COMPREENSÃO DIAGNÓSTICA EM GESTALT- TERAPIA. Ênio Brito Pinto 2012

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "COMPREENSÃO DIAGNÓSTICA EM GESTALT- TERAPIA. Ênio Brito Pinto 2012"

Transcrição

1 COMPREENSÃO DIAGNÓSTICA EM GESTALT- TERAPIA Ênio Brito Pinto 2012

2 A compreensão diagnóstica aqui proposta se caracteriza pelo uso do pensamento diagnóstico processual como fundo para uma tipologia gestáltica em diálogo com o DSM-IV IV-TR.

3 A compreensão diagnóstica é um valioso instrumento terapêutico; é um diagnóstico psíquico, não apenas psicopatológico; leva em conta todo o campo; é baseada muito mais na intuição e na intersubjetividade que na semiologia; é fundamentada no olhar fenomenológico e holístico característico da abordagem gestáltica; dá suporte para a postura humanizada do gestalt-terapeuta terapeuta em sua prática clínica.

4 As linhas mestras de uma compreensão diagnóstica em Gestaltterapia: O diagnóstico em Gestalt-terapia terapia não pode ser apenas um diagnóstico do cliente: ele precisa envolver, além da intersubjetividade terapeuta-cliente: o diagnóstico da situação terapêutica, o diagnóstico da situação de vida do cliente como um todo e o diagnóstico das disposições do terapeuta ante aquele trabalho clínico.

5 As linhas mestras de uma compreensão diagnóstica em Gestalt-terapia: O diagnóstico deve levar em conta tanto os aspectos intrapsíquicos quanto os relacionais, com ênfase nos aspectos relacionais. O que mais importa para a compreensão diagnóstica é o vivido pelo cliente. O diagnóstico é um indicador de caminhos, um mapa indispensável.

6 As linhas mestras de uma compreensão diagnóstica em Gestalt-terapia: O diagnóstico não pode se esgotar no sintoma. Precisa abarcar o estilo de ser (o estilo de personalidade) do cliente. Ou seja: a compreensão do sintoma deve ser estreitamente relacionada à compreensão da personalidade do paciente. Por exemplo: uma disfunção erétil de uma pessoa de estilo egotista (narcisista) é diferente (e é vivida diferentemente) da disfunção erétil de uma pessoa de estilo confluente (dependente).

7 As linhas mestras de uma compreensão diagnóstica em Gestalt-terapia de Curta Duração: Quatro pontos fundamentais, além da intersubjetividade: a) a figura trazida pelo cliente, sua dor, o que inclui um cuidadoso olhar para o seu ponto de interrupção mais importante no ciclo do contato neste momento; b) o fundo, o estilo de personalidade que dá sustentação à queixa, ao sintoma; c) a situação terapêutica, a cada sessão; d) o campo existencial do cliente.

8 Perls: a Gestalt-terapia é uma abordagem existencial, o que significa que não nos ocupamos somente em lidar com os sintomas ou estrutura de estilo de personalidade, mas com a existência total da pessoa.

9 A saúde para a GT Critérios mais básicos: Como lida com as relações; Como lida com o tempo; Como lida com o espaço; Como lida com a corporeidade; Como lida com a consciência; Como lida com a vida afetiva.

10 A saúde para a GT Critérios mais básicos: Lembrar sempre que a subjetividade é intersubjetividade e culturalidade (cultura vivida). meu mundo é sempre assim nosso mundo, um mundo intersubjetivo, um mundo comum. Tatossian Atenção ao mundo da vida cotidiana Lebenswelt.

11 A saúde para a GT possibilidade de viver um fluxo ritmado e energizado de awareness e de formação figural através do qual possa interagir criativamente consigo e com seu meio, utilizar-se ao máximo dos recursos internos e dos recursos do ambiente para lidar criativa e apropriadamente com o mundo. (Ciornai) (Ciornai)

12 A saúde para a GT discriminar os contatos mutuamente enriquecedores e satisfatórios daqueles que são tóxicos e prejudiciais. (Ciornai) PHG: a pessoa sadia é aquela que se apossa plenamente do direito de sentir-se em casa no mundo, com a responsabilidade que é a contraparte desse direito.

13 Saúde é também: Compreender o ser humano como animobiopsicocultural (ou seja: para além do biológico); Agir efetivamente no sentido de cuidar do corpo, da mente e da alma; Agir efetivamente no sentido de cuidar do ambiente; Aceitar a vida como graça.

14 Saúde é também: assumir as precariedades típicas da condição humana como forma de escapar da soberba; não ter o corpo como ídolo; processo de criação constante do mundo e de si, o que integra também o conceito de doença: saúde e doença não representam opostos, são etapas de um mesmo processo. (Augras, 1981) aprender a lidar com as frustrações do dia-a- dia.

15 Saúde é ainda lidar com a morte e o morrer. Saúde é também uma adaptação equilibrada e habilidosa ao sofrimento, deficiência, doença, envelhecimento e morte, que atinge a vida de todos. Saúde plena é a entrega apaixonada ao jogo da vida. Entregar-se sem apego às perdas. (Eymard Mourão Vasconcelos)

16 Nas reflexões que seguem, vou dar ênfase à compreensão diagnóstica do estilo de personalidade, ou seja, o fundo do qual se sobressai a queixa trazida pelo cliente.

17 A compreensão diagnóstica: singularidades e pluralidades o diagnóstico procurará dizer em que ponto de sua existência o indivíduo se encontra e que feixes de significados ele constrói em si e no mundo. Desta maneira, cada homem será a medida de sua própria normalidade. (Augras)

18 A compreensão diagnóstica: singularidades e pluralidades Para que a compreensão diagnóstica não se torne iatrogênica,, é preciso que ele não reduza a singularidade existencial e a história do cliente a um rótulo.

19 A compreensão diagnóstica: singularidades e pluralidades É preciso que o terapeuta valorize em seu cliente a pessoa singular que ele é, de modo que o diagnóstico possa alcançar a descrição e a compreensão de cada pessoa em sua singularidade. Um terapeuta chega a uma compreensão melhor da singularidade de seu cliente se não se prende apenas ao singular que seu cliente é.

20 A compreensão diagnóstica: singularidades e pluralidades "todo homem é, sob certos aspectos, a) como todo homem; b) como certos homens; c) como nenhum outro homem". c) como nenhum outro homem". (Kluckhohn e Murray)

21 A compreensão diagnóstica: singularidades e pluralidades A identidade, no sentido de consciência da persistência da própria personalidade, se fundamenta na assemelhação e na diferenciação com as outras pessoas. Cada pessoa é uma combinação nova e única de elementos somatopsíquicos, sendo que, por sua vez cada um desses elementos não é novo e único, mas pertencente ao que há de comum entre os seres humanos.

22 A compreensão diagnóstica: singularidades e pluralidades A compreensão diagnóstica ajuda a encontrar melhor a singularidade em meio ao genérico. Destaca melhor o que é único e destaca melhor o que há de positivo, de potencial a ser desenvolvido. Compreensão diagnóstica não é massificação, antes pelo contrário. cuidado para que não se use a compreensão diagnóstica como uma cama de Procusto.

23 A compreensão diagnóstica: singularidades e pluralidades A compreensão diagnóstica é uma teoria sobre a pessoa que procura a terapia, é uma hipótese, um mapa, é um como se. A compreensão diagnóstica se fundamenta num construto Esta condição como se não deve nunca ser perdida de vista.

24 A compreensão diagnóstica: alguns aspectos Pensando em termos de psicologia fenomenológica, o importante em uma compreensão diagnóstica é a atitude que possibilite o aparecimento do fenômeno em sua originalidade. Isso implica que, no correr da situação terapêutica, o imediato não seja interpretado somente à luz de referenciais anteriores, mas à luz que busca o sentido da experiência para o cliente naquele momento.

25 A compreensão diagnóstica: alguns aspectos para isso, o terapeuta necessita estar constantemente em um movimento pendular entre deixar-se envolver existencialmente, deixando brotar sentimentos e sensações que propiciem uma compreensão intuitiva, préreflexiva dessa experiência, para, em seguida, estabelecer certo distanciamento que lhe permita uma reflexão em que procurará nomear aquela vivência de forma que se aproxime o mais possível do próprio vivido. Ou seja, o terapeuta flui do nada além que processo, do vivido na relação, para momento de reflexão sobre esse vivido. (Ciornai)

26 A compreensão diagnóstica: alguns aspectos A compreensão diagnóstica visa principalmente orientar o terapeuta sobre como se postar e como lidar com o cliente, e não tem a finalidade de enquadrar o cliente para lhe propor mudanças a partir de um esquema anterior e estreitamente delimitado sobre saúde.

27 A compreensão diagnóstica: alguns aspectos diagnosticar é detectar a configuração específica com que se articulam as partes em cada situação concreta. É um processo e o começo do vislumbre de uma possível re-configuração do campo. É vislumbrar a possibilidade de mudança. Estamos longe do diagnóstico como rotulação. (Tellegen)

28 A compreensão diagnóstica: alguns aspectos a compreensão diagnóstica é, primeiramente, um ato descritivo que organiza o que está sendo percebido no momento. Tem também um significado para além do presente, encerrando tanto um padrão como também uma predição, ainda que mínima. é uma tentativa de ampliar o quadro, de mover do que é agora observável ao que é habitual, de costume. (Melnick e Nevis)

29 A compreensão diagnóstica: alguns aspectos Ao diagnosticar, o terapeuta está procurando compreender o significado do sofrimento de seu cliente, levando em consideração sua história e seu momento existencial. Ao diagnosticar, o terapeuta tem o intuito de compreender como essa pessoa age, sente, pensa, como ela se movimenta, enfim, pelos caminhos da vida.

30 A compreensão diagnóstica: alguns aspectos Ao fazer a compreensão diagnóstica, o terapeuta busca uma relação entre o aqui-eagora do cliente e o lá-e-então de sua história, com o propósito de alcançar a compreensão da queixa do cliente, isso não quer dizer que haja aí um raciocínio baseado em alguma crença de causa e efeito direto o ser humano é complexo demais para que se possa compreendê-lo baseado numa premissa dessa ordem.

31 A compreensão diagnóstica: pensamento diagnóstico processual Como hipótese, a compreensão diagnóstica em psicoterapia nunca pode ser estática: ela é um processo derivado do que Frazão chama de pensamento diagnóstico processual. A compreensão diagnóstica tem que ser cotidianamente refeita e repensada, obrigando o terapeuta a permanecer atento a cada nova configuração que o cliente fizer em sua vida.

32 A compreensão diagnóstica: pensamento diagnóstico processual A compreensão diagnóstica nunca está pronta. Um gestalt-terapeuta, terapeuta, agindo fenomenologicamente, não está impedido de fazer uma compreensão diagnóstica de seu cliente (antes pelo contrário), mas está definitivamente proibido de fechar esse diagnóstico. A situação clínica sempre impera sobre o diagnóstico.

33 funções da compreensão diagnóstica Melnick e Nevis: 1. é uma bússola que ajuda a organizar a informação e prover uma direção de navegação através dos dados coletados. 2. o processo de diagnosticar possibilita ao terapeuta um controle da sua própria ansiedade, o que, por sua vez, lhe possibilita esperar com mais calma, sem precipitação, que a figura emerja a cada situação clínica.

34 funções da compreensão diagnóstica 3) possibilita ao terapeuta fazer predições sem ter que esperar que os dados emerjam da experiência imediata. 4) o terapeuta precisa estar fundamentado em uma ampla perspectiva que inclui o futuro e, particularmente, o passado do cliente, embora a exploração que faz do passado do cliente seja fenomenológica, uma tentativa de compreensão sem presumir que o passado causa o presente.

35 Yontef: funções da compreensão diagnóstica não podemos evitar diagnosticar. A nossa opção é: fazê-lo de maneira superficial ou não deliberada, ou, ao contrário, de maneira bem-ponderada e com awareness completa. Se a compreensão diagnóstica é feita sem awareness, aumenta o risco de se impor ao cliente uma crença ou um sistema de valores, o que seria antiterapêutico.

36 A compreensão diagnóstica: como fazer? Há um campo comum para a formulação diagnóstica em Gestalt-terapia, o qual inclui, dentre outros aspectos, a) a concepção da compreensão diagnóstica como uma produção humana na relação intencional com o outro ; b) a colocação da compreensão diagnóstica junto da psicoterapia, não como algo alheio a ela ou separado dela; c) o conceito de compreensão diagnóstica como uma ação processual realizada ao longo do processo terapêutico. (Pimentel)

37 A compreensão diagnóstica: como fazer? As proposições fenomenológicas do psicodiagnóstico: na valorização e apreensão do fenômeno tal como ele acontece, no estabelecimento do diálogo, na valorização do saber do cliente, na suspensão do julgamento clínico, na busca da compreensão possível da totalidade do cliente como ser humano inserto em um contexto socioeconômico-histórico-cultural. (Pimentel)

38 A compreensão diagnóstica, o estilo de personalidade e o eixo II do DSM-IV O QUE É PERSONALIDADE?

39 Psicologia da personalidade Fatores imprescindíveis ao se estudar a personalidade humana: Genética, ou seja, corpo; Crescimento e desenvolvimento, i.e., mudanças no decorrer do tempo; Relações familiares, i.e., hereditariedade e apresentação do mundo; Cultura, geografia e época, i.e., campo; Classe social, ou seja, oportunidades.

40 Definições de personalidade A personalidade é a organização dinâmica no indivíduo de sistemas psicofísicos que determinam as suas adaptações singulares ao próprio meio. (Allport)

41 Definições de personalidade a personalidade é a configuração única assumida no decurso da história de um indivíduo pelo conjunto de sistemas responsáveis por seu comportamento. (Filloux)

42 Definições de personalidade um específico e relativamente estável modo de organizar os componentes cognitivos, emotivos e comportamentais da própria experiência. O significado (cognitivo) que uma pessoa atribui aos eventos (de comportamento) e os sentimentos (emocional) que acompanham esses eventos permanecem relativamente estáveis ao longo do tempo e proporcionam um senso individual de identidade. Personalidade é esse senso de identidade e o impacto que ele provoca nas outras pessoas. (Delisle)

43 Definições de personalidade Padrões persistentes de perceber, relacionar-se e pensar sobre o ambiente e sobre si mesmo. Os traços de personalidade são aspectos proeminentes da personalidade, exibidos em uma ampla faixa de contextos sociais e pessoais importantes. Apenas quando são inflexíveis, mal adaptativos e causam prejuízo funcional significativo ou sofrimento subjetivo, os traços de personalidade constituem um Transtorno de Personalidade. (DSM-IV-TR, 2002)

44 Psicologia da personalidade Personalidade é estrutura e processo, Personalidade é um sistema.

45 Psicologia da personalidade Estrutura é o que se repete, são os padrões reincidentes. Estrutura são as semelhanças reincidentes e consistências do comportamento ao longo do tempo e através das situações.

46 Psicologia da personalidade Processo é o que se inova e se renova, é o criativo, momentâneo e circunstancial. É o inesperado.

47 A estrutura possibilita uma certa previsibilidade e o autoconhecimento. O processo traz a possibilidade da surpresa, da inovação, da aventura e pode provocar mudanças em partes da estrutura.

48 Psicologia da personalidade Sistema é o complexo relacionamento entre estrutura e processo.

49 Tipologia da personalidade O conceito de tipo [ou estilo de personalidade] refere-se ao aglomerado de vários traços diferentes. Traços são categorias para a descrição e o estudo ordenados do comportamentos de pessoas. O conceito de tipo [ou estilo de personalidade] estuda principalmente as estruturas da personalidade.

50 Ao lado do que podemos chamar de estruturas naturais da personalidade humana, há o que Laura Perls chama de uma segunda natureza, o estilo de personalidade, o qual se constrói a partir da combinação da natureza dada com a existência vivida, especialmente nos primeiros anos de vida, compondo um jeito de ser, que não é necessariamente patológico, e que se mantém relativamente inalterado em seus fundamentos ao longo da vida. Esses padrões de comportamento que compõe o estilo de personalidade são, via de regra, egossintônicos.

51 O estilo de personalidade é estrutura desenvolvida ao longo da vida e através de defesas que permitem lidar melhor com os estímulos internos e externos vividos pela pessoa. A estrutura tipológica, a qual se desenha a partir das múltiplas relações ao longo do desenvolvimento pessoal, especialmente nos primeiros anos da vida, tem como função facilitar a lida com a realidade, através de uma certa forma relativamente padronizada de ser e agir que pode, sob circunstâncias ameaçadoras em demasia, cristalizar-se, gerando vivências psicopatológicas.

52 Só idealmente podemos conceber uma pessoa tão flexível que não tivesse um estilo de personalidade. Na lida cotidiana dos processos psicoterapêuticos, o que encontramos são pessoas que precisam conhecer, aceitar e flexibilizar seu estilo de personalidade. Ajudálas nessa tarefa é, no meu modo de ver, o limite da psicoterapia.

53 Penso que não é possível a um trabalho psicoterapêutico ajudar uma pessoa a alterar seu estilo de personalidade o limite da psicoterapia, qualquer que seja a abordagem utilizada, é auxiliar a pessoa a conhecer, aceitar e flexibilizar seu estilo de personalidade. A dissolução de um estilo de personalidade, a volta a uma natureza primordial não é, nem pode ser, o propósito da psicoterapia, pois está para além das possibilidades desse tipo de trabalho. A fronteira última da psicoterapia é a facilitação da conscientização, da aceitação e da flexibilização do estilo de personalidade do cliente.

54 Conhecer e integrar o próprio estilo de personalidade significa experimentar limites e possibilidades de maneira a que a pessoa possa se tornar confiante nas previsões que faz de si, ao mesmo tempo em que se mantém aberta a se surpreender consigo mesma. Requer a busca de um autoconhecimento tal que permita ter uma ideia suficientemente apurada das repetições às quais se propende, de modo a poder, a partir desse conhecimento, transformá-las em escolhas.

55 Aceitação do próprio estilo de personalidade, não é passividade ou conformismo, pois não há o que fazer. Longe disso! Aceitar o próprio estilo de personalidade significa aceitar que há lutas que se apresentarão por toda a vida, exigindo cuidados especiais e atenção crítica para que o infinito processo de auto-atualização seja sempre o mais pleno possível, para que as mudanças alcançadas sejam frutíferas e duradouras, para que os obstáculos inerentes ao estilo de personalidade sejam enfrentados e as sabedorias inerentes ao estilo de personalidade sejam desenvolvidas e colocadas a serviço da vida.

56 Tipologia [tipologia ] da personalidade Uma tipologia eficaz ajuda a compreender as pessoas com base em certos padrões universais a partir dos quais se organiza a singularidade de cada pessoa.

57 o diagnóstico do estilo de personalidade Na compreensão do fundo, quer dizer, do estilo de personalidade que dá sustentação ao sintoma, uma tipologia auxilia sobremaneira o terapeuta. O desenvolvimento de uma tipologia: 1. fornece elementos para diagnóstico, 2. favorece uma compreensão relacional, 3. favorece consideração e respeito para com o cliente, 4. favorece aceitar as diferenças sem julgamento, 5. possibilita ajudar ao outro como ele necessita ser ajudado, e não segundo um padrão estereotipado de ajuda.

58 o diagnóstico do estilo de personalidade Uma tipologia ajuda a estar atento às probabilidades psicopatológicas a que cada cliente possa propender, sempre lembrando que não existem tipos puros uma tipologia consiste de elementos referenciais para um diagnóstico. Uma tipologia eficaz ajuda a compreender as pessoas a partir de certos padrões universais a partir dos quais se organiza a singularidade de cada pessoa. Uma tipologia, ao auxiliar um diagnóstico, é uma redução, mas não pode ser um reducionismo.

59 A compreensão da personalidade aqui proposta se caracteriza pelo uso de uma tipologia gestáltica em diálogo com o DSM-IV IV- TR, eixo II.

60 o diagnóstico do estilo de personalidade O conceito de estilo de personalidade: facilita compreender meu cliente, seu jeito de ser e sua experiência, facilita compreender como o cliente se relaciona consigo mesmo e com o meio, permite apressar a compreensão de suas faltas e de suas necessidades, de suas sabedorias e de suas potencialidades.

61 o diagnóstico do estilo de personalidade ilumina para o terapeuta o caminho entre a percepção e compreensão da originalidade de meu cliente e a percepção e compreensão do que ele tem de comum com outros seres humanos, trajeto básico para um diagnóstico bem feito. Como todo instrumento psicológico, também uma tipologia não permite esgotar a compreensão do cliente, o que obriga a constantemente refazer o diagnóstico. a experiência do cliente é sempre maior que qualquer diagnóstico que se possa fazer dele.

62 o diagnóstico do estilo de personalidade O estudo do estilo de personalidade não pode ser visto como uma camisa de força ou uma gaveta onde se deva encaixar cada pessoa em nome de uma suposta uniformidade, mas deve ser visto, da maneira como o uso em psicoterapia, como um instrumento auxiliar para o terapeuta em seu trabalho de compreensão e acolhimento de seu cliente. Esse uso da tipologia não ameaça ou substitui a originalidade de cada cliente. Antes pelo contrário, realça-a no encontro terapêutico.

63 o diagnóstico do estilo de personalidade Quando faço um diagnóstico e me utilizo da tipologia, busco compreender o fundamento, a estrutura e o processo em que se apóia o sofrimento denunciado pelo cliente. No diálogo com o DSM-IV-TR, ao diagnosticar, trabalho com o que o DSM-IV-TR denomina transtornos de personalidade não somente no sentido de transtorno ou de patologia, mas num sentido de estilo de personalidade, um modo de se relacionar e de estar no mundo.

64 o diagnóstico do estilo de personalidade No DSM-IV-TR, a diferença entre a pessoa que desenvolve um transtorno de personalidade e a que não desenvolve é apenas de flexibilidade; na tipologia gestáltica o patológico é a cristalização e a falta de flexibilidade que permita à pessoa ser conduzida pela situação. DSM-IV-TR: todos nós temos a possibilidade de desenvolver um transtorno de personalidade em algum momento de nossa vida, e o transtorno que desenvolveremos, se for o caso, será baseado em nosso estilo de personalidade.

65 o diagnóstico do estilo de personalidade DSM-IV-TR: o transtorno é o estilo que se cristalizou e, por isso, causa sofrimento; Gestalt-terapia: o estilo de personalidade causa sofrimento quando cristalizado, rígido. os transtornos [e os estilos de personalidade] não são, por si sós, doenças ou características ontológicas, são construtos que descrevem estilos de ser desenvolvidos ao longo da vida e que podem, sob determinadas circunstâncias, levar a problemas que geram angústias e malestares.

66 o diagnóstico do estilo de personalidade Ao fazer essa análise da personalidade do cliente, não estou particularmente interessado na determinação da presença ou da ausência de uma enfermidade, mas em compreender um jeito de ser, um estilo de lidar com as relações, de lidar com a vida e com os problemas existenciais. Procuro antes olhar para a saúde que para a doença, para o que o cliente traz de criativo mais do que para o que o cliente traz de problemático, visando, assim, ampliar o sentido de cooperação necessário no processo terapêutico.

67 o diagnóstico do estilo de personalidade Quando priorizo o aspecto saudável e criativo do cliente, não me coloco (e nem o convido para se colocar) em luta contra algum aspecto de si que deva ser eliminado ou modificado, mas me coloco (e o convido para se colocar) em aliança com aquilo que nele ainda não pôde se desenvolver suficientemente e precisa ser desenvolvido. Agindo assim, estou mais atento ao sentido do sofrimento denunciado que às suas causas.

68 o diagnóstico do estilo de personalidade Assim como o terapeuta tem um estilo básico, também os clientes o tem; assim como o terapeuta aprende seletivamente, baseado em quem ele é, assim também os clientes.

69 o diagnóstico do estilo de personalidade O que precisa ser modificado é o que porventura haja de cristalizado, e não o estilo de personalidade de cada pessoa. O estilo de personalidade deve ser melhor conhecido, como maneira de o cliente se descobrir mais, se compreender melhor e desenvolver mais adequadamente seus potenciais. Diferentes estilos de personalidade responderão a diferentes agentes catalisadores como indutores de mudança.

70 O ciclo de contato aqui será tomado com oito etapas: 1. a sensação, ou percepção corporal de alguma necessidade; 2.a conscientização dessa necessidade; 3.a mobilização para atender essa necessidade; 4.a ação proveniente dessa mobilização; 5.a interação que essa ação provoca; 6. o contato final movido pela necessidade; 7. o fechamento proveniente desse contato final e, fechando o ciclo, 8.a retirada, para que novo ciclo se inicie, num processo sem fim por toda a vida.

71 Em termos de compreensão diagnóstica, além de compreendermos, a partir desse modelo de ciclo de contato, como se dá o contato, podemos compreender também como se dão as descontinuações desse contato, também chamados de bloqueios de contato ou de resistências. Prefiro o termo descontinuação porque me parece que ele descreve melhor o que acontece na experiência das pessoas, uma vez que o contato não deixa de existir, portanto, não fica bloqueado, mas fica descontinuado, com seu ritmo quebrado e sua plenitude reduzida. Não gosto do termo mecanismo (em mecanismo de defesa ) porque entendo que ele se fundamenta numa visão muito cartesiana, a qual utiliza a máquina como metáfora para entender o homem, desrespeitando, portanto, a enorme complexidade que somos.

72 Para cada etapa do contato há uma maneira de se o descontinuar. a descontinuação para a sensação é a dessensibilização; a descontinuação para a conscientização é a deflexão; a descontinuação para a mobilização é a introjeção; a descontinuação para a ação proveniente da mobilização é a projeção; a descontinuação para a interação é a proflexão; a descontinuação para o contato final é a retroflexão; a descontinuação para o fechamento proveniente desse contato final é o egotismo; finalmente, a descontinuação para a retirada é a confluência.

73 Mobilização Introjeção: esquiva Ação Projeção: paranóide Interação Proflexão: borderline Consciência Deflexão: histriônico Contato final Retroflexão: obsessivocompulsivo Sensação Dessensibilização: esquizóide e esquizotípico Fechamento Egotismo: narcisista e antissocial. Abertura para a vivência Retirada Confluência:dependente

74 Entendo que cada descontinuação pode aparecer em, basicamente, três formas, não necessariamente excludentes. A descontinuação pode ser um ato, um estado ou um estilo de personalidade. Nas três formas ela pode ser saudável, ou não, a depender das circunstâncias.

75 Uma descontinuação é um ato quando episódica, esporádica, apenas um momento, não uma repetição: é o caso, por exemplo, de quando, em determinada situação, retrofletimos para evitar uma discussão improdutiva com um superior hierárquico. Nesses casos, em que não há repetições, não há a necessidade de intervenções psicoterapêuticas.

76 Uma descontinuação constitui um estado quando a pessoa se apóia na descontinuação em função de exigência situacional, quer dizer, em determinada situação, por um determinado tempo, a pessoa se vale de sua capacidade de flexibilizar seu estilo de personalidade e vive aquela situação praticamente como se tivesse um outro estilo de personalidade. Essa vivência é possível apenas por um determinado período e em determinada situação, e logo a pessoa precisará voltar a se apoiar em seu estilo de personalidade de base. Quando esse movimento é saudável, essa porta de passagem entre o estilo de personalidade e a descontinuação como estado permanece aberta e disponível para novas incursões quando a situação vivida exigir. Quando essa porta fica truncada, o apoio em um estilo de personalidade secundário pode se repetir de maneira cristalizada, constituindo uma situação patológica. Por exemplo, em determinadas depressões uma pessoa pode ter a introjeção como defesa, repetidamente. Nesses casos, uma intervenção terapêutica pode ajudar a pessoa a desenvolver outras maneiras de lidar com o mundo, abandonando essa postura introjetiva repetida e deixando de reagir depressivamente às situações.

77 Uma descontinuação constitui um estilo de personalidade quando se configura como estrutura da personalidade, modo peculiar e habitual de estar no mundo.

78 A maioria do gestalt-terapeutas que teorizaram sobre o ciclo de contato toma cada descontinuação do contato como um estado, portanto, um processo, algo que pode ter um fim, o que me parece correto. Este tipo de uso do ciclo de contato já está consagrado na abordagem gestáltica. Ele se assemelha ao eixo I do DSM-IV. O que proponho aqui é um avanço para além disso, uma nova compreensão desse conceito clareador para a compreensão do ser humano, um uso que se assemelha ao Eixo II do DSM-IV. Estou me referindo à possibilidade de se perceber cada descontinuação descrita no ciclo de contato como uma base para um tipo de estilo de personalidade, sem deixar de considerar cada um desses pontos como possivelmente também um estado ou um ato, como expliquei acima e reafirmo aqui: cada ponto do ciclo de contato pode caracterizar um ato, momentâneo; um estado, quer dizer, uma resposta situacional que pode se cristalizar; uma estrutura, ou estilo de personalidade, ou seja, uma forma de organização e de ação, um jeito de estar no mundo. Como estado, ele pode ser dissolvido e ultrapassado; como estrutura, ele precisa ser conhecido, compreendido, flexibilizado e aceitado.

79 Quanto mais saudável é uma pessoa, menos previsível comportamentalmente ela é, mas alguma previsibilidade é necessária, minimamente que seja para garantir que há uma continuidade, que há uma história. Desse modo, quanto mais saudável é uma pessoa, mais difícil é identificar-se qual é seu estilo preponderante, mas, seguramente, sempre há um estilo que se impõe no cotidiano. Dizendo de outra maneira: quanto mais neurotizada está uma pessoa, menos flexibilidade ela tem, mais previsível ela se torna, menos ela explora os outros modos de ser existentes nela mas não predominantes, mais ela tem dificuldades de responder à situação presente, mais ela se estereotipa.

80 Quanto mais atualizada está uma pessoa, mais ela pode responder à situação que se apresenta com o estilo requerido naquele momento, embora mantenha uma inclinação por um determinado padrão e saiba que, ao se apoiar no estilo que não é o seu de origem, está como visitante, de maneira temporária, ainda que confortável. Assim é que, por exemplo, uma pessoa de estilo egotista estará pronto para a ação e para novos contatos mesmo depois de ministrar por três dias um curso de tempo integral para um grupo, ao passo que uma pessoa de estilo retrofletor, depois de ministrar o mesmo curso, necessitará de um tempo de recolhimento para que se abra plenamente a novos contatos.

81 Assim, a pessoa saudável é aquela que vive com ampla aceitação o estilo que lhe exige a situação, mas que fica confortável mesmo é quando a situação exige o estilo que é predominante. Mesmo sendo de um estilo confluente, uma pessoa pode tornar-se suficientemente autônoma, mas, de tempos em tempos, necessitará que alguém em quem confie lhe diga que ela é, sim, capaz de sustentar sua autonomia. Da mesma maneira, uma pessoa defletora saberá colocar-se na coxia quando isso for conveniente, mas pisará o palco tão logo tenha uma oportunidade para isso.

82 Cada um de nós tem um jeito de ser que se repete, com maior ou menor plasticidade, desde a mais tenra existência até a morte. Isso é o que caracterizo como estrutura (ou estilo) da personalidade, ou estilo de personalidade. Essa estrutura não é necessariamente patológica, antes pelo contrário, embora possa estar adoecida, quer dizer, rígida, cristalizada, de maneira que, em vez de servir de suporte para mudanças, serve de barreira e estagnação.

83 O diálogo que tento estabelecer, através do ciclo de contato, entre a Gestalt-terapia e o DSM-IV, eixo II, como referências de estilos de personalidade encontra sentido em meu trabalho a partir de algumas reflexões, das quais quero destacar o cunho descritivo do DSM-IV, o que facilita um olhar fenomenológico para ele e permite que ele seja uma referência para a visão gestáltica sobre a psicoterapia.

84 Delisle: com exceção dos transtornos mentais orgânicos, nenhum dos transtornos mentais descritos no DSM tem uma etiologia estabelecida. Pode até ser difícil de acreditar, mas as causas do transtorno histriônico ou da agorafobia são desconhecidas. É óbvio, os clínicos disputarão a validade de diversas hipóteses explicativas. Aprendizagem social, desequilíbrio hormonal, dinâmica edípica ou relações objetais são todas especulações inteligentes que nunca puderam ser adequadamente verificadas em bases científicas. É por isso que as categorias clínicas do DSM, com exceção das desordens nas quais alguma lesão do sistema nervoso central ocupa papel significante, estão baseadas mais em um critério descritivo que em inferências, sem qualquer referência implícita a causas e etiologia.

85

86 o diagnóstico do estilo de personalidade O DSM-IV descreve os seguintes dez tipos de transtorno de personalidade, os quais entenderei, como já expliquei, como estilos de personalidade: esquizóide; paranóide; esquizotípica; anti-social; borderline; histriônica; narcisista; esquiva; dependente; obsessivo-compulsiva.

87 o diagnóstico do estilo de personalidade Os Transtornos da Personalidade são reunidos em três agrupamentos, com base em similaridades descritivas. Agrupamento A (parecem "esquisitos"): Paranóide; Esquizóide; Esquizotípica.

88 o diagnóstico do estilo de personalidade Agrupamento B (parecem dramáticos, emotivos, erráticos): Anti-Social; Borderline; Histriônica; Narcisista. Agrupamento C (parecem ansiosos ou medrosos.): Esquiva; Dependente; Obsessivo- Compulsiva.

89 o que defendo é que podemos compreender, sob o ponto de vista gestáltico, cada um desses estilos de personalidade do DSM-IV, cada um desses estilos de personalidade, como apoiado preferencialmente em uma descontinuação do contato, o que caracteriza o estilo de personalidade na linguagem gestáltica.

90 personalidade paranóide estilo de personalidade projetivo; personalidades esquizóides e esquizotípicas pessoas dessensibilizadas; personalidade borderline estilo de personalidade proflexivo; personalidade histriônica estilo de personalidade deflexivo; personalidade narcísica e a personalidade antissocial estilo de personalidade egotista; a personalidade esquiva um estilo de personalidade introjetivo; personalidade dependente estilo de personalidade confluente; personalidade obsessivo-compulsiva estilo de personalidade retrofletor.

91 Embora o DSM-IV-TR aponte diferenças entre os estilos esquizóide e esquizotípico da personalidade, penso que entre eles há mais semelhanças que diferenças, ambos apoiados especialmente na dessensibilização, por isso os reúno em um único estilo de personalidade. No caso do narcisismo, penso, com Lowen, que o estilo antissocial é o narcisista muito adoecido, por isso os reúno aqui no estilo de personalidade egotista.

92 Cada um desses tipos ilumina, dentre outros aspectos, um propósito amplo para o processo terapêutico, o que, por sua vez, orienta o terapeuta em seu trabalho. Além desse propósito amplo, cada um desses estilos de personalidade exigirá do terapeuta um cuidado específico no que diz respeito à comunicação (verbal e não-verbal), ao tato, ao acolhimento e à confrontação, dentre outros aspectos.

93 No que diz respeito ao propósito amplo da psicoterapia para cada tipo de estilo de personalidade, isso quer dizer que cada um deles tenderá a demandar um tipo de mudança, uma rota no caminho da flexibilização, um norte. o norte para as pessoas dessensibilizadas passa por uma reapropriação corporal; para o estilo de personalidade projetivo, busca-se a possibilidade de um maior distanciamento entre os aspectos emocionais e os cognitivos, de modo a ampliar a crítica ao vivido e o tempo de reação a cada emoção percebida; para o estilo de personalidade proflexivo, o norte é a ampliação do autoconhecimento como forma de se diferenciar do outro e de buscar guiar-se mais por si;

94 para o estilo de personalidade egotista, o norte é a ampliação da capacidade de empatia e de humildade; para o estilo de personalidade defletor, a possibilidade de se aprofundar mais; para o estilo de personalidade confluente, o norte é a possibilidade de ampliação da autonomia; para o retrofletor, a liberdade e a soltura; para o introjetivo, a ampliação da capacidade crítica e da agressividade. Embora cada um desses nortes servem para todas as pessoas; o que afirmo aqui é que há, para cada estilo de personalidade, um sobressair dessas finalidades apontadas acima.

95 Quando digo que para cada tipo de personalidade há um trajeto já esboçado (e apenas esboçado), isso obriga a prestar ainda mais atenção nas diferenças individuais. O apontar de caminhos que se pode depreender do estilo de personalidade de cada cliente é feito grosso modo, devendo ser especificado cuidadosa e continuamente para cada cliente em cada momento do processo terapêutico. Cabe ainda ressalvar que não existe alguém que possa ser enquadrado em um estilo puro de personalidade, mas que sempre há um estilo que prevalece no cotidiano da pessoa. De uma maneira geral, tenho observado que o mais comum é poder-se compreender cada cliente como tendo um estilo prevalente e, ao menos, um outro que se pode denominar de auxiliar, os dois demandando especial atenção por parte do psicoterapeuta ao fazer o diagnóstico de fundo. Além disso, é importante lembrar que, como em qualquer outra tipologia, cada pessoa tem a possibilidade de lidar com algumas situações em qualquer um dos estilos existentes.

96 o diagnóstico do estilo de personalidade O apontar de caminhos que se pode depreender do estilo de personalidade de cada cliente é feito grosso modo, devendo ser especificado cuidadosa e continuamente para cada cliente em cada momento do processo terapêutico.

97 o diagnóstico do estilo de personalidade Não existe alguém que possa ser enquadrado em um estilo puro de personalidade, mas sempre há um estilo que prevalece no cotidiano da pessoa. Pode-se compreender cada cliente como tendo um estilo prevalente e, ao menos, um outro que se pode denominar de estilo auxiliar, os dois demandando atenção por parte do psicoterapeuta ao fazer o diagnóstico de fundo. Cada pessoa tem a possibilidade de lidar com algumas situações em qualquer um dos estilos existentes, pois, como já afirmou Terêncio, nada nada do que é humano me é estranho.

98

99 o diagnóstico e a queixa Ao estudar a queixa do cliente há que se olhar para a sua situação de vida e para a sua situação clínica, isto é, se ele tem alguma manifestação de algum transtorno psíquico que possa exigir outros tipos de intervenção. O diagnóstico psicológico se dá principalmente através da compreensão da queixa e de seu sentido, além da compreensão da maneira como essa pessoa lida consigo mesma, com sua existência, com seu ambiente e como vive sua queixa.

100 o diagnóstico e a queixa A queixa apresentada pelo cliente denuncia uma atitude existencial que se tornou insatisfatória, uma configuração cristalizada. É um repetir, um pedir de novo, e de novo, e de novo, e de novo, enfim, é uma interrupção que atrapalha ou impede o processo de desenvolvimento da pessoa. Trata-se de uma gestalt incompleta que busca, por sua repetição, um fechamento.

101 o diagnóstico e a queixa O importante é compreender o significado desta queixa, o sentido deste sintoma, bem como a maneira com que o cliente o experiencia. O que o sintoma aponta? Que falta ele denuncia? Que perspectivas existenciais ele abre?

102 o diagnóstico e a queixa O sintoma representa a melhor forma possível de viver nas condições atuais daquela pessoa. O sintoma faz parte de uma história, é um elo de uma extensa corrente de tentativas que o cliente fez para atualizar seu potencial e continuar seu crescimento.

103 o diagnóstico e a queixa O sintoma é também uma maneira de continuar a crescer, ele é um ato criativo em prol da vida: não houvesse a possibilidade de a pessoa se desenvolver melhor do que tem conseguido, não haveria dor que a impulsionasse em direção à busca de mudança. O que dói é um potencial que não encontrou ainda como se desenvolver suficientemente bem.

104 o diagnóstico e a queixa Deve-se buscar a relação que existe entre a figura (o sintoma) e o fundo, pois é o fundo que dá sentido à figura. Nesse caso, o fundo é, além do estilo de personalidade do cliente, seu momento existencial, o qual inclui sua situação ambiental, sua história, suas possibilidades.

105 o diagnóstico e a queixa O que estará impedindo o fechamento desta gestalt? Certamente, falta alguma condição, ou algumas condições para que essa gestalt se feche, e é por isso que o cliente pede ajuda: ele percebe que sozinho não pode superar os empecilhos que bloqueiam a continuação de seu crescimento. É função do terapeuta procurar a maneira como esta gestalt pode se completar para que o indivíduo possa retomar a possibilidade de crescimento e de desenvolvimento. Interessa demais ao gestalt-terapeuta compreender como seu cliente interrompe seu ritmo de contato, em que ponto do ciclo de contato há mais dificuldades para ele caminhar.

106 o diagnóstico e a queixa Num certo sentido, o sintoma é a tentativa de resolução de coisas inacabadas; tentativa de auto-atualização. Na medida que muita energia é investida em dar conta de situações inacabadas, sobra pouca energia para lidar com situações novas e interrompe-se o processo de crescimento.

107 o diagnóstico e a queixa Toda experiência fica suspensa até que a pessoa a conclui. A maioria dos indivíduos tem uma grande capacidade para situações inacabadas - felizmente, porque no curso da vida estamos condenados a ficar com muitas delas. Não obstante, (...) estes movimentos não completados buscam um completamento e, quando se tornam suficientemente poderosos, o indivíduo é envolvido por preocupações, comportamentos compulsivos, cuidados, energia opressiva e muitas atividades auto-frustrantes. (Polsters)

108 o diagnóstico e a queixa É preciso cuidado para que não se pretenda explicar o todo do cliente a partir do sintoma, pois isso seria uma perigosa inversão. O sintoma é um estado, um processo, não algo estático e sem perspectiva de transformação. Há um processo saudável sustentando o sintoma que o cliente traz a doença precisa ser vista como abertura para novas possibilidades existenciais a partir do confronto com determinados impedimentos. (Rehfeld)

109 o diagnóstico e a queixa O diagnóstico deve, ainda, apoiar-se nos aspectos relacionais, quer seja na maneira como eles aparecem em terapia, quer seja no dia-a-dia do cliente. Deve, finalmente, ter claro que a complexidade individual nunca se encerra dentro de um diagnóstico. (Augras)

110

111 o diagnóstico do terapeuta Para finalizar o diagnóstico, o terapeuta deve fazer, com cada cliente e a cada situação terapêutica, um diagnóstico de si mesmo. É preciso que o terapeuta tenha o mais claro possível o que o motiva a trabalhar com aquela pessoa, que sensações, que sentimentos, que reflexões, aquela pessoa provoca. O diagnóstico que o terapeuta faz de si próprio ante aquele cliente é a melhor medida que ele tem sobre sua competência, ou não, sobre sua disponibilidade, ou não, no processo e a cada sessão, para dispor-se a viver aquela aventura, para entrar naquela relação.

112 o diagnóstico do terapeuta a condição pessoal do conselheiro no começo do processo é, obviamente, importante também: se ele está 'esvaziado' para escutar o cliente ou se ele precisa um pouco mais tempo para 'chegar', se há incertezas em relação ao contrato ou se há uma gestalt aberta da sessão anterior. (Fuhr) Somente após esse auto-diagnóstico o terapeuta estará suficientemente esclarecido para viver aquilo que é o ponto fulcral de um processo gestalt-terapêutico, a relação.

113 o diagnóstico do terapeuta No meu modo de ver, a postura fundamental do psicoterapeuta ao fazer o seu diagnóstico é aquela que Paulo Barros traduz da seguinte maneira: para mim, ser terapeuta supõe um interesse humano muito grande, um interesse pela pessoa que está diante de você. Supõe um interesse pelas coisas humanas e uma disponibilidade para perceber o que está acontecendo com a pessoa, uma curiosidade especial e específica a respeito da pessoa em questão. (...) É fundamental um interesse genuíno em relação às coisas humanas.

114 o diagnóstico do terapeuta O processo de diagnóstico fundamenta-se na intersubjetividade, o que obriga o terapeuta a observar sua própria subjetividade e transformá-la em ferramenta para a compreensão do outro.

115 o diagnóstico do terapeuta Torna-se imprescindível ao psicólogo dois caminhos concomitantes de aperfeiçoamento: aprimorar-se no domínio das técnicas específicas a sua profissão e aprimorar-se no conhecimento de si próprio, inclusive como treino para o conhecimento do cliente.

116

117 A saúde para a GT Critérios mais básicos: Como lida com as relações; Como lida com o tempo; Como lida com o espaço; Como lida com a corporeidade; Como lida com a consciência; Como lida com a vida afetiva.

118 A saúde para a GT Critérios mais básicos: Lembrar sempre que a subjetividade é intersubjetividade e culturalidade (cultura vivida). meu mundo é sempre assim nosso mundo, um mundo intersubjetivo, um mundo comum. Tatossian Atenção ao mundo da vida cotidiana Lebenswelt.

119 A compreensão diagnóstica e o eixo I do DSM-IV Psicopatologias mais fundamentais: (Cuidado: são construtos complexos) esquizofrenia e outros transtornos psicóticos; transtornos de humor; transtornos de ansiedade.

120 A compreensão diagnóstica e o eixo I do DSM-IV Psicopatologias mais fundamentais: esquizofrenia e outros transtornos psicóticos: conceitualmente definido como uma perda dos limites do ego ou um u amplo prejuízo no teste de realidade. Os diferentes transtornos nesta seção salientam diferentes aspectos das várias definições de psicótico. Na Esquizofrenia, no Transtorno Esquizofreniforme e no Transtorno Psicótico Breve, o termo psicótico refere-se a delírios, quaisquer alucinações proeminentes, discurso desorganizado ou comportamento desorganizado ou catatônico. No Transtorno Psicótico Devido a uma Condição Médica Geral e no Transtorno Psicótico Induzido por Substância, psicótico refere-se a delírios ou apenas àquelas alucinações que não são acompanhadas de insight. Finalmente, no Transtorno Delirante e no Transtorno Psicótico Compartilhado, psicótico equivale a delirante.

121 A compreensão diagnóstica e o eixo I do DSM-IV Psicopatologias mais fundamentais: transtornos de humor; A perturbação fundamental é uma alteração do humor ou do afeto, quer seja no sentido de uma depressão (com ou sem ansiedade associada), quer seja no de uma elação. A alteração do humor em geral se acompanha de uma modificação do nível global de atividade, e a maioria dos outros sintomas são quer secundários a estas alterações do humor e da atividade, quer facilmente compreensíveis no contexto destas alterações. A maioria destes transtornos tendem a ser recorrentes e a ocorrência dos episódios individuais pode freqüentemente estar relacionada com situações ou fatos estressantes.

122 A compreensão diagnóstica e o eixo I do DSM-IV Psicopatologias mais fundamentais: transtornos de ansiedade: várias formas de ansiedade patológica, medos e fobias que podem surgir rapidamente ou lentamente, durante um período de muitos anos, e que interferem na rotina diária do indivíduo. Os transtornos de ansiedade mais comuns são: Síndrome do Pânico Fobias Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) Estresse pós-traumático Transtorno de ansiedade generalizada (TAG) Agorafobia e outras fobias

123 A compreensão diagnóstica e o eixo I do DSM-IV Esquizofrenia e outros transtornos psicóticos: Critérios mais básicos: Como lida com as relações: pobreza de relacionamentos; muita dificuldade para realmente perceber o outro; dificuldade com o mundo compartilhado perda do senso comum. Como lida com o tempo: nega o tempo compartilhado; vazio de tempo, um tempo paralisado que é diferente do tempo vazio (tédio). Como lida com o espaço: desajeitadamente; ; sem destreza; sem graça; rígidamente contido.

124 A compreensão diagnóstica e o eixo I do DSM-IV Esquizofrenia e outros transtornos psicóticos: Critérios mais básicos: Como lida com a corporeidade: : corpo negado, não apossado, não biografado;grande prevalência do corpo- objeto sobre o corpo-sujeito. Como lida com a consciência: : dificuldade com a realidade compartilhada; dificuldade ou impossibilidade de autopercepção; presunçoso. Como lida com a vida afetiva: : distante dos afetos; frio;

125 A compreensão diagnóstica e o eixo I do DSM-IV Transtornos de humor. Critérios mais básicos: Como lida com as relações: : ser ser-para-o-outrooutro e ser-um um-com-o-outro (Tellenbach) (Tellenbach);; limites autoimpostos; ; dificuldade de comunicação; Como lida com o tempo: lentificação ou aceleração do tempo; aprisionamento no passado (culpa e nostalgia improdutiva); falta de horizontes (de futuro). Como lida com o espaço: : falta de elasticidade; falta de luz; pouca ocupação de espaço; não se sente em casa no mundo.

126 A compreensão diagnóstica e o eixo I do DSM-IV Transtornos de humor. Critérios mais básicos: Como lida com a corporeidade: lentificação ou aceleração psicomotora; ; amortecimento do corpo; sensação de vazio visceral. Como lida com a consciência: : excesso de deverias; impotência; dificuldade de autoaceitação; awareness pobre; sensação de vazio. Como lida com a vida afetiva: : tristeza vital ou euforia; distanciamento dos sentimentos; anestesia afetiva ;

127 A compreensão diagnóstica e o eixo I do DSM-IV Transtornos de ansiedade: Critérios mais básicos: Como lida com as relações: : falta de confiança; insegurança; controle; tensão. Como lida com o tempo: : dificuldade de estar no presente; oscila entre passado e futuro, com preferência pelo futuro (geralmente temido); expectativas; tensão entre o agora e o depois (Perls). Como lida com o espaço: : com medo, especialmente dos novos espaços; muita atenção.

128 A compreensão diagnóstica e o eixo I do DSM-IV Transtornos de ansiedade: Critérios mais básicos: Como lida com a corporeidade: : resistência muscular (Perls); ; corpo sob controle, com dificuldade de relaxamento e de descarregar a excitação. Como lida com a consciência: : mais atento às possibilidades catastróficas; perfeccionismo; medo de humilhação ou de rejeição; medo de palco; interrupção da excitação do crescimento criativo (Perls). Como lida com a vida afetiva: : desconfiado, não se entrega; percebe os afetos, mas não confia neles.

Teóricos da abordagem fenomenológica. Prof. Roberto Peres Veras

Teóricos da abordagem fenomenológica. Prof. Roberto Peres Veras Teóricos da abordagem fenomenológica Prof. Roberto Peres Veras Psicologia Fenomenológica Técnica Método Teoria Concepção de homem Concepção de mundo Filosofia Fenomenologia - Escola Filosófica Edmund Husserl

Leia mais

ELEMENTOS PARA UMA COMPREENSÃO DIAGNÓSTICA EM PSICOTERAPIA. O ciclo de contato e os modos de ser. Ênio Brito Pinto

ELEMENTOS PARA UMA COMPREENSÃO DIAGNÓSTICA EM PSICOTERAPIA. O ciclo de contato e os modos de ser. Ênio Brito Pinto ELEMENTOS PARA UMA COMPREENSÃO DIAGNÓSTICA EM PSICOTERAPIA O ciclo de contato e os modos de ser Ênio Brito Pinto ELEMENTOS PARA UMA COMPREENSÃO DIAGNÓSTICA EM PSICOTERAPIA O ciclo de contato e os modos

Leia mais

INSTITUTO DE TREINAMENTO E PESQUISA EM GESTALT TERAPIA DE GOIÂNIA-ITGT

INSTITUTO DE TREINAMENTO E PESQUISA EM GESTALT TERAPIA DE GOIÂNIA-ITGT Disciplina: Psicopatologia Grupo de Especialização: XXIII Período: 2013/1 Carga horária: 30 hs/a Dia: 4ª feira Horário: 18:30 às 20:10 Professora: Sandra Albernaz L. M. Saddi Monitor: Raphael Basílio Ementa

Leia mais

CONTEXTUALIZAÇÃO. Surge na Alemanha por entre 1910-1920 KURT KOFFKA (1886 1941) WOLFGANG KÖHLER (1887 1967) MAX WERTHEIMER (1880 1943)

CONTEXTUALIZAÇÃO. Surge na Alemanha por entre 1910-1920 KURT KOFFKA (1886 1941) WOLFGANG KÖHLER (1887 1967) MAX WERTHEIMER (1880 1943) GESTALT CONTEXTUALIZAÇÃO Surge na Alemanha por entre 1910-1920 MAX WERTHEIMER (1880 1943) KURT KOFFKA (1886 1941) WOLFGANG KÖHLER (1887 1967) Eu faço as minhas coisas Você faz as suas. Não estou neste

Leia mais

CONHECENDO A PSICOTERAPIA

CONHECENDO A PSICOTERAPIA CONHECENDO A PSICOTERAPIA Psicólogo Emilson Lúcio da Silva CRP 12/11028 2015 INTRODUÇÃO Em algum momento da vida você já se sentiu incapaz de lidar com seus problemas? Se a resposta é sim, então você não

Leia mais

Artigo de pós-doutoramento

Artigo de pós-doutoramento Artigo de pós-doutoramento Contribuições à compreensão diagnóstica em Gestalt-terapia: o uso do ciclo de contato como base para uma tipologia gestáltica em diálogo com o DSM-IV-TR, eixo II Autor: Ênio

Leia mais

Andrea Simone Schaack Berger

Andrea Simone Schaack Berger A Criança e seus Encontros: uma conversa sobre a visão holística na Gestalt-Terapia e sua influência na forma de ver o cliente e o trabalho psicoterápico Andrea Simone Schaack Berger A Gestalt-Terapia

Leia mais

Legado evolutivo vital que leva um organismo a evitar ameaças, tendo um valor óbvio na sobrevivência.

Legado evolutivo vital que leva um organismo a evitar ameaças, tendo um valor óbvio na sobrevivência. ANSIEDADE E TRANSTORNOS DE ANSIEDADE MEDO E ANSIEDADE MEDO Legado evolutivo vital que leva um organismo a evitar ameaças, tendo um valor óbvio na sobrevivência. É uma emoção produzida pela percepção de

Leia mais

Competências avaliadas pela ICF

Competências avaliadas pela ICF Competências avaliadas pela ICF ð Estabelecendo a Base: 1. Atendendo as Orientações Éticas e aos Padrões Profissionais Compreensão da ética e dos padrões do Coaching e capacidade de aplicá- los adequadamente

Leia mais

TRAÇOS CARACTEROLÓGICOS: MARCAS E REGISTROS DAS ETAPAS DE DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL

TRAÇOS CARACTEROLÓGICOS: MARCAS E REGISTROS DAS ETAPAS DE DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL TRAÇOS CARACTEROLÓGICOS: MARCAS E REGISTROS DAS ETAPAS DE DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL Christiano de Oliveira Pereira 1 RESUMO O caráter específico de cada indivíduo é resultante de todas as experiências

Leia mais

A Psiquiatria e seu olhar Marcus André Vieira Material preparado com auxílio de Cristiana Maranhão e Luisa Ferreira

A Psiquiatria e seu olhar Marcus André Vieira Material preparado com auxílio de Cristiana Maranhão e Luisa Ferreira A Psiquiatria e seu olhar Marcus André Vieira Material preparado com auxílio de Cristiana Maranhão e Luisa Ferreira Transtornos Neuróticos Aspectos históricos A distinção neuroses e psicoses foi, durante

Leia mais

Promoção de Experiências Positivas Crianças e Jovens PEP-CJ Apresentação geral dos módulos

Promoção de Experiências Positivas Crianças e Jovens PEP-CJ Apresentação geral dos módulos Positivas Crianças e Jovens PEP-CJ Apresentação geral dos módulos Universidade do Minho Escola de Psicologia rgomes@psi.uminho.pt www.psi.uminho.pt/ www.ardh-gi.com Esta apresentação não substitui a leitura

Leia mais

Revista da Abordagem Gestáltica: Phenomenological Studies ISSN: 1809-6867 revista@itgt.com.br

Revista da Abordagem Gestáltica: Phenomenological Studies ISSN: 1809-6867 revista@itgt.com.br Revista da Abordagem Gestáltica: Phenomenological Studies ISSN: 1809-6867 revista@itgt.com.br Instituto de Treinamento e Pesquisa em Gestalt Terapia de Goiânia Brasil Brito Pinto, Ênio A GESTALT-TERAPIA

Leia mais

Seminário - Gestalt terapia

Seminário - Gestalt terapia Seminário - Gestalt terapia Deivid Gasparin - 1099442473 Laura Savioli - 121354 Michele Shiraishi 57378 VISÃO DE MUNDO E DE HOMEM - Visão de mundo: O conceito de mundo e pessoa funciona como uma gestalt,

Leia mais

TEORIA ORGANÍSMICA - GOLDSTEIN

TEORIA ORGANÍSMICA - GOLDSTEIN TEORIA ORGANÍSMICA - GOLDSTEIN Precursor SMUTS 1926 EVOLUÇÃO E HOLISMO HOLISMO - GREGO HOLOS TOTAL COMPLETO - UNIFICAÇÃO Descartes séc. XVII Divisão do indivíduo em duas entidades separadas, mas inter-relacionadas:

Leia mais

Fator emocional. Fertilidade Natural: Fator emocional CAPÍTULO 8

Fator emocional. Fertilidade Natural: Fator emocional CAPÍTULO 8 CAPÍTULO 8 Fator emocional O projeto comum de ter filhos, construir a própria família, constitui um momento existencial muito importante, tanto para o homem como para a mulher. A maternidade e a paternidade

Leia mais

Os registros do terapeuta na experiência psicoterápica em Gestalt-Terapia: um ensaio teórico

Os registros do terapeuta na experiência psicoterápica em Gestalt-Terapia: um ensaio teórico Os registros do terapeuta na experiência psicoterápica em Gestalt-Terapia: um ensaio teórico Kelly Gonçalves da Silva gsilva.kelly@gmail.com Instituto de Psicologia 12º período Clara Castilho Barcellos

Leia mais

TRANSTORNOS ANSIOSOS. Prof. Humberto Müller Saúde Mental

TRANSTORNOS ANSIOSOS. Prof. Humberto Müller Saúde Mental TRANSTORNOS ANSIOSOS Prof. Humberto Müller Saúde Mental Porque nos tornamos ansiosos? Seleção natural da espécie Ansiedade e medo... na medida certa, ajuda! Transtornos de Ansiedade SINTOMAS: Reação exagerada

Leia mais

PROPOSTA DE SERVIÇOS EM PSICOLOGIA CLÍNICA

PROPOSTA DE SERVIÇOS EM PSICOLOGIA CLÍNICA PROPOSTA DE SERVIÇOS EM PSICOLOGIA CLÍNICA A importância do bem-estar psicológico dos funcionários é uma descoberta recente do meio corporativo. Com este benefício dentro da empresa, o colaborador pode

Leia mais

PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA A VIA RÁPIDA PARA O DESENVOLVIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL DA COMUNICAÇÃO DE EXCELÊNCIA.

PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA A VIA RÁPIDA PARA O DESENVOLVIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL DA COMUNICAÇÃO DE EXCELÊNCIA. PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA A VIA RÁPIDA PARA O DESENVOLVIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL DA COMUNICAÇÃO DE EXCELÊNCIA. A PNL, é uma área da psicologia que se reveste de um de carácter muito prático e eficaz,

Leia mais

Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1

Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1 Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1 É comum hoje entre os educadores o desejo de, através da ação docente, contribuir para a construção

Leia mais

Terapia cognitiva da esquizofrenia. IX Jornada CELPCYRO Porto Alegre, junho 2012

Terapia cognitiva da esquizofrenia. IX Jornada CELPCYRO Porto Alegre, junho 2012 Terapia cognitiva da esquizofrenia IX Jornada CELPCYRO Porto Alegre, junho 2012 Terapia cognitiva e as medicações Parte do trabalho da TCC é promover o aumento da adesão à medicação. As evidências de melhora

Leia mais

RECONHECIDO INTERNACIONALMENTE

RECONHECIDO INTERNACIONALMENTE RECONHECIDO INTERNACIONALMENTE COACHING EDUCATION By José Roberto Marques Diretor Presidente - Instituto Brasileiro de Coaching Denominamos de Coaching Education a explicação, orientação e aproximação

Leia mais

Wertheimer pode provar experimentalmente que diferentes formas de organização perceptiva são percebidas de forma organizada e com significado

Wertheimer pode provar experimentalmente que diferentes formas de organização perceptiva são percebidas de forma organizada e com significado Wertheimer pode provar experimentalmente que diferentes formas de organização perceptiva são percebidas de forma organizada e com significado distinto por cada pessoa. o conhecimento do mundo se obtém

Leia mais

A PSICOTERAPIA ANALÍTICO FUNCIONAL (FAP)

A PSICOTERAPIA ANALÍTICO FUNCIONAL (FAP) A PSICOTERAPIA ANALÍTICO FUNCIONAL (FAP) Casos Maringá 2011 Instituto de Psicoterapia e Análise do Comportamento tel/fax: (43) 3324-4740 fconte@sercomtel.com.br Erros podem ajudar. Ex. T atendia sempre

Leia mais

O papel das emoções na nossa vida

O papel das emoções na nossa vida O papel das emoções na nossa vida Ao longo da vida, os indivíduos deparam-se com uma variedade de situações que exigem o recurso a variadas competências de modo a conseguirem uma gestão eficaz das mesmas.

Leia mais

Elaboração de Projetos

Elaboração de Projetos Elaboração de Projetos 2 1. ProjetoS Projeto: uma nova cultura de aprendizagem ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de. Projeto: uma nova cultura de aprendizagem. [S.l.: s.n.], jul. 1999. A prática pedagógica

Leia mais

VALÊNCIAS FÍSICAS. 2. VELOCIDADE DE DESLOCAMENTO: Tempo que é requerido para ir de um ponto a outro o mais rapidamente possível.

VALÊNCIAS FÍSICAS. 2. VELOCIDADE DE DESLOCAMENTO: Tempo que é requerido para ir de um ponto a outro o mais rapidamente possível. VALÊNCIAS FÍSICAS RESISTÊNCIA AERÓBICA: Qualidade física que permite ao organismo executar uma atividade de baixa para média intensidade por um longo período de tempo. Depende basicamente do estado geral

Leia mais

silêncio impresso pela família. Os sentimentos são proibidos por serem muito doloridos e causarem muito incômodo. O medo e a vergonha dominam.

silêncio impresso pela família. Os sentimentos são proibidos por serem muito doloridos e causarem muito incômodo. O medo e a vergonha dominam. Introdução O objetivo deste trabalho é compreender a possível especificidade das famílias nas quais um ou mais de seus membros apresentam comportamento adictivo a drogas. Para isto analisaremos que tipos

Leia mais

Projeto de Ações para o Serviço Psicológico do Setor Socioeducacional da Faculdade ASCES

Projeto de Ações para o Serviço Psicológico do Setor Socioeducacional da Faculdade ASCES Projeto de Ações para o Serviço Psicológico do Setor Socioeducacional da Faculdade ASCES Jovanka de Freitas S. Limeira Psicóloga Setor Socioeducacional Caruaru 2014 APRESENTAÇÃO O presente projeto sugere

Leia mais

Uso de substâncias psicoativas em crianças e adolescentes

Uso de substâncias psicoativas em crianças e adolescentes Uso de substâncias psicoativas em crianças e adolescentes Alessandro Alves A pré-adolescência e a adolescência são fases de experimentação de diversos comportamentos. É nessa fase que acontece a construção

Leia mais

A Psicologia de Vendas: Por Que as Pessoas Compram

A Psicologia de Vendas: Por Que as Pessoas Compram A Psicologia de Vendas: Por Que as Pessoas Compram Esquema de Palestra I. Por Que As Pessoas Compram A Abordagem da Caixa Preta A. Caixa preta os processos mentais internos que atravessamos ao tomar uma

Leia mais

O que diferencia uma abordagem fenomenológicoexistencial

O que diferencia uma abordagem fenomenológicoexistencial O que diferencia uma abordagem fenomenológicoexistencial das demais? Ari Rehfeld Publicado no livro Gestalt-terapia : e apresentado no Congresso Latino de Gestalt Maceió, 20 a 24 out 2004 Abertura Começo

Leia mais

COMPETÊNCIAS E SABERES EM ENFERMAGEM

COMPETÊNCIAS E SABERES EM ENFERMAGEM COMPETÊNCIAS E SABERES EM ENFERMAGEM Faz aquilo em que acreditas e acredita naquilo que fazes. Tudo o resto é perda de energia e de tempo. Nisargadatta Atualmente um dos desafios mais importantes que se

Leia mais

Como desenvolver a resiliência no ambiente de Recursos Humanos

Como desenvolver a resiliência no ambiente de Recursos Humanos Como desenvolver a resiliência no ambiente de Recursos Humanos Edna Bedani Edna Bedani Mestre em Administração, Pós Graduada em Administração, com especialização em Gestão Estratégica de RH, graduada em

Leia mais

O Cuidado como uma forma de ser e de se relacionar

O Cuidado como uma forma de ser e de se relacionar O Paradigma Holístico O holismo ( de holos = todo) abrangendo a ideia de conjuntos, ou de todos e de totalidade, não engloba apenas a esfera física, mas se estende também às mais altas manifestações do

Leia mais

Sobre a intimidade na clínica contemporânea

Sobre a intimidade na clínica contemporânea Sobre a intimidade na clínica contemporânea Flávia R. B. M. Bertão * Francisco Hashimoto** Faculdade de Ciências e Letras de Assis, UNESP. Doutorado Psicologia frbmbertao@ibest.com.br Resumo: Buscou-se

Leia mais

BOAS PRÁTICAS. para humanizar o atendimento e gerar fidelização em Clínicas e Hospitais. Boas práticas para humanizar o atendimento

BOAS PRÁTICAS. para humanizar o atendimento e gerar fidelização em Clínicas e Hospitais. Boas práticas para humanizar o atendimento BOAS PRÁTICAS para humanizar o atendimento e gerar fidelização em Clínicas e Hospitais ÍNDICE Introdução 3 Explique e difunda a importância do termo 4 A humanização e o ambiente físico 6 Aperfeiçoamento

Leia mais

Lu Rochael - Psicóloga e Coach - Todos os direitos reservados

Lu Rochael - Psicóloga e Coach - Todos os direitos reservados Desenvolva e amplie sua autoestima Por que falar de autoestima? Trabalho como terapeuta há 10 anos, período em que pude testemunhar e acompanhar muitos clientes. Qualquer que fosse o motivo pelo qual as

Leia mais

Transtornos do Comportamento da Criança

Transtornos do Comportamento da Criança Transtornos do Comportamento da Criança 01 ... Para aquele que não sabe como controlar seu íntimo, inventar-se-á controle Goethe 02 Definição Comportamento é o conjunto de atitudes e reações do indivíduo

Leia mais

O PADRE E A SAÚDE EMOCIONAL 1

O PADRE E A SAÚDE EMOCIONAL 1 1 O PADRE E A SAÚDE EMOCIONAL 1 Ênio Brito Pinto À medida em que o ser humano avança em seus conhecimentos fica cada vez mais à mostra a enorme complexidade que somos, obrigando a novos diálogos e posicionamentos.

Leia mais

A Saúde mental é componente chave de uma vida saudável.

A Saúde mental é componente chave de uma vida saudável. Transtornos mentais: Desafiando os Preconceitos Durante séculos as pessoas com sofrimento mental foram afastadas do resto da sociedade, algumas vezes encarcerados, em condições precárias, sem direito a

Leia mais

CONVIVENDO COM O LÚPUS

CONVIVENDO COM O LÚPUS CONVIVENDO COM O LÚPUS Dr. Jean-Luc Senecal Aprender a viver com o lúpus é semelhante a todas as outras coisas da vida. Alguns deverão exercitar-se e este aprendizado não se faz da noite para o dia. A

Leia mais

A seguir enumeramos algumas caracteristicas do TBH:

A seguir enumeramos algumas caracteristicas do TBH: OQUEÉOTRANSTORNOBIPOLARDO HUMOR(TBH)? O transtorno bipolar do humor (também conhecido como psicose ou doença maníaco-depressiva) é uma doença psiquiátrica caracterizada por oscilações ou mudanças de humor

Leia mais

CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA GERAL E ANÁLISE DO COMPORTAMENTO PSICOLOGIA CLÍNICA NA ANÁLISE DO COMPORTAMENTO ANSIEDADE

CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA GERAL E ANÁLISE DO COMPORTAMENTO PSICOLOGIA CLÍNICA NA ANÁLISE DO COMPORTAMENTO ANSIEDADE CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA GERAL E ANÁLISE DO COMPORTAMENTO PSICOLOGIA CLÍNICA NA ANÁLISE DO COMPORTAMENTO ANSIEDADE Gabriele Gris Kelly Cristina da Silva Cardoso Luciana

Leia mais

Durante toda sua vida, Anna Freud ocupou-se com a psicanálise, dando especial

Durante toda sua vida, Anna Freud ocupou-se com a psicanálise, dando especial 30 1. 3. Anna Freud: o analista como educador Durante toda sua vida, Anna Freud ocupou-se com a psicanálise, dando especial ênfase ao desenvolvimento teórico e terapêutico da psicanálise de crianças. Sua

Leia mais

Desenvolvimento motor do deficiente auditivo. A deficiência auditiva aparece, por vezes, associada a outras deficiências, como

Desenvolvimento motor do deficiente auditivo. A deficiência auditiva aparece, por vezes, associada a outras deficiências, como Texto de apoio ao Curso de Especialização Atividade Física Adaptada e Saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira Desenvolvimento motor do deficiente auditivo A deficiência auditiva aparece, por vezes, associada

Leia mais

http://chunkingup.blogspot.com

http://chunkingup.blogspot.com A P L I C A Ç Ã O / F O R M A Ç Ã O P R O G R A M A Ç Ã O N E U R O L I N G U Í S T I C A CURSO DE I N T R O D U Ç Ã O B Á S I C A ( 12 H O R A S ) C \ M I G U E L F E R R E I R A PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUISTICA

Leia mais

PAR. Torne-se um PAR para que sua vida seja ÍMPAR ACELBRA-RJ

PAR. Torne-se um PAR para que sua vida seja ÍMPAR ACELBRA-RJ PAR Torne-se um PAR para que sua vida seja ÍMPAR ACELBRA-RJ PAR Paciente Ativo e Responsável ACELBRA-RJ Ser um PAR celíaco Flávia Anastácio de Paula Adaptação do Texto de Luciana Holtz de Camargo Barros

Leia mais

A Saúde Mental dos Trabalhadores da Saúde

A Saúde Mental dos Trabalhadores da Saúde A Saúde Mental dos Trabalhadores da Saúde Tatiana Thiago Mendes Psicóloga Clínica e do Trabalho Pós-Graduação em Saúde e Trabalho pelo HC FM USP Perita Judicial em Saúde Mental Panorama da Saúde dos Trabalhadores

Leia mais

GRUPO OPERATIVO DE INFORMAÇÃO

GRUPO OPERATIVO DE INFORMAÇÃO GRUPO OPERATIVO DE INFORMAÇÃO 2009 Trabalho apresentado como requisito parcial da disciplina PROCESSOS GRUPAIS, sob a orientação da Educanda Cristina Elizabete Bianca Tinoco Silva Estudante do curso de

Leia mais

Nesse E-Book você vai aprender a lidar com aquelas situações chatas da nossa vida como psicólogos iniciantes em que tudo parece dar errado!

Nesse E-Book você vai aprender a lidar com aquelas situações chatas da nossa vida como psicólogos iniciantes em que tudo parece dar errado! Nesse E-Book você vai aprender a lidar com aquelas situações chatas da nossa vida como psicólogos iniciantes em que tudo parece dar errado! Aqueles primeiros momentos em que tudo que fazemos na clínica

Leia mais

Classificação de deficiência mental - Evolução do conceito na história

Classificação de deficiência mental - Evolução do conceito na história Classificação de deficiência mental - Evolução do conceito na história Classificação de deficiência mental (1976) 1- Variação normal da inteligência (VNI) QI entre 71e 84 Geralmente sem atraso do DNPM

Leia mais

O meu filho e o psicólogo

O meu filho e o psicólogo O meu filho e o psicólogo Oficina de Psicologia www.oficinadepsicologia.com As 10 questões de muitos pais antes de marcarem consulta do seu filho 1)O meu filho não é maluco! Algumas crianças bem como alguns

Leia mais

O papel do corpo na contemporaneidade, as novas patologias e a escuta analítica.

O papel do corpo na contemporaneidade, as novas patologias e a escuta analítica. O papel do corpo na contemporaneidade, as novas patologias e a escuta analítica. Silvana Maria de Barros Santos Entre o século XVI a XIX, as transformações políticas, sociais, culturais e o advento da

Leia mais

A experiência emocional atualizadora em Gestaltterapia de curta duração

A experiência emocional atualizadora em Gestaltterapia de curta duração ARTIGOS A experiência emocional atualizadora em Gestaltterapia de curta duração Self-actualization emotional experience in short-term Gestalttherapy Ênio Brito Pinto * Professor Titular do Instituto de

Leia mais

EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO LOGOTERAPIA ANÁLISE EXISTENCIAL

EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO LOGOTERAPIA ANÁLISE EXISTENCIAL EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO LOGOTERAPIA ANÁLISE EXISTENCIAL Disciplina: A ética descritiva sob a Perspectiva Interdisciplinar 1 e 2 A ética descritiva, Logoterapia e as esferas

Leia mais

Sentimentos e emoções Quem vê cara não vê coração

Sentimentos e emoções Quem vê cara não vê coração Material pelo Ético Sistema de Ensino Elaborado para Educação Infantil Publicado em 2011 Projetos temáticos EDUCAÇÃO INFANTIL Data: / / Nível: Escola: Nome: Sentimentos e emoções Quem vê cara não vê coração

Leia mais

Transtornos de Personalidade e Implicações Forenses. Personalidade. Personalidade 26/09/2015. PUC Goiás Prof.ª Otília Loth

Transtornos de Personalidade e Implicações Forenses. Personalidade. Personalidade 26/09/2015. PUC Goiás Prof.ª Otília Loth Transtornos de Personalidade e Implicações Forenses PUC Goiás Prof.ª Otília Loth Personalidade Personalidade é uma totalidade relativamente estável e previsível de traços emocionais e comportamentais que

Leia mais

Atuação do psicólogo na Assistência Social. Iolete Ribeiro da Silva Conselho Federal de Psicologia

Atuação do psicólogo na Assistência Social. Iolete Ribeiro da Silva Conselho Federal de Psicologia Atuação do psicólogo na Assistência Social Iolete Ribeiro da Silva Conselho Federal de Psicologia Concepção de Assistência Social Assistência social direito social e dever estatal Marco legal: Constituição

Leia mais

LIDERAR PESSOAS A BASE DA CONSTRUÇÃO DE UMA EQUIPE DE SUCESSO. Prof. Paulo Henrique Ribeiro paulo@topassessoria.com

LIDERAR PESSOAS A BASE DA CONSTRUÇÃO DE UMA EQUIPE DE SUCESSO. Prof. Paulo Henrique Ribeiro paulo@topassessoria.com LIDERAR PESSOAS A BASE DA CONSTRUÇÃO DE UMA EQUIPE DE SUCESSO Prof. Paulo Henrique Ribeiro paulo@topassessoria.com LI ESTAMOS PASSANDO PELA MAIOR TRANSFORMAÇÃO NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE. VALORIZAR PESSOAS

Leia mais

2014 Setembro Ed. 16 1

2014 Setembro Ed. 16 1 1 Editorial Caros assinantes, tudo o que fazemos na vida tem por objetivo nossa felicidade. Quando ajudamos outra pessoa sentimos um forte prazer, felicidade. A filosofia nos convida a refletir se fazemos

Leia mais

Palavras-chaves: Formação de professores; Estágio Supervisionado; Reflexão sobre a prátida; Escrita docente; Diários de aula.

Palavras-chaves: Formação de professores; Estágio Supervisionado; Reflexão sobre a prátida; Escrita docente; Diários de aula. DIÁRIOS DE AULA ONLINE: ANÁLISE DE UM DISPOSITIVO DE FORMAÇÃO DOCENTE NA LICENCIATURA EM MATEMÁTICA Jane Bittencourt 1 Alice Stephanie Tapia Sartori 2 Resumo Esse trabalho tem como foco a formação inicial

Leia mais

ENFOQUE HOLÍSTICO DA DOENÇA E DA SAÚDE: UMA POSSIBILIDADE DE INTEGRAÇÃO A PARTIR DA ESCUTA DO CORPO

ENFOQUE HOLÍSTICO DA DOENÇA E DA SAÚDE: UMA POSSIBILIDADE DE INTEGRAÇÃO A PARTIR DA ESCUTA DO CORPO ENFOQUE HOLÍSTICO DA DOENÇA E DA SAÚDE: UMA POSSIBILIDADE DE INTEGRAÇÃO A PARTIR DA ESCUTA DO CORPO Prof. Ms. Andrea Simone Schaack Berger * A natureza, por si própria, quando a deixamos operar, tira-se

Leia mais

BRINCAR É UM DIREITO!!!! Juliana Moraes Almeida Terapeuta Ocupacional Especialista em Reabilitação neurológica

BRINCAR É UM DIREITO!!!! Juliana Moraes Almeida Terapeuta Ocupacional Especialista em Reabilitação neurológica BRINCAR É UM DIREITO!!!! Juliana Moraes Almeida Terapeuta Ocupacional Especialista em Reabilitação neurológica PORQUE AS CRIANÇAS ESTÃO PERDENDO TODOS OS REFERENCIAIS DE ANTIGAMENTE EM RELAÇÃO ÀS BRINCADEIRAS?

Leia mais

30/8/2010 HARRY STACK SULLIVAN ESTRUTURA DA PERSONALIDADE PSIQUIATRIA PROCESSOS CAMPOS INTERATIVOS

30/8/2010 HARRY STACK SULLIVAN ESTRUTURA DA PERSONALIDADE PSIQUIATRIA PROCESSOS CAMPOS INTERATIVOS HARRY STACK SULLIVAN Profa. Marilene Zimmer Psicologia - FURG HARRY STACK SULLIVAN Nova York 21/2/1892 14/01/1949 1917 Diploma de Médico Chicago College of Medicine and Surgery Serviu forças armadas I

Leia mais

Resumo. Autoras: 1 - Clarissa Freitas de Almeida, UERJ. 2 - Veronica Santana Queiroz, UERJ. Endereços Eletrônicos: 1 - cla.raposa@gmail.

Resumo. Autoras: 1 - Clarissa Freitas de Almeida, UERJ. 2 - Veronica Santana Queiroz, UERJ. Endereços Eletrônicos: 1 - cla.raposa@gmail. Título: Desafios da Orientação Profissional Um caso prático no SPA da UERJ Autoras: 1 - Clarissa Freitas de Almeida, UERJ. 2 - Veronica Santana Queiroz, UERJ. Endereços Eletrônicos: 1 - cla.raposa@gmail.com

Leia mais

ESTIMULAR BRINCANDO: DESENVONVIMENTO DE BRINQUEDO, FERRAMENTA DE AUXILIO LÚDICO-EDUCATIVO NO TRATAMENTO DO CÂNCER INFANTIL

ESTIMULAR BRINCANDO: DESENVONVIMENTO DE BRINQUEDO, FERRAMENTA DE AUXILIO LÚDICO-EDUCATIVO NO TRATAMENTO DO CÂNCER INFANTIL ESTIMULAR BRINCANDO: DESENVONVIMENTO DE BRINQUEDO, FERRAMENTA DE AUXILIO LÚDICO-EDUCATIVO NO TRATAMENTO DO CÂNCER INFANTIL INTRODUÇÃO Amara Holanda Fabiane Romana Fernanda Oliveira Karen Trage Máuren Mássia

Leia mais

Buscamos compreender como ocorrem os processos de desenvolvimento humano, organizacional e social

Buscamos compreender como ocorrem os processos de desenvolvimento humano, organizacional e social instituto fonte... Buscamos compreender como ocorrem os processos de desenvolvimento humano, organizacional e social e a arte de neles intervir. Buscamos potencializar a atuação de iniciativas sociais,

Leia mais

Resiliência. Capacidade para superar os desafios da vida

Resiliência. Capacidade para superar os desafios da vida Resiliência Capacidade para superar os desafios da vida O que é resiliência? Resiliência pode ser definida como a capacidade de se renascer da adversidade fortalecido e com mais recursos. (...) Ela engloba

Leia mais

> Relatório de Vendas. Nome: Exemplo

> Relatório de Vendas. Nome: Exemplo > Relatório de Vendas Nome: Exemplo Data: 8 maio 2008 INTRODUÇÃO O Relatório de Vendas da SHL ajuda a compreender a adequação do potencial do Exemplo na função de vendas. Este relatório é baseado nos resultados

Leia mais

Marta Kohl de Oliveira Algumas Contribuições da Psicologia Cognitiva

Marta Kohl de Oliveira Algumas Contribuições da Psicologia Cognitiva Marta Kohl de Oliveira Algumas Contribuições da Psicologia Cognitiva A criança que chega à escola é um indivíduo que sabe coisas e que opera intelectualmente de acordo com os mecanismos de funcionamento

Leia mais

02/03/2011 PERSPECTIVA SINDRÔMICA

02/03/2011 PERSPECTIVA SINDRÔMICA PSICOPATOLOGIA CLASSIFICAÇÕES DIAGNÓSTICAS COMPREENSÃO DAS SÍNDROMES Profa. Dra. Marilene Zimmer Psicologia - FURG 2 Embora a psicopatologia psiquiátrica contemporânea tenda, cada vez mais, a priorizar

Leia mais

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA INSTITUTO DE PSICOLOGIA. Curso de Pós-graduação em Psicologia

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA INSTITUTO DE PSICOLOGIA. Curso de Pós-graduação em Psicologia UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA INSTITUTO DE PSICOLOGIA Curso de Pós-graduação em Psicologia OS TRANSTORNOS DA PERSONALIDADE HISTRIÔNICA E OBSESSIVA-COMPULSIVA NA PERSPECTIVA DA ABORDAGEM GESTÁLTICA E DA TEORIA

Leia mais

ARTETERAPIA na EDUCAÇÃO INCLUSIVA

ARTETERAPIA na EDUCAÇÃO INCLUSIVA GOVERNO DE SERGIPE SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO DIVISÃO DE EDUCAÇÃO ESPECIAL Responsável: Denize da Silva Souza ARTETERAPIA na EDUCAÇÃO INCLUSIVA Cristina Dias Allessandrini

Leia mais

PREVENÇÃO DE RECAÍDA

PREVENÇÃO DE RECAÍDA PREVENÇÃO DE RECAÍDA Alessandro Alves Noventa por cento do sucesso se baseia simplesmente em insistir. Woody Allen A recaída tem sido descrita tanto como um resultado a visão dicotômica de que a pessoa

Leia mais

Albert Ellis e a Terapia Racional-Emotiva

Albert Ellis e a Terapia Racional-Emotiva PSICOTERAPIA COGNITIVO- COMPORTAMENTAL - Aspectos Históricos - NERI MAURÍCIO PICCOLOTO Porto Alegre/RS Albert Ellis e a Terapia Racional-Emotiva 1 Albert Ellis Albert Ellis (1955) Insatisfação com prática

Leia mais

Educação Permanente e gestão do trabalho

Educação Permanente e gestão do trabalho São Bernardo,março de 2013 Educação Permanente e gestão do trabalho Laura Camargo Macruz Feuerwerker Profa. Associada Faculdade de Saúde Pública da USP Trabalho em saúde O trabalho em saúde não é completamente

Leia mais

MEDICINA PÓS-REICHIANA APRESENTAÇÃO DE UM CASO CLÍNICO Roberto Brunow Ventura

MEDICINA PÓS-REICHIANA APRESENTAÇÃO DE UM CASO CLÍNICO Roberto Brunow Ventura 1 MEDICINA PÓS-REICHIANA APRESENTAÇÃO DE UM CASO CLÍNICO Roberto Brunow Ventura RESUMO Esta apresentação tem como objetivo ilustrar a importância de usarmos uma visão global do paciente na prática clínico-terapêutica.

Leia mais

Por que repetimos os mesmos erros

Por que repetimos os mesmos erros J.-D. Nasio Por que repetimos os mesmos erros Tradução: André Telles Neste livro, eu gostaria de mostrar como a minha experiência de psicanalista me levou a concluir que o inconsciente é a repetição. Normalmente,

Leia mais

100 FRASES para um dia mais feliz. de Ana Flávia Miziara

100 FRASES para um dia mais feliz. de Ana Flávia Miziara 100 FRASES para um dia mais feliz de Ana Flávia Miziara Você está alegre? A vida está sorrindo para você? Você se lembrou de sorrir hoje? Lembre-se que a alegria é a fartura da vida e da mente. A vida

Leia mais

O SIGNIFICADO DA FORMAÇÃO CONTINUADA DOCENTE

O SIGNIFICADO DA FORMAÇÃO CONTINUADA DOCENTE O SIGNIFICADO DA FORMAÇÃO CONTINUADA DOCENTE Lilian Kemmer Chimentão Resumo O presente estudo tem como objetivo a compreensão do significado e da importância da formação continuada docente para o exercício

Leia mais

RENASCER PARA O CORPO. VIVER PLENAMENTE.

RENASCER PARA O CORPO. VIVER PLENAMENTE. RENASCER PARA O CORPO. VIVER PLENAMENTE. Elen Patrícia Piccinini Leandro Dierka Patrícia Asinelli Silveira RESUMO Em meio à correria e compromissos do dia a dia é difícil prestar atenção em nosso corpo.

Leia mais

A Dança na Terceira Idade

A Dança na Terceira Idade A Dança na Terceira Idade Bárbara Costa Carolina Miguel Leonardo Delarete Pimenta Na terceira idade, geralmente, o ser humano sofre algumas alterações de um declínio geral no aspecto biopsicossocial. Como

Leia mais

PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO GERENCIAL E DE LIDERANÇA. Estilos de comportamento no ambiente de trabalho Diagnóstico

PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO GERENCIAL E DE LIDERANÇA. Estilos de comportamento no ambiente de trabalho Diagnóstico PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO GERENCIAL E DE LIDERANÇA Estilos de comportamento no ambiente de trabalho Foco do programa O desenvolvimento de habilidades gerenciais e capacidades de liderança passa pelo

Leia mais

Perfil Caliper de Especialistas The Inner Potential Report

Perfil Caliper de Especialistas The Inner Potential Report Perfil Caliper de Especialistas The Inner Potential Report Avaliação de: Sr. Antônio Modelo Preparada por: Consultor Caliper exemplo@caliper.com.br Data: Página 1 Perfil Caliper de Especialistas The Inner

Leia mais

Sumário 1 Diagnóstico Diferencial Passo a Passo...1 2 Diagnóstico Diferencial por Meio de Algoritmos...17

Sumário 1 Diagnóstico Diferencial Passo a Passo...1 2 Diagnóstico Diferencial por Meio de Algoritmos...17 Sumário 1 Diagnóstico Diferencial Passo a Passo...1 2 Diagnóstico Diferencial por Meio de Algoritmos...17 2.1 Algoritmo de Decisão para Baixo Desempenho Escolar... 22 2.2 Algoritmo de Decisão para Problemas

Leia mais

ADOLESCÊNCIA NORMAL Tamara Santos de Souza (fonte: http://psicologiaereflexao.wordpress.com/)

ADOLESCÊNCIA NORMAL Tamara Santos de Souza (fonte: http://psicologiaereflexao.wordpress.com/) ADOLESCÊNCIA NORMAL Tamara Santos de Souza (fonte: http://psicologiaereflexao.wordpress.com/) Arminda Aberastury foi pioneira no estudo da psicanálise de crianças e adolescentes na América Latina. A autora

Leia mais

A PSICOLOGIA CORPORAL NA SALA DE AULA

A PSICOLOGIA CORPORAL NA SALA DE AULA 1 A PSICOLOGIA CORPORAL NA SALA DE AULA Glória Maria Alves Ferreira Cristofolini RESUMO Sala de aula, lugar de construção do saber, de alegrias e sensibilidades. É assim que penso o verdadeiro sentido

Leia mais

Sugestões de como trabalhar (ensinar) a turma toda Cinara Rizzi Cecchin Uma das primeiras certezas que o professor deve ter é que as crianças sempre

Sugestões de como trabalhar (ensinar) a turma toda Cinara Rizzi Cecchin Uma das primeiras certezas que o professor deve ter é que as crianças sempre Sugestões de como trabalhar (ensinar) a turma toda Cinara Rizzi Cecchin Uma das primeiras certezas que o professor deve ter é que as crianças sempre sabem alguma coisa, todo educando pode aprender, mas

Leia mais

CULTURA ORGANIZACIONAL. Prof. Gilberto Shinyashiki FEA-RP USP

CULTURA ORGANIZACIONAL. Prof. Gilberto Shinyashiki FEA-RP USP CULTURA ORGANIZACIONAL Prof. Gilberto Shinyashiki FEA-RP USP Cultura é uma característica única de qualquer organização Apesar de difícil definição, compreende-la pode ajudar a: Predizer como a organização

Leia mais

TOC E A INTERFERÊNCIA NA VIDA SOCIAL DO PACIENTE

TOC E A INTERFERÊNCIA NA VIDA SOCIAL DO PACIENTE TOC E A INTERFERÊNCIA NA VIDA SOCIAL DO PACIENTE Laís Rosiak 1 Rebeca Bueno dos Santos ¹ Mara Regina Nieckel da Costa 2 RESUMO O presente artigo apresenta o estudo realizado sobre o Transtorno Obsessivo

Leia mais

O que é Distúrbio Bipolar Bipolar Disorder Source - NIMH

O que é Distúrbio Bipolar Bipolar Disorder Source - NIMH O que é Distúrbio Bipolar Bipolar Disorder Source - NIMH Distúrbio Bipolar, também conhecido como mania e depressão, é uma desordem do cérebro que causa mudanças não previstas no estado mental da pessoa,

Leia mais

A contribuição da Psicologia no Tratamento Clínico e Cirúrgico da Obesidade

A contribuição da Psicologia no Tratamento Clínico e Cirúrgico da Obesidade A contribuição da Psicologia no Tratamento Clínico e Cirúrgico da Obesidade Thaís Cristina Simamoto* Thaís Silva Luiz* A obesidade mórbida é uma doença crônica metabólica que combina grandes chances de

Leia mais

Homeopatia. Copyrights - Movimento Nacional de Valorização e Divulgação da Homeopatia mnvdh@terra.com.br 2

Homeopatia. Copyrights - Movimento Nacional de Valorização e Divulgação da Homeopatia mnvdh@terra.com.br 2 Homeopatia A Homeopatia é um sistema terapêutico baseado no princípio dos semelhantes (princípio parecido com o das vacinas) que cuida e trata de vários tipos de organismos (homem, animais e plantas) usando

Leia mais

MADRINA-Desenvolvimento Infantil e Parental 1

MADRINA-Desenvolvimento Infantil e Parental 1 MADRINA-Desenvolvimento Infantil e Parental 1 PROJETO MEU TEMPO DE CRIANÇA Missão Visão Valores Colaborar com a importante tarefa de educar as crianças, nesse momento único de suas jovens vidas, onde os

Leia mais

DEPRESSÃO. O que você precisa saber. Fênix Associação Pró-Saúde Mental

DEPRESSÃO. O que você precisa saber. Fênix Associação Pró-Saúde Mental DEPRESSÃO O que você precisa saber Fênix Associação Pró-Saúde Mental Eu admito que preciso de ajuda, pois sozinho não consigo... (Grupo Fênix: Os 6 Passos para a Recuperação) a 1 Edição São Paulo 2010

Leia mais

Ética e Psicopatologia. Concurso INSS 2012

Ética e Psicopatologia. Concurso INSS 2012 Ética e Psicopatologia Concurso INSS 2012 Ética Éticaé a parte dafilosofiadedicada aos estudos dos valores morais e princípios ideais do comportamento humano.a palavra "ética" é derivada dogrego, e significa

Leia mais

RODA DE CONVERSA SOBRE PROFISSÕES

RODA DE CONVERSA SOBRE PROFISSÕES RODA DE CONVERSA SOBRE PROFISSÕES Kátia Hatsue Endo Unesp hatsueendo@yahoo.com.br Daniela Bittencourt Blum - UNIP danibittenc@bol.com.br Catarina Maria de Souza Thimóteo CEETEPS - catarinamst@netonne.com.br

Leia mais