Passiflora incarnata L. (Maracujá): ASPECTOS HISTÓRICOS,

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Passiflora incarnata L. (Maracujá): ASPECTOS HISTÓRICOS,"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO DE RECURSOS NATURAIS FRANCIELE LOCKS Passiflora incarnata L. (Maracujá): ASPECTOS HISTÓRICOS, TAXONÔMICOS, CULTIVO E UTILIZAÇÃO NA MEDICINA POPULAR E CIENTÍFICA CRICIÚMA, DEZEMBRO 2005

2 FRANCIELE LOCKS Passiflora incarnata L. (Maracujá): ASPECTOS HISTÓRICOS, TAXONÔMICOS, CULTIVO E UTILIZAÇÃO NA MEDICINA POPULAR E CIENTÍFICA Monografia apresentada à Diretoria de Pósgraduação da Universidade do Extremo Sul Catarinense- UNESC, para a obtenção do título de especialista em Gestão de Recursos Naturais. Orientadora: Professora. Angela Erna Rossato CRICIÚMA, DEZEMBRO 2005

3 AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus, pois mesmo quando estive distante, Ele sempre esteve ao meu lado. Aos meus pais, Waldir e Therezinha, que durante quatro anos na graduação em Ciências Biológicas e mais um ano e meio na especialização em Gestão em Recursos Naturais, proporcionaram meus estudos, incentivando-me no decorrer desses anos, vibrando com minhas conquistas e sobretudo me apoiando nos momentos mais difíceis e para nunca desistir. Aos meus irmãos Silvia e Franck, que como meus pais estavam sempre incentivando, vibrando com minhas conquistas, vitórias e derrotas. Aos meus amigos e colegas, em especial ao meu amigo Alecsandro S. Klein, que me ajudou muito na disciplina de Botânica, e a todos aqueles que de alguma forma colaboraram. A minha orientadora Angela Erna Rossato, que dedicou muitas horas do seu tempo com sua sabedoria e experiência, me auxiliando na presente monografia.

4 Se não houver frutos Valeu pela beleza das flores Se não houver flores Valeu pela sombra das folhas Se não houver folhas Valeu pela intenção das sementes... Henfil

5 RESUMO As plantas medicinais tem seu uso respaldado em muitos anos de utilização, mas recentemente vem crescendo o interesse em transformá-las em medicamentos fitoterápicos. No entanto para que uma planta medicinal atinja este patamar sua eficácia terapêutica e ausência de toxicidade devem ser avaliados e comprovados, através da utilização dos métodos modernos de análise a que estão submetidos os medicamentos sintéticos. O principal ponto de partida para as pesquisas com plantas medicinais é a utilização popular, e estas após validação estão respaldadas cientificamente para uso da população nas suas necessidades básicas de saúde, bem como obtenção do registro como medicamento. Entretanto, apesar do avanço, poucas plantas são validadas cientificamente, pois a pesquisa científica, não consegue alcançar a velocidade e a totalidade do uso e das indicações terapêuticas da medicina popular. Neste contexto foi realizado um levantamento bibliográfico da espécie Passiflora incarnata, através da coleta de dados da literatura abordando aspectos históricos, taxonômicos, de cultivo e utilização na medicina popular e científica visando o conhecimento e o uso racional da mesma tanto pela comunidade acadêmica bem como pela comunidade em geral.. Palavras-chave: Passiflora incarnata; fitoterapia; planta medicinal; fitoterápicos..

6 LISTA DE ANEXOS Figura 1 Aspecto geral de Passiflora incarnata L.(maracujá)...26 Figura 2 Detalhe das folhas Passiflora incarnata L.(maracujá)...26 Figura 3 Detalhe de uma flor Passiflora incarnata L.(maracujá)...26 Figura 4 Detalhe de um fruto Passiflora incarnata L.(maracujá)...26

7 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS AAS Ácido acetil salicílico ANVISA Agência Nacional de Vigilância Sanitária IMAO Inibidora de monoamina oxidase OMS Organização Mundial da Saúde

8 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO HISTÓRICO DA FITOTERAPIA Conceitos e Definições Passiflora incarnata L. (Maracujá) Histórico Taxonomia Principais constituintes químicos de interesse farmacológico CULTIVO Como Plantar e Manejar o Maracujá Semeadura Preparo do Solo Sistema de Sustentação Coveamento Adubação Transplante das Mudas Podas Culturas Consorciadas Controle do Mato Controle de Pragas e Doenças Pragas Doenças Colheita Secagem Cuidados que antecedem a secagem Métodos de Secagem Armazenamento e Embalagem MEDICINA POPULAR MEDICINA CIENTÍFICA Indicações e Ações Terapêuticas Posologia Via de Administração Contra-Indicações e Precauções Toxicidade Efeitos Colaterais CONCLUSÃO...50 REFERÊNCIAS...52 ANEXOS...55

9 11 1 INTRODUÇÃO O uso das espécies vegetais, como fins de tratamento e cura de doenças e sintomas, remonta o início da civilização, desde o momento em que o homem despertou para a consciência e começou um longo percurso de manuseio, adaptação e modificação dos recursos naturais para o seu próprio benefício. Está prática milenar, atividade humana por excelência, ultrapassou todas as barreiras e obstáculos durante o processo evolutivo e chegou até os dias atuais, sendo amplamente utilizada por grande parte da população mundial como fonte de recurso terapêutico eficaz. (STASI, 1996). A utilização das plantas medicinais pelo povo faz parte da cultura, como resultado das experiências de gerações passadas, que foram transmitidas por meio de aprendizagem consciente e inconsciente. O resultado empírico das virtudes curativas dos vegetais remonta a épocas antigas, quando o homem primitivo escolhia os prados e selvas, guiado pelo instinto ou outra sugestão, a erva para acalmar a dor e curar o próprio mal. Portanto, a Fitoterapia é contemporânea ao início da humanidade. (PANIZZA, 1997). O uso de produtos de origem vegetal para o tratamento de problemas de saúde é muito popular e conhecido tecnicamente como fitoterapia. Essa prática é bastante ampla e mundialmente reconhecida, tendo diversos enfoques práticos. Muitas plantas medicinais, por serem elementos participantes de rituais místicos e esotéricos, fazem uma interface ou muitas vezes são vítimas de confusão com bruxarias e crendices; sendo assim socialmente destituídas de suas propriedades medicinais. Pelo fato de ser popularmente bem aceito o uso de plantas medicinais

10 12 para promover a cura de enfermidades, muitas vezes a fitoterapia, é vítima do charlatanismo e da ignorância, que juntos podem associar descrédito à fitoterapia e risco para a população em geral. (BRESOLIN, 2003). Fitoterapia, é uma forma terapêutica alopática que utiliza plantas medicinais para amenizar ou curar uma doença (Nascimento, 1996). A utilização ponderada e racional das plantas medicinais como suporte terapêutico, pode ser considerada uma forma simples, de baixo custo e bastante eficaz de promover a saúde. (CÔRREA, 1998). Entre as plantas medicinais, destaca-se a Passiflora incarnata L. (maracujá), utilizada popularmente como sedativa, tranquilizante, antiespasmódica, no combate ao stress, entre outros. Sua propriedade sedativa já esta amplamente validada. A Passiflora incarnata integra a Lista de Registro Simplificado de Fitoterápicos da RE 89, de 16 de março de 2004/ ANVISA, onde reforça a validação e a comprovação da propriedade sedativa da planta e seu uso como fitoterápico. Diante disso o presente estudo, propõe um levantamento bibliográfico sobre os aspectos históricos, taxonômicos, de cultivo e utilização na medicina popular e científica da Passiflora incarnata L. (maracujá), tendo como objetivo promover o uso racional desta planta.

11 13 2 HISTÓRICO DA FITOTERAPIA No ano 3000 a.c a China dedicava-se ao cultivo de plantas medicinais e atualmente, mantém laboratórios de pesquisa e cientistas trabalhando exclusivamente para desenvolver produtos farmacêuticos com ervas medicinais de uso popular. (MARTINS, 2000). Sabe-se também que, desde 2300 a.c, os egípcios, assírios e hebreus cultivavam diversas ervas e traziam de suas expedições tantas outras. Com estas plantas, chegavam a criar purgantes, vermífugos, diuréticos, cosméticos e especiarias para a cozinha, além de líquidos e gomas utilizados no embalsamento de múmias. (MARTINS, 2000). Na antiga Grécia, as plantas e o seus valores terapêuticos ou tóxicos eram muito conhecidos. Hipócrates ( a.c), denominado o Pai da Medicina, reuniu em sua obra Corpus Hipocratium a síntese dos conhecidos médicos de seu tempo, indicando para cada enfermidade o remédio vegetal e o tratamento adequado. (MARTINS, 2000). No começo da Era Cristã, Dioscórides enumerou em seu tratado, De Matéria Médica, mais de 500 drogas de origem vegetal, descrevendo o emprego terapêutico de muitas delas. (MARTINS, 2000). Na Idade Média, a medicina e o estudo das plantas medicinais estagnaram-se por um longo período. Os eventos históricos que surgiram na Europa, como ascensão e queda do Império Romano e o fortalecimento da Igreja Católica, exerceram enorme influência sobre todo o conhecimento existente na época, incluindo-se aqui as informações a cerca de plantas medicinais. (MARTINS, 2000).

12 14 Planta medicinal é todo vegetal que contém em um ou vários de seus órgãos substâncias que podem ser empregadas para fins terapêuticos ou precursores de substâncias utilizadas para tais fins. Chama-se de farmacógeno a parte usada do vegetal os órgãos vegetais nos quais estas substâncias ocorrem em quantidades maiores, e, por esta razão, são empregadas como matéria-prima do medicamento. (AKISSUE, 2003). O emprego de plantas medicinais na recuperação da saúde tem evoluído ao longo dos tempos desde as formas mais simples de tratamento local, provavelmente utilizada pelo homem das cavernas até as formas tecnologicamente sofisticadas da fabricação industrial utilizada pelo homem moderno. Mas, apesar das enormes diferenças entre as duas maneiras de uso, há um fato comum entre elas: em ambos os casos o homem percebeu, de alguma forma, a presença nas plantas a existência de algo que, administrado sob a forma de mistura complexa como nos chás, garrafadas, tinturas ou cápsulas, tem propriedade de provocar reações benéficas no organismo capazes de resultar na recuperação da saúde. Este algo atuante é o que se chama de principio ativo. (LORENZI, 2002). O advento da Revolução Industrial proporcionou a produção em larga escala de vários tipos de produto, incluindo medicamentos. Na nascente indústria farmacêutica era grande o interesse pelas plantas medicinais, estudando-se sua composição e os efeitos farmacológicos de seus distintos constituintes. Partiu-se assim para a síntese dos princípios ativos, empregando-as então de forma ampla na terapêutica de diversas entidades nosológicas. Desse vertente temos: o ácido acetil salicílico (AAS), atropina, digitálicos, efedrina, mentol, alguns opiáceos, pilocarpina, quinino, reserpina, teofilina, vimblastina, vincristina, entre uma grande quantidade de fármacos obtidos a partir de plantas. (CÔRREA, 2002).

13 15 A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que mais de 3 bilhões de pessoas em todo o planeta (cerca de 80% do total de habitantes) confiam nas chamadas medicinais tradicionais para as suas principais necessidades em nível de saúde. É notório que dentro das medicinas tradicionais as ervas tenham grande emprego e importância. (CÔRREA, 2002). O Brasil tem uma riquíssima e vasta floresta e, na rica diversidade biológica da Mata Atlântica, há uma fábrica natural de medicamentos baratos e eficazes. A flora brasileira tem cerca de 15 mil espécies diferentes de ervas ou plantas que constitui um caminho inesgotável para os pesquisadores da fitologia. Os cientistas de todo o mundo não tem mais dúvidas: a cura de doenças graves como o câncer e a AIDS existe, e está guardada nas florestas, sobretudo nas florestas tropicais que cobrem o Brasil e outros países da América latina. (FRANCO, 1996). Aproximadamente 25% dos fármacos empregados, atualmente, nos países industrializados advêm, direta ou indiretamente, de produtos naturais, especialmente de plantas superiores. No entanto, durante os últimos 20 anos, os fármacos de origem natural que apareceram no mercado são, em proporção majoritária, oriundos de pesquisas científicas realizadas na China, na Coréia e no Japão, sendo que a contribuição dos países ocidentais neste período foi bem menos. (YUNES, 2001). Recentemente o interesse pelo emprego de produtos naturais vegetais em remédios, em particular, pela fitoterapia (tratamento de doenças com plantas) tem gerado grande interesse de médicos e do público em geral. (LADEIRA, 2002). A fitoterapia cresce em importância na medida em que o homem vai se tornando pequeno frente ao desenvolvimento tecnológico espantoso, que ele mesmo criou. Este mesmo conhecimento tecnológico levou-o a perceber o quanto estava se

14 16 afastando da natureza, de quem sempre tanto recebeu. (TESKE, 1997). 2.1 CONCEITOS E DEFINIÇÕES A fitoterapia, cujo princípio está na alopatia, que é a cura pelo oposto Contraria contrariis curantur, diferenciando-se desta pelo uso de preparados tradicionais padronizados, eficazes, com inocuidade e qualidade controlados, elaborados de plantas medicinais e não preconizando o uso de substâncias quimicamente definidas, isoladas, purificadas e de estrutura molecular determinada. (CAÑIGUERAL, 1998; DUNFORD, 2001). Etimologicamente a fitoterapia, terapêutica com plantas, se define como a ciência que estuda a utilização dos produtos de origem vegetal com finalidade terapêutica, seja para prevenir, para atenuar ou para curar um estado patológico, neste contexto utiliza plantas medicinais e fitoterápicos. (CAÑIGUERAL, 1998). Os medicamentos fitoterápicos são aqueles cujos os ingredientes ativos estão constituídos por produtos de origem vegetal, que devem ser convenientemente preparados, dando-lhes a forma farmacêutica mais adequada para sua administração ao paciente. Portanto para a elaboração de medicamentos fitoterápicos podem empregar principalmente drogas vegetais, que geralmente se apresentaram trituradas ou pulverizadas; produtos obtidos por extração; princípios ativos purificados. (CAÑIGUERAL, 2003). No Brasil, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em março de 2004 publicou a Resolução nº 48, que regulamenta o registro de fitoterápicos no país. De acordo com essa nova Resolução definiu-se o produto fitoterápico como: Medicamento obtido empregando-se exclusivamente matérias-primas ativas vegetais. É caracterizado pelo conhecimento da eficácia e dos riscos de seu uso, assim como pela reprodutibilidade e constância de

15 17 sua qualidade. Sua eficácia e segurança é validada através de levantamentos etnofarmacológicos de utilização, documentações tecnocientíficas em publicações ou ensaios clínicos fase 3. Não se considera medicamento fitoterápico aquele, que, na sua composição, inclua substâncias ativas isoladas, de qualquer origem, nem as associações destas como extratos vegetais. As plantas medicinais, no entanto são conceituadas, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) como sendo qualquer planta que possua em um ou em vários de seus órgãos, substâncias que podem ser utilizadas com finalidade terapêutica o que são precursores para a química farmacêutica. (CAÑIGUERAL, 2003). Para conseguir um uso racional da fitoterapia é necessário existir uma base científica que apóia a eficácia de muitos produtos fitoterápicos para determinadas indicações. A eficácia se consegue com o uso adequado dos preparos fitoterápicos, tanto no que se refere as indicações como a forma de administração. Em geral, portanto, a fitoterapia necessita dispor de medicamentos a base de plantas com qualidade, segurança e eficácia, assim como ferramentas de informações rigorosas e confiáveis para os profissionais sanitários, além disso, proporcionar a oportunidade de adquirir uma formação sólida em fitoterapia. (CAÑIGUERAL, 2003). Segundo a OMS, para o uso racional é preciso que se prescreva o medicamento apropriado, que esteja disponível a um preço acessível, que seja distribuído e dispensado adequadamente, e que seja utilizado na dose e posologia indicadas. O medicamento deve ser eficaz, seguro e de qualidade comprovada. A necessidade de promover o uso racional dos medicamentos, contudo, não diz respeito somente à questão financeira. Seu uso apropriado é, antes de tudo, o pilar da qualidade da atenção a saúde oferecida ao paciente e a comunidade.

16 18 (OMS, 2002). O conceito que as pessoas tem de que as plantas são remédios naturais e, portanto, livre de riscos e efeitos colaterais, deve ser reavaliado. O estabelecimento da dose adequada e eficiente é provavelmente o aspecto mais controverso da fitoterapia contemporânea. Doses inadequadas, subdoses, estão relacionadas com a ineficácia da terapêutica com fitoterápicos e a sobredose, com o risco potencial de intoxicação. De maneira geral, as doses inadequadas tem como conseqüência um alto índice de mortalidade, infecções, enfermidades crônicas e mentais, o que justifica cuidados especiais na preparação e no consumo de plantas medicinais. (FERREIRA, 2002). Embora os questionamentos e limitações na utilização de fitoterápicos sejam muitos e o caminho para a utilização racional destes recursos seja ainda permeado de obstáculos, acredita-se firmemente que é possível e necessário, adotar a idéia de uso racional e, aos poucos, materializá-la com atitudes. (Rates, 2001). Se a intenção é utilizá-los como medicamentos devem ter sua eficácia comprovada e seu risco de toxicidade eliminada. Para isso devem ser analisados segundo os métodos modernos de análise que hoje são empregados para os medicamentos sintéticos. (RATES, 2001). A Legislação Brasileira, avançou muito neste aspecto nos últimos anos. A atual RDC que vigora atualmente sobre o Registro de medicamentos fitoterápicos, a RDC 48, de 16 de março de 2004, no seu artigo 8, quando fala sobre a segurança de uso e a(s) indicação(ões) terapêutica(s), relata que estas devem ser validadas através de 3 opções.

17 19 1 Atingir no mínimo 6 pontos com estudos publicados entre as obras da Lista de Referências Bibliográficas para a Avaliação de Segurança e Eficácia de Fitoterápicos; lista esta que consta na RE 88 de 16 de março de 2004; 2- Apresentar comprovação de segurança de uso ( toxicologia pré-clínica, toxicologia clínica) e de eficácia terapêutica ( farmacologia pré-clínica e farmacologia clínica) do medicamento. Os ensaios clínicos deverão atender as exigências estipuladas pelo Conselho Nacional de Saúde CNS; 3- Apresentar levantamento bibliográfico (etnofarmacológico e de utilização, documentações técnico-científicas ou publicações), que será avaliado conforme os critérios que seguem: Indicação de uso deve ser episódico ou para curtos períodos de tempo, coerência com relação às indicações propostas, ausência de risco tóxico ao usuário, ausência de grupos ou substâncias químicas tóxicas ou presentes dentro de limites comprovadamente seguros e comprovação de uso seguro por um período igual ou superior a 20 anos. ( ANVISA, 2004). Neste contexto o registro de um medicamento fitoterápico valida a planta medicinal e sua indicação terapêutica e os estudos tanto de cunho científico como popular impulsionam a validação e o uso racional de plantas. 2.2 Passiflora incarnata L. (Maracujá) Histórico A Passiflora incarnata L. é uma planta nativa do sul da América do Norte, conhecida no Brasil como maracuiá, palavra de origem indígena cujo o significado é comida preparada em cuia, derivado Flos Passionis, por uma relação mística

18 20 com a Paixão de Cristo, os escritores do século XVI consideravam bastante simbólicas as partes da flor do maracujá. O simbolismo atribui-se: à parte feminina, constituída por um estigma tripartido representando às três pessoas da Santíssima Trindade; à parte masculina, composta de cinco estames simboliza as Chagas de Cristo; à corola, que representaria a coroa de espinhos; à gavinha, que representaria o chicote. Esta planta foi enviada ao Paulo V, que mandou cultivá-la em Roma, informando que ela representaria uma revelação divina. (REITER, 1998). O uso do maracujá data da época da colonização das Américas pelos espanhóis, que aprenderam à usá-las com os índios Astecas, tornando-se rapidamente conhecida na Europa como sedativo, calmante, antiespasmódico e tônico dos nervos, através de relato feito por um médico espanhol no ano de 1569, sobre o uso do seu chá pelos indígenas no Peru. (LORENZI, 2002). Na América do Norte, sua introdução se deu em meados de 1800, por aceitação do chá usado pelos índios e escravos na região sul dos Estados Unidos como sedativo e remédio para dor de cabeça. (LORENZI, 2002). A primeira referência ao maracujá no Brasil, foi em 1587 no tratado descritivo do Brasil como erva que dá fruto. Foi Nic Monardis quem 1569, descreveu a primeira espécie do gênero Passiflora, a saber Passiflora incarnata L., mas sob o nome de Granadilla. (REITER, 1998) Taxonomia Divisão: Magnoliophyta Classe: Magnoliopsida Sub-Classe: Dilleniidae

19 21 Ordem: Violales A ordem violales incluem as seguintes famílias: Flacourtiaceae, Peridiscaceae, Stachyuraceae Violaceae, Scypthostegiaceae, Turneraceae, Malesherbiaceae, Passifloraceae, Aschariaceae, Cistaceae, Bixaceae, Sphaerosepalaceae, Cochlospermaceae, Tamarecaceae, Frankeniaceae, Elatinaceae, Caricaceae, Loasaceae, Datiscaceae e Begoniaceae. (JOLY, 1966). Consiste de 24 famílias com aproximadamente 500 espécies: as espécies mais primitivas são árvores com folhas alternas e estípulas; flores hipóginas, polipétalas com numerosos estames. (CRONQUIST, 1988). Família: Passifloraceae Compreende esta família 12 gêneros com cerca de 600 espécies com distribuição marcadamente tropical, principalmente nas Américas e na África. São plantas herbáceas ou lenhosas, em geral trepadeiras, com gavinhas e nectários extraflorais, folhas de disposição alternas, inteiras ou variadamente lobadas, às vezes com formas inusitadas, com estípulas. Flores muito vistosas, grandes e hermafroditas, cíclicas, diclamídeas, de simetria radial e com um androginóforo bem desenvolvido (Passiflora). Sépalas e Pétalas 5, estas muitas vezes ungüiculadas. Corona petalóide fimbriada bem desenvolvida e muito vistosa na flor. Estames simples, no alto de um androginóforo. Ovário súpero, no ápice do androginóforo, tricarpelar, unilocular, com muitos óvulos de placentação parietal. Estiletes e estigmas. Frutos baciforme, indeiscente, com muitas sementes envoltas em arilo carnoso (JOLY, 1966).

20 22 Compreende esta família 16 gêneros, com cerca de 650 espécies; de regiões tropicais e subtropicais, especialmente América e África. São plantas escandescentes, herbáceas ou lenhosas, com gavinhas; folhas alternas, inteiras ou lobadas, raramente compostas, muitas vezes com nectários extraflorais no pecíolo; estípulas presentes, às vezes foliáceas. Flores hermafroditas, isoladas ou em inflorescência cimosas. Androginóforo, com Gineceu no ápice e Androceu mais baixo; Gineceu unilocular. Fruto cápsula ou baga (CRONQUIST, 1988). Principais espécies: Passiflora alata, Passiflora edulis, Passiflora incarnata, esta última espécie é a única validada pela ANVISA. Fórmula Floral: K5C5A5G(3-5)S*.PS2- K5 : Cálice com 5 sépalas livres entre si; C5 : Corola com 5 pétalas livres entre si; A5 : Androceu com 5 estames livres entre si; G(3-5) : Gineceu de 3 a 5 carpelos unidos entre si; S* : Ovário súpero simetria radial ou flor actinomorfa; PS2- : Primórdio Seminal de 2 a número indefinido. Gênero: Passiflora O gênero passiflora compreende trepadeiras herbáceas ou lenhosas, podendo apresentar-se como ervas e arbustos de hastes cilíndricas ou quadrangulares, angulosas, suberificadas, glabras ou pilosa (FELLER, 1967).

21 23 Espécie: Passiflora incarnata L. A espécie Passiflora incarnata L., é uma herbácea, trepadeira, pouco vigorosa, com flores perfumadas de cor branca na parte interna das pétalas e azulclara ou rosada na corona. Folhas simples, alternas, profundamente trilobadas, pecioladas, serradas e finamente pubescentes, tendo nas axilas estípulas e gavinhas. Frutos ovalados, de cor verde-clara com polpa branca. Nativa na região compreendida entre o sul dos Estados Unidos até a Argentina. (LORENZI, 2002). Farmacógeno _ Partes medicinais: folhas, flores e frutos (NEWALL, 2002). Nomes populares: Maracujá, passiflora, maracujá-melão, maracujásilvestre, maracujá-açú, maracujá-guaçú, maracujá-suspiro, grenadilla, maracujámirim, passiflora-vermelha-de-beira-rio. (NEWALL, 2002) Principais constituintes químicos de interesse farmacológico Alcalóides: (indólicos) harmana (principal), harmalina, harmalol, harmina, harmol. (NEWALL, 2002). A Passiflora incarnata é também a espécie mais estudada com relação aos alcalóides, nela foram detectados a harmina, harmol, harmalina, e harmalol ao lado de harmana. (PEREIRA, 2000). Flavonóides: vitexina, isovitexina e seus C. Glicosídeos, apigenina, glicosídeos de luteolina (como orientina, homooriotina, lucenina); campferol, quercetina e rutina (NEWALL, 2002). Os flavonóides encontrados em Passiflora incarnata são do tipo C- glicosídeo. Flavonóides C-glicosídeos são pigmentos polifenóicos abundantes em

22 24 plantas, que possuem atividade biológica e são de interesse quimiotaxonômico. Estas substâncias são também freqüentemente usadas como marcadores na análise de medicamentos fitoterápicos. (PEREIRA, 2000). Estudando diversos estágios de desenvolvimento da Passiflora incarnata L., verificaram que o teor de flavonóides é maior nas folhas. A mais alta concentração do flavonóide isovitexina ocorre no período que antecede a floração até o período de floração do vegetal. (PEREIRA, 2000). Outros componentes: maltol e etilmatol (derivados de y-pirona), passicol (poliacetileno), ácidos graxos (como ácido linoléico), ácido linolênico, ácido mirístico, ácido palmítico, ácido oléico, ácido fórmico, ácido butírico, sitosterol, estigmasterol, açúcar, goma. (NEWALL, 2002). Outras partes da planta: as cumarinas escopoletina e umbeliferona são encontradas nas raízes. (NEWALL, 2002).

23 25 3 CULTIVO O cultivo deve ser imprescendivelmente racional e produtivo. Em qualquer que seja a escala, seja ela em grandes áreas ou em microssistemas, o cultivo deve atender às necessidades básicas de quem o idealizou, não se esquecendo em momento algum que as plantas devem conter satisfatória concentração de princípios ativos. (CÔRREA, 2002). Comportamento é a adaptabilidade da planta ao ambiente onde está inserida, considera-se como ambiente a topografia, o solo (propriedades físicoquímicas e microbiológicas) e o clima (temperatura, chuvas, umidade relativa do ar e comprimento do dia), interagindo com plantas e animais (pássaros, insetos, etc.) numa dinâmica que determina o comportamento do maracujazeiro. (STEINBERG, 1988). O maracujá adapta-se em ambiente com temperaturas médias de 21º a 31ºC e um ótimo de 25ºC. É sensível a ventos, que prejudicam as brotações, em campos abertos de ventos aconselha-se o plantio de quebra ventos, com árvores como pinho, eucalipto, leucena, ou deixando matas nativas próximas, também para essa finalidade. É uma planta resistente a geadas leves e também às secas. (STEINBERG, 1988; CASTRO, 1995). Devido à redução das horas de luz, no inverno não ocorre a floração do maracujá e conseqüentemente não há a produção de frutos. Na primavera, com o aumento das horas de luz, inicia-se a floração do maracujá, cuja abertura de flores se dá a partir do meio-dia e durante toda a tarde, quando ocorre a polinização. (STEINBERG, 1988). O principal agente polinizador natural dos maracujás é a abelha

24 26 mamangava (Xylocopa frontalis) havendo uma estreita co-adaptação entre a morfologia desse inseto e a da flor do maracujá. Assim, matas nativas próximas devem ser preservadas, no intuito, também de conservar os polinizadores naturais, principalmente a mamangava. (STEINBERG, 1988; REITER, 1998; PANIZZA, 1997). O outro tipo de polinização, é com a ajuda do homem, com auxílio de dedeiras de feltro, pode realizar a polinização, tocando flores abertas e depositando o pólen recolhido nos estigmas femininos de outras flores. (STEINBERG, 1988; REITER, 1998; PANIZZA, 1997). A polinização ocorre na parte da tarde; portanto, se forem usados produtos químicos para o controle de pragas e doenças, este deverá ser realizados pela manhã, para não comprometer os agentes polinizadores naturais dos maracujás. Sabemos, também, que as mamangavas são um dos agentes mais eficientes. (STEINBERG, 1988; REITER, 1998; PANIZZA, 1997). Na época do florescimento, coincidente com muita chuva e elevada umidade relativa do ar, ocorre o rompimento do grão de pólen, causando uma diminuição da polinização. Portanto, nos períodos de chuvas contínuas, sabendo que, após 60 a 85 dias da abertura das flores, quando se dá a maturação dos frutos, haverá uma queda na produção durante o mesmo período em que perdurarem as chuvas contínuas do período de florescimento. (STEINBERG, 1988; REITER, 1998). Quanto ao solo, a espécie adaptou-se aqueles levemente ácidos, com ph entre 5,5 a 6,0 bem drenados, até uma profundidade mínima de 45 cm de textura arenosa ou areno-argilosa. (STEINBERG, 1988; REITER, 1998).

25 Como Plantar e Manejar o Maracujá No manejo da cultura do maracujá, serão obedecidas as seguintes etapas: semeadura, preparo do solo, sistema de sustentação, coveamento, adubação, transplantes de mudas, podas, culturas consorciadas, controle do mato, controle de pragas e doenças e colheita. (STEINBERG, 1988) Semeadura A semeadura é o primeiro passo para se obter mudas de maracujá. Devese, escolher semente de frutos saudáveis, vistosos e grandes, sabendo, se possível a proveniência das plantas que o geraram, as sementes são secadas ao sol se estiverem com muita polpa, se não secá-las a sombra, em dias de baixa umidade, evitando assim, contaminação com fungos do ar. (STEINBERG, 1988). A semeadura é feita colocando-se 3 a 4 sementes em saquinhos de terra, preferencialmente de polietileno, de 30 cm de comprimento por 9 cm de diâmetro, e furados embaixo. Essas sementes são cobertas com 2-3 cm de terra peneirada. Os saquinhos devem conter 2 partes de terra e uma parte de composto orgânico ou esterco curtido. Após a germinação as plantinhas mais vigorosas são desbastadas, e quando atingirem 10 cm, faz-se novo desbaste, ficando apenas uma por saquinho, quando atingirem de cm, deverão ser transplantadas para o campo definitivo. A cobertura para a proteção das mudas contra o sol pode ser feita com ripas de bambu, folhas de bananeira, ramas de milho. (STEINBERG, 1988; MARTINS, 2000). Um outro tipo de cultivo é os canteiros, chamados também de sementeiras, que é constituída de um simples canteiro com 1m de largura por, no

26 28 máximo, 5 m de comprimento, situada em local não sombreado. Para proporcionar melhores condições de germinação, a sementeira deve apresentar um substrato leve e fértil, ou seja, com areia lavada e esterco de curral ou adubos orgânicos. A quantidade de areia e adubos varia, pois depende do solo e a quantidade de sementes (MARTINS, 2000). As sementes são feitas em sulcos transversais, ao maior comprimento do canteiro, distanciados entre si de 10 a 15 cm. A profundidade é, no máximo 1 cm, havendo casos em que as sementes de maracujá são simplesmente colocadas sobre o solo e comprimidas levemente, e em outros casos também as sementes podem ser semeadas a lanço. (CÔRREA, 1994; MARTINS, 2000) Preparo do Solo A planta alimenta-se quase que exclusivamente pelas raízes, que também são responsáveis por sua fixação. Por isso o preparo do solo é importantíssimo, pois compõem-se de sólidos, de líquidos e de uma mistura de gases. Na maioria dos solos as partículas minerais estão associadas à matéria orgânica ou húmus. (CÔRREA, 2000; CÔRREA, 1994). O ph do solo deve estar entre 5 a 6, portanto é relativamente resistente à acidez. (CASTRO, 1995; EPAGRI). Para se efetuar uma conservação do solo mais eficiente, é interessante ter-se faixas de vegetação de cana-de-açúcar, capim-napier ou erva-cidreira, que são gramíneas com raízes de grande retenção de solo. (STEINBERG, 1988). A limpeza do terreno, evitando queimada; Fosfatagem;

27 29 Aração a 30cm de profundidade; Calagem; Instalação do sistema de sustentação (espaldeiramento); Coveamento; Adubação das Covas; Transplante das mudas; Adubação de cobertura; Plantio de culturas consorciadas. (STEINBERG,1988; EPAGRI) Sistema de Sustentação O crescimento do maracujá deverá se manter num sistema de sustentação, uma vez que é planta trepadeira, utiliza-se um sistema de sustentação como caramanchões, treliças, paredes vazadas, estacas. O sistema de espaldeira utiliza postes espessos a cada 50 a 70 m e ripas mais finas de madeira ou bambu a cada 4 a 7 m. (STEINBERG, 1988) Coveamento São utilizadas para o plantio de maracujá covas com dimensões 30x30x30 cm e espaçamento 3 m entre plantas e 4 m entre linhas, o espaçamento é variável em função do crescimento da planta, é importante conhecer o espaçamento adequado, pois um espaçamento limitado cria um microclima mais úmido, favorecendo a instalação de doenças, além de uma competição por luz, água e até nutrientes. (STEINBERG, 1988; MARTINS, 2000).

28 30 As covas devem ser de 30 cm de profundidade por 30 cm de diâmetro como citado anteriormente, sobretando-se que a terra dos primeiros 15 cm deverá ser colocada por baixo e a terra debaixo misturada com adubo, colocada por cima. Toda a terra deverá ser recolocada na cova, prensada, mas sem excesso de compactação, evitando-se, deixar espaço de ar entre a terra da cova e o restante do solo. O excesso ou a pouca compactação pode ser uma barreira para o crescimento das raízes. (STEINBERG, 1988) Adubação A planta, para realizar o seu ciclo de vida, necessita de luz, água e nutrientes minerais. Da luz, a planta sintetiza energia para o desenvolvimento de suas atividades biológicas através do processo fotossintético. Dos nutrientes minerais, a planta nutre-se, bioquimicamente, possibilitando a formação dos tecidos, as reações químicas para a nutrição (substâncias nutritivas) e para a defesa (substâncias alelopáticas). A água é o solvente natural da seiva para transporte das substâncias brutas e elaboradas. (STEINBERG, 1988). A adubação pode efetuar-se antes do plantio e durante o cultivo. Ela deve ser feita com o objetivo de melhorar a fertilidade, corrigir a acidez existente, promover condições favoráveis ao bom desenvolvimento da espécie, como também a melhoria das condições físicas do solo no que refere à estrutura, porosidade, retenção de umidade, dentre outros aspectos. A adubação pode ser constituída de: esterco animal; restos de culturas; húmus de minhocas;

29 31 adubação verde; composto orgânico. (CÔRREA, 1998). A adubação de cobertura utiliza-se quando o maracujá foi plantado no fim da estação das águas ou após 60 dias do transplante para maracujás plantados mais cedo, sugere-se para solos com baixo teores de fósforo e potássio uma adubação de cobertura com 6kg/cova de esterco de galinha. Para solos com médios e altos teores de fósforo e potássio usam-se 3kg/cova de esterco de vaca ou composto orgânico com 50g de super fosfato simples ou 2kg/cova de esterco de galinha. (STEINBERG, 1988) Transplante das Mudas Operação que consiste na transferência das mudas dos recipientes ou da sementeira, ou da sementeira para os recipientes e estes para o local definitivo, necessita de certos cuidados: Um dia antes, a irrigação deve ser suspensa, para endurecimento das mudas, ou seja, para facilitar a adaptação da muda ao local definitivo; O transplante deve ser feito nas horas mais frescas do dia, de preferência à tarde, ou durante todo o dia, em dias nublados; Irrigar logo após o transplante; Colocar cobertura morta ao pé da planta; Não esquecer de retirar os recipientes plásticos; Plantar a muda na mesma altura em que se encontrava na sementeira ou no recipiente; É aconselhável colocar algum tipo de proteção contra o sol, pelo menos nos

30 32 primeiros dias. (MARTINS, 2000) Podas Logo no início que a mudinha foi colocada no campo, escolhe-se o ramo vigoroso como principal, cortando-se os outros. Até o ramo principal não atingir o fio mais alto, todos o que surgirem deverão ser cortados, a fim de estimular ainda mais seu crescimento. Os ramos são cortados a uns 20 cm da próxima planta, não ocorrendo outra poda até que se encerre o ciclo de frutificação no outono (exceto para ramos doentes). A poda deve ser realizada com tesoura de corte afiado e desinfetada com álcool, evitando-se o esmagamento dos tecidos. (STEINBERG, 1988) Culturas Consorciadas As culturas consorciadas, além de conservarem o solo e possibilitarem maior diversidade vegetal do espaço, o que propicia geralmente menor incidência de pragas e doenças, proporcionam rendimento extra ao agricultor, cobrindo rapidamente os custos iniciais da instalação do maracujazal. (STEINBERG, 1988; CÔRREA, 1994). Antes de se instalar a cultura consorciada deve-se saber o tempo exato em que se deu o transplante do maracujá, pois se não haverá uma competição de nutrientes, água e luz, as culturas consorciadas devem ter o mínimo de absorção em períodos que não coincidam com a máxima absorção do maracujá. (STEINBERG, 1988; CÔRREA, 1994).

31 Controle do Mato O mato crescerá entre as linhas e entre as plantas de maracujá, principalmente se o solo estiver sem nenhuma cobertura vegetal viva ou morta. Nesse caso, recomenda-se a utilização de cobertura morta superficial sobre o solo, com restos culturais, palhas ou cascas de arroz, serragem, capim seco, sementes, folhas de bananeiras. Em caso de controle do mato com grades de tratores ou enxadas, não se deve aprofundá-las no solo, pois há riscos de traumatismos nas raízes. (STEINBERG, 1988) Controle de Pragas e Doenças Os insetos e microorganismos considerados, respectivamente, pragas e doenças são habitantes normais da flora, usando-a da mesma forma que o homem, ou seja, como alimento. Esses seres podem utilizar várias espécies de plantas ou serem específicos de determinada espécie. Contudo, ao longo da evolução, as plantas criam e aperfeiçoam inúmeros mecanismos próprios como autodefesa. Dentre esses mecanismos pode-se citar as substâncias repelentes estruturas de tecido externo resistentes, alterações químicas internas quando atacadas elaboração de estruturas celulares resistentes típicas, fenotípicas favoráveis a insetos, inimigos naturais dos insetos-pragas etc. (STEINBERG, 1988).

32 Pragas As pragas mais comuns dos maracujás são: pulgões, percevejos, lagartas e as moscas-das-frutas. (STEINBERG, 1988). Pulgões: São insetos muito pequenos, desprovidos de asas, medindo de 1 a 5 mm de comprimento. Vivem em colônias, encontradas nas partes mais tenras dos vegetais. Causam deformações nas folhas se brotos, prejudicando seu desenvolvimento, sendo vetores de doenças causadas por vírus, ou seja, possíveis agentes transmissores de doenças. Para o controle dos pulgões, quando ocorrer em pequenas infestações localizadas, aconselha-se simplesmente retirar os ramos, brotos e folhas que estejam contaminados, queimando-os. Em infestações mais intensas, o controle deve ser feito com um preparado contendo: sulfato de nicotina (40%) 1(100 a 150 g) ou extrato de fumo (1 a 1,5 kg); sabão neutro (500 g) e água (100 l). O sabão deve ser dissolvido em 5 l de água quente, diluindo-se depois em 90l de água. O extrato de fumo deve ser diluído em 5 l restantes de água. Adicionase, em seguida, lentamente, essa diluição do extrato de fumo a água com sabão, agitando o produto final. (STEINBERG, 1988; CÔRREA, 1994). Percevejos: Os percevejos são conhecidos popularmente como fede-fede, frade, percevejo-das-plantas, barata-d água, chupão ou barbeiro. Existem 3 grupos de percevejos, em termos de hábitos alimentares. (STEINBERG, 1988; CÔRREA, 1994). Fitófagos: Alimenta-se da seiva de plantas e, muitas vezes, causamlhes prejuízos; Predadores: Alimenta-se de sangue ou linfa de outros insetos,

33 35 principalmente de lagartas que por sua vez se alimentam das plantas. Esse grupo deve ser preservado, pela sua grande utilidade aos agricultores como inimigos de outras pragas; Hematófagos: São sugadores de sangue de mamíferos e aves, causadores de doenças graves, como a de Chagas, transmitida pelo percevejo conhecido como barbeiro. (STEINBERG, 1988). Os percevejos que causam prejuízos às plantações de maracujás são os fitófagos. Esses insetos causam prejuízos pela queda dos botões florais e frutos novos quando sugados. A primeira forma de controle, seria a catação manual de ovos, larvas e ninfas, no início da incidência. Os ovos ficam depositados na face inferior das folhas, em número de seis a nove, e as larvas e ninfas preferem os brotos. Controle para maior incidência: pó de dérris (rotinoma 50 g; emulsão saponácea de querosene (1 kg), água morna (10 l). (STEINBERG, 1988). Lagartas: Atacam a cultura de maracujá em períodos secos do ano, principalmente as brotações e as folhagens. As borboletas depositam os ovos na face inferior das folhas, originando as lagartas. Essas lagartas alimentam-se de folhas do maracujá até transformarem-se em pupa e, em seguida, em borboletas, que é a fase adulta. Controle utilizado são as mesmas fórmulas anteriores à base e extrato de fumo ou sulfato de nicotina, sabão, cal e água. (STEINBERG, 1988; CÔRREA, 1994). Moscas das Frutas: Atacam os frutos jovens ou maduros do maracujá. Quando depositam os ovos sobre os frutos liberam substâncias químicas no exterior. A larva entra no fruto e se alimenta da polpa. Quando vai se transformar em pupa, faz um orifício no fruto, caindo ao solo, onde se transformará em mosca

34 36 na forma adulta. Esse ciclo demora em torno de um mês, vivendo o adulto mais de dez meses. Em frutos jovens, as moscas das frutas causam enrugamento e queda prematura; em frutos maduros, provocam apodrecimento precoce. Controle ocorre com a coleta dos frutos atacados, colocando-os em buracos entre as linhas dos maracujás e cobrindo esses locais com telas de malha fina, o que permite a entrada e saída de uma vespinha, que é o inimigo natural da mosca. Esses buracos propiciarão a multiplicação dessas vespas. Aves nas proximidades também são importantes, pois, muitas delas, se alimentam das pupas e larvas que estão no solo. (STEINBERG, 1988) Doenças As doenças mais comuns nos maracujás são a antracnose, septoriose, cladosporiose, alternariose, fusariose e alguns nematóides. (STEINBERG, 1988; CÔRREA, 1994; REITER, 1998). Antracnose: Essa doença aparece em épocas de temperatura e umidade relativa do ar elevadas, o verão chuvoso é propício a essa doença. As folhas ficam com manchas circulares pardas, com bordos verdes-escuros; o caule fica com manchas alongadas, descoloridas, que se transformam em cancro, expondo tecidos internos; as flores e os frutos ficam com manchas oleosas, pardacentas, transformando-se em placa corticosa, deprimida e murcha. O combate a essa doença, é a utilização de plantas sadias, não sendo conveniente ter plantações antigas de maracujá ao lado das novas. Os ramos e os frutos doentes devem ser eliminados através de poda da planta. Quando houver alta incidência dessas doenças, é recomendado o uso da calda bordalesa preparada a partir de sulfato de

35 37 cobre (1 kg), cal virgem (1 kg) e água (100 l). O sulfato de cobre e a cal são diluídos em água, a aplicação da calda deve ser semanal. (STEINBERG, 1988; CÔRREA, 1994; REITER, 1998). Septoriose: Essa doença aparece em épocas de temperatura e umidade relativa do ar elevadas, o verão chuvoso é propício a essa doença. Desfolhamento total, manchas esparsas, escuras e translúcidas, amarelando e secando; no caule ocorre a morte de novos ramos. O combate a essa doença, é a utilização de plantas sadias, não sendo conveniente ter plantações antigas de maracujá ao lado das novas. Os ramos e os frutos doentes devem ser eliminados através de poda da planta. Quando houver alta incidência dessas doenças, é recomendado o uso da calda bordalesa preparada a partir de sulfato de cobre (1 kg), cal virgem (1 kg) e água (100 l). O sulfato de cobre e a cal são diluídos em água, a aplicação da calda deve ser semanal. (STEINBERG, 1988; CÔRREA, 1994; REITER, 1998). Cladosporiose: Manifesta-se em épocas frias do ano e na forma de verrugose, sempre que há frutos na planta. Nas folhas as manchas são circulares translúcidas e uma fina penugem parda e encarquilhamento; no caule ocorre a cancrose, tecido superficial com depressão que se rompe expondo o processo pulverulento, ramos fracos e quebradiços, principalmente em ramos novos; nas flores e frutos, ocorrem manchas circulares, escuras e cheias de um pó verdeacinzentado, nos frutos maiores formam verrugas, dando péssima aparência para consumo in natura, mas não prejudicam a polpa. O combate a essa doença, é a utilização de plantas sadias, não sendo conveniente ter plantações antigas de maracujá ao lado das novas. Os ramos e os frutos doentes devem ser eliminados através de poda da planta. Quando houver alta incidência dessas doenças, é recomendado o uso da calda bordalesa preparada a partir de sulfato de cobre (1

36 38 kg), cal virgem (1 kg) e água (100 l). O sulfato de cobre e a cal são diluídos em água, a aplicação da calda deve ser semanal. (STEINBERG, 1988; CÔRREA, 1994; REITER, 1998). Alternariose: Essa doença aparece em épocas de temperatura e umidade relativa do ar elevadas, o verão chuvoso é propício a essa doença. Nas folhas ocorrem pequenas manchas pardo-avermelhadas, murchamento e queda; nas flores e frutos ocorrem manchas os mesmos sintomas das folhas, não prejudicando a polpa. O combate a essa doença, é a utilização de plantas sadias, não sendo conveniente ter plantações antigas de maracujá ao lado das novas. Os ramos e os frutos doentes devem ser eliminados através de poda da planta. Quando houver alta incidência dessas doenças, é recomendado o uso da calda bordalesa preparada a partir de sulfato de cobre (1 kg), cal virgem (1 kg) e água (100 l). O sulfato de cobre e a cal são diluídos em água, a aplicação da calda deve ser semanal. (STEINBERG, 1988; CÔRREA, 1994; REITER, 1998). Bacteriose: Essa doença aparece em épocas de temperatura e umidade relativa do ar elevadas, o verão chuvoso é propício a essa doença. Nas folhas ocorrem manchas bem delimitadas por um anel pardo-escuro, aspecto oleoso, secamento da folha; no caule ocorre secamento progressivo bem delimitado e escurecimento interno dos feixes vasculares; nas flores e frutos ocorrem manchas verde-escuras, aquosas, evoluindo para a cor pardacenta, necrótidas, inutilização do fruto. O combate a essa doença, é a utilização de plantas sadias, não sendo conveniente ter plantações antigas de maracujá ao lado das novas. Os ramos e os frutos doentes devem ser eliminados através de poda da planta. Quando houver alta incidência dessas doenças, é recomendado o uso da calda bordalesa preparada a partir de sulfato de cobre (1 kg), cal virgem (1 kg) e água

37 39 (100 l). O sulfato de cobre e a cal são diluídos em água, a aplicação da calda deve ser semanal. (STEINBERG, 1988; CÔRREA, 1994; REITER, 1998). Fusariose: É um fungo, atacando as folhas deixam manchas verde-pálidas, queda de folhas inferiores, amarelecimento de folhas novas, permanecendo as velhas em estado normal, murchamento e morte da planta; no caule ocorre escurecimento dos tecidos internos dos ramos da planta; nas flores e frutos ocorre queda. O combate ocorre em controlar preventivamente, ou seja, com instalação no campo definitivo de mudas sadias. As plantas atacadas por fusariose devem ser retiradas do solo, com o máximo possível de raízes, e serem queimadas. As sementeiras e campos definitivos não devem ser instalados em locais onde tenham sido plantados maracujás. Os mais indicados são locais com boa drenagem do solo. O conhecimento prévio de que as sementes que originaram as mudas são provenientes de plantas sadias é recomendado, pois o fungo aloja-se também em sementes de plantas parasitadas. (STEINBERG, 1988; CÔRREA, 1994; REITER, 1998). Nematóides: Podem causar galhas nas raízes, diminuição do crescimento das raízes e das plantas, folhas amarelecidas e cloróticas, mesmo se adubadas adequadamente. Em campos onde se constata a presença de nematóides, antes da instalação de maracujás devem ser plantadas espécies nematicidas como: Crotalaria juncea ou C. Wightiana, Manihot utilíssima (mandioca-brava),tagetes patula (cravo-de-defunto), ou Tropaeolium majus (chagas, capuchinho). Essas espécies podem se intercalar nos maracujás quando já instalados, atraindo e diminuindo a população dos nematóides fitoparasitas. (STEINBERG, 1988; CÔRREA, 1994; REITER, 1998).

38 Colheita Uma vez atingido o ponto de colheita, esta deve ser realizada com o tempo seco, de preferência pela manhã. Não se recomenda, pois, executá-la com água sobre as partes, por exemplo, com o orvalho da manhã. (MARTINS, 2000; CÔRREA, 2002). A época de colheita do maracujá é no mês de fevereiro, os frutos devem ser colhidos no pé, quando já estiverem amarelados, junto com o pedúnculo, para evitar o apodrecimento precoce da fruta. (STEINBERG, 1988). As folhas normalmente são colhidas pouco tempo antes da floração, época na qual os princípios ativos são maior, além do seu desenvolvimento está mais acelerado. (CÔRREA, 2002). A colheita deve ser classificada e embalada em caixotes, cestos ou caixas 52x25x35 cm ou em caixas de papelão de 9,9 litros, com os frutos separados em camadas regulares. (STEINBERG, 1988; MARTINS, 2000). A produção por planta considerada média é de 14kg/planta/ano, portanto, média de 14t/ha/ano. Os frutos guardados à temperatura em torno de 4ºC conservam-se por três a quatro semanas. (STEINBERG, 1988). O processamento pós-colheita, leva os materiais à três caminhos: uso direto do material fresco, extração de substâncias ativas ou aromáticas do material fresco e secagem para comercialização in natura. Este último destino é o que requer mais atenção, por preservar os materiais, possibilitando o uso das plantas a qualquer tempo, dentro dos prazos normais de conservação. (MARTINS, 2000).

39 Secagem O maracujá é comercializado na forma dessecada tornando o processo de secagem fundamental para a qualidade final do produto. A redução do teor de água durante a secagem impede a ação enzimática e conseqüente deterioração. O órgão vegetal seja folha, flor, raiz, casca, quando recém colhido se apresenta com elevado teor de umidade e substratos, o que concorre para um aumento na ação enzimática, que compreende diversas reações. Estas reações são reduzidas à medida que se retira água do órgão, pois a redução de umidade do meio é o melhor inibidor da ação enzimática. Daí a necessidade de iniciar a secagem imediatamente após a colheita. (STEINBERG, 1988; CÔRREA, 1994; MARTINS, 2000; CÔRREA, 2002). A secagem reduz o peso da planta, em função da evaporação de água contida nas células e tecidos das plantas, promovendo o aumento percentual de princípios ativos em relação ao peso inicial da planta. Daí deve-se utilizar menor quantidade de plantas secas do que frescas. No entanto, esta percentagem varia com a idade da planta e condições de umidade do meio. Durante o processo de colheita é importante evitar a incidência direta de raios solares sobre as partes colhidas, principalmente flores e folhas. As raízes podem permanecer por algum tempo ao sol. Um ponto mais importante, para a qualidade, é a anotação dos dados referentes às condições no momento da colheita, condução da lavoura, local, produtor, condições de secagem, etc. Imediatamente após a colheita o material deve ser encaminhado para a secagem. (STEINBERG, 1988; CÔRREA, 1994; MARTINS, 2000; CÔRREA, 2002).

Culturas. A Cultura do Feijão. Nome Cultura do Feijão Produto Informação Tecnológica Data Maio -2000 Preço - Linha Culturas Resenha

Culturas. A Cultura do Feijão. Nome Cultura do Feijão Produto Informação Tecnológica Data Maio -2000 Preço - Linha Culturas Resenha 1 de 7 10/16/aaaa 11:19 Culturas A Cultura do Nome Cultura do Produto Informação Tecnológica Data Maio -2000 Preço - Linha Culturas Resenha Informações resumidas sobre a cultura do feijão José Salvador

Leia mais

PRODUÇÃO ORGÂNICA DE HORTALIÇAS!

PRODUÇÃO ORGÂNICA DE HORTALIÇAS! PRODUÇÃO ORGÂNICA DE HORTALIÇAS! UMA OPORTUNIDADE DE PRODUZIR ALIMENTOS SAUDÁVEIS PARA CONSUMO E VENDA! ELABORAÇÃO: ENG. AGRÔNOMO MAURO LÚCIO FERREIRA Msc. CULTIVO DE HORTALIÇAS Agosto- 2006 ÍNDICE POR

Leia mais

A Vida no Solo. A vegetação de um local é determinada pelo solo e o clima presentes naquele local;

A Vida no Solo. A vegetação de um local é determinada pelo solo e o clima presentes naquele local; A Vida no Solo A Vida no Solo A vegetação de um local é determinada pelo solo e o clima presentes naquele local; O solo é constituído por alguns componentes: os minerais, o húmus, o ar, a água e os seres

Leia mais

SUMÁRIO CUIDADOS DO JARDIM NO VERÃO 1 Adubação: 1 Irrigação: 1 Poda: 1 CUIDADOS DO JARDIM NA PRIMAVERA 1

SUMÁRIO CUIDADOS DO JARDIM NO VERÃO 1 Adubação: 1 Irrigação: 1 Poda: 1 CUIDADOS DO JARDIM NA PRIMAVERA 1 SUMÁRIO CUIDADOS DO JARDIM NO VERÃO 1 Adubação: 1 Irrigação: 1 Poda: 1 CUIDADOS DO JARDIM NA PRIMAVERA 1 Adubação: 1 Irrigação: 1 Poda: 2 Limpeza: 2 CUIDADOS DO JARDIM NO OUTONO 2 Limpeza: 2 Adubação:

Leia mais

http://www.emater.mg.gov.br/site_emater/serv_prod/livraria/olericultura/pepino.htm

http://www.emater.mg.gov.br/site_emater/serv_prod/livraria/olericultura/pepino.htm Página 1 de 5 Olericultura A Cultura do Pepino Nome Cultura do Pepino Produto Informação Tecnológica Data Abril - 1999 Preço - Linha Olericultura Informações gerais sobre a Resenha Cultura do Pepino Luiz

Leia mais

Fatores de cultivo CLIMA:

Fatores de cultivo CLIMA: Fatores de cultivo CLIMA: Os fatores climáticos influenciam de forma acentuada o desenvolvimento dos PMAC, bem como a produção dos princípios ativos. Estes fatores podem influenciar isoladamente ou em

Leia mais

Fitoterapia e a prática do Nutricionista. Nutricionista Jacira Santos CRN-2 0091

Fitoterapia e a prática do Nutricionista. Nutricionista Jacira Santos CRN-2 0091 Fitoterapia e a prática do Nutricionista Nutricionista Jacira Santos CRN-2 0091 Nutrição Clínica Anos 70 Dietoterapia Hospitalar Anos 80 Dietoterapia em Consultório Anos 90 Fitoquímicos isolados e fitoterápicos

Leia mais

Olericultura. A Cultura do Morango. Nome Cultura do Morango Produto Informação Tecnológica Data Janeiro -2001 Preço - Linha Olericultura Resenha

Olericultura. A Cultura do Morango. Nome Cultura do Morango Produto Informação Tecnológica Data Janeiro -2001 Preço - Linha Olericultura Resenha 1 de 6 10/16/aaaa 11:54 Olericultura A Cultura do Morango Nome Cultura do Morango Produto Informação Tecnológica Data Janeiro -2001 Preço - Linha Olericultura Resenha Informações gerais sobre a Cultura

Leia mais

DIVERSIDADE DE CLIMAS = DIVERSIDADE DE VEGETAÇÕES

DIVERSIDADE DE CLIMAS = DIVERSIDADE DE VEGETAÇÕES FORMAÇÕES VEGETAIS - Os elementos da natureza mantém estreita relação entre si. - A essa relação, entendida como a combinação e coexistência de seres vivos (bióticos) e não vivos (abióticos) dá-se o nome

Leia mais

PRÁTICAS SILVICULTURAIS

PRÁTICAS SILVICULTURAIS CAPÍTULO 10 PRÁTICAS SILVICULTURAIS 94 Manual para Produção de Madeira na Amazônia APRESENTAÇÃO Um dos objetivos do manejo florestal é garantir a continuidade da produção madeireira através do estímulo

Leia mais

Adubação Orgânica Adubação Orgânica e Adubação Verde. Informações sobre Adubação orgânica e Adubação Verde

Adubação Orgânica Adubação Orgânica e Adubação Verde. Informações sobre Adubação orgânica e Adubação Verde 1 de 5 10/16/aaaa 10:13 Adubação Orgânica Adubação Orgânica e Adubação Verde Nome Adubação Orgânica e Adubação Verde Produto Informação Tecnológica Data Abril - 2000 Preço - Linha Adubação Orgânica Resenha

Leia mais

Implantação de horto medicinal na Associação Olga Chaves Rocinha em Bambuí - MG

Implantação de horto medicinal na Associação Olga Chaves Rocinha em Bambuí - MG VIII Semana de Ciência e Tecnologia do IFMG campus Bambuí II Mostra de Extensão Implantação de horto medicinal na Associação Olga Chaves Rocinha em Bambuí - MG André de Souza Gontijo 1 ; Bruna Guimarães

Leia mais

BOAS PRÁTICAS. Fonte: Manual Boas Práticas Agrícolas para a Agricultura Familiar http://rlc.fao.org/es/agricultura/bpa

BOAS PRÁTICAS. Fonte: Manual Boas Práticas Agrícolas para a Agricultura Familiar http://rlc.fao.org/es/agricultura/bpa BOAS PRÁTICAS AGRÍCOLAS Fonte: Manual Boas Práticas Agrícolas para a Agricultura Familiar http://rlc.fao.org/es/agricultura/bpa O QUE SÃO AS BOAS PRÁTICAS AGRÍCOLAS (BPA)? Os consumidores estão cada vez

Leia mais

Composição do solo. 3 partes: Física: granulometria, porosidade, textura, dadas principalmente pelos. Químico: nutrientes disponíveis e ph

Composição do solo. 3 partes: Física: granulometria, porosidade, textura, dadas principalmente pelos. Químico: nutrientes disponíveis e ph JARDINAGEM O que é solo? O solo é a camada superficial da crosta terrestre, sendo formado basicamente por aglomerados minerais, matéria orgânica oriunda da decomposição de animais e plantas e organismos

Leia mais

http://www.emater.mg.gov.br/site_emater/serv_prod/livraria/olericultura/ervilha.htm

http://www.emater.mg.gov.br/site_emater/serv_prod/livraria/olericultura/ervilha.htm Página 1 de 5 Olericultura A Cultura da Ervilha Nome Cultura da Ervilha Produto Informação Tecnológica Data Abril - 1999 Preço - Linha Olericultura Informações gerais sobre a Resenha Cultura da Ervilha

Leia mais

Roteiro de aulas práticas Disciplina de Fruticultura Tropical 2014 Prof. Wilson Itamar Maruyama

Roteiro de aulas práticas Disciplina de Fruticultura Tropical 2014 Prof. Wilson Itamar Maruyama Roteiro de aulas práticas Disciplina de Fruticultura Tropical 2014 Prof. Wilson Itamar Maruyama Aula 1- Organização e limpeza das casas de vegetação - divisão dos grupos. ATENÇÃO: OS ALUNOS DEVERÃO ESTAR

Leia mais

PLANTIO DE MILHO COM BRAQUIÁRIA. INTEGRAÇÃO LAVOURA PECUÁRIA - ILP

PLANTIO DE MILHO COM BRAQUIÁRIA. INTEGRAÇÃO LAVOURA PECUÁRIA - ILP PLANTIO DE MILHO COM BRAQUIÁRIA. INTEGRAÇÃO LAVOURA PECUÁRIA - ILP Autores: Eng.º Agr.º José Alberto Ávila Pires Eng.º Agr.º Wilson José Rosa Departamento Técnico da EMATER-MG Trabalho baseado em: Técnicas

Leia mais

CADERNO DE EXERCÍCIOS 2D

CADERNO DE EXERCÍCIOS 2D CADERNO DE EXERCÍCIOS 2D Ensino Fundamental Ciências da Natureza II Habilidade da Questão Conteúdo Matriz da EJA/FB 01 Fisiologia Vegetal (Transporte e absorção de H34, H40, H41, H63 substâncias); Fotossíntese

Leia mais

http://www.emater.mg.gov.br/site_emater/serv_prod/livraria/olericultura/culturama...

http://www.emater.mg.gov.br/site_emater/serv_prod/livraria/olericultura/culturama... Página 1 de 7 Olericultura A Cultura da Mandioca de Mesa Nome Cultura da Mandioca de Mesa Produto Informação Tecnológica Data Julho -2002 Preço - Linha Olericultura Informações resumidas sobre Resenha

Leia mais

Fruticultura. Bananeira : Mal do Panamá. Nome Bananeira : Mal do Panamá Produto Informação Tecnológica Data 1985 Preço - Linha Fruticultura Resenha

Fruticultura. Bananeira : Mal do Panamá. Nome Bananeira : Mal do Panamá Produto Informação Tecnológica Data 1985 Preço - Linha Fruticultura Resenha 1 de 5 10/16/aaaa 11:32 Fruticultura Bananeira : Mal do Panamá Nome Bananeira : Mal do Panamá Produto Informação Tecnológica Data 1985 Preço - Linha Fruticultura Resenha Informações sobre a doença do mal-do-panamá

Leia mais

Pesquisa da EPAMIG garante produção de azeitonas

Pesquisa da EPAMIG garante produção de azeitonas Pesquisa da EPAMIG garante produção de azeitonas De origem européia, a oliveira foi trazida ao Brasil por imigrantes há quase dois séculos, mas somente na década de 50 foi introduzida no Sul de Minas Gerais.

Leia mais

https://www.youtube.com/watch?v=ejyyhuxkn8y

https://www.youtube.com/watch?v=ejyyhuxkn8y https://www.youtube.com/watch?v=ejyyhuxkn8y Definição é a camada superficial da crosta terrestre formada por quatro elementos principais: a, o, a e os. Possui importância fundamental para variadas atividades

Leia mais

1. PROPAGAÇÃO SEXUADA ASSEXUADA VEGETATIVA MICRIPROPAGAÇÃO MACROPROPAGAÇÃO ENXERTIA BORBULHIA MERGULHIA AMONTOA ALPORQUIA ESTAQUIA

1. PROPAGAÇÃO SEXUADA ASSEXUADA VEGETATIVA MICRIPROPAGAÇÃO MACROPROPAGAÇÃO ENXERTIA BORBULHIA MERGULHIA AMONTOA ALPORQUIA ESTAQUIA 1. PROPAGAÇÃO SEXUADA ASSEXUADA VEGETATIVA MICRIPROPAGAÇÃO MACROPROPAGAÇÃO ENXERTIA BORBULHIA MERGULHIA AMONTOA ALPORQUIA ESTAQUIA 1. PROPAGAÇÃO MICROPROPAGAÇÃO 1. PROPAGAÇÃO 1. PROPAGAÇÃO ENXERTIA 1.

Leia mais

Código de Boas Práticas. para a Prevenção e Redução. de Micotoxinas em Cereais

Código de Boas Práticas. para a Prevenção e Redução. de Micotoxinas em Cereais Código de Boas Práticas para a Prevenção e Redução de Micotoxinas em Cereais Índice: Introdução... 3 I. Práticas recomendadas com base nas Boas Práticas Agrícolas (BPA) e nas Boas Práticas de Fabrico (BPF)...

Leia mais

FARMACOGNOSIA. Matéria-Prima Vegetal 2011.1

FARMACOGNOSIA. Matéria-Prima Vegetal 2011.1 FARMACOGNOSIA Matéria-Prima Vegetal 2011.1 O que é farmacognosia? A palavra Farmacognosia vem de dois vocábulos gregos e quer dizer Pharmakon droga e fármaco gnosis conhecimento. Farmacognosia é uma ciência

Leia mais

TRATOS CULTURAIS PARA QUALIDADE DA SEMENTEIRA

TRATOS CULTURAIS PARA QUALIDADE DA SEMENTEIRA 1º CICLO DE PALESTRAS SODEPAC TRATOS CULTURAIS PARA QUALIDADE DA SEMENTEIRA Maia Barnabé Sambongo Dir. Fazenda Quizenga TRATOS CULTURAIS PARA QUALIDADE DA SEMENTEIRA ÁREA DE 1º ANO 1. Supressão Vegetal

Leia mais

LEI Nº 7.043, DE 8 DE OUTUBRO DE 2007

LEI Nº 7.043, DE 8 DE OUTUBRO DE 2007 LEI Nº 7.043, DE 8 DE OUTUBRO DE 2007 Publicada no DOE(Pa) de 09.10.07. Dispõe sobre Política Estadual para a Promoção do Uso de Sistemas Orgânicos de Produção Agropecuária e Agroindustrial. Lei: A ASSEMBLÉIA

Leia mais

Sistemas de manejo do solo

Sistemas de manejo do solo Sistemas de manejo do solo Introdução Uso e preparo do solo O arado. Evolução dos conhecimentos de uso e manejo do solo. O Ecossistema tropical Temperatura elevada e solos muito imteperizados 1 Sistemas

Leia mais

Cap. 26 De norte a sul, de leste a oeste: os biomas brasileiros. Sistema de Ensino CNEC Equipe de Biologia. Bioma

Cap. 26 De norte a sul, de leste a oeste: os biomas brasileiros. Sistema de Ensino CNEC Equipe de Biologia. Bioma Cap. 26 De norte a sul, de leste a oeste: os biomas brasileiros Sistema de Ensino CNEC Equipe de Biologia Bioma Conjunto de vida, vegetal e animal, constituído pelo agrupamento de tipos de vegetação, condições

Leia mais

MÉTODOS DE CORREÇÃO DO SOLO

MÉTODOS DE CORREÇÃO DO SOLO MÉTODOS DE CORREÇÃO DO SOLO O laudo (Figura 1) indica os valores determinados no laboratório para cada camada do perfil do solo, servindo de parâmetros para direcionamento de métodos corretivos. Figura

Leia mais

PLANTAS MEDICINAIS CULTIVADAS EM HORTAS COMUNITARIAS NA

PLANTAS MEDICINAIS CULTIVADAS EM HORTAS COMUNITARIAS NA PLANTAS MEDICINAIS CULTIVADAS EM HORTAS COMUNITARIAS NA ZONA NORTE DE TERESINA Francisco Ivan da Silva 1 *, Eurípedes Siqueira Neto 2, Jackson Araújo Lima 3, Miguel de Castro Silva 4, Teodorico Cavalcante

Leia mais

Notas de Aula de ENT 110 Sericicultura

Notas de Aula de ENT 110 Sericicultura 1 MANEJO DA CRIAÇÃO DO BICHO-DA-SEDA A criação do bicho-da-seda é dividida em duas fases: a jovem e a adulta. A fase jovem do bicho-da-seda compreende o 1 o e o 2 o estádio larval. Nessa, as lagartas são

Leia mais

Projeto 10.000 Hortas na á frica. Projecto de hortas

Projeto 10.000 Hortas na á frica. Projecto de hortas Projeto 10.000 Hortas na á frica Projecto de hortas w w w. s l o w f o o d f o u n d a t i o n. c o m As hortas são um sistema em contínua evolução que responde às solicitações: do ambiente externo, das

Leia mais

Rotação milho e soja para aumento do rendimento

Rotação milho e soja para aumento do rendimento Rotação milho e soja para aumento do rendimento Para mais informações contacte: O seu agente de extensão ou Departamento de Formação Documentação e Difusão do IIAM/CZC Contacto: +25123692 Chimoio, Moçambique.

Leia mais

GUIA PRACTICA PARA CULTIVO DE ANANÁS

GUIA PRACTICA PARA CULTIVO DE ANANÁS GUIA PRACTICA PARA CULTIVO DE ANANÁS SEÇÃO 1: Preparação do solo para plantio de ananás 1. Identificação da área para o plantio de ananas 1.A área seleccionada deve ter via de acesso 1. Se não tiver via

Leia mais

Quiz 6 a Série. 1. Um cientista estudou o conteúdo do estômago de um animal e descobriu que nele só havia plantas. Este animal deve ser um:

Quiz 6 a Série. 1. Um cientista estudou o conteúdo do estômago de um animal e descobriu que nele só havia plantas. Este animal deve ser um: Quiz 6 a Série Professora: Alexsandra Ribeiro Instruções: Olá queridos alunos e alunas! O quiz é mais uma ferramenta que nos possibilita saber se realmente você está entendendo o conteúdo abordado em sala

Leia mais

Reconhecer as diferenças

Reconhecer as diferenças A U A UL LA Reconhecer as diferenças Nesta aula, vamos aprender que os solos são o resultado mais imediato da integração dos processos físicos e biológicos na superfície da Terra. A formação e o desenvolvimento

Leia mais

JARDINAGEM PRÁTICA TÉCNICAS DE PROPAGAÇÃO

JARDINAGEM PRÁTICA TÉCNICAS DE PROPAGAÇÃO 50 TÉCNICAS DE PROPAGAÇÃO Uma das atividades mais prazerosas da jardinagem é a duplicação das plantas. As plantas se reproduzdem de duas maneiras - sexuada com geração de sementes e assexuada ou vegetativa,

Leia mais

Compostagem. Gersina N. da R. Carmo Junior

Compostagem. Gersina N. da R. Carmo Junior Compostagem Gersina N. da R. Carmo Junior Compostagem É um processo de transformação da matéria orgânica do lixo em um composto orgânico (húmus). Composto orgânico Produto final da compostagem Compostagem

Leia mais

MEMORIAL DESCRITIVO PAISAGISMO

MEMORIAL DESCRITIVO PAISAGISMO Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina Coordenadoria de Infraestrutura e Serviços Seção de Engenharia e Arquitetura MEMORIAL DESCRITIVO PAISAGISMO Cartório Eleitoral de Pinhalzinho/SC Fevereiro,

Leia mais

SILVICULTURA E MANEJO FLORESTAL

SILVICULTURA E MANEJO FLORESTAL SILVICULTURA E MANEJO FLORESTAL Fase 1: Produção de Mudas e Recomendações de Adubação no Viveiro 1. Sistemas de Produção de Mudas de eucalipto e pinus Mudas em saquinhos Atualmente, os recipientes mais

Leia mais

AGRICULTURA ORGÂNICA

AGRICULTURA ORGÂNICA Conceitos básicos Oficina do Grupo Meio Ambiente, Mudanças Climáticas e Pobreza Setembro 2009 O que é De modo geral, a agricultura orgânica é uma forma de produção agrícola que não utiliza agrotóxicos,

Leia mais

Sistema Laminar. Ecotelhado

Sistema Laminar. Ecotelhado Sistema Laminar Ecotelhado 2 Especificação O Sistema Modular Laminar Ecotelhado é o conjunto dos seguintes elementos: Membrana Ecotelhado de Proteção Anti-Raízes Membrana Ecotelhado de Retenção de Nutrientes

Leia mais

Floresta Temperada é um bioma típico do hemisfério norte situado abaixo da Taiga, mais precisamente no leste da América do Norte, Europa, leste da

Floresta Temperada é um bioma típico do hemisfério norte situado abaixo da Taiga, mais precisamente no leste da América do Norte, Europa, leste da Floresta Temperada é um bioma típico do hemisfério norte situado abaixo da Taiga, mais precisamente no leste da América do Norte, Europa, leste da Ásia (Coreia, Japão, e partes da China), sul da Austrália

Leia mais

PRODUTOS ELABORADOS MADEIRA PLÁSTICA

PRODUTOS ELABORADOS MADEIRA PLÁSTICA MADEIRA PLÁSTICA A Madeira Plástica é uma opção sustentável para quem se preocupa com a causa ambiental. O grande diferencial deste produto é que sua fabricação dá-se a partir da reciclagem de toneladas

Leia mais

Crescimento, Renovação Celular e Reprodução: da teoria à prática. Coimbra, 2012/2014. Sandra Gamboa Andreia Quaresma Fernando Delgado

Crescimento, Renovação Celular e Reprodução: da teoria à prática. Coimbra, 2012/2014. Sandra Gamboa Andreia Quaresma Fernando Delgado Crescimento, Renovação Celular e Reprodução: da teoria à prática Sandra Gamboa Andreia Quaresma Fernando Delgado Coimbra, 2012/2014 Escolher Ciência PEC282 ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA DE COIMBRA O que é um

Leia mais

SECAGEM DE GRÃOS. Disciplina: Armazenamento de Grãos

SECAGEM DE GRÃOS. Disciplina: Armazenamento de Grãos SECAGEM DE GRÃOS Disciplina: Armazenamento de Grãos 1. Introdução - grãos colhidos com teores elevados de umidade, para diminuir perdas:. permanecem menos tempo na lavoura;. ficam menos sujeitos ao ataque

Leia mais

CULTIVO AGROECOLÓGICO DE TOMATE CEREJA COM ADUBAÇÃO VERDE INTERCALAR 1

CULTIVO AGROECOLÓGICO DE TOMATE CEREJA COM ADUBAÇÃO VERDE INTERCALAR 1 CULTIVO AGROECOLÓGICO DE TOMATE CEREJA COM ADUBAÇÃO VERDE INTERCALAR 1 Edmilson José Ambrosano Eng. Agr., Dr., PqC do Pólo Regional Centro Sul/APTA ambrosano@apta.sp.gov.br Fabrício Rossi Eng. Agr., Dr.,

Leia mais

Aula 5 Reprodução das Angiospermas

Aula 5 Reprodução das Angiospermas Aula 5 Reprodução das Angiospermas Nas angiospermas, o esporófito é formado por raízes, caule, folhas, flores, frutos e sementes. As flores são folhas modificadas, preparadas para a reprodução das angiospermas.

Leia mais

EXERCÍCIOS DE CIÊNCIAS (6 ANO)

EXERCÍCIOS DE CIÊNCIAS (6 ANO) 1- Leia o texto a seguir e responda: EXERCÍCIOS DE CIÊNCIAS (6 ANO) Além de diminuir a poluição ambiental, o tratamento do lixo pode ter retorno econômico e social. a) Cite duas formas de se obterem produtos

Leia mais

ESPECIFICAÇÃO DE SERVIÇO

ESPECIFICAÇÃO DE SERVIÇO ESPECIFICAÇÃO DE SERVIÇO PROTEÇÃO VEGETAL Grupo de Serviço OBRAS COMPLEMENTARES Código DERBA-ES-OC-04/01 1. OBJETIVO Esta especificação de serviço define os critérios que orientam a execução de proteção

Leia mais

Até quando uma população pode crescer?

Até quando uma população pode crescer? A U A UL LA Até quando uma população pode crescer? Seu José é dono de um sítio. Cultiva milho em suas terras, além de frutas e legumes que servem para a subsistência da família. Certa vez, a colheita do

Leia mais

A BIOMASSA FLORESTAL PRIMARIA

A BIOMASSA FLORESTAL PRIMARIA A BIOMASSA FLORESTAL PRIMARIA Entende-se por biomassa florestal primaria (BFP) a fração biodegradável dos produtos gerados e que são processados com fins energéticos. Nos casos dos reflorestamentos, a

Leia mais

COMPOSTAGEM. Produção de adubo a partir de resíduos orgânicos

COMPOSTAGEM. Produção de adubo a partir de resíduos orgânicos COMPOSTAGEM Produção de adubo a partir de resíduos orgânicos Produzir adubo na propriedade rural é uma prática fácil porque a matéria prima a ser usada éobtida de resíduos orgânicos como o lixo doméstico

Leia mais

Tipos de Sistema de Produção

Tipos de Sistema de Produção Tipos de Sistema de Produção Os sistemas de cultura dominantes conjunto de plantas cultivadas, forma como estas se associam e técnicas utilizadas no seu cultivo apresentam grandes contrastes entre o Norte

Leia mais

Mal de Chagas e os inseticidas

Mal de Chagas e os inseticidas Mal de Chagas e os inseticidas A UU L AL A Em 1909, o médico e cientista brasileiro Carlos Chagas estava pesquisando a malária, em Minas Gerais, quando foi informado da existência de um inseto que se alimentava

Leia mais

RELATÓRIO DE PLANTIO E VISTORIA

RELATÓRIO DE PLANTIO E VISTORIA Propriedade: Parque Ecológico Rio Formoso Código: 03/2011 Número de mudas plantadas: 150 (Cento e cinquenta) Data do plantio: 22/03/ 2011 Data da vistoria 01: 15/05/ 2011 Patrocinadores: Agência Ar - Hotel

Leia mais

Dicas Qualyvinil PROCESSOS DE PINTURA

Dicas Qualyvinil PROCESSOS DE PINTURA Processos de pintura Existem diferentes processos de pintura, mas o segredo para o sucesso e durabilidade do acabamento final, depende invariavelmente da habilidade do profissional e da preparação da superfície.

Leia mais

2. Resíduos sólidos: definição e características

2. Resíduos sólidos: definição e características 2. Resíduos sólidos: definição e características Definição e tipologia Lixo é, basicamente, todo e qualquer resíduo sólido proveniente das atividades humanas ou gerado pela natureza em aglomerações urbanas,

Leia mais

controlar para crescer NUTRIENTE IDEAL PARA FLORAÇÃO, FRUTIFICAÇÃO E FORMAÇÃO DE SEMENTES FLORAÇÃO

controlar para crescer NUTRIENTE IDEAL PARA FLORAÇÃO, FRUTIFICAÇÃO E FORMAÇÃO DE SEMENTES FLORAÇÃO controlar para crescer NUTRIENTE IDEAL PARA FLORAÇÃO, FRUTIFICAÇÃO E FORMAÇÃO DE SEMENTES FLORAÇÃO F1 DESCRIÇÃO DO PRODUTO USO EM SOLO NATURAL No solo natural o Photogenesis F1 irá complementar os nutrientes

Leia mais

A AGROFLORESTA AGROECOLÓGICA: UM MOMENTO DE SÍNTESE DA AGROECOLOGIA, UMA AGRICULTURA QUE CUIDA DO MEIO AMBIENTE.

A AGROFLORESTA AGROECOLÓGICA: UM MOMENTO DE SÍNTESE DA AGROECOLOGIA, UMA AGRICULTURA QUE CUIDA DO MEIO AMBIENTE. A AGROFLORESTA AGROECOLÓGICA: UM MOMENTO DE SÍNTESE DA AGROECOLOGIA, UMA AGRICULTURA QUE CUIDA DO MEIO AMBIENTE. Alvori Cristo dos Santos, Deser, Fevereiro 2007. Há alguns anos atrás, um movimento social

Leia mais

Nomes: Melissa nº 12 Naraiane nº 13 Priscila nº 16 Vanessa nº 20 Turma 202

Nomes: Melissa nº 12 Naraiane nº 13 Priscila nº 16 Vanessa nº 20 Turma 202 Nomes: Melissa nº 12 Naraiane nº 13 Priscila nº 16 Vanessa nº 20 Turma 202 A doença de chagas é assim denominada em homenagem ao seu descobridor, o médico brasileiro Dr. Carlos Justiniano Ribeiro das Chagas.

Leia mais

enxertia de araucária para produção de pinhão

enxertia de araucária para produção de pinhão enxertia de araucária para produção de pinhão A Araucaria angustifolia, espécie quase exclusiva do Brasil, está ameaçada de extinção, restando apenas 2 a 3% de sua área original. Neste sentido, é fundamental

Leia mais

MADEIRAS MCC1001 AULA 12

MADEIRAS MCC1001 AULA 12 MADEIRAS MCC1001 AULA 12 Disciplina: Materiais de Construção I Professora: Dr. a Carmeane Effting 1 o semestre 2014 Centro de Ciências Tecnológicas Departamento de Engenharia Civil MADEIRAS É um material

Leia mais

::Seu João o Senhor sabe o que é o meio ambiente?

::Seu João o Senhor sabe o que é o meio ambiente? O Meio Ambiente ::Seu João o Senhor sabe o que é o meio ambiente? Seu João: Não sei não! Mas quero que você me diga direitinho pra eu aprender e ensinar todo mundo lá no povoado onde eu moro. : Seu João,

Leia mais

MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO ADUBAÇÃO

MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO ADUBAÇÃO UNIPAC Faculdade Presidente Antônio Carlos GRANDES CULTURAS I MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO ADUBAÇÃO Profª Fernanda Basso Manejo e Conservação do Solo Sistema de manejo conjunto de operações que contribuem

Leia mais

DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO

DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO SUBSECRETARIA DE ENSINO COORDENADORIA DE EDUCAÇÃO Provas 2º Bimestre 2012 CIÊNCIAS DESCRITORES DESCRITORES DO 2º BIMESTRE DE 2012

Leia mais

Biomas Brasileiros. 1. Bioma Floresta Amazônica. 2. Bioma Caatinga. 3. Bioma Cerrado. 4. Bioma Mata Atlântica. 5. Bioma Pantanal Mato- Grossense

Biomas Brasileiros. 1. Bioma Floresta Amazônica. 2. Bioma Caatinga. 3. Bioma Cerrado. 4. Bioma Mata Atlântica. 5. Bioma Pantanal Mato- Grossense Biomas Brasileiros 1. Bioma Floresta Amazônica 2. Bioma Caatinga 3. Bioma Cerrado 4. Bioma Mata Atlântica 5. Bioma Pantanal Mato- Grossense 6. Bioma Pampas BIOMAS BRASILEIROS BIOMA FLORESTA AMAZÔNICA

Leia mais

Easy PDF Creator is professional software to create PDF. If you wish to remove this line, buy it now.

Easy PDF Creator is professional software to create PDF. If you wish to remove this line, buy it now. PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO MUNICIPAL INTEGRADO PDMI Instrumentos de Gestão Ambiental Anexo 12 - Arborização Urbana e Passeio Público (GAPP) A arborização deve ser sempre realizada respeitando os preceitos

Leia mais

Conservação, preparo de solo e plantio de eucalipto

Conservação, preparo de solo e plantio de eucalipto Conservação, preparo de solo e plantio de eucalipto José Henrique T. Rocha José Henrique Bazani Eduardo S. A. C. Melo José Leonardo de Moraes Gonçalves Departamento de Ciências Florestais ESALQ - USP Conceitos:

Leia mais

Rede de Produção de Plantas Medicinais, Aromáticas e Fitoterápicos

Rede de Produção de Plantas Medicinais, Aromáticas e Fitoterápicos Rede de Produção de Plantas Medicinais, Aromáticas e Fitoterápicos Atores envolvidos Movimentos Sociais Agricultura Familiar Governos Universidades Comunidade Científica em Geral Parceiros Internacionais,

Leia mais

Por que os alimentos estragam? Introdução. Materiais Necessários

Por que os alimentos estragam? Introdução. Materiais Necessários Intro 01 Introdução Quando deixamos um alimento aberto ou fora da geladeira por alguns dias, ele estraga. Aparece mofo, bolor e, dependendo da quantidade de tempo, pode aparecer até larvas. O tipo de alimento

Leia mais

Cultura Da Mandioca (Manihot esculenta subsp esculenta)

Cultura Da Mandioca (Manihot esculenta subsp esculenta) Cultura Da Mandioca (Manihot esculenta subsp esculenta) CULTURA DA MANDIOCA (Manihot esculenta subsp esculenta) 1 - Características É um arbusto perene, pertencente à família botânica Euphorbiaceae, planta

Leia mais

A principal função da flor numa planta é a de reprodução. As flores de uma planta são constituídas por (Figura 1):

A principal função da flor numa planta é a de reprodução. As flores de uma planta são constituídas por (Figura 1): 1. Reprodução das plantas com flor 1.1. Flor principal função da flor numa planta é a de reprodução. s flores de uma planta são constituídas por (Figura 1): Figura 1 onstituição de uma flor completa de

Leia mais

ENSINANDO SOBRE PLANTAS MEDICINAIS NA ESCOLA

ENSINANDO SOBRE PLANTAS MEDICINAIS NA ESCOLA ENSINANDO SOBRE PLANTAS MEDICINAIS NA ESCOLA MARIA DAS GRAÇAS LINS BRANDÃO JULIANA MORAIS AMARAL DE ALMEIDA ENSINANDO SOBRE PLANTAS MEDICINAIS NA ESCOLA Colaboradores Darly Gomes Soares Gustavo Pereira

Leia mais

MORINGA - BENEFÍCIOS PARA A SAÚDE

MORINGA - BENEFÍCIOS PARA A SAÚDE MORINGA - BENEFÍCIOS PARA A SAÚDE Moringa é especialmente promissor como fonte de alimento nos trópicos, porque a árvore está na folha completa no final da estação seca, quando outros alimentos são geralmente

Leia mais

Informações básicas para fazer compostagem 1.

Informações básicas para fazer compostagem 1. Educação Ambiental Desenvolvimento Sustentável. www.ecophysis.com.br Informações básicas para fazer compostagem 1. COMPOSTAR para reduzir a quantidade de resíduos orgânicos 2. REUSAR os resíduos compostados

Leia mais

COMPOSTAGEM DOMÉSTICA, O QUE É?

COMPOSTAGEM DOMÉSTICA, O QUE É? ECO-ESCOLA PROJETO: Na Natureza tudo se transforma COMPOSTAGEM DOMÉSTICA, O QUE É? É um processo de reciclagem de matéria orgânica (de cozinha, da horta, do jardim ) realizado através de microrganismos

Leia mais

O MOVIMENTO GAIA BROCHURA NO 8 COMO: CULTIVAR SEU PRÓPRIO FERTILIZANTE E TAMBÉM ADQUIRIR FORRAGEM PARA ANIMAIS E LENHA. www.gaia-movement.

O MOVIMENTO GAIA BROCHURA NO 8 COMO: CULTIVAR SEU PRÓPRIO FERTILIZANTE E TAMBÉM ADQUIRIR FORRAGEM PARA ANIMAIS E LENHA. www.gaia-movement. O MOVIMENTO GAIA BROCHURA NO 8 Depois da colheita os galhos cortados são usados para cobrir a terra. Isto protege contra erosão, guarda a humidade e melhora a terra com matéria orgânica, assim que segura

Leia mais

Com este pequeno guia pode, finalmente, tirar partido do seu lixo... e sentir-se bem por isso!

Com este pequeno guia pode, finalmente, tirar partido do seu lixo... e sentir-se bem por isso! Com este pequeno guia pode, finalmente, tirar partido do seu lixo... e sentir-se bem por isso! Os restos de comida, as folhas do jardim ou as plantas secas do quintal ganham vida nova através de um processo

Leia mais

E C O L O G I A. Incluindo todos os organismos e todos os processos funcionais que a tornam habitável

E C O L O G I A. Incluindo todos os organismos e todos os processos funcionais que a tornam habitável E C O L O G I A Deriva do grego oikos, com sentido de casa e logos com sentido de estudo Portanto, trata-se do estudo do ambiente da casa Incluindo todos os organismos e todos os processos funcionais que

Leia mais

O CALOR EXCESSIVO NO AMBIENTE DE TRABALHO A EXPOSIÇÃO AO CALOR PRODUZ REAÇÕES NO ORGANISMO

O CALOR EXCESSIVO NO AMBIENTE DE TRABALHO A EXPOSIÇÃO AO CALOR PRODUZ REAÇÕES NO ORGANISMO O CALOR EXCESSIVO NO AMBIENTE DE TRABALHO Muitos trabalhadores passam parte de sua jornada diária diante de fontes de calor. As pessoas que trabalham em fundições, siderúrgicas, padarias, - para citar

Leia mais

PRESERVANDO NASCENTES E MANANCIAIS

PRESERVANDO NASCENTES E MANANCIAIS PRESERVANDO NASCENTES E MANANCIAIS A água é um recurso natural insubstituível para a manutenção da vida saudável e bem estar do homem, além de garantir auto-suficiência econômica da propriedade rural.

Leia mais

Matéria Orgânica do solo (m.o.s)

Matéria Orgânica do solo (m.o.s) Matéria Orgânica do solo (m.o.s) Objetivos Proporcionar conhecimentos básicos sobre a origem e dinâmica da m.o. do solo; Conhecer suas características e propriedades; Discutir como algumas propriedades

Leia mais

RESOLUÇÃO CFN N 525/2013

RESOLUÇÃO CFN N 525/2013 Página 1 de 7 RESOLUÇÃO CFN N 525/2013 Regulamenta a prática da fitoterapia pelo nutricionista, atribuindo-lhe competência para, nas modalidades que especifica, prescrever plantas medicinais, drogas vegetais

Leia mais

Pleiones. Pleiones são um grupo de orquídeas que crescem em zonas mais frescas ou temperadas intermédias. São originárias maioritariamente

Pleiones. Pleiones são um grupo de orquídeas que crescem em zonas mais frescas ou temperadas intermédias. São originárias maioritariamente 7 Pleiones são um grupo de orquídeas que crescem em zonas mais frescas ou temperadas intermédias. São originárias maioritariamente dachina,nortedaíndia,tailândiaenepal.a maior parte cresce na orla das

Leia mais

Tecnologia EM no Meio Ambiente

Tecnologia EM no Meio Ambiente Tecnologia EM no Meio Ambiente Os Microorganismos Benéficos podem fazer muito mais do que bons vinhos e queijos, eles também podem ajudar a amenizar impactos ambientais. O EM 1 tem uma ampla gama de aplicações

Leia mais

Aluna cria professor virtual animado para processo de ensino

Aluna cria professor virtual animado para processo de ensino Aluna cria professor virtual animado para processo de ensino Imagine uma ferramenta que possa te auxiliar nas tarefas feitas no computador. Para motivar o interesse do aluno no aprendizado em ambiente

Leia mais

MEIOS DE CULTURA DESENVOLVIMENTO OU PRODUÇÃO DE MEIOS DE CULTURA. Necessidade Bactérias Leveduras

MEIOS DE CULTURA DESENVOLVIMENTO OU PRODUÇÃO DE MEIOS DE CULTURA. Necessidade Bactérias Leveduras MEIOS DE CULTURA Associação equilibrada de agentes químicos (nutrientes, ph, etc.) e físicos (temperatura, viscosidade, atmosfera, etc) que permitem o cultivo de microorganismos fora de seu habitat natural.

Leia mais

Sistema Hidromodular. Ecotelhado

Sistema Hidromodular. Ecotelhado Sistema Hidromodular Sistema Hidromodular Objetivo O Sistema Hidromodular tem como objetivo proporcionar a laje, uma cobertura vegetada para conforto térmico do ambiente interno e maior convívio com a

Leia mais

Questão Resposta Argumentação

Questão Resposta Argumentação Questão Resposta Argumentação "Pequena propriedade" tem diversas interpretações. E de acordo com o Novo Código Florestal (Lei Lei 12.651, de 25 de maio de 2012 e Lei 11.326, de 24 de julho de 2006), associa-se

Leia mais

Índice. O que é a Compostagem Caseira? ----------- 3. Por que praticar a compostagem? ---------- 3. O que vai precisar? ---------------------- 4

Índice. O que é a Compostagem Caseira? ----------- 3. Por que praticar a compostagem? ---------- 3. O que vai precisar? ---------------------- 4 Compostagem Caseira Certamente muitas das coisas que cobramos que o governo faça por nós, poderíamos nós mesmos realizar, o problema é que nem sempre sabemos como. Uma delas é a reciclagem do lixo orgânico,

Leia mais

Os constituintes do solo

Os constituintes do solo Os constituintes do solo Os componentes do solo Constituintes minerais Materiais orgânicos Água Ar Fase sólida partículas minerais e materiais orgânicos Vazios ocupados por água e/ou ar Os componentes

Leia mais

ES MA 03 GRAMA EM PLACAS OU ENLEIVAMENTO. 1. Generalidades. 2. Definições. 3. Tipos de Grama em Placa

ES MA 03 GRAMA EM PLACAS OU ENLEIVAMENTO. 1. Generalidades. 2. Definições. 3. Tipos de Grama em Placa ES MA 03 GRAMA EM PLACAS OU ENLEIVAMENTO 1. Generalidades Esta Especificação estabelece os procedimentos mínimos necessários para a execução do revestimento vegetal por gramas em placas ou enleivamento

Leia mais

Compostagem doméstica: como fazer?

Compostagem doméstica: como fazer? Compostagem, o que é? É um processo dereciclagem de resíduos orgânicos (de cozinha, da horta, do jardim...) realizado através de microrganismos que transformam os resíduos biodegradáveis num fertilizante

Leia mais

Mentira: O homem não precisa plantar transgênicos Mentira: As plantas transgênicas não trarão benefícios a sociedade

Mentira: O homem não precisa plantar transgênicos Mentira: As plantas transgênicas não trarão benefícios a sociedade Como toda nova ciência ou tecnologia, ela gera dúvidas e receios de mudanças. Isto acontece desde os tempos em que Galileo afirmou que era a Terra que girava em torno do Sol ou quando Oswaldo Cruz iniciou

Leia mais

Manual de Instruções

Manual de Instruções Manual de Instruções Kit de Instrumental para Cirurgia do Túnel do Carpo VOLMED Nome Técnico: KIT CIRÚRGICO Fabricante: VOLMED BRASIL EQUIPAMENTOS LTDA -ME AV. SÃO GABRIEL, 291 JD. PAULISTA CEP: 13574-540

Leia mais

Unha-de-gato. Uncaria tomentosa (Willd. ex Roem. & Schult.) D.C. e Uncaria guianensis (Aubl.) J.F. Gmel.

Unha-de-gato. Uncaria tomentosa (Willd. ex Roem. & Schult.) D.C. e Uncaria guianensis (Aubl.) J.F. Gmel. Unha-de-gato Unha-de-gato Uncaria tomentosa (Willd. ex Roem. & Schult.) D.C. e Uncaria guianensis (Aubl.) J.F. Gmel. Elias Melo de Miranda Foram os indígenas peruanos que descobriram o uso medicinal da

Leia mais