A DANÇA FOLCLÓRICA NO CONTEXTO ESCOLAR COMO FORMA DE DIVULGAR A CULTURA POPULAR

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A DANÇA FOLCLÓRICA NO CONTEXTO ESCOLAR COMO FORMA DE DIVULGAR A CULTURA POPULAR"

Transcrição

1 Universidade de Brasília Centro de Educação a Distância CLAUDIANA FRANCISCO CÂNDIDO DOS ANJOS A DANÇA FOLCLÓRICA NO CONTEXTO ESCOLAR COMO FORMA DE DIVULGAR A CULTURA POPULAR Goiânia,2007

2 Universidade de Brasília Centro de Educação a Distância CLAUDIANA FRANCISCO CÂNDIDO DOS ANJOS A DANÇA FOLCLÓRICA NO CONTEXTO ESCOLAR COMO FORMA DE DIVULGAR A CULTURA POPULAR Monografia final de curso como exigência curricular para obtenção do certificado de Pós Graduação em Especialização em Esporte Escolar, sob a orientação da Profª..MS. Izabel Cristina Soares Leal, mestre em Ciências da Educação do Ensino Superior/UEG- HAVANA.

3 Goiânia, 2007

4 CLAUDIANA FRANCISCO CÂNDIDO DOS ANJOS A Dança Folclórica no contexto escolar como forma de divulgar a cultura popular Trabalho aprovado em Goiânia aos de de, pela banca examinadora composta por: Profª. Ms. Izabel Cristina Soares Leal Orientadora

5 Se um dia, já homem feito e realizado, sentires que a terra cede a teus pés, que tuas obras desmoronaram, que não há ninguém à tua volta para te estender a mão, esquece a tua maturidade, passa pela tua mocidade, volta à tua infância e balbucia, entre lágrimas e esperanças, as últimas palavras que sempre te restarão na alma: minha Mãe, meu Pai. (Rui Barbosa, )

6 AGRADECIMENTO A Deus, que se fez presente em todos os momentos firmes e trêmulos; e passo a passo, pude sentir a sua mão na minha, transmitindo a segurança necessária. À minha orientadora, Izabel Cristina Soares Leal, pela compreensão, paciência e orientação segura e firme em todo o decorrer desta Pesquisa.

7 DEDICATÓRIA Dedico este trabalho às pessoas que contribuíram para a realização deste, de maneira direta ou indireta, até mesmo sem saber. A minha mãe, Carmem, o meu esposo Milton e o meu filho Álvaro. Todos eles, estando longe ou perto, através de seu amor, às vezes sem saber, deram forças suficientes para concluir este trabalho que tanto exigiu de mim e cederam momentos inestimáveis de sua existência em minha presença, momentos esses provavelmente jamais poderei devolver-lhes.

8 RESUMO A presente pesquisa se propôs investigar aspectos da dança folclórica do ponto de vista educacional, como processo histórico e complexo.tratando a dança folclórica como recurso metodológico importante para a construção do conhecimento. A pesquisa desenvolveu-se em uma Escola da Rede Municipal de Educação de Goiânia no ciclo II, pois trata-se das séries do ensino fundamental que encontram-se professores de áreas. Os sujeitos focais da pesquisa foram oito, sendo seis professores de área: 01 Geografia/História; 01 Ciências/Artes; 01 Português; 01 Matemática; 01 Educação Física e 01 Inglês; 01 Coordenador e 01 Diretor. Neste sentido, a problemática a ser investigada aborda a dança folclórica no ambiente escolar, contextualizada à produção do todo em se tratando de conhecimento e conteúdo da cultura corporal, desvinculada dos modismos e da fragmentação da atualidade, buscando contribuições para a cultura. A construção dos dados valeu-se de múltiplas fontes: a pesquisa bibliográfica, análise documental, observação, entrevistas semiestruturadas, que se converteram em material-base de discussão. Em termos metodológicos, a opção pelos enfoques qualitativo e quantitativo se deu em decorrência natural do percurso trilhado. O objeto de estudo, com sua grande complexidade, acabou reforçando tal escolha. Como resultados encontrados podemos destacar: que a dança folclórica no contexto escolar está sendo trabalhada de forma fragmentada e acrítica não promovendo o resgate e a compreensão da cultura ; A dança folclórica é tratada na escola como modismo mês de agosto mês do Folclore. - Todos os sujeitos envolvidos na investigação reconhecem a importância de trabalhar a dança folclórica como temaconteúdo, mas a prática revelou que não utiliza no seu cotidiano escolar. Observou-se que, além de mudanças de atitudes dos professores, deve-se buscar novos posicionamentos e procedimentos baseados em concepções e práticas pedagógicas mais evoluídas. Numerosos e complexos são os desafios existentes. Mas, diante deles, nossa atitude deve ser de luta, para buscar as parcerias, trocar idéias e reunir experiências. Com esses propósitos, realizamos esta pesquisa que não tem um ponto final. Palavras chaves: Dança Folclórica, Contexto Escolar, Recurso Metodológico, Divulgação da cultura popular.

9 SUMÁRIO INTRODUÇÃO CAPÍTULO I A DANÇA FOLCLÓRICA: ALGUMAS REFLEXÕES TEÓRICAS UM POUCO DE HISTÓRIA A DANÇA COMO FORMA DE EXPRESSÃO HUMANA a) A Dança Folclórica como forma de manifestação cultural b)a dança folclórica no contexto brasileiro c) Danças folclóricas e suas regiões A DANÇA FOLCLÓRICA NO CONTEXTO ESCOLAR a) Possibilidades de trabalho da dança folclórica na escola b) A importância da dança folclórica nas aulas de Educação Física CAPÍTULO II O CAMINHO PERCORRIDO TAREFAS DE INVESTIGAÇÃO PROCESSO DE ELABORAÇÃO DAS TÉCNICAS a) Unidade de estudo INSTRUMENTOS E PROCEDIMENTOS a) Análise documental b) Considerações acerca do uso da observação como instrumento c) Considerações acerca do uso de entrevista CAPITULO III - ANÁLISE DOS DADOS CONSIDERAÇÕES GERAIS FRENTE AS TAREFAS REALIZADAS CONSIDERAÇÕES GERAIS DE ANÁLISE DOCUMENTAL DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO ( P.P.P.) a) Análises dos dados do guia de observação CONCLUSÃO REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO ANEXOS... 42

10 INTRODUÇÃO Manifestar sentimentos são características inerentes ao seres humanos, seres humanos estes, que buscam incansavelmente momentos que construam sua história. Mas que em contraste com as novas tecnologias, a vida conturbada das grandes metrópoles se depara com o esquecimento ocasionando retrocesso cultural numa interpretação de um mundo que vê na globalização o remédio para suas mazelas. Mas, para que exista um sistema eficiente de interação entre raças, culturas e políticas, é necessário que sejam revistos os conceitos que norteiam as culturas regionalizadas, e o resgate folclórico é imprescindível e importante, pois é uma área que possibilita a identificação das culturas, suas experiências na vida coletiva, seu modo de sentir, pensar e agir, oportunizando a modificação e transformação do meio social, já que o passado influencia diretamente no presente. E é nesse presente que a dança está firmada na história por suas possibilidades de aceitação, criação e expressão. É uma atividade que desde os primórdios se tornou arte estruturada, gerando significados religiosos, sociais a existência humana, neste contexto as danças folclóricas se tornam a organização de movimentos que trazem em sua forma a criatividade de movimentos de uma sociedade que deseja encontrar um aporte de expressão sem limites impostos por técnicas pré-estabelecidas mecanicamente, é poder esbanjar os movimentos sentindo-se único e verdadeiramente livre. Na busca constante de tornar a sociedade melhor, formar cidadãos livres, a escola é uma instituição social com propósito educativo, que interfere diretamente na construção de uma sociedade mais justa e igualitária, que busca na pesquisa a produção de conhecimentos que se fundamentam em aspectos científicos da Educação, é a partir desde domínio que se alcançará um avanço em termos de crescimento educacional.

11 11 Esse crescimento depende de vivências no que se refere a cultura e as danças folclóricas é um campo de ação para que aconteça o resgate social dos povos que buscam nas danças perpetuar sua história de vida, capacitando-nos a uma compreensão em sua totalidade. A fragmentação da história e ocasionada pelo sistema econômico, que fundamenta a vida contemporânea e a prática das danças folclóricas na Educação Física possibilitando uma superação das questões estagnadas em relação a uma prática pedagógica que busca a ação-reflexão, ou seja, busca contribuir na formação do ser total que reflete sua prática e a remete para sua realidade. Através da história encontramos as danças populares que são um recurso metodológico importante para a construção do conhecimento, pois a mesma possibilita a vivência de conteúdos significativos ao grupo, despertando no aluno aspectos expressivos e ao mesmo tempo instigando seu lado criativo, proporcionando a compreensão da totalidade do universo cultural. O desejo de realizar a pesquisa referente a este tema foi devido a própria experiência profissional da pesquisadora, que vivenciou em sua prática pedagógica dificuldades em trabalhar as questões referentes ao folclore no ambiente escolar, devido a realidade da escola pública que não oferece espaço físico adequado, materiais necessários, e principalmente, exige do professor de Educação Física um planejamento que enfoque o esporte de rendimento, pois para participar de competições agendadas no calendário escolar funciona como alavanca para abrir portas nos jogos estudantis ou em outras competições, assim as danças folclóricas ficam restritas aos eventos festivos, geralmente no mês de agosto, impossibilitando a vivência do folclore no todo, fragmentando a história. Como delimitação problemática a investigação teve a preocupação de identificar as principais contribuições da dança folclórica no contexto escolar, trabalhando a hipótese de maneira que como dança folclórica está sendo utilizada no espaço escolar não está contribuindo para o desenvolvimento da expressão corporal, a criatividade e a divulgação das manifestações culturais. Sendo assim, tivemos como objetivo verificar as principais contribuições da dança folclórica no contexto escolar, como forma de desenvolvimento, expressão corporal, criatividade e propagar-se as manifestações culturais.

12 12 Para atingir tal objetivo utilizamos recursos metodológicos, a pesquisa qualitativa e quantitativa, pois este enfoque permite fazer um enlace constante entre a teoria e a prática, tornando possível um aprofundamento na prática pedagógica dos professores no dia-a-dia na escola. Desta forma, esta pesquisa consta-se de três capítulos com sua conclusão, tabelas e anexos. O primeiro capítulo trata-se da fundamentação teórica nas questões referentes ao Folclore, fazendo uma relação com a dança folclórica como uma forma de manifestação cultural, contextualizando a riqueza de ritmos do povo brasileiro, dando enfoque principal da dança folclórica no contexto escolar e sua importância para as aulas de Educação Física. No segundo capítulo, abordamos o percurso metodológico desta investigação no qual aproximou da problemática a ser investigada, as danças folclóricas no ambiente escolar. Enfocamos as principais considerações acerca dos instrumentos a serem utilizados que foram : Análise documental, entrevista e observações. No terceiro capítulo realizamos análises dos dados e os principais resultados da pesquisa. No entanto, numerosos e complexos são os desafios existentes, mas diante deles devemos ter atitudes de luta, buscar parcerias, trocar idéias e experiências. Com este propósito realizamos a presente pesquisa, que não tem um ponto final.

13 CAPÍTULO I A DANÇA FOLCLÓRICA: ALGUMAS REFLEXÕES TEÓRICAS 1 UM POUCO DE HISTÓRIA O homem da atualidade revela em sua própria existência momentos de busca e manifestação de suas emoções, no qual a tecnologia avançada, os fazeres cotidianos, o excesso de atividades proporcionam um esquecimento de suas raízes históricas, levando-o a ignorar suas criações culturais, o que traz para a humanidade um retrocesso em suas múltiplas manifestações. Este homem que busca uma interpretação do mundo atual não contextualizada com sua história é sem dúvida um ser individualista que esquece valores sociais, e não percebe que esta visão equivocada de mundo se faz pela história da humanidade que firma seus aspectos sócio-econômicos numa visão capitalista que ignora as produções coletivas, onde o homem era o agente produtor de cultura e reforça o saber das máquinas e que transforma este mesmo em consumidor de uma cultura pronta e estipulada pelo poder econômico. Diante deste sistema que produz o ser individualista, há necessidade do homem resgatar os valores culturais e tradições sendo o folclore a melhor forma de levar ao conhecimento da continuidade e a construção de uma memória coletiva, e isto é fundamental para a formação da identidade cultural. De acordo com a carta publicada na revista The Atheneum, formulada por Willian Thoms em 22/08/1846, com o termo original em inglês FOLK-LORE, no qual o autor considera que o folclore significa o conjunto de costumes, crenças, festas, usos, lendas, canções, danças e textos de literatura popular. Porém, segundo o sociólogo Florestan Fernandes, O fato folclórico por sua vez é um modo de sentir, pensar e agir, que passa a constituir uma expressão de experiência peculiar de vida de qualquer coletividade humana integrada a uma sociedade (FERNANDES, 1978, p. 25).

14 14 Segundo Martins, que define O folclore de maneira sábia quando identificar os fatos da área popular tradicional como o escaninho da experiência humana (MARTINS, 1986, p. 43). Existem vários estudos sobre o folclore, dentre eles podemos citar alguns conceitos que vem de encontro com este estudo. Segundo Mônica, o fato folclórico modifica-se, transforma-se de região para região de acordo com o meio social, sempre subordinado aos processos da dinâmica cultural. Considerando que não há imposição em sua manifestação, são características marcantes o seu caráter espontâneo e o seu poder de motivação sobre os componentes de uma referida comunidade, que o exprimem e o identificam como fenômeno social vivido e revivido, inspirando e orientando comportamentos (MÔNICA, 1976 p. 14). Portanto, Heidegger, Partindo do princípio que o folclore dialoga com o corpo e que a dança é um dos conteúdos da cultura corporal, ao mesmo tempo modo de interpretação do ser na realidade do - mundo, - no mundo, buscamos significados numa vivência articulada entre a dança e o fato folclórico (HEIDEGGER, 1995 p. 17). Podendo assim, ser considerada linguagem social que permite a transmissão de sentimentos, emoções, da afetividade vivida nas esferas da religiosidade, da saúde, da guerra e outros. Mostrando uma necessidade do estudo da dança e suas contribuições como formas de movimento humano. Devemos considerar o folclore como conteúdo da cultura, especialmente das danças folclóricas. 1.1 A DANÇA COMO FORMA DE EXPRESSÃO HUMANA A dança é uma atividade que acompanha o homem desde seus primórdios assumindo no decorrer do tempo vários sentidos, desde como elemento de organização social dos povos primitivos até o sentido cultural e artístico. É a mais antiga das artes, estruturando e tornando-se típicas dos grupos étnicos e sociais que as praticavam e praticam até os dias atuais.

15 15 Para Garauldy, a dança é um rito: ritual sagrado, ritual social. Encontramos na dança essa dupla significação que está na origem de toda atividade humana. (...) dançar é antes de tudo, estabelecer uma relação ativa entre o homem e a natureza, é participar do movimento cósmico e do domínio sobre ele (GARAULDY, 1980: p. 8). Ou seja, é um movimento de união, harmonia e ritmos, onde subjas religião, arte e conhecimento. De acordo com Faro, a dança é fruto da necessidade de expressão do homem (1987, p.13). Desta forma podemos dizer que a dança é uma arte característica do movimento humano abstrato ou expressiva, realizada individual ou coletivamente e que proporciona ritmo e movimento, sendo o corpo humano seu principal instrumento representativo. Dançar não é somente uma expressão da alma em movimento, mas é o princípio de toda uma concepção mais flexível e completa, não é apenas expressar tecnicamente e mecanicamente, deve usar esses meios para alcançar o objetivo maior a realização. Dançar é o despertar de novos horizontes, criar intrinsecamente um ideal, transportando-os sentimentos, as emoções, enfim, a satisfação de viver. O corpo não é apenas a sede do sensível; é também a do inteligível. O inteligível se embebeda de sangue, suor e lágrimas tanto quanto o sensível. O ser que pensa é o mesmo que sente. O ser que pensa sem o ser que sente, já não é o ser. Se um dos dois faltar é o mesmo que faltar tudo (FREIRE, 1991, p. 35). Através da dança folclórica o ser humano se sente único, verdadeiramente cidadão livre, daí podemos trabalhar o movimento humano partindo da realidade do aluno, buscando o que está além dos muros da escola deixando exprimir a relação do homem com o meio. Criando e dando formas a um fenômeno, a dança, permite explorar com idéias originais a própria corporeidade. São estas idéias traduzidas por uma linguagem corporal que permite expressar e comunicar mensagens por um vocabulário próprio, nos sensibilizando para o belo, o estético, o cultural e o social. Diante de tantas riquezas que a dança nos possibilita, não devemos estuda-las de forma descontextualizada, pois os significados que a dança nos permite estão na

16 16 base da formação dos seres humanos, como sujeitos capazes de compreender, de agir no sistema social de forma crítica, fazendo a dança parte desse processo, que viabiliza o entendimento deste sistema como em transformação. Estudando a dança como experiência lúdica, relacionada com a cultura no contexto e com os fatos da vida, sendo assim, a dança folclórica como conteúdo-tema a melhor forma de expressar e de divulgar as manifestações populares, por isto, a importância de analisar as danças populares no seu contexto histórico e atual. a) A Dança Folclórica como forma de manifestação cultural Na Era da mecanização e padronização o homem necessita experimentar a sua cultura através da dança, pois permite desenvolver suas potencialidades. Como o corpo dançante, desenhamos formas, contamos histórias, penetramos no espaço e no tempo, interagindo nele e com ele. Para estas formas de expressão, a dança folclórica trabalha as coletividades humanas, expressam seu íntimo, por meio de movimentos rítmicos do corpo, funcionando também como laços de integração social. A expressão é essencial tanto para quem dança quanto para quem assiste, pois, se a dança é um modo de existir, cada um pode realizar ou entender um movimento diferente dos outros e através dele exteriorizar seus sentimentos na busca da individualidade da sua compreensão. Para Lima, nunca pode ser considerada folclórica a dança da moda, que existe no contexto comercial ou de consumo, ou aquela na qual se observa um dirigismo na escola ( LIMA 1979, p.179). Gonçalves observa que a cultura imprime suas marcas no corpo e que este expressa uma história acumulada de uma sociedade (GONÇALVES 1994, p.13). Dessa forma, ao longo da história, o homem vem assimilando inúmeras concepções no tratamento com o seu corpo e suas relações em determinado contexto social. Andar, correr, pular, saltitar, sapatear, dar umbigadas, saltar com um pé ou com os dois, são alguns passos básicos das danças folclóricas. Algumas dessas danças são

17 17 compostas por pares de homens e mulheres, outras em rodas com uma pessoa ao centro comandando. As danças tradicionais folclóricas são preservadas através da repetição de seus passos e estes passos representam o cotidiano das manifestações de cada região, e cada cultura. Portanto, imaginação e criatividade são, pontos fundamentais em um projeto de educação que tenha como objetivo a formação de pessoas que não aprendam os conhecimentos elaborados pela humanidade, porém, que saibam refletir e que sintam capazes de interferir sobre esses conhecimentos, reelaborando-os. b)a dança folclórica no contexto brasileiro O Brasil é um país de misturas de raças, rico em suas manifestações culturais, no qual possibilita trabalhar as questões referentes ao folclore desde suas raízes e suas criações culturais, pois, cada região apresenta características diversas, como o seu modo de falar, suas comidas e principalmente suas danças. As danças brasileiras se dividem em danças comuns e danças dramáticas, sendo estas últimas em caráter folclórico. Ultimamente, os folcloristas substituíram a denominação dança dramática por folguedo popular. Segundo Ortiz, Entende-se por este toda manifestação folclórica nos seus fatores dramáticos, coletivos e estruturais (Ortiz 1996, p. 10). O elemento negro foi da máxima importância para a formação da música e da dança brasileira. Vieram de diferentes partes do continente africano, representando diversos graus de cultura. Com eles veio um extraordinário senso de ritmo e um tipo de movimento corporal que os portugueses não tinham. Tal como os índios, os africanos dançavam descalços, com sentido religioso e mágico. A dança do índio brasileiro não foi imitada, nem se misturou a dos brancos. O índio era temido, desprezado e sobretudo perseguido. As danças locais, hoje, sofrem, em seu contexto, o impacto do ambiente em que se desenvolvem. Essa conexão aparece não apenas na coreografia em si, mas nos nomes dos personagens. Essas áreas são: área da pesca, área da agricultura, área da mineração, área do pastoreio

18 18 e região amazônica. c) Danças folclóricas e suas regiões Por participarem integralmente da vida comunitária, as danças folclóricas estão geralmente associadas a ocasiões específicas e a determinados grupos de pessoas. Há danças para as mais diversas atividades e ocasiões: plantio, colheita, pastoreio, pesca, tecelagem, nascimento, matrimônio, guerra, funeral, lúdicas e outros. Há um traço comum em boa parte das danças folclóricas existentes, que é estar ligada a determinado momento da vida desses povos. A dança, pode-se dizer, é um fato folclórico completo, pois possui todas as suas principais características. Visto que, conjugam os mais diversos aspectos da vida cotidiana, associando a música ao gesto, a cor ao ritmo, ao sentido lúdico traduzindo assim como manifestações espontâneas de uma coletividade, sendo portanto, coletivas e aceitas pela sociedade onde subsiste. Exemplos: SAMBA: Baile popular urbano e rural, sinônimo de pagode, função, fobó, arrasta-pé, balança - flandre (Alagoas), forrobodó, fungangá. Dança popular em todo o Brasil. CAPOEIRA: Jogo atlético de origem negra, ou introduzida no Brasil pelos escravos bantos de angola. É um jogo defensivo e ofensivo; espalhado pelo território e tradicional na cidade de Salvador, Rio de Janeiro e Recife. Onde são recordados os mestres, famosos pela agilidade e sucessor. Desde princípios do século XIX foi reprimido pela polícia e possui devotos e admiradores de todas as classes. MACULELÊ: Misto de bailado guerreiro e folguedo baiano de Salvador e Recôncavo Baiano, em que os componentes vão entrechocando os bastões que conduzem (um em cada mão), enquanto dançam e cantam. Este bailado guerreiro é exigência na festa de Nossa Senhora da Conceição, na praça da purificação, na cidade de Salvador e noutros pontos da Bahia, como em Santo Amaro.

19 19 CAIAPÓ: Era muito dançado em São Paulo e Minas Gerais, principalmente pelos indígenas da região litorânea paulista. Com o avanço da civilização e o recuo dos silvícolas para as margens do Rio Xingu, as raízes da sua dança ficaram no seu habitat original. O caiapó também é dançado no Pará. BUMBA MEU BOI: Tido como o mais puro dos espetáculos nordestinos, sua origem não é muito precisa, tendo alguma influência européia, mas com estrutura, assunto, música e tipos essencialmente brasileiros, com características do ciclo econômico do gado. Trata-se de uma aglutinação de reisados em torno de um reisado principal que conta a vida e a morte do boi. FREVO: Uma das danças mais vivas e brejeiras do folclore nacional, sua música é inspirada num misto de marcha rápida e polca. A comunicabilidade da música é contagiante, o que torna o frevo uma dança de multidão. Sua área de influência é o Nordeste, sendo muito dançado especialmente em Pernambuco. O frevo permite que o dançarino exercite sua criatividade, fazendo passos que, em alguns casos, chegam ao malabarismo. CANDOMBLÉ: Cerimônia religiosa de origem BANTU, onde são evocados os Orixás, através de batidas de atabaque. A ordem de chamada dos deuses variam em cada terreiro, mas sempre se inicia por EXU o mensageiro dos deuses e termina com OXALÁ o senhor do céu. Cada divindade recebe no mínimo, 03 cânticos com danças que representam suas histórias e mitos. SAMBA: Dança popular brasileira, de origem africana, com variedade urbana e rural, cantada e muito saracoteada, compasso binário e acompanhamento obrigatoriamente sincopado, à base de percussão e de palmas. Na década de 20 nasceu a primeira escola de samba, no Largo do Estácio no Rio de Janeiro, com a fusão da música popular brasileira, do Samba de roda e do Rancho. Do Rancho herdaram a configuração de marcha, a baliza formada pela Porta Bandeira e o Mestre Sala, e os enredos. COCÓ: É de origem ameríndia (TUPI). Muito dançada nas regiões de praia do Norte e do Nordeste, especialmente em Alagoas, apresenta grande variedade de formas,

20 20 com diferenças perceptíveis em cada estado. É uma festa alegre e vivaz, apesar de não ter riqueza de ritmos e melodias. QUADRILHA: É dançada em homenagem aos Santos Juninos (Santo Antônio, São João, São Pedro) e para agradecer as boas colheitas na roça. Tal festejo é importante pois, o homem do campo é muito religioso, devoto e respeitoso a Deus. Dançar, comemorar e agradecer. Em quase todo o Brasil, a quadrilha é dançada por número par de casais e a quantidade de participantes da dança é determinada pelo tamanho do espaço que tem para dançar. Existem diversas marcações para uma quadrilha, e a cada ano, vão surgindo novos comandos, baseados nos acontecimentos nacionais e na criatividade dos grupos e marcadores. CATIRA OU CATERETÊ: Pode ser considerada como autêntica dança brasileira. De nome e origem indígena. É uma espécie de sapateado brasileiro com bate-pé ao som de palmas e violas. Antes era uma Dança mais restrita aos homens, mas atualmente é praticado também só por mulheres ou acompanhadas pelos homens. Também conhecido como cateretê é praticado, largamente, no interior do Brasil, especialmente nos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Goiás e, também, em menor escala no Nordeste. DANÇA GAÚCHA: Revelam o espirito de fidalguia característicos no camponês do Rio Grande do Sul e apresenta grande teatralidade. O figurino é bem tradicional, como vestido de chita floreado com lenço de seda no pescoço para as mulheres e chapéu de aba não quebrado dos lados, bombacha e botas de cano mole para os homens. A CHULA: É uma dança desafio que caracteriza pela disputa. Coloca-se no chão uma vara de quatro metros de comprimento. Há um dançarino em cada extremidade. Ao som da musica eles se desafiarão executando um de cada vez, complicada coreografia de um lado e de outro lado da vara. O companheiro deverá repetir os passos, o que se não for conseguindo, o desclassificará. Essa dança é típica do Rio Grande do Sul. Por isso, a dança tradicional constitui uma rica aliada para a educação escolar por

21 21 preservar e passar para os alunos a cultura e tradição de diversos povos, através de suas particularidades, como cores alegres, história e outros. Deste modo, com essa riqueza cultural, torna-se imprescindível a introdução das danças tradicionais na escola. As diversas realidades e os temas que podemos levantar através das disciplinas compõem, talvez a idéia de Educação que estamos tentando construir atualmente. 1.2 A DANÇA FOLCLÓRICA NO CONTEXTO ESCOLAR A escola deve ser um espaço aberto para o conhecimento, isto requer que a mesma seja um espaço de formação e informação e que a aprendizagem dos conteúdos devem ser necessariamente significativa para o aluno. Estes devem se tratar de questões sociais, manifestações culturais, de modo que possa favorecer a compreensão e a intervenção nos fenômenos sociais e culturais, assim como os alunos, usufruir todas, as manifestações culturais para o processo de ensinoaprendizagem. Tratando a escola como uma instituição social com propósito educativo, tem-se de há o compromisso de intervir efetivamente para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e igualitária. Para tanto, é necessário assumir a valorização da cultura de sua própria comunidade e, ao mesmo tempo, ultrapassar os seus limites, no que diz respeito aos conhecimentos socialmente relevantes da cultura brasileira no âmbito nacional e regional. Para que a escola cumpra o seu papel, deve-se reconhecer o corpo, que é um grande veículo dos sentimentos humanos, não esquecendo da importância do lúdico na sociedade e na escola deverá ter oportunidades de experiências diversas. A dança deve ser trabalhada numa integração professor-aluno, através da interdisciplinaridade, se objetivando na construção do conhecimento com sabedoria, e não repassando-os simplesmente por modismo e sim, construir uma cultura a cada dia, sem fugir da realidade. Pois na realidade as questões folclóricas e principalmente as danças folclóricas, são trabalhadas somente no mês de agosto,

22 22 sendo este o mês do folclore, e as danças folclóricas fazem parte simplesmente da apresentação. Por isso, a necessidade de trabalhar as danças folclóricas de uma forma interdisciplinar, de acordo com Diniz, Através da vivência interdisciplinar, o homem cria, se sensibiliza e se expressa comunicando com os seus semelhantes, desenvolvendo o processo da humanização, onde o corpo possui uma linguagem específica decifrada por códigos culturais, e em sua fala ele existe (DINIZ, 1997, p. 614). No contexto cultural, podemos perceber inúmeras manifestações do ser humano, dentre as quais a dança folclórica, com suas múltiplas faces, que vem celebrando a vida numa expressão dela própria, filtrando as mensagens e as idéias que se pretende transmitir, através da expressão contida nas formas e movimentos por uma comunicação não verbal do ser. Assim, o corpo que dança expressa seu ser sensível, comunicando-se com o mundo, onde todas as manifestações desencadeadas levam a desvendar-se por inteiro, revelando-se com um ser no mundo, a partir do desdobramento da concretude de sua existência. Para Soares (et alli, 1992), A escola também pode oferecer outras formas de prática de expressão corporal, paralelamente á dança popular, como por exemplo, a mímica ou pantomima, contribuindo para o desenvolvimento da expressão comunicativa dos alunos. Faz-se necessário o resgate da cultura brasileira no mundo da dança através da tematização das origens culturais, sejam do índio, do branco ou do negro, como forma de despertar a identidade social do aluno no projeto de construção da cidadania (SOARES, et alli 1992, p.83). Portanto, a dança no contexto escolar deve ser trabalhada com o conhecimento a popular, preservando suas características essenciais, ou seja, resguardando principalmente as expressões das camadas da população inserida na sua cultura. Para que o tema dança folclórica seja desenvolvida na escola, é necessário saber que as danças populares na escola possuem uma função social, lazer, religião, que vai determinar seus elementos e sua cultura, bem como o seu conteúdo expressivo.

23 23 a) Possibilidades de trabalho da dança folclórica na escola Como vimos anteriormente, o papel da dança na escola não é formar bailarinos ou restrita a eventos festivos, mas sim, trata-la e vivenciá-la enquanto conteúdo da cultura corporal para ampliar a compreensão histórica e social do aluno, a partir de suas habilidades e possibilidades corporais. Capacitando-o para compreensão no coletivo e individual em sua totalidade. Partindo desses pressupostos, faz-se necessário que o trato das danças populares partam de experiência pedagógica, que ampliam a compreensão e a vivência dos nossos ritmos de dança. Em acordo ALMEIDA e SANTOS (1997,p. 31),dizem que a dança popular contribui para a superação de questões ligadas ao sexismo, à inibição, aos códigos hierárquicos sociais das diferentes formas de expressão e resistência cultural e social, que compõe o universo da dança (idem, p.31) Como já foi dito, a dança é um dos conteúdos da cultura corporal de movimentos, que aliada ao folclore, leva aos alunos a explorar o seu corpo das mais diferentes formas. Os diversos aspectos da vida do homem, tematiza-se através dos diversos tipos de danças populares, com o contato com formas e símbolos das culturas, amplia-se essas vivências com outros tipos de cultura, ou seja, através da tematização do fato folclórico, chega-se à experiência lúdica que proporciona a representação de formas, interpretação de histórias e composição coreográfica. Nesse sentido a dança folclórica deve ser tratada como um fator sociocultural para o processo de formação educacional. A estrutura temática ou forma de trabalhar dança folclórica na escola deve ser aliada a princípios éticos que vivenciam a criatividade e a criticidade. Este conteúdo deve ser explorado das mais diversas formas, priorizando a pesquisa sobre um determinado fato folclórico, selecionar temas e tematizar experiências do movimento da dança, vivenciando o movimento individualmente e coletivamente. Segundo esta afirmação como ressalta Diniz A idéia é incentivar o aluno a pesquisar, a contextualizar e compreender o

24 24 fato pesquisado, cruzar as informações obtidas com a realidade numa perspectiva interdisciplinar e lúdica, selecionar temas para a composição coreográfica e refletir sobre a articulação do tema e de sua estrutura temática. Finalmente, após a elaboração coletiva do projeto do trabalho a ser realizado, é o momento de dar forma física através da montagem das coreografias. O trabalho pode ser realizado por grupos distintos dentro de uma turma de alunos ou pela sala de aula como um todo, conforme critérios que o professor considerar coerente com sua realidade na sala de aula e na escola (DINIZ, 1997, pp. 6, 17-18). Para trabalhar a dança folclórica na escola, professores e alunos devem identificar e organizar dados sobre o real, para tanto, é necessário dominar o conteúdo e a forma para ensinar e aprender a dança popular na escola, priorizando o lúdico tanto como forma de conteúdo e significatividade dos mesmos. Segundo ALMEIDA e SANTOS (1997, p.31-1) Elas ainda definem este tema partindo de uma proposta que visa desenvolver a compreensão do mundo cultural do aluno e da dança através da vivência de: I. Danças folclóricas, resgatando seus símbolos e significados; II. Danças regionais, ampliando a compreensão do mundo cultural, identificando os diferentes contextos que o delimitam; III. Danças étnicas, delimitando as relações interculturais entre os diferentes povos; IV. Danças contemporâneas, tratando dos diferentes movimentos da dança no mundo e suas influências na cultura ocidental ( idem, p.30-1). Diante do exposto, a dança popular é um recurso metodológico importante para a construção do conhecimento, pois a mesma possibilita a vivência de conteúdos significativos ao grupo, despertando o aluno para os aspectos expressivos, símbolos técnicos das diferentes danças: danças folclóricas, regionais, étnicas e contemporâneas. A utilização destas danças possibilita um resgate da compreensão da totalidade do universo cultural. b) A importância da dança folclórica nas aulas de Educação Física A Educação Física como disciplina curricular não pode deixar de considerar como

25 25 conteúdo da cultura corporal, especialmente as danças. Neste sentido, as danças folclóricas como proposta pedagógica nas aulas de Educação Física deve ser acompanhada através de um estudo de seu significado, de suas funções e de uma análise das implicações da cultura global em suas origens, levando o indivíduo a refletir a corporeidade na sociedade atual. Experimentar sua cultura através da dança permite o desenvolvimento de potencialidade da criatividade coloca os alunos em contato com as manifestações culturais, própria de uma sociedade e as registram no seu corpo, o que levam ao conhecimento à continuidade das tradições e a construção de uma memória coletiva fundamental para a formação da identidade cultural. A dança folclórica é mais que passinhos pra lá e pra cá, portanto nas aulas de Educação Física o professor deve permitir ao aluno a vivenciar muitas possibilidades do movimento humano e também oportunizando o resgate cultural. Para tanto, um dos princípios teóricos metodológicos da prática pedagógica desenvolvida pela Educação Física explorando as danças folclóricas deve ter como um dos princípios. Segundo Brikman conceder o ser humano como ser da práxis, que se auto realiza nas suas diversas formas de se manifestar, de existir, criando e recriando, produzindo e reproduzindo a vida. O ser humano com inclusão com e na realidade (BRIKMAN 1989, p. 18). Nesta perspectiva, devemos dimestificar algumas considerações dos alunos de modo a identificar que as aulas de Educação Física seja instrumento para o conhecimento para que viabiliza os alunos a compreender, interpretar e explicar as manifestações culturais como fenômeno da prática social. Esboçamos assim, alguns pontos teóricos que consideramos fundamentais para compreender as danças folclóricas no contexto escolar como forma de ação pedagógica. Passaremos então a realização do trabalho de campo.

26 CAPÍTULO II O CAMINHO PERCORRIDO Neste capítulo abordaremos as bases epistemológicas da pesquisa qualitativa e quantitativa, que nos orientaram para aproximação do processo a ser investigado. Neste sentido, a problemática a ser investigada aborda as danças folclóricas no contexto escolar, contextualizada à produção do todo em se tratando de conhecimento e conteúdo da cultura corporal, desvinculada dos modismos e da fragmentação da atualidade, buscando contribuições para a cultura. Na presente pesquisa utilizamos também de dados qualitativos e quantitativos em abordagem qualitativa é denominado triangulação, como aborda Lüdke e Menga, que é fundamental que os dados sejam analisados de forma integrada...nesses inúmeros estudos que combinam técnicas quantitativas e qualitativas num desenho triangular, só raramente há uma tentativa de integrar os dois componentes do estudo. Ao invés, eles são tratados como dois estudos separados em um só projeto. Esse tratamento é infeliz porque mesmo uma simples comparação dos resultados dos dois componentes pode permitir a confirmação e, por conseguinte, fortalecer o argumento (LÜDKE e MENGA, 1986, p. 45). Dessa forma, o desenvolvimento da investigação, fundamentamos no enfoque qualitativo, pois este enfoque permite fazer um enlace constante entre a teoria e a prática, e a triangulação da pesquisa qualitativa e quantitativa nos permitiu penetrarmos na dinâmica da escola, dos professores no dia-a-dia. referente as formas de trabalho, interdisciplinaridade, as manifestações culturais e principalmente as danças folclóricas. 2 TAREFAS DE INVESTIGAÇÃO Análises bibliográficas dos principais estudiosos referentes as questões folclóricas, a dança, a educação e as danças folclóricas como manifestação cultural. Aprofundamento da fundamentação teórica.

27 27 Elaboração dos instrumentos. Aplicação dos instrumentos. Identificação das formas como está sendo trabalhado a dança folclórica na escola. Análise dos dados. 2.1 PROCESSO DE ELABORAÇÃO DAS TÉCNICAS A análise bibliográfica contribuiu para as explicações parciais da realidade, e para esclarecer melhor o objeto de investigação, a levantar as questões, o problema, às hipóteses com mais propriedade, permitiu maior clareza na organização dos dados, favorecendo as dimensões de aplicação das técnicas e o nível de desenvolvimento do objeto estudado. a) Unidade de estudo Participaram da pesquisa professores, coordenadores e diretor. - Campo de Pesquisa A pesquisa foi realizada em uma escola do Ensino Fundamental da Rede Municipal de Goiânia. A escola comporta 470 alunos, havendo uma disponibilidade de atendimento nos três turnos: matutino (ciclo II), vespertino (ciclo I), noturno (Educação de Jovens e Adultos (EAJA). A pesquisa foi realizada no ciclo II no período matutino, pois é nesta etapa onde atuam os professores de áreas. Atualmente a escola atende uma clientela de condições sócio-econômica médio/baixa, formada basicamente por trabalhadores de mão-de-obra não qualificada, funcionários públicos e subempregados. A escola é inclusiva, recebendo alunos portadores de necessidades educativas especiais. - Sujeito Os sujeitos focais da pesquisa foram oito, sendo seis professores de área: 01

28 28 Geografia/História; 01 Ciências/Arte; 01 Português; 01 Matemática; 01 Educação Física e 01 Inglês; 01 Coordenador e 01 Diretor. 2.2 INSTRUMENTOS E PROCEDIMENTOS Para o processo de construção de dados utilizou-se de múltiplas fontes: Análise documental do projeto político pedagógico da escola, observação das aulas de Educação Física, entrevista semi-estruturada com os professores, coordenador e diretor. a) Análise documental O estudo foi relacionado à análise documental do Projeto Político Pedagógico (PPP), pois este documento é o que rege e norteia todas as ações da escola, desde sua justificativa, filosofia, metodologia, ações e propostas didático-pedagógicas. Segundo CAULLEY (1981, p. 24), a análise documental busca identificar informações factuais nos documentos a partir de questões ou hipóteses de interesse. Sendo um suporte de averiguação das metodologias e tornando-o apoio para a consulta e servindo de base dos estudos, o que fornece estabilidade aos resultados devido a sua contextualização à realidade. Assim, a análise documental se mostra uma técnica exploratória eficiente pois indica problemas que devem ser explorados. De acordo GUBA e LINCOLN citada por Lüdke e Andre (1986, p. 39), As vantagens do uso de documentos dizendo que uma fonte tão repleta de informações sobre a natureza do contexto nunca deve ser ignorada, quaisquer que sejam os outros métodos de investigação escolhido. b) Considerações acerca do uso da observação como instrumento Os focos de observação: metodologia, conteúdos e criatividade, foram determinados basicamente pelos propósitos deste processo de estudo.

29 29 Com esse propósito, buscamos manter uma visão da totalidade das ações metodológicas, enfocando os pontos principais desta pesquisa. Alguns aspectos foram respeitados. Ao longo do processo as informações irrelevantes foram desconsideradas, atentando para fatos que possibilitassem uma análise mais complexa. Visualizamos a prática pedagógica adotando como critério um roteiro de observação (segue anexo2 e 5), onde possibilitamos a análise de duas aulas de Educação Física, na qual a professora trabalhava o contexto das danças folclóricas regional. Somente após encerrada a fase de observação é que procedemos a entrevista, fundamentada nas questões que foram levantadas e inerentes a sua prática. c) Considerações acerca do uso de entrevista O processo de produção deste trabalho se fundamentou no método de pesquisa por entrevista, pela vantagem que esta permite sobre outras técnicas já que há a captação imediata e corrente da informação desejada, sobre qualquer tipo de informante e sobre os mais variados temas. Este método proporciona um maior aprofundamento de pontos que outras técnicas não permitem, além de simples aplicação, facilita interpretações, correções e adaptações, o que a torna eficiente na obtenção das informações desejadas. É nítido que, a entrevista para o trabalho de pesquisa, atualmente em educação obtém-se melhor resultado com esquemas mais livres, pois possibilita levantar mais rapidamente as informações, principalmente em se tratando de professores, diretores, orientadores. Obedecendo exigências e cuidados, a entrevista é um instrumento de solução às problematizações, se feita corretamente.

30 30 Portanto, neste processo de pesquisa realizamos entrevista semi-estruturada com professores, coordenador e diretor na qual abordaram questões sobre: concepção, metodologia, comunicação no trato das manifestações culturais da escola (ver anexo 3 e 4).

31 CAPITULO III - ANÁLISE DOS DADOS 3 CONSIDERAÇÕES GERAIS FRENTE AS TAREFAS REALIZADAS Neste capítulo trataremos das análises dos dados frente aos instrumentos utilizados, no qual possibilitou os principais resultados da pesquisa. A escola é um campo inesgotável de inquietações. Múltiplos são seus determinantes e suas conseqüências. É uma realidade complexa e muitas vezes nebulosa de histórias mal estruturadas. 3.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS DE ANÁLISE DOCUMENTAL DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO ( P.P.P.). Frente à análise documental, foi estudado o Projeto Político Pedagógico (P.P.P.), pois este documento é o que rege e nortea todas as ações da escola. Para essa análise destacamos os seguintes itens: Filosofia, objetivos, trabalhos coletivos, projetos realizados, por considerar estes itens elementos importantes para o nosso objeto de pesquisa. TABELA 1: Análise Documental do Projeto Político Pedagógico (P.P.P) Filosofia da escola Objetivo Trabalhos Coletivos Projetos Realizados É contribuir para melhoria das condições de ensino da comunidade, formando cidadãos críticos, conscientes, capazes de agir na transformação da sociedade. Promover uma prática integrada à condições de vida da comunidade, dando aos alunos oportunidade de ser ouvido e respeitado. Participar ativamente nas lutas,decisões e na vida de sua comunidade. Melhorar o nível acadêmico dos alunos, fortalecer a gestão escolar, desenvolvendo atividades sócio-culturais e educativas com a participação da comunidade, procurar envolvimento dos pais na vida dos filhos, promover a sociabilizaçao dos alunos com atividades sócio-educativas, como o brinquedo, a recreação e o lazer, como forma de realização de aprendizagem. Utilizar metodologia mais rica e diversificada, que possa ajudar o aluno a compreender melhor o que está sendo estudado. Reunião pedagógica, tempo de estudo realizado em duplas e conselho de ciclos. A escola trabalha através de projetos. Projetos desenvolvidos no decorrer do ano: - Projeto Identidade - Projeto Água - Projeto Família - Projeto Animais - Projeto Mulher - Projeto Junina - Projeto Folclore - Projeto Meio Ambiente - Projeto Salve, Salve Pátria amada - Projeto Direito e Deveres da criança.

32 32 Os maiores entraves para efetivação do P.P.P. de acordo com análises feitas: - Rotatividade do corpo docente: Professores que não pertencem ao quadro efetivo representam em muitos casos até mais de 30% do pessoal da escola. A permanente rotatividade dos professores nas escolas é também apontada por Fusari quando afirma: Além da falta de professores nas unidades escolares, da improvisação das situações de emergência para tapar a lacuna da ausência de professores, a rotatividade do corpo docente, da direção e dos funcionários, é uma realidade que dificulta a organização pedagógica administrativa da escola (FUSARI, 1993, p. 72). - Falta de espaço coletivo para estudos e discussão periódica entre os professores. A pesquisa revelou a existência do P.P.P. e de muitos projetos especiais que ficaram no papel, tanto pela dificuldade em integrar os docentes como pela falta de estudo periódico. - Fragilidade dos conceitos teóricos: Os educadores não relacionavam suas ações e os objetivos dos projetos por eles desenvolvidos à filosofia, as metas e aos objetivos mais gerais do projeto da escola. - Implantação apressada de novas políticas educacionais: Pelo reduzido tempo com que contam os sistemas de ensino para assimilar e colocar em ação mudanças profundas. Referente as questões folclóricas é muito importante saber as concepções dos professores pois, através do que pensa, do que compreende é possível analisar sua prática pedagógica. A tabela abaixo mostra a visão de cada professor. TABELA 2: Concepção dos professores frente as questões folclóricas. Professores Ciências Historia Geografia Educação Física Português Artes Matemática Inglês Permite trabalhar a interdisciplinaridade e facilita o aprofundamento de outros conteúdos. São manifestações da cultura popular que retratam os costumes, crenças e comportamento de um povo. Permite o conhecimento e valorização do patrimônio cultural brasileiro. São tradições que são passadas de gerações, sendo que essas tradições variam de regiões para regiões, envolvendo em si as danças folclóricas. È o conhecimento popular o estudo do saber. Considera uma das melhores formas de trabalhar teatro, fantoches, dramatizações e visitas aos museus. Que o folclore vem do povo, das tradições, tudo que vem da sabedoria popular. É as danças folclóricas tem suas tradições variando de regiões para regiões. È um conjunto de tradições, artísticas que expressam a cultura, o pensar, o falar de um povo. Como demonstra a tabela 2, 100% dos professores apresentam uma concepção

33 33 positiva frente às questões folclóricas, como forma de viabilizar o conhecimento próximo da realidade do aluno, onde as manifestações culturais são ressaltadas como conteúdos a serem trabalhados no contexto escolar, isto vem de acordo com a compreensão de com Mônica: Que deve valorizar os processos da dinâmica cultural identificando o folclore como fenômeno social vivido e revivido inspirando e orientando comportamentos (MÔNICA, 1976, p. 19). No que foi evidenciado nos seguintes depoimentos: Permite o conhecimento e a valorização do patrimônio cultural brasileiro. Professora de Geografia. É um conjunto de tradições culturais, artística que expressam a cultura, o pensar, o falar de um povo. Professora de Inglês. Permite trabalhar a interdisciplinaridade facilita o aprofundamento de outros conteúdos. Professora de Ciências. Considero uma das melhores formas de trabalhar o teatro, fantoches, dramatizações e visitas aos museus. Professora de Arte. A tabela que se segue demonstra que os sujeitos envolvidos na pesquisa acreditam na possibilidade de trabalhar de forma interdisciplinar através da dança folclórica, mas não utilizam na sua ação pedagógica. TABELA 3: Considerações referentes as possibilidades de trabalhar interdisciplinaridade através da dança folclórica no decorrer do ano letivo. Professora Ciências Acredita na possibilidade de trabalhar dança, mas ainda não se utilizou em suas aulas. Historia Sempre que possível é utilizado a música e a coreografia. Geografia Utiliza a música e a coreografia para ensinar a fauna e flora. Existindo pesquisa e discussões pelos alunos. Educação Física Vê a importância de trabalhar a dança folclórica, mas devido o planejamento da escola dificulta a execução do trabalho. Português Não utiliza a dança folclórica, acreditando que este papel é do professor de Educação Física. Artes Utiliza este conteúdo em quadrilha e cantigas de roda. Matemática O conteúdo é vasto e o tempo é muito pouco. E acha difícil relacionar a dança com a própria disciplina. Inglês Devido os próprios conteúdos sugeridos pela escola, dificulta a relação deste trabalho.

AS ATIVIDADES RÍTMICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

AS ATIVIDADES RÍTMICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL AS ATIVIDADES RÍTMICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL Profª Doutora Daisy Barros Especialização em Ginástica Rítmica e Dança Ritmo é vida e está particularmente ligado à necessidade do mundo moderno. Cada indivíduo,

Leia mais

PROJETO TERRA CHÃO - DANÇA E ARTE

PROJETO TERRA CHÃO - DANÇA E ARTE PROJETO TERRA CHÃO - DANÇA E ARTE 1. JUSTIFICATIVA A região do Baixo Tocantins apresenta-se na área cultural e artística, é um grande celeiro de talentos, que vem enraizado culturalmente em nosso povo,

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS NOS ANOS INICIAIS RESUMO

A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS NOS ANOS INICIAIS RESUMO A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS NOS ANOS INICIAIS RESUMO Marcelo Moura 1 Líbia Serpa Aquino 2 Este artigo tem por objetivo abordar a importância das atividades lúdicas como verdadeiras

Leia mais

Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola

Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola Brincar é fonte de lazer, mas é, simultaneamente, fonte de conhecimento; é esta dupla natureza que nos leva a considerar o brincar

Leia mais

Educação ambiental crítica e a formação de professores de pedagogia em uma faculdade municipal no interior do estado de São Paulo

Educação ambiental crítica e a formação de professores de pedagogia em uma faculdade municipal no interior do estado de São Paulo Educação ambiental crítica e a formação de professores de pedagogia em uma faculdade municipal no interior do estado de São Paulo Eliane Aparecida Toledo Pinto Docente da Faculdade Municipal de Filosofia,

Leia mais

EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA

EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA GT-1 FORMAÇÃO DE PROFESSORES EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA RESUMO Maria de Lourdes Cirne Diniz Profa. Ms. PARFOR E-mail: lourdinhacdiniz@oi.com.br

Leia mais

A Dança é a arte de mexer o corpo, através de uma cadência de movimentos e ritmos, criando uma harmonia própria. Não é somente através do som de uma

A Dança é a arte de mexer o corpo, através de uma cadência de movimentos e ritmos, criando uma harmonia própria. Não é somente através do som de uma Dança Desde 1982, no dia 29 de abril, comemora-se o dia internacional da dança, instituído pela UNESCO em homenagem ao criador do balé moderno, Jean- Georges Noverre. A Dança é a arte de mexer o corpo,

Leia mais

de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia

de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia Anais do I Seminário Internacional de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia A CONTRIBUIÇÃO DA DIDÁTICA CRÍTICA NA INTERLIGAÇÃO DE SABERES AMBIENTAIS NO PROCESSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES

Leia mais

48 Os professores optaram por estudar a urbanização, partindo dos espaços conhecidos pelos alunos no entorno da escola. Buscavam, nesse projeto, refletir sobre as características das moradias existentes,

Leia mais

PARTE DIVERSIFICADA 2º TRIMESTRE TEMA- CUIDAR DA CASA COMUM LEMA: A FESTA JUNINA RESGATANDO A IDENTIDADE COMUM ATRAVÉS DE DANÇAS TÍPICAS

PARTE DIVERSIFICADA 2º TRIMESTRE TEMA- CUIDAR DA CASA COMUM LEMA: A FESTA JUNINA RESGATANDO A IDENTIDADE COMUM ATRAVÉS DE DANÇAS TÍPICAS PARTE DIVERSIFICADA 2º TRIMESTRE TEMA- CUIDAR DA CASA COMUM LEMA: A FESTA JUNINA RESGATANDO A IDENTIDADE COMUM ATRAVÉS DE DANÇAS TÍPICAS Educadores: Ano/turma: 6º ao 9º anos Vespertino / Matutino Disciplina:

Leia mais

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO APRESENTAÇÃO O Projeto Político Pedagógico da Escola foi elaborado com a participação da comunidade escolar, professores e funcionários, voltada para a

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Orientações para a elaboração do projeto escolar

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Orientações para a elaboração do projeto escolar MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO MÉDIA E TECNOLÓGICA Coordenação-Geral de Ensino Médio Orientações para a elaboração do projeto escolar Questões norteadoras: Quais as etapas necessárias à

Leia mais

PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA

PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA O que é o Projeto de Intervenção Pedagógica? O significado de projeto encontrado comumente nos dicionários da Língua Portuguesa está associado a plano de realizar,

Leia mais

CONGRESSO CARIOCA DE EDUCAÇÃO FÍSICA 2º FEP RJ ABERTURA DO FÓRUM: CONTEXTO GERAL DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR

CONGRESSO CARIOCA DE EDUCAÇÃO FÍSICA 2º FEP RJ ABERTURA DO FÓRUM: CONTEXTO GERAL DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR CONGRESSO CARIOCA DE EDUCAÇÃO FÍSICA 2º FEP RJ ABERTURA DO FÓRUM: CONTEXTO GERAL DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR Acreditamos ser relevante abordar de forma rápida o contexto atual da Educação Física Escolar

Leia mais

OS CONHECIMENTOS DE ACADÊMICOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA E SUA IMPLICAÇÃO PARA A PRÁTICA DOCENTE

OS CONHECIMENTOS DE ACADÊMICOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA E SUA IMPLICAÇÃO PARA A PRÁTICA DOCENTE OS CONHECIMENTOS DE ACADÊMICOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA E SUA IMPLICAÇÃO PARA A PRÁTICA DOCENTE Maria Cristina Kogut - PUCPR RESUMO Há uma preocupação por parte da sociedade com a atuação da escola e do professor,

Leia mais

A BONITEZA DO OLHAR INFANTIL NA PERSPECTIVA EMANCIPADORA: Ensinar e aprender em diálogo com os saberes das crianças

A BONITEZA DO OLHAR INFANTIL NA PERSPECTIVA EMANCIPADORA: Ensinar e aprender em diálogo com os saberes das crianças A BONITEZA DO OLHAR INFANTIL NA PERSPECTIVA EMANCIPADORA: Ensinar e aprender em diálogo com os saberes das crianças PADILHA, Aparecida Arrais PMSP cidarrais@yahoo.com.br Resumo: Este artigo apresenta uma

Leia mais

PROJETO BRINQUEDOTECA: BRINCANDO E APRENDENDO

PROJETO BRINQUEDOTECA: BRINCANDO E APRENDENDO INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DE FLORESTA ISEF PROJETO BRINQUEDOTECA: BRINCANDO E APRENDENDO FLORESTA PE 2013 SUMÁRIO I. JUSTIFICATIVA II. OBJETIVO A. GERAIS B. ESPECIFICOS III. DESENVOLVIMENTO IV. CRONOGRAMA

Leia mais

REFLEXÕES PEDAGÓGICAS SOBRE A DANÇA NO ENSINO MÉDIO

REFLEXÕES PEDAGÓGICAS SOBRE A DANÇA NO ENSINO MÉDIO REFLEXÕES PEDAGÓGICAS SOBRE A DANÇA NO ENSINO MÉDIO Izabele Trindade Caldas (CALDAS I. T.) e Elaine Melo de Brito Costa (COSTA E. M. DE B.). Departamento de Educação Física Universidade Estadual da Paraíba

Leia mais

EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA

EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA Q U E S T Õ E S E R E F L E X Õ E S Suraya Cristina Dar ido Mestrado em Educação Física, na Escola de Educação Física da Universidade de São Paulo, SP, 1987 1991 Doutorado em

Leia mais

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL UNIDADADE LITORAL NORTE/OSÓRIO GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA - LICENCIATURA

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL UNIDADADE LITORAL NORTE/OSÓRIO GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA - LICENCIATURA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL UNIDADADE LITORAL NORTE/OSÓRIO GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA - LICENCIATURA CLAINES KREMER GENISELE OLIVEIRA EDUCAÇÃO AMBIENTAL: POR UMA PERSPECTIVA DE RELAÇÕES ENTRE

Leia mais

Projeto de Extensão. Título: Esporte e Inclusão Social no Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense

Projeto de Extensão. Título: Esporte e Inclusão Social no Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense Projeto de Extensão Título: Esporte e Inclusão Social no Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense 1.0 - JUSTIFICATIVA Considerando que a Extensão Universitária tem entre as suas

Leia mais

Planejamento didático para o ensino de Surdos na perspectiva bilíngue. Vinicius Martins Flores Universidade Luterana do Brasil ULBRA

Planejamento didático para o ensino de Surdos na perspectiva bilíngue. Vinicius Martins Flores Universidade Luterana do Brasil ULBRA Planejamento didático para o ensino de Surdos na perspectiva bilíngue. Vinicius Martins Flores Universidade Luterana do Brasil ULBRA Resumo: O presente trabalho apresenta uma análise, que se originou a

Leia mais

PRÁTICAS CORPORAIS E MANIFESTAÇÕES CULTURAIS INDÍGENAS E SUAS RELAÇÕES COM OS JOGOS DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL

PRÁTICAS CORPORAIS E MANIFESTAÇÕES CULTURAIS INDÍGENAS E SUAS RELAÇÕES COM OS JOGOS DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL PRÁTICAS CORPORAIS E MANIFESTAÇÕES CULTURAIS INDÍGENAS E SUAS RELAÇÕES COM OS JOGOS DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL Bruna Maria de Oliveira (¹) ; Elcione Trojan de Aguiar (2) ;Beleni Salete Grando (3) 1.Acadêmica

Leia mais

Educação Integral, Escola de Tempo Integral e Aluno em Tempo Integral na Escola.

Educação Integral, Escola de Tempo Integral e Aluno em Tempo Integral na Escola. Educação Integral, Escola de Tempo Integral e Aluno em Tempo Integral na Escola. Chico Poli Algumas vezes, fora da escola há até mais formação do que na própria escola. (M. G. Arroyo) É preciso toda uma

Leia mais

PROJETO FAZENDO ESCOLA: UMA EXPERIÊNCIA DO ORIENTADOR NO COMPROMISSO DA CAPACITAÇÃO DOCENTE

PROJETO FAZENDO ESCOLA: UMA EXPERIÊNCIA DO ORIENTADOR NO COMPROMISSO DA CAPACITAÇÃO DOCENTE PROJETO FAZENDO ESCOLA: UMA EXPERIÊNCIA DO ORIENTADOR NO COMPROMISSO DA CAPACITAÇÃO DOCENTE Sérgio Dal-Ri Moreira Pontifícia Universidade Católica do Paraná Palavras-chave: Educação Física, Educação, Escola,

Leia mais

AS NOVAS DIRETRIZES PARA O ENSINO MÉDIO E SUA RELAÇÃO COM O CURRÍCULO E COM O ENEM

AS NOVAS DIRETRIZES PARA O ENSINO MÉDIO E SUA RELAÇÃO COM O CURRÍCULO E COM O ENEM AS NOVAS DIRETRIZES PARA O ENSINO MÉDIO E SUA RELAÇÃO COM O CURRÍCULO E COM O ENEM MARÇO/ABRIL/2012 Considerações sobre as Novas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio Resolução CNE/CEB

Leia mais

de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia

de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia Anais do I Seminário Internacional de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL: UMA NECESSÁRIA RELAÇÃO PARA A CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA. Dayane

Leia mais

A Interdisciplinaridade como Metodologia de Ensino INTRODUÇÃO

A Interdisciplinaridade como Metodologia de Ensino INTRODUÇÃO A Interdisciplinaridade como Metodologia de Ensino O bom professor é o que consegue, enquanto fala trazer o aluno até a intimidade do movimento de seu pensamento. Paulo Freire INTRODUÇÃO A importância

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO FISICA NAS SÉRIES INICIAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA LEILA REGINA VALOIS MOREIRA

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO FISICA NAS SÉRIES INICIAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA LEILA REGINA VALOIS MOREIRA 1 A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO FISICA NAS SÉRIES INICIAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA LEILA REGINA VALOIS MOREIRA INTRODUÇÃO O tema a ser estudado tem como finalidade discutir a contribuição da Educação Física enquanto

Leia mais

CONTEÚDOS REFERENCIAIS PARA O ENSINO MÉDIO

CONTEÚDOS REFERENCIAIS PARA O ENSINO MÉDIO CONTEÚDOS REFERENCIAIS PARA O ENSINO MÉDIO Área de Conhecimento: Linguagens Componente Curricular: Educação Física Ementa A Educação Física no Ensino Médio tratará da cultura corporal, sistematicamente

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA GOIANO

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA GOIANO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA GOIANO PROJETO DE ETENSÃO CÂMPUS: Campos Belos ANO DE EECUÇÃO: 2015 LINHAS DE

Leia mais

MATRIZ CURRICULAR CURRÍCULO PLENO

MATRIZ CURRICULAR CURRÍCULO PLENO MATRIZ CURRICULAR Curso: Graduação: Habilitação: Regime: Duração: PEDAGOGIA LICENCIATURA FORMAÇÃO PARA O MAGISTÉRIO EM EDUCAÇÃO INFANTIL SERIADO ANUAL - NOTURNO 4 (QUATRO) ANOS LETIVOS Integralização:

Leia mais

Questões - Festas populares do mês de junho

Questões - Festas populares do mês de junho Questões - Festas populares do mês de junho 1. Descreva os elementos característicos da Festa Junina presentes nas imagens. Abertura de São João 2011, no Pelourinho http://commons.wikimedia.org/wiki/file:s%c3%a3o_jo%c3%a3o_no_pel%c3%b4_2.jpg

Leia mais

A Família e sua importância no processo educativo dos alunos especiais

A Família e sua importância no processo educativo dos alunos especiais Geyza Pedrisch de Castro Joana Darc Macedo Passos Sandra Lima Karantino A Família e sua importância no processo educativo dos alunos especiais Guajará Mirim RO. 2012. 1. JUSTIFICATIVA O presente Projeto

Leia mais

Primeiro Segmento equivalente à alfabetização e às quatro primeiras séries do Ensino Fundamental (1ª à 4ª série).

Primeiro Segmento equivalente à alfabetização e às quatro primeiras séries do Ensino Fundamental (1ª à 4ª série). INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE A EJA 1- Você se matriculou em um CURSO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA). Esse curso tem a equivalência do Ensino Fundamental. As pessoas que estudam na EJA procuram um curso

Leia mais

TRABALHANDO A CULTURA ALAGOANA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA EXPERIÊNCIA DO PIBID DE PEDAGOGIA

TRABALHANDO A CULTURA ALAGOANA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA EXPERIÊNCIA DO PIBID DE PEDAGOGIA TRABALHANDO A CULTURA ALAGOANA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA EXPERIÊNCIA DO PIBID DE PEDAGOGIA Pedro Henrique Santos da Silva - Bianca dos Santos Cristovão - Luciana Maria da Silva* - RESUMO O Programa Institucional

Leia mais

Currículo Referência em Artes Visuais Ensino Médio

Currículo Referência em Artes Visuais Ensino Médio Currículo Referência em Artes Visuais Ensino Médio 1º ANO - ENSINO MÉDIO Objetivos Conteúdos Expectativas - Conhecer a área de abrangência profissional da arte e suas características; - Reconhecer e valorizar

Leia mais

FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS

FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS Daniel Silveira 1 Resumo: O objetivo desse trabalho é apresentar alguns aspectos considerados fundamentais para a formação docente, ou

Leia mais

PROGRAMA DE PESQUISA - REDE DOCTUM DE ENSINO

PROGRAMA DE PESQUISA - REDE DOCTUM DE ENSINO PROGRAMA DE PESQUISA - REDE DOCTUM DE ENSINO O Programa de Pesquisa da Rede Doctum de Ensino parte de três princípios básicos e extremamente importantes para o processo de Pesquisa: 1. O princípio de INDISSOCIABILIDADE

Leia mais

RODA DE CONVERSA SOBRE PROFISSÕES

RODA DE CONVERSA SOBRE PROFISSÕES RODA DE CONVERSA SOBRE PROFISSÕES Kátia Hatsue Endo Unesp hatsueendo@yahoo.com.br Daniela Bittencourt Blum - UNIP danibittenc@bol.com.br Catarina Maria de Souza Thimóteo CEETEPS - catarinamst@netonne.com.br

Leia mais

METAS DE APRENDIZAGEM (3 anos)

METAS DE APRENDIZAGEM (3 anos) METAS DE APRENDIZAGEM (3 anos) 1. CONHECIMENTO DO MUNDO Revelar curiosidade e desejo de saber; Explorar situações de descoberta e exploração do mundo físico; Compreender mundo exterior mais próximo e do

Leia mais

A DIVERSIDADE CULTURAL: UM ELO ENTRE A MATEMÁTICA E OUTROS SABERES

A DIVERSIDADE CULTURAL: UM ELO ENTRE A MATEMÁTICA E OUTROS SABERES A DIVERSIDADE CULTURAL: UM ELO ENTRE A MATEMÁTICA E OUTROS SABERES Marilene Rosa dos Santos Coordenadora Pedagógica de 5ª a 8ª séries da Prefeitura da Cidade do Paulista rosa.marilene@gmail.com Ana Rosemary

Leia mais

Projeto Acelerando o Saber

Projeto Acelerando o Saber Projeto Acelerando o Saber Tema: Valorizando o Ser e o Aprender Lema: Ensinar pra Valer Público Alvo: Alunos do Ensino Fundamental da Rede Municipal de Ensino contemplando o 3º ano a 7ª série. Coordenadoras:

Leia mais

CONSELHO DE CLASSE DICIONÁRIO

CONSELHO DE CLASSE DICIONÁRIO CONSELHO DE CLASSE O Conselho de Classe é um órgão colegiado, de cunho decisório, presente no interior da organização escolar, responsável pelo processo de avaliação do desempenho pedagógico do aluno.

Leia mais

Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1

Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1 Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1 É comum hoje entre os educadores o desejo de, através da ação docente, contribuir para a construção

Leia mais

DISPOSITIVOS MÓVEIS NA ESCOLA: POSSIBILIDADES NA SALA DE AULA

DISPOSITIVOS MÓVEIS NA ESCOLA: POSSIBILIDADES NA SALA DE AULA DISPOSITIVOS MÓVEIS NA ESCOLA: POSSIBILIDADES NA SALA DE AULA Jessica Kelly Sousa Ferreira PPGFP-UEPB jessicaferreiraprofe@gmail.com INTRODUÇÃO A presente pesquisa embasa-se nos pressupostos de que o uso

Leia mais

GUIA DE IMPLEMENTAÇÃO DO CURRICULO ANO 2 - APROFUNDAMENTO

GUIA DE IMPLEMENTAÇÃO DO CURRICULO ANO 2 - APROFUNDAMENTO ESTRUTURA GERAL DOS ROTEIROS DE ESTUDOS QUINZENAL Os roteiros de estudos, cujo foco está destacado nas palavras chaves, estão organizados em três momentos distintos: 1º MOMENTO - FUNDAMENTOS TEÓRICOS -

Leia mais

Projeto Político-Pedagógico Estudo técnico de seus pressupostos, paradigma e propostas

Projeto Político-Pedagógico Estudo técnico de seus pressupostos, paradigma e propostas Projeto Político-Pedagógico Estudo técnico de seus pressupostos, paradigma e propostas Introdução A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional afirma que cabe aos estabelecimentos de ensino definir

Leia mais

JUSTIFICATIVA OBJETIVOS GERAIS DO CURSO

JUSTIFICATIVA OBJETIVOS GERAIS DO CURSO FATEA Faculdades Integradas Teresa D Ávila Plano de Ensino Curso: Pedagogia Disciplina: Fundamentos Teoricos Metodologicos para o Ensino de Arte Carga Horária: 36h Período: 2º ano Ano: 2011 Turno: noturno

Leia mais

CIDADANIA: o que é isso?

CIDADANIA: o que é isso? CIDADANIA: o que é isso? Autora: RAFAELA DA COSTA GOMES Introdução A questão da cidadania no Brasil é um tema em permanente discussão, embora muitos autores discutam a respeito, entre eles: Ferreira (1993);

Leia mais

introdução Trecho final da Carta da Terra 1. O projeto contou com a colaboração da Rede Nossa São Paulo e Instituto de Fomento à Tecnologia do

introdução Trecho final da Carta da Terra 1. O projeto contou com a colaboração da Rede Nossa São Paulo e Instituto de Fomento à Tecnologia do sumário Introdução 9 Educação e sustentabilidade 12 Afinal, o que é sustentabilidade? 13 Práticas educativas 28 Conexões culturais e saberes populares 36 Almanaque 39 Diálogos com o território 42 Conhecimentos

Leia mais

LURDINALVA PEDROSA MONTEIRO E DRª. KÁTIA APARECIDA DA SILVA AQUINO. Propor uma abordagem transversal para o ensino de Ciências requer um

LURDINALVA PEDROSA MONTEIRO E DRª. KÁTIA APARECIDA DA SILVA AQUINO. Propor uma abordagem transversal para o ensino de Ciências requer um 1 TURISMO E OS IMPACTOS AMBIENTAIS DERIVADOS DA I FESTA DA BANAUVA DE SÃO VICENTE FÉRRER COMO TEMA TRANSVERSAL PARA AS AULAS DE CIÊNCIAS NO PROJETO TRAVESSIA DA ESCOLA CREUSA DE FREITAS CAVALCANTI LURDINALVA

Leia mais

O PAPEL DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

O PAPEL DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL 0 O PAPEL DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL 1 O PAPEL DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL Renato da Guia Oliveira 2 FICHA CATALOGRÁFICA OLIVEIRA. Renato da Guia. O Papel da Contação

Leia mais

PLANO DE AÇÃO FÓRUM DO MUNICÍPIO QUE EDUCA

PLANO DE AÇÃO FÓRUM DO MUNICÍPIO QUE EDUCA PLANO DE AÇÃO FÓRUM DO MUNICÍPIO QUE EDUCA PROPOSTA DE AÇÃO Criar um fórum permanente onde representantes dos vários segmentos do poder público e da sociedade civil atuem juntos em busca de uma educação

Leia mais

EXPRESSÃO CORPORAL: UMA REFLEXÃO PEDAGÓGICA

EXPRESSÃO CORPORAL: UMA REFLEXÃO PEDAGÓGICA EXPRESSÃO CORPORAL: UMA REFLEXÃO PEDAGÓGICA Rogério Santos Grisante 1 ; Ozilia Geraldini Burgo 2 RESUMO: A prática da expressão corporal na disciplina de Artes Visuais no Ensino Fundamental II pode servir

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO RADIAL DE SÃO PAULO SÍNTESE DO PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO 1 MISSÃO DO CURSO

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO RADIAL DE SÃO PAULO SÍNTESE DO PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO 1 MISSÃO DO CURSO SÍNTESE DO PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO 1 CURSO: EDUCAÇÃO FÍSICA LICENCIATURA MISSÃO DO CURSO O Curso de Licenciatura em Educação Física do Centro Universitário Estácio Radial de São Paulo busca preencher

Leia mais

A Arte e as Crianças

A Arte e as Crianças A Arte e as Crianças A criança pequena consegue exteriorizar espontaneamente a sua personalidade e as suas experiências inter-individuais, graças aos diversos meios de expressão que estão à sua disposição.

Leia mais

ENSINAR CIÊNCIAS FAZENDO CIÊNCIA

ENSINAR CIÊNCIAS FAZENDO CIÊNCIA ENSINAR CIÊNCIAS FAZENDO CIÊNCIA Antonio Carlos Pavão Quero saber quantas estrelas tem no céu Quero saber quantos peixes tem no mar Quero saber quantos raios tem o sol... (Da canção de João da Guabiraba

Leia mais

Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade

Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade Pensar na realidade é pensar em transformações sociais. Atualmente, temos observado os avanços com relação à

Leia mais

Situando o uso da mídia em contextos educacionais

Situando o uso da mídia em contextos educacionais Situando o uso da mídia em contextos educacionais Maria Cecília Martinsi Dentre os pressupostos educacionais relevantes para a época atual, considera-se que as múltiplas dimensões do ser humano - intelectual,

Leia mais

CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA

CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA Fundação Carlos Chagas Difusão de Idéias novembro/2011 página 1 CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA Elba Siqueira de Sá Barretto: Os cursos de Pedagogia costumam ser muito genéricos e falta-lhes um

Leia mais

Resumo. Introdução. Grupo de pesquisadores da rede municipal de ensino da cidade do Recife PE.

Resumo. Introdução. Grupo de pesquisadores da rede municipal de ensino da cidade do Recife PE. TRABALHO DOCENTE: POR UMA EDUCAÇÃO AMBIENTAL CRÍTICA, TRANSFORMADORA E EMANCIPATÓRIA OLIVEIRA, Marinalva Luiz de Prefeitura da Cidade do Recife GT-22: Educação Ambiental Resumo Este trabalho tem o objetivo

Leia mais

CULTURA AFRO CULTURA AFRO

CULTURA AFRO CULTURA AFRO CULTURA AFRO ESCOPO Apresentamos o projeto Cultura Afro com o compromisso de oferecer aos alunos do ensino fundamental um panorama completo e diversificado sobre a cultura afro em nosso país. Levamos em

Leia mais

EMEI PROFº ANTONIO CARLOS PACHECO E SILVA PROJETO PEDAGÓGICO 2012 BRINCAR NÃO É BRINCADEIRA...

EMEI PROFº ANTONIO CARLOS PACHECO E SILVA PROJETO PEDAGÓGICO 2012 BRINCAR NÃO É BRINCADEIRA... EMEI PROFº ANTONIO CARLOS PACHECO E SILVA PROJETO PEDAGÓGICO 2012 BRINCAR NÃO É BRINCADEIRA... JUSTIFICATIVA Desde o nascimento a criança está imersa em um contexto social, que a identifica enquanto ser

Leia mais

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM CORRENTES DO PENSAMENTO DIDÁTICO 8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM Se você procurar no dicionário Aurélio, didática, encontrará o termo como feminino substantivado de didático.

Leia mais

SAÚDE E EDUCAÇÃO INFANTIL Uma análise sobre as práticas pedagógicas nas escolas.

SAÚDE E EDUCAÇÃO INFANTIL Uma análise sobre as práticas pedagógicas nas escolas. SAÚDE E EDUCAÇÃO INFANTIL Uma análise sobre as práticas pedagógicas nas escolas. SANTOS, Silvana Salviano silvanasalviano@hotmail.com UNEMAT Campus de Juara JESUS, Lori Hack de lorihj@hotmail.com UNEMAT

Leia mais

Estrutura e Metodologia da Oficina 1: Sensibilização de Agentes Multiplicadores

Estrutura e Metodologia da Oficina 1: Sensibilização de Agentes Multiplicadores Estrutura e Metodologia da Oficina 1: Sensibilização de Agentes Multiplicadores Oficina 1: Sensibilização de Agentes Multiplicadores Integração do grupo; Sensibilização para os problemas e potencialidades

Leia mais

Educação Física Escolar: análise do cotidiano pedagógico e possibilidades de intervenção

Educação Física Escolar: análise do cotidiano pedagógico e possibilidades de intervenção Educação Física Escolar: análise do cotidiano pedagógico e possibilidades de intervenção Silvia Christina Madrid Finck E-mail: scmfinck@ uol.com.br Resumo: Este artigo refere-se ao projeto de pesquisa

Leia mais

Resenha de livro. Por Camila Munerato 1 Camila Rodrigues dos Santos 2 Eunice Pereira Cardoso 3

Resenha de livro. Por Camila Munerato 1 Camila Rodrigues dos Santos 2 Eunice Pereira Cardoso 3 Resenha de livro Por Camila Munerato 1 Camila Rodrigues dos Santos 2 Eunice Pereira Cardoso 3 A presente resenha do livro de Moretto, (2007) em sua 2 edição tem o intuito de mostrar que a avaliação é um

Leia mais

Educação Infantil, que espaço é este?

Educação Infantil, que espaço é este? Educação Infantil, que espaço é este? O material do sistema de ensino Aprende Brasil de Educação Infantil foi elaborado a fim de oferecer subsídios para reflexões, informações e sugestões que auxiliem

Leia mais

HORA DO CONTO: NA EDUCAÇÃO INFANTIL... 1019

HORA DO CONTO: NA EDUCAÇÃO INFANTIL... 1019 HORA DO CONTO: NA EDUCAÇÃO INFANTIL... 1019 HORA DO CONTO: NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Evelise Raquel de Pontes Mariane Soares Sana Orientadora: Renata Junqueira de Souza. Instituição: Universidade Estadual

Leia mais

A EXPERIÊNCIA DO CONTEUDO DANÇA NA INTERFACE E FORMAÇÃO CULTURAL NA EDUCAÇÃO FÍSICA A PARTIR DAS INTERVENÇÕES DO PIBID UFG/CAC

A EXPERIÊNCIA DO CONTEUDO DANÇA NA INTERFACE E FORMAÇÃO CULTURAL NA EDUCAÇÃO FÍSICA A PARTIR DAS INTERVENÇÕES DO PIBID UFG/CAC A EXPERIÊNCIA DO CONTEUDO DANÇA NA INTERFACE E FORMAÇÃO CULTURAL NA EDUCAÇÃO FÍSICA A PARTIR DAS INTERVENÇÕES DO PIBID UFG/CAC Fernanda Costa SANTOS UFG/CAC- nandacostasantos@hotmail.com Karolina Santana

Leia mais

Núcleo de Educação Infantil Solarium

Núcleo de Educação Infantil Solarium 0 APRESENTAÇÃO A escola Solarium propõe um projeto de Educação Infantil diferenciado que não abre mão do espaço livre para a brincadeira onde a criança pode ser criança, em ambiente saudável e afetivo

Leia mais

20 Anos de Tradição Carinho, Amor e Educação.

20 Anos de Tradição Carinho, Amor e Educação. Colégio Tutto Amore Colégio Sapience Carinho, Amor e Educação. Trabalhamos com meio-período e integral em todos os níveis de ensino. www.tuttoamore.com.br Nossa História No ano de 1993 deu-se o ponto de

Leia mais

NuCA PROJETO CONSTRUTIVISTA E MULTICULTURAL. G. Oliveira Penna 1. L. Maria Filipetto 2. C. Souza 3. E. Carpes Camargo 4

NuCA PROJETO CONSTRUTIVISTA E MULTICULTURAL. G. Oliveira Penna 1. L. Maria Filipetto 2. C. Souza 3. E. Carpes Camargo 4 NuCA PROJETO CONSTRUTIVISTA E MULTICULTURAL G. Oliveira Penna 1 L. Maria Filipetto 2 C. Souza 3 E. Carpes Camargo 4 RESUMO: O Projeto NuCA Núcleo de Cultura e Arte tem como objetivo levar a cultura para

Leia mais

IV EDIPE Encontro Estadual de Didática e Prática de Ensino 2011 A IMPORTÂNCIA DAS ARTES NA FORMAÇÃO DAS CRIANÇAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL

IV EDIPE Encontro Estadual de Didática e Prática de Ensino 2011 A IMPORTÂNCIA DAS ARTES NA FORMAÇÃO DAS CRIANÇAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL A IMPORTÂNCIA DAS ARTES NA FORMAÇÃO DAS CRIANÇAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL Marília Darc Cardoso Cabral e Silva 1 Tatiane Pereira da Silva 2 RESUMO Sendo a arte uma forma do ser humano expressar seus sentimentos,

Leia mais

Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL. Ensino Médio. Etec. Etec: Professor Massuyuki Kawano

Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL. Ensino Médio. Etec. Etec: Professor Massuyuki Kawano Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL Ensino Médio Etec Etec: Professor Massuyuki Kawano Código: 136 Município: Tupã Área de conhecimento: Ciências Humanas e Suas Tecnologias Componente Curricular:

Leia mais

POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL 1 POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL Erika Cristina Pereira Guimarães (Pibid-UFT- Tocantinópolis) Anna Thércia José Carvalho de Amorim (UFT- Tocantinópolis) O presente artigo discute a realidade das

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA MÚSICA NAS AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA DA TURMA DE 9º ANO DA ESCOLA RAIMUNDO PEREIRA DO NASCIMENTO

A IMPORTÂNCIA DA MÚSICA NAS AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA DA TURMA DE 9º ANO DA ESCOLA RAIMUNDO PEREIRA DO NASCIMENTO A IMPORTÂNCIA DA MÚSICA NAS AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA DA TURMA DE 9º ANO DA ESCOLA RAIMUNDO PEREIRA DO NASCIMENTO 0 1 A IMPORTÂNCIA DA MÚSICA NAS AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA DA TURMA DE 9º ANO DA ESCOLA

Leia mais

EDUCAÇÃO E PROGRESSO: A EVOLUÇÃO DO ESPAÇO FÍSICO DA ESCOLA ESTADUAL ELOY PEREIRA NAS COMEMORAÇÕES DO SEU JUBILEU

EDUCAÇÃO E PROGRESSO: A EVOLUÇÃO DO ESPAÇO FÍSICO DA ESCOLA ESTADUAL ELOY PEREIRA NAS COMEMORAÇÕES DO SEU JUBILEU 1 EDUCAÇÃO E PROGRESSO: A EVOLUÇÃO DO ESPAÇO FÍSICO DA ESCOLA ESTADUAL ELOY PEREIRA NAS COMEMORAÇÕES DO SEU JUBILEU Resumo Rodrigo Rafael Pinheiro da Fonseca Universidade Estadual de Montes Claros digasmg@gmail.com

Leia mais

EDUCAÇÃO INFANTIL LINGUAGEM ORAL E ESCRITA. Premissas básicas:

EDUCAÇÃO INFANTIL LINGUAGEM ORAL E ESCRITA. Premissas básicas: EDUCAÇÃO INFANTIL A Educação Infantil, enquanto segmento de ensino que propicia um maior contato formal da criança com o mundo que a cerca, deve favorecer a socialização da criança, permitir a interação

Leia mais

Informativo Fundos Solidários nº 13

Informativo Fundos Solidários nº 13 Informativo Fundos Solidários nº 13 Em dezembro de 2014, em Recife, Pernambuco, foi realizado o 2º seminário de Educação Popular e Economia Solidária. Na ocasião, discutiu-se sobre temas relevantes para

Leia mais

NuCA PROJETO CONSTRUTIVISTA E MULTICULTURAL

NuCA PROJETO CONSTRUTIVISTA E MULTICULTURAL NuCA PROJETO CONSTRUTIVISTA E MULTICULTURAL G. Oliveira Penna 1 L. Maria Filipetto 2 C. Souza 3 E. Carpes Camargo 4 RESUMO: O Projeto NuCA Núcleo de Cultura e Arte tem como objetivo levar a cultura para

Leia mais

TRANSVERSALIDADE. 1 Educação Ambiental

TRANSVERSALIDADE. 1 Educação Ambiental TRANSVERSALIDADE Os temas transversais contribuem para formação humanística, compreensão das relações sociais, através de situações de aprendizagens que envolvem a experiência do/a estudante, temas da

Leia mais

LEITURA EM LÍNGUA ESPANHOLA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: COMPREENSÃO E EXPRESSÃO CRIATIVA

LEITURA EM LÍNGUA ESPANHOLA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: COMPREENSÃO E EXPRESSÃO CRIATIVA LEITURA EM LÍNGUA ESPANHOLA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: COMPREENSÃO E EXPRESSÃO Instituto Federal Farroupilha Câmpus Santa Rosa ledomanski@gmail.com Introdução Ler no contexto mundial globalizado

Leia mais

RELATÓRIO DE TRABALHO DOCENTE OUTUBRO DE 2012 EREM JOAQUIM NABUCO

RELATÓRIO DE TRABALHO DOCENTE OUTUBRO DE 2012 EREM JOAQUIM NABUCO UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO PIBID PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA CÍCERO WILLIAMS DA SILVA EMERSON LARDIÃO DE SOUZA MARIA DO CARMO MEDEIROS VIEIRA ROBERTO GOMINHO DA SILVA

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA MUDANÇA DE CULTURA DAS PESSOAS COMO UM DOS FATORES DE SUCESSO DE PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

A IMPORTÂNCIA DA MUDANÇA DE CULTURA DAS PESSOAS COMO UM DOS FATORES DE SUCESSO DE PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA A IMPORTÂNCIA DA MUDANÇA DE CULTURA DAS PESSOAS COMO UM DOS FATORES DE SUCESSO DE PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Elisa Maçãs IDÉIAS & SOLUÇÕES Educacionais e Culturais Ltda www.ideiasesolucoes.com 1

Leia mais

CINEMA PEDAGÓGICO COMO INTERVENÇÃO PARA PRÁTICA DOCENTE. Elaine Fernanda Dornelas de Souza

CINEMA PEDAGÓGICO COMO INTERVENÇÃO PARA PRÁTICA DOCENTE. Elaine Fernanda Dornelas de Souza Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 721 CINEMA PEDAGÓGICO COMO INTERVENÇÃO PARA PRÁTICA DOCENTE Elaine Fernanda Dornelas de Souza Serviço Nacional de

Leia mais

PESQUISA AÇÃO: ACOMPANHANDO OS IMPACTOS DO PIBID NA FORMAÇÃO DOCENTE

PESQUISA AÇÃO: ACOMPANHANDO OS IMPACTOS DO PIBID NA FORMAÇÃO DOCENTE PESQUISA AÇÃO: ACOMPANHANDO OS IMPACTOS DO PIBID NA FORMAÇÃO DOCENTE Rafaela Souza SANTOS, Valquiria Rodrigues do NASCIMENTO, Dayane Graciele dos SANTOS, Tamíris Divina Clemente URATA, Simara Maria Tavares

Leia mais

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2010.2

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2010.2 01 BIOLOGIA EDUCACIONAL Fase: 1ª Carga Horária: 30 h/a Prática: 30 h/a Créditos: 4 A biologia educacional e os fundamentos da educação. As bases biológicas do crescimento e desenvolvimento humano. A dimensão

Leia mais

TENDÊNCIAS RECENTES DOS ESTUDOS E DAS PRÁTICAS CURRICULARES

TENDÊNCIAS RECENTES DOS ESTUDOS E DAS PRÁTICAS CURRICULARES TENDÊNCIAS RECENTES DOS ESTUDOS E DAS PRÁTICAS CURRICULARES Inês Barbosa de Oliveira O desafio de discutir os estudos e as práticas curriculares, sejam elas ligadas à educação de jovens e adultos ou ao

Leia mais

Curso: Pedagogia ( 1 ª Licenciatura) I Bloco. Fundamentos Epistemológicos de Pedagogia 60 horas

Curso: Pedagogia ( 1 ª Licenciatura) I Bloco. Fundamentos Epistemológicos de Pedagogia 60 horas Curso: Pedagogia ( 1 ª Licenciatura) I Bloco Fundamentos Epistemológicos de Pedagogia 60 horas Metodologia Científica 60 horas História da Educação 60 horas Sociologia da Educação I 60 horas Filosofia

Leia mais

Palavras-chave: Escola, Educação Física, Legitimidade e cultura corporal.

Palavras-chave: Escola, Educação Física, Legitimidade e cultura corporal. A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO DA EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA MUNICIPAL RECANTO DO BOSQUE: LIMITES E POSSIBILIDADES PARA UMA INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA A PARTIR DO SUBPROJETO DA EDUCAÇÃO FÍSICA DA ESEFFEGO/UEG.

Leia mais

Metodologia do Ensino de Educação Física Conteúdos da Educação Física Ginástica. Contextualização

Metodologia do Ensino de Educação Física Conteúdos da Educação Física Ginástica. Contextualização Metodologia do Ensino de Educação Física Conteúdos da Educação Física Ginástica Teleaula 2 Prof. Me. Marcos Ruiz da Silva tutoriapedagogia@grupouninter.com.br Pedagogia Contextualização A combinação de

Leia mais

Centro de Estudos Avançados em Pós Graduação e Pesquisa

Centro de Estudos Avançados em Pós Graduação e Pesquisa EDUCAÇÃO INFANTIL JUSTIFICATIVA O momento social, econômico, político e histórico em que vivemos está exigindo um novo perfil de profissional, de cidadão: informado, bem qualificado, crítico, ágil, criativo,

Leia mais

Projeto Pedagógico Institucional PPI FESPSP FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL PPI

Projeto Pedagógico Institucional PPI FESPSP FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL PPI FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL PPI Grupo Acadêmico Pedagógico - Agosto 2010 O Projeto Pedagógico Institucional (PPI) expressa os fundamentos filosóficos,

Leia mais

Curso de Especialização Educação Infantil 2ª Edição EMENTA DAS DISCIPLINAS

Curso de Especialização Educação Infantil 2ª Edição EMENTA DAS DISCIPLINAS Curso de Especialização Educação Infantil 2ª Edição EMENTA DAS DISCIPLINAS Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem da Criança de 0 a 5 anos Docente do Curso Gilza Maria Zauhy Garms Total da Carga

Leia mais

EDUCAÇÃO FÍSICA PARA PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS (PNEE): construindo a autonomia na escola

EDUCAÇÃO FÍSICA PARA PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS (PNEE): construindo a autonomia na escola EDUCAÇÃO FÍSICA PARA PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS (PNEE): construindo a autonomia na escola Autora: CAMILA SOUZA VIEIRA Introdução A presente pesquisa tem como temática Educação física para Portadores

Leia mais

PROJETO DE EXTENSÃO FUTEBOL PARA TODOS EDUCANDO ATRAVÉS DO ESPORTE

PROJETO DE EXTENSÃO FUTEBOL PARA TODOS EDUCANDO ATRAVÉS DO ESPORTE PROJETO DE EXTENSÃO FUTEBOL PARA TODOS EDUCANDO ATRAVÉS DO ESPORTE *Luciano Leal Loureiro *Jéssica Finguer RESUMO O presente texto busca explicar o que é o projeto Futebol Para Todos, oferecido pelo curso

Leia mais

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE RESPONSABILIDADE SOCIAL

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE RESPONSABILIDADE SOCIAL CENTRO DE ENSINO ATENAS MARANHENSE FACULDADE ATENAS MARANHESE DIRETORIA ACADÊMICA NÚCLEO DE ASSESSORAMENTO E DE DESENVOLVIMENTO PEDAGÓGICO - NADEP PROGRAMA INSTITUCIONAL DE RESPONSABILIDADE SOCIAL SÃO

Leia mais