UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PRÓ-REITORIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DIRETORIA DE PROJETOS ESPECIAIS PROJETO A VEZ DO MESTRE

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1 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PRÓ-REITORIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DIRETORIA DE PROJETOS ESPECIAIS PROJETO A VEZ DO MESTRE A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO PARA EDUCAÇÃO DA MATEMÁTICA CINTYA KEIZE DE CARVALHO LUIZ Trabalho monográfico apresentado como requisito parcial para a obtenção do Grau de Especialista em Psicopedagogia. RIO DE JANEIRO FEVEREIRO / 2003

2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PRÓ-REITORIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DIRETORIA DE PROJETOS ESPECIAIS PROJETO A VEZ DO MESTRE A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO PARA EDUCAÇÃO DA MATEMÁTICA CINTYA KEIZE DE CARVALHO LUIZ ORIENTADOR: Prof. Fabiane Muniz RIO DE JANEIRO FEVEREIRO / 2003

3 Agradeço a Deus, que em todos os momentos, ressaltando os mais difíceis, me inspirou para a conclusão desta pesquisa.

4 Dedico este trabalho aos educadores e educandos e todos aqueles que estão envolvidos no processo da educação da matemática.

5 Nossa crença num futuro melhor para a humanidade passa pela eliminação da prepotência intelectual e cultural, o que se manisfeta através de atos de respeito pelo próximo. Expor-se e subordinar-se a críticas é parte dessa prática. D Ambrósio

6 RESUMO No presente estudo, fazemos uma reflexão teórica a respeito do jogo e da brincadeira como elementos fundamentais no processo ensino-aprendizagem da matemática. O foco central é mostrar os vários aspectos do lúdico como fonte impulsionadora do processo e desenvolvimento da aprendizagem do educando. Neste sentido, pela característica da pesquisa etnográfica, buscamos trazer à tona as idéias fundamentais dos diferentes papéis que tanto a brincadeira quanto o jogo exercem no fazer pedagógico da educação. Mostrando que a ludicidade é uma ferramenta pedagógica que exerce uma função fundamental para o desenvolvimento da criatividade, iniciativa e autonomia, como também para a apropriação dos diversos saberes produzidos historicamente pela humanidade. O lúdico ainda não é considerado elemento essencial do currículo escolar. Ele aparece apenas circunstancialmente com a finalidade de reforçar alguns conceitos numéricos. Sendo assim, uma proposta de intervenção utilizando jogos para o aprendizado de habilidades é sugerida como estratégia à reestruturação curricular. Consideramos que os jogos e as brincadeiras contribuem para o desenvolvimento do educando, e são viáveis como metodologia de trabalho para o professor. Nessa pesquisa sugerimos que uma das alternativas que poderá facilitar o ensino da matemática é de que o professor, visando um ensino mais adequado e eficiente, dispunha de uma série de materiais lúdicos, onde possam ser utilizados como ferramenta, colaborando como uma das alternativas de trabalho, que possibilitam a (re)motivação dos educadores e dos educandos no desenvolvimento de atividades mais criativas.

7 SUMÁRIO Página RESUMO 06 INTRODUÇÃO 08 CAPÍTULO I A ESCOLA E O LÚDICO Considerações histórico-filósofas sobre o lúdico O lúdico da Pedagogia Medieval O lúdico na Pedagogia Atual 17 CAPÍTULO II O LÚDICO NA CONSTRUÇÃO INTERDISCIPLINAR DA APRENDIZAGEM Lúdico Pedagogia do afeto e da criatividade O lúdico na formação do professor 31 CAPÍTULO III ATIVIDADES LÚDICAS NA MATEMÁTICA O jogo como instrumento de aprendizagem O ensino da Matemática e seu estímulo no dia-a-dia Atividades Lúdicas: práticas, sugestões e análise 42 CONCLUSÃO 45 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 47 BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA 49 ANEXOS 51

8 INTRODUÇÃO Por acreditarmos ser desejo dos educadores poder criar em sala de aula uma atmosfera de interesse e motivação, permitindo ao educando uma total e autônoma participação no processo ensinoaprendendizagem, é que não desejamos ser meros repetidores de conteúdos, mas mantermos uma atuação dinâmica com relação ao ensino da matemática. Observando criticamente o cotidiano de sala de aula, ouvindo reclamações de alunos e professores quanto à dificuldade no ensino e na aprendizagem da matemática, notamos que a disciplina ainda é o bicho papão da história, pela dificuldade de assimilação e compreensão de seus conceitos, pela postura rígida do professor e pela falta de recursos didáticos, desenvolvendo assim, medos, traumas e frustrações matemáticas. Nesse sentido, podemos indagar: o que leva os alunos a desenvolverem sentimentos negativos com relação à disciplina de matemática? Qual o papel dos matemáticos, professores, autores de livros e especialistas na definição da forma final pela qual a matemática é apresentada aos alunos? O ensino da matemática pode se resumir à apresentação de uma seqüência de axiomas, definições e teoremas? Foi a partir dessas dúvidas que nasceu o objetivo desta pesquisa: refletir sobre a importância do lúdico na prática pedagógica no ensino da matemática, procurando destacar alguns objetivos específicos: compreender os fundamentos teóricos da ludicidade e sua importância para a prática educativa; refletir criticamente sobre os jogos e brincadeiras tradicionais e contemporâneas na sociedade brasileira; questionar as possíveis relações entre a historia pessoal de brincadeiras do educador e a sua postura na relação ensino-

9 aprendizagem; discutir a importância social política e epistemológica do lúdico na formação do professor. Esses objetivos nos conduz ao centro da análise apresentada nos próximos capítulos, onde a descrição das noções está sempre acompanhada por várias indagações, pois consideramos essa estratégia uma fonte de motivação para nutrir nossas reflexões. Por certo, não temos respostas para todas as questões formuladas, o que indica a necessidade de novos estudos e a leitura das fontes originais é o caminho para aprofundar o tema abordado. É de suma relevância para a educação matemática que o professor tome consciência do que faz ou pensa a respeito de sua prática pedagógica, dos procedimentos em sala de aula, dos valores culturais de sua ação docente, de sua postura como pesquisador e não apenas transmissor, ter melhor conhecimento das características do desenvolvimento e da aprendizagem de seus alunos, utilizando estratégicas lúdicas como jogos e brincadeiras com a finalidade de minimizar as dificuldades de aprendizagem da matemática. Esta pesquisa baseia-se na importância do jogo e da brincadeira como elementos fundamentais no processo da educação, com relação à disciplina de Matemática. A prática pedagógica. A postura do professor. A dificuldade de interpretação. Está sendo realizada com professores e alunos da rede pública do ensino fundamental e médio, de fator econômico baixo, cuja faixa etária começa aos 7 anos de idade e não tem idade limite.

10 I A ESCOLA E O LÚDICO Para que serve a escola? Eis uma pergunta de fundamental importância hoje, em tempos de mudanças provocadas pelas alterações políticas, sociais e econômicas a que estamos assistindo. A melhor resposta diante dessa situação: preparar a criança para a vida ou enfim ensiná-la a viver. Qual a importância dessa visão que também é compartilhada por muitos pedagogos? Creio que seja, a triste consideração de que o homem, apesar de toda sua evolução técnica e conhecimento científico, não se lembra mais dos fundamentos básicos do que é viver, principalmente do viver em sociedade, que pressupõe o respeito ao outro, a solicitude pelo bem comum, ao compartilhar valores elevados. Talvez, isso se deva, ao enfoque que a educação passa a ter em face do processo de globalização, o festival de besteiras que assola o mundo preparar as crianças para o ingresso competente na vida econômica. Na visão globalizante de hoje, qualquer atividade escolar que não se destine à promoção desse fim é um ornamento, um desperdício de tempo precioso. Educação, competitividade e produtividade seriam sócias ou cúmplices no entender dessa pedagogia baseada no utilitarismo econômico. Sabendo-se que a escola pública tem um peso considerável no processo educacional brasileiro, o que seria possível fazer para erradicar (ou ao menos minimizar) a situação de desmotivação em que está mergulhada sua clientela (em todos os níveis), os professores e a violência que a vem impregnando com atos extremos de vandalismo e até atentados contra nossos professores?

11 Quanto mais os alunos enfrentam dificuldades de ordem física e econômica mais a Escola deve ser um local que lhes traga outras coisas. Essa alegria não pode ser uma alegria que os desvie da luta, mas eles precisam ter o estímulo do prazer. A alegria deve ser prioridade para aqueles que sofrem mais fora da Escola; a escola pública, muito mais do que a particular precisa adotar urgentemente a Pedagogia Lúdica. O lúdico se faz necessário ao mesmo tempo em que é preciso também demolir o pensamento único que domina nossos jovens estudantes - e que interessa muito aos gestores e grandes beneficiados pelo processo de globalização. Nessa conjuntura, quem tem o filho numa escola particular, talvez até se sinta protegido. Ledo engano, embora com diferentes tonalidades a violência está disseminada em ambientes ricos e pobres. O não pensar ou a adoção do pensamento único, é que conduz a alienação intelectual e cultural pode ser representada pela nova visão cartesiana/globalista: "penso, logo existo; compro, logo sou.

12 1.1. Considerações histórico-filosóficas sobre o lúdico Todo amanhã se cria num ontem, através de um hoje. De modo que o nosso futuro baseia-se no passado e corporifica no presente. Temos que saber o que fomos e o que somos para saber o que seremos. Freire (1994) Na antiguidade, o brincar era uma atividade característica tanto de crianças quanto de adultos. Para Platão, por exemplo, o aprender brincando era mais importante e deveria ser ressaltado no lugar da violência e da repressão. Segundo D Ambrósio (1999), o brincar é necessário para a vida humana. Assim como o ser humano precisa de repouso corporal para restabelecer-se, pois, sendo suas forças físicas limitadas, não pode trabalhar continuamente, também precisa de repouso para a alma, o que é proporcionado pela brincadeira. É interessante observar que, assim como a palavra refeição indica refazer-se das forças físicas, também pelo recreio há uma "re-criação" das forças da alma. Esta recreação pelo brincar - pode parecer surpreendente à primeira vista - é tanto mais necessária para o intelectual, que é por assim dizer, quem mais desgasta as forças da alma, arrancando-a do sensível. E sendo os bens sensíveis naturais ao ser humano, as atividades racionais são as que mais querem o brincar. Daí decorrem importantes conseqüências para a Filosofia da Educação: o ensino não pode ser aborrecido e enfadonho: o fastio é um grave obstáculo para a aprendizagem.

13 Ainda segundo D Ambrósio (1999), a tristeza e o fastio produzem um estreitamento, um bloqueio, ou, um peso, também para a aprendizagem. E, tratando do relacionamento humano, ninguém agüenta, um dia sequer, uma pessoa aborrecida e desagradável.

14 1.2. O Lúdico na Pedagogia Medieval As atividades lúdicas não são uma novidade no processo educacional. Carlos Magno (cerca de ) criou um centro de ensino em seu palácio, entregando sua direção ao filósofo e pedagogo Alcuíno, o homem mais erudito de seu tempo. Encontramos diálogos repletos de enigmas, brincadeiras e piadas, pois sua norma pedagógica era: deve-se ensinar divertindo. O homem medieval brincava porque acreditava vivamente na maravilhosa sentença que associa a Sabedoria divina à obra da Criação: quando Deus criou o mundo e fez brotar as águas das fontes, assentou os montes, fez a terra e os campos, traçou o horizonte, firmou as nuvens no alto, impôs regras ao mar e assentou os fundamentos da terra. Então eu estava com ele e era seu aluno: e era cada dia as suas delícias, folgando perante ele em todo tempo; brincando (ludens) sobre o globo terrestre, e minhas delícias são estar com os filhos dos homens. (Provérbios 8, 30-31) Deus brinca. Deus cria, brincando. E o homem deve brincar para levar uma vida humana, como também é no brincar que encontra a razão mais profunda do mistério da realidade, que é porque é brincada por Deus. Para reparar imediatamente que entre os diferentes preconceitos que ainda há contra a Idade Média, um dos

15 mais injustos é aquele que a concebe como uma época que teria ignorado (ou mesmo combatido...) - o riso e o brincar. Sobretudo na chamada Primeira Idade Média, os mais sábios mestres dirigiam-se a seus alunos de modo informal e lúdico (aliás, um dos sentidos derivados de ludus é escola; fenômeno paralelo ao da derivação de escola de scholé, lazer). Muitos outros mestres dessa época ensinavam aos alunos por meio de alguns enigmas e brincadeiras. Outro aspecto pouco lembrado e que guarda relação com o lúdico é o fato - específico da época - de a Idade Média ser, em diversos sentidos, jovem. A juventude e a velhice não se predicam só das pessoas singulares, mas também das épocas e regiões. Notamos que a média de idade dos grandes autores da época, está entre 20 e 30 anos: "Nada mais inexato do que imaginar monges de barba branca, afastados do mundo em sua cela, caligrafando sutis tratados em pergaminhos". É também por esse caráter jovem dos novos povos que a Idade Média cultiva o lúdico. Embora referindo - se ao lúdico em sentido muito mais amplo de que o nosso brincar: à medida que uma civilização vai se tornando mais complexa e vai se ampliando e revestindo-se de formas mais variadas e que as técnicas de produção e a própria vida social vão se organizando de maneira mais perfeita, o velho solo cultural vai sendo gradualmente coberto por uma nova camada de idéias, sistemas de pensamento e conhecimento; doutrinas, regras e regulamentos; normas morais e convenções que perderam já toda e qualquer relação direta com o [lúdico] jogo [Spiel]. Não faltavam também versinhos mnemônicos, como os que circulam ainda hoje nas escolas. Quando o aluno de trigonometria hoje, para lembrar a fórmula do seno e do cosseno, diz: Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá; seno a cosseno b, seno b cosseno

16 a, ele não imagina que está pagando um tributo ao método didático dos monges medievais. Em Geografia, nos dias de hoje, são muitos os professores que, para ajudar os alunos a gravarem quais são as eras geológicas, usam a fórmula Arqueopropamece, que significa Arqueozóica - Proterozóica - Paleozóica- Mesazóica - Cenozóica.

17 1.3. O lúdico na pedagogia atual Sabendo através de estatísticas bastante confiáveis que no ensino médio brasileiro a maior parte dos alunos dos cursos vespertino e noturno são da rede pública mais ainda faz sentido, para tornar menos árida e mais agradável a tarefa docente, o lúdico, o brincar, a informalidade do ensino. Sendo a educação lúdica via de regra dada quase que totalmente através de trabalhos em grupo, apesar da competitividade que algumas atividades trazem no seu bojo, elas estimulam a agregação, o pensar compartilhado. Nos anos noventa, mudanças e reformas na educação brasileira ficam colocadas na ordem do dia. Muitos são os fatores que interferiram nesse sentido. De um lado, o mundo globalizado, as novas tecnologias e transformações operadas nos sistemas produtivos demandam novas qualificações. Por outro lado, confluem demandas sociais historicamente não resolvidas, vinculadas à escola seletiva e classificatória. Há na sociedade brasileira uma demanda por mudanças/reformas na educação, advindas de um conjunto de movimentos organizados e de múltiplas instituições. Destacam-se, no entanto, as ações do movimento de renovação pedagógica, de educadores organizados em associações, entidades sindicais, governos populares, escolas e universidades, que têm desenvolvido projetos político-pedagógicos diversos na perspectiva, que se pode dizer, democrática e inclusiva. Todas as muitas iniciativas de reforma da escola pública básica brasileira desta década confluíram para um discurso comum, mesmo que sabidamente com objetivos e estratégias bem diferentes. O centro das preocupações de todas as propostas pode ser apontado como sendo o de extensão do direito à escola para toda a sociedade,

18 da escola como espaço de acesso à informação e a uma formação mais ampla de seus educandos. Procurarão também essas propostas maior sintonia da escolarização com as demandas de uma sociedade da informação e da tecnologia. LIMA (1997) assinala que em vários países a concepção mais ampla do processo de escolarização vem sendo referida como formação humana, trazendo consigo a necessidade de se reformular a própria função social da escola e, conseqüentemente, a estrutura de funcionamento da instituição. É na escola que os indivíduos aprendem, entre outras coisas, que as necessidades individuais estão subordinadas a interesses do grupo. A escola civiliza e socializa. A sala de aula destina-se a domar o ego, a ligar os indivíduos a outros, a demonstrar o valor e a necessidade da coesão do grupo.

19 II O LÚDICO NA CONSTRUÇÃO INTERDISCIPLINAR DA APRENDIZAGEM O sentido de formação profissional implica em entender a aprendizagem interdisciplinar como um processo contínuo e requer uma análise cuidadosa desse aprender em suas etapas, evoluções, avanços e concretizações. Requer redimensionamento dos conceitos que alicerçam tal possibilidade na busca na compreensão de novas idéias e valores. A formação de professores é, hoje, uma preocupação constante para aqueles que acreditam na necessidade de transformar o quadro educacional presente, pois da forma como ele se apresenta fica evidente que não condiz com as reais necessidades dos que procuram a escola com o intuito de aprender o saber, para que, de posse dele, tenham condição de reivindicar seus direitos e cumprir seus deveres na sociedade. O professor é a peça chave desse processo, devendo ser encarado como um elemento essencial e fundamental. Quanto maior e mais rica for sua história de vida e profissional, maiores serão as possibilidades dele desempenhar uma prática educacional consistente e significativa. Não é possível construir um conhecimento pedagógico para além dos professores, isto é, que ignore as dimensões pessoais e profissionais do trabalho docente. Não se quer dizer, com isso, que o professor seja o único responsável pelo sucesso ou insucesso do processo educativo. No entanto, é de suma importância sua ação como pessoa e como profissional. Educar não se limita a repassar informações ou mostrar apenas um caminho, aquele caminho que o professor considera o mais correto, mas é ajudar a pessoa a tomar consciência de si mesma, dos

20 outros e da sociedade. É saber aceitar-se como pessoa e saber aceitar os outros. É oferecer várias ferramentas para que a pessoa possa escolher entre muitos caminhos, aquele que for compatível com seus valores, sua visão de mundo e com circunstâncias adversas que cada um irá encontrar. A palavra lúdico vem do latim ludus e significa brincar. Neste brincar estão incluídos os jogos, brinquedos e divertimentos e é relativa também à conduta daquele que joga, que brinca e que se diverte. Por sua vez, a função educativa do jogo oportuniza a aprendizagem do indivíduo, seu saber, seu conhecimento e sua compreensão de mundo. A ludicidade é uma necessidade do ser humano em qualquer idade e não pode ser vista apenas como diversão. O desenvolvimento do aspecto lúdico facilita a aprendizagem, o desenvolvimento pessoal, social e cultural, colabora para uma boa saúde mental, prepara para um estado interior fértil, facilita os processos de socialização, comunicação, expressão e construção do conhecimento. Observamos isto quando damos ênfase à formação lúdica no curso de Pedagogia. Duas dimensionalidades nos preocupam nesta formação: a formação do educador e a formação lúdica do educador. A primeira envolve o aspecto geral teórico-prático do acadêmico do curso de Pedagogia em sua prática pedagógica. A segunda envolve o acadêmico e os professores que já atuam na Educação Infantil e se encontram na realidade-escolar, bem como os aspectos metodológicos que envolvem a criança-sujeito, do conhecimento em construção. A formação do sujeito não é um quebra-cabeça com recortes definidos, depende da concepção que cada profissional tem sobre a criança, homem, sociedade, educação, escola, conteúdo, currículo. Neste contexto as peças do quebra-cabeça se diferenciam, possibilitando diversos encaixes.

21 Negrine (1994) sugere três pilares que sustentariam uma boa formação profissional, com a qual concordamos: a formação teórica, a prática e a pessoal, que no nosso entendimento, a esta última preferimos chamá-la de formação lúdica interdisciplinar. Este tipo de formação é inexistente nos currículos oficiais dos cursos de formação do educador, entretanto, algumas experiências têm-nos mostrado sua validade e não são poucos os educadores que têm afirmado ser a ludicidade a alavanca da educação para o terceiro milênio. A formação lúdica interdisciplinar se assenta em propostas que valorizam a criatividade, o cultivo da sensibilidade, a busca da afetividade, a nutrição da alma, proporcionando aos futuros educadores vivências lúdicas, experiências corporais que se utilizam da ação do pensamento e da linguagem, tendo no jogo sua fonte dinamizadora. Quanto mais o adulto vivenciar sua ludicidade, maior será a chance deste profissional trabalhar com a criança de forma prazerosa, enquanto atitude de abertura às práticas inovadoras. Tal formação permite ao educador saber de suas possibilidades e limitações, desbloquear resistências e ter uma visão clara sobre a importância do jogo e do brinquedo para a vida da criança. Portanto, este trabalho propõe uma prática de ensino com possibilidade de aproveitamento do lúdico na metodologia do fazer docente dos acadêmicos, dando ênfase portanto à formação lúdica que este sujeito possa desenvolver junto aos alunos, permitindo assim um trabalho pedagógico mais envolvente. Propõe ainda, explorar novas práticas no ambiente-escola que se utilizam do lúdico, para a construção da aprendizagem. Percebemos com isso que se o professor tiver conhecimento e prazer, mais probabilidade existirá de que os professores/aprendizes se utilizem desse modelo na sua sala de aula. O sucesso ou insucesso de certas experiências marca a nossa postura pedagógica, fazendo-nos

22 sentir bem ou mal com esta ou aquela maneira de trabalhar na sala de aula. Ao sentir que as vivências lúdicas podem resgatar a sensibilidade, até então adormecida, ao perceber-se vivo e pulsante, o professor/aprendiz faz brotar o inesperado, o novo e deixa cair por terra que a lógica da racionalidade extingue o calor das paixões, que a matemática substitui a arte e que o humano dá lugar ao técnico, permitindo o construir alicerçado no afeto, no poder fazer, sentir e viver. Poder vivenciar o processo do aprender colocando-se no lugar da criança, permitindo que a criatividade e a imaginação aflorem através da interdisciplinaridade enquanto atitude. A intersubjetividade se mostre por meio do afeto e da alegria de poder liberar o que cada sujeito (professor) trás consigo mesmo e quanto pode contribuir com o outro. Também alicerça tal trabalho o contato que tivemos com a comunidade na extensão de nossas ações. Este estudo justifica-se ainda, pelo momento histórico em que se vive, em que há bastante inquietação por parte dos estudiosos sobre os rumos da educação, em que as capacidades metafóricas do sentir e do imaginar são evocadas para balizarem a edificação do conhecimento. A metáfora do brincar, do brinquedo, faz o contexto do aprender. Por meio do seu sentido de similaridade podemos se dizer o mesmo pelo diferente. A pretensão é contribuir para a reflexão, analisando algumas situações pedagógicas nas quais o elemento lúdico é concebido como fio condutor do resgate da sensibilidade do homem, sufocada pelas relações desumanizantes do sistema capitalista. O despertar para o valor dos conteúdos das temáticas trabalhadas é que fazem com que o sujeito aprendiz tenha prazer em aprender. Conteúdos estes despertados pelo prazer de querer saber e

23 conhecer. Devemos despertá-los para, com sabedoria, podermos exteriorizá-los na nossa vida diária. A alegria, a fé, a paz, a beleza e o prazer das coisas estão dentro de nós. Percebemos que se o professor não aprende com prazer não poderá ensinar com prazer. É isso que procuramos fazer em nossa prática pedagógica, dando ênfase à formação lúdica: ensinar e sensibilizar o professor-aprendiz para que, através de atividades dinâmicas e desafiadoras, despertem no sujeito-aprendiz o gosto e a curiosidade pelo conhecimento. Curiosidade que segundo Freire (1997) é natural e cabe ao educador torná-la epistemológica. Para a realização alguns pressupostos básicos conceituais nortearam o caminho metodológico da assessoria estabelecida, necessária para a reflexão dos dados obtidos: Segundo Nóvoa (1995), tudo se decide no processo de reflexão que o professor leva a cabo sobre sua própria ação. Percebemos em Santin (1994), que o homem da ciência e da técnica perdeu a felicidade e a alegria de viver, perdeu a capacidade de brincar, perdeu a fertilidade da fantasia e da imaginação guiadas pelo impulso lúdico. Fazenda (1994) cita que a sala de aula deve ser um ambiente em que o autoritarismo seja trocado pela livre expressão da atitude interdisciplinar. Em Masseto (1992), as aulas devem ser vivas e num ambiente de inter-relação e convivência. Notamos em Santos (1997), que a formação lúdica possibilita ao educador conhecer-se como pessoa, saber de suas possibilidades, desbloquear resistências e ter uma visão clara sobre a importância do jogo e do brinquedo para a vida da criança, do jovem e do adulto.

24 Segundo Rojas (1998), a afetividade é o sustentáculo significativo e fundamental de uma pedagogia que se alicerça na artemagia interdisciplinar do ensinar-aprender. O brinquedo supõe uma relação íntima com o sujeito, uma indeterminação quanto ao uso, ausência de regras. O jogo pode ser visto como um sistema lingüístico que funciona dentro de um contexto social; um sistema de regras, segundo Kishimoto (1994). Como relevância científica contém nos planos o valor da autonomia da criança na possibilidade de ser-no-mundo-com-osoutros, extravasando suas curiosidades na busca do equilíbrio e da maturidade educativa. Na comunidade educacional o contributo deste trabalho prima em valorizar a construção do comportamento infantil, dando ênfase à atividade interdisciplinar, à postura do educador em favorecer atividades que propiciam o prazer, a alegria, a inter-relação, a parceria, gerando um clima afetuoso no sujeito-criança, permitindo ao processo de aprendizagem uma efetivação satisfatória e realizadora. Enquanto pesquisadores, verificamos o sentido significativo da formação contínua do educador em outras vertentes, principalmente a interdisciplinar e também dar ênfase à formação lúdica, como sustentáculo para novas metodologias em sala de aula. Construindo o comportamento infantil, buscando a autonomia da criança e valorizando a afetividade que envolve o processo do aprender, investimos na formação lúdica do educador e, trazemos portanto para a academia uma nova visão de educação, defendendo a presença do ser-criança, na realidade universitária, com evidência a uma Pedagogia do Afeto. Portanto, percebemos que brincar é coisa séria. É o grande desafio para o educador em sua formação lúdica e na construção

25 interdisciplinar do processo aprendizagem, com ênfase a Pedagogia do Afeto, no ambiente-escola.

26 2.1. Lúdico: pedagogia do afeto e da criatividade O conceito de inteligência emocional salienta que aprendemos sempre melhor quando se trata de assuntos que nos interessam e nos quais temos prazer. A preparação da criança para a escola passa pelo desenvolvimento de competências emocionais inteligência emocional designadamente confiança, curiosidade, intencionalidade, autocontrole, capacidades de relacionamento, de comunicação e de cooperação....é necessário que evitemos outros medos que o cientificismo nos inoculou. O medo, por exemplo, de nossos sentimentos, de nossas emoções, de nossos desejos, o medo de que ponham a perder nossa cientificidade. O que eu sei, sei com o meu corpo inteiro: com minha mente crítica mas também com os meus sentimentos, com minhas intuições, com minhas emoções. Freire (1997) Freire reafirma a importância das componentes afetivas e intuitivas na construção do conhecimento. Nesta abordagem do processo educativo a afetividade ganha destaque, pois acreditamos que a interação afetiva ajuda mais a compreender e modificar as pessoas do que um raciocínio brilhante, repassado mecanicamente. Esta idéia ganha adeptos ao colocar as atividades lúdicas no processo do desenvolvimento humano.

27 O jogo e a brincadeira estão presentes em todos as fazes da vida dos seres humanos, tornando especial a sua existência. De alguma forma o lúdico se faz presente e acrescenta um ingrediente indispensável no relacionamento entre as pessoas, possibilitando que a criatividade aflore. Por meio da brincadeira a criança envolve-se no jogo e sente a necessidade de partilhar com o outro. Ainda que em postura de adversário, a parceria é um estabelecimento de relação. Esta relação expõe as potencialidades dos participantes, afeta as emoções e põe à prova as aptidões testando limites. Brincando e jogando a criança terá oportunidade de desenvolver capacidades indispensáveis a sua futura atuação profissional, tais como atenção, afetividade, o hábito de permanecer concentrado e outras habilidades perceptuais psicomotoras. Brincando a criança torna-se operativa. O brinquedo como suporte da brincadeira tem papel estimulante para a criança no momento da ação lúdica. Tanto brinquedo, quanto à brincadeira, permitem a exploração do seu potencial criativo de numa seqüência de ações libertas e naturais em que a imaginação se apresenta como atração principal. Por meio do brinquedo a criança reinventa o mundo e libera suas atividades e fantasias. Através da magia do faz-de-conta explora os limites e, parte para aventura que a leva ao encontro do Outro-Eu. A entrada da criança no mundo do faz-de-conta marca uma nova fase de sua capacidade de lidar com a realidade, com os simbolismos e com as representações. Com o brinquedo a criança satisfaz certas curiosidades e traduz o mundo dos adultos para a dimensão de suas possibilidades e necessidades. A criança precisa vivenciar idéias em nível simbólico para compreender o significado na vida real. O pensamento da criança evolui a partir de suas ações, razão pela qual as atividades são tão importantes para o desenvolvimento do pensamento infantil. Mesmo

28 que conheça determinados objetos ou que já tenha vivido determinadas situações, a compreensão das experiências ficam mais claras quando as representam em seu faz-de-conta. Neste tipo de brincadeira têm também oportunidade de expressar e elaborar de forma simbólica, desejos, conflitos e frustrações. Observamos que quando existe representação de uma determinada situação (especialmente se houver verbalizado) a imaginação é desafiada pela busca de solução para problemas criados pela vivência dos papéis assumidos. As situações imaginárias estimulam a inteligência e desenvolvem a criatividade. O ato de criar permite uma Pedagogia do Afeto na escola. Permite um ato de amor, de afetividade cujo território é o dos sentimentos, das paixões, das emoções, por onde transitam medos, sofrimentos, interesses e alegrias. Uma relação educativa que pressupõem o conhecimento de sentimentos próprios e alheios que requerem do educador infantil a disponibilidades corporal e o envolvimento afetivo, como também, cognitivo de todo o processo de criatividade que envolve o sujeito-ser-criança. A afetividade é estimulada por meio da vivência, a qual o educador estabelece um vínculo de afeto com o educando. A criança necessita de estabilidade emocional para se envolver com a aprendizagem. O afeto pode ser uma maneira eficaz de se chegar perto do sujeito e a ludicidade, em parceria, um caminho estimulador e enriquecedor para se atingir uma totalidade no processo do aprender. A ludicidade tem conquistado um espaço no panorama da educação infantil. O brinquedo é a essência da infância e seu uso permite um trabalho pedagógico que possibilita a produção do conhecimento e também a estimulação da afetividade na criança. A criança estabelece com o brinquedo uma relação natural e consegue

29 extravasar suas angústias e paixões; suas alegrias e tristezas, suas agressividades e passividades. Independente de época, cultura e classe social, os jogos e os brinquedos fazem parte da vida da criança, pois elas vivem num mundo de fantasia, de encantamento, de alegria, de sonhos, onde realidade e faz-de-conta se confundem. Percebemos em Machado (1990) o ressaltar do jogo como não sendo qualquer tipo de interação, mas sim, uma atividade que tem como traço fundamental os papéis sociais e as ações destes derivadas em estreita ligação funcional com as motivações e o aspecto propriamente técnico-operativo da atividade. Dessa forma destaca o papel fundamental das relações humanas que envolvem os jogos infantis. Entender o papel do jogo nessa relação afetiva-emocional e também de aprendizagem requer que percebamos estudos de caráter psicológico, como mecanismos mais complexos, típicos do ser humano, como a memória, a linguagem, a atenção, a percepção e aprendizagem. Elegendo a aprendizagem como processo principal do desenvolvimento humano enfocamos Vygotsky (1984) que afirma: a zona de desenvolvimento proximal é o encontro do individual com o social, sendo a concepção de desenvolvimento abordada não como processo interno da criança, mas como resultante da sua inserção em atividades socialmente compartilhadas com outros. Atividades interdisciplinares que permitem a troca e a parceria. Ser parceiro é sê-lo por inteiro. Nesse sentido, o conhecimento é construído pelas relações interpessoais e as trocas recíprocas que se estabelecem durante toda a vida formativa do indivíduo. Machado (1990) salienta, que a interação social implica transformação e contatos com instrumentos físicos e/ou simbólicos mediadores do processo de ação. Esta concepção reconhece o papel do jogo para formação do sujeito, atribuindo-lhe um espaço

30 importante no desenvolvimento das estruturas psicológicas. De acordo com Vygotsky (1984) é no brinquedo que a criança aprende a agir numa esfera cognitiva. Segundo o autor a criança comporta-se de forma mais avançada do que nas atividades da vida real, tanto pela vivência de uma situação imaginária, quanto pela capacidade de subordinação às regras.

31 2.2. O lúdico na formação do professor A educação no Brasil passou, recentemente, por reformulações por ocasião da promulgação da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, as propostas dos PCN s e a conseqüente divulgação das Diretrizes Curriculares Nacionais. Estes fatos fizeram com que na década de 90 todas as escolas, de norte a sul do Brasil, discutissem o assunto. Muitos professores concordaram com tais diretrizes, outros não. O importante não foram os posicionamentos, mas a possibilidade de debates que se desencadeou e permitiu o repensar pedagógico. Na esteira do debate, a atividade lúdica ganhou relevo e importância como estratégia para construção do conhecimento. Diante disso aparece uma outra questão: não se pode distinguir formação pessoal da formação profissional. Quando pretendemos compreender a ação docente, temos que considerar, sobretudo, que o processo de formação do professor é um crescente e continuo, portanto, a dimensão lúdica na formação do profissional é parte integrante de todo o processo, amplo, complexo e integral. É algo indissociável de autoformação na relação concreta entre o estudo (técnico), entre a reflexão individual e entre a interação coletiva, isso dentro de um confronto de idéias e troca de experiências vivenciadas. Há porém nessas reflexões uma dimensão dicotômica; pois o que se percebe no processo acadêmico do professor é que ela gira quase sempre em torno de questões epistemológicas e metodológicas, não atentando para o aspecto humano / pessoal, ontológico que também faz parte do desenvolvimento. Este por sua vez deve ser o ponto prioritário, pois os sentimentos, assim como a leitura de mundo

32 desse professor vão caracterizar e orientar muito sua prática pedagógica. Analisando agora sobre uma outra ótica temos: Segundo Feijó (1992), o lúdico é uma necessidade básica da personalidade, do corpo e da mente, faz parte das atividades essenciais da dinâmica humana. Portanto é importante que o professor descubra e trabalhe a dimensão lúdica que existe em sua essência, no seu trajeto cultural, de forma que venha aperfeiçoar a sua prática pedagógica. A ludicidade poderia ser a ponte facilitadora da aprendizagem se o professor pudesse pensar e questionar-se sobre sua forma de ensinar, relacionando a utilização do lúdico como fator motivante de qualquer tipo de aula. Campos (1986) No entanto para que isso aconteça é necessário que ele busque resgatar a ludicidade, os momentos lúdicos que com certeza permearam seu caminhar. Nos espaços acadêmicos os professores relacionam com pouca intensidade formação profissional e ludicidade, não tendo um embasamento teórico que permita compreender a ludicidade como um fator de desenvolvimento humano. Isso acontece porque a ludicidade ainda não foi compreendida como uma dimensão importante e que deve ser estudada e vivenciada em sua plenitude. Graças à má formação dos educadores, as atividades artísticas, assim como as recreativas, só são permitidas pelos professores

33 quando não planejaram nada para ensinar, não estão dispostos, como prêmio por bom comportamento e, às vezes, em datas comemorativas. Ao professor cabe organizar o brincar e, para isto, é necessário que ele conheça suas particularidades, seus elementos estruturais, as premissas necessárias para seu surgimento e desenvolvimento. Diante desses argumentos descritos até aqui, vale nesse momento o seguinte questionamento: Por que incluir a dimensão lúdica na formação do professor? Conforme Santos (1997) possibilita ao educador: conhecer-se como pessoa, saber suas possibilidades e limitações, ter visão sobre a importância do jogo e do brinquedo para a vida da criança, jovem e do adulto. A ludicidade portanto, implica na formação do professor por estar ligada diretamente com o lado humano, ontológico, do mesmo permitindo a ele um estado de inteireza e de estar pleno naquilo que faz. O professor não deve adaptar-se a realidade social em que vivemos, e sim assumir o seu papel como ator social capaz de colocar mais cor, mais sabor, mais vida tanto na sua vivencia como naquilo que se propõe a fazer. Isso é possível quando ele reconhece o lúdico que o acompanhou durante todo o seu desenvolvimento. A vivência da ludicidade como fazer pedagógico durante o processo de formação do professor instiga o ato criador e recriador, crítico, aguça a sensibilidade, o espírito de liberdade e a alegria de viver. Desse modo a manifestação lúdica estimula o viver de experiências axiológicas, pela geração de novos e relevantes valores (respeito ao outro, lealdade, cooperação, solidariedade).

34 Dentre outros, lamentavelmente a grande maioria das instituições educacionais ainda é pautada numa prática que considera a idéia do conhecimento, repetição sob uma ótica comportamentalista, tornando o conhecimento cristalizado e/ou espontaneísta e não como um saber historicamente construído. Por isso é importante uma educação mais abrangente que faça com que nós professores procuremos caminhos outros para suprir as carências encontradas nessas instituições de ensino de professores. A dimensão lúdica na formação do professor permite a ele questionar-se quanto a sua postura e conduta em relação ao objetivo prioritário de proporcionar aos alunos um desenvolvimento holístico, integral na qual a competência técnica combina com o compromisso político.

35 III ATIVIDADES LÚDICAS NA MATEMÁTICA A atividade lúdica está no centro de muitas idéias sobre o desenvolvimento psicológico, intelectual, emocional ou social do ser humano.... muitos teóricos ignoram, erroneamente, as necessidades das crianças... porém, se ignoramos as necessidades das crianças e os incentivos que são eficazes para colocá-la em ação, nunca seremos capazes de entender seu avanço de um estágio de desenvolvimento para outro... Vygotsky (1984) Ainda, segundo Vygotsky, as atividades lúdicas não estão simplesmente ligadas ao prazer. A imaginação e as regras são características definidoras da brincadeira. Não existe brinquedo sem organização e sem motivo. A situação imaginária tem uma lógica, previamente estabelecida, mesmo não sendo formal. Atualmente é consenso entre os educadores matemáticos que, no ensino bem-sucedido, os alunos precisam compreender aquilo que aprendem e que essa compreensão é garantida quando eles participam da construção das idéias matemáticas. Sabemos que as regras fazem parte do nosso cotidiano e estão implícitas na nossa conduta desde muito cedo. Existem as nossas próprias regras, as regras dos outros e um processo de evolução de

36 desenvolvimento e compreensão dessas regras. Estão ligadas tanto ao desenvolvimento intelectual quanto emocional, afetivo e social. As regras são entendidas, por nós, de um modo diferente à medida que crescemos.

37 3.1 O jogo como instrumento de aprendizagem Notamos que, para o ensino de Matemática, que se apresenta como uma das áreas mais caóticas em termos da compreensão dos conceitos nela envolvidos, pelos alunos, o elemento jogo se apresenta com formas específicas e características próprias, propícias a dar compreensão para muitas das estruturas matemáticas existentes e de difícil assimilação. Grando (1995) Assim, o jogo como metodologia de ensino é mais que uma estratégia didática, pois pressupõe o comprometimento integral do indivíduo numa atividade unindo o interesse e a inteligência. Poucas ainda são as pesquisas que enfatizam o uso de jogos no ensino de 5ª a 8ª séries do ensino fundamental, no ensino médio e de modo mais específico no ensino da matemática, entretanto, a educação por meio de jogos tem-se tornado, nas últimas décadas, uma alternativa metodológica utilizada e abordada de variados aspectos. O papel a ser desenvolvido pelo professor em sala de aula, que perpassa pela visão de educador, de estimulador, não esperando apenas que a escola lhe forneça condições propícias, mas, sim, que construa, em todos os momentos da ação pedagógica, diretrizes que ampliem os conhecimentos para além dos muros escolares, sem perder de vista os conteúdos, vendo o sujeito histórico, inserido no mundo, visando sempre o seu crescimento.

38 A freqüência de apresentação de trabalhos com jogos no ensino de matemática nos alerta para o cuidado a ser tomado quando da utilização dos jogos ou de novas propostas de ensino, de modo que estas sejam realmente analisadas e incorporadas com convicção e não apenas superficialmente, pelo modismo. Algumas questões importantes sobre o uso de jogos no ensino da matemática são levantadas, como por exemplo: por que os jogos no ensino da matemática? Jogos servem apenas para motivar ou também para ensinar conceitos e desenvolver idéias novas? Que jogos devemos utilizar, os clássicos ou os inventados?- dentre outras interrogações. Proclamam que os jogos propiciam condições agradáveis e favoráveis para o ensino da matemática, uma vez que, com esse tipo de material, o indivíduo é motivado para trabalhar e pensar tendo por base o material concreto, descobrindo, reinventando e não só recebendo informações. Assim, o jogo pode fixar conceitos, motivar os alunos, propiciar a solidariedade entre colegas, desenvolver o senso crítico e criativo, estimular o raciocínio, descobrir novos conceitos. Segundo Alves (2001) o jogo tem a finalidade de desenvolver habilidades de resolução de problemas, em que os alunos, por meio dele, estabelece planos para alcançar seus objetivos, age nessa busca e avalia os resultados. O jogo possibilita a aproximação do sujeito ao conteúdo científico, por intermédio de linguagem, informações, significados culturais, compreensão de regras, imitação, bem como pela ludicidade inerente ao próprio jogo, assegurando assim a construção de conhecimentos mais elaborados. A escolha do professor pelo trabalho com o jogo deve ser uma opção de ação didático-metodológica, na qual seus objetivos estejam bastante claros. O professor deve assumir a posição de observador, juiz, organizador, sendo assim um elemento mediador entre os alunos e os conhecimentos, via ação do jogo, com a finalidade de não

39 destruir a ação lúdica inerente ao jogo, utilizando o jogo como um meio, de forma lúdica e motivadora para os alunos. É notório que o jogo é uma atividade desencadeadora de diversas atitudes já pontuadas até o momento e que a validade dos jogos no ensino não se limita apenas à matemática nem às crianças da pré-escola e do ensino fundamental. No entanto, essa é uma prática que encontra ainda bastante resistência quando da sua aplicação nas aulas, de modo mais específico nas aulas de matemáticas, em outros níveis de ensino. A utilização de metodologias lúdicas é restrita a alguns poucos educadores que, não estando satisfeitos com sua prática docente, buscam soluções alternativas. Essas soluções estão hoje pautadas no repensar: da aprendizagem significativa, prazerosa e espontânea, uma aprendizagem votada para o desenvolvimento de valores e atitudes e o preparo do aluno para o desempenho da verdadeira cidadania.

40 3.2.O ensino da matemática e o seu estímulo no dia-a dia Para pensar numa mudança é preciso antes de tudo ter coragem, é preciso ousar, criar e experimentar; é preciso buscar uma mudança de paradigmas para testar e avaliar o potencial de nossos alunos e vê-los sob uma perspectiva de competência, mas isso significa antes de tudo um teste e a avaliação de nós mesmos enquanto profissionais. Rabelo e lorenzato (1994) O estímulo à matemática, evidentemente, não se limita à infância. Interações abstratas, problemas matemáticos, análises algébricas, jogos como gamão e xadrez, games específicos e que explorem a dedução e raciocínio analítico, os desafios ligados à engenharia e à arquitetura representam procedimentos recomendáveis, mesmo para os que não busquem essa alternativa lúdica ou profissional. Em sala de aula, ou principalmente em gincanas aparentemente lúdicas, o estímulo dessa disciplina pode tornar-se uma atividade muito interessante com o emprego de mensagens cifradas, um estimulante desafio imaginativo adaptado para qualquer faixa etária. Interessante notar o notável progresso de alunos das primeiras séries do ensino fundamental, quando descobrem professores que sabem matematizar suas aulas levando-os a visitar a comunidade e descobrir onde está a matemática do motorista de ônibus, do jornaleiro, das latas expostas nas gôndolas dos supermercados, das diferentes vitrines e sua diversidade nos shoppings. Para o leigo, a

41 incredulidade se manifesta: será que existe matemática nessas coisas? Para o professor, a questão é ingênua demais; a matemática não reside apenas nas salas de aula, o cálculo está presente em todo motorista, em qualquer profissional e até no aluno que mede com seus passos a calçada percorrida, e a geometria desenha o espaço geográfico é elemento crucial de todo ambiente arquitetônico. No cotidiano, o jogo, em seu sentido amplo, está sempre presente, proporcionando o crescimento na interação com o sujeito, além dos momentos de alegria e descontração. É comum brincarmos com as palavras, movimentarmos nossos corpos e usarmos gestos recheados de conteúdos lúdicos. Conjugar aprendizagem e ludismo é aproximar, vida afora prazer e conhecimento. A brincadeira precisa vir à escola, se acreditarmos na importância do brincar para o desenvolvimento do sujeito. Muito pode ser trabalhado a partir de jogos e brincadeiras. Segundo Antunes (2001) o simples exercício de buscar a lógica das coisas ou descobrir que determinados enunciados não apresentam qualquer lógica constituem operações mentais estimuladoras dessa competência como também as constituem os exercícios pedagógicos de trabalhar as habilidades de classificação, comparação ou dedução. Em vez de despejarmos conteúdos desvinculados da realidade nas cabeças dos alunos, devemos aprender com eles, reconhecer seus saberes, e juntos buscarmos novos conhecimentos. E mais, entender as etnomatemáticas dos alunos, aliando-as às nossas, temperadas com as acadêmicas.

42 3.3 Atividades lúdicas: práticas, sugestões e análise Não há homens mais inteligentes do que aqueles que são capazes de inventar jogos. É aí que seu espírito se manifesta mais livremente. Grando (1995) Os jogos sempre dão um significado ao processo de memorização dos números e mostram que as operações podem até se tornar divertidas, tratando o conteúdo matemático de forma mais viva e ligando-o ao cotidiano lúdico do aluno. Podemos citar alguns objetivos gerais da prática de ensino através dos jogos e brincadeiras: dar oportunidades para realização de novas experiências; proporcionar aos alunos condições para que façam comparações, classificações e relações; solucionar o mesmo problema através de caminhos diferentes; permitir e estimular o trabalho em equipe promovendo a ajuda mútua; estimular a curiosidade e a criatividade; desenvolver raciocínio e o pensamento crítico; criar hábitos de higiene, organização e cuidados com materiais de uso. Nossa herança de jogar é culturalmente transmitida de geração a geração. Em cidades do interior esse apelo ao jogo é maior, a oferta cultural é bem menor. Na cidade grande a garotada tem o shopping e os apelos televisivos são mais contundentes. Nas pequenas cidades tem até jogo da moda. São épocas que determinado jogo aparece nas brincadeiras de meninos e meninas. Essa prática vai e volta, de férias em férias, fazendo verdadeiros ciclos de apresentação.

43 Um dos jogos mais antigos que conhecemos é o ábaco, muito usado no comércio na China antiga. O valor cultural e prático desse jogo é sem sombra de dúvidas da maior importância para a humanidade. As contas de somar, subtrair, multiplicar e dividir, as chamadas operações fundamentais, são feitas num abrir e fechar de olhos, como se estivéssemos brincando de jogar matemática. Por uma necessidade social, a prática do comércio, os chineses com sua criatividade milenar, inventaram um jogo que se perpetua até os nossos dias, como objeto de inestimável valor histórico e representativo, até como prova da necessidade de levar para a sala de aula, o brincar matemático, o jogo com seus objetos e materiais concretos. Na matemática tem muitos jogos. Alguns são clássicos como os blocos lógicos e o material dourado ou montessoriano. Outros não menos importantes: Escala de Guisinaire; Tangran; Becimal I; Becimal II; Frac-soma; Dominó; Veritek; Baralho; Trimat; Quadrimat. Essa lista pode-se estender infinitivamente. A possibilidade do professor criar jogos para aplicar nas turmas, onde leciona, vai depender de inúmeros fatores. A proposta de uso de material lúdico na sala de aula, vem de encontro à preocupação com a mudança no ensino da matemática. Essa mudança diz respeito também a situação espacial da sala de aula. O trabalho com pequenos grupos, de preferência com um número ímpar de participantes, para possibilitar o desequilíbrio cognitivo, em lugar da tradicional arrumação de filas, possibilitará o engajamento dos alunos na construção de uma escolaridade livre e democrática. Seria interessante que cada sala de aula se transformasse em um ateliê, onde os alunos e o professor criassem jogos ou objetos que fossem úteis à aprendizagem dos conceitos matemáticos. A criação, o

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