Pegada Hídrica de Hidroeletricidade no Brasil

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1 Pegada Hídrica de Hidroeletricidade no Brasil Fernanda França Ferreira 1 Heloisa Teixeira Firmo 2 Resumo A energia hidráulica é principal fonte de energia elétrica brasileira, responsável por aproximadamente 70% da produção nacional. Apesar de serem consideradas consumidoras não consuntivas, a evaporação proporcionada por seus reservatórios pode ser bastante significativa. Nesse artigo, é discutida a importância do consumo de água atribuído à produção de energia elétrica de fonte hidráulica por meio da ferramenta de pegada hídrica, estimando-se o consumo de água utilizada para a produção de 1 GJ. A pesquisa foi motivada pela recente crise de escassez hídrica no país e a consequente necessidade de maximizar a produção de energia com o SIN (Sistema Interligado Nacional). No caso da energia hidrelétrica sua pegada hídrica corresponde basicamente ao volume evaporado do reservatório. Nesse artigo, seu cálculo foi feito por intermédio de dois métodos: no primeiro, foi considerada a evaporação real e, no segundo a evaporação líquida. Foram analisadas 15 importantes usinas brasileiras e a média das pegadas foi 54,4 m³/gj (evaporação líquida) e 140,7 m³/gj (evaporação real). O volume real anual evaporado pelas 15 usinas encontrado foi de 32 Gm³, 42,6% da demanda consuntiva total estimada para o Brasil em 2010 (74,8 Gm³). Os valores encontrados nesse artigo mostram que a pegada hídrica pode ser uma importante ferramenta na avaliação de projetos de hidrelétricas e na gestão dos recursos hídricos. Palavras-Chave Pegada hídrica, hidroeletricidade, evaporação de reservatórios. 1-Fernanda França Ferreira - Afiliação: Aluna de mestrado do Programa de Engenharia Civil COPPE/UFRJ. Endereço: Avenida Henrique Dumont, 126/102. Telefone: (21) Heloisa Teixeira Firmo - Afiliação: Professora da Escola Politécnica UFRJ. Endereço:Av. Athos da Silveira Ramos, 149, Centro de Tecnologia - Bloco D, 2º andar, Sala

2 Introdução A energia hidrelétrica possui papel fundamental na matriz energética Brasileira. Em 2013, 70,6% da produção de energia elétrica no país veio de fonte hidráulica segundo EPE (2014). Embora esse valor tenha reduzido nos últimos anos pela maior presença da energia térmica a gás, as usinas hidrelétricas ainda são a principal fonte de energia do país. Além da produção de energia, os reservatórios das usinas possuem um importante papel na regularização de vazões, amortecimento de cheias e como fonte de abastecimento para diversos fins. Apesar da importância dos reservatórios, diversos problemas ambientais e sociais são causados pela inundação de sua área. A evaporação dos reservatórios também é uma questão relevante, pois este montante se traduz de forma linear em perda energética nas usinas hidrelétricas e redução do potencial de demais usos. A crise hídrica de 2014/2015 trouxe à tona diversas discussões sobre os usos da água. A energia hidrelétrica, para efeito de outorga, é considerada um uso não consuntivo. De fato, a água turbinada, efetivamente usada para geração de energia, retorna ao rio sem perdas de volume. No entanto as perdas de volume por evaporação nos reservatórios podem atingir valores extremamente altos dependendo de diversos fatores. Para respaldar a discussão sobre a relevância do consumo de água das hidrelétricas será introduzida a ferramenta de pegada hídrica. A pegada hídrica da produção de energia hidrelétrica é a quantidade de água consumida relacionada ao processo por unidade de energia, ou seja, a quantidade de água consumida para produzir uma unidade de energia elétrica. Em sua definição oficial, em HOEKSTRA et al, 2011, a pegada hídrica de um produto é o volume de água utilizado para produzi-lo, medido ao longo de toda cadeia produtiva. É um indicador multidimensional, que mostra os volumes de consumo de água por fonte e os volumes de poluição pelo tipo de poluição. Podemos dividir a pegada hídrica em três tipos: pegada hídrica azul, verde e cinza. A pegada azul é referente à água superficial e subterrânea consumida. A pegada verde representa a água da chuva que é interceptada e consumida antes de retornar ao ciclo hidrológico. A pegada cinza simula um valor quantitativo de água considerado consumido para diluir determinado poluente gerado pelo processo.

3 HOEKSTRA e CHAPAGAIN (2008) mostraram que visualizar o uso oculto de água em produtos pode ajudar no entendimento do caráter global da água doce e na quantificação dos efeitos do consumo e do comércio na utilização dos recursos hídricos. O aperfeiçoamento desta compreensão pode constituir a base para um melhor gerenciamento dos recursos hídricos do planeta. Objetivo O objetivo deste trabalho é estimar a pegada hídrica de algumas importantes usinas hidrelétricas brasileiras, ou seja, calcular a quantidade de água consumida para cada unidade de energia de fonte hidráulica produzida. Além disso, objetiva-se comparar os valores calculados com as pegadas das demais fontes energéticas presentes na bibliografia. Metodologia No caso deste trabalho, a quantidade de energia gerada pode ser entendida como um produto e assim, será seguida a metodologia para cálculo da pegada hídrica de um produto proposta por HOEKSTRA et al. (2011). Serão analisados para o cálculo da pegada hídrica somente os volumes de água referentes à evaporação dos reservatórios, pois, como citado por HOEKSTRA et al. (2011), os demais consumos podem ser considerados desprezíveis comparados à evaporação no caso das hidrelétricas. Desta forma, o cálculo da pegada hídrica de cada usina foi realizado pelo volume evaporado no reservatório dividido pela quantidade de energia produzida pela usina. Os cálculos de pegada foram feitos para um ano médio. Segundo dado do BIG (ANEEL, 2015), as fontes de energia hidráulica no país possuem uma potencia instalada de MW, estando nesse grupo 509 centrais geradoras hidrelétricas (345 MW), 471 pequenas centrais hidrelétricas (4.806 MW) e 198 usinas hidrelétricas ( MW). Foram escolhidas para este estudo 15 importantes usinas do país, tendo como critério de escolha a potência instalada e a existência de dados. Foram consideradas as 13

4 usinas de maior potência instalada no país, excluindo as usinas de Santo Antônio e Jirau, pela falta de dados. Além dessas 13 usinas, foram incluídas no estudo a usina de Sobradinho pela a importância da evaporação do seu reservatório, e Balbina, por possuir a pior relação área alagada x geração de energia. As potências instaladas das 15 usinas somam MW, ou seja, 50,8% de toda potência instalada de fonte hidráulica no país. A Tabela 1 mostra as usinas escolhidas para o estudo e suas características. Tabela 1 Usinas escolhidas para estudo Usina Sistema Potencia Evaporação liquida Instalada (MW) anual (mm) Evaporação real anual (mm) Área (km²) Geração de energia (GJ/ano)* ITAIPU Sul TUCURUI Norte ILHA SOLTEIRA Sudeste XINGÓ Nordeste PAULO AFONSO 4 Nordeste ITUMBIARA Sudeste SAO SIMAO Sudeste G.B. MUNHOZ Sul JUPIA Sudeste PORTO PRIMAVERA Sudeste ITAPARICA/ LUIZ GONZAGA Nordeste ITÁ Sul MARIMBONDO Sudeste SOBRADINHO Nordeste BALBINA Norte Total Fonte: ONS (2015) * Geração de energia : ANEEL (2015b) Evaporação Para esse estudo levou-se em conta os valores de evaporação real (ou do lago) e evaporação líquida. A evaporação real é o valor da perda de água pelo reservatório para a atmosfera devido à radiação solar e aos processos de difusão molecular e turbulenta. A evaporação líquida representa a diferença entre a evaporação real do reservatório e a

5 evapotranspiração real da bacia hidrográfica no local do reservatório antes da sua implantação. Ou seja, o volume de água que realmente evapora descontado do volume que naturalmente evaporaria no caso de não existência da barragem. Os dados de evaporação líquida foram retirados do site do ONS (ONS, 2015), onde os dados foram gerados através da determinação da evapotranspiração real e potencial usando o modelo CRAE Complementary Relationshíp Areal Evapotranspiration, e a evaporação de lago e potencial usando o modelo CRLE - Complementary Relationship Lake Evaporation. A evaporação líquida necessária para correção das séries de vazões dos aproveitamentos hidrelétricos para uso nas simulações energéticas é obtida pela diferença entre a evaporação de lago e a evapotranspiração real calculada (ONS, 2004). Para aplicar tais modelos, ONS (2004) considerou como dados de entrada as grandezas de temperatura, de umidade relativa, de insolação e de precipitação nos locais dos aproveitamentos hidrelétricos. Os dados de evaporação real utilizados nesse estudo são de 2003 e foram diretamente fornecidos pelo ONS, excetuando o dado de Sobradinho, Xingó, Itaparica e Paulo Afonso 4, que foram retirados de ONS (2004). Área do reservatório Para o cálculo do volume de água evaporado em um reservatório é preciso saber o valor da área de seu espelho d'água. As áreas de cada reservatório foram calculadas através dos polinômios cota área presentes em Inventário de Dados Técnicos de Aproveitamentos Hidroelétricos feito pelo ONS, disponível na sua página da internet. O polinômio área-cota permite a partir da cota do reservatório em determinado momento, conhecer sua área associadas. A elaboração de tais polinômios se dá através de campanhas de campo onde são colhidas informações de batimetria dos reservatórios com auxílio de sondas de medição. A partir das medições de um determinado número de seções, que variam de acordo com a área da represa, são criados mapas com curvas de nível para o fundo dos reservatórios (MARCATO, 2010). Este polinômio corresponde a uma equação com cinco parâmetros apca, bpca, cpca, dpca e epca, Cada reservatório terá seu conjunto de parâmetros de acordo com suas características físicas.

6 O polinômio cota- área tem a seguinte forma, sendo as unidades hm³ para o volume e Km² para a área. ÁREA = apca + COTA. bpca + COTA 2. cpca + COTA 3. dpca + COTA 4. epca Para efeito de simplificação, foram considerados para o cálculo da área os reservatórios cheios. Desta forma, o dado de entrada foi a cota máxima, disponível em ONS (2015). Volume evaporado O cálculo da evaporação de cada reservatório foi realizado a partir da multiplicação da área do espelho d'água calculada na etapa anterior, pela evaporação em mm fornecida pelo ONS. Desta forma, têm-se os dados de média de evaporação líquida e real anuais. Pegada Hídrica A pegada hídrica de energia elétrica é representada pela quantidade de água consumida por GJ gerado. No caso da geração hidrelétrica, representa o volume de água evaporada no reservatório atribuída à atividade da usina para cada GJ produzido. Os dados de geração foram retirados de ANEEL (2015b). Foram calculadas médias de geração anuais para cada usina com as séries históricas disponíveis, que vão de 1994 a Os volumes evaporados foram divididos pela geração de energia para obter a pegada hídrica.

7 Resultados e discussões A Tabela 2 apresenta os resultados dos cálculos feitos para as usinas. Tabela 2 Médias anuais de volumes evaporados e pegada hídrica Volume liquido Volume real Pegada hídrica (m³/gj) (evaporação Pegada hídrica (m³/gj) (evaporação Usina evaporado (Gm³/ano) evaporado (Gm³/ano) liquida) real) TUCURUI 0,35 1,72 1,2 5,8 ITAIPU 0,30 4,73 2,7 43,1 ILHA SOLTEIRA 0,63 1,91 10,8 32,9 XINGÓ 0,09 0,12 1,5 2,1 PAULO AFONSO 4 0,19 0,24 5,0 6,5 ITUMBIARA 0,33 1,28 12,3 47,9 SAO SIMAO 0,32 1,08 7,9 26,7 G.B. MUNHOZ 0,04 0,15 1,8 7,2 JUPIA 0,17 0,51 5,2 15,6 PORTO PRIMAVERA 0,69 3,11 21,0 94,7 ITAPARICA/ LUIZ GONZAGA 1,23 1,70 47,2 65,3 ITÁ 0,05 0,18 1,8 7,1 MARIMBONDO 0,21 0,68 8,9 28,3 SOBRADINHO 8,17 10,58 614,8 796,4 BALBINA 0,31 3,90 73,7 930,6 Total Média 54,4 140,7 O volume total evaporado pelas 15 usinas estudas é de 32 Gm³ por ano, se considerada a evaporação real e de 13 Gm³ por ano de evaporação líquida. Segundo ANA (2014), a demanda consuntiva total estimada para o Brasil em 2010 foi de m³/s, que equivale a um volume de 74,8 Gm³ por ano. A evaporação real dos reservatórios contidos nesse estudo equivale a 42,6% desse valor, sendo equiparável ao consumo mais expressivo no país, o da irrigação, que consome 40 Gm³ por ano (ANA, 2014). Tendo em vista que esse estudo abrange pouco mais de 50% da potencia instalada de fonte hidráulica, é possível observar a importância do volume evaporado pelos reservatórios. Há uma grande variabilidade nos valores de pegada entre as usinas. As maiores pegadas são das usinas de Sobradinho e Balbina. Sobradinho, localizada no rio São Francisco, no estado da Bahia, encontra-se em uma região semiárida, onde a evaporação é muito elevada. Sobradinho possui o reservatório com a maior área de lago dentre as 15 usinas e os maiores níveis de evaporação. O volume evapora por

8 Sobradinho é uma ordem de grandeza superior aos demais reservatórios, representando 62% do volume total de evaporação líquida e 34% da evaporação real. Balbina apesar de ter níveis de evaporação abaixo da média, possui um grande reservatório e uma capacidade de geração muito baixa. Desta forma, a relação volume evapora/ energia gerada acaba sendo extremamente alto. A menor pegada pertence a Xingó, que possui também a menor área de reservatório e consequentemente baixos valores de volume evaporado. Itaipú representa a maior potência instalada e a grande maior produtora de energia. Embora essa usina seja binacional, foi considerada sua potencia instalada e produção de energia total. Considerando a evaporação real, a pegada hídrica das usinas brasileiras estudadas está acima do valor de 22 m³/gj estimado por GLEICK (1993) apud MEKONNEN e HOEKSTRA (2011a), citado como média global. Sendo a evaporação função da área do reservatório e das condições climáticas, é natural que as usinas brasileiras influenciem a média para cima, uma vez que se trata de um país tropical. É observado que há uma grande diferença no resultado da pegada hídrica dependendo do tipo de evaporação considerado. Na média, a pegada considerando a evaporação real é 2,5 vezes superior a pegada considerando a evaporação líquida. MEKONNEN e HOEKSTRA (2011 a ), em estudo feito para o cálculo da pegada hídrica de algumas usinas hidrelétricas no mundo, utilizam o valor de evaporação real para o cálculo da pegada hídrica. Eles comentam na conclusão de seu estudo que a utilização da evaporação real para o cálculo da pegada hídrica pode ser questionada por se saber que antes da criação do reservatório já existia uma evaporação para a mesma área. Porém, argumentam que deve se ter em mente a definição de pegada hídrica, onde esta não existiria para se referir a uma evaporação adicional, mas para quantificar o volume de água consumido que pode ser associado a um propósito humano específico. Segundo eles, com essa perspectiva, a evaporação real pode ser atribuída ao propósito do reservatório. No entanto, se a pegada hídrica deve quantificar o volume de água consumido que pode ser associado a um propósito humano específico, a consideração da evaporação líquida é razoável, já que é retirada a parte que evaporaria por razões naturais, ou seja, sem a atividade humana. A evaporação líquida representa o volume de água que de

9 fato foi gasto, sendo esse o valor que pode ser atribuído à atividade humana no caso dos reservatórios. Esse método foi usado por FERREIRA (2014) no calculo da pegada hídrica de algumas usinas de São Paulo. Embora a evaporação líquida represente o consumo de água que pode ser atribuído à atividade humana, ela não representa nenhum valor real, já que o que de fato evapora é a evaporação real. Desta forma, a pegada considerando a evaporação real é um dado mais interessante no ponto de vista da gestão. Tendo em vista a importância da evaporação dos reservatórios e a nossa atual dependência da energia gerada por suas usinas, é interessante pensar em ações que possam reduzir o volume evaporado. GUGLIOTTI (2015) comenta que a aplicação de filmes superficiais podem reduzir a evaporação em lagos em até 50% sem afetar sua qualidade e as trocas naturais de O2 e CO2 com a atmosfera. Esses filmes são formados por surfactantes, cujas moléculas possuem duas partes, uma hidrofóbica e outra hidrofílica. Quando adicionados à água, os surfactantes adsorvem na superfície formando um filme monomolecular, com a espessura de apenas uma molécula. A aplicação desses filmes reduz a evaporação por diversos mecanismos, mas o principal é devido ao efeito de atenuação das ondas, o que reduz a área de superfície líquida exposta ao sol e ao vento e diminui assim a evaporação (GUGLIOTTI, 2015). O custo de utilização dessas tecnologias deve ser avaliado levando em conta que a água evaporada no reservatório é equivalente a uma perda energética, uma vez que essa água não será turbinada. A média da pegada das usinas consideradas representa um valor bastante elevado quando comparado às demais fontes de energia presentes na Tabela 3, mesmo se observada a evaporação líquida. Apenas a pegada da energia de biomassa possui valores comparáveis à pegada hidrelétrica.

10 Tabela 3 Pegada hídrica de fontes de energia Pegada Hídrica Fonte de Energia Primária Média (m³/gj) Energia eólica a 0 Energia nuclear a 0,1 Gás Natural a 0,1 Carvão a 0,2 Energia Térmica Solar a 0,3 Petróleo a 1,1 Hidroeletricidade b 22 Biomassa Nova Zelândia c 24 Biomassa EUA c 58 Biomassa Brasil c 61 Biomassa Zimbábue c 143 Fontes: a GLEICK, 1994 apud GERBENS-LEENES et al., 2008 b GLEICK,1993 e SHIKLOMANOV, 2000 apud GERBENS-LEENES et al., 2008 c GERBENS-LEENES et al É interessante observar que na questão do consumo de água, para a mesma produção de energia, as fontes fósseis possuem um consumo expressivamente inferior de água. Ou seja, as hidrelétricas são muito menos eficientes no que tange ao consumo de água. Esse fato não indica que a escolha correta estaria na alocação de recursos hídricos para outras fontes de energia, porque muitas vezes a substituição não é possível em questões locais. Além disso, a decisão sobre a diversificação da matriz energética deve levar em conta diversos aspectos locais e globais, econômicos, sociais e ambientais.

11 Considerações finais A evaporação real dos reservatórios contidos nesse estudo equivale a 42,6% da demanda de uso consuntivo brasileira estimada para 2010 por ANA (2014). Considerando que o estudo abrange 50,8% da potencia instalada do país, é possível concluir que a evaporação de reservatórios representa uma parcela muito importante do consumo de água no país, possivelmente superior ao considerado principal consumidor, a agricultura, responsável pelo consumo de 40 Gm³ (ANA,2014). O conceito de pegada hídrica, assim como seus estudos, é muito recente. Desta forma, ainda resta bastante discussão sobre as metodologias de cálculo tanto para a energia hidrelétrica quanto para as demais fontes. Mesmo não havendo uma definição clara e ampla pesquisa no assunto é possível concluir que a energia gerada por hidrelétricas possui um expressivo consumo de água quando comparada às demais fontes. O cálculo apresentado nesse estudo considerou os reservatórios como cheios e estáticos. O refinamento deste cálculo pode ser feito considerando as variações de volume dos reservatórios que acarretam em variações na área do espelho d'água. Consequentemente, haverá uma alteração cálculo do volume de água evaporado. Espera-se que com essa nova consideração a pegada hídrica diminua. O resultado das pegadas mostra uma grande variabilidade nos valores entre as diferentes usinas, assim como concluído por MEKONNEN e HOEKSTRA (2011a) em sua análise em diversas usinas pelo mundo. Mesmo em usinas na região tropical, o valor se mostra bem diferente pela variação da relação área alagada e produção de energia. Mesmo para usinas bem próximas, onde podem ser desprezadas variações climáticas, são observadas grandes diferenças. Nesse caso, é possível concluir que essas alterações podem ser causadas pela diferença de queda entre as usinas. Para efeito de outorga, as hidrelétricas são consideradas usos não consuntivos. A outorga nesse caso, serve para uma garantia quantitativa de água por parte da operadora da usina e corresponde ao volume turbinado. Os resultados mostram uma pegada hídrica de hidroeletricidade relevante, o que leva a crer que o consumo pela evaporação deve ser levado em conta na gestão de recursos hídricos quando um reservatório for implantado em uma bacia. É preciso chamar a atenção para o fato de que a implantação de usinas hidrelétricas representa uma alocação de recursos hídricos

12 expressiva, e devem ser comparadas aos benefícios dos demais usos alternativos da água. O valor da pegada hídrica de cada usina constitui-se de informação interessante, e surge como uma ferramenta agregadora para o processo de tomada de decisão. Porém, para ser usado como ferramenta de gestão de recursos hídricos e energéticas é preciso analisar o dado no contexto em que se insere a usina. O gasto elevado de água onde há abundância pode não representar um problema, por outro lado, um gasto menos expressivo em um local que sofre de estresse hídrico pode ter consequências graves. Desta forma, conclui-se que a pegada hídrica somente faz sentido inserida no seu contexto local. É importante observar que os estudos aqui apresentados embora indicadores de uma tendência, são preliminares e devem ser aprofundados de forma a levarem a conclusões mais consistentes. Por exemplo, é necessário efetuar estimativas mais precisas quanto ao nível d água nos reservatórios (de maneira simplificada, as represas foram consideradas cheias o que aumenta o resultado da evaporação). Outro aspecto relevante é que alguns desses reservatórios são usados como controle de cheias, caso de Sobradinho, hidrelétrica que apresentou maior valor em evaporação. Nesse sentido, a discussão quanto à pegada hídrica pode ser direcionada a reservatórios mais do que a hidrelétricas, embora, quanto à produção de energia, sua relevância se mantenha considerável. Por outro lado, apesar do consumo com evaporação, os reservatórios geralmente proporcionam aumento da disponibilidade hídrica à jusante, uma vez que regularizam as vazões guardando água durante a cheia para ser liberada durante a seca. Uma ponderação a ser feita é a comparação do consumo da hidrelétrica com o aumento da disponibilidade hídrica proporcionado. Considerando a grande importância das hidrelétricas para o nosso país e o grande consumo de água proporcionado pelas mesmas, é importante se desenvolver novas tecnologias e avaliar a viabilidade de uso das já existentes para a redução da evaporação, como o exemplo dos filmes superficiais (GUGLIOTTI, 2015). A comparação com as demais fontes de energia mostra que a energia hidráulica, apesar de ser considerado um uso não consuntivo, seus reservatórios podem proporcionar elevado consumo de água. Recomenda-se que a pegada hídrica seja usada como ferramenta para a avaliação de novos estudos de hidrelétricas, assim como para o melhor entendimento dos empreendimentos já existentes.

13 Agradecimentos Agradecemos ao Luiz Guilherme Guilhon e Rogério Braga do ONS pelas valiosas informações cedidas que possibilitaram a realização desse trabalho. Referências ANA, 2013, Manual de procedimentos técnicos e administrativos de outorga de direito de uso de recursos hídricos da Agência Nacional de Águas. Brasília ANA, Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil Informe Brasília DF. ANEEL, 2005, Cadernos Temáticos ANEEL: Energia Assegurada. Brasília DF, Brasil. ANEEL, 2015a. Banco de Informação de Geração (BIG). Disponível em: Acessado em: 9 de julho de 2015 ANEEL, 2015b. Compensação Financeira Pela Utilização de Recursos Hídricos. Disponível em: Acessado em 11 de julho de ANP, 2011, Anuário Estatístico Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis BARROS, V. R. 2012, Avaliação de Evapotranspiração Utilizando o Algoritmo SEBAL e Imagens LANDSAT - TM - Estudo de Caso: Bacia do Rio Piabanha/RJ. Rio de janeiro, Brasil. BRASIL. Lei nº 9.433, de 8 de janeiro de Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, regulamenta o inciso XIX do art. 21 da Constituição Federal e altera o art. 1º da Lei nº 8.001, de 13 de março de 1990, que modificou a Lei nº 7.990, de 28 de dezembro de Brasília, BSI BRITISH STANDARDS INSTITUTION, 2013, ISO Water footprint Principles, requirements and guidelines. Disponível em:http://www.bsigroup.com/en-gb/iso waterfootprint--principles-requirements-and-guidelines/. Acessado em: 10 de janeiro de CICOGNA, M.A, 2003, Sistema de Suporte à Decisão para o Planejamneto e a Programação da Operação de Sistemas de Energia Elétrica. Tese de doutorado. UNICAMP, Campinas, SP, Brasil. CNI CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDUSTRIA, 2013, Uso da Água no Setor Industrial Brasileiro. CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE - CONAMA Resolução Conama no 357. Disponível em:< DANTAS, E.J.C. 2012, Análise Comparativa entre a Pegada Hídrica do Norte de Portugal e a Pegada Hídrica Nacional. Dissertação de Mestrado, Universidade do Minho, Portugal. ELETROBRÁS, Critérios de Projeto Civil de Usinas Hidrelétricas. EMPINOTTI, V. L.; JACOBI, P. R., 2013, Novas práticas de governança da água? O uso da pegada hídrica e a transformação das relações entre o setor privado, organizações ambientais e agências internacionais de desenvolvimento. Desenvolvimento e Meio Ambiente, v. 27, p , jan./jun Editora UFPR. EPE EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA, 2013a, Anuário Estatístico de energia elétrica 2013, Rio de Janeiro.

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