PUBLICIDADE DE SERVIÇOS SEXUAIS E SUAS IMPLICAÇÕES NO ÂMBITO JURÍDICO EM FACE DA PROTEÇÃO À CRIANÇA E AO ADOLESCENTE

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "PUBLICIDADE DE SERVIÇOS SEXUAIS E SUAS IMPLICAÇÕES NO ÂMBITO JURÍDICO EM FACE DA PROTEÇÃO À CRIANÇA E AO ADOLESCENTE"

Transcrição

1 1 PUBLICIDADE DE SERVIÇOS SEXUAIS E SUAS IMPLICAÇÕES NO ÂMBITO JURÍDICO EM FACE DA PROTEÇÃO À CRIANÇA E AO ADOLESCENTE Luiz Antonio Miguel Ferreira 1 Letícia Lourenço Pavani 2 BONECA SAFADINHA Ruivinha Gulosa, carinha de sapeca, apertadinha, louca por homens safados. Venha descobrir os meus segredos. Ativa e passiva. (Jornal O Imparcial. Classificados. Presidente Prudente, 23 de agosto de 2006, P. 4-D - Classificados). TRAVESTI KELLI Loira, alta, bonita e carinhosa, pronta para realizar suas fantasias (Jornal Oeste Notícias. Pres. Prudente, 15 de outubro de 2006, pág. 08 Classificados) CYNDY LOIRA Casada, linda, 1,70 de altura, cabelos na cintura, 23 anos, malhada e muito bronzeada. Completíssima. Só esta semana. (Jornal Folha de São Paulo. Classificados. São Paulo, 09 de outubro de 2006, C-5). 01. INTRODUÇÃO O desemprego, o consumismo, a ausência de valores e outras tantas situações típicas do mundo pós-moderno têm levado as pessoas a uma busca desenfreada de suas vontades e necessidades materiais, deixando de lado aspectos éticos e valores que deveriam ser levados em consideração. 1 Promotor de Justiça da Infância e da Juventude do Ministério Público do Estado de São Paulo. Especialista em direito difuso e coletivo pela ESMP- Mestre em Educação pela UNESP. Home Page: 2 Estudante do 3º Ano do Curso de Direito das Faculdades Integradas Antonio Eufrásio de Toledo. Estagiária do Ministério Público - Outubro/2006.

2 2 Com freqüência, anúncios como os citados acima são veiculados nos órgãos de imprensa, em especial nos jornais, com o oferecimento de serviços sexuais que apresentam situações, no mínimo, constrangedoras. A adjetivação que descreve os anunciantes revela a natureza desses serviços: completa, discreta, fogosa, carinhosa, apertadinha, bem dotado, ativo, passivo, liberal, etc. Tais anúncios merecem uma análise mais detalhada em face das relações que estabelecem com a liberdade de impressa, a formação das crianças e dos adolescentes, a licitude dos serviços oferecidos e a legislação vigente, principalmente a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Código Brasileiro de Auto- Regulamentação Publicitária - CONAR. O presente artigo tem por objetivo lançar algumas considerações a respeito do tema como contribuição para o debate, visando ao aperfeiçoamento da sistemática atual que regula a publicidade dos serviços sexuais tendo como base os princípios previstos em nossa legislação. O foco principal para a análise será a proteção legal devida à criança e ao adolescente como pessoas em processo de formação. 02. DOS SERVIÇOS SEXUAIS E SUA RELAÇÃO LEGAL - PENAL. Quando se analisa a questão sexual prostituição no aspecto jurídico, a primeira observação que se pode fazer diz respeito ao aspecto penal e aos sistemas que, ao longo do tempo, foram apresentados para o seu controle: o da regulamentação, o do abolicionismo e o da proibição 3. O sistema da regulamentação tinha por objetivo zelar pelo aspecto higiênico, preocupando-se com a prevenção de doenças venéreas e também com a preservação da ordem e da moral públicas. Restringia a prostituição a certas áreas da cidade, onde as mulheres se sujeitavam a um conjunto de obrigações como, por exemplo, o de se submeterem a exames médicos periódicos. Tal sistema, adotado pelo código alemão de 3 PRADO, Luiz Regis. Curso de Direito Penal Brasileiro, vol. 3. Parte Especial artº 184 a ª ed. São Paulo. Editora Revista dos Tribunais, pág. 292.

3 e, também, na França, com o surgimento do sistema abolicionista, em 1946, caiu em desuso. O sistema da abolição não considera crime a prática da prostituição, não devendo o Estado, portanto, intervir em seu exercício e nem mesmo impedi-la. No Brasil vigora essa corrente, pela qual é punido apenas aquele que a explora, como o rufião e o traficante de mulheres, e não a atividade propriamente dita. Já o sistema da proibição, pelo contrário, veda o exercício da prostituição, considerando-a atividade criminosa. Este sistema não prosperou devido à constatação que a prática da prostituição está relacionada a fatores sociais complexos, não obstando a atividade a simples tipificação penal. O Código Penal brasileiro não proíbe a prática da prostituição, mas prevê punição para aqueles que a exploram. Como afirma Damásio E. de Jesus 4, a prostituição, em si mesma, não atinge nenhum bem jurídico que o legislador entendeu de tutelar sob a sanção da pena, não constitui delito por si mesma. Embora não seja crime, nem por isso deixa o legislador penal de reprimir aqueles que contribuem para ela. Logo, numa análise superficial do tema, pode-se afirmar que a propaganda dos serviços sexuais não encontra no Código Penal qualquer restrição. Posto que a prostituição não é considerada uma atividade ilícita, não há por que proibir a sua publicidade. Ocorre que a própria lei penal, ao tratar dos crimes contra os costumes e, em especial dos crimes contra a liberdade sexual, busca proteger a moral pública sexual. Assim, além da questão penal, o debate deve contemplar também outros textos legais, como a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Código Brasileiro de Auto-Regulamentação Publicitária, para extrair a relação que se firma entre a questão sexual e a sua publicidade. A inexistência da proibição legal desse tipo 4 Direito Penal. 3º Vol. São Paulo: Saraiva, 1983, pág. 149.

4 4 de propaganda convive com restrições que não se vinculam apenas à questão punitiva/penal, mas às de outra natureza, como a administrativa ou, ainda, a relacionada aos princípios gerais do direito. Além disso, é preciso considerar a quem se destina e de que forma ela atinge a criança e a adolescente. 03. RESTRIÇÕES LEGAIS À PUBLICIDADE DE SERVIÇOS SEXUAIS. 3.1 Constituição Federal. Para analisar as restrições, é importante, em primeiro lugar, observar o que prevê a Constituição Federal. Ela assegura princípios que se complementam e que devem ser analisados de forma a adequá-los ao propósito do legislador. Em seu artigo 1º, ao tratar dos fundamentos da República, consignou entre eles a dignidade da pessoa humana e a cidadania e ressalta, em seu artigo 3º, os objetivos fundamentais da República, como o de construir uma sociedade livre, justa e solidária e garantir o desenvolvimento nacional. Assim, contempla, entre outros, os princípios da liberdade de expressão e da proibição da censura em seus artigos 5º, inciso IX, e 220, previstos também na Declaração Universal dos Direitos Humanos (art. XIX). Todavia, afirma Celso Ribeiro Bastos 5, é fácil imaginar que exercido irresponsavelmente, este direito tornar-se-ia uma fonte de tormento aos indivíduos na sociedade. A todo instante poderiam ser objeto de informações inverídicas, de expressões valorativas de conteúdo negativo, tudo isto feito sem qualquer benefício social... Por isso, no que concerne à produção e à programação das emissoras de rádio e televisão, por exemplo, a Constituição determina que esse meios de comunicação devem atender, entre outros princípios, o respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família (art. 221, inciso IV). Como se vê, ao mesmo tempo em que garante constitucionalmente o direito de expressão, o legislador procura estabelecer mecanismos que assegurem o seu exercício 5 Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Saraiva, 1997, pág.189.

5 5 de forma adequada e responsável, sobrepondo a ele a supremacia dos direitos difusos, que visam à proteção do consumidor (inciso V do art. 170), ao respeito pelos valores éticos e morais da pessoa e da família (art. 221 inciso IV) e à preservação da infância e da juventude (artigo 6º e 227). Em acréscimo, o constituinte deixou claro que, no confronto de direitos fundamentais tutelados, a prioridade deve ser dada à criança e ao adolescente cuja dignidade e respeito devem ser assegurados pela família, sociedade e Estado: Art. 227 É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda a forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão (grifo nosso). Portanto, os dispositivos da Constituição têm aplicabilidade especial em relação à criança e ao adolescente, justamente por serem vulneráveis e, principalmente, em razão de sua condição especial de pessoas em pleno processo de formação de sua personalidade e caráter. Em suma, a Constituição Federal garantiu a liberdade de imprensa e de manifestação do pensamento, mas também especificou o cuidado que os meios de comunicação devem ter em relação à criança e ao adolescente, no que diz respeito à sua dignidade e à necessidade de se respeitarem os valores éticos e sociais da pessoa e da família. Dessa forma, a publicidade de serviços sexuais presente na mídia deve ser analisada no âmbito da Constituição Federal, com base nesses parâmetros, levando-se em consideração a criança e o adolescente, como pessoas em desenvolvimento e portadoras de direitos fundamentais. assunto: Vale, aqui, transcrever o que diz Martha de Toledo Machado a respeito do

6 6 Em suma, porque a personalidade de crianças e adolescentes ainda não está formada, porque a possibilidade de desenvolver as potencialidades do ser humano adulto é pré-requisito da própria conceituação jurídica de personalidade e porque crianças e adolescentes são mais vulneráveis que os seres humanos adultos, há necessidade de que seus direitos fundamentais, sob o ângulo do próprio direito material, sejam conformados, estruturados, de maneira diversa daquela pela qual se conformam os direitos fundamentais dos adultos. E assim o fez a Constituição de 1988, podendo-se dizer que os direitos fundamentais de crianças e adolescentes são especiais, no sentido de distintos do direito dos adultos, sob dois aspectos: um de natureza quantitativa ligada à maior gama de direitos fundamentais a eles reconhecidos e outro de natureza qualitativa presa à estruturação especial desses direitos Estatuto da Criança e do Adolescente. Para dar efetividade ao comando estabelecido na Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº /90) detalhou, em alguns artigos, como deve ser tratada a questão da publicidade em relação à criança e ao adolescente. A primeira referência estatutária remete ao respeito (art. 17) que consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, idéias e crenças, dos espaços e objetos pessoais. Outra se refere à dignidade (art. 18) e impõe a todos o dever de manter as crianças e os adolescentes a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor. A seguir, tratando do tema de forma mais específica, o texto legal estabeleceu como direitos da criança e do adolescente a informação, a cultura, o lazer, esportes, diversões, espetáculos, produtos e serviços alertando, porém, que todos eles devem respeitar sua condição peculiar de pessoa em desenvolvimento (art. 71). Em relação às revistas e publicações contendo material impróprio ou inadequado a criança e ao adolescente, o artigo 78 do ECA prevê que, deverão ser comercializadas 6 MACHADO, Martha de Toledo. A proteção constitucional de crianças e adolescentes e os direitos humanos. Barueri, SP : Manoel, P. 120/121.

7 7 em embalagem lacrada, com advertência de seu conteúdo. O legislador consignou como responsabilidade das editoras a obrigatoriedade de que as revistas e publicações que contenham mensagens pornográficas ou obscenas sejam envolvidas com cobertura opaca e que sua comercialização seja proibida a crianças e adolescentes (art. 81, V). Preocupado com a formação das crianças e dos adolescentes em face da questão sexual, o legislador estatutário definiu como crimes condutas relacionadas ao sexo - pornografia, prostituição e exploração sexual (art. 240, 241, 244-A). Basta, portanto, uma rápida análise do Estatuto para se observar que a lei garante à criança e ao adolescente o direito à informação e à cultura, bem como estabelece mecanismos que consideram sua condição peculiar de pessoa em desenvolvimento, garantindo-lhes dignidade e respeito Código Brasileiro de Auto-Regulamentação Publicitária. O CONAR Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária, através do Código Brasileiro de Auto-Regulamentação Publicitária, traça algumas diretrizes a serem observadas em relação à publicidade, dirigidas a anunciantes, agências de publicidade e veículos de divulgação. Apesar de ter sido concebido como um instrumento de autodisciplina da atividade publicitária, o Código pode ser utilizado como documento de referência e fonte subsidiária da legislação (art.16). Estabelece que toda publicidade deve estar em consonância com os objetivos do desenvolvimento econômico, da educação e da cultura nacionais. Ao tratar dos princípios gerais, abordou a respeitabilidade (art. 19) declarando que toda atividade publicitária deve caracterizar-se pelo respeito à dignidade da pessoa humana, à intimidade, ao interesse social, às instituições e símbolos nacionais, às autoridades constituídas e ao núcleo familiar. Em seguida, tratou do princípio da decência (art. 22) quando consigna que os anúncios não devem conter afirmações ou apresentações visuais ou auditivas que ofendam os padrões de decência que prevaleçam entre aqueles

8 8 que a publicidade poderá atingir. Ao mesmo tempo, condena a publicidade que revele desrespeito à dignidade da pessoa humana e à instituição da família (art. 34, c ). Por fim, estabelece várias regras aplicáveis aos anúncios que se dirijam à criança e ao jovem (art. 37), com destaque à questão da moral, erigindo a propaganda como fator coadjuvante na formação de cidadãos responsáveis e de consumidores conscientes. Verifica-se que o Código em análise também buscou regulamentar toda a atividade publicitária levando em consideração o respeito devido à criança e ao adolescente como seres em desenvolvimento, em face da dignidade da pessoa humana Considerações a respeito da legislação. Em toda a legislação citada constata-se que, apesar de não existir uma norma expressa a respeito da publicidade de serviços sexuais, os princípios estabelecidos levam à conclusão que ela necessita: a) de uma adequação aos padrões éticos de forma que não ofenda a dignidade e o respeito à criança e ao adolescente; b) de uma regulamentação legislativa. a) Adequação dos anúncios aos padrões éticos para que não ofendam a dignidade da criança e do adolescente. Quanto ao primeiro item, ou seja, a adequação da publicidade aos padrões éticos, não se trata de estabelecer um falso moralismo em relação à sexualidade e a criança e o adolescente. Busca-se, com a interpretação legislativa, garantir-lhes a dignidade, colocando-os a salvo de propagandas cujo conteúdo atente contra seu desenvolvimento normal. Não há como negar que anúncios como os da epígrafe deste texto contêm material inadequado à criança e ao adolescente, com forte apelo sexual e erotizante. Toda criança ou adolescente pode ter acesso aos meios de comunicação, incluindo os jornais onde são publicados anúncios dessa natureza, cujas palavras ofendem o padrão de decência. Por não atender os padrões estabelecidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e pelo Código Brasileiro de Auto-Regulamentação

9 9 Publicitária, esse tipo de propaganda pode levar o anunciante e o veículo de divulgação a responderem pelo ato. O Supremo Tribunal Federal 7 já decidiu que a responsabilidade do órgão de divulgação decorre do só fato da comercialização dos anúncios contendo material pornográfico impróprio ou inadequado a crianças e adolescentes, inseridos em contexto erotizante que lhes deturpa a boa formação moral e sexual, com aberto convite à prostituição. Além disso, tais anúncios são assinados com nomes fictícios acompanhados de adjetivos que têm o objetivo de despertar o desejo sexual, considerando o contexto em que são apresentados Carla Morena, Alexandre, o grande, Letícia Ruiva, Yuri Mestiça e quando não, também com sobrenomes fictícios, o que pode levar uma criança ou adolescente que eventualmente tenham o mesmo nome a uma situação vexatória e constrangedora, com penalidade prevista pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (art. 6º e 18º). Imaginem o seguinte anúncio afixado impropriamente num mural de escola: Aline morena clara, sensual, para homens de bom gosto. Tr. F... (Jornal O Imparcial, 23 de agosto de 2006). Como se sentiria a aluna Aline, morena, que estuda regularmente e não tem qualquer relação com a Aline do anúncio? Como preservá-la dessa situação vexatória e constrangedora? b) Necessidade de regulamentação legislativa. O legislativo brasileiro tem sido sensível à importância de uma legislação específica sobre o tema e, em razão também da relevância social, diversos projetos foram apresentados no Congresso Nacional (PL 3.357/00, 3.602/00, 3.605/00, 3.872/00, 5.348/01, 541/03, 1.105/03 e 2.976/04) e estão apensados ao Projeto de Lei nº , de Esse Projeto visa proibir a publicidade e anúncios de serviços sexuais, prostituição, oferta de acompanhantes, telessexo e demais atividades congêneres em 7 Recurso Extraordinário n /RJ Rel. Min. Sepúlveda Pertence Julgamento de 25/11/2005 DJ 13/12/2005.

10 10 cartazes, outdoors, jornais e revistas, bem como nos demais veículos da imprensa escrita e nas emissoras de radiodifusão sonora e de televisão. A Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania apreciou o projeto e votou pela sua constitucionalidade, observando que os princípios que proíbem a censura e protegem a liberdade de informação e de imprensa não se sobrepõem a valores juridicamente superiores, tutelados pela Constituição Federal, posto que os ideais da dignidade da pessoa humana bem como os da excelência da formação da criança e do adolescente são basilares e prioritários. O citado Projeto de Lei propõe alterações em alguns artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente, que passariam a ter a seguinte redação: Art. 76. As emissoras de rádio e televisão somente exibirão, no horário recomendado para o público infanto-juvenil, programas com finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas, proibida a propaganda e os anúncios de serviços de sexo, prostituição, oferta de acompanhantes, telessexo e demais atividades congêneres, respeitando os valores éticos da pessoa e da família. Art. 78. As revistas, jornais e demais publicações contendo material impróprio ou inadequado a crianças e adolescentes, convites à prostituição ou para serviços de sexo, deverão ser comercializados em embalagem lacrada, com a advertência de seu conteúdo. Art. 79. As revistas e publicações destinadas ao público infantojuvenil não poderão conter ilustrações, fotografias, legendas, crônicas ou anúncios de bebidas alcoólicas, tabaco, armas e munições, de prostituição e serviços de sexo e deverão respeitar os valores éticos e sociais da pessoa e da família. (NR) Art Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem, nas condições referidas neste artigo, contracena com criança ou adolescente, ou quem autoriza a exibição das propagandas ou anúncios proibidos no art. 76 desta lei. (NR) Art Descumprir a obrigação constante dos arts. 78 e 79 desta lei. Pena multa de vinte a cem salários referência, duplicando-se a pena em caso de reincidência, sem prejuízo de apreensão da revista ou publicação. (NR)

11 11 Art. 2º As prestadoras de serviço telefônico fixo comutado ficam proibidas de fornecer aos provedores de serviço de valor adicionado infra-estrutura de telecomunicações para a prestação de serviços de telessexo. Parágrafo único. A empresa que descumprir o disposto no caput deste artigo estará sujeita às sanções constantes do art. 173 da Lei nº , de 16 de julho de Constata-se que, uma vez aprovado o Projeto de Lei, não haverá mais dúvidas quanto à ilegalidade da publicidade veiculada hoje nos meios de comunicação. Vale frisar, porém, que não obstante a ausência de lei específica a respeito do tema, os princípios que regulamentam o tópico proíbem os anúncios relacionados a serviços sexuais na forma como são apresentados. 04. CONSIDERAÇÕES FINAIS A questão sexual envolvendo criança e adolescente e, de forma mais específica a violência sexual, tem mobilizado diversos segmentos da sociedade, preocupados em discutir formas de se combater a exploração e de se preservar o desenvolvimento adequado das crianças e dos jovens. Com esse objetivo, deve-se defender a prevalência de um novo paradigma em relação a uma cultura de proteção e de respeito aos direitos fundamentais do ser humano que inclui a necessidade de se repensar a forma como são divulgados os anúncios e propagandas de serviços sexuais. Verifica-se que há um conflito aparente entre o interesse particular inerente à veiculação da publicidade sexual - albergada pela liberdade de expressão e pela proibição da censura - e os interesses da criança e do adolescente e da instituição familiar, os quais encontram especial proteção na Constituição Federal, no Estatuto da Criança e do Adolescente e no Código Brasileiro de Auto-Regulamentação Publicitária, textos legais que defendem a dignidade da pessoa humana e a instituição familiar, bem como a condição peculiar da criança e do adolescente que se encontram em fase de

12 12 desenvolvimento de sua personalidade e caráter. Na análise deste conflito, observa-se que a Constituição Federal assegura a livre iniciativa, a proibição da censura e a liberdade de expressão. Todavia, consigna como prioridade absoluta o respeito aos valores éticos e morais da pessoa e da família, a preservação da infância e da juventude, princípios que devem ser o norte para a interpretação de qualquer outro dispositivo legal. Ponderando a respeito da publicidade classificados no suplemento infantil do Jornal Folha de São Paulo 8, o ombudsman, Marcelo Beraba, encerra sua coluna afirmando: A discussão está aberta. Os jornais precisam de anúncios para garantir sua saúde financeira; e os anúncios, inclusive os classificados, são fontes de informação e orientação para os leitores. O ponto é saber que papel têm na educação e na formação das crianças. Temos convicção que anúncios semelhantes aos transcritos no início deste texto, comuns nas colunas de classificados dos jornais, em nada colaboram para a educação e formação de nossas crianças e adolescentes. Logo, não obstante reconhecer a liberdade de imprensa e a importância financeira dos anúncios para a manutenção dos periódicos, é forçoso admitir que a publicidade de serviços sexuais pode atentar contra a formação de crianças e adolescentes e, portanto, não deve ser livremente veiculada, pelo menos não na forma como são redigidos os anúncios atualmente. Há necessidade de se repensar ou alterar a forma de propaganda de tais serviços. 8 Jornal Folha de São Paulo. 15 de outubro de 2006 Brasil, pág. A 6.

COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA

COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA PROJETO DE LEI Nº 5.269, DE 2001 (Apensos os Pls. 2.134/96, 2.415/96, 3.046/97, 3.422/97, 4.052/98, 4.360/98, 1.568/99, 2.029/99, 2.089/99, 2.507/00, 3.573/00, 3.235/00,

Leia mais

TERMO DE INTEGRAÇÃO OPERACIONAL PARA INSTITUIR O FÓRUM PERMANENTE DE PREVENÇÃO À VENDA E AO CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS POR CRIANÇAS E ADOLESCENTES

TERMO DE INTEGRAÇÃO OPERACIONAL PARA INSTITUIR O FÓRUM PERMANENTE DE PREVENÇÃO À VENDA E AO CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS POR CRIANÇAS E ADOLESCENTES TERMO DE INTEGRAÇÃO OPERACIONAL PARA INSTITUIR O FÓRUM PERMANENTE DE PREVENÇÃO À VENDA E AO CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS POR CRIANÇAS E ADOLESCENTES CONSIDERANDO que o art. 227 da Constituição da República

Leia mais

LEGISLAÇÃO CITADA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988

LEGISLAÇÃO CITADA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988 LEGISLAÇÃO CITADA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988 TÍTULO VIII Da Ordem Social CAPÍTULO VII DA FAMÍLIA, DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE E DO IDOSO Art. 227. É dever da família, da sociedade

Leia mais

A PROTEÇÃO INTEGRAL DAS CRIANÇAS E DOS ADOLESCENTES VÍTIMAS.

A PROTEÇÃO INTEGRAL DAS CRIANÇAS E DOS ADOLESCENTES VÍTIMAS. 1 A PROTEÇÃO INTEGRAL DAS CRIANÇAS E DOS ADOLESCENTES VÍTIMAS. GRUPO TEMÁTICO: Direito à cultur a e ao lazer, e direito à liberdade, dignidade, respeito e diversidade cultur al. LUIZ ANTONIO MIGUEL FERREIRA

Leia mais

CARTA DE SÃO PAULO PELA PROTEÇÃO DOS DIREITOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE TRABALHO INFANTIL ARTÍSTICO

CARTA DE SÃO PAULO PELA PROTEÇÃO DOS DIREITOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE TRABALHO INFANTIL ARTÍSTICO CARTA DE SÃO PAULO PELA PROTEÇÃO DOS DIREITOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE TRABALHO INFANTIL ARTÍSTICO A. PREÂMBULO I CONSIDERANDO que o Brasil é signatário da Declaração dos Direitos da Criança,

Leia mais

Blumenau, 24 de junho de 2015. Ilustríssimo(a) Senhor(a) Vereador(a).

Blumenau, 24 de junho de 2015. Ilustríssimo(a) Senhor(a) Vereador(a). 1 Ofício nº 01/2015 - CDS - OAB/BLUMENAU Aos(as) Excelentíssimos(as) Vereadores(as) de Blumenau. Blumenau, 24 de junho de 2015. Ilustríssimo(a) Senhor(a) Vereador(a). Conforme se denota do sítio eletrônico,

Leia mais

CÂMARA MUNICIPAL DE CORNÉLIO PROCÓPIO

CÂMARA MUNICIPAL DE CORNÉLIO PROCÓPIO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 002/2015 02/02/2015 EMENTA: Estabelece medidas com o intuito de se evitar a venda, oferta, fornecimento, entrega e o consumo de bebida alcoólica, ainda que gratuitamente,

Leia mais

COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA. PROJETO DE LEI N o 1.167, DE 2007 (Apensos os PL's 3.773/08 e 4.056/2008)

COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA. PROJETO DE LEI N o 1.167, DE 2007 (Apensos os PL's 3.773/08 e 4.056/2008) 1 COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA PROJETO DE LEI N o 1.167, DE 2007 (Apensos os PL's 3.773/08 e 4.056/2008) Acrescenta inciso IV ao 1º e 3º ao art. 241 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 Estatuto

Leia mais

Regime Republicano e Estado Democrático de Direito art. 1º. Fundamento III dignidade da pessoa humana e IV livre iniciativa

Regime Republicano e Estado Democrático de Direito art. 1º. Fundamento III dignidade da pessoa humana e IV livre iniciativa Regime Republicano e Estado Democrático de Direito art. 1º. Fundamento III dignidade da pessoa humana e IV livre iniciativa Objetivos da República Art. 3º. Construção sociedade livre, justa e solidária

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 211, DE 2014

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 211, DE 2014 PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 211, DE 2014 O CONGRESSO NACIONAL decreta: Altera o art. 241-D da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente ECA), para tornar crime a conduta

Leia mais

PROFª CLEIDIVAINE DA S. REZENDE Disc. Sociologia / 1ª Série

PROFª CLEIDIVAINE DA S. REZENDE Disc. Sociologia / 1ª Série PROFª CLEIDIVAINE DA S. REZENDE Disc. Sociologia / 1ª Série 1 - DEFINIÇÃO Direitos e deveres civis, sociais e políticos usufruir dos direitos e o cumprimento das obrigações constituem-se no exercício da

Leia mais

do Idoso Portaria 104/2011

do Idoso Portaria 104/2011 DEVER DE NOTIFICAR- do Idoso Portaria 104/2011 Lei 6.259/75l Lei 10.778/03, ECA, Estatuto n Médicos n Enfermeiros n Odontólogos n Biólogos n Biomédicos n Farmacêuticos n Responsáveis por organizações e

Leia mais

Publicidade e Propaganda - Radialismo. Apresentação da ementa

Publicidade e Propaganda - Radialismo. Apresentação da ementa Publicidade e Propaganda - Radialismo Apresentação da ementa Professor substituto da Universidade Federal do Mato Grosso (disciplina Estatuto da Criança e do Adolescente; Direito Penal e Direito e Ética

Leia mais

COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA PROJETO DE LEI Nº 283/2003 VOTO EM SEPARADO DO DEPUTADO MÁRIO HERINGER PDT

COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA PROJETO DE LEI Nº 283/2003 VOTO EM SEPARADO DO DEPUTADO MÁRIO HERINGER PDT COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA PROJETO DE LEI Nº 283/2003 Dispõe sobre caso de concessão de visto permanente a estrangeiro residente no Brasil. Autor: Deputada Laura Carneiro Relator: Deputado

Leia mais

TERMO DE AJUSTE DE CONDUTA - ASSISTÊNCIA SOCIAL

TERMO DE AJUSTE DE CONDUTA - ASSISTÊNCIA SOCIAL TERMO DE AJUSTE DE CONDUTA - ASSISTÊNCIA SOCIAL Pelo presente instrumento, na forma do artigo 5º, 6º, da lei n.º 7.347/85, alterado pelo artigo 113 da Lei n.º 8.078/90, o MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO

Leia mais

ESTADO DO MARANHÃO MINISTÉRIO PÚBLICO PROMOTORIA DE JUSTIÇA DE

ESTADO DO MARANHÃO MINISTÉRIO PÚBLICO PROMOTORIA DE JUSTIÇA DE 0000000000000000000000000 TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA OBJETIVANDO GARANTIR TRANSPORTE ESCOLAR DE QUALIDADE que firmam o ESTADUAL, por meio da Promotoria de Justiça de... e o MUNICÍPIO

Leia mais

PROJETO DE LEI N o 3.763, DE 2008 (Apenso o PL 6.225, de 2009)

PROJETO DE LEI N o 3.763, DE 2008 (Apenso o PL 6.225, de 2009) COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA PROJETO DE LEI N o 3.763, DE 2008 (Apenso o PL 6.225, de 2009) Dispõe sobre a comercialização de óculos e lentes de contato. Autor: Deputado VITAL DO RÊGO FILHO

Leia mais

RONY VAINZOF rony@opiceblum.com.br

RONY VAINZOF rony@opiceblum.com.br RONY VAINZOF rony@opiceblum.com.br 1 A INTERNET NÃO É UM MUNDO SEM LEIS!!! 11/7/2014 2 INVASÃO FÍSICA OU ELETRÔNICA? X X 11/7/2014 3 Lei 12.737/12 CRIME DE INVASÃO Violação de domicílio Pena - detenção,

Leia mais

PROCURADORIA DA REPÚBLICA EM MINAS GERAIS

PROCURADORIA DA REPÚBLICA EM MINAS GERAIS TERMO DE ACORDO Que entre si celebram o Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, representada pelo Procurador Regional dos Direitos do Cidadão (substituto)

Leia mais

RECOMENDAÇÃO MINISTERIAL Nº 002/2015

RECOMENDAÇÃO MINISTERIAL Nº 002/2015 Procedimento administrativo nº 201400036940 RECOMENDAÇÃO MINISTERIAL Nº 002/2015 Objeto: Dispõe sobre o dever de atuação de diversas autoridades públicas, durante a Romaria Nossa Senhora d'abadia do Muquém

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 184.727 - DF (2012/0112646-2) RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS EMENTA PROCESSUAL CIVIL. COMPETÊNCIA. PERIÓDICO

Leia mais

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS BR/1998/PI/H/4 REV. DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948 Brasília 1998 Representação

Leia mais

A PROTEÇÃO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE EM FACE DO PODER FAMILIAR 1. Keith Diana da Silva

A PROTEÇÃO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE EM FACE DO PODER FAMILIAR 1. Keith Diana da Silva A PROTEÇÃO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE EM FACE DO PODER FAMILIAR 1 Keith Diana da Silva keith.diana@hotmail.com FAC São Roque NPI: Núcleo de Pesquisa Interdisciplinar Introdução É dever dos pais, no exercício

Leia mais

TRABALHO INFANTIL. Fabiana Barcellos Gomes

TRABALHO INFANTIL. Fabiana Barcellos Gomes TRABALHO INFANTIL Fabiana Barcellos Gomes Advogada, Pós graduada em Direito e Processo Penal com ênfase em Segurança Pública, Direito do Trabalho e Pós graduanda em Direito de Família e Sucessões O que

Leia mais

CONSIDERANDO o que o Sr. João Lima Goes relatou ao Conselho Tutelar de Alto Piquiri Paraná, cuja cópia segue em anexo;

CONSIDERANDO o que o Sr. João Lima Goes relatou ao Conselho Tutelar de Alto Piquiri Paraná, cuja cópia segue em anexo; RECOMENDAÇÃO ADMINISTRATIVA nº 05/2012 CONSIDERANDO que, nos termos do art. 201, inciso VIII, da Lei nº 8.069/90, compete ao Ministério Público zelar pelo efetivo respeito aos direitos e garantias legais

Leia mais

DECRETO Nº 30033 DE 10 DE NOVEMBRO DE 2008

DECRETO Nº 30033 DE 10 DE NOVEMBRO DE 2008 DECRETO Nº 30033 DE 10 DE NOVEMBRO DE 2008 Regulamenta as Leis nº 2.475, de 1996, e nº 4.774, de 2008, e dá outras providências. O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições legais,

Leia mais

A PROTEÇÃO E OS DIREITOS HUMANOS DO IDOSO E A SUA DIGNIDADE

A PROTEÇÃO E OS DIREITOS HUMANOS DO IDOSO E A SUA DIGNIDADE A PROTEÇÃO E OS DIREITOS HUMANOS DO IDOSO E A SUA DIGNIDADE Maíra Sgobbi de FARIA 1 Resumo: O respeito e a proteção que devem ser concedidos aos idosos sempre foram um dever da sociedade, uma vez que as

Leia mais

PARECER N.º, DE 2009

PARECER N.º, DE 2009 PARECER N.º, DE 2009 Da COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA, sobre o Projeto de Lei da Câmara n.º 122, de 2006 (PL n.º 5.003, de 2001, na Casa de origem), que altera a Lei n.º 7.716,

Leia mais

SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 228, DE 2010

SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 228, DE 2010 SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 228, DE 2010 Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da educação nacional), para incluir entre as incumbências dos estabelecimentos

Leia mais

A PUBLICIDADE NA LÓGICA DE UM. Adalberto Pasqualotto São Paulo, 12/08/2011

A PUBLICIDADE NA LÓGICA DE UM. Adalberto Pasqualotto São Paulo, 12/08/2011 A PUBLICIDADE NA LÓGICA DE UM JURISTA Adalberto Pasqualotto São Paulo, 12/08/2011 1 A pirâmide de Kelsen Norma fundamental: CF: dignidade humana Leis: Código de Defesa do Consumidor Decretos Portarias

Leia mais

PLC 122/06 REDAÇÃO FINAL PROJETO DE LEI Nº 5.003-B, DE 2001. O CONGRESSO NACIONAL decreta:

PLC 122/06 REDAÇÃO FINAL PROJETO DE LEI Nº 5.003-B, DE 2001. O CONGRESSO NACIONAL decreta: PLC 122/06 REDAÇÃO FINAL PROJETO DE LEI Nº 5.003-B, DE 2001 Altera a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, dá nova redação ao 3º do art.

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E CIDADANIA

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E CIDADANIA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E CIDADANIA PROJETO DE LEI N o 3.962, DE 2012 Altera e inclui dispositivos na Lei nº 8.906, de 04 de julho de 1994, e no Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940,

Leia mais

Código de Ética. SPL Consultoria e Informática Ltda.

Código de Ética. SPL Consultoria e Informática Ltda. Código de Ética SPL Consultoria e Informática Ltda. Introdução Segundo o dicionário Aurélio ética é o estudo dos juízos de apreciação que se referem à conduta humana suscetível de qualificação do ponto

Leia mais

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE ANTONIO CEZAR LIMA DA FONSECA DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 3!! Edição Ampliada, revisada e atualizada de acordo com as Leis n~ 12.594/12 (SINASE), 12.696/12 (Conselho Tutelar), 12.852/13 (Estatuto

Leia mais

A IMAGEM DA PROPAGANDA NO BRASIL

A IMAGEM DA PROPAGANDA NO BRASIL A IMAGEM DA PROPAGANDA NO BRASIL Terceira medição ano 2006 Pesquisa encomendada ao IBOPE pela ABP- Associação Brasileira de Propaganda Série histórica iniciada em 2002 Principais objetivos - Avaliar a

Leia mais

Criança, consumo de alimentos e publicidade

Criança, consumo de alimentos e publicidade Criança, consumo de alimentos e publicidade Isabella Henriques www.alana.org.br Mercantilização da Infância Etapas do Desenvolvimento Infantil Os estágios evolutivos da criança: 2 a 3 anos 4 a 6 anos 7

Leia mais

BULLYING: UMA QUESTÃO DE DIREITOS HUMANOS

BULLYING: UMA QUESTÃO DE DIREITOS HUMANOS BULLYING: UMA QUESTÃO DE DIREITOS HUMANOS Luiz Gustavo Fabris Ferreira 1 1. Introdução. 2. Conceito e caracterização do bullying. 3. Tipos de bullying e perfil dos agressores e vítimas. 4. O bullying e

Leia mais

PROPONENTE: CONSELHEIRO WALTER DE AGRA JÚNIOR- PRESIDENTE DA COMISSÃO DA INFÂNCIA E JUVENTUDE JUSTIFICATIVA

PROPONENTE: CONSELHEIRO WALTER DE AGRA JÚNIOR- PRESIDENTE DA COMISSÃO DA INFÂNCIA E JUVENTUDE JUSTIFICATIVA PROPOSTA DE RECOMENDAÇÃO PROPONENTE: CONSELHEIRO WALTER DE AGRA JÚNIOR- PRESIDENTE DA COMISSÃO DA INFÂNCIA E JUVENTUDE JUSTIFICATIVA A Recomendação ora apresentada se faz necessária para que o Ministério

Leia mais

ASPECTOS HISTÓRICOS RESGATE DA HISTÓRIA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO BRASIL Maria Izabel Rocha Simão e Silva Capacitação de Candidatos ao Conselho Tutelar Barbacena, julho/2010 Objetivos: 1- Entendimento

Leia mais

Portaria 03/2015. CAPÍTULO I Do Direito à Assistência Religiosa. Art. 2º Será permitido ao adolescente a posse em seu alojamento de livro sagrado.

Portaria 03/2015. CAPÍTULO I Do Direito à Assistência Religiosa. Art. 2º Será permitido ao adolescente a posse em seu alojamento de livro sagrado. ortaria 03/2015 Considerando que a assistência religiosa está prevista na Constituição Federal de 1988, em seu artigo 5º, e regulamentada pela Lei 9982, de 14 de julho de 2000 Considerando o Sistema Nacional

Leia mais

Projeto de Decreto. (Criar uma denominação/nome própria para o programa)

Projeto de Decreto. (Criar uma denominação/nome própria para o programa) Projeto de Decreto Dispõe sobre as atribuições e competência do Programa de Execução de Medidas Socioeducativas em Meio Aberto, atendendo à Resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente,

Leia mais

RESOLUÇÃO N, DE DE DE 2011

RESOLUÇÃO N, DE DE DE 2011 RESOLUÇÃO N, DE DE DE 2011 Dispõe sobre o Programa Adolescente Aprendiz no âmbito do Ministério Público da União e do Estados O CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO, no exercício das atribuições conferidas

Leia mais

ESTADO DO MARANHÃO MINISTÉRIO PÚBLICO PROMOTORIA DE JUSTIÇA DE

ESTADO DO MARANHÃO MINISTÉRIO PÚBLICO PROMOTORIA DE JUSTIÇA DE TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA OBJETIVANDO GARANTIR EDUCAÇÃO INFANTIL DE QUALIDADE PARA TODOS. que firmam o ESTADUAL, por meio da Promotoria de Justiça de... e o MUNICÍPIO DE... O DO ESTADO

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL 2ª Câmara de Coordenação e Revisão

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL 2ª Câmara de Coordenação e Revisão MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL 2ª Câmara de Coordenação e Revisão VOTO Nº 220 /2008 - WG PROCESSO MPF Nº 1.00.000.006569/2008-99 ORIGEM: 1ª VARA FEDERAL DE CAMPINAS/SP RELATOR: WAGNER GONÇALVES EMENTA PEÇAS

Leia mais

PUBLICIDADE DE BEBIDAS ALCOÓLICAS E OS JOVENS ALAN VENDRAME UNIFESP/EPM

PUBLICIDADE DE BEBIDAS ALCOÓLICAS E OS JOVENS ALAN VENDRAME UNIFESP/EPM PUBLICIDADE DE BEBIDAS ALCOÓLICAS E OS JOVENS ALAN VENDRAME UNIFESP/EPM Apoio: FAPESP 03/06250-7 e 04/13564-0 Introdução Importantes questões: 1. O controle social da mídia (propagandas) é importante medida

Leia mais

PROJETO DE LEI N o 6.815, DE 2010 (Do Senado Federal)

PROJETO DE LEI N o 6.815, DE 2010 (Do Senado Federal) COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA PROJETO DE LEI N o 6.815, DE 2010 (Do Senado Federal) Dá nova redação ao art. 255 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente),

Leia mais

TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA

TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA Inquérito Civil nº 29/2010 TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA COMPROMISSÁRIO: Fox Latin America Channels do Brasil, sociedade por quotas de responsabilidade limitada, com sede na Rua Olimpíadas,

Leia mais

Marcas e Publicidade e Mercado Ilegal de Produtos de Consumo

Marcas e Publicidade e Mercado Ilegal de Produtos de Consumo Marcas e Publicidade e Mercado Ilegal de Produtos de Consumo Luana Leticia Brazileiro - Sao Paulo, 27/08/2012 O que vem à mente quando se pensa em PepsiCo? 2 Marcas fortes e portfólio completo 19 US$ 1B

Leia mais

LEI Nº 12.006, DE 29 DE JULHO DE 2009 1

LEI Nº 12.006, DE 29 DE JULHO DE 2009 1 LEI Nº 12.006, DE 29 DE JULHO DE 2009 1 Acrescenta artigos à Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro, para estabelecer mecanismos para a veiculação de mensagens

Leia mais

Entrevista. Por DANIELA MENDES

Entrevista. Por DANIELA MENDES Entrevista ''O Estado não pode tutelar a sociedade'' O presidente da Frente Parlamentar de Comunicação diz que a Constituição estabelece só cinco pontos a serem normatizados: tabaco, álcool, medicamentos,

Leia mais

PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007

PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007 PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007 Institui o Programa Mais Educação, que visa fomentar a educação integral de crianças, adolescentes e jovens, por meio do apoio a atividades

Leia mais

DIREITO CONSTITUCIONAL. Art. 227, CF/88 RAFAEL FERNANDEZ

DIREITO CONSTITUCIONAL. Art. 227, CF/88 RAFAEL FERNANDEZ DIREITO CONSTITUCIONAL Art. 227, CF/88 RAFAEL FERNANDEZ É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde,

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº /03 Autora: Deputada MANINHA

PROJETO DE LEI Nº /03 Autora: Deputada MANINHA PROJETO DE LEI Nº /03 Autora: Deputada MANINHA Estabelece normas básicas e dispõe sobre condições gerais de funcionamento de estabelecimentos que prestam atendimento institucional e abrigo a idosos, e

Leia mais

DECRETO Nº 32965 DE 20 DE OUTUBRO DE 2010.

DECRETO Nº 32965 DE 20 DE OUTUBRO DE 2010. DECRETO Nº 32965 DE 20 DE OUTUBRO DE 2010. Institui o Regimento Interno do Clube do Servidor Municipal da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro Clube do Servidor e dá outras providências. O PREFEITO DA

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 2.576, DE 2000

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 2.576, DE 2000 PROJETO DE LEI Nº 2.576, DE 2000 (Apensos: PL s nºs 4.399, de 2001; 4.505, de 2001; 4.587, de 2001; 5.241, de 2001; 5.843, de 2001; 6.835, de 2002) Dispõe sobre a instalação de fontes emissoras de radiação

Leia mais

VOTO EM SEPARADO I RELATÓRIO

VOTO EM SEPARADO I RELATÓRIO VOTO EM SEPARADO Perante a COMISSÃO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA, INOVAÇÃO, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 121, de 2008, do Senador Magno Malta, que proíbe as empresas de cartões

Leia mais

autorização ou em desconformidade com autorização do legítimo titular da rede de computadores, dispositivo de comunicação

autorização ou em desconformidade com autorização do legítimo titular da rede de computadores, dispositivo de comunicação PROJETO DE LEI Nº 84/1999 CRIMES INFORMÁTICOS COMPARATIVO ENTRE A VERSÃO APROVADA NO SENADO E APRESENTADA NO PLENÁRIO DA CÂMARA EM 18/07/2008, E O SUBSTITUTIVO DO RELATOR NA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA

Leia mais

CONCLUSÕES DOS GRUPOS DE TRABALHO DO ENCONTRO NACIONAL SOBRE TRABALHO INFANTIL

CONCLUSÕES DOS GRUPOS DE TRABALHO DO ENCONTRO NACIONAL SOBRE TRABALHO INFANTIL CONCLUSÕES DOS GRUPOS DE TRABALHO DO ENCONTRO NACIONAL SOBRE TRABALHO INFANTIL BRASÍLIA/DF, 22 de agosto de 2012. Grupo de Trabalho sobre Autorizações para o Trabalho Infanto-juvenil: I. Não cabe autorização

Leia mais

Outubro 2013. ARTIGO 19 Rua João Adolfo, 118 conjunto 802 Centro CEP: 01050-020 - São Paulo SP www.artigo19.org +55 11 3057 0042 +55 11 3057 0071

Outubro 2013. ARTIGO 19 Rua João Adolfo, 118 conjunto 802 Centro CEP: 01050-020 - São Paulo SP www.artigo19.org +55 11 3057 0042 +55 11 3057 0071 A Artigo 19 apresenta análise comparada de países que permitem publicidade e propaganda comercial em rádios comunitárias em referência à minuta do Projeto Legislativo do Senado que propõe possibilitar

Leia mais

Brigada 1 Combate Voluntário a Incêndios Florestais CNPJ 05 840 482 0001/01

Brigada 1 Combate Voluntário a Incêndios Florestais CNPJ 05 840 482 0001/01 REGIMENTO INTERNO O presente Regimento Interno, dirigido aos associados da ONG Brigada 1, inscrita no CNPJ 05.840.482/0001-01 e previsto no Art. 4º do Capítulo II do Estatuto da Instituição, visa estabelecer

Leia mais

PROJETO CRIANÇA FELIZ ANSELMO RODRIGUES GIOVANNA DE VASCONCELOS VERA LUCIA COSTA FERREIRA DA LUZ

PROJETO CRIANÇA FELIZ ANSELMO RODRIGUES GIOVANNA DE VASCONCELOS VERA LUCIA COSTA FERREIRA DA LUZ PROJETO CRIANÇA FELIZ ANSELMO RODRIGUES GIOVANNA DE VASCONCELOS VERA LUCIA COSTA FERREIRA DA LUZ PONTA GROSSA 2010 PROJETO MÊS DA CRIANÇA TÍTULO: CRIANÇA FELIZ JUSTIFICATIVA Este projeto visa atender ao

Leia mais

O ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE COMO INSTRUMENTO DE EFETIVAÇÃO DOS DIREITOS INFANTO- JUVENIS NO BRASIL

O ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE COMO INSTRUMENTO DE EFETIVAÇÃO DOS DIREITOS INFANTO- JUVENIS NO BRASIL O ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE COMO INSTRUMENTO DE EFETIVAÇÃO DOS DIREITOS INFANTO- JUVENIS NO BRASIL Adriana Preti Nascimento "Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo

Leia mais

O DIREITO À CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

O DIREITO À CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES O DIREITO À CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES Josefa Adelaide Clementino Leite 1 Maria de Fátima Melo do Nascimento 2 Waleska Ramalho Ribeiro 3 RESUMO O direito à proteção social

Leia mais

CONAR: NOVAS RESTRIÇÕES PARA A PUBLICIDADE DE BEBIDAS ALCOÓLICAS

CONAR: NOVAS RESTRIÇÕES PARA A PUBLICIDADE DE BEBIDAS ALCOÓLICAS : NOVAS RESTRIÇÕES PARA A PUBLICIDADE DE BEBIDAS ALCOÓLICAS Conheça todas as novidades que o Conar está implantando a partir de 10 de abril de 2008 para a publicidade de cervejas, vinhos, aguardentes,

Leia mais

Exploração Sexual Comercial de Crianças as e Adolescentes

Exploração Sexual Comercial de Crianças as e Adolescentes Exploração Sexual Comercial de Crianças as e Adolescentes Gorete Vasconcelos go_vasconcelos@yahoo.com.br Marcos Históricos e Políticos Código de Menores /1927 Doutrina da Situação Irregular; Declaração

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br O Estatuto do idoso em Benefício do Réu. Roberto Dantes Schuman de Paula * DA NOVATIO LEGIS IN PEJUS Em outubro de 2003 a ordem jurídica foi inovada com o advento da lei 10741/03,

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROCURADORIA GERAL. ExcelentissÍD10s Senhores Senadores da República,

MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROCURADORIA GERAL. ExcelentissÍD10s Senhores Senadores da República, ." T MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROCURADORIA GERAL ~ ExcelentissÍD10s Senhores Senadores da República, o Ministério Público do Trabalho, por meio da Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do

Leia mais

Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948

Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948 PARTE A Módulo I Acordos/Convenções Internacionais 1. Declaração Universal dos Direitos Humanos Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de

Leia mais

DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO

DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO EXTRAIDO DO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO Edição Número 138 de 20/07/2006 Gabinete do Ministro Ministério da Justiça PORTARIA Nº 1.100, DE 14 DE JULHO DE 2006 Regulamenta o exercício da Classificação Indicativa

Leia mais

PARECER - Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB)

PARECER - Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) PARECER - Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) Autor: Consócio Jacksohn Grossman Matéria: Nova Lei de Crimes Resultantes de Discriminação e Preconceito Relatora: Victoria-Amália de Barros Carvalho

Leia mais

COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA E COMBATE AO CRIME ORGANIZADO

COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA E COMBATE AO CRIME ORGANIZADO COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA E COMBATE AO CRIME ORGANIZADO PROJETO DE LEI N o 7.018, DE 2013 Dispõe sobre o armazenamento de imagens em dispositivos de monitoramento e gravação eletrônica por meio de

Leia mais

A Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho,

A Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho, RECOMENDAÇÃO 190 SOBRE PROIBIÇÃO DAS PIORES FORMAS DE TRABALHO INFANTIL E AÇÃO IMEDIATA PARA SUA ELIMINAÇÃO Aprovadas em 17/06/1999. No Brasil, promulgada pelo Decreto 3597de 12/09/2000. A Conferência

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA DA REPÚBLICA EM SÃO PAULO

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA DA REPÚBLICA EM SÃO PAULO RECOMENDAÇÃO nº 11/2013 PR-SP-00020156/2013 2º Ofício GRUPO V - Saúde O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, pela Procuradora da República signatária, no exercício das suas funções institucionais de que tratam

Leia mais

Mídia e Comunicação Cenário e desafios para a democracia e a liberdade de expressão. Veridiana Alimonti, advogada do Idec e integrante do Intervozes

Mídia e Comunicação Cenário e desafios para a democracia e a liberdade de expressão. Veridiana Alimonti, advogada do Idec e integrante do Intervozes Mídia e Comunicação Cenário e desafios para a democracia e a liberdade de expressão Veridiana Alimonti, advogada do Idec e integrante do Intervozes Liberdade de Expressão! Para quem? Marco internacional

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE REDAÇÃO. PROJETO DE LEI Nº 3.174, DE 1997 (Apensos os PLs 1.655/99, 2.346/00 e 3.547/00)

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE REDAÇÃO. PROJETO DE LEI Nº 3.174, DE 1997 (Apensos os PLs 1.655/99, 2.346/00 e 3.547/00) COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE REDAÇÃO PROJETO DE LEI Nº 3.174, DE 1997 (Apensos os PLs 1.655/99, 2.346/00 e 3.547/00) Altera a Lei nº 5.700, de 1º de setembro de 1971, que dispõe sobre a forma

Leia mais

Nº 4139/2014 PGR - RJMB

Nº 4139/2014 PGR - RJMB Nº 4139/2014 PGR - RJMB Físico Relator: Ministro Celso de Mello Recorrente: Ministério Público do Trabalho Recorrida: S. A. O Estado de São Paulo RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COMPETÊNCIA DA JUS- TIÇA DO TRABALHO.

Leia mais

Políticas Corporativas. Código Interno de Ética

Políticas Corporativas. Código Interno de Ética Políticas Corporativas Versão: Janeiro de 2014 Área: Risco e Compliance Responsável: Leonardo Tavares Pereira Objetivo : Este Código tem por objetivo estabelecer os princípios, conceitos e valores que

Leia mais

A 4ª Delegacia de Polícia de Repressão à Pedofilia - Estatísticas e Cases

A 4ª Delegacia de Polícia de Repressão à Pedofilia - Estatísticas e Cases A 4ª Delegacia de Polícia de Repressão à Pedofilia - Estatísticas e Cases Dra.Ancilla-Dei Vega Dias Baptista Giaconi Maio/2014 0 4ª Delegacia de Polícia de Repressão à Pedofilia Criada em 23 de Novembro

Leia mais

Cartilha de Prevenção Orientações para o combate à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes

Cartilha de Prevenção Orientações para o combate à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes Art. 5º Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão,

Leia mais

PRÁTICAS COMERCIAS. Oferta Princípios da publicidade Publicidade abusiva e enganosa

PRÁTICAS COMERCIAS. Oferta Princípios da publicidade Publicidade abusiva e enganosa PRÁTICAS COMERCIAS Oferta Princípios da publicidade Publicidade abusiva e enganosa CONCEITO Práticas comerciais são os procedimentos, mecanismos, métodos e técnicas utilizados pelos fornecedores para,

Leia mais

PARECER N, DE 2011. RELATOR: Senador SÉRGIO SOUZA

PARECER N, DE 2011. RELATOR: Senador SÉRGIO SOUZA PARECER N, DE 2011 Da COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE, DEFESA DO CONSUMIDOR E FISCALIZAÇÃO E CONTROLE, em decisão terminativa, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 452, de 2011, da Senadora Angela Portela, que

Leia mais

SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 655, DE 2011

SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 655, DE 2011 SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 655, DE 2011 Altera a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 Estatuto da Criança e do Adolescente, para prever o crime e a infração administrativa de venda de bebidas

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br Publicidade de bebidas alcoólicas - Novos rumos perante legislação Cássio Zill Henke * As discussões envolvendo a modificação do conceito de bebidas alcoólicas previsto no artigo

Leia mais

PROJETO DE LEI N, DE 2007. (Da Sra. Elcione Barbalho)

PROJETO DE LEI N, DE 2007. (Da Sra. Elcione Barbalho) PROJETO DE LEI N, DE 2007. (Da Sra. Elcione Barbalho) Dispõe sobre normas gerais de segurança em casas de espetáculos e similares. O Congresso Nacional decreta: Art. 1.º Esta lei estabelece normas gerais

Leia mais

1. Direitos das pessoas com Autismo e suas famílias. Beatriz Valério Direito da Família e Sucessões

1. Direitos das pessoas com Autismo e suas famílias. Beatriz Valério Direito da Família e Sucessões 1. Direitos das pessoas com Autismo e suas famílias Beatriz Valério Direito da Família e Sucessões Direitos das pessoas com Autismo e suas famílias Normas nacionais sobre a não discriminação: a Constituição

Leia mais

Disciplina: modernidade e Envelhecimento Curso de Serviço Social 3º e 5º Semestre Políticas públicas para idosos 1 Marco Legal Nacional Constituição Federal (1988) Art. 202 Inciso I Ao idoso é assegurado

Leia mais

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO PARECER Nº 15.426 ESCOLAS PÚBLICAS. CÂMERAS DE VÍDEO PARA FINS DE SEGURANÇA. 1. Trata-se de expediente oriundo da Secretaria de Estado da Educação, solicitando orientação sobre a possibilidade de instalação

Leia mais

COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA

COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA SUBSTITUTIVO AO PROJETO DE LEI Nº 490, DE 2011 (Apensos: PL 4186/1998, PL 4225/1998, PL 1513/1999, PL 2949/2000,PL4156/2001, PL4165/2001, PL

Leia mais

Maria Lúcia de Góis. E-mail: luciagoisfile@bol.com.br. Lúcia Góis / 2011

Maria Lúcia de Góis. E-mail: luciagoisfile@bol.com.br. Lúcia Góis / 2011 ESTATUDO DA CRIANÇA E DO ADOSLECENTE Maria Lúcia de Góis E-mail: luciagoisfile@bol.com.br Lúcia Góis / 2011 LEI Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990 - Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e

Leia mais

CRIMES PRATICADOS PELA INTERNET

CRIMES PRATICADOS PELA INTERNET ESTUDO CRIMES PRATICADOS PELA INTERNET Ribamar Soares Consultor Legislativo da Área II Direito Civil e Processual Civil, Direito Penal e Processual Penal, de Família, do Autor, de Sucessões, Internacional

Leia mais

A CULTURA DA VIOLENCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO ESPAÇO DOMÉSTICO

A CULTURA DA VIOLENCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO ESPAÇO DOMÉSTICO UNIFLU FACULDADE DE DIREITO DE CAMPOS PROGRAMA DE MESTRADO A CULTURA DA VIOLENCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO ESPAÇO DOMÉSTICO LUZINARA SCARPE MORGAN CAMPOS DOS GOYTACAZES - RIO DE JANEIRO 2006/2007

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Presidência da Seção de Direito Público

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Presidência da Seção de Direito Público Registro: 2011.0000045096 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº 0589042-57.2010.8.26.0000, da Comarca de Bragança Paulista, em que é apelante ANDRÉ BUENO DE CAMARGO sendo apelado

Leia mais

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA Gabinete de Consultoria Legislativa

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA Gabinete de Consultoria Legislativa ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA Gabinete de Consultoria Legislativa LEI Nº 11.872, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2002. (publicada no DOE nº 245, de 20 de dezembro de 2002) Dispõe sobre a promoção

Leia mais

Índice. Missão, Visão, Valores e Princípios Objetivo Aplicabilidade Organização Interna Relacionamento Externo

Índice. Missão, Visão, Valores e Princípios Objetivo Aplicabilidade Organização Interna Relacionamento Externo Código de Conduta Índice Missão, Visão, Valores e Princípios Objetivo Aplicabilidade Organização Interna Relacionamento Externo 3 4 5 6 9 Missão, Visão, Valores e Princípios Missão Visão Princípios Valores

Leia mais

Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes

Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes EIXO 1 PROMOÇÃO DOS DIREITOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES Diretriz 01 - Promoção da cultura do respeito e da garantia dos direitos humanos de

Leia mais

COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO.

COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO. COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO. PROJETO DE LEI N o 5.678, DE 2013. Acrescenta parágrafo ao art. 477 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-lei nº 5.452, de

Leia mais

TERMO DE COMPROMISSO FIRMADO PERANTE O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ PELOS CANDIDATOS A PREFEITOS MUNICIPAIS DE BELÉM, NAS ELEIÇÕES 2012.

TERMO DE COMPROMISSO FIRMADO PERANTE O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ PELOS CANDIDATOS A PREFEITOS MUNICIPAIS DE BELÉM, NAS ELEIÇÕES 2012. TERMO DE COMPROMISSO FIRMADO PERANTE O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ PELOS CANDIDATOS A PREFEITOS MUNICIPAIS DE BELÉM, NAS ELEIÇÕES 2012. O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ, daqui por diante

Leia mais