UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU AVM FACULDADE INTEGRADA

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1 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU AVM FACULDADE INTEGRADA COMUNICAÇÃO ENTRE AS PESSOAS Por: Flávia da Silva Menezes Orientador Prof. Edla Trocoli Rio de Janeiro 2012

2 2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU AVM FACULDADE INTEGRADA COMUNICAÇÃO ENTRE AS PESSOAS Apresentação de monografia à AVM Faculdade Integrada como requisito parcial para obtenção do grau de especialista em Docência do Ensino Superior. Por: Edla Trocoli

3 3 AGRADECIMENTOS Ao meu pai que é o combustível de minha vida para que eu nunca desanime diante dos obstáculos e a minha prima Bárbara Rose que a todo momento me ajudou e compartilhou dos mesmos desafios que é elaborar uma monografia.

4 4 DEDICATÓRIA Aos meus pais, familiares e amigos por compreenderem muitas vezes minha ausência aos sábados.

5 5 RESUMO A comunicação é utilizada por nós a fim de fazer com que uma informação seja transmitida a outra ou outras pessoas da melhor maneira possível para que não haja ruído que atrapalhe o receptor e o emissor. A língua portuguesa está inserida na comunicação e a mesma apresenta um leque de possibilidades de uso aos falantes. Esses a utilizam empregando os principais elementos da comunicação. Este estudo propõe uma análise da comunicação e seus meios, enfatizando a importância da língua portuguesa e suas variedades provocada pelos falantes e a fugacidade da vida moderna neste processo solidário. Apontando as vantagens e desvantagens.

6 6 METODOLOGIA Este trabalho monográfico apresenta a variação linguística da língua portuguesa a partir da faixa etária, classe social, reportagens de jornais, revistas, mensagens de celular, internet etc. A fim de relatar que mudanças constantes existem na língua portuguesa e as mesmas podem causar progresso ou retrocesso em nossa norma padrão.

7 ÍNDICE DE FIGURAS 7 FIGURA 1 PRINCIPAIS ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO 13 FIGURA 2 DIFERENTES SIGNIFICADOS DE LINGUAGEM NÃO VERBAL 18

8 8 SUMÁRIO INTRODUÇÃO CAPÍTULO I - A COMUNICAÇÃO ENTRE AS PESSOAS O QUE É A COMUNICAÇÃO? OS COMPONENTES DA COMUNICAÇÃO CAPÍTULO II - A LÍNGUA PORTUGUESA A ORIGEM DA LÍNGUA PORTUGUESA HISTÓRIA DA LÍNGUA PORTUGUESA NO BRASIL VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS DA LÍNGUA PORTUGUESA NÍVEIS DE VARIAÇÃO LINGUÍSTICA VARIAÇÃO DE CARÁTER REGIONAL

9 9 SUMÁRIO VARIAÇÃO DE CARÁTER SOCIAL / PROFISSIONAL VARIAÇÃO DE CARÁTER ETÁRIO VARIAÇÃO DE CARÁTER HISTÓRICO MUDANÇA CAPÍTULO III - A IMPORTÂNCIA DA NORMA PADRÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA, INSERIDA NO AVANÇO DA TECNOLOGIA A LÍNGUA PORTUGUESA E A FUGACIDADE DO TEMPO AS CONTINGÊNCIAS DO "SER" O USO BRASILEIRO DO "ESTAR" CONCLUSÃO BIBLIOGRAFIA

10 10 INTRODUÇÃO Uma língua é muito mais que um meio de comunicação, é um patrimônio historicamente formulado pela sociedade que a falam e, em muitos casos, também a escrevem. Quando estudamos uma determinada língua focalizamos uma dada etapa de sua existência no curso do tempo, podemos dizer que consideramos sua sincronia. Mas ao investigarmos sua formação e evolução através da história focamo-nos em sua diacronia. Podemos estudar a construção de uma língua de duas perspectivas: externa (relações politicas do povo que a utiliza) e interna (modificações linguísticas como fonética, morfológica, vocábulo etc). Este trabalho tem como proposta a Importância da Língua Portuguesa na Comunicação referente a perspectiva externa. A comunicação é uma forma de nos fazermos entender por outra pessoa, ou até mesmo, por um grupo de pessoas. A grande revolução na comunicação aconteceu quando o homem desenvolveu a linguagem objetivando o sucesso na luta pela sobrevivência e conquistas. Podemos dizer que a mesma é necessária para os animais racionais e para os animais irracionais. Com a evolução acelerada do ser humano consequentemente ocorre e está ocorrendo a transformação da linguagem. Sem a utilização da comunicação através de desenhos, códigos e linguagem o ser humano não conquistaria a civilização. A comunicação é um ato solidário e não solitário. A língua, um dialeto, uma gíria etc são formas de comunicação, mas sabemos que a comunicação não ocorre somente através da linguagem o corpo todo se comunica. Nosso corpo fala através de gestos, posturas, danças etc.

11 11 Comunicar- se é uma arte em nossa língua, mesmo estando longe dos padrões da Gramática Normativa. A comunicação é o entendimento entre os homens (ANDRADE. MEDEIROS, 2009,p.3) já ultrapassamos modelos convencionais dos livros, a mesma não está presa as tais páginas e nem mesmo aos dicionários. Nossa língua é viva, tão viva quanto os falantes de nosso país e adaptada a qualquer classe social, pois do contrário não haveria a comunicação universal. A seguir veremos : Capítulo I: A comunicação entre as pessoas; Capítulo II : A língua portuguesa; Capítulo III: A importância da norma padrão da língua portuguesa, inserida no avanço da tecnologia.

12 12 CAPÍTULO I A COMUNICAÇÃO ENTRE AS PESSOAS 1.1- O que é a comunicação? Segundo Maria Margarida de Andrade e João Bosco Medeiros (2009,p.3 ), a comunicação provém do verbo latino comunicare, que significa pôr em comum. A comunicação não só se faz eficaz através de palavras. Um gesto, uma postura, um olhar e até na ausência de uma fala pode ocorrer comunicação. A mesma é necessária para o ser humano, pois expressa não só algo externo, mas também interno, é através dela que expressamos nossas ideias, sentimentos, pensamentos, modos de vida, determinados por regras de caráter social. O homem utiliza-se da comunicação e grita para o mundo, seu país, seu povo, sua tribo, seu companheiro, tudo o que sente e precisa, a comunicação é uma troca, por isso é definida como um ato solidário. O individuo não só possui a fala, mas também outras formas de comunicares irracionais. Em sentido lato, segundo Ben Johnson, citado por Cherry ( 1974, p. 129) diz: A linguagem é o único privilégio de que o homem dispõe para exprimir a superioridade de sua inteligência sobre as demais criaturas. A aquisição de conhecimentos sobre a linguagem é parte integrante da Comunicação humana, porque Linguagem é comunicação e porque os limites da Linguagem constituem os limites do conhecimento. (Penteado,1982,p.31)

13 13 A comunicação é de suma importância, uma vez que só a mensagem entre duas ou mais pessoas expressam completo entendimento através dos componentes ditos como principais para decodificá-la. Componentes esses como: emissor, fonte decodificador, receptor etc. Linguagem, conhecimento e comunicação estão relacionados, pois somente há comunicação quando dois ou mais indivíduos entendem a mensagem emitida Os componentes da comunicação De acordo com Kim Heldman ( 2006, p. 321), toda comunicação possui três componentes: emissor, a mensagem e o receptor são os principais elementos da comunicação. Figura 1 Principais elementos da comunicação Neste modelo simples da comunicação podemos ver a representação do processo de codificação da mensagem pelo emissor e a decodificação da mesma pelo receptor.

14 EMISSOR 14 É aquele que transmite a mensagem para um determinado receptor ou um destinatário. O mesmo tem o objetivo de se fazer entender. RECEPTOR é o responsável pela apresentação das informações de modo claro e conciso, elas devem ser completas e expostas de maneira que o receptor consiga entendelas corretamente. Suas mensagens devem ser relevantes para o receptor, mensagens inúteis não passam de um grande incômodo (HELDMAN,2006,P.321). Este componente é responsável por entender, compreender corretamente a informação que recebeu sem nenhuma margem de dúvida sobre determinado assunto. Podemos salientar também que o receptor aprende o que, de fato, é importante, algo que modifica sua vida ou faz algum sentido para si. Pois não haverá comunicação se o receptor não tiver conhecimento da língua ou do conteúdo passado pelo emissor. MENSAGEM Conforme Gustavo Matos (2009, p. 5) a mensagem no processo de comunicação significa: comunicação, notícia ou recado verbal ou escrito. Estrutura organizada de sinais que serve de suporte à comunicação. A mensagem é o objeto da comunicação, é o produto físico real do codificador / fonte ( David Berlo, 1999, apud Matos, 2009, p.5). Quando conversamos, o discurso é a mensagem, quando sorrimos, a alteração da

15 15 face é a mensagem; quando somos surpreendidos subitamente, o silêncio e a imobilidade momentânea são a mensagem Ainda sobre os elementos a comunicação podemos ainda citar outros elementos como: FONTE A fonte, no processo de comunicação, significa a nascente de mensagens e iniciadora do ciclo da comunicação. Sistema de onde provém a mensagem, no processo comunicacional. RUÍDO No processo de comunicação o ruído e todo sinal considerado indesejável na transmissão de uma mensagem por um canal. Tudo que dificulta a comunicação, interfere na transmissão e perturba a recepção ou a compreensão da mensagem. Uma palavra escrita ou falada errada é exemplo de um ruído, pois se o receptor não entender ou não reconhecer algum vocábulo, ocorrerá um ruído na comunicação. Conforme Gustavo Matos (2009, p. 5) o meio, no processo de comunicação, é: CÓDIGO Todo suporte material que veicula uma mensagem de um emissor a um receptor, através do espaço e o tempo. Meio pelo qual a mensagem, já codificada pelo emissor, atinge o receptor, que a recebe (em código) e a interpreta (decodifica) (MATOS, 2009, p. 5).

16 16 Segundo Gustavo Matos (2009, p. 5-6) o código, no processo de comunicação, é o: Conjunto de signos relacionados de tal modo que estejam aptos para a formação e transmissão da mensagem. Por exemplo, a escrita é um código que permite transformar uma mensagem acústica em uma mensagem gráfica (MATOS, 2009,p.5-6). CODIFICAÇÃO De acordo com Gustavo Matos (2009, p. 6) a codificação, no processo de comunicação, é o ato de transformar uma mensagem de acordo com regras predeterminadas, para convertê-la em linguagem. DECODIFICAÇÃO Conforme Gustavo Matos (2009, p. 6) a decodificação, no processo de comunicação, é a interpretação de uma mensagem, pelo receptor, de acordo com um código predeterminado. SIGNOS Segundo Gustavo Matos (2009, p. 6) signos, no processo de comunicação é uma convenção social e arbitrária, constituída pela combinação de um conceito, denominado significado, e uma imagem acústica, ou forma física, denominada significante. LINGUAGEM De acordo com Gustavo Matos (2009, p. 6) a linguagem, no processo de comunicação, é qualquer sistema de signos (não só vocais ou escritos, como

17 17 também visuais, fisionômicos, sonoros, gestuais, etc.) capaz de servir à comunicação entre os indivíduos. LÍNGUA Conforme Gustavo Matos (2009, p. 6) a língua, no processo de comunicação, é o produto social da faculdade da linguagem de uma sociedade. É um conjunto de convenções necessárias, adotadas pelo corpo social, para permitir o exercício da linguagem. Através destes elementos, o indivíduo, geralmente, comunica-se utilizando a linguagem verbal ou não verbal. A comunicação verbal é realizada através das palavras que podem ser escrita ou falada. Uma revista, um jornal, um livro e até mesmo esta tese são exemplos de comunicação verbal escrita a fim de transmitir informações do emissor ao receptor, na qual ao descodificarem a mensagem expressa entenderão com eficácia. Percebemos, geralmente, que a comunicação verbal é a forma mais usual, pois sempre estamos conversando com alguém, lendo algum texto, escrevendo algo e assim possibilitando á transmissão de informações dando mais ênfase a comunicação coloquial. Já a comunicação não verbal envolve toda forma de comunicação que não se remete diretamente às palavras e sim o corpo, o tom de voz, a cor da pele, o tamanho da abertura da íris e todos os fatores que podemos perceber, não por meio de palavras, que são passadas pelo transmissor da mensagem. Muitos destes fatores não podem ser controlados por quem está transmitindo a mensagem. Pessoas que ficam tímidas ao falarem em público não têm como controlar a cor rosada no rosto, ou pessoas que participam de uma discussão calorosa, nas quais estão nervosas, não conseguem diminuir a abertura de suas íris. Esses fatores são sempre observados, diretamente ou indiretamente,

18 18 pelos receptores, uns mais, outros menos, tornando a comunicação não verbal um item importante que merece cuidado dependendo da situação. Conforme Gildásio Santos (200,p.23),o corpo humano pode ser considerado uma mídia que captura e transmite informações:... o corpo é um medium que, através das percepções, memória, inteligência, cérebro, pele, olhos, ouvido, tato, boca, atua como um incrível meio de comunicação. (SANTOS,2002,p.23) A comunicação não verbal é maior percebida que a comunicação verbal. Segundo Gustavo Matos (2009, XIX) em média, o impacto de uma mensagem sobre o ouvinte é garantido em apensa 7% pelas palavras (o que a pessoa diz); 38% pelo tom de voz e inflexão (a maneira como fala); e 55% pelo corpo, olhos, mãos, braços, pernas, dedos, ou seja, pelas expressões, atitudes e gestos. Portanto, a comunicação não verbal deve sempre receber uma atenção especial, pois pode transmitir, involuntariamente, informações indesejadas. Figura 2 Diferentes significados de linguagem não verbal

19 19 Observamos no quadro supracitado que a linguagem não verbal, no caso, gestos, não tem o mesmo significado em países diferentes ou também dentro de um mesmo país. Pois já foi dito que devemos tomar cuidado com o que queremos dizer através de gestos e expressões faciais.

20 CAPÍTULO II 20 A LÍNGUA PORTUGUESA 2.1- A origem da língua portuguesa A origem do português é o latim, antiga língua falada no Lácio, região central da Peninsúla Itálica. Em medos meados do século VIII a.c., Roma foi fundada nessas terras e uma notável civilização se iniciava.. Os latinos, habitantes do Lácio, chegaram à região situada no centro da Itália entre os séculos IX ou VIII A.C. e fundaram Roma, sua capital, por volta do ano 753 A.C. Daí serem também denominados romanos. Após um período de submissão aos etruscos, os latinos, povo bravo e guerreiro, dominaram as populações pré-romanas (sabinos, volscos, etruscos), por meios de conquistas e alianças, e o latim sobrepujou as outras línguas entre as quais o umbro e o osco. Fortes e imbatíveis com a conquista da Itália (272 A.C.), os romanos começaram a expandir seus territórios, para o Sul e depois para o Norte e Nordeste da península itálica, até a conquista da Dácia (107 d.c.). Assim, com essas conquistas, em contato com outros povos, a cultura e a língua dos latinos foram evoluindo. O latim falado a princípio por agricultores e pastores, sob influências de outros povos, principalmente o grego, foi-se aprimorando, a ponto de produzir uma rica literatura. Deduz-se que havia diferentes formas de usar o latim, como acontece, nos dias de hoje, com a língua portuguesa, por exemplo. Há linguagem culta, falada e escrita por literatos e pessoas de alta escolaridade, a par da linguagem comum, usadas nas comunicações diárias, pragmáticas, em situações informais. Dessa forma, o latim literário, escrito por literários, foi-se estabelecendo, paralelamente, ao latim usado pelas pessoas comuns. Havia diferença entre o latim literário ou

21 21 clássico e o latim comum ou vulgar, não por questão de época, mas por representarem dois aspectos distintos da mesma língua. Silva Neto (1976,p.35) apresenta as seguintes variantes do latim: 1. língua escrita literária é a língua dos grandes escritores, em parte com características individuais; 2. língua escrita cuidada é a língua escrita pelas pessoas que, embora sem talento literário, têm, contudo, boa instrução e assimilaram as regras da linguagem considerada boa [...]; 3. a língua falada pelas pessoa instruídas, aquelas que frequentaram o mestre-escola e conviviam nos meios da classe media; 4. a língua falada pelas baixas classes das capitais e grandes cidades; 5. a língua falada pelos camponeses, da Itália e das variadas províncias do império, variável, naturalmente, de região para região. O latim clássico tinha finalidades estéticas e primava pelo apuro do vocabulário, pela correção gramatical, enquanto o latim vulgar era a língua de comunicação das classes inferiores, dos marinheiros, dos soldados, taverneiros, barbeiros, sapateiros, agricultores, artistas de circo, homens livres e escravos. O latim que se multiplicou por todas partes do mundo foi o latim vulgar, falado pelos soldados romanos, por isso, diz-se que as línguas românicas são descendentes do latim vulgar. A maioria das palavras do léxico da língua portuguesa provem do latim vulgar, que criou novas formas de expressão para o uso com um. Assim como na língua portuguesa há vocábulos próprios da norma culta e outros, da norma comum (face e rosto; falecimento e morte; ósculo e beijo), no latim havia também a norma culta e a vulgar.

22 Latim culto Latim vulgar Português flumem Rivus Rio Ignis Focus Fogo Omines Totus Todos Letum Mors Morte Alius Alter Outro 22 A partir desse quadro percebemos, de fato que as palavras da língua portuguesa originaram do latim vulgar. Após a dissolução do Império Romano, com a queda do poder aristocrático e a queda da unidade político- administrativa, cresceu a liberdade do latim vulgar, popular, que começou a desenvolver- se em cada região. Desencadeou-se, assim, o processo pelo qual o latim falado foi transformando-se em linguagens neolatinas. Esse processo estendeu-se até o século XV, quando já estavam constituídas as línguas românicas modernas. Após o século V, a Igreja com Roma militarmente derrotada, substituiu o império romano na liderança do mundo europeu ocidental, preservando a cultura e a língua latina. Já não se falava propriamente o latim, mas ainda não se falava a nova língua romana. A essa evolução da língua, denominado romance ou romanço, estendeu-se do século VI ao XV, pois as línguas românicas foram surgindo em épocas diferentes. No século IX, surgiu o francês, o italiano e o provençal; no século XI ou XII, o espanhol ; o português tornou-se língua independente nos séculos XIV XV. 2.2-História da língua portuguesa no Brasil A língua é um código que permite a comunicação dentro de um país, ou até mesmo entre povos, uma vez que é um sistema de signos linguísticos objetivando a combinação a fim da comunicação.

23 23 Com a descoberta do Brasil, em 1500, os portugueses trouxeram uma língua constituída: com rica literatura, cantiga de amor e amigo, forma poética de expressão predominantemente oral e contavam com as obras literárias do humanismo dando ênfase ao estilo literário de Camões. De fato sabemos que não foi essa língua literária que recebemos, a que desembarcou das caravelas portuguesas em território brasileiro, mas a língua falada pelos colonizadores, que através do descobrimento começaram o povoamento do Brasil. Os descobridores permaneceram por pouco tempo aqui, e o processo de colonização só teve inicio a partir de 1532, com a divisão das 15 capitanias hereditárias. No inicio, apenas o litoral foi colonizado. Os colonizadores encontraram dificuldades no processo de colonização, pois a terra era abitada por indígenas arredios, que não tinham razões para colaborar com aqueles invasores. Em relação aos donatários das capitanias, estes não apresentavam interesse em habitar uma terra distante, mesmo com grandes matas virgens, com clima tropical, mas sem nenhuma civilização europeia, e consequentemente não tomaram posse de seus territórios.(capitanias Hereditária) A comunicação linguística não poderia ser feita em português, língua muito complexa para falantes de línguas ágrafas rudimentares. Os portugueses representavam a minoria da população e os interessados em estabelecerem uma comunicação com os nativos. Com a ajuda dos jesuítas, que vieram com intenções catequéticas em formar uma língua geral, veículo de comunicação entre os europeus e os nativos. Anchieta estudou a linguagem dos tupinambás uma das mais importantes tribos tupis que, gramaticalizada e simplificada desenvolveu a língua falada em toda costa. Essa língua, facilmente aprendida pelos brancos e os nativos de outras tribos, coexistiam com o português, ensinado nas escolas e com as demais línguas indígenas, que por oposição à língua geral, mas simples, eram denominadas línguas travadas. Assim, deu-se início a um período de bilinguismo

24 24 no qual o tupi funcionou como adstrato do português deixando traços duradouros na evolução da língua, no que diz respeito à formação do léxico. Se observarmos o vocabulário no Brasil encontraremos um grande número de tupinimós, mais frequentes no Norte e Noroeste do pais, ou nos topónimos, de todas as regiões. Exemplos: Araxá Paraíba sabiá Atibaia Parati sanhaço Avaré Sergipe sapé Icaraí caju tatu Lambari capim tiririca O interesse de Portugal intensificou-se pela colonização, providenciando a chegada de meninos órfãos e de donzelas órfãs que vieram para casar com os portugueses aqui residentes e, de certo modo, compensar o número de mamelucos, descendentes dos europeus com as índias. Passados vinte anos do século XVII, a ocupação do extremo norte do Brasil trouxe lavradores de origem açoriana que iniciaram seus trabalhos primeiramente no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Mais adiante, as demais regiões do território brasileiro. Constatando ser impossível submeter o indígena aos rigores de comportamento da civilização européia, os colonos, especificamente a partir de 1650, começaram a substituir o trabalho escravo do indígena pelo africano. Assim cresceu o número de negro e de brancos, trazendo a consequente elevação do número de mamelucos e mulatos. Negros das possessões lusitanas na África falavam um dialeto crioulo-português embora outros, capturados no interior africano, só apresentavam os seus próprios dialetos. Após 1654, a emigração branca intensificou-se : contudo, os portugueses que usavam a língua geral nas relações de comércio e na comunicação com os índios e mamelucos foram reduzindo o vocabulário dos colonos, pois no Brasil não havia muitos fatos ou coisas de Portugal que necessitassem ser nomeados. Os jesuítas almejavam ensinar aos índios a língua portuguesa como era cobrado da metrópole, mas sem

25 25 sucesso, predominou, assim, a língua geral nessa sociedade de brancos, índios e negros. Silva Neto( 1976, p48-49)assim descreve o panorama linguístico brasileiro, até o século XVIII: 1. o português, falado sobretudo na costa, pelos brancos e seus descendentes; 2. o crioulo ou semicrioulo, adaptação do português, falado pelos mestiços, aborígenes e negros; 3. a língua geral, usada pelos mamelucos e pelos brancos, em sua relações com os índios; 4. alguns episódicos falares africanos, em proporção muitíssimo menor do que a língua geral, em uso nos quilombos ou entre os negros, ainda não aportuguesados. No século XVIII, a língua geral não era muito utilizada, e o português foi-se impondo, pois os brancos, com sua superioridade, difundiram sua cultura e principalmente a língua, que era ensinada pelos missionários aos indígenas. Outros fatos como: o número cada vez mais crescente de imigrantes portugueses atraídos pela descoberta das minas de ouro e pedras preciosas; a proibição do uso da língua geral e a obrigatoriedade da língua portuguesa (Directorio do Marquês de Pombal, de 3 de maio de 1757, para o Brasil em 17 de agosto de 1758); a expulsão dos jesuítas (1759), que afastou do Brasil os principais protetores da língua geral; o prestígio da língua culta (idioma dos descobridores) usada nas escolas, na literatura, na administração, nos contratos, transmissões, casamento contribuíram para a vitória do português sobre a língua geral. A opinião de Silva Neto (1976,p.95) sobre a influência dos índios e dos negro na língua e na cultura brasileira é a seguinte:

26 26 Do branco prevaleceu a religião, os hábitos, a língua. É certo que no tocante à etnografia algo nos ficou do negro e do índio: mas a língua, dentre todas as instituições sociais é a que mais fortemente se impõe aos indivíduos. E por isso mesmo ela não sofreu influências decisivas, senão apenas incorporações ao vocabulário e à fraseologia, bem como um ou outro fato restrito a falares regionais. Na primeira década do século XIX (1808), já consolidado o domínio da cultura dos brancos, um fato histórico de relevância revolucionou a vida cultural e social do Brasil colônia D. João VI refugiou-se no Rio de Janeiro, após as invasões francesas, tornando esta cidade a capital do mundo português. A comitiva real de portugueses, além de incentivar um relusiitanismo da população, trouxe hábitos da vida lisboeta, tornando a Corte o centro da vida social e cultural da colônia. Desse modo, concorreu para aumentar a população de brancos nas cidades, alargando a distinção entre falares urbanos e falares rurais, cujo vocabulário sofreu maior influência dos tupinismos e africanismos. Com a permanência da Família Real no Rio de Janeiro durante 13 anos, aos cariocas somaram-se portugueses e que vieram com a Corte, cuja pronúncia, certamente, serviu de modelo culto. Talvez seja essa origem da pronúncia carioca até hoje considerada como padrão para o português do Brasil. O padrão lusitano era tido como ideal linguístico, como na língua oral e literária, porém, considerando-se que a colonização teve início em 1532, já havia grande número de brasileiros natos e, a proporção que se formava o caráter nacional, cresciam neles ideais de independência. Após um ano do regresso de D. João VI a Portugal, o Brasil tornou-se politicamente independente (1822).

27 27 Com a independência política surgiram profundas consequências linguísticas. Cresceu, no Brasil, uma lusofobia, que valorizava tudo distinto da metrópole, principalmente as raízes indígenas. Com o movimento literário do Romantismo, o indigenismo tornou-se verdadeira obsessão nacional. A questão da língua brasileira, que reivindicava para o Brasil uma língua própria, independente da portuguesa ficou mais forte com o passar do tempo. Escritores e linguistas, nacionalistas exaltados, tentavam por todos os meios a nacionalização da língua falada no Brasil. A esse respeito, diz Lima Sobrinho ( 1977, p. 131): Esse é o segredo do idioma. Tem suas leis próprias, que podem ser influenciadas pelo poder politico, mas não se confundem com o poder politico. Uma gramática estabelecida por decreto e que, se não ajustasse aos costumes, seria tão precária como se fosse anônima; ao contrario, uma gramatica ajustada às realidades e fortemente apoiada nos fatos políticos teria força de lei independentemente de decretos. Um século depois da independência, o movimento literário do Modernismo (1922) ressuscitou a questão da língua brasileira, mas de um ponto de vista menos passional, mais focado à oralidade da língua, embora nacionalista, mais calcado na diferença entre a língua escrita e a falada. Em consequência dos postulados modernista, tais como a recusa do tradicional, dos preconceitos e também das vanguardas europeias, o movimento, no Brasil, voltou-se para o nacionalismo antropofágico. Não se cogitou, contudo, de reviver a questão da língua brasileira, pois, afinal escritores e linguistas de há muito concordavam com a opinião isenta de Leite Vasconcelos (1970,p.132): a língua nacional do Brasil é o português, que, transportado para o meio deferente daquele de sua origem, sofreu muitas modificações. Foi, porém, a partir do Modernismo que o Brasil alcançou sua dependência linguística e cultural.

28 28 O percurso evolutivo da língua portuguesa em Portugal foi muito variado daquele que correu no Brasil. No português de Portugal há inúmeros dialetos, assim como no português do Brasil existem, também, os dialetos ou falares regionais.é fato que as divisões dialetais no Brasil ocorrem mais no plano vertical que no horizontal como diz Teyssier ( 1982,p.79): A realidade, porém, é que as divisões dialetais no Brasil são menos geográficas que sociocultural. As diferenças na maneira de falar são maiores num determinado lugar, entre um homem culto e um vizinho analfabeto, que entre os dois brasileiros do mesmo nível cultural originários de duas regiões distantes uma da outro. De modo óbvio, tanto em Portugal como no Brasil há varias subnormas, geográfica, social, profissionais, consoantes as influencias internas e externas que atuaram em cada país, dando origem as vários tipos de linguagens: linguagens regionais, linguagem literária culta, coloquial, linguagens profissionais de nível culto, de nível popular. 2.3 Variações linguísticas da língua portuguesa A língua portuguesa, como qualquer outra apresenta variações linguísticas, ou seja, não é totalmente uniforme, cada indivíduo carrega seu vocabulário pessoal e com ele suas vivências, o meio onde cresceu, seu grau de escolaridade e tudo aquilo que influência em linguagem. A língua portuguesa, como qualquer outra apresenta variações linguísticas, ou seja, não é totalmente uniforme, cada indivíduo carrega seu vocabulário pessoal, e com ele suas vivências, seu meio onde cresceu, seu grau de escolaridade e tudo aquilo que influência em linguagem.

29 29 A diversidade linguística, portanto, provém não apenas da mudança de um agrupamento geográfico para outro ou de um indivíduo para outro (variante sociocultural), mas também do comportamento linguístico de um mesmo indivíduo. Este não utiliza a mesma variante em todas as suas atividades linguísticas: no meio miliar utilizará uma variante diversa daquela de que se vale no meio social; no exercício de sua atividade profissional manifestar-se-á de modo diferente daquele utiliizado numa roda de bar. Varia ainda o registro lingüístico se ele estiver numa situação formal, como numa conferência, ou numa conversa afetiva. Com um superior, a variante será mais formal, com um subordinado será menos formal, ou informal. Esta variante recebe o nome de idioleto. As variantes contextuais dependem das circunstâncias em que ocorre a comunicação. Um mesmo falante pode valer-se de diversas variantes linguísticas, dependendo da situação. As variações quanto ao uso da linguagem pelo mesmo falante, determinadas pela diversidade lê situação, recebem o nome de registro, ou níveis de fala. Pode-se dizer que todo ato de falta tem um estilo próprio. Para Carvalho (1967, v. l, p. 302): Tais variações observadas de momento para momento na atividade linguística de um único sujeito devem interpretar-se como o resultado da adequação que o mesmo realiza das formas que constituem o inventário da sua técnica de falar às finalidades específicas, isto é, à satisfação das necessidades cognitivas e manifestativas próprias de cada um dos seus atos verbais, das necessidades que momentaneamente os condicionam ou determinam. Os níveis da linguagem do ponto de vista sociolinguístico são: nível culto, nível comum e popular. Podemos dizer que o nível culto é a utilização da línguapadrão, é utilizada em situações formais e os falantes, em sua maioria, são altamente escolarizados. É a linguagem usada pela literatura e modalidades variadas da língua escrita. Já o nível popular apresenta outras características como: subpadrão linguístico, ausência de prestígio, uso em situações informais, falantes pouco ou não escolarizados simplificação sintática, vocabulário restrito, uso de gírias e linguagem obscena, desta forma, a linguagem distancia-se da

30 30 gramática. Entre essas duas categorias, culto e popular, á também o nível comum, uma variante de linguagem empregada por falantes medianamente escolarizados e pelos meios de comunicação de massa. Tais variações observadas de momento para momento na atividade linguística de um único sujeito devem interpretar-se como o resultado da adequação que o mesmo realiza das formas que constituem o inventário da sua técnica de falar às finalidades específicas, isto é, à satisfação das necessidades cognitivas e manifestativas próprias de cada um dos seus atos verbais, das necessidades que momentaneamente os condicionam ou determinam. Os níveis da linguagem do ponto de vista sociolinguístico são: nível culto, nível comum e popular. Podemos dizer que o nível culto é a utilização da línguapadrão, é utilizada em situações formais e os falantes, em sua maioria, são altamente escolarizados. É a linguagem usada pela literatura e modalidades variadas da língua escrita. Já o nível popular apresenta outras características como: subpadrão linguístico, ausência de prestígio, uso em situações informais, falantes pouco ou não escolarizados simplificação sintática, vocabulário restrito, uso de gírias e linguagem obscena, desta forma, a linguagem distancia-se da gramática. Entre essas duas categorias, culto e popular, á também o nível comum, uma variante de linguagem empregada por falantes medianamente escolarizados e pelos meios de comunicação de massa. A língua não é usada de modo homogêneo por todos os seus falantes. O uso de uma língua varia de época para época de região para região, de classe social para classe social, e assim por diante. Nem individualmente podemos afirmar que o uso seja uniforme. Dependendo da situação, uma mesma pessoa pode usar diferentes variedades de uma só forma da língua. Ao trabalhar com conceito de variação linguística, devemos demonstrar:

31 31 que a mesma não se apresenta de maneira uniforme em todo o território brasileiro: " Nenhuma língua permanece- a mesma em todo o seu domínio e, ainda num só local, apresenta um semnúmero de diferenciações...) Mas essas variedades de ordem geográfica, de ordem social e até individual pois cada um procura utilizar o sistema idiomático da forma que melhor lhe exprime o gosto e o pensamento, não prejudicam a unidade superior da. língua, nem a consciência que. temos-que a falam diversamente de se servirem de um mesmo instrumento de comunicação, de manifestação e de emoção." (Celso Cunha, em uma política do idioma) que a variação linguística manifesta-se em todos os níveis de funcionamento da linguagem; que a variação da língua se dá em função do emissor e em função do receptor; que diversos fatores, como região, faixa etária, classe social, tempo, profissão, são responsáveis pela variação da língua; que não há hierarquia entre os usos variados da língua, assim como não há uso linguisticamente melhor que outro. Em uma mesma comunidade linguística, portanto, coexistem usos diferentes, não existindo um padrão de linguagem que possa ser considerado superior. O que determina a escolha de tal ou tal variedade é a situação concreta de comunicação; que a possibilidade de variação da língua expressa a variedade cultural existente em qualquer grupo. Basta observar, por exemplo, no Brasil, que. dependendo do tipo de colonização a que uma determinada região foi exposta, os reflexos dessa colonização ai estarão presentes de maneira indiscutível.

32 2.4 Níveis de variação linguística 32 É importante observar que o processo de variação ocorre em todos os níveis de funcionamento da linguagem, sendo mais perceptível na pronúncia e no vocabulário. Esse fenômeno da variação se torna mais "complexo porque os níveis não se apresentam de maneira estanque, eles se superpõem. Nível fonológico - por exemplo, o l final de sílaba é pronunciado como consoante pelos gaúchos, enquanto em quase todo o restante do Brasil é vocalizado, ou seja, pronunciado como um u: o r caipira: o s chiado do carioca. Nível morfossintático - muitas vezes, por analogia, por exemplo, algumas pessoas conjugam verbos rregulares como se fossem regulares: "manteu" em vez de "manteve", "ansio" em vez de "anseio": certos segmentos sociais não realizam a concordância entre sujeito e verbo, e isto ocorre com mais freqüência se o sujeito está posposto ao verbo. Há ainda variedade em termos de regência: "eu lhe vi" ao invés de "eu o vi". Nível vocabular - algumas palavras são empregadas em um sentido específico de acordo com a localidade. Exemplos: em Portugal diz-se "miúdo", ao passo que no Brasil usa-se " moleque", "garoto", "menino", "guri": as gírias são, tipicamente, um processo de variação vocabular. Existem dois tipos de variedades linguísticas: os dialetos (variedades que ocorrem em função das pessoas que utilizam a língua, ou seja. os emissores): os registros ( variedades que ocorrem em função do uso que se faz da língua, as quais dependem do receptor, da mensagem e da situação). Cada pessoa traz em si uma série de características que traduzem no seu modo de se expressar: região onde nasceu, o meio social em que foi criada e/ou em que vive, a profissão que exerce, a sua faixa etária, o seu nível de escolaridade.

33 33 Os exemplos a seguir ilustram esses diferentes tipos de variação: a região onde nasceu (variação regional) - aipim, mandioca, macaxeira (para designar a mesma raiz); tu e você (alternância do pronome de tratamento e da forma verbal que 6 acompanha); vogais pretônicas abertas em algumas regiões do Nordeste; o s chiado carioca e o s sibilado mineiro; o meio social em que foi criada e/ou em que vive: o nível de escolaridade (no caso brasileiro, essas variações estão normalmente inter-relacionadas (variação social) : substituição do l por r (crube, pranta, prástico): eliminação do d no gerúndio ( correndo/correno): troca do a pelo o (saltar do ônibus/soltar do ônibus): a profissão que exerce (variação profissional): linguagem médica (ter um infarto /fazer um infarto); jargão policial ( elemento /pessoa: viatura /camburão) a faixa etária (variação etária): irado, sinistro (termos usados pelos jovens para elogiar, com conotação positiva, e pelos mais velhos, com conotação negativa) o momento histórico (variação de caráter histórico): surgimento de novos vocábulos (na área de informática, por exemplo, surgem novos termos, adaptados do inglês, em geral, para designar novos conceitos: resetar por reiniciar, deletar por apagar). Pelos exemplos apresentados, podemos concluir que há dialetos de dimensão territorial, social/profissional, de idade, de sexo, histórica. Nem todos os autores apresentam a mesma divisão para estas variedades, sobretudo porque elas se superpõem, e seus limites não são bem definidos. 2.5 Variação de caráter regional Nesta dimensão incluem-se as diferenças linguísticas observadas entre pessoas de regiões distintas, onde se fala a mesma língua. Exemplos claros desta variação são as diferenças encontradas entre os diversos países He língua portuguesa (Brasil. Portugal. Angola, por exemplo) ou entre regiões do Brasil

34 34 (região sul, com os falares gaúcho, catarinense, por exemplo, e região nordeste, rom os falares baiano, pernambucano, etc.). 2.6 Variação de caráter social / profissional O indivíduo a partir do seu meio de convivência, seja no trabalho ou em família, traz consigo seu vocabulário interno, desta forma são elaborados dialetos. Destes também são ditos os conhecidos jargões profissionais nos quais cada um apresenta uma forma de comunicação diferenciada. Podemos dizer que é assim que a sociedade se organiza e se protege em relação a outros dialetos desenvolvidos. Cada classe social ou trabalhadora elabora linguagens específicas e através destas ocupam seu lugar na variação linguística da língua portuguesa. 2.7 Variação de caráter etário Essas diferenças correspondem ao uso da língua por pessoas de diferentes faixas etárias fazendo com que por exemplo, uma criança apresente uma linguagem diferente da de um jovem ou de um adulto. Ao longo da vida. as pessoas alternando diferentes modos de falar conforme passam de uma faixa etária a outra. Os textos a seguir podem ser utilizados para um trabalho sobre variação etária. O texto da entrevista do surfista apresenta um vocabulário bem próprio de um grupo etário e social. Já o texto Antigamente, de Drummond. apresenta um vocabulário característico de outra faixa etária, de um outro momento cultural e social. Entrevista com vencedor de concurso de surf REPÓRTER- Qual foi a bateria que você mais surfou até hoje?

35 35 SURFISTA Foi no Cristal Grafiti. A onda veio abrindo inteira, dropei no critico, fiz o bottom tum de backside, subi e dei um rasgadão. Aí deixei cair lá embaixo, subi novamente, dei outra rasgada e, quando ela engordou, adiantei, dei um cutback bem agachado e bati na espuma. Veio a junção e mandei uma esbagaçada, depois foi aquela marolagem, enganação. ANTIGAMENTE, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo não sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio. E se levavam tábua, o remédio era tirar o cavalo da chuva e ir pregar em outra freguesia. (...) ANTIGAMENTE, certos tipos faziam negócios e ficavam a ver navios; outros eram pegados com a boca na botija, contavam tudo tintim por tintim e iam comer o pão que o diabo amassou, lá onde Judas perdeu as botas. Uns raros amarravam cachorro com linguiça. E alguns ouviam cantar o galo, mas não sabiam onde. (...) ANTIGAMENTE, os pirralhos dobravam a língua diante dos pais, e se um se esquecia de arear os dentes antes de cair nos braços de Morfeu, era capaz de entrar no couro. Não devia também se esquecer de lavar os pés, sem tugir nem mugir. Nada de bater na cacunda do padrinho, nem de debicar os mais velhos, pois levava tunda.(...) (revista HARDCORE. setembro de 1991) Antigamente ( Carlos Drummond de Andrade) 2.8 Variação de caráter histórico - mudança Nesta dimensão, os dialetos representam as diversas fases por que passa uma língua no seu desenvolvimento. Uma língua, ao ser transmitido de geração a geração, sofre mudanças neste percurso, e, para conhecer historia de uma dada língua, é preciso percorrer o seu caminho. No caso do português, partimos do latim vulgar até chegar aos nossos dias. Durante a sua trajetória, uma língua não decai, ela muda, ganhando e perdendo termos, expressões. O que deixa de ser

36 36 usado passa a ser designado de arcaísmo: o que é introduzido na língua e chamado de neologismo Comparando um texto do português arcaico com um outro do português moderno, muitas diferenças podem ser percebidas. Para se fazer entender, qualquer pessoa precisa estar em sintonia com o seu interlocutor e isto é facilmente observável na maneira como nos dirigimos, por exemplo, a uma criança a um colega de trabalho, a uma autoridade. Escolhemos palavras, modos de dizer, para cada uma dessas situações. Tentar adaptar a própria linguagem à do interlocutor já é realizar um ato de comunicação. Pode-se dizer que o nível da linguagem deve se adaptar à situação.

37 37 CAPÍTULO III A IMPORTÂNCIA DA NORMA PADRÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA INSERIDA NO AVANÇO DA TECNOLOGIA. 3.1 A Língua portuguesa e a fugacidade do tempo A Língua Portuguesa nos permite utilizar variações para nos comunicarmos, expressar alguma ideia, escrever um texto, redigir um telegrama. Todas as formas que a mesma é utilizada apresentam um vasto vocabulário e até mesmo neologismos criados pelos seus falantes. Nossa língua é viva, muda de acordo com a idade, com o nível de escolarização, com a história do país, com a região geográfica, como foi apresentado no capítulo anterior. Nosso idioma, e em qualquer outro, não é somente preso à gramática normativa, ou seja, a norma padrão da língua. Seria muito complicado e difícil os falantes de uma língua usar a todo momento a norma padrão. Mesmo com sua complexidade não transmite inúmeras variações como a gramática pessoal, aquela que expressa exatamente o que o falante quer dizer muitas vezes não respeitando a normas da língua, pois é inserida nessa gramática a história de vida e do emissor de tal mensagem. A língua portuguesa é de suma importância em todos os meios de comunicação, onde é utilizada de formas variadas para atingir seus receptores e transmitir com eficácia a mensagem. Vejamos abaixo os três princípios essenciais que segundo o Prof. David Norton da Harvard Business School são importantes a uma boa comunicação, pois 95% dos funcionários têm dificuldade de absorver planos inovadores da diretoria da empresa. Isso, em geral, resulta da falha na comunicação corporativa.

38 38 Primeiro: Seja Objetivo. Fale somente o que realmente importa na mensagem. Segundo: Seja Claro. A falta de clareza compromete os resultados. Terceiro: Seja Preciso. Compare, cite prazos exatos, defina as metas categoricamente. Diferentemente do que se imagina, comunicar-se de forma eficaz não significa ter um vocabulário invejável, dizer palavras bonitas e possuir uma voz de locutor de rádio. Ter uma comunicação eficaz e elogiável nada mais é do que ser entendido perfeitamente. Lembrar-se de que comunicação não é o que se diz e sim o que o interlocutor entende. Devemos observar também que a comunicação não é avaliada apenas pelo que falamos ou ouvimos, mas pela forma com que nos expressamos e gesticulamos, ou seja, por nosso comportamento e atitude. Irei sugerir algumas dicas para que você tenha oportunidade de melhorar sua comunicação em reuniões, apresentações e até mesmo em conversas informais junto aos amigos.. Situações a serem EVITADAS: Ter habilidade para ouvir e interpretar.

39 39 Saber distinguir o momento oportuno para enviar a mensagem. Desenvolver a percepção e identificar se está ou não agradando e o que mais chamou a atenção durante o processo de comunicação. Reforçar as palavras de ação. Desenvolver a autoanálise constantemente. Criar um clima de receptividade e confiança. Administrar o conflito interpessoal. Ter habilidade para dar e receber feed backs. Manter-se atualizado. Utilizar-se do Feed back. Usar a empatia compreendendo o ponto de vista do interlocutor. Enfim, para se comunicar de forma eficaz é preciso saber ouvir, analisar, interpretar e agir. Deve-se possuir um perfeito planejamento do que se deseja transmitir, quais atitudes serão tomadas em caso de imprevistos e como conseguir fazer com que as pessoas envolvidas, não apenas entendam a mensagem, mas também a transmitam com o mesmo conteúdo originalmente elaborado. A comunicação vem sofrendo modificações e consequentemente o uso de nossa língua que adaptada a fugacidade se retransforma para acompanhar a linguagem rápida. Linguagem esta que muitas vezes está bem distante na norma padrão e acaba não funcionando de forma satisfatória. Ocorrendo ruído em comunicações e trazendo, muitas vezes, desentendimentos pelo mau uso da língua portuguesa. Podemos observar o acontecimento em mensagens de celular que também é utilizado pelo avanço da tecnologia e possibilita nos a uma comunicação verbal através de SMS. Vejamos abaixo:

40 40 No ano de 1876, quando Granam Bell patenteou o telefone, teve início um hábito que cresceu exponencialmente entre os terráqueos. Durante muitos anos, falar ao telefone se tornou uma mania mundial, além de ser a forma mais prática, útil e rápida de se comunicar. Mas, com a popularização das mensagens de texto via celular (SMS), s convencionais, Direct Messages no Twitter, correio eletrônico pelo Facebook, mensagens instantâneas (via Gtalk, MSN, AIM, ICQ e outros), o comportamento está mudando, o que pode levar à morte das conversas telefônicas, sejam elas por aparelhos fixos ou móveis. De acordo com a consultoria Nielsen Media, mesmo no universo dos celulares, os gastos dos usuários com chamadas por voz têm despencado, ao passo que o dispêndio com mensagens de texto vem subindo. Nos Estados Unidos, por exemplo, espera-se que o valor dessas formas de contato não vocais ultrapasse o das ligações de voz nos próximos três anos. Vários são os casos de pessoas que adoravam telefonar, mas que mudaram para o oposto, chegando até a reações estremas. Fabiana Carvalho, de 30 anos, contadora, residente em Varginha (MG), é um exemplo. Quando mais jovem, eu exagerava no telefone. Meus pais tinham que me controlar. Mas depois da internet, por algum motivo, peguei quase um pavor de telefone fixo conta. Hoje tenho problemas até para pedir pizza. Faço a ligação e passo o telefone para quem estiver por perto para falar por mim. E fico ditando meu pedido. Minha família me diz que estou com

41 41 "telefonofobia". Até concordo. Já me escondi ao ouvir o toque do fixo, deixando que outra pessoa atendesse o chamado e me procurasse pela casa. E quando ouvi o "ela não está", senti o maior prazer e fiquei aliviada. Outros que também já falaram muito ao telefone hoje não mais o fazem. Não converso mais por telefone. Apenas rapidamente para marcar algum encontro presencial com minha equipe de trabalho, a maioria pelo Skype, mesmo que meu interlocutor esteja no mesmo bairro que eu diz Antônio Kleber Araújo, 59 anos, gestor de conhecimento que vive entre o Rio e seu "tecnoparaíso rural" em Glicério, na serra de Friburgo. E quando sou obrigado a falar ao celular, utilizo sempre um fone de ouvido. AKA, como é conhecido, não hesita quando recebe chamadas de voz provenientes de números ocultos, aqueles de empresas ou aparelhos que não identificam a pessoa: Atendo e identifico. Se não interessar, desligo no ato. A recíproca de tratamento é sempre verdadeira. Fernanda Costalonga, 37 anos, jornalista carioca, também se sente incomodada, com sua privacidade invadida, por telefonemas em celular. Nessa coisa de celular, o que mais me incomoda é que virou obrigação estar 24 horas por dia conectada ao

42 42 mundo. Outro dia, alguém ligou para meu celular insistentemente por cerca de duas horas. Não me encontrou e me mandou um . Como não obteve resposta imediata, não hesitou em enviar uma segunda mensagem me' acusando de estar me recusando a atendê-la, entre vários impropérios. Duas horas! E eu estava no meu trabalho, onde nem sempre o celular tem sinal e, portanto, não posso checar caixa de ou voz. Essa necessidade imediata de contato me irrita. Tenho saudades do mundo em que a gente mandava carta e deixava recado com o vizinho para as pessoas que não tinham telefone fixo em casa. Quanto à velha regra de etiqueta de jamais ligar para alguém depois das 22h, os avessos a telefonemas têm verdadeiros chiliques quando recebem chamados tarde da noite. Fico louca da vida. Altas horas, eu deitada vendo meu filme na TV e o telefone toca? Não atendo e ainda xingo a mãe do infeliz que perdeu a noção. Bem, a não ser que seja uma ligação que eu esteja esperando desabafa Gisele Petry, 39 anos, assessora de condomínios, de Porto Alegre. Gustavo Guimarães, gerente de operações morando no R», é daqueles que acham ligação via voz bastante inconveniente. A gente tem que parar para atender quando a pessoa do outro lado acha mais adequado justificase. Minha conta de telefone indica que eu uso muito mais

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