Belém-PA, Julho de 2015

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2 2 GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE PÚBLICA COORDENAÇÃO DE TECNOLOGIA E INFORMÁTICA EM SAÚDE ESTRATÉGIA DE GESTÃO EM TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE (EG-TIS) A informação é um patrimônio que agrega valor a uma instituição e utilizar os recursos da TI é relevante para a armazenamento, disseminação e a democratização da informação para subsidiar as tomadas decisões macroestratégicas dentro da gestão em saúde no Estado do Pará. Belém-PA, Julho de 2015

3 3 GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE PÚBLICA COORDENAÇÃO DE TECNOLOGIA E INFORMÁTICA EM SAÚDE ESTRATÉGIA DE GESTÃO EM TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE (EG-TIS) SIMÃO ROBISON OLIVEIRA JATENE Governador do Estado do Pará JOSÉ DA CRUZ MARINHO Vice-Governador do Estado do Pará VITOR MANUEL JESUS MATEUS Secretário de Estado de Saúde Pública do Estado do Pará MARIA DO CÉU GUIMARÃES DE ALENCAR Secretária Adjunta de Gestão Administrativa HELOÍSA MARIA MELO E SILVA GUIMARÃES Secretária Adjunta de Gestão de Políticas de Saúde Belém-PA, Julho de 2015

4 4 GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE PÚBLICA COORDENAÇÃO DE TECNOLOGIA E INFORMÁTICA EM SAÚDE ESTRATÉGIA DE GESTÃO EM TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE (EG-TIS) ELABORAÇÃO DA ESTRATÉGIA DE GESTÃO MARCOS OLIVEIRA SILVA Coordenador de Tecnologia e informática em Saúde CTIS/SESPA CRISTIANO ROGÉRIO OLIVEIRA DOS SANTOS Gerente de Redes, Infraestrutura e Segurança de Dados GERIS/CTIS/SESPA LUIZ FERNANDO COVRE Gerente de Análise e Desenvolvimento de Sistemas GEADS/CTIS/SESPA ROBERTO ALVES AMANAJAS Coordenador de Núcleo Articulado PRODEPA/SESPA Belém-PA, Julho de 2015

5 5 1. APRESENTAÇÃO DA ESTRATÉGIA DE GESTÃO EM TECOLIGIA DE INFORMAÇÃO (EG-TIS) A informação é um patrimônio de vital importância, que deve ser armazenado e distribuído por meios seguros. Sendo a informação um bem que agrega valor a uma instituição, é necessário fazer uso dos recursos da T.I (Tecnologia da Informação) de maneira apropriada, utilizando sistemas e ferramentas para cada situação. O novo modelo de Gestão do Sistema Único de Saúde SUS têm seu vértice voltado ao cliente/cidadão adotando um estilo participativo para sobrepor o modelo tradicional de estrutura hierarquizada. Considerando-se esses fatores, surge a necessidade de definir metas e estratégias para o fortalecimento da gestão através da busca permanente da eficácia em toda a ação pública. Para tanto se torna necessário aperfeiçoar métodos, processos de trabalho e modernizar os sistemas administrativos existentes em especial aqueles que estão relacionados diretamente a gestão da informação em saúde para que esta informação fique disponível e acessível a todos os clientes/cidadãos. Para tornar possível todas essas transformações, os gestores possuem um papel fundamental que é investir em novas tecnologias, principalmente aquelas baseadas em softwares livres, ou seja, que não trarão ônus à instituição, capacitação e qualificação dos servidores públicos visando desenvolver competências, habilidades, comprometimento, comportamentos compatíveis com a inovação permanente, a busca de resultados e principalmente o respeito aos direitos de cidadania. O Plano Diretor de Tecnologia de Informação em Saúde PDTIS têm por finalidade reestruturar o Núcleo de Tecnologia de Informação e Informática em Saúde NTIIS, que será conhecido como Coordenação de Tecnologia e Informática em Saúde CTIS, identificando as necessidades tecnológicas em prol da informação em saúde bem como a infraestrutura necessária para que essas informações sejam tratadas e armazenadas de maneira adequada para serem disponibilizadas de forma simples, ágil e acessível dentro da Secretaria de Estado de Saúde Pública SESPA e para toda a população em geral. O PDTIS visa ainda gerenciar o conhecimento através da integração das bases de dados dos Sistemas de Informação em Saúde tornando essas bases de dados uma ferramenta eficaz nas tomadas de decisões dos gestores desta instituição.

6 6 2. JUSTIFICATIVA O avanço tecnológico e a ampliação da informatização da rede da Secretária de Estado de Saúde Pública do Pará SESPA, nos remetem à necessidade de colocar a informação e a informática em saúde na condição de função macro estratégica para a gestão da política em saúde no estado do Pará, evidenciando a necessidade de reestruturação do Núcleo de Tecnologia de Informação e Informática em Saúde NTIIS, que terá seu nome alterado para Coordenação de Tecnologia e Informática em Saúde CTIS, com vista a incorporação de novos papéis que exigem a definição de novas competências, necessidade de inclusão de novas categorias de recursos humanos, investimentos para tornar possível a adequação da infraestrutura e a capacitação permanente dos recursos humanos para a adoção de novas tecnologias. A aplicação de tecnologias de informação na área da saúde se desenvolve em larga escala possibilitando o avanço da medicina no tratamento de pacientes aliado ao registro eletrônico da história clinica dos pacientes, a identificação destes através do cartão SUS, recursos de tele-medicina, protocolos clínicos, bibliotecas virtuais, ensino à distância, videoconferência, dentre outros que possibilitam aos gestores de saúde levar atendimento a localidades remotas, aperfeiçoar e capacitar profissionais de saúde e democratizar o acesso à informação em saúde. Nesse sentido, torna-se necessário a implantação de uma política estadual de informação e informática em saúde que norteie o processo de informatização dos trabalhos em saúde de forma a obter ganhos de eficiência e qualidade proporcionados pela utilização de novas tecnologias de informação, agregando maior confiabilidade a gestão, geração de conhecimento e contemplando a democratização do acesso à informação em saúde em todos os níveis de complexibilidade do Sistema Único de Saúde, o SUS. 3. OBJETIVOS GERAIS 1. Redefinir as competências da CTIS visando o fortalecimento da informação e da informática em saúde no planejamento estratégico da SESPA, nos processos decisórios, no controle e avaliação e acompanhamento das ações no nível estadual, regional e municipal. 2. Definir estratégias para regionalização da coordenação de tecnologia da SESPA visando disseminar a informação e a informática em saúde, reduzindo as barreiras

7 7 geográficas e proporcionando suporte técnico em informática adequado aos centros regionais de saúde, hospitais e demais unidades sob gestão da SESPA. 4. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 1. Definir as competências CTIS na formulação de políticas e coordenação de atividades na área de informação e informática em saúde no estado do Pará. 5. DIRETRIZES PARA IMPLANTAÇÃO DA (EG-TIS) A Informação em Saúde excede o ponto de vista do isolamento e de abrangência restrita a cada instituição de saúde passando a ser um instrumento relevante para uma gestão eficaz e ilibada do Sistema Único de Saúde em todos os níveis de complexibilidade. Sendo assim torna-se imprescindível a definição de novas competências da área de informação e informática em saúde que contemplem mecanismos integradores em seus diferentes níveis de atuação de modo a possibilitar uma autêntica gestão participativa visando maior eficácia das ações, do planejamento, tomadas de decisões e elaboração de recursos. Algumas diretrizes, elencadas a seguir, tornam-se relevantes para que a gestão em saúde tenha subsídios que possam nortear as decisões macro estratégicas em saúde. 1. Fortalecer as áreas de informação e informática apoiando a sua organização e desenvolvimento, através de criação de mecanismos de articulação, com vistas à integração dos sistemas de informação em saúde e estabelecimento de mecanismos que permitam a qualificação e manutenção de quadro permanente de profissionais de informação e informática em saúde. 2. Investir na readequação de infraestrutura que permita a interoperabilidade entre os sistemas. 3. Estabelecer mecanismos de compartilhamento de dados de interesse para a saúde e ampliar a produção e disseminação de informações de saúde de forma a atender tanto às necessidades de usuários, profissionais, gestores, prestadores de serviços e controle social, quanto ao intercâmbio com instituições de ensino e pesquisa, outros setores governamentais e da sociedade. 4. Garantir o acesso livre a bases de dados em saúde não-identificadas, sujeitando a preceitos éticos o acesso a dados individuais identificados, a fim de respeitar a privacidade e confidencialidade.

8 8 5. Estimular a prática profissional, através de uso de telecomunicações na assistência à saúde, ensino à distância, sistemas de apoio à decisão, protocolos clínicos e programáticos e acesso eletrônico à literatura especializada. 6. Estimular a disseminação de informação em saúde para a população utilizando diferentes linguagens, mídias e veículos de comunicação, alcançando públicos específicos e facilitando o controle social em saúde. 7. Estimular a universalização do uso de bibliotecas virtuais em saúde para a disseminação de informações técnico-científicas, promovendo a ampliação do acervo e facilitando o acesso dos usuários. 8. Estimular e incentivar o desenvolvimento de ações que promovam e ampliem o uso de softwares livres na área de saúde e na área administrativa a fim de reduzir custos e prover maior segurança das informações.

9 9 6. PROPOSTA DE RESTRUTURAÇÃO DA CTIS Reorganizar as atribuições da Coordenação de Tecnologia dentro da SESPA, conforme discriminado abaixo: 1. Planejar, coordenar, acompanhar e avaliar as atividades pertinentes ao desenvolvimento e modernização tecnológica; 2. Coordenar a implantação de sistemas de saúde e administrativos com as áreas técnicas da SESPA; 3. Promover política de conscientização dos usuários, para utilização adequada dos recursos de informática; 4. Propor soluções para os problemas gerenciais, administrativos e técnicos na área de informática; 5. Avaliar ferramentas para aumento da produtividade de desenvolvimento e manutenção de sistemas; 6. Pesquisar, analisar e propor a adoção de software e a aquisição de equipamentos de informática; 7. Emitir parecer técnico sobre a contratação de serviços de informática, por terceiros, inclusive apoiando na preparação do processo de licitação; 8. Supervisionar a execução de serviços de informática executados direta ou indiretamente por empresas terceirizadas; 9. Coordenar as atividades relacionadas com a integração, disponibilização de informações e apoio à decisão, através de sistemas baseados em recursos computacionais; 10. Definir padrões, normas e procedimentos para o uso dos recursos de informática disponíveis; 11. Planejar, coordenar, supervisionar e avaliar as atividades relativas à gestão de acervos e gerenciamento estratégico da informação; 12. Representar o SESPA na Câmara Técnica de Informação e Informática em Saúde/CONASS; 13. Participar da definição dos planos e planejamento; 14. Apoiar os municípios em seus esforços de fortalecimento, coordenação e integração das ações de informação e informática em saúde; 15. Manter a guarda dos bancos de dados dos sistemas;

10 Participar das reuniões dos órgãos colegiados (CES, COSEMS, CIB, etc); 17. Participar da decisão, desenvolvimento, implantação e novas versões de software e soluções de informática e informação no âmbito da saúde pública, no Estado. 7. ORGANOGRAMA A CTIS, até o fim da gestão anterior, não possuía um organograma e as demandas de serviços eram distribuídas de forma desorganizada. Diante da situação apresentada, foi proposto o organograma, abaixo, que esta sendo praticado internamente com o anseio que seja oficializado nos instrumentos legais desta Secretaria. 8. QUADRO DE PESSOAL Atualmente o quadro de pessoal da CTIS esta contido na tabela 1. Para atender a grande demanda de serviços em TI da secretaria oriunda de todo o ESTADO está sendo realizada uma avaliação qualitativa e quantitativa.

11 11 ORDEM NOME COMPLETO FUNÇÃO EXERCIDA QTD SITUAÇÃO 01 LUIZ FERNANDO COVRE GERENTE DE SISTEMAS 01 ATIVO 02 GUSTAVO D. DA G. RODRIGUES ANALISTA DE SISTEMAS 02 ATIVO 03 ARNALDO DA SILVA FILGUEIRAS SUPORTE WEB ATIVO 04 CRISTIANO ROGÉRIO OLIVEIRA DOS SANTOS GERENTE DE REDES 01 ATIVO 05 JULIO FRANCISCO C. DE CARVALHO SUPORTE EM REDES ATIVO 06 FERNANDO JOSÉ F. DE SOUZA SUPORTE EM REDES 03 ATIVO 07 REINALDO JUNIOR L. CARDOSO SUPORTE EM REDES ATIVO 08 PAULO ROBERTO DOS SANTOS PANTOJA SUPORTE EM COMPUTADORES ATIVO 09 RENATO MARTINS NEVES SUPORTE EM COMPUTADORES ATIVO 10 JOSÉ MARIA DIAS DOMINGUES JUNIOR SUPORTE EM COMPUTADORES 04 ATIVO 11 RAFAEL ANDRADE PACHECO SUPORTE EM COMPUTADORES ATIVO 12 FLÁVIA SILVA DE SOUZA SOARES AGENTE ADMINISTRATIVO 02 ATIVO 13 PAULA CRISTINA F DE ALMEIDA AGENTE ADMINISTRATIVO ATIVO 14 MARCOS OLIVEIRA SILVA COORDENADOR GERAL TI 01 ATIVO Tabela 1: Quadro de pessoal existente na CTIS/SESPA

12 12 Ressaltamos que a contratação de uma empresa especializada em suporte técnico em microinformática e de serviços de impressão departamental proporcionaria a SESPA economia considerável na área de manutenção de computadores e impressão, com isso os profissionais de suporte técnico existente teriam como área de atuação os sistemas de saúde utilizados pela secretaria e apoio mais efetivo aos hospitais, centros regionais de saúde e unidades sob gestão da SESPA.

13 13 9. PREMISSAS: 1. Contratar serviço de impressão departamental a fim de reduzir custos com impressoras, tonneres, cartuchos de tinta e papel; 2. Disponibilizar em caráter exclusivo um veículo para atender as demandas da CTIS; 3. Reestruturar o parque computacional, no-breaks e rede da SESPA; 4. Readequar a estrutura física (salas) da CTIS; 5. Padronizar os equipamentos, software e aplicativos na estrutura organizacional da SESPA; 6. Criar em cada Regional de Saúde e nos hospitais uma Assessoria de Tecnologia e Informática, vinculados tecnicamente a Coordenação de Tecnologia e Informática em Saúde; 7. Determinar que as bases de dados dos Sistemas Nacionais de Saúde sejam armazenadas no Datacenter da SESPA; 8. Determinar que toda aquisição equipamentos e/ou contratação de serviços de TI, no âmbito da SESPA, seja planejado em conjunto com a área de TI, obedecendo a determinações superiores; 9. Garantir a representação da área de informação e informática nas discussões da reestruturação da SESPA.

14 CONCLUSÃO A informação é um patrimônio que agrega valor a uma instituição e utilizar os recursos da TI é relevante para o armazenamento, disseminação e a democratização da informação para subsidiar as tomadas decisões macro estratégica dentro da gestão em saúde no Estado do Pará. A Tecnologia da Informação tem sido reconhecida como arma estratégica competitiva, pois além de permitir e sustentar as operações do negócio viabiliza novas estratégias institucionais. Apesar disto, a Coordenação de TI da secretaria se encontra desconectados à realidade de negócio da SESPA que remete, principalmente, a informação em saúde. Este cenário tem levado a distorções que custam caro a Secretaria e aos profissionais da Tecnologia da Informação. A SESPA deixa de ter retorno adequado ao potencial da TI e em muitos casos tem prejuízos diretos causados por grandes investimentos infundados e que não trazem retorno. Os profissionais da Tecnologia acabam desprestigiados e se vêem sem incentivos preconizando o ciclo vicioso presente nas corporações onde a TI, na visão dos gestores, "não funciona". Cabe a esta Coordenação o papel de assegurar o adequado posicionamento frente às necessidades e estratégias da instituição. O uso de ferramentas simples é de extrema importância e decisivos para garantir a eficácia da TI na corporação. Aqui vale uma pausa para descrever a diferença entre eficiência e eficácia. De maneira geral, eficiência significa fazer bem as coisas, enquanto que eficácia significa fazer as coisas certas. A eficiência está associada ao uso dos recursos, enquanto a eficácia está associada com a satisfação de metas, objetivos e requisitos. Para finalizar podemos tomar casos a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Paraná, Goiás e Ceará que ao alinharem as estratégias de TI e de Negócio tiveram êxito incontestável mostrando que o planejamento e posicionamento adequado é o mais importante para atingirmos o objetivo, ou seja, sermos eficazes.

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