UM VIZINHO PERFEITO. Nora Roberts

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1 UM VIZINHO PERFEITO The perfect neighbor Nora Roberts Resumo: O amor ainda era o maior legado dos Macgregor Fazer parte da família MacGregor era o mesmo que estar destinado a encontrar um grande amor. Sim, porque para os descendentes daquele poderoso clã escocês, não havia como escapar do olhar carinhoso e mais do que casamenteiro de Daniel MacGregor, o patriarca da família. Dessa vez, sua "vítima" seria a esfuziante Cybil Campbell, uma de suas netas preferidas. Com aqueles belíssimos olhos verdes e aquele jeito tão especial de ser, claro que a menina estava mais do que pronta para o amor. E sendo ele um homem prevenido, e evidentemente, sábio com seus noventa e tantos anos, claro que também já tinha o pretendente perfeito para ela. Com sorte, Preston McQuinn se sentiria enfeitiçado por aqueles olhos de pantera desde o primeiro instante. Mas antes teria de dar seu costumeiro e mais do que discreto "empurrãozinho para aqueles dois se convencerem tanto quanto ele de que haviam nascido um para o outro.

2 Autor: Eleita pelo New York Times como uma das mais consagradas autoras de best-sellers, NORA ROBERTS é, segundo o jornal Los Angeles Daily News, "uma artista da palavra, que cria seus romances e seus personagens com verve e dinamismo". Já publicou mais de cem romances dos quais muitos foram traduzidos para mais de vinte e cinco idiomas, e outros se transformaram em filmes. Somando este romance a sua lista de sucessos, Nora continua fiel ao estilo enérgico e incrivelmente romântico que conquistou o coração de suas leitoras desde 1981, com a publicação de seu primeiro livro. Com mais de 4O milhões de cópias de seus livros impressas por todo o mundo, e seis títulos na lista de best-sellers do New York Times, Nora Roberts é, sem dúvida, um fenômeno literário. Copyright 1999 by Nora Roberts Originalmente publicado em 1999 pela Silhouette Books, divisão da Harlequin Enterprises Limited. Título original: The perfect neighbor Copyright para a língua portuguesa: 2000 EDITORA NOVA CULTURAL LTDA. Digitalização: Néia Revisão: Caroline Santos

3 CAPÍTULO I - Então ainda não falou com ele? - Hum? - Cybil Campbell continuou a trabalhar em sua mesa de desenho, marcando traços divisores no papel com uma experiência adquirida ao longo de anos. - De quem você está falando? Seguiu-se um longo suspiro de censura. Ao ouvi-lo, Cybil teve de se esforçar para não rir. Conhecia muito bem Jody Myers, sua vizinha do andar de baixo, e sabia exatamente sobre quem ela estava falando. - Do irresistível sr. Misterioso do 3B, Cyb. Ele se mudou para cá há uma semana e ainda não trocou uma palavra com ninguém! É mistério demais para mim. Seu apartamento fica bem em frente ao dele e você nem tentou dizer "olá"? Pelo amor de Deus, mulher! Você precisa fazer alguma coisa! - Tenho andado muito ocupada ultimamente. - Cybil levantou a vista e arriscou olhar para Jody, que estava andando pelo estúdio com ar impaciente, fazendo os cabelos loiros balançarem com veemência. - Mal notei a presença dele. Jody revirou os olhos, parecendo não acreditar no que estava ouvindo. - Não me venha com essa história, Cyb. Notou a presença dele, sim. Jody se aproximou da mesa de desenhos e inclinou-se por cima do ombro da amiga, então torceu o nariz. Nada além de algumas linhas azuis. Gostava mais quando Cybil começava a esboçar as figuras. - Ele ainda nem pôs o sobrenome na caixa do correio. E ninguém o vê sair do prédio durante o dia. Nem mesmo a sra. Wolinsky, e olha que ninguém escapa àquele olhar de falcão. - Talvez ele seja um vampiro. - Uau... - Intrigada com a idéia, Jody apertou os lábios. - Sabe que essa hipótese seria mesmo excitante? - Excitante demais - anuiu Cybil, voltando a se concentrar no desenho, enquanto Jody retomava sua caminhada impaciente pelo estúdio, falando sem parar. Cybil nunca se importara em ter companhia enquanto trabalhava. Na verdade, até gostava disso. Não era do tipo que gostava de isolamento e quietude. Talvez por esse

4 motivo se sentisse tão feliz vivendo em Nova York, em um prédio de apartamentos cheio de vizinhos animados e, quase sempre, muito barulhentos. Aquele tipo de coisa a satisfazia não apenas em nível pessoal, mas também servia de base para seu próprio trabalho. De todos os moradores do prédio, Jody Myers era sua vizinha preferida. Três anos antes, quando Cybil se mudara para o prédio, Jody era uma enérgica recém-casada que acreditava plenamente que todo mundo tinha de ser tão feliz quanto ela. E felicidade, para Jody, era sinônimo de casamento. Depois que se tornara mãe de Charlie, um adorável bebê de oito meses, Jody passara a se empenhar ainda mais em sua campanha casamenteira. E Cybil sabia muito bem que era a principal "vítima" da amiga. - Nem mesmo o viu no corredor? - Jody quis saber. - Ainda não. Pensativa, Cybil pegou uma caneta e apoiou-a entre os lábios rosados e polpudos. Seus olhos expressivos eram de um profundo tom de verde, semelhante ao das águas de algumas praias privilegiadas ao redor do mundo. Os suaves matizes amarelados, que permeavam o estonteante tom de verde das íris, sugeriam a imagem das luzes do crepúsculo sobre o mar. Seriam considerados "olhos de tigresa", não fosse o fato de viverem constantemente iluminados por um brilho de bom humor. - Acho que a sra. Wolinsky está é perdendo a prática. Eu o vi sair do prédio durante o dia, o que elimina a "hipótese vampiresca". - Viu mesmo? - Jody se aproximou dela no mesmo instante, com ar de interesse. - Quando? Onde? Por quê? - Quando? De madrugada. Onde? Indo na direção leste da cidade. Por quê? Por causa de uma crise de insônia. - Decidindo entrar na brincadeira, Cybil girou a cadeira, mostrando um brilho de divertimento no olhar. - Acordei cedo e fiquei pensando nos biscoitos que sobraram da festa da outra noite. - Biscoitos atômicos - brincou Jody. - Sim. E não consegui voltar a dormir até provar outro deles. Já que havia levantado e estava sem sono, decidi vir até aqui trabalhar um pouco e, em certo momento, acabei indo parar diante da janela. Foi quando o vi sair. Aliás, é impossível não notá-lo. Deve ter um metro e oitenta, mais ou menos. E aqueles ombros... As duas reviraram os olhos, imaginando como deveria ser tudo aquilo de perto. - Bem, ele estava carregando uma espécie de mochila de ginástica e trajava jeans e

5 camiseta pretos. Portanto, deduzi que ele estivesse saindo para o trabalho, em alguma academia. Ninguém consegue ter aqueles ombros comendo batatinhas fritas e bebendo cerveja por aí, meu bem. - A-ha! - Jody estalou os dedos no ar. - Você está interessada. - Não estou morta, Jody. Ele é lindo de morrer. E como se não bastasse isso, aquele ar misterioso e o traseiro perfeito moldado no jeans justo... - Cybil levantou as mãos no ar. - O que mais uma mulher pode fazer, senão fantasiar? - E por que só fantasiar? Por que não bate à porta dele e lhe oferece alguns biscoitos ou algo do gênero? Dê-lhe as boas-vindas como vizinha. Quem sabe, assim, conseguirá descobrir o que ele faz lá dentro o dia inteiro. Tente descobrir se ele é solteiro, no que trabalha... Se é solteiro... E o que... - Ela se interrompeu, levantando a cabeça, em alerta. - Charlie está acordando. - Eu não ouvi nada. - Cybil virou a cabeça, mirando o ouvido na direção da porta. Concentrou-se, mas não ouviu nada. - Puxa, Jody, desde que deu à luz está com uma audição de morcego. - Vou trocá-lo e levá-lo para um passeio. Quer vir também? - Não, não posso. Preciso trabalhar. - Nos veremos à noite, então. O jantar será às sete horas. - Está bem. Jody foi até o quarto de Cybil, onde havia deixado o filho dormindo, e o pegou no colo. Acenou para a amiga, ao passar pela porta do estúdio, e saiu em seguida. Cybil sorriu consigo. Jody podia até ser meio excêntrica, mas havia se tornado uma mãe maravilhosa. Com uma careta, lembrou-se do jantar que teria pela frente. Um jantar tedioso com Frank, primo de Jody. Quando criaria coragem para dizer a Jody que parasse de tentar lhe arranjar um pretendente? Provavelmente no mesmo instante em que reunisse coragem para dizer o mesmo à sra. Wolinsky, concluiu. E à sra. Peebles do primeiro andar. Por que as pessoas insistiam em manter aquela obsessão de ficar lhe arranjando pretendentes? Estava com vinte e quatro anos, era solteiríssima e feliz por isso. Não que não pensasse em formar uma família algum dia. Como qualquer garota, queria ter uma casa confortável, com um jardim onde seus filhos pudessem brincar. Ah, e um cachorro... Sim, teria de haver um cachorro. Mas isso era coisa para o futuro. Gostava de sua vida no presente e não pensava em mudá-la. Não mesmo.

6 Mantendo os cotovelos sobre a mesa de desenho, apoiou o queixo sobre as mãos unidas e se permitiu olhar através da janela e divagar um pouco. Devia ser o ar da primavera, pensou, que a estava fazendo se sentir tão inquieta e cheia de energia. Considerou a possibilidade de sair com Jody e o bebê para se distrair um pouco, mas logo em seguida viu sua amiga já no portão do prédio, saindo para seu passeio. Suspirou. Bem, não estava mesmo com vontade de sair. "Então desenhe, Cybil Campbell", pensou consigo, voltando a se concentrar na mesa de trabalho, onde os primeiros esboços de sua tira de jornal aguardavam ser terminados. - Amigos e vizinhos - leu o título em voz alta. Tinha uma mão bastante firme e treinada para desenhar, por isso os traços seguintes foram surgindo naturalmente, sem grande esforço. Sua mãe era uma.artista de sucesso, reconhecida internacionalmente. Seu pai, o gênio recluso por trás das famosas tiras de jornal do personagem "Macintosh". Juntos, haviam transmitido a ela e aos irmãos o amor pela arte, o senso do ridículo e uma sólida formação. Mesmo depois de haver deixado a atmosfera de segurança da casa dos pais, em Maine, Cybil sabia que seria aceita de volta com todo carinho, se Nova York a rejeitasse. Mas, felizmente, não fora o que acontecera. Havia mais de três anos que vinha apresentando suas tiras cômicas em um famoso jornal local e seu trabalho estava ganhando cada vez mais reconhecimento. Sentia-se orgulhosa disso, orgulhosa da simplicidade, do contexto agradável e do humor que conseguia criar com seus personagens, em situações vividas no dia-a-dia. Não tentava imitar a ironia de seu pai ou as sátiras políticas que ele costumava fazer. Seu estilo era outro. Para ela, a vida era uma fonte de risos. Entrar em uma fila quilométrica para ir ao cinema, encontrar um par de sapatos que combinasse com a roupa, sobreviver a outro almoço de negócios, esse tipo de coisa. Enquanto muitos viam sua personagem, Emily, como uma criação autobiográfica, Cybil a via sempre como uma maravilhosa fonte de idéias, nunca como um reflexo de si mesma. Afinal, Emily era uma linda loira alta que vivia sempre com problemas para se manter nos empregos e para arranjar namorados. Cybil, por outro lado, era morena, de estatura mediana, e tinha uma carreira bemsucedida. Quanto aos homens, bem, eles não eram exatamente uma prioridade em sua vida para que ficasse se preocupando muito com isso. Um ar de censura surgiu em sua expressão, fazendo-a estreitar os belos olhos verdes ao se flagrar tamborilando a caneta, em vez de estar usando-a para trabalhar. Não

7 estava conseguindo se concentrar. Passou a mão nos cabelos castanho-claros, mordeu o lábio bem delineado e deu de ombros. Talvez estivesse precisando mesmo parar um pouco e comer alguma coisa. Provavelmente um chocolate resolvesse seu problema. Empurrou a cadeira para trás, colocando a caneta atrás da orelha, repetindo o gesto do qual vinha tentando se livrar desde a infância. Então deixou o estúdio ensolarado e desceu para o andar de baixo. Seu apartamento dúplex era incrivelmente arejado e um pouco separado de seu local de trabalho. Aliás, fora justamente esse o motivo que a levara a ficar ali quando se mudara para Nova York. Um longo balcão separava a cozinha da sala, criando um espaço aberto e agradável para receber visitas. As janelas amplas permitiam que a luz do sol entrasse com vigor no ambiente, criando uma atmosfera saudável. Nos primeiros dias em que se mudara para ali, o único problema que tivera de enfrentar fora o barulho vindo da rua, que a mantinha acordada durante a maior parte da noite. Nova York nunca dormia, mas, aos poucos, ela acabara se acostumando com isso. Com seu andar elegante, outra característica herdada de sua mãe, Cybil encaminhouse descalça para a cozinha. Tinha pernas esguias, adquiridas na época em que implorara para fazer aulas de balé, só para, pouco depois, enjoar e abandonar o curso. Cantarolando baixinho, abriu a geladeira e examinou seu interior. Poderia preparar alguma coisa para si. Também havia tido lições de culinária na adolescência, e só se cansara delas quando sua criatividade começara a sobrepujar à de sua instrutora. Suspirou, quando começou a ouvir aquele som que já estava se tornando familiar. Atravessando as paredes do prédio e o corredor, a música lhe chegou aos ouvidos com a mesma suavidade dos últimos dias. Triste e sexy, pensou ela. Era assim que definia aquela espécie de lamento do sax alto. O sr. Misterioso do 3B não tocava todos os dias, mas Cybil gostaria que ele o fizesse. Aquelas lânguidas notas prolongadas surtiam um efeito estranho em seu ser. Uma espécie de emoção que ela não sabia explicar. Bem, talvez porque a música era sempre tocada com muita emoção. Seria ele um músico em começo de carreira, tentando encontrar seu lugar ao sol em Nova York? Sem dúvida, devia ter sofrido alguma desilusão amorosa para tocar daquele jeito, pensou ela, enquanto tirava alguns ingredientes dos armários. Devia haver uma mulher por trás de todo aquele sentimentalismo. Provavelmente uma ruiva deslumbrante que o enfeitiçara com seus encantos sedutores, fizera-o abrir o coração e depois pisara nele, ainda vivo, vulnerável e pulsante, com seu salto de sete centímetros. Poucos dias antes, havia inventado um contexto diferente para seu novo vizinho. Nele,

8 o sr. Misterioso havia saído da casa de sua renomada família com dezesseis anos. Vivera nas ruas, tocando sax nas esquinas de Nova Orleans, uma de suas cidades preferidas, e recebendo alguns trocados por isso. Depois seguira em direção ao norte, enquanto aquela mesma família perseguidora, liderada por um tio insano, vasculhava o país à procura dele. Não desenvolvera muito bem a idéia do motivo pelo qual eles eram perseguidores, mas isso também não importava muito. Ele estava buscando seu lugar ao sol no mundo, confortado apenas por sua música. Também havia a possibilidade de ele ser um agente federal trabalhando disfarçado. Ou um ladrão de jóias internacional fugindo de um agente do governo. Ou, quem sabe, um serial killer à procura da próxima vítima. Sorriu consigo, então olhou para os ingredientes que havia acabado de separar sem prestar muita atenção. Quem quer que ele fosse, ponderou com outro sorriso, pelo visto estava prestes a ganhar biscoitos feitos por ela. O nome dele era Preston McQuinn. Não se considerava particularmente misterioso, apenas reservado. De fato, fora justamente o desejo de privacidade que o levara, ironicamente, a ir parar bem no coração de uma das maiores cidades do mundo. Felizmente, seria por pouco tempo, pensou ele guardando o sax na maleta própria para o instrumento. Seria por pouco tempo. Com sorte, dali a alguns meses a reforma de sua casa na costa rochosa de Connecticut estaria terminada. Algumas pessoas diziam que o lugar parecia um forte, mas ele não se importava com isso. Pelo menos em um forte era possível se ter paz e silêncio durante semanas, caso fosse necessário. Além disso, ninguém podia entrar no local sem permissão. Começou a subir a escada, deixando para trás a sala praticamente vazia. Costumava ficar ali apenas quando decidia tocar, pois a acústica do ambiente era ótima. Ou então para se exercitar, quando não tinha vontade de caminhar até a academia alguns quarteirões adiante. O segundo andar era o local onde ele passava a maior parte do tempo. Mas felizmente aquilo não duraria muito, pensou mais uma vez. Tudo que precisava enquanto estava ali era de uma cama, um guarda-roupa, iluminação adequada e uma mesa de escritório com um tamanho suficiente para comportar seu notebook e os papéis de trabalho que ele costumava usar. Não quisera ter um telefone, mas sua agente insistira para que ele mantivesse pelo menos um telefone celular, para o caso de ela precisar entrar em contato com ele. Preston aceitara a idéia, mesmo não gostando dela. Sentou-se à mesa de trabalho, satisfeito por seus pensamentos estarem mais claros

9 depois do breve exercício com o sax. Mandy, sua agente, andava preocupada com o progresso de seu último roteiro teatral. Mas, em sua mente, tudo já estava bem definido. A peça ficaria pronta quando tivesse de ficar, e nem um minuto antes. Fora assim que ele sempre trabalhara, e não seria àquela altura de sua carreira que iria mudar de atitude, devido ao nervosismo de uma agente. O problema com o sucesso, pensou ele, era o nível de cobrança que ele trazia consigo. Ao fazer algo que as pessoas apreciavam, você era sempre cobrado a repetir o feito, só que de maneira mais rápida e mais eficiente. Preston não dava a mínima para o que as pessoas queriam. Elas poderiam arrombar as portas do teatro para ver sua próxima peça, laureá-lo com outro Pulitzer ou lhe pagar um caminhão de dinheiro. Nada disso era importante para ele. Também não dava a mínima para críticas. Se o público não gostasse, que fosse à bilheteria e exigisse seu dinheiro de volta. Para Preston, o trabalho em si era o mais importante. E isso dizia respeito apenas a ele e a mais ninguém. Financeiramente, estava seguro como sempre estivera. Mandy costumava dizer que isso era parte do problema. Sem a necessidade ou o desejo de ganhar dinheiro para incentivá-lo, ele havia se tornado arrogante e indiferente ao público. Por outro lado, dizia ela, isso também era o que o tornava um gênio da criação teatral. Preston não se importava com nada, e isso era o que fazia seu trabalho ser tão especial. Continuou sentado à mesa, pensativo. Porém, logo despertou do devaneio e passou a mão por entre os cabelos castanho-avermelhados. Seus olhos, de um azul intenso, perscrutaram as últimas palavras que havia digitado. A expressão séria e os lábios ligeiramente apertados denotavam sua concentração. Com os ruídos característicos da rua chegando-lhe aos ouvidos, Preston estava tendo de se esforçar mais para voltar a penetrar na alma do homem que ele havia criado no texto mostrado na tela do computador. Um homem que lutava desesperadamente para superar os próprios desejos. De súbito, o incômodo som da campainha o fez praguejar, desconcentrando-o mais uma vez. Pensou em continuar ali e não dar atenção, mas sua noção da natureza humana o fez mudar de idéia, ao concluir que provavelmente o intruso continuaria insistindo até obter uma resposta. Por isso, decidiu despachá-lo de uma vez por todas. Imaginou que se tratasse da senhora do andar térreo. Aquela com olhos de águia, que parecia viver bisbilhotando a vida de todos. Ela já havia tentado abordá-lo por duas vezes quando ele estava saindo para o clube à noite, mas não tivera êxito. Preston sempre fora muito bom em escapar àquele tipo de situação, mas aquela insistência já estava começando a aborrecê-lo. Seria melhor bancar o mal-educado de uma vez e

10 deixar que ela saísse falando mal dele, afinal, não era do tipo que se importava com isso. Porém, ao espiar através do olho mágico, não se deparou com a mulher corpulenta que ele havia imaginado estar ali, mas com uma bela morena de cabelos castanhos e lindos olhos verdes. O que diabos ela poderia querer? Reconheceu-a como uma vizinha do mesmo corredor, cujo apartamento ficava quase em frente ao que ele estava ocupando. Depois de haver sido deixado em paz por quase uma semana, imaginara que a situação fosse continuar assim. O que, em sua mente, faria dela a vizinha perfeita. Mas, pelo visto, enganara-se mais uma vez. Ainda aborrecido por ter sua paz perturbada, abriu a porta e apoiou-se nela. - Sim? - Olá. - Oh, Deus, ele era a ainda mais bonito de perto, pensou Cybil, contendo a vontade de suspirar. - Sou Cybil Campbell, sua vizinha do 3A - apresentou-se com um sorriso amigável, indicando a porta de seu apartamento. Preston se limitou a arquear uma sobrancelha. - Pois não? Um homem de poucas palavras, concluiu Cybil, mantendo o sorriso. Desejou que ele se distraísse pelo menos por um instante, para que ela pudesse esticar o pescoço e dar uma espiada no interior do apartamento. Claro que não poderia tentar fazer isso com aquele olhar perscrutador centrado bem em seu rosto, sem nenhuma indicação de que iria se desviar. - Eu o ouvi tocar há alguns minutos. Trabalho em casa e, você sabe como é... O som atravessa as paredes. Se ela fora até ali para reclamar do barulho, não iria conseguir nada, pensou Preston. Ele tocava quando sentia vontade de tocar, e isso não mudaria devido à mera reclamação de uma vizinha, por mais encantadora que fosse ela. Continuou a observá-la com atenção. Nariz arrebitado, lábios polpudos, sensualmente curvados... - Geralmente esqueço de ligar o aparelho de som quando estou trabalhando - continuou ela em um tom animado, interrompendo os pensamentos de Preston. - Por isso gosto de ouvi-lo tocar. Ralph e Sissy ouviam Vivaldi durante a maior parte do tempo. Não deixa de ser agradável, mas se torna monótono quando isso é a única coisa que você

11 ouve o dia inteiro. Eram eles que ocupavam o apartamento antes de você se mudar. Ralph e Sissy - acrescentou ela, indicando o apartamento atrás dele. - Eles se mudaram para White Plains, depois que Ralph teve um caso com uma vendedora da Saks. Bem, ele não chegou a ter um caso de verdade, mas parecia estar pensando na possibilidade. Por isso Sissy deu-lhe o ultimato: se não mudassem de cidade, ela pediria o divórcio. A sra. Wolinsky deu seis meses de prazo para os dois continuarem juntos. Particularmente, acho que eles vão conseguir resolver o problema. Dizendo isso, mostrou um prato com uma simpática decoração com detalhes amarelos cheio de biscoitos de chocolate cobertos por um plástico protetor, próprio para alimentos. - Estes biscoitos são para você - disse, estendendo o prato na direção dele. Preston abaixou a vista para olhá-los, dando a Cybil a breve oportunidade de espiar a sala vazia atrás dele. Pelo visto; ele não tivera condições nem mesmo de comprar um sofá, pensou ela. Então os introvertidos olhos azuis voltaram a fitá-la. - Por quê? - Por que o quê? - Por que me trouxe os biscoitos? - Bem, fui eu mesma que os fiz. Às vezes, cozinho para arejar um pouco a cabeça, quando não estou conseguindo me concentrar no trabalho. Na maioria das vezes, é cozinhando que eu consigo relaxar o suficiente para voltar a trabalhar. Mas se eu ficar com tudo isso, acabarei comendo tudo sozinha e vou me detestar por isso. - O brilho bem-humorado continuou presente nos olhos verdes. - Não gosta de biscoitos? - Não tenho nada contra eles. - Então, sirva-se - falou Cybil, entregando o prato a ele. - E bem-vindo ao prédio. Se precisar de alguma coisa, estou sempre por aqui. - Indicou a porta do outro apartamento com um gesto vago. - Se quiser conhecer os outros vizinhos, também poderei apresentá-lo a eles. Moro aqui há alguns anos e conheço todo mundo. - Não quero conhecer ninguém - respondeu Preston, dando um passo atrás e fechando a porta. Cybil ficou ali parada por algum tempo, atônita com o que acabara de acontecer. Em seus vinte e quatro anos de vida, nunca alguém havia fechado a porta em sua cara, mas, mesmo tendo acabado de passar pela experiência, felizmente concluiu que aquilo

12 não a afetara tanto assim. No entanto, teve de se conter para não bater à porta e pedir seus biscoitos de volta. Não iria descer tão baixo, disse a si mesma, girando decididamente sobre os calcanhares e encaminhandose para seu apartamento. Agora sabia que o sr. Misterioso era irresistivelmente atraente, que tinha o corpo de um deus grego e também que ele era tão mal-educado quanto uma criança de dois anos necessitada de umas boas palmadas no traseiro. Mas tudo bem, tudo bem. Iria sobreviver àquilo e aprender a ficar longe do caminho dele. Não bateu a porta de seu apartamento, para não dar a ele o gostinho de ouvir e deduzir que ela ficara irritada. Mas ao se ver no ambiente seguro de seu apartamento, virou-se para a porta e fez uma porção de caretas, mostrando a língua e mexendo as mãos ao lado das orelhas. E isso a fez se sentir incrivelmente melhor. Contudo, a questão principal era que ele havia ficado com seus biscoitos, seu prato de sobremesa preferido e com uma boa dose do seu bom humor. E tudo isso sem que ela sequer soubesse o nome dele! Preston não se arrependia das atitudes que tomava. Nem por minuto. Tinha quase certeza de que sua rudeza propositada manteria sua atraente vizinha a distância por algum tempo. A última coisa que precisava era do comitê local de boas vindas reunido à sua porta, principalmente sendo este liderado por uma bela morena falante, falante até demais, e com olhos de fada. "Droga!", praguejou ele, em pensamento. Em Nova York, era de se supor que as pessoas ignorassem os vizinhos. Ao se mudar para ali, tinha quase certeza de que esse era o comportamento vigente, mas, pelo visto, enganara-se. A sorte era que ela era solteira, segundo Preston pudera notar, pois se tivesse um marido, o pobre coitado provavelmente já estaria maluco com toda aquela tagarelice. O fato de ela trabalhar em casa e de haver deixado claro que estaria sempre por ali não era um detalhe lá muito agradável. Como se não bastasse, também fazia os biscoitos de chocolate mais apetitosos que ele já tinha visto, isso também não era nada promissor. De fato, era quase imperdoável. Conseguiu ignorar os biscoitos por algum tempo enquanto trabalhava. Na verdade, era capaz de ignorar até mesmo um holocausto nuclear quando assunto em questão era lidar com palavras em um texto. Entretanto, assim que Preston se desconcentrou voltou

13 a lembrar-se dos biscoitos que havia deixado na cozinha. Continuou pensando neles durante horas, ao se vestir e enquanto massageava a nuca dolorida depois de horas sentado no mesmo lugar, em uma postura que sua professora do terceiro ano fundamental, irmã Mary Joseph, classificaria como "deplorável". Por isso, quando foi à cozinha buscar sua merecida latinha de cerveja, não conseguiu deixar de olhar para o prato sobre a mesa. Abriu a latinha, tomou um gole de cerveja e continuou olhando para os biscoitos, pensativo. E se provasse alguns deles? Afinal, não havia motivo para jogá-los fora, se já havia deixado bem claro para Cybil Campbell que não estava interessado em amizades. Evidentemente, ela iria querer o prato de volta, e ele teria de esvaziá-lo de alguma maneira. Foi então que provou um deles e gemeu baixinho, aprovando o delicioso sabor. Depois comeu outro, com um suspiro de pura apreciação. Quando já havia comido quase duas dúzias, foi que se deu conta do que estava fazendo e praguejou. Olhou para o prato quase vazio com um misto de autocensura e de indignação. Então foi para a sala e pegou seu sax. Seria mais saudável fazer uma breve caminhada antes de ir para o clube. Ao abrir a porta, ouviu Cybil se aproximando com passos firmes pelo corredor. Com ar de desagrado, ele deu um passo atrás, deixando apenas um pequeno vão aberto na porta. Mesmo a certa distância, ouviu a voz dela e arqueou- uma sobrancelha ao notar que ela estava sozinha. - Nunca mais! - protestou Cybil. - Nem que ela me ameace de morte. Nunca mais passarei por essa tortura novamente! É isso, e ponto final! Preston notou que ela havia mudado de roupa. Estava vestida com uma pantalona e um blazer pretos, por cima de uma elegante blusa de seda lilás. Um par de brincos de argola dourados deixaram-na com uma aparência mais sensual. Continuou falando sozinha, enquanto abria a bolsa do tamanho de um envelope do correio. - A vida é curta demais para ter suas horas desperdiçadas com uma pessoa tão insuportável. Ela não vai me fazer isso novamente. Sei como dizer "não", e é isso que farei da próxima vez. Preciso apenas praticar um pouco, só isso. Onde diabos está aquela chave? O som de uma porta se abrindo atrás dela a fez se sobressaltar e virar-se de repente. Preston, notou que os brincos que ela estava usando não eram totalmente iguais e imaginou se aquilo seria um novo tipo de moda ou falta de atenção mesmo. Porém, ao

14 se lembrar de que ela não estava conseguindo encontrar uma chave dentro de uma bolsa menor do que a palma de sua mão, optou pela última hipótese. Cybil parecia refrescada, como se houvesse acabado de sair do banho, deixando para trás uma nuvem de um perfume maravilhoso. E o fato de Preston haver se sentido afetado por isso, deixou-o ainda mais aborrecido. - Espere um pouco - pediu a ela, então voltou ao apartamento para pegar o prato. Cybil não tinha a mínima intenção de ficar ali esperando. Finalmente encontrou o esconderijo da chave: no canto do bolso interno, onde ela mesma a havia colocado justamente para se lembrar de onde encontrá-la quando fosse necessário. Preston conseguiu alcançá-la antes que ela entrasse. Saiu do apartamento pouco depois e fechou a porta atrás de si. Em uma mão, trazia a maleta do sax e na outra o prato onde Cybil havia colocado os biscoitos. - Aqui está - disse a ela, jurando a si mesmo que não iria perguntar o que provocara aquele brilho de indignação nos olhos dela. Se o fizesse, era bem capaz que ela passasse a meia hora seguinte contando a história a ele. - De nada - ironizou ela, aceitando o prato. Estava com a cabeça doendo, depois de haver passado as duas últimas horas ouvindo a conversa monótona de Frank, primo de Jody. Mas do que estava reclamando?, pensou com sarcasmo. Afinal, agora estava sabendo tudo sobre o mercado de ações e sobre as aplicações mais seguras que poderiam ser feitas nele. Levada pelo mau humor, decidiu dizer poucas e boas ao sr. Misterioso. - Ouça, se não quer fazer novas amizades, tudo bem. Não preciso mesmo de mais amigos - declarou ela, balançando o prato para enfatizar o que dizia. - Na verdade, tenho tantos no momento que estou querendo me livrar de alguns deles. De qualquer maneira, não havia motivo para você ser tão rude. Tudo o que fiz foi me apresentar e lhe oferecer alguns malditos biscoitos! Preston teve de se esforçar para se manter sério. - Malditos biscoitos deliciosos - confessou ele, arrependendo-se assim que viu um brilho de divertimento surgir nos olhos dela. - E mesmo? - Sim. Dizendo isso, ele seguiu pelo corredor em direção à saída, deixando-a surpresa com aquela reação.

15 Foi então que Cybil decidiu seguir seu impulso, um de seus hobbies preferidos. Destrancou rapidamente a porta de seu apartamento e deixou o prato sobre a mesinha de centro. Em seguida, saiu novamente e trancou a porta. Então começou a seguir o sr. Misterioso, esforçando-se para não fazer nenhum barulho ao andar. Seria um ótimo roteiro para uma nova aventura de Emily, pensou ela, contendo a vontade de rir. Claro que seria preciso criar um contexto onde Emily estivesse completamente apaixonada, concluiu, enquanto tentava descer a escada com rapidez e na ponta dos pés. Uma atitude como aquela não poderia ser justificada como normal, advinda de uma mera curiosidade. Teria de ser algo mais intenso, uma espécie de paixão desenfreada. Ofegante sob o efeito de uma intensa expectativa, flagrou-se com a mente repleta de possibilidades. Ao sair do prédio, olhou rapidamente para os lados. Ele já se encontrava no meio do quarteirão. Uma boa distância, concluiu Cybil, começando a segui-lo e disfarçando um sorriso. Em seu lugar, claro que Emily manteria um ar de mistério, escondendo-se atrás de postes e nas esquinas, para o caso de ele se virar de repente e... Com um sobressalto, escondeu-se de repente atrás de um poste, quando a "vítima" de sua perseguição arriscou um olhar por sobre o ombro. Levando a mão ao peito, Cybil inclinou-se ligeiramente para frente a tempo de vê-lo virar a esquina. Aborrecida por haver decidido usar saltos em vez de sapatos mais confortáveis para o jantar, ela respirou fundo e seguiu na mesma direção onde ele havia virado. Seu vizinho caminhou durante vinte minutos, até Cybil sentir os pés em chamas e todo aquele ânimo inicial se desfazendo como uma nuvem assaltada por um sopro insistente. Teria ele aquela mania de caminhar todas as noites pelas ruas com o saxofone? Talvez não fosse apenas mal-educado, mas também maluco. Provavelmente fora liberado de algum hospício naqueles últimos dias, e por isso não sabia ao certo como se dirigir às pessoas de uma maneira normal. A família abastada e cruel o mantivera em uma espécie de cativeiro, afastando-o do resto do mundo para que ele não reivindicasse seus direitos sobre a herança da avó falecida, que morrera sob circunstâncias suspeitas, deixando toda sua fortuna para o neto. Por fim, era provável que todos aqueles anos de cativeiro, tendo de lidar com um psiquiatra corrupto, haviam-no deixado meio amalucado. Sim, seria exatamente isso que Emily deduziria, chegando à conclusão de que somente seu amor puro e dedicado seria capaz de curá-lo. Então todos os amigos e vizinhos

16 tentariam dissuadi-la, tentando mostrar os riscos que ela estaria correndo. Mas Emily, sendo Emily, iria até o fim. E antes que o sr. Misterioso pudesse... Cybil parou de repente, quando ele entrou em um clube chamado Delta's. Finalmente, pensou ela, afastando os cabelos para longe do rosto. Agora, tudo que precisaria fazer seria entrar ali, encontrar um canto escuro onde pudesse se ocultar e ver o que aconteceria em seguida. CAPÍTULO II O lugar tinha cheiro de uísque e cigarro. No entanto, não chegava a ser necessariamente ofensivo, segundo Cybil pôde notar. Era algo mais... atmosférico, se é que se poderia chamar assim. O ambiente era permeado por uma iluminação suave, tendo como destaque o agradável tom de azul dos holofotes que iluminavam o palco. Pequenas mesas redondas se distribuíam por todo o salão, e embora a maioria delas estivesse ocupada, o nível de ruído era bem baixo. Cybil percebeu que as pessoas conversavam sussurrando, desfrutando a companhia umas das outras ou realizando novas conquistas. Diante do espesso balcão de madeira do bar, à direita da entrada, alguns clientes se mantinham ligeiramente inclinados sobre suas bebidas, como que protegendo-as de possíveis invasores. O ambiente lembrava o tipo de clube noturno que aparecia nos filmes em preto-ebranco da década de quarenta. Aquele tipo no qual a heroína usava vestidos longos e justos, batom vermelho escuro e uma mecha de cabelos caído sobre o olho esquerdo, enquanto se mantinha no palco, iluminada por um único foco de luz, interpretando canções a respeito de amores frustrados. Enquanto cantava, os homens que a desejavam, e contra os quais ela fazia seu protesto, mantinham-se debruçados sobre seus copos de uísque, com os olhos parcialmente ocultos pelas abas de seus chapéus. Em outras palavras, pensou Cybil com um sorriso, o ambiente era simplesmente perfeito. Esperando não ser notada, andou sorrateiramente junto a uma das paredes e sentouse à mesa mais próxima. Então passou a observá-lo através da nuvem formada pela

17 fumaça dos cigarros. Ele estava todo vestido de preto. Cybil não conteve um suspiro. O jeans e a camisa pretos ressaltavam ainda mais aquele ar sedutoramente másculo. A jaqueta preta de couro havia sido deixada sobre uma cadeira próxima ao palco. A mulher com quem ele estava conversando era uma linda negra trajando um macacão vermelho feito de um tecido brilhante e muito justo, evidenciando cada curva do corpo perfeito. Cybil calculou que ela devia ter mais ou menos um metro e oitenta de altura. Como se não bastasse toda aquela beleza, quando ela inclinou a cabeça para trás, o rico som de seu riso se espalhou pelo ambiente. Pela primeira vez, Cybil o viu sorrir. Mas aquilo não era apenas um sorriso,, pensou ela, encantada com a transformação na, expressão do atraente semblante masculino. Aquilo era um intenso raiar do sol após uma noite sombria. Aquilo que o tornava tão irresistivelmente atraente a seus olhos, não poderia ser chamado meramente de "sorriso". Era uma expressão repleta de afeição, divertimento e charme. Mesmo àquela distância, Cybil sentiu todo seu impacto. Com um suspiro, apoiou o queixo sobre a mão e sorriu, como se o sorriso houvesse sido dirigido a ela. Imaginou que ele e a bela negra fossem amantes, e confirmou isso quando a mulher segurou o rosto dele entre as mãos e o beijou enfaticamente. Claro que um homem magnífico como aquele tinha de ter uma amante, no mínimo, exótica, concluiu Cybil. E o lugar perfeito para um encontro entre os dois seria um clube noturno permeado por fumaça de cigarro e músicas melancólicas. Cybil suspirou alto, considerando aquilo tudo romântico demais. No palco, Delta pousou a mão afetuosamente sobre o rosto de Preston. - Então, agora passou a ser seguido por mulheres, meu querido? - Ela é maluca. - Quer que eu a ponha para fora? - Não. - Preston não olhou para trás, mas podia sentir aqueles olhos verdes observando-o. - Estou quase certo de que ela é uma maluca inofensiva. - Um brilho de divertimento surgiu nos olhos negros de Delta. - Então, vou só verificar se isso é mesmo verdade. Quando uma mulher começa a seguir um homem, meu querido, é melhor averiguar do que ela é capaz. Certo, André? O homem negro e magro sentado ao piano parou de dedilhar as teclas por um instante

18 e sorriu para ela, em resposta. - Faça isso, Delta. Mas não assuste a moça. Olhando daqui, ela parece ser bastante inofensiva. Pronto para começar? - perguntou ele, dirigindo-se a Preston. - Você começa, eu acompanho. Enquanto Delta descia do palco, os dedos longos de André começaram a exercer sua magia. Preston deixou-se levar pelo ritmo do piano, então fechou os olhos, permitindo que a música entrasse em seu ser. Era assim que sempre acontecia. Aquilo sempre esvaziava sua mente das palavras, das pessoas e das cenas que geralmente a preenchiam. Quando ele tocava, era como se não houvesse nada além da música e do magnífico prazer de executá-la. Certa vez, dissera a Delta que aquilo era como sexo, que tirava algo de você mas lhe dava o dobro em troca. E que quando terminava, era como se houvesse sido rápido demais. No fundo do salão, Cybil também se deixou levar pelo ritmo suave e contagiante da música. Era diferente vê-lo se apresentar de simplesmente ouvi-lo tocar, com o som abafado atravessando as paredes do prédio. Vê-lo ali no palco era algo mais poderoso, mais excitante, quase como um apelo sensual. Aquela música era um sonho. Do tipo perfeito para servir de fundo musical para um casal em pleno ato de amor. Deus, como ele tocava bem, pensou ela, mal contendo outro suspiro. Será que ele faria amor com aquela mesma intensidade? O pensamento provocou-lhe um arrepio pelo corpo. Estava tão concentrada no que estava acontecendo no palco que não viu Delta se aproximar da mesa. - Está gostando, meu bem? - Hein? - Cybil levantou a vista, sorrindo com ar de distração. - Oh, é maravilhoso. Quero dizer, a música é maravilhosa. Causa uma espécie de nostalgia em mim. Delta arqueou uma sobrancelha. A garota tinha um rosto lindo e até inocente. Não parecia ser a lunática que Preston descrevera. - Está bebendo ou apenas ocupando o lugar? - Oh. - Cybil se deu conta de que um lugar como aquele se sustentava pela venda de bebidas. - Esta música pede um uísque - disse com outro sorriso. - Então vou tomar um uísque.

19 Delta arqueou a sobrancelha com mais ênfase. - Você não parece ter idade suficiente para andar tomando uísque por aí, mocinha. Cybil suspirou. Estava acostumada a ouvir aquele tipo de coisa. Sem dizer nada, abriu a bolsa e tirou seu documento de identidade. Delta o examinou. - Está bem, Cybil Ângela Campbell. Vou pegar seu uísque. - Obrigada. Satisfeita, Cybil apoiou o queixo sobre a mão mais uma vez e continuou ouvindo a música. Ficou surpresa quando Delta voltou com dois copos de uísque e sentou-se à mesa, a seu lado. - O que está fazendo em um lugar como este, minha cara Cybil? Ela abriu a boca para responder, mas, no mesmo instante, deu-se conta de que não poderia revelar que seguira seu misterioso vizinho até ali. - Moro perto daqui, e acho que apenas segui um impulso. - Levantou o copo de uísque e indicou o palco com ele. - Estou contente de ter vindo - disse e tomou um gole da bebida. Delta apertou os lábios. A garota podia até parecer inocente, mas tomava uísque como um homem. - Se continuar andando sozinha pelas ruas, à noite, pode acabar tendo problemas, minha cara. Um brilho de sagacidade surgiu nos olhos de Cybil, acima da borda do copo. - Não se preocupe, minha cara - respondeu ela, no mesmo tom. Delta assentiu, considerando a resposta. - Talvez não seja mesmo preciso eu me preocupar. Sou Delta Pardue - acrescentou ela, tocando o copo no de Cybil, em um brinde. - Este é meu clube. - Gostei do seu clube, Delta. - Ora, que bom - admitiu ela, com outra de suas ricas risadas. - Mas vejo que também gostou do meu homem, logo ali. Não tirou seus olhos felinos dele desde que chegou.

20 Cybil moveu o uísque no copo, pensando em como deveria atuar naquele jogo. Mesmo sabendo que poderia se cuidar nas ruas, ou em qualquer outro lugar, calculou que Delta era muito mais forte do que ela. Além disso, estavam no território de Delta, e sua desvantagem era mais do que evidente. Aquele modo de dizer "meu homem" deixara a situação bem clara. De qualquer maneira, não havia motivo para estragar logo no primeiro encontro aquilo que poderia se transformar em uma boa amizade. - Seu homem é muito atraente - admitiu, em um tom casual. - Confesso que é difícil não olhar para ele. Portanto, vou continuar apenas olhando se isso não a incomodar. Além do mais, aposto que ele não tem olhos para outra mulher tendo alguém como você por perto. Delta riu, exibindo os dentes alvos e perfeitos. - Acho que não preciso realmente me preocupar. Sabe mesmo se cuidar, não é, menina? Cybil sorriu, tomando outro gole de uísque. - Sim, eu sei. - Decidindo mudar de assunto, ela acrescentou: - Gostei mesmo deste lugar. Há quanto tempo você o tem, Delta? - Estou aqui há dois anos. - E antes? Esse seu sotaque é de Nova Orleans, não é? - Delta inclinou a cabeça de lado, com um sorriso. - Tem bons ouvidos, garota. - Tenho sim, mas foi fácil reconhecer seu sotaque. Tenho família em Nova Orleans e minha avó foi criada lá. - Não conheço nenhum Campbell... Qual é o sobrenome de solteira de sua mãe? - Grandeau. Delta se encostou uma cadeira. - Ei, conheço os Grandeau! Por acaso, é parente da srta. Adelaide? - Ela é minha tia-avó. - Grande dama - asseverou Delta. Cybil fez uma careta, tomando outro gole de uísque. - Impaciente, ranzinza e fria como um iceberg. Os gêmeos e eu costumávamos pensar que ela fosse algum tipo de bruxa ou algo do gênero.

21 - Gêmeos? - Delta se surpreendeu. - Sim, meu irmão e minha irmã são gêmeos - explicou Cybil. Após uma breve pausa, Delta falou: - Ela tem poder, mas apenas por causa do dinheiro e do sobrenome que carrega. Então você é parente dos Grandeau? Mas que agradável surpresa. Quem é sua mãe? - Genviève Grandeau Campbell, a famosa artista. - Srta. Gennie. - Delta deixou o copo sobre a mesa e levou a mão ao peito, encostandose na cadeira com um sorriso. - Quem diria que a filha da srta. Gennie algum dia visitaria minha boate. O mundo é mesmo pequeno. - Conhece minha mãe? - Minha mãe trabalhou como governanta para sua grandmère, minha cara. - Mazie? Você é filha de Mazie? Ah, meu Deus! - Cybil tocou a mão de Delta, comovida. - Minha mãe falava de Mazie o tempo todo. Nós chegamos a visitá-la uma vez, quando eu ainda era criança. Lembro que ela fez bolinhos maravilhosos para nós - acrescentou com um sorriso saudosista. - Sentamos na varanda da casa, tomando limonada enquanto comíamos aqueles bolinhos divinos. Meu pai fez um desenho dela. - Ela mandou emoldurá-lo e pendurou o quadro na parede. - Delta riu. - Vivia toda orgulhosa dele. Eu estava na cidade quando sua família nos visitou. Estava trabalhando. Minha mãe falou daquela visita durante semanas. Ela gostava muito da srta. Gennie. - Espere até eu contar a eles que encontrei você. Como está sua mãe, Delta? - Ela morreu no ano passado. - Oh. - Cybil segurou a mão de Delta com mais firmeza. - Sinto muito. Muito mesmo. - Ela teve uma boa vida. Morreu dormindo, portanto, acho que também teve uma boa morte. Seus pais compareceram ao funeral. Teve uma base familiar muito boa, Cybil. - Sim, eu sei. O mesmo serve para você - acrescentou ela, com um sorriso. Preston não estava entendendo mais nada. Lá estava Delta, a mulher que ele considerava a mais sensata das criaturas, conversando com aquela maluca como se

22 ambas fossem velhas amigas. Compartilhando o uísque, as risadas e segurando a mão uma da outra como as mulheres costumavam fazer quando tinham muita amizade. As duas já estavam ali, no fundo do salão, havia mais de uma hora. De vez em quando, Cybil começava um daqueles que só poderia ser outro de seus monólogos, gesticulando muito e rindo. Então Delta ouvia algumas palavras com atenção, e logo inclinava a cabeça para trás, rindo com satisfação e balançando a cabeça com ar de surpresa. - Veja só aquilo, André - disse, inclinando-se sobre o piano. André parou de tocar e acendeu um cigarro. - Como velhas comadres - falou ele, após a primeira baforada. - A garota é muito bonita, Preston. Tem uma animação fora do comum. - Detesto pessoas animadas demais - resmungou Preston, já sem vontade de continuar tocando. Em silêncio, começou a guardar o sax. - Até a próxima - despediu-se, ao terminar. - Até - foi a resposta de André. Preston pensou em sair e ir direto para casa, mas sentiu-se irritado com a possibilidade de sua amiga estar sendo aborrecida por aquela lunática. Além disso, seria bom mostrar à sua vizinha abelhuda que também estava de olho nela, e que sua perseguição não passara despercebida. Quando parou ao lado da mesa onde as duas estavam acomodadas, Cybil se limitou a levantar a vista e sorrir para ele. - Oi. Não vai tocar mais? A música estava maravilhosa. - Você me seguiu. - Eu sei. Foi indelicado de minha parte, mas estou contente por tê-lo feito. Adorei ouvi-lo tocar e nunca teria encontrado Delta se não tivesse vindo até aqui. Estávamos acabando de... - Nunca mais faça isso - falou ele, antes de se encaminhar para a saída. - Ooh, ele está mesmo uma fera. - Delta riu. - Esse olhar fuzilante é capaz de intimidar qualquer um. - Preciso pedir desculpas a ele - declarou Cybil, ficando de pé. - Não quero que fique bravo com você. - Comigo? Mas...

23 - Voltarei logo - dizendo isso, Cybil deu um beijo estalado na face de Delta, fazendo-a pestanejar de surpresa. - Não se preocupe, vou resolver isso. Enquanto ela se afastava, Delta ficou observando-a por algum tempo, antes de soltar outra de suas sonoras risadas. - Não tem idéia de onde está se metendo, menina. E nem meu querido Preston - acrescentou, com um brilho de divertimento no olhar. Do lado de fora, Cybil saiu correndo pela calçada. - Ei! - gritou para Preston, que já se encontrava a certa distância. Então se repreendeu por não haver sequer perguntado o nome dele a Delta, depois de todo aquele tempo de conversa. - Ei! - repetiu, acelerando a corrida e conseguindo finalmente alcançá-lo. - Sinto muito - começou a falar, segurando a manga da jaqueta dele. - A culpa foi toda minha. - E quem disse que não foi? - Eu não deveria tê-lo seguido. Mas foi um impulso, eu tenho dificuldade de resistir aos impulsos. Sempre tive. Além disso, eu estava irritada por causa do idiota do Frank e... Bem, isso não vem ao caso agora. Eu só queria... Poderia diminuir um pouco o ritmo dos passos? - Não. Cybil revirou os olhos. - Tudo bem, tudo bem. Sei que está desejando que um piano caia sobre minha cabeça, mas não precisa ficar bravo com Delta. Nós começamos a conversar e acabamos descobrindo que a mãe dela trabalhou para minha avó e que ela, Delta, conhece meus pais e alguns dos meus primos de sobrenome Grandeau. A partir daí, não paramos mais de conversar. Preston parou de repente e olhou para ela. - Com tantos clubes noturnos em tantas cidades do mundo... - resmungou ele, fazendoa rir. - Já sei: eu tinha logo de segui-lo até aquele e fazer amizade justo com sua namorada. Sinto muito. - Minha namorada? Delta?

24 Para espanto de Cybil, ele sabia rir. Rir de verdade, fazendo o som grave de sua voz se espalhar pelo ar. - Por acaso Delta parece ser namorada de alguém? Puxa, parece que você veio mesmo de outro planeta. - Foi apenas uma suposição. Eu só não quis parecer indelicada, chamando-a de sua "amante". O brilho de divertimento continuou nos olhos dele quando Preston voltou a fitá-la. - Não deixa de ser uma idéia engraçada, mas a verdade é que aquele homem com quem eu estava tocando é o marido de Delta, um velho amigo meu. - O homem alto e magro que estava ao piano? É mesmo? - Mordendo o lábio, Cybil pensou no lado romântico daquele contexto. - Não é lindo? - disse quase para si mesma. Preston se limitou a balançar a cabeça e continuou a andar. - O que eu quero dizer é... - Cybil recomeçou a falar, confirmando a certeza que Preston tivera de que ela não havia terminado o raciocínio, e de que, como sempre, não o terminaria tão cedo. - E que percebi que ela foi apenas verificar qual era minha intenção. Para ter certeza de que eu não iria aborrecê-lo entende? Então uma coisa acabou levando a outra, e você sabe como é... Só não quero que fique bravo com ela. - Não estou bravo com ela. Você, por outro lado, já me deu razões mais do que suficientes para ficar bravo. Cybil pareceu desapontada. - Bem, sinto muito por isso. Prometo que o deixarei em paz, já que isso, aparentemente, é o que parece agradá-lo. Preston ficou parado por um momento, observando-a se afastar pela rua deserta, em direção à calçada oposta. Por fim, deu de ombros e virou a esquina, tentando se convencer de que ficara aliviado ao se livrar dela. Afinal, não era de sua conta se Cybil não se importava em se arriscar andando sozinha à noite. Além do mais, se não houvesse decidido segui-lo de repente, não estaria usando aqueles saltos tão altos e teria mais chance de correr, caso fosse necessário, diante de algum perigo. Não, não iria se preocupar com isso. Seguiu em frente com passos firmes, mas bastou percorrer alguns metros para girar

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