A COBRANÇA PELO USO DAS ÁGUAS NO RIO CAMBORIÚ

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1 A COBRANÇA PELO USO DAS ÁGUAS NO RIO CAMBORIÚ Jaqueline Vieira 1 Caroline Vieira Ruschel 2 SUMÁRIO Introdução. 1 O direito das águas e a política nacional dos recursos hídricos. 1.1 As águas a legislação brasileira. 1.2 A política nacional de recursos hídricos Dos fundamentos, objetivos e diretrizes Dos instrumentos. 1.3 A administração dos recursos hídricos. 2 A cobrança do direito de uso das águas no rio camboriú. 2.1 A outorga de direito de uso. 2.2 A cobrança pelo uso dos recursos hídricos. 2.3 A cobrança no rio Camboriú. Considerações finais. Referência das fontes citadas. RESUMO O presente artigo científico tem como enfoque apresentar a real situação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Camboriú-SC. Dentro disto, far-se-á um breve estudo sobre a conceituação da água e a legislação brasileira, expondo seus conceitos técnicos e jurídicos. Realizar-se-á um estudo sobre a Política Nacional de Recursos Hídricos, destacando seus fundamentos, objetivos, diretrizes e instrumentos e, por fim, analisar-se-á a forma como é realizada a cobrança pelo uso do Rio Camboriú.Como método para desenvolvimento do presente trabalho, foi adotado o indutivo, ou seja, partiu-se de formulações específicas com o fim de obter uma percepção geral 3.As referências aos autores citados serão expostas na forma numérica, conforme preleciona Colzani 4. Palavras-chave: Cobrança. Rio Camboriú. Recursos hídricos. Águas. INTRODUÇÃO O presente trabalho tem como objetivo institucional produzir Artigo Científico para obtenção do título de bacharel em Direito na Universidade do Vale do Itajaí UNIVALI. O seu objetivo inicial é tecer breve estudo sobre a água e a legislação brasileira. O objetivo geral da pesquisa é apresentar a Lei 9.433/1997, na qual instituiu 1 Acadêmica do 9º período do Curso de Direito da Universidade do Vale do Itajaí UNIVALI. 2 Mestre em Direito, Professora no Curso de Direito Campus de Itajaí UNIVALI, Professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul PUCRS e do Curso Diplomacia. 3 COLZANI, Valdir Francisco. Guia para redação do trabalho científico, p COLZANI, Valdir Francisco. Guia para redação do trabalho científico, p

2 a Política Nacional de Recursos Hídricos, destacando os pontos relevantes para o trabalho. Os objetivos específicos são esclarecer a forma que se procede à cobrança pelo uso das águas do Rio Camboriú. Para tanto, será apresentado um breve estudo acerca da água, bem como de sua situação atual no país. Verificar-se-á, ainda, a relevância da educação por meio de informação à sociedade, bem como, da política nacional de recursos hídricos, destacando seus aspectos relevantes. Além disto, será abordada a questão da cobrança do uso das águas no Rio Camboriú pelo Comitê de Bacia Hidrográfica, e, ainda, a situação em que se encontra, ou seja, se este Comitê encontra-se estruturado, em conformidade com as exigências legais. Serão destacados, por fim, os procedimentos do Comitê do Rio Camboriú, de acordo com a Lei 9.433/97, tanto na questão da cobrança, bem como no seu planejamento. 1 O DIREITO DAS ÁGUAS E A POLÍTICA NACIONAL DOS RECURSOS HÍDRICOS 1.1 As águas a legislação brasileira Antes de conceituarmos o direito das águas e explanar sobre o regime jurídico, é importante salientar a definição do conceito semântico e técnico-científico de água, destacando alguns de seus gêneros. Uma vez que não há conceituação doutrinária acerca da água, traz-se do Dicionário Aurélio 5 a seguinte definição: (latim aqua,- ae). s. f. 1. Líquido natural (H²O), transparente, incolor, geralmente insípido e inodoro, indispensável para a sobrevivência da maior parte dos seres vivos. O Professor Antônio Teixeira Gerra 6, no seu Dicionário Geológico Geomorfológico define-a como: 5 FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. 3 ed. Curitiba: Positivo, Dicionário Geológico Geomorfológico, Rio de Janeiro: IBGE, 8 ed., p

3 É um composto químico formado de dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio (H²O). A água constitui uma unidade de medida de densidade e a escala termométrica centesimal (Celsius) se baseia no seu ponto de solidificação 0º e de ebulição 100º C... As águas estão em constante circulação, estando presentes tanto na atmosfera sob a forma de vapor quanto na superfície do solo sob a forma líquida, ou mesmo no interior do subsolo, constituindo lençóis aquíferos. Três são as partes que integram o ciclo hidrológico: 1- Água de evaporação; 2- Águas de infiltração; 3- Água de escoamento superficial. Esclarecidos os conceitos técnicos sobre as águas, Antunes leciona que: A água é um elemento indispensável a toda e qualquer forma de vida. Sem a água é impossível a vida. Parece óbvia a definição apresentada, mas na realidade que vivemos hoje, é visível a falta de sensibilidade e capacidade dos seres humanos em perceber que é preciso preservar e proteger esse bem finito. Relevante se faz também destacar o conceito das águas do subsolo. A Associação Brasileira de Águas Subterrâneas- (ABAS 7 ) definem- as como: Água subterrânea é toda a água que ocorre abaixo da superfície da Terra, preenchendo os poros ou vazios intergranulares das rochas sedimentares, ou as fraturas, falhas e fissuras das rochas compactas, e que sendo submetida a duas forças (de adesão e de gravidade) desempenha um papel essencial na manutenção da umidade do solo, do fluxo dos rios, lagos e brejos. 8 No que tange às águas, é importante ressaltar que além das águas doces e do subsolo, existem vários tipos de águas, nas quais o Água ONLINE 9 destaca as seguintes: Água doce: A água que existe nos rios, lagos e ribeiras e que possui uma quantidade de sais bem inferior à água do mar. Após tratamento adequado podemos consumir esta água. Água salgada: A água do mar e que possui uma grande quantidade de sais dissolvidos, em especial o cloreto de sódio, vulgarmente conhecido como sal de cozinha. Não podemos consumir esta água. Água destilada: A água constituída, exclusivamente, por hidrogênio e oxigênio. Originase na natureza quando se forma a chuva, ou é produzida em laboratório. Esta água é imprópria para consumo uma vez que não possui os sais necessários ao organismo humano. Água mineral: A água que dissolve uma grande quantidade de sais minerais atuando do seu percurso pela natureza. Normalmente, adquire cheiros, cores 7 ABAS - Associação Brasileira de Águas Subterrâneas foi fundada oficialmente em 10 outubro de É uma entidade que congrega 1000 associados espalhados por todo o Brasil, com Sede em São Paulo fundada em cujo principal objetivo é a exploração racional de um recurso que a cada dia tem seu valor renovado, que é água subterrânea.disponível em: <http://www.abas.org/abas.php>. Acesso em 15. out Disponível em: <http://www.abas.org/educacao.php>. Acesso em 15.out Disponível em: < Acesso em: 15. out

4 e gostos característicos o que permite classificá-la em vários tipos. É- lhe conferida propriedades terapêuticas. Água poluída: A água que apresenta alterações físicas, tais como cheiro, turbidez, cor ou sabor, logo é uma água imprópria para consumo. Água contaminada: A água que contém agentes patogênicos vivos, tais como bactérias e substâncias tóxicas. Água potável: A água que pode ser consumida sem riscos para a saúde. Água salobra: A água que contém grandes quantidades de substâncias dissolvidas que lhe conferem um mau sabor e, por vezes, um aspecto turvo; [...]. Apresentadas as definições utilizadas, passa-se a explanar sobre O DIREITO DAS ÁGUAS na legislação brasileira. Para Pompeu 10, pode ser conceituado como um conjunto de princípios e normas jurídicas que disciplinam o domínio, uso, aproveitamento, a conservação e preservação das águas, assim como a defesa contra suas danosas consequências. Ainda, no mesmo entendimento de Pompeu 11, as fontes que constituem o direito de águas: são a legislação, a doutrina, a jurisprudência e o costume. Dentre elas destaca-se: A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988; O Código de Águas- Decreto nº , de 10 de julho de 1934; O Código de Águas Minerais- Decreto-lei nº de 8 de agosto 1945; A Lei nº 9.433, de 8 de janeiro de 1997, onde foi instituída a Política Nacional de Recursos Hídricos e criou-se o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, no qual posteriormente será analisado sucintamente. Além de todas as normas citadas, há também as Resoluções do Conselho Nacional dos Recursos Hídricos e portarias do Departamento Nacional de Produção Mineral. Destarte, é notório que o direito das águas está evoluindo com a nova dimensão 12, pois a cada passo que a sociedade alcança, a preocupação com a escassez da água aumenta; tema este que vem sendo discutido principalmente no âmbito de procurar a solução para a preservação. Recentemente a Revista Galileu 13 publicou uma reportagem sobre o dossiê da água, na qual constataram que o consumo está em alta e destacam ainda: No século 20, a extração de água potável aumentou num ritmo quase duas vezes maior que o crescimento populacional. Até 2025, a 10 POMPEU, Cid Tomanik. Direito de águas no Brasil. 2 ed. São Paulo: Revistas dos Tribunais, p POMPEU, Cid Tomanik. Direito de águas no Brasil. 2 ed. São Paulo: Revistas dos Tribunais, p A expressão dimensão aplicada no presente artigo é uma substituição do termo geração, no qual vem sendo utilizado pelos doutrinadores atuais. Assim quando citada a palavra dimensão entende-se por geração. 13 CHEROBINO, Vinícius. Dossiê Água: indispensável e a perigo. GALILEU, ed.254. São Paulo: Editora Globo, set.2012, p

5 população mundial deve chegar a 9 bilhões, segundo estimativas da ONU. [...] A única coisa que não vai aumentar são as reservas de rios, lagos e lençóis subterrâneos. Hoje mais da metade delas já está em uso. Desta forma, é evidente que é preciso ir além do ordenamento jurídico, pois não basta que as leis sejam eficientes. É necessário que a sociedade se conscientize acerca do meio ambiente, por meio da educação ambiental que é o caminho para um meio ambiente sustentável. Esclarecidos os aspectos introdutórios acerca do direito das águas, tratar-seá a seguir sobre a Política Nacional de Recursos Hídricos 1.2 A Política Nacional de Recursos Hídricos. Antes de se adentrar o cerne da questão que se propõe, oportuno salientar e explicitar breves considerações acerca do instituto sob enfoque. Conhecida como a lei das águas ou como aquela que serve de instrumento disciplinador do uso das águas, a Lei 9.433/1997, na verdade tem como perspectiva primordial o gerenciamento e organização dos recursos hídricos. Salienta Pompeu 14 que, A Lei 9.433/1997 instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos, criou o Sistema Nacional de gerenciamento de Recursos Hídricos e estabeleceu os fundamentos, objetivos, as diretrizes gerais de ação e os instrumentos das Políticas. Cuja análise individual de cada instituto será a seguir exposta Dos fundamentos, objetivos e diretrizes Os fundamentos da Política Nacional dos recursos hídricos estão previstos no art. 1º, da Lei 9.433/1997, que dispõem: I - a água é um bem de domínio público; II- a água é um recurso natural limitado, dotado de valor econômico, III - em situações de escassez, o uso prioritário dos recursos hídricos é o consumo humano e a dessedentação de animais, IV- a gestão dos recursos hídricos deve sempre proporcionar o uso múltiplo das águas; V- a bacia hidrográfica é a unidade territorial para implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e atuação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos; VI- a gestão dos 14 POMPEU, Cid Tomanik. Direito de águas no Brasil. 2. ed. São Paulo: Revistas dos Tribunais, P

6 recursos hídricos deve ser descentralizada e contar com a participação do Poder Público, dos usuários e das comunidades. Assim, quanto ao inciso I, salienta Paulo Afonso Leme Machado que A dominialidade pública da água, afirmada na Lei 9.433/1997, não transforma o Poder Público federal e estadual em proprietários da água, mas torna-o gestor desse bem, no interesse de todos 15. Já sobre o inciso II, Milaré 16 afirma que: No inciso III, segundo Milaré 17, é: O recurso hídrico (águas interiores, superficiais e subterrâneas) constitui um recurso ambiental natural finito e vulnerável. Como tal, deve ser considerado nas diversas políticas como bem dotado de valor econômico, cujo uso impõe a devida contraprestação. O principio geral em tema de gestão de recursos hídricos aponta para a necessidade de proporcionar o uso múltiplo das águas, salvo em situação de escassez, em que se prioriza o consumo humano e a dessedentação de animais. No inciso IV, leciona Milaré que, O princípio do uso múltiplo das águas visa a impedir qualquer outorga que implique privilégios de um setor usuário sobre os demais 18. A própria Lei 9.433/97, em seu art. 13, Parágrafo único, estabelece que: A outorga de uso dos recursos hídricos deverá preservar o uso múltiplo destes. Ainda, no entendimento do doutrinador, o inciso V é: De fato, considerando-se que o perímetro da área a ser planejada é definido pelos limites da bacia, fica mais fácil fazer-se o confronto entre as disponibilidades e as demandas, essenciais para o que se denomina balanço hídrico 19. Já no inciso VI, Milaré afirma que: Os modelos de gestão proposta pressupõe a institucionalização dos Comitês de Bacia, das agências de águas e ainda dos conselhos Nacional e estaduais de Recursos Hídricos, nos quais se prevê a participação efetiva dos diversos usuários das águas, do Poder Público e da sociedade civil de uma bacia hidrográfica no processo 15 MACHADO, Paulo Afonso Leme. Direito Ambiental Brasileiro. 12. ed. São Paulo: Melheiros Editores, 2004, p MILARÉ, Édis. Direito Ambiental: a gestão ambiental em foco. 7 ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2011, p MILARÉ, Édis. Direito Ambiental: a gestão ambiental em foco. 7 ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2011, p MILARÉ, Édis. Direito Ambiental: a gestão ambiental em foco. 7 ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2011, p MILARÉ, Édis. Direito Ambiental: a gestão ambiental em foco. 7 ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2011, p

7 decisório 20. Diante do exposto, denota-se que deverá ser feita de forma racional e consciente a gestão dos recursos hídricos para um desenvolvimento sustentável, que no entendimento de Milaré, é um requisito essencial para o ecossistema planetário, que já tem o seu ciclo hidrológico seriamente afetado 21. Explicados os fundamentos da PNRH, analisar-se-ão os seus principais objetivos que encontram-se elencados no art. 2º da Lei 9.433/97, vejamos: Art. 2º São objetivos da Política Nacional de Recursos Hídricos: I- assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de água, em padrões de qualidade adequados aos respectivos usos; II - a utilização racional e integrada dos recursos hídricos, incluindo o transporte aquaviário, com vistas ao desenvolvimento sustentável; III - a prevenção e a defesa contra eventos hidrológicos críticos de origem natural ou decorrentes do uso inadequado dos recursos naturais. Oportuno o ensinamento de Paulo Afonso Leme Machado 22, para o qual a Lei 9.433/97 demarca concretamente a sustentabilidade dos recursos hídricos em três aspectos: disponibilidade de água, utilização racional e utilização integrada. Por disponibilidade de água, entende-se a disposição de água potável para as presentes e futuras gerações, mas somente se utilizada de forma racional e integrada poderá ser garantia desse bem natural para as futuras gerações. O art. 3º da Lei 9.433/97 trouxe em seu texto jurídico as diretrizes gerais de ação para implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos, sendo eles: I - a gestão sistemática dos recursos hídricos, sem dissociação dos aspectos de quantidade e qualidade; II - a adequação da gestão de recursos hídricos às diversidades físicas, bióticas, demográficas, econômicas, sociais e culturais das diversas regiões do País; III - a integração da gestão de recursos hídricos com a gestão ambiental; IV - a articulação do planejamento de recursos hídricos com o dos setores usuários e com os planejamentos regional, estadual e nacional; V - a articulação da gestão de recursos hídricos com a do uso do solo; VI - a integração da gestão das bacias hidrográficas com a dos sistemas estuarinos e zonas costeiras. 20 MILARÉ, Édis. Direito Ambiental: a gestão ambiental em foco. 7 ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2011, p MILARÉ, Édis. Direito Ambiental: a gestão ambiental em foco. 7 ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2011, p MACHADO, Paulo Afonso Leme. Direito Ambiental Brasileiro. 12. ed. rev., atual e ampl. São Paulo: Melheiros Editores, 2004, p

8 Paulo Afonso Leme Machado 23 afirma que estas são diretrizes a serem seguidas pelos organismos públicos e privados que vão gerir ou administrar as águas. E continua: Para serem colocadas em prática e não serem excluídas do cotidiano do gerenciamento hídrico, as diretrizes precisam estar inseridas nas várias etapas dos procedimentos de outorgas do direito de uso das águas, na elaboração de planos de recursos hídricos e na efetivação do sistema de cobrança pelo uso das águas. Desta forma, percebe-se que caberá aos membros e executores da lei, antes de aplicarem, a cautela quanto aos fundamentos, objetivos e diretrizes, lembrando que os recursos hídricos devem caminhar juntamente com o meio ambiente, não devendo a gestão das águas ser administrada de forma isolada Dos instrumentos Quanto aos instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos, foram inseridos no art. 5º da Lei /97, sendo eles: I - os Planos de Recursos Hídricos; II - o enquadramento dos corpos de água em classes, segundo os usos preponderantes da água; III - a outorga dos direitos de uso de recursos hídricos; IV - a cobrança pelo uso de recursos hídricos; V - a compensação a municípios; VI - o Sistema de Informações sobre Recursos Hídricos. Nota-se que são amplos, porém, os instrumentos da PNRH são aptos a serem executados. Assim, brevemente será analisado cada um, destacando-se os pontos mais importantes. Sobre os Planos de Recursos Hídricos, Antunes 24 salienta que, Os planos de Recursos hídricos são planos diretores cujo objetivo e fundamentar e orientar a implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos, bem como o gerenciamento dos recursos hídricos, [...] caracterizam-se por serem planos de longo termo. Os Planos de Recursos Hídricos são nada mais que instrumentos que possuem o objetivo de proteção e desenvolvimento de projetos que visam regulamentar o uso e a conservação das águas, sendo este desenvolvido com a 23 MACHADO, Paulo Afonso Leme. Direito Ambiental Brasileiro. 12. ed. rev., atual e ampl. São Paulo: Melheiros Editores, 2004, p ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito Ambiental. 8 ed. Rio de Janeiro: Editora Lumen Juris, 2005, p

9 cooperação dos poderes públicos, estadual e municipal, juntamente com a sociedade. Em relação ao enquadramento dos corpos de água em classes, segundo os usos preponderantes da água, é um meio fundamental para o gerenciamento desses recursos e assegurar a qualidade compatível de seu uso, visando diminuir os custos de combate a poluição das águas, melhorando o nível de qualidade do corpo da água, superficial ou subterrâneo. Nesse sentido, Milaré 25 ressalta: Trata-se, como se vê, de instrumento fortalecedor da integração da gestão de recursos hídricos com a gestão ambiental, diretriz fundamental para a implementação da política nacional dos recursos hídricos. Quanto à outorga dos direitos de uso de recursos hídricos, será apresentada uma breve explicação, haja vista que será abordada de forma mais ampla no segundo capítulo. Encontra-se no art. 11 da Lei 9.433/97, que expressa: O regime de outorga de direitos de uso de recursos hídricos tem como objetivos assegurar o controle quantitativo e qualitativo dos usos da água e o efetivo exercício dos direitos de acesso à água. Ainda nesse mesmo entendimento Antunes 26 leciona que, Com efeito, através da outorga, o Estado passa a ter controle sobre a capitação e o lançamento de efluentes nos corpos de água. [...] de fato, antes da legislação atual, o bem público água era apropriado privadamente, gerando lucro e riqueza para os seus usuários e transferindo os ônus da manutenção de sua qualidade para a sociedade como um todo. A outorga é um ato administrativo onde o poder público regula quem poderá utilizar esses recursos, de qual forma, determinando o prazo de uso do mesmo. Pode-se afirmar ainda que a outorga tem como objetivo garantir o controle do uso e direito de acesso aos recursos hídricos. Quanto à cobrança pelo uso de recursos hídricos, no entendimento de 25 MILARÉ, Édis. Direito Ambiental: a gestão ambiental em foco. 7 ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2011, p ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito Ambiental. 8 ed. rev., atual e ampl. Rio de Janeiro: Editora Lumen Juris, 2005, p

10 Milaré 27, vem a ser os conflitos de interesse imanentes ao uso da água, em razão do risco de escassez e da crescente demanda, tornam-na um bem de valor econômico, cuja utilização enseja em contraprestação pecuniária. Sendo assim, é um instrumento que tem por finalidade estimular o uso consciente da água e captar verbas para preservação das bacias. A cobrança não é um imposto, mas um preço condominial, fixado a partir de um pacto entre os usuários de água e o Comitê de Bacia, com o apoio técnico da ANA 28. Denota-se no texto da Lei 9.433/97 que a compensação a municípios, tinha previsão na seção V, art. 24, entretanto, encontra-se vetado e a doutrina nada fala sobre o assunto. O Sistema de Informações sobre Recursos Hídricos, nos termos do art. 25 do mesmo dispositivo legal, reza que: O Sistema de Informações sobre Recursos Hídricos é um sistema de coleta, tratamento, armazenamento e recuperação de informações sobre recursos hídricos e fatores intervenientes em sua gestão. Parágrafo único. Os dados gerados pelos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos serão incorporados ao Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos. De acordo com Granziera 29, Cabe a Agência Nacional de Águas - ANA, organizar, implantar e gerir o Sistema Nacional de Informações sobre Recurso Hídricos, na forma do art. 4, XIV, da Lei 9.984/2000. Já na concepção de Miralé 30, O estabelecimento do sistema de informação é condição fundamental para implementação da outorga, já que não se pode admitir seriedade na disponibilização de um recurso, que se torna cada dia mais precioso como a água, sem uma base de informações atualizadas e consistente, contendo o potencial hídrico e os usuários, efetivando desta forma a disponibilidade hídrica da bacia. Desta forma, entende-se que caberá às autoridades competentes captarem as informações suficientes e analisarem de forma rigorosa a área na qual pretende- 27 MILARÉ, Édis. Direito Ambiental: a gestão ambiental em foco. 7 ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2011, p Disponível em: <http://www2.ana.gov.br/paginas/servicos/cobrancaearrecadacao/cobrancaearrecadacao.aspx>. Acesso em: 24.out GRANZIERA, Maria Luiza Machado. Direito das Águas: disciplina jurídica das águas doce. 2.ed.São Paulo:Atlas, 2003, p MILARÉ, Édis. Direito Ambiental: a gestão ambiental em foco. 7 ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2011, p

11 se a concessão da outorga. 1.3 A Administração dos recursos hídricos Encontra-se dividida em três níveis a administração dos recursos hídricos, sendo: O Conselho Nacional dos Recursos Hídricos; a Agência de águas; e os Comitês de Bacias hidrográficas. Hídricos, Segundo definição proposta por Milaré 31, o Conselho Nacional dos Recursos É um órgão maior do Sistema Nacional de gerenciamento de recursos Hídricos- SINGREH, ao qual conferiu ao legislador importante papel normativo e de articulador do planejamento de recursos hídricos com os planejamentos nacional, regionais, estaduais dos setores usuários. Regulamentado pelo Decreto 4.613/03 o Conselho Nacional dos Recursos Hídricos, tem sua competência explicitada no art da Lei 9.433/97. A Lei nº 9.984, de 17 de julho de 2000, dispõe sobre a criação da Agência Nacional de Águas- ANA, sendo ela: Uma Agência complexa, pois, além da função de reguladora do uso da água bruta nos corpos hídricos de domínio da União, tem a atribuição de coordenar a implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos, cuja principal característica é garantir a gestão democrática e descentralizada dos Recursos Hídricos. A ANA conforme estabelecido no art. 3º da referida lei, é uma autarquia sob regime especial, com autonomia administrativa e financeira, vinculada ao Ministério 31 MILARÉ, Édis. Direito Ambiental: a gestão ambiental em foco. 7 ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2011, p BRASIL, LEI Nº 9.433, DE 8 DE JANEIRO DE Art. 35. Compete ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos: I- promover a articulação do planejamento de recursos hídricos com os planejamentos nacional, regional, estaduais e dos setores usuários; II - arbitrar, em última instância administrativa, os conflitos existentes entre Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos; III - deliberar sobre os projetos de aproveitamento de recursos hídricos cujas repercussões extrapolem o âmbito dos Estados em que serão implantados; IV - deliberar sobre as questões que lhe tenham sido encaminhadas pelos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos ou pelos Comitês de Bacia Hidrográfica; V - analisar propostas de alteração da legislação pertinente a recursos hídricos e à Política Nacional de Recursos Hídricos; VI- estabelecer diretrizes complementares para implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos, aplicação de seus instrumentos e atuação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos; VII - aprovar propostas de instituição dos Comitês de Bacia Hidrográfica e estabelecer critérios gerais para a elaboração de seus regimentos; VIII - (VETADO); IX acompanhar a execução e aprovar o Plano Nacional de Recursos Hídricos e determinar as providências necessárias ao cumprimento de suas metas; X- estabelecer critérios gerais para a outorga de direitos de uso de recursos hídricos e para a cobrança por seu uso. XI - zelar pela implementação da Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB); XII- estabelecer diretrizes para implementação da PNSB, aplicação de seus instrumentos e atuação do Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB); XIII - apreciar o Relatório de Segurança de barragens, fazendo, se necessário, recomendações para melhoria da segurança das obras, bem como encaminhá-lo ao Congresso Nacional. Disponível em:<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9433.htm>. Acesso em: 25. out

12 do Meio Ambiente, com a finalidade de implementar, em sua esfera de atribuições, a Política Nacional de Recursos Hídricos, integrando o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Os Comitês de Bacias hidrográficas, por sua vez, como bem salienta Miralé 33, funciona como se fosse o parlamento da correspondente bacia, onde serão tomadas as principais decisões políticas sobre a utilização das águas. E assevera, ainda, que: Compete ao Presidente da República instituir Comitês de Bacia em rios de domínio da União. Implicitamente, cabe a quem de direito, no âmbito estadual, instituir Comitês de Bacias em rios de domínios dos Estados. Assim, através da Resolução nº 05 de 10 abril de 2000, do Conselho Nacional de Recursos Hídricos, foram então definidas as diretrizes para formação e funcionamento dos Comitês de Bacia Hidrográfica, representando um avanço na participação da sociedade civil nos Comitês. Destarte, destacamos que o Sistema de Informações sobre Recursos Hídricos tem como objetivo principal integrar fontes de dados, armazenar e preservar, distribuir informações, fornecimento de serviços, compor ou reunir outros sistemas. Explicados os aspectos introdutórios dos direitos das águas, bem como os recursos hídricos, passa-se a explanar sobre outorga dos direitos de uso dos recursos hídricos e a cobrança pelo uso. 2. A COBRANÇA DO DIREITO DE USO DAS ÁGUAS NO RIO CAMBORIÚ Antes de se estudar a cobrança pelo uso das águas no Rio Camboriú, faz-se importante analisar os mecanismos de outorga disciplinados pela legislação, já que somente os recursos sujeitos a outorga podem ser cobrados. 2.1 A outorga de direito de uso A natureza jurídica da outorga, segundo Milaré 34 é o ato administrativo que faculta a particulares e a prestadora de serviços públicos o uso das águas, em 33 MILARÉ, Édis. Direito Ambiental: a gestão ambiental em foco. 7 ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2011, p MILARÉ, Édis. Direito Ambiental: a gestão ambiental em foco. 7 ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2011, p

13 condições preestabelecidas e por tempo indeterminado. A esse propósito, valiosa a lição de Granziera 35 : Os efeitos da outorga, independentemente do nome que se venha a fixar, matizam-se ora de autorização, ora de concessão, em função da finalidade, ficando claro que os instrumentos legais de outorga, em face da própria natureza das águas, não comportam um enquadramento rígido nos institutos clássicos do direito administrativo. Como tentativa de decrescer o uso das águas, que vem tendo suas potencialidades gradativamente comprometidas, foram inseridos no artigo 12 da lei nº 9.433/97, os meios de usos dos recursos hídricos sujeitos a outorga, sendo eles: I - derivação ou captação de parcela da água existente em um corpo de água para consumo final, inclusive abastecimento público, ou insumo de processo produtivo; Milaré, afirma ser este o único caso previsto no Código das águas. É a captação tradicional de águas para consumi-las. II - extração de água de aqüífero subterrâneo para consumo final ou insumo de processo produtivo; Informa, ainda, que os usos são os mesmos do caso anterior, mas foram destacados a salientar a inclusão das águas subterrâneas, no sistema nacional de recursos hídricos. III - lançamento em corpo de água de esgotos e demais resíduos líquidos ou gasosos, tratados ou não, com o fim de sua diluição, transporte ou disposição final; Trata-se de permissão mediante a outorga para lançamento de residuárias, estando de acordo com a resolução CONAMA 357/ Milaré afirma que: Convém lembrar que, nos termos da resolução é possível lançamento sem tratamento, se este for conforme aos padrões de emissão estabelecidos IV - aproveitamento dos potenciais hidrelétricos; De acordo com Milaré, a inclusão do aproveitamento das águas para fins hidroelétricos na outorga decorre de o uso múltiplo das águas ter sido eleito como 35 GRANZIERA, Maria Luiza Machado. Direito das Águas: disciplina jurídica das águas doce. 2.ed.São Paulo:Atlas, p BRASIL. Resolução nº 357, de 17 de março de Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes, e dá outras providências. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/port/conama/res/res05/res35705.pdf>. Acesso em: 15. out

14 um dos fundamentos da Política nacional de recursos hídricos. V - outros usos que alterem o regime, a quantidade ou a qualidade da água existente em um corpo de água. Observa-se que diferente dos incisos anteriores, este refere-se a uso genérico. Neste sentido Milaré afirma que qualquer uso não expressamente definido, mas que altere o regime hídrico, está sujeito a outorga. Os Usos isentos de outorga tem previsão legal no disposto no art. 12, 1 37 da Lei /97, sugerindo os casos de isenções. Pois sabe-se que cada Estado poderá estabelecer quais os usos que não precisam ser introduzidos à avaliação do Poder Público para concessão da outorga. Grande celeuma envolve o tema, tendo em vista que a água é essencial à sobrevivência da humanidade. Desta forma, o abastecimento às comunidades carentes é um princípio, cuja própria Constituição nos garante em seu art. 5º, caput, esse direito. Outrossim, conforme o artigo 22 da Constituição Federal em matéria das águas, fica estabelecido que compete privativamente à União legislar. entanto, com o advento da Lei 9.433/97 percebe-se que o art. 29 trouxe outra redação jurídica quanto à competência, pois declara: Art. 29. Na implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos, compete ao Poder Executivo Federal: II- outorgar os direitos de uso de recursos hídricos, e regulamentar e fiscalizar os usos, na sua esfera de competência; Neste mesmo entendimento, Pompeu 38 No afirma ter Competência para a expedição da outorga: O Poder Executivo Federal pode delegar aos Estados e ao Distrito Federal competência para outorgar direito de uso de recurso hídricos do domínio da União. A respeito de competência, Milaré 39 assevera: A Outorga do direito de uso dos recursos hídricos é o ato inerente ao exercício do poder de policia administrativa, afeto, no caso, às autoridades competentes da União, dos Estados ou do Distrito 37 Brasil. Lei nº 9.433, de 8 de janeiro de º Independem de outorga pelo Poder Público, conforme definido em regulamento: I- o uso de recursos hídricos para a satisfação das necessidades de pequenos núcleos populacionais, distribuídos no meio rural; II- as derivações, captações e lançamentos considerados insignificantes; III- as acumulações de volumes de água consideradas insignificantes. Disponível em: < Acesso em 15. out POMPEU, Cid Tomanik. Direito de águas no Brasil. 2 ed. rev. atual. ampl. São Paulo: ditora Revistas dos 39 Tribunais, P MILARÉ, Édis. Direito Ambiental: a gestão ambiental em foco. 7 ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2011, p

15 Federal. A União outorga o direito de uso de recursos hídricos de seu domínio através da Agencia Nacional de Àgua-- ANA A Suspensão e extinção da outorga poderão ocorrer nos casos previstos no art. 15 da Lei 9.433/97, que traz em seu texto: Art. 15. A outorga de direito de uso de recursos hídricos poderá ser suspensa parcial ou totalmente, em definitivo ou por prazo determinado, nas seguintes circunstâncias: I - não cumprimento pelo outorgado dos termos da outorga; II - ausência de uso por três anos consecutivos; III - necessidade premente de água para atender a situações de calamidade, inclusive as decorrentes de condições climáticas adversas; IV - necessidade de se prevenir ou reverter grave degradação ambiental; V - necessidade de se atender a usos prioritários, de interesse coletivo, para os quais não se disponha de fontes alternativas; VI - necessidade de serem mantidas as características de navegabilidade do corpo de água. A propósito, conforme a previsão do artigo 16 da lei supracitada, toda outorga de direitos de uso de recursos hídricos far-se-á por prazo não excedente a trinta e cinco anos, renovável. Neste sentido, Miralé 40 leciona que a outorga é passível de renovação, a qual deve ser pedida antes do término do prazo de validade, sob pena de perda do direito de uso das águas, já que não se renova o que não mais existe. Outra importante questão, diz respeito à diferença entre a outorga e o licenciamento ambiental. Sendo estes institutos jurídicos semelhantes, que poderiam ser unificados, mas para isso é preciso interesse da administração pública e eficácia de resultados sociais. A Resolução CNRH n.º 65, de 7 de dezembro de 2006, estabeleceu diretrizes de articulação dos procedimentos para obtenção da outorga de direito de uso de recursos hídricos com os procedimentos de licenciamento ambiental. definições: Para melhor compreensão o art. 3º da resolução, adotou as seguintes II - Outorga de direito de uso de recursos hídricos: ato administrativo mediante o qual a autoridade outorgante competente faculta ao requerente o direito de uso dos recursos hídricos, por prazo determinado, nos termos e condições expressas no respectivo ato, consideradas as legislações específicas vigentes; III - Licenciamento ambiental: procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia a localização, instalação, ampliação e a operação de empreendimentos e atividades 40 MILARÉ, Édis. Direito Ambiental: a gestão ambiental em foco. 7 ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2011, p

16 utilizadoras de recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras, ou daquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental, considerando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso. (definição constante do art. 1o, inciso I, da Resolução CONAMA no 237, de 19 de dezembro de 1997); Quanto aos institutos, Machado 41 assevera: enquanto estiverem diferenciados, assinalamos que a outorga dos direitos de uso tem um campo mais largo que o licenciamento ambiental.[...] Além dos caso concreto do pedido analisado, deve considerar primeiramente o Plano de Recursos Hídricos da bacia hidrográfica, dos Estados e do País. No entanto, é importante destacar que o licenciamento ambiental é vinculado à outorga, mas isso não impede ao outorgado de obter a licença. O Conselho Nacional do Meio Ambiente CONAMA, órgão criado pela Lei da Política Nacional do Meio Ambiente, com o objetivo de estabelecer normas e regulamentos, define na Resolução n 237/97, em seu artigo 1º, inciso II, o conceito legal de licença ambiental: Art. 1º - Para efeito desta Resolução são adotadas as seguintes definições: II - Licença Ambiental: ato administrativo pelo qual o órgão ambiental competente, estabelece as condições, restrições e medidas de controle ambiental que deverão ser obedecidas pelo empreendedor, pessoa física ou jurídica, para localizar, instalar, ampliar e operar empreendimentos ou atividades utilizadoras dos recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou aquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental. O licenciamento ambiental é um procedimento único; todavia, para cada parte do processo, é necessária uma licença específica. A Resolução n 237, de 19 de dezembro de 1997, do CONAMA, em seu artigo 8 e incisos 42, estabelece os 41 MACHADO, Paulo Afonso Leme. Direito Ambiental Brasileiro. 12. ed. rev., atual e ampl. São Paulo: Melheiros Editores, 2004, p BRASIL. Resolução n 237, de 19 de dezembro de Art. 8º. O Poder Público, no exercício de sua competência de controle, expedirá as seguintes licenças: I - Licença Prévia (LP) - concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade aprovando sua localização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação; II - Licença de Instalação (LI) - autoriza a instalação do empreendimento ou atividade de acordo com as especificações constantes dos planos, programas e projetos aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes, da qual constituem motivo determinante; III - Licença de Operação (LO) - autoriza a operação da atividade ou empreendimento, após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores, com as medidas de controle ambiental e condicionantes determinados para a operação. Parágrafo único. As licenças ambientais poderão ser expedidas isolada ou sucessivamente, de acordo com a natureza, características e fase do empreendimento ou atividade. 1142

17 tipos de licença, sendo elas a Licença Prévia (LP), a Licença de Instalação (LI) e a Licença de Operação (LO). Com base no exposto acima, observa-se que compete aos órgãos ambientais a emissão das licenças. Segundo Antunes 43 o papel do licenciamento ambiental é, primordialmente, definir os limites toleráveis de interferência sobre o meio ambiente. Nota-se que o instituto da outorga não tem competência para conceder ou denegar as fases de implantação ou funcionamento de um empreendimento; porém, é mediante este ato que é concedido o direito de usar os recursos hídricos. Na concepção de Antunes 44, a outorga, embora não seja concedida em caráter precário, igualmente não o é, de forma definitiva. Para um procedimento mais célere aos empreendedores ou interessados, é importante que haja o fortalecimento dos Sistemas de Informações de Recursos Hídricos e de Meio Ambiente e sua articulação visando a integração, pois a outorga e o licenciamento possuem diferentes regulamentos, dentre eles, citamos os prazos, procedimentos e novos empreendedores. Assim, percebe-se que há necessidade da integração do licenciamento Ambiental e da outorga, para evitar que o mesmo empreendimento seja submetido a análise de dois órgãos ambientais, o que tornaria as decisão seriam compatíveis, diminuiriam os custos de regulamentação, facilitaria a análise de cada processo ou pedido de entrada, haveria integração nas fiscalizações e o aperfeiçoamento na metodologia para uma compreensão em todos os Estados do Brasil, pois hoje cada órgão Estadual baseia-se apenas nas suas normas. No entanto, pode-se indagar se o licenciamento deve preceder a outorga do direito do uso da água ou esta deve preceder aquele. Para Milaré 45, o licenciamento ambiental deve proceder à outorga, já que a Resolução CONAMA 237/97, no seu art. 10, 1º, menciona que: No procedimento No procedimento de licenciamento ambiental deverá constar, obrigatoriamente, a certidão da Prefeitura Municipal, declarando que o local e o tipo de empreendimento ou atividade 43 ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito Ambiental. 8 ed. rev., atual e ampl. Rio de Janeiro: Editora Lumen Juris, 2005, p ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito Ambiental. 8 ed. rev., atual e ampl. Rio de Janeiro: Editora Lumen Juris, 2005, p MILARÉ, Édis. Direito Ambiental: a gestão ambiental em foco. 7 ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2011, p

18 estão em conformidade com a legislação aplicável ao uso e ocupação do solo e, quando for o caso, a autorização para supressão de vegetação e a outorga para o uso da água, emitidas pelos órgãos competentes. 2.2 A cobrança pelo uso dos recursos hídricos Antes de tratar sobre o instituto da cobrança faz-se necessária uma breve explicação sobre os Comitês das Bacias Hidrográficas em destaque, a do Rio Camboriú, sendo este o enfoque principal do presente artigo. Primeiramente a bacia hidrográfica pode ser conceituada, segundo Pompeu 46, como área geográfica dotada de determinada inclinação em virtude da qual todas as águas se dirigem, direta ou indiretamente, a um corpo central de água. A competência dos Comitês de Bacia Hidrográfica encontram-se elencadas no art. 38, da Lei 9433/97, dentre elas destaca-se: VI - estabelecer os mecanismos de cobrança pelo uso de recursos hídricos e sugerir os valores a serem cobrados; [...] IX - estabelecer critérios e promover o rateio de custo das obras de uso múltiplo, de interesse comum ou coletivo. Os Comitês, de acordo com o art. 39 da referida lei, serão compostos por representantes: I - da União; II - dos Estados e do Distrito Federal cujos territórios se situem, ainda que parcialmente, em suas respectivas áreas de atuação; III - dos Municípios situados, no todo ou em parte, em sua área de atuação; IV - dos usuários das águas de sua área de atuação; V - das entidades civis de recursos hídricos com atuação comprovada na bacia. Granziera47 assevera que Os comitês de bacias hidrográficas são órgãos colegiados de sistemas de gerenciamentos de recursos hídricos. Como órgãos, não possuem personalidade jurídica. Mas possuem vínculo de natureza administrativa. Outrossim, compete ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos critérios gerais para a elaboração de seus regimentos (art. 35, VII da Lei 9.433/97). A cobrança pelo uso dos recursos hídricos é um dos instrumentos da PNRH, tem seus objetivos expressos no art. 19 da Lei /97: I - reconhecer a água como bem econômico e dar ao usuário uma 46 POMPEU, Cid Tomanik. Direito de águas no Brasil. 2. ed. rev. atual. ampl. São Paulo: ditora Revistas dos Tribunais, p GRANZIERA, Maria Luiza Machado. Direito das Águas: disciplina jurídica das águas doce. 2.ed.São Paulo:Atlas, p

19 indicação de seu real valor; II - incentivar a racionalização do uso da água; III - obter recursos financeiros para o financiamento dos programas e intervenções contemplados nos planos de recursos hídricos. Denota-se, nos incisos acima, que a cobrança pelo uso incorpora-se como ferramentas, cuja finalidade é arrecadar recursos nos quais serão destinados à realização da PNRH. Para Milaré 48, a cobrança pelo uso de recursos hídricos efetiva o princípio da internalização dos custos ambientais por aqueles que se aproveitam de recursos naturais, em geral, e, em particular, das águas. E, ainda, no mesmo pensamento Granziera 49 entende: Os usos podem causar alterações na quantidade e na qualidade da água, ou referir-se a uma atividade que simplesmente utiliza o rio, por exemplo, para simples passagem, como se fosse uma estrada. Daí a menção a dois princípios correlatos: poluidor-pagador e usuário-pagador. Assim, o art. 20 da Lei /97, estabeleceu que serão cobrados os usos de recursos hídricos sujeitos a outorga, nos termos do art. 12 da referida lei. Igualmente, no que tange a valores, a Lei trouxe no art. 21, a fixação dos valores a serem cobrados e destacou que devem ser observados, entre outros, nas derivações, captações e extrações de água, o volume retirado e seu regime de variação; nos lançamentos de esgotos e demais resíduos líquidos ou gasosos, o volume lançado e seu regime de variação e as características físico-químicas, biológicas e de toxidade do afluente. Aliás, é importante ressaltar, que as receitas derivadas da cobrança pelo uso dos recursos hídricos não têm natureza de imposto, como muitos pensam, isso porque o próprio Código Tributário Nacional assevera no Art. 3º, que: Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. Segundo Milaré 50, também não pode ser considerado como taxa, 48 MILARÉ, Édis. Direito Ambiental: a gestão ambiental em foco. 7 ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2011, p GRANZIERA, Maria Luiza Machado. Direito das Águas: disciplina jurídica das águas doce. 2.ed.São Paulo:Atlas, p MILARÉ, Édis. Direito Ambiental: a gestão ambiental em foco. 7 ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2011, p

20 Porque não se relaciona com a prestação de serviço público. É um preço público, pago pelo uso de um bem público, no interesse particular, como ocorre, por exemplo, com o estacionamento em vias públicas de intenso tráfego. Desta forma, conforme previsto no art. 19 da referida Lei, constam os objetivos da cobrança, no qual já citou-se anteriormente, mas que deixam evidente que a racionalização é imprescindível para a conscientização dos usuários, assim serve como base de arrecadação de fontes financeiras. A propósito, recentemente a Revista GALILEU 51, publicou TODA GOTA SERÁ COBRADA, com grandes investimentos em tecnologia, Israel tornou-se referência Mundial no uso racional e sustentável do recurso. Cada habitante passou a pagar até 50% mais caro por cada gota que sai de suas torneiras. [...] Redução de quase 40% em apenas 3 anos. [...] quando o preço é muito baixo, as pessoas não são incentivadas a usá-la de maneira eficiente, explica o engenheiro americano Glen Daigger, Presidente da Associação Internacional da Água. Nota-se com o exposto acima, que a forma pecuniária reflete muito na consciência dos seres humanos. No Brasil a cobrança prevista na lei tem o mesmo objetivo conforme já visto. No entanto, a lei brasileira diz que o uso da água para o consumo humano e a dessedentação dos animais não deverá ser cobrada. Com tal fato, pode-se concluir que a lei pensou em questão social, já que a realidade brasileira é de extrema desigualdade. Por outro lado, distancia cada vez mais os consumidores do verdadeiro valor do recurso hídrico, dificultando a sua conscientização para a preservação. 2.3 O caso do Rio Camboriú Esclarecidos os aspectos introdutórios acerca das bacias hidrográficas, vamos analisar o Comitê Camboriú. O Decreto n.º 2.444, de 01 de dezembro de 1997, criou o Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Camboriú - Comitê Camboriú. É importante ressaltar que as competências do Comitê, encontram-se 51 SILVA, Isis. A água na conta: toda água será cobrada. GALILEU, ed.254. São Paulo: Editora Globo, set.2012, p

21 regulamentadas no art. 3º do Decreto nº , de 04 de dezembro de 1998, onde ficaram estabelecidos, os objetivos, competências, composição e demais ato pertinentes. Assim, conforme dispõe os incisos I, II do Decreto nº 3.427/98 ficou deliberado promover o gerenciamento descentralizado, participativo e integrado, sem dissociação dos aspectos quantitativos e qualitativos dos recursos hídricos em sua área de atuação, promover a integração das ações na defesa contra eventos hidrológicos críticos, que ofereçam riscos à saúde e à segurança públicas, assim como prejuízos econômicos e sociais. Já nos incisos III, IV, V, foi determinado adotar a bacia hidrográfica como unidade físico-territorial de planejamento e gerenciamento, reconhecer o recurso hídrico como um bem público, de valor econômico, cuja utilização deve ser cobrada, observados os aspectos de quantidade, qualidade e as peculiaridades da bacia hidrográfica, combater e prevenir as causas e efeitos adversos da poluição, das inundações, das estiagens, da erosão do solo e do assoreamento dos corpos de água nas áreas urbanas e rurais; Nos incisos VI, VII, VIII, cabe ao comitê compatibilizar o gerenciamento dos recursos hídricos com o desenvolvimento regional e com a proteção do meio ambiente, promover a maximização dos benefícios econômicos e sociais, resultantes do aproveitamento múltiplo dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos, assegurando o uso prioritário para o abastecimento das populações, bem como estimular a proteção das águas contra ações que possam comprometer o uso atual e futuro. No tocante à competência, está prevista no art. 4º do Decreto /98, para melhor entendimento do tema em enfoque é importante transcrever alguns incisos, vejamos: II - elaborar e aprovar a proposta do plano de recursos hídricos para a bacia do rio Camboriú, acompanhar sua implementação e sugerir as providências necessárias ao cumprimento de suas metas. VI - estabelecer os mecanismos de cobrança pelo uso de recursos hídricos e propor ao Conselho Estadual de Recursos Hídricos - CERH, os valores a serem cobrados; VII - estabelecer critérios e promover o rateio dos custos das obras de uso múltiplo, de interesse comum ou coletivo a serem executados na bacia hidrográfica; Nota-se que ao Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Camboriú, compete estabelecer os meios para a cobrança pelo uso do bem ambiental, aprovar as 1147

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