Volume 02 (ano 02, n. 01) janeiro-dezembro de 2003 São Leopoldo RS Periodicidade Quadrimestral - ISSN

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1 Revista eletrônica do Núcleo de Estudos e Pesquisa do Protestantismo da Escola Superior de Teologia Volume 02 (ano 02, n. 01) janeiro-dezembro de 2003 São Leopoldo RS Periodicidade Quadrimestral - ISSN Cenas de A Paixão de Jacobina Fotos: Divulgação

2 Coordenador Geral Prof. Dr. Oneide Bobsin Conselho Editorial Berge Furre - Universidade de Oslo Emil A. Sobottka PUCRS Adriane Luísa Rodolpho Escola Superior de Teologia Ricardo W. Rieth Escola Superior de Teologia/ULBRA Edla Eggert Unisinos ISSN: Responsável por esta edição Oneide Bobsin Capa desta edição Iuri Andréas Reblin Revisão Adilson Schultz, Mary Rute Gomes Esperandio e Iuri Andréas Reblin Editoração Eletrônica da edição em HTML Adilson Schultz Editoração Eletrônica da edição em PDF Iuri Andréas Reblin Esta versão em PDF é uma edição revista da edição original. Link Desta Edição: Protestantismo em Revista é um órgão do Núcleo de Estudos e Pesquisa do Protestantismo (NEPP), que visa ser um canal de socialização de pesquisas de docentes e discentes da área de Teologia, Ciências das Religiões, abrangendo o espectro das Ciências Humanas e das Ciências Sociais Aplicadas, tanto de integrantes da Escola Superior de Teologia (EST) quanto de outras instituições. Protestantismo em Revista está sob a coordenação do Prof. Dr. Oneide Bobsin, titular da Cadeira de Ciências das Religiões da EST. A revista eletrônica Protestantismo em Revista é uma (jan.-abr.; mai.- ago., set.-dez.), sendo que as três edições do ano são tradicionalmente planejas em duas edições temáticas e uma edição livre. Comumente, a equipe de redação até o do do quadrimestre e a acontece normalmente na segunda quinzena do do quadrimestre, salvo exceções. Confira a data estipulada na grade do tópico edições anteriores no site da revista. Os trabalhos deverão ser do Núcleo de Estudos e Pesquisa do Protestantismo: Consulte as normas no site da revista. Demais informações e edições anteriores, acesse o site (http://www3.est.edu.br/nepp) 2 Disponível na Internet:

3 Sumário Editorial...5 Dossiê sobre os Muckers Descrição cronológica do episódio Mucker...8 Por Adilson Schultz Problematização religiosa e histórica do episódio Mucker...16 Por Adilson Schultz Jacobina: a líder dos Muckers...27 Por Elma Sant'Ana O Movimento Mucker na visão de dois pastores evangélicos...37 Por Martin Norberto Dreher Jacobina Mentz Maurer: a representação de uma líder...54 Por Marinês Andrea Kunz Função paterna e imigração: o episódio Mucker à luz da psicanálise...64 Por Lúcia Serrano Pereira A religião em A Paixão de Jacobina...73 Por Joe Marçal Gonçalves dos Santos O Ferrabraz: um veículo de representações anti-mucker ( )...80 Por Daniel Luciano Gevehr Disponível na Internet: 3

4 Cartas de Jacobina e documentos do episódio Mucker Por Adilson Schultz Es glänzet der Christen inwendiges Leben: o hino preferido de Jacobina Mentz Maurer, líder dos Muckers Por Adilson Schultz Bibliografia Mucker comentada Por Adilson Schultz Extratos de resenhas críticas de Videiras de Cristal, de Luís Antônio de Assis Brasil Por Adilson Schultz Resenhas, leituras e prefácios de obras: Apresentação e Resumo do livro Correntes Religiosas e Globalização Por Oneide Bobsin Apresentação e Resumo do livro Movimento de Renovação Espiritual: o carismatismo na IECLB Por Oneide Bobsin Espaço Diversidade Como citar esta revista Disponível na Internet:

5 Editorial A exibição do filme A Paixão de Jacobina, em 2002, motivou a realização do 1º Seminário de Estudos do NEPP. Com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão da Escola Superior de Teologia, o NEPP promoveu um ciclo de debates sobre o Movimento Mucker. Este número da revista eletrônica Protestantismo em Revista documenta o seminário, apresentando um dossiê sobre os Muckers. Ocorrido na Escola Superior de Teologia (EST) em 20 e 21 de novembro de 2002, o seminário tinha três objetivos: - estudar o Movimento Mucker enquanto fenômeno religioso do protestantismo brasileiro; - realizar uma revisão histórica e uma análise teológica do Movimento Mucker; - debater sobre a produção bibliográfica, literária e cinematográfica sobre os Muckers. Para tanto, foram desenvolvidas diversas atividades: - visita guiada ao sítio histórico do Ferrabrás, em Sapiranga/RS; - exibição do filme Os Muckers, de Jorge Bodansky, Heimat, da Unisinos, e o Making of do filme A paixão de Jacobina, de Lucy e Fábio Barreto; - palestras de Assis Brasil e Martin Dreher sobre a história dos Muckers e de sua religião; - diversas comunicações de pesquisas atuais sobre os Muckers, contemplando o enfoque do cinema, da teologia, da história e da literatura; - mostra documental e material sobre os Muckers do Museu Histórico do RS. A palestra de abertura do Seminário, assistida por mais de 300 pessoas, foi feita pelo escritor gaúcho Luiz Antônio de Assis Brasil, que contou como nasceu a obra Videiras de Cristal, fonte inspiradora do filme de Fábio Barreto. Uma resenha de sua obra abre a segunda edição de Protestantismo em Revista. Assim como no filme, diversos olhares são possíveis a respeito do Movimento Mucker e de sua líder, Jacobina Mentz Maurer, morta junto com tantos Disponível na Internet: 5

6 outros no Morro Ferrabraz, Vale dos Sinos, pelas forças militares do Império, recém saídas da guerra do Paraguai. Nesta perspectiva, o Seminário reuniu pessoas de diversas áreas para falar do movimento messiânico Mucker, ocorrido de , quando, na colônia alemã, a desigualdade social manifestava os ares de sua (des)graça. Os diversos olhares sobre Jacobina e os Muckers não são algo recente. A polêmica se acendeu cedo, muito antes dos relatos dos adversários e de escritores. Quem seria Jacobina? Uma mulher com desvios de personalidade? Uma protestante/prostituta, dependendo dos delatores e de escritores? Alguém que se dizia ser Jesus Cristo? E os Muckers? Um bando de fanáticos com a bíblia na mão, cuja origem estava na liberdade protestante do usa da Bíblia pelo povo? Pessoas marginalizadas pela estratificação em marcha depois de quatro décadas de colonização alemã? Os textos que fazem parte da segunda edição de Protestantismo em Revista, tão bem organizados por Adilson Schultz, não só pretendem trazer ao debate as diversas vozes do passado, recente e próximo, mas refletir sobre a discussão em marcha, sem a pretensão de ser conclusivo. Nesse sentido, o/a leitor/a terá oportunidade de avaliar a cronologia do Movimento Mucker e a história de vida de sua líder, tomar conhecimento do perfil de Jacobina, bem como de suas raízes pietistas na Alemanha. Não faltou em nossos debates o hino preferido de Jacobina, que está disponível em alemão e português. Fotocopiadas foram algumas cartas da Jacobina e do movimento que informava suas reivindicações ao poder público. Nossa abordagem contemplou também uma análise psicanalítica que enfatiza os enfraquecimentos dos laços simbólicos e considerou uma análise crítica do filme que motivou nosso seminário. Da mesma forma, uma análise da imprensa das imediações do Ferrabraz nos mostra como Jacobina sobrevive no discurso conservador. Há também uma bibliografia comentada, considerando obras antigas e recentes. 6 Disponível na Internet:

7 Alegramo-nos em poder exibir as diversas perspectivas de um acontecimento tão distante e tão próximo, o qua nos desafia com tantas perguntas abertas e nos impõe um compromisso ético no presente como forma de saldar uma dívida com os/as pobres de ontem e de hoje. Oxalá que as enormes dúvidas que se abrem na interpretação se juntem com as dívidas sociais, políticas e eclesiais, despertando-nos para uma outra história possível, onde o canhão seja substituído pelo pão, a injustiça social pela solidariedade e os compromissos elitistas das igrejas pela inclusão daquelas que acreditam diferente no mesmo Cristo. Como sinal deste compromisso, o NEPP sugere à Escola Superior de Teologia que estude a possibilidade de identificar uma de suas salas com o nome da líder do Movimento Mucker. Assim, poderemos sinalizar uma mudança de visão do passado que venha a se estender no presente, a fim de que vozes leigas não continuem sendo sufocadas pela força discursiva de pessoas do clero ou, como outrora, pela fala dos fuzis quando o discurso foi insuficiente. São Leopoldo, junho de Prof. Dr. Oneide Bobsin * * O Prof. Dr. Oneide Bobsin é professor de Ciências da Religião. Professor Faculdade de Teologia da Escola Superior de Teologia da IECLB e no Instituto Ecumênico de Pós-Graduação em Teologia. É coordenador do NEPP. Disponível na Internet: 7

8 Descrição cronológica do episódio Mucker Por Adilson Schultz * 25 de junho de 1824: Chegada ao Brasil do primeiro grupo de imigrantes alemães. 25 de julho de 1824: Chegada dos primeiros 120 imigrantes alemães a São Leopoldo. 06 de novembro de 1824: Chegada em São Leopoldo (hoje Hamburgo Velho) de Libório Mentz e Madalena Ernestina Lips, avô e avó de Jacobina, naturais de Tambach, na Turíngia (A família emigra após intenso período de perseguições por ter se desligado da Igreja Evangélica e da escola, e criado, junto com mais seis ou sete famílias, uma comunidade de culto independente). 18 de fevereiro de 1829: Chegada ao RS (São José do Hortênsio) de João Frederico Carlos Maurer, pai de João Jorge Maurer (Na mesma data chegam também as famílias Fuchs, Nöe e Voltz, integrantes do posterior Movimento Mucker, todas procedentes do Sarre, Hünsruck-Alemanha). 1832: Libório Mentz (Filho), tio de Jacobina (o Libório avô falecera em 1826) constrói a 1ª capela Evangélica em São Leopoldo, a Igreja da Piedade, em Hamburgo Velho. 28 de fevereiro de 1840(1?): Nascimento de João Jorge Maurer, em São José do Hortênsio. Junho de 1841(2?): Nascimento de Jacobina Mentz Maurer, em Hamburgo Velho, filha de André Mentz e Maria Elisabeth Müller. 1850: Chegada a São Leopoldo dos Jesuítas (mais intensamente a partir de 1871). * Mestre em Teologia, com pesquisa sobre Protestantismo e Missão. Doutorando em Ciências da Religião no IEPG-EST, com pesquisa no campo Teologia e Literatura. Pesquisador do Núcleo de Estudos e Pesquisa do Protestantismo e do Núcleo de Estudos e Pesquisa de Gênero. 8 Disponível na Internet:

9 1852: Chegada ao RS dos Brummers, coluna de oficiais alemães que integrariam as forças militares no combate ao General Rosas, da Argentina, e posteriormente ocupariam postos de grande influência nas colônias. Do grupo fazia parte Karl von Koseritz, futuro jornalista, divulgador de um discurso germanista que ostentava a nação alemã, da Maçonaria, do positivismo e darwinismo. Tornar-se-ia ferrenho crítico e o principal porta-voz dos adversários dos Muckers. 4 de abril de 1854: Rito de Confirmação de Jacobina na Igreja Evangélica Piedade, em Hamburgo Velho. 1850: Falecimento do pai de Jacobina, quando esta tinha 9 anos de idade. 1853: Primeira crise de desmaio de Jacobina, aos 12 anos de idade. 1864: Chegada a São Leopoldo de Wilhelm Borchard, organizador do 1º Sínodo Evangélico Luterano. 1864: Fundação em Porto Alegre do jornal Deutsche Zeitung, posteriormente importante porta-voz do episódio Mucker, onde atuava Karl von Koseritz. 26 de abril de 1866: Casamento de Jacobina Mentz e João Jorge Maurer, em Hamburgo Velho. 2º Semestre de 1866: O casal Maurer muda-se de Hamburgo Velho para o Ferrabrás. 19 de maio de 1867: Nascimento de Jacob, primeira criança do casal Maurer (no desfecho do episódio Mucker, Jacob tinha sete anos de idade, e foi entregue para adoção. Presume-se ter sido identificado em 1920, em Uruguaiana, como eficiente carpinteiro e pregador da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Está sepultado em Palmeira das Missões). 1867: Logo após o parto de Jacob, Jacobina sofre fortes e repetidas crises de desmaio. Dr. Hillebrand, médico de São Leopoldo, diagnostica efeitos do sonambulismo. 12 de agosto de 1868: Nascimento de Henrique, segunda criança do casal Maurer. Disponível na Internet: 9

10 Final de 1868: Enquanto trabalhava na roça, João Maurer tem uma visão divina, que lhe ordena abandonar a lavoura e ser médico. Logo depois, encontra o curandeiro Buchhorn, que lhe ensina os segredos das ervas medicinais. 11 de agosto de 1869: Nascimento de Francisco Carlos, terceira criança do casal Maurer. 25 de dezembro de 1870: Nascimento de Matilde, quarta criança do casal Maurer. 1870: Início (?) das reuniões de leitura bíblica ao redor de Jacobina. 1871: Dissemina-se amplamente no RS um livro que associa o sonambulismo à vidência e a poderes especiais. Ano da grande unificação político-territorial da Alemanha, sob Bismark. No Brasil, os pastores, os Brummers e os jornalistas alemães intensificam o discurso germanista. No final do ano, cresce o número de pessoas que visitam os Maurers, e os colonos começam a virar notícia. 9 de abril de 1872: Nascimento de Aurélia, quinta criança do casal Maurer (tendo pouco mais de 2 anos quando do desfecho do episódio Mucker, Aurélia ressurgiria vinte e três anos depois, sendo referida como herdeira dos dons espirituais da mãe. Estava casada com Miguel Nöe, filho de um colono Mucker que conseguira escapar do massacre final.) 24 de fevereiro de 1873: Carta de Jacobina ao Irmão Francisco Mentz, o único a não integrar o movimento. O discurso de Jacobina opõe a herança celeste que os Muckers têm para oferecer ao tumulto do mundo em que vive Francisco. Entre abril e maio de 1873: 14 dias de grande movimentação no Ferrabrás, com várias celebrações religiosas. Por ordem de Jacobina, os Muckers deixam de ir à Igreja e à escola. As instituições não estariam ensinando mais o verdadeiro evangelho. 4 de maio de 1873: o grande culto na casa dos Maurers, no dia da Ascensão, onde Jacobina teria se anunciado ou sido vista como o Cristo, tendo feito majestosa 10 Disponível na Internet:

11 aparição com vestes brancas e coroa de flores na cabeça. Mais de cem, duzentas ou até 500 pessoas teriam participado do culto. 10 de maio de 1873: Sob liderança do pastor Frederico Boeber, de Sapiranga, é remetido abaixo-assinado ao delegado de São Leopoldo solicitando imediata intervenção policial contra os Muckers. Subscrito por 44 colonos da região, o texto acusa os Muckers: Jacobina nomeara seus irmãos e esposo discípulos; os colonos anunciavam que ela era manifestação de Deus; eles não pagavam mais as taxas da Igreja e escola; eles estavam estocando armas; o movimento estava dividindo casais e famílias. 20 (21?) de maio de 1873: Prisão de João Maurer. 22 de maio de 1873: Mandado de busca e apreensão na casa dos Maurers. Das supostas armas, uma garrucha é encontrada. No quarto de Jacobina, violado enquanto ela dormia, estão pendurados na parede: uma imagem de Jesus, ladeado por uma foto do Pastor Borchard, e por Inácio de Loyola, fundador da Ordem de Jesus. Jacobina é presa. Em estado de letargia, é conduzida em uma carreta até São Leopoldo, escoltada por oito soldados, numa viagem de 9 horas de duração. Em São Leopoldo, é exposta ao público e insultada. Para despertá-la, os médicos usam picadas de agulha e de ponta de faca. No entanto, apenas o canto dos fiéis, que a tinham acompanhado, consegue despertá-la, após 5 horas de tentativas. 23 de maio de 1873: Jacobina responde a interrogatório do chefe de polícia, onde nega todas as acusações contra os colonos, e diz não se lembrar do que fala quando está em êxtase. Reconhece que as curas de João e as suas visões e pregações são inspiradas por Deus. 24 de maio de 1873: Jacobina é conduzida a Porto Alegre e internada na Santa Casa de Misericórdia. Aí permaneceria por três semanas. Primeiro de junho de 1873: Dia de Pentecostes, para o qual Jacobina tinha prometido grandes revelações. Mesmo estando Jacobina e João ausentes/presos, os colonos promovem intensa peregrinação ao Ferrabrás. Disponível na Internet: 11

12 13 de junho de 1873: Libertação de Jacobina e João, sendo constatado que ela não portava nenhuma enfermidade, e ambos nenhum crime. Junho de 1873: Os colonos Muckers passam a não mais sepultar mortos nos cemitérios. Em torno desta data abandonam também festas do salão comunitário, jogos e bailes. 5 de julho de 1873: Jacobina e João são convocados a comparecer novamente em São Leopoldo. Assinam termo de bem viver proibindo os cultos. Na volta ao Ferrabrás, são recebidos como heróis. 22 de novembro de 1873: O inspetor de quarteirão João Lehn, declarado opositor dos colonos Muckers, é baleado por dois homens, presumivelmente Muckers. Novembro de 1873: Alguns (32?) colonos são presos acusados do atentado a João Lehn. Por falta de provas, seriam libertados em 1 de dezembro. 10 de dezembro de 1873: Viagem de João Maurer (?) e mais dois colonos Muckers ao RJ, para entrega de petição ao imperador D. Pedro II. 32 colonos subscreveram a petição, queixando-se de perseguição da polícia, ofensas morais e agressões físicas e patrimoniais de outros colonos. Durante a viagem, Rodofo Sehn, católico, aproximase de Jacobina, passando a ter importante papel enquanto receptáculo de suas mensagens e visões. 27 de dezembro de 1873: Carta de Carolina, irmã de Jacobina ao primo Lúcio Schreiner, delegado de São Leopoldo, criticando-o pela perseguição e pedindo pelo paradeiro do esposo. Representante imperial solicita explicações às autoridades da província do RS a respeito das queixas que os colonos Muckers fazem em petição entregue ao imperador. Dezembro de 1873: Karl von Koseritz sugere, através da imprensa, a deportação dos Muckers para uma ilha oceânica. Vários colonos estariam dispostos a colaborar no custeio do projeto. 12 Disponível na Internet:

13 28 de janeiro de 1874: Lúcio Schreiner responde às autoridades imperiais desmentindo as queixas dos Muckers e acusando-os de agitadores. 25 de março de 1874: Falecimento do Pastor Boeber. 30 de abril de 1874: Assassinato do menor Jorge Haubert, ex-mucker. Os Muckers são responsabilizados e alguns presos. 20 de maio de 1874: Carta de Jacobina a seu primo Mathias Schroder. Em tom agressivo, dá ultimato a quem estava fora do movimento. Nomeia Lúcio Schreiner anti-cristo. 24 de maio de 1874: Grande culto no Ferrabrás, onde Jacobina teria anunciado o fim do mundo e decretado o extermínio de 16 famílias de colonos inimigas dos Muckers. Maio de 1874: Nascimento de Leidard, sexta e última criança de Jacobina. Celebrada com festa religiosa - Kerb - a conclusão da ampliação da casa dos Maurers. A construção é nomeada de diversas formas: um anexo para abrigar melhor as celebrações religiosas; um espaço maior para abrigar os enfermos; um templo; e mesmo um forte militar. Karl von Koseritz incita os outros colonos a pegarem em armas para atacar os Muckers. Entre maio e junho de 1874: Ameaçados, vários colonos Muckers buscam abrigo na propriedade dos Maurers. Os Muckers se armam. Dois são presos trazendo armas de Porto Alegre. Junho de 1874: A violência explode na colônia. Amedrontados, os colonos passam as noites reunidos em casas de vizinhos e casas comerciais. Os Muckers agrupam-se cada vez mais na propriedade dos Maurers. 15 de junho de 1874: Chacina da família Kassel, ex-mucker, onde morrem uma mulher e 4 crianças. Crime atribuído aos Muckers. 23 de junho de 1874: Mandato de prisão de Jacobina e João e outros Muckers. 24 de junho de 1874: Prisão de João Klein, o escrivão e presumido mentor intelectual dos Muckers. Disponível na Internet: 13

14 25 de junho de 1874: Cinqüentenário da imigração alemã no RS. 25 de junho de 1874: A noite de fogo: 14 casas de colonos adversários dos Muckers são incendiadas em Sapiranga e Campo Bom. Nelas, 10 pessoas são assassinadas, inclusive crianças. Os crimes são atribuídos aos Muckers. 26 de junho de 1874: Duas casas de adversários dos Muckers são queimadas em São José do Hortênsio. 27 de junho de 1874: Cinco casas de colonos Muckers são incendiadas em São José do Hortênsio e Linha Nova. Julho de 1874: A imprensa vaticina o imediato extermínio dos bruxos do Ferrabrás. 15 de julho de 1874: Mandado de prisão e busca de armas no Ferrabrás. 28 de junho de 1874: Primeiro combate das forças legais contra aos Muckers. Frente à resistência dos colonos, 130 soldados recuam. 19 de julho de 1874: Segundo combate contra os Muckers. As forças legais e mais uma coluna de 300 colonos atacam os Muckers. A casa dos Maurers é incendiada. Entre os colonos Muckers, morrem cerca de 30 pessoas. 52 foram presas. Presos também cinco filhos de Jacobina, posteriormente entregues à adoção. Jacobina, João e seus principais colaboradores não são contados entre os mortos e presos. 20 de julho de 1874: Os Muckers sepultam seus mortos. A imprensa porto-alegrense comemora o fim do episódio Mucker. Durante a noite, ataque ao acampamento militar. Ferido à bala o Coronel Genuíno Sampaio, comandante das forças legais, que viria a falecer no dia seguinte. 21 de julho de 1874: Descobre-se que alguns Muckers estão refugiados na floresta, abrigados em cabanas. 25 de julho de 1874: Reforçado por dezenas de colonos da região, as forças legais, agora com 506 homens e sob lideranças do Capitão Dantas, iniciam combate contra os Muckers na Floresta. 14 Disponível na Internet:

15 02 de agosto de 1874: Derradeiro combate contra os Muckers. Ajudadas pelo ex- Mucker Carlos Luppa - que havia sido nomeado discípulo por Jacobina, com o nome de Judas -, os soldados avançam por três lados até o esconderijo. Os colonos resistem, mas tombam após alguns minutos de intenso tiroteio e combate franco. Morrem Jacobina e mais dezesseis Muckers. Seis ou sete fogem mato a dentro (?). Novembro de 1874: Início do julgamento dos colonos Muckers presos. 16 de junho de 1880: Absolvição e/ou libertação dos últimos réus Muckers. 1880: Os Muckers voltam à colônia, sobretudo para a região de Nova Petrópolis e Lajeado. Muitos trocam de sobrenome para não serem identificados. Com a absolvição, os sete Muckers sobreviventes e refugiados no mato desde o último combate, voltam para casa de outubro de 1897: Assassinato dos Jovens Mueller, Weber e Graebin, na Fazenda Pirajá, em Nova Petrópolis. Crime atribuído aos Muckers da região, que estariam reunidos sob liderança de Aurélia, filha do casal Maurer. 3 de janeiro de 1898: Mais de 100 colonos da região assassinam cinco colonos Muckers na região de Nova Petrópolis e Lajeado. Disponível na Internet: 15

16 Problematização religiosa e histórica do episódio Mucker Por Adilson Schultz * Resumo: O texto apresenta uma descrição cronológica dos principais acontecimentos do evento Mucker e levanta questões sobre sua religião/piedade. Tendo sido apresentado durante o I Seminário de Estudos do NEPP como provocação à palestra de Martin Dreher sobre a religião de Jacobina, o texto reivindica que ciências fundamentalmente imanentes como História, Psicologia e Literatura não podem, sozinhas, dar conta de um fenômeno que teve motivações, conteúdo e desfecho, sobretudo, transcendentes, sendo necessária a intervenção da Teologia. Parece que tudo começou com João Jorge Maurer, um colono descendente de imigrantes alemães, evangélico luterano, que falava hünsruck e era analfabeto. João aprendeu os segredos das ervas medicinais e, a partir de 1868 ou 1869, exerceu com êxito o ofício de curandeiro na colônia de São Leopoldo, RS, sendo conhecido como Wunderdoctar, o doutor maravilhoso, ou milagreiro. Muitas pessoas acorriam à sua casa, ao pé do morro Ferrabrás, hoje Sapiranga, onde além de remédios, famílias inteiras recebiam conselhos e descanso. Nesse começo, portanto, o Ferrabrás era endereço de cura. Mas é nessa casahospital que apareceria aquela que se tornaria a líder do posterior movimento espiritual, Jacobina Mentz Maurer, casada com João. Inicialmente, ela ajudava o marido no preparo dos remédios e no cuidado e na hospedagem das pessoas doentes. Assim como o marido, Jacobina também trabalhava na roça, como todas as colonas da região. Casados em 1868, Jacobina e João levavam uma vida normal. * Mestre em Teologia, com pesquisa sobre Protestantismo e Missão. Doutorando em Ciências da Religião no IEPG-EST, com pesquisa no campo Teologia e Literatura. Pesquisador do Núcleo de Estudos e Pesquisa do Protestantismo e do Núcleo de Estudos e Pesquisa de Gênero. 16 Disponível na Internet:

17 A partir de 1871, no entanto, algo novo acontece: Jacobina passa a promover celebrações religiosas com as pessoas doentes e suas famílias, colonas da região, na sua maioria evangélico-luteranas - mas também católicas. Nessas reuniões, havia sempre oração e cantos religiosos. Jacobina lia a Bíblia e a interpretava. Em seguida, as pessoas participavam da interpretação. As longas distâncias e a escassez de pastores e padres fez com que esse tipo de culto na casa fosse muito comum à época. Jacobina sabia ler e interpretar a Bíblia, e isso já bastava para reunir as pessoas ao seu redor. A casa dos Maurer, agora, é endereço de cura e de reza. Mas Jacobina tinha também o dom especial de ter visões, geralmente durante sonhos ou estados de letargia, depois de passar longas horas adormecida. Sua enfermidade era pouco conhecida à época, o que lhe conferia um ar de mistério, e Jacobina passou a ser vista como portadora de um dom divino. Quando despertava da letargia, aparentemente ainda em êxtase, ditava interpretações especiais de textos bíblicos e receitas médicas, orientando o marido quanto a que tipo de erva devia ser aplicada para determinada pessoa e doença. Não demorou, para que Jacobina assumisse papel de destaque na casa, deslocando o foco central da peregrinação ao Ferrabrás, até então centrada nas curas de João. Jacobina curava com ajuda divina e também lia e interpretava a Bíblia e tinha visões. Aos poucos, pessoas que não tinham doença alguma vinham para ouvir Jacobina, cantar e rezar. É a partir dessa comunidade de colonos, reunida ao redor de um curandeiro e, depois, de uma pregadora e sonhadora, que irromperia mais tarde uma comunidade religiosa disposta a defender-se com armas, a matar colonos e soldados inimigos, e até a morrer no combate. Como se operou tamanha mudança? Que elementos internos e externos estiveram em jogo? Muito antes de rotular Jacobina, João Maurer e os colonos ao seu redor de Mucker, revoltosos, fanáticos, incendiários e mesmo assassinos, há que responder Disponível na Internet: 17

18 minimamente duas questões: o que realmente acontecia na casa de Jacobina e João Maurer e quem eram essas centenas de pessoas que acorriam à casa deles para cantar, rezar e curar-se. Quem ia à casa de Jacobina eram, sobretudo, colonos da região, que inicialmente buscavam cura e depois conforto espiritual. Todos os relatos à disposição acerca dos primórdios do movimento Mucker, independente do seu caráter apologético ou inquisitório, reconhecem [apenas] que muitos colonos doentes, curiosos, fiéis, amigos, parentes, estranhos, se dirigiam para dentro da montanha do Ferrabrás para ver/provar das [curas] de João e ouvir/ver os sonhos de Jacobina. (BIEHL, Jamerthal, p. 123). Tratava-se, portanto, de uma comunidade de colonos, mais ou menos na mesma situação financeira - nem a miséria total, nem prosperidade, mas o duro e normal trabalho da colônia; quase todas evangélicas e comunicando-se apenas em hünsruck; pessoas com boas relações com os vizinhos e com as autoridades locais. Jacobina e João Maurer eram respeitados por todos. Aparentemente, ela não era um demônio, nem uma prostituta, nem uma bruxa, nem uma louca, nem uma demente, nem uma doente, nem a encarnação do Cristo - para citar apenas alguns dos adjetivos a ela atribuídos pela imprensa, pela Igreja, pela polícia e governantes da época. Mas, além de curas, o que se fazia no Ferrabrás? Por que um grupo de colonos despertaria tantos problemas na colônia? Aparentemente, pelo menos no início, nada de anormal ou extraordinário havia no Ferrabrás. João seguia curando, e sendo muito eficaz. Jacobina orava, lia a Bíblia e a interpretava. Uma descrição feita a partir de relatos de testemunhas visuais dá uma boa idéia do que acontecia nas reuniões ao redor de Jacobina: Então tomava muitas vezes assento numa cadeira, sendo cercada de um roda de homens, mulheres e crianças. Na mesa diante dela, encontrava-se aberta a Bíblia. Sua vista brilhava de forma exaltada e os trações de seu rosto tomavam uma expressão `sobrenatural` ou misteriosa. Punha-se ela a ler. As palavras brotavam de modo moroso e desajeitado. Via-se que a leitura lhe causava dificuldades. Depois de 18 Disponível na Internet:

19 levados a termo uma frase ou algum trecho maior, começava a explicação, mudando-se-lhe, então, a voz, fluindo as palavras de seus lábios e sabendo ela, numa espécie de exaltação, dar ao que lera as interpretações mais singulares e surpreendentes. [...] Por vezes os devotos encontravam, contudo, Jacobina reclinada em seu leito, tendo os olhos abertos voltados firmemente num ponto fixo, como se tivesse visões. Ditos curiosos, pronunciados com vagar, sentenças exortativas de teor bombástico ou profecias procediam de sua boca e preenchiam os ouvintes de um pavor misterioso, bem como de uma espécie de temor reverencial, como se tem diante de um ser `sobrenatural`. Os altos conceitos que dela se tinham, moveram a muitos no sentido de lhe confiarem coisas secretas e de lhe pedirem, em casos dúbios, bons conselhos. Quanto a estes, Jacobina não sentia apuros. (SCHUPP, Os Muckers, p ) Oração, cantos, leitura bíblica, pregação, visões, profecias, conselhos, curas. Esse era o conteúdo dos encontros de colonos na casa do Ferrabrás. O que havia de anormal eram apenas as visões. São essas visões de Jabobina, seus sonhos, que desencadiariam mais tarde o conflito na colônia. Muitas pessoas e grupos começaram a incomodar-se e construíram uma versão dramática do que acontecia na casa de Jacobina, disseminando a antipatia generalizada contra os Muckers e alimentando a veemente oposição da Igreja, de outros colonos e das autoridades políticas e policiais. Havia notícias sobre secretas e abomináveis práticas, desde troca obrigatória de casais até assassinatos/sacrifícios de crianças. Uma forte campanha de difamação tomou conta da região e do RS, tachando os Muckers de fanáticos e desordeiros. Jacobina seria doente e lunática. João Maurer, charlatão e demagogo. A Igreja acusa os Muckers e Jacobina de charlatanismo - é impactante no filme A paixão de Jacobina a grande foto de Lutero na sala onde o pastor e as autoridades decidem a sorte dos Muckers. Aparentemente, ela foi realmente expulsa da Igreja Luterana. Posteriormente, Jacobina proibiu as crianças de freqüentarem a escola e a Igreja, seja por causa da perseguição a que eram submetidas, seja porque estas instituições não ensinavam a verdade sobre a Bíblia. Depois de um fracassado culto, vendo que a maioria dos membros estavam no Disponível na Internet: 19

20 culto na casa de Jacobina, o pastor local encabeçou um abaixo assinado dirigido às autoridades, solicitando imediata intervenção da polícia contra os Muckers. Com a pressão externa, as reuniões de colonos foram se fechando e se institucionalizando para proteger-se. Diz-se que, na festa de Pentecostes de 1873, Jacobina teria se autoproclamado revelação divina, sendo chamada de o Cristo por algumas pessoas. Depois se disseminou a notícia de que Jacobina anunciava o fim do mundo, o dia em que os justos (os Muckers) combateriam contra os injustos e os venceriam. Diz-se que ela escolheu 12 apóstolos, seus fiéis escudeiros. Ao final, já em 1873 e 1874, os encontros de cura e reza do Ferrabrás já estavam envoltos em tons solenes e messiânicos. Parece que foi a partir do avanço das pressões externas, promovidas, sobretudo, pela imprensa porto-alegrense e pela polícia de São Leopoldo na fase final do episódio, que Jacobina começou a pregar o fim do mundo, aparentemente como saída encontrada para dar sentido ao que todos pressentiam como inevitável, o confronto e a morte. O messianismo surge como explicação do confronto final - não explicação do mundo colono, esse amplamente explicado pela estrutura de culto cura e sonho oferecida por Jacobina e João, baseada numa espécie de religião natural. Em 1973, num domingo de culto da Ascensão, os colonos Muckers foram presos, sob a acusação de assassinato de um colono da região. Jacobina foi levada de Sapiranga a São Leopoldo em estado de letargia, totalmente adormecida, transportada numa carroça, numa viagem de 9 horas. Depois de ficar um período internada na Santa Casa, em Porto Alegre, foi interrogada, e juntamente com os outros Muckers presos, liberada por falta de doença e falta de prova de crime. Os Muckers não eram doentes nem criminosos. A partir desse episódio, no entanto, os Muckers parecem ter declarado guerra santa aos oponentes. Já haviam recorrido às autoridades para reclamar das agressões que vinham sofrendo por parte de outros colonos, que não apenas lhes 20 Disponível na Internet:

21 destratavam, mas queimavam suas caixas de abelhas, cortavam o rabo dos seus cavalos, roubavam suas melhores roupas no varal. Como último recurso, foram até ao Rio de Janeiro falar ao Imperador, mas nada foi feito. Sentiram que não havia mais a quem recorrer. O confronto parecia inevitável. Em 1874, uma série de agressões mútuas entre os colonos, pró e anti-mucker, tomou conta da pacata região, com incêndio de várias casas, estrebarias, prisões arbitrárias e assassinatos. Em junho e julho de 1874, o medo se instala, e os colonos se armam, anunciando uma catástrofe. Nos últimos meses, várias famílias de colonos, amedrontadas com as agressões dos vizinhos, ou mesmo esperando o fim do mundo, refugiam-se na propriedade dos Maurers, completando assim a cena do confronto, militar e apocalíptico. Em mutirão, aumentam o tamanho da casa e armam-se. Na noite do dia 25 de junho de 1874, justamente na data da comemoração do cinqüentenário da imigração alemã, os Muckers imprimem um violento ataque aos inimigos, colonos da região, incendiando várias casas e matando várias pessoas. Formalmente, seriam posteriormente acusados de 16 assassinatos, inclusive de três crianças. A imprensa local, altamente integrada ao debate da questão, vaticinava que a única solução seria mesmo o extermínio dos bruxos, nem mais a proposta de deportação do grupo para uma ilha oceânica era mais suficiente. Depois da noite de fogo, só restava o ataque do Exército Imperial. E foram três ataques das forças legais, compostas por soldados e centenas de colonos. Ao primeiro, em 28 de junho, os Muckers resistiram e fizeram o exército recuar. Ao segundo, em 19 de julho, estando as forças legais compostas por centenas de homens, os Muckers sucumbem: a casa dos Maurers é incendiada, dezenas de colonos morrem no combate, e outros queimados, inclusive mulheres e crianças. Vários Muckers são presos. Morre também o coronel Genuíno Sampayo, líder das tropas imperiais. Disponível na Internet: 21

22 Mas ainda faltava o desfecho: um grupo de colonos tinha se refugiado no mato, inclusive Jacobina. Contra eles o exército imprime o último combate em 2 de agosto de Depois de sangrenta batalha, morreram 16 colonos Muckers. Morre também jacobina, aos 33 anos de idade, aproximadamente à hora nona do dia 02 de agosto de Ela cai no local onde hoje está plantada uma cruz ao pé do morro Ferrabrás. Ali ela e os 16 colonos seriam também sepultados, numa vala comum. O Rio Grande do Sul comemorou o massacre do grupo de colonos e o relato do assassinato à queima roupa de Jacobina. Os Muckers tinham sido heroicamente extirpados da face da terra, e a paz e a ordem voltara à colônia e ao país. A imprensa faz um longo debate a respeito, buscando as causas da tragédia. Entre os vários debates feitos, procurava-se pelos culpados da tragédia em colônia tão pacífica e ordeira. De quem era a culpa? Da Igreja Luterana que não dava assistência, que não tinha pastores ordenados? Do passado místico e eclesialmente separatista da família de Jacobina, também expulsa da Alemanha? Do governo brasileiro, que não fornecia médicos verdadeiros? Dos Jesuítas, com suas crendices em milagres? De um povo sem instrução que seguiu ingenuamente um casal de charlatões? Do acesso livre à Bíblia promovido pelos protestantes, esse livro perigoso? Dos políticos brasileiros e sua lentidão em agir judicialmente? Da maçonaria, com seu projeto positivista anti-religião? Das lideranças eclesiais protestantes, com seu projeto de germanização? Dos Brummers e de seu projeto de uma Nova Alemanha? Ou simplesmente de uma mulher que se intrometeu em serviço de homem? Ou seria mesmo coisa do demônio? Para fazer esse debate da época e ainda recorrente nos dias de hoje, muitas perguntas seguem as mesmas, mas outras entram somente agora no debate: o que fazia com que esses colonos reunissem-se ao redor de uma sonhadora e de um curandeiro? Quem eram esses colonos? Quem eram Jacobina e João Maurer? O que eles faziam nas suas reuniões? O que eles rezavam; o que cantavam: Qual era a 22 Disponível na Internet:

23 paixão e a religião de Jacobina? Essas são as perguntas que o NEPP faz nesse seminário. Só assim, e só depois de saber isso, é que saberemos como um grupo de colonos foi levado ao conflito armado, disposto a morrer e a matar. O caminho para encontrar as respostas passa por um desvio: desviar-se do conflito. Todos que tentam achar causas/respostas para o conflito acabam encontrando-as, mas elas não são suficientemente amplas. Explicar o conflito socialmente é aparentemente fácil. Rotular os Muckers de comunistas, também. Tentando evitar a identificação dos Muckers e de seus algozes com um simples drama mocinho x bandido, o que parece evidente é que o grupo de colonos não apenas transformou-se, mas, sobretudo, foi transformado num bando de desordeiros. O Ferrabrás não foi construído apenas pelo casal Maurer. O que está no fundo dessa transformação é um discurso construído, consciente e inconscientemente, inicialmente, desde fora e, posteriormente, assumido pelos colonos, num intrincado jogo de poderes, saberes e interesses, sobretudo religiosos e políticos, entre diversas entidades da sociedade rio-grandense da época. Podem ser identificados sete grupos distintos que estiveram diretamente envolvidos na formulação desse discurso e no desenrolar dos fatos: o a Igreja Evangélica Luterana, por um lado, por causa do conflito entre pastores-leigos/colonos e pastores ordenados (sinodalização) e, por outro, por causa de seu projeto de germanização do RS. A Igreja não apenas se omitiu na fase dramática do conflito, mas atacou os colonos quando do abaixo assinado organizado pelo pastor local; o a imprensa rio-grandense, sobretudo na pessoa de Karl von Koseritz, voz dos Brummers, grupo de alemães imigrantes caudatários de um modelo positivista de sociedade, que não tolerava manifestações Disponível na Internet: 23

24 religiosoas/espirituosas, muito menos aquelas fora do racional e do convencional; o a Maçonaria - amplamente disseminada na região naquela época, inclusive entre os colonos - pelos mesmos motivos da imprensa; o os Jesuítas, recém chegados à região, que aproveitaram os relatos dramáticos sobre os Muckers para desmoralizar o Protestantismo e fazer proselitismo; o a polícia de São Leopoldo, que, sob influências e interesses políticos locais, exerceu implacável perseguição aos Muckers e vergonhosa manipulação dos fatos, execrando os colonos perante a opinião pública; o os colonos não-muckers da região, que não simpatizando com o grupo de Jacobina e temerosos, imprimiram ataques e dificultavam enormemente o dia-a-dia dos Muckers; o os próprios colonos Muckers, que, como vimos, passaram rapidamente de um tipo de religião natural para um movimento messiânico agressivo, aparentemente sem controle centralizado na fase final. Para além das questões contextuais desse jogo de poder e de saber na construção do discurso sobre os Muckers e na precipitação dos trágicos fatos, a pergunta essencial continua sendo o que fazia com que os colonos se reunissem ao redor de Jacobina e João Maurer? Parece que havia algo de inerente ao movimento, enquanto organização religiosa, que o tornava sui generis, apesar do contexto social, político, religioso. Poder-se-ia dizer que o fenômeno Mucker poderia ter acontecido em qualquer outro lugar, independente do contexto? De qualquer forma, não foi só 24 Disponível na Internet:

25 por causa da falta de médico ou de pastores que as pessoas iam à casa de Jacobina e João Maurer! Se realmente for assim, isto significa dizer que, assim como todo fenômeno religioso, o episódio Mucker não pode ser analisado apenas pela história, pela psicologia, pela sociologia, ou pela antropologia sozinhas. Precisa estar junto a Teologia. Ciências essencialmente imanentes não podem dar conta, sozinhas, de algo que parece ter motivações, conteúdo e fins transcendentes. Parece haver um elemento genuinamente religioso no movimento Mucker, em Jacobina e João Maurer, muito aquém das construções simplistas de messianismo e de milenarismo, que ainda precisa ser profundamente debatido. Esse elemento certamente também está muito aquém de mera construção antropológica ou psicológica, ainda que determinadas pesquisas insistam em não reconhecer nos Muckers e, de resto, em todo fenômeno religioso! - o aspecto genuinamente religioso. Para estudar os Muckers, portanto, há que se ater também e, sobretudo, às questões da fé. O que havia de essencialmente religioso no movimento? O que eles cantavam? Quais textos Jacobina lia? O que ela pregava? Tratava-se de um movimento messiânico ou místico? E ainda, o outro lado da moeda religiosa: o que faltava no culto luterano da Igreja para que aqueles colonos ainda precisassem reunir-se ao redor de uma sonhadora e pregadora, e de um curandeiro de ervas? Para concluir esta provocação introdutória, uma estrofe de um hino que, segundo historiadores, era o preferido de Jacobina. Ao recitá-lo, nós como que evocamos a memória todas as pessoas que morreram no episódio Mucker; ao lado de Jacobina ou contra ela. Es glänzet der Christen inwendiges Leben, obgleich sie von aussen die Sonne verbrannt. Was ihnen der König des Himmels gegeben, ist keinem als ihnen nur selber bekannt. Was niemand verspüret, was niemand berühret, Disponível na Internet: 25

26 hat ihre erleuchteten Sinne gezieret und sie zu der göttlichen Würde geführet. Brilha a vida interior dos cristãos, Mesmo que por fora o sol os queime. O que o rei dos céus lhes deu, A ninguém, só a eles próprios, é conhecido. O que ninguém sentiu, o que a ninguém comoveu, Afetou os seus sentidos iluminados E os conduziu à dignidade divina. (tradução: Esterles Roese) Isso era o Ferrabrás. O começo da paixão e da religião de Jacobina. 26 Disponível na Internet:

27 Jacobina: a líder dos Muckers Por Elma Sant'Ana * Resumo: Jacobina foi uma mulher à frente de seu tempo. Sua biografia revela uma mulher forte e persistente na liderança político-religiosa e, ao mesmo tempo, uma mãe zelosa. Tentando evitar uma interpretação de caráter meramente inquisitório ou apologético, o presente texto apresenta um retrato de Jacobina, enfocando dois aspectos específicos: dados de sua biografia particular e do seu estado de saúde, este um dos temas mais controversos da pesquisa sobre os Muckers. Uma introdução e uma conclusão amplas inserem no texto dados sobre o movimento como um todo. Introdução: Feiticeira? Charlatã? Doente? Curandeira? A encarnação feminina de Cristo? Jacobina Mentz Maurer foi chamada de tudo. Não custava ser chamada também de prostituta. Jacobina foi o centro do episódio conhecido como os Muckers, acontecido no Morro do Ferrabrás, em Sapiranga, RS. O final, em 1874, foi trágico, com algumas dezenas de mortos. Aproximadamente 150 colonos alemães, isolados, acreditando no fim do mundo, foram atacados pelo Exército e por outros colonos incentivados pela Igreja e pela imprensa. Reagiram com violência. Não se pretende fazer a defesa de Jacobina Mentz Maurer, essa colona de origem alemã, nascida em Hamburgo Velho, afamada pelo episódio dos Muckers do Ferrabrás. * Elma Sant'Ana é geógrafa, pós-graduada em folclore, atualmente coordenadora do Instituto Anita Garibaldi. Tem inúmeras publicações sobre história do Rio Grande do Sul. Seu livro mais recente, do qual retirou elementos para compor esse texto, é Jacobina, a líder dos Muckers, editado pela AGE, em Porto Alegre, RS, em Disponível na Internet: 27

28 Jacobina ordenou a violência, é certo. Talvez não fosse uma mãe modelo, nem uma mulher dedicada ao marido, como seria normal esperar-se no meio em que vivia. Mas Jacobina não foi uma mulher comum para sua época. Hoje seria, quem sabe, uma médium, uma umbandista bem-sucedida, como imagina Antonio Augusto Fagundes, em seu livro As Santas Prostitutas, sobre as devoções populares. O certo é que seus transes espirituais, nos dias de hoje remetidos ao campo da parapsicologia, foram interpretados à época como sinais de Deus apontando um novo caminho, o que desagradou muita gente a sua volta, principalmente as autoridades constituídas, para quem o poder de Jacobina sobre aqueles rebeldes Muckers ameaçava a ordem social. (Enviam-se soldados bem armados para combater os colonos do Ferrabrás, que eram aproximadamente 150, entre homens, mulheres e crianças). A violência não demorou para instalar o ódio na região de Sapiranga. E o desfecho não poderia ser outro que não as crueldades do dia dois de agosto de Onde é derramado sangue e onde as vítimas são tratadas com injustiça, surgem, e terão que surgir, movimentos que por muito tempo agitarão o povo. Assim, surgiram com quase todas as religiões: sangue e injustiça são os promotores de grandes acontecimentos sobre os quais a historiografia terá que escrever um dia, diz Hunsche. E assim, o último livro sobre os Muckers ainda não foi escrito. A problemática não está esgotada. O que foi escrito até agora, sempre ou quase sempre, excetuando-se Moacyr Domingues, os demais o fazem com uma intenção: são engagé (engajados), e a historiografia pede a verdade, unicamente a verdade. Ambrósio Schupp escreveu sua história sobre os Muckers com o fito de dizer aos seus fiéis: é isso que acontece quando a gente lê a Bíblia! Leopoldo Petry foi informado por parte da mãe dele que os Muckers eram pessoas boas. Apesar de ser católico, ele começou a lutar pela justiça dos Muckers e ultrapassou um pouco ou bastante o limite histórico, fazendo deles uma espécie de gente boa. Eles não foram 28 Disponível na Internet:

29 uma gente boa, mas também não foram aquilo que está nos livros em geral. Simplesmente, devem ser melhor estudados. 1 Os Muckers eram trabalhadores. Pertenciam ao grupo as famílias mais respeitáveis, mais religiosas, mais abastadas. Portanto, não é verdade o que se tem afirmado de que seria um bando de criminosos, um movimento comunista ou um movimento religioso. Este grupo esforçou-se por um cristianismo sem ostentação e tornou-se, assim, a consciência ambulante para os fariseus, para os justiceiros. Eles viram lá o que os padres e pastores não viram, conclui Hunsche. Nos tempos recentes tem se procurado, com a versão dos vitoriosos suficientemente conhecida, resgatar o outro lado da história. É o que se almeja aqui, onde se procura ajudar a entender Jacobina. Não se comete a imprudência de afirmar que obtivemos uma visão perfeitamente imparcial. A minha condição de mulher naturalmente pesa na interpretação de uma outra figura feminina, tão controvertida quanto Jacobina. Como deixar de ver na acusada sua missão de mãe, por exemplo, às voltas com uma maternidade que lhe significou seis filhos em oito escassos anos? Como deixar de flagrar sinais inequívocos de corriqueira puberdade quando a História descobre os primeiros indícios de seus problemas psicológicos aos doze anos? Como deixar de comover-se com a mulher que, coagida por ter assumido seu papel de líder, separa-se de seus filhos, desconhecendo o rumo por eles tomado? De todo modo, procurou-se aqui não incorrer em erros que tanto têm deformado a visão desse evento social. 1 Carlos Henrique Hunsche, um dos maiores pesquisadores sobre os Muckers. Nasceu a 25 de julho de 1913 em São Sebastião do Caí, RS. Autor de numerosos trabalhos, principalmente genealógicos e referentes à imigração e colonização alemã no sul Brasil. Cadeira nº 5 do Instituto Histórico de São Leopoldo. Faleceu em 14 de março de 1986, na Áustria. Disponível na Internet: 29

30 Biografia de Jacobina e roteiro do episódio Mucker Nome: Jacobina Mentz Maurer Nascimento: junho de 1841 ou Nasce em Hamburgo Velho, RS. Filha de André Mentz e Maria Elizabeth Müller. Ambos alemães. Profissão: dona de casa. 4 de abril de 1854: É crismada em Hamburgo Velho. Aos nove anos, perde seu pai. Passa a sofrer influência de sua mãe, uma mulher muito religiosa e de princípios rígidos. Aos doze anos, começam seus estranhos ataques. Na escola, passa por aluna de difícil percepção. Doutor Hillebrand aconselha a família que procure, "o quanto antes", um casamento para Jacobina. 26 de abril de 1866: Casa com o carpinteiro João Jorge Maurer, descrito como um homem insinuante, boa índole, de trato amável. O casamento é realizado em Hamburgo Velho. 1867: Nascimento de seu primeiro filho, Jacob, que desaparece das cenas do Ferrabrás e ressurge em registros de 1920, em Uruguaiana, como eficiente pregador da Igreja Adventista do Sétimo Dia e carpinteiro, como o pai. Jacobina adoece de repente. Fica muda e alheia a tudo. No segundo semestre, mudam-se para Ferrabrás, cenário dos acontecimentos do episódio conhecido como Mucker. 1868: Nascimento de seu segundo filho, Henrique. Aparecimento de Buchorn, que ensina Maurer a praticar o curandeirismo, o que o tornará famoso. São atraídos os primeiros seguidores da seita, mas não despertam mais que olhares atravessados dos católicos, dos comerciantes e das autoridades. Maurer passa a ser considerado o Wunderdocktor, ou seja, o Doutor Maravilhoso. 1869: Nascimento de seu terceiro filho: Francisco Carlos. 30 Disponível na Internet:

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