UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PRÓ-REITORIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DIRETORIA DE PROJETOS ESPECIAIS PROJETO A VEZ DO MESTRE

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PRÓ-REITORIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DIRETORIA DE PROJETOS ESPECIAIS PROJETO A VEZ DO MESTRE"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PRÓ-REITORIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DIRETORIA DE PROJETOS ESPECIAIS PROJETO A VEZ DO MESTRE A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO PARA EDUCAÇÃO DA MATEMÁTICA CINTYA KEIZE DE CARVALHO LUIZ Trabalho monográfico apresentado como requisito parcial para a obtenção do Grau de Especialista em Psicopedagogia. RIO DE JANEIRO FEVEREIRO / 2003

2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PRÓ-REITORIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DIRETORIA DE PROJETOS ESPECIAIS PROJETO A VEZ DO MESTRE A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO PARA EDUCAÇÃO DA MATEMÁTICA CINTYA KEIZE DE CARVALHO LUIZ ORIENTADOR: Prof. Fabiane Muniz RIO DE JANEIRO FEVEREIRO / 2003

3 Agradeço a Deus, que em todos os momentos, ressaltando os mais difíceis, me inspirou para a conclusão desta pesquisa.

4 Dedico este trabalho aos educadores e educandos e todos aqueles que estão envolvidos no processo da educação da matemática.

5 Nossa crença num futuro melhor para a humanidade passa pela eliminação da prepotência intelectual e cultural, o que se manisfeta através de atos de respeito pelo próximo. Expor-se e subordinar-se a críticas é parte dessa prática. D Ambrósio

6 RESUMO No presente estudo, fazemos uma reflexão teórica a respeito do jogo e da brincadeira como elementos fundamentais no processo ensino-aprendizagem da matemática. O foco central é mostrar os vários aspectos do lúdico como fonte impulsionadora do processo e desenvolvimento da aprendizagem do educando. Neste sentido, pela característica da pesquisa etnográfica, buscamos trazer à tona as idéias fundamentais dos diferentes papéis que tanto a brincadeira quanto o jogo exercem no fazer pedagógico da educação. Mostrando que a ludicidade é uma ferramenta pedagógica que exerce uma função fundamental para o desenvolvimento da criatividade, iniciativa e autonomia, como também para a apropriação dos diversos saberes produzidos historicamente pela humanidade. O lúdico ainda não é considerado elemento essencial do currículo escolar. Ele aparece apenas circunstancialmente com a finalidade de reforçar alguns conceitos numéricos. Sendo assim, uma proposta de intervenção utilizando jogos para o aprendizado de habilidades é sugerida como estratégia à reestruturação curricular. Consideramos que os jogos e as brincadeiras contribuem para o desenvolvimento do educando, e são viáveis como metodologia de trabalho para o professor. Nessa pesquisa sugerimos que uma das alternativas que poderá facilitar o ensino da matemática é de que o professor, visando um ensino mais adequado e eficiente, dispunha de uma série de materiais lúdicos, onde possam ser utilizados como ferramenta, colaborando como uma das alternativas de trabalho, que possibilitam a (re)motivação dos educadores e dos educandos no desenvolvimento de atividades mais criativas.

7 SUMÁRIO Página RESUMO 06 INTRODUÇÃO 08 CAPÍTULO I A ESCOLA E O LÚDICO Considerações histórico-filósofas sobre o lúdico O lúdico da Pedagogia Medieval O lúdico na Pedagogia Atual 17 CAPÍTULO II O LÚDICO NA CONSTRUÇÃO INTERDISCIPLINAR DA APRENDIZAGEM Lúdico Pedagogia do afeto e da criatividade O lúdico na formação do professor 31 CAPÍTULO III ATIVIDADES LÚDICAS NA MATEMÁTICA O jogo como instrumento de aprendizagem O ensino da Matemática e seu estímulo no dia-a-dia Atividades Lúdicas: práticas, sugestões e análise 42 CONCLUSÃO 45 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 47 BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA 49 ANEXOS 51

8 INTRODUÇÃO Por acreditarmos ser desejo dos educadores poder criar em sala de aula uma atmosfera de interesse e motivação, permitindo ao educando uma total e autônoma participação no processo ensinoaprendendizagem, é que não desejamos ser meros repetidores de conteúdos, mas mantermos uma atuação dinâmica com relação ao ensino da matemática. Observando criticamente o cotidiano de sala de aula, ouvindo reclamações de alunos e professores quanto à dificuldade no ensino e na aprendizagem da matemática, notamos que a disciplina ainda é o bicho papão da história, pela dificuldade de assimilação e compreensão de seus conceitos, pela postura rígida do professor e pela falta de recursos didáticos, desenvolvendo assim, medos, traumas e frustrações matemáticas. Nesse sentido, podemos indagar: o que leva os alunos a desenvolverem sentimentos negativos com relação à disciplina de matemática? Qual o papel dos matemáticos, professores, autores de livros e especialistas na definição da forma final pela qual a matemática é apresentada aos alunos? O ensino da matemática pode se resumir à apresentação de uma seqüência de axiomas, definições e teoremas? Foi a partir dessas dúvidas que nasceu o objetivo desta pesquisa: refletir sobre a importância do lúdico na prática pedagógica no ensino da matemática, procurando destacar alguns objetivos específicos: compreender os fundamentos teóricos da ludicidade e sua importância para a prática educativa; refletir criticamente sobre os jogos e brincadeiras tradicionais e contemporâneas na sociedade brasileira; questionar as possíveis relações entre a historia pessoal de brincadeiras do educador e a sua postura na relação ensino-

9 aprendizagem; discutir a importância social política e epistemológica do lúdico na formação do professor. Esses objetivos nos conduz ao centro da análise apresentada nos próximos capítulos, onde a descrição das noções está sempre acompanhada por várias indagações, pois consideramos essa estratégia uma fonte de motivação para nutrir nossas reflexões. Por certo, não temos respostas para todas as questões formuladas, o que indica a necessidade de novos estudos e a leitura das fontes originais é o caminho para aprofundar o tema abordado. É de suma relevância para a educação matemática que o professor tome consciência do que faz ou pensa a respeito de sua prática pedagógica, dos procedimentos em sala de aula, dos valores culturais de sua ação docente, de sua postura como pesquisador e não apenas transmissor, ter melhor conhecimento das características do desenvolvimento e da aprendizagem de seus alunos, utilizando estratégicas lúdicas como jogos e brincadeiras com a finalidade de minimizar as dificuldades de aprendizagem da matemática. Esta pesquisa baseia-se na importância do jogo e da brincadeira como elementos fundamentais no processo da educação, com relação à disciplina de Matemática. A prática pedagógica. A postura do professor. A dificuldade de interpretação. Está sendo realizada com professores e alunos da rede pública do ensino fundamental e médio, de fator econômico baixo, cuja faixa etária começa aos 7 anos de idade e não tem idade limite.

10 I A ESCOLA E O LÚDICO Para que serve a escola? Eis uma pergunta de fundamental importância hoje, em tempos de mudanças provocadas pelas alterações políticas, sociais e econômicas a que estamos assistindo. A melhor resposta diante dessa situação: preparar a criança para a vida ou enfim ensiná-la a viver. Qual a importância dessa visão que também é compartilhada por muitos pedagogos? Creio que seja, a triste consideração de que o homem, apesar de toda sua evolução técnica e conhecimento científico, não se lembra mais dos fundamentos básicos do que é viver, principalmente do viver em sociedade, que pressupõe o respeito ao outro, a solicitude pelo bem comum, ao compartilhar valores elevados. Talvez, isso se deva, ao enfoque que a educação passa a ter em face do processo de globalização, o festival de besteiras que assola o mundo preparar as crianças para o ingresso competente na vida econômica. Na visão globalizante de hoje, qualquer atividade escolar que não se destine à promoção desse fim é um ornamento, um desperdício de tempo precioso. Educação, competitividade e produtividade seriam sócias ou cúmplices no entender dessa pedagogia baseada no utilitarismo econômico. Sabendo-se que a escola pública tem um peso considerável no processo educacional brasileiro, o que seria possível fazer para erradicar (ou ao menos minimizar) a situação de desmotivação em que está mergulhada sua clientela (em todos os níveis), os professores e a violência que a vem impregnando com atos extremos de vandalismo e até atentados contra nossos professores?

11 Quanto mais os alunos enfrentam dificuldades de ordem física e econômica mais a Escola deve ser um local que lhes traga outras coisas. Essa alegria não pode ser uma alegria que os desvie da luta, mas eles precisam ter o estímulo do prazer. A alegria deve ser prioridade para aqueles que sofrem mais fora da Escola; a escola pública, muito mais do que a particular precisa adotar urgentemente a Pedagogia Lúdica. O lúdico se faz necessário ao mesmo tempo em que é preciso também demolir o pensamento único que domina nossos jovens estudantes - e que interessa muito aos gestores e grandes beneficiados pelo processo de globalização. Nessa conjuntura, quem tem o filho numa escola particular, talvez até se sinta protegido. Ledo engano, embora com diferentes tonalidades a violência está disseminada em ambientes ricos e pobres. O não pensar ou a adoção do pensamento único, é que conduz a alienação intelectual e cultural pode ser representada pela nova visão cartesiana/globalista: "penso, logo existo; compro, logo sou.

12 1.1. Considerações histórico-filosóficas sobre o lúdico Todo amanhã se cria num ontem, através de um hoje. De modo que o nosso futuro baseia-se no passado e corporifica no presente. Temos que saber o que fomos e o que somos para saber o que seremos. Freire (1994) Na antiguidade, o brincar era uma atividade característica tanto de crianças quanto de adultos. Para Platão, por exemplo, o aprender brincando era mais importante e deveria ser ressaltado no lugar da violência e da repressão. Segundo D Ambrósio (1999), o brincar é necessário para a vida humana. Assim como o ser humano precisa de repouso corporal para restabelecer-se, pois, sendo suas forças físicas limitadas, não pode trabalhar continuamente, também precisa de repouso para a alma, o que é proporcionado pela brincadeira. É interessante observar que, assim como a palavra refeição indica refazer-se das forças físicas, também pelo recreio há uma "re-criação" das forças da alma. Esta recreação pelo brincar - pode parecer surpreendente à primeira vista - é tanto mais necessária para o intelectual, que é por assim dizer, quem mais desgasta as forças da alma, arrancando-a do sensível. E sendo os bens sensíveis naturais ao ser humano, as atividades racionais são as que mais querem o brincar. Daí decorrem importantes conseqüências para a Filosofia da Educação: o ensino não pode ser aborrecido e enfadonho: o fastio é um grave obstáculo para a aprendizagem.

13 Ainda segundo D Ambrósio (1999), a tristeza e o fastio produzem um estreitamento, um bloqueio, ou, um peso, também para a aprendizagem. E, tratando do relacionamento humano, ninguém agüenta, um dia sequer, uma pessoa aborrecida e desagradável.

14 1.2. O Lúdico na Pedagogia Medieval As atividades lúdicas não são uma novidade no processo educacional. Carlos Magno (cerca de ) criou um centro de ensino em seu palácio, entregando sua direção ao filósofo e pedagogo Alcuíno, o homem mais erudito de seu tempo. Encontramos diálogos repletos de enigmas, brincadeiras e piadas, pois sua norma pedagógica era: deve-se ensinar divertindo. O homem medieval brincava porque acreditava vivamente na maravilhosa sentença que associa a Sabedoria divina à obra da Criação: quando Deus criou o mundo e fez brotar as águas das fontes, assentou os montes, fez a terra e os campos, traçou o horizonte, firmou as nuvens no alto, impôs regras ao mar e assentou os fundamentos da terra. Então eu estava com ele e era seu aluno: e era cada dia as suas delícias, folgando perante ele em todo tempo; brincando (ludens) sobre o globo terrestre, e minhas delícias são estar com os filhos dos homens. (Provérbios 8, 30-31) Deus brinca. Deus cria, brincando. E o homem deve brincar para levar uma vida humana, como também é no brincar que encontra a razão mais profunda do mistério da realidade, que é porque é brincada por Deus. Para reparar imediatamente que entre os diferentes preconceitos que ainda há contra a Idade Média, um dos

15 mais injustos é aquele que a concebe como uma época que teria ignorado (ou mesmo combatido...) - o riso e o brincar. Sobretudo na chamada Primeira Idade Média, os mais sábios mestres dirigiam-se a seus alunos de modo informal e lúdico (aliás, um dos sentidos derivados de ludus é escola; fenômeno paralelo ao da derivação de escola de scholé, lazer). Muitos outros mestres dessa época ensinavam aos alunos por meio de alguns enigmas e brincadeiras. Outro aspecto pouco lembrado e que guarda relação com o lúdico é o fato - específico da época - de a Idade Média ser, em diversos sentidos, jovem. A juventude e a velhice não se predicam só das pessoas singulares, mas também das épocas e regiões. Notamos que a média de idade dos grandes autores da época, está entre 20 e 30 anos: "Nada mais inexato do que imaginar monges de barba branca, afastados do mundo em sua cela, caligrafando sutis tratados em pergaminhos". É também por esse caráter jovem dos novos povos que a Idade Média cultiva o lúdico. Embora referindo - se ao lúdico em sentido muito mais amplo de que o nosso brincar: à medida que uma civilização vai se tornando mais complexa e vai se ampliando e revestindo-se de formas mais variadas e que as técnicas de produção e a própria vida social vão se organizando de maneira mais perfeita, o velho solo cultural vai sendo gradualmente coberto por uma nova camada de idéias, sistemas de pensamento e conhecimento; doutrinas, regras e regulamentos; normas morais e convenções que perderam já toda e qualquer relação direta com o [lúdico] jogo [Spiel]. Não faltavam também versinhos mnemônicos, como os que circulam ainda hoje nas escolas. Quando o aluno de trigonometria hoje, para lembrar a fórmula do seno e do cosseno, diz: Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá; seno a cosseno b, seno b cosseno

16 a, ele não imagina que está pagando um tributo ao método didático dos monges medievais. Em Geografia, nos dias de hoje, são muitos os professores que, para ajudar os alunos a gravarem quais são as eras geológicas, usam a fórmula Arqueopropamece, que significa Arqueozóica - Proterozóica - Paleozóica- Mesazóica - Cenozóica.

17 1.3. O lúdico na pedagogia atual Sabendo através de estatísticas bastante confiáveis que no ensino médio brasileiro a maior parte dos alunos dos cursos vespertino e noturno são da rede pública mais ainda faz sentido, para tornar menos árida e mais agradável a tarefa docente, o lúdico, o brincar, a informalidade do ensino. Sendo a educação lúdica via de regra dada quase que totalmente através de trabalhos em grupo, apesar da competitividade que algumas atividades trazem no seu bojo, elas estimulam a agregação, o pensar compartilhado. Nos anos noventa, mudanças e reformas na educação brasileira ficam colocadas na ordem do dia. Muitos são os fatores que interferiram nesse sentido. De um lado, o mundo globalizado, as novas tecnologias e transformações operadas nos sistemas produtivos demandam novas qualificações. Por outro lado, confluem demandas sociais historicamente não resolvidas, vinculadas à escola seletiva e classificatória. Há na sociedade brasileira uma demanda por mudanças/reformas na educação, advindas de um conjunto de movimentos organizados e de múltiplas instituições. Destacam-se, no entanto, as ações do movimento de renovação pedagógica, de educadores organizados em associações, entidades sindicais, governos populares, escolas e universidades, que têm desenvolvido projetos político-pedagógicos diversos na perspectiva, que se pode dizer, democrática e inclusiva. Todas as muitas iniciativas de reforma da escola pública básica brasileira desta década confluíram para um discurso comum, mesmo que sabidamente com objetivos e estratégias bem diferentes. O centro das preocupações de todas as propostas pode ser apontado como sendo o de extensão do direito à escola para toda a sociedade,

18 da escola como espaço de acesso à informação e a uma formação mais ampla de seus educandos. Procurarão também essas propostas maior sintonia da escolarização com as demandas de uma sociedade da informação e da tecnologia. LIMA (1997) assinala que em vários países a concepção mais ampla do processo de escolarização vem sendo referida como formação humana, trazendo consigo a necessidade de se reformular a própria função social da escola e, conseqüentemente, a estrutura de funcionamento da instituição. É na escola que os indivíduos aprendem, entre outras coisas, que as necessidades individuais estão subordinadas a interesses do grupo. A escola civiliza e socializa. A sala de aula destina-se a domar o ego, a ligar os indivíduos a outros, a demonstrar o valor e a necessidade da coesão do grupo.

19 II O LÚDICO NA CONSTRUÇÃO INTERDISCIPLINAR DA APRENDIZAGEM O sentido de formação profissional implica em entender a aprendizagem interdisciplinar como um processo contínuo e requer uma análise cuidadosa desse aprender em suas etapas, evoluções, avanços e concretizações. Requer redimensionamento dos conceitos que alicerçam tal possibilidade na busca na compreensão de novas idéias e valores. A formação de professores é, hoje, uma preocupação constante para aqueles que acreditam na necessidade de transformar o quadro educacional presente, pois da forma como ele se apresenta fica evidente que não condiz com as reais necessidades dos que procuram a escola com o intuito de aprender o saber, para que, de posse dele, tenham condição de reivindicar seus direitos e cumprir seus deveres na sociedade. O professor é a peça chave desse processo, devendo ser encarado como um elemento essencial e fundamental. Quanto maior e mais rica for sua história de vida e profissional, maiores serão as possibilidades dele desempenhar uma prática educacional consistente e significativa. Não é possível construir um conhecimento pedagógico para além dos professores, isto é, que ignore as dimensões pessoais e profissionais do trabalho docente. Não se quer dizer, com isso, que o professor seja o único responsável pelo sucesso ou insucesso do processo educativo. No entanto, é de suma importância sua ação como pessoa e como profissional. Educar não se limita a repassar informações ou mostrar apenas um caminho, aquele caminho que o professor considera o mais correto, mas é ajudar a pessoa a tomar consciência de si mesma, dos

20 outros e da sociedade. É saber aceitar-se como pessoa e saber aceitar os outros. É oferecer várias ferramentas para que a pessoa possa escolher entre muitos caminhos, aquele que for compatível com seus valores, sua visão de mundo e com circunstâncias adversas que cada um irá encontrar. A palavra lúdico vem do latim ludus e significa brincar. Neste brincar estão incluídos os jogos, brinquedos e divertimentos e é relativa também à conduta daquele que joga, que brinca e que se diverte. Por sua vez, a função educativa do jogo oportuniza a aprendizagem do indivíduo, seu saber, seu conhecimento e sua compreensão de mundo. A ludicidade é uma necessidade do ser humano em qualquer idade e não pode ser vista apenas como diversão. O desenvolvimento do aspecto lúdico facilita a aprendizagem, o desenvolvimento pessoal, social e cultural, colabora para uma boa saúde mental, prepara para um estado interior fértil, facilita os processos de socialização, comunicação, expressão e construção do conhecimento. Observamos isto quando damos ênfase à formação lúdica no curso de Pedagogia. Duas dimensionalidades nos preocupam nesta formação: a formação do educador e a formação lúdica do educador. A primeira envolve o aspecto geral teórico-prático do acadêmico do curso de Pedagogia em sua prática pedagógica. A segunda envolve o acadêmico e os professores que já atuam na Educação Infantil e se encontram na realidade-escolar, bem como os aspectos metodológicos que envolvem a criança-sujeito, do conhecimento em construção. A formação do sujeito não é um quebra-cabeça com recortes definidos, depende da concepção que cada profissional tem sobre a criança, homem, sociedade, educação, escola, conteúdo, currículo. Neste contexto as peças do quebra-cabeça se diferenciam, possibilitando diversos encaixes.

21 Negrine (1994) sugere três pilares que sustentariam uma boa formação profissional, com a qual concordamos: a formação teórica, a prática e a pessoal, que no nosso entendimento, a esta última preferimos chamá-la de formação lúdica interdisciplinar. Este tipo de formação é inexistente nos currículos oficiais dos cursos de formação do educador, entretanto, algumas experiências têm-nos mostrado sua validade e não são poucos os educadores que têm afirmado ser a ludicidade a alavanca da educação para o terceiro milênio. A formação lúdica interdisciplinar se assenta em propostas que valorizam a criatividade, o cultivo da sensibilidade, a busca da afetividade, a nutrição da alma, proporcionando aos futuros educadores vivências lúdicas, experiências corporais que se utilizam da ação do pensamento e da linguagem, tendo no jogo sua fonte dinamizadora. Quanto mais o adulto vivenciar sua ludicidade, maior será a chance deste profissional trabalhar com a criança de forma prazerosa, enquanto atitude de abertura às práticas inovadoras. Tal formação permite ao educador saber de suas possibilidades e limitações, desbloquear resistências e ter uma visão clara sobre a importância do jogo e do brinquedo para a vida da criança. Portanto, este trabalho propõe uma prática de ensino com possibilidade de aproveitamento do lúdico na metodologia do fazer docente dos acadêmicos, dando ênfase portanto à formação lúdica que este sujeito possa desenvolver junto aos alunos, permitindo assim um trabalho pedagógico mais envolvente. Propõe ainda, explorar novas práticas no ambiente-escola que se utilizam do lúdico, para a construção da aprendizagem. Percebemos com isso que se o professor tiver conhecimento e prazer, mais probabilidade existirá de que os professores/aprendizes se utilizem desse modelo na sua sala de aula. O sucesso ou insucesso de certas experiências marca a nossa postura pedagógica, fazendo-nos

22 sentir bem ou mal com esta ou aquela maneira de trabalhar na sala de aula. Ao sentir que as vivências lúdicas podem resgatar a sensibilidade, até então adormecida, ao perceber-se vivo e pulsante, o professor/aprendiz faz brotar o inesperado, o novo e deixa cair por terra que a lógica da racionalidade extingue o calor das paixões, que a matemática substitui a arte e que o humano dá lugar ao técnico, permitindo o construir alicerçado no afeto, no poder fazer, sentir e viver. Poder vivenciar o processo do aprender colocando-se no lugar da criança, permitindo que a criatividade e a imaginação aflorem através da interdisciplinaridade enquanto atitude. A intersubjetividade se mostre por meio do afeto e da alegria de poder liberar o que cada sujeito (professor) trás consigo mesmo e quanto pode contribuir com o outro. Também alicerça tal trabalho o contato que tivemos com a comunidade na extensão de nossas ações. Este estudo justifica-se ainda, pelo momento histórico em que se vive, em que há bastante inquietação por parte dos estudiosos sobre os rumos da educação, em que as capacidades metafóricas do sentir e do imaginar são evocadas para balizarem a edificação do conhecimento. A metáfora do brincar, do brinquedo, faz o contexto do aprender. Por meio do seu sentido de similaridade podemos se dizer o mesmo pelo diferente. A pretensão é contribuir para a reflexão, analisando algumas situações pedagógicas nas quais o elemento lúdico é concebido como fio condutor do resgate da sensibilidade do homem, sufocada pelas relações desumanizantes do sistema capitalista. O despertar para o valor dos conteúdos das temáticas trabalhadas é que fazem com que o sujeito aprendiz tenha prazer em aprender. Conteúdos estes despertados pelo prazer de querer saber e

23 conhecer. Devemos despertá-los para, com sabedoria, podermos exteriorizá-los na nossa vida diária. A alegria, a fé, a paz, a beleza e o prazer das coisas estão dentro de nós. Percebemos que se o professor não aprende com prazer não poderá ensinar com prazer. É isso que procuramos fazer em nossa prática pedagógica, dando ênfase à formação lúdica: ensinar e sensibilizar o professor-aprendiz para que, através de atividades dinâmicas e desafiadoras, despertem no sujeito-aprendiz o gosto e a curiosidade pelo conhecimento. Curiosidade que segundo Freire (1997) é natural e cabe ao educador torná-la epistemológica. Para a realização alguns pressupostos básicos conceituais nortearam o caminho metodológico da assessoria estabelecida, necessária para a reflexão dos dados obtidos: Segundo Nóvoa (1995), tudo se decide no processo de reflexão que o professor leva a cabo sobre sua própria ação. Percebemos em Santin (1994), que o homem da ciência e da técnica perdeu a felicidade e a alegria de viver, perdeu a capacidade de brincar, perdeu a fertilidade da fantasia e da imaginação guiadas pelo impulso lúdico. Fazenda (1994) cita que a sala de aula deve ser um ambiente em que o autoritarismo seja trocado pela livre expressão da atitude interdisciplinar. Em Masseto (1992), as aulas devem ser vivas e num ambiente de inter-relação e convivência. Notamos em Santos (1997), que a formação lúdica possibilita ao educador conhecer-se como pessoa, saber de suas possibilidades, desbloquear resistências e ter uma visão clara sobre a importância do jogo e do brinquedo para a vida da criança, do jovem e do adulto.

24 Segundo Rojas (1998), a afetividade é o sustentáculo significativo e fundamental de uma pedagogia que se alicerça na artemagia interdisciplinar do ensinar-aprender. O brinquedo supõe uma relação íntima com o sujeito, uma indeterminação quanto ao uso, ausência de regras. O jogo pode ser visto como um sistema lingüístico que funciona dentro de um contexto social; um sistema de regras, segundo Kishimoto (1994). Como relevância científica contém nos planos o valor da autonomia da criança na possibilidade de ser-no-mundo-com-osoutros, extravasando suas curiosidades na busca do equilíbrio e da maturidade educativa. Na comunidade educacional o contributo deste trabalho prima em valorizar a construção do comportamento infantil, dando ênfase à atividade interdisciplinar, à postura do educador em favorecer atividades que propiciam o prazer, a alegria, a inter-relação, a parceria, gerando um clima afetuoso no sujeito-criança, permitindo ao processo de aprendizagem uma efetivação satisfatória e realizadora. Enquanto pesquisadores, verificamos o sentido significativo da formação contínua do educador em outras vertentes, principalmente a interdisciplinar e também dar ênfase à formação lúdica, como sustentáculo para novas metodologias em sala de aula. Construindo o comportamento infantil, buscando a autonomia da criança e valorizando a afetividade que envolve o processo do aprender, investimos na formação lúdica do educador e, trazemos portanto para a academia uma nova visão de educação, defendendo a presença do ser-criança, na realidade universitária, com evidência a uma Pedagogia do Afeto. Portanto, percebemos que brincar é coisa séria. É o grande desafio para o educador em sua formação lúdica e na construção

25 interdisciplinar do processo aprendizagem, com ênfase a Pedagogia do Afeto, no ambiente-escola.

26 2.1. Lúdico: pedagogia do afeto e da criatividade O conceito de inteligência emocional salienta que aprendemos sempre melhor quando se trata de assuntos que nos interessam e nos quais temos prazer. A preparação da criança para a escola passa pelo desenvolvimento de competências emocionais inteligência emocional designadamente confiança, curiosidade, intencionalidade, autocontrole, capacidades de relacionamento, de comunicação e de cooperação....é necessário que evitemos outros medos que o cientificismo nos inoculou. O medo, por exemplo, de nossos sentimentos, de nossas emoções, de nossos desejos, o medo de que ponham a perder nossa cientificidade. O que eu sei, sei com o meu corpo inteiro: com minha mente crítica mas também com os meus sentimentos, com minhas intuições, com minhas emoções. Freire (1997) Freire reafirma a importância das componentes afetivas e intuitivas na construção do conhecimento. Nesta abordagem do processo educativo a afetividade ganha destaque, pois acreditamos que a interação afetiva ajuda mais a compreender e modificar as pessoas do que um raciocínio brilhante, repassado mecanicamente. Esta idéia ganha adeptos ao colocar as atividades lúdicas no processo do desenvolvimento humano.

27 O jogo e a brincadeira estão presentes em todos as fazes da vida dos seres humanos, tornando especial a sua existência. De alguma forma o lúdico se faz presente e acrescenta um ingrediente indispensável no relacionamento entre as pessoas, possibilitando que a criatividade aflore. Por meio da brincadeira a criança envolve-se no jogo e sente a necessidade de partilhar com o outro. Ainda que em postura de adversário, a parceria é um estabelecimento de relação. Esta relação expõe as potencialidades dos participantes, afeta as emoções e põe à prova as aptidões testando limites. Brincando e jogando a criança terá oportunidade de desenvolver capacidades indispensáveis a sua futura atuação profissional, tais como atenção, afetividade, o hábito de permanecer concentrado e outras habilidades perceptuais psicomotoras. Brincando a criança torna-se operativa. O brinquedo como suporte da brincadeira tem papel estimulante para a criança no momento da ação lúdica. Tanto brinquedo, quanto à brincadeira, permitem a exploração do seu potencial criativo de numa seqüência de ações libertas e naturais em que a imaginação se apresenta como atração principal. Por meio do brinquedo a criança reinventa o mundo e libera suas atividades e fantasias. Através da magia do faz-de-conta explora os limites e, parte para aventura que a leva ao encontro do Outro-Eu. A entrada da criança no mundo do faz-de-conta marca uma nova fase de sua capacidade de lidar com a realidade, com os simbolismos e com as representações. Com o brinquedo a criança satisfaz certas curiosidades e traduz o mundo dos adultos para a dimensão de suas possibilidades e necessidades. A criança precisa vivenciar idéias em nível simbólico para compreender o significado na vida real. O pensamento da criança evolui a partir de suas ações, razão pela qual as atividades são tão importantes para o desenvolvimento do pensamento infantil. Mesmo

28 que conheça determinados objetos ou que já tenha vivido determinadas situações, a compreensão das experiências ficam mais claras quando as representam em seu faz-de-conta. Neste tipo de brincadeira têm também oportunidade de expressar e elaborar de forma simbólica, desejos, conflitos e frustrações. Observamos que quando existe representação de uma determinada situação (especialmente se houver verbalizado) a imaginação é desafiada pela busca de solução para problemas criados pela vivência dos papéis assumidos. As situações imaginárias estimulam a inteligência e desenvolvem a criatividade. O ato de criar permite uma Pedagogia do Afeto na escola. Permite um ato de amor, de afetividade cujo território é o dos sentimentos, das paixões, das emoções, por onde transitam medos, sofrimentos, interesses e alegrias. Uma relação educativa que pressupõem o conhecimento de sentimentos próprios e alheios que requerem do educador infantil a disponibilidades corporal e o envolvimento afetivo, como também, cognitivo de todo o processo de criatividade que envolve o sujeito-ser-criança. A afetividade é estimulada por meio da vivência, a qual o educador estabelece um vínculo de afeto com o educando. A criança necessita de estabilidade emocional para se envolver com a aprendizagem. O afeto pode ser uma maneira eficaz de se chegar perto do sujeito e a ludicidade, em parceria, um caminho estimulador e enriquecedor para se atingir uma totalidade no processo do aprender. A ludicidade tem conquistado um espaço no panorama da educação infantil. O brinquedo é a essência da infância e seu uso permite um trabalho pedagógico que possibilita a produção do conhecimento e também a estimulação da afetividade na criança. A criança estabelece com o brinquedo uma relação natural e consegue

29 extravasar suas angústias e paixões; suas alegrias e tristezas, suas agressividades e passividades. Independente de época, cultura e classe social, os jogos e os brinquedos fazem parte da vida da criança, pois elas vivem num mundo de fantasia, de encantamento, de alegria, de sonhos, onde realidade e faz-de-conta se confundem. Percebemos em Machado (1990) o ressaltar do jogo como não sendo qualquer tipo de interação, mas sim, uma atividade que tem como traço fundamental os papéis sociais e as ações destes derivadas em estreita ligação funcional com as motivações e o aspecto propriamente técnico-operativo da atividade. Dessa forma destaca o papel fundamental das relações humanas que envolvem os jogos infantis. Entender o papel do jogo nessa relação afetiva-emocional e também de aprendizagem requer que percebamos estudos de caráter psicológico, como mecanismos mais complexos, típicos do ser humano, como a memória, a linguagem, a atenção, a percepção e aprendizagem. Elegendo a aprendizagem como processo principal do desenvolvimento humano enfocamos Vygotsky (1984) que afirma: a zona de desenvolvimento proximal é o encontro do individual com o social, sendo a concepção de desenvolvimento abordada não como processo interno da criança, mas como resultante da sua inserção em atividades socialmente compartilhadas com outros. Atividades interdisciplinares que permitem a troca e a parceria. Ser parceiro é sê-lo por inteiro. Nesse sentido, o conhecimento é construído pelas relações interpessoais e as trocas recíprocas que se estabelecem durante toda a vida formativa do indivíduo. Machado (1990) salienta, que a interação social implica transformação e contatos com instrumentos físicos e/ou simbólicos mediadores do processo de ação. Esta concepção reconhece o papel do jogo para formação do sujeito, atribuindo-lhe um espaço

30 importante no desenvolvimento das estruturas psicológicas. De acordo com Vygotsky (1984) é no brinquedo que a criança aprende a agir numa esfera cognitiva. Segundo o autor a criança comporta-se de forma mais avançada do que nas atividades da vida real, tanto pela vivência de uma situação imaginária, quanto pela capacidade de subordinação às regras.

31 2.2. O lúdico na formação do professor A educação no Brasil passou, recentemente, por reformulações por ocasião da promulgação da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, as propostas dos PCN s e a conseqüente divulgação das Diretrizes Curriculares Nacionais. Estes fatos fizeram com que na década de 90 todas as escolas, de norte a sul do Brasil, discutissem o assunto. Muitos professores concordaram com tais diretrizes, outros não. O importante não foram os posicionamentos, mas a possibilidade de debates que se desencadeou e permitiu o repensar pedagógico. Na esteira do debate, a atividade lúdica ganhou relevo e importância como estratégia para construção do conhecimento. Diante disso aparece uma outra questão: não se pode distinguir formação pessoal da formação profissional. Quando pretendemos compreender a ação docente, temos que considerar, sobretudo, que o processo de formação do professor é um crescente e continuo, portanto, a dimensão lúdica na formação do profissional é parte integrante de todo o processo, amplo, complexo e integral. É algo indissociável de autoformação na relação concreta entre o estudo (técnico), entre a reflexão individual e entre a interação coletiva, isso dentro de um confronto de idéias e troca de experiências vivenciadas. Há porém nessas reflexões uma dimensão dicotômica; pois o que se percebe no processo acadêmico do professor é que ela gira quase sempre em torno de questões epistemológicas e metodológicas, não atentando para o aspecto humano / pessoal, ontológico que também faz parte do desenvolvimento. Este por sua vez deve ser o ponto prioritário, pois os sentimentos, assim como a leitura de mundo

32 desse professor vão caracterizar e orientar muito sua prática pedagógica. Analisando agora sobre uma outra ótica temos: Segundo Feijó (1992), o lúdico é uma necessidade básica da personalidade, do corpo e da mente, faz parte das atividades essenciais da dinâmica humana. Portanto é importante que o professor descubra e trabalhe a dimensão lúdica que existe em sua essência, no seu trajeto cultural, de forma que venha aperfeiçoar a sua prática pedagógica. A ludicidade poderia ser a ponte facilitadora da aprendizagem se o professor pudesse pensar e questionar-se sobre sua forma de ensinar, relacionando a utilização do lúdico como fator motivante de qualquer tipo de aula. Campos (1986) No entanto para que isso aconteça é necessário que ele busque resgatar a ludicidade, os momentos lúdicos que com certeza permearam seu caminhar. Nos espaços acadêmicos os professores relacionam com pouca intensidade formação profissional e ludicidade, não tendo um embasamento teórico que permita compreender a ludicidade como um fator de desenvolvimento humano. Isso acontece porque a ludicidade ainda não foi compreendida como uma dimensão importante e que deve ser estudada e vivenciada em sua plenitude. Graças à má formação dos educadores, as atividades artísticas, assim como as recreativas, só são permitidas pelos professores

33 quando não planejaram nada para ensinar, não estão dispostos, como prêmio por bom comportamento e, às vezes, em datas comemorativas. Ao professor cabe organizar o brincar e, para isto, é necessário que ele conheça suas particularidades, seus elementos estruturais, as premissas necessárias para seu surgimento e desenvolvimento. Diante desses argumentos descritos até aqui, vale nesse momento o seguinte questionamento: Por que incluir a dimensão lúdica na formação do professor? Conforme Santos (1997) possibilita ao educador: conhecer-se como pessoa, saber suas possibilidades e limitações, ter visão sobre a importância do jogo e do brinquedo para a vida da criança, jovem e do adulto. A ludicidade portanto, implica na formação do professor por estar ligada diretamente com o lado humano, ontológico, do mesmo permitindo a ele um estado de inteireza e de estar pleno naquilo que faz. O professor não deve adaptar-se a realidade social em que vivemos, e sim assumir o seu papel como ator social capaz de colocar mais cor, mais sabor, mais vida tanto na sua vivencia como naquilo que se propõe a fazer. Isso é possível quando ele reconhece o lúdico que o acompanhou durante todo o seu desenvolvimento. A vivência da ludicidade como fazer pedagógico durante o processo de formação do professor instiga o ato criador e recriador, crítico, aguça a sensibilidade, o espírito de liberdade e a alegria de viver. Desse modo a manifestação lúdica estimula o viver de experiências axiológicas, pela geração de novos e relevantes valores (respeito ao outro, lealdade, cooperação, solidariedade).

34 Dentre outros, lamentavelmente a grande maioria das instituições educacionais ainda é pautada numa prática que considera a idéia do conhecimento, repetição sob uma ótica comportamentalista, tornando o conhecimento cristalizado e/ou espontaneísta e não como um saber historicamente construído. Por isso é importante uma educação mais abrangente que faça com que nós professores procuremos caminhos outros para suprir as carências encontradas nessas instituições de ensino de professores. A dimensão lúdica na formação do professor permite a ele questionar-se quanto a sua postura e conduta em relação ao objetivo prioritário de proporcionar aos alunos um desenvolvimento holístico, integral na qual a competência técnica combina com o compromisso político.

35 III ATIVIDADES LÚDICAS NA MATEMÁTICA A atividade lúdica está no centro de muitas idéias sobre o desenvolvimento psicológico, intelectual, emocional ou social do ser humano.... muitos teóricos ignoram, erroneamente, as necessidades das crianças... porém, se ignoramos as necessidades das crianças e os incentivos que são eficazes para colocá-la em ação, nunca seremos capazes de entender seu avanço de um estágio de desenvolvimento para outro... Vygotsky (1984) Ainda, segundo Vygotsky, as atividades lúdicas não estão simplesmente ligadas ao prazer. A imaginação e as regras são características definidoras da brincadeira. Não existe brinquedo sem organização e sem motivo. A situação imaginária tem uma lógica, previamente estabelecida, mesmo não sendo formal. Atualmente é consenso entre os educadores matemáticos que, no ensino bem-sucedido, os alunos precisam compreender aquilo que aprendem e que essa compreensão é garantida quando eles participam da construção das idéias matemáticas. Sabemos que as regras fazem parte do nosso cotidiano e estão implícitas na nossa conduta desde muito cedo. Existem as nossas próprias regras, as regras dos outros e um processo de evolução de

36 desenvolvimento e compreensão dessas regras. Estão ligadas tanto ao desenvolvimento intelectual quanto emocional, afetivo e social. As regras são entendidas, por nós, de um modo diferente à medida que crescemos.

37 3.1 O jogo como instrumento de aprendizagem Notamos que, para o ensino de Matemática, que se apresenta como uma das áreas mais caóticas em termos da compreensão dos conceitos nela envolvidos, pelos alunos, o elemento jogo se apresenta com formas específicas e características próprias, propícias a dar compreensão para muitas das estruturas matemáticas existentes e de difícil assimilação. Grando (1995) Assim, o jogo como metodologia de ensino é mais que uma estratégia didática, pois pressupõe o comprometimento integral do indivíduo numa atividade unindo o interesse e a inteligência. Poucas ainda são as pesquisas que enfatizam o uso de jogos no ensino de 5ª a 8ª séries do ensino fundamental, no ensino médio e de modo mais específico no ensino da matemática, entretanto, a educação por meio de jogos tem-se tornado, nas últimas décadas, uma alternativa metodológica utilizada e abordada de variados aspectos. O papel a ser desenvolvido pelo professor em sala de aula, que perpassa pela visão de educador, de estimulador, não esperando apenas que a escola lhe forneça condições propícias, mas, sim, que construa, em todos os momentos da ação pedagógica, diretrizes que ampliem os conhecimentos para além dos muros escolares, sem perder de vista os conteúdos, vendo o sujeito histórico, inserido no mundo, visando sempre o seu crescimento.

38 A freqüência de apresentação de trabalhos com jogos no ensino de matemática nos alerta para o cuidado a ser tomado quando da utilização dos jogos ou de novas propostas de ensino, de modo que estas sejam realmente analisadas e incorporadas com convicção e não apenas superficialmente, pelo modismo. Algumas questões importantes sobre o uso de jogos no ensino da matemática são levantadas, como por exemplo: por que os jogos no ensino da matemática? Jogos servem apenas para motivar ou também para ensinar conceitos e desenvolver idéias novas? Que jogos devemos utilizar, os clássicos ou os inventados?- dentre outras interrogações. Proclamam que os jogos propiciam condições agradáveis e favoráveis para o ensino da matemática, uma vez que, com esse tipo de material, o indivíduo é motivado para trabalhar e pensar tendo por base o material concreto, descobrindo, reinventando e não só recebendo informações. Assim, o jogo pode fixar conceitos, motivar os alunos, propiciar a solidariedade entre colegas, desenvolver o senso crítico e criativo, estimular o raciocínio, descobrir novos conceitos. Segundo Alves (2001) o jogo tem a finalidade de desenvolver habilidades de resolução de problemas, em que os alunos, por meio dele, estabelece planos para alcançar seus objetivos, age nessa busca e avalia os resultados. O jogo possibilita a aproximação do sujeito ao conteúdo científico, por intermédio de linguagem, informações, significados culturais, compreensão de regras, imitação, bem como pela ludicidade inerente ao próprio jogo, assegurando assim a construção de conhecimentos mais elaborados. A escolha do professor pelo trabalho com o jogo deve ser uma opção de ação didático-metodológica, na qual seus objetivos estejam bastante claros. O professor deve assumir a posição de observador, juiz, organizador, sendo assim um elemento mediador entre os alunos e os conhecimentos, via ação do jogo, com a finalidade de não

39 destruir a ação lúdica inerente ao jogo, utilizando o jogo como um meio, de forma lúdica e motivadora para os alunos. É notório que o jogo é uma atividade desencadeadora de diversas atitudes já pontuadas até o momento e que a validade dos jogos no ensino não se limita apenas à matemática nem às crianças da pré-escola e do ensino fundamental. No entanto, essa é uma prática que encontra ainda bastante resistência quando da sua aplicação nas aulas, de modo mais específico nas aulas de matemáticas, em outros níveis de ensino. A utilização de metodologias lúdicas é restrita a alguns poucos educadores que, não estando satisfeitos com sua prática docente, buscam soluções alternativas. Essas soluções estão hoje pautadas no repensar: da aprendizagem significativa, prazerosa e espontânea, uma aprendizagem votada para o desenvolvimento de valores e atitudes e o preparo do aluno para o desempenho da verdadeira cidadania.

40 3.2.O ensino da matemática e o seu estímulo no dia-a dia Para pensar numa mudança é preciso antes de tudo ter coragem, é preciso ousar, criar e experimentar; é preciso buscar uma mudança de paradigmas para testar e avaliar o potencial de nossos alunos e vê-los sob uma perspectiva de competência, mas isso significa antes de tudo um teste e a avaliação de nós mesmos enquanto profissionais. Rabelo e lorenzato (1994) O estímulo à matemática, evidentemente, não se limita à infância. Interações abstratas, problemas matemáticos, análises algébricas, jogos como gamão e xadrez, games específicos e que explorem a dedução e raciocínio analítico, os desafios ligados à engenharia e à arquitetura representam procedimentos recomendáveis, mesmo para os que não busquem essa alternativa lúdica ou profissional. Em sala de aula, ou principalmente em gincanas aparentemente lúdicas, o estímulo dessa disciplina pode tornar-se uma atividade muito interessante com o emprego de mensagens cifradas, um estimulante desafio imaginativo adaptado para qualquer faixa etária. Interessante notar o notável progresso de alunos das primeiras séries do ensino fundamental, quando descobrem professores que sabem matematizar suas aulas levando-os a visitar a comunidade e descobrir onde está a matemática do motorista de ônibus, do jornaleiro, das latas expostas nas gôndolas dos supermercados, das diferentes vitrines e sua diversidade nos shoppings. Para o leigo, a

41 incredulidade se manifesta: será que existe matemática nessas coisas? Para o professor, a questão é ingênua demais; a matemática não reside apenas nas salas de aula, o cálculo está presente em todo motorista, em qualquer profissional e até no aluno que mede com seus passos a calçada percorrida, e a geometria desenha o espaço geográfico é elemento crucial de todo ambiente arquitetônico. No cotidiano, o jogo, em seu sentido amplo, está sempre presente, proporcionando o crescimento na interação com o sujeito, além dos momentos de alegria e descontração. É comum brincarmos com as palavras, movimentarmos nossos corpos e usarmos gestos recheados de conteúdos lúdicos. Conjugar aprendizagem e ludismo é aproximar, vida afora prazer e conhecimento. A brincadeira precisa vir à escola, se acreditarmos na importância do brincar para o desenvolvimento do sujeito. Muito pode ser trabalhado a partir de jogos e brincadeiras. Segundo Antunes (2001) o simples exercício de buscar a lógica das coisas ou descobrir que determinados enunciados não apresentam qualquer lógica constituem operações mentais estimuladoras dessa competência como também as constituem os exercícios pedagógicos de trabalhar as habilidades de classificação, comparação ou dedução. Em vez de despejarmos conteúdos desvinculados da realidade nas cabeças dos alunos, devemos aprender com eles, reconhecer seus saberes, e juntos buscarmos novos conhecimentos. E mais, entender as etnomatemáticas dos alunos, aliando-as às nossas, temperadas com as acadêmicas.

42 3.3 Atividades lúdicas: práticas, sugestões e análise Não há homens mais inteligentes do que aqueles que são capazes de inventar jogos. É aí que seu espírito se manifesta mais livremente. Grando (1995) Os jogos sempre dão um significado ao processo de memorização dos números e mostram que as operações podem até se tornar divertidas, tratando o conteúdo matemático de forma mais viva e ligando-o ao cotidiano lúdico do aluno. Podemos citar alguns objetivos gerais da prática de ensino através dos jogos e brincadeiras: dar oportunidades para realização de novas experiências; proporcionar aos alunos condições para que façam comparações, classificações e relações; solucionar o mesmo problema através de caminhos diferentes; permitir e estimular o trabalho em equipe promovendo a ajuda mútua; estimular a curiosidade e a criatividade; desenvolver raciocínio e o pensamento crítico; criar hábitos de higiene, organização e cuidados com materiais de uso. Nossa herança de jogar é culturalmente transmitida de geração a geração. Em cidades do interior esse apelo ao jogo é maior, a oferta cultural é bem menor. Na cidade grande a garotada tem o shopping e os apelos televisivos são mais contundentes. Nas pequenas cidades tem até jogo da moda. São épocas que determinado jogo aparece nas brincadeiras de meninos e meninas. Essa prática vai e volta, de férias em férias, fazendo verdadeiros ciclos de apresentação.

43 Um dos jogos mais antigos que conhecemos é o ábaco, muito usado no comércio na China antiga. O valor cultural e prático desse jogo é sem sombra de dúvidas da maior importância para a humanidade. As contas de somar, subtrair, multiplicar e dividir, as chamadas operações fundamentais, são feitas num abrir e fechar de olhos, como se estivéssemos brincando de jogar matemática. Por uma necessidade social, a prática do comércio, os chineses com sua criatividade milenar, inventaram um jogo que se perpetua até os nossos dias, como objeto de inestimável valor histórico e representativo, até como prova da necessidade de levar para a sala de aula, o brincar matemático, o jogo com seus objetos e materiais concretos. Na matemática tem muitos jogos. Alguns são clássicos como os blocos lógicos e o material dourado ou montessoriano. Outros não menos importantes: Escala de Guisinaire; Tangran; Becimal I; Becimal II; Frac-soma; Dominó; Veritek; Baralho; Trimat; Quadrimat. Essa lista pode-se estender infinitivamente. A possibilidade do professor criar jogos para aplicar nas turmas, onde leciona, vai depender de inúmeros fatores. A proposta de uso de material lúdico na sala de aula, vem de encontro à preocupação com a mudança no ensino da matemática. Essa mudança diz respeito também a situação espacial da sala de aula. O trabalho com pequenos grupos, de preferência com um número ímpar de participantes, para possibilitar o desequilíbrio cognitivo, em lugar da tradicional arrumação de filas, possibilitará o engajamento dos alunos na construção de uma escolaridade livre e democrática. Seria interessante que cada sala de aula se transformasse em um ateliê, onde os alunos e o professor criassem jogos ou objetos que fossem úteis à aprendizagem dos conceitos matemáticos. A criação, o

A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS NOS ANOS INICIAIS RESUMO

A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS NOS ANOS INICIAIS RESUMO A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS NOS ANOS INICIAIS RESUMO Marcelo Moura 1 Líbia Serpa Aquino 2 Este artigo tem por objetivo abordar a importância das atividades lúdicas como verdadeiras

Leia mais

O BRINCAR, A BRINCADEIRA, O JOGO, A ATIVIDADE LÚDICA E A PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL

O BRINCAR, A BRINCADEIRA, O JOGO, A ATIVIDADE LÚDICA E A PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL O BRINCAR, A BRINCADEIRA, O JOGO, A ATIVIDADE LÚDICA E A PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL Josiane Lima Zanata (Seduc) josianezanata@hotmail.com Ivani Souza Mello (UFMT) ivanimello1@hotmail.com

Leia mais

A LUDICIDADE NO CONTEXTO ESCOLAR

A LUDICIDADE NO CONTEXTO ESCOLAR Resumo A LUDICIDADE NO CONTEXTO ESCOLAR Ana Regina Donato de Moraes 1 Lourdes Keila Casado Pulucena 2 Lucieni Vaz dos Santos 3 Aprender brincando não é apenas um passatempo, quando se trata de ensinar.

Leia mais

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO APRESENTAÇÃO O Projeto Político Pedagógico da Escola foi elaborado com a participação da comunidade escolar, professores e funcionários, voltada para a

Leia mais

TEMA: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA

TEMA: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA TEMA: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA RESUMO Os educadores têm se utilizado de uma metodologia Linear, que traz uma característica conteudista; É possível notar que o Lúdico não se limita

Leia mais

Afetividade Na Aprendizagem

Afetividade Na Aprendizagem Afetividade Na Aprendizagem Sandra Regina De Paula 1 Moacir Alves de Faria 2 Resumo Para haver aprendizagem deve haver troca, e para haver troca, essa troca deve ser permeada de afeto. Precisamos não só

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Lúcia Peranzoni 1 Fabiana Lacerda da Silva 2 Resumo: O presente trabalho foi desenvolvido na disciplina Estágio Básico II no segundo semestre de 2011, tendo

Leia mais

Situando o uso da mídia em contextos educacionais

Situando o uso da mídia em contextos educacionais Situando o uso da mídia em contextos educacionais Maria Cecília Martinsi Dentre os pressupostos educacionais relevantes para a época atual, considera-se que as múltiplas dimensões do ser humano - intelectual,

Leia mais

Colégio La Salle São João. Professora Kelen Costa Educação Infantil. Educação Infantil- Brincar também é Educar

Colégio La Salle São João. Professora Kelen Costa Educação Infantil. Educação Infantil- Brincar também é Educar Colégio La Salle São João Professora Kelen Costa Educação Infantil Educação Infantil- Brincar também é Educar A importância do lúdico na formação docente e nas práticas de sala de aula. A educação lúdica

Leia mais

LUDICIDADE: UMA POSSIBILIDADE METODOLÓGICA PARA PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO INFANTIL E SÉRIES INICIAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA

LUDICIDADE: UMA POSSIBILIDADE METODOLÓGICA PARA PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO INFANTIL E SÉRIES INICIAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA LUDICIDADE: UMA POSSIBILIDADE METODOLÓGICA PARA PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO INFANTIL E SÉRIES INICIAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA RESUMO Edena Carla Dorne Cavalli UNIOESTE CAPES ed-cavalli@uol.com.br

Leia mais

PROJETO FAZENDO ESCOLA: UMA EXPERIÊNCIA DO ORIENTADOR NO COMPROMISSO DA CAPACITAÇÃO DOCENTE

PROJETO FAZENDO ESCOLA: UMA EXPERIÊNCIA DO ORIENTADOR NO COMPROMISSO DA CAPACITAÇÃO DOCENTE PROJETO FAZENDO ESCOLA: UMA EXPERIÊNCIA DO ORIENTADOR NO COMPROMISSO DA CAPACITAÇÃO DOCENTE Sérgio Dal-Ri Moreira Pontifícia Universidade Católica do Paraná Palavras-chave: Educação Física, Educação, Escola,

Leia mais

Tecnologia do Pará IFPA. gomesisaias68@yahoo.com.br. 1 Graduando do Curso de Licenciatura em Geografia do Instituto Federal de Educação, Ciência e

Tecnologia do Pará IFPA. gomesisaias68@yahoo.com.br. 1 Graduando do Curso de Licenciatura em Geografia do Instituto Federal de Educação, Ciência e GEOGRAFANDO BELÉM Isaias Gomes de Jesus Junior 1 Resumo O presente artigo vem apresentar a Tecnologia Educacional Geografando Belém. Esta Tecnologia Educacional, de princípio, foi desenvolvida para apresentar

Leia mais

UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL CURSO DE GRADUAÇAO EM PEDAGOGIA LICENCIAMENTO EAD

UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL CURSO DE GRADUAÇAO EM PEDAGOGIA LICENCIAMENTO EAD UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL CURSO DE GRADUAÇAO EM PEDAGOGIA LICENCIAMENTO EAD Município: Pirassununga Estado: São Paulo Turma: 440 Pólo: Fundação de Ensino de Pirassununga Tutor (a): Inez Nunes Paula

Leia mais

A AVALIAÇÃO EM CONTEXTO DIFERENCIADO PARA EDUCAÇÃO INFANTIL

A AVALIAÇÃO EM CONTEXTO DIFERENCIADO PARA EDUCAÇÃO INFANTIL A AVALIAÇÃO EM CONTEXTO DIFERENCIADO PARA EDUCAÇÃO INFANTIL JOSÉ MATEUS DO NASCIMENTO zenmateus@gmail.com POLIANI SANTOS DA SILVA poliany_mme@hotmail.com MARIA AUXILIADORA DOS SANTOS MARINHO Campus IV(CCAE)

Leia mais

CONCEPÇÕES MATEMÁTICA APRESENTADAS POR PROFESSORES DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA

CONCEPÇÕES MATEMÁTICA APRESENTADAS POR PROFESSORES DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA CONCEPÇÕES MATEMÁTICA APRESENTADAS POR PROFESSORES DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA Jacqueline Oliveira de Melo Gomes Faculdade de Formação de Professores da Mata Sul / FAMASUL-PE jacomgomes@yahoo.com.br

Leia mais

Principais discussões sobre o ensino-aprendizagem de matemática na educação infantil

Principais discussões sobre o ensino-aprendizagem de matemática na educação infantil 1 Introdução: A matemática é uma disciplina de fundamental importância na vida de todo mundo. Desde tempos antigos o ensino dessa matéria vem fazendo cada vez mais parte da vida dos seres humanos. Basta

Leia mais

EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR E ESPORTE: CONTRIBUIÇÕES PARA A INCLUSÃO

EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR E ESPORTE: CONTRIBUIÇÕES PARA A INCLUSÃO EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR E ESPORTE: CONTRIBUIÇÕES PARA A INCLUSÃO Priscila Reinaldo Venzke Luciano Leal Loureiro RESUMO Este trabalho é resultado da pesquisa realizada para a construção do referencial teórico

Leia mais

A BONITEZA DO OLHAR INFANTIL NA PERSPECTIVA EMANCIPADORA: Ensinar e aprender em diálogo com os saberes das crianças

A BONITEZA DO OLHAR INFANTIL NA PERSPECTIVA EMANCIPADORA: Ensinar e aprender em diálogo com os saberes das crianças A BONITEZA DO OLHAR INFANTIL NA PERSPECTIVA EMANCIPADORA: Ensinar e aprender em diálogo com os saberes das crianças PADILHA, Aparecida Arrais PMSP cidarrais@yahoo.com.br Resumo: Este artigo apresenta uma

Leia mais

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2010.2

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2010.2 01 BIOLOGIA EDUCACIONAL Fase: 1ª Carga Horária: 30 h/a Prática: 30 h/a Créditos: 4 A biologia educacional e os fundamentos da educação. As bases biológicas do crescimento e desenvolvimento humano. A dimensão

Leia mais

A ARTE DE BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Estudante de Pedagogia pela FECLESC / UECE Resumo

A ARTE DE BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Estudante de Pedagogia pela FECLESC / UECE Resumo A ARTE DE BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL Maria Elany Nogueira da Silva Estudante de Pedagogia pela FECLESC / UECE Resumo Este presente artigo pretende refletir idéias sobre o brincar na Educação Infantil,

Leia mais

Projeto Político-Pedagógico Estudo técnico de seus pressupostos, paradigma e propostas

Projeto Político-Pedagógico Estudo técnico de seus pressupostos, paradigma e propostas Projeto Político-Pedagógico Estudo técnico de seus pressupostos, paradigma e propostas Introdução A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional afirma que cabe aos estabelecimentos de ensino definir

Leia mais

ESPAÇOS PEDAGÓGICOS ADAPTADOS: EXPERIÊNCIAS E APRENDIZAGENS DE ADAPTAÇÃO QUE ENRIQUECEM A EDUCAÇÃO

ESPAÇOS PEDAGÓGICOS ADAPTADOS: EXPERIÊNCIAS E APRENDIZAGENS DE ADAPTAÇÃO QUE ENRIQUECEM A EDUCAÇÃO 1 ESPAÇOS PEDAGÓGICOS ADAPTADOS: EXPERIÊNCIAS E APRENDIZAGENS DE ADAPTAÇÃO QUE ENRIQUECEM A EDUCAÇÃO VOGEL, Deise R. 1 BOUFLEUR, Thaís 2 RAFFAELLI, Alexandra F. 3 Palavras chave: Espaços adaptados; experiências;

Leia mais

A VISÃO DOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA QUANTO ÀS ATIVIDADES LÚDICAS COMO MEIO DE ENSINO DE ESPORTES.

A VISÃO DOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA QUANTO ÀS ATIVIDADES LÚDICAS COMO MEIO DE ENSINO DE ESPORTES. A VISÃO DOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA QUANTO ÀS ATIVIDADES LÚDICAS COMO MEIO DE ENSINO DE ESPORTES. FERNANDES, Jaqueline S. da S. & FONSECA, Viviane S. O. 1, Márcia Regina Walter 2. 1- Acadêmico do

Leia mais

O DIÁLOGO COM AS CRIANÇAS PEQUENAS - REFLEXÕES SOBRE O COTIDIANO INFANTIL

O DIÁLOGO COM AS CRIANÇAS PEQUENAS - REFLEXÕES SOBRE O COTIDIANO INFANTIL O DIÁLOGO COM AS CRIANÇAS PEQUENAS - REFLEXÕES SOBRE O COTIDIANO INFANTIL Viviane Cardoso¹ Resumo: O objetivo desse artigo é refletir como os ideais da pedagogia freireana tem contribuído para as práticas

Leia mais

Aprendizes do Futuro: como incorporar conhecimento e transformar realidades Eduardo Carmello

Aprendizes do Futuro: como incorporar conhecimento e transformar realidades Eduardo Carmello Aprendizes do Futuro: como incorporar conhecimento e transformar realidades Eduardo Carmello Para suportar as intensas mudanças nos próximos 10 anos, Aprendizes do Futuro compreendem que é necessário criar

Leia mais

O LÚDICO NA APRENDIZAGEM

O LÚDICO NA APRENDIZAGEM O LÚDICO NA APRENDIZAGEM RESUMO Aline Hahn Affeldt Prof. Janaina de Souza Aragão Centro Universitário Leonardo da Vinci-UNIASSELVI Pedagogia (PED 7051) Metodologia e Conteúdos Básicos de Comunicação e

Leia mais

LUDICIDADE E MOVIMENTO: EDUCAÇÃO FÍSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

LUDICIDADE E MOVIMENTO: EDUCAÇÃO FÍSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL LUDICIDADE E MOVIMENTO: EDUCAÇÃO FÍSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL Resumo RIBEIRO, Amanda de Cassia Borges - UFSM acbr_amanda@hotmail.com JAHN, Angela Bortoli UFSM abjahn@terra.com.br BELING, Vivian Jamile UFSM

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS NO ENSINO DE MATEMÁTICA NAS SÉRIES INICIAIS

A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS NO ENSINO DE MATEMÁTICA NAS SÉRIES INICIAIS A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS NO ENSINO DE MATEMÁTICA NAS SÉRIES INICIAIS SILVA, Bárbara Tavares da 1 ARAÚJO, Junivan Gomes de 2 ALVES, Suênha Patrícia 3 ARAÚJO, Francinário Oliveira de 4 RESUMO Sabemos que

Leia mais

ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM EDUCAÇÃO INFANTIL: RELATOS DE EXPERIÊNCIAS DA PRÁTICA DOCENTE

ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM EDUCAÇÃO INFANTIL: RELATOS DE EXPERIÊNCIAS DA PRÁTICA DOCENTE 1 ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM EDUCAÇÃO INFANTIL: RELATOS DE EXPERIÊNCIAS DA PRÁTICA DOCENTE Natália Maria G. Dantas de Santana- UAE/CFP/UFCG Mayrla Marla Lima Sarmento-UAE/CFP/UFCG Maria Thaís de Oliveira

Leia mais

BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR DA EDUCAÇÃO INFANTIL

BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR DA EDUCAÇÃO INFANTIL BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR DA EDUCAÇÃO INFANTIL 1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL ANTECEDENTES Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum

Leia mais

EDUCAÇÃO AMBIENTAL: ELEMENTO FUNDAMENTAL NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM 1

EDUCAÇÃO AMBIENTAL: ELEMENTO FUNDAMENTAL NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM 1 EDUCAÇÃO AMBIENTAL: ELEMENTO FUNDAMENTAL NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM 1 Autora: Maria Thaís de Oliveira Batista Graduanda do Curso de Pedagogia Unidade Acadêmica de Educação/CFP/UFCG Email: taholiveira.thais@gmail.com

Leia mais

CINEMA PEDAGÓGICO COMO INTERVENÇÃO PARA PRÁTICA DOCENTE. Elaine Fernanda Dornelas de Souza

CINEMA PEDAGÓGICO COMO INTERVENÇÃO PARA PRÁTICA DOCENTE. Elaine Fernanda Dornelas de Souza Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 721 CINEMA PEDAGÓGICO COMO INTERVENÇÃO PARA PRÁTICA DOCENTE Elaine Fernanda Dornelas de Souza Serviço Nacional de

Leia mais

A Interdisciplinaridade como Metodologia de Ensino INTRODUÇÃO

A Interdisciplinaridade como Metodologia de Ensino INTRODUÇÃO A Interdisciplinaridade como Metodologia de Ensino O bom professor é o que consegue, enquanto fala trazer o aluno até a intimidade do movimento de seu pensamento. Paulo Freire INTRODUÇÃO A importância

Leia mais

Articulando saberes e transformando a prática

Articulando saberes e transformando a prática Articulando saberes e transformando a prática Maria Elisabette Brisola Brito Prado Na sociedade do conhecimento e da tecnologia torna-se necessário repensar o papel da escola, mais especificamente as questões

Leia mais

O ENSINO DA MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS ATRAVÉS DA UTILIZAÇÃO DE JOGOS EM SALA DE AULA E DE UM OLHAR SENSÍVEL DO PROFESSOR

O ENSINO DA MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS ATRAVÉS DA UTILIZAÇÃO DE JOGOS EM SALA DE AULA E DE UM OLHAR SENSÍVEL DO PROFESSOR O ENSINO DA MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS ATRAVÉS DA UTILIZAÇÃO DE JOGOS EM SALA DE AULA E DE UM OLHAR SENSÍVEL DO PROFESSOR Erika Aparecida Domiciano Moser 1 RESUMO A alegria não chega apenas no encontro

Leia mais

Índice. 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3

Índice. 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3 GRUPO 6.1 MÓDULO 4 Índice 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3 1.1. Desenvolvimento e Aprendizagem de Jovens e Adultos... 4 1.1.1. Educar na Diversidade... 5 1.2. Os Efeitos da Escolarização/Alfabetização

Leia mais

O LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL. A Ludicidade é um assunto que vem sendo discutido na área da educação,

O LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL. A Ludicidade é um assunto que vem sendo discutido na área da educação, Fernanda da Silva Castagini Sandra Maria Baby² O LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL O LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL A Ludicidade é um assunto que vem sendo discutido na área da educação, principalmente na Educação

Leia mais

Brincadeiras que ensinam. Jogos e brincadeiras como instrumentos lúdicos de aprendizagem

Brincadeiras que ensinam. Jogos e brincadeiras como instrumentos lúdicos de aprendizagem Brincadeiras que ensinam Jogos e brincadeiras como instrumentos lúdicos de aprendizagem Por que as crianças brincam? A atividade inerente à criança é o brincar. A criança brinca para atribuir significados

Leia mais

ANEXO E: EMENTÁRIO DO CURRÍCULO 13

ANEXO E: EMENTÁRIO DO CURRÍCULO 13 ANEXO E: EMENTÁRIO DO CURRÍCULO 13 I CICLO DE ESTUDOS INTERDISCIPLINARES (1º e 2º semestres): FUNDAMENTOS DA FORMAÇÃO DO PEDAGOGO EMENTÁRIO: O I Ciclo do Curso de Pedagogia do UniRitter desenvolve os fundamentos

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA PACTO NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA/UFSC/SC RELATÓRIO SUCINTO: MÊS JUNHO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA PACTO NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA/UFSC/SC RELATÓRIO SUCINTO: MÊS JUNHO 1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA PACTO NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA/UFSC/SC 1. Dados do Município ou GERED a) Município: FLORIANÓPOLIS b)município/gered: SECRETARIA MUNICIPAL RELATÓRIO

Leia mais

MATRIZ CURRICULAR CURRÍCULO PLENO

MATRIZ CURRICULAR CURRÍCULO PLENO MATRIZ CURRICULAR Curso: Graduação: Habilitação: Regime: Duração: PEDAGOGIA LICENCIATURA FORMAÇÃO PARA O MAGISTÉRIO EM EDUCAÇÃO INFANTIL SERIADO ANUAL - NOTURNO 4 (QUATRO) ANOS LETIVOS Integralização:

Leia mais

A ESCOLA CATÓLICA, UMA INSTITUIÇAO DE ENSINO COM MÍSTICA EVANGELIZADORA

A ESCOLA CATÓLICA, UMA INSTITUIÇAO DE ENSINO COM MÍSTICA EVANGELIZADORA A ESCOLA CATÓLICA, UMA INSTITUIÇAO DE ENSINO COM MÍSTICA EVANGELIZADORA A escola católica será uma instituiçao com mística evangelizadora UMA ESCOLA A SERVIÇO DA PESSOA E ABERTA A TODOS UMA ESCOLA COM

Leia mais

PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade. Democracia na escola Ana Maria Klein 1

PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade. Democracia na escola Ana Maria Klein 1 PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade Democracia na escola Ana Maria Klein 1 A escola, instituição social destinada à educação das novas gerações, em seus compromissos

Leia mais

11. Com base na Teoria Piagetiana, relacione os conceitos da primeira coluna de acordo com as definições apresentadas na segunda coluna:

11. Com base na Teoria Piagetiana, relacione os conceitos da primeira coluna de acordo com as definições apresentadas na segunda coluna: TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS 4 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS QUESTÕES DE 11 A 25 11. Com base na Teoria Piagetiana, relacione os conceitos da primeira coluna de acordo com as definições apresentadas na

Leia mais

3 a 5. 6 a 10. 11 a 14. Faixa Etária Prevista. Etapa de Ensino. Duração. Educação Infantil. anos. Ensino Fundamental: Anos Iniciais. 5 anos.

3 a 5. 6 a 10. 11 a 14. Faixa Etária Prevista. Etapa de Ensino. Duração. Educação Infantil. anos. Ensino Fundamental: Anos Iniciais. 5 anos. Etapa de Ensino Faixa Etária Prevista Duração Educação Infantil 3 a 5 anos Ensino Fundamental: Anos Iniciais 6 a 10 anos 5 anos Ensino Fundamental: Anos Finais 11 a 14 anos 4 anos EDUCAÇÃO INFANTIL EDUCAÇÃO

Leia mais

48 Os professores optaram por estudar a urbanização, partindo dos espaços conhecidos pelos alunos no entorno da escola. Buscavam, nesse projeto, refletir sobre as características das moradias existentes,

Leia mais

mhtml:file://c:\documents and Settings\Angela Freire\Meus documentos\cenap 2...

mhtml:file://c:\documents and Settings\Angela Freire\Meus documentos\cenap 2... Page 1 of 6 O lúdico na educação infantil Com relação ao jogo, Piaget (1998) acredita que ele é essencial na vida da criança. De início tem-se o jogo de exercício que é aquele em que a criança repete uma

Leia mais

20 Anos de Tradição Carinho, Amor e Educação.

20 Anos de Tradição Carinho, Amor e Educação. Colégio Tutto Amore Colégio Sapience Carinho, Amor e Educação. Trabalhamos com meio-período e integral em todos os níveis de ensino. www.tuttoamore.com.br Nossa História No ano de 1993 deu-se o ponto de

Leia mais

MATEMATICANDO, BRINCANDO, APRENDENDO E PRODUZINDO ANA PAULA TOMAZ (Finan - G) DIVA TOGNON (Finan - G)

MATEMATICANDO, BRINCANDO, APRENDENDO E PRODUZINDO ANA PAULA TOMAZ (Finan - G) DIVA TOGNON (Finan - G) MATEMATICANDO, BRINCANDO, APRENDENDO E PRODUZINDO ANA PAULA TOMAZ (Finan - G) DIVA TOGNON (Finan - G) Resumo: Este artigo procurou abordar o ensino da matemática na Educação Infantil através de brincadeiras,

Leia mais

CURSO DE PEDAGOGIA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE PEDAGOGIA

CURSO DE PEDAGOGIA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE PEDAGOGIA 1 CURSO DE EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS BRUSQUE (SC) 2012 2 SUMÁRIO 1ª FASE... 4 01 BIOLOGIA EDUCACIONAL... 4 02 INVESTIGAÇÃO PEDAGÓGICA: DIVERSIDADE CULTURAL NA APRENDIZAGEM... 4 03 METODOLOGIA CIENTÍFICA...

Leia mais

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM CORRENTES DO PENSAMENTO DIDÁTICO 8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM Se você procurar no dicionário Aurélio, didática, encontrará o termo como feminino substantivado de didático.

Leia mais

VISÃO: ser referência na comunidade na área de educação Infantil

VISÃO: ser referência na comunidade na área de educação Infantil VISÃO: ser referência na comunidade na área de educação Infantil NOSSA MISSÃO: Por meio da educação formar cidadãos felizes, independentes, éticos e solidários VALORES: Respeito, honestidade, boa moral

Leia mais

A contribuição dos jogos Matemáticos na formação cidadã de crianças e adolescentes usuárias do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI)

A contribuição dos jogos Matemáticos na formação cidadã de crianças e adolescentes usuárias do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) A contribuição dos jogos Matemáticos na formação cidadã de crianças e adolescentes usuárias do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) Eixo Temático: Educação Matemática na educação Infantil

Leia mais

Reflexões sobre a prática docente na Educação Infantil.

Reflexões sobre a prática docente na Educação Infantil. 6. Humanização, diálogo e amorosidade. Reflexões sobre a prática docente na Educação Infantil. Santos, Marisa Alff dos 1 Resumo O presente trabalho tem como objetivo refletir sobre as práticas docentes

Leia mais

MADRINA-Desenvolvimento Infantil e Parental 1

MADRINA-Desenvolvimento Infantil e Parental 1 MADRINA-Desenvolvimento Infantil e Parental 1 PROJETO MEU TEMPO DE CRIANÇA Missão Visão Valores Colaborar com a importante tarefa de educar as crianças, nesse momento único de suas jovens vidas, onde os

Leia mais

LUDICIDADE E EDUCAÇÃO: O ENCANTAMENTO DE APRENDER BRINCANDO

LUDICIDADE E EDUCAÇÃO: O ENCANTAMENTO DE APRENDER BRINCANDO LUDICIDADE E EDUCAÇÃO: O ENCANTAMENTO DE APRENDER BRINCANDO Tatiane Testa Ferrari e-mail: tatitferrari@ig.com.br Ticiane Testa Ferrari e-mail: ticiferrari@ig.com.br Araceli Simão Gimenes Russo e-mail:

Leia mais

A FUNÇÃO SOCIAL DA BRINQUEDOTECA NA APRENDIZAGEM DA CRIANÇA.

A FUNÇÃO SOCIAL DA BRINQUEDOTECA NA APRENDIZAGEM DA CRIANÇA. A FUNÇÃO SOCIAL DA BRINQUEDOTECA NA APRENDIZAGEM DA CRIANÇA. Amanda Paula Silva Graduanda em Pedagogia pela UFCG amandinha_1105@hotmail.com Érica Cibelle de Sousa Araújo Graduanda em Pedagogia pela UFCG

Leia mais

ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NO ENSINO REGULAR

ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NO ENSINO REGULAR ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NO ENSINO REGULAR Luciana Barros Farias Lima e Claudia Regina Pinheiro Machado Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro UNIRIO lucpeda@gmail.com

Leia mais

13. A FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL, AS ÁREAS DE CONHECIMENTO E O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA ATÉ OS 6 ANOS

13. A FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL, AS ÁREAS DE CONHECIMENTO E O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA ATÉ OS 6 ANOS 13. A FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL, AS ÁREAS DE CONHECIMENTO E O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA ATÉ OS 6 ANOS A importância da formação pessoal e social da criança para o seu desenvolvimento integral e para a

Leia mais

Núcleo de Educação Infantil Solarium

Núcleo de Educação Infantil Solarium 0 APRESENTAÇÃO A escola Solarium propõe um projeto de Educação Infantil diferenciado que não abre mão do espaço livre para a brincadeira onde a criança pode ser criança, em ambiente saudável e afetivo

Leia mais

DESENVOLVIMENTO COGNITIVO MUSICAL ATRAVÉS DE JOGOS E BRINCADEIRAS

DESENVOLVIMENTO COGNITIVO MUSICAL ATRAVÉS DE JOGOS E BRINCADEIRAS 175 ANAIS III FÓRUM DE PESQUISA CIENTÍFICA EM ARTE Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Curitiba, 2005 DESENVOLVIMENTO COGNITIVO MUSICAL ATRAVÉS DE JOGOS E BRINCADEIRAS Marta Deckert * RESUMO: Como

Leia mais

EDUCAÇÃO INFANTIL LINGUAGEM ORAL E ESCRITA. Premissas básicas:

EDUCAÇÃO INFANTIL LINGUAGEM ORAL E ESCRITA. Premissas básicas: EDUCAÇÃO INFANTIL A Educação Infantil, enquanto segmento de ensino que propicia um maior contato formal da criança com o mundo que a cerca, deve favorecer a socialização da criança, permitir a interação

Leia mais

O Brincar para a Criança Hospitalizada

O Brincar para a Criança Hospitalizada Andressa Ranzani Nora Mello Keila Maria Ramazotti O Brincar para a Criança Hospitalizada Primeira Edição São Paulo 2013 Agradecimentos Aos nossos familiares, que revestiram nossas vidas com muito amor,

Leia mais

USANDO O ALFABETO MÓVEL COMO RECUSO DE RECUPERAÇÃO

USANDO O ALFABETO MÓVEL COMO RECUSO DE RECUPERAÇÃO USANDO O ALFABETO MÓVEL COMO RECUSO DE RECUPERAÇÃO Vera Lucia de Souza 1 ; Monique de Campos Ribeiro 2 ; Maria Rosa Leite da Silva 3; Kátia Nakamura 4; Maria de Lourdes dos Santos 5 1Bolsista/PIBID/PEDAGOGIA/UFGD.

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DAS ATIVIDADES LÚDICAS NO PPROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

A IMPORTÂNCIA DAS ATIVIDADES LÚDICAS NO PPROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL A IMPORTÂNCIA DAS ATIVIDADES LÚDICAS NO PPROCESSO DE Resumo ALFABETIZAÇÃO NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL NICOLITTO, Mayara Cristina UEPG maycris_nic@hotmail.com CAMPOS, Graziela Vaneza de UEPG

Leia mais

Carta pedagógica. Professora: Maria Teresinha Turma: alfabetização

Carta pedagógica. Professora: Maria Teresinha Turma: alfabetização Carta pedagógica Ao escrever esta carta pedagógica, veio-me a questão do erro que acontece a todo o momento em minha turma na sala de aula. Lendo textos de autores como Morais, fiquei ciente da sua fala

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NO ENSINO-APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NO ENSINO-APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NO ENSINO-APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Jacqueline Liedja Araújo Silva Carvalho Universidade Federal de Campina Grande jliedja@hotmail.com Introdução A Educação de

Leia mais

Educação Infantil, que espaço é este?

Educação Infantil, que espaço é este? Educação Infantil, que espaço é este? O material do sistema de ensino Aprende Brasil de Educação Infantil foi elaborado a fim de oferecer subsídios para reflexões, informações e sugestões que auxiliem

Leia mais

Proposta Pedagógica. Buscando atender às necessidades da comunidade local, o Colégio La Salle Brasília oferece educação infantil, fundamental e médio.

Proposta Pedagógica. Buscando atender às necessidades da comunidade local, o Colégio La Salle Brasília oferece educação infantil, fundamental e médio. Proposta Pedagógica Visão: Ser um centro de excelência em Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio que busca alcançar a utopia que tem de pessoa e sociedade, segundo os critérios do evangelho, vivenciando

Leia mais

FACESI EM REVISTA Ano 3 Volume 3, N. 2 2011 - - ISSN 2177-6636

FACESI EM REVISTA Ano 3 Volume 3, N. 2 2011 - - ISSN 2177-6636 PEDAGOGIA EMPRESARIAL E APRENDER BRINCANDO E A IMPORTÂNCIA DO JOGO: DIFERENTES TEMAS NA ÁREA EDUCACIONAL Ana Flávia Crespim da Silva Araújo ana.crespim@hotmail.com Elaine Vilas Boas da Silva elainevb2010@hotmail.com

Leia mais

Palavras-chaves: Jogos matemáticos; Ensino e aprendizagem.

Palavras-chaves: Jogos matemáticos; Ensino e aprendizagem. Emanuella Filgueira Pereira Universidade Federal do Recôncavo da Bahia O JOGO NO ENSINO E APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA Resumo O presente artigo apresenta resultados parciais de uma pesquisa mais ampla que

Leia mais

O LÚDICO: JOGOS, BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS NA CONSTRUÇÃO DO PROCESSO DE APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Simone Helen Drumond Ischkanian

O LÚDICO: JOGOS, BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS NA CONSTRUÇÃO DO PROCESSO DE APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Simone Helen Drumond Ischkanian O LÚDICO: JOGOS, BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS NA CONSTRUÇÃO DO PROCESSO DE APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO INFANTIL. O projeto - o lúdico: jogos, brinquedos e brincadeiras na construção do processo de aprendizagem

Leia mais

CONGRESSO CARIOCA DE EDUCAÇÃO FÍSICA 2º FEP RJ ABERTURA DO FÓRUM: CONTEXTO GERAL DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR

CONGRESSO CARIOCA DE EDUCAÇÃO FÍSICA 2º FEP RJ ABERTURA DO FÓRUM: CONTEXTO GERAL DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR CONGRESSO CARIOCA DE EDUCAÇÃO FÍSICA 2º FEP RJ ABERTURA DO FÓRUM: CONTEXTO GERAL DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR Acreditamos ser relevante abordar de forma rápida o contexto atual da Educação Física Escolar

Leia mais

UM RELATO DE EXPERIÊNCIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UM OLHAR VOLTADO PARA OS SABERES MATEMÁTICOS DAS CRIANÇAS DAS CLASSES POPULARES

UM RELATO DE EXPERIÊNCIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UM OLHAR VOLTADO PARA OS SABERES MATEMÁTICOS DAS CRIANÇAS DAS CLASSES POPULARES UM RELATO DE EXPERIÊNCIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UM OLHAR VOLTADO PARA OS SABERES MATEMÁTICOS DAS CRIANÇAS DAS CLASSES POPULARES Maria Raquel da Silva- Graduanda em Pedagogia (UFPE- CAA) G. Nóbrega L. de

Leia mais

Curso de Formação Pedagógica para Docentes da FEI. Coordenação Prof. Dr. Marcos T. Masetto

Curso de Formação Pedagógica para Docentes da FEI. Coordenação Prof. Dr. Marcos T. Masetto Curso de Formação Pedagógica para Docentes da FEI Coordenação Prof. Dr. Marcos T. Masetto 1 Curso de Formação Pedagógica para Docentes da FEI Professor Doutor Marcos T. Masetto Objetivos Desenvolver competências

Leia mais

Centro de Estudos Avançados em Pós Graduação e Pesquisa

Centro de Estudos Avançados em Pós Graduação e Pesquisa EDUCAÇÃO INFANTIL JUSTIFICATIVA O momento social, econômico, político e histórico em que vivemos está exigindo um novo perfil de profissional, de cidadão: informado, bem qualificado, crítico, ágil, criativo,

Leia mais

SABERES ADQUIRIDOS NO PIBID (PROGRAMA INSTUCIONAL DE BOLSA INICIAÇÃO À DOCÊNCIA) PARA O SUCESSO PROFISSIONAL.

SABERES ADQUIRIDOS NO PIBID (PROGRAMA INSTUCIONAL DE BOLSA INICIAÇÃO À DOCÊNCIA) PARA O SUCESSO PROFISSIONAL. SABERES ADQUIRIDOS NO PIBID (PROGRAMA INSTUCIONAL DE BOLSA INICIAÇÃO À DOCÊNCIA) PARA O SUCESSO PROFISSIONAL. TayaraCrystina P. Benigno, UERN; tayara_bbg@hotmail.com Emerson Carlos da Silva, UERN; emersoncarlos90@hotmail.com

Leia mais

REVISTA CONTEÚDO O JOGAR E O BRINCAR EM UM CONTEXTO PEDAGÓGICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

REVISTA CONTEÚDO O JOGAR E O BRINCAR EM UM CONTEXTO PEDAGÓGICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL O JOGAR E O BRINCAR EM UM CONTEXTO PEDAGÓGICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Nara Fernanda de Campos 1 RESUMO Considerando os jogos e as brincadeiras infantis como uma ferramenta ideal ao aprendizado, podemos dizer

Leia mais

CONHECIMENTOS GERAIS (5 questões)

CONHECIMENTOS GERAIS (5 questões) 1. Paulo Freire na sua concepção pedagógica parte de alguns princípios que marcam, de forma clara e objetiva, o seu modo de entender o ato educativo. Considerando as características do pensamento desse

Leia mais

Atividades Pedagógicas. Agosto 2014

Atividades Pedagógicas. Agosto 2014 Atividades Pedagógicas Agosto 2014 EM DESTAQUE Acompanhe aqui um pouco do dia-a-dia de nossos alunos em busca de novos aprendizados. ATIVIDADES DE SALA DE AULA GRUPO II A GRUPO II B GRUPO II C GRUPO II

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE PEDAGOGIA Disciplina: Comunicação e Expressão Ementa: A leitura como vínculo leitor/texto através do conhecimento veiculado pelo texto escrito. Interpretação:

Leia mais

DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO DE UM JOGO EDUCATIVO COMO AUXÍLIO PARA O ENSINO DA TABELA PERIÓDICA

DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO DE UM JOGO EDUCATIVO COMO AUXÍLIO PARA O ENSINO DA TABELA PERIÓDICA DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO DE UM JOGO EDUCATIVO COMO AUXÍLIO PARA O ENSINO DA TABELA PERIÓDICA Hellen Regina Guimarães da Silva, Janelene Freire Diniz, Yasmim Mendes Souto, Verônica Evangelista de Lima

Leia mais

Projeto de Extensão. Título: Esporte e Inclusão Social no Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense

Projeto de Extensão. Título: Esporte e Inclusão Social no Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense Projeto de Extensão Título: Esporte e Inclusão Social no Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense 1.0 - JUSTIFICATIVA Considerando que a Extensão Universitária tem entre as suas

Leia mais

ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS DO ENSINO DE CIÊNCIAS NO FUNDAMENTAL I: UMA ANÁLISE A PARTIR DE DISSERTAÇÕES

ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS DO ENSINO DE CIÊNCIAS NO FUNDAMENTAL I: UMA ANÁLISE A PARTIR DE DISSERTAÇÕES ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS DO ENSINO DE CIÊNCIAS NO FUNDAMENTAL I: UMA ANÁLISE A PARTIR DE DISSERTAÇÕES Tamiris Andrade Nascimento (Mestranda do Programa Educação Cientifica e Formação de Professores da Universidade

Leia mais

Sugestões de como trabalhar (ensinar) a turma toda Cinara Rizzi Cecchin Uma das primeiras certezas que o professor deve ter é que as crianças sempre

Sugestões de como trabalhar (ensinar) a turma toda Cinara Rizzi Cecchin Uma das primeiras certezas que o professor deve ter é que as crianças sempre Sugestões de como trabalhar (ensinar) a turma toda Cinara Rizzi Cecchin Uma das primeiras certezas que o professor deve ter é que as crianças sempre sabem alguma coisa, todo educando pode aprender, mas

Leia mais

PLANEJAMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA CONSTRUÇÃO COLETIVA.

PLANEJAMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA CONSTRUÇÃO COLETIVA. PLANEJAMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA CONSTRUÇÃO COLETIVA. OLIVEIRA 1, Jordânia Amorim da Silva. SOUSA 2, Nádia Jane de. TARGINO 3, Fábio. RESUMO Este trabalho apresenta resultados parciais do projeto

Leia mais

NOSSO CURRÍCULO A EDUCAÇÃO QUE PRATICAMOS ÁREA DAS CIÊNCIAS HUMANAS. Adotamos uma pedagogia:

NOSSO CURRÍCULO A EDUCAÇÃO QUE PRATICAMOS ÁREA DAS CIÊNCIAS HUMANAS. Adotamos uma pedagogia: A EDUCAÇÃO QUE PRATICAMOS NOSSO CURRÍCULO Adotamos uma pedagogia: - que faz da escola uma instância efetiva de assimilação crítica, sistemática e integradora do saber e da cultura geral; - que trata os

Leia mais

INTERDISCIPLINARIDADE NO CONTEXTO EDUCACIONAL

INTERDISCIPLINARIDADE NO CONTEXTO EDUCACIONAL INTERDISCIPLINARIDADE NO CONTEXTO EDUCACIONAL Jair Bevenute Gardas Isabel Corrêa da Mota Silva RESUMO A presente pesquisa objetiva um conhecimento amplo sobre a temática interdisciplinaridade, idealizando

Leia mais

LEITURA E ESCRITA: O LÚDICO NO ESPAÇO ESCOLAR

LEITURA E ESCRITA: O LÚDICO NO ESPAÇO ESCOLAR LEITURA E ESCRITA: O LÚDICO NO ESPAÇO ESCOLAR Katia Maria de Oliveira CUSTODIO, Ketulem Cristina Vieira ARANTES, Ducéria TARTUCI, Maria Marta Lopes FLORES. Ângela Aparecida DIAS Departamento de Educação,UFG

Leia mais

A Educação Infantil é apresentada na atual legislação brasileira como a primeira etapa da educação

A Educação Infantil é apresentada na atual legislação brasileira como a primeira etapa da educação A Educação Infantil é apresentada na atual legislação brasileira como a primeira etapa da educação básica, onde a prática pedagógica deve favorecer a construção do conhecimento das crianças de 0 a 6 anos

Leia mais

EXPERIÊNCIAS SIGNIFICATIVAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE PINHAIS-PR: COMPARTILHANDO IDEIAS E IDEAIS

EXPERIÊNCIAS SIGNIFICATIVAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE PINHAIS-PR: COMPARTILHANDO IDEIAS E IDEAIS EXPERIÊNCIAS SIGNIFICATIVAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE PINHAIS-PR: COMPARTILHANDO IDEIAS E IDEAIS Cordeiro, Juliana SEMED/Pinhais, vínculo efetivo, Pinhais, Paraná, Brasil juliana.cordeiro@pinhais.pr.gov.br

Leia mais

O DESENVOVIMENTO DE PROJETOS NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: RESULTADOS DA EXPERIÊNCIA REALIZADA NO COLÉGIO DE APLICAÇÃO CAMPUS UEL

O DESENVOVIMENTO DE PROJETOS NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: RESULTADOS DA EXPERIÊNCIA REALIZADA NO COLÉGIO DE APLICAÇÃO CAMPUS UEL O DESENVOVIMENTO DE PROJETOS NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: RESULTADOS DA EXPERIÊNCIA REALIZADA NO COLÉGIO DE APLICAÇÃO CAMPUS UEL Kenya Vieira de Souza e Silva Vanessa Duarte Resumo A educação

Leia mais

COMO ABORDAR O TEMA ACESSIBILIDADE EM SALA DE AULA

COMO ABORDAR O TEMA ACESSIBILIDADE EM SALA DE AULA COMO ABORDAR O TEMA ACESSIBILIDADE EM SALA DE AULA Fabiane Caron Novaes 1 Roberta Aparecida Diadio 2 Resumo: Considerando as recomendações contidas no referencial teórico dos Parâmetros Curriculares Nacionais

Leia mais

COMPETÊNCIAS E SABERES EM ENFERMAGEM

COMPETÊNCIAS E SABERES EM ENFERMAGEM COMPETÊNCIAS E SABERES EM ENFERMAGEM Faz aquilo em que acreditas e acredita naquilo que fazes. Tudo o resto é perda de energia e de tempo. Nisargadatta Atualmente um dos desafios mais importantes que se

Leia mais

BRINCAR É UM DIREITO!!!! Juliana Moraes Almeida Terapeuta Ocupacional Especialista em Reabilitação neurológica

BRINCAR É UM DIREITO!!!! Juliana Moraes Almeida Terapeuta Ocupacional Especialista em Reabilitação neurológica BRINCAR É UM DIREITO!!!! Juliana Moraes Almeida Terapeuta Ocupacional Especialista em Reabilitação neurológica PORQUE AS CRIANÇAS ESTÃO PERDENDO TODOS OS REFERENCIAIS DE ANTIGAMENTE EM RELAÇÃO ÀS BRINCADEIRAS?

Leia mais

Uma Perspectiva Sócio-Histórica do Processo de Alfabetização com Conscientização do Contexto Sociocultural

Uma Perspectiva Sócio-Histórica do Processo de Alfabetização com Conscientização do Contexto Sociocultural Uma Perspectiva Sócio-Histórica do Processo de Alfabetização com Conscientização do Contexto Sociocultural Camila Turati Pessoa (Universidade Federal de Uberlândia) camilatpessoa@gmail.com Ruben de Oliveira

Leia mais

LIDERAR PESSOAS A BASE DA CONSTRUÇÃO DE UMA EQUIPE DE SUCESSO. Prof. Paulo Henrique Ribeiro paulo@topassessoria.com

LIDERAR PESSOAS A BASE DA CONSTRUÇÃO DE UMA EQUIPE DE SUCESSO. Prof. Paulo Henrique Ribeiro paulo@topassessoria.com LIDERAR PESSOAS A BASE DA CONSTRUÇÃO DE UMA EQUIPE DE SUCESSO Prof. Paulo Henrique Ribeiro paulo@topassessoria.com LI ESTAMOS PASSANDO PELA MAIOR TRANSFORMAÇÃO NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE. VALORIZAR PESSOAS

Leia mais

PRÁTICAS ALTERNATIVAS DE AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: O PORTFÓLIO EM DESTAQUE

PRÁTICAS ALTERNATIVAS DE AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: O PORTFÓLIO EM DESTAQUE UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA 4ª Semana do Servidor e 5ª Semana Acadêmica 2008 UFU 30 anos PRÁTICAS ALTERNATIVAS DE AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: O PORTFÓLIO EM DESTAQUE Fernanda Duarte Araújo Silva

Leia mais

PALAVRAS-CHAVES: Estágio supervisionado II, educação física, jogo.

PALAVRAS-CHAVES: Estágio supervisionado II, educação física, jogo. O JOGO COMO CONTEÚDO NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO FUNDAMENTAL I: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO II QUEIROZ, Bruna Leite de Discente do 7º período do curso de Licenciatura

Leia mais

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Maria do Socorro Pimentel da Silva 1 Leandro Mendes Rocha 2 No Brasil, assim como em outros países das Américas, as minorias étnicas viveram

Leia mais