleção nos cursos superiores de modadesenvolvidos nas Instituições de Ensino Superior de Porto Alegre. Denominado Projeto de Coleção, Desenvolvimento de Coleção ou Projeto Experimental II, essas disciplinas costumam utilizar metodologia muito próxima onde autores como Munari (1998), Treptow (2006), Sorger e Udale (2009) e Renfrew (2011) servem de base. Existem cinco Instituições de Ensino em Porto Alegre que oferecem o curso de Design de Moda, que são: IPA, UniRitter, Faculdade SENAC, UNISINOS e ESPM. A ordem utilizada para citar as referidas instituições é cronológica, visto que, curso mais antigo é o do IPA e o mais recente, da ESPM. Todas as disciplinas da graduação em Design de Moda são presenciais, com o uso do AVA como apoio para o depósito de materiais, entrega de tarefas e recados via e mail. Abaixo apresentam-se as ementas das disciplinas projetuais do curso em Bacharelado em Design de Moda do IPA e do Curso de Tecnologia em Design de Moda do Senac, disponíveis no Projeto Pedagógico (PPC) do curso. No IPA a disciplina é ofertada na modalidade presencial e dividida em dois momentos, o primeiro chama-se Planejamento de Coleção e o segundo denomina-se Projeto Experimental II, cada um com carga horária de 72h/a, totalizando 144h/a: Planejamento de Coleção 7º semestre Ementa: A disciplina estuda o processo de criação em moda, buscando conciliar a expressão individual com as necessidades do mercado, através das atividades técnicas, teóricas e práticas para o desenvolvimento de coleção de roupa. Projeto Experimental II 8º semestre Ementa: A disciplina propõe o desenvolvimento de coleção com acompanhamento

34 33 técnico e mercadológico para a aplicação prática de coleção, conciliando a expressão individual e as necessidades do mercado. Segundo o contato realizado com as professoras da disciplina, a principal diferença de ambas é, que na disciplina introdutória, intitulada Planejamento de Coleção de Moda, os alunos assistem aulas expositivas acerca dos conteúdos necessários para o desenvolvimento da coleção e, juntamente com as explicações ministradas pela professora, criam a coleção. No final da disciplina é executado o protótipo de uma das peças da coleção e a avaliação final é feita pelo professor da disciplina. Já na disciplina intitulada Projeto Experimental II, os alunos já possuem o conhecimento necessário para a criação da coleção e, com mais autonomia conduzem as atividades; nesse momento o papel do professor é de apoio na disciplina. Cabe salientar que, ao contrário da disciplina anterior onde uma peça é confeccionada, nesse momento cada aluno apresenta fisicamente três looks completos. No final da disciplina de Projeto Experimental II os alunos são submetidos a uma banca avaliadora, composta por dois membros (outros professores do curso) para a avaliação do portfólio e das peças confeccionadas. A nota final é composta de 70% das atividades do aluno em aula, portfólio e peças, atribuída pelo professor e 30% pelos avaliadores externos, cada um com peso de 1,5, onde é feita a soma posteriormente. Já no PPC do Curso de Tecnologia em Design de Moda do Senac, a palavra ementa é substituída por: Caracterização da Unidade Curricular, dividindo a disciplina em Competência Essencial, Competências Relacionadas e Bases Tecnológicas. Totaliza a carga horária de 144 horas e está alocada no 4º semestre. A organização da disciplina pode ser visualizada no quadro 1: Quadro 1 Plano de Ensino CARACTERIZAÇÃO DA UNIDADE CURRICULAR Oportuniza o planejamento de uma coleção de artigos do vestuário por meio de croquis e de fichas técnicas para confecção. COMPETÊNCIA ESSENCIAL Desenvolver uma coleção de moda com detalhamento para confecção. COMPETÊNCIAS RELACIONADAS

35 34 Relacionar as informaçõesnecessárias para o planejamento de uma coleção. Justificar as escolhas feitas no desenvolvimento da coleção conforme o perfil do consumidor final e do tema. Desenhar as peças com detalhamento e ficha técnica para a confecção. Comportamento do consumidor. BASES TECNOLÓGICAS Expressões do contemporâneo em diferentes áreas: publicidade, artes e arquitetura. Planejamento de coleção. Ficha técnica de produção: detalhes e especificações comerciais para produtos. Produto: desenvolvimento, interpretação, processos produtivos industriais. Fonte: PPC do curso, 2012 Os cursos superiores em Design de Moda da Unisinos e da ESPM são recentes e nunca ofertaram a disciplina. Com base nos estudos realizados, bem com na experiência docente nesta área, verifica-se que, primeiramente, os alunos escolhem o tema que irão trabalhar. Posteriormente elegem ou criam marcas para as quais criarão a coleção e pesquisam o público. Com esses dados em mãos, partem para o processo criativo e busca de matéria-prima disponível para a execução das peças a serem confeccionadas. A ementa da disciplina de desenvolvimento de coleção do UniRitter será apresentada na seção 3.2, já que é o foco do estudo de caso proposto nesta dissertação. 3.1 PROJETO DE COLEÇÃO DE MODA Os produtos de vestuário geralmente são criados como coleções. Segundo Fiorini (apud PIRES, 2008, p.108) a coleção é um sistema particular (diferente dos de outros campos), tanto pela lógica da montagem, que apresenta princípios de complementariedade entre diferentes produtos que serão utilizados sobre o corpo, quanto por sua projeção temporal e seu caráter efêmero. Sobre o seu desenvolvimento, complementa Treptow (2006, p.43) uma coleção deve ser coerente e deve contemplar os seguintes aspectos: perfil do

36 35 consumidor, identidade ou imagem da marca, tema da coleção e proposta de materiais. Esses itens devem ser as principais diretrizes de um designer na hora da criação de uma coleção. Esta seção apresenta a proposta de desenvolvimento de uma coleção guiada pela metodologia de projeto de Munari. Inicialmente se define o problema: O designer precisa, primeiramente, definir o problema como um todo, para então, definir os limites para o projetista trabalhar. (MUNARI, 1998, p.32). Neste caso, o problema torna-se: desenvolver uma coleção para uma estação pré-definida. Segundo Pompas (1994) o termo coleção deriva do latim colligere, palavra que tem dois significados: agrupamento de objetos de uma mesma espécie ou agrupamento de obras diversas organizadas segundo um mesmo olhar. Esta dupla definição permite evidenciar imediatamente o componente que transforma uma simples soma de elementos em uma coleção: a coerência formal. (POMPAS, 1994, p.145). Para Munari (1998) é importante dividir o problema em componentes. Essa operação facilita o projeto, pois tende a pôr em evidência pequenos problemas isolados. No desenvolvimento de uma coleção, os componentes do problema são: público-alvo, tema, tendências e materiais. Porém cada trabalho poderá ter componentes específicos. Conforme o andamento do trabalho, verifica-se a necessidade de agregar novos itens. Na montagem da primeira etapa, o aluno identifica a estação a ser trabalhada e busca informações em books de tendência. O termo tendência é inerente à sociedade contemporânea. Etimologicamente, o termo vem da palavra latina tendentia, cujos significados são tender para, inclinar-se para ou ser atraído por. (CALDAS, 2004). Ao longo da história, essa concepção passou por transformações assumindo inúmeros padrões: O fenômeno define-se sempre em função de um objetivo ou de uma finalidade, que exerce força de atração sobre aquele que sofre a tendência; ela expressa movimento e abrangência; é algo finito (no sentido de que se dirige para um fim) e, ao mesmo tempo, não é 100% certo que atinja o seu objetivo; é uma pulsão que procura satisfazer necessidades (originadas por desejos) e, finalmente, trata-se de algo que pode assumir ares parciais e pejorativos. (CALDAS, 2004, p.26). Atualmente, os modelos e ciclos de valores, tanto da moda como da sociedade, alternam-se e modificam-se de forma cada vez mais rápida. Segundo Picoli (2011, p.10) O que alimenta a moda é o aparecimento incessante de novas tendências - atração, inclinação, direção, intenção seja qual for o ângulo que se observe, ou o contexto que se considere

37 36 toda tendência se refere a um movimento em direção a um objeto-valor.justamente para se adequar a esse movimento rápido e incessante da moda que, no início do trabalho, os alunos já devem pesquisar tendências. O designer de moda não deve encarar a pesquisa como um processo temporário. O acompanhamento do comportamento do mercado, das novas tecnologias e das tendências de moda deve ser constante. Apenas a pesquisa de tema de coleção pode ser considerada temporária, pois se limita à inspiração usada para uma estação. (TREPTOW, 2006, p.78). Esse material os acompanhará durante todo o período. Por ser algo cíclico, rápido e mutável, podem ser agregados novos itens durante o andamento do trabalho. Muitas vezes a pesquisa de tendências é realizada de acordo com o público alvo a ser atingido.

38 Público-Alvo A escolha do público-alvo se dá através de pesquisa de marca atuante no mercado de moda. Os alunos escolherão uma marca já existente, pesquisarão o perfil da marca, o público que se destina os produtos e criam a coleção para a marca. Segundo Kotler (1998, p.161): A área de comportamento do consumidor estuda como indivíduos, grupos e organizações selecionam, compram, usam e dispõem de bens, serviços, ideias ou experiências para satisfazer as suas necessidades e desejos. Portanto, os alunos pesquisarão a marca, observando atentamente o comportamento do consumidor da mesma Pesquisa do Tema A definição do tema a ser trabalhado é uma etapa muito importante para a criação de uma coleção. A moda expressa o espírito do tempo (JONES, 2005, p.170). É nesse momento que os alunos normalmente têm mais dificuldade, visto a amplitude de referências interessantes. Sugere-se que pesquisem, leiam e deixem as ideias aflorarem. A busca se dá por meio de textos e imagens coletadas. A pesquisa de tema é muito importante, pois é ele que servirá de guia para o designer desenvolver uma coleção e assim ter um diferencial da concorrência. A partir da inspiração escolhida, reúnem-se informações que possam ser usadas criativamente no desenvolvimento de coleção (TREPTOW, 2006). O aluno deverá pesquisar em diversas fontes e ter o máximo de material possível. Ainda nesta etapa o aluno pesquisa sobre os princípios do design e monta um banco de dados com imagens desses princípios. Após a coleta de dados, é solicitada a montagem do conceito do tema, isto é, depois de pesquisar e escolher um tema o aluno deverá montar um ou mais painéis, com imagens, objetivando criar um conceito. Esta parte é muito importante, pois todo o projeto será baseado neste conceito. Após a realização dos painéis, selecionam alguns elementos deste tema a serem utilizados em suas criações e escolhem alguns princípios do design. Jones (2005, p ) cita nove princípios de design: repetição, ritmo, gradação, radiação, contraste, harmonia, equilíbrio, proporção e sensação corporal. Alguns desses princípios merecem ser aqui

39 38 destacados. A repetição, refere-se ao uso de elementos de estilo, detalhes ou acabamentos, na mesma roupa, repetidos de modo regular ou irregular. A repetição pode ser parte da estrutura da roupa, como as pregas... de uma saia... Quebrar o padrão tem o efeito de chocar e atrair olhares (JONES, 2005, p ). O ritmo, tal como a música, pode criar efeitos marcantes por repetição regular de características da roupa ou desenhos das estampas. A radiação compreende o uso de linhas que se abrem em forma de leque a partir de um eixo central. Uma saia plissada rodada é um bom exemplo. (JONES, 2005, p ). O contraste constitui um dos mais úteis princípios de criação; faz com que o olhar reavalie a importância de uma área focal em relação à outra. O efeito contrastante pode ser dado pelo tipo de superfície fosca, brilhante, rústica e outras - ou pelas cores e ainda, os contrastes de texturas aumentam o efeito de cada tecido. (JONES, 2005, p ). A sensação corporal proporciona a experiência tátil. Contrastes de texturas enfatizam as diferenças entre roupa e as formas corporais e a própria pele, e acrescentam estilo, clima e charme à roupa. (JONES,2005, p ). Sugere-se que nesse momento, o estudante esteja fazendo uso do sketchbook 5 para reunir e organizar as informações. A utilização do mesmo é muito importante, pois o acompanhará em todas as etapas da criação da coleção Matéria-Prima Após os estudos do público-alvo e do tema, o aluno deverá fazer a primeira busca de matéria- prima. Os tecidos são a matéria-prima de moda. É por meio dos tecidos que as ideias do designer são transformadas em produtos de vestuário. Christian Dior 6 afirmou que os tecidos não apenas expressam o sonho de um designer, mas também estimulam suas ideias. Eles podem ser uma fonte de inspiração. Muitos de meus vestidos nasceram a partir (da inspiração) do tecido. Logo, é importante que o designer conheça suas características, suas classificações e suas propriedades de caimento e de adequação. (TREPTOW, 2006, p.115). 5 Caderno de esboços 6 Estilista francês, criador do New Look em 1947, importante marco para a história da Moda

40 39 Ainda segundo Treptow, a identificação de temas de inspiração, informações sobre cores, tecidos, aviamentos, elementos de estilo, preferências atuais dos consumidores são as principais pesquisas no começo de uma coleção (TREPTOW, 2006). A atividade inclui uma saída de campo até os fornecedores, no caso dos alunos que comprarão em pequena quantidade, as lojas de tecidos e aviamentos. Essa atividade pode ser feita em grupo ou individualmente. A busca por matéria-prima inclui: ida a lojas de tecidos, lojas de aviamentos, materiais para bordados, tingimentos e outros beneficiamentos, caso necessário. Jones (2005, p.103) afirma que o tecido ou os materiais com que a roupa é feita podem fazer o sucesso ou o fracasso de um estilo que parecia bom no papel Cartela de Cores Com essas fases prontas, o aluno deverá montar sua cartela de cores, retirando-as dos painéis de inspiração e tendências. A cartela deve ter o número do Pantone Têxtil 7 e pode vir acompanhado de um nome fantasia para a cor. Esse termo, sugerido pelo aluno, pode ter ligação direta com o tema escolhido. A seleção de cores é responsável por grande parte da expressividade da coleção, no sentido de significação das relações entre elas pelo receptor. Pode-se afirmar que a seleção cromática pode contribuir decisivamente para o fechamento da ideia e da construção de sentido. Em alguns casos, também é necessário montar uma cartela de bordados e estampas, entre outros. Tanto na cartela de bordados, quanto de estampas, cada item deverá ter uma referência para posterior especificação técnica. Quanto mais material os alunos agregam ao seu trabalho, mais elementos eles terão para criação da sua coleção e, portanto, seu trabalho torna-se mais autoral. 7 PANTONE é o padrão mundial de comunicação exata de cores.

41 Processo criativo É nesta etapa que o aluno tem como suporte todo o material coletado anteriormente. Isso inclui a pesquisa de tendências, do tema, cartela de materiais, aviamentos e cores, para então iniciar a criação, ou seja, possui todas as etapas anteriores para se guiar. Criar para Gomes (2001, p.47) é resultado de dois fatores bem distintos nos seres humanos: os sentidos perceptivos, e a qualidade de conexões que o cérebro produz. Sendo assim, com a utilização do mapa mental, o aluno terá subsídios para iniciar a criação, pois poderá fazer um link entre todos os elementos tendo mais subsídios para criar. O produto transporta expressões das instâncias de elaboração e de produção, cultura e tecnologia. Quando entra em circulação, também passa a ser elemento de comunicação, caracterizando-se como suporte de mensagens dos usuários para si próprio e para os outros. A partir desse sentido, o produto do design é tratado como portador de representações e significados de um processo de comunicação (NIEMEYER, 2003). Para esta etapa o aluno faz alguns estudos de corpo, forma, função e modelagem do vestuário, e registra tudo. A referida etapa é muito importante, pois aqui a coleção vai ganhando forma e é quando se estudam as melhores soluções em termos de modelagem, uso de matéria-prima entre outros. Na fase da criação são realizados muitos esboços 8 e então feito um estudo para a seleção dos vinte melhores looks que vão compor a coleção. É nesse momento, após a organização dos esboços, que os croquis serão feitos. Os croquis podem ser feitos a mão, digitalizados e tratados, bem como traçados no Corel Draw e renderizados 9 no Photoshop. 8 Do Grego Antigo: schedios que significa temporário. É um rascunho do que será realizado. 9 # Acabamento, com aplicação de texturas e sombreamento. Deixa o desenho mais próximo da imagem real.

42 Materiais e Tecnologias Com a coleção pronta, deverá ser feito outro painel, agora apenas com os materiais que foram utilizados, sempre com as identificações de nome e composição e também especificados estampas, lavagens, bordados, intervenções que a coleção terá. Pode-se inserir ao lado de cada croqui uma imagem da amostra dos tecidos utilizados em cada peça. A coleção, dentro dos requisitos da disciplina, é composta de vintelooks e os alunos confeccionam dois looks completos. 3.2 A DISCIPLINA DE PROJETO DE MODA II NO UNIRITTER A disciplina de Projeto de Moda II, do Curso de Bacharelado em Design de Moda do UniRitter, estuda o Planejamento de Produto Industrial relacionado à moda em todas as suas etapas, aplicando metodologias específicas em Desenho Industrial/Design que ofereçam reforço à avaliação e seleção de alternativas, enfatizando a expressão gráfica baseada em desenhos de convenção para modelação ou produção. O curso de Design de Moda possui quatro disciplinas denominadas Projeto de Moda, além da disciplina inicial de Introdução ao Projeto de Moda. Com carga horária ampla, 114 horas por semestre, cada disciplina de projeto traz a concepção e criação de uma Coleção de Moda. Pelo fato de aliar diversos conhecimentos adquiridos durante o curso para a criação da Coleção de Moda e trazer ênfases que se completam (entre si), os alunos utilizam a teoria de sala de aula com as práticas de laboratório na hora de projetar os produtos. As etapas de desenvolvimento do projeto utilizadas na disciplina são: - Escolha da estaçãoe do ano a ser trabalhada; - Definição da marca a ser estudada e trabalhada; - Estudo das tendências; - Escolha de um tema de inspiração; - Montagem do cronograma;

43 42 - Mix de produto da coleção; - Busca de tecidos e aviamentos; - Criação; - Aprovação dos modelos; - Modelagem; - Ficha técnica de pilotagem (esboço); - Pilotagem/teste; - Aprovação da peça piloto; - Fichas técnicas finais; - Produção das peças. O objetivo do projeto é desenvolver sua criatividade para responder a determinadas exigências. Quase sempre é uma simulação do que diferentes setores do mercado exigem do criador de moda. (JONES, 2005 p.166). O Quadro 2 apresenta o plano de ensino da disciplina de Projeto de Moda II do Curso de Design de Moda do UniRitter. Quadro 2 - Plano de Ensino da Disciplina de Projeto de Moda II CURSO DE DESIGN CRÉDITOS: 6 ÁREA DE ESTUDO, EIXO TEMÁTICO OU CICLO: 3º CICLO CÓDIGO: DES0254 DISCIPLINA: PROJETO DE MODA II H/AULA: 114 PROFESSOR(ES): ANO/SEM: 2012 EMENTA: PLANO DE ENSINO Estuda o Planejamento de Produto Industrial relacionado à moda em todas as suas etapas, aplicando metodologias específicas em Desenho Industrial/Design que ofereçam reforço à avaliação e seleção de alternativas. Ênfase é dada à expressão gráfica baseada em desenhos de convenção para modelação ou produção.

44 43 OBJETIVOS: Oferecer situações em que os estudantes articulem e sintetizem os conhecimentos teóricos e práticos adquiridos até o momento no curso de graduação e integrem os novos, para o pleno desempenho em atividades de desenho industrial, com ênfase na Moda. Fundamentar aresponsabilidade projetual. Exercitar tanto o trabalho em equipe quanto o trabalho individual. PROGRAMA: Metodologias projetuais gerais, e específicas da Moda. Funções práticas, estéticas e simbólicas do produto de moda. Fatores antropológicos (comportamento e ideias do público-alvo). Parâmetros técnicos, ergonômicos e estéticos do produto. Técnicas de análise e síntese projetual. Desenvolvimento de coleção e confecção de modelos. CRONOGRAMA: Apresentação da disciplina. Pesquisa das empresas gaúchas. SEMANA 1 SEMANA 2 Pesquisa das empresas gaúchas. Segmentação de mercado e público-alvo. Segmentação de mercado e público-alvo. SEMANA 3 Apresentação do público-alvo e perfil da marca. Pesquisa de tema SEMANA 4 SEMANA 5

45 44 Pesquisa de temae fonte de inspiração SEMANA 6 Data limite para término da pesquisa sobre a empresa e definição da fonte de inspiração. SEMANA 7 Apresentação da fonte de inspiração e cartela de cores. Definição do mix de produtos e primeiros esboços. Esboços. Definição da coleção (mínimo 7 looks). SEMANA 8 SEMANA 9 Definição da coleção completa (croquis). (Avaliação do que já foi realizado até esta data:grau A) Elaboração de moldes e fichas técnicas Elaboração de moldes e fichas técnicas SEMANA 10 SEMANA 11 SEMANA 12 Risco e corte de tecido para teste de modelagem; SEMANA 13 Confecção de modelos e adequação das fichas técnicas; SEMANA 14 Confecção de modelos e adequação das fichas técnicas; Confecção de modelos; SEMANA 15

46 45 SEMANA 16 Fichas técnicas, desenhos técnicos, correções de modelagem e acabamentos; Data provável para o desfile; SEMANA 17 Fichas técnicas, desenhos técnicos, correções de modelagem e acabamentos. Fichas técnicas, desenhos técnicos, correções de modelagem e acabamentos; SEMANA 18 Fichas técnicas, desenhos técnicos, correções de modelagem e acabamentos; Execução das fotos do portfólio: editorial; Montagem do portfólio; Avaliação; Retorno das notas. METODOLOGIA: SEMANA 19 SEMANA 20 Aulas expositivas; atividades em sala-de-aula; trabalhos curtos - individuais e em grupo - concomitantes com um projeto individual maior que deverá transcorrer ao longo do semestre. O desenvolvimento das aulas seguirá: Apresentação de conceitos: exposição oral; Análise de exemplos: discussão em aula; Identificação de tema de estudo; Desenvolvimento conceitual do projeto em aula, com apresentação periódica para a turma dos resultados parciais; Desenvolvimento prático do projeto com apresentação para a turma dos resultados finais. O acompanhamento do professor aos estudantes se dará pelo Método Tutorial ATIVIDADES DISCENTES: Estuda o Planejamento de Produto Industrial relacionado à moda em todas as suas etapas, aplicando metodologias específicas em Desenho Industrial/Design que ofereçam reforço à avaliação e seleção de alternativas. Ênfase é dada à expressão gráfica baseada em desenhos de convenção para modelação ou produção.

47 46 AVALIAÇÃO: O trabalho em projeto de desenho industrial vale pela quantidade de esforço aplicada e pela qualidade da tarefa realizada. Os estudantes serão avaliados segundo sua participação e assiduidade, cumprimento de compromissos e prazos, além da qualidade das tarefas realizadas. A avaliação será feita a partir de documentação esboços, modelos e leiautes sobre o encaminhamento do projeto, e apresentação oral conclusiva. Fonte: PPC do curso, 2012

48 47 4 METODOLOGIA DE PESQUISA O método de pesquisa utilizado nesta dissertação envolveu duas etapas principais. A primeira etapa correspondeu ao estudo, definição e implementação dos materiais didáticos que foram empregados para a realização de atividades a distância na disciplina de Projeto de Moda II. Inicialmente realizou-se uma análise, visando identificar as necessidades de aprendizagem, definição dos objetivos e levantamento das restrições envolvidas. No caso da disciplina de Projeto de Moda II, foram seguidas as informações que constam no Projeto Pedagógico de Curso (PPC) do curso de Design de Moda. Foi realizado, também, um levantamento bibliográfico acerca dos conteúdos a serem desenvolvidos na disciplina e a sua implementação através do AVA Moodle bem como foi realizado o acompanhamento das atividades realizadas pelos alunos por meio do AVA. A segunda etapa envolveu a realização de um Estudo de Caso. A decisão de utilizar o método de estudo de caso na dissertação de mestrado se deve a dois pontos fundamentais para a execução do trabalho. Segundo Yin (2010, p.39), o Estudo de Caso é uma investigação empírica que: investiga um fenômeno contemporâneo em profundidade e em seu contexto de vida real, especialmente quando os limites entre o fenômeno e o contexto não são claramente evidentes. O enfoque de eventos contemporâneos envolve a oferta da disciplina na modalidade semipresencial, utilizando em torno de 40% por cento da carga horária da mesma para a realização de atividades. A não exigência de controle dos eventos comportamentais se configura, visto que a aplicação da proposta se deu em uma turma onde a pesquisadora não atua como docente. As atividades foram disponibilizadas no AVA, sendo acompanhadas pelo(a) professor(a) da disciplina e o ambiente se manteve aberto para a observação da mestranda como tutora. A coleta de evidências, nesse caso, se deu sob a forma de observação participante, visto que, além da inserção de conteúdos via Moodle, a observadora participou de diversos encontros presenciais com a turma, bem como atividades desenvolvidas dentro do atelier.

49 48 Segundo Yin, [...] a observação participante é uma modalidade especial de observação na qual você não é apenas um observador passivo. Em vez disso, você pode assumir uma variedade de funções dentro de um estudo de caso e pode, de fato, participar dos eventos que estão sendo estudados. (YIN, 2001 p.116). caso. A Figura 1 apresenta o diagrama da organização das atividades propostas no estudo de Figura 1 - Diagrama da organização das atividades Fonte: YIN, 2010, p.46 Projetou-se uma disciplina na modalidade semipresencial, voltada ao Curso de Bacharelado em Design de Moda. A proposta das atividades a distância, na modalidade semipresencial, vem agregar novas formas de desenvolver as competências ao longo da disciplina de Projeto de Moda II do curso de Design de Moda do Centro Universitário UniRitter. A escolha da referida disciplina para aplicação da metodologia semipresencial proposta neste trabalho, situada no 5º semestre, deu-se a partir da constatação de que os alunos, neste semestre, já cursaram as disciplinas de Introdução ao Projeto de Moda e Projeto de Moda I, estando assim habituados a desenvolver o projeto e contemplar os requisitos da disciplina. A operação produtiva para o desenvolvimento da coleção implica em agrupar informações de diferentes especialidades: técnicas, estatísticas, estilísticas, mercadológicas e operativas. A proposta de introduzir a modalidade semipresencial se dá no momento em que os alunos já conhecem o andamento das disciplinas de projeto e têm a possibilidade de ir

50 49 além, visto que muitos, ainda nas disciplinas anteriores, sugerem o uso de ferramentas on line para otimizar os processos de ensino e de aprendizagem. O Quadro 3 apresenta o plano de Curso da disciplina com as atividades semipresenciais propostas e a forma de avaliação das mesmas. Quadro 3 Plano de ensino semipresencial CURSO: CURSO DE DESIGN DISCIPLINA: PROJETO DE MODA II PROFESSOR (ES): CRÉDITOS: 06 H/AULA: 114 ANO/SEM: 2012/2 PLANO DE ENSINO SEMIPRESENCIAL EMENTA: Estuda o Planejamento de Produto Industrial relacionado à moda em todas as suas etapas, aplicando metodologias específicas em Desenho Industrial/Design que ofereçam reforço à avaliação e seleção de alternativas. Ênfase é dada à expressão gráfica baseada em desenhos de convenção para modelação ou produção. OBJETIVOS: Oferecer situações em que os estudantes articulem e sintetizem os conhecimentos teóricos e práticos adquiridos até o momento no curso de graduação e integrem os novos, para o pleno desempenho em atividades de desenho industrial, com ênfase na Moda; Fundamentar a responsabilidade projetual; Exercitar tanto o trabalho em equipe quanto o trabalho individual. PROGRAMA: Metodologias projetuais gerais, e específicas da Moda. Funções práticas, estéticas e simbólicas do produto de moda. Fatores antropológicos (comportamento e ideias do público-alvo). Parâmetros técnicos, ergonômicos e estéticos do produto. Técnicas de análise e síntese projetual. Desenvolvimento de coleção e confecção de modelos.

51 50 METODOLOGIA: Aulas presenciais; Atividades em sala-de-aula; trabalhos curtos, concomitantes com o projeto individual maior que deverá transcorrer ao longo do semestre. O desenvolvimento das aulas seguirá: Apresentação de conceitos: exposição oral; Análise de exemplos: discussão em aula; Identificação de tema de estudo; Desenvolvimento prático do projeto com apresentação para a turma dos resultados finais. Atividades a distância: As atividades não-presenciais (EaD) serão realizadas através do sistema de EaD do UniRitter, envolvendo materiais disponibilizados pelo professor no Ambiente Virtual de Aprendizagem Moodle. O estímulo à interação dos alunos se dará através da criação de fóruns e envio de mensagens por correio eletrônico pelo tutor. Estas atividades englobam parte do desenvolvimento conceitual do projeto, com envio de atividades pré-estabelecidas pelo tutor. Ao final da disciplina, os alunos terão construído seu portfólio on line contendo todas as etapas, desde a pesquisa do tema, processo criativo, inserção de imagens da matéria-prima (tecidos, aviamentos e acessórios), croquis, desenhos técnicos e fichas técnicas. Estratégias de Aprendizagem Estratégias de Avaliação e Data de Entrega Aula 1 (Presencial) 02/08 Apresentação da disciplina, cronograma, critérios de avaliação. Bibliografia Indicada: BAXTER, Mike. Projeto de produto: guia prático para o design de novos produtos. 2. ed. São Paulo: E. Blucher, Aula 2 (EaD) 07/08 Pesquisa das empresas gaúchas. Identificar algumas empresas gaúchas que trabalham com produtos do vestuário. Definir a empresa a ser trabalhada. Pesquisar mix de produto, analisar as 3 últimas coleções, identificar o perfil da marca e o público-alvo. Aula 3 (EaD) 09/08 Construir questionário com pontos importantes sobre a Montar questionário utilizando o fórum, os alunos deverão apresentar questões e a turma, juntamente com o

52 51 empresa. Enviar questionário para a empresa pesquisada Compilar dados relevantes do questionário professor vão definir quais serão utilizadas, Envio da proposta de pesquisa via Moodle. Contempla: Nome da empresa, breve explicação sobre a mesma, bem como a análise das quatro últimas coleções utilizando os princípios do design. Até uma semana após a proposta da atividade Aula 4 (EaD)14/08 Pesquisar mix de produto da empresa escolhida. Analisar as 3 últimas coleções, identificar o perfil da marca e o público-alvo. Visitar pontos de venda. Montar uma apresentação em Power Point sobre a empresa escolhida, contemplando os itens pesquisados anteriormente e postar no portfólio; Até uma semana após a proposta da atividade Aula 5 (Presencial)16/08 Apresentação individual para a turma do público-alvo e perfil da marca. Aula 6 (EaD e atividade externa) 21/08 Pesquisa sobre artistas gaúchos contemporâneos. Visita ao Margs e Santander. Aula 7 (EaD) 23/08 Pesquisa do tema de inspiração Aula 8 (EaD) 28/08 Trabalho com o tema de inspiração escolhido Aula 9 (EaD) 30/08 Fórum de discussão sobre os temas escolhidos individualmente. Troca de informações entre a turma sobre itens pesquisados. Envio do texto da inspiração via Moodle para o professor. Os resultados parciais devem ser colocados no portfólio do Moodle. Montar uma apresentação em Power Point, pdf. ou prezzi sobre o tema de inspiração contemplando os itens pesquisados anteriormente e postar no Moodle. Busca de imagens para montagem do sketchbook.

53 52 Aula 10 (Presencial) 04/09 Definição do mix de produtos e primeiros esboços. Aula 11 (Presencial) 06/09 Esboços da coleção Organização das atividades em forma de portfólio no AVA. Bibliografia Indicada: CHATAIGNIER, Gilda. Todos os caminhos da moda: guia prático de estilismo e tecnologia. Rio de Janeiro: Rocco, 1996 Aula 12 (Presencial) 11/09 Esboços da coleção Aula 13 (Presencial) 13/09 Esboços da coleção Aula 14 (Presencial) 18/09 Atividade de Campo: Definição das peças que irão compor a coleção Aula 15 (Presencial) 25/09 Definição das peças que irão compor a coleção Aula 16 (Presencial) 27/09 Definição da coleção completa Aula 17 (EaD)02/10 Elaboração de moldes. Bibliografia Indicada: DUARTE, Sonia; SAGGESE, Sylvia. Modelagem industrial brasileira. 5. ed. Rio de Janeiro: Guarda-Roupa, Aula 18 (EaD) 04/10 Elaboração de moldes, desenhos técnicos e fichas técnicas Aula 19 (Ead) 09/10

54 53 Elaboração de moldes, desenhos técnicos e fichas técnicas Aula 20 (Ead) 11/10 Elaboração de moldes, desenhos técnicos e fichas técnicas Aula 21 (Presencial) 16/10 Confecção dos modelos. Aula 22 (Presencial) 18/10 Confecção dos modelos. Aula 23 (Presencial) 23/10 Confecção dos modelos. Envio das fichas preenchidas para o Moodle em arquivo de Corel Draw para ser corrigido pelo professor. Conferência parcial podem ser ajustadas conforme necessidade durante a modelagem e pilotagem das peças. Aula 24 (Presencial) 25/10 Confecção dos modelos. Aula 25 (Presencial) 30/10 Confecção dos modelos. Envio final das fichas técnicas preenchidas. Aula 26 (Presencial) 01/11 Confecção dos modelos. Aula 27 (Presencial) 06/11 Organização do desfile. Aula 28 (EaD) 08/11 Montagem do Portfólio contemplando tópicos disponibilizados no ambiente virtual. Aula 29 (EaD) 13/11

55 54 Montagem do Portfólio Aula 30 (EaD) 15/11 Montagem do Portfólio Aula 31 ((EaD)) 20/11 Montagem do Portfólio Aula 32 (EaD) 22/11 Montagem do Portfólio Aula 33 (Presencial) 27/11 Fotografar editorial Aula 34 (EaD) 29/11 Montagem do portfólio Aula 35 (Presencial) 04/12 Montagem do portfólio. Edição e alterações finais no Portfólio virtual. O Portfólio deve ser postado no Moodle até um dia antes da apresentação final. Aula 36 (Presencial) 06/12 Apresentação final Aula 37 (Presencial) 11/12 Avaliação Aula 38 (Presencial) 13/12 Divulgação dos resultados AVALIAÇÃO A avaliação de desempenho do aluno será contínua, considerando um processo gradativo e cumulativo de construção do conhecimento e será realizada através dos seguintes instrumentos:

56 55 Participação e assiduidade, cumprimento de compromissos e prazos, além da qualidade das tarefas realizadas. A avaliação será feita a partir de documentação esboços, modelos e leiautes sobre o encaminhamento do projeto, e apresentação oral conclusiva, bem como na participação das atividades realizadas no ambiente de EaD. BIBLIOGRAFIA: Bibliografia Básica CHATAIGNIER, Gilda. Todos os caminhos da moda: guia prático de estilismo e tecnologia. Rio de Janeiro: Rocco, FRINGS, Gini Stephens. Fashion: from concept to consumer. 9th. ed. Upper Saddle River: Pearson Prentice Hall, KIRKE, Betty. Madeleine Vionnet. San Francisco: Chronicle Books, Bibliografia Complementar BAXTER, Mike. Projeto de produto: guia prático para o design de novos produtos. 2. ed. São Paulo: E. Blucher, DRUDI, Elisabetta. Wrap & drape fashion: history, design & drawing. Amsterdam: The Pepin Press, DUARTE, Sonia; SAGGESE, Sylvia. Modelagem industrial brasileira. 5. ed. Rio de Janeiro: Guarda-Roupa, JOHNSON-HILL, Ben. Fashion your future. South Croydon: Andress Printing, JONES, Terry; RUSHTON, Susie (Ed.). Moda actual. Köln: Taschen, Somente são aceitas obras a partir do ano de 2008 Fonte: Elaborado pela autora, 2012 Com o intuito de identificar aspectos referentes à utilização do Ambiente Virtual de Aprendizagem durante a disciplina de Projeto de Moda II aplicou-se dois questionários aos alunos da turma, um antes do estudo de caso e um ao final da disciplina. O método utilizado para esta coleta dos dados utilizou como fonte as informações fornecidas por escrito, baseadas na utilização de questionários com questões abertas e fechadas, aplicados aos alunos da

57 56 disciplina de Projeto de Moda II do UniRitter. A aplicação foi presencial e acompanhada pela tutora. A seguir, são apresentados os questionários. O primeiro foi aplicado na segunda semana de aula e o segundo na última aula. O primeiro questionário foi composto pelas seguintes perguntas: 1-Você já tinha realizado algum curso ou disciplina utilizando metodologia semipresencial? 2- Você acredita que é possível aplicar ferramentas virtuais de aprendizagem em disciplinas do curso de Design? 3- Você já tinha conhecimento sobre o Ambiente Virtual de Aprendizagem Moodle antes de iniciar essa disciplina? 4- Na sua opinião, quais são as principais potencialidades da aplicação de atividades semipresenciais (EaD) no curso de Design? 5- Na sua opinião, quais são as principais limitações da aplicação de atividades semi presenciais (EaD) no curso de Design? O segundo questionário foi composto por 4 questões, apresentadas a seguir: 1- Em uma escala de 1 a 5 (sendo 5 a melhor nota), de que forma você avalia a aplicação de recursos EAD na disciplina de Projeto II. ( ) 1 ( ) 2 ( ) 3 ( ) 4 ( ) 5 JUSTIFIQUE SUA RESPOSTA 2- Sugira alternativa de atividades e/ou ferramentas que possam ser aplicadas para apoiar os processos de ensino e de aprendizagem de Design na modalidade semipresencial. 3- Na sua opinião, quais são as principais potencialidades de aplicação de atividades semipresenciais (EaD) no curso de Design? 4- Na sua opinião, quais são as principais limitações da aplicação das atividades semipresenciais (EaD) no curso de Design? Os resultados dos questionários foram analisados de forma quantitativa e, também, por meio da análise de conteúdo. Os estudos de caso, segundo Yin (2010, p. 33)...podem incluir

58 57 as, e mesmo ser limitados às, evidências quantitativas. Nesta dissertação optou-se por um método de análise misto, quali-quanti, aplicando a análise quantitativa e, também, a análise qualitativa, por meio da análise de conteúdo. A análise de conteúdo pode ser entendida, segundo Bardin como um conjunto de instrumentos metodológicos cada vez mais sutis em constante aperfeiçoamento, que se aplicam a discursos extremamente diversificados (BARDIN, 1977 p.9). Ainda, segundo a autora, ela se divide em torno de três pólos cronológicos: 1) a pré análise; 2) a exploração do material; 3) tratamento dos resultados, a inferência e a interpretação. (BARDIN, 1977).

59 58 5 APLICAÇÃO DO ESTUDO DE CASO E ANÁLISE DOS RESULTADOS Este capítulo detalha a aplicação do estudo de caso proposto, bem como apresenta a análise dos resultados, por meio da análise qualitativa e da análise de conteúdo. 5.1 APLICAÇÃO DA PROPOSTA A disciplina semipresencial proposta foi implantada no segundo semestre de Na primeira semana de aula, os alunos foram conduzidos ao laboratório de informática, onde uma representante do NEAD (Núcleo de Educação a Distância) juntamente com tutora, acompanhadas pelas professoras da disciplina, ministraram um treinamento para a utilização do Ambiente Virtual de Aprendizagem, o Moodle. Após a organização das atividades e sua inserção no AVA, os alunos tiveram acesso às mesmas. O acompanhamento ocorreu semanalmente para a coleta dos dados. A análise dos resultados se deu durante o desenvolvimento da disciplina e os dados para as considerações finais, após o término da mesma. Os materiais didáticos foram construídos a partir da bibliografia básica e complementar da disciplina, bem como outros títulos disponíveis na biblioteca do UniRitter. A cada aula utilizando o AVA, os alunos foram instruídos da atividade a ser realizada e receberam um texto complementar sobre o conteúdo. Inseriu-se exemplos, previamente montados, apresentando algumas etapas, com macetes 10 para o aluno utilizar na organização das suas atividades. A proposta foi acompanhada a título de tutoria pela mestranda e as professoras da disciplina deram o aval sobre o que foi proposto. O processo de acompanhamento para posterior análise de dados deu-se semanalmente no AVA, bem como presencialmente, onde os alunos foram acompanhados e assessorados pela pesquisadora. Primeiramente, utilizaram o fórum para a apresentação e compartilhamento das ideias iniciais. A primeira atividade sugerida no fórum foi a de pesquisa e posterior compartilhamento acerca da vida e obra do artista escolhido, como pode 10 Termo informal, utilizado para definir; recurso inteligente, ou resumo de parte importante do conteúdo.

60 59 ser visualizado na figura 2. Figura 2 - Fórum de discussão Artista Contemporâneo Gaúcho Fonte: Arquivos da autora, 2012 No momento inicial da atividade, nem todos tinham definido qual seria o artista escolhido. Alguns estavam em dúvida entre dois ou mais artistas e utilizaram em torno de uma semana para a definição. Ao definir, postavam no fórum. Alguns colegas, colaborativamente faziam sugestões de pesquisa e indicavam bibliografia uns aos outros. Contemplando assim, como já citado anteriormente que, a aplicação de um AVA tem, por objetivo, promover a constante troca de informações entre alunos e professores, além de possibilitar o acesso aos recursos tecnológicos desenvolvidos para enriquecer os processos de ensino e de aprendizagem e ampliar os espaços de sala de aula. Após compartilharem dados acerca do artista contemporâneo gaúcho escolhido como referência para a criação da coleção, foi a vez de elegerem a marca para a qual criariam a proposta. A figura 3apresenta a utilização do fórum para a apresentação da marca escolhida.

61 60 Figura 3 Fórum de discussão Marca gaúcha Fonte: Arquivos da autora, 2012 Neste momento algumas marcas se repetiram e alguns resolveram trocar. Outros, ao longo da semana entraram em contato com mais de uma marca para pesquisar e definir. Após a definição das marcas a serem utilizadas, os alunos montaram individualmente um questionário. Nesse momento o AVA também foi utilizado, pois postaram os questionários que foram aplicados nas marcas escolhidas, conforme figura 4: Figura 4 Fórum de discussão Questionário Fonte: Arquivos da autora, 2012 Durante o desenvolvimento do projeto e, paralelo ao uso do sistema, os alunos desenvolveram sketchbooks manuais para anotações informais, montagem de painéis de cores,

SEMI-PRESENCIALIDADE NO ENSINO SUPERIOR: ALGUNS RESULTADOS DESSA MODALIDADE NA FGF

SEMI-PRESENCIALIDADE NO ENSINO SUPERIOR: ALGUNS RESULTADOS DESSA MODALIDADE NA FGF 1 SEMI-PRESENCIALIDADE NO ENSINO SUPERIOR: ALGUNS RESULTADOS DESSA MODALIDADE NA FGF Fortaleza CE Junho/2009 Karla Angélica Silva do Nascimento - Faculdade Integrada da Grande Fortaleza karla@fgf.edu.br

Leia mais

CONSELHO UNIVERSITÁRIO

CONSELHO UNIVERSITÁRIO P R O P O S T A D E P A R E C E R CONSELHO UNIVERSITÁRIO PROCESS0 Nº: 007/2014 ASSUNTO: Proposta de texto Construção de Políticas e Práticas de Educação a Distância a ser incluído no Plano de Desenvolvimento

Leia mais

Projeto de Design Instrucional

Projeto de Design Instrucional Projeto de Design Instrucional Curso: Educação Financeira Modalidade: EaD on-line o que é Design Instrucional? A ação institucional e sistemática de ensino, que envolve o planejamento, o desenvolvimento

Leia mais

FÓRUM: MEIO DE INTERAÇÃO NA EAD

FÓRUM: MEIO DE INTERAÇÃO NA EAD 1 FÓRUM: MEIO DE INTERAÇÃO NA EAD Elisangela Lunas Soares UNICESUMAR Centro Universitário Cesumar elisangela.soares@unicesumar.edu.br Alvaro Martins Fernandes Junior UNICESUMAR Centro Universitário Cesumar

Leia mais

Prof. Me. Gilson Aparecido Castadelli

Prof. Me. Gilson Aparecido Castadelli Projeto de Implantação do Núcleo Tecnológico de Educação Aberta - NTEA Prof. Me. Gilson Aparecido Castadelli Ourinhos - 2012 2 1- DADOS GERAIS 1.1 UNIDADE EXECUTORA FIO - FACULDADES INTEGRADAS DE OURINHOS

Leia mais

RESOLUÇÃO N 012, de 02 de dezembro de 2008

RESOLUÇÃO N 012, de 02 de dezembro de 2008 CONSUC Parecer 12/2008 Aprovado em 02/12/2008 RESOLUÇÃO N 012, de 02 de dezembro de 2008 Cria o Núcleo de Educação a Distância (NEAD) e aprova seu Regimento Interno O DIRETOR GERAL DA FACULDADE DAS AMÉRICAS,

Leia mais

UNIDADE II Conhecendo o Ambiente Virtual de Aprendizagem

UNIDADE II Conhecendo o Ambiente Virtual de Aprendizagem UNIDADE II Conhecendo o Ambiente Virtual de Aprendizagem 2.1 Introdução Caro Pós-Graduando, Nesta unidade, abordaremos o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) que será utilizado no curso: o Moodle. Serão

Leia mais

O PAPEL DO TUTOR A DISTÂNCIA NO ENSINO DE INFORMÁTICA: A EXPERIÊNCIA DO CURSO DE TECNOLOGIA EM SISTEMAS PARA INTERNET UAB/IFSUL

O PAPEL DO TUTOR A DISTÂNCIA NO ENSINO DE INFORMÁTICA: A EXPERIÊNCIA DO CURSO DE TECNOLOGIA EM SISTEMAS PARA INTERNET UAB/IFSUL O PAPEL DO TUTOR A DISTÂNCIA NO ENSINO DE INFORMÁTICA: A EXPERIÊNCIA DO CURSO DE TECNOLOGIA EM SISTEMAS PARA INTERNET UAB/IFSUL Pelotas RS Maio 2010 Letícia Marques Vargas IFSul le.mvargas@gmail.com Gabriela

Leia mais

2- GESTÃO DOS AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM NOS CURSOS DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA NO ÂMBITO DO PROINFO INTEGRADO

2- GESTÃO DOS AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM NOS CURSOS DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA NO ÂMBITO DO PROINFO INTEGRADO 2- GESTÃO DOS AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM NOS CURSOS DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA NO ÂMBITO DO PROINFO INTEGRADO Maria do Rozario Gomes da Mota Silva 1 Secretaria de Educação do

Leia mais

ANAIS DA VII JORNADA CIENTÍFICA DA FAZU 20 a 24 de outubro de 2008 ARTIGOS CIENTÍFICOS COMPUTAÇÃO SUMÁRIO

ANAIS DA VII JORNADA CIENTÍFICA DA FAZU 20 a 24 de outubro de 2008 ARTIGOS CIENTÍFICOS COMPUTAÇÃO SUMÁRIO ARTIGOS CIENTÍFICOS COMPUTAÇÃO SUMÁRIO AS NOVAS TECNOLOGIAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES PESQUISADORES... 2 AS NOVAS TECNOLOGIAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES PESQUISADORES SILVA, M.M Margareth Maciel Silva

Leia mais

Educação a distância: desafios e descobertas

Educação a distância: desafios e descobertas Educação a distância: desafios e descobertas Educação a distância: Desafios e descobertas Conteudista: Equipe Multidisciplinar Campus Virtual Cruzeiro do Sul Você na EAD Educação a distância: desafios

Leia mais

Introdução a EaD: Um guia de estudos

Introdução a EaD: Um guia de estudos MÓDULO BÁSICO PROFESSORES FERNANDO SPANHOL E MARCIO DE SOUZA Introdução a EaD: Um guia de estudos Realização: guia de estudo SUMÁRIO UNIDADE 1 ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA 1.1 Entendendo a EaD 5

Leia mais

MANUAL DE UTILIZAÇÃO DO MOODLE 2.6

MANUAL DE UTILIZAÇÃO DO MOODLE 2.6 NÚCLEO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NTIC MANUAL DE UTILIZAÇÃO DO MOODLE 2.6 PERFIL ALUNO Versão 1.0 2014 NÚCLEO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NTIC MANUAL DE UTILIZAÇÃO DO MOODLE

Leia mais

O caminho para o sucesso. Promovendo o desenvolvimento para além da universidade

O caminho para o sucesso. Promovendo o desenvolvimento para além da universidade O caminho para o sucesso Promovendo o desenvolvimento para além da universidade Visão geral Há mais de 40 anos, a Unigranrio investe em ensino diferenciado no Brasil para cumprir com seu principal objetivo

Leia mais

PVANET: PRINCIPAIS FERRAMENTAS E UTILIZAÇÃO DIDÁTICA

PVANET: PRINCIPAIS FERRAMENTAS E UTILIZAÇÃO DIDÁTICA 11 PVANET: PRINCIPAIS FERRAMENTAS E UTILIZAÇÃO DIDÁTICA O PVANet é o ambiente virtual de aprendizagem (AVA) de uso exclusivo da UFV. Os AVAs apresentam diferenças de layout, forma de acesso, funcionamento,

Leia mais

ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções)

ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) 13. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( X ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE

Leia mais

O desenvolvimento da EaD pode ser descrito basicamente em três gerações, conforme os avanços e recursos tecnológicos e de comunicação de cada época.

O desenvolvimento da EaD pode ser descrito basicamente em três gerações, conforme os avanços e recursos tecnológicos e de comunicação de cada época. Educação a distância (EaD, também chamada de teleducação), por vezes designada erradamente por ensino à distância, é a modalidade de ensino que permite que o aprendiz não esteja fisicamente presente em

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 07/2010, DE 26 DE FEVEREIRO DE 2010

RESOLUÇÃO Nº 07/2010, DE 26 DE FEVEREIRO DE 2010 RESOLUÇÃO Nº 07/2010, DE 26 DE FEVEREIRO DE 2010 Normatiza a oferta de cursos a distância, em nível de graduação, sequenciais, tecnólogos, pós-graduação e extensão universitária ofertados pela Universidade

Leia mais

PERSPECTIVAS SOBRE O USO DO DESIGN INSTRUCIONAL PARA UMA EaD INCLUSIVA: POR ONDE ESTAMOS CAMINHANDO

PERSPECTIVAS SOBRE O USO DO DESIGN INSTRUCIONAL PARA UMA EaD INCLUSIVA: POR ONDE ESTAMOS CAMINHANDO PERSPECTIVAS SOBRE O USO DO DESIGN INSTRUCIONAL PARA UMA EaD INCLUSIVA: POR ONDE ESTAMOS CAMINHANDO Carlos Eduardo Rocha dos Santos Universidade Bandeirante Anhanguera carlao_santos@yahoo.com.br Oswaldo

Leia mais

EDUCAÇÃO CONVENCIONAL X EDUCAÇÂO MEDIADA

EDUCAÇÃO CONVENCIONAL X EDUCAÇÂO MEDIADA EDUCAÇÃO CONVENCIONAL X EDUCAÇÂO MEDIADA por Anelise Pereira Sihler é Pedagoga, Especialista em Gestão de Pessoas, Gestão Educacional, Educação a Distância, Educação colaborativa, Relações Humanas, mestre

Leia mais

Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul

Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul ANEXO I MANUAL DE ALTERAÇÃO DE PPCs DE CURSOS SUPERIORES

Leia mais

UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SANTOS REGULAMENTO DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA. Para os propósitos deste documento são aplicáveis as seguintes definições:

UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SANTOS REGULAMENTO DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA. Para os propósitos deste documento são aplicáveis as seguintes definições: 1 UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SANTOS REGULAMENTO DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Para os propósitos deste documento são aplicáveis as seguintes definições: Professor-autor é aquele que possui pleno domínio da área

Leia mais

REDES SOCIAIS COMO AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS DA NATUREZA

REDES SOCIAIS COMO AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS DA NATUREZA REDES SOCIAIS COMO AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS DA NATUREZA Guilherme Garcez Cunha, UNIPAMPA Campus Dom Pedrito, guilhermecunha@unipampa.edu.br; Franciele B. de O. Coelho,

Leia mais

NÚCLEO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NTIC MANUAL DE UTILIZAÇÃO DO MOODLE 2.6 PERFIL PROFESSOR

NÚCLEO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NTIC MANUAL DE UTILIZAÇÃO DO MOODLE 2.6 PERFIL PROFESSOR NÚCLEO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NTIC MANUAL DE UTILIZAÇÃO DO MOODLE 2.6 PERFIL PROFESSOR 2014 NÚCLEO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NTIC MANUAL DE UTILIZAÇÃO DO MOODLE 2.6 PERFIL

Leia mais

A PRESENTAÇÃO SUMÁRIO

A PRESENTAÇÃO SUMÁRIO SUMÁRIO Apresentação Como ter sucesso na educação à distância A postura do aluno online Critérios de Avaliação da aprendizagem do aluno Como acessar a plataforma Perguntas freqüentes A PRESENTAÇÃO O Manual

Leia mais

REGULAMENTO DO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - NEAD

REGULAMENTO DO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - NEAD REGULAMENTO DO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - NEAD A política de Educação a Distância EAD está claramente expressa em diversos documentos e regulamentos internos da instituição Regulamento do NEAD Os

Leia mais

Sistema Tutor Inteligente baseado em Agentes. Pedagógicas da Universidade Aberta do Piauí. Prof. Dr. Vinicius Ponte Machado

Sistema Tutor Inteligente baseado em Agentes. Pedagógicas da Universidade Aberta do Piauí. Prof. Dr. Vinicius Ponte Machado Sistema Tutor Inteligente baseado em Agentes na Plataforma MOODLE para Apoio às Atividades Pedagógicas da Universidade Aberta do Piauí Prof. Dr. Vinicius Ponte Machado Parnaíba, 14 de Novembro de 2012

Leia mais

EDITAL DE SELEÇÃO PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU Modalidade Online

EDITAL DE SELEÇÃO PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU Modalidade Online EDITAL DE SELEÇÃO PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU Modalidade Online DOCÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR Regulamentação de Pós-Graduação Lato Sensu e Ato de Credenciamento Institucional para Oferta de Curso de Pós-Graduação

Leia mais

Bem Vindo... 4. A Disciplina de Dependência Interativa... 5. A Organização da Disciplina... 7. O Processo de Ensino e Aprendizagem...

Bem Vindo... 4. A Disciplina de Dependência Interativa... 5. A Organização da Disciplina... 7. O Processo de Ensino e Aprendizagem... 1 2 Sumário Bem Vindo... 4 A Disciplina de Dependência Interativa... 5 A Organização da Disciplina... 7 O Processo de Ensino e Aprendizagem... 10 Sua Semana no Curso... 11 O apoio local ao Ensino Semipresencial...

Leia mais

SISTEMA VIRTUAL PARA GERENCIAMENTO DE OBJETOS DIDÁTICOS

SISTEMA VIRTUAL PARA GERENCIAMENTO DE OBJETOS DIDÁTICOS 769 SISTEMA VIRTUAL PARA GERENCIAMENTO DE OBJETOS DIDÁTICOS Mateus Neves de Matos 1 ; João Carlos Nunes Bittencourt 2 ; DelmarBroglio Carvalho 3 1. Bolsista PIBIC FAPESB-UEFS, Graduando em Engenharia de

Leia mais

A atuação do TecSaúde e da Fundação do Desenvolvimento Administrativo para a formação em EAD de trabalhadores do SUS

A atuação do TecSaúde e da Fundação do Desenvolvimento Administrativo para a formação em EAD de trabalhadores do SUS A atuação do TecSaúde e da Fundação do Desenvolvimento Administrativo para a formação em EAD de trabalhadores do SUS São Paulo SP Maio 2012 Setor Educacional Educação Corporativa Classificação das Áreas

Leia mais

EDITAL DE SELEÇÃO PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU Modalidade Online

EDITAL DE SELEÇÃO PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU Modalidade Online DOCÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR EDITAL DE SELEÇÃO PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU Modalidade Online Regulamentação de Pós-Graduação Lato Sensu e Ato de Credenciamento Institucional para Oferta de Curso de Pós-Graduação

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 8ª REGIÃO INTRODUÇÃO

PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 8ª REGIÃO INTRODUÇÃO Ser reconhecido como o melhor tribunal para se trabalhar e de melhores resultados. Visão de Futuro do TRT da 8ª Região. INTRODUÇÃO Prática adotada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região que consiste

Leia mais

1. Capacitação Docente em Informática na Educação

1. Capacitação Docente em Informática na Educação DO EDITOR DE TEXTOS A PLATAFORMA MOODLE: UM PROJETO PILOTO INOVADOR DE CAPACITAÇÃO DOCENTE CONSTRUCIONISTA EM UMA ESCOLA DA REDE MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE Maira Teresinha Lopes Penteado 1 Maria Beatriz

Leia mais

Utilização do Ambiente virtual de aprendizagem TelEduc para a aprendizagem de línguas estrangeiras Girlene Medeiros (2013)

Utilização do Ambiente virtual de aprendizagem TelEduc para a aprendizagem de línguas estrangeiras Girlene Medeiros (2013) Utilização do Ambiente virtual de aprendizagem TelEduc para a aprendizagem de línguas estrangeiras Girlene Medeiros (2013) Questionamentos que devem ser enfrentados 1. Como você descreveria esse ambiente

Leia mais

O USO DO FÓRUM DE DISCUSSÃO E RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS NO AVA MOODLE: UMA ESTRATÉGIA PARA O ENSINO DE MATEMÁTICA PARA ALUNAS SURDAS

O USO DO FÓRUM DE DISCUSSÃO E RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS NO AVA MOODLE: UMA ESTRATÉGIA PARA O ENSINO DE MATEMÁTICA PARA ALUNAS SURDAS O USO DO FÓRUM DE DISCUSSÃO E RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS NO AVA MOODLE: UMA ESTRATÉGIA PARA O ENSINO DE MATEMÁTICA PARA ALUNAS SURDAS Carlos Eduardo Rocha dos Santos, UNIBAN, carlao_santos@yahoo.com.br Oswaldo

Leia mais

Formação de recursos humanos em saúde: tecnologias de informação e comunicação como recurso didático no Programa FAIMER Brasil

Formação de recursos humanos em saúde: tecnologias de informação e comunicação como recurso didático no Programa FAIMER Brasil ARTIGO Formação de recursos humanos em saúde: tecnologias de informação e comunicação como recurso didático no Programa FAIMER Brasil AUTORES Vera Lúcia Garcia Dra. em Distúrbios da Comunicação Humana

Leia mais

Prof.ª Dr.ª do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Prof.ª Dr.ª do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). AS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TICs) NO CONTEXTO DA UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL (UAB) E O CURSO DE PEDAGOGIA A DISTÂNCIA (EAD) DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA (UFSM) AVINIO, Carina

Leia mais

WEB 2.0 NA EDUCAÇÃO: O FACEBOOK COMO AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES

WEB 2.0 NA EDUCAÇÃO: O FACEBOOK COMO AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES ISSN 2316-7785 WEB 2.0 NA EDUCAÇÃO: O FACEBOOK COMO AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES Arlam Dielcio Pontes da Silva Universidade Federal Rural de Pernambuco arllan_dielcio@hotmail.com

Leia mais

Educação a Distância: quando se justificam os encontros presenciais?

Educação a Distância: quando se justificam os encontros presenciais? Educação a Distância: quando se justificam os encontros presenciais? Paulo Alcantara Gomes Representante do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras Audiência Pública no Senado Federal 6 de maio

Leia mais

TREINAMENTO ONLINE PARA O SISTEMA DE APOIO À GESTÃO AMBIENTAL RODOVIÁRIA FEDERAL (SAGARF)

TREINAMENTO ONLINE PARA O SISTEMA DE APOIO À GESTÃO AMBIENTAL RODOVIÁRIA FEDERAL (SAGARF) TREINAMENTO ONLINE PARA O SISTEMA DE APOIO À GESTÃO AMBIENTAL RODOVIÁRIA FEDERAL (SAGARF) Maio de 2007 Maria Rachel Barbosa Fundação Trompovsky (Apoio ao NEAD CENTRAN) rachel@centran.eb.br Vanessa Maria

Leia mais

Módulo 1. Introdução. 1.1 O que é EAD?

Módulo 1. Introdução. 1.1 O que é EAD? Módulo 1. Introdução Cada vez mais o mundo social e do trabalho necessitam de sujeitos capazes de fazer a diferença através de suas ações e atitudes. A utilização do ambiente virtual, como meio de interação

Leia mais

O ENSINO DE ESPANHOL COMO LE COM OS RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS NA PLATAFORMA MOODLE*

O ENSINO DE ESPANHOL COMO LE COM OS RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS NA PLATAFORMA MOODLE* 1 O ENSINO DE ESPANHOL COMO LE COM OS RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS NA PLATAFORMA MOODLE* Resumo Este trabalho se propõe a analisar o curso de extensão universitária CESB (Curso de Espanhol Básico) para

Leia mais

Técnicas, Legislação e Operação de Sistemas de Educação a Distância (EAD) Módulo/Disciplina Tecnologia Educacional em EAD

Técnicas, Legislação e Operação de Sistemas de Educação a Distância (EAD) Módulo/Disciplina Tecnologia Educacional em EAD 1 Curso Técnicas, Legislação e Operação de Sistemas de Educação a Distância (EAD) Módulo/Disciplina Tecnologia Educacional em EAD Unidade I Material Instrucional - Texto 1. Introdução Qualquer que seja

Leia mais

A Prática Educativa na EAD

A Prática Educativa na EAD A Prática Educativa na EAD A Prática Educativa na EAD Experiências na tutoria em EAD Disciplina de Informática Educativa do curso de Pedagogia da Ufal nos pólos de Xingó, Viçosa e São José da Laje (2002-2004).

Leia mais

Pedagogia. Objetivos deste tema. 3 Sub-temas compõem a aula. Tecnologias da informação e mídias digitais na educação. Prof. Marcos Munhoz da Costa

Pedagogia. Objetivos deste tema. 3 Sub-temas compõem a aula. Tecnologias da informação e mídias digitais na educação. Prof. Marcos Munhoz da Costa Pedagogia Prof. Marcos Munhoz da Costa Tecnologias da informação e mídias digitais na educação Objetivos deste tema Refletir sobre as mudanças de experiências do corpo com o advento das novas tecnologias;

Leia mais

FAQ Estude Sem Dúvidas

FAQ Estude Sem Dúvidas FAQ Estude Sem Dúvidas Núcleo de Educação a Distância Faculdade Flamingo São Paulo Atualizado em: Outubro/2015 2 Estude sem dúvidas FAQ para os alunos de Pedagogia Presencial Caros alunos e alunas do curso

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO PARECER HOMOLOGADO(*) (*) Despacho do Ministro, publicado no Diário Oficial da União de 20/1/2005 (*) Portaria/MEC nº 174, publicada no Diário Oficial da União de 20/1/2005 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO

Leia mais

IMPLANTAÇÃO NAS IES DE DISCIPLINAS SEMIPRESENCIAIS

IMPLANTAÇÃO NAS IES DE DISCIPLINAS SEMIPRESENCIAIS IMPLANTAÇÃO NAS IES DE DISCIPLINAS SEMIPRESENCIAIS Ampesc 02/12/2010 PROF. GIANCARLO MOSER Estrutura do Curso Parte I: O mundo Digital: Quem Somos e Quem Seremos Parte II: O EaD/Semipresencial na Educação

Leia mais

Tutorial Moodle Visão do Aluno

Tutorial Moodle Visão do Aluno Tutorial Moodle Visão do Aluno A P R E S E N T A Ç Ã O A sigla MOODLE significa (Modular Object Oriented Dynamic Learning Environment), em inglês MOODLE é um verbo que descreve a ação ao realizar com gosto

Leia mais

PARECER HOMOLOGADO(*) (*) Despacho do Ministro, publicado no Diário Oficial da União de 09/07/2007

PARECER HOMOLOGADO(*) (*) Despacho do Ministro, publicado no Diário Oficial da União de 09/07/2007 PARECER HOMOLOGADO(*) (*) Despacho do Ministro, publicado no Diário Oficial da União de 09/07/2007 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO INTERESSADA: Rede Brasileira de Ensino à Distância

Leia mais

DIRETRIZES DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NO SISTEMA INTEGRADO DE FORMAÇÃO DA MAGISTRATURA DO TRABALHO - SIFMT

DIRETRIZES DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NO SISTEMA INTEGRADO DE FORMAÇÃO DA MAGISTRATURA DO TRABALHO - SIFMT DIRETRIZES DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NO SISTEMA INTEGRADO DE FORMAÇÃO DA MAGISTRATURA DO TRABALHO - SIFMT 1 SUMÁRIO 1. APRESENTAÇÃO 2. CENÁRIO PROFISSIONAL 3. CONCEPÇÃO DA APRENDIZAGEM E METODOLOGIA 4. ESTRATÉGIAS

Leia mais

REFLEXÕES SOBRE A PRÁTICA DE ENSINO EM UM CURSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA A DISTÂNCIA

REFLEXÕES SOBRE A PRÁTICA DE ENSINO EM UM CURSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA A DISTÂNCIA REFLEXÕES SOBRE A PRÁTICA DE ENSINO EM UM CURSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA A DISTÂNCIA Telma Aparecida de Souza Gracias Faculdade de Tecnologia Universidade Estadual de Campinas/UNICAMP telmag@ft.unicamp.br

Leia mais

Público Alvo: Investimento: Disciplinas:

Público Alvo: Investimento: Disciplinas: A Universidade Católica Dom Bosco - UCDB com mais de 50 anos de existência, é uma referência em educação salesiana no país, sendo reconhecida como a melhor universidade particular do Centro-Oeste (IGC/MEC).

Leia mais

A FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO ENSINO SUPERIOR A DISTÂNCIA: LIMITES E POSSIBILIDADES DE INSERÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO E ASCENSÃO PROFISSIONAL

A FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO ENSINO SUPERIOR A DISTÂNCIA: LIMITES E POSSIBILIDADES DE INSERÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO E ASCENSÃO PROFISSIONAL A FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO ENSINO SUPERIOR A DISTÂNCIA: LIMITES E POSSIBILIDADES DE INSERÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO E ASCENSÃO PROFISSIONAL OLIVEIRA, Silvana Aparecida Guietti de (UEM) COSTA, Maria Luisa

Leia mais

Curso de Formação Pedagógica para Docentes da FEI. Coordenação Prof. Dr. Marcos T. Masetto

Curso de Formação Pedagógica para Docentes da FEI. Coordenação Prof. Dr. Marcos T. Masetto Curso de Formação Pedagógica para Docentes da FEI Coordenação Prof. Dr. Marcos T. Masetto 1 Curso de Formação Pedagógica para Docentes da FEI Professor Doutor Marcos T. Masetto Objetivos Desenvolver competências

Leia mais

Caro(a) aluno(a), Estaremos juntos nesta caminhada. Coordenação NEO

Caro(a) aluno(a), Estaremos juntos nesta caminhada. Coordenação NEO Caro(a) aluno(a), seja bem-vindo às Disciplinas Online da Faculdade Presidente Antônio Carlos de Bom Despacho e Faculdade de Educação de Bom Despacho. Em pleno século 21, na era digital, não poderíamos

Leia mais

INTRODUÇÃO AO AMBIENTE MOODLE DA UFPA. Guia rápido

INTRODUÇÃO AO AMBIENTE MOODLE DA UFPA. Guia rápido INTRODUÇÃO AO AMBIENTE MOODLE DA UFPA Guia rápido A PLATAFORMA MOODLE Moodle (Modular Object Oriented Distance LEarning) é um Sistema para Gerenciamento de Cursos (SGC). Trata-se de um programa para computador

Leia mais

a importância de formar profissionais para atuar nos campos de trabalho emergentes na área;

a importância de formar profissionais para atuar nos campos de trabalho emergentes na área; SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO Resolução n. 66/ 2012 Aprova o Projeto Pedagógico do Curso de Graduação em Computação, Licenciatura

Leia mais

DA EDUCAÇÃO TRADICIONAL ÀS NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À EDUCAÇÃO

DA EDUCAÇÃO TRADICIONAL ÀS NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À EDUCAÇÃO 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 DA EDUCAÇÃO TRADICIONAL ÀS NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À EDUCAÇÃO Natália Aguiar de Menezes 1 RESUMO: Observa-se que com o passar dos anos o ensino superior

Leia mais

Utilização de recursos pedagógicos de ambientes virtuais como complemento para atividades presenciais no ensino superior. Sanmya Feitosa Tajra

Utilização de recursos pedagógicos de ambientes virtuais como complemento para atividades presenciais no ensino superior. Sanmya Feitosa Tajra Utilização de recursos pedagógicos de ambientes virtuais como complemento para atividades presenciais no ensino superior Sanmya Feitosa Tajra Mestre em Educação (Currículo)/PUC-SP Professora de Novas Tecnologias

Leia mais

Regulamento dos Cursos do Programa ESMP-VIRTUAL

Regulamento dos Cursos do Programa ESMP-VIRTUAL Regulamento dos Cursos do Programa ESMP-VIRTUAL A DIRETORA DA ESCOLA SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS no exercício de suas atribuições legais, com fundamento no art. 65, inciso II da Lei

Leia mais

ESPECIALIZAÇÃO EM PROPRIEDADE INTELECTUAL E INOVAÇÃO

ESPECIALIZAÇÃO EM PROPRIEDADE INTELECTUAL E INOVAÇÃO ESPECIALIZAÇÃO EM PROPRIEDADE INTELECTUAL E INOVAÇÃO CONCEPÇÃO DO CURSO O curso de Pós-graduação Lato Sensu Especialização em Propriedade Intelectual e Inovação faz parte do Programa de Capacitação dos

Leia mais

IMPLANTAÇÃO DA EDUCAÇÃO ONLINE NA UNIVERSIDADE GUARULHOS (UNG)

IMPLANTAÇÃO DA EDUCAÇÃO ONLINE NA UNIVERSIDADE GUARULHOS (UNG) IMPLANTAÇÃO DA EDUCAÇÃO ONLINE NA UNIVERSIDADE GUARULHOS (UNG) Maio/2007 Arnaldo Turuo Ono Universidade Guarulhos - aono@ung.br Fabio Henrique Bei Universidade Guarulhos - fbei@prof.ung.br Maurício Garcia

Leia mais

Núcleo de Pós Graduação Pitágoras

Núcleo de Pós Graduação Pitágoras Núcleo de Pós Graduação Pitágoras MBA Gestão em TI Tópicos Especiais Informática Educativa no Brasil Professor: Fernando Zaidan 1 Referências: SANTINELLO, J. Informática educativa no Brasil e ambientes

Leia mais

MANUAL DO ALUNO 1. APRESENTAÇÃO 2. OBJETIVOS 3. ACESSO AO CURSO. Bem-vindo (a) ao curso de Capacitação para cursos em EAD!

MANUAL DO ALUNO 1. APRESENTAÇÃO 2. OBJETIVOS 3. ACESSO AO CURSO. Bem-vindo (a) ao curso de Capacitação para cursos em EAD! MANUAL DO ALUNO MANUAL DO ALUNO Bem-vindo (a) ao curso de Capacitação para cursos em EAD! 1. APRESENTAÇÃO Preparado pela equipe da Coordenadoria de Educação Aberta e a Distância (CEAD) da Universidade

Leia mais

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NA UFMG: EAD E O CURSO DE LETRAS

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NA UFMG: EAD E O CURSO DE LETRAS Aline Passos Amanda Antunes Ana Gabriela Gomes da Cruz Natália Neves Nathalie Resende Vanessa de Morais EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NA UFMG: EAD E O CURSO DE LETRAS Trabalho apresentado à disciplina online Oficina

Leia mais

COORDENAÇÃO DE ENSINO A DISTÂNCIA - EaD

COORDENAÇÃO DE ENSINO A DISTÂNCIA - EaD COORDENAÇÃO DE ENSINO A DISTÂNCIA - EaD TUTORIAL MOODLE VERSÃO ALUNO Machado/MG 2013 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO... 4 2. EDITANDO O PERFIL... 5 2.1 Como editar o perfil?... 5 2.2 Como mudar a senha?... 5 2.3

Leia mais

Ensino de Enfermagem. Aprendizagem (AVA) Claudia Prado claupra@usp.br. Maria Madalena Januário Leite. Heloisa Helena Ciqueto Peres

Ensino de Enfermagem. Aprendizagem (AVA) Claudia Prado claupra@usp.br. Maria Madalena Januário Leite. Heloisa Helena Ciqueto Peres Escola de Enfermagem Ensino de Enfermagem em Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) Heloisa Helena Ciqueto Peres Maria Madalena Januário Leite Claudia Prado hhcperes@usp.br marimada@usp.br claupra@usp.br

Leia mais

CONHECENDO O AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM Moodle - Learning Management System Versão 1.3

CONHECENDO O AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM Moodle - Learning Management System Versão 1.3 CONHECENDO O AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM Moodle - Learning Management System Versão 1.3 Este tutorial não tem como finalidade esgotar todas as funcionalidades do Ambiente, ele aborda de forma prática

Leia mais

PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO PARA TUTORES - PCAT

PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO PARA TUTORES - PCAT 1 RESOLUÇÃO CONSU 2015 04 de 14/04/2015 PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO PARA TUTORES - PCAT Campus Virtual 2 A. JUSTIFICATIVA A vida universitária tem correspondido a um período cada vez mais

Leia mais

A Inclusão escolar do aluno com deficiência intelectual e a mediação pedagógica articulada com integração das TIC

A Inclusão escolar do aluno com deficiência intelectual e a mediação pedagógica articulada com integração das TIC A Inclusão escolar do aluno com deficiência intelectual e a mediação pedagógica articulada com integração das TIC ALVES,S.S.S 1 A Inclusão escolar do aluno com deficiência intelectual e a mediação pedagógica

Leia mais

A TERCEIRA GERAÇÃO DA EAD E SUA INFLUÊNCIA NA DEMOCRATIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR BRASILEIRO

A TERCEIRA GERAÇÃO DA EAD E SUA INFLUÊNCIA NA DEMOCRATIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR BRASILEIRO Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 624 A TERCEIRA GERAÇÃO DA EAD E SUA INFLUÊNCIA NA DEMOCRATIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR BRASILEIRO Fabiane Carniel 1,

Leia mais

Perspectivas, tendências e legislação no Brasil

Perspectivas, tendências e legislação no Brasil Unidade II Perspectivas, tendências e legislação no Brasil Legislação para a EAD Prof. Sérgio C. A. Vallim Filho Dispositivos legais aplicáveis à EAD CF Arts. 22 a 24 (incs), 205 a 214 LEGISLAÇÃO FEDERAL

Leia mais

GUIA DO ALUNO EAD EAD DO GUIA ALUNO

GUIA DO ALUNO EAD EAD DO GUIA ALUNO GUIA DO ALUNO EAD GUIA DO ALUNO EAD Guia do Aluno Seja bem-vindo(a) às disciplinas EAD! Agora que você já está matriculado na disciplina online, chegou o momento de ficar por dentro de informações muito

Leia mais

PROPOSTA DE UMA METODOLOGIA PARA ELABORAR PROJETO DE ENSINO INTEGRANDO RECURSOS TECNOLÓGICOS

PROPOSTA DE UMA METODOLOGIA PARA ELABORAR PROJETO DE ENSINO INTEGRANDO RECURSOS TECNOLÓGICOS PROPOSTA DE UMA METODOLOGIA PARA ELABORAR PROJETO DE ENSINO INTEGRANDO RECURSOS TECNOLÓGICOS Fortaleza Ce Agosto 2009 Liádina Camargo Lima Universidade de Fortaleza liadina@unifor.br Categoria C Métodos

Leia mais

www.fafia.edu.br PORTARIA - FAFIA Nº 016/2014

www.fafia.edu.br PORTARIA - FAFIA Nº 016/2014 PORTARIA - FAFIA Nº 016/2014 Regulamenta a implantação e os procedimentos para oferta de componentes curriculares em regime semipresencial. A Professora ROSANE MARIA SOUZA DOS SANTOS, Diretora da Faculdade

Leia mais

A FORMAÇÃO INCLUSIVA DE PROFESSORES NO CURSO DE LETRAS A DISTÂNCIA

A FORMAÇÃO INCLUSIVA DE PROFESSORES NO CURSO DE LETRAS A DISTÂNCIA A FORMAÇÃO INCLUSIVA DE PROFESSORES NO CURSO DE LETRAS A DISTÂNCIA Autor - Juliana ALVES - IFTM 1 Coautor - Andriza ASSUNÇÃO IFTM 2 Coautor - Aparecida Maria VALLE IFTM 3 Coautor - Carla Alessandra NASCIMENTO

Leia mais

DOCÊNCIA ASSISTIDA NO ENSINO SUPERIOR: EXPERIÊNCIA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO CURSO DE MÚSICA LICENCIATURA DA UFRN

DOCÊNCIA ASSISTIDA NO ENSINO SUPERIOR: EXPERIÊNCIA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO CURSO DE MÚSICA LICENCIATURA DA UFRN DOCÊNCIA ASSISTIDA NO ENSINO SUPERIOR: EXPERIÊNCIA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO CURSO DE MÚSICA LICENCIATURA DA UFRN Autor: Anne Charlyenne Saraiva Campos; Co-autor: Emerson Carpegiane de Souza Martins

Leia mais

Profa Alessandra Regina Brito Mestre em Ciências Ambientais e Saúde Docente EAD Pós-graduações: Epidemiologia e Saúde Trabalhador Coordenação

Profa Alessandra Regina Brito Mestre em Ciências Ambientais e Saúde Docente EAD Pós-graduações: Epidemiologia e Saúde Trabalhador Coordenação Profa Alessandra Regina Brito Mestre em Ciências Ambientais e Saúde Docente EAD Pós-graduações: Epidemiologia e Saúde Trabalhador Coordenação Pedagógica Pós-graduação Epidemiologia Como surgiu a EAD O

Leia mais

MBA Executivo. Coordenação Acadêmica: Prof. Marcos Avila Apoio em EaD: Prof a. Mônica Ferreira da Silva Coordenação Executiva: Silvia Martins Mendonça

MBA Executivo. Coordenação Acadêmica: Prof. Marcos Avila Apoio em EaD: Prof a. Mônica Ferreira da Silva Coordenação Executiva: Silvia Martins Mendonça Coordenação Acadêmica: Prof. Marcos Avila Apoio em EaD: Prof a. Mônica Ferreira da Silva Coordenação Executiva: Silvia Martins Mendonça 1 O Instituto COPPEAD: O Instituto COPPEAD oferece o curso de especialização

Leia mais

ENSINO PROFISSIONALIZANTE A DISTÂNCIA E AS PERPECTIVAS DE INCLUSÃO DIGITAL E SOCIAL

ENSINO PROFISSIONALIZANTE A DISTÂNCIA E AS PERPECTIVAS DE INCLUSÃO DIGITAL E SOCIAL ENSINO PROFISSIONALIZANTE A DISTÂNCIA E AS PERPECTIVAS DE INCLUSÃO DIGITAL E SOCIAL Resumo Cláudia Luíza Marques 1 - IFB Grupo de Trabalho - Diversidade e Inclusão Agência Financiadora: não contou com

Leia mais

Unidade 4: Contextualização de Objetos de Aprendizagem

Unidade 4: Contextualização de Objetos de Aprendizagem Coordenação: Juliana Cristina Braga Autoria: Rita Ponchio Você aprendeu na unidade anterior a importância da adoção de uma metodologia para a construção de OA., e também uma descrição geral da metodologia

Leia mais

Desenho didático para cursos dinamizados em ambientes online: o caso do curso de formação para professores em serviço do ensino médio

Desenho didático para cursos dinamizados em ambientes online: o caso do curso de formação para professores em serviço do ensino médio Desenho didático para cursos dinamizados em ambientes online: o caso do curso de formação para professores em serviço do ensino médio MARISTELA MIDLEJ SILVA DE ARAÚJO Santos SP Set/2008 Objetivo Geral

Leia mais

UNIDADE II METODOLOGIA DO FORMAÇÃO PELA ESCOLA

UNIDADE II METODOLOGIA DO FORMAÇÃO PELA ESCOLA UNIDADE II METODOLOGIA DO FORMAÇÃO PELA ESCOLA Quando focalizamos o termo a distância, a característica da não presencialidade dos sujeitos, num mesmo espaço físico e ao mesmo tempo, coloca se como um

Leia mais

O MOODLE E O ENSINO À DISTÂNCIA: RESISTÊNCIA AO USO DA FERRAMENTA

O MOODLE E O ENSINO À DISTÂNCIA: RESISTÊNCIA AO USO DA FERRAMENTA 1 O MOODLE E O ENSINO À DISTÂNCIA: RESISTÊNCIA AO USO DA FERRAMENTA Brenno Marcus Pereira do Prado Engenharia Elétrica UFMG brennoprado@gmail.com Filipe Santana de Freitas Engenharia Elétrica UFMG bxcfilipe@gmail.com

Leia mais

A FORMAÇÃO DO PROFESSOR PARA ATUAÇÃO EM EAD NOS CURSOS DE PEDAGOGIA DE SANTA CATARINA

A FORMAÇÃO DO PROFESSOR PARA ATUAÇÃO EM EAD NOS CURSOS DE PEDAGOGIA DE SANTA CATARINA A FORMAÇÃO DO PROFESSOR PARA ATUAÇÃO EM EAD NOS CURSOS DE PEDAGOGIA DE SANTA CATARINA Zuleide Demetrio Minatti 1 Nilson Thomé 2 UNIPLAC. Resumo: Na atualidade observa-se o crescimento da demanda por cursos

Leia mais

EaD como estratégia de capacitação

EaD como estratégia de capacitação EaD como estratégia de capacitação A EaD no processo Ensino Aprendizagem O desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação (tics) deu novo impulso a EaD, colocando-a em evidência na última

Leia mais

Manual de Utilização Moodle

Manual de Utilização Moodle Manual de Utilização Moodle Perfil Professor Apresentação Esse manual, baseado na documentação oficial do Moodle foi elaborado pela Coordenação de Tecnologia de Informação CTI do câmpus e tem como objetivo

Leia mais

DIRETRIZES CURRICULARES PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO DA UTFPR

DIRETRIZES CURRICULARES PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO DA UTFPR Ministério da Educação Universidade Tecnológica Federal do Paraná Pró-Reitoria de Graduação e Educação Profissional DIRETRIZES CURRICULARES PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO DA UTFPR APROVADO PELA RESOLUÇÃO

Leia mais

EMPREGABILIDADE E MARKETING PESSOAL

EMPREGABILIDADE E MARKETING PESSOAL EMPREGABILIDADE E MARKETING PESSOAL 1 2 Para estar junto não é preciso estar perto, e sim do lado de dentro. Leonardo da Vinci CARO ALUNO Não existem limites para a educação a distância. Seus desafios

Leia mais

RESOLUÇÃO N o 012, de 27 de março de 2008. 1 (Modificado o Regimento pela Res. 022/2011 e 061/2011)

RESOLUÇÃO N o 012, de 27 de março de 2008. 1 (Modificado o Regimento pela Res. 022/2011 e 061/2011) RESOLUÇÃO N o 012, de 27 de março de 2008. 1 (Modificado o Regimento pela Res. 022/2011 e 061/2011) Cria o Núcleo de Educação a Distância (NEAD) e aprova seu Regimento Interno. O PRESIDENTE DO CONSELHO

Leia mais

Alfabetização Digital

Alfabetização Digital Ferramentas de interação e sua utilização pedagógica nos Ambientes Virtuais de Aprendizagem evidenciando o papel do professor e do estudante Prof. Ana Carolina de Oliveira Salgueiro de Moura Prof. Antônio

Leia mais

Saberes da Docência Online

Saberes da Docência Online Saberes da Docência Online Edméa Santos Professora do PROPED-Faculdade de Educação da UERJ E-mail: mea2@uol.com.br Web-site: http://www.docenciaonline.pro.br/moodle http://www.proped..pro.br/moodle Fones

Leia mais

AS RELAÇÕES DE ENSINO E APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO

AS RELAÇÕES DE ENSINO E APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO AS RELAÇÕES DE ENSINO E APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E O TRABALHO DO TUTOR COMO MEDIADOR DO CONHECIMENTO SOEK, Ana Maria (asoek@bol.com.br) Universidade Federal do Paraná (UFPR) - Brasil HARACEMIV,

Leia mais

O PROCESSO INICIAL DE IMPLANTAÇÃO DE PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO A DISTÂNCIA: O CASO DA UNIVERSIDADE REGIONAL DE BLUMENAU (FURB)

O PROCESSO INICIAL DE IMPLANTAÇÃO DE PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO A DISTÂNCIA: O CASO DA UNIVERSIDADE REGIONAL DE BLUMENAU (FURB) O PROCESSO INICIAL DE IMPLANTAÇÃO DE PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO A DISTÂNCIA: O CASO DA UNIVERSIDADE REGIONAL DE BLUMENAU (FURB) 076-A3 05/2005 Sônia Regina de Andrade Universidade Regional de Blumenau,

Leia mais

RESOLUÇÃO UnC-CONSEPE 040/2007

RESOLUÇÃO UnC-CONSEPE 040/2007 RESOLUÇÃO UnC-CONSEPE 040/2007 Aprova a Reformulação do Regimento da Educação a Distância O Reitor da Universidade do Contestado, no uso de suas atribuições, de acordo com o Art. 25 do Estatuto da Universidade

Leia mais

EDITAL DE SELEÇÃO PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU Modalidade Online

EDITAL DE SELEÇÃO PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU Modalidade Online EDITAL DE SELEÇÃO PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU Modalidade Online MBA EM GESTÃO ESTRATÉGICA DE PESSOAS Regulamentação de Pós-Graduação Lato Sensu e Ato de Credenciamento Institucional para Oferta de Curso de

Leia mais

MOODLE é o acrónimo de "Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment. Executado em um AVA - Ambiente Virtual de Apresendizagem;

MOODLE é o acrónimo de Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment. Executado em um AVA - Ambiente Virtual de Apresendizagem; MOODLE é o acrónimo de "Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment Software livre, de apoio à aprendizagem; Executado em um AVA - Ambiente Virtual de Apresendizagem; A expressão designa ainda

Leia mais

Florianópolis SC - maio 2012. Categoria: C. Setor Educacional: 3. Classificação das Áreas de Pesquisa em EaD Macro: A / Meso: L / Micro: N

Florianópolis SC - maio 2012. Categoria: C. Setor Educacional: 3. Classificação das Áreas de Pesquisa em EaD Macro: A / Meso: L / Micro: N LABORATÓRIO DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA: UM ESPAÇO DE DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO E AMPLIAÇÃO DE CONHECIMENTOS REFERENTES À INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA Florianópolis SC - maio 2012 Categoria: C Setor

Leia mais