MASARYKOVA UNIVERZITA V BRNĚ FILOZOFICKÁ FAKULTA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "MASARYKOVA UNIVERZITA V BRNĚ FILOZOFICKÁ FAKULTA"

Transcrição

1 MASARYKOVA UNIVERZITA V BRNĚ FILOZOFICKÁ FAKULTA ÚSTAV ROMÁNSKÝCH JAZYKŮ A LITERATUR PORTUGALSKÝ JAZYK A LITERATURA Lucia Bíziková Ocorrência do preconceito linguístico na sociedade brasileira Magisterská diplomová práce Vedoucí práce: Mgr. Iva Svobodová, Ph.D. Brno 2011

2 Prehlasujem, že som magisterskú diplomovú prácu vypracovala samostatne a všetky podklady, z ktorých som čerpala, sú uvedené v zozname prameňov a literatúry. Taktiež prehlasujem, že sa tlačená verzia práce zhoduje s verziou elektronickou. V Brne dňa Lucia Bíziková

3 Za ochotu, ústretovosť, cenné rady, ako i čas, ktorý venovala vedeniu mojej práce, by som sa chcela srdečne poďakovať Mgr. Ive Svobodovej, Ph.D. Zároveň tiež ďakujem svojej rodine za to, že pri mne stojí a podporuje ma.

4 ÍNDICE INTRODUÇÃO 5 1. NORMAS LINGUÍSTICAS BREVE DEFINIÇÃO DA NORMA TIPOS BÁSICOS DE NORMAS NORMA-PADRÃO NORMA CULTA NORMA POPULAR NORMA OFICIAL/GERAL NORMA CULTA OU NORMA-PADRÃO? PROJETO NURC VARIEDADES LINGUÍSTICAS CLASSIFICAÇÃO DE VARIEDADES LINGUÍSTICAS TIPOS DE VARIEDADES SEGUNDO TRAVAGLIA Dialetos Estilos TIPOS DE VARIEDADES SEGUNDO MUSSALIM E BENTES PRECONCEITO LINGUÍSTICO MITOLOGIA DE BAGNO MEIOS DE TRANSMISSÃO DO PRECONCEITO LINGUÍSTICO PRECONCEITO LINGUÍSTICO E O PROCESSO EDUCACIONAL MANEIRAS DE COMBATER O PRECONCEITO LINGUÍSTICO PESQUISA SOCIOLINGUÍSTICA METODOLOGIA AMOSTRA DO QUESTIONÁRIO FINALIDADES DAS PERGUNTAS RESULTADOS ADQUIRIDOS PERFIL GERAL DOS QUESTIONADOS RESULTADOS À CADA ITEM CONSIDERAÇÕES FINAIS 83 CONCLUSÃO 87 BIBLIOGRAFIA 88 APÊNDICE 92

5 5 INTRODUÇÃO O preconceito linguístico investigado por este trabalho é um fenómeno alusivo a qualquer língua ou qualquer sociedade. No entanto, trata-se de um aspeto de língua tão comum na vida de cada indivíduo, de que muitas vezes ocorre mesmo sem ser percebido. Este tipo de preconceito manifesta-se principalmente no registo oral, através de afirmações pejorativas ou julgamentos depreciativos relativos à linguagem de outrem. Como todos os tipos de preconceito, ele também pode servir de incentivo para uma discriminação, neste caso baseada no modo de expressão de uma pessoa. Durante a nossa estadia no Brasil, foi basicamente esta discriminação e a nossa experiência com ela (quer pessoal quer mediada) que nos levou a pesquisar mais sobre o assunto. Apesar de que o preconceito linguístico pareça ser uma expressão bastante desconhecida (ou melhor, não reconhecida) pela maioria das pessoas e pouco elaborada por linguistas, o significado dela pode ser facilmente deduzido e desperta muito interesse. Para chamarmos a atenção para este aspeto da vida quotidiana pertencente tanto à área de sociologia como à de linguística, dedicamos o nosso trabalho justamente à ocorrência dele na sociedade. Pelo universo da nossa pesquisa é escolhida a sociedade brasileira. A razão disso foi a experiência prévia com a demonstração do preconceito linguístico, durante o nosso convívio com os falantes de português, tanto nativos como estrangeiros. O trabalho será dividido em duas partes, a teórica e a analítica. O primeiro capítulo será dedicado às normas linguísticas; ao conceito de norma e os tipos básicos de normas linguísticas. Por seguinte trataremos do problema de definição de uma norma oficial e de distinção entre a norma-padrão e a culta. O próximo capítulo, como uma conexão entre as normas e as variedades linguísticas, informará sobre o Projeto NURC. Isto é, um estudo sobre a linguagem falada que falantes brasileiros considerados cultos empregam diariamente, realizada em algumas das cidades mais populosas do Brasil. O objetivo do terceiro capítulo será, não só definir o conceito de variedades linguísticas, mas também apresentar vários pontos de vista de como elas podem ser

6 6 classificadas. Como exemplos desta classificação serão apresentadas duas propostas elaboradas a partir de estudos sociolinguísticos. O último capítulo teórico será dedicado ao preconceito linguístico. Nele aludimos a algumas afirmações preconceituosas frequentes na sociedade brasileira inspirando-nos no trabalho de Bagno, autor de maior número de publicações brasileiras referentes ao preconceito linguístico. Outros subcapítulos servirão para identificarmos os meios de transmissão deste preconceito, apontarmos para a presença dele no processo educacional e, finalmente, para delinearmos algumas maneiras para combatê-lo. A parte analítica do trabalho constituirá o quinto capítulo repartido em vários subcapítulos. Através desta parte será apresentada a investigação sobre a relação do preconceito linguístico com o nível de formação completado realizada através de um questionário opinativo. Este capítulo incluirá não só os resultados obtidos, mas também a metodologia escolhida para consegui-los e será encerrado pelas considerações finais sobre esta pesquisa.

7 7 1. NORMAS LINGUÍSTICAS A língua é uma das partes integrantes da cultura de uma nação. Talvez seja até a mais importante delas para a integração de um indivíduo à vida social da sua comunidade. É produzida pelos habitantes de uma região concreta, de extensão diversa, cujas caraterísticas comuns geram a idiossincrasia desta língua. A diversidade de uma sociedade reflete-se em numerosas variedades linguísticas de cada língua. Antigamente a perceção da existência da variação linguística foi, contudo, negativa; a variação era um problema, um defeito da língua, que precisava ser corrigido. 1 Os linguistas, durante a história da linguística, atribuíam a essas variedades valores ou positivos ou negativos. Sendo atraídos por obras de grandes escritores, consideravam, geralmente, a linguagem literária como a língua-padrão. Na passagem dos séculos XIX e XX, a linguística começou a ser conceituada como uma ciência que estuda a linguagem. O desenvolvimento desta ciência e a maneira de entender como funciona a linguagem, além dos mecanismos de formação e evolução das línguas faladas, criou a base para o surgimento de pesquisas e teorias acerca do assunto. Várias correntes, cada uma com suas peculiaridades, surgiram com o intuito de estudar cientificamente a linguagem, entre elas destacam-se: o estruturalismo, o funcionalismo e o gerativismo. Com o surgimento desta visão nova da língua houve também uma crítica da concepção anterior dela. Desta maneira despontou uma tentativa de estabelecer uma norma linguística. Com a aplicação do termo norma à linguística, surgiram grandes polémicas entre os gramáticos e os linguistas dos quais vamos tratar mais adiante. Pelo fato da questão da norma linguística ser bastante vasta, orientamo-nos na elaboração deste assunto conforme a maneira de como ele é tratado por autores brasileiros no sentido do português brasileiro. Primeiro, porém, tentaremos descobrir o significado desta expressão. 1 Bagno, M. Nada na língua é po acaso: por uma pedagogia da variação lingüística. São Paulo: Parábola Editorial, 2007, p. 87.

8 Breve definição da norma Determinar o significado do termo norma linguística representa um problema complexo, uma vez que há no mínimo dois conceitos 2 dela representados por dois adjetivos semelhantes; normal e normativo 3. O primeiro deles está ligado ao uso corrente do português na sociedade brasileira, enquanto o segundo refere-se aos preceitos estabelecidos pelos gramáticos. O normal representa a língua como ela é na realidade, o normativo descreve o ideal, portanto, como a língua deveria ser. Um é estudado através de observação objetiva por um linguista, que é o caso do normal, o outro é elaborado conforme as intenções subjetivas de um gramático, tradicionalista. Como diz Rey É somente pela influência do adjetivo normal, (...) que norma pôde passar do bom e do justo para o habitual e freqüente ; do desejável para o usual. 4 Os dicionários tampouco se afiguram muito auxiliares quanto à distinção dos dois conceitos acima mencionados. Embora a maioria dos dicionários consultados 5 apresente a significação de norma conforme o conceito normativo, no caso do Dicionário Houaiss da língua portuguesa 6 é diferente, nele um significado opõe-se ao outro. Enquanto um descreve a norma na rubrica de linguística e gramática como um conjunto dos preceitos estabelecidos na seleção do que deve ou não ser us. numa certa língua, levando em conta fatores linguísticos e não linguísticos, como tradição e valores socioculturais 7, o outro refere-se ao conceito de normal; Rubrica: linguística. tudo o que é de uso corrente numa língua relativamente estabilizada pelas instituições sociais 8. Julgamos esta ocorrência ser bastante importante em consideração com o fato de que este dicionário pretende ser um dos dicionários da língua portuguesa com o maior elenco de entradas. Este exemplo também comprova o uso discutível da 2 Couto, H. H. O que é português brasileiro. São Paulo: Editora Brasiliense, 1991, p Bagno, M. A norma oculta: língua & poder na sociedade brasileira. São Paulo: Parábola Editorial, 2003, p Rey, A. Usos, julgamentos e prescrições lingüísticas, In: Bagno, M. (ed.) Norma lingüística. São Paulo: Edições Loyola, 2001, p Foram consultados Dicionário Miniaurélio Eletrónico, Michaelis Moderno Dicionário da Língua Portuguesa, Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa, Dicionário Académico da Língua Portuguesa e Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. 6 Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa 3.0 [CD-ROM]. Rio de Janeiro: Editora Objetiva Ltda., Ibid. 8 Ibid.

9 9 expressão norma. É, no mínimo, curioso que uma palavra possa conter dois sentidos que são, praticamente, antagónicos; ela representa um conjunto de preceitos estabelecidos (o normativo) paralelamente com o uso corrente numa língua (o normal). Este fato conduz a uma ambiguidade na característica e na denominação das normas culta e padrão Tipos básicos de normas Apesar da discordância em torno da terminologia e da definição da norma culta e a padrão, os teóricos da sociolinguística ficam de acordo com o reconhecimento de três tipos de normas diferentes na sociedade brasileira sendo elas as primeiras duas acima mencionadas, isto é norma-padrão, norma culta, e a norma popular Norma padrão A expressão norma-padrão representa o conceito de língua normativo anteriormente apresentado, ou seja, um conjunto de regras que a gramática tradicional teima em fazer a gente obedecer embora muitas delas já não satisfaçam às necessidades de expressão de muita gente. 9 Ela não se ocupa com o uso real corrente da língua, mas com os padrões apresentados por grandes literatos do passado tomando-os por um paradigma de linguagem apropriada para as pessoas cultas. Por esta razão Bagno ainda acrescenta na característica da norma-padrão que não se trata de uma língua, porém de um modelo de língua, um ideal de língua, um padrão de comportamento lingüístico que, supostamente, deveria ser seguido por todos os falantes do idioma toda vez que vão usar a língua para falar ou escrever. 10 Heye 11, por sua vez, utiliza a expressão variedade padrão 12 que define como uma variedade ( ) que é legalmente institucionalizada como meio de comunicação supra-regional resultado de vários processos sociopolíticos e de tradição histórica. (...) é freqüentemente codificada, isto é, existem normas explícitas para seu uso correto oral e escrito Bagno, M. Português ou brasileiro?: um convite à pesquisa. São Paulo: Parábola Editorial, 2004, p Ibid., p Heye, J. Sociolingüística, In: Pais, C. T. et al. (ed.) Manual de lingüística. Petrópolis: Editora Vozes, 1978, p Ibid., p. 205.

10 10 Segundo ele, este tipo de variedade é geralmente utilizado nas circunstâncias mais formais, é divulgado através do ensino de língua nas escolas brasileiras e o seu emprego habitualmente possibilita o aumento de prestígio e o acesso a privilégios sociais 14 do seu usuário. Pelo motivo de que esta norma é fundada quase inteiramente na linguagem escrita literária, o que a torna altamente elitista 15 porque somente um grupo muito limitado de pessoas cultas domina as regras da língua utilizada pelos escritores no passado, ela não corresponde nem à linguagem falada, nem à escrita pelos falantes nativos brasileiros. Este é o fato que pode ser observado tanto ao nível morfológico, como aos níveis sintático, lexical e fonético. O instrumento de divulgação mais poderoso 16 da norma-padrão são as gramáticas normativas empregadas no processo do ensino nas escolas. Além destas, há também inumerosos dicionários oficiais da língua portuguesa que também servem para uma propagação dela. Em geral, o surgimento da norma-padrão como uma língua que servisse de veículo da comunicação entre o poder central (simbolizado pela figura do rei) e os cidadãos, uma língua em que fossem redigidas as leis que controlariam a vida daquela sociedade 17 na Europa teve o início no Renascimento, isto é, entre os séculos XIV e XVII. Naquela época foram criadas as primeiras gramáticas normativas das línguas europeias, das quais a primeira foi a Gramática da língua castelhana de Antonio de Nebrija que data de As gramáticas da língua portuguesa 18 surgiram alguns anos mais tarde na era dos descobrimentos. Para poder estabelecer uma língua oficial 19, foi preciso selecionar uma das línguas e nela uma das variedades possíveis. Logicamente, a mais comum era a escolha da variedade utilizada no centro de poder de cada país, uma região de muita influência política com o maior desenvolvimento económico. No caso de Portugal, a variedade linguística selecionada foi a da zona central do país, uma região 13 Ibid., p Ibid., p Couto, H. H. O que é português brasileiro. Op.cit., p Bagno, M. Nada na língua é po acaso: por uma pedagogia da variação lingüística. Op. cit., p Ibid., p Fernão de Oliveira, Gramática da linguagem portuguesa (1536); João de Barros, Gramática da língua portuguesa (1540); Pero de Magalhães de Gândavo, Regras que ensinam a maneira de escrever e a ortografia da língua portuguesa (1574); Duarte Nunes de Leão, Ortogrefia e origem da língua portuguesa (1576). 19 Bagno, M. Nada na língua é po acaso: por uma pedagogia da variação lingüística. Op. cit., p. 88.

11 11 entre Coimbra e Lisboa, desde que Coimbra representava a primeira capital, que foi transferida para Lisboa em A escolha desta variedade tinha sido influenciada politica e ideologicamente, portanto não levava em consideração o fato de que a variedade selecionada era muito diferente das restantes do país. As variedades omitidas da constituição da língua oficial, começaram a ser percebidas como maneiras incorretas de se expressar e por isso receberam diversas denominações negativas do tipo patoá, gíria, jargão, caçanje 20 e outras. Ainda assim continuavam a ser utilizadas pelos habitantes. De acordo com Bagno 21, a variedade escolhida para se tornar o fundo da normapadrão devia satisfazer as necessidades de todos os tipos de linguagem, seja ela literária, científica, ou qualquer outra. Por isso era inevitável unificar a ortografia para que houvesse uma única maneira oficial de escrever, organizar o léxico da língua nos dicionários oficiais apesar de que eles se tivessem ocupado preferentemente com os vocábulos procedentes das classes social e culturalmente prestigiadas. Com o objetivo de representar uma sociedade erudita era indispensável que na língua oficial fossem criadas expressões novas, principalmente de caráter científico e técnico inspiradas pelo latim. Do mesmo modo não podia ser evitado o estabelecimento de regras gramaticais para o uso conveniente dela. Este fato promoveu o surgimento de gramáticas normativas cuja finalidade era instaurar um padrão de uso da língua, o mais semelhante das tradições literárias e as variedades prestigiadas possível. Finalmente era necessário estabelecer as instituições com finalidade de divulgar esse modelo de língua ideal o que foi atingido através das escolas. Em relação ao modelo de língua criado pelos gramáticos, ele foi consideravelmente influenciado pelo latim que na Europa usufruía do estatuto de língua da cultura e do prestígio e ao mesmo tempo da Igreja e da ciência. Conforme Bagno, os gramáticos Também impuseram à língua padronizada estruturas sintáticas, maneiras de construir as frases e os períodos, inspiradas nos usos do latim clássico. 22 As palavras emprestadas do latim são denominadas de latinismos enquanto o período da história das línguas europeias em que ocorreram as mudanças mencionadas denominam os 20 Ibid., p Parafraseando: Ibid., p Ibid., p. 90.

12 12 linguistas de relatinização. Os latinismos aparecem nas obras de grandes escritores, fato que pode ser observado até na obra primária da literatura portuguesa, em Os Lusíadas do famoso poeta português, Luís Vaz de Camões. Os vocábulos cuja formação é considerada ter o caráter popular procedem de uma data mais antiga em comparação com aqueles criados de uma forma erudita. Os segundos mencionados, ao mesmo tempo, revelam uma forma quase idêntica com a dos étimos provenientes do latim. Este fato pode ser simplesmente justificado pelo processo de relatinização da língua. Por outro lado, as palavras de formação popular 23 são utilizadas com uma frequência eminentemente maior e acompanham o processo de evolução da língua. É curioso o fato de a data de publicação da obra-prima de Camões representar o marco miliário entre o português arcaico e a sua versão moderna. Um outro processo da evolução da língua portuguesa relativo ao latim é a chamada recondução de diversas palavras a uma forma mais próxima do étimo latino. 24 Deste modo, várias expressões, embora já tivessem sofrido uma mudança em relação à evolução do português, foram substituídas pelos vocábulos mais próximos aos termos latinos. Este processo confirma que na prática, os escritores e as pessoas eruditas davam sempre preferência às formas mais próximas, em qualquer aspeto, à língua latina. No entanto, a imposição da norma-padrão não causou o desaparecimento das formas tradicionais excluídas deste padrão da língua. Elas continuam a ser usadas pela razão de, ao contrário da norma-padrão, serem capazes de aceitar e incorporar as tendências novas naturalmente introduzidas ao português. Seria insensato esperar que uma língua continue igual durante séculos abstraindo os aspetos políticos, sociais, culturais, económicos (etc.) que influenciam as mudanças linguísticas. Do mesmo modo, a norma padrão não leva em consideração outras variedades da língua portuguesa, o fato que ajudou a criar uma grande distância entre ela e a língua realmente utilizada na prática. Ela tenta prescrever aos falantes brasileiros regras adotadas e comuns aos portugueses ignorando todo o processo da evolução da variedade brasileira do português. 23 Ibid., p Ibid., p. 93.

13 13 Para resumirmos a questão da norma-padrão utilizaremos as palavras de Marcos Bagno. Segundo ele a norma-padrão ( ) não é uma das variedades lingüísticas empiricamente observáveis no uso dos falantes em comunidade. Ela é um construto sociocultural, uma norma no sentido mais jurídico do termo, uma espécie de lei lingüística ( ). Por isso, não é correto usar os termos línguapadrão, variedade-padrão, dialeto-padrão, porque não existe língua, variedade e dialeto sem falantes reais, e ninguém fala a norma-padrão Norma culta Os tradicionalistas muitas vezes denominam a norma-padrão como norma culta o que cria uma desordem na terminologia. Para evitar um possível desentendimento causado pela ambiguidade da interpretação é preciso definir a norma culta a partir de dois pontos de vista, o de gramáticos tradicionalistas e o de linguistas. Para gramáticos a expressão norma culta corresponde à norma-padrão, ou seja, à linguagem literária dos famosos estilistas portugueses do passado. Trata-se de uso escrito formal de uma linguagem padronizada que escapa do uso real do português do Brasil. Caso aceitarmos este conceito da norma culta defendido pelos tradicionalistas, deveríamos aceitar também a opinião de Bagno que diz A gramática deles, portanto, só deveria, teoricamente, ser consultada por quem quisesse escrever um texto literário. 26, e as regras nelas abrangidas não deveriam ser aplicadas em todos os usos restantes da língua. Os linguistas, por sua vez, associam o termo norma culta aos usos correntes da língua dos falantes cultos de uma região determinada. Por um falante culto entende-se, de acordo com o vocabulário técnico 27 da Sociolinguística, um indivíduo com grau de escolaridade superior completa, nascido e criado em zona urbana 28. Trata-se de uma concepção descritiva baseada nas investigações empíricas sobre a linguagem, que leva em consideração os aspetos sociais relativos a cada falante. Em comparação com a norma-padrão, a norma culta não rejeita outras variedades linguísticas e em vista disso utiliza-se nesse sentido também a denominação variedades cultas 29 ou prestigiadas 30. A 25 Ibid., p Bagno, M. Português ou brasileiro?: um convite à pesquisa. Op. cit., p Este tipo de vocabulário tem po objetivo a maior objetividade e restrição possível do termo em questão. 28 Bagno, M. Português ou brasileiro?: um convite à pesquisa. Op. cit., p Ibid., p. 40.

14 14 segunda expressão mencionada faz uma referência ao fato de falantes cultos, numa perspetiva geral, pertencerem às camadas sociais favorecidas, de maior prestígio. Este tipo de norma pode ser aplicado tanto na expressão linguística escrita como na oral, porém, a escrita revela sempre um grau de formalismo maior. Ao mesmo tempo Bagno afirma que também existe uma norma culta informal, empregada tanto na fala quanto na escrita de determinadas camadas da sociedade em determinadas situações de interação menos monitorada. 31 De acordo com ele, A norma culta, portanto, numa concepção mais criteriosa, é uma língua que existe, que pode ser coletada empiricamente, analisada, estudada, descrita ( ). Além disso, esta norma culta não coincide necessariamente com a linguagem utilizada nos textos literários. 32 Se bem que o conceito moderno da norma culta continue a alimentar a diferenciação da sociedade brasileira em classes e prefira as camadas mais abastecidas, ele se ocupa, pelo menos com a língua real dos falantes brasileiros e não com uma prescrição das gramáticas de como a língua deveria ser. Honório do Couto 33 completa os seguintes fatores que o legitimam; primeiro o fato de este conceito ter surgido no contexto histórico da sociedade brasileira e ter sido influenciado por outras normas do português brasileiro. Por segundo, a realidade de o Brasil ter intercâmbio de diversos tipos com o mundo inteiro 34 e por este motivo a linguagem culta é mais adequada e mais cosmopolita para esta finalidade. O outro fator mencionado é que esta norma inclui todo o repertório cultural e histórico dos brasileiros. Por penúltimo, a linguagem culta representa uma força unificadora, padronizadora, enquanto que as outras normas são sempre mais particularizadoras, individualizadoras 35. E o último argumento do autor consiste no fato desta norma ser a única possível que se poderia tomar por base para uma possível criação de uma norma geral brasileira pela razão de ela ser a mais próxima da norma-padrão preferida pelas camadas dominantes do Brasil. 30 Bagno, M. Nada na língua é po acaso: por uma pedagogia da variação lingüística. Op. cit., p Ibid., p Ibid., p Couto, H. H. O que é português brasileiro. Op. cit., p Ibid., p Ibid., p. 81.

15 15 A distância entre os dois conceitos de norma culta pode ser melhor afigurada através da seguinte tabela 36 que sintetiza as características principais de ambas as conceções em questão. NORMA CULTA? NORMA CULTA? prescritiva (normativa) língua prescrita nas gramáticas normativas, inspiradas na literatura clássica preconceito (baseia-se em mitos sem fundamentação na realidade da língua viva, inspirados em modelos arcaicos de organização social) doutrinária (compõe-se de enunciados categóricos, dogmáticos, que não admitem contestação) pretensamente homogênea elitista presa à escrita literária, separa rigidamente a fala da escrita descritiva (normal) atividade lingüística dos falantes cultos, com escolaridade superior completa e vivência urbana conceito (termo técnico usado em investigações empíricas sobre a língua, co-relacionadas com fatores sociais) científica (baseia-se em hipóteses e teorias que devem ser testadas para, em seguida, ser validadas ou invalidadas) essencialmente heterogênea socialmente variável se manifesta tanto na fala quanto na escrita venerada como uma verdade eterna e sujeita a transformações ao longo do imutável (cultuada) tempo Tabela : Distinção das duas conceções da norma culta segundo Bagno 36 Bagno, M. A norma oculta: língua & poder na sociedade brasileira. Op. cit., p. 54.

16 Norma popular Já tratámos das normas padrão e culta, contudo estas são apenas as normas que compreendem a linguagem das pessoas cultas, com o nível de escolaridade superior completo de zonas urbanas, ou seja, das camadas sociais privilegiadas. Para denominar as variedades restantes, comuns às camadas desfavorecidas há uma tendência na sociolinguística de opor prestígio a estigma 37. Por esta razão utiliza-se muitas vezes a designação variedades estigmatizadas 38 para a linguagem destes usuários, sem que sejam percebidas como incultos. No sentido sociológico e antropológico não seria correto empregar o termo inculto no caso deles, embora se trate das pessoas que escapam da definição dos falantes cultos. Como Bagno explica (...) do ponto de vista sociológico e antropológico, simplesmente não existe nenhum ser humano que não esteja vinculado a uma cultura, que não tenha nascido dentro de um grupo social com seus valores, suas crenças, seus hábitos, seus preconceitos, seus costumes, sua arte, suas técnicas, sua língua Apesar da denominação acima mencionada, emprega-se na prática do mesmo modo uma outra expressão. Bagno conclui que (...) para tentar designar as variedades lingüísticas relacionadas a falantes sem escolaridade superior completa, com pouca ou nenhuma escolarização, moradores da zona rural ou das periferias empobrecidas das grandes cidades, aparece freqüentemente na literatura lingüística a classificação língua popular, norma popular, variedades populares, etc Norma oficial/geral Ao levarmos em consideração as antigas colónias de Portugal, elas significativamente contribuem para uma heterogeneidade dialetal da língua portuguesa. Este fato provoca uma necessidade de estabelecer uma norma oficial geral a fim de assegurar a intercomunicação entre as diversas regiões e os diversos segmentos da comunidade de língua portuguesa 41. Honório do Couto propõe dois princípios que podem ser auxiliares no processo de criação de uma norma oficial sendo eles a coordenação e a subordinação. É preciso procurar os meios mais objetivos para sua 37 Ibid., p Ibid., p Ibid., p Ibid., p Couto, H. H. O que é português brasileiro. Op. cit., p. 74.

17 17 constituição, desde que não seria adequado apenas escolher uma das normas e considerá-la como a oficial, o que significaria empregar o princípio de subordinação. Como já vimos anteriormente, este processo tinha ocorrido quando as classes sociais que estavam no poder tentavam instaurar a norma-padrão 42 como uma norma oficial do português brasileiro. Como diz o autor, O princípio articulador de uma norma geral efetiva só pode se basear na coordenação da tendência geral.( ) ao se estabelecer a norma lingüística geral do Brasil deve-se levar em conta a linguagem de todo o país, e não privilegiar determinada região, época ou classe social. 43 Segundo ele, para criar uma norma oficial brasileira, o correto seria empregar este princípio de coordenação tomando por base a linguagem utilizada pelas pessoas cultas de todo o país. Desta maneira seria possível atingir o objetivo de constituir uma norma geral brasileira que fosse próxima à das gramáticas normativas e ao mesmo tempo fundada no uso real corrente. Uma norma que cumprisse estas condições seria aceitada de modo mais natural em comparação com um paradigma representado pela normapadrão, pelo motivo de ter sido criada, pelo menos até um certo ponto, pela coordenação e não ter sido imposta pelas autoridades Norma culta ou norma padrão? A norma culta é estabelecida pelos usuários, não pelas gramáticas normativas o que a torna mais democrática da norma-padrão. Este fato explica uma grande distância existente entre as duas normas da qual surgem os mitos 44 ocorrentes na sociedade brasileira. Os mitos em questão Bagno responsabiliza por uma baixa auto-estima linguística 45 dos brasileiros que muitas vezes acreditam não serem capazes de se expressar em situações mais formais, seja por escrita, seja de forma oral. Isto comprova um grande poder simbólico da norma-padrão que ela tem, mormente, sobre os falantes cultos. Porém, segundo o linguista, ( ) são pouquíssimos os usuários da língua capazes de se apoderar da norma-padrão para transformá-la em matéria-prima de criação estética, para produzir obras-primas da literatura. A 42 Honório do Couto utiliza o termo norma lusitana (das gramáticas). 43 Ibid., p Bagno trata destes mitos num capítulo chamado A mitologia do preconceito lingüístico integrado no seu livro Preconceito lingüístico: o que é, como se faz (São Paulo: Edições Loyola, 1999). 45 Bagno, M. Português ou brasileiro?: um convite à pesquisa. Op. cit., p. 40.

18 18 imensa maioria das pessoas ( ) usa a língua para finalidades práticas de comunicação diária que nada têm a ver com a criação estética. 46 Deve-se levar sempre em conta o fato de que a norma culta não é um sinónimo da norma-padrão, trata-se de dois conceitos da língua completamente diferentes, como já foi anteriormente explicado. No entanto, muitas vezes os falantes cultos os confundem. Isto, provavelmente, seja causado pelo fato de que mesmo até os gramáticos tradicionalistas frequentemente trocam a terminologia e chamam a norma-padrão de norma culta como se as duas fossem o mesmo. Existe uma tendência de considerar culto apenas aquilo que provém de classes sociais privilegiadas, como se os brasileiros pertencentes às camadas restantes fossem as pessoas sem cultura o que, do ponto de vista antropológico, não é possível. Também há uma outra tendência de pôr a norma culta em contraste com a popular de maneira como se o falante culto não pertencesse à população do mesmo modo que o falante sem escolaridade superior completa, sem vivência urbana. 47 A fronteira entre as variedades privilegiadas e as estigmatizadas não é nada nítida, uma sempre influencia a outra. Quanto ao uso correto do português, esta é uma questão muito discutível. Há quem considera de erro qualquer regra linguística que escapa das grandes obras literárias, que é o caso, nomeadamente, dos tradicionalistas. Contudo, o conhecimento e o emprego das regras impostas pela norma-padrão estão cada vez menos frequentes na prática, até mesmo entre os falantes denominados cultos, tanto na linguagem oral como na escrita. De acordo com Bagno, quando uma inovação lingüística atinge a escrita mais monitorada é porque a mudança já se completou na maioria dos estilos da língua falada e muito dificilmente a forma antiga voltará ao uso. 48 E conclui que os falantes cultos também fazem parte do processo natural de evolução da língua, de um modo significativo Ibid., p Bagno, M. Nada na língua é po acaso: por uma pedagogia da variação lingüística. Op. cit., p Ibid., p Ibid., p. 112.

19 19 2. PROJETO NURC Ao falar do Projeto NURC cuja abreviação tem o significado de Norma Urbana Culta, trata-se de um projeto de estudo da forma falada da língua portuguesa do Brasil. Esta pesquisa está sendo apoiada pelos linguistas com visão modernista, porém, ao mesmo tempo, está sendo condenada pelos defensores de conceitos da gramática tradicionalista. A seguir apresentaremos a história, os objetivos e a metodologia do Projeto NURC baseada nos dados adquiridos através das páginas eletrónicas de alguns 50 dos núcleos particulares deste estudo; o de São Paulo 51, o de Salvador 52, o do Rio de Janeiro 53, o do Recife 54, e de uma das publicações de Bagno 55. O início desta pesquisa data de 1969 quando começou a ser efetuado em cinco cidades brasileiras, escolhidas com muito cuidado, sendo elas São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre. Todas estas cidades tinham que cumprir duas condições básicas prescritas pelo projeto; o período desde a sua fundação maior de cem anos e o número de população acima de um milhão de habitantes. Segundo uma publicação na página da Internet do Atlas Linguístico do Brasil (ALiB) 56, o Projeto NURC tem por meta descrever os padrões reais de uso na comunicação oral adotados pelo estrato social constituído de falantes com escolaridade de nível superior. 57 Para Bagno os objetivos desta pesquisa tem até o valor de um manifesto político 58 que, como diz em seguida, dirige nossa luta para conseguirmos ensinar a língua portuguesa do 50 Não foi possível encontrar uma fonte sobre o Projeto NURC no Porto Alegre. 51 Silva, L. A.. Projeto NURC: Histórico. Linha D'água, São Paulo, v. 10, p , [online]. [cit ]. Disponível em: <http://www.fflch.usp.br/dlcv/nurc/>. 52 Projeto Atlas Linguístico do Brasil Comitê Nacional. O Projeto NURC no Brasil. Projeto NURC [online] [cit ]. Disponível em: <http://www.ici.ufba.br/twiki/bin/view/alib/alibnurc>. 53 NURC RJ. Histórico do Projeto. Projeto Norma Linguística Urbana Culta - RJ [online]. [cit ]. Disponível em: <http://www.letras.ufrj.br/nurc-rj/>. 54 PPGL/UFPE. NURC Norma Urbana Culta [online]. [cit ]. Disponível em: <http://www.pgletras.com.br/programa-nucleos-nurc.htm>. 55 Bagno, M. Português ou brasileiro?: um convite à pesquisa. Op.cit.. 56 O Projeto Atlas Linguístico do Brasil (Projeto ALiB) realizado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em cooperação com outras doze universidades, objetiva realizar um atlas geral do Brasil referente à língua portuguesa baseando-se nos princípios gerais da Geolinguística contemporânea. 57 Projeto Atlas Linguístico do Brasil Comitê Nacional. O Projeto NURC no Brasil. Projeto NURC Op.cit.. 58 Bagno, M. Português ou brasileiro?: um convite à pesquisa. São Op. cit., p. 53.

20 20 Brasil de uma maneira mais democrática, não preconceituosa e mais realista. 59 Com o decorrer do tempo os objetivos da pesquisa têm ampliado conforme o desenvolvimento da análise linguística e as suas novas tendências incluindo as análises tais como a da conversação, da narrativa, a análise sócio-pragmática do discurso e outras. A metodologia empregada no Projeto NURC e os objetivos dele estão relacionados com o Proyecto de Estudio Conjunto y Coordinado de la Norma Lingüística Culta de las Principales Ciudades de Iberoamérica y de la Península Ibérica, Proyecto proposto por Juan Lope Blanch, no II Simpósio do PILEI, em Bloomington/ Este projeto foi instituído no Brasil pelo professor catedrático de Língua Portuguesa da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Nelson Rossi, quem, consequentemente, se tornou o primeiro coordenador nacional dele. Em 1968 durante o IV Simpósio do PILEI que se deu no México, professor Rossi introduziu o trabalho O Projeto de Estudo da Fala Culta e sua Execução no Domínio da Língua Portuguesa e nele salientou, no caso da língua portuguesa, a necessidade de estender o conceito do projeto original a outras cidades além da capital federal do país. Ele fez a proposta para que o projeto aplicado no Brasil incluísse as cinco capitais brasileiras mais importantes com a população acima de um milhão de habitantes. Primeiramente, O projeto previa três etapas: gravações, transcrição e análise do corpus, conforme um Guia-Questionário. Inicialmente, eram previstas 400 horas de gravação, selecionando-se 600 informantes (300 do sexo masculino e 300 do sexo feminino) com nível superior de escolaridade, nascidos na cidade sob estudo ou residentes aí desde os cinco anos de idade, filhos de nativos de língua portuguesa, de preferência nascidos na cidade sob pesquisa. 61 Em realidade, a primeira fase do projeto tinha como objetivo o recolhimento dos exemplos da língua falada pelos habitantes cultos das cidades em questão através das gravações em fita magnética. Os informantes foram cuidadosamente selecionados segundo vários critérios; eram de ambos os géneros, divididos em três faixas etárias (25-35, e acima de 56 anos), nascidos em uma das cidades participantes do projeto, 59 Ibid. 60 Projeto Atlas Linguístico do Brasil Comitê Nacional. O Projeto NURC no Brasil. Projeto NURC Op. cit.. 61 Silva, L. A.. Projeto NURC: Histórico. Linha D'água, São Paulo, v. 10, p , Op. cit..

21 21 na qual têm residido no mínimo três quartas partes da sua vida. A pesquisa tem sido realizada mediante as entrevistas muito trabalhadas no sentido científico, ou seja, através de inquéritos que constituem hoje o corpus deste estudo. Houve três tipos diferentes deles. O primeiro, cuja abreviação é DID, tinha sido efetuado por um diálogo entre um informante e o documentador. Ao informante foi introduzido um assunto sobre o qual falava livremente e era interrompido pelo investigador com suas perguntas curtas ou modificação do tema somente nos momentos nos quais este considerava preciso encorajar o entrevistado para falar mais. Outro tipo de investigação era designado por D2, o que quer dizer que se tratava de um diálogo entre dois informantes, ou melhor, dois informadores travavam conversação sobre um tema proposto pelo pesquisador cujo papel neste tipo de inquérito era ficar em silêncio, ouvir o diálogo e intervir minimamente na direção dele. O último recurso tinha sigla de EF cujo significado era a elocução formal. Neste caso faziam-se gravações de um discurso mais formal em comparação com os diálogos, por exemplo de uma alocução em conferência. Este tipo de linguagem obriga o locutor utilizar uma forma mais culta quando comparada com as duas situações prévias. Após a recolha dos inquéritos gravados, que em total atingiram um cálculo de 1 870, o que corresponde a mais de horas de discurso, seguiu-se com a segunda etapa que consistia em transcrição delas conforme um método anteriormente determinado. Atualmente pode ser notado um acrescimento deste número em algumas das cidades referidas cujas razões são novos inquéritos introduzidos na prática e os antigos informantes que regressaram ao projeto para uma nova documentação. 62 A passagem dos anos 80 e 90 deu o início ao projeto Gramática do português falado assente no corpus do Projeto NURC. Neste projeto colaboraram dezenas de linguistas brasileiros pertencentes a várias universidades nacionais cujo propósito era a elaboração de uma gramática alusiva ao português culto falado no Brasil. Respeito às futuras tarefas dos professores que colaboram no Projeto NURC, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) abaixo da descrição da pesquisa publicou os seguintes planos: 62 Os dados estatísticos foram obtidos do website do Atlas Linguístico do Brasil (ALiB) disponível em: <http://www.ici.ufba.br/twiki/bin/view/alib/alibnurc>.

22 22 (1) digitalizar o material sonoro; (2) coletar novos dados, tendo em vista o tempo em que as últimas gravações foram feitas; (3) coletar material escrito com o objetivo de cotejar a realização de determinados fenômenos nas duas modalidades: escrita e oral; (4) publicar o volume dos diálogos entre dois informantes (D2); (5) publicar uma coletânea de trabalhos que tenham como corpus o material do NURC- RE. 63 No entanto, o Projeto NURC não é o único estudo com o objetivo de documentar e analisar a língua viva no Brasil. Há outros projetos semelhantes em regiões diversas dirigidos por múltiplos grupos de pesquisa. Como um exemplo pode servir o VARLINE; Variação Linguística no Nordeste, ou seja, uma abreviação que integra vários projetos desenvolvidos nos centros de estudo diferentes nordestinos. Em comparação com o NURC, esses projetos procuram estender os seus objetivos e não restringi-los à recolha e à análise da linguagem urbana apenas dos falantes brasileiros cultos, de maneira como o fez o projeto Censo da Variação Lingüística no Estado do Rio de Janeiro 64. Este visava estudar o modo de falar das pessoas de várias camadas sociais com os níveis de escolarização diferentes. Em suma, o Projeto da Norma Linguística Urbana Culta, sem dúvida, tem uma grande importância no estudo da língua portuguesa do Brasil. Contudo, ele faz somente uma parte de um conjunto de estudos, pesquisas e projetos que abrangem o tema de norma linguística do português. 63 PPGL/UFPE. NURC Norma Urbana Culta. Op. cit.. 64 O projeto Censo da Variação Lingüística no Estado do Rio de Janeiro foi realizado nos anos de 1980 a 1988, atulmente mais conhecido sob o nome de Programa de Estudos sobre o Uso da Língua (PEUL), coordenado por Anthony Julius Naro, um dos principais linguistas brasileiros.

23 23 3. VARIEDADES LINGUÍSTICAS Tanto no português falado no Brasil como em línguas de outros países do mundo existe um grande número de variedades linguísticas. Para podermos falar delas é preciso, primeiro, determinar a atitude perante o uso de termos variedade, variação e variante com o objetivo de unificar a terminologia deste capítulo. Embora todos estes termos possam ser encontrados nos trabalhos de vários linguistas, adoptaremos para com eles a atitude de Travaglia 65 que diz: Preferimos usar o termo variedades, por entender que ele coloca num mesmo nível todos os tipos de variação, ao contrário do termo variante usado pelos autores que parece dar a idéia de que existe uma forma da língua que é central, típica, melhor e que as demais são variações dela. Na verdade, cada variedade tem um status igual às demais e em seu conjunto constituem o que chamamos de língua, como, por exemplo, a Língua Portuguesa. 66 e Bagno ainda acrescenta: Quando você consegue identificar os traços caraterísticos de um determinado modo de falar a língua, você pode chamá-lo de variedade. 67 Mesmo admitindo o fato de existir no Brasil uma grande parte de variedades linguísticas, na sociedade brasileira perdura uma longa tradição em posicioná-las numa escala valorativa. Deste modo, o uso de cada variedade é classificado como certo/errado, aceitável/inaceitável, etc. Porém, toda variedade deve ser aplicada em uma determinada situação e deste modo pode-se tratar somente de uso adequado ou inadequado dela. Portanto, não é correto dedicar toda a atenção no processo de ensino/aprendizagem da língua a uma única forma dela, à norma culta, prejudicando desta maneira o resto das variedades. Às vezes é possível de encontrar-se com a opinião de que o aluno, que entra na escola, precisa aprender somente a norma culta porque ele já domina às restantes. Isso, claro, não é verdade, pois ele até pode dominar alguma(s) variedade(s), contudo não é possível que as conheça todas, de mesmo modo como não é somente a norma culta que ele precisará na prática. 65 Luiz Carlos Travaglia é profesor de Língua Portuguesa e Linguística do Instituto de Letras e Linguística (ILEEL) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Minas Gerais. 66 Travaglia, L. C. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática. São Paulo: Cortez, 2009, p Bagno, M. Português ou brasileiro?: um convite à pesquisa. Op. cit., p. 42.

24 24 Não se deveria esquecer de uma realidade, a saber que até a variedade falada em um local concreto, por exemplo em uma metrópole, reflecte certas divergências que correspondem às desigualdades entre as pessoas, tais como o nível de escolaridade, o sexo, a taxa etária, a situação socioeconómica e outras. Por exemplo, a linguagem de uma falante de Fortaleza de 34 anos pertencente à classe média com o nível de escolaridade superior completo vai discordar da linguagem de uma falante de Fortaleza com 34 anos da classe social mais baixa com o nível de escolaridade básico. Outras diferenças podem ser observadas ao analisar uma variedade falada pelos falantes cultos das regiões, áreas de trabalho, etc. variadas Classificação de variedades linguísticas Como já foi dito anteriormente, há uma grande quantidade de variedades linguísticas que apesar de apresentarem muitos traços semelhantes, distinguem-se à base do género, da idade, do nível de escolaridade, da classe social e outros aspetos. Em vista disso prosseguimos com uma classificação partindo justamente das divergências entre elas. As variedades podem ser divididas em classes de muitas maneiras diferentes. Por este motivo decidimos apresentar duas classificações para uma possível comparação. Uma é elaborada por Travaglia 68 e a outra por duas autoras, Fernanda Mussalim 69 e Anna Christina Bentes 70, ambas professoras de linguística Tipos de variedades segundo Travaglia A classificação deste linguista nos parece bastante vasta e ao mesmo tempo sinóptica. É baseada em quatro autores, sendo eles Halliday, McIntosh, Strevens e Bowen. O professor destaca dois tipos básicos de variedades, dialetos e registos que aparecem também com o nome de estilos. Os dialetos são aqueles tipos de variedades que ocorrem em função das pessoas que usam a língua 71, dos emissores (falantes, locutores / autores do texto). As variedades linguísticas que ocorrem em virtude do uso 68 Travaglia, L. C. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática. Op. cit., p Fernanda Mussalim é docente efetiva do Instituto de Letras e Linguística (ILEEL) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Minas Gerais. 70 Anna Christina Bentes é professora do Departamento de Linguística da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), São Paulo. 71 Travaglia, L. C. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática. Op. cit., p. 42.

25 25 da língua, isto é, derivam do recebedor (ouvinte / leitor), da mensagem ou da situação concreta, são chamadas de registros ou estilos. Ambos esses grupos repartem-se ainda em diversos subgrupos como mostra a seguinte tabela: Variedades linguísticas Dialetos Registros / Estilos na dimensão territorial / geográfica / regional na dimensão social na dimensão de idade na dimensão de sexo na dimensão de geração na dimensão de função de grau de formalismo de modo de sintonia Tabela : Classificação de variedades linguísticas segundo Travaglia Dialetos Existem no mínimo seis dimensões de variedade dialetal 72, concretamente a territorial, muitas vezes denominada geográfica ou regional, a social, a de idade, a de sexo, a de geração e a de função. A primeira mencionada ocorre em comunidades de regiões diversas unidas por uma mesma língua, fato que pode ser causado pelas influências que todo território sofreu ao ser formada a sociedade linguística delimitada geograficamente e influenciada pelos fatores políticos, económicos e culturais. Estes tipos de dialetos são evidenciados no caso do português falado em países diferentes; em Portugal, no Brasil ou nas ex-colónias portuguesas. Do mesmo modo pode ser observado o dialeto territorial dentro do Brasil levando em conta as diferentes variedades como o nordestino, carioca, paulista, etc. Quanto às diferenças entre os falares de várias regiões, a maioria delas manifesta-se fonética e lexicalmente, enquanto as divergências sintácticas são poucas. É claro que os limites entre os dialetos regionais não são nítidos, eles são demarcados apenas através de alguns territórios com a maior frequência de um conjunto de características. O estudo 73 de variedades regionais de 72 Ibid., p Pais, C. T. et. al. Manual de lingüística. Petrópolis: Editora Vozes, 1978, p. 206.

26 26 Jürgen Heye 74 subdivide os dialetos regionais ainda em unidades menores que denomina os dialetos locais. Quanto aos dialetos na dimensão social 75, estes são ligados às classes sociais às quais pertencem os falantes da língua, porque os locutores provenientes da mesma classe social assinalam uma maior uniformização da sua linguagem. Em comparação com o primeiro grupo de dialetos, o territorial, este tipo é mais difícil de definir e classificar por causa de abundantes matizes e superposições das variedades nele incluídas. Os fatores que mais influenciam os dialetos sociais são o nível da escolarização que está ligado à classe económica à qual os falantes pertencem. As divergências entre as classes sociais frequentemente causam também um discernimento no grau de formalismo, o fato que resulta em maior ou menor aplicação da norma culta ou padrão na linguagem. Este tipo de dialetos serve de instrumento para a identificação grupal, isto é, torna-se possível identificar uma comunidade através da sua linguagem. Este fato pode ser aproveitado para inclusão ou exclusão de certos grupos para vários fins diferentes. Como um exemplo de inclusão pode servir um político que durante sua campanha eleitoral adapta o seu modo de falar de acordo com ao quem fala para atingir o maior número de eleitores. Ao contrário, um dos exemplos de exclusão representa um grupo marginal da sociedade com a sua própria linguagem, que costuma destinar o verdadeiro significado das palavras ou frases utilizadas somente àqueles que pertençam a este grupo. As pessoas de vários grupos etários também diferem no modo de usar a língua, ou seja elas definem os dialetos de acordo com a idade. Na maioria dos casos, essas divergências são estudadas conforme aos grupos delimitados pela idade, dos quais as mais utilizadas são crianças, jovens, adultos e velhos. Porém, a utilização dessas faixas etárias generalizadas depende do objetivo de cada estudo. Todos os indivíduos, ao longo da sua vida, avançam para um grupo etário diferente aceitando sempre a linguagem deste e abandonando o código linguístico do grupo anterior. É interessante observar uma forte tendência entre as pessoas mais velhas para desprezar a maneira de falar e principalmente o emprego de gírias por gerações mais novas. 74 Jürgen Heye foi professor emérito do Programa de Pós-Graduação em Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). 75 Travaglia, L. C. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática. Op. cit., p. 45.

Relações de poder e usos linguísticos: desvelando outra face

Relações de poder e usos linguísticos: desvelando outra face Relações de poder e usos linguísticos: desvelando outra face Girllaynne Marques Vinícius Nicéas 1 Universidade Federal de Pernambuco A obra A norma oculta, do linguista brasileiro Marcos Bagno 2 (2003),

Leia mais

PIBID: UMA PONTE INTERDISCIPLINAR ENTRE O ENSINO SUPERIOR E O ENSINO MÉDIO

PIBID: UMA PONTE INTERDISCIPLINAR ENTRE O ENSINO SUPERIOR E O ENSINO MÉDIO PIBID: UMA PONTE INTERDISCIPLINAR ENTRE O ENSINO SUPERIOR E O ENSINO MÉDIO Extensão, docência e investigação. Danielle Gomes Mendes Theciana Silva Silveira Orientadora: Prof.ª Dr.ª Marize Barros Rocha

Leia mais

A ABORDAGEM DA VARIAÇÃO LINGUÍSTICA NO LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA

A ABORDAGEM DA VARIAÇÃO LINGUÍSTICA NO LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA A ABORDAGEM DA VARIAÇÃO LINGUÍSTICA NO LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA Joseilson Jales Alves (graduando em Letras/Espanhol na UERN) Maria Graceli de Lima (Pós-graduanda em Letras PPGL/UERN) Maria Lúcia

Leia mais

CAMPOS LEXICOS DOS FALARES RURAIS DE GOIÁS, MATO GROSSO, MINAS GERAIS E SÃO PAULO.

CAMPOS LEXICOS DOS FALARES RURAIS DE GOIÁS, MATO GROSSO, MINAS GERAIS E SÃO PAULO. CAMPOS LEXICOS DOS FALARES RURAIS DE GOIÁS, MATO GROSSO, MINAS GERAIS E SÃO PAULO. Gisele Martins SIQUEIRA (Mestranda FL/UFG) Gisele.msiqueira@gmail.com Maria Suelí de AGUIAR (FL/UFG) aguiarmarias@gamil.com

Leia mais

HÁ VARIAÇÃO LINGUÍSTICA NAS ESCOLAS PÚBLICAS?

HÁ VARIAÇÃO LINGUÍSTICA NAS ESCOLAS PÚBLICAS? HÁ VARIAÇÃO LINGUÍSTICA NAS ESCOLAS PÚBLICAS? Wéllem Aparecida de FREITAS Prof. Joyce Elaine de ALMEIDA BARONAS (Orientadora) RESUMO Nos últimos anos, pesquisadores da área de linguagem vêm desenvolvendo

Leia mais

LINGUAGEM: O COMPLEXO JOGO DAS MUDANÇAS SOCIAIS

LINGUAGEM: O COMPLEXO JOGO DAS MUDANÇAS SOCIAIS LINGUAGEM: O COMPLEXO JOGO DAS MUDANÇAS SOCIAIS Aline Almeida de Araújo 1 RESUMO A sociolinguística estuda as variações do meio social, procura entender e explicar as várias maneiras de expressão dos falantes.

Leia mais

O PRECONCEITO LINGUÍSTICO NO ÂMBITO ESCOLAR BREVENSE

O PRECONCEITO LINGUÍSTICO NO ÂMBITO ESCOLAR BREVENSE O PRECONCEITO LINGUÍSTICO NO ÂMBITO ESCOLAR BREVENSE Cherma Miranda PEREIRA (UFPA) 1 Celso FRANCÊS JÚNIOR (UFPA) Resumo: Este trabalho tem por objetivo apresentar os resultados da pesquisa sobre o preconceito

Leia mais

Índice. 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3

Índice. 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3 GRUPO 6.1 MÓDULO 4 Índice 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3 1.1. Desenvolvimento e Aprendizagem de Jovens e Adultos... 4 1.1.1. Educar na Diversidade... 5 1.2. Os Efeitos da Escolarização/Alfabetização

Leia mais

Alfabetização e Letramento: caminhos e descaminhos*

Alfabetização e Letramento: caminhos e descaminhos* Alfabetização e Letramento: caminhos e descaminhos* Magda Soares Doutora e livre-docente em Educação e professora titular emérita da Universidade Federal de Minas Gerais. Um olhar histórico sobre a alfabetização

Leia mais

Padrões de Competências para o Cargo de Professor Alfabetizador

Padrões de Competências para o Cargo de Professor Alfabetizador Padrões de Competências para o Cargo de Professor Alfabetizador Alfabetização de Crianças O Professor Alfabetizador é o profissional responsável por planejar e implementar ações pedagógicas que propiciem,

Leia mais

LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS E SUAS VARIAÇÕES: UM ESTUDO SOBRE AS VARIANTES UTILIZADAS NAS ESCOLAS DE SURDOS

LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS E SUAS VARIAÇÕES: UM ESTUDO SOBRE AS VARIANTES UTILIZADAS NAS ESCOLAS DE SURDOS LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS E SUAS VARIAÇÕES: UM ESTUDO SOBRE AS VARIANTES UTILIZADAS NAS ESCOLAS DE SURDOS Karina Ávila Pereira (UFPEL) Apoio financeiro: Capes - bolsa de Mestrado A pesquisa de mestrado

Leia mais

Cadernos do CNLF, Vol. XVII, Nº 04. Rio de Janeiro: CiFEFiL, 2013.

Cadernos do CNLF, Vol. XVII, Nº 04. Rio de Janeiro: CiFEFiL, 2013. 122 Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos LER, ESCREVER E REESCREVER NO ENSINO MÉDIO POR MEIO DOS CLÁSSICOS DA LITERATURA BRASILEIRA José Enildo Elias Bezerra (IFAP) enildoelias@yahoo.com.br

Leia mais

13º CONGRESSO BRASILEIRO DE LÍNGUA PORTUGUESA DO IP/PUC-SP 4º CONGRESSO INTERNACIONAL DE LUSOFONIA

13º CONGRESSO BRASILEIRO DE LÍNGUA PORTUGUESA DO IP/PUC-SP 4º CONGRESSO INTERNACIONAL DE LUSOFONIA 13º CONGRESSO BRASILEIRO DE LÍNGUA PORTUGUESA DO IP/PUC-SP 4º CONGRESSO INTERNACIONAL DE LUSOFONIA Mônica Vicente Marinho Gerhardt (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) Mestranda em Língua Portuguesa

Leia mais

LEITURA EM LÍNGUA ESPANHOLA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: COMPREENSÃO E EXPRESSÃO CRIATIVA

LEITURA EM LÍNGUA ESPANHOLA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: COMPREENSÃO E EXPRESSÃO CRIATIVA LEITURA EM LÍNGUA ESPANHOLA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: COMPREENSÃO E EXPRESSÃO Instituto Federal Farroupilha Câmpus Santa Rosa ledomanski@gmail.com Introdução Ler no contexto mundial globalizado

Leia mais

Alfabetização e Letramento

Alfabetização e Letramento Alfabetização e Letramento Material Teórico A Escrita no Processo de Alfabetização Responsável pelo Conteúdo e Revisor Textual: Profª. Ms Denise Jarcovis Pianheri Unidade A Escrita no Processo de Alfabetização

Leia mais

OLIVEIRA, Luciano Amaral. Coisas que todo professor de português precisa saber: a teoria na prática. São Paulo: 184 Parábola Editorial, 2010.

OLIVEIRA, Luciano Amaral. Coisas que todo professor de português precisa saber: a teoria na prática. São Paulo: 184 Parábola Editorial, 2010. Resenha OLIVEIRA, Luciano Amaral. Coisas que todo professor de português precisa saber: a teoria na prática. São Paulo: 184 Parábola Editorial, 2010. Leticia Macedo Kaeser * leletrasufjf@gmail.com * Aluna

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE: Linguagem oral dominada, Representação escrita, Sistema simbólico.

PALAVRAS-CHAVE: Linguagem oral dominada, Representação escrita, Sistema simbólico. 7.00.00.00-0 - CIÊNCIAS HUMANAS 7.08.00.00-6 Educação A APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA: A LINGUAGEM ORAL DOMINADA E SUA CORRELAÇÃO COM A APRENDIZAGEM DA ESCRITA GIOVANNA GAGGINI RODON Curso de Pedagogia

Leia mais

O PRECONCEITO LINGUÍSTICO REVELADO SOB UM OLHAR POÉTICO

O PRECONCEITO LINGUÍSTICO REVELADO SOB UM OLHAR POÉTICO O PRECONCEITO LINGUÍSTICO REVELADO SOB UM OLHAR POÉTICO Carina Pereira de Paula Cristina Monteiro da Silva Juliana Aparecida Chico de Morais (Gdas-CLCA-UENP/CJ) Marilúcia dos Santos Domingos Striquer (Orientadora-

Leia mais

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO APRESENTAÇÃO O Projeto Político Pedagógico da Escola foi elaborado com a participação da comunidade escolar, professores e funcionários, voltada para a

Leia mais

1 A Internet e sua relação com a linguagem na atualidade: algumas informações introdutórias

1 A Internet e sua relação com a linguagem na atualidade: algumas informações introdutórias 1 A Internet e sua relação com a linguagem na atualidade: algumas informações introdutórias Objetivamos, com esse trabalho, apresentar um estudo dos processos de importação lexical do português que ocorrem

Leia mais

O PAPEL SOCIAL DA LÍNGUA: O PODER DAS VARIEDADES LINGÜÍSTICAS Carmen Elena das Chagas (UFF/UNESA) carmenelena@bol.com.br

O PAPEL SOCIAL DA LÍNGUA: O PODER DAS VARIEDADES LINGÜÍSTICAS Carmen Elena das Chagas (UFF/UNESA) carmenelena@bol.com.br O PAPEL SOCIAL DA LÍNGUA: O PODER DAS VARIEDADES LINGÜÍSTICAS Carmen Elena das Chagas (UFF/UNESA) carmenelena@bol.com.br CONSIDERAÇÕES INICIAIS A língua, na concepção da sociolingüística, é intrinsecamente

Leia mais

JAKOBSON, DUCHAMP E O ENSINO DE ARTE

JAKOBSON, DUCHAMP E O ENSINO DE ARTE JAKOBSON, DUCHAMP E O ENSINO DE ARTE Terezinha Losada Resumo: A obra Fonte de Marcel Duchamp é normalmente apontada pela crítica de arte como a síntese e a expressão mais radical da ruptura com a tradição

Leia mais

português língua não materna (a2) Dezembro de 2013

português língua não materna (a2) Dezembro de 2013 Informação prova final / Exame Final Nacional português língua não materna (a2) Dezembro de 2013 Prova 63/93/739 2014 6.º Ano, 9.º Ano ou 12.º Ano de Escolaridade O presente documento divulga as características

Leia mais

FACULTADE DE FILOLOXÍA DEPARTAMENTO DE FILOLOXÍA GALEGA

FACULTADE DE FILOLOXÍA DEPARTAMENTO DE FILOLOXÍA GALEGA FACULTADE DE FILOLOXÍA DEPARTAMENTO DE FILOLOXÍA GALEGA HISTÓRIA E VARIEDADE DO PORTUGUÊS 2 José António Souto Cabo Márlio Barcellos Pereira da Silva GUÍA DOCENTE E MATERIAL DIDÁCTICO 2015/2016 FACULTADE

Leia mais

Quanto aos meios, trata-se de uma pesquisa bibliográfica, documental, telematizada e pesquisa de campo, conforme descrito abaixo:

Quanto aos meios, trata-se de uma pesquisa bibliográfica, documental, telematizada e pesquisa de campo, conforme descrito abaixo: 3 METODOLOGIA Apresenta-se a seguir a descrição da metodologia utilizada neste trabalho com o objetivo de expor os caminhos que foram percorridos não só no levantamento dos dados do estudo como também

Leia mais

Enunciação e política de línguas no Brasil

Enunciação e política de línguas no Brasil Enunciação e política de línguas no Brasil Eduardo GUIMARÃES Universidade Estadual de Campinas Considerando o fato de que o Brasil é um país multilingüe, tomo como objetivo específico aqui a reflexão sobre

Leia mais

:: Cuidados na Elaboração de uma Redação Científica

:: Cuidados na Elaboração de uma Redação Científica :: Cuidados na Elaboração de uma Redação Científica José Mauricio Santos Pinheiro em 21/04/2005 Os princípios indispensáveis à redação científica podem ser resumidos em quatro pontos fundamentais: clareza,

Leia mais

CONSELHO DE CLASSE. A visão dos professores sobre educação no Brasil

CONSELHO DE CLASSE. A visão dos professores sobre educação no Brasil CONSELHO DE CLASSE A visão dos professores sobre educação no Brasil INTRODUÇÃO Especificações Técnicas Data do Campo 19/06 a 14/10 de 2014 Metodologia Técnica de coleta de dados Abrangência geográfica

Leia mais

ANÁLISE DOS TERMOS DE DESIGNAÇÃO PARA INCLUSÃO EDUCACIONAL NO WEBJORNALISMO

ANÁLISE DOS TERMOS DE DESIGNAÇÃO PARA INCLUSÃO EDUCACIONAL NO WEBJORNALISMO ANÁLISE DOS TERMOS DE DESIGNAÇÃO PARA INCLUSÃO EDUCACIONAL NO WEBJORNALISMO PALAVRAS-CHAVE: Análise, Educação, Inclusão. Lucas Lameira Martins RESUMO Este artigo tem como objetivo apresentar um trabalho

Leia mais

Palavras-chave: Toponímia, linguística, memória, imigração italiana, Belo Horizonte.

Palavras-chave: Toponímia, linguística, memória, imigração italiana, Belo Horizonte. MARCAS DA ITÁLIA NA TOPONÍMIA DE BELO HORIZONTE Resumo Zuleide Ferreira Filgueiras 1 Esta comunicação tem como objetivo apresentar os principais resultados da dissertação de mestrado A presença italiana

Leia mais

Política de Línguas na América Latina 1

Política de Línguas na América Latina 1 Política de Línguas na América Latina 1 Eduardo Guimarães * Num momento como o atual, em que as relações internacionais vêm mudando rapidamente e que se caracteriza, entre outras coisas, pelo fato político

Leia mais

Questionário: Imagens do (Ensino) Português no Estrangeiro

Questionário: Imagens do (Ensino) Português no Estrangeiro Questionário: Imagens do (Ensino) Português no Estrangeiro Pretende se com este questionário conhecer a sua opinião sobre o (Ensino do) Português no Estrangeiro. Não existem respostas certas ou erradas.

Leia mais

ROJO, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola, 2009.

ROJO, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola, 2009. Resenhas 161 ROJO, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola, 2009. Márcia Moreira Pereira* marcia.moreirapereira@gmail.com *Possui graduação em Letras pela Universidade

Leia mais

UNIP Universidade Paulista Estudos Políticos e Sociais

UNIP Universidade Paulista Estudos Políticos e Sociais SOCIEDADE E EDUCAÇÃO INTRODUÇÃO Citelli (2004) apresenta um ponto de vista acerca do momento vivido pela escola e, conseqüentemente, pela educação, bastante elucidativo: A escola está sendo pensada, assim,

Leia mais

Palavras-chave: Leitura. Oralidade. (Re)escrita. Introdução

Palavras-chave: Leitura. Oralidade. (Re)escrita. Introdução 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA (X ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA OS TEXTOS

Leia mais

7 Educação lingüística: uma proposta para o ensino de língua portuguesa

7 Educação lingüística: uma proposta para o ensino de língua portuguesa 7 Educação lingüística: uma proposta para o ensino de língua portuguesa As críticas ao ensino tradicional de língua portuguesa não são recentes. Nos anos trinta, Olavo Bilac já se posicionava contra o

Leia mais

Antropologia Estrutural Claude Levi-Strauss Linguagem e Parentesco

Antropologia Estrutural Claude Levi-Strauss Linguagem e Parentesco Universidade Estadual Paulista ''Júlio de Mesquita Filho'' UNESP Campus Bauru/SP Antropologia Visual Graduação em Artes Visuais Antropologia Estrutural Claude Levi-Strauss Linguagem e Parentesco ANDREIA

Leia mais

VARIAÇÕES NO DOMÍNIO DA LÍNGUA PORTUGUESA Ânderson Rodrigues Marins (UFF) andermarins@gmail.com e andermarins@hotmail.com

VARIAÇÕES NO DOMÍNIO DA LÍNGUA PORTUGUESA Ânderson Rodrigues Marins (UFF) andermarins@gmail.com e andermarins@hotmail.com VARIAÇÕES NO DOMÍNIO DA LÍNGUA PORTUGUESA Ânderson Rodrigues Marins (UFF) andermarins@gmail.com e andermarins@hotmail.com INTRODUÇÃO Os que se detêm na análise mais acurada dos fenômenos lingüísticos percebem

Leia mais

Informação-Prova de Equivalência à Frequência COMPONENTE ESCRITA

Informação-Prova de Equivalência à Frequência COMPONENTE ESCRITA Agrupamento de Escolas do Viso Porto Prova de Equivalência à Frequência Espanhol (LE II) Prova 15 3º- Ciclo do Ensino Básico Informação-Prova de Equivalência à Frequência Tipo de Prova: Escrita e Oral

Leia mais

Literatura Portuguesa Idade Média e Classicismo Renascentista. 6 ECTS BA Semestre de inverno / 2º.ano

Literatura Portuguesa Idade Média e Classicismo Renascentista. 6 ECTS BA Semestre de inverno / 2º.ano Literatura Idade Média e Classicismo Renascentista 6 ECTS BA Semestre de inverno / 2º.ano história e da cultura de Portugal no período estudado, domínio da língua portuguesa A unidade curricular Literatura

Leia mais

Utilize o roteiro abaixo como mapa para elaboração do projeto. Organizado o conjunto, amplie as partes que requerem detalhamento.

Utilize o roteiro abaixo como mapa para elaboração do projeto. Organizado o conjunto, amplie as partes que requerem detalhamento. Utilize o roteiro abaixo como mapa para elaboração do projeto. Organizado o conjunto, amplie as partes que requerem detalhamento. ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETO DE PESQUISA Título provisório (uma expressão

Leia mais

A RELAÇÃO ENTRE A GESTÃO ADOTADA NA ESCOLA E A CONSTRUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

A RELAÇÃO ENTRE A GESTÃO ADOTADA NA ESCOLA E A CONSTRUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO A RELAÇÃO ENTRE A GESTÃO ADOTADA NA ESCOLA E A CONSTRUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO Maribel Manfrim Rohden PUCPR Ana Maria Eyng PUCPR Este trabalho apresenta a reflexão desenvolvida num projeto de

Leia mais

As Etapas da Pesquisa D R. G U A N I S D E B A R R O S V I L E L A J U N I O R

As Etapas da Pesquisa D R. G U A N I S D E B A R R O S V I L E L A J U N I O R As Etapas da Pesquisa D R. G U A N I S D E B A R R O S V I L E L A J U N I O R INTRODUÇÃO A pesquisa é um procedimento reflexivo e crítico de busca de respostas para problemas ainda não solucionados. O

Leia mais

PROVA ESCRITA. As informações sobre a prova apresentadas neste documento não dispensam a consulta da legislação referida e do Programa da disciplina.

PROVA ESCRITA. As informações sobre a prova apresentadas neste documento não dispensam a consulta da legislação referida e do Programa da disciplina. INFORMAÇÃO PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA ESPANHOL (LE II) Abril de 2015 Prova 15 2015 3.º Ciclo do Ensino Básico (Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho) Tipo de Prova: Escrita e Oral Duração: 90

Leia mais

Etapas para a elaboração de um Pré- Projeto de Pesquisa

Etapas para a elaboração de um Pré- Projeto de Pesquisa Etapas para a elaboração de um Pré- Projeto de Pesquisa Estrutura de um projeto de pesquisa: 1. TEMA E TÍTULO DO PROJETO 2. DELIMITAÇÃO DO PROBLEMA 3. INTRODUÇÃO 4. RELEVÂNCIA E JUSTIFICATIVA 5. OBJETIVOS

Leia mais

No final desse período, o discurso por uma sociedade moderna leva a elite a simpatizar com os movimentos da escola nova.

No final desse período, o discurso por uma sociedade moderna leva a elite a simpatizar com os movimentos da escola nova. 12. As concepções de educação infantil Conforme OLIVEIRA, a educação infantil no Brasil, historicamente, foi semelhante a outros países. No Séc. XIX tiveram iniciativas isoladas de proteção à infância

Leia mais

A LÍNGUA PORTUGUESA E SEU ALTO GRAU DE DIVERSIDADE E DE RESUMO. A comunicação é indispensável ao homem que vive em sociedade, com esta necessidade

A LÍNGUA PORTUGUESA E SEU ALTO GRAU DE DIVERSIDADE E DE RESUMO. A comunicação é indispensável ao homem que vive em sociedade, com esta necessidade A LÍNGUA PORTUGUESA E SEU ALTO GRAU DE DIVERSIDADE E DE VARIABILIDADE. *Gisele Rogelin Prass RESUMO A comunicação é indispensável ao homem que vive em sociedade, com esta necessidade surge à língua. A

Leia mais

Reflexão: Abordagem ao domínio da matemática, comunicação oral e escrita na Educação de Infância

Reflexão: Abordagem ao domínio da matemática, comunicação oral e escrita na Educação de Infância 1 Reflexão: Abordagem ao domínio da matemática, comunicação oral e escrita na Educação de Infância Mariana Atanásio, Nº 2036909. Universidade da Madeira, Centro de Competência das Ciências Sociais, Departamento

Leia mais

ANAIS DO XV CONGRESSO NACIONAL DE LINGUÍSTICA E FILOLOGIA

ANAIS DO XV CONGRESSO NACIONAL DE LINGUÍSTICA E FILOLOGIA A SOCIOLINGUÍSTICA COMO ATIVIDADE NO CURRICULO ESCOLAR DO ENSINO FUNDAMENTAL Lucia Furtado de Mendonça Cyranka (UFJF) lucia.cyranka@uol.com.br Lívia Nascimento Arcanjo (UFJF) Simone Rodrigues Peron (UFJF)

Leia mais

Professora Verônica Ferreira PROVA CESGRANRIO 2012 CAIXA ECONÔMICA FEDERAL TÉCNICO BANCÁRIO

Professora Verônica Ferreira PROVA CESGRANRIO 2012 CAIXA ECONÔMICA FEDERAL TÉCNICO BANCÁRIO Professora Verônica Ferreira PROVA CESGRANRIO 2012 CAIXA ECONÔMICA FEDERAL TÉCNICO BANCÁRIO 1 Q236899 Prova: CESGRANRIO - 2012 - Caixa - Técnico Bancário Disciplina: Português Assuntos: 6. Interpretação

Leia mais

ESTUDO DE CASO - PLANEJAMENTO E MÉTODOS 1

ESTUDO DE CASO - PLANEJAMENTO E MÉTODOS 1 ESTUDO DE CASO - PLANEJAMENTO E MÉTODOS 1 Alberto Albuquerque Gomes 2 O estudo de caso tem sido escolhido, de forma recorrente, como alternativa para pesquisas sobre o fenômeno educativo. Porém, nem sempre

Leia mais

Agrupamento de Escolas de Porto de Mós Informação-Prova de Equivalência à Frequência

Agrupamento de Escolas de Porto de Mós Informação-Prova de Equivalência à Frequência Prova de Equivalência à Frequência de Inglês (Escrita + Oral) Prova Código 06-2015 2º Ciclo do Ensino Básico - 6ºano de escolaridade 1. Introdução O presente documento visa divulgar as características

Leia mais

O USO DA NORMA PADRÃO E NÃO-PADRÃO NA CONJUGAÇÃO DO VERBO ESTAR

O USO DA NORMA PADRÃO E NÃO-PADRÃO NA CONJUGAÇÃO DO VERBO ESTAR Anais do 6º Encontro Celsul - Círculo de Estudos Lingüísticos do Sul O USO DA NORMA PADRÃO E NÃO-PADRÃO NA CONJUGAÇÃO DO VERBO ESTAR Emanuelle Milek (Pontifícia Universidade Católica do Paraná) ABSTRACT:

Leia mais

Observatório Nacional de Recursos Humanos

Observatório Nacional de Recursos Humanos RUBRICA AVALIAÇÃO DA SATISFAÇÃO Observatório Nacional de Recursos Humanos Resultados nacionais agregados de 211 O Observatório Nacional de Recursos Humanos (ONRH) celebra este ano 1 anos de existência.

Leia mais

Currículo do Curso de Licenciatura em Filosofia

Currículo do Curso de Licenciatura em Filosofia Currículo do Curso de Licenciatura em Filosofia 1. Componentes curriculares O currículo do Curso de Licenciatura em Filosofia engloba as seguintes dimensões. 1.1. Conteúdos de natureza teórica Estes conteúdos

Leia mais

A Técnica de Grupos Focais para Obtenção de Dados Qualitativos

A Técnica de Grupos Focais para Obtenção de Dados Qualitativos 1 www.tecnologiadeprojetos.com.br Instituto de Pesquisas e Inovações Educacionais www.educativa.org.br A Técnica de Grupos Focais para Obtenção de Dados Qualitativos (Publicação interna) Maria Elasir S.

Leia mais

1ª. Apostila de Filosofia O que é Filosofia? Para que a Filosofia? A atitude filosófica. Apresentação

1ª. Apostila de Filosofia O que é Filosofia? Para que a Filosofia? A atitude filosófica. Apresentação 1 1ª. Apostila de Filosofia O que é Filosofia? Para que a Filosofia? A atitude filosófica. Apresentação O objetivo principal de Introdução Filosofia é despertar no aluno a percepção que a análise, reflexão

Leia mais

SOBRE A EVOLUÇÃO LINGÜÍSTICA

SOBRE A EVOLUÇÃO LINGÜÍSTICA SOBRE A EVOLUÇÃO LINGÜÍSTICA Gabriel de Ávila Othero 1 gabnh@terra.com.br... o tempo altera todas as coisas; não existe razão para que a língua escape a essa lei universal. Ferdinand de Saussure 1. INTRODUÇÃO

Leia mais

RÁDIO UNIVERSITÁRIA DO MINHO: CONFIGURAÇÕES EDUCOMUNICATIVAS DE ENSINO-APREDIZAGEM MARCELO MENDONÇA TEIXEIRA

RÁDIO UNIVERSITÁRIA DO MINHO: CONFIGURAÇÕES EDUCOMUNICATIVAS DE ENSINO-APREDIZAGEM MARCELO MENDONÇA TEIXEIRA 1 RÁDIO UNIVERSITÁRIA DO MINHO: CONFIGURAÇÕES EDUCOMUNICATIVAS DE ENSINO-APREDIZAGEM MARCELO MENDONÇA TEIXEIRA Introdução A passagem da comunicação oral para a comunicação eletrônica no final da década

Leia mais

Alfabetizar e promover o ensino da linguagem oral e escrita por meio de textos.

Alfabetizar e promover o ensino da linguagem oral e escrita por meio de textos. Alfabetizar e promover o ensino da linguagem oral e escrita por meio de textos. Daiane Pacheco-USC pedagogia - daiaspacheco@gmail.com; Carla Viviana-USC pedagogia- vivianamaximino@hotmail.com; Kelly Rios-USC

Leia mais

Convenção relativa à Luta contra a Discriminação no campo do Ensino

Convenção relativa à Luta contra a Discriminação no campo do Ensino ED/2003/CONV/H/1 Convenção relativa à Luta contra a Discriminação no campo do Ensino Adotada a 14 de dezembro de 1960, pela Conferência Geral da UNESCO, em sua 11ª sessão, reunida em Paris de 14 de novembro

Leia mais

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA Professor, nós, da Editora Moderna, temos como propósito uma educação de qualidade, que respeita as particularidades de todo o país. Desta maneira, o apoio ao

Leia mais

EMENTÁRIO LETRAS EaD INGLÊS

EMENTÁRIO LETRAS EaD INGLÊS EMENTÁRIO LETRAS EaD INGLÊS 1ª FASE LLE 931 Introdução aos Estudos da Linguagem Total h/a Introdução aos conceitos de língua e língua(gem); características da língua(gem) humana; a complexidade da língua(gem)

Leia mais

XVIII CONGRESSO NACIONAL DE LINGUÍSTICA E FILOLOGIA

XVIII CONGRESSO NACIONAL DE LINGUÍSTICA E FILOLOGIA A GRAMÁTICA DE USOS DO PORTUGUÊS NA CONTEMPORANEIDADE: UMA PROPOSTA DE ENSINO Camila Rodrigues da Silva (UFT) Kmila-rodriguess@hotmail.com Luiz Roberto Peel Furtado de Oliveira (UFT) luizpeel@mail.uft.edu.br

Leia mais

11 a 14 de dezembro de 2012 Campus de Palmas

11 a 14 de dezembro de 2012 Campus de Palmas ESTUDO DO TERMO ONOMA E SUA RELAÇÃO COM A INTERDISCIPLINARIDADE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ENSINO FUNDAMENTAL DA GEOGRAFIA NA PERSPECTIVA DA ONOMÁSTICA/TOPONÍMIA Verônica Ramalho Nunes 1 ; Karylleila

Leia mais

PROJETO SALA DE REDAÇÃO

PROJETO SALA DE REDAÇÃO PROJETO SALA DE REDAÇÃO Eliane Teresinha da Silva Acadêmica do Curso de Letras Português e Literaturas UAB Restinga Seca/UFSM Gláucia Josiele Cardoso Acadêmica do Curso de Letras Português e Literaturas

Leia mais

As Metas Curriculares de Português, para o 3º Ciclo, apresentam cinco características essenciais:

As Metas Curriculares de Português, para o 3º Ciclo, apresentam cinco características essenciais: DEPARTAMENTO DE LÍNGUAS PORTUGUÊS 9º ANO C Ano Letivo: 204 /205. Introdução / Metas Curriculares Na disciplina de Português o desenvolvimento do ensino será orientado por Metas Curriculares cuja definição

Leia mais

Conceito de pesquisa

Conceito de pesquisa Conceito de pesquisa A pesquisa e uma atividade voltada para a solução de problemas, através do emprego de procedimentos científicos. Seus elementos são: 1. Problema ou dúvida 2. Metodo científico 3. Resposta

Leia mais

334 Valdecy de Oliveira Pontes e Alexandra Maria de Castro e Santos Araújo

334 Valdecy de Oliveira Pontes e Alexandra Maria de Castro e Santos Araújo MARTINS, André Ricardo Nunes. A polêmica construída: racismo e discurso da imprensa sobre a política de cotas para negros. Brasília: Senado Federal, 2011, 281p. O livro intitulado A polêmica construída:

Leia mais

TÓPICOS DE UM PRÉ-PROJETO

TÓPICOS DE UM PRÉ-PROJETO Prof. Dr. Eduardo Braga 1 1 Introdução TÓPICOS DE UM PRÉ-PROJETO Iniciar a redação colocando alguns antecedentes do assunto/tema/problema escolhido. Expor as justificativas e razões para a escolha do tema

Leia mais

FORMAÇÃO CONTINUADA CAMINHOS PARA O ENSINO

FORMAÇÃO CONTINUADA CAMINHOS PARA O ENSINO FORMAÇÃO CONTINUADA CAMINHOS PARA O ENSINO SUPERIOR PLANO DE ENSINO E ESTRATÉGIAS Profª Msc. Clara Maria Furtado PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO CURRÍCULO ORGANIZAÇÃO CURRICULAR PLANEJAMENTO DO CURSO OBJETIVOS

Leia mais

Carlos Fabiano de Souza IFF UFF carlosfabiano.teacher@gmail.com

Carlos Fabiano de Souza IFF UFF carlosfabiano.teacher@gmail.com VIII Jornada de Estudos do Discurso NARRANDO A VIDA SOCIAL A FALA DO PROFESSOR DE INGLÊS SOBRE A SUA ATIVIDADE DOCENTE EM CURSOS DE IDIOMAS: POR UM ITINERÁRIO INVESTIGATIVO NA INTERFACE TRABALHO & LINGUAGEM

Leia mais

ANÁLISE DOS OBJETIVOS PRESENTES NOS TRABALHOS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL APRESENTADOS NO IX EPEA-PR

ANÁLISE DOS OBJETIVOS PRESENTES NOS TRABALHOS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL APRESENTADOS NO IX EPEA-PR ANÁLISE DOS OBJETIVOS PRESENTES NOS TRABALHOS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL APRESENTADOS NO IX EPEA-PR Resumo FRANZÃO, Thiago Albieri UEPG/GEPEA thiagofranzao@hotmail.com RAMOS, Cinthia Borges de UEPG/GEPEA cinthiaramos88@yahoo.com.br

Leia mais

FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS

FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS Daniel Silveira 1 Resumo: O objetivo desse trabalho é apresentar alguns aspectos considerados fundamentais para a formação docente, ou

Leia mais

TÍTULO V DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO CAPÍTULO II DA EDUCAÇÃO BÁSICA. Seção I Das Disposições Gerais

TÍTULO V DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO CAPÍTULO II DA EDUCAÇÃO BÁSICA. Seção I Das Disposições Gerais TÍTULO V DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO CAPÍTULO II DA EDUCAÇÃO BÁSICA Seção I Das Disposições Gerais Art. 22. A educação básica tem por finalidades desenvolver o educando, assegurar-lhe

Leia mais

RESOLUÇÃO. Habilitação em Língua Espanhola extinta pela Res. CONSEPE 51/2003, de 29 de outubro de 2003.

RESOLUÇÃO. Habilitação em Língua Espanhola extinta pela Res. CONSEPE 51/2003, de 29 de outubro de 2003. RESOLUÇÃO CONSEPE 53/99 ALTERA O PLANO CURRICULAR E O REGIME DO CURSO DE LETRAS, DO CÂMPUS DE ITATIBA. O Presidente do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão - CONSEPE, no uso da atribuição que lhe confere

Leia mais

Este documento vai ser divulgado na escola-sede do Agrupamento e na página eletrónica: www.aepjm.pt/joomla

Este documento vai ser divulgado na escola-sede do Agrupamento e na página eletrónica: www.aepjm.pt/joomla Agrupamento de Escolas Pedro Jacques de Magalhães INFORMAÇÃO PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA FRANCÊS 2014 3.º Ciclo do Ensino Básico O presente documento divulga a informação relativa à prova de Equivalência

Leia mais

O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO DA CRIANÇA SEGUNDO EMILIA FERREIRO.

O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO DA CRIANÇA SEGUNDO EMILIA FERREIRO. O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO DA CRIANÇA SEGUNDO EMILIA FERREIRO. Duarte, Karina. Rossi, Karla. Discentes da faculdade de ciências Humanas/FAHU. Rodrigues, Fabiana. Docente da faculdade de ciências Humanas/FAHU.

Leia mais

Análise de Anúncios de Oferta de Emprego. (Regime Legal)

Análise de Anúncios de Oferta de Emprego. (Regime Legal) Análise de Anúncios de Oferta de Emprego (Regime Legal) Serviço de Igualdade 2011 Enquadramento Jurídico O reconhecimento e o tratamento do direito à igualdade de oportunidades e não discriminação, e de

Leia mais

Aprovação do curso e Autorização da oferta. PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO FIC Português para fins acadêmicos

Aprovação do curso e Autorização da oferta. PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO FIC Português para fins acadêmicos MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SANTA CATARINA CAMPUS GAROPABA Aprovação do curso e Autorização da oferta

Leia mais

Projeto de Graduação 1 Prof. Fabiano Dorça. Metodologia Científica

Projeto de Graduação 1 Prof. Fabiano Dorça. Metodologia Científica Projeto de Graduação 1 Prof. Fabiano Dorça Metodologia Científica Metodologia Científica Conjunto de abordagens, técnicas e processos utilizados pela ciência para formular e resolver problemas de aquisição

Leia mais

Unidade IV Ciência: O homem na construção do conhecimento Aula 34.1 Conteúdo: Artigo de divulgação científica.

Unidade IV Ciência: O homem na construção do conhecimento Aula 34.1 Conteúdo: Artigo de divulgação científica. 2 CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Unidade IV Ciência: O homem na construção do conhecimento Aula 34.1 Conteúdo: Artigo de divulgação científica. 3 CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO

Leia mais

GÍRIA, UMA ALIADA AO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA ESTRANGEIROS Emerson Salino (PUC-SP) lpsalino@uol.com.br João Hilton (PUC/SP)

GÍRIA, UMA ALIADA AO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA ESTRANGEIROS Emerson Salino (PUC-SP) lpsalino@uol.com.br João Hilton (PUC/SP) GÍRIA, UMA ALIADA AO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA ESTRANGEIROS Emerson Salino (PUC-SP) lpsalino@uol.com.br João Hilton (PUC/SP) RESUMO A língua sofre constantemente uma invasão de novos vocábulos que

Leia mais

Prefácio. Juanito Ornelas de Avelar Universidade Estadual de Campinas Laura Álvarez López Universidade de Estocolmo

Prefácio. Juanito Ornelas de Avelar Universidade Estadual de Campinas Laura Álvarez López Universidade de Estocolmo Juanito Ornelas de Avelar Universidade Estadual de Campinas Laura Álvarez López Universidade de Estocolmo Prefácio Em abril de 2011, o Programa de Pós-Graduação em Linguística do Instituto de Estudos da

Leia mais

Direito de Autor e Sociedade da Informação

Direito de Autor e Sociedade da Informação Direito de Autor e Sociedade da Informação 1. Vivemos imersos há alguns anos, e de um modo crescentemente acentuado, na assim chamada sociedade da informação. Ao certo o rótulo não tem conteúdo definido,

Leia mais

DIMENSÕES DO TRABAHO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE PRUDENTE: O ENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÕES DE TRABALHO PRECOCE

DIMENSÕES DO TRABAHO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE PRUDENTE: O ENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÕES DE TRABALHO PRECOCE Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 18 a 22 de outubro, 2010 337 DIMENSÕES DO TRABAHO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE PRUDENTE: O ENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM

Leia mais

Curso: Letras Português ( 1 ª Licenciatura) II Bloco

Curso: Letras Português ( 1 ª Licenciatura) II Bloco Curso: Letras Português ( 1 ª Licenciatura) I Bloco Filosofia da Educação 60 horas Metodologia Científica 60 horas Iniciação à Leitura e Produção de Textos Acadêmicos 60 horas Introdução à filosofia e

Leia mais

Informação-Exame de Equivalência à disciplina de: INGLÊS (LE I) Prova Oral e Prova Escrita

Informação-Exame de Equivalência à disciplina de: INGLÊS (LE I) Prova Oral e Prova Escrita Informação-Exame de Equivalência à disciplina de: INGLÊS (LE I) Prova Oral e Prova Escrita 2º Ciclo do Ensino Básico Ano letivo de 2011/12 1. Introdução O presente documento visa divulgar as características

Leia mais

ESCOLA BÁSICA FERNANDO CALDEIRA Currículo de Português. Departamento de Línguas. Currículo de Português - 7º ano

ESCOLA BÁSICA FERNANDO CALDEIRA Currículo de Português. Departamento de Línguas. Currículo de Português - 7º ano Departamento de Línguas Currículo de Português - Domínio: Oralidade Interpretar discursos orais com diferentes graus de formalidade e complexidade. Registar, tratar e reter a informação. Participar oportuna

Leia mais

AUXÍLIO FINANCEIRO A CURSOS PROJETO DE PESQUISA APLICADA SUMÁRIO

AUXÍLIO FINANCEIRO A CURSOS PROJETO DE PESQUISA APLICADA SUMÁRIO 1 AUÍLIO FINANCEIRO A CURSOS PROJETO DE PESQUISA APLICADA SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO... 2 2 O QUE É UM PROJETO?... 2 2.1 PROJETO DE PESQUISA... 2 3 CLASSIFICAÇÃO DAS PESQUISAS... 4 4 CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO PARA

Leia mais

1. Introdução. 2. Metodologia e Taxa de Adesão. Resultados Nacionais Agregados de 2011

1. Introdução. 2. Metodologia e Taxa de Adesão. Resultados Nacionais Agregados de 2011 1 Resultados Nacionais Agregados de 11 Observatório Nacional de Recursos Humanos Resultados Nacionais Agregados de 11 1. Introdução Desde a sua criação em 02 que o Observatório Nacional de Recursos Humanos

Leia mais

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA DE EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE. Curso: Licenciatura em Educação Física Projeto Pedagógico

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA DE EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE. Curso: Licenciatura em Educação Física Projeto Pedagógico UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA DE EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE Curso: Licenciatura em Educação Física Projeto Pedagógico Ingressantes em 2007 Dados: Sigla: Licenciatura em Educação Física Área: Biológicas

Leia mais

REFLEXÕES ACERCA DO ENSINO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA

REFLEXÕES ACERCA DO ENSINO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU MESTRADO EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO SILMARA SILVEIRA ANDRADE REFLEXÕES ACERCA DO ENSINO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA Assunção, Paraguay Março 2015 REFLEXÕES ACERCA DO ENSINO DE LÍNGUA

Leia mais

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A EXPERIÊNCIA DESENVOLVIDA PELA FACED/UFBA NA FORMAÇÃO DOS ALFABETIZADOES NA ALFASOL

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A EXPERIÊNCIA DESENVOLVIDA PELA FACED/UFBA NA FORMAÇÃO DOS ALFABETIZADOES NA ALFASOL 1 Pesquisas e Práticas Educativas ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A EXPERIÊNCIA DESENVOLVIDA PELA FACED/UFBA NA FORMAÇÃO DOS ALFABETIZADOES NA ALFASOL DANIELA DE JESUS LIMA FACED/UFBA INTRODUÇÃO - O presente

Leia mais

(30h/a 02 créditos) Dissertação III (90h/a 06 Leituras preparatórias para a

(30h/a 02 créditos) Dissertação III (90h/a 06 Leituras preparatórias para a GRADE CURRICULAR DO MESTRADO EM LETRAS: LINGUAGEM E SOCIEDADE DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS 34 CRÉDITOS Teorias da Linguagem (60h/a 04 Teorias Sociológicas (60h/a 04 Metodologia da Pesquisa em Linguagem (30h/a

Leia mais

Autorizado pela Portaria nº 276, de 30/05/15 DOU de 31/03/15

Autorizado pela Portaria nº 276, de 30/05/15 DOU de 31/03/15 C U R S O D E E N G E N H A R I A C I V I L Autorizado pela Portaria nº 276, de 30/05/15 DOU de 31/03/15 Componente Curricular: PORTUGUÊS INSTRUMENTAL Código: ENG. 000 Pré-requisito: ----- Período Letivo:

Leia mais

REFERENCIAIS ESTRATÉGICOS. PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO 2011-2020: metas que envolvem a Educação Profissional

REFERENCIAIS ESTRATÉGICOS. PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO 2011-2020: metas que envolvem a Educação Profissional REFERENCIAIS ESTRATÉGICOS Projeto de Lei nº 8.035, de 2010 PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO 2011-2020: metas que envolvem a Educação Profissional O PNE é formado por: 10 diretrizes; 20 metas com estratégias

Leia mais

PRODUÇÃO TEXTUAL VIRTUAL: CONTRIBUIÇÕES E IMPLICAÇÕES DOS VERIFICADORES E EDITORES DE TEXTOS

PRODUÇÃO TEXTUAL VIRTUAL: CONTRIBUIÇÕES E IMPLICAÇÕES DOS VERIFICADORES E EDITORES DE TEXTOS PRODUÇÃO TEXTUAL VIRTUAL: CONTRIBUIÇÕES E IMPLICAÇÕES DOS VERIFICADORES E EDITORES DE TEXTOS Autor Júnior Alves Feitosa Faculdades Integradas de Patos Alvesjunior338@gmail.com coutora Prof.ª Ms.Maria do

Leia mais

Os sindicatos de professores habituaram-se a batalhar por melhores salários e condições de ensino. Também são caminhos trilhados pelas lideranças.

Os sindicatos de professores habituaram-se a batalhar por melhores salários e condições de ensino. Também são caminhos trilhados pelas lideranças. TEXTOS PARA O PROGRAMA EDUCAR SOBRE A APRESENTAÇÃO DA PEADS A IMPORTÂNCIA SOBRE O PAPEL DA ESCOLA Texto escrito para o primeiro caderno de formação do Programa Educar em 2004. Trata do papel exercido pela

Leia mais

3.3. Conselho escolar e autonomia: participação e democratização da gestão administrativa, pedagógica e financeira da educação e da escola

3.3. Conselho escolar e autonomia: participação e democratização da gestão administrativa, pedagógica e financeira da educação e da escola 3.3. Conselho escolar e autonomia: participação e democratização da gestão administrativa, pedagógica e financeira da educação e da escola João Ferreira de Oliveira - UFG Karine Nunes de Moraes - UFG Luiz

Leia mais