O Novo Templo e a Aliança Sacerdotal da Comunidade de Qumran

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1 UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA SOCIAL O Novo Templo e a Aliança Sacerdotal da Comunidade de Qumran Volume I Clarisse Ferreira da Silva Tese de Doutorado apresentada ao Programa de Pós-Gradução em História Social, do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, para obtenção do título de Doutora em História. Orientador: Prof. Dr. Nachman Falbel São Paulo 2009

2 UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA SOCIAL O Novo Templo e a Aliança Sacerdotal da Comunidade de Qumran Clarisse Ferreira da Silva São Paulo 2009

3 DEDICATÓRIA Aos meus pais, Wancler e Maria Ceci, e ao meu orientador e sempre amigo, Professor Nachman Falbel. I

4 AGRADECIMENTOS Primeiramente, quero expressar meus agradecimentos ao meu querido orientador, Professor Nachman Falbel, por toda sua amizade e atenção para comigo durante todos esses anos de estudo. Sua dedicação e acompanhamento foram imprescindíveis para a realização e concretização da presente tese. Agradeço também à sua esposa, D. Julieta Falbel, que sempre me acolhe com tanto carinho em sua casa quando de nossas reuniões de trabalho. Sou especialmente grata à minha família pelo apoio e paciência nesses cinco anos que passei dedicada a esse projeto. Lembro com emoção de seu apoio, mesmo à distância, durante o ano em que estagiei em Israel, dando-me a força e a coragem necessárias para concluir os objetivos da viagem. Da mesma forma, jamais poderia esquecer-me de agradecer os amigos. Em especial, agradeço a Maria Inês Arruda pela palavra certa na hora em que eu mais precisava. Também agradeço de coração a Priscila Vieira Pontes e a Edson de Faria Francisco por todo incentivo que recebi desde a época do Mestrado. Sou grata igualmente a Cristiana Ferraz Coimbra pela revisão cuidadosa do texto. Muito importante para minha vida acadêmica foi, por sua vez, meu estágio em Israel durante 2005/2006. Ali conheci dois professores cujos nomes não poderiam ficar ausentes nessa nota de agradecimento. Um desses nomes é o do professor Baruch J. Schwartz, com quem aprendi a enxergar, com um novo olhar, o texto bíblico e a tradição sacerdotal ali transmitida. O segundo nome é o do Professor Daniel R. Schwartz, que me ensinou novos caminhos para compreender de forma mais abrangente o Judaísmo do Segundo Templo. Também não posso deixar de citar o Professor Evyatar Friesel, nosso contato com o Professor Isaiah Gafni, que foi quem me aceitou na Universidade Hebraica de Jerusalém. Tudo isso foi possível graças à bolsa sanduíche concedida pela CAPES. Mais uma vez, sou muito agradecida à FAPESP pelo suporte financeiro, desde o projeto do Mestrado, e pelos pareceres, que trouxeram valioso auxílio para nossa pesquisa. II

5 ABREVIATURAS E TRANSLITERAÇÃO Transliteração do Hebraico: א b,v ב g ג d ד h ה w ו z ז ḥ ח ṭ ט y י k, kh ך,כ l ל m ם,מ n ן,נ s ס ע f, p ף,פ tz ץצ q ק r ר š שׁ ś שׂ t ת III

6 Abreviaturas dos Livros da Bíblia, conforme a Bíblia de Jerusalém: Gn Gênesis Ex Êxodo Lv Levítico Nm Números Dt Deuteronômio Js Josué Jz Juízes Rt Rute 1Sm, 2Sm Samuel 1Rs, 2Rs Reis 1Cr, 2Cr Crônicas Esd Esdras Ne Neemias Tb Tobias Jt Judite Est Ester 1Mc, 2Mc Macabeus Jó Jó Sl Salmos Pr Provérbios Ecl Eclesiastes (Coélet) Ct Cântico Sb Sabedoria Eclo Eclesiástico (Sirácida) Is Isaías Jr Jeremias Lm Lamentações Ez Ezequiel Dn Daniel Os Oséias Jl Joel Am Amós Ab Abdias Jn Jonas Mq Miquéias Na Naum Hab Habacuc Sf Sofonias Ag Ageu Zc Zacarias Ml Malaquias Mt Mateus Mc Marcos Lc Lucas Jo João At Atos dos Apóstolos Rm Romanos 1Cor, 2Cor Coríntios Gl Gálatas Ef Efésios Fl Filipenses Cl Colossenses 1Ts, 2Ts Tessalonicenses 1Tm, 2Tm Timóteo Tt Tito Fm Filemon Hb Hebreus Tg Epístola de Tiago 1Pd, 2Pd Epístolas de Pedro 1Jo, 2Jo, 3Jo, Epístolas de João Ap Apocalipse IV

7 Abreviaturas relacionadas aos Manuscritos de Qumran: 1QS ou RC Regra da Comunidade DD ou CD Documento de Damasco MMT Carta Haláquica 4Qord 4QOrdens 4Qtoharot 4QNormas de Pureza 1QM ou RG Regra da Guerra 1QSa 1QRegra da Congregação 1QSb 1QRegra das Bênçãos 4QFlor - 4QFlorilegium 11QMelch 11QMelquisedec 11QT ou RT 11QRolo do Templo 4QpIsa Pesher Isaías 4QpOs Pesher Oséias 4QpMiq Pesher Miquéias 4QpNah Pesher Naum 1QpHab Pesher Habacuc 4QPSof Pesher Sofonias 4QpMal Pesher Malaquias 4QpSl Pesher Salmos 4QTanhumim 4QConsolações 4QCatena 4QCadeia Exegética QArJudah QTestamento de Judá QArJoseph QTestamento de José QArLevi QTestamento de Levi QTestNaph QTestamento de Neftali QArQahat QTestamento de Qahat QPsMoses QPsedo-Moisés Apocalíptico 1QH ou Hod Hodayot 4QBéat 4QBem-aventuranças QShirShab QCânticos da Olah do Sábado QBerakot Qbênçãos NJ Nova Jerusalém Outras Abreviaturas relacionadas a Qumran: MMM Manuscritos do Mar Morto MQ Manuscritos de Qumran TQ Texto Qumrânico (a versão de Qumran dos textos bíblicos) LQ Literatura Qumrânica DJD Discoveries of Judaean Desert DSD Dead Sea Discoveries RQ Revue de Qumran V

8 Abreviaturas relacionadas à Literatura Rabínica M Mishná B Talmud Babilônico (Bavli) Hag Hagigah Mid Middot Ta an Ta anit Ber Berakhot B.M Baba Metzia T - Talmud J Talmud de Jerusalém (Yerushalmi) Kid - Kiddaym Men; Menah - Menahot Ket - Ketubim Tos - Tosefta B Qam Baba Qamma Outras Abreviaturas: TM Texto Massorético BH Bíblia Hebraica BHS Bíblia Hebraica Sttutgartensia TM Texto Massorético NT Novo Testamento LXX Septuaginta Vul Bíblia latina Vulgata Sam Pentateuco Samaritano Sir Pentateuco em siríaco BJ Bíblia de Jerusalém B.AV. Bíblia da Editora Ave-Maria TEB Tradução Ecumênica da Bíblia Pal Tg Palestinian Targum Tg. Onq. Targum Onqelos JBL Journal of Biblical Literature JQR The Jewish Quarterly Review VT Vetus Testamentum JJS Journal of Jewish Studies Josefo e Fílon: Leg. All. Legum Allegoriae C. Ap. Contra Apion Ant. Antigüidades VI

9 Resumo Desde sua construção no tempo do rei Salomão, o Templo de Jerusalém foi pedra angular do Javismo do Sul e, por conseguinte, do Judaísmo do Segundo Templo. O Pensamento do Templo, baseado nas regras de pureza e impureza dentro do espaço e tempo sagrados com as quais se orientava a vida sacerdotal, expandir-se-á de modo vigoroso nesse período com o crescimento da importância e centralidade do santuário hierosolimita na sociedade pós-exílica. Ao mesmo tempo, a valorização do sacerdócio estava em seu auge. O sumo sacerdote foi, desde o retorno de Babilônia, o chefe religioso e político da nação judaica até a ascensão de Salomé Alexandra ao trono no primeiro século a.c., função que lhe seria restituída com a queda da dinastia herodiana na Judéia. Por volta do século II a.c., uma comunidade fundada e liderada por sacerdotes, conhecida atualmente como Comunidade de Qumran, isolou-se da sociedade circundante, objetivando seguir uma estrita observância das regras sacerdotais de pureza. Em seu centro no deserto da Judéia, na região de Qumran próxima ao Mar Morto, seus membros produziram e guardaram manuscritos através dos quais basearam e constituíram sua organização peculiar. Esses manuscritos são denominados Manuscritos do Mar Morto ou, mais especificamente, Manuscritos de Qumran. Entre eles estão o Rolo (ou Pergaminho) do Templo, a Regra da Comunidade e o Documento de Damasco, fontes de interpretação bíblica e de normas comunitárias que os guiaram, enquanto aguardavam o tempo do fim, quando os sacerdotes da Comunidade seriam finalmente reinvestidos de seu poder no Templo purificado. E é baseando-nos nesses três documentos que elaboramos nossa tese ao analisar os discursos veiculados pela liderança comunal, os quais visavam à constituição de uma sociedade sacerdotal, moldada em uma interpretação radical das Escrituras e do mundo. Palavras-chave: História Antiga de Israel Judaísmo do Segundo Templo Manuscritos do Mar Morto o Rolo do Templo Interpretação Bíblica VII

10 Abstract Since its construction in the time of king Salomon, the Jerusalem Temple was the corner stone of the Southern Javism and, from then on, of the Second Temple Judaism. The so-called Temple Thought, based on the rules of pure and impure inside the sacred place and time which governed the priestly life, will expand vigorously in this period due to the growth in importance and centrality of the Jerusalemite sanctuary inside the post-exilic society. At the same time, the high value of the priesthood was in its peak. The high priest was, from the return from the Babylonian exile on, the religious and political head of the Jewish nation until Salome Alexandra s ascension to the throne in the first century B.C., function that was restituted after the fall of the Herodian dynasty. Around the second century B.C., a community founded and leaded by priests, presently known as the Qumran Community, isolated itself from the surrounding society, aiming at following the strict observance of the priestly rules of purity. In its centre in the Judean desert, in the region of Qumran near the Dead Sea, its members produced and kept manuscripts by which they based and constituted their peculiar organization. Those manuscripts are named Dead Sea Scrolls, or, more specifically, Qumran Scrolls. Among them we can find the Temple Scroll, the Rule of Community and the Damascus Document, sources of biblical interpretation and of community rules that guided them while they expected the end of times, when the priests of the Community would, eventually, be reinvested of their power in the purified Temple. Basing ourselves on these three documents we elaborated our dissertation by analyzing the discourse produced by the communal leadership, whose goal was the constitution of a priestly society, shaped in its radical interpretation of the Scriptures and of the world. Key-words: History of Ancient Israel Second Temple Judaism Dead Sea Scrolls The Temple Scroll Biblical Interpretation VIII

11 Índice Introdução 1 Capítulo I O Pensamento Sacerdotal na Torá 1.1 Introdução A Tenda do Encontro: Reflexo da Ideologia Sacerdotal de P O Pensamento Sacerdotal por Trás do Sistema Sacrifical 63 Capítulo II Aspectos da Ideologia Sacerdotal no Pensamento de Ezequiel 2.1 Introdução Capítulo 1: O Primeiro Encontro Capítulos 8-11: Partindo Capítulos 40-48: Tudo Pronto para o Retorno da Glória de YHWH 137 Capítulo III Sectarismo Judaico e a Nova Aliança em Qumran 3.1 Introdução Criando um Mundo Sectário Hierarquia e Legitimidade: Liderança Sacerdotal nas Regras Comunais de Qumran 184 IX

12 3.4 Os Líderes Comunais: o Poder Compartilhado entre Sacerdotes e Levitas 205 Capítulo IV O Tempo Escatológico e a Idéia de Templo na Comunidade de Qumran 4.1 Introdução Preparando o Caminho de YHWH: Perspectivas Escatológicas na Seita de Qumran A Comunidade Templo: Santuário no Exílio? 228 Capítulo V O Rolo do Templo: Revelação Divina e Engenhosidade Exegética 5.1 Introdução Características Físicas e Literárias do Rolo do Templo: Torá Revelada? Fontes e Métodos Exegéticos: Como o Rolo do Templo Fez-se Torá? 277 Capítulo VI O Rolo do Templo: uma Torá para a Terra e o Enigma do Dia da Criação 6.1 Introdução O Novo Templo, a Nova Sociedade e o Papel do Sacerdote O Templo Humano e o Templo Divino A Comunidade e a Construção do Novo Templo: Sociedade Sacerdotal 347 Conclusão 356 Bibliografia 379 Anexo Tradução Comentada do Rolo do Templo X

13 1 Introdução אמר הקב ה לא אבוא בירושלים של מעלה עד שאבוא לירושלים של מטה Eu (Deus) não entrarei na Jerusalém celeste até que Eu possa entrar na Jerusalém terrestre (B. Ta anit 5a). A presente pesquisa tem como tema a representação simbólica do Templo idealizado e a aliança sacerdotal como forças integradoras da Comunidade de Qumran. É certo que os qumranitas aguardavam ansiosamente seu retorno vitorioso à Nova Jerusalém e a um novo Templo. E é quando nos recordamos de que a liderança da Comunidade era formada basicamente de sacerdotes e levitas que a importância do tema fica mais evidente. A esperança escatológica nestes novos tempos nos lugares sagrados reabilitados, isto é, após a purificação da cidade e do Templo maculados pela dominação estrangeira e políticas internas errôneas, expressou-se nos manuscritos produzidos ou simplesmente reconhecidos pela Comunidade e por ela, então, guardados. A verdadeira interpretação da Lei e dos profetas, fixada em seus manuscritos, fora transmitida pelo seu Mestre de Justiça, o sacerdote a quem Deus pôs em [seu coração entendimento] (1QpHab II, 8). Os sacerdotes de Qumran, continuadores da missão do Mestre, são os Mantenedores da Aliança, a qual se fundamentava na obediência à Lei a partir de sua visão sacerdotal: Todo aquele que entra no conselho da Comunidade, entrará na aliança de Deus aos olhos de todos os que se voluntariam. Ele comprometer-se-á com um juramento obrigatório a voltar à Torá de Moisés, de acordo com tudo o que ordenou, com todo o coração e com toda a sua alma para tudo o que foi revelado disso aos filhos de Zadoc, os sacerdotes que guardam a aliança e os que procuram a Sua vontade, e a toda a multidão de homens da sua aliança que se voluntariam juntos à Sua verdade e para andar na Sua vontade. (1QS V, 7b- 10a). A auto-definição da Comunidade como a Nova Aliança também denota sua visão escatológica, derivando dela a compreensão que tinham de ser os eleitos ou o Resto fiel a Deus, que não apenas permaneceriam em sua aliança como lhe conferiam uma dimensão nova, baseada na revelação final de Deus a seu próprio respeito.

14 2 Dessa forma, nosso tema tem como base o fundamento social de Qumran: a construção de uma ideologia comunitária baseada na aliança sacerdotal da sua liderança aarônida-zadoquita e da concepção de um novo Templo a ser construído quando reconquistassem a terra. Chegaria o grande momento do retorno a Jerusalém e o Templo existente seria substituído por outro, planejado e desejado por Deus desde o Sinai, cujo projeto completo encontrava-se no documento encontrado nas grutas de Qumran, denominado o Rolo do Templo. Esse novo Templo, edificado conforme a vontade divina, subsistiria na mais estrita santidade até a vinda do Templo escatológico, este sim estabelecido unicamente pelo próprio Deus em benefício dos Mantenedores da Aliança, os sacerdotes da Comunidade. A estratégia para as batalhas que travariam durante a guerra final contra os poderes das trevas e seus adeptos já estava consignada na Regra da Guerra; regulamentações e instituições que também seriam a base da sociedade futura estavam estabelecidas em documentos como a Regra da Comunidade, a Regra da Congregação e o Documento de Damasco; e as leis do Templo e de total pureza da cidade do santuário, que haviam sido outorgadas por Deus a Moisés, estavam legisladas no Rolo do Templo. Sua interpretação e acréscimos ao texto bíblico revelam ao mesmo tempo a idealização do tempo da reconquista e a condenação dos rumos que a sociedade judaica tomava. O Templo estava sendo profanado por estrangeiros infiéis e por sacerdotes corruptos; os cultos, os sacrifícios e as festas eram inúteis, pois seguiam um calendário incorreto. Em Qumran vigorava um calendário solar diferente do calendário lunar de Jerusalém. Para os qumranitas, o tempo sagrado da liturgia celeste estava sendo desrespeitado. Qumran talvez também celebrasse festas que estão prescritas no Rolo do Templo, mas que não eram oficialmente reconhecidas pelos demais grupos judaicos. Em sua perspectiva de fé, estavam no deserto em preparação espiritual para a guerra final e para expiar pela terra a fim de ser novamente habitada pelo povo eleito de YHWH. Entretanto, ao mesmo tempo, experimentavam no deserto a antecipação, mesmo que restrita, da realização escatológica plena sob o governo divino, pois já viviam de acordo com a vontade de YHWH a eles revelada. As leis que só poderiam ser impostas a todo Israel no futuro eram guardadas e recopiadas. As funções que exerceriam como sacerdotes reintegrados também já estavam previstas no Rolo do Templo. E é com base nesse documento, tendo como apoio textos produzidos pela seita como a Regra da Comunidade, a Regra da Congregação e o Documento de Damasco, que

15 3 dissertamos sobre a base sócio-sacerdotal da Comunidade de Qumran e o papel simbólico do Templo em sua dinâmica de fé 1. 1) Objetivos Os principais objetivos de nossa pesquisa são analisar os trechos dos Manuscritos de Qumran, em especial do Rolo do Templo, que tratam da aliança sacerdotal firmada pela Comunidade e de sua fé na instituição futura de um Templo que seguiria seus próprios critérios estritos da interpretação da Torá. A partir desse contexto, buscamos compreender um pouco mais o quadro geral da constituição e dinâmica interna da seita. O planejamento da pesquisa abarca também outros objetivos, como os que seguem: Capítulo 1) O Pensamento Sacerdotal na Torá 1.1) Introdução: abrimos a introdução com um estudo sobre a redação das fontes sacerdotais P e H e suas respectivas datações, a fim de estabelecer premissas em sua definição. 1.2) A Tenda do Encontro: Reflexo da Ideologia Sacerdotal de P: neste tópico, estudamos como teria sido construída a Tenda do Encontro, tendo como base a perícope do Sinai em Êxodo e o que ela nos ensina da ideologia sacerdotal que a criou. 1.3) O Pensamento Sacerdotal por trás do Sistema Sacrifical: analisamos, neste tópico, o sistema sacrifical descrito em Levítico, bem como em algumas seções de Números, visando a obter uma noção geral do pensamento e crenças sacerdotais veiculados pela Torá. 1 Em um livro que pretende compreender o papel do Templo nos textos clássicos judaicos e sua sociedade de modo a resgatar seu significado para o Judaísmo atual, o rabino Joshua Berman comenta sobre a relação entre simbolismo e Templo dentro da religião de Israel: Man lacks the conceptual framework with which to comprehend God s true essence, let alone its limitation, in some way, to a house of stone. It is when man s analytic capacities fail him that symbols allow him to relate to such phenomena and integrate them into his weltanschauung (= visão de mundo). Our conception of God and relationship to Him stand to be sharpened through understanding the form and structure of the Temple and its rituals. Beyond their significance as the embodiment of concepts, symbols also play an important role in the cohesion of a society. Individuals are bonded due to the influence of the symbols upheld by society. This was the opinion of Emile Durkheim, the father of modern sociology, in his 1912 The Elementary Forms of the Religious Life. If every symbol contributes to the collective identity of a culture, then within Judaism the symbolic social function of the Temple is of paramount importance, for the Temple is the symbol that lies at the heart of the biblical conception of society. (BERMAN, 1995, pp. XX-XXI da Introdução).

16 4 Capítulo 2) Aspectos da Ideologia Sacerdotal no Pensamento de Ezequiel 2.1) Introdução: descrevemos aqui aspectos gerais do livro do profeta Ezequiel. Nesse capítulo, trataremos de três momentos específicos no ministério do profeta, ou seja, suas três principais visões, todas elas de alguma forma concernentes ao simbolismo do Templo e às leis sacerdotais. 2.2) Capítulo 1: O Primeiro Encontro: analisamos aqui o primeiro capítulo do livro de Ezequiel e todos os elementos do imaginário e do pensamento do Templo que transparecem na visão da Glória de YHWH, vivenciada pelo profeta às margens do rio Kvar, em Babilônia. 2.3) Capítulos 8-11: Partindo: nesses capítulos de Ezequiel, observamos como, em visões do santuário maculado pela impureza moral e ritual, o profeta testemunha o abandono por YHWH de Seu Templo e a sua conseqüente destruição na esfera espiritual. O que havia sido previsto por Ezequiel teria lugar alguns anos mais tarde quando os babilônios, por fim, invadiram Judá em 586 a.c.. 2.4) Capítulos 40-48: Tudo Pronto para o Retorno da Glória de YHWH: a partir desses capítulos do livro de Ezequiel, trataremos do Templo planejado por YHWH e mostrado ao profeta em visão. O plano do Templo e as suas leis refletem um recrudescimento da visão sacerdotal com relação à proteção do sagrado para que uma repetição da tragédia de sua destruição fosse evitada. Capítulo 3) Sectarismo Judaico e a Nova Aliança em Qumran 3.1) Introdução: tratamos das condições sociais na Judéia do Segundo Templo e os possíveis papéis e funções dos sacerdotes na Comunidade judaica, principalmente após a crise antioquena e a Revolta dos Macabeus. 3.2) Criando um Mundo Sectário: dissertamos aqui sobre as circunstâncias favoráveis ao florescimento de grupos sectários. De modo especial, veremos as características específicas do sectarismo de Qumran. 3.3) Hierarquia e Legitimidade: Liderança Sacerdotal nas Regras Comunais de Qumran: através das regras que regulavam a vida da Comunidade de Qumran e dos

17 5 acampamentos previstos no Documento de Damasco, procuramos compreender como se dava a liderança dos sacerdotes de Qumran. A Regra da Comunidade, a Regra da Congregação e o Documento de Damasco são aqui nossas principais fontes de pesquisa. 3.4) Os Líderes Comunais: o Poder Compartilhado entre Sacerdotes e Levitas: analisaremos os textos dos Manuscritos de Qumran que mencionam os principais cargos da Comunidade, que parecem indicar uma certa divisão de poderes entre sacerdotes e levitas, priorizando, sempre, os sacerdotes. Capítulo 4) O Tempo Escatológico e a Idéia de Templo na Comunidade de Qumran 4.1) Introdução: introduzimos brevemente a questão da ligação entre Qumran e Escatologia. 4.2) Preparando o Caminho de YHWH: Perspectivas Escatológicas na Seita de Qumran: neste tópico, procuramos entender de que forma as expectativas do futuro escatológico influenciaram a visão de mundo dos qumranitas e vice-versa. 4.3) A Comunidade-Templo: Santuário no Exílio?: analisamos aqui a divulgada teoria de que a Comunidade via-se como um substituto ao Templo de Jerusalém, principalmente por sua explicitamente proclamada capacidade de expiar. Capítulo 5) O Rolo do Templo: Revelação Divina e Engenhosidade Exegética 5. 1) Introdução: relacionamos os documentos que mencionam um Templo futuro entre os MMM. 5.2) Características Físicas e Literárias do Rolo do Templo: Torá Revelada?: analisamos a natureza física e literária do Rolo do Templo. A partir desse debate, impõem-se questões como a crença na revelação divina para Qumran e para o autor do Rolo do Templo e, assim, qual o real status do documento. 5.3) Fontes e Métodos Exegéticos: Como o Rolo do Templo Fez-se Torá: debatemos aqui os métodos exegéticos utilizados por toda a extensão do documento, métodos estes que podem ser, em certo grau, comparados com os utilizados pela Escola Deuteronomista ou

18 6 pelos rabinos depois deles. Entramos no mérito da composição do documento através da edição de fontes variadas. Capítulo 6) O Rolo do Templo: uma Torá para a Terra e o Enigma do Dia da Criação 6.1) Introdução: damos início à análise de conteúdo do documento. 6.2) O Novo Templo, a Nova Sociedade e o Papel do Sacerdote: aqui fazemos uma análise sistemática do material concernente ao Templo e ao papel do sacerdote no santuário e na sociedade ideais, conforme imaginados pelo autor/redator do Rolo do Templo. 6.3) O Templo Humano e o Templo Divino: entramos em questão, neste tópico, de quantos seriam os Templos esperados por Qumran para o futuro escatológico e o que o Rolo do Templo pode nos ajudar a elucidar neste sentido. Um Templo construído pelo homem deveria materializar-se antes de o Templo divino estabelecer-se definitivamente? 6.4) A Comunidade e a Construção do Novo Templo: Sociedade Sacerdotal: Neste tópico, procuramos definir o status do Rolo do Templo para a Comunidade de Qumran, bem como apresentar uma hipótese de datação e contexto histórico. Assim, podemos concluir sobre sua relação com Qumran e sua influência nas expectativas de fé no futuro escatológico da Comunidade, principalmente no que concerne à construção do Novo Templo. 2) As Fontes As principais fontes de nosso estudo são a Regra da Comunidade, o Documento de Damasco e o Rolo do Templo, ao qual daremos especial atenção. Concomitantemente, estaremos também trabalhando com a Torá, base e inspiração do(s) autor(es)/redator(es) do Rolo, bem como com o livro do profeta Ezequiel. A Regra da Comunidade, o Rolo do Templo e o Documento de Damasco foram manuscritos encontrados nas grutas de Qumran em diferentes circunstâncias. A Regra da

19 7 Comunidade (1QS 2 ) 3 estava entre os primeiros documentos (ao todo sete) encontrados naquela que foi denominada Gruta 1, junto com o Grande Rolo do Profeta Isaías, o Pesher Habacuc, entre outros que se encontram hoje no Santuário do Livro, em Jerusalém 4. A grande descoberta, considerada por muitos o maior achado arqueológico do último século, ocorreu em 1947, através de um jovem beduíno (há versões que mencionam mais uma ou duas pessoas envolvidas) que, ao procurar por um animal desgarrado, deparou-se com a entrada da Gruta 1. Ao perceberem, beduínos e especialistas, a importância do material encontrado, foram lançadas expedições de ambas as partes e toda a região foi explorada, tendo como fruto o achado de mais dez grutas. Essa grande campanha durou de 1948 até 1956, quando foi encontrada a última delas, a Gruta 11, exatamente onde, há dois milênios, estava oculto o Rolo do Templo (11QT). O Documento de Damasco tem uma história um pouco diferente. Em Qumran mesmo, foram encontrados apenas fragmentos do documento na Gruta 4 5. A cópia completa do manuscrito, datada do período medieval, foi encontrada, na realidade, entre os achados da Geniza do Cairo. Entretanto, seu conteúdo e os fragmentos originários de Qumran confirmam sua antigüidade e pertença à Comunidade. A Regra e o Documento de Damasco podem ser definidos, no geral, como instruções contendo regras de comportamento e regulamentos para o funcionamento de uma comunidade religiosa. As faltas passíveis de ser incorridas e as penalidades impostas aos transgressores são ali listadas. Encontram-se também um rito de ingresso de novos membros, com seus juramentos, bênçãos, admoestações e maldições para os que se desviavam da Comunidade, trechos históricos, traçando, através de linguagem metafórica e obscura, a história da origem da seita 6. O que nos chamou mais fortemente a atenção, no entanto, foi o caráter sacerdotal de ambos os 2 Esse é o código que identifica o documento. O número que vem à frente indica a gruta em que foi encontrado. A letra Q indica o lugar de origem, ou seja, Qumran, sendo que a letra (ou letras) seguinte particulariza o manuscrito. 3 Também trabalhamos com 1QS(a), conhecido como a Regra da Congregação, que se caracteriza por conter regras para a Comunidade durante a era messiânica. O texto faz parte do mesmo manuscrito onde está 1QS e 1QS(b). 4 O museu construído por Israel especialmente com intuito de abrigar e expor os Manuscritos. Lá também se encontra o Rolo do Templo. 5 A Gruta 4 parece ter sido uma espécie de biblioteca central da Comunidade; só ela abrigava 575 títulos. 6 Muitos autores apontam para as diferenças essenciais entre esses dois documentos. Esse trecho histórico, p. ex., faz parte apenas do Documento de Damasco. Davies o define como um Manifesto. Para o autor, a Comunidade expõe aí sua razão de ser: fundação, constituição e destino (DAVIES, 1989, p. 202). A Regra da Comunidade, por sua vez, também tem suas particularidades. É importante mencionar que a Doutrina dos Dois Espíritos, que fundamenta a doutrina dualista da seita, não aparece em CD. Também a cerimônia de ingresso e de bênçãos e maldições é descrita apenas em 1QS.

20 8 documentos. A proeminência sacerdotal é evidente e pode ser percebida inclusive na autodefinição de sua liderança como Filhos de Zadoc ou filhos de Aarão. A cópia quase completa do Rolo do Templo, que foi encontrada na Gruta 11, é o mais longo manuscrito descoberto em Qumran, no qual estão preservadas 66 colunas. Esse manuscrito é denominado 11QT(a) e foi redigido em grafia herodiana, cuja datação, através da paleografia, situa-o entre o final do século I a.c. e o princípio do I d.c. Datas mais precisas, segundo o teste de radiocarbono, estariam entre 97 a.c. e 1 d.c.. Fragmentos paralelos ao texto foram encontrados na Gruta 4, também copiados de um Vorlage, são a evidência mais antiga do documento e têm a datação presumida para finais do século II a.c. Outros fragmentos de um manuscrito com cópia do Rolo, mais tardios, foram encontrados também na Gruta 11, denominados 11QT(b). Embora os documentos sejam cópias, Yadin valeu-se de uma pequena evidência para estabelecer o período mais remoto em que poderia ter sido composto. Para tanto, o autor procurou no texto algum termo ou expressão, sintaxe ou estilo que refletisse a contemporaneidade de sua elaboração. Isso porque seu(s) autor(es) teve a preocupação e o cuidado de escrever na linguagem e no estilo bíblicos, arcaizando a redação do texto. Não obstante, como suspeitava Yadin, o autor necessitou de terminologia de sua própria época a fim de poder expressar-se mais adequadamente. Assim, o especialista descobriu a utilização do termo persa ris, uma medida de distância, que só seria introduzido no Hebraico e no Aramaico no período helenista, entre o terceiro e segundo séculos. A conclusão, para ele, seria então que o documento não poderia ter sido composto antes desse período. Ele busca ser ainda mais preciso datando-o entre a.c. (YADIN, 1985, pp. 63-4; YADIN, 1993, In: SHANKS, p. 103). Outra teoria, p. ex., vem de Stegemann, que acredita que estaríamos diante de escritos sacerdotais datados do imediato pós-exílio, provavelmente do período persa. A organização do documento é temática, diferentemente dos materiais legais da Torá. A autoria sacerdotal é bastante certa, a despeito de uma minoria defender a possibilidade de que seja levítica. Sua origem, porém, se qumrânica ou não, é um dos pontos mais polêmicos relacionados ao documento. Também diferentemente de Deuteronômio, que não desenvolve muitas leis sobre a dinâmica do Templo ou seus ritos, mais da metade do Rolo do Templo é dedicada ao assunto. Como em Ezequiel, também há a descrição da planta do novo Templo, mas não são idênticas. Yadin explica que, no Rolo do Templo, é Deus no Sinai quem confere as coordenadas de Seu Templo a Moisés: No Pergaminho do Templo, o próprio Deus dá detalhes

21 9 minuciosos sobre Seu templo a ser construído pelos filhos de Israel. Ele é o Mestre Arquiteto que fornece as plantas inexistentes na Torá. No final dos tempos, na Nova Criação, Deus em pessoa irá construir o templo. (YADIN, 1993, In: SHANKS, p. 106). A Torá, base da qual são derivadas as leis descritas no Rolo do Templo, é nossa fonte nãoqumrânica, juntamente com o livro de Ezequiel. A Torá, ou Pentateuco, é constituída dos cinco primeiros livros da Bíblia: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Ela também é conhecida como Lei de Moisés, por conter leis que tradicionalmente foram relacionadas à revelação das leis divinas no deserto após a libertação do Egito. Entre os veiculadores dessas leis estão as fontes P e H, que ditam a organização do santuário e do culto, as regras de puro e impuro, questões de status sacerdotal e levita etc. Porém, a ideologia sacerdotal e sua escrita característica também aparecem em livros não-legais exílicos ou pós-exílicos, como é o caso do livro do profeta-sacerdote Ezequiel. 3) Balizamento A destruição do Templo de Jerusalém pelos babilônios em 586 a.c. e o exílio da elite judaíta, incluindo a corte e o alto sacerdócio hierosolimita, marcam de forma pontual e categórica a mudança radical que ocorreria naquela sociedade. Porquanto é notório que nunca mais seu contexto anterior pôde ser restabelecido, mesmo com a construção do Segundo Templo 7 ou com a ascensão temporária de uma monarquia judaica, junto com a conquista de certa autonomia, no período hasmoneu 8. Seu centro social e sua base de poder deslocaram-se do palácio e seu monarca para o Templo e seu sacerdócio. A história do Templo de Jerusalém e de seu sacerdócio teve sua origem junto à da monarquia israelita e com a conquista feita por Davi da cidade que seria a futura capital do reino 9. É nessa mesma época que Zadoc será consagrado sumo sacerdote pelo rei, preterindo-se, 7 Compreendendo aqui uma continuidade entre os Templos de Zorobabel e Herodes. Alguns especialistas consideram que se pode falar de um Segundo e Terceiro Templos. Por questão de clareza, quando necessário, em nosso trabalho eles serão denominados pelos nomes dos responsáveis por sua obra (ou reforma): Templo de Zorobabel ou Templo de Herodes (herodiano). 8 Para detalhes da história do período, cf. nossa dissertação de mestrado; SILVA, Clarisse, 2004, pp. 135ss. 9 Cf. 2Sm 5, 6-12.

22 10 então, a família de Abiatar que estava tradicionalmente na função 10. Durante todo o período do I Templo, o santuário ficaria subordinado ao monarca, que, de modo geral, subsidiava seu serviço 11. Ao mesmo tempo, uma crença anterior ao assentamento israelita em Jerusalém sobre a inviolabilidade da Cidade ganharia novos motivos através do Javismo e seria reforçada com a construção do Templo pelo herdeiro de Davi, Salomão. Uma tradição isaiana mal interpretada e a sobrevivência da cidade após a investida assíria no período de Ezequias produziu uma autoconfiança nessa inviolabilidade que seria fortemente combatida por Jeremias. Para o profeta, foi essa autoconfiança, em lugar de ouvir a vontade de Deus e submeter-se temporariamente ao poder babilônio, que levou ao desastre da destruição do Templo e do exílio de parte da nação judaíta 12. Todavia, a crença na Jerusalém eterna e em seu Templo, morada da Glória de Deus, não apenas não desapareceria como cresceria e se fortificaria, com novos elementos, de modo especial, pautados na esperança escatológica plantada pelos próprios profetas. O exílio babilônio chegaria a seu termo com a ascensão persa. Ciro permitiu o retorno de todos os exilados durante a dominação babilônica para seus países de origem. Contudo, uma diferença essencial deve ser assinalada, visto que tal permissão autorizava uma reestruturação social, mas não exatamente nos antigos moldes. A monarquia não pôde retomar o trono e a autonomia era limitada de acordo com as regras impostas pelo suserano. Os sacerdotes passaram, a partir desse momento, a ser os intermediários privilegiados entre a nação judaica e o governo persa, em uma posição central e com um status político dos quais nunca haviam usufruído. Mas, conforme vemos refletido no livro de Esdras, o conflito entre as famílias sacerdotais mostra-se profundo, assim como os problemas de legitimação que iam desde a reivindicação por determinadas funções dentro do culto até mesmo ao reconhecimento de certos clãs como descendentes imediatos de ancestrais sacerdotes. A Casa de Zadoc, por sua vez, foi bem sucedida em manter o sumo sacerdócio, ao menos até que mudanças no cenário político do Oriente Médio entrassem em choque direto com uma estrutura social centralizada no Templo, que, nesse momento, já se havia estabelecido. 10 A prefiguração do declínio da família de Abiatar encontra-se em 1Sm 1-4, através da narrativa da degradação dos filhos de seu ancestral Eli. Estes eram os responsáveis pela guarda da Arca da Aliança no santuário de Shiló e, em primeira instância, por direito, teriam a mesma responsabilidade com sua mudança para Jerusalém. 11 Há poucas menções bíblicas de sacerdotes influindo ou envolvendo-se ativamente na política quer israelita, quer judaíta. Encontramos uma exceção em 2Rs 8, 25-27; 11 e 12, A parte fundamental da mensagem do profeta, no entanto, não estava baseada na via política, mas no seguimento das leis sociais prescritas na Torá. Sem um comprometimento real com essas leis, alicerces para a sociedade desejada por Deus na visão do profeta, o Templo perdia sua verdadeira função.

23 11 Esta reviravolta pode ser pontuada com a campanha e conquista da Judéia pelos exércitos de Alexandre Magno. Entretanto, foi o contato longo e profundo com o Helenismo que causaria a divisão social dos judeus entre pró-helênicos e aqueles membros mais fiéis ao seguimento estrito das leis dos pais. Esse período de dominação helênica estendeu-se do governo egípcio ptolomaico ( /198 a.c 13 ) até a decadência selêucida (142 a.c. 14 ) diante do novo império que ascendia, Roma. A crise interna na sociedade judaica chegou ao seu ápice durante o governo de Antíoco IV Epifanes ( /3 a.c), cuja política ferrenha de homogeneização cultural sob o helenismo levou à radicalização de ambos os partidos judaicos, culminando na prescrição do Judaísmo, na profanação do Templo 15 e na perseguição daqueles que se mantinham fiéis à sua religião. Epifanes, em um passo ousado, também interferiu na sucessão sumo sacerdotal, afastando seu inimigo Onias III e concedendo a posição a não-zadoquitas. Todas essas medidas, em pouco tempo, acarretariam no estouro de uma revolta, conhecida como Revolta dos Macabeus. Bem sucedida, elevou seus líderes a pontífices e monarcas, até sua dinastia ser destituída por Roma em 63 a.c.. É nesse período conturbado que se insere a história da Comunidade de Qumran. Localizamos sua origem entre os hasidim 16, grupo que lutou pela liberdade religiosa junto aos macabeus, mas que, ao menos parte deles, rompeu com a revolta quando estes resolveram levar adiante a luta mesmo tendo alcançado os seus objetivos religiosos. Entrando em conflito com a nova liderança hasmonéia, principalmente por questões haláquicas, os sacerdotes que fundaram Qumran desassociaram-se de suas funções no culto do Templo. Auto-exilando-se no deserto, viveram em seu isolamento a esperança escatológica da Guerra dos Filhos da Luz contra os Filhos das Trevas, quando venceriam seus inimigos (também de Deus), os traidores de seu povo e o exército gentio opressor, os Kittim, ou seja, o exército romano e seus aliados 17. Em 68 d.c., porém, é esse exército que, em sua passagem para deter a Primeira Revolta Judaica contra o 13 Os ptolomeus perderam a suserania da Judéia para os selêucidas na batalha de Panion. 14 Escolhemos esta data em especial, pois nesse ano Simão Macabeu é confirmado como etnarca e a ele e à sua descendência é conferido o sumo sacerdócio hereditário. 15 Foi instaurado o culto a Zeus Olímpico. 16 Existem muitas outras teses, contudo enfocamos aqui aquela que, após pesquisa, foi defendida em nossa dissertação de Mestrado. Podemos, entretanto, citar a tese da origem exílico-babilônica da Comunidade, levantada por Murphy O Connor, ou a tese defendida de modo especial por García Martínez de que a Comunidade de Qumran originara-se, na verdade, de uma ruptura com os essênios. 17 Em nossa dissertação de Mestrado, foi defendida a teoria de que os Kittim, mencionados especialmente nos Pesharim e na Regra da Guerra, podem ser mais provavelmente identificados com os exércitos romanos que com os selêucidas.

24 12 jugo romano, destruirá seu centro comunal em Qumran. A Comunidade foi atingida de maneira que jamais se soergueu. Seus manuscritos, escondidos em onze grutas espalhadas no deserto da Judéia, permaneceram ocultos até serem descobertos em nossos dias, no ano de ) Metodologia e Historiografia a) Método de análise Em um primeiro momento, nossa atenção voltou-se aos estudos bíblicos, teológicos e exegéticos e, de modo especial, aos comentários bíblicos que se ocupam das fontes da Torá, mais especificamente as fontes sacerdotais P e H. Com esse estudo, procuramos obter uma compreensão mais profunda do pensamento, tradições, teologia e estilo sacerdotais, cuja herança podemos observar nos manuscritos encontrados em Qumran, principalmente no Rolo do Templo. Nesse intento, é importante levar o estudo para além da Torá, abarcando também outras obras, como a do profeta-sacerdote Ezequiel, canal de transmissão da ideologia sacerdotal em sua preocupação com questões do Templo, do puro e impuro e na idealização de uma sociedade baseada em critérios sacerdotais. Para nosso acesso à fonte bíblica, em especial os quatro livros da Torá em que está baseado o Rolo do Templo Êxodo, Números, Levítico e Deuteronômio, utilizamos o seguinte material: a Bíblia Stuttgartensia, a Bíblia de Jerusalém, a Bíblia da Editora Ave-Maria e a tradução ecumênica, TEB. No primeiro capítulo, dedicado às fontes sacerdotais da Torá, buscamos definir elementos e conceitos que ajudassem a compreender qual sua exata natureza e peculiaridades. É um capítulo que procura ser muito mais didático e apresentar as características e dinâmicas da ideologia por trás do Templo. Sendo assim, não fez parte de nosso objetivo, neste ponto, derivar uma tese ou teorias próprias com relação ao tema. Fica, de qualquer maneira, evidente em nossa redação que aceitamos certas teses como mais convincentes que outras, a despeito da importância e validade de toda a pesquisa sobre o assunto. Eventualmente, damos também nossa contribuição particular. Embora tenhamos seguido de perto as teorias de alguns autores, isso não significa que absorvemos todos os seus aspectos ou desdobramentos. Por exemplo, enquanto aceitamos a datação proposta por Knohl de que P dataria do período imediatamente posterior à construção do

25 13 Templo de Jerusalém e que H seria fruto da crise gerada com a queda do Reino de Israel, não consideramos tão convincente sua teoria de que o culto do Templo não buscasse propiciar dons e bênçãos para a nação. Enquanto também encontramos em Milgrom as melhores definições para os vários tipos de sacrifício que ocorriam no Templo, ele não nos convenceu totalmente de que o sacrifício de reparação não necessitasse de vítima animal ou que o sangue de animais caçados seria enterrado como um sinal de respeito à vida, um substituto ao rito do altar. Nesse ponto, concordamos mais com B. Schwartz que tem uma resposta muito mais simples à prática, ou seja, ela evitava o uso impróprio desse sangue, principalmente em cultos politeístas. Haran também foi nosso principal guia para entender o simbolismo da Tenda da Reunião, santuário temporário durante a peregrinação no deserto, até a entrada na terra prometida. Outros tantos autores foram de grande importância, muitas vezes esclarecendo questões pontuais com artigos ou livros pertinentes às questões que tratamos. Porém, minha maior dívida é com o Professor Baruch Schwartz, com quem estudei um ano na Universidade Hebraica de Jerusalém, na qual freqüentei dois cursos cruciais para a elaboração desse primeiro capítulo: um curso sobre fontes na Torá e um que tratou da primeira parte do livro de Levítico. A estrutura do tópico sobre sacrifícios foi bastante influenciada pela estrutura do próprio curso. Também muito devo o segundo capítulo ao Professor Schwartz. Para o seu curso Ezekiel the Priest turned Prophet, preparei o trabalho :מראותאלהים Aspects of the Priestly Background in Ezekiel s Thought through the Visions of the Kavod (Ez 1; 8-11; 43, 1-12), que veio a tornarse a primeira parte do capítulo que apresentamos hoje. Uma seção mais ampla sobre os capítulos foi desenvolvida posteriormente especialmente para a presente tese de Doutorado. De qualquer maneira, toda a base e bibliografia da mais alta qualidade foram fruto do curso com o Professor Schwartz. Dentre tantos trabalhos que foram lidos e dos quais nos beneficiamos, podemos citar de modo especial o livro de Paul Joyce, que desvenda a dinâmica por trás da ânsia de Ezequiel, dentro de sua visão como sacerdote, por vindicar a ação de Deus em castigar Seu povo e abandonar Seu Templo. Também os comentários bastante completos e reveladores de Allen, Zimmerli, Block, entre outros, foram essenciais para nossa análise. Nesse capítulo, no entanto, tomamos mais liberdade ao analisar os textos dos capítulos selecionados e há uma maior contribuição nossa, embora também não pretendamos estabelecer uma teoria própria sobre esses capítulos de Ezequiel. Esses capítulos específicos de Ezequiel foram escolhidos por serem

26 14 descrições de visões da Glória divina que concentram elementos e conceitos intimamente associados ao pensamento do Templo. A pesquisa sobre os Manuscritos de Qumran, por sua vez, constituiu nosso objetivo principal. Nosso enfoque foi dirigido mais especificamente aos textos conhecidos como Rolo do Templo, nosso documento central, a Regra da Comunidade e o Documento de Damasco. Os textos foram analisados tendo como base crítica os estudos elaborados por qumranólogos como Yigael Yadin, Elisha Qimron, Lawrence Schiffman, George Brooke, entre outros que se dedicaram e têm se dedicado de maneira especial à pesquisa dos manuscritos. Assim, a partir de nosso terceiro capítulo, baseado especialmente na Regra da Comunidade e no Documento de Damasco, analisamos os trechos referentes aos sacerdotes e levitas e seu papel e função na dinâmica da seita. Procuramos tirar a prova se realmente poderíamos denominar a seita como caracteristicamente sacerdotal e se seria real a sua proeminência na vida da Comunidade, como sua liderança máxima. Assim, pretendemos entender o que significaria exatamente ser uma comunidade sacerdotal na Judéia do período do Segundo Templo tardio. Muitos trabalhos em livros e artigos nos auxiliaram dando base para nosso debate, quer fosse no sentido de absorvermos idéias e teorias ou para tentar refutá-las. Alguns autores foram especialmente citados, como é o caso de C. Newson, em seu trabalho inovador sobre a formação de um grupo sectário como o de Qumran e sua produção literária, que buscava incutir nos seus membros os sentimentos de um verdadeiro recruta das fileiras do Exército da Luz. Comentários como os de J. Licht ou de Wernberg-Møller sobre a Regra da Comunidade, ou uma análise de CD como a de Davies foram cruciais para compreendermos os documentos em seu todo. Aproveito para reconhecer minha dívida também para com o Professor Daniel Schwartz da Universidade Hebraica de Jerusalém e membro do Orion Center para estudos dos Manuscritos do Mar Morto, que aceitou orientar-me nos meus estudos sobre as regras comunais de Qumran. Seu curso sobre fontes clássicas judaicas foi imprescindível para uma compreensão mais ampla do Judaísmo do Segundo Templo. O trabalho de conclusão de curso foi baseado na pesquisa minuciosa de S. Metso sobre os vários fragmentos encontrados em Qumran com versões variadas da Regra da Comunidade. Esse estudo foi determinante para entender o desenvolvimento ideológico da seita, que então procurava reforçar sua auto-definição. Nosso quarto capítulo tem início levantando a questão da função prática da crença escatológica dentro da dinâmica da fé na Comunidade. Ou seja, a fé no futuro messiânico como

27 15 incentivo para seu isolamento do mundo, suas práticas e sua auto-visão como exilados a serem resgatados para herdar a terra. Desse ponto de partida, procuramos comprovar ou rejeitar a teoria de que a Comunidade de Qumran se auto-compreendia como um substituto do Templo, ou se apenas tomara para si, parcial e temporariamente, algumas de suas funções e ritos. Gärtner e McKelvey são alguns dos autores que defendem uma radical espiritualização do Templo por parte da Comunidade. No entanto, ambos os estudos são anteriores à publicação do Rolo do Templo. Swarup é um dos estudiosos modernos que seguem o mesmo caminho, mas assinalando que a Comunidade esperava um Templo real para o futuro. Os quinto e sexto capítulos tratam especificamente do Rolo do Templo. No quinto capítulo, são investigados os aspectos literários e de status do documento. Brooke, Bernstein, Peterson, Fraade, Heger e outros especialistas debatem qual a mais precisa classificação literária, sendo que a categorização mais próxima encontrada foi a de Escritura Reescrita. O alto status do documento é, de modo geral, um consenso. No sexto capítulo, com base em nossa tradução comentada (vide Anexo), o material associado a questões sacerdotais ou do Templo é sistematicamente tratado, e, com algumas poucas exceções, também seqüencialmente, seguindo a ordem das colunas. Para empreender tal análise, utilizamos uma bibliografia especializada, como os livros dedicados ao tema de Riska, Wacholder, Maier, Yadin, Wise, Swanson, Elledge e artigos como os numerosos escritos por Schiffman, além de artigos como o de Werman sobre o conceito de expiação no Rolo ou de Crawford, que procura entender qual a definição da expressão cidade do santuário ali empregada. Com base nesse rico material, analisamos o conteúdo do documento e propomos nossa tese de Doutorado, concluindo sobre sua provável origem e status dentro da Comunidade, além do papel do sacerdote e do Templo para os círculos que formaram Qumran. Fontes externas aos Manuscritos e aos textos bíblicos, como é o caso da Literatura Rabínica, especialmente a Mishná, ou do Novo Testamento, foram citadas no intuito de ilustrar um contexto social mais amplo ou reforçar alguma conclusão derivada das fontes principais. b) Método de Tradução Parte de nosso trabalho foi traduzir do Hebraico para o Português o documento 11QT(a), utilizando outros documentos com material paralelo ou afim como 11QT(b), 4Q524 e 4Q365, na

28 16 tentativa de recuperar trechos fragmentados do documento de referência. Os trechos de 1QS, 1QSa e b, CD, 1QM, Carta Haláquica, 4QFlor, da Torá e do livro de Ezequiel citados no trabalho também foram traduzidos pela autora (1QS foi traduzido em parceria com meu orientador, Professor Nachman Falbel). Demais trechos da Bíblia foram citados a partir da Bíblia de Jerusalém, TEB ou da Bíblia editada pela editora Ave-Maria, conforme critério de literalidade com relação ao texto original. Para tanto, além dos conhecimentos adquiridos durante os cursos de Hebraico Bíblico I e II e Hebraico Moderno do Departamento de Estudos Judaicos da USP e do curso de Hebraico nos estágios dalet e heh (quarto e quinto estágios) oferecido pela Universidade Hebraica de Jerusalém, serão utilizados os seguintes materiais: a) dicionário Hebraico Bíblico-Português e Aramaico-Português da Editora Vozes; b) o dicionário Hebraico Bíblico-Espanhol, traduzido para o Português, de A. Schökel; c) o dicionário Hebraico Bíblico-Inglês BDB; d) o dicionário Hebraico Bíblico-Inglês/Alemão Koehler e Baumgarten; e) a Bíblia de Jerusalém; f) a Bíblia da Editora Ave-Maria; g) a Bíblia TEB. Também nos valemos das traduções dos Documentos de Qumran elaboradas por Y. Yadin; F. G. Martínez e E. Tigchelaar; G. Vermès; J. Charlesworth; J. Maier; M. Riska; M. Wise, M. Abegg e E. Cook; M. Knibb; L. Schiffman, todos em Inglês; A. Dupont-Sommer, em Francês; e F.G. Martínez e G. Vermès, do Espanhol e Inglês, respectivamente, traduzidos para o Português. Beneficiamo-nos dos comentários redacionais de J. Licht, P. Wernberg-Møller, M. Riska, Y. Yadin e A. Dupont-Sommer. As sugestões de restauração do texto-base em Hebraico foram tiradas das transliterações de J. Licht, E. Qimron, M. Riska, J Charlesworth, F.G. Martínez e E. Tigchlaar, L. Schiffman, D. Schwartz com J. Baumgarten e, principalmente, no caso de 11QT, de Y. Yadin 18. A tradução pretendeu ser o mais literal possível. Nosso comentário abrange questões técnicas relacionadas ao próprio pergaminho, ao arranjo do texto nas folhas, à grafia, à redação, aos problemas de tradução e conceitualização de termos e expressões obscuros, procurando oferecer dados e explicações que ajudem na compreensão do documento. 18 Cf. os dados bibliográficos completos em nossa bibliografia.

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