GEOGRAFIA UFMG ª ETAPA

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1 GEOGRAFIA UFMG ª ETAPA 1

2 Analise esta seqüência de imagens, em que se representa, esquematicamente, a evolução de um fenômeno meteorológico ocorrido no Brasil, em 2004: O Catarina dia-a-dia FONTE: Folha de S. Paulo. 30 mar Folha Cotidiano, p. C1. (Adaptado) Com base nas informações dessas imagens e em outros conhecimentos sobre o assunto, 1. DESCREVA a evolução desse fenômeno no tempo. 2. CARACTERIZE esse fenômeno, ressaltando em que ele difere de uma frente fria. 3. EXPLIQUE por que esse fenômeno, além das graves conseqüências que implicou para o homem e suas atividades, causou tanto espanto e polêmica, mesmo entre especialistas. Agora, analise este bloco-diagrama, que mostra, esquematicamente, as diferentes etapas do ciclo hidrológico representado no fluxograma: Observe os círculos em branco no bloco-diagrama. A partir da análise do fluxograma e do bloco-diagrama, faça o que se pede. 1. ESCREVA, em cada um dos círculos em branco no bloco-diagrama, o número correspondente às etapas do ciclo hidrológico representadas no fluxograma. 2. Suponha que a bacia hidrográfica em análise foi ocupada por cultivos agrícolas anuais, o que resultou em impactos ambientais X, Y e Z, conforme indicado neste fluxograma: 1. O furacão Catarina teve seu centro de formação na costa oriental do sul do Brasil, no oceano Atlântico, no final do verão, onde foi monitorado permanentemente por técnicos do Brasil e dos EUA, durante dias. Apresentando desde o princípio um olho na faixa central e com deslocamento para o continente, à medida que se aproximava do continente, expandia em área e violência. Ao atingir a costa RS/SC provocou enormes danos físicos e perdas humanas. 2. Esse fenômeno é resultado de um centro de Baixa Pressão (BP) oceânica com águas, quentes (+ 27 ) que promove ascensão de grande volume de vapor de água na atmosfera, que ao alcançar altas altitudes gera um centro de Alta Pressão (AP) descendente que é alimentado pelo ar quente ascendente. Uma frente fria resulta do encontro de massa de ar frio com uma massa de ar quente, em que a primeira (a fria) se desloca ou avança sobre a segunda (a quente). Essa zona de contato é marcada por instabilidade atmosférica. 3. Porque é o único caso de furacão no hemisfério sul. Até então não havia registro de tal evento climático. Meteorologistas brasileiros não entraram em consenso sobre se o fenômeno era um furacão ou um ciclone extra-tropical e técnicos americanos afirmaram desde o principio ser um furacão de grau 1, o que tende a ser o evento verdadeiro. Para outros um fenômeno climático híbrido, com características que variavam entre os dois fenômenos. Analise este fluxograma, que representa parte do ciclo hidrológico de uma bacia hidrográfica brasileira: 2

3 IDENTIFIQUE e EXPLIQUE um dos possíveis impactos ambientais que ocorrem em cada uma das situações indicadas. Impacto ambiental X Impacto ambiental Y Impacto ambiental Z 3.Indique dois procedimentos que podem minimizar os efeitos negativos desses impactos ambientais. Procedimento1: Procedimento2: chuva diretamente sobre o solo e reduzindo a necessidade de grandes volumes de agrotóxicos. Analise este perfil biogeográfico, em que está representado o quadro ambiental de uma unidade de relevo da Região Norte brasileira: X: Erosão / esgotamento dos solos / assoreamento dos rios (erosão laminar) A água ao escoar sobre os solos remove sedimentos que são transportados para as partes mais baixas do terreno ou cursos d água, assoreando-os, pois as águas transportam sem muita resistência o horizonte superficial dos solos. Em áreas de maior declividade e sem vegetação tal processo se acentua. Y: Contaminação do lençol freático por agrotóxicos. O uso intensivo de agrotóxicos nos sistemas agrícolas resulta em graves problemas aos recursos hídricos subterrâneos, que podem ser contaminados devido à infiltração da água contaminada nesses ambientes. Além de acentuar a retirada de nutrientes do solo por lixiviação. Z: aumento da poluição / resíduos tóxicos nos rios, córregos e lagos. A água que alcança os rios e córregos carregados de elementos tóxicos, comprometem a vida aquática e o homem que retira dos sistemas hídricos, parte do seu sustento. Além de gerar ambientes eutróficos para determinadas espécies, que consomem muito oxigênio da água (que já se encontra comprometida) eliminando outras espécies. FONTE: SCHÄFER, Alois. Fundamentos de ecologia e biogeografia das águas continentais. Porto Alegre: Editora da UFRGS. p A partir dessa análise, faça o que se pede. 1. NOMEIE a unidade de relevo retratada nesse perfil. JUSTIFIQUE sua resposta. Unidade de relevo: Justificativa 2. IDENTIFIQUE o aspecto climático que justifica as variações espaço-temporais do nível das águas que ocorrem nesse tipo de relevo. 3. As características mostradas nesse perfil possibilitam a delimitação de três zonas ambientais distintas. DELIMITE, no perfil representado, com traços verticais, os limites dessas três zonas. JUSTIFIQUE a delimitação que você fez. 1. Planície de inundação ou várzea. Corresponde a parte mais baixa do terreno onde é comum o transbordamento da água na época de cheias, onde se acumulam sedimentos transportados pelos rios. 2. Regime de chuvas marcada por certa sazonalidade das chuvas na região amazônica durante o ano ! Manutenção de áreas verdes nativas em parte do terreno;! O plantio em curvas de nível ou terraceamento;! O cultivo orgânico em substituição ao uso de agrotóxicos;! Técnica de plantio direto onde serão utilizados os restos do cultivo anterior (que são picados e deixados sobre o solo, protegendo-o da erosão) e ao diminuir o impacto da gota de 3

4 B C Resolução 2ª etapa UFMG 2005 contraposição com o dinamismo econômico das demais áreas. 2. Porque a divisão atual do IBGE obedece o conceito de macrorregiões, definidos a partir de uma combinação de características econômicas, demográficas e naturais, desconsiderando as peculiaridades das micro e mesorregiões. Assim dificilmente seriam corrigidos os elementos marcantes dessa diversidade espacial. A A: Corresponde a calha do rio, ambiente de água corrente sem a ocorrência de vegetação. B: Mata de igapó. Sempre inundada pela água estagnada, e que funciona como fator de seleção, onde poucas espécies são encontradas. C: Mata de Várzea. Sujeita a inundações periódicas, onde há maior diversidade de espécies, destaque para a seringueira. Para caracterizar as diferentes divisões do Brasil em regiões, o IBGE procurou adotar o critério de homogeneidade ou seja, de prevalência de um fator físico, humano ou econômico. Compare estes mapas, em que estão representadas duas divisões regionais do Brasil elaboradas e modificadas em diferentes momentos do século passado e em vigor nas datas indicadas: 1. A partir da comparação dessas divisões regionais, A) CITE um espaço geográfico em desacordo com a homogeneidade física no mapa I. JUSTIFIQUE sua resposta. B) CITE um espaço geográfico em desacordo com a homogeneidade humano-econômica no mapa II. 2. EXPLIQUE por que a divisão regional vigente na atualidade não corrigiu os problemas relativos à heterogeneidade de espaços incluídos em uma mesma região. 1. A)Espaço geográfico: Bahia. Justificativa: As condições climáticas da região predominantemente semi-árida em contraposição com o regime regular das chuvas das demais áreas da região leste. Pode-se associar também às características vegetacionais. B) Espaço geográfico: A faixa do estado MG. Justificativa: As precárias condições sócio-econômicas da população e o baixo crescimento industrial em Analise esta afirmativa: Até os anos 1980, a Geografia da Fome Mundial assinalava que a Ásia, sobretudo China e Índia, sofria com graves problemas de desnutrição de suas populações. Na atualidade, essa configuração transferiu-se para o Continente Africano. A partir dessa análise, CITE e EXPLIQUE dois processos que justificam a modificação da Geografia da Fome no Mundo, nesse período, 1. ocorridos no Continente Asiático. 2. ocorridos no Continente Africano. 1. Fator 1: Expansão da modernização econômica asiática. Explicação: A partir de meados dos anos 70, a expansão econômica com base industrial, possibilitou maior acesso aos alimentos, devido as melhores condições de vida da população. Fator 2: Expansão da importação de alimentos. Explicação: O crescimento econômico dos paises da Ásia possibilitou aos governos e setores privados o expressivo aumento das taxas de importação de alimentos, garantindo alimento a um número maior de pessoas. 2. Fator 1: O baixo índice de investimentos ao setor agrícola. Explicação: O expressivo incremento demográfico da África, não é acompanhado por um crescimento proporcional da produção de alimentos, resultando em um percentual de alimentos per cápita inferior à década de 70. Fator 2: Os constantes conflitos civis, étnicos ou separatistas. Explicação: O aumento expressivo dos conflitos na região comprometeu o frágil sistema agrícola regional, ao desintegrar a frágil economia agrícola de subsistência tribal. Fator 3: Expansão das áreas de seca/desertificação região-sahel. Explicação: O avanço da desertificação comprometeu a área disponível para a agricultura. O avanço constante do Saara agrava ainda mais a produção de alimentos na África. Observe as regiões subcontinentais I e II, mostradas nestas figuras: 4

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6 As regiões I e II abrigam países considerados, hoje, economias emergentes. Em ambas, o processo de industrialização deu-se no século XX, mas, em cada uma delas, optou-se por um modelo de industrialização, o que levou a resultados significativamente distintos. 1. ASSINALE com um X, no mapa, um país de cada região cuja economia se pode caracterizar como emergente. 2. IDENTIFIQUE o país que você assinalou em cada uma das regiões e CITE o modelo de industrialização nele adotado. 3. A) RESPONDA: Qual dos modelos de industrialização citados foi mais bem-sucedido? B) APRESENTE duas razões que expliquem o sucesso desse modelo. 1. Vide figura. 2. País assinalado na região I: Brasil (poderia ser a Argentina ou México) Modelo de industrialização adotado: O modelo de substituição das importações País assinalado na região II: Coréia do Sul (poderia ser Cingapura, Taiwan...) Modelo de industrialização adotado: O modelo de plataforma de exportação. 3. A) O modelo da região II: Plataformas de exportação. B) Razão 1: A estruturação das suas economias voltadas para o mercado externo. O mercado externo mais exigente obrigou esses países a investir em tecnologias dinamizando suas economias. Razão 2: A implantação de corporações transnacionais nesses países, onde essas empresas criaram seus quartéis-generais para a Ásia, atraindo fortes investimentos para a região. 2. EXPLIQUE o que significa aplicar o pensamento complexo à situação atual do Oriente Médio. 1. A) Simplificação1: Associar a causa do conflito exclusivamente às questões religiosas, uma disputa eterna do judaísmo pela terra dos ancestrais. Simplificação 2: A condenação do governo de Israel e dos próprios judeus pela esquerda mundial, podendo gerar uma nova onda anti-semita. B) Simplificação 1: Todo o individuo que professa o islamismo é anti-americano e por extensão antisemita. Simplificação 2: A postura norte-americana de declarar guerra no mundo islâmico, sem considerar que a vasta maioria da população muçulmana não está associada ao terrorismo. Simplificação 3: Considerar heróis os jovens suicidas palestinos sem avaliarem as causas reais do ato de atrocidade por eles cometidos. 2. Aplicar o pensamento complexo ao Oriente Médio, significa olhar a diversidade humana, cultural que caracteriza a região. Não enxergar o Oriente Médio, apenas como uma região rica em petróleo, como uma população que professa o fanatismo religioso. Mas uma região marcada por uma riqueza de cultura, de um passado glorioso, que não soube acompanhar o ritmo da humanidade e se perdeu em seus clãs, tribos e se afastaram de um padrão de nação que os povos buscam alcançar. É necessário se inspirar nos aviadores israelenses que se recusam a atacar territórios palestinos. Eles sabem que a complexidade que envolve a região não se resume a ataques recíprocos, nas necessidades de serem tolerantes com suas diferenças e anseios. Leia este trecho: Os simplificadores não desapareceram no século XXI. Como no passado, eles operam por meio do que poderíamos chamar de distorção holística, a tendência a ver o todo como um conjunto indiferenciado, sem perceber que qualquer totalidade é tensa, que qualquer harmonia é aparente, que todo conjunto é fraturado por forças contraditórias. É preciso opor a esses simplificadores o que [o filósofo francês] Edgar Morin chama de pensamento complexo. No que diz respeito à segunda frente a atitude com relação a Israel, a distorção holística tem uma extensão amplíssima. Ela consiste na criação de um todo metafísico, sem articulações internas, que compreende o governo de Israel, a sociedade israelense e o povo judeu. ROUANET, Sérgio Paulo. Os terríveis simplificadores. Folha de S. Paulo. 4 jan Caderno Mais, p Com base na leitura desse trecho e em outros conhecimentos sobre o assunto, INDIQUE duas simplificações que ocorrem no tratamento do conflito do Oriente Médio A) em relação à situação de Israel. B) em relação à situação do mundo muçulmano. Em 1989, a desintegração do bloco soviético, criou, para os países da Cortina de Ferro, a possibilidade de um retorno à Europa. No caso da Alemanha Oriental, esse retorno deu-se quase imediatamente. Os demais países, porém, tiveram que se empenhar, nos últimos 15 anos, para se adaptar às exigências burocráticas inclusive, da economia do bloco mais maduro e bem-sucedido dos tempos atuais. Em maio de 2004, os ex-integrantes da Cortina de Ferro e mais dois países passaram a fazer parte da União Européia (UE). Então, a julgar pelos indicadores socioeconômicos, a UE empobreceu. No entanto sua população cresceu em 30% e esse aumento não se expressa apenas numericamente ele é notável e enriquecedor no que diz respeito à diversidade humana. 1. CITE dois fatores que justificam a expressão retorno à Europa para os ex-integrantes da Cortina de Ferro. Fator 1: Fator 2: 2. CITE dois elementos constitutivos dessas populações que se integraram à UE que podem ser considerados 6

7 como enriquecedores da diversidade humana nesse bloco. Elemento 1: Elemento 2: Respostas: 1. Fator 1: A volta à órbita econômica capitalista predominante no bloco europeu. Esses países tendem a ser europeizados. Fator 2: O distanciamento em relação à Rússia, mais importante economia resultante da antiga URSS, que encontra-se parcialmente na Ásia. 2. Elemento 1: Com os novos membros uma pluralidade maior de línguas, culturas, religiões e costumes comporão bloco Elemento 2: Os novos integrantes são vítimas de uma experiência socialista devastadora imposta pela ex- URSS e suas populações apresentam condições de vida precárias em relação à população dos membros tradicionais do bloco europeu. 7

8 ANEXO ESQUERDA E SIMPLIFICAÇÃO Sergio Paulo Rouanet "Os terríveis simplificadores", copyright Folha de S. Paulo, 04/01/04 "Creio que foi o historiador Jacob Burckhardt que disse, no final do século 19, que o século seguinte seria o dos terríveis simplificadores. A profecia de Burckardt se realizou. Os dois principais simplificadores do século 20 chamaram-se Adolf Hitler e Josef Stálin. Ambos simplificaram a história, reduzindo-a a um confronto maniqueísta entre o bem e o mal, e o resultado foi a produção em massa de seres humanos radicalmente simplificados, convertidos em cinzas e ossadas. Os simplificadores não desapareceram no século 21. Como no passado, eles operam por meio do que poderíamos chamar de a distorção holística, a tendência a ver o todo como um conjunto indiferenciado, sem perceber que qualquer totalidade é tensa, que qualquer harmonia é aparente, que todo conjunto é fraturado por forças contraditórias. É preciso opor a esses simplificadores o que [o filósofo francês] Edgar Morin chama de pensamento complexo, que tem entre suas características a de evitar a formação dos falsos universais, das generalizações espúrias. Os simplificadores de hoje atuam em várias frentes, entre as quais duas são especialmente importantes: a relação com os Estados Unidos e a relação com Israel. Totalidade abstrata Na primeira frente, a distorção holística tem como foco uma totalidade abstrata chamada Estados Unidos. Com isso, os simplificadores se esquecem de que essa totalidade é composta de governo e sociedade, de que essas duas esferas muitas vezes se opõem e de que a sociedade é altamente diferenciada, não podendo ser julgada como um todo nem positiva nem negativamente. Os simplificadores não se inquietam com essas diferenciações: para eles só existe um conjunto homogêneo, que eles chamam de os americanos, representado por um presidente chamado George W. Bush. Essa identificação governo-país vale tanto para os que atacam Bush quanto para os que os defendem. A indignação contra o grupo de extrema direita que tomou o poder na Casa Branca e no Pentágono, composto por fanáticos religiosos, por acadêmicos neoconservadores e por representantes de interesses empresariais, se converte muitas vezes numa condenação indiscriminada do país e do seu povo. A posição anti-bush passa a ser uma posição antiamericana. Com isso, perdem-se de vista as clivagens internas dentro da sociedade americana, que inclui os que fizeram e apoiaram a guerra contra o Iraque, mas também uma porcentagem crescente dos que se opõem à ocupação daquele país. Identificar a administração Bush com os EUA tem também o efeito de tornar invisível o corte qualitativo que ela representa com o passado. Por maiores que sejam as continuidades entre o unilateralismo de Bush e o velho intervencionismo de estilo imperialista, há uma enorme diferença entre a antiga política externa herdada do período da Guerra Fria, que bem ou mal reconhecia a existência do resto do mundo, e a nova doutrina estratégica dos EUA, que proclama a legitimidade de todos os meios considerados necessários para manter a hegemonia mundial de Washington. Mas os piores simplificadores vêm do campo dos que apóiam Bush, porque cometem duas vezes a distorção holística, e não apenas uma. Como seus adversários, seu objeto é um universal vazio, chamado Estados Unidos, com a única diferença de que têm uma atitude positiva com relação a esse universal. Mas, além disso, aplicam aos adversários de Bush a mesma visão distorcida, criando um falsa totalidade, que mascara as diferenças reais. Para eles, todos os críticos não-americanos de Bush são culpados de antiamericanismo. Do seu ponto de vista, não deixam de ter razão, porque, se de fato o governo Bush se identifica com o país, atacar Bush é ser antiamericano. Mas, com isso, seu campo visual exclui a percepção dos outros críticos, dos que não somente não são antiamericanos, mas criticam Bush exatamente por levarem a sério os valores de liberdade e democracia embutidos no Iluminismo norte-americano. Esses simplificadores pró-bush floresceram na França, na esteira dos atentados do 11 de Setembro. Os novos filósofos, hoje não tão novos assim, fizeram questão de dizer que as críticas à invasão do Iraque nada mais eram que a ressurreição dos velhos clichês do antiamericanismo vulgar, endêmico entre os intelectuais europeus desde os tempos da Guerra Fria. Jean-François Revel publicou um livro deplorando o que ele considera a obsessão antiamericana. A verdade é que, se muitos críticos de Bush se enquadram nessa categoria, em sua maioria os críticos da invasão do Iraque estavam simplesmente condenando uma guerra imoral e ilegal, o que era seu direito e, quase diria, seu dever. No que diz respeito à segunda frente -a atitude com relação a Israel-, a distorção holística tem uma extensão amplíssima. Ela consiste na criação de um todo metafísico, sem articulações internas, que compreende o governo de Israel, a sociedade israelense e o povo judeu. Essa homogeneização encerra o risco de que uma crítica em si legítima ao governo de Ariel Sharon possa degenerar numa contestação a Israel -e mesmo numa posição anti-semita- e no risco simétrico de que qualquer crítica a Sharon, mesmo sem essas características, possa ser interpretada, erroneamente, como antiisraelense e anti-semita. Os dois riscos estão ficando cada vez mais concretos. Boa parte da esquerda mundial está indo além da crítica a Sharon: ela está demonizando o próprio Estado de Israel. E está fazendo algo de infinitamente grave: pelo menos por omissão, está sendo cúmplice de uma nova onda anti-semita, a mesma que tem incendiado sinagogas na França e na Turquia. Não é a primeira vez que posições anti-semitas são defendidas por pessoas que se acreditam de esquerda. Afinal, muitos socialistas europeus da época do caso Dreyfus achavam estar sendo progressistas quando denunciavam conspirações de banqueiros judeus, comandadas pela família Rotschild. Anti-semitismo no Brasil 8

9 Mas é espantoso que essa tendência esteja renascendo hoje, depois de Auschwitz. O Brasil não tem estado imune a essas perversões. Desde o Estado Novo há entre nós um anti-semitismo de cunho fascista (prolongando o antijudaísmo religioso do período colonial), difundida no tempo de Vargas por figuras como Gustavo Barroso. Mas está se generalizando, cada vez mais, uma variedade de anti-semitismo que se pretende de esquerda. Por exemplo, um partido socialista tem entre seus quadros um editor neonazista que nega a realidade do Holocausto. O direito desse neonazista de divulgar suas opiniões foi defendido, em nome da liberdade de expressão, por um juiz cuja origem ideológica era aparentemente de esquerda. Tenho ouvido jovens entusiastas, com impecáveis credenciais petistas, exprimirem seu repúdio a Sharon dizendo coisas que poderiam ter saído do Protocolo dos Sábios de Sion. Mas não faltam também simplificadores no campo oposto. De novo, entra em jogo nossa velha conhecida, a distorção holística. Do fato de que alguns adversários de Sharon sejam também inimigos de Israel e antisemitas, muitos defensores de Israel concluem que qualquer crítica às atuais políticas governamentais daquele país tem características antiisraelenses e antisemitas. Vêem anti-semitas em toda parte, como os anti-semitas vêem judeus em toda parte. Esses simplificadores podem ser perfeitamente capazes de pensamento complexo em outras áreas, mas o tema do judaísmo é demasiadamente sensível, evoca associações excessivamente doloridas, para que nessa questão eles consigam fazer as diferenciações necessárias. Essas simplificações não constituem apenas obstáculos ao conhecimento da realidade: são também direta ou indiretamente responsáveis por terríveis catástrofes humanas. Foi uma simplificação desse tipo, inspirada por um antiamericanismo primário, que levou ao atentado contra as torres gêmeas, que alimentou a alegria obscena com que milhares de pessoa comemoraram esse ato de barbárie, e que fez com que muitos intelectuais no fundo se regozijassem com o ataque. É uma simplificação assim, inspirada pelo ódio contra Israel, que está na raiz dos abomináveis atentados suicidas praticados pelos palestinos e que faz com que muitos brasileiros que se dizem racionais dêem estatuto heróico aos mártires, ao invés de lamentarem a atrocidade do seu ato de fanatismo. São também simplificadores terríveis, schrecklich, no exato sentido que Burckardt deu à palavra, os americanos que na prática declararam guerra ao mundo islâmico, sem se darem conta de que a vasta maioria da população muçulmana se dissociou do terrorismo, e os membros do governo israelense que tratam toda a população palestina como se fosse composta de terroristas. São terrivelmente simplificadores, enfim, os que rotulam de antiamericanos e anti-semitas todos os críticos de Bush e de Sharon. Pensamento complexo Chegou a hora de recuperar a capacidade de fazer distinções. Chegou a hora de acabar com as simplificações. Chegou a hora do pensamento complexo. No caso da relação com os Estados Unidos, uma esquerda mundial que se deixe guiar pela lógica do pensamento complexo saberá distinguir entre o governo Bush e os segmentos crescentes da população americana que se opõem à política belicista da atual administração. Seus interlocutores serão Noam Chomsky, Susan Sontag e Michael Moore, e não os pastores fundamentalistas e os magnatas do petróleo que hoje em dia circulam nos corredores de Washington. No caso da relação com Israel, essa mesma esquerda saberá também distinguir entre governo e sociedade e, portanto, não verá esse país apenas em sua fachada estatal, monolítica, e sim em sua realidade social, fragmentada, amálgama de diferenças culturais e políticas, em que comunidades tradicionalistas coexistem com as elites culturais mais sofisticadas do mundo. Saberá também fazer a distinção entre Israel e o judaísmo e, portanto, não imaginará que os interesses do Estado de Israel sejam representados pelos partidos religiosos ultra-ortodoxos, que, invocando as promessas feitas por Deus a Abraão, se opõem a qualquer retirada dos territórios ocupados. Em consequência, ela se identificará com os grupos de mentalidade secular que desejam sinceramente o entendimento com os árabes, e não com a coligação de partidos de direita e de extremistas religiosos, dirigida pelo primeiro-ministro Sharon. Seus interlocutores serão pessoas como o romancista Amos Oz e o cineasta Amos Gitai ou os aviadores que se recusaram a atacar territórios palestinos. Seu modelo poderá ser o plano de paz conhecido como Iniciativa de Genebra, recém-negociado entre pessoas de boa vontade, com participação de políticos israelenses. Essa iniciativa, mesmo simbólica, mostra que ainda há lugar para a razão, num conflito complexo que duas intolerâncias rivais parecem condenar à mais extrema das formas de simplificação -o extermínio mútuo." 9

10 GEOGRAFIA 2ª etapa UFMG 2005 Equipe de Correção Prof.(a) Suely Projeto Gráfico e Coordenação de Produção Rafael Tunes Controle de Produção Antônio A. Vitor Diagramação Leandro Verassani Renata Paganotto Débora Watanabe Daniel Reis Internet Rogério Souza Acesse às demais provas resolvidas no 10

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