UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ GUILHERME CADORIN PERUCHI

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ GUILHERME CADORIN PERUCHI"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ GUILHERME CADORIN PERUCHI CARACTERÍSTICAS DO TRANSPORTE URBANO DE PASSAGEIROS NA REGIÃO DE CRICIÚMA Balneário Camboriú

2 2009 ii

3 GUILHERME CADORIN PERUCHI CARACTERÍSTICAS DO TRANSPORTE URBANO DE PASSAGEIROS Monografia apresentada como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Administração Gestão Empreendedora, na Universidade do Vale do Itajaí, Centro de Educação Balneário Camboriú. Orientador: Prof. Ricardo Boeing da Silveira Balneário Camboriú 2009

4 GUILHERME CADORIN PERUCHI CARACTERÍSTICAS DO TRANSPORTE URBANO DE PASSAGEIROS Esta Monografia foi julgada adequada para a obtenção do título de Bacharel em Administração e aprovada pelo Curso de Administração Gestão Empreendedora da Universidade do Vale do Itajaí, Centro de Educação Balneário Camboriú. Área de Concentração: Logística Balneário Camboriú, de Julho de Prof. Ricardo Boeing da Silveira Orientador Prof. Avaliador (a) Prof. Avaliador (a)

5 EQUIPE TÉCNICA Estagiário: Guilherme Cadorin Peruchi Área de Estágio: Logística Professora Responsável pelos Estágios: Lorena Schröder Supervisor da Empresa: Americo Cadorin Professor orientador: Ricardo Boeing da Silveira

6 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA Razão Social: Expresso Coletivo Içarense Endereço: Avenida Santos Dumont, nº Criciúma/SC Setor de Desenvolvimento do Estágio: Logística Duração do Estágio: 240 horas Nome e Cargo do Supervisor da Empresa: Americo Cadorin Sócio-proprietário Carimbo do CNPJ da Empresa:

7 AUTORIZAÇÃO DA EMPRESA Balneário Camboriú, de Julho de A empresa Expresso Coletivo Içarense, pelo presente instrumento, autoriza a Universidade do Vale do Itajaí UNIVALI, a divulgar os dados do Relatório de Conclusão de Estágio executado durante o Estágio Curricular Obrigatório, pelo acadêmico Guilherme Cadorin Peruchi. Americo Cadorin

8 A auto-confiança é o primeiro segredo do sucesso. Portanto, acredite e confie e em si mesmo. Norman V. Peale

9 AGRADECIMENTOS

10 RESUMO O tema abordou a logística do transporte urbano de passageiros, mas precisamente um enfoque em uma empresa de transporte coletivo que realiza viagens na cidade de Criciúma, a Expresso Coletivo Içarense, buscando demonstrar quais os principais critérios e características logísticas que envolvem este modal. Nesse contexto, o objetivo geral definido é analisar as principais características do transporte urbano de passageiros na região de Criciúma. Para sua realização, foram definidos os seguintes objetivos específicos: avaliar o cenário atual desse modal no Brasil; identificar os critérios logísticos deste tipo de transporte; apresentar as especificidades do transporte urbano de passageiros na empresa em estudo; descrever a percepção dos usuários dos serviços de ônibus rodoviário com relação aos serviços prestados; comparar as características do transporte urbano de passageiros nacional com a empresa em questão. A metodologia dos dados foi quantitativa e qualitativa, através do método descritivo. A população da pesquisa foi composta pelos gestores e usuários da empresa, sendo definida uma amostra aleatória simples com 300 usuários. Os resultados mostraram o cenário atual desse modal no Brasil, em que as empresas de transporte estão buscando modernizarem suas frotas com sistemas de bilhetagem, dispositivos de segurança e maior conforto, além de propiciar a acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências físicas. Os critérios logísticos para a realização da pesquisa na empresa de transporte urbano de passageiros foram: acessibilidade, nível de conforto, custo do transporte, segurança na circulação, horários cumpridos, densidade de tráfego, cortesia, cordialidade. Assim, pode-se perceber que a empresa em estudo está buscando adequar-se às novas tendências do mercado, e possui características diferentes das encontradas no cenário nacional. Palavras-chave: Transporte Coletivo. Usuários. Ônibus.

11 ABSTRACT The theme addressed the logistics of urban passenger transport, but just a focus on a public transport company that makes travel in the city of Criciúma, the Collective Içarense Express, seeking show that the main criteria and features that involve the modal logistics. In this context, the general objective set is to examine the main features of urban passenger transport in the region of Criciúma. For their achievement, were defined the following specific objectives: to assess the current scenario of the modal in Brazil, identifying the criteria of this type of transport logistics, the specifics of the present urban passenger transport company in the study, describing the perceptions of users of services road with regard to bus services, compare the characteristics of the urban passenger transport with the national company in question. The methodology of quantitative and qualitative data was by descriptive method. The population of the survey was composed of managers and users of the company, and defined a simple random sample of 300 users. The results showed that the modal current scenario in Brazil, where companies are seeking to modernize its transport fleet with billing systems, security devices and comfort, and provide accessibility for people with physical disabilities. The logistical criteria for research in the company of urban passenger transport were: accessibility, comfort level, cost of transportation, safety in movement, hours completed, traffic density, courtesy, friendliness. Thus, one can see that the company under study is seeking to adapt to new market trends, and has different characteristics from those on the national scene. Key-words: Collective transport. Users. Bus.

12 LISTA DE TABELA Tabela 1 Ocupação dos usuários... 62

13 LISTA DE QUADROS Quadro 1 Itens do sistema de transporte Quadro 2 Regulamentação dos transportes no Brasil Quadro 3 Características positivas do transporte público coletivo urbano. 37 Quadro 4 Características negativas do transporte público coletivo urbano 38 Quadro 5 Classificação dos mercados Quadro 6 Fatores de qualidade do serviço Quadro 7 Fatores de medição do transporte... 46

14 LISTA DE FIGURAS Figura 1 Frota da empresa Figura 2 Elementos básicos da logística Figura 3 Mapa geográfico da cidade de Criciúma... 57

15 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 Cidade de residência Gráfico 2 Faixa etária Gráfico 3 Sexo dos usuários Gráfico 4 Estado civil Gráfico 5 Grau de instrução Gráfico 6 Faixa de renda Gráfico 7 Tempo que utiliza os serviços da empresa Gráfico 8 Usuário viaja de ônibus porque prefere este a outro meio de transporte Gráfico 9 Tempo de viagem igual ao do carro Gráfico 10 Ônibus nunca quebram por problemas mecânicos Gráfico 11 Ônibus sempre saem do terminal no horário marcado Gráfico 12 Ônibus oferecem higiene e conforto Gráfico 13 Terminais urbanos de ônibus oferecem higiene e conforto aos passageiros Gráfico 14 Empresa possui linhas para todos os trechos Gráfico 15 Preços das tarifas é acessível ao orçamento dos usuários Gráfico 16 Ônibus da empresa oferece acessibilidade aos deficientes físicos Gráfico 17 Ônibus da empresa oferece poltronas aos passageiros idosos e gestantes Gráfico 18 Maior número de linhas com maior movimento Gráfico 19 Segurança nos ônibus da Expresso Coletivo Içarense Gráfico 20 Linhas que atendem nos finais de semana Gráfico 21 Horários das linhas nos finais de semana Gráfico 22 Motoristas e cobradores tratam passageiros com respeito... 79

16 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO Tema Problema Objetivos da pesquisa Objetivo geral Objetivos específicos Justificativa Contextualização do ambiente de estágio Organização do trabalho FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Logística Transporte Transporte urbano de passageiros Comportamento do Consumidor Qualidade do transporte urbano de passageiros METODOLOGIA Tipologia de pesquisa Sujeito do estudo Instrumentos de pesquisa Análise e interpretação dos dados Limitações da pesquisa RESULTADOS OBTIDOS Avaliação do cenário Transporte urbano de passageiros a nível nacional Identificação dos critérios logísticos do transporte urbano Especificidades do transporte de passageiros na empresa Expresso Coletivo Içarense... 57

17 4.4 Percepção dos usuários dos serviços de ônibus rodoviário CONSIDERAÇÕES FINAIS Conclusões Sugestões para trabalhos futuros REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS APÊNDICE... 86

18 16 1 INTRODUÇÃO A facilidade com que as pessoas se deslocam depende das características do sistema de transporte de passageiros, que é um fator importante na caracterização da qualidade de vida de uma sociedade e, por conseqüência, do seu grau de desenvolvimento econômico e social. Isso porque as precisam locomover-se e nem todas possuem condições financeiras ou físicas para isso. De acordo com Ferraz e Torres (2004), a mobilidade é, sem dúvida, o elemento balizador do desenvolvimento urbano. Proporcionar uma adequada mobilidade para todas as classes sociais constitui uma ação essencial no processo de desenvolvimento econômico e social das cidades. Nas grandes cidades, o transporte coletivo urbano também tem a função de proporcionar uma alternativa de transporte em substituição ao automóvel, visando à melhoria da qualidade de vida da comunidade mediante a redução da poluição ambiental, congestionamentos, acidentes de trânsito, necessidade de investimentos em obras viárias caras, consumo desordenado de energia, entre outros fatores. Pela elevada demanda que possui, o transporte urbano de passageiros possui grande importância para o desenvolvimento econômico e social de uma nação, pois será através dele que as pessoas se transportarão para o trabalho, o lazer e demais outras atividades. Além disso, auxilia a mobilidade de uma maneira geral, haja vista que se todas as pessoas se deslocassem em automóveis próprios os congestionamentos seriam muito maiores, atrelado à demanda por combustível, e aumento da poluição ambiental. Nesse sentido, este trabalho buscou apresentar um estudo referente à logística do transporte urbano de passageiros, buscando descrever as principais características que fazem parte deste universo e os fatores que devem ser analisados a fim de que se mantenha a qualidade na prestação dos serviços. 1.1 Tema: O tema abordou a logística do transporte urbano de passageiros, mas precisamente um enfoque em uma empresa de transporte coletivo que realiza viagens na cidade de Criciúma, a Expresso Coletivo Içarense, buscando demonstrar quais os principais critérios e características logísticas que envolvem este modal.

19 17 Dentre os modais terrestres, o rodoviário é amplamente difundido e debatido, ficando o transporte urbano com menor destaque. Apesar disso, sua importância é de extrema relevância, principalmente para o desenvolvimento de um município, pois é o meio que a comunidade se utiliza para locomover-se aos seus empregos, a fim de tornar este tempo de deslocamento mais curto. 1.2 Problema: Para as empresas de transporte, a logística é fundamental, buscando otimizar os processos de movimentação de materiais, roteirização, modais de transporte mais adequados, quantidade de mão-de-obra, manutenção de estoques, armazenagem e distribuição. O transporte refere-se a todo o conjunto de trabalho, facilidades e recursos que compõem a capacidade de movimentação na economia. Esta capacidade implica o movimento de carga e de pessoas, sendo que nas organizações está integrado aos processos de distribuição, armazenagem, gerenciamento da cadeia de suprimentos, entre outros. Neste sentido, o problema de pesquisa que se apresenta é: Quais as principais características do transporte urbano de passageiros no município de Criciúma? 1.3 Objetivos da Pesquisa: Objetivo Geral: Analisar as principais características do transporte urbano de passageiros da Expresso Coletivo Içarense, ônibus limpos e em perfeito estado de conservação e manutenção, além de primar pelos horários estabelecidos para cada uma de suas rotas Objetivos Específicos: Avaliar o cenário atual desse modal no Brasil.

20 18 Identificar os critérios logísticos deste tipo de transporte. Apresentar as especificidades do transporte urbano de passageiros na empresa em estudo. Descrever a percepção dos usuários dos serviços de ônibus rodoviário com relação aos serviços prestados. Comparar as características do transporte urbano de passageiros nacional com a empresa em questão. 1.4 Justificativa O transporte rodoviário de passageiros por ônibus existe no Brasil desde as primeiras décadas do século passado, surgindo de forma espontânea, por iniciativa de particulares que adquiriram veículos importados ou adaptaram caminhões para esse fim. O ônibus é um veículo destinado ao transporte de passageiros em serviço urbano ou interurbano, geralmente em trajeto fixo. De acordo com Wright (1992), segundo a moderna teoria econômica, o benefício que o usuário recebe de um serviço é função das características que esse serviço lhe oferece. Essas características são objetivamente mensuráveis, em escala cardinal ou ordinal, porém são valoradas de forma diferente de acordo com as preferências e com a situação econômica de cada usuário. A importância do tema reside no fato de que, no Brasil, mais de 80% da população vive nas cidades. Assim, dos cerca de 175 milhões de habitantes do país, 140 milhões utilizam os sistemas de transporte urbano. Daqui a aproximadamente 30 anos, quando a população brasileira deverá se estabilizar em torno de 230 milhões, a população nas cidades deverá estar próxima de 184 milhões de pessoas; todos usuários dos sistemas de transporte urbano (FERRAZ; TORRES, 2004; WRIGHT, 1992). As atividades econômicas da maioria das cidades dependem do transporte público, pois esse é o modo utilizado por grande parte dos clientes e trabalhadores do comércio, do setor de serviços e da indústria. As principais características dos serviços de ônibus rodoviários de interesse do usuário são (Ferraz; Torres, 2004; Wright, 1992):

21 19 tempo de viagem; número de passageiros e número de assentos; confiabilidade do serviço (ausência de defeito dos ônibus na estrada e cumprimento de horários de partida e chegada); limpeza, higiene, conforto e outros atributos dos pontos de parada e dos terminais; segurança da viagem; existência e eficácia do seguro contra danos pessoais; possibilidade de trocar de passagens ou receber reembolsos; número de empresas ou de tipos de ônibus para escolha em cada linha; adequação de ligações complementares entre origem e terminal de saída e entre terminal de chegada e destino real; qualidade do atendimento por parte dos empregados da empresa de ônibus; número de locais com serviço direto (em baldeações); adequação de ligações a partir de um terminal intermediário, quando não há serviço direto entre origem e destino. Em função das transformações que estão ocorrendo no mundo, as empresas estão em busca de vantagens competitivas, visando agregar valor a seus clientes e acionistas. A cada dia, percebem que a logística é um elemento estratégico nesse processo. O foco dessas empresas é voltado para que possam avaliar seus resultados e desempenhos, sendo que para isso é necessário que obtenham informações internas e externas da empresa. Essas informações devem estar disponíveis para que os gestores possam tomar decisões de diversas naturezas que envolvem diversas variáveis ambientais e agentes na cadeia de suprimentos (BALLOU, 2006). As peculiaridades do transporte público urbano devem ser analisadas a partir da sua característica como serviço, o que envolve dimensões como: intangibilidade, simultaneidade entre produção e consumo; dificuldade de padronização; grande dependência do fator humano; demanda irregular não permitindo a estabilidade e uniformidade na produção (CRUZ, 1997).

22 20 A viabilidade deste trabalho foi avaliar as principais particularidades deste tipo de modal, havendo bibliografia para elaboração do embasamento teórico, a fim de responder aos objetivos definidos. A originalidade da pesquisa ocorre pelo pouco enfoque dado a este modal, e que não se torna menos importante do que os demais. Assim, poucos trabalhos são realizados dentre deste contexto, sendo este um dos pioneiros para o Curso de Gestão Empreendedora da Universidade do Vale do Itajaí. Para a Universidade do Vale do Itajaí, a pesquisa elaborada servirá de base a outros acadêmicos para consultas. 1.5 Contextualização do ambiente de estágio: A empresa Expresso Coletivo Içarense foi fundada em 27 de agosto de 1969, completando 40 anos de existência neste ano. A empresa iniciou suas atividades quando o proprietário adquiriu um posto de gasolina na cidade de Criciúma, passando a ter conhecimento sobre o segmento dos transportes, já que convivia diariamente com motoristas e pessoas envolvidas neste ramo. Foi assim que percebeu um nicho de mercado no transporte urbano de passageiros, iniciando com as atividades de transporte urbano de passageiros. Em junho de 1978, a empresa fez sua maior aquisição, comprou da extinta empresa Auto Viação São Cristóvão as linhas de Rincão x Criciúma e Vila Nova x Criciúma e oito ônibus. No ano de 1980, também adquiriu as linhas de Balneário Campo Bom x Criciúma, Bairro Presidente Vargas x Criciúma e as linhas municipais de Içara x Rincão e Içara x Barra Velha e Circular dentro da cidade de Içara. A figura 1 mostra os tipos de ônibus da empresa que compõem a frota.

23 21 Figura 1: Frota da empresa. Fonte: Dados fornecidos pela empresa (2009). Hoje, a empresa possui uma frota composta por 60 ônibus, que atendem 9 linhas intermunicipais e 6 linhas municipais. Em média, transportam passageiros por mês, buscando manter a qualidade na prestação de seus serviços, oferecendo ônibus limpos e em perfeito estado de conservação e manutenção, além de primar pelos horários estabelecidos para cada uma de suas rotas. 1.6 Organização do trabalho: O trabalho tem início com a apresentação do tema e do problema do trabalho, além da definição dos objetivos geral e específicos, que nortearam o estudo, a justificativa, sua viabilidade e importância e a apresentação da empresa Expresso Coletivo Içarense, localizada na cidade de Criciúma/SC. O segundo capítulo destacou a fundamentação teórica sobre os tópicos Logística, Transporte, Transporte Urbano de Passageiros, Comportamento do Consumidor, e Qualidade do Transporte Urbano de Passageiros.

24 22 O terceiro capítulo refere-se à metodologia utilizada para a coleta dos dados, com a caracterização da pesquisa, delineamento e método de pesquisa, população e amostra, instrumentos para a coleta dos dados, além de destacar a tabulação e apresentação dos resultados. O quarto capítulo realiza a apresentação dos resultados coletados pelo acadêmico e a análise dos dados, em resposta aos objetivos específicos definidos, sendo apresentado os dados coletados na empresa Expresso Coletivo Içarense e dados sobre o modal de transporte urbano de passageiros a nível nacional. O quinto capítulo apresenta as conclusões finais do acadêmico acerca do estudo realizado, bem como uma análise dos objetivos propostos e problemas de pesquisa que foram definidos no início do estudo. Por fim, foram apresentadas as referências bibliográficas dos autores utilizados no decorrer da pesquisa.

25 23 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Este capítulo apresenta as principais teorias referente à logística, transporte, transporte urbano de passageiros e qualidade do transporte urbano de passageiros, a fim de fornecer embasamento para a realização da pesquisa. 2.1 Logística: De acordo com Ballou (2006), a palavra logística é de origem francesa (do verbo loger: alojar) e era um termo militar que significava a arte de transportar, abastecer e alojar as tropas. Tomou, depois, um significado mais amplo, tanto para uso militar quanto industrial, como sendo a arte de administrar o fluxo de materiais e produtos, da fonte para o usuário. Atualmente, a importância da logística é aumentar o nível de eficiência no atendimento ao cliente, o que lhe permitirá alcançar metas e reduzir custos, e assim conseguir ampliar seu mercado de atuação. Nesse sentido, o objetivo fundamental da logística é atender adequadamente ao consumidor final, administrando globalmente a empresa e seus agentes logísticos externos, através de um processo de gestão integrado, cooperativo e harmonioso de negócios, envolvendo toda a cadeia de demanda e suprimento, composta de: fornecedores, almoxarifado, fábrica, depósito de produtos acabados, centros de distribuição, atacadistas, varejistas e consumidores finais (JACOBSEN, 2003; BALLOU, 2006). Com a melhoria nos processos produtivos e o desenvolvimento de itens que reforçam cada vez mais a qualidade dos produtos e serviços oferecidos ao consumidor, a logística assume vital importância, enquanto instrumento voltado para um segmento que está sempre à procura de redução de custos, aumento de produtividade e, acima de tudo, a excelência no atendimento aos clientes, primando por prazos certos, nas quantidades certas e com a qualidade almejada. Essa excelência na prestação de serviços logístico vem sendo alcançada com o passar dos anos, buscando atender e superar as necessidades dos clientes. A logística evoluiu muito desde seus primórdios. Agrega valor de lugar, de tempo, de qualidade e de informação à cadeia produtiva. Além de agregar os quatro tipos de valores positivos para o consumidor final, a logística moderna procura também eliminar do processo tudo que não tenha valor para o cliente, ou seja, tudo que acarrete

26 24 somente custos e perda de tempo (JACOBSEN, 2003; BALLOU, 2006; NOVAES, 2004). Nesse enfoque, desde sua origem na Segunda Guerra Mundial, destacam Faria e Costa (2005) e Ballou (2006) que a logística passou por diversas etapas e transformou-se com o passar das décadas. Os aspectos mais relevantes foram: até 1950, o foco da maioria das empresas estava nas atividades de marketing e as funções logísticas estavam dispersas entre os diversos departamentos das empresas. Os custos de distribuição representavam entre 10% e 30% dos custos totais e encontravam-se distribuídos nas demonstrações contábeis das empresas, seja nos estoques, na movimentação de materiais/produtos, no transporte, na armazenagem etc.; de 1950 a 1960, algumas empresas passaram a criar cargos específicos para controlar o fluxo de materiais e transporte. Em 1956, foi realizado um estudo que agregou outra dimensão ao campo da logística, que apresentava a possibilidade do uso do transporte aéreo na operação da distribuição física. Verificou-se, então, que o alto custo desse transporte poderia ser compensado pela redução dos custos de estoques e armazenagem. As empresas tinham noções de custos logísticos, mas sem uma estrutura clara e específica, na inter-relação entre os diferentes elementos de custos, tais como transporte e armazenagem/movimentação e, por conta disso, não considerava adequadamente em suas decisões; por sua vez, no período entre 1960 e 1970, houve uma forte absorção por parte das empresas do conceito de balanceamento de custos, frente à influência dos fatores econômicos de mercado, a evolução dos computadores e de pesquisas acadêmicas a respeito do tema. As empresas, nos Estados Unidos, ora mantinham grande inventários e transportavam por modo ferroviário e marítimo, ora trabalhavam com estoques reduzidos e transportavam por via aérea ou rodoviária, de acordo com os menores custos totais resultantes; já nas décadas de 1970 a 1980, houve uma grande preocupação em integrar todas as áreas da empresa em torno de um objetivo comum, visando ocupar uma posição de distinção no mercado, por intermédio de uma estrutura de armazenagem e distribuição eficiente que trouxesse redução de custos, otimização de tempo e espaço, com foco em proporcionar maior satisfação ao cliente; e

27 25 o estágio atual que se iniciou em 1980, vindo até os dias de hoje, que caracterizou a logística pela importância dada à integração externa, ou seja, entre os diferentes elos da cadeia de suprimentos. Pode-se destacar o grande desenvolvimento dos sistemas de informações e a disseminação do conceito da gestão da cadeia de suprimentos (Supply Chain Management SCM). Percebe-se que com o passar do tempo, a logística assumiu papel de destaque nas organizações, sendo que quanto mais eficiente for seu processo logístico, maior será o diferencial competitivo perante seus concorrentes. A logística é o processo de planejamento, implantação e controle do fluxo eficiente e eficaz de mercadorias, serviços e das informações relativas desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender às exigências dos clientes. Verifica-se que a logística envolve uma série de atividades nas empresas. Os fluxos associados à logística envolvem a armazenagem de matériaprima, dos materiais em processamento e dos produtos acabados, percorrendo todo o processo, indo desde os fornecedores, passando pela fabricação, seguindo desta ao varejista para atingir finalmente o consumidor final, que é o alvo principal de toda a cadeia de suprimento (BALLOU, 2006; NOVAES, 2004). A figura 2 mostra este conceito.

28 26 Processo de planejar, operar, controlar ao ponto de origem Fluxo e Armazenagem Matéria-prima Produtos em processo Produtos acabados Informações Dinheiro ao ponto de destino de forma econômica, eficiente e efetiva satisfazendo as necessidades e preferências dos clientes Figura 2: Elementos básicos da logística. Fonte: Adaptado de Novaes (2004, p.36). Conforme visualizado na figura 2, todos estes elementos do processo logístico estão focados com o objetivo de satisfazer às necessidades e preferências dos consumidores finais. No entanto, destaca Novaes (2004) que cada elemento da cadeia logística é também cliente de seus fornecedores, sendo preciso conhecer as necessidades de cada um dos componentes do processo a fim de alcançar plena satisfação. Destaca ainda Novaes (2004) que a logística procura incorporar: prazos previamente acertados e cumpridos integralmente, ao longo de toda a cadeia de suprimento; integração efetiva e sistêmica entre todos os setores da empresa; integração efetiva e estreita (parcerias) com fornecedores e clientes; busca da otimização global, envolvendo a racionalização dos processos e a redução de custos em toda a cadeia de suprimento; satisfação plena do cliente, mantendo nível de serviço preestabelecido e adequado.

29 27 As atividades a serem gerenciadas que compõem a logística empresarial variam de acordo com as empresas, dependendo, entre outros fatores, da estrutura organizacional, das diferentes conceituações dos respectivos gerentes sobre o que constitui a cadeia de suprimentos nesse negócio e da importância das atividades específicas para as suas operações. Segundo Novaes (2004), atualmente, pode-se observar uma dinâmica nunca antes constatada na oferta de produtos e serviços na economia, pois estes estão se aprimorando a cada dia, agregando novos elementos e novas tecnologias, com uma velocidade acelerada. Paralelamente, produtos e serviços apresentam um número muito grande de variações, em termos de sabor, tamanho, componentes, qualidade e, o mais importante, preço. Neste sentido, a logística tem um papel muito importante no processo de disseminação da informação, podendo facilitar, se bem equacionada, ou prejudicar os esforços mercadológicos, quando mal formulada. Ou seja, a logística é, na empresa, o setor que dará condições práticas de realizações das metas definidas (BALLOU, 2006; NOVAES, 2004; JACOBSEN, 2003). Em muitas organizações, a atividade do transporte é administrada pelo setor de logística. Este transporte será o responsável pelo envio ou recebimento de produtos ou matérias-primas, conforme tópico a seguir. 2.2 Transporte: O transporte é tanto uma função de custo agregado quanto de valor agregado. É de valor agregado porque fisicamente entrega um produto ao cliente. O transporte fornece o elo na cadeia de abastecimento através da movimentação de matérias-primas, material em processo para a produção, bem como a distribuição de produtos acabados ao cliente. O transporte é a área operacional da logística que posiciona geograficamente o estoque. Para Bowersox e Closs (2001), as necessidades de transporte podem ser atendidas de três maneiras básicas, pois é ele o responsável pela movimentação e deslocamento de produtos. Em primeiro lugar, pode-se operar uma frota exclusiva de veículos. Em segundo lugar, pode-se fazer contratos com empresas de transportes. E, em terceiro lugar, a empresa pode contratar os serviços de várias transportadoras que oferecem serviços diversos de transporte de cargas individuais.

30 28 Esses três tipos de transportes são normalmente chamados de privado, contratado e transporte comum, respectivamente. Já na visão de Alvarenga e Novaes (1994), transportar significa deslocar espacialmente pessoas ou coisas, isto é, precisa-se deslocar um certo carregamento de um ponto para outro. Nesse conceito não aparece, de forma explícita, outros fatores condicionantes além da exigência pura e simples de deslocar espacialmente o carregamento em questão. A matriz de transporte, no Brasil, apresenta-se com alta concentração no rodoviário. Este fato se deve a vários motivos, dentre os quais destacam-se o incentivo dado às indústrias automobilísticas e a expansão da malha rodoviária nas décadas de 1950 a Do exposto anteriormente resulta que o Brasil ainda apresenta uma distribuição modal no transporte de carga excessivamente centrada na rodovia, decorrente de um processo que se estendeu por várias décadas e onde predominou o crescimento rápido e desproporcional do segmento rodoviário relativamente ao conjunto das demais modalidades. Assim, o setor de transportes apresenta-se no Brasil de hoje segundo características que o diferenciam dos países desenvolvidos e até mesmo de grande parte dos subdesenvolvidos (COPPEAD, 2005, p.52). O usuário de transportes tem uma ampla gama de serviços à disposição, girando em torno de cinco modais básicos: hidroviário, ferroviário, rodoviário, aeroviário e dutoviário. Pode-se classificar o transporte basicamente em cinco modais que são: o ferroviário, o rodoviário, o aquaviário, o dutoviário e o aéreo, descritos conforme Caixeta e Martins (2001): Ferroviário: altos custos fixos em equipamentos, terminais, vias férreas; custos variáveis baixos. Apesar de ter um custo fixo de implantação e manutenção elevado, apresenta grande eficiência energética. Contudo, pressupõe a existência de trilhos, nem sempre sendo possível atingir até onde deseja-se. Por suas características operacionais, só oferece vantagens quando há grande quantidade de carga a ser transportada a longas distâncias. Este é o modal para grandes volumes de cargas e o tempo de viagem é irregular, em decorrência da demora para a formação da composição, paradas no percurso, transferências de bitolas, congestionamentos de linhas etc. Rodoviário: custos fixos baixos e custo variável médio (combustível, pneus, manutenção). O transporte rodoviário é um dos mais simples e eficientes dentre

31 29 seus pares. Sua única exigência é existirem rodovias. Porém, este modal apresenta um elevado consumo de combustível. Fluvial e Marítimo: custo fixo médio-alto (navios e equipamentos) e custo variável baixo (capacidade para transportar grandes quantidades). Para o modal fluvial, devido a quedas bruscas, ou períodos cíclicos de cheias e estiagem, é imprescindível que sejam definidas rotas prioritárias para cargas, de forma a avaliar a necessidade de serem feitas obras para a retificação e a regularização dos leitos de rios, além da implantação de sistemas para a transposição dos desníveis existentes, através de obras de eclusagem. Dutoviário: custos fixos mais elevados (direitos de acessos, construção de dutos) e custo variável mais baixo. Se traduz no transporte de granéis, por gravidade ou pressão mecânica, através de dutos adequadamente projetados à finalidade que se destinam. Aeroviário: custo fixo alto (aeronaves) e custo variável alto (combustível, mãode-obra, manutenção). Tendo em vista as restrições impostas pelos custos mais elevados, limitações no tamanho das unidades de carga e peso, além de outras peculiaridades, o modal aéreo apresenta uma tipicidade própria das cargas que a ele devem ser direcionadas: gêneros alimentícios e outros bens perecíveis, animais e plantas vivos, equipamentos eletrônicos de alto valor, ourivesaria, jóias e artigos de moda. O transporte é uma das principais funções logísticas, visto que, além de representar a maior parcela dos custos logísticos na maioria das organizações, tem papel fundamental no desempenho de diversas dimensões do serviço ao cliente. Do ponto de vista de custos, representa, em média, cerca de 60% das despesas logísticas, o que, em alguns casos, pode significar duas ou três vezes o lucro de uma empresa. O transporte faz parte da engrenagem do abastecimento e representa o fim da linha, ou seja, é o setor em que o tempo torna-se mais curto entre a colocação de uma encomenda, sua produção e seu uso, motivo pelo qual deve ser efetuado no menor prazo possível e ao menor custo (VIANA, 2000; FLEURY et al., 2000). No que refere-se à movimentação de bens, as atividades de transporte proporcionam a possibilidade de união entre os esforços da produção e os clientes finais, localizados em locais distintos.

32 30 Conforme publicação do IMAM (2000), o transporte interliga locais com fluxos de produtos por meio da utilização de recursos, e essa atividade é influenciada por políticas internas e legislação interna. A escolha da modalidade de transporte relaciona-se diretamente com as necessidades da empresa, que usualmente é definida em termos de: custo: composto de elementos fixos baseado no tempo e nos elementos variáveis baseados na distância. Cada modalidade possui seus custos inerentes, sendo que o transporte aéreo é o de maior custo, e o ferroviário, o de menor custo; velocidade: envolve o cronograma disponível para completar o processo de entrega e a distância na qual os produtos serão movimentados; confiabilidade: reflete a habilidade de entregar consistentemente no tempo declarado e acordado, e em uma condição satisfatória. Quando um serviço não é confiável, os clientes devem aumentar o inventário e, conseqüentemente, seus custos. No sistema logístico, deve-se procurar manter um equilíbrio sutil entre custo de transporte e qualidade de serviço. Em alguns casos, um transporte lento e de baixo custo pode ser o mais adequado. Em outras situações, um serviço mais rápido pode ser essencial para alcançar metas operacionais. Encontrar e gerenciar a combinação de transporte desejada é uma responsabilidade básica da logística. As empresas estão procurando utilizar o transporte como uma ferramenta que mantenha uma cadeia de suprimentos adequada, procurando oferecer mais satisfação ao cliente, atendendo às suas necessidades de maneira rápida e eficiente. As funções logísticas deixam de ser vistas de forma isolada e passam a ser percebidas como um componente operacional da estratégia de marketing. Com isso, o transporte passa a ter papel fundamental em várias estratégias na rede logística, tornando necessária a geração de soluções que possibilitem flexibilidade e velocidade na resposta ao cliente, ao menor custo possível, gerando assim maior competitividade para a empresa (BALLOU, 2006). Os transportes têm a função básica de proporcionar elevação na disponibilidade de bens ao permitirem o acesso a produtos que de outra maneira não estariam disponíveis para uma sociedade ou o estariam apenas a um elevado preço. Têm, assim, a função econômica de promover a integração entre sociedades

33 31 que produzem bens diferentes entre si. Ainda quanto às funções logísticas, a função principal do órgão de transporte é justamente otimizar três itens: custos, prazo e qualidade de atendimento, já que esses elementos podem criar maior possibilidade de mercado, baseado nas seguintes argumentações (CAIXETA, MARTINS, 2001; DIAS, 2005): Valores de custos de transportes superiores às médias de Custos mercado aumentam as dificuldades de concorrência do produto Nos casos em que, devido à vida do produto ser Prazos extremamente curta, os prazos podem, se estendido seu prazo de entrega, prejudicar vendas futuras. Em determinados casos, o transporte de matérias-primas mais sofisticadas principalmente pode vir a onerar os custos de transporte. Um fator primordial para a qualidade do transporte é a embalagem do produto transportado. Desde o carregamento do produto ele está sujeito a riscos de avarias e deterioração devido à própria operação, e, se a embalagem não for correta para a modalidade de transporte Qualidade a que estará sujeita, certamente o material será avariado. Em função do tipo de transporte há necessidade de avaliar os riscos possíveis: na carga e descarga do material, no percurso da estrada e qualidade da estrada; no transporte ferroviário (várias manifestações); no transporte marítimo (movimentos vertical, transversal e longitudinal). Quadro 1: Itens do sistema de transporte. Fonte: Adaptado de Dias (2005); Caixeta, Martins (2001). O usuário, de maneira geral, procura a máxima qualidade no serviço de transportes, pagando o menor preço possível, buscando diminuir os riscos em relação à segurança da carga, das pessoas e do meio ambiente. Deve-se considerar que sempre se encontrará um preço menor, mas diretamente proporcional à qualidade ofertada.

34 32 Surgem leis de difícil execução ou de tal forma implantadas que torna inviável para o transportador cumpri-las, o que é agravado com alto risco de multa ou perda de cliente (DIAS, 2005). Outra função econômica atribuída ao sistema de transporte é a possibilidade de expandir mercados, pois viabiliza maior racionalidade produtiva ao apresentar maior mercado potencial, o que permite produzir em uma escala compatível com produção mais eficiente economicamente, o que não seria possível sem se vislumbrar maior demanda (DIAS, 2005). Dentro do enfoque de transportes, é apresentada a logística e os estudos referente ao transporte urbano de passageiros, que merece atenção especial por deslocar passageiros de um ponto a outro, onde devem ser administrados fatores como tempo, qualidade do transporte, preço da passagem, entre outros quesitos descritos a seguir. 2.3 Transporte urbano de passageiros: O transporte de forma geral é um dos elementos fundamentais para o desenvolvimento de uma sociedade, sendo um dos elementos mais poderosos na economia de qualquer país. É preciso contar com extensos sistemas de comunicação completos, rápidos, precisos e perfeitamente articulados, de forma que a população e as mercadorias possam transladar-se por todo o território sem nenhum obstáculo e a preços acessíveis. Seu desenvolvimento em anos recentes, as perspectivas abertas à tecnologia e às invenções neste setor, fazem do transporte um elemento ativo e progressista, com um aperfeiçoamento sistemático. O transporte é a denominação dada ao deslocamento de pessoas e de produtos. O deslocamento de pessoas é referido como transporte de passageiros, e o de produtos como transporte de carga. O termo transporte urbano é empregado para designar os deslocamentos de pessoas e produtos realizados no interior das cidades. (LA TORRE, 2002; FERRAZ, TORRES, 2004). Neste tipo de modal, os veículos pertencem, em geral, a uma empresa e operam em rotas predefinidas e horários fixos, não havendo flexibilidade de uso no espaço e no tempo; e o transporte não é de porta a porta, pois normalmente é necessário caminhar distâncias consideráveis para completar as viagens. A

35 33 capacidade do veículo é grande, sendo a viagem compartilhada por um grande número de passageiros. De fundamental importância nas cidades é o transporte público coletivo, no qual várias pessoas são transportadas juntas em um mesmo veículo. O transporte urbano de passageiros por ônibus é tão importante quanto o automóvel nos deslocamentos interurbanos e interestaduais no Brasil, sendo o único meio acessível a uma expressiva faixa da população. Na visão de Neves (1985), as operações do transporte urbano de passageiros caracterizam-se pelo inter-relacionamento entre os três grandes elementos envolvidos, que são: o usuário do sistema, a empresa operadora e o Poder Público. No Brasil, é o ônibus que desempenha essa função de veículo de massas, levando, nas cidades, os trabalhadores todos os dias para os seus empregos; conduzindo também as pessoas em viagens de curto e de longo percurso entre as cidades, os estados e países limítrofes. As classes alta e médio-superior ainda não conhecem o ônibus, entretanto, é possível que, em um futuro não muito remoto, parte delas ingresse nesse mercado de passageiros, embora destacado em serviços de nível adequado aos seus hábitos (NEPOMUCENO, 1986, p.1). Os transportes públicos estão organizados de forma que as sociedades que os representam têm, separadamente, empresas exclusivas para o transporte de pessoas e para o transporte de carga (LA TORRE, 2002). Os serviços de transportes urbanos de passageiros apresentam características particulares, que operam em linhas expressas ou semi-expressas. As empresas de operam nas linhas urbanas de transporte de passageiros têm concessões em duas ou mais dessas linhas. Segundo Nepomuceno (1986), as linhas expressas oferecem aos usuários a vantagem do menor dispêndio de tempo no seu percurso, o que lhes representa sensível comodidade, pelo que se propõe a pagar preços mais altos. Já as linhas não expressas atendem a outras necessidades de mercado, seja em função do poder aquisitivo de seus usuários, como também, porque estes se encontram espalhados por diversos pontos de percurso, desejando deslocar-se para outros pontos igualmente diversos. La Torre (2002) destaca que a idéia de que os transportes públicos devam estar nas mãos do Estado ou, ao menos, de entidades ou empresas de predominante domínio estatal, está sendo aceito pouco a pouco, sem maiores restrições.

36 34 No Brasil, a exploração de serviços de transportes de passageiros é condicionada a concessões do poder público, por via direta ou indireta. Por se tratar de serviços de utilidade que influem ou podem influir na ordem pública das cidades, dos estados ou do país, devem estar sujeitos a um disciplinamento rígido que deve ser cumprido. As empresas privadas apresentam, quase sempre, maior eficiência em relação às empresas públicas, sendo, portanto, mais indicadas para realizar a operação do transporte público. Para Wright (1992), sob um regime de regulamentação econômica rígida, que geralmente permite apenas uma empresa em cada linha, essa negociação entre empresa e usuário passa pela intermediação do órgão regulamentador. As justificativas para a existência dessa regulamentação no Brasil, por representantes das empresas, geralmente incluem as razões elencadas no quadro a seguir. A competição entre empresas levaria à concorrência predatória ou ruinosa, com base no preço, com degradação da qualidade do serviço e dos padrões de segurança, seguida pela falência de empresas e emergência do monopólio. Para poder investir no desenvolvimento de uma ligação (ou de muitas ligações), o empresário precisa estar seguro de que seu investimento terá retorno, o que no Transporte Rodoviário de Passageiros ocorrerá somente no caso de o governo estabelecer regras que protejam o mercado de cada empresa. Quadro 2: Regulamentação dos transportes no Brasil. Fonte: Adaptado de Wright (1992). No Brasil, verifica-se no transporte rodoviário de passageiros um alto índice de aproveitamento dos assentos oferecidos, bom padrão das frotas, regularidade nos horários e amplo desenvolvimento do setor. No entendimento de Ferraz e Torres (2004) e Vasconcellos (1996), as atividades de planejamento e gestão são vitais para garantir a qualidade e a eficiência do serviço de transporte público urbano, bem como o menor impacto negativo possível sobre o meio ambiente (natural e construído) e o trânsito (congestionamentos e acidentes), a ocupação e o uso racional do solo, a fixação de valores justos para as tarifas: nem elevados, que prejudicam os usuários, nem baixos, que prejudicam a qualidade e a sustentabilidade econômica do sistema. A

37 35 reavaliação das políticas de circulação urbana requer a análise dos objetivos a serem considerados na definição das propostas de circulação. A compreensão adequada dos problemas de circulação requer a consideração de objetivos adicionais, que refletem outras condições de trânsito, devendo ser considerados os seguintes objetivos: acessibilidade: pode ser dividida em macroacessibilidade e microacessibilidade: a) macroacessibilidade: refere-se à facilidade de cruzar o espaço e ter acesso aos equipamentos e construções. Ele é medido pela quantidade e natureza das ligações físicas no espaço, quanto às vias e aos sistemas de transporte público. Este objetivo é condicionado pelas decisões tomadas nos níveis do planejamento urbano (uso do solo) e planejamento de transportes (infraestrutura de transporte), que podem favorecer a utilização de meios privados ou públicos de transporte. Mas, a macroacessibilidade também pode ser condicionada por medidas no nível do planejamento da circulação, por exemplo, por meio da organização de corredores formados por vias antes desconexas, o que aumenta muito a macroacessibilidade. b) Microacessibilidade: refere-se à facilidade de ter acesso direto ao destino final ou ao veículo desejado. Pode ser medida pela distância ou pelo tempo de acesso, sendo um reflexo das decisões sobre o estacionamento (para automóveis), a carga e descarga (para caminhões e táxis) e a localização dos pontos de parada (para os ônibus). Ela é, portanto, um componente da macroacessibilidade. A macroacessibilidade pode ser quantitativamente expressa por quatro tempos de percurso: o tempo para chegar ao veículo ou para chegar ao destino final, após deixar o veículo (microacessibilidade); tempo de espera, no caso de transporte público ou táxi; e tempo dentro do veículo ou andando, no caso de viagens a pé. Um quinto tempo deve ser acrescentado no caso da necessidade de transferência entre veículos ou modos diferentes. Em qualquer caso, o nível de macroacessibilidade pode ser traduzido em termos monetários, por meio dos diversos tempos de percurso e espera. Nível de serviço do transporte: refere-se principalmente ao nível de conforto de cada modo de transporte, com relação ao veículo utilizado e às condições das vias e da sinalização. Como o automóvel propicia o maior nível de conforto pessoal (como veículo), no seu caso apenas interessa avaliar as condições do pavimento e da

38 36 sinalização, especialmente a de orientação. A análise mais importante recai sobre os demais modos, principalmente o transporte público. Trata-se de uma consideração essencial nos países em desenvolvimento, nos quais a hipótese de oferta adequada de transportes é negada na prática. Para o transporte público, o nível de serviço deve ser representado pelas condições médias ofertadas aos usuários em termos de ocupação média dos veículos (conforto), das possibilidades efetivas de embarque (que se refletem no tempo de espera, incluído na macroacessibilidade) e de qualidade da sinalização e informação disponíveis aos usuários. No caso do movimento a pé, o conforto está ligado principalmente à qualidade das calçadas e da sinalização específica de pedestres, principalmente àquela relativa às travessias das vias, destacando-se a disponibilidade de focos semafóricos apropriados. No caso das bicicletas, o conforto pode ser representado principalmente pelas condições do pavimento e da sinalização específica. Custo do transporte: representa inicialmente os custos monetários tangíveis, como as tarifas do transporte público, o combustível, o estacionamento, as taxas para licenciamento de veículos, os seguros e os custos de manutenção dos veículos. Representa também os custos intangíveis, como o tempo gasto nos deslocamentos (que pode ser traduzido monetariamente). Quando os custos relativos à viagem em si são computados monetariamente em conjunto por exemplo, combustível, estacionamento, desgaste veicular e tempos de percurso no caso de viagens de automóvel obtém-se o que é chamado de custo generalizado de transporte, muito utilizado em avaliações de projetos de transporte. Qualidade ambiental: representa o nível de poluição sonora e atmosférica causada pelo tráfego e a compatibilidade entre a natureza do tráfego e o ambiente de circulação. As emissões de poluentes são computadas por tipo de veículo e combustível e por pessoa, para distinguir as contribuições individuais. A compatibilidade entre tráfego e uso do solo é verificada principalmente quanto às áreas residenciais e de vivência coletiva, que requerem tipos específicos de tráfego, de baixo volume. A utilização destes objetivos permite ampliar a análise das condições de circulação e basear propostas mais adequadas. Enquanto as decisões sobre o uso do solo são atribuídas ao planejador urbano, a oferta de transporte público é assumida como de responsabilidade dos planejadores de transporte. Ao

39 37 planejamento da circulação, resta a tarefa técnica de fazer o trânsito fluir, qualquer que seja a sua composição. Neste contexto, destaca La Torre (2002) que as principais vantagens do ônibus são: fácil implantação na área urbana; adaptação a uma capacidade média; custo mais econômico que o de um veículo individual; existe necessariamente infra-estrutura; no caso de charter, mobilidade e flexibilidade, pois tem a liberdade de transladar-se para qualquer lugar e em qualquer momento. Não está sujeito a nenhum horário nem itinerário fixo. Apesar dos benefícios citados, La Torre (2002) afirma que existem também desvantagens quanto ao transporte feito por ônibus, que são: é um transporte coletivo; há trajetos terminais; possíveis quebras na viagem e riscos devidos ao motorista (não confiável); itinerário fixo e freqüência limitada; motor poluente. Já em relação ao transporte público coletivo urbano, Ferraz e Torres (2004) apresentam muitas características positivas, sendo que as principais são apresentadas no quadro a seguir. É o modo de transporte motorizado que apresenta segurança e comodidade com o menor custo unitário em razão disso, é o modo motorizado de transporte mais acessível à população de baixa renda. Contribui para a democratização da mobilidade, pois muitas vezes é a única forma de locomoção para aqueles que não tem automóvel, não têm condições econômicas para usar o carro, não podem dirigir (idosos, crianças, adolescentes, doentes e deficientes), não querem dirigir etc. Constitui uma alternativa de transporte em substituição ao automóvel, para reduzir os impactos negativos do uso massivo do transporte individual: congestionamentos,

Logística e Administração de Estoque. Definição - Logística. Definição. Profª. Patricia Brecht

Logística e Administração de Estoque. Definição - Logística. Definição. Profª. Patricia Brecht Administração Logística e Administração de. Profª. Patricia Brecht Definição - Logística O termo LOGÍSTICA conforme o dicionário Aurélio vem do francês Logistique e significa parte da arte da guerra que

Leia mais

LOGÍSTICA Prof. Edwin B. Mitacc Meza

LOGÍSTICA Prof. Edwin B. Mitacc Meza LOGÍSTICA Prof. Edwin B. Mitacc Meza Prova 1 09 de Maio de 2013 Nome: 1ª QUESTÃO (1,0) Segundo os dados divulgados pela ood and Agriculture Organization (AO, 2011) sobre as exportações brasileiras, em

Leia mais

22/02/2009. Supply Chain Management. É a integração dos processos do negócio desde o usuário final até os fornecedores originais que

22/02/2009. Supply Chain Management. É a integração dos processos do negócio desde o usuário final até os fornecedores originais que Supply Chain Management SUMÁRIO Gestão da Cadeia de Suprimentos (SCM) SCM X Logística Dinâmica Sugestões Definição Cadeia de Suprimentos É a integração dos processos do negócio desde o usuário final até

Leia mais

Docente do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Comercial UNOESTE. E mail: joselia@unoeste.br

Docente do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Comercial UNOESTE. E mail: joselia@unoeste.br Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 141 A LOGÍSTICA COMO DIFERENCIAL COMPETITIVO Douglas Fernandes 1, Josélia Galiciano Pedro 1 Docente do Curso Superior

Leia mais

SISTEMAS DE TRANSPORTES

SISTEMAS DE TRANSPORTES ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS, PRODUÇÃO E LOGÍSTICA SISTEMAS DE TRANSPORTES TRANSPORTES Transportes, para a maioria das firmas, é a atividade logística mais importante, simplesmente porque ela absorve, em

Leia mais

Bases Tecnológicas do curso de Logística 1991 3º Módulo

Bases Tecnológicas do curso de Logística 1991 3º Módulo Bases Tecnológicas do curso de Logística 1991 3º Módulo III.1 GESTÃO DE TRANSPORTES 1.1. O desenvolvimento econômico e o transporte. 1.2. A geografia brasileira, a infraestrutura dos estados, municípios

Leia mais

Prof. Marcelo Mello. Unidade III DISTRIBUIÇÃO E

Prof. Marcelo Mello. Unidade III DISTRIBUIÇÃO E Prof. Marcelo Mello Unidade III DISTRIBUIÇÃO E TRADE MARKETING Canais de distribuição Canal vertical: Antigamente, os canais de distribuição eram estruturas mercadológicas verticais, em que a responsabilidade

Leia mais

LOGÍSTICA. Curso: Gestão Comercial Prof. Daniel Rossi 1.0 UMA FUNÇÃO ESSENCIAL NA EMPRESA

LOGÍSTICA. Curso: Gestão Comercial Prof. Daniel Rossi 1.0 UMA FUNÇÃO ESSENCIAL NA EMPRESA Curso: Gestão Comercial Prof. Daniel Rossi LOGÍSTICA 1.0 UMA FUNÇÃO ESSENCIAL NA EMPRESA O conceito de Logística sempre envolve um fluxo de materiais de uma origem ou destino e, no outro sentido, um fluxo

Leia mais

Vantagens competitivas e estratégicas no uso de operadores logísticos. Prof. Paulo Medeiros

Vantagens competitivas e estratégicas no uso de operadores logísticos. Prof. Paulo Medeiros Vantagens competitivas e estratégicas no uso de operadores logísticos Prof. Paulo Medeiros Introdução nos EUA surgiram 100 novos operadores logísticos entre 1990 e 1995. O mercado para estas empresas que

Leia mais

TÍTULO: LOGISTICA INTEGRADA COM FOCO EM DISTRIBUIÇÃO: UM ESTUDO BIBLIOGRÁFICO

TÍTULO: LOGISTICA INTEGRADA COM FOCO EM DISTRIBUIÇÃO: UM ESTUDO BIBLIOGRÁFICO TÍTULO: LOGISTICA INTEGRADA COM FOCO EM DISTRIBUIÇÃO: UM ESTUDO BIBLIOGRÁFICO CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS SUBÁREA: ADMINISTRAÇÃO INSTITUIÇÃO: INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR PRESIDENTE

Leia mais

Curso de Engenharia de Produção. Noções de Engenharia de Produção

Curso de Engenharia de Produção. Noções de Engenharia de Produção Curso de Engenharia de Produção Noções de Engenharia de Produção Logística: - II Guerra Mundial; - Por muito tempo as indústrias consideraram o setor de logística de forma reativa e não proativa (considera

Leia mais

Estratégia Competitiva 16/08/2015. Módulo II Cadeia de Valor e a Logistica. CADEIA DE VALOR E A LOGISTICA A Logistica para as Empresas Cadeia de Valor

Estratégia Competitiva 16/08/2015. Módulo II Cadeia de Valor e a Logistica. CADEIA DE VALOR E A LOGISTICA A Logistica para as Empresas Cadeia de Valor Módulo II Cadeia de Valor e a Logistica Danillo Tourinho S. da Silva, M.Sc. CADEIA DE VALOR E A LOGISTICA A Logistica para as Empresas Cadeia de Valor Estratégia Competitiva é o conjunto de planos, políticas,

Leia mais

Divulgação da importância do transporte para o ensino fundamental

Divulgação da importância do transporte para o ensino fundamental Divulgação da importância do transporte para o ensino fundamental Daniel Rech (DEPROT/UFRGS) João Fortini Albano (DEPROT/UFRGS) Resumo O presente artigo deriva de um projeto direcionado a alunos do ensino

Leia mais

Focaliza o aspecto econômico e de formação de preços dos serviços de transporte.

Focaliza o aspecto econômico e de formação de preços dos serviços de transporte. GERENCIAMENTO DO TRANSPORTE Focaliza o aspecto econômico e de formação de preços dos serviços de transporte. Trade-off CUSTO x NÍVEL DE SERVIÇO FORMAÇÃO DO PREÇO FINAL Para elaboração de uma estratégia

Leia mais

LOGÍSTICA: história e conceitos RESUMO

LOGÍSTICA: história e conceitos RESUMO 1 LOGÍSTICA: história e conceitos Newilson Ferreira Coelho FAFIJAN Marilda da Silva Bueno FAFIJAN RESUMO Através de uma pesquisa bibliográfica, este estudo apresenta a logística, sua história e conceitos

Leia mais

REPARTIÇÃO INTERMODAL DO TRÁFEGO

REPARTIÇÃO INTERMODAL DO TRÁFEGO REPARTIÇÃO INTERMODAL DO TRÁFEGO 1.Introdução A divisão modal pode ser definida como a divisão proporcional de total de viagens realizadas pelas pessoas e cargas, entre diferentes modos de viagem. Se refere

Leia mais

Unidade IV GERENCIAMENTO DE. Prof. Altair da Silva

Unidade IV GERENCIAMENTO DE. Prof. Altair da Silva Unidade IV GERENCIAMENTO DE TRANSPORTE Prof. Altair da Silva Transporte em area urbana Perceba o volume de caminhões que circulam nas áreas urbanas em nosso país. Quais são os resultados para as empresas

Leia mais

GESTÃO DO NÍVEL DE SERVIÇO E SEGMENTAÇÃO DE MERCADO PARA DIFERENCIAÇÃO DOS SERVIÇOS DE RH. PROFa. EVELISE CZEREPUSZKO

GESTÃO DO NÍVEL DE SERVIÇO E SEGMENTAÇÃO DE MERCADO PARA DIFERENCIAÇÃO DOS SERVIÇOS DE RH. PROFa. EVELISE CZEREPUSZKO GESTÃO DO NÍVEL DE SERVIÇO E SEGMENTAÇÃO DE MERCADO PARA DIFERENCIAÇÃO DOS SERVIÇOS DE RH PROFa. EVELISE CZEREPUSZKO O QUE É NÍVEL DE SERVIÇO LOGÍSTICO? É a qualidade com que o fluxo de bens e serviços

Leia mais

DEFINIÇÃO DAS BOAS PRÁTICAS E DOS DESAFIOS DO TRANSPORTE URBANO DE CARGA.

DEFINIÇÃO DAS BOAS PRÁTICAS E DOS DESAFIOS DO TRANSPORTE URBANO DE CARGA. DEFINIÇÃO DAS BOAS PRÁTICAS E DOS DESAFIOS DO TRANSPORTE URBANO DE CARGA. Caro participante, Agradecemos a sua presença no III Megacity Logistics Workshop. Você é parte importante para o aprimoramento

Leia mais

SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GERENCIAIS

SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GERENCIAIS 1 SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GERENCIAIS John F. Eichstaedt, Toni Édio Degenhardt Professora: Eliana V. Jaeger RESUMO: Este artigo mostra o que é um SIG (Sistema de Informação gerencial) em uma aplicação prática

Leia mais

Vamos nos conhecer. Avaliações 23/08/2015. Módulo I Introdução à Logistica Empresarial Danillo Tourinho S. da Silva, M.Sc.

Vamos nos conhecer. Avaliações 23/08/2015. Módulo I Introdução à Logistica Empresarial Danillo Tourinho S. da Silva, M.Sc. Módulo I Introdução à Logistica Empresarial Danillo Tourinho S. da Silva, M.Sc. Vamos nos conhecer Danillo Tourinho Sancho da Silva, M.Sc Bacharel em Administração, UNEB Especialista em Gestão da Produção

Leia mais

Fundamentos do Transporte

Fundamentos do Transporte Prof.: Deibson Agnel Livro: Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos/Logística Empresarial Autor: Ronald Ballou Cap. 06 1 A importância de um sistema de transporte eficaz A movimentação de cargas absorve

Leia mais

FLUXO DE CAIXA COMO FERRAMENTA DE GESTÃO FINANCEIRA PARA MICROEMPRESA

FLUXO DE CAIXA COMO FERRAMENTA DE GESTÃO FINANCEIRA PARA MICROEMPRESA FLUXO DE CAIXA COMO FERRAMENTA DE GESTÃO FINANCEIRA PARA MICROEMPRESA Laércio Dahmer 1 Vandersézar Casturino2 Resumo O atual mercado competitivo tem evidenciado as dificuldades financeiras da microempresa.

Leia mais

Contribuição do custo logístico na formação de preço de venda dos produtos. Prof. Paulo Medeiros

Contribuição do custo logístico na formação de preço de venda dos produtos. Prof. Paulo Medeiros Contribuição do custo logístico na formação de preço de venda dos produtos Prof. Paulo Medeiros Medindo os custos e desempenho da logística Uma vez que o gerenciamento logístico é um conceito orientado

Leia mais

Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. Profª Caroline Pauletto Spanhol

Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. Profª Caroline Pauletto Spanhol Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos Profª Caroline Pauletto Spanhol Cadeia de Abastecimento Conceitos e Definições Elementos Principais Entendendo a Cadeia de Abastecimento Integrada Importância

Leia mais

OS PRINCIPAIS PROBLEMAS DA GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS

OS PRINCIPAIS PROBLEMAS DA GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS OS PRINCIPAIS PROBLEMAS DA GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS Esta seção apresenta alguns dos problemas da gestão da cadeia de suprimentos discutidos em mais detalhes nos próximos capítulos. Estes problemas

Leia mais

TMS e Roteirizadores. Breno Amorim brenoamorim@hotmail.com

TMS e Roteirizadores. Breno Amorim brenoamorim@hotmail.com TMS e Roteirizadores Breno Amorim brenoamorim@hotmail.com Definição TMS (Transportation Management System) é um produto para melhoria da qualidade e produtividade de todo o processo de distribuição. Este

Leia mais

Mobilidade Urbana COMO SE FORMAM AS CIDADES? 06/10/2014

Mobilidade Urbana COMO SE FORMAM AS CIDADES? 06/10/2014 Mobilidade Urbana VASCONCELOS, Eduardo Alcântara de. Mobilidade urbana e cidadania. Rio de Janeiro: SENAC NACIONAL, 2012. PLANEJAMENTO URBANO E REGIONAL LUCIANE TASCA COMO SE FORMAM AS CIDADES? Como um

Leia mais

GRUPO DE TRABALHO DE INFRAESTRUTURA E MOBILIDADE URBANA

GRUPO DE TRABALHO DE INFRAESTRUTURA E MOBILIDADE URBANA DESENVOLVIMENTO DE LAY-OUT DE PROPOSTA ALTERNATIVA PARA O SISTEMA G DE TRANSPORTE PÚBLICO MULTIMODAL PARA A REGIÃO METROPOLITANA DA GRANDE VITÓRIA GRUPO DE TRABALHO DE INFRAESTRUTURA E MOBILIDADE URBANA

Leia mais

Logistica e Distribuição. Manuseio de Materiais. Mas quais são as atividades da Logística? Ballou, 1993

Logistica e Distribuição. Manuseio de Materiais. Mas quais são as atividades da Logística? Ballou, 1993 Mas quais são as atividades da Logística? Ballou, 1993 Logística e Distribuição Manuseio de Materiais / Gestão de Informações Primárias Apoio 1 2 Manuseio de Materiais Refere-se aos deslocamentos de materiais

Leia mais

PLANO DIRETOR DE TRANSPORTE E MOBILIDADE DE BAURU - PLANMOB

PLANO DIRETOR DE TRANSPORTE E MOBILIDADE DE BAURU - PLANMOB PLANO DIRETOR DE TRANSPORTE E MOBILIDADE DE BAURU - PLANMOB O QUE É O Plano Diretor de Transporte e da Mobilidade é um instrumento da política de desenvolvimento urbano, integrado ao Plano Diretor do município,

Leia mais

O termo logística tem sua origem no meio militar, estando relacionado a atividade de abastecimento de tropas.

O termo logística tem sua origem no meio militar, estando relacionado a atividade de abastecimento de tropas. Logística e Distribuição Professor: Leandro Zvirtes UDESC/CCT Histórico O termo logística tem sua origem no meio militar, estando relacionado a atividade de abastecimento de tropas. A história mostra que

Leia mais

1 INTRODUÇÃO. 1.1 Motivação e Justificativa

1 INTRODUÇÃO. 1.1 Motivação e Justificativa 1 INTRODUÇÃO 1.1 Motivação e Justificativa A locomoção é um dos direitos básicos do cidadão. Cabe, portanto, ao poder público normalmente uma prefeitura e/ou um estado prover transporte de qualidade para

Leia mais

Mobilidade urbana: realidade e perspectivas

Mobilidade urbana: realidade e perspectivas Mobilidade urbana: Josef Barat realidade e perspectivas Fórum Nordeste 2030 Visão Estratégica Recife, 14 de Agosto de 2013 Importância da mobilidade urbana Econômica: Necessária para o bom desempenho das

Leia mais

QUESTIONÁRIO LOGISTICS CHALLENGE 2015 PRIMEIRA FASE

QUESTIONÁRIO LOGISTICS CHALLENGE 2015 PRIMEIRA FASE QUESTIONÁRIO LOGISTICS CHALLENGE 2015 PRIMEIRA FASE *Envie o nome de seu grupo, dos integrantes e um telefone de contato junto com as respostas do questionário abaixo para o e-mail COMMUNICATIONS.SLA@SCANIA.COM*

Leia mais

Disciplina: Suprimentos e Logística II 2014-02 Professor: Roberto Cézar Datrino Atividade 3: Transportes e Armazenagem

Disciplina: Suprimentos e Logística II 2014-02 Professor: Roberto Cézar Datrino Atividade 3: Transportes e Armazenagem Disciplina: Suprimentos e Logística II 2014-02 Professor: Roberto Cézar Datrino Atividade 3: Transportes e Armazenagem Caros alunos, Essa terceira atividade da nossa disciplina de Suprimentos e Logística

Leia mais

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO CEARÁ CEFET/CE DEPARTMAENTO DE EDIFICAÇÕES CURSO DE VIAS E TRANSPORTES CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO CEARÁ CEFET/CE DEPARTMAENTO DE EDIFICAÇÕES CURSO DE VIAS E TRANSPORTES CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO CEARÁ CEFET/CE DEPARTMAENTO DE EDIFICAÇÕES CURSO DE VIAS E TRANSPORTES CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO PROFESSOR: HAMIFRANCY MENESES 1 TÓPICOS ABORDADOS DEFINIÇÃO DE CANAL

Leia mais

Planejamento da Mobilidade Urbana em Belo Horizonte

Planejamento da Mobilidade Urbana em Belo Horizonte Seminário de Mobilidade Urbana Planejamento da Mobilidade Urbana em Belo Horizonte Celio Bouzada 23 de Setembro de 2015 Belo Horizonte População de Belo Horizonte: 2,4 milhões de habitantes População da

Leia mais

DIFERENTES INTERPRETAÇÕES DO CONCEITO DE SUPPLY CHAIN MANAGEMENT

DIFERENTES INTERPRETAÇÕES DO CONCEITO DE SUPPLY CHAIN MANAGEMENT Artigo para a Revista Global Fevereiro de 2007 DIFERENTES INTERPRETAÇÕES DO CONCEITO DE SUPPLY CHAIN MANAGEMENT O conceito de Supply Chain Management (SCM), denominado Administração da Cadeia de Abastecimento

Leia mais

Curso de Engenharia de Produção. Organização do Trabalho na Produção

Curso de Engenharia de Produção. Organização do Trabalho na Produção Curso de Engenharia de Produção Organização do Trabalho na Produção Organização do Trabalho na Produção Projeto do Trabalho -Objetivo: criar um ambiente produtivo e eficiente, onde cada um saiba o que

Leia mais

Uso dos computadores e a Tecnologia da informação nas empresas: uma visão geral e introdutória

Uso dos computadores e a Tecnologia da informação nas empresas: uma visão geral e introdutória Uso dos computadores e a Tecnologia da informação nas empresas: uma visão geral e introdutória Não há mais dúvidas de que para as funções da administração - planejamento, organização, liderança e controle

Leia mais

ANEXO UM CONCEITO PARA OS PLANOS DE MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL

ANEXO UM CONCEITO PARA OS PLANOS DE MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL COMISSÃO EUROPEIA Bruxelas, 17.12.2013 COM(2013) 913 final ANNEX 1 ANEXO UM CONCEITO PARA OS PLANOS DE MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL da COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU, AO CONSELHO, AO COMITÉ

Leia mais

Plano de Mobilidade Urbana de Belo Horizonte - PlanMob-BH. Marcelo Cintra do Amaral. 20 de novembro de 2012

Plano de Mobilidade Urbana de Belo Horizonte - PlanMob-BH. Marcelo Cintra do Amaral. 20 de novembro de 2012 Plano de Mobilidade Urbana de Belo Horizonte - PlanMob-BH Marcelo Cintra do Amaral 20 de novembro de 2012 Roteiro da apresentação: Contexto do PlanMob-BH: prognóstico, caráter de plano diretor, etapas

Leia mais

PLANOS DE MOBILIDADE URBANA

PLANOS DE MOBILIDADE URBANA IMPLANTAÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL DE MOBILIDADE URBANA: PLANOS DE MOBILIDADE URBANA RENATO BOARETO Brasília, 28 de novembro de 2012 Organização Não Governamental fundada em 2006 com a missão de apoiar a

Leia mais

Artigo publicado. na edição 17. www.revistamundologistica.com.br. Assine a revista através do nosso site. julho e agosto de 2010

Artigo publicado. na edição 17. www.revistamundologistica.com.br. Assine a revista através do nosso site. julho e agosto de 2010 Artigo publicado na edição 17 Assine a revista através do nosso site julho e agosto de 2010 www.revistamundologistica.com.br :: artigo 2010 Práticas Logísticas Um olhar sobre as principais práticas logísticas

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DE CUSTOS NA ELABORAÇÃO DO PREÇO DE VENDA

A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DE CUSTOS NA ELABORAÇÃO DO PREÇO DE VENDA 553 A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DE CUSTOS NA ELABORAÇÃO DO PREÇO DE VENDA Irene Caires da Silva 1, Tamires Fernanda Costa de Jesus, Tiago Pinheiro 1 Docente da Universidade do Oeste Paulista UNOESTE. 2 Discente

Leia mais

PARANÁ ---------------------------- GOVERNO DO ESTADO PROGRAMA FORMAÇÃO DE GESTORES PARA O TERCEIRO SETOR

PARANÁ ---------------------------- GOVERNO DO ESTADO PROGRAMA FORMAÇÃO DE GESTORES PARA O TERCEIRO SETOR PARANÁ ---------------------------- GOVERNO DO ESTADO PROGRAMA FORMAÇÃO DE GESTORES PARA O TERCEIRO SETOR CURITIBA Maio 2012 1 PROGRAMA TÍTULO: Formação de Gestores para o Terceiro Setor. JUSTIFICATIVA:

Leia mais

Transporte Hidroviário Urbano

Transporte Hidroviário Urbano PHD 2537 Introdução Contexto atual No Brasil, o transporte rodoviário é responsável por 96,02% da movimentação de passageiros Necessidade de expansão da infra-estrutura devido ao crescimento das cidades

Leia mais

FIGURA 1: Capacidade de processos e maturidade Fonte: McCormack et al., 2003, 47p. Maturidade SCM Foco SCM. Inter-organizacional. Alta.

FIGURA 1: Capacidade de processos e maturidade Fonte: McCormack et al., 2003, 47p. Maturidade SCM Foco SCM. Inter-organizacional. Alta. Pesquisa IMAM/CEPEAD descreve os níveis de maturidade dos logísticos de empresas associadas Marcos Paulo Valadares de Oliveira e Dr. Marcelo Bronzo Ladeira O Grupo IMAM, em conjunto com o Centro de Pós-Graduação

Leia mais

Modais de Transporte. Aula 1. Contextualização. Objetivos da Logística. Introdução. Custos Logísticos. Prof. Luciano José Pires.

Modais de Transporte. Aula 1. Contextualização. Objetivos da Logística. Introdução. Custos Logísticos. Prof. Luciano José Pires. Modais de Transporte Aula 1 Contextualização Prof. Luciano José Pires Introdução Objetivos da Logística A tarefa transporte é vital em uma cadeia logística, pois nenhuma empresa pode funcionar sem movimentar

Leia mais

Tema: As vantagens de implantar uma rede estruturada em ambiente corporativo.

Tema: As vantagens de implantar uma rede estruturada em ambiente corporativo. 1 TEMA Assunto: Redes de computadores. Tema: As vantagens de implantar uma rede estruturada em ambiente corporativo. 2 PROBLEMA Problema: Qual a importância de criar uma rede estruturada em instituições

Leia mais

Consulta Pública PROPOSTAS

Consulta Pública PROPOSTAS Consulta Pública POLÍTICA DE LOGÍSTICA URBANA DE BELO HORIZONTE - 2015 PBH BHTRANS / outubro 2015 PROPOSTAS 1. Causas básicas do caos urbano 1. Desequilíbrio entre a oferta e a demanda do uso da estrutura

Leia mais

Auditoria Interna Como assessoria das entidades

Auditoria Interna Como assessoria das entidades Auditoria Interna Como assessoria das entidades Francieli Hobus 1 Resumo A auditoria interna vem se tornando a cada dia, uma ferramenta indispensável para as entidades. Isso está ocorrendo devido à preocupação

Leia mais

Alinhamento Estratégico. A importância do alinhamento entre a TI e o Negócio e o método proposto pelo framework do CobiT 4.1

Alinhamento Estratégico. A importância do alinhamento entre a TI e o Negócio e o método proposto pelo framework do CobiT 4.1 Conhecimento em Tecnologia da Informação Alinhamento Estratégico A importância do alinhamento entre a TI e o Negócio e o método proposto pelo framework do CobiT 4.1 2010 Bridge Consulting Apresentação

Leia mais

Capítulo 2. Logística e Cadeia de Suprimentos

Capítulo 2. Logística e Cadeia de Suprimentos Capítulo 2 Logística e Cadeia de Suprimentos Prof. Glauber Santos glauber@justocantins.com.br 1 Capítulo 2 - Logística e Cadeia de Suprimentos Papel primordial da Logística na organização Gestão da Produção

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO DE SUPRIMENTOS GESTÃO

ADMINISTRAÇÃO DE SUPRIMENTOS GESTÃO GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS DEFINIÇÃO DE CADEIAS DE SUPRIMENTOS (SUPLLY CHAIN) São os processos que envolvem fornecedores-clientes e ligam empresas desde a fonte inicial de matéria-prima até o ponto

Leia mais

Planejamento Estratégico

Planejamento Estratégico Planejamento Estratégico Análise externa Roberto César 1 A análise externa tem por finalidade estudar a relação existente entre a empresa e seu ambiente em termos de oportunidades e ameaças, bem como a

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE CENTRO DE ESTUDOS SOCIAIS APLICADOS FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS CONTÁBEIS E TURISMO DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO PLANO DE DISCIPLINA DISCIPLINA: ADMINISTRAÇÃO

Leia mais

Preços de Frete Rodoviário no Brasil

Preços de Frete Rodoviário no Brasil Preços de Frete Rodoviário no Brasil Maria Fernanda Hijjar O Brasil é um país fortemente voltado para o uso do modal rodoviário, conseqüência das baixas restrições para operação e dos longos anos de priorização

Leia mais

POSICIONAMENTO LOGÍSTICO E A DEFINIÇÃO DA POLÍTICA DE ATENDIMENTO AOS CLIENTES

POSICIONAMENTO LOGÍSTICO E A DEFINIÇÃO DA POLÍTICA DE ATENDIMENTO AOS CLIENTES POSICIONAMENTO LOGÍSTICO E A DEFINIÇÃO DA POLÍTICA DE ATENDIMENTO AOS CLIENTES 10/06/2000/em Artigos /por Peter Wanke Definir a política mais apropriada para atendimento aos clientes constitui um dos fatores

Leia mais

30/09/2010. Prof. Dr. Daniel Bertoli Gonçalves. Como surgiu o termo?

30/09/2010. Prof. Dr. Daniel Bertoli Gonçalves. Como surgiu o termo? Engenheiro Agrônomo CCA/UFSCar 1998 Mestre em Desenvolvimento Econômico, Espaço e Meio Ambiente IE/UNICAMP 2001 Doutor em Engenhariade Produção PPGEP/UFSCar 2005 Prof. Dr. Daniel Bertoli Gonçalves Consultor

Leia mais

Logística empresarial

Logística empresarial 1 Logística empresarial 2 Logística é um conceito relativamente novo, apesar de que todas as empresas sempre desenvolveram atividades de suprimento, transporte, estocagem e distribuição de produtos. melhor

Leia mais

PARTE IV Consolidação do Profissional como Consultor. Técnicas de Consultoria Prof. Fabio Costa Ferrer, M.Sc.

PARTE IV Consolidação do Profissional como Consultor. Técnicas de Consultoria Prof. Fabio Costa Ferrer, M.Sc. FATERN Faculdade de Excelência Educacional do RN Coordenação Tecnológica de Redes e Sistemas Curso Superior de Tecnologia em Sistemas para Internet Técnicas de Consultoria Prof. Fabio Costa Ferrer, M.Sc.

Leia mais

SAM GERENCIAMENTO DE ATIVOS DE SOFTWARE

SAM GERENCIAMENTO DE ATIVOS DE SOFTWARE SAM GERENCIAMENTO DE ATIVOS DE SOFTWARE Modelo de Otimização de SAM Controle, otimize, cresça Em um mercado internacional em constante mudança, as empresas buscam oportunidades de ganhar vantagem competitiva

Leia mais

ENCONTRO 1 Logística e Transporte

ENCONTRO 1 Logística e Transporte ENCONTRO 1 Logística e Transporte ENCONTRO 1 Logística e Transporte TÓPICO 1: Contextualizando o encontro Olá! Você está iniciando o primeiro encontro do curso Logística Internacional. Neste encontro,

Leia mais

01/12/2012 MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL. Guarantã do Norte/MT A SOCIEDADE ESTÁ EM TRANSFORMAÇÃO

01/12/2012 MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL. Guarantã do Norte/MT A SOCIEDADE ESTÁ EM TRANSFORMAÇÃO MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL Guarantã do Norte/MT A SOCIEDADE ESTÁ EM TRANSFORMAÇÃO TAREFAS ESTRUTURA PESSOAS AMBIENTE TECNOLOGIA ÊNFASE NAS TAREFAS Novos mercados e novos conhecimentos ÊNFASE

Leia mais

DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS DE GESTÃO DE ESTOQUE EM UMA EMPRESA BENEFICIADORA DE VIDROS EM TERESINA PI

DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS DE GESTÃO DE ESTOQUE EM UMA EMPRESA BENEFICIADORA DE VIDROS EM TERESINA PI DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS DE GESTÃO DE ESTOQUE EM UMA EMPRESA BENEFICIADORA DE VIDROS EM TERESINA PI GEDAÍAS RODRIGUES VIANA 1 FRANCISCO DE TARSO RIBEIRO CASELLI 2 FRANCISCO DE ASSIS DA SILVA MOTA 3

Leia mais

IMPORTÂNCIA DOS TRANSPORTES

IMPORTÂNCIA DOS TRANSPORTES OS TRANSPORTES IMPORTÂNCIA DOS TRANSPORTES Contribui para a correcção das assimetrias espaciais e ordenamento do território; rio; Permite uma maior equidade territorial no acesso, aos equipamentos não

Leia mais

E - Simulado 02 Questões de Tecnologia em Marketing

E - Simulado 02 Questões de Tecnologia em Marketing E - Simulado 02 Questões de Tecnologia em Marketing Questão 01: (ENADE 2009): Um fabricante de sapatos pode usar a mesma marca em duas ou mais linhas de produtos com o objetivo de reduzir os custos de

Leia mais

O Supply Chain Evoluiu?

O Supply Chain Evoluiu? O Supply Chain Evoluiu? Apresentação - 24º Simpósio de Supply Chain & Logística 0 A percepção de estagnação do Supply Chain influenciada pela volatilidade do ambiente econômico nos motivou a entender sua

Leia mais

ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE NEGÓCIOS

ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE NEGÓCIOS ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE NEGÓCIOS O plano de negócios deverá conter: 1. Resumo Executivo 2. O Produto/Serviço 3. O Mercado 4. Capacidade Empresarial 5. Estratégia de Negócio 6. Plano de marketing

Leia mais

Desafio Logístico 2013

Desafio Logístico 2013 1 Desafio Logístico 2013 Índice Introdução 3 A situação O desafio 5 5 Regras gerais 6 2 Introdução O desenvolvimento econômico do Brasil enfrenta inúmeros desafios sendo que um dos mais complexos está

Leia mais

Plano de Trabalho Docente 2010. Qualificação: TÉCNICO EM LOGÍSTICA. Professora: FLÁVIA ANDRÉIA CANEDO DE LIMA

Plano de Trabalho Docente 2010. Qualificação: TÉCNICO EM LOGÍSTICA. Professora: FLÁVIA ANDRÉIA CANEDO DE LIMA Plano de Trabalho Docente 2010 ETEC RODRIGUES DE ABREU Ensino Técnico Código: 135 Município: BAURU/SP Eixo Tecnológico: GESTÃO E NEGÓCIOS Habilitação Profissional: TÉCNICO EM LOGÍSTICA Qualificação: TÉCNICO

Leia mais

1. Introdução. 1.1 Apresentação

1. Introdução. 1.1 Apresentação 1. Introdução 1.1 Apresentação Empresas que têm o objetivo de melhorar sua posição competitiva diante do mercado e, por consequência tornar-se cada vez mais rentável, necessitam ter uma preocupação contínua

Leia mais

IDEIA FORÇA. Redução do Tempo de Deslocamento Humano (Mobilidade)

IDEIA FORÇA. Redução do Tempo de Deslocamento Humano (Mobilidade) IDEIA FORÇA Redução do Tempo de Deslocamento Humano (Mobilidade) DETALHAMENTO: Mobilidade humana (trabalhador precisa respeito); Melhorar a qualidade e quantidade de transporte coletivo (Lei da oferta

Leia mais

Logística e a Gestão da Cadeia de Suprimentos. "Uma arma verdadeiramente competitiva"

Logística e a Gestão da Cadeia de Suprimentos. Uma arma verdadeiramente competitiva Logística e a Gestão da Cadeia de Suprimentos "Uma arma verdadeiramente competitiva" Pequeno Histórico No período do pós-guerra até a década de 70, num mercado em franca expansão, as empresas se voltaram

Leia mais

Unidade IV MERCADOLOGIA. Profº. Roberto Almeida

Unidade IV MERCADOLOGIA. Profº. Roberto Almeida Unidade IV MERCADOLOGIA Profº. Roberto Almeida Conteúdo Aula 4: Marketing de Relacionamento A Evolução do Marketing E-marketing A Internet como ferramenta As novas regras de Mercado A Nova Era da Economia

Leia mais

Plano de Trabalho Docente 2014. Ensino Técnico

Plano de Trabalho Docente 2014. Ensino Técnico Plano de Trabalho Docente 2014 Ensino Técnico ETEC PAULINO BOTELHO / E.E. ESTERINA PLACCO (EXTENSAO) Código: 091.01 Município: São Carlos Eixo Tecnológico: Gestão e Negócios Habilitação Profissional: Nível

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº 70/2011. A CÂMARA MUNICIPAL DE IPATINGA aprova:

PROJETO DE LEI Nº 70/2011. A CÂMARA MUNICIPAL DE IPATINGA aprova: PROJETO DE LEI Nº 70/2011. Institui a Política Municipal de Mobilidade Urbana. A CÂMARA MUNICIPAL DE IPATINGA aprova: Mobilidade Urbana. Art. 1º Fica instituída, no Município de Ipatinga, a Política Municipal

Leia mais

Flávio Ahmed CAU-RJ 15.05.2014

Flávio Ahmed CAU-RJ 15.05.2014 Flávio Ahmed CAU-RJ 15.05.2014 O espaço urbano como bem ambiental. Aspectos ambientais do Estatuto da cidade garantia da qualidade de vida. Meio ambiente natural; Meio ambiente cultural; Meio ambiente

Leia mais

Mobilidade Urbana. João Fortini Albano. Eng. Civil, Prof. Dr. Lastran/Ufrgs

Mobilidade Urbana. João Fortini Albano. Eng. Civil, Prof. Dr. Lastran/Ufrgs Mobilidade Urbana João Fortini Albano Eng. Civil, Prof. Dr. Lastran/Ufrgs Aspectos conceituais Questões de mobilidade urbana Encaminhando soluções Aspectos conceituais Mobilidade urbana? É uma atividade

Leia mais

Custeio do Transporte Rodoviário de Cargas

Custeio do Transporte Rodoviário de Cargas Custeio do Transporte Rodoviário de Cargas SUMÁRIO 1. Link Aula Anterior; 2. Gestão de Custos X Gastos; 3. Custo Direto, Indireto, Fixo e Variável; 4. Custo Marginal, Histórico, Orçado. 5. Etapas do Custeio;

Leia mais

A mudança na aquisição de soluções de tecnologia da informação. O que significa para a TI e a linha de negócios (LOB)

A mudança na aquisição de soluções de tecnologia da informação. O que significa para a TI e a linha de negócios (LOB) A mudança na aquisição de soluções de tecnologia da informação Maio de 2014 O novo comprador de tecnologia e a mentalidade de aquisição Existe hoje um novo comprador de tecnologia da informação Esse comprador

Leia mais

ANÁLISE DO GERENCIAMENTO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS POR MEIO DO PROGRAMA 5 S EM UMA TRANSPORTADORA NA CIDADE DE MARINGÁ

ANÁLISE DO GERENCIAMENTO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS POR MEIO DO PROGRAMA 5 S EM UMA TRANSPORTADORA NA CIDADE DE MARINGÁ 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 ANÁLISE DO GERENCIAMENTO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS POR MEIO DO PROGRAMA 5 S EM UMA TRANSPORTADORA NA CIDADE DE MARINGÁ Daiane Maria De Genaro Chiroli 1

Leia mais

ANEXO 2 Estrutura Modalidade 1 ELIS PMEs PRÊMIO ECO - 2015

ANEXO 2 Estrutura Modalidade 1 ELIS PMEs PRÊMIO ECO - 2015 ANEXO 2 Estrutura Modalidade 1 ELIS PMEs PRÊMIO ECO - 2015 Critérios Descrições Pesos 1. Perfil da Organização Breve apresentação da empresa, seus principais produtos e atividades, sua estrutura operacional

Leia mais

Projecto REDE CICLÁVEL DO BARREIRO Síntese Descritiva

Projecto REDE CICLÁVEL DO BARREIRO Síntese Descritiva 1. INTRODUÇÃO Pretende-se com o presente trabalho, desenvolver uma rede de percursos cicláveis para todo o território do Município do Barreiro, de modo a promover a integração da bicicleta no sistema de

Leia mais

Respostas da Lista de Exercícios do Módulo 2: Vantagem Competitiva. Resposta do Exercício 1

Respostas da Lista de Exercícios do Módulo 2: Vantagem Competitiva. Resposta do Exercício 1 Respostas da Lista de Exercícios do Módulo 2: Vantagem Competitiva 1 Resposta do Exercício 1 Uma organização usa algumas ações para fazer frente às forças competitivas existentes no mercado, empregando

Leia mais

Logística Empresarial

Logística Empresarial IETEC INSTITUTO DE EDUCAÇAO TECNOLÓGICA PÓS GRADUAÇAO LATU SENSU 15 a. Turma Gestão da Logística Logística Empresarial Elenilce Lopes Coelis Belo Horizonte MG Julho - 2006 2 SUMÁRIO INTRODUÇÃO À LOGÍSTICA...PÁGINA

Leia mais

MOBILIDADE URBANA. André Abe Patricia Stelzer

MOBILIDADE URBANA. André Abe Patricia Stelzer MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL André Abe Patricia Stelzer Atualmente, a mobilidade urbana é parte da política de desenvolvimento urbano sustentável. Trata do deslocamento de bens e pessoas e do atendimento

Leia mais

Ementários. Disciplina: Gestão Estratégica

Ementários. Disciplina: Gestão Estratégica Ementários Disciplina: Gestão Estratégica Ementa: Os níveis e tipos de estratégias e sua formulação. O planejamento estratégico e a competitividade empresarial. Métodos de análise estratégica do ambiente

Leia mais

Plano de Marketing. Introdução (breve) ao Marketing Análise de Mercado Estratégias de Marketing

Plano de Marketing. Introdução (breve) ao Marketing Análise de Mercado Estratégias de Marketing Plano de Marketing Introdução (breve) ao Marketing Análise de Mercado Estratégias de Marketing 1 Plano de Marketing É o resultado de um processo de planejamento. Define o quevai ser vendido, por quanto,

Leia mais

5 Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos

5 Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos 5 Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos 5.1 Conceitos e definições do supply chain management O conceito ou definição do SCM é algo recente na literatura especializada, datado mais precisamente da metade

Leia mais

Curso Superior de Tecnologia em Logística Empresarial

Curso Superior de Tecnologia em Logística Empresarial PRIMEIRA FASE 01 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I Funções, gráficos e aplicações; cálculo diferencial e aplicações; funções de duas ou mais variáveis: derivadas parciais e aplicações; aplicação computacional

Leia mais

GESTÃO ESTRATÉGICA DA CADEIA LOGÍSTICA

GESTÃO ESTRATÉGICA DA CADEIA LOGÍSTICA http://www.administradores.com.br/artigos/ GESTÃO ESTRATÉGICA DA CADEIA LOGÍSTICA DIEGO FELIPE BORGES DE AMORIM Servidor Público (FGTAS), Bacharel em Administração (FAE), Especialista em Gestão de Negócios

Leia mais

CONTABILIDADE E GESTÃO DE CONTROLE DE ESTOQUE NA EMPRESA

CONTABILIDADE E GESTÃO DE CONTROLE DE ESTOQUE NA EMPRESA MARCIO REIS - R.A MICHELE CRISTINE RODRIGUES DE OLIVEIRA R.A 1039074 RENATA COSTA DA SILVA SIMIÃO R.A 1039444 Ciências Contábeis CONTABILIDADE E GESTÃO DE CONTROLE DE ESTOQUE NA EMPRESA Orientador: Prof.

Leia mais

ASPECTOS FUNDAMENTAIS DO PROBLEMA DE LOCALIZAÇÃO DE INSTALAÇÕES EM REDES LOGÍSTICAS

ASPECTOS FUNDAMENTAIS DO PROBLEMA DE LOCALIZAÇÃO DE INSTALAÇÕES EM REDES LOGÍSTICAS ASPECTOS FUNDAMENTAIS DO PROBLEMA DE LOCALIZAÇÃO DE INSTALAÇÕES EM REDES LOGÍSTICAS Data: 10/03/2001 Peter Wanke INTRODUÇÃO Localizar instalações ao longo de uma cadeia de suprimentos consiste numa importante

Leia mais

CONSULTA PÚBLICA Nº 008/2010. Revisão da Metodologia de Estabelecimento dos Limites dos Indicadores Coletivos de Continuidade

CONSULTA PÚBLICA Nº 008/2010. Revisão da Metodologia de Estabelecimento dos Limites dos Indicadores Coletivos de Continuidade CONSULTA PÚBLICA Nº 008/2010 Revisão da Metodologia de Estabelecimento dos Limites dos Indicadores Coletivos de Continuidade Rio de Janeiro, 23 de Agosto de 2010 Apresentamos a seguir as nossas respostas

Leia mais

Elétrica montagem e manutenção ltda. AVALIAÇÃO DE COLABORADORES

Elétrica montagem e manutenção ltda. AVALIAÇÃO DE COLABORADORES AVALIAÇÃO DE COLABORADORES RESUMO A preocupação com o desempenho dos colaboradores é um dos fatores que faz parte do dia-a-dia da nossa empresas. A avaliação de desempenho está se tornando parte atuante

Leia mais

Processos Gerenciais

Processos Gerenciais UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA Projeto Integrado Multidisciplinar III e IV Processos Gerenciais Manual de orientações - PIM Curso Superior de Tecnologia em Processos Gerenciais. 1.

Leia mais

A maioria da população mundial, europeia e nacional vive hoje em cidades.

A maioria da população mundial, europeia e nacional vive hoje em cidades. 1. As cidades A maioria da população mundial, europeia e nacional vive hoje em cidades. Na União Europeia, mais de 2/3 da população vive em áreas urbanas e 67% do Produto Interno Bruto (PIB) europeu é

Leia mais