UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA FACULDADE DE VETERINÁRIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS VETERINÁRIAS

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1 UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA FACULDADE DE VETERINÁRIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS VETERINÁRIAS SAMUEL SALGADO TAVARES ASPECTOS BIOLÓGICOS, FISIOLÓGICOS E PATOLÓGICOS DE CARCARÁS (Caracara plancus, MILLER, J. F., 1777) CAPTURADOS NA ÁREA DO AEROPORTO INTERNACIONAL PINTO MARTINS, FORTALEZA-CE FORTALEZA-CE 2014

2 SAMUEL SALGADO TAVARES ASPECTOS BIOLÓGICOS, FISIOLÓGICOS E PATOLÓGICOS DE CARCARÁS (Caracara plancus, MILLER, J. F., 1777) CAPTURADOS NA ÁREA DO AEROPORTO INTERNACIONAL PINTO MARTINS, FORTALEZA-CE Dissertação apresentada ao Programa de Pós- Graduação em Ciências Veterinárias da Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará, como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em Ciências Veterinárias. Área de Concentração: Reprodução e Sanidade Animal. Linha de Pesquisa: Reprodução e sanidade de carnívoros, onívoros, herbívoros e aves. Orientadora: Profa. Dra. Diana Célia Sousa Nunes Pinheiro. FORTALEZA-CE 2014

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5 À Deus, meu mestre e senhor, e à Santíssima Virgem Maria, exemplo da mais pura obediência. Dedico.

6 AGRADECIMENTOS A Deus, por ser criador e guia dessa jornada maravilhosa que é a minha vida, e pela misericórdia a todos nós dispensada. Aos animais, objetos de minha imensa admiração e respeito, especialmente por aqueles vitimados pelo antropocentrismo, ganância desenfreada, visão deturpada e corrida progressista. À Profa. Dra. Diana Célia Sousa Nunes Pinheiro, por sempre ter acreditado no meu potencial, por sua inestimável orientação, disponibilidade, colaboração, compreensão, incentivo e acima de tudo amizade, meus sinceros agradecimentos. Ao Programa Fauna nos Aeroportos Brasileiros, na pessoa do coordenador geral, Felipe Lago, por proporcionar a oportunidade de desenvolver esse trabalho tão engrandecedor na minha carreira profissional. À INFRAERO, nas pessoas de Cláudia Cunha e Camila Lopes, pelo convênio firmado, que veio a proporcionar a execução do presente trabalho, assim como pelo apoio e estímulo constante ao trabalho. Ao Prof. Dr. William Cardoso Maciel pela preciosa colaboração e apoio, juntamente com a equipe de estagiários e pós-graduandos do Laboratório de Estudos Ornitológicos da UECE. À Profa. Dra. Rosa Patrícia Ramos Salles pela ajuda e solicitude, permitindo que esse trabalho pudesse ser enriquecido grandemente. Aos bolsistas de Iniciação Científica Mariana Andrioli Pinheiro, Isaac Mourão Xavier, Matheus Silva Feitosa, Pedro Ernesto de Araujo Cunha, Lidia Sampaio Batista, Ligia Santos Oliveira, Graduandos em Medicina Veterinária, aos Mestrandos Belise Maria Oliveira Bezerra, Jardel Cavalcante Lemos e Rodrigo Fonseca de Medeiros Guedes e aos Doutorandos Belarmino Eugênio Lopes Neto, Glauco Jonas Lemos Santos e Marcio Gomes Alencar Araripe, amigos que fazem parte do Laboratório de Imunologia e Bioquímica de Animais (LIBA), cujas ajudas foram de fundamental importância para a realização desse trabalho.

7 À Dra. Neuza Félix Gomes Rochette pela disponibilidade e colaboração na realização de pontos importantes do desenvolvimento deste trabalho. À Dra. Débora Castelo Branco de Souza Collares Maia pelas sugestões na construção do projeto. A todos os funcionários da Faculdade de Veterinária (FAVET), em especial aos professores do Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias (PPGCV) da UECE, pelos conhecimentos e experiências compartilhados, e à secretaria do PPGCV, em especial a Adriana Maria Sales Albuquerque, pela ajuda e pelo apoio sinceros. Aos meus pais, Francisco Alexandre Silva Tavares e Eleonora Viana Salgado Tavares, por instruírem em minha formação humana e profissional e pelo apoio incondicional em todas as situações de minha vida. Aos meus irmãos, Emanuel Salgado Tavares e Sarah Fernanda Salgado Tavares, por serem um dos pilares de minha vida e por saber que posso contar com eles em todas as situações. Aos meus avós, Maria Leonor Viana Salgado, Francisco Salgado, Maria Silva Tavares e Francisco Rodrigues Tavares, por todo o incentivo, carinho e dedicação que me dispensam. À minha família materna e paterna por fazerem parte da minha vida e pela torcida em favor do meu sucesso. À minha família do Condomínio Estrela da Manhã pela amizade e cumplicidade e por todos os momentos que temos passado juntos. Aos meus amigos da equipe de Fortaleza do Programa Fauna nos Aeroportos Brasileiros, Aline Ramos Souza, Andressa Rocha Fraga, Bruno Araújo Martins, Danilo de Paula Rada, Caio Bezerra de Mattos Brito, Demontier Osório Morais, José Onofre Nascimento Monteiro, Julie Alda Cintra Monique Grippon, Larissa Batalha Santos da Silva, Lucas Barros de Castro Cruz, Samara Dulce Temoteo Menezes, por todos os momentos vivenciados, experiências compartilhadas e amizade construída e partilhada.

8 Aos meus amigos, Ana Carolina Cunha, Guilherme Duarte, Laíza Braga, Leandro Rodrigues, Lúcio Mendes Filho, Maria do Livramento de Barros, Rochele Araújo, Suzete Barros, por continuarmos a partilhar essa amizade tão sincera e construtiva, apesar de todas as atribuições da vida. Às demais pessoas que não foram aqui mencionadas, mas que contribuíram direta ou indiretamente em mais uma etapa da minha realização profissional.

9 I RESUMO Carcará (Caracara plancus, MILLER, J. F., 1777) é uma espécie de ave pertencente à ordem Falconiformes, conhecido pela ampla distribuição, bem como pelos hábitos alimentares generalistas. No Brasil, existe uma carência de dados biológicos para esta espécie. Avaliaram-se os aspectos biométricos, hematológicos, bioquímicos, estresse oxidativo, sorológico e microbiológico de carcarás de vida livre. Foram capturadas dez espécimes na área operacional do Aeroporto Internacional Pinto Martins, Fortaleza-CE, com licença do SISBIO/ICMBio nº As aves foram remanejadas ao Laboratório de Imunologia e Bioquímica Animal (LIBA/FAVET), para procedimentos. Previamente, os animais foram anestesiados e então foram obtidos os dados biométricos. Amostras sanguíneas foram coletadas por venopunção para realização de exames hematológicos e bioquímicos e ensaios do estresse oxidativo, além de sorologia. Depois da euntásia, os fígados foram removidos para realização de ensaio de peroxidação lipídica (TBARS/MDA). Utilizou-se swabs estéreis para a coleta de material de diferentes sítios para a pesquisa por Salmonella spp. A prospecção para pesquisa de anticorpos para vírus da doença de Newcastle foi realizada pelo teste de inibição de hemaglutinação e ELISA. Os resultados foram expressos como média±desvio padrão. O peso médio das aves foi de 926,6g ± 71,7g, medindo (comprimento total) 545,4 ± 7,04 mm com envergadura de 1107,67 ± 40,34 mm. Os pesos relativos dos órgãos foram: coração = 1,07%, baço = 0,06%, estômago = 1,58%, fígado = 1,54% e pâncreas = 0,11%, intestino = 1,98%. Os órgãos e tecidos apresentaram textura, coloração e consistência adequadas, e não foram observadas alterações anatomo-patológicas. Os dados hematológicos foram: Hematócrito (%) = 49,0±4,59; LT(células/dL) = 6.778±4.209; enquanto os dados bioquímicos foram: AST/ALT = 57,47±17,71/ 77,00±23,11 U/dL; Amilase = 2169,50±683,55 mg/dl; LDH

10 II = 852,83±174,90 U/dL; CK = 649,40±352,62 U/dL; Creatinina/Ureia = 0,22±0,07/10,06±3,43 mg/dl; Na/K154,40±4,59/2,36±0,56 meq/l; Mg = 2,05±0,17 mg/dl; PT = 4,20±0,33 g/dl; e os dados do estresso oxidativo foram: TBARS = 84,35±24,25 nmol de MDA/g de fígado; NO = 2,04±1,95 x10-3 µg de nitrito/µg de proteína. As culturas foram negativas para Salmonella spp., e sorologia não reagente para o vírus da doença de Newcastle. Espera-se que os resultados obtidos possam fornecer subsídios para o estabelecimento dos parâmetros de referência para a espécie estudada. Quanto à pesquisa por Salmonella spp. e para anticorpos contra o vírus da Doença de Newcastle espera-se que os dados possam contribuir para o monitoramento ambiental. Espera-se que os dados sejam relevantes para a avaliação da fauna brasileira, particularmente da região nordeste. Ressalta-se que essas são as primeiras informações científicas sobre o Caracara plancus no estado do Ceará. Palavras-chave: Caracara plancus, parâmetros fisiológicos, estresse oxidativo, Salmonella spp., virus da doença de Newcastle.

11 III ABSTRACT Caracara plancus is avian specie belonging to the Order Falconiforme, known for the wide distribution, as well as by the generalist habits. The Brazilian biological data for this animal are poor. This work evaluates the biometric, hematologic, biochemistry, oxidative stress and microbiological aspects of wildlife Southern Caracara (C. plancus, MILLER, 1777). Ten animals were captured from International Airport Pinto Martins area, by previous permission of SISBIO/ICMBio (nº ) and were transported to Laboratório de Imunologia e Bioquímica Animal (LIBA/FAVET) for proceedings. Previously, the birds were anesthetized, and then biometric measurements (mm) were obtained, blood samples were collected from venipuncture to perform hematological, biochemical, oxidative stress and serologic assays. After euthanize the livers were removed for lipid peroxidation assays (TBARS/MDA). Sterile swabs from different sites were utilized to search Salmonella spp. Prospection for research antibody to the virus of Newcastle disease was performed by hemmaglutination inhibition and ELISA tests. Results were expressed as media±standard deviation. The average corporal weight was g ± 71.7, measure (total length) ± 7.04 mm with wingspan of ± mm. Relatives organs weight were: heart = 1.07%, spleen = 0.06%, stomach = 1.58%, liver = 1.54%, intestine = 1.98% and pancreas = 0.11%. This organs and tissues exhibited normal texture, color and consistency and was not observed anatomo-pathological alterations. Results for hematological parameters were: Hematocrit (%) = 49.0±4.59; WBC (cells/dl) = 6.778±4.209, for plasma biochemical analysis were: AST/ALT = 57.47±17.71/ 77.00±23.11 U/dL; Amylase = ± mg/dl; LDH = ± U/dL; CK = ± U/dL; Creatinine/Urea = 0.22±0.07/10.06±3.43 mg/dl; Na/K = ±4.59/2.36±0.56 meq/l; Mg = 2.05±0.17 mg/dl; PT = 4.20±0.33 g/dl; and for oxidative stress

12 IV parameters were: TBARS = 84.35±24.25 nmol de MDA/g liver ; NO = 2.04±1.95 x10-3 µg nitrite/µg protein. Salmonella spp culture was negative as well serology for Newcastle virus disease. It is hoped that results obtained can to provide data to stablish referential parameters for studied species. Regarding the search for Salmonella spp. and serology for Newcastle Disease Virus it is expected that the data can contribute to environmental monitoring. It is hoped that the data are relevant to the evaluation of Brazilian fauna, particularly the Northeast. It is emphasized that these are the first scientific information about Caracara plancus in Ceará. Keywords: Caracara plancus; biomakers, physiological parameters, oxidative stress, Salmonella spp., Newcastle virus disease.

13 V LISTA DE FIGURAS Figura 1. Carcará (Caracara plancus) uma ave de rapina da ordem Falconiformes que apresenta hábitos alimentares 24 generalistas... Figura 2. Carcará capturado em uma armadilha Tomahawk... 25

14 VI LISTA DE TABELAS CAPÍTULO I Tabela 1. Medidas biométricas de carcarás de vida livre capturados na cidade de Fortaleza, Ceará, Brasil, em Tabela 2. Pesos corporal e relativo dos órgãos de carcarás de vida livre capturados na cidade de Fortaleza, Ceará, Brasil, em CAPÍTULO II Tabela 1. Parâmetros hematológicos de carcarás de vida livre capturados na cidade de Fortaleza, Ceará, Brasil, em Tabela 2. Parâmetros bioquímicos de carcarás de vida livre capturados na cidade de Fortaleza, Ceará, Brasil, em Tabela 3. Parâmetros do estresse oxidativo em carcarás de vida livre capturados na cidade de Fortaleza, Ceará, Brasil, em

15 VII LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ALP ALT AST CE CEUA CFMV CITES CK CRMV DP ERN ERO FAVET g Het IBAMA ICMBio Fosfatase alcalina Alanina aminotransferase Aspartato aminotransferase Ceará Comitê de Ética para Uso de Animais Conselho Federal de Medicina Veterinária Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens Creatina quinase Conselho Regional de Medicina Veterinária Desvio Padrão Espécie Reativa do Nitrogênio Espécie Reativa do Oxigênio Faculdade de Veterinária Grama Heterófilo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade INFRAERO Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária ISIS Sistema Internacional de Informação de Espécies IUCN União Internacional para a Conservação da Natureza K Potássio Kg Kilograma LABEO Laboratório de Estudos Ornitológicos LDH Lactato Desidrogenase LIBA Laboratório de Imunilogia e Bioquímica Animal Linfo Linfócito LT Leucócitos Totais mg Magnésio ml Mililitro mm Milímetro Na Sódio

16 VIII NDV NO PT PV SISBIO TBARS UECE UnB Vírus da Doença de Newcastle Óxido nítrico Proteínas Totais Peso Vivo Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade Espécies Reativas ao Ácido Tiobarbitúrico Universidade Estadual do Ceará Universidade de Brasília

17 SUMÁRIO RESUMO... ABSTRACT... LISTA DE FIGURAS... LISTA DE TABELAS... LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS... 1 INTRODUÇÃO REVISÃO DE LITERATURA Animais de vida livre e sua importância Classe das Aves Aves de Rapina e o Carcará (Caracara plancus) Estresse Oxidativo em Aves Hematologia em Aves de Rapina Bioquímica Sérica em Aves Agentes zoonóticos e animais selvagens Salmonela e Aves Selvagens Vírus da doença de Newcastle e aves selvagens JUSTIFICATIVA HIPÓTESE CIENTÍFICA/PROBLEMATIZAÇÃO OBJETIVOS Objetivo geral Objetivos específicos CAPÍTULO I Artigo: Biometria corporal e avaliação macroscópica de órgãos de carcarás (Caracara plancus, MILLER, 1777) de vida livre, 37 capturados na região metropolitana de Fortaleza, Ceará 7 CAPÍTULO II Artigo: Caracara plancus (MILLER, J. F., 1777) de vida 49 livre: parâmetros hematológicos, bioquímicos e do estresse oxidativo. 8 CAPÍTULO III Artigo: Pesquisa de Salmonella spp. e de doença de Newcastle em Caracara plancus (MILLER, J. F., 1777) capturados no Aeroporto 67 Internacional Pinto Martins, Fortaleza-CE 9 CONCLUSÕES PERSPECTIVAS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS I III V VI VII

18 17 1 INTRODUÇÃO Atualmente, tem sido observado um incremento no interesse e preservação da vida selvagem de uma forma geral, levando a uma crescente demanda no atendimento de animais selvagens, dentre eles as aves (HALL & CLARK, 1987). A medicina aviária tem visto um crescimento e desenvolvimento dramáticos ao longo dos últimos anos (HARRISON & FLINCHUM, 2006). A literatura nacional em clínica de aves, no entanto, ainda é escassa, estando restrita a poucas publicações. Diante dessa situação, nota-se a importância crescente de obtenção de dados nacionais quantitativos e qualitativos (CASTRO, 2010). Originalmente, as aves de rapina compõem quatro ordens distintas: Cathartiformes (abutres do novo mundo), Strigiformes (corujas e mochos), Falconiformes (falcões e carcarás) e Accipitriformes (gaviões e águias), compondo-se esta última de duas famílias: Pandionidae e Accipitridae (SIGRIST, 2009). O carcará (Caracara plancus) é um rapinante pertencente à ordem Falconiforme e à família Falconidae (MÁRQUEZ et al., 2005). Esse animal possui distribuição desde o extremo meridional dos Estados Unidos da Ámérica, México e Áméricas Central e do Sul, além de ilhas meridionais e caribenhas (FERGUSON-LEES et al. A, 2001c). Alguns estudos se referem à distribuição geográfica (GONZÁLEZ-ACUÑA et al., 2008); outros à biologia do animal (PALMEIRA, 2008). Quanto às atividades veterinárias, incluem pesquisas sobre parâmetros respiratórios e estudos sobre efeitos de anestésicos (ESCOBAR et al., 2011) e o estudo da infecção experimental com Toxoplasma gondii (VITALIANO et al., 2010). Os estudos nos demais rapinantes já se mostram bem avançados, havendo dados publicados em diversas áreas. A quantidade de dados internacionais é bem maior, quando comparada com os trabalhos nacionais, e assim observa-se que as aves estrangeiras são bem mais estudadas. Destacam-se os dados referentes a aves de rapina na: oftalmologia (PAULI et al., 2007), dermatologia (HUDELSON & HUDELSON, 1995), microbiologia e doenças infecciosas (WILLETTE et al., 2009), biologia e ecologia do animal (CARRETE et al., 2009), hematologia e bioquímica sérica (VIANA, 2010), anestesia (HOYBERGS et al., 2008) e ortopedia (BEDIN, 2006). A aplicação da patologia clínica constitui-se uma ferramenta para conhecer o estado fisiológico dos animais in situ. Ressalte-se a importância para muitas espécies em perigo de extinção, permitindo o conhecimento do estado de saúde das populações.

19 18 O conhecimento dos aspectos hematológicos, bioquímicos, incluindo o estresse oxidativo e microbiológicos das populações de aves silvestres são ferramentas úteis para o estudo do habitat natural, bem como das alterações provocadas por fatores ambientais e pelo ser humano.

20 19 2 REVISÃO DE LITERATURA 2.1. Animais de vida livre e sua importância O homem tem interagido com a fauna silvestre desde o amanhecer de sua existência. À semelhança dos demais primatas abasteceu-se de diferentes plantas e animais, porém diferente dos outros foi capaz de inventar e fazer uso de ferramentas para matar animais ainda maiores e mais fortes que ele mesmo. Apesar de carecer da morfologia própria de um carnívoro, o homem converteu-se em um dos predadores mais eficientes da terra. Desta maneira, nossos antepassados remotos abateram diversos animais para sua alimentação, abrigo e proteção durante milhares de gerações (OJASTI, 2000). A palavra selvagem tem muitos significados, incluindo que cresceu sem o cuidado do homem, não afetado pela civilização, de grande violência ou intensidade, indisciplinado e extravagante ou fantástico. Todo animal selvagem é afetado pela civilização, uma vez que todos os habitantes do globo compartilham efeitos, tais como resíduos de hidrocarbonetos clorados e do aquecimento global, mas a maioria dos animais selvagens cresce sem o cuidado de seres humanos. A maioria das outras definições é aplicável para espécies que são livres (WOBESER, 2007). Outro conceito relevante quando se fala em animais de vida livre é o de fauna silvestre, que se define como: todos os espécimes pertencentes às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que tenham todo ou parte do seu ciclo de vida ocorrendo dentro dos limites do território brasileiro, ou em águas jurisdicionais brasileiras (Legislação Brasileira - Lei 9.605/98, art. 29, 3º). A fauna silvestre é um dos recursos naturais renováveis básicos, junto da água, do ar, do solo e da vegetação. A expressão recurso fauna implica uma valorização subjetiva, utilizando como critério a utilidade direta, real ou potencial, de um conjunto de animais para o homem. Leva implícita uma conotação utilitária, mas não envolve sempre uma extração (OJASTI, 2000). Desse modo, a fauna desempenha muitos papéis importantes na melhoria da sociedade humana. Assim, alguns desses valores são: comercial ou econômico, biológico ou ecológico, recreativo e educativo, científico, estético, social ou ético ou intrínseco (OJASTI, 2000; SANTRA, 2008). No entanto, apesar de seus muitos valores, a vida selvagem é o mais subestimado dos recursos naturais renováveis, porque, com

21 20 poucas exceções, carece de vocação comercial e não gera estatísticas comparáveis com os recursos pesqueiros ou florestais. Claramente, a fauna raramente é associada como a base do desenvolvimento regional. Por outro lado, quando tratada adequadamente, pode ser um importante recurso adicional em grandes áreas. A justa valorização econômica da vida selvagem, sem detrimento de seus valores intangíveis, é vital, pois as grandes decisões políticas são baseadas principalmente em argumentos econômicos (OJASTI, 2000). A conservação das populações de animais selvagens em habitats naturais é talvez a forma mais eficaz de assegurar que um ecossistema permanecerá saudável e estável ao longo do tempo, e esta situação dá a oportunidade para a evolução das espécies tomar o seu curso natural. Por estas razões, a prioridade para a conservação da biodiversidade deve ser direcionada para a proteção e preservação das espécies e ecossistemas no local, tentando impedir que causas como caça desenfreada, fragmentação e destruição de habitat, o impacto da introdução de espécies exóticas e da cadeia de extinções continuem atuando negativamente (GUILLÉN & CARVAJAL, 2004). Tais fatores negativos podem ser erradicados ou pelo menos minimizados através de ações como: investigação sobre a dinâmica populacional de espécies em seus ecossistemas, a fim de gerar um maior conhecimento sobre a vida selvagem; controle eficaz da caça; a criação e proteção de corredores biológicos e expansão de áreas protegidas que existem atualmente, quando necessário; o controle adequado e uma regulação eficaz da importação e posse de espécies exóticas; e, a proteção das espécieschave no ecossistema para ter um efeito "guarda-chuva" em outras espécies (GUILLÉN & CARVAJAL, 2004) Classe das Aves A Classe das Aves contém mais de espécies existentes, das quais 132 estão extintas (IUCN, 2014). Esses animais evoluíram de uma ampla gama de adaptações morfológicas, fisiológicas e funcionais que lhes permitiram preencher todos os nichos ecológicos que se possa imaginar (CLARK; BOARDMAN; RAIDAL, 2009). As aves são vertebrados de duas patas (bípedes), distinguindo-se dos outros vertebrados modernos pela presença de penas, que são modificações únicas da pele. As penas são essenciais para manter a regulação da temperatura e para o voo. Além disso,

22 21 todas as aves possuem bicos, um atributo distinto que facilita o reconhecimento imediato. Essas estruturas variam enormemente em forma e função, mas sempre são ausentes de dentes e cobertos por uma bainha córnea. A ausência de dentes nas aves parece ser uma adaptação para redução de peso para o voo, visto que os dentes requerem uma mandíbula pesada para apoio (GILL, 2007) As aves são máquinas voadoras de penas, tendo o corpo inteiro estruturado para voar. Os ossos das aves, por exemplo, são tipicamente estruturas leves, de constituição esponjosa e ocos. O esqueleto geralmente é fortalecido e reforçado por meio de fusões de ossos das mãos, cabeça, pelve e pés. Existem, ainda, os processos uncinados, que são projeções curvas para trás, localizadas horizontalmente e sobrepostas de uma costela para outra, que reforçam as paredes do corpo. Adicionalmente, a fúrcula comprime e repercute como uma mola poderosa no ritmo da batida das asas. Por fim, a própria asa é um membro anterior altamente modificado que, com algumas exceções marcantes, é quase incapaz de realizar outras funções que não o voo. Ossos fusionados da mão apoiam e manobram as grandes e poderosas penas primárias de voo (GILL, 2007). As aves dispõem ainda de um sistema de sacos aéreos distribuídos pelo corpo, único no reino Animal. Esses sacos se comunicam com os pulmões, o oco dos ossos e a boca, contribuindo para a redução do peso desses animais e apresentando uma série de funções e vantagens. Uma das principais vantagens é o abastecimento do pulmão com ar, promovendo uma circulação repetida sem nova respiração, ou seja, o ar não fica estagnado no pulmão como ocorre com o ser humano. Essa característica representa uma grande vantagem quando as aves mergulham, voam e vocalizam. Ademais, os sacos aéreos atuam também aumentando a resistência dos ossos pneumáticos, contribuindo para o isolamento térmico, além de os sacos aéreos cervicais poderem desempenhar um papel importante nas cerimônias nupciais (SICK, 1997). As glândulas genitais estão localizadas junto aos rins, onde os machos apresentam dois testículos, um em cada lado, e as fêmeas tem apenas um ovário, somente no lado esquerdo. Em raras situações são achados dois ovários, comumente encontrados em rapinantes. O tamanho dessas gônadas varia muito conforme a época, sendo praticamente impossível as localizar em animais em período de descanso sexual ou em indivíduos imaturos. O dimorfismo sexual nem sempre é aparente, e a determinação do sexo dos indivíduos em cativeiro pode se dar de várias formas, tais quais: análise fecal, análise sanguínea e endoscopia (SICK, 1997).

23 Aves de Rapina e o Carcará (Caracara plancus) Muitos animais predam outros, vertebrados e invertebrados, mas o termo aves de presa tem sido aplicado principalmente para os abutres, gaviões, águias, falcões e seus assemelhados (FERGUSON-LEES et al., 2001b). Em latim, o termo 'raptor' significa 'capturar'. O termo também é descritivo de poderoso, agarrar, pés com garras pontudas, atributos encontrados em todas as aves de rapina, e é usado como um nome para o grupo de aves, cujos membros têm estas características comuns (REDIG & ACKERMANN, 2000). De um modo geral, as corujas, os gaviões, as águias, os falcões e as demais aves associadas são aves de rapina (VENABLE, 1996), conhecidas como rapinantes. Os rapinantes também podem ser definidos como rapinantes noturnos e os de hábitos diurnos. Os rapinantes diurnos foram incluídos dentro de uma ordem, os Falconiformes; mas, nas décadas recentes, tem se adotado a tendência de dividi-los em três ou quatro ordens. De longe a maior é a dos Accipitriformes, que é composta pela águia marinha (Pandion haliaetus) e todos os gaviões, águias pescadoras, abutres do velho mundo, águias ofiófagas e águias verdadeiras; os carcarás, falcões florestais, falcões pigmeus, falconetes e falcões típicos estão nos Falconiformes (FERGUSON- LEES et al., 2001b). Essa ordem compreende a família Falconidae que apresenta cerca de 60 espécies (CHEERAN, 2004). Alguns autores consideram, ainda, o mais distinto serpentário (Sagittarius serpentarius) como pertencentes a uma ordem própria, a Sagittariiformes. Os rapinantes noturnos, por sua vez, são caracterizados pelas corujas (FERGUSON-LEES et al., 2001b). As aves de rapina têm características especiais e adaptações para caçar que os distinguem das outras aves. Elas são caracterizadas por pernas fortes, poderosas patas com garras pontudas, um bico em forma de gancho usado para rasgar a presa, visão aguçada, e excelente habilidade de voo. Assim, os rapinantes são aves predadoras, cujas presas incluem mamíferos, répteis, aves, anfíbios, peixes e insetos. O tipo de presa caçada difere de acordo com individualidades das espécies (VENABLE, 1996). Os rapinantes têm uma associação de longa data com os seres humanos, tendo desde sempre capturado a imaginação e a fantasia do homem (REDIG& ACKERMANN, 2000; ZUCCA, 2002). De fato, muitas civilizações antigas protegeram e veneraram esses animais como deuses (ZUCCA, 2002). Eles foram incorporados a religiões e mitologias antigas assim como a cultura moderna, e foram e ainda são

24 23 utilizados no esporte da falcoaria. A falcoaria, caça com aves de rapina treinadas, atingiu seu auge de popularidade na civilização ocidental durante a era medieval europeia, mas tem visto um ressurgimento significativo nos últimos tempos (REDIG & ACKERMANN, 2000). Nas duas últimas décadas, houve um aumento na consciência ambiental e esforços de conservação envolvendo aves de rapina. Esses esforços incluem a propagação em cativeiro, reabilitação e reintrodução. Manter as aves de rapina em zoológicos e instalações de educação faz parte desse esforço de conservação. Como resultado, mais rapinantes estão sendo trazidos para veterinários e centros de reabilitação da vida selvagem para tratamento (REDIG & ACKERMANN, 2000). O carcará alimenta-se tanto de carniça, quanto de presas vivas, sendo uma ave adaptada para caminhar e caçar no solo. Suas pernas são longas e adaptadas para caminhar e correr nas pastagens e matagais. O seu voo é direto, com batidas de asas estáveis, ao contrário do voo crescente dos falcões tradicionais (HARRISON & GREENSMITH, 1993). Além de se alimentar de carniça, esses animais capturam insetos, sapos, répteis, mamíferos e aves (HARRISON & GREENSMITH, 1993; TRAVAINI et al., 2001; VARGAS & BÓ, 2007). Eles também roubam ninhos de aves e quelônios. Seu nome é derivado da sua vocalização (HARRISON & GREENSMITH, 1993). Normalmente, é visualizado sozinho, em pares ou em grupos familiares de três a quatro indivíduos, embora não seja incomum a observação de abrigos comunitários albergando de cinco a mais de 10 indivíduos. A estação reprodutiva do carcará (C. plancus) varia de acordo com a latitude em que este se encontra, sendo suposto que em alguns casos ocorram duas ninhadas por ano. Os ninhos desses animais são estruturas volumosas e desorganizadas, construídas de materiais encontrados na localidade, como galhos, palha e juncos. Normalmente esses ninhos são forrados com pellets e pedaços estranhos de esterco, pele e ossos. Essas aves costumam nidificar a altitudes variáveis de 8 a 30m, nas densas coroas de palmeiras, pinheiros ou outras arvóres isoladas, em vegetação de bosque, mais especificamente em cactos, ou no chão, em saliências de rochas ou touceiras (FERGUSON-LEES et al., 2001c). Há relatos de nidificação em estruturas humanas também (SEIPKE, 2012).

25 24 Figura 1. Carcará (Caracara plancus) uma ave de rapina da ordem Falconiformes. Fonte: Arquivo pessoal (Fortaleza/2014). Dados científicos sobre os carcarás (C. plancus) ainda são escassos. As informações disponibilizadas estão associadas à biologia da ave, como hábitos alimentares (como já referenciado), hábitos comportamentais (PALMEIRA, 2008), hábitos reprodutivos (SEIPKE, 2012), estudos de distribuição geográfica e ecologia (GONZÁLEZ-ACUÑA et al., 2008; CARRETE et al., 2009) e estudos taxonômicos (DOVE & BANKS, 1999) e biométricos (FRANZO et al., 2009). Alguns trabalhos focalizam os efeitos de fármacos sobre o sistema cardiorrespiratório (ESCOBAR et al., 2009; ESCOBAR et al., 2011), enquanto outros estudam a infecção por patógenos, simulando uma condição natural (VITALIANO et al., 2010).

26 25 Figura 2. Carcará capturado em uma armadilha Tomahawk. Fonte: Arquivo pessoal (Fortaleza/2014) Estresse Oxidativo em Aves O estresse oxidativo é definido como o desequilíbrio entre a produção de espécies reativas e as moléculas antioxidantes, de modo que a defesa é superada pela formação de radicais (HALLIWELL e GUTTERIDGE, 1999). As espécies reativas do oxigênio (ROS) são moléculas instáveis e altamente reativas, produzidas através de reações de oxi-redução (DOWLINGS e SIMMONS, 2009). Os seres vivos dispõem de mecanismos aptos a prevenir, neutralizar e remover substâncias nocivas tóxicas, bem como proteger o corpo contra os efeitos negativos dos radicais livres (KOIVULA e EEVA, 2010). Esse mecanismo de defesa se dá através de compostos antioxidantes, que podem ser endógenos ou adquiridos através da dieta (HALLIWELL e GUTTERIDGE, 1999). Esse excesso de radicais livres pode causar dano oxidativo à membrana lipídica, ao DNA e às proteínas, e a oxidação desses componentes pode, em última análise, levar a disfunção celular e lesão tecidual (VALAVANIDIS et al., 2006). Esses marcadores bioquímicos e teciduais vêm sendo estudados em aves de vida de livre, principalmente em relação aos fatores ambientais. Nesse contexto, HERRERA-DUEÑAS et al. (2014) avaliaram o estresse oxidativo em pardais (Passer domesticus) com o intuito de os estabelecer como um bioindicador da poluição urbana. Como resultados, os autores observaram que o grau de poluição ambiental afetou o status do estresse oxidativo dos eritrócitos, confirmando a importância do biomarcador

27 26 em questão. Nas aves, estudos ecotoxicológicos e ecológicos envolvendo o estresse oxidativo podem monitorar os efeitos nocivos sobre biomoléculas (KOIVULA e EEVA, 2010). Assim, para melhor explorar os mecanismos da toxicidade por metais em aves selvagens, e as concentrações que causam efeitos nos biomarcadores do estresse oxidativo foram estudadas em duas espécies distintas de aves de rapina (ESPÍN et al. 2014a; ESPÍN et al. 2014b). Outra área de estudo que aborda o estresse oxidativo está relacionado com a longevidade das aves. Nessa temática, MONTGOMERY et al. (2012) perguntaram-se se a teoria do estresse oxidativo do envelhecimento poderia tentar explicar as diferenças de longevidade entre as espécies de aves, através da avaliação dos sistemas antioxidantes e dos danos oxidativos. Os autores concluíram que as aves de maior longevidade, embora tenham aparentado ter uma maior proteção contra alguns aspectos do estresse oxidativo, tem uma maior expectativa de vida que independe dos mecanismos antioxidantes e do acúmulo de dano oxidativo. Outra preocupação dos pesquisadores está relacionada com a influência das espécies reativas do oxigênio sobre a capacidade fertilizante do sêmen tem conduzido pesquisas para avaliar o estresse oxidativo em amostras de sêmen, tanto frescas como congeladas, com o intuito de avaliar essa afirmação através da importância dos componentes antioxidantes presentes nesse composto. O efeito da criopreservação sobre biomarcadores do estresse oxidativo ocasionaram uma mudança no status de defesa antioxidante dos espermatozoides e do plasma seminal circulante de galos podendo efetivamente afetar a qualidade do sêmen e a habilidade de fertilização espermática (PARTYKA et al.,2012a). Por outro lado, o efeito da peroxidação lipídica e da atividade antioxidantes sobre a viabilidade do sêmen de duas espécies de aves domésticas distintas, demonstraram diferenças espécie-específicas nos parâmetros observados (PARTYKA et al., 2012b). Outra abordagem do estresse oxidativo está relacionada a um crescente interesse nos benefícios que a alimentação rica em altas concentrações de antioxidantes agrega aos animais. Tem-se focado especialmente nos efeitos separados que esses compostos conferem, como: estado de saúde e desenvolvimento. Contudo, no intuito de obter mais informações a respeito do sinergismo de carotenóides e vitamina E e do real valor para a fisiologia e fenótipo dos animais, pesquisadores demonstraram que as associações podem nem sempre ser satisfatórias ou necessárias (GIRAUDEAU et al., 2013). O estresse oxidativo tende ainda a aumentar em animais submetidos a exercícios,

28 27 o que faz com que as aves migratórias sejam alvos de estudos, a fim de avaliar a importância da dieta para animais que se encontram nessas condições (ALAN e MCWILLIAMS, 2013; CONSTANTINI et al., 2007). Ainda, os efeitos da dieta no estresse oxidativo e sua influência sobre a reprodução de pombos demonstraram que os machos e as fêmeas podem diferir quanto status oxidativo e em como a nutrição pode afetar o seu estresse oxidativo (CONSTANTINI, 2010). 2.5 Hematologia em aves de rapina Os dados científicos já contemplam estudos hematológicos em uma série de aves de rapina. Existem dados referentes a essa temática para falcões quiri-quiri (Falco sparverius) cativos (REHDER et al., 1982; GAUTIER et al., 1983), além de um estudo da variação de hematócrito e proteínas totais plasmáticas em espécimes selvagens desse animal (DAWSON & BORTOLOTTI, 1997). A literatura apresenta, ainda, informações em tartaranhão-caçadore ou águia-caçadeira (Circus pygargus) e tartaranhão-dos-pauis ou águia-sapeira (Circus aeruginosus), informando valores hematológicos e de bioquímica sanguínea (GONZÁLEZ & HIRALDO, 1991; LAVIN et al., 1992; LAVIN et al., 1993). Outra espécie já contemplada é a águia-careca (Haliaetus leucocephalus), onde já foram obtidos valores hematológicos e bioquímicos em filhotes desses animais (BOWERMAN et al., 2000). Importante também chamar a atenção para um importante trabalho de dissertação de mestrado que contempla as carcterísticas hematológicas e a ocorrência de hemoparasitas em aves de rapina (VIANA, 2010). 2.6 Bioquímica sérica em aves O metabolismo compreende os processos pelos quais os animais adquirem a energia química contida nos alimentos, englobando um conjunto de mecanismos bioquímicos que acontecem desde o momento da ingestão, durante a utilização e até a excreção de produtos derivados (KANEKO, 2008). A mensuração dos produtos derivados desses processos, por sua vez, definirá o perfil metabólico de cada indivíduo ou espécie (SARUP et al., 2012). Outros metabólitos são gerados em função de danos nos tecidos hepático, renal e muscular (CAPITELLI & CROSTA, 2013). Esses biomarcadores podem ser encontrados na forma de enzimas, proteínas, produtos de

29 28 proteínas, entre outros metabólitos, os quais podem ser medidos através do plasma ou do soro. As transaminases constituem um grupo de enzimas que catalisa a interconversão de aminoácidos e oxoácidos pela transferência de grupos amina (HOCHLEITHNER, 1994). Uma transaminase importante é a alanino aminotransferase (ALT) responsável por catalisar a transaminação reversível da L-alanina e do 2- oxoglutarato a piruvato e L-glutamato (KANEKO et al., 2008). A atividade dessa enzima está presente em muitos tecidos, fazendo com que o valor diagnóstico para aves seja pobre (HOCHLEITHNER, 1994). A atividade em eritrócitos, entretanto, é ligeiramente maior do que no plasma, promovendo elevada atividade em casos de hemólise (LUMEIJ, 1987). Atividade da aspartato aminotransferase (AST) é encontrada no fígado, músculo esquelético, coração, cérebro e rim (JOSEPH, 1999). A sua função é catalisar a transaminação de L-aspartato e 2-oxoglutarato a oxalacetato e glutamato (EVANS, 1996). Elevada atividade dessa enzima, normalmente, é indicativo de danos no fígado ou na musculatura. O valor diagnóstico dessa enzima, entretanto, é mais bem explorado quando em conjunto com testes mais específicos (LUMEIJ & WESTERHOF, 1987). Esta enzima apresenta ainda variações fisiológicas dependentes da espécie estudada e relacionada com a idade, embora a causa de tais variações não tenha sido completamente elucidada (HOCHLEITHNER, 1994). A amilase está presente no plasma na forma de isoenzimas, originárias primariamente do pâncreas, do fígado e do intestino delgado. Nas aves, essas isoenzimas não são separadas, de modo que se torna impossível determinar qual tecido específico foi responsável pelo aumento plasmático (HOCHLEITHNER, 1994). Doenças pancreáticas em aves não são bem documentadas, no entanto, em casos de toxicose por zinco, quadro clínico que pode levar a pancreatite, foi observada uma correlação positiva entre o aumento dos níveis tóxicos e a atividade da amilase (CAPITELLI & CROSTA, 2013). Em caso de pancreatite aguda, a atividade da lipase deve ser mensurada, pois a mesma representa um bom marcador para esta patologia (HOCHLEITHNER, 1994). A enzima creatina quinase (CK) se localiza nos tecidos muscular, cardíaco e cerebral. Na musculatura, a CK catalisa a conversão de adenina trifosfato (ATP) e creatina para creatina fosforilada, que serve como fosfato de alta energia para a sua utilização na atividade muscular (RAJMAN et al., 2006). O aumento na CK,

30 29 normalmente, está associado ao dano muscular em aves, sendo nessa classe uma enzima específica. As possíveis causas de lesão muscular são o trauma, exercício forçado, contenção, injeção intramuscular de fluidos irritantes ou infecções sistêmicas que afetam o músculo esquelético ou cardíaco (VILA, 2013). Vale ressaltar que esta enzima está relacionada ao aporte energético para o intercâmbio de íons através das membranas celulares, fazendo com que possam ser observadas variações fisiológicas, notórias em fêmeas em postura e em aves jovens. (HOCHLEITHNER, 1994, RAJMAN et al., 2006, ALONSO-ALVAREZ, 2006). Outra enzima importante é a lactacto desidrogenase (LDH) que atua na glicólise, em aves, sendo especialmente ativa em eritrócitos, funcionando, assim, como marcador de hemólise (HAWKINS et al., 2006; CAPITELLI & CROSTA, 2013). Essa enzima pode ser encontrada em vários tecidos, sendo um marcador de baixa especificidade e, por isso, de baixo valor diagnóstico (HARR, 2002). Variações fisiológicas dessa enzima podem ser observadas em função da estação e do gênero (HOCHLEITHNER, 1994). Alterações dos níveis de LDH em doenças hepatocelulares ou lesão muscular podem estar associadas a variações em AST e ALT (CAPITELLI & CROSTA, 2013), fornecendo informações sobre a cronicidade da doença (HOCHLEITHNER, 1994; GRUNKEMEYER, 2010). A creatinina é um marcador bioquímico derivado da fosfocreatina oriunda do músculo esquelético (RAJMAN et al., 2006). Nas aves, grande parte da creatina é excretada pelos rins antes da sua conversão em creatinina, fazendo com que este metabólito tenha pouco valor diagnóstico em alterações renais. Assim, o aumento nas concentrações plasmáticas é raro; podendo acontecer em casos de comprometimento renal severo, especialmente quando a filtração se encontrar afetada, além de quadros de peritonite relacionada ao ovo, de septicemia, de trauma renal e administração de medicamentos nefrotóxicos (HOCHLEITHNER, 1994). As proteínas totais apresentam valor diagnóstico em doenças gastrointestinal, renal, hepática e em doenças que acometem/repercutem no sistema imune. Mudanças nas concentrações plasmáticas podem ocorrer também em casos de desidratação (hiperproteinemia) ou superidratação (hipoproteinemia). Nas aves, alterações nas proteínas totais, entretanto, devem ser tratadas com cuidado, visto que idade e estado de desenvolvimento têm influencia na sua concentração (HOCHLEITHNER, 1994). A ureia é um metabólito oriundo das proteínas e sua excreção é realizada nos rins. Sua reabsorção nos túbulos renais pode ocorrer e é dependente do estado de

31 30 hidratação. Sendo assim, esse metabólito funciona como um importante marcador na desidratação. Por outro lado, apresenta pouco valor diagnóstico na detecção de doenças renais em aves (HOCHLEITHNER, 1994). 2.7 Agentes zoonóticos e animais selvagens O processo da doença zoonótica emergente pode ser entendido como o conhecimento acoplado de como os agentes zoonóticos evoluíram e são mantidos entre os seus hospedeiros animais selvagens, transmitido através de uma espécie de barreira para causar infecção produtiva em um hospedeiro secundário taxonomicamente distinto, iniciando um processo patológico que resultará na doença, e, por infecção repetitiva dentro das espécies de hospedeiros secundários, resultará em incidentes morbidade e mortalidade de magnitude suficiente para ser detectada e caracterizada como um problema de saúde de importância local, regional ou global. O processo de emergência envolve interações ecológicas no indivíduo, espécies, comunidades e escala global. As circunstâncias dinâmicas e importância relativa dos participantes refletem o contexto evolutivo em que agentes zoonóticos tornaram-se acomodados para, e foram acomodados por, seus hospedeiros (CHILDS; RICHT; MACKENZIE, 2007). Embora, as mesmas técnicas básicas sejam usadas para o estudo e tratamento de doenças em animais selvagens, animais domésticos, e humanos, especialistas em vida selvagem encontram dificuldades que não são importantes ou que podem ser controladas, literalmente ou estatisticamente, nos estudos dos outros dois grupos. A maioria desses problemas é uma consequência da característica selvagem dos animais em questão. A natureza extravagante e fantástica de espécies selvagens e sua resposta indisciplinada a vários procedimentos criam problemas específicos para os interessados na doença, assim como a relação que existe entre o público e os animais selvagens (WOBESER, 2007). Algumas das problemáticas enfrentadas com enfermidades em animais selvagens são: problemas na detecção de animais doentes, problemas nos números de determinação, problemas relacionados à ausência de conhecimento sobre os animais e problemas relacionados à diversidade e a natureza intratável dos animais selvagens (WOBESER, 2007). 2.8 Salmonela e Aves Selvagens

32 31 As bactérias do gênero Salmonella pertencem à família Enterobacteriaceae; compreendendo duas espécies distintas, S. enterica e S. bongori. Existem, ainda, mais de 2759 sorotipos, dos quais a grande maioria está distribuída entre as seis subespécies conhecidas de S. enterica (SÁNCHEZ-VARGAS et al., 2011). Esses micro-organismos são bacilares, gram-negativos e incapazes de esporular. Em geral, são móveis, devido à presença de flagelos peritríquios, à excessão de S. Tiphimurium e S.Gallinarum, que são imóveis. Além disso, a maioria dos sorovares desse gênero não possui hospedeiro específico, tendo a capacidade de infectar espécies distintas (HOLT et al., 1994). As salmonelas vivem no trato gastrointestinal dos vertebrados, onde são encontrados em pequena quantidade e confinados à sua localização apropriada. Nessas condições, assim como muitos agentes infecciosos, elas são inofensivas. Em situações em que a resistência do hospedeiro é desbalanceada ou quando mudanças na microbiota ocorrem, entretanto, elas podem crescer significativamente em número, podendo ocasionar doença ou mesmo a morte. Sua importância reside no fato de que elas são encontradas comumente em mamíferos e aves, representando potenciais agentes causadores de doenças nesses animais, inclusive nos humanos (TIZARD, 2004). A salmonelose é uma importante causa de doença e óbito na avicultura industrial, onde seus subprodutos contaminados configuram como significante risco à saúde humana. Essa doença também está presente em aves selvagens, onde se pode observar a instalação da doença e/ou morte do animal, ou ainda a dispersão do agente infeccioso para outros hospedeiros (TIZARD, 2004). Nas aves, salmonelas podem ocasionar três diferentes doenças: a pulorose, causada pela infecção com S. enterica sorovar Pullorum; o tifo aviário, por S. enterica sorovar Gallinarum; e o paratifo, provocado por qualquer bactéria do gênero, exceto as causadoras das duas enfermidades citadas. Os sorovares de maior importância, dentre os causadores do paratifo, são S. Tiphimurium, S. Agona, S.Enteritidis, pelo caráter zoonótico (SEO et al., 2000). A bactéria Salmonella, especialmente S. enterica sorotipo Tiphimurium, é comumente encontrada no intestino de aves selvagens. Esses micro-organismos podem se estabelecer nas populações selvagens através de diversos mecanismos, dos quais os principais são: ingestão de presas contaminadas, aves expostas a ambientes contaminados e pelo estabelecimento de locais de alimentação para Passeriformes. O consumo de presas infectadas com salmonelas é a principal via de infecção para as aves de rapina além de afetar espécies que possuem hábitos oportunistas de se alimentarem

33 32 de carcaças; como os urubus, os corvos e as gaivotas. O caso de contaminação por contato com ambientes potencialmente infectados é o método mais comum de adquirir salmonelas para os pombos domésticos e as aves aquáticas de colônia. Já o hábito de alimentar Passeriformes constitui-se como a principal causa de surtos significantes de salmonelose relacionada a aves silvestres, onde os humanos são infectados pelo manejo dos pássaros doentes ou como resultado da exposição a gatos domésticos que se alimentaram de animais contaminados (TIZARD, 2004). Como exemplos de trabalhos relatando a ocorrência desse patógeno em aves silvestres nos últimos dez anos temos a detecção de Salmonella Enteritidis em bufo-real (Bubo bubo) (KOCABIYIK et al., 2006), o achado de Salmonella Amager em falcões peregrinos (Falco peregrinus) de vida livre na Suécia (PALMGREN et al., 2004), o estudo sobre a prevalência, sorotipos, patogenicidade e potencial zoonótico de Salmonella enterica enterica em garças vaqueiras (Bubulcus íbis) no Texas, USA (PHALEN et al., 2010), um trabalho que investiga a importância de gaivotas como carreadores de Salmonella utilizando PCR em tempo real (RODRÍGUEZ et al., 2012), além de uma artigo de revisão sobre a importância dos pombos urbanos (Columba livia) como agente carreador de Salmonella spp. (ROCHA-E-SILVA et al., 2014). Esses trabalhos refletem a importância significativa desse gênero de bactéria para a sanidade das aves silvestres, bem como para a saúde pública. 2.9 Vírus da doença de Newcastle e aves selvagens O vírus da doença de Newcastle (NDV) pertence à ordem Mononegavirales, caracterizada pela presença de RNA vírus de fita simples e não segmentados. Mais especificamente, esse vírus está inserido na família Paramyxoviridae, subfamília Paramyxovirinae e gênero Avulavirus (LAMB et al., 2005). São reconhecidos nove sorotipos de paramyxovírus aviários (APMV), sendo eles numerados de 1 a 9 (ALEXANDER, 1988). Destes, o vírus da doença de Newcastle (paramyxovírus aviário 1) representa o de maior importância patogênica para as aves industriais, mas os APMV-2, APMV-3, APMV-6 e APMV-7 também são causadores de doenças (ALEXANDER, 2009). O vírus da doença de Newcastle, através dos testes de inoculação em pintos de um dia, pode ser classificado em cinco diferentes patótipos. Cada patótipo apresenta um quadro clínico diferenciado, bem como uma severidade variável. A forma de Doyle,

34 33 também conhecida como patótipo viscerotrópico e patogênico, provoca uma doença severa e letal, com alta taxa de mortalidade em galinhas. A forma de Beach, ou patótipo neurotrópico e velogênico, configura um quadro clínico com uma associação entre sinais clínicos respiratórios e neurológicos, que culmina com uma mortalidade de aproximadamente 100% das aves infectadas. Patótipos menos patogênicos são chamados de mesogênicos, ou forma de Beaudette, onde a morte das aves é baixa, estando concentrada nos indivíduos mais jovens. Os lentogênicos, conhecidos como forma de Hittchner são utilizados com frequência em cepas vacinais, podendo causar sinais respiratórios brandos em jovens. Por fim, existe ainda um último tipo, não patogênico, conhecido como entérico assintomático, que não está associado a qualquer sinal clínico ou lesão, e que também tem sido utilizado como cepa vacinal (MAPA, 2009). Esse agente etiológico tem sido relacionado à infecção não apenas em aves; mas em uma ampla gama de hospedeiros, de répteis ao ser humano (LANCASTER, 1966). Isolados de NDV tem sido obtidos frequentemente de aves selvagens, especialmente de aves aquáticas migratórias ou não. A maioria desses isolados é de baixa virulência para as galinhas e similares ao vírus do patótipo entérico assintomático. Ocasionalmente, entretanto, vírus virulentos foram relatados em aves de vida livre, mas esses animais em geral foram encontrados mortos próximos de granjas. Curiosamente, as aves selvagens têm sido apontadas como introdutores de NDV virulento na avicultura comercial (ALEXANDER, 2009). Wobeser et al. (1993) reportaram uma epizootia devido a NDV virulenta em aves selvagens, mais especificamente cormorões e outras aves da América do Norte. Além desse caso, um surto de doença de Newcastle que ocorreu no Reino Unido no ano de 1997 foi considerado como provavelmente introduzido por aves de vida livre migratórias (ALEXANDER et al., 1999).

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