COLÉGIO MONTE CASTELO APOSTILA 3 ANO EM PROF. MESSIAS SILVA DESIGUALDADES SOCIAIS

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1 COLÉGIO MONTE CASTELO APOSTILA 3 ANO EM PROF. MESSIAS SILVA DESIGUALDADES SOCIAIS No mundo em que vivemos percebemos que os indivíduos são diferentes, estas diferenças se baseiam nos seguintes aspectos: coisas materiais, raça, sexo, cultura e outros. Os aspectos mais simples para constatarmos que os homens são diferentes são: físicos ou sociais. Constatamos isso em nossa sociedade pois nela existem indivíduos que vivem em absoluta miséria e outros que vivem em mansões rodeados de coisas luxuosas e com mesa muito farta todos os dias enquanto outros não sequer o que comer durante o dia. Por isso vemos que em cada sociedade existem essas desigualdades, elas assumem feições distintas porque são constituídas de um conjunto de elementos econômicos, políticos e culturais próprios de cada sociedade. DESIGUALDADES: A POBREZA COMO FRACASSO No século XVIII, o capitalismo teve um grande crescimento, com a ajuda da industrialização, dando origem assim as relações entre o capital e o trabalho, então o capitalista, que era o grande patrão, e o trabalhador assalariado passaram a ser os principais representantes desta organização. A justificativa encontrada para esta nova fase foi o liberalismo que se baseava na defesa da propriedade privada, comércio liberal e igualdade perante a lei. A velha sociedade medieval estava sendo totalmente transformada, assim o nome de homem de negócios era exaltado como virtude, e eram-lhe dadas todas as credenciais uma vez que ele poderia fazer o bem a toda sociedade. O homem de negócios era louvado ou seja ele era o máximo, era o sucesso total e citado para todos como modelo para os demais integrantes da sociedade, a riqueza era mostrada como seu triunfo pelo seus esforços, diferente do principal fundamento da desigualdade que era a pobreza que era o fator principal de seu fracasso pessoal. Então os pobres deveriam apenas cuidar dos bens do patrão, maquinas, ferramentas, transportes e outros e supostamente Deus era testemunha do esforço e da dedicação do trabalhador ao seu patrão. Diziam que a pobreza se dava pelo seu fracasso e pela ausência de graça, então o pobre era pobre porque Deus o quis assim. O pobre servia única e exclusivamente para trabalhar para seus patrões e tinham que ganhar somente o básico para sua sobrevivência, pois eles não podiam melhorar suas condições pois poderiam não se sujeitar mais ao trabalho para os ricos, a existência do pobre era defendida pelos ricos, pois os ricos são ricos as custas dos pobres, ou seja para poderem ficar ricos eles precisam dos pobres trabalhando para eles, assim conclui-se que os pobres não podiam deixar de serem pobres. A DESIGUALDADE COMO PRODUTO DAS RELAÇÕES SOCIAIS Várias teorias apareceram no século XIX criticando as explicações sobre desigualdade, entre elas a de Karl Marx, que desenvolveu um teoria sobre a noção de liberdade e igualdade do pensamento liberal, essa liberdade baseava-se na liberdade de comprar e vender. Outra muito criticada também foi a igualdade jurídica que baseava-se nas necessidades do capitalismo de apresentar todas as relações como fundadas em normas jurídicas. Como a relação patrão e empregado tinha que ser feita sobre os princípios do direito, e outras tantas relações também. Marx criticava o liberalismo porque só eram expressos os interesses de uma parte da sociedade e não da maioria como tinha que ser. Segundo o próprio Marx a sociedade é um conjunto de atividades dos homens, ou ações humanas, e essas ações e que tornam a sociedade possível. Essas ações ajudam a organização social, e mostra que o homem se relaciona uns com os outros. Assim Marx considera as desigualdades sociais como produto de um conjunto de relações pautado na propriedade como um fato jurídico, e também político. O poder de dominação é que da origem a essas desigualdades. As desigualdades se originam dessa relação contraditória, refletem na apropriação e dominação, dando origem a um sistema social, neste sistema uma classes produz e a outra domina tudo, onde esta última domina a primeira dando origem as classes operárias e burguesas. As desigualadas são fruto das relações, sociais, políticas e culturais, mostrando que as desigualdades não são apenas econômicas mas também culturais, participar de uma classe significa que você esta em plena atividade social, seja na escola, seja em casa com a família ou em qualquer outro lugar, e estas atividades ajudam-lhe a ter um melhor pensamento sobre si mesmo e seus companheiros. AS CLASSES SOCIAIS As classes sociais mostram as desigualdades da sociedade capitalista. Cada tipo de organização social estabelece as desigualdades, de privilégios e de desvantagens entre os indivíduos. As desigualdades são vistas como coisas absolutamente normais, como algo sem relação com produção no convívio na sociedade, mas analisando atentamente descobrimos que essas desigualdades para determinados indivíduos são adquiridos socialmente. As divisões em classes se da na forma que o indivíduo esta situado economicamente e socio-politicamente em sua sociedade. Como já vimos no capitalismo, quem tinham condições para a dominação e a apropriação, eram os ricos, quem trabalhavam para estes eram os pobres, pois bem esses elementos eram os principais denominadores de desigualdade social. Essas desigualdades não eram somente econômicas mas também intelectuais, ou seja o operário não tinha direito de desenvolver sua capacidade de criação, o seu intelecto. A dominação da classe superior, os burgueses, capitalistas, os ricos, sobre a camada social que era a massa, os operários, os pobres, não era só economica mas também ela se sobrepõe a classe pobre, ou seja ela não domina só economicamente como politicamente e socialmente A LUTA DE CLASSES As classes sociais se inserem em um quadro antagônico, elas estão em constante luta, que nos mostra o caráter antagônico da sociedade capitalista, pois, normalmente, o patrão é rico e dá ordens ao seu proletariado, que em uma reação normal não gosta de recebe-las, principalmente quando as condições de trabalho e os salários são precários. Prova disso, são as greves e reivindicações que exigem melhorias para as condições de trabalho, mostrando a impossibilidade de se conciliar os interesses de classes. A predominância de uma classe sobre as demais, se funda também no quadro das práticas sociais pois as relações sociais capitalistas alicerçam a dominação econômica, cultural, ideológica, política, etc. A luta de classes perpassa, não só na esfera econômica com greves, etc, ma em todos os momentos da vida social. A greve é apenas um dos aspectos que evidenciam a luta. A luta social também está presente em movimentos artísticos como telenovelas, literatura, cinema, etc.

2 Tomemos a telenovela como exemplo. Ela pode ser considerada uma forma de expressar a luta de classes, uma vez que possa mostrar o que acontece no mundo, como um patrão, rico e feliz, e um trabalhador, sofrido e amargurado com a vida, sempre tentando ser independente e se livrar dos mandos e desmandos do patrão. Isso também é uma forma de expressar a luta das classes, mostrando essa contradição entre os indivíduos. Outro bom exemplo da luta das classes é a propaganda. As propagandas se dirigem ao público em geral, mesmo aos que não tem condição de comprar o produto anunciado. Mas por que isso? A propaganda é capaz de criar uma concepção do mundo, mostrando elementos que evidenciam uma situação de riqueza, iludindo os elementos de baixo poder econômico de sua real condição. A dominação ideológica é fundamental para encobrir o caráter contraditório do capitalismo. AS DESIGUALDADES SOCIAIS NO BRASIL O crescente estado de miséria, as disparidades sociais, a extrema concentração de renda, os salários baixos, o desemprego, a fome que atinge milhões de brasileiros, a desnutrição, a mortalidade infantil, a marginalidade, a violência, etc, são expressões do grau a que chegaram as desigualdades sociais no Brasil. As desigualdades sociais não são acidentais, e sim produzidas por um conjunto de relações que abrangem as esferas da vida social. Na economia existem relações que levam a exploração do trabalho e a concentração da riqueza nas mão de poucos. Na política, a população é excluída das decisões governamentais. Até 1930, a produção brasileira era predominantemente agrária, que coexistia com o esquema agrário-exportado, sendo o Brasil exportador de matéria prima, as indústrias eram pouquíssimas, mesmo tendo ocorrido, neste período, um verdadeiro surto industrial. A industrialização no Brasil, a partir da década de 30, criou condições para a acumulação capitalista, evidenciado não só pela redefinição do papel estatal quanto a interferência na economia (onde ele passou a criar as condições para a industrialização) mas também pela implantação de indústrias voltadas para a produção de máquinas, equipamentos, etc. A política econômica, estando em prática, não se voltava para a criação, e sim para o desenvolvimento dos setores de produção, que economizam mão-deobra. Resultado: desemprego. DESENVOLVIMENTO E POBREZA O subdesenvolvimento latino-americano tornou-se pauta de discussões na década de 50. As proposta que surgiram naquele momento tinham como pano de fundo o quadro de miséria e desigualdade social que precisava ser alterado. A Cepal (Comissão econômica para a América Latina, criada nessa decada) acreditava que o aprofundamento industrial e algumas reformas sociais criariam condições econômicas para acabar com o subdesenvolvimento. Acreditava também que o aprofundamento da industrialização inverteria o quadro de pobreza da população. Uma de suas metas era criar meios de inserir esse contingente populacional no mercado consumidor. Contrapunha o desenvolvimento ao subdesenvolvimento e imaginava romper com este último por maio de industrialização e reformas sociais. Mas não foi isso o que realmente aconteceu, pois houve um predomínio de grandes grupos econômicos, um tipo de produção voltado para o atendimento de uma estrita faixa da população e o uso de máquinas que economizavam mão-de-obra. De fato, o Brasil conseguiu um maior grau de industrialização, mas o subdesenvolvimento não acabou, pois esse processo gerou uma acumulação das riquezas nas mãos da minoria, o que não resolveu os problemas sociais, e muito menos acabou com a pobreza. As desigualdades sociais são enormes, e os custos que a maioria da população tem de pagar são muito altos. Com isso a concentração da renda tornou-se extremamente perceptível, bastando apenas conversar com as pessoas nas ruas para nota-la. Do ponto de vista político esse processo só favoreceu alguns setores, e não levou em conta os reais problemas da população brasileira: moradia, educação, saúde, etc. A pobreza do povo brasileiro aumentou assustadoramente, e a população pobre tornou-se mais miserável ainda. A POBREZA ABSOLUTA Quando se fala em desigualdades sociais e pobreza no Brasil, não se trata de centenas de pessoas, mas em milhões que vivem na pobreza absoluta. Essas pessoas sobrevivem apenas com 1 /4 de salário mínimo no máximo! A pobreza absoluta apresenta-se maior nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Para se ter uma idéia, o Nordeste, em 1988, apresentava o maior índice (58,8%) ou seja, pessoas viviam na pobreza absoluta. Em 1988, o IBGE detectou, através da Pesquisa Nacional por Amostra em Domicílios, que 29,1% da população ativa do Brasil ganhava até l salário mínimo, e 23,7% recebia mensalmente de l a 2 salários mínimos. Pode-se concluir que 52,8% da população ativa recebe até 2 salários mínimos mensais. Com esses dados, fica evidente que a mais da metade da população brasileira não tem recursos para a sobrevivência básica. Além dessas pessoas, tem-se que recordar que o contingente de desempregados também é muito elevado no Brasil, que vivem em piores condições piores que as desses assalariados. As condições de miserabilidade da população estão ligadas aos péssimos salários pagos. A EXTREMA DESIGUALDADE Observou-se anteriormente que mais de 50% da população ativa brasileira ganha até 2 salários mínimos. Os índices apontados visam chamar a atenção sobre os indivíduos miseráveis no Brasil. Mas não existem somente pobres no Brasil, pois cerca de 4% da população é muito rica. O que prova a concentração maciça da renda nas mãos de poucas pessoas. Além dos elementos já apontados, é importante destacar que a reprodução do capital, o desenvolvimento de alguns setores e a pouca organização dos sindicatos para tentar reivindicar melhores salários, são pontos esclarecedores da geração de desigualdades. Quanto aos bens de consumo duráveis (carros, geladeiras, televisores, etc), são destinados a uma pequena parcela da população. A sofisticação desses produtos, prova o quanto o processo de industrialização beneficiou apenas uma pequena parcela da poppulação. Geraldo Muller, no livro Introdução à economia mundial contemporânea, mostra como a concentração de capital, combinado com a mmiserabilidade, é responsável pelo surgimento de um novo bloco econômico, onde estão Brasil, México, Coréia do Sul, Äfrica do Sul, são os chamados países subdesenvolvidos industrializados, em que ocorre uma boa industrialização e um quadro do enormes problemas sociais. O setor informal é outro fator indicador de condições de reprodução capitalista no Brasil. Os camelôs, vendedores ambulantes, marreteiros, etc, são trabalhadores que não estão juridicamente regulamentados, mas que revelam a especificidade da economia brasileira e de seu desenvolvimento industrial. Bibliografia:

3 TOMAZI, Nelson Dácio. Iniciação a Sociologia. SP, atual; 1993 FIQUE DE OLHO: DICAS PARA O ENEM Diversidade cultural, conflitos e vida em sociedade Cultura material e imaterial; patrimônio e diversidade cultural no Brasil. A Conquista da América. Conflitos entre europeus e indígenas na América colonial. A escravidão e formas de resistência indígena e africana na América. História cultural dos povos africanos. A luta dos negros no Brasil e o negro na formação da sociedade brasileira. História dos povos indígenas e a formação sociocultural brasileira. Movimentos culturais no mundo ocidental e seus impactos na vida política e social. Formas de organização social, movimentos sociais, pensamento político e ação do estado Cidadania e democracia na Antiguidade; Estado e direitos do cidadão a partir da Idade Moderna; democracia direta, indireta e representativa. Revoluções sociais e políticas na Europa Moderna. Formação territorial brasileira; as regiões brasileiras; políticas de reordenamento territorial. As lutas pela conquista da independência política das colônias da América. Grupos sociais em conflito no Brasil imperial e a construção da nação. O desenvolvimento do pensamento liberal na sociedade capitalista e seus críticos nos séculos XIX e XX. Políticas de colonização, migração, imigração e emigração no Brasil nos séculos XIX e XX. A atuação dos grupos sociais e os grandes processos revolucionários do século XX: Revolução Bolchevique, Revolução Chinesa, Revolução Cubana. Geopolítica e conflitos entre os séculos XIX e XX: Imperialismo, a ocupação da Ásia e da África, as Guerras Mundiais e a Guerra Fria. Os sistemas totalitários na Europa do século XX: nazifascista, franquismo, salazarismo e stalinismo. Ditaduras políticas na América Latina: Estado Novo no Brasil e ditaduras na América. Conflitos políticos-culturais pós-guerra Fria, reorganização política internacional e os organismos multilaterais nos séculos XX e XXI. A luta pela conquista de direitos pelos cidadãos: direitos civis, humanos, políticos e sociais. Direitos sociais nas constituições brasileiras. Políticas afirmativas. Vida urbana: redes e hierarquia nas cidades, pobreza e segregação espacial. Características e transformações das estruturas produtivas. Diferentes formas de organização da produção: escravismo antigo, feudalismo, capitalismo, socialismo e suas diferentes experiências. Economia agroexportadora brasileira: complexo açucareiro; a mineração no período colonial; a economia cafeeira; a borracha na Amazônia. Revolução Industrial: criação do sistema de fábrica na Europa e transformações no processo de produção. Formação do espaço urbano-industrial. Transformações na estrutura produtiva no século XX: o fordismo, o toyotismo, as novas técnicas de produção e seus impactos. A industrialização brasileira, a urbanização e as transformações sociais e trabalhistas. A globalização e as novas tecnologias de telecomunicação e suas consequências econômicas, políticas e sociais. Produção e transformação dos espaços agrários. Modernização da agricultura e estruturas agrárias tradicionais. O agronegócio, a agricultura familiar, os assalariados do campo e as lutas sociais no campo. A relação campo-cidade. Os domínios naturais e a relação do ser humano com o ambiente Relação homem-natureza, a apropriação dos recursos naturais pelas sociedades ao longo do tempo. Impacto ambiental das atividades econômicas no Brasil. Recursos minerais e energéticos: exploração e impactos. Recursos hídricos; bacias hidrográficas e seus aproveitamentos. As questões ambientais contemporâneas: mudança climática, ilhas de calor, efeito estufa, chuva ácida, a destruição da camada de ozônio. A nova ordem ambiental internacional; políticas territoriais ambientais; uso e conservação dos recursos naturais, unidades de conservação, corredores ecológicos, zoneamento ecológico e econômico. Origem e evolução do conceito de sustentabilidade. Estrutura interna da terra. Estruturas do solo e do relevo; agentes internos e externos modeladores do relevo. Situação geral da atmosfera e classificação climática. As características climáticas do território brasileiro. Os grandes domínios da vegetação no Brasil e no mundo. Competência Compreender os elementos culturais que constituem as identidades. O aluno deverá ser capaz de compreender os elementos culturais que constituem as identidades. Ao abordar vários aspectos da vida cultural de um grupo social a religiosidade, as festas, os hábitos, enfim, os modos de vida o aluno deverá conseguir estabelecer os vínculos entre esses elementos e a formação das identidades individual e social. Espera-se que, ao construir situações ligadas ao seu cotidiano, o aluno perceba o significado delas e consiga utilizar esses conceitos, aplicando-os para resolver problemas e refletir acerca do presente e do passado (Encceja, p. 119). Habilidades H1 Interpretar historicamente e/ou geograficamente fontes documentais acerca de aspectos da cultura. As fontes documentais que registram a cultura de um povo ou de uma época são de suma importância para o estudo das ciências humanas. Elas constituem os vestígios materiais da atividade humana. Incluem as fontes arqueológicas em geral, os instrumentos de trabalho, os monumentos, as moedas, textos, entre muitas outras. Assim, o estudo de fósseis é uma fonte documental tanto quanto um mapa antigo ou o afresco de uma catedral medieval. Essa habilidade exige que o estudante aprenda a ler o mundo, histórica e geograficamente, tanto do passado quanto do presente, escrito nas mais variadas formas. H2 Analisar a produção da memória pelas sociedades humanas. A memória da humanidade está marcada tanto na memória dos seres humanos, quanto nos objetos por eles criados. Essa produção da memória é perceptível nas obras de arte, na arquitetura, nos textos etc., carregados de valores que precisamos analisar para a real compreensão do processo civilizatório. Homens da pré-história registravam seu cotidiano, como o fazemos hoje, por exemplo, em jornais, blogs ou mídia eletrônica. H3 Associar as manifestações culturais do presente aos seus processos históricos. Esta habilidade está ligada à construção mental da noção de historicidade das coisas materiais e mentais produzidas pela humanidade. Assim, somos hoje fruto do que ontem as sociedades construíram. Um exemplo disso é a língua de cada povo, que é uma construção dinâmica do seu modo de viver através dos tempos. H4 Comparar pontos de vista expressos em diferentes fontes sobre determinado aspecto da cultura.

4 Os homens de cada época percebem o mundo também de formas diferentes. A diversidade do pensar e do agir pode ser reconhecida pelo estudo comparativo dos pontos de vista expressos de diferentes formas sobre o mesmo assunto de determinada época. O mesmo fato ou a mesma situação são expressos de formas e pontos de vista diferentes, a partir do jogo de interesses ou de visão de mundo que os produtores das fontes tenham. Exemplo disso é o farto registro documental produzido pelos agentes da Revolução Francesa. H5 Identificar as manifestações ou representações da diversidade do patrimônio cultural e artístico em diferentes sociedades. Cada cultura tem elementos próprios que a caracterizam e identificam. O estudo das ciências humanas deve conduzir o aluno a reconhecer esses elementos e a construir mentalidade de respeito à diversidade cultural dos povos. Assim, a cultura ocidental e a chinesa, por exemplo, construíram valores diferentes uma da outra. A habilidade em identificar essa diversidade, requer do sujeito ir além do simples conhecimento de tais culturas. I. Patrimônio cultural Ultimamente, os jornais, as revistas e a própria televisão estão a dar ênfase a um assunto até há pouco sem interesse maior ao povo, que é esse tema ligado às construções antigas e seus pertences, representativos de gerações passadas e que, englobadamente, recebem o nome genérico de patrimônio histórico, ao qual, às vezes, também é aposta a palavra artístico. Na verdade, essa expressão usual abrange somente um segmento de um acervo maior, que é o chamado patrimônio cultural. Patrimônio cultural pode ser definido como um conjunto de bens culturais, antigos e novos,representativo das manifestações culturais de uma nação ou de um povo. É incomensurável o número total de bens que compõem o patrimônio cultural de um povo, de uma nação ou de um pequeno município. O patrimônio cultural de uma sociedade ou de uma região ou de uma nação é bastante diversificado, sofrendo permanentemente alterações. Nem só de cidades e monumentos é formado o patrimônio cultural: quadros, livros ou mesmo fotografias que documentem a memória e os costumes de uma época também fazem parte do acervo cultural. Muitas pessoas, ainda hoje, confundem patrimônio cultural com amontoado de velharias, não sabendo que agora também estão, enquanto vivem, a enriquecer, ou a empobrecer, nosso elenco de bens representativos. A problemática do patrimônio cultural deve ser encarada de modo bastante abrangente, isto é, abordando todo o elenco de bens culturais de um povo, sem atentar, necessariamente, ao aspecto histórico. Patrimônio oficial é aquele que legalmente reúne poucos e escolhidos bens culturais eleitos como preserváveis à posteridade. Nenhum país pode vangloriar-se de possuir preservado o seu integral patrimônio cultural, representado de modo condigno por acervos museológicos, arquivos, mostruários, construções e urbanizações partícipes de ecomuseus que realmente sejam representações corretas de todo o seu desenvolvimento cultural. Podemos dividir o patrimônio cultural em três grandes categorias de elementos: os elementos pertencentes à natureza, ao meio ambiente; os elementos referentes ao conhecimento, às técnicas, ao saber e ao saber fazer; e os elementos chamados bens culturais que englobam objetos, artefatos e construções. Os bens culturais podem ser de interesse (valor) nacional, regional ou local. O patrimônio cultural deve ser encarado de modo bastante abrangente, não se limitando ao aspecto arquitetônico, ou seja, às construções antigas e seus pertences. O patrimônio cultural de um povo abrange todas as suas manifestações culturais, não só seus artefatos, mas, também sua música, dança, cantos, representações e histórias do povo, seus usos, costumes, assim como o seu saber, o seu saber fazer e, inclusive, o meio ambiente. De todos os elementos que compõem o patrimônio cultural, os mais importantes são os artefatos, ou seja, objetos e construções. A palavra artefato, quando contextualizada no tema patrimônio cultural, tanto pode designar um machado de pedra polida como um foguete interplanetário ou uma igreja ou a própria cidade em volta dessa igreja. Nosso país é jovem e nos seus quinhentos anos de vida conseguiu aqui e acolá seu acervo de bens, absolutamente típicos de uma cultura nascida de três raças em paisagem paradisíaca. No próprio nome da entidade oficial destinada à defesa do patrimônio nacional brasileiro, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), distinguem-se apenas os bens artísticos dos históricos, desconsiderando a abrangência da problemática do patrimônio histórico. II. Preservação do patrimônio cultural Preservar é conservar, manter, defender, registrar e resguardar, de qualquer maneira, o que for significativo dentro de nosso vasto repertório de elementos componentes do patrimônio cultural. Um bem cultural é inseparável do meio onde se encontra situado e, bem assim, da história da qual é testemunho, logo, na sua preservação, é imprescindível relacioná-lo com o seu meio ambiente, com sua área envoltória, com seu contexto socioeconômico, recusando-se a encará-lo como trabalho isolado no espaço. O tombamento é um atributo que se dá ao bem cultural escolhido e separado dos demais para que, nele, fique assegurada a garantia da perpetuação da memória. Bem cultural de interesse nacional é aquele ligado ao quadro de elementos determinadores da identidade pátria, imprescindíveis à exata compreensão da nossa formação. O patrimônio cultural deve ser preservado e não importa a forma: se através de coleções particulares, do mercado de arte ou da proteção de entidades governamentais. O necessário é preservar, já que o que não é patrimônio histórico desaparece com o tempo. III. Memória social A memória social depende da preservação sistemática de segmentos do patrimônio cultural. Para garantir a compreensão de nossa memória social, faz-se necessário preservar o que for significativo dentro de nosso vasto repertório de elementos componentes do patrimônio cultural. No Brasil, poucos, muito poucos, têm uma visão global do problema e da necessidade da defesa da memória e de seus bens representativos. Em nosso país, é comum o descaso impune que assiste à destruição desnecessária de elementos do patrimônio cultural. No Brasil, é clara a falta de esclarecimento popular sobre a importância da preservação de nosso patrimônio cultural. Essa deseducação coletiva promove o descaso popular por tudo que represente o passado morto, sendo o futuro sempre uma espécie de sonho dourado inconscientemente buscam todos melhoria de vida destruindo lembranças de antigamente. A preservação de bens culturais, na maioria das vezes, limitou-se a preservar objetos e construções da classe dominante, negligenciando os artefatos do povo.

5 EXERCICIOS Cultura: patrimônio e diversidade cultural no Brasil 1. Enem As imagens reproduzem quadros de D. João VI e de seu filho D. Pedro I nos respectivos papéis de monarcas. A arte do retrato foi amplamente utilizada pela nobreza ocidental, com objetivos de representação política e de promoção social. No caso dos reis, essa era uma forma de se fazer presente em várias partes do reino e, sobretudo, de se mostrar em majestade. IMAGEM I Jean Batiste Debret, retrato de D. João VI, 1817, óleo sobre tela, 060 x 042cm. Acervo do Museu de Belas Artes/ IPHAN/MINC. Rio de Janeiro IMAGEM II Henrique José da Silva. Retrato do Imperador em trajes majestáticos. Gravura sobre metal feita por Urbain Massard, 064m x 0,44m. Acervo do Museu Imperial A comparação das imagens permite concluir que a) as obras apresentam substantivas diferenças no que diz respeito à representação do poder. b) o quadro de D. João VI é mais suntuoso, porque retrata um monarca europeu típico do século XIX. c) os quadros dos monarcas tem baixo impacto promocional, uma vez que não estão usando a coroa, nem ocupam o trono. d) a arte dos retratos, no Brasil do século XIX, era monopólio de pintores franceses, como Debret. e) O fato de pai e filho aparecerem pintados de forma semelhante sublinha o caráter de continuidade dinástica, aspecto político essencial ao exercício do poder régio. 2. ENEM O artesanato traz as marcas de cada cultura e, desse modo, atesta a ligação do homem com o meio social em que vive. Os artefatos são produzidos manualmente e costumam revelar uma integração entre homem e meio ambiente, identificável no tipo de matéria-prima utilizada. Pela matéria-prima (o barro) utilizada e pelos tipos humanos representados, em qual região do Brasil o artefato acima foi produzido? a) SuI. b) Norte. c) Sudeste. d) Nordeste. e) Centro-Oeste. Cultura: cultura imaterial 3. Enem No final do século XVI, na Bahia, Guiomar de Oliveira denunciou Antônia Nóbrega à Inquisição. Segundo o depoimento, esta lhe dava uns pós não sabe de quê, e outros pós de osso de finado, os quais pós ela confessante deu a beber em vinho ao dito seu marido para ser seu amigo e serem bem-casados, e que todas estas

6 coisas fez tendo-lhe dito a dita Antônia e ensinado que eram coisas diabólicas e que os diabos lha ensinaram. (ARAÚJO, E. O teatro dos vícios. Transgressão e transigência na sociedade urbana colonial. Brasília: UnB/José Olympio, 1997.) Do ponto de vista da Inquisição, a) o problema dos métodos citados no trecho residia na dissimulação, que acabava por enganar o enfeitiçado. b) o diabo era um concorrente poderoso da autoridade da Igreja e somente a justiça do fogo poderia eliminá-lo. c) os ingredientes em decomposição das poções mágicas eram condenados porque afetavam a saúde da população. d) as feiticeiras representavam séria ameaça à sociedade, pois eram perceptíveis suas tendências feministas. e) os cristãos deviam preservar a instituição do casamento recorrendo exclusivamente aos ensinamentos da Igreja. Cultura e movimento sociais 4. Enem O movimento hip-hop é tão urbano quanto as grandes construções de concreto e as estações de metrô, e cada dia se torna mais presente nas grandes metrópoles mundiais. Nasceu na periferia dos bairros pobres de Nova Iorque. É formado por três elementos: a música (o rap), as artes plásticas (o grafite) e a dança (o break). No hip-hop os jovens usam as expressões artísticas como uma forma de resistência política. Enraizado nas camadas populares urbanas, o hip-hop afirmou-se no Brasil e no mundo com um discurso político a favor dos excluídos, sobretudo dos negros. Apesar de ser um movimento originário das periferias norte-americanas, não encontrou barreiras no Brasil, onde se instalou com certa naturalidade o que, no entanto, não significa que o hip-hop brasileiro não tenha sofrido influências locais. O movimento no Brasil é híbrido: rap com um pouco de samba, break parecido com capoeira e grafite de cores muito vivas. (Adaptado de Ciência e Cultura, 2004) De acordo com o texto, o hip-hop é uma manifestação artística tipicamente urbana, que tem como principais características a) a ênfase nas artes visuais e a defesa do caráter nacionalista. b) a alienação política e a preocupação com o conflito de gerações. c) a afirmação dos socialmente excluídos e a combinação de linguagens. d) a integração de diferentes classes sociais e a exaltação do progresso. e) a valorização da natureza e o compromisso com os ideais norte-americanos. História dos povos indígenas 5. Encceja Leia o relato do sertanista Chico Meirelles. Quando levei os xavantes ao Rio de Janeiro pela primeira vez, eles quiseram saber de onde vinha nossa comida. Levei-os ao mercado, onde existe uma quantidade enorme de frutas e legumes, mas também existe uma multidão de crianças e velhos catando comida no lixo. Eles me perguntaram como que nós, tão ricos, permitíamos aquele espetáculo. (Veja, 23 maio 1973.) O espanto dos xavantes diante da cena do mercado ocorre porque na nossa sociedade a) todos têm o acesso à moradia e alimentação. b) a desigualdade social é uma de suas características. c) só as pessoas que plantam têm direito à alimentação. d) a caridade resolve o problema da fome. e) os que não trabalham não têm o direito à alimentação. Cultura afro-brasileira 6. Encceja Os versos seguintes são da letra de uma música de Fernando Brandt e Gilberto Gil. vatapá, farofa, abaré acarajé, caruru, angu mingau, canjica, tutu feijoada e mocotó. banguela, batuque, banzé caçula, cochilo, cafuné macumba, mandinga, ebó quitute, quindim de iaiá. As palavras e expressões citadas são exemplos da sobrevivência, no Brasil, de uma cultura e de um conjunto de idiomas de origem a) negra africana. b) indígena americana. c) branca europeia. d) cabocla mestiça. e) mestiça americana. Conquista do América: choque cultural 7. Encceja Leia o texto. (...) Assim, quando o batel chegou à foz do rio estavam até 18 ou 20 homens, pardos, todos nus (...) Não fazem o menor caso de encobrir ou de mostrar suas vergonhas; e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto (...). Parece-me gente de tanta inocência que se a gente os entendesse e eles a nós, que seriam logo cristãos, porque eles não têm e nem atendem a nenhuma crença. (Carta de Pero Vaz de Caminha, 1500 (trecho selecionado). In: VALENTE, José Augusto Vaz (Org.). A certidão de Nascimento do Brasil: a carta de Pero Vaz de Caminha. São Paulo: Museu Paulista da USP, p. 1 v. 13 v.)

7 Vocabulário batel antiga embarcação pequena. vergonhas os órgãos sexuais humanos. Após a análise do documento, que descreveu o encontro entre os primeiros habitantes do Brasil e o colonizador europeu, é correto afirmar que a) o europeu concordava que o índio seguisse a sua própria religião. b) o europeu considerava-se culturalmente superior ao índio. c) os povos indígenas e os europeus tinham a mesma cultura. d) o primeiro encontro entre as culturas indígena e europeia foi hostil. e) o principal interesse dos europeus era transferir sua cultura aos índios. H2 - Analisar a produção da memória pelas sociedades humanas. SEJA CURIOSO: REFORMA AGRÁRIA A mudança da distribuição ou da estrutura de propriedade da terra, em geral efetuada a partir de iniciativas governamentais. Os sistemas de propriedade da terra variam consideravelmente e têm grande importância para estrutura social e política de um país. As terras podem ser mantidas de forma cooperativa por famílias ou em pequenos lotes individuais, ou por um pequeno número de latifundiários (propriedades de grandes extensões de terra). Dependendo do contexto social e político, a reforma agrária pode ter propósitos diversos e adquirir diferentes formatos: pode visar à criação de uma sociedade mais igualitária, abolindo relações de tipo feudal e conquistando o apoio dos camponeses, e dando-lhes maior participação na sociedade; pode também objetivar maior eficiência econômica, criando um padrão de propriedade de terras maximiza o investimento e a produtividade; ou pode procurar impor um padrão socialista de propriedade, no qual em geral não é permitida a propriedade de terras por indivíduos isolados. As medidas aplicadas variaram desde a redistribuição geral das terras à imposição de um limite máximo para cada proprietário, e da completa abolição da propriedade privada a tentativas de alterar os termos sob os quais arrendatários trabalham a terra de um latifundiário. Nos tempos modernos, a primeira redistribuição de terras ocorreu na França, após a Revolução de 1789, que criou o padrão de pequenas fazendas familiares que se mantêm no país até hoje. A QUESTÃO AGRÁRIA HOJE As reivindicações dos trabalhadores rurais A reforma agrária que os trabalhadores rurais em geral reivindicam não é a pulverização antieconômica da terra; é sim uma redistribuição da renda, de poder e de direitos, aparecendo as formas multifamiliar e cooperativa como alternativas viáveis para o não fracionamento da propriedade. Em resumo, não desejam a mera distribuição de pequenos lotes, o que apenas os habilitaria a continuarem sendo uma forma de barateamento da mão-de-obra para as grandes propriedades. Mas almejam uma mudança na estrutura política e social no campo, sobre a qual se assenta o poder dos grandes proprietários de terras. A política de crédito rural subsidiado ilustra bem essa tríplice aliança entre indústria, bancos e latifundiários, hoje, no Brasil. Como regra, apenas os grandes proprietários têm acesso ao crédito, pelo menos naqueles programas que são mais vantajosos. De um lado, porque o crédito é para comprar: tratores, colhedeiras, adubos e defensivos químicos, etc. De outro, porque a burocracia bancária dá preferência ao grande, porque o custo operacional de um financiamento, por exemplo, de mil reais é o mesmo que o de um bilhão. Resumindo, ganham os grandes fazendeiros que recebem o crédito subsidiado. Ganham os bancos que fazem o empréstimo, e garantem mais um cliente. E ganham também os fabricantes de tratores, de adubos químicos, de defensivos, etc., de quem esses fazendeiros compram os produtos. Falamos das reivindicações mais amplas dos trabalhadores rurais em geral. Mas existem outras reivindicações que dizem respeito especificamente a este ou àquele grupo de trabalhadores rurais. Ou seja, as reivindicações mais específicas dos trabalhadores rurais variam em função de suas diferenciações internas e das desigualdades do desenvolvimento regional do país, dando origem a um grande número de lutas específicas. A retomada da solução Reforma Agrária. A reforma agrária é a aspiração maior dos trabalhadores rurais brasileiros nos dias de hoje. Mas por que a reforma agrária, e qual reforma agrária? Esse debate também não é novo no país. Mas hoje ele tem uma conotação muito distinta da que teve em períodos anteriores. Por exemplo, nos anos cinqüenta, o debate da reforma agrária estava ligado à discussão mais geral dos rumos das industrialização brasileira. O importante a ressaltar aqui é que a reforma agrária aparecia no fim dos anos cinqüenta como o remédio para a crise agrária e para a crise agrícola por que passava o país. A reforma agrária visava então a alterar a estrutura de posse e uso da terra no Brasil, para que pudesse haver um desenvolvimento mais rápido das forças produtivas no campo. Como se dizia na época, era preciso acelerar a penetração das relações capitalistas de produção na agricultura brasileira. Pretendia-se assim exorcizar os fantasmas dos restos semifeudais escondidos nos latifúndios que atormentavam a vida dos trabalhadores rurais. A reforma agrária, entregando esses latifúndios para os camponeses, suprimiria as relações pré-capitalistas (isto é, resolveria a questão agrária) e faria aumentar a produção, uma vez que colocaria as terras ociosas dos latifúndios em cultivo ( isto é, resolveria a questão agrícola ). Sabemos que essa reforma agrária não foi feita. Que não houve redistribuição de terras, até pelo contrário: o dados mais recentes mostram que a concentração da propriedade aumentou e os trabalhadores rurais se tornaram ainda mais miseráveis. E, no entanto, a estrutura agrária brasileira não constituiu empecilho ao processo de industrialização do país.. De maneira resumida, podemos dizer que o desenvolvimento das relações de produção capitalistas na agricultura brasileira conseguiu grandes avanços na solução das questões agrícolas, isto é, dos problemas ligados à produção propriamente dita. Mas esse desenvolvimento só fez agravar a questão agrária, ou seja, o nível de miséria da população rural brasileira.

8 É nesse contexto que o remédio da reforma agrária ressurge hoje no Brasil em nova embalagem, como reaparece sempre nas épocas de crise das economias capitalistas. A solução reforma agrária coloca-se especificamente hoje dentro do contexto de ser uma resolução para a crise agrária brasileira e não mais para a crise agrícola: ela é apenas uma reivindicação dos setores populares e não mais da burguesia, se é que o foi algum dia. Hoje está claro que o processo de desenvolvimento capitalista no Brasil, como em todas as partes, criou riqueza em poucas mãos e miséria generalizada. Muita gente tinha esperança de que esse processo fosse representar não apenas a redenção da burguesia nacional, mas também a dos trabalhadores brasileiros em geral. Por isso, as alianças propostas eram as dos trabalhadores (rurais e urbanos) com a burguesia nacional, contra seus inimigos comuns: o latifúndio e o imperialismo. Hoje, o latifúndio se aburguesou e se internacionalizou. Não são mais apenas os velhos coronéis do Nordeste. Os grandes latifundiários, hoje, são também os bancos e as grandes multinacionais: o BRADESCO, a Volkswagen, a Jari... O capitalismo brasileiro mostrou no campo uma face do seu desenvolvimento profundamente prejudicial e parasitária, não só do ponto de vista dos trabalhadores, mas também da sociedade no seu conjunto. É ilustrativo, por exemplo, o nível que atingiu a especulação imobiliária, com a propriedade da terra funcionando apenas como reserva de valor contra a corrosão inflacionária e meio de acesso aos favores fiscais e creditícios das políticas governamentais. Isso porque, no sistema capitalista, pouco importa que um pedaço de chão produza soja ou cana-de-açúcar ou feijão. O que interessa é que produza lucros. Nem mesmo interessa se esse lucro advém da utilização produtiva do solo ou não... E enquanto milhões de hectares de terras férteis e bem localizadas são retidos improdutivamente, outros milhões são apropriados à custa de trambiques e violência, por grandes empresas capitalistas que, como já destacamos não são mais apenas os velhos latifúndios, mas também os bancos e as empresas multinacionais. Como resultado disso são expulsas do campo, a cada ano que passa, milhares de famílias, que não têm para onde se dirigir a não ser às favelas das periferias das cidades. Ë por isso que a reforma agrária aparece hoje como a única solução democrática possível para a questão agrária. Evidentemente, há outras soluções, como, por exemplo, deixar os migrantes morrerem de fome, continuar confinando esses excedentes de população em novas favelas. A questão agrária se alia hoje a uma série de outras questões, como a questão energética, a questão indígena, a questão ecológica, a questão urbana e a questão das desigualdades regionais. Ou seja, a questão agrária permeia hoje uma série de problemas fundamentais da sociedade brasileira. No fundo, todos eles têm a ver com o caráter parasitário que atingiu a forma específica como se desenvolveu o capitalismo neste país. Assim, o remédio reforma agrária tem que se apresentar hoje não apenas com uma nova embalagem, mas tem que ter também um outro conteúdo. A reforma agrária já não é mais hoje no Brasil uma reivindicação do desenvolvimento capitalista, e sim um questionamento da forma que assumiu esse desenvolvimento. Por isso, a reforma agrária é hoje - mais do nunca - uma questão eminentemente política. Ela não visa fundamentalmente aumentar a produção, embora isso também seja desejável e possível de obter. A reforma agrária é hoje a expressão da reivindicação dos trabalhadores rurais pela apropriação dos frutos do seu trabalho. E é nesse sentido que a reforma agrária não é mais apenas uma reivindicação dentro da legalidade capitalista : não é mais o direito de cada um à sua propriedade, mas o direito dos trabalhadores ao resultado da sua produção. A reforma agrária é agora uma bandeira de luta política capaz de unificar não só os trabalhadores do campo, mas inclusive de se estender aos trabalhadores urbanos. A reforma agrária começa a se apresentar hoje como uma luta pela transformação da própria sociedade brasileira para um outro sistema, onde o trabalhador não só trabalhe, mas também se aproprie dos frutos do seu trabalho. Evidentemente, não basta desejarmos isso. Essa é uma luta política de muitos, durante muito tempo. E apenas a organização dos trabalhadores do campo e da cidade em sindicatos livres e autênticos poderá levá-la à frente. Resumindo em poucas palavras, o futuro da agricultura brasileira depende basicamente do futuro da democracia brasileira. BRASIL SURREALISTA O REI DO GADO Em matéria publicada no dia 18 de agosto próximo passado, no jornal da Tarde, da lavra de Fátima Fonseca, com o sugestivo título Um reinado só na ficção, pudemos apreciar uma apresentação objetiva, crítica e bem elaborada a respeito do impacto que a novela O Rei do Gado, vem suscitando em diferentes e específicos setores ligados às atividades agropecuárias e dos grandes fazendeiros ou latifundiários, há tempo em evidência na mídia. Observando os acontecimentos que ocorreram no Senado, a atitude da bancada ruralista, firme, na manutenção dos grandes latifundiários, em oposição até à manifestações do próprio Presidente da República e de outros setores mais progressistas da sociedade, que sentindo a agudez do problema da Reforma Agrária e dos sem-terra especialmente, pela maneira brutal como vêm sendo tratados, com sacrifícios de vidas indefesas, que cometem um único pecado. E qual é? Desejar e lutar por um pedaço de terra, para trabalhar e garantir o sustento de seus familiares, na busca da solução para um, dentre os outros tantos percalços que perseguem o Brasil e o inviabilizam rumo a uma legítima democracia. Podemos arrolá-los todos, situando-os em três afirmações que ninguém ousará negar: 1) corrupção; 2) injustiça social; 3) desvirtuada distribuição de renda, beneficiando privilégios de minorias. cisão. Mas voltemos a matéria de Fátima Fonseca, levantando opiniões a respeito da novela da Globo, que tanto interesse vem provocando. Critica-se que tradicionalmente coesos na defesa de seus interesses: fazendeiros, pecuaristas e representantes de entidades de classe enfrentam agora uma A dúvida coloca como ponto crucial em desentendimento, a não aceitação da figura do personagem Bruno Mezenga, interpretado por Antônio Fagundes, que na opinião de indivíduos ligados à essas vivências, não representa fielmente a figura do poderoso proprietário rural do Brasil. Outros entendem que o personagem se aproxima em muitos pontos da realidade dos senhores do campo.

9 A persistir a dúvida quanto à fidelidade ou não do enfoque, uma restrição, em meu entendimento é evidente. O Conteúdo da novela enfatiza em fato, que é preocupação hoje, para uma grande parte dos proprietários rurais, que vem sendo comentado com muita freqüência na mídia; o endividamento que está forçando numerosos ruralistas a entregar terras e bens a bancos, para saldar dívidas. Já comentei muitas vezes em minhas matérias a equivocada política agrícola do governo, envolvendo também os mais sofredores, os médios e pequenos agricultores, que no ano passado, preferiram não extrair da terra o produto, que apresentava mais altos custos do que o comercialização, devido aos baixíssimos preços, pela grande oferta, enterrando-os todos sem que qualquer alternativa oportuna pudesse vir em seu socorro. Nada... Hoje, já se fala em importar grãos da Argentina, para quem arcar com as conseqüências da insensatez, da incompetência? O povo, naturalmente! O qual se pode fazer, se não existe nem vontade, nem decisão política para beneficiar os desprotegidos? É realmente uma Democracia sui-generis. Mas, voltemos ao Rei do Gado. Na apreciação da jornalista, fruto de pesquisa, verifica-se a existência de um ponto comum entre os ruralistas: A maneira tranqüila, sem agressões, como está sendo encarada e sugerida a Reforma Agrária, no seu caráter mais conflitante, a ocupação de propriedades para assentamento de sem-terras, por meio do diálogo. Merece nosso respeito só por esse particular, a sugestão oferecida pelo competente Benedito Ruy Barbosa, que vem merecendo aplausos e elogios. Atente-se também para a maneira firme e corajosa, como o autor vem mostrando a realidade cotidiana do Senado Brasileiro, despertando o povo para suas tramas e suas mordomias, ao mesmo tempo que sugere a figura autêntica do Senado da República, representado por Carlos Vereza, o Senador Caxias, honesto, preocupado com os problemas de seu país e com aquilo que é do povo. Parabenizo a Rede Globo, por lançar esta novela em horário nobre, ao qual todos têm acesso e a Benedito Ruy Barbosa, que desta feita deixa bem clara sua politização, sem amor patriótico e seu comprometimento com os problemas do país, este Brasil tão desarmado por numerosos integrantes da Classe Política e por administradores inconseqüentes. BRASIL SURREALISTA. O MOVIMENTO DOS SEM-TERRA Evidentemente, que existem opiniões dividas em relação movimento dos sem-terra; desde aquele embuidos do mais grosseiro radicalismo, que cegos pelos preconceitos culturais, de uma sociedade, cristalizadas em estratificações sociais e por isso mesmo, mutilados no seu EGO, se deixam levar por esses impulsos e pelo ímpeto da violência, que nada resolve e que freqüentemente leva aos mais exacerbados atos, que podem se transformar numa agressão à própria vida. Disto temos, infelizmente, muitos e muitos exemplos. O problema dos sem-terra tem que ser entendido como um aspecto em ebulição, assim como muitos outros que bem conhecemos e que só ganham sentido, quando analisados no contexto global e cultural, onde se acham inseridos. De nada adianta e nada resolve ficar-se afirmando por aqui e por ali, que os sem-terra constituem grupos de marginais, que agredindo o Conceito Legal da Propriedade Privada, da terra se apossam e se mantêm como verdadeiros forasteiros da LEI e consequentemente passíveis das PENAS, que se aplicam a esses quadros específicos. Diz-se por aí a Imprensa Falada e Escrita e particularmente a televisão trás até nós notícias, que não compreendidas na sua totalidade, distorcem o significado dos acontecimentos, desinformando e criando situações muito delicadas, capazes de levar às diferentes manifestações de eclosão. Afirma-se que determinados Partidos Políticos estão solitários a esses movimentos e que defendendo semelhantes atos, são igualmente responsáveis por tantos confrontos de dolorosas conseqüências. Disse ainda, que indivíduos oportunistas, estariam se infiltrando em tais movimentos, com objetivos concretos e inaceitáveis. Por outro lado pode também afirmar, que está mal fadada Reforma Agrária, vem se arrastando há dez anos e que durante todo esse tempo, somente dois assentamentos, entre tantos outros foram totalmente, bem sucedidos, ambos no Rio Grande do Sul, que conseguiram até a organização de cooperativa, que permitiram a comercialização da mais valha, desfrutam hoje de condições de vida de tal qualidade, que a todos os brasileiros dever-se-ia oferecer. E o que dizer da Bancada Ruralista no Congresso, lutando com unhas e dentes para defender seus afilhados? Por acaso este não é um comportamento antiético e imoral, vindo de que vem? Por acaso, não existem uma enorme quantidade de terras devolutas pertencentes à Municípios, Estados e União, que são vergonhosamente ofertadas como benesses nas barganhas politiqueiras? Por acaso, não existem por todo esse nosso tão rico e fértil Brasil, extensões e mais extensões de terras, que foram griladas simplesmente e nada aconteceu a esses honrados cidadãos, tão zelosos do patrimônio Brasileiro? Terras e mais terras mantidas improdutivas, que não sofrem a tributação obrigatória sobre as mesmas, pela própria inércia que mantêm os privilégios. Isto está correto? Semelhantes proprietários, não merecem por parte de ninguém, qualquer recriminação, qualquer certo de conta, para esclarecimento da verdade? E vai por aí afora a brutalidade dos privilégios ostensivos, que maculam nosso País e enchem de tristeza e angústia aqueles, que tiverem a infelicidade de não ficarem aquém, e compreender as manipulações impunes. Por isso tudo é que afirmam que um análise do movimento dos sem-terra, na sua luta desesperada por um pedaço de terra e de uma infra-estrutura, que permita sua exploração produtiva, só poderá ser entendida, no seu universo sócio-político e cultural. Todas a considerações devem avaliadas objetivamente, porém, o caminho para solução desses conflitos está efetivamente e acima de tudo, na disposição e vontade política.

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