ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL SECRETARIA DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE AÇÕES EM SAÚDE SEÇÃO DE SAÚDE BUCAL

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1 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL SECRETARIA DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE AÇÕES EM SAÚDE SEÇÃO DE SAÚDE BUCAL MANUAL PARA SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE BUCAL DO SUS PORTO ALEGRE Julho 2007

2 1- APRESENTAÇÃO Este Manual tem por objetivo subsidiar os trabalhadores do Sistema Único de Saúde na operacionalização da estrutura e funcionamento dos sistemas de informação da saúde bucal. Os sistemas de informações são fundamentais uma vez que eles são a base para todos os processos de monitoramento e avaliação dos municípios na atenção à saúde. 2 - INTRODUÇÃO O grande desafio do Sistema Único de Saúde SUS - é transformar a infinidade de dados em informações, e essas, em conhecimento da realidade sanitária do país, para que as necessidades da população sejam de fato priorizadas e atendidas pelo setor público. Os Sistemas de Informação em Saúde são unidades de produção, análise e disseminação de dados, constituindo-se em importante componente do Sistema de Saúde. Têm o propósito de subsidiar a elaboração e avaliação de políticas, de planos e programas de saúde, na medida em que possibilitam o acompanhamento da situação de saúde da população, através de indicadores. Sendo assim possível identificar situações de saúde/doença nas populações, a magnitude dos problemas de saúde, os possíveis fatores de risco e a detecção de epidemias. O conhecimento desta realidade permite uma avaliação qualitativa da eficácia das intervenções e dos impactos das práticas sanitárias. Com o objetivo de esclarecer as dúvidas quanto ao preenchimento de formulários, consolidação das informações, alimentação dos dados coletados e pesquisa das informações no SIA, a Seção de Saúde Bucal elaborou este manual que servirá de roteiro para a melhor utilização das informações em odontologia no SUS. 3- SISTEMAS DE INFORMAÇÔES NA ATENÇÂO BÀSICA Os únicos sistemas nacionais que registram os procedimentos realizados pelas equipes de saúde bucal são os Sistema de Informação Ambulatorial (SIA) e o Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB), este ainda em processo de construção no que se refere às ações odontológicas SISTEMA DE INFORMAÇÃO AMBULATORIAL DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE SIA/SUS O SIA-SUS foi implantado em 1991 com a lógica predominante de remuneração por procedimento realizado na assistência ambulatorial, sendo esta a unidade de registro no sistema. A partir de 1998, com a implantação de Piso da Atenção Básica (PAB), criado para garantir o custeio de ações básicas em saúde,

3 foi extinto o critério de repasse com base no número de procedimentos. Desde então, o SIA vem sendo utilizado como forma de acompanhamento e avaliação da produção de serviços de Atenção Básica e do impacto da utilização destes recursos que são monitorados através do estabelecimento de metas pactuadas anualmente entre as três esferas de governo, constituindo o Pacto da Atenção Básica. A utilização do sistema de informação ambulatorial (SIA/SUS) foi proposta também para a análise quantitativa da descentralização das ações de saúde. Dessa forma, a consulta ao SIA/SUS permite um acompanhamento da produção ambulatorial odontológica, assim como a busca de dados para efetuar o cálculo dos indicadores quantitativos odontológicos que auxiliam na avaliação da organização da saúde bucal nos municípios. As informações em saúde seguem um fluxo longo nas diversas instâncias de gestão, desde o seu registro na ponta do sistema de saúde(dado primário) até a sua disponibilização para consulta pública no site do Ministério da Saúde SISTEMA DE INFORMAÇÃO DA ATENÇÃO BÁSICA O SIAB foi criado em 1998, a partir da ampliação do Sistema de Informações do Programa de Agentes Comunitários (SIPACS). Consolida a produção de serviços por procedimento realizado pela Equipe de Saúde da Família (ESF). Este sistema não encontra-se ainda informatizado para Odontologia. 4 - TABELA DE PROCEDIMENTOS DO SIA/SUS Essa tabela é constituída por procedimentos de atenção básica, de média complexidade e de alta complexidade. Por sua vez, os procedimentos são distribuídos por grupos, subgrupo e nível de organização. A tabela de procedimentos do SIA lista um código específico para cada procedimento e descreve seus atributos: valor do procedimento, nível de hierarquia, atividade profissional, serviço/classificação, tipo de prestador, tipo de atendimento, grupo de atendimento, faixa etária, CID 10, complexidade e financiamento. A tabela de procedimentos ambulatoriais encontra-se disponível no site no Departamento de Assistência Hospitalar e Ambulatorial DAHA em relatórios do SIA/SUS.

4 5 - FLUXOGRAMA DAS INFORMAÇÕES EM ODONTOLOGIA NA ATENÇÃO BÁSICA EXECUÇÃO REGISTRO PRONTUÁRIO DO PACIENTE FAA Documento legal de preenchimento obrigatório do histórico do usuário BPA CONSOLIDADO MUNICIPAL no Sistema SIA/SUS CRS SECRETARIA ESTADUAL DA SAÚDE MINISTÉRIO DA SAÚDE Nível Municipal Nível Estadual DISPONIBILIZAÇÃO DOS DADOS NA INTERNET Nível Federal

5 6 REGISTRO DOS ATENDIMENTOS A equipe de saúde que atua na Unidade Básica de Saúde no âmbito do SUS deve preencher e registrar os procedimentos realizados na Ficha de Atendimento Ambulatorial (FAA). Ao final de cada mês, os procedimentos registrados em todas as FAA do Serviço devem ser consolidados no BPA (Boletim de Produção Ambulatorial), para posterior importação no sistema SIA/SUS. Ressalta-se que, segundo o Código de Ética Odontológica em seu capítulo III, artigo 5º, inciso VIII, é responsabilidade do Cirurgião-dentista preencher obrigatoriamente também o prontuário individual do paciente Primeira Consulta Odontológica A Portaria SAS nº 95 de 14/02/2006, do Ministério da Saúde, define que a primeira consulta odontológica programática (código ) é aquela em que o exame clínico odontológico do paciente é realizado com finalidade de diagnóstico e, necessariamente, elaboração de um plano preventivo-terapêutico (PPT), no âmbito de um programa de saúde. Seu registro deve ser anual, ou seja, a primeira consulta realizada no ano pelo usuário no SUS e não a primeira consulta que determinado profissional realiza com este paciente. Portanto, é indicado que ao receber inicialmente o usuário para consulta, o cirurgião-dentista pergunte ao mesmo se é a primeira vez que utiliza a odontologia do SUS no decorrer do ano Procedimentos Coletivos Existem diferentes interpretações entre os profissionais da área para o correto registro dos procedimentos coletivos no SIA/SUS. Segundo a Portaria SAS nº 95/2006 do Ministério da Saúde, estes procedimentos devem ser registrados mensalmente conforme a quantidade de pessoas acompanhadas e não pela quantidade de procedimentos realizados por grupos. Esta informação é muito importante para a realização do cálculo dos indicadores de saúde bucal.

6 Exemplo: CD realiza ação coletiva de aplicação tópica de flúor-gel (código ) uma vez por semana durante um mês, em 60 escolares. Porém, o profissional as acompanha sem realizar procedimentos por outros dois meses e volta a realizar no 4 mês subseqüente. Como deve ser o registro correto? CERTO: 1 mês - 60 ERRADO: 1 mês 180 ERRADO: 1 mês mês mês 0 2 mês mês mês 0 3 mês 0 4 mês mês mês - 60 A forma correta de alimentar o Sistema é repetindo nos meses seguintes o mesmo número de escolares ainda que a ação não tenha sido realizada. Isto significa que nestes meses os escolares ainda estão cobertos pelo procedimento do primeiro mês. A periodicidade dos procedimentos coletivos varia de acordo com as realidades locais. 7 - FICHA DE ATENDIMENTO AMBULATORIAL FAA Nesta ficha, devem ser preenchidos os dados básicos da produtividade ambulatorial, em campos contendo informações como: a) Unidade prestadora da assistência; b) Identificação do usuário; c) Descrição do atendimento, código da atividade profissional, código dos procedimentos do SIA/SUS, data, hora, tipo e grupo do atendimento, além do motivo, descrição e diagnóstico/cid deste. Na FAA, também são registrados a assinatura do usuário, do profissional e o carimbo deste. Obs. no caso de procedimentos coletivos realizado em escolares, a professora relaciona o nome das crianças e assina, assim como o cirurgiãodentista responsável pela ação.

7 8 - BOLETIM DE PRODUÇÃO AMBULATORIAL BPA a) FINALIDADE: Boletim de Produção Ambulatorial BPA é o formulário que destina-se ao registro dos procedimentos realizados pelos estabelecimentos de saúde e seus respectivos quantitativos, bem como o código da classificação brasileira de ocupação (CBO) do profissional que realizou o procedimento e o tipo de atendimento realizado. Desse modo, possibilita aos serviços credenciados pelo SUS, fornecer de modo agregado, o volume de serviços realizados nesses estabelecimentos, por mês de competência. Possibilitar a UBS fornecer de modo agregado, a quantidade de serviços realizados por competência. b) SUBDIVISÃO DO BPA Dados Operacionais; Serviços Realizados; Formalização. c) NÚMERO DE VIAS E DESTINO DO BPA O BPA será preenchido em 02 (duas) vias destinadas a: o 1ª via: órgão responsável pelo processamento; o 2ª via: arquivo da UBS. O BPA Magnético deve ser encaminhado à Secretaria de Saúde Municipal pelo prestador, acompanhado do "Relatório de Controle de Remessa" gerado pelo subsistema de BPA Magnético. d) ORIENTAÇÕES DE PREENCHIMENTO DOS CAMPOS DO BPA IMPRESSO DADOS OPERACIONAIS: Campo: NOME DA UNIDADE: campo alfabético de identificação da unidade pelo nome fantasia. Preencher com o nome fantasia da Unidade. Campo: UF: campo numérico de preenchimento obrigatório - código de identificação da unidade federada, de acordo com o IBGE. Campo: UNIDADE: campo numérico de ( segurança ) - código de identificação da unidade estabelecido na ocasião do cadastramento. Campo: MÊS/ANO: campo numérico de preenchimento obrigatório - indicação do mês e ano da competência em que foi realizado o procedimento. Preencher com os dois algarismos indicadores do mês de competência e os quatro algarismos do ano corrente.

8 Campo: FOLHA: campo numérico de (segurança) - preencher com o número seqüencial dos BPA emitidos no mês. NOTA: Para o preenchimento correto dos campos (nome da unidade e unidade) é importante consultar sua Ficha de Cadastro Ambulatorial- FCA e o Relatório de Situação cadastral da Unidade. SERVIÇOS REALIZADOS: Campo: SEQÜÊNCIA: campo pré - impresso, correspondendo até 20 registros por folha de BPA. Campo: PROCEDIMENTO: campo numérico, de preenchimento obrigatório - código de identificação do procedimento de acordo com a "Tabela Descritiva de Procedimentos do SIA/SUS", incluindo o dígito verificador. Campo: ATIVIDADE PROFISSIONAL: campo numérico, de preenchimento obrigatório. Registrar o código da Atividade Profissional de quem realizou o procedimento, conforme a tabela de procedimentos do SIA/SUS. Campo: TIPO DE ATENDIMENTO: campo numérico, código de identificação do tipo de atendimento. NOTA: Este campo é obrigatório quando o procedimento informado for de consultas médicas e de profissionais de nível superior independentemente de serem de atenção básica ou especializados. O não preenchimento deste campo acarretará rejeição para fins de pagamento. Campo: GRUPO DE ATENDIMENTO: campo numérico - classifica o atendimento em relação às patologias, programas e grupos específicos de atenção prioritários para o Ministério da Saúde. NOTA: No caso de registro de vacinas deverá ser preenchido o campo "Grupo" utilizando os códigos das "Faixas Etárias" e o código para gestante da "Tabela de Grupos de Atendimento". Campo:FAIXA ETÁRIA: campo numérico de preenchimento obrigatório - registrar o código da faixa etária de acordo com a "Tabela de Faixa Etária". Campo:QUANTIDADE: Campo numérico de preenchimento obrigatório, identificação do quantitativo de procedimentos realizados. Campo:TOTAL: Campo numérico, de preenchimento obrigatório. Permite lançar o somatório das quantidades de procedimentos realizados, objetivando proceder o fechamento vertical. FORMALIZAÇÃO Campo: Gestor Municipal: Carimbo, data e rubrica do Gestor Municipal, responsável pelo encaminhamento do boletim para processamento. Campo: Gestor Estadual: Carimbo, data e rubrica do Gestor Estadual, responsável pelo encaminhamento do boletim para processamento. e) CONSIDERAÇÕES GERAIS Para informação da produção, há necessidade do prestador atender algumas condições: Manter sempre seu cadastro atualizado; Apresentar a produção compatível com o cadastro; As Unidades Públicas poderão apresentar toda a produção independente do seu teto orçamentário, para fins de informação para o Banco de Dados. Em relação ao Boletim de Produção - BPA:

9 O BPA pode ser utilizado em meio magnético - BPA/Magnético ou em papel impresso. Para o preenchimento/digitação do BPA, é necessário que o prestador consulte a "Tabela Descritiva de Procedimentos do SIA/SUS" o relatório "Situação Cadastral as Unidade" e o "Registro dos Atendimentos/Exames realizados. O preenchimento do BPA em papel poderá ser manual, (a caneta azul ou preta, sem rasuras, utilizando letras de imprensa maiúsculas), datilografado ou impresso. Os dados informados pelo prestador, por meio do BPA (magnético ou impresso), são de sua responsabilidade e as incorreções acarretam rejeição de dados. 9 - INCLUSÃO NO SISTEMA SIA/SUS Esta etapa é realizada com a inclusão dos dados fornecidos pelas Unidades de Saúde (US). no sistema de informação ambulatorial através dos BPA, sendo efetuada pelo setor de digitação a nível municipal. REGISTRO (FAA) Coordenadoria Regional de Saúde BPA INCLUSÃO NO SIA/SUS 10 - CONSOLIDADO MUNICIPAL Nesta etapa, os dados do sistema de informação (SIA) são agrupados, possibilitando com que os municípios realizem um controle interno de sua produção. Este controle local é muito importante para o confronto das informações durante a pactuação dos indicadores com as Coordenadorias Regionais de Saúde (CRS). Após o agrupamento dos dados, estes são enviados para a respectiva CRS, com exceção dos municípios que já estavam em gestão plena (antes das Portarias 648, 649 e 650 de março de 2006), que os enviam diretamente ao DATASUS.

10 11 - CONSOLIDADO REGIONAL As CRS enviam o registro das informações ambulatoriais de Atenção Básica dos municípios de sua abrangência ao Departamento de Assistência Hospitalar e Ambulatorial (DAHA) da Secretaria Estadual da Saúde/RS, onde são consolidados com as demais Regionais de Saúde e após envio ao DATASUS/Rio de Janeiro para disseminação. Os dados servem de base para o cálculo dos indicadores na Atenção Básica utilizados pelo Ministério da Saúde MINISTÉRIO DA SAÚDE O Ministério da Saúde divulga os dados em Odontologia na Atenção Básica através do site DATASUS (RJ), onde é possível acessar as informações do SIA incluídas no sistema, do Brasil, estados ou municípios acessando o site seguindo este roteiro:

11 1) Selecionar o link <informações em saúde> Nesta etapa existem duas possibilidades: 1ª) Acessando os dados de produção no SIA a) Para esta ação, deve-se entrar no link <assistência à saúde>

12 b) Selecionar a produção ambulatorial desde 1994 e clicar no estado do Rio Grande do Sul

13 c) Neste momento deverão ser selecionadas algumas variáveis para o cálculo do resultado: Exemplo: Calculando o número de exodontias de dentes permanentes em Porto Alegre durante o período de abril a julho de Poderá ser selecionado na 2ª coluna a opção ano/mês, além disso o período e o Município de Porto Alegre onde serão levantados os dados.

14 Na mesma tela deverá ser selecionado, na opção <procedimentos após 10/99>, o procedimento exodontia de dentes permanente. Por último deverá ser pressionada, a opção mostra no inferior desta mesma tela para apresentação dos resultados.

15 OBS: Além desta possibilidade, existe outra forma de avaliação dos dados através dos indicadores em atenção básica, os quais já se encontram calculados. 2ª) Acessando a série histórica dos indicadores do pacto de atenção básica de 2006 a) Entrar na opção <indicadores de saúde>

16 b) Selecionar os indicadores do Pacto de Atenção Básica 2006 c) Selecionar as séries históricas prontas dos indicadores pactuados para os municípios, estados e Brasil, entrando no link <planilhas por municípios, estado e Brasil>;

17 d) Escolhendo o Estado do Rio Grande do Sul, será aberta outra tela onde poderá ser realizada a opção entre os cadernos do Estado do RS, ou a listagem dos municípios. e) Para a opção dos indicadores de um município, deve-se selecionar o município em questão;

18 Exemplo: Município Porto Alegre. de f) Aparecerá uma tela com os resultados da série histórica dos indicadores do município.

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