aude Ébola O vírus que atravessa fronteiras 27 O Céu é o Limite Autismo: o que é, quais os sinais e a intervenção necessária. 26 Cáries dentárias

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1 O Céu é o Limite MINISTÉRIO DA SAÚDE GOVERNO DA REPÚBLICA DE ANGOLA Ano 5 - Nº 52 Julho/Agosto 2014 Mensal Gratuito jornal a saúde nas suas mãos Director Editorial: Rui Moreira de Sá da aude A N G O L A Detectar a pré-diabetes para prevenir a diabetes de tipo 2 Há no mundo cerca de 387 milhões de diabéticos. Mais de 80% vivem em países de médio e baixo rendimento. Daqui a 15 anos este número vai duplicar. Os angolanos fazem parte desta estatística. Conheça a doença, os sintomas de alerta, a pré-diabetes e a prevenção. 12 Psiquiátrico Antónia de Sousa quer pacientes reintegrados na família O Hospital Psiquiátrico de Luanda está a ser reorganizado e reabilitado. A reinserção dos pacientes no seio das famílias é uma das apostas da directora-geral, Antónia de Sousa. Os projectos têm avançado. Mas a médica e sua equipa ainda não estão satisfeitos. Querem alargar o trabalho a mais profissionais e instituições. Em Setembro realizam as Jornadas Científicas para sensibilizar e ampliar o debate. 3 Ébola O vírus que atravessa fronteiras 27 Cáries dentárias As cáries dentárias, além de serem uma doença infecciosa e transmissível, resultam na destruição dos tecidos dentários, o que pode levar à aparição de cavidades nos dentes ou, em casos mais graves, à destruição de todo o dente. Esta e outras doenças relacionadas com a saúde oral devem ser acompanhadas por especialistas com experiência. Clínica em Luanda tem dos melhores. 30 Reportagem especial "Liamba é droga dos pobres" Jornalista do JS entra no submundo dos estupefacientes e conta a história da vida trágica de um toxicodependente, Severino José, que consome drogas psicotrópicas pesadas, como a cocaína (conhecida como "linha de Sintra"), o crack e a libanga (também designada por "pica" ou "táta"). Para ele " a liamba é droga dos pobres". Profissionais da saúde explicam quais efeitos nefastos no organismo. 6 e 7 Autismo: o que é, quais os sinais e a intervenção necessária. 26

2 2 actualidade Julho/Agosto 2014 JSa Rui MoReiRa de Sá Director Editorial Ébola: reforçar a vigilância e definir estratégias QUADRO DE HONRA Empresas Socialmente Responsáveis O Jornal da Saúde chega gratuitamente às suas mãos graças ao apoio das seguintes empresas e entidades socialmente responsáveis que contribuem para o bem-estar dos angolanos e o desenvolvimento sustentável do país. A OMS tinha contabilizado, até 20 de Agosto, mortos em casos identificados de ébola. A Libéria é o país mais afectado, com 624 mortos em casos, seguindo-se a Guiné-Conacri com 407 vítimas mortais. A Serra Leoa e a Nigéria registaram, respectivamente, 392 mortos e cinco mortos. Entretanto, a 24 de Agosto chega-nos a informação dos primeiros dois casos mortais na vizinha RDC. A OMS está preocupada e a tomar medidas. Em Angola, as autoridades de saúde estão atentas, reforçam a vigilância e também agem. A cooperação interpaíses é essencial. A definição de estratégias de segurança também. A OMS recomenda reuniões consultivas transfronteiriças, para facilitar a troca de informações, bem como a mobilização dos líderes comunitários, religiosos e políticos para melhorar a compreensão sobre a ébola. Nesta edição, o Jornal da Saúde procura contribuir para um melhor conhecimento da doença causada por um vírus que corta fronteiras. FICHA TÉCNICA Conselho editorial: Prof. Dr. Miguel Bettencourt Mateus, decano da Faculdade de Medicina a UAN (coordenador), Dra. Adelaide Carvalho, Prof. Dra. Arlete Borges, Dr. Carlos (Kaka) Alberto, Enf. Lic. Conceição Martins, Dra. Filomena Wilson, Dra. Helga Freitas, Dra. Isabel Massocolo, Dra. Isilda Neves, Dr. Joaquim Van-Dúnem, Dra. Joseth de Sousa, Prof. Dr. Josinando Teófilo, Prof. Dra. Maria Manuela de Jesus Mendes, Dr. Miguel Gaspar, Dr. Paulo Campos. Director Editorial: Rui Moreira de Sá Redacção: Francisco Cosme dos Santos; Luís Óscar; Madalena Moreira de Sá; Mara Mota.Correspondentes provinciais: Elsa Inakulo (Huambo); Diniz Simão (Cuanza Norte); Casimiro José (Cuanza Sul); Victor Mayala (Zaire) Publicidade: Márcia Costa Tel.: Revisão: Sara Veiga; Fotografia: António Paulo Manuel (Paulo dos Anjos). Editor: Marketing For You, Lda - Rua Dr. Alves da Cunha, nº 3, 1º andar - Ingombota, Luanda, Angola, Tel.: +(244) / , Conservatória Registo Comercial de Luanda nº /100505, NIF , Registo no Ministério da Comunicação Social nº 141/A/2011, Folha nº 143. Delegação em Portugal: Beloura Office Park, Edif Sintra - Portugal, Tel.: + (351) Fax: + (351) Director Geral: Eduardo Luís Morais Salvação Barreto Periodicidade: mensal Design e maquetagem: Fernando Almeida; Impressão e acabamento: Damer Gráficas, SA Transportes: Francisco Carlos de Andrade (Loy) Distribuição e assinaturas: Africana Tiragem: exemplares. Audiência estimada: 100 mil leitores. Parceria:

3 Julho/Agosto 2014 JSa actualidade 3 A 1ª edição da ExpoFarma, que se realizou nos dias 30 e 31 de Maio de 2013, em Luanda, deu mais transparência ao mercado. Permitiu aos farmacêuticos interagir com os fabricantes de produtos farmacêuticos e conhecerem as últimas novidades. Os inúmeros expositores presentes mostraram-se muito satisfeitos e reconheceram que "o mercado está cada vez mais competitivo" 1ª Semana da Farmácia Angolana desperta muito interesse A preparação da 1ª Semana da Farmácia Angolana, promovida pela Ordem dos Farmacêuticos de Angola (OFA), a 7 e 8 de Outubro, em Luanda, tem vindo a despertar muito interesse junto aos farmacêuticos e outros profissionais de saúde. Também a 2ª edição da feira Expo Farma, que decorre em simultâneo, já recebeu mais de 30 inscrições de empresas. O programa - de excelente qualidade científica - está em fase final de fecho. De acordo com o Bastonário da OFA, Boaventura Moura, os principais momentos e painéis são os seguintes: Abertura pelo Ministro da Saúde Visita guiada à feira ExpoFarma Angola Regulamentação e Regulação Farmacêuticas Os Farmacêuticos e a Farmácia Comunitária no Sistema Nacional de Saúde A Farmácia Comunitária e a Regulação da Profissão Farmacêutica em Portugal Impacto da Implementação da Política Nacional Farmacêutica em Angola A Regulação do Sector Farmacêutico e o Papel do Farmacêutico A experiência da Regulação do Sector Farmacêutico em Cabo Verde Lista Nacional de Medicamentos Essenciais Segurança medicamentosa e a farmacovigilância em Angola Mesa redonda: contrafacção de Medicamentos em angola: um problema de Saúde Pública logística Farmacêutica Aquisição de medicamentos: Selecção e quantificação Boas práticas de aquisição, recepção, armazenamento, distribuição e transporte de medicamentos Sistema de aprovisionamento farmacêutico do MINSA Mesa redonda: Formação farmacêutica em angola Antecipando a mudança Gestão de qualidade no sector farmacêutico / Farmacotécnica Garantia da Qualidade dos Produtos Farmacêuticos: Plano e constatações Serviços a serem prestados e boas práticas em farmácia evolução da farmácia em angola Plataforma Portal Farmacêutico Clínico / Missão do farmacêutico moçambicano e cuidados farmacêuticos em Moçambique Programa detalhado e oradores em comissão organizadora e científica O Conselho Nacional reunido em sessão ordinária, no dia 25 de Junho, deliberou a criação da Comissão Organizadora da Iª Semana Nacional da Farmácia Angolana que integra os seguintes farmacêuticos: António Pedro Cutala Zangulo - Coordenador Helena da Silva Carvalho de Vilhena - Coordenadora adjunta Pombal Ngonga Mayembe - Membro Genoveva Luciano Ngueve Coelho - Membro António Quintas - Membro Lucinda Gualdino de Matos Figueiredo - Membro Wilson Valdemar Anilba - Membro Cheilla Marisa Manuel - Membro Maria Júlia Gabriel Simão - Membro Carlos Almeida - Membro E ainda da respectiva Comissão Científica constituída pelos farmacêuticos: Prof.Doutor Santos Morais Nicolau - Coordenador Prof.Doutor Manuel Londa Weba - Coordenador adjunto Prof.Mestre André Pedro Neto - Membro Dr. Abel Sunda - Membro Dr. António Pedro Kutala Zangulo - Membro Dr. José Alfredo Joveta Membro Dr. Augusto Alberto João - Secretário Dra.Evelize Nascimento - Membro No âmbito da Semana da Farmácia realiza-se o curso intensivo "Antecipando e gerindo a mudança: a integração do marketing na farmácia, de forma transversal, como pilar das organizações de sucesso e preparadas para o futuro". Saiba tudo em Hospital Psiquiátrico de Luanda Antónia de Sousa aposta no trabalho de reinserção familiar dos pacientes Francisco cosme dos Santos A rejeição pelos próprios familiares dos pacientes reabilitados tem sido uma das maiores dificuldades do Hospital Psiquiátrico de Luanda, admitiu ao nosso jornal a psiquiatra Antónia de Sousa, directora-geral da unidade. As dificuldades para o hospital são acrescidas pelas obras em curso nalgumas infra-estruturas de acolhimento e pela falta de espaço, apesar de o número de utentes internados, que era de 450 em 2013, ter sido reduzido para 166. Segundo a directora-geral Antónia de Sousa, este resultado só foi possível com o apetrechamento e a reorganização dos serviços do Hospital Psiquiátrico de Luanda, possibilitando o bem sucedido trabalho de reabilitação e reinserção dos pacientes no seio das famílias mas que ainda não satisfaz a responsável máxima desta unidade de saúde da capital. É por isso que tem havido trabalho conjunto com os órgãos de difusão, para que a mensagem chegue aos familiares dos doentes psiquiátricos, explica Antónia de Sousa. Já no próximo dia 26 de Setembro, nas II Jornadas Científicas do Hospital Psiquiátrico de Luanda irá As Jornadas Científicas do Hospital Psiquiátrico de Luanda realizam-se a 26 de Setembro. Têm como objectivo geral promover uma ampla reflexão entre os especialistas, instituições e público interessado sobre a reinserção da pessoa com doença mental. Entre os objectivos 7h30 9h00 9h30 9h45 também ser debatida a temática da reinserção dos doentes nas famílias, com a participação do Ministério da Assistência e Reinserção Social (MINARSE) e do Instituto Nacional da Criança (INAC), com o objectivo de encontrar novas soluções para este problema. O estigma no seio das famílias é a principal razão para os familiares abandonarem pacientes no Hospital Psiquiátrico de Luanda. Esta unidade de saúde tem procurado sensibilizar os familiares para que incluam as pessoas com doença mental no seu seio, um trabalho muito difícil devido aos preconceitos das famílias e da própria sociedade. Em Setembro Jornadas Científicas debatem a reinserção social da pessoa com doença mental específicos, destacam-se: dotar os participantes com conhecimento que visem a mudanças de consciência para a necessidade da reinserção social e familiar; contribuir para autonomia da pessoa com doença mental, assim como aliviar a dependência familiar e social; reinserir Articulação com as províncias O Hospital Psiquiátrico de Luanda elaborou alguns mecanismo de trabalho com todas províncias, que tem facilitado este processo de reinserção nas famílias. A área social da unidade hospitalar já encaminhou metade dos pacientes para as províncias, a fim de serem inseridos nas suas famílias. Alguns eram tidos como desaparecidos ou mortos, pois estavam internados na Psiquiatria há 10 ou, até, há mais de 20 anos, conta a directora-geral. As províncias com mais pacientes na área psiquiátrica são a Lunda Sul e Norte, Cabinda, Benguela, Bié, Huíla e Moxico. Também estão internados no Hospital Psiquiátrico de Luanda alguns pacientes estrangeiros. Os contactos com as respectivas embaixadas para se encontrar uma solução viável para estes casos não têm tido êxito. A excepção tem sido do Serviço de Migração e Estrangeiros, que tem procurado encaminhar estas situações, elogia Antónia de Sousa. O Hospital Psiquiátrico de Luanda é uma unidade vocacionada para o tratamento de doenças do foro psiquiátrico que possui capacidade para suportar 300 camas, caso seja reabilitado na sua totalidade. Actualmente, conta com 150 camas. a pessoa com doença mental na família e na sociedade combatendo o estigma e promover a valorização da pessoa em causa; auscultar os especialistas e partilhar ideias e experiências na procura de melhores soluções para os problemas que afectam a reinserção destas pessoas. II JORNADAS CIENTÍFICAS DO HOSPITAL PSIQUIÁTRICO DE LUANDA Reinserção da Pessoa com Doença Mental na família e na Sociedade Hotel de Convenções de Luanda - 26 de Setembro de 2014 Programa* Abertura do Secretariado e entrega da documentação Sessão Solene de Abertura Introdução Grupo Coral do Hospital Psiquiátrico de Luanda com pacientes Psiquiatria Comunitária 10h00 Prelector: Dr.Toledo Prado Moderador: Dr. Adriano Faustino Reintegração da Pessoa com Doença Mental na Famíliae na Sociedade no Hospital Psiquiátrico de Luanda 10h20 Prelectores: Dra. Zulmira Lopes e Dr. Wilson Gaspar Moderador: Dr. Alexandre Luteva 10h40 Debate 11h00 Coffee Break Adesão Terapêutica e Reabilitação Psicossocial da Pessoa com Doença Mental na família 11h20 Prelectoras: Dra. Rosalina da Silva e Dra. Surídia José Moderadora: Dra. Cristina Leite Estratégias e Políticas Sobre a Toxicodependência 11h40 Prelector: Dra. Margarida Trindade Moderador: Dr. Jaime Sampaio Ética e Deontologia Profissional com a Pessoa com Doença Mental 12h20 Prelector: Dra. Helena Heredea Moderadora: Dra. Maravilha Bento A Convivência Familiar com o Doente Psicótico 12h40 Prelector: Dr. Inocêncio Kialunguila Moderadora: Dra. Branca Kimuanga 13h00 Debate Fim da 1ª Sessão 13h20 Almoço 14h20 Momento Cultural Abertura da 2ª Sessão Experiências das Instituições 14h40 Prelectores: Ministério da Assistência e Reinserção Social, Ministério da Família e Promoção da Mulher, Instituto Nacional da Criança (INAC), Direcção Provincial do Ensino Especial Moderador: Dr. Domingos Agostinho Fernandes 15h10 Debate Acompanhamento à Pessoa com Autismo 15h30 Prelectora: Dra. Felismina Cristina Moderadora: Dra. Kátia Francisco Escola de Pais 15h50 Prelector: Dr. César Beltran Moderadora: Dra. Adelaide Alfonso 16h10 Debate 16h30 Considerações Finais 17h00 Sessão de Encerramento * Preliminar

4 4 VACINAÇÃO Julho/Agosto 2014 JSA Rosa Bessa anunciou que na primeira quinzena de Setembro está prevista a realização da campanha nacional de vacinação contra o sarampo, com a qual se prevê imunizar 2 milhões de crianças, com idades compreendidas entre os 6 meses e os 9 anos Encontro sobre imunização em Luanda Angola quer alcançar 95 por cento da cobertura de vacinação contra o sarampo O ministro da Saúde de Angola, José Van-Dúnem, estabeleceu como objectivo para 2014 atingir uma cobertura de vacinação contra o sarampo de 95 por cento, considerando este valor um bom indicador quando comparado com as taxas dos anos anteriores, que foram de 83 por cento em 2013 e 72 por cento em A meta foi anunciada no 1.º Encontro Provincial Sobre a Imunização em Luanda, que se realizou a 22 de Julho, na Escola Técnica de Saúde, sob o lema Vamos Intensificar a Vacinação de Rotina em Luanda. No evento foram discutidos temas relacionados com a vacinação na capital, como a introdução de novas vacinas, a eliminação do sarampo e as experiências do Hospital Pediátrico de Luanda e do Município de Belas. Van-Dúnem realçou que, para o sucesso da campanha, é primordial que os profissionais de saúde José Van-Dúnem salientou que para a campanha de vacinação contra o sarampo ter êxito é necessário que os pais levem os filhos aos postos e que os profissionais de saúde recebam toda a informação necessária sobre a importância da cadeia de frio na conservação das vacinas envolvidos recebam toda a informação necessária sobre a importância da cadeia de frio na conservação das vacinas e que os pais mostrem disponibilidade para levar as crianças aos postos de vacinação. O programa de imunização é uma prioridade do Executivo angolano, que tem como finalidade vacinar pelo menos cerca de 95 por cento de crianças menores de um ano com todos os antígenos. A vacinação será gratuita e passará obrigatoriamente a ser planeada em conjunto pelas redes de serviços de saúde. A BCG e pólio, a rotavírus, a penta, a pneumo-13, o sarampo, a febreamarela e a administração de vitamina A integram a lista de vacinas do Programa de Imunização da Direcção Provincial de Saúde de Luanda. Campanha em Setembro O 1.º Encontro Provincial Sobre a Imunização em Luanda foi organizado pela directora provincial da Saúde de Luanda, Rosa Bessa, e contou com 134 participantes, entre os quais representantes municipais e distritais, dirigentes das unidades hospitalares públicas e privadas e parceiros, como a OMS, UNICEF e a cooperação cubana. Além do ministro da Saúde, também estiveram presentes a directora nacional da Saúde Pública, Adelaide de Carvalho, e o governador provincial de Luanda, Bento Sebastião Francisco Bento. Rosa Bessa adiantou que, das 260 mil crianças programadas até ao fim do ano, apenas foram vacinadas 100 mil, até à data do evento. A anfitriã anunciou o lançamento da vacina contra o rotavírus, em Agosto, para combater as diarreias, uma das principais causas de mortalidade infantil. A directora provincial acrescentou ainda que, na primeira quinzena de Setembro, está prevista a realização da campanha nacional de vacinação contra o sarampo, com a qual se prevê imunizar 2 milhões de crianças, com idades compreendidas entre os 6 meses e os 9 anos. Vacine o seu filho: o sarampo é muito contagioso O sarampo é uma das infecções virais mais contagiosas, transmitindo-se pessoa-apessoa ou por via aérea. Habitualmente, a doença é benigna, mas em alguns casos pode ser grave ou mesmo mortal. As pessoas não vacinadas e que nunca tiveram sarampo, se forem expostas ao vírus, têm uma elevada probabilidade de contrair a doença.

5 JSA Junho/Agosto 2014 publicidade 5

6 6 SAÚDE MENTAL Julho/agosto 2014 JSA Especialistas preocupados com o consumo precoce e as estratégias de prevenção Droga ataca cada vez mais cedo e as famílias devem estar alerta Consumo de drogas só traz desvantagens Severino José, toxicodependente Severino José (nome fictício) tinha apenas 9 anos quando contactou com drogas, pela primeira vez, por influência de uns primos que já eram adultos e que tinham um grupo musical e de alguns amigos que consumiam drogas em casa, na ausência dos pais. Primeiro experimentou o diazepam, um medicamento bastante consumido pelos seus efeitos relaxantes, sendo até muitas vezes misturado em bebidas, e rapidamente passou para o consumo de cannabis, mais conhecida como liamba. Francisco cosme dos santos Severino não ficou por aqui. Com o passar do tempo, fui conhecendo outras pessoas que consumiam drogas psicotrópicas mais pesadas, como a cocaína (conhecida como linha de Sintra), o crack e a libanga (também designada por pica ou táta), recorda. Alguns conhecidos convenceram Severino de que a liamba é uma droga dos pobres. Não demorou muito até começar a consumir crack e cocaína. Hoje, Severino tem 36 anos. Não completou os estudos no ICGA (Instituto de Cartografia e Geológico de Angola). É dependente há 27 anos e tem uma vida manchada pelo consumo das drogas. Deixou de estudar com 23 anos, quando frequentava a 9.ª Classe do ensino secundário, foi despedido das empresas onde trabalhava, perdendo a confiança dos seus chefes. A própria família de Severino que, ao perceber a gravidade da situação, tentou ajudá-lo como pôde, também perdeu a fé numa recuperação. A mulher pediu o divórcio e até a filha se afastou dele. Rosalina silva "As obrigações sociais são seriamente prejudicadas, abandonadas ou reduzidas, em virtude do consumo abusivo das substâncias A dependência Severino José é apenas um dos inúmeros casos de toxicodependência, situação com que Rosalina Silva, mestre em Psicologia de Aconselhamento e Psicoterapia, se depara diariamente no Hospital Psiquiátrico de Luanda onde trabalha. A psicóloga explica que a dependência é um conjunto de fenómenos que envolvem o comportamento, a cognição e a fisiologia corporal consequente ao consumo repetido de uma substância psicoactiva, associada ao forte desejo de usar esta substância, juntamente com dificuldades em controlar sua utilização persistente apesar das suas consequências danosas. Nos critérios de dependência, explica a psicóloga Rosalina Silva, avalia-se a tolerância que o indivíduo possui em relação à substância psicoactiva, sendo que as quantidades (doses) tendem a crescer a fim de se obter os efeitos desejados. A privação do consumo provoca síndrome de abstinência (ressaca), o que pode levar a mudanças de comportamento e a reacções físicas e psicológicas. As relações pessoais e profissionais são afectadas e saem prejudicadas, porque quando é dependente, geralmente, o indivíduo dá maior prioridade ao uso da droga em detrimento de outras actividades e as obrigações sociais são seriamente prejudicadas, abandonadas ou reduzidas, em virtude do consumo abusivo das substâncias. Rosalina Silva acrescenta que o dependente pode afastar-se da família a fim de usar a droga em segredo ou passar mais tempo com amigos usuários das substâncias. A importância da família na prevenção do consumo é referida pela psicóloga, explicando que os laços afectivos estabelecidos entre os membros da família e monitorização das actividades e amizades do adolescente são os principais factores a ter em conta, bem como a construção de escalas de valores éticos e desenvolvimento de condutas sociais adequadas. Vítima de um ambiente disfuncional durante a infância, Severino reconhece a importância que a família pode ter para prevenir a entrada no mundo das drogas, e relembra o seu contexto familiar, nomeadamente a relação com os pais e a ausência de diálogo que havia em casa. Se eu conversasse com os meus pais e tivesse o seu apoio e conselhos, talvez não tivesse caído nesta espiral. E vejo o mesmo a acontecer com outros jovens, acusa. A autodestruição Severino mostra-se hoje bastante arrependido por ter cedido às drogas: Não ajudam em nada. Apenas fazem com que as pessoas se autodestruam, o seu consumo só traz desvantagens. Não aconselho ninguém a seguir o caminho que eu segui, é muito tenebroso e não é propício para alguém que queira progredir com a sua vida e alcançar os seus objectivos. Algumas das consequências das drogas no organismo Esquizofrenia, Ansiedade Depressão, Alterações persistentes de humor, Comprometimento cerebral, Distúrbios neurológicos Distúrbios comportamentais Prejuízo da memória Aumento da pressão arterial Enfisema pulmonar Distúrbios sexuais Sida e Desnutrição Insuficiência renal

7 Julho/agosto 2014 JSA 7 Primeiro centro de reabilitação abre no Bengo INALUD focado nos jovens Para o Instituto Nacional de Luta Anti-Drogas (INALUD), a principal preocupação reside nos jovens. Ana Graça, a directora do INALUD, explica que é nesse sentido que têm sido realizadas com regularidade acções de carácter preventivo nas escolas de Luanda, sendo que o objectivo é alargar o raio de acção para as restantes províncias. A entrada precoce no mundo das drogas verifica-se principalmente nas crianças que vivem fora de casa. O INALUD carece de infra-estruturas para abrigar todas estas crianças e, por isso, temos muitas dificuldades. No entanto, com a colaboração do Instituto Nacional da Criança (INAC), temos conseguido encontrar os locais onde as crianças permanecem e onde consomem estas substâncias, nomeadamente em bombas de gasolina. O estatuto orgânico do INALUD prevê a instalação de dezoito centros de reabilitação por todo o país, sendo que os primeiros estão a ser finalizados nas províncias de Luanda, do Bengo e do Cuanza Sul. Segundo Ana Graça, estes centros já se encontram prontos, faltando apenas alguns acabamentos para que possam ser usados. O centro construído no Bengo pode abrir já em Agosto, segundo a directora, e será um espaço com todas as valências para que se possa dar resposta a este problema bastante preocupante, que tem destruído muitas crianças. O INALUD está a trabalhar com vários estabelecimentos de ensino superior, entre os quais a Universidade Agostinho Neto, envolvida em pesquisas sobre as dependências, que ajudarão a delinear as estratégias na luta contra a droga. Ana Graça revelou que existe intenção de eliminar as bebidas alcoólicas das escolas, impedir o consumo na via pública e limitar a sua publicidades, começando pela província de Luanda. O INALUD trabalha com o Ministério do Comércio, igrejas, sociedade civil e outros organismos para cumprir este objectivo. Na recente conferência nacional sobre políticas de drogas, subordinada ao lema Por uma saúde familiar e institucional livremo-nos das drogas, que decorreu em Junho, em Luanda, o ministro da Justiça, Rui Mangueira, defendeu que a luta anti-droga deve assentar essencialmente na prevenção e medidas de recuperação de consumidores, beneficiando não apenas os toxicodependentes mas também famílias e comunidade. Psiquiatra Fausta Sá Vaz da Conceição alerta "Atenção às crianças" A psiquiatra Fausta Sá Vaz da Conceição frisa a importância da família no combate ao consumo de drogas. A principal responsabilidade é dos pais que devem fomentar o diálogo no seio familiar, manter as crianças ocupadas com tarefas e enquadrá-las em locais sãos, como igrejas, grupos juvenis ou acampamentos de férias educativos. É importante inserir os filhos em disciplinas de Educação Moral e Cívica nas escolas e em actividades extracurriculares, como a música ou a dança. Fausta Sá da Conceição alerta os pais para que prestem mais atenção às crianças, porque cada vez mais o início do consumo de drogas é precoce. "cada vez mais o início do consumo de drogas é precoce. Implicações na saúde Mas consumir drogas e ser dependente das mesmas não são situações iguais. A psiquiatra considera importante ser feita uma distinção: O consumidor de drogas, antes de ser doente, é apenas isso, consumidor. Só pode ser considerado dependente quando deixa de consumir esporadicamente e passa a fazê-lo diariamente, não conseguindo viver sem a droga. Posteriormente, pode começar a ter alguns sintomas relacionados com a intoxicação aguda. Estes sinais podem passar por um aumento da energia e alegria, manifestações de ideias de perseguição, aumento da pressão arterial, aceleração do coração, sudorese, tontura, dores de cabeça, vómitos, e fezes líquidas e posteriormente alterações persistentes de humor, ansiedade, prejuízo da memória, distúrbios neurológicos, cardiovasculares e sexuais. Fausta Sá da Conceição salienta que o consumo de drogas afecta vários órgãos do organismo humano, principalmente o cérebro, que tem a função de coordenar os restantes. Os transtornos podem ser de vária ordem. O consumo regular pode ainda causar psicoses como a esquizofrenia (alteração do comportamento), depressão, endocardite infecciosa, sida, doenças venéreas, enfisema pulmonar e a desnutrição, comprometimento cerebral, distúrbios comportamentais, insuficiência renal. Fausta sá vaz da ConCeição " O consumo de drogas afecta vários órgãos do organismo humano, principalmente o cérebro, que tem a função de coordenar os restantes"

8 8 INFORMAÇÃO CLÍNICA Julho/agosto 2014 JSA A Rede Portuguesa do Centro Cochrane Iberoamericano, a qualidade em saúde e a investigação clínica em Angola: uma nova era? Professor Doutor antónio Vaz Carneiro Director do Centro de estudos de Medicina baseada na evidência da faculdade de Medicina da universidade de lisboa, Portugal Diretor-executivo do ramo Português da rede Cochrane iberoamericana Professor Doutor Carlos alberto Pinto De sousa bastonário ordem dos Médicos de angola Professor do Departamento de saúde Pública da faculdade de Medicina da universidade agostinho neto, angola A prática clínica no século XXI e a Medicina Baseada na Evidência Qual é o medicamento de 1ª linha no tratamento da diabetes mellitus tipo II? Como se diagnostica o dengue? Qual o prognóstico do doente com tuberculose? É necessário administrar antibióticos a uma criança com diarreia aguda? Estas são perguntas que todos os nossos leitores seguramente reconhecem como banais, já que aparecem frequentemente na actividade clínica diária. Os novos avanços diagnósticos e terapêuticos processam-se a um ritmo acelerado, criando problemas de actualização e aplicação prática. Para além disso, a combinação entre a gestão de recursos cada vez mais escassos e dispendiosos por um lado, com responsabilização dos médicos por parte da sociedade na prestação de cuidados eficazes mas custoefectivos, por outro, cria novas exigências de rigor e racionalização da prática clínica. Para a resolução dos problemas acima apontados, é necessário obter e sintetizar informação clínica válida e relevante que possa servir de base à actividade do médico que procura resolver os problemas clínicos quotidianos. A questão aqui é, então, a de saber como podem os profissionais de saúde aprender as inovações e dominar a informação de modo a introduzir (eventuais) mudanças na sua prática que, em última análise, irão beneficiar os seus doentes. A resposta: a prática da Medicina Baseada na Evidência (MBE). A informação clínica para a prática Para que esta prática possa ter lugar tem o clínico de dispor de informação credível, proveniente de fontes independentes e cientificamente sólidas. A dimensão e a qualidade intrínseca da literatura médica inviabilizam que essa tarefa possa ser feita pelo médico individual. Publicam-se no mundo mais de 30 mil revistas médicas e o aumento tem sido exponencial desde que apareceram as primeiras publicações no século XVII. Presentemente, o período de duplicação do número de revistas é de cerca de 19 anos (!!). Esta realidade define o principal problema que o utilizador da informação tem de enfrentar: a dimensão. Como exemplo, a base de dados mais utilizada - a Medline - possui hoje em dia mais de 21 milhões de artigos indexados desde 1966, sendo adicionados entre 60 mil e 120 mil artigos por mês das revistas médicas seleccionadas para inclusão na base de dados. Para além da Medline, existem muitas outras bases de dados bibliográficos, a mais importante das quais é a EMBASE (com dimensões semelhantes), calculando-se que estas duas representem apenas 70% da totalidade dos artigos médicos existentes no mundo. A necessidade de gerir com eficácia toda esta informação, de modo a disponibilizá-la de modo fácil e compreensível aos profissionais de saúde (acima de tudo médicos, mas também farmacêuticos e enfermeiros e até doentes), fez com que fossem criadas organizações responsáveis pela selecção da melhor evidência disponível, sua avaliação crítica em termos da sua qualidade metodológica e sua síntese para apoio às decisões clínicas quotidianas. A mais importante e prestigiada destas organizações é a Cochrane Collaboration (Colaboração Cochrane). O que é a Cochrane Collaboration? A Cochrane Collaboration (CC - www. cochrane.org) é uma rede internacional criada há mais de 20 anos e que conta com mais de 28 mil colaboradores (profissionais de saúde, administradores e gestores, pacientes, políticos, indústria farmacêutica, escolas médicas, centros de investigação, etc.) trabalhando graciosamente em mais de 100 países. Tem como objectivo prin- " Para Angola nas suas Universidades ligadas à saúde, nas suas Ordens profissionais, nos seus hospitais, nos seus centros de investigação, etc. abre-se uma oportunidade de criar estruturas de conhecimento clínico, através da partilha de experiências e competências dentro do RPCCIbA. Estes centros de investigação produzirão evidência científica da mais alta qualidade para ser publicada na Cochrane Library, colocando deste modo a investigação científica angolana ao mais alto nível mundial" cipal a preparação, manutenção e disseminação de revisões sistematizadas e permanentemente actualizadas de estudos clínicos. Deste modo, a CC constitui-se numa fonte de informação organizada, independente, cientificamente sólida e acessível a todos os responsáveis envolvidos em decisões em saúde. Desde 2011 que a própria Organização Mundial de Saúde nomeou a CC como uma Organização Não-Governamental em Relações Oficiais, com estabelecimento de canais de comunicação privilegiados entre as duas organizações, tendo a CC até um lugar na Assembleia da OMS, com possibilidade de informar as decisões ali tomadas. O Ramo Português do Centro Cochrane Iberoamericano, a Universidade e o Sistema de Saúde de Angola A recente inauguração do Ramo Português do Centro Cochrane Iberoamericano RPCCIbA (Portuguese Branch of the Iberoamerican Cochrane Centre) - que teve lugar nos dias 23 e 24 de Junho passado respectivamente no Porto e em Lisboa contou com a presença do Dr. Mark Wilson (CEO da Cochrane Collaboration), Dr. Xavier Bonfill (Director da Rede Cochrane Iberoamericana), do Dr. Florentino Cardoso (Presidente da Associação Médica Brasileira) e do Prof. Doutor Carlos Pinto de Sousa (Bastonário da Ordem dos Médicos de Angola). O RPCCIbA tem diversos objectivos, dos quais se destacam, entre outros: ser o contacto privilegiado com a Cochrane Collaboration, publicar revisões sistemáticas da literatura biomédica, apoiar cientificamente os investigadores que queiram publicar revisões sistemáticas e dar formação pré e pósgraduada nesta área de investigação secundária. Para além disso, e de maneira muito especial, o RPCCIbA terá um papel fundamental a nível internacional para estabelecimento e suporte de parcerias com os países de língua oficial portuguesa (Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde, etc.), na construção de uma rede de investigadores que progressivamente possam afirmar o espaço lusófono no seio da Cochrane Collaboration. Para Angola nas suas Universidades ligadas à saúde, nas suas Ordens profissionais, nos seus hospitais, nos seus centros de investigação, etc. abre-se uma oportunidade de criar estruturas de conhecimento clínico, através da partilha de experiências e competências dentro do RPCCIbA. Estes centros de investigação produzirão evidência científica da mais alta qualidade para ser publicada na Cochrane Library, colocando deste modo a investigação científica angolana ao mais alto nível mundial. Para além disso, existe a possibilidade de formação ao mais alto nível de profissionais de saúde médicos, farmacêuticos, enfermeiros que possam vir a utilizar com eficácia as tecnologias de informação para utilização da evidência científica na sua prática diária, mas também na elaboração de Normas de Orientação Clínica (Clinical Practice Guidelines). Finalmente, a disponibilização em português das revisões sistemáticas da literatura para todo o Sistema de Saúde de Angola será uma mais-valia importante na melhoria da qualidade dos cuidados em saúde no País. Cabe aqui uma referência específica ao desafio prioritário que consta da Política Nacional de Saúde de Angola, na medida em que, através do seu instrumento operacional o Plano Nacional de Desenvolvimento Sanitário se pretende desenvolver diversos programas operacionais, em especial o Programa de desenvolvimento do sistema de informação e gestão sanitária e Programa de desenvolvimento da investigação científica que têm, aliás uma ligação estreita aos outros Programas. Continuaremos a fornecer informação sobre as actividades da Cochrane em Angola nos próximos números do Jornal, solicitando aos leitores que nos contactem com as suas questões.

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10 10 NEUROCIÊNCIAS Junho/Agosto 2014 JSA TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO, INOVAÇÃO E SAÚDE NO MUNDO E EM ANGOLA O projecto de telereabilitação cognitiva Dr. António ramos (Director Geral da neurocomp e especialista em neurociências Clínicas) Dr. martinho LuembA (neuropsicólogo Clínico coordenador do curso de especialização em neuropsicologia Clínica da Fm uan) ApOIO: ProF. Dr. miguel bettencourt (Decano da Faculdade de medicina da universidade Agostinho neto) equipa Do ProjeCto tele r DA Pt inovação e sistemas Novas tecnologias de informação e redes neuronais permitem às grandes massas da população ter acesso a metodologias de reabilitação e estimulação cognitivas, a custos reduzidos. A grande área da telemedicina, e, neste caso em especial, a área da telereabilitação cognitiva (campo das neurociências), vertente da reabilitação cognitiva, tem vindo, nos últimos anos, a registar uma evolução muito interessante. O advento das tecnologias de comunicação, informática, redes neuronais, onde se insere o campo da inteligência artificial e a possibilidade de novas ferramentas clínicas, educacionais, entre outras, pode vir a facilitar e melhorar, de forma bastante acentuada, o acesso a metodologias de reabilitação e estimulação cognitivas a grandes massas de população, a custos reduzidos, aumentando os tempos de reabilitação. Trata-se, ao mesmo tempo, de uma questão fulcral: o acesso equitativo a cuidados de saúde diferenciados, como o caso da recuperação de sequelas cognitivas decorrentes de lesões neurológicas constitucionais, congénitas e/ ou adquiridas, a par de outras problemáticas, onde destacamos os problemas de aprendizagem, até à optimização de competências cognitivas, para profissões que façam grande exigência das mesmas. O decano da Faculdade de Medicina, Miguel Bettencourt, e o Director Geral da Neurocomp, António Ramos na apresentação do projecto TELE R na UAN Actualmente, este tipo de problemática (neurocognitiva), quase que pode ser considerada uma epidemia, pois vai desde as sequelas pós anóxias, até à manutenção funcional por períodos de tempo mais longos em quadros demenciais do tipo Alzheimer e outros de etiologias variadas. SOFTWARE SIMPLES E EFICAZ Neste âmbito, em 2012, nasceu a ideia - que O Vice Decano da Faculdade de Medicina e o neuropsicólogo Martinho Luemba, entre outros participantes, na apresentação do projecto TELE R na UAN foi concretizada num projecto co-financiado pelo programa europeu QREN, entre a PT Inovação e Sistemas e a Neurocomp, juntamente com a aplicação duma ferramenta do IPG (Magic eye) - de desenvolver um software simples e eficaz que permitisse reabilitar presencialmente, e à distância, pacientes com sequelas cognitivas, de forma eficaz e menos onerosa, com um controlo eficaz das sessões pelos terapeutas. Ao mesmo tempo, permitiria construir uma plataforma integrada de dados clínicos que funcionasse num âmbito generalizado e com potencialidade de evoluir para outras integrações. Entre estas, a reabilitação motora, inclusão de dados clínicos variados (neurológicos, neuropsicológicos, outros dados médicos, de gestão clínica e administrativa), num funcionamento baseado em cloud, com a simples utilização dum computador, tablet e/ ou smartphone e com a possibilidade de se adaptar facilmente a diferentes populações, multilingue, tendo apenas como exigência de base uma ligação à Internet. O projecto foi apresentado em Lisboa, em 2013, a Martinho Luemba e seus assistentes, e, posteriormente, a Miguel Bettencourt. Como homens das neurociências, mostraram-se ambos bastante interessados na sua aplicação em Angola, tendo em consideração as problemáticas com que se debatem no campo das ciências neurológicas no país. APRESENTAÇÃO EM ANGOLA No âmbito da colaboração científica iniciada, realizou-se uma apresentação patrocinada pelo Departamento de Ciências Neurológicas da Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto, em Luanda, a 12 de Junho de Na ocasião, foi colocada a questão de a mesma faculdade ser player científico e clínico do protótipo do projecto, o qual colocará Angola na senda das melhores e mais avançadas práticas na área descrita, com potencial futuro de desenvolvimento conjunto e troca de informações clínicas e científicas na grande área do e-health no mundo e mais concretamente na lusofonia, demonstrando que existe um enorme potencial científico e clínico a explorar. Tecnologia informática e saúde de mãos dadas De forma resumida e em jeito de conclusão falamos da conjugação da tecnologia informática, com as melhores práticas de reabilitação cognitiva (à distância, na cabeceira da cama do paciente e na prática clínica presencial), onde se pode chegar a desenvolver programas de reabilitação personalizados, com elevado grau de controlo pelos especialistas em hospitais, clínicas, escolas, em casa e noutros locais, mantendo sempre um registo ético, deontológico e científico com elevado grau de comprometimento, entre a ciência e a arte de tratar este tipo de problemáticas. Em simultâneo, demonstrar que saúde e tecnologia podem e devem andar de mãos dadas no servir o próximo, na verdadeira acepção da palavra, num missão de elevada nobreza clínica que se coaduna com devolver e restaurar as funções mentais superiores ao paciente, com a possibilidade de manter confidencialidade. Ao mesmo tempo, reunir numa só ferramenta a informação em tempo real do processo de reabilitação, podendo ajustá-lo de forma automática e inteligente (próprio software) e/ ou com a intervenção dos especialistas a qualquer momento e qualquer local do mundo.

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12 12 DIABETES Julho/Agosto 2014 JSA Detectar a pré-diabetes para prevenir a diabetes de tipo 2 João GuerrA Medical Advisor (Chevron Clinic Luanda) Assistente Graduado de Medicina Interna Mestre em Gestão da Doença De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) existem actualmente no mundo cerca de 387 milhões de diabéticos, dos quais 80% se encontram nos países de médio e baixo rendimento. As projecções da Organização Mundial da saúde (OMS) apontam para uma duplicação daquele número em 2030, ou seja, daqui a escassos 15 anos. A missão desta prestigiada organização tem sido a de alertar para a prevenção da diabetes, sempre que possível e, onde e quando tal não for possível, desencadear esforços concertados para minimizar as complicações e maximizar a qualidade de vida. Em perfeita consonância com esta missão, a OMS define as normas e os padrões de cuidados para estes doentes, promove a vigilância, encoraja a prevenção, aumenta o nível de consciência e da necessidade de se reforçar a prevenção e o controlo da doença por parte das autoridades e dos profissionais da saúde. Este artigo alinha-se por este diapasão e tem como público alvo, não apenas o leitor leigo, mas também as diferentes classes de profissionais da saúde. Características dos tipos de diabetes A diabetes é uma doença crónica que ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente para satisfazer as necessidades nutricionais da pessoa, ou quando o corpo não consegue usar eficazmente a insulina que produz. Neste caso desenvolve-se a diabetes de tipo 2, também conhecida como diabetes não insulinodependente, ou diabetes do adulto, que representa mais de 90% dos casos de diabetes. A diabetes de tipo 1, conhecida como insulino dependente, ou de início na juventude, como o próprio nome indica, resulta da completa ausência de produção de insulina pelo pâncreas, dependendo a sobrevivência da administração de insulina injectável para toda a vida. Infelizmente, até ao presente, não há conhecimento de meios que possam prevenir a diabetes de tipo 1, ao contrário do que se passa com a diabetes de tipo 2. A insulina é a hormona que regula o metabolismo do açúcar. A hiperglicémia, ou o açúcar elevado no sangue, é o resultado final de uma diabetes não controlada e que, se esse descontrolo se prolongar ao longo de vários anos, acaba por conduzir ao aparecimento de lesões graves em muitos órgãos do corpo, como o coração, os olhos, os rins, os nervos e os vasos sanguíneos, conduzindo à instalação de doenças crónicas e a mortes prematuras. Duas diferenças importantes entre estes dois tipos de diabetes devem ser realçadas, porque têm implicações nas políticas de prevenção e controlo. Enquanto que a diabetes de tipo 1 resulta da interacção de factores auto-imunes e ambientais, não controláveis, a diabetes de tipo 2 tem, subjacentes, factores genéticos e ambientais/comportamentais como a inactividade física e o excesso de peso, ambos modificáveis através de mudanças de comportamento, tornando a diabetes de tipo 2 uma doença potencialmente prevenível. Aspectos epidemiológicos Muitos países estão a documentar um número elevado de casos diagnosticados de diabetes de tipo 1, com um padrão semelhante a epidemias de doenças infecciosas, particularmente entre os mais jovens. Facto mais preocupante, porém, é a recente identificação de um crescente número de casos de diabetes de tipo 2 em crianças e adolescentes, de tal magnitude que, nalgumas partes do globo a diabetes de tipo 2 está a tornar-se o tipo de diabetes com maior prevalência entre as crianças. O aumento global da obesidade e da inactividade física na infância desempenha, seguramente um papel crucial neste processo. Embora os relatos em África sejam ainda escassos, a diabetes de tipo 2 está a ser reportada em crianças e adolescentes neste continente, devido à ocidentalização dos estilos de vida. Neste contexto, se os decisores políticos da saúde se deixarem vencer pela inércia e nada fizerem, este sério problema de saúde populacional, vai atingir proporções incontroláveis nos próximos anos. O marketing social nas escolas, focalizado na promoção da educação para a saúde e estilos de vida saudáveis que incorporem uma dieta equilibrada e incentivos à actividade "A avaliação do risco de contrair a diabetes de tipo 2 deve ser encorajada e estendida às comunidades... e justifica a criação e o desenvolvimento de um programa nacional de controlo da diabetes" física regular para manter o peso adequado, pode ser um dos melhores antídotos contra o aumento da prevalência desta doença. A recomendação para a medição da glicémia a todas as crianças obesas e com história familiar de diabetes de tipo 2 nos postos e centros de saúde deve tornar-se mandatória. Sabemos que a efectividade destas intervenções aumenta substancialmente se forem integradas num programa nacional. Os sintomas de alerta na diabetes de tipo 1 e 2 Os sintomas incluem a eliminação excessiva de urina(poliúria), sede (polidipsia), fome constante (polifagia), por vezes compulsiva, perda de peso, alterações na visão e fadiga. Estes sintomas podem ocorrer de repente, o que acontece, tipicamente, na diabetes de tipo 1. Os sintomas na diabetes de tipo 2 podem ser semelhantes aos da diabetes tipo 1. Mas, geralmente, são menos acentuados e, algumas vezes, insidiosos e noutras é completamente silenciosa. Como resultado, a doença pode ser diagnosticada vários anos após o início, podendo os primeiros sintomas resultar de complicações, entretanto, já estabelecidas. Como acima se referiu, até recentemente, este tipo de diabetes era visto apenas em adultos, mas, actualmente, verifica-se também em crianças e adolescentes. A diabetes gestacional As mulheres grávidas que nunca tiveram diabetes antes, mas que desenvolvem níveis elevados de glucose no sangue durante a gravidez têm uma diabetes gestacional. De acordo com uma análise de2014 pelo Centro de Controlo e Prevenção de Doenças, a prevalência de grávidas com diabetes gestacional atinge os9,2%. Nós não sabemos o que causa a diabetes gestacional, mas existem algumas pistas.com efeito, a placenta suporta o feto enquanto ele cresce e as suas hormonas contribuem para o seu desenvolvimento. Mas essas hormonas também bloqueiam a acção da insulina da mãe no corpo do feto, sendo este fenómeno designado por resistência à insulina, a qual pode levar o corpo da mãe a uma deficiente utilização da insulina. Assim, a mãe pode necessitar até três vezes mais quantidade de insulina para o corpo poder utilizar a glicose para a produção de energia. A diabetes gestacional começa quando o corpo da mãe não é capaz de produzir e/ou e utilizar toda a insulina de que necessita para a gravidez. Sem insulina suficiente, a glicose não é consumida pelas células e acumula-se no sangue atingindo níveis elevados (hiperglicémia). A diabetes gestacional não tratada ou mal controlada pode prejudicar o desenvolvimento do feto. Na grávida com diabetes gestacional, o

13 VISÃO FUTURA Produtos Naturais, Suplementos Nutricionais e Prestação de Serviços, Lda TRATE DA SUA SAÚDE CONSUMINDO PRODUTOS NATURAIS VISÃO FUTURA A CERTEZA DE UMA VIDA SAUDÁVEL E CORPO LIMPO Rua Francisco Sotto Mayor Nº5,1º Dto, Bairro Azul- Luanda Telefones: / /

14 14 DIABETES Julho/Agosto 2014 JSA pâncreas trabalha para produzir um hiperinsulinismo compensatório, mas a insulina não consegue fazer baixar os seus níveis de glicose no sangue, por causa da resistência. Embora a insulina não atravesse a placenta, a glicose e os outros nutrientes atravessam-na, expondo o feto a uma oferta exagerada de calorias da glucose, contras as quais ele não tem meios para se defender. Assim, as calorias em excesso são armazenadas como gordura corporal, o que pode levar ao exagerado ganho de peso do feto, resultando na conhecida macrossomia (bebés grandes à nascença, geralmente com mais de 4 kg de peso). Os sintomas da diabetes gestacional são semelhantes aos da diabetes de tipo 2, mas, ela é mais frequentemente diagnosticada através de testes de despiste pré-natal do que pelos sintomas referidos. O diagnóstico da pré-diabetes Há várias formas de se diagnosticar a diabetes. Cada um dos métodos utilizados, geralmente, necessita de ser repetido uma segunda vez para se confirmar o diagnóstico de diabetes. Os testes devem, idealmente, ser realizados no contexto dos serviços de saúde (públicos ou privados), quer nos consultórios médicos, quer nos laboratórios. A detecção de um valor muito alto de glucose no sangue ou a presença dos sintomas clássicos acima descritos, associados a um teste positivo, pode dispensar a realização de um segundo teste para diagnosticar a diabetes. DIABETES >6,5% <6,5% prediabetes >5,7% <5,7% normal A hemoglobina A1c O teste da hemoglobina A1c glicada (HbA1c) mede a média da glucose dos últimos dois a três meses. As vantagens deste método consistem em não ser necessário estar em jejum, nem em ter de beber líquidos açucarados. O valor normal é abaixo de 5.7%. A pré-diabetes diagnostica-se dentro da margem entre 5.7% a 6.4% e a diabetes é diagnosticada quando os valores da A1c são iguais ou superiores a 6.5%(Figura 1).O uso da HbA1c está a tornar-se obrigatório para assegurar um bom padrão de qualidade dos cuidados diabetológicos, devido à evidência científica resultante das investigações científicas nas últimas duas décadas. A HbA1c como reflexo da hiperglicémia crónica também se está a transformar num indicador chave que se utiliza cada vez mais para o diagnóstico da diabetes. Contudo, os profissionais de saúde das regiões rurais dos países de recursos limitados não têm acesso a esta importante ferramenta de diagnóstico e de monitorização do controlo da diabetes, situação que está a ser questionada por estes países. Segundo a Federação Internacional da Diabetes, está a decorrer um estudo multicêntrico, em 10 postos de saúde da Guiné e Camarões, com o objectivo de avaliar a viabilidade e os benefícios alcançados durante um ano, como consequência da melhoria do acesso à medição da HbA1c e disponibilização imediata da informação aos doentes sobre os resultados relativos ao controlo das respectivas diabetes. Glucose em jejum (GJ) Este teste mede os níveis da glucose em jejum. O jejum significa que não se comeu nem bebeu durante as últimas 8 horas antes do teste, pelo que, em geral é realizado antes do pequeno almoço. O valor normal da glicémia é inferior a 100 mg por decilitro. Valores entre os 100 mg/dl e 125 mg/dl define o diagnóstico de prédiabetes. O diagnóstico de diabetes confirma-se quando se obtém um valor igual ou superior a 126 mg por decilitro (Figura 2). "existem actualmente no mundo cerca de 387 milhões de diabéticos, dos quais 80% encontram-se nos países de médio e baixo rendimento. As projecções da oms apontam para uma duplicação daquele número em 2030, ou seja, daqui a escassos 15 anos" DIABETES >126 mg/dl <126 mg/dl prediabetes >100 mg/dl <100 mg/dl normal Prova de tolerância à glucose oral (PTGO) A Prova de Tolerância à Glucose Oral (PTGO) é um teste de duas horas (120 minutos) que verifica os níveis de glicose no sangue antes e 2 horas depois de beber uma bebida doce com uma concentração padrão de glucose. O resultado deste teste informa o médico sobre como está o organismo a processar a glucose. Os valores abaixo de 140 mg/dl são considerados normais. Os valores entre os 140 mg/dl e os 199 mg/ dl definem o diagnóstico de prédiabetes. Com este método a diabetes é diagnosticada quando os valores da glucose no sangue são iguais ou superiores a 200mg/dl às 2 horas após a ingestão (Figura 3). Teste aleatório da glicémia É um teste realizado a qualquer hora do dia, quando o paciente apresenta sintomas inequívocos de diabetes. Neste caso a diabetes é diagnosticada quando a glucose do sangue for igual ou superior a 200 mg/ dl. DIABETES >200 mg/dl <200 mg/dl prediabetes >140 mg/dl <140 mg/dl normal Figura 1 Figura 2 Figura 3 O que é a pré-diabetes? O diagnóstico clínico da diabetes tipo 2 é, quase sempre, precedido pela fase da pré-diabetes, a qual se caracteriza por níveis de glucose no sangue que são mais altos do que o normal, mas ainda não suficientemente elevados para satisfazer o critério diagnóstico de diabetes. A pré-diabetes é, muitas vezes, referida como tolerância diminuída à glicose (TDG) ou alteração da glicémia de jejum (AGJ), dependendo do teste que foi utilizado para o despiste da situação. É importante ter em mente que a pré-diabetes, englobando estas duas disfunções metabólicas, acarreta um maior risco de desenvolvimento da diabetes de tipo 2 e de complicações cardiovasculares.com efeito, a pré-diabetes não apresenta sintomas típicos, pelo que ela pode estar presente ou já ter complicações, sem a pessoa saber. O diagnóstico da pré-diabetes assenta em três critérios: 1) uma A1C de 5.7% 6.4% 2) uma glicémia de jejum entre mg/dl e 3) uma PTGO ás 2 horas entre 140 mg/dl 199 mg/dl (Figuras 1,2 e 3). Neste sentido e tendo em vista uma estratégia de prevenção precoce do risco cardiovascular intrínseco, a pré-diabetes representa uma condição clínica que deve ser activamente pesquisada pelos médicos, particularmente, nas pessoas com antecedentes familiares de diabetes, obesos e hipertensos e agressivamente combatida com as modificações terapêuticas dos estilos de vida. A prevenção da diabetes de tipo 2 É importante saber que o fato de uma pessoa ter uma pré-diabetes não implica o desenvolvimento automático da diabetes de tipo 2. Para algumas pessoas, o tratamento precoce, pode, efectivamente, conduzir à normalização da glicémia. Há uma sólida base de evidência que nos mostra que, as pessoas pré-diabéticas, podem baixar 58% o risco de se tornarem diabéticas de tipo 2 se perderem 7% do seu peso corporal (6 kg se tiver 85 kg) e se praticarem exercício moderado, tal como a marcha activa durante 30 minutos cinco vezes por semana. Assim as modificações dos estilos de vida recomendadas são: Aumento da actividade física. Perder peso e mantê-lo no nível adequado. Aumento do consumo de fibras na dieta e redução das gorduras, especialmente as saturadas. Terapêutica medicamentosa na pré-diabetes A terapêutica medicamentosa na pré-diabetes consiste na prescrição da metformina aos que apresentam alto risco de desenvolver diabetes de tipo 2 e que, apesar das mudanças nos estilos de vida não conseguem baixar a sua HbA1c ou para aqueles que, por doença ou incapacidade física, estão limitados em comprometer-se nas mudanças comportamentais requeridas. A metformina deve ser iniciada na dose de 500 mg uma vez por dia podendo ser aumentada para 1500 a 2000 mg/dia, se bem tolerada. Estes pacientes devem ter a sua HA1c reavaliada aos 3 meses e caso a HbA1c não baixe, deve ser ponderada a suspensão da metformina. A prescrição do Orlistat deve ser, também, considerada nos pacientes com alto risco de desenvolver diabetes de tipo 2 que tenham um IMC 28 e cuja HbA1 não baixe com as intervenções dos estilos de vida ou que sejam, igualmente, incapazes de participar em programas de exercício físico por doença ou incapacidade. A revisão desta prescrição deve ser feita aos 12 meses e, caso o paciente não perca 5% do seu peso, a toma do fármaco não deve ultrapassar esse tempo. Embora as estratégias recomendadas neste artigo se enquadrem mais no âmbito das actividades dos cuidados de saúde primários, a avaliação do risco de contrair a diabetes de tipo 2 deve ser encorajada e estendida às comunidades, devendo englobar as farmácias, os consultórios de óptica, os departamentos de saúde ocupacional das empresas, instituições públicas (quartéis, prisões, escolas, etc.), entre outros, iniciativas, cuja multidimensionalidade, complexidade e exigências de coordenação, justificam a criação e o desenvolvimento de um programa nacional de controlo da diabetes. Um tal programa tem um inquestionável valor instrumental, ao viabilizar intervenções sobre as causas primárias da diabetes e, desse modo, poder contribuir para uma redução efectiva do peso da diabetes no Sistema de Saúde e na sociedade angolanas.

15 Há dez anos que actuamos nos sectores de saúde, higiene e beleza em Angola. Com o Know How adquirido pela Neofarma em Angola e a busca diária por qualidade nos produtos e serviços, conquistámos a Certificação da ISO 9001, em Outubro de 2009, e desde sempre somos referência em processos de logística no país. Possuímos parcerias maduras com grandes indústrias farmacêuticas em todo o mundo. Estamos prontos para Servir!

16 Saúde Cuanza norte JSA Julho/agosto Novas unidades reforçam assistência sanitária na província Diniz Simão Correspondente no Cuanza norte texto e fotografia A assistência sanitária às populações dos municípios de Bolongongo e Quiculungo, na província do Cuanza Norte, vai conhecer melhorias significativas com a entrada em funcionamento de duas novas unidades, recentemente inauguradas pelo governador provincial, Henrique André Júnior. Enfermeira satisfeita com as novas condições de trabalho "No município de Quiculungo as populações contam agora com um dispensário para o diagnóstico e tratamento de doenças infecto contagiosas. Visa o reforço do combate à tuberculose e a melhoria da assistência médica aos pacientes No município do Bolongongo, o governante reinaugurou o Centro de Saúde local, completamente restaurado e ampliado. A obra permitiu o aumento da sua capacidade de internamento de 22 para 52 camas e a consequente inserção de novos serviços médicos, como a imagiologia e laboratório de análises clínicas. A unidade de saúde dispõe ainda de um banco de urgência, farmácia, duas enfermarias, sala de partos, entre outros serviços. O montante investido pelo governo provincial na reabilitação e modernização desta infra-estrutura sanitária ascende a cerca de 42 milhões de Kwanzas. O seu funcionamento é assegurado por 14 técnicos, entre enfermeiros e profissionais de laboratório. A rede sanitária do município do Bolongongo é actualmente constituída por nove postos de saúde e um centro, assegurados por 19 técnicos. Segundo o responsável da Secção Municipal de Saúde, António Moisés António, a região debate-se actualmente com insuficiência de técnicos para atender a demanda de pacientes que afluem às unidades sanitárias da circunscrição, sendo a malária e as doenças diarreicas e respiratórias agudas as mais frequentes. Com uma superfície de quilómetros quadrados, o município de Bolongongo situa-se a 150 quilómetros a noroeste de Ndalatando, capital da província, e conta com uma população estimada de habitantes (dados anteriores ao censo de Maio de 2014), distribuídos pelas comunas de Bolongongo (sede), Terreiro e Quiquiemba. Dispensário trata doenças infecto-contagiosas Já no município de Quiculungo as populações contam agora com um dispensário para o diagnóstico e tratamento de doenças infecto contagiosas. Inaugurado igualmente pelo governador provincial, Henrique Júnior, visa o reforço do combate à tuberculose e a melhoria da assistência médica aos pacientes. O empreendimento erguido a dois quilómetros da vila com o mesmo nome conta com duas salas de internamento, com cinco camas cada, consultório médico, laboratório, farmácia, entre outras dependências. A infra-estrutura sanitária, cujos custos não foram revelados, foi construída no âmbito da municipalização dos serviços de saúde e comporta igualmente uma área administrativa e balneários. A implementação da referida unidade suscitou a satisfação dos munícipes visto que vai permitir aos pacientes infectados pela tuberculose deixarem de ser tratados As autoridades da província do Cuanza Norte continuam apostadas na formação de quadros para o reforço do atendimento aos pacientes. Recentemente, em Ndalatando, 50 técnicos de saúde concluíram uma acção de formação sobre "Reanimação neonatal", inserido nas estratégias do sector com vista à a redução da mortalidade infantil. Promovida pelo Ministério da Saúde, em articulação com a Direcção Provincial de Saúde, a formação visou a capacitação de médicos, parteiras e enfermeiros em matéria de prestação de assistência aos nascituros que enfrentam dificuldades respiratórias à nascença e O Centro de Saúde, completamente restaurado e ampliado, permitiu a inclusão de novos serviços médicos, como a imagiologia e o laboratório de análises clínicas no mesmo espaço com os doentes de outras enfermidades. O dispensário vai atender não só a população de Quiculungo como também doentes das municipalidades da Banga e de Bolongongo. Construção de aterros sanitários reforça programa de saúde pública O município da Banga conta actualmente com um programa de saúde pública, denominado "Agentes Técnicos de saúde capacitados sobre reanimação neonatal reanimação neonatal como instrumento essencial para estimular os bebés. Na oportunidade, o director da Escola de Formação de Técnicos de Saúde Arminda Faria, Damião Caludica, enalteceu a acção formativa na capacitação dos técnicos de saúde que laboram nas maternidades. "Estão agora mais habilitados para a salvar vidas, sobretudo de crianças recém-nascidas", garantiu. Damião Caludica instou os formandos a colocarem em prática e a reproduzirem os conhecimentos adquiridos, de modo a promoverem o melhor aproveitamento dos objectivos que motivaram a implementação do referido seminário. comunitários de saúde", que está a ser marcado pela construção de aterros sanitários em várias localidades da municipalidade, visando a melhoria do saneamento básico e prevenção de doenças decorrentes da insalubridade do meio. A informação foi prestada pela responsável da assistência da empresa SHS, Nely Pereira, que coordena o referido programa na região, referindo que, no quadro da aludida iniciativa, foram construídos nos últimos dias três aterros sanitários na localidade de Aldeia Nova, a 18 quilómetros da sede municipal da Banga, uma medida acompanhada da mobilização e sensibilização dos munícipes sobre a importância do tratamento do lixo para a prevenção de doenças na comunidade. Nely Pereira disse ainda que a medida resulta do facto da comuna da Aldeia Nova debater-se com falta de espaços apropriados para o depósito do lixo. A aludida acção está a ser acompanhada com campanhas de limpeza e eliminação da vegetação à volta das residências, apontada como uma das principais fontes de mosquitos, frisou. De acordo com a responsável, actividade similar foi realizada no município do Bolongongo, onde, no quadro do programa agentes comunitários de saúde, foi feita uma campanha de limpeza às margens do rio Candua, situado na sede municipal, que tem servido de fonte de abastecimento de água para o consumo da população. No quadro da aludida campanha, referiu, a população foi esclarecida sobre a importância da manutenção da limpeza das margens dos rios e abstenção da poluição das águas, de modo a evitarem-se doenças de foro hídrico, como as diarreias agudas, e febre tifóide, entre outras. A província do Cuanza Norte conta com a implementação do programa "Agentes comunitários de saúde" desde 2012, o qual tem versado sobre a mobilização das populações de vários municípios, em matéria de saúde pública para a redução da mortalidade em consequência de doenças preveníveis.

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18 Saúde Cuanza sul JSA Julho/agosto Consultas pré-natais reduzem taxa de mortalidade infantil nas comunidades de Cassongue Casimiro José Correspondente no sumbe Texto e fotografia A adesão massiva de mulheres às consultas pré-natais está a reduzir a taxa de mortalidade materno-infantil no município de Cassongue, província do Cuanza Sul, anunciou ao Jornal da Saúde, o chefe de Repartição da saúde, Silva Aviano Catumbela. O responsável da saúde apontou o aumento de unidades sanitárias nas zonas de maior concentração populacional como o factor que, ao propiciar a oferta dos serviços de assistência hospitalar nas comunidades, constitui, ao mesmo tempo, motivação para as populações, sobretudo mulheres, procurarem assistência. Silva Catumbela disse ao Jornal da Saúde que a única dificuldade que o município atravessa é a falta de médicos nas especialidades de ginecologia, pediatria e clínica geral para dar resposta às patologias que se manifestam no seio das populações. O recurso tem sido a evacuação para os hospitais de referência da província, ou para a vizinha província do Huambo. Segundo o chefe de Repartição da saúde de Cassongue, o município contava, em 2002, com apenas oito unidades sanitárias, incluindo o hospital municipal. Hoje, dispõe de 21 unidades, sendo um hospital municipal, três centros de saúde e 17 postos de saúde, numa clara ascensão em termos de cobertura sanitária em toda a região de Cassongue. Na entrevista que concedeu ao Jornal da Saúde, Silva Catumbela reconheceu, porém, que neste município ainda há localidades sem infra-estruturas sanitárias, como as comunas de Atome e do Dumbi, além das comunidades de Suco e Tchissaka. Qual a situação do sector da saúde no município de Cassongue? O sector da saúde tem revelado muito dinamismo. Os cidadãos já vão acreditando que, quando estão doentes, podem ser curados nas unidades sanitárias localizadas no município, graças à dedicação dos técnicos, a vários níveis, e às condições de trabalho postas a disposição. Destaco a afluência das mulheres às consultas prénatais o que tem contribuído bastante na redução da taxa de mortalidade materno-infantil. A par disso, devo referir o fornecimento regular de medicamentos, quer seja através das aquisições locais aos fornecedores que prestam serviços ao município, como dos fornecimentos através do Depósito provincial de medicamentos essenciais da Direcção Provincial de Saúde. Com este ritmo de trabalho, as evacuações para os hospitais de referência diminuíram substancialmente. Estamos em crer que, nos próximos tempos, teremos O Chefe de Repartição da Saúde de Cassongue, Silva Aviano Catumbela que evacuar apenas casos de especialidade, por falta de médicos especializados. Em suma, a situação sanitária em Cassongue melhorou significativamente, quer no domínio das infraestruturas, como dos recursos humanos. O município conta actualmente com uma rede sanitária composta por 21 unidades, das quais um hospital municipal, três centros de saúde e 17 postos de saúde. Prestam serviços dois médicos expatriados, três técnicos de diagnóstico e terapêutica e 140 enfermeiros de vários escalões. Quais as principais doenças que assolam o município de Cassongue? Em primeiro lugar a malária, seguida das doenças O Hospital Municipal de Cassongue é a única unidade sanitária de referência que presta serviços no município diarreicas e respiratórias agudas, infecções da pele, desnutrição, sobretudo na região da Pambangala, e hipertensão arterial. Frequentemente, as pessoas só procuram a assistência sanitária quando estão em estado crítico. Daí a razão de incrementarmos as campanhas de sensibilização junto às comunidades sobre a educação para a saúde. Como anda a componente de formação dos técnicos que prestam serviços no município? Temos vindo a fazer a superação dos técnicos no sentido de elevarem as suas capacidades técnicas e adquirirem as competências requeridas. É assim que estão quatro enfermeiros a participar no curso de superação que decorre na Escola Técnica de Enfermagem da província, Uma vez terminado o curso atingem o nível médio. Este processo vai continuar até que todos os enfermeiros beneficiem desta formação. Outros dois técnicos estão a fazer o curso superior na província do Huambo e, tão logo terminem, podemos contar com eles nos próximos desafios. Quais as principais preocupações que o sector da saúde enfrenta no município? A grande preocupação que o sector da saúde enfrenta no Município resulta da degradação das vias de acesso que ligam a sede municipal às distintas localidades da circunscrição municipal que dificulta as deslocações regulares dos cidadãos para as unidades sanitárias, e, em casos de evacuação, dos doentes que necessitem de serviços de especialidade. Nos casos das evacuações das localidades mais longínquas para o hospital municipal, a ambulância também é danificada pelo mau estado das estradas. Outra das nossas preocupações consiste na frequência com que aparecem no hospital municipal casos graves, fruto da negligência das famílias. Quais os programas sanitários que estão a ser executados para a melhoria da assistência no município de Cassongue? Os programas em execução em Cassongue decorrem da orientação da Direcção Provincial de Saúde, nomeadamente os de distribuição de mosquiteiros, de Albendazol, medição de tensão arterial, testes de VIH/Sida e campanhas de vacinação. Além destes, estamos também a executar outros programas, como de tuberculose e lepra, de vigilância epidemiológica, de educação para a saúde e água e saneamento ambiental. A colaboração das comunidades é essencial para surtirem efeitos. Quais os principais desafios para os próximos tempos? Os principais desafios apontam para a continuidade da superação permanente de técnicos de saúde para que respondam às exigências do presente e do futuro. Vamos, por outro lado, continuar a desenvolver esforços no sentido de aproximarmos, cada vez mais, os serviços da saúde das comunidades, com a extensão da rede sanitária e a melhoria das unidades sanitárias já existentes. Além disso, vamos melhorar os mecanismos de educação para a saúde das comunidades para prevenir doenças evitáveis, como a malária, febre tifóide e infecções da pele, entre outras.

19 SERVIÇOS DE SAÚDE COM ATENÇÃO HUMANA E PROFISSIONALISMO MÉDICO especialidades clínicas uangiologia ucardiologia ucuidados intensivos para adultos e crianças udermatologia uendocrinologia uestomatologia ufisiatria contactos clínica meditex Rua da Missão, nº 52 Ingombota, Luanda, Angola Tel: / ugastroenterologia uginecologia uinfectologia umaxilofacial umedicina interna uneonatologia uneurofisiologia uneurologia unutrição uobstetrícia uoftalmologia uortopedia uotorrinolaringologia upediatria upsiquiatria upuericultura ureumatologia uurologia s: especialidades cirúrgicas u Angiologia u Cirurgia estética u Cirurgia estomatológica u Cirurgia geral u Cirurgia ginecológica e obstetra u Cirurgia maxilofacial GabInete estomatologia meditex: Rua Ramalho Ortigão, nº21 Alvalade, Luanda, Angola Tel: s: u Cirurgia oftalmológica u Cirurgia video endoscópica u Neurocirurgia u Ortopedia e traumatologia u Otorrinolaringologia u Urologia URGÊncIas 24 HoRas serviços de ambulância consultas enfermagem - InteRnamento serviços de meios de diagnóstico ulaboratório clínico umicrobiologia uneurofisiologia uecografia simples, transcavitaria e Rx Gabinete oftalmologia meditex: Edificio IRCA, Rua Amílcar Cabral nº 211, Ingombota, Luanda, Angola Tel: s: Raio X Monitores e Ventiladores Mecânicos Equipamentos para o Bloco Operatório Equipamento Post Mortem Equipamentos para Investigação Forense Materiais e Reagentes de Laboratório Redes de Gases Medicinais, Industriais e Vácuo Acessórios e Consumíveis para os Hospitais Oxigenoterapia ao Domicílio Geradores de Oxigénio e Azoto Gasosos Material para Desinfecção Hospitalar Consumíveis e Descartáveis UMA EQUIPA AO SERVIÇO DA SAÚDE Loja: Rua 1º Congresso do MPLA, nº 9 2º andar A P.O. Box: Luanda, Angola Tel.: / Fax: Armazém e Oficinas: Projecto Morara Viana II Casa QF 5, Lote nº 19 Luanda, Angola Tel. / Fax:

20 Saúde Cuanza sul JSA Julho/agosto Administração municipal de Cassongue investe forte na saúde O administrador municipal de Cassongue, Germano Armando, garantiu ao Jornal da Saúde que a sua administração vai continuar a priorizar o sector da saúde com a execução de programas e projectos que visam melhorar a assistência médico-medicamentosa no município. Entre as acções programadas no quadro do Programa dos Cuidados Primários de Saúde para o ano de 2014, o administrador municipal de Cassongue anunciou a construção de três novas unidades sanitárias e o seu apetrechamento nas localidades da Jamba, Catowe e Calohuma, a aquisição de uma morgue e sua montagem na localidade de Cruzamento, a aquisição de medicamentos, a reabilitação e o recheio da residência dos médicos na sede municipal, o apetrechamento com equipamentos da maternidade municipal e a aquisição de uma viatura para reforçar os serviços administrativos do Hospital municipal. Germano Armando disse, por outro lado, que a administração municipal vai continuar a desenvolver o projecto Rua Limpa que consiste na participação comunitária na higiene domiciliar e pública. O Administrador municipal de Cassongue, Germano Armando, garante melhorias no sector da saúde Programa Saúde Mulher nas Comunidades na Comuna da Pambangala As comunidades da Comuna da Pambangala, município de Cassongue, no Cuanza Sul beneficiaram de 23 a 27 de Junho, de assistência médico-medicamentosa gratuita, no quadro do programa Saúde Mulher nas Comunidades, implementado pelo Secretariado Executivo Nacional da OMA, em parceria com o Comité de Especialidade dos médicos. Tratou-se de uma jornada de campo, em que os médicos de várias especialidades viveram de perto as preocupações e necessidades com que se debatem as populações rurais. Durante cinco dias, as médicas filiadas no comité de especialidade dos médicos do MPLA puseram à prova o espírito patriótico junto das populações que careciam de consultas de especialidade. População da Pambangala adere às consultas Equipa médica com sentimento do dever cumprido A médica cardiologista, Maria Dina Eduardo Segunda, considerou o programa Saúde Mulher nas comunidades uma experiência valiosa e marcante por permitir uma intervenção com pendor patriótico e amor ao próximo. Durante os cinco dias que estivemos aqui pudemos identificar muitas patologias e proceder ao respectivo diagnóstico. As pessoas, sobretudo as mulheres, sentiram que algo de novo estava a acontecer em suas vidas, reconheceu. A cardiologista anunciou que o programa Saúde Mulher nas comunidades na comuna da Pambangala envolveu duas médicas da especialidade de obstetrícia, quatro de clínica geral, uma cardiologista, quatro técnicos de laboratório, 16 enfermeiras, seis técnicos de farmácia e dez técnicos de saúde locais, tendo reconhecido o empenho de todos para o êxito da jornada. Quanto aos dados estatísticos, Maria Dina Segunda considerou satisfatória as metas atingidas. Durante cinco dias foram atendidas um total de cidadãos, das quais 495 em clínica geral, entre homens e mulheres, 449 crianças em pediatria, 219 mulheres em obstetrícia, nove em ginecologia, 17 na especialidade de nutrição. Foram ainda vacinadas 321 pessoas contra sarampo, tétano, pneumo-13 e Pentavalente. Nos exames laboratoriais, cerca de 448 pessoas de ambos os sexos procederam ao teste de VIH/SIDA (foi assinalado um positivo) e 660 da malária (70 casos confirmados). Entre as principais patologias encontradas na população da comuna da Pambangala, a médica cardiologista apontou a hipertensão arterial, a desnutrição, as infecções da pele, as parasitoses intestinais, o Médica cardiologista observa a um paciente durante a jornada Saúde Mulher nas Comunidades" na Pambangala bócio e cárie dentária. No tocante à desnutrição, Maria Dina Segunda referiu que o problema reside na fraca dieta alimentar que não inclui produtos com valor calórico produzidos na região. Constatámos que as pessoas produzem alimentos de alto valor calórico, mas preferem vendê-los para obter dinheiro e satisfazerem outras necessidades. Descuram o consumo de alimentos saudáveis". População agradece A permanência da equipa de médicas e especialistas de saúde na comuna da Pambangala foi considerada pela população local uma oportunidade ímpar nas suas vidas por trazer ao seu seio os serviços de especialidade. Joaquina Moisés vive na aldeia da Chateca, a quatro quilómetros da sede comunal da Pambangala. Deslocou-se ao local da actividade para saber do seu estado de saúde e mostrou-se satisfeita pela consulta médica gratuita de que beneficiou. Eu sentia dores no corpo e não percebi porquê. Na consulta, a médica disse-me que estou com princípio de anemia e deu-me a receita da medicação. Para mim é uma alegria porque sei que vou curarme, disse optimista. A outra beneficiária é Feliciana Semente, de 50 anos de idade, que vive no bairro Galanga. Padece de furúnculos já há muito tempo sem nunca ter consultado um médico. Quando me disseram que na vila estavam as médicas vim para saber o que se passa comigo. Graças a Deus, deram-me uma pomada e uma receita para o tratamento, disse. João Saviti também foi consultado por padecer de artrite (um tipo de reumatismo). Disse ao Jornal da Saúde que recebeu os medicamentos grátis para combater a doença e louvou a iniciativa por ter trazido a equipa de médicos à comuna da Pambangala. O administrador da comuna da Pambangala, Estêvão Lungala, era um homem feliz pelos resultados alcançados com o programa Saúde mulher nas comunidades. Reconheceu que a experiência estimulou as autoridades no sentido de construírem na comuna um Centro de saúde com serviços de várias especialidades. Este projecto trouxe um impacto maior e despertou a consciência das nossas populações sobre a necessidade de afluir às consultas e análises laboratoriais, mesmo sem estar doente. Por isso, vamos trabalhar para que possamos criar as infra-estruturas que garantam a implantação de um Centro de saúde com todas as valências, disse.

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